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PRESCRIÇÃO

CONCEITO: é a perda, em face do decurso do tempo do direito de o Estado punir (P.P.P.) ou executar a punição
já imposta (P.P.E.).

Atenção:

Conclusão:

PRESCRIÇÃO

HIPÓTESES (EXCEPCIONAIS) DE IMPRESCRITIBILIDADE:

Os casos de imprescritibilidade são excepcionais e devem estar expressos na CF/88:

- Art. 5º, XLII CF/88: racismo (lei nº 7.716/89)


- Art. 5º, XLIV CF/88: ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Demo-
crático

“Art. 5º, XLII CF/88 - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão,
nos termos da lei;”

“Art. 5º, XLIV CF/88- constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares,
contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;”

CUIDADO: A TORTURA É PRESCRITÍVEL.

FUNDAMENTOS DA PRESCRIÇÃO:

1- O decurso do tempo leva ao esquecimento do fato.


2- O decurso do tempo recupera naturalmente o criminoso.
3- O decurso do tempo enfraquece o suporte probatório.

Em resumo:

ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO

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PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA EM ABSTRATO OU PROPRIAMENTE DITA (P.P.P.A.)

PREVISÃO LEGAL: art. 109 CP

Tendo o Estado a tarefa de buscar a punição do delinqüente, deve anunciar até quando essa punição lhe interes-
sa.

Sendo incerto o “quantum” da pena que será fixada na sentença, o prazo prescricional é resultado da combinação
da pena máxima prevista abstratamente no tipo e a escala do art. 109 CP.

“Prescrição antes de transitar em julgado a sentença

Art. 109 C.P. - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 1o do art. 110
deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se:

I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze;


II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze;
III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito;
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro;
V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois;
VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. (Redação dada pela Lei nº 12.234, de 2010).

Cuidado: a Lei nº 12.234/10 alterou a tabela do art. 109 CP, mais precisamente o seu inciso VI.

Atenção: NA BUSCA DA PENA MÁXIMA EM ABSTRATO (c.c. art. 109 CP):

Art. 119 C.P. - No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, iso-
ladamente.”

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CONSEQUÊNCIAS DA P.P.P.A.:

1- Desaparece para o Estado seu direito de punir, inviabilizando a análise do mérito.

OBS.:

“Art. 397 C.P.P. - Após o cumprimento do disposto no art. 396-A, e parágrafos, deste Código, o juiz deverá ab-
solver sumariamente o acusado quando verificar: (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008).

I - a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato;


II - a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade;
III - que o fato narrado evidentemente não constitui crime; ou
IV - extinta a punibilidade do agente.”

2- Eventual sentença condenatória provisória é rescindida (não permite operar qualquer efeito penal ou extrape-
nal)

3- O acusado não será responsabilizado pelas custas.

4- Terá direito à restituição integral da fiança.

TERMO INICIAL DA P.P.P.A. (art. 111 do CP)

Quando começa a correr o prazo prescricional anunciado pelo art. 109 CP?

I - DO DIA EM QUE O CRIME SE CONSUMOU;

II - NO CASO DE TENTATIVA, DO DIA EM QUE CESSOU A ATIVIDADE CRIMINOSA

III - NOS CRIMES PERMANENTES, DO DIA EM QUE CESSOU A PERMANÊNCIA

IV - NOS DE BIGAMIA E NOS DE FALSIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE ASSENTAMENTO DO REGISTRO


CIVIL, DA DATA EM QUE O FATO SE TORNOU CONHECIDO

V - NOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES, PREVISTOS NESTE


CÓDIGO OU EM LEGISLAÇÃO ESPECIAL, DA DATA EM QUE A VÍTIMA COMPLETAR 18 (DEZOITO) ANOS,
SALVO SE A ESSE TEMPO JÁ HOUVER SIDO PROPOSTA A AÇÃO PENAL.

CUIDADO:

OBS.1: Abrange crimes contra a dignidade sexual previstos em legislação extravagante

OBS.2: “salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal”

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1ªC: “proposta a ação penal” significa ação penal oferecida

2ªC: “proposta a ação penal” significa ação penal recebida

OBS.3: Não se trata de imprescritibilidade.

# Qual o termo inicial de um crime habitual?

ATENÇÃO: INICIADO O PRAZO PRESCRICIONAL (ART. 111 CP) É POSSÍVEL SUA SUSPENSÃO E INTER-
RUPÇÃO.

Causas suspensivas (art. 116 CP)

Causas interruptivas (art. 117 CP)

CAUSAS SUSPENSIVAS DA PRESCRIÇÃO (art. 116 CP):

“Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre:

I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da existência do cri-
me;
Questões prejudiciais – arts. 92 e 94 CPP (p.ex.: bigamia e anulação do casamento)
II - enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro (garante a soberania do nosso país).

Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não corre durante o tem-
po em que o condenado está preso por outro motivo.” (P.P.E.)
“Causas interruptivas da prescrição

Art. 117 C.P. - O curso da prescrição interrompe-se:

I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa;


II - pela pronúncia;
III - pela decisão confirmatória da pronúncia;
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis;
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena;
VI - pela reincidência.

§ 1º - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz efeitos relativamen-
te a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, estende-se aos de-
mais a interrupção relativa a qualquer deles.
§ 2º - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa a correr, nova-
mente, do dia da interrupção.”

CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO (art. 117 CP):

I - RECEBIMENTO DA DENÚNCIA OU DA QUEIXA;

OBS.1:

OBS.2:

OBS.3: “Súmula 709 STF: Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a
rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela.”

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OBS.4:

II - PRONÚNCIA;

Reconhecendo haver prova da materialidade e indícios de autoria de crime doloso contra a vida, submete-se o
caso a julgamento popular.

Atenção: “Súmula 191 STJ: A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri
venha a desclassificar o crime.”

III - DECISÃO CONFIRMATÓRIA DA PRONÚNCIA;

IV - PUBLICAÇÃO DA SENTENÇA OU ACÓRDÃO CONDENATÓRIOS RECORRÍVEIS;

Atenção:

Qual espécie de acórdão condenatório recorrível terá efeito interruptivo: o reformador ou também o confirmatório?

CASO PRÁTICO:

PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA RETROATIVA (P.P.P.R.)

PREVISÃO LEGAL: art. 110, § 1º CP

Antes da sentença recorrível, não se sabe a quantidade da pena a ser fixada pelo juiz, razão pela qual o lapso
prescricional regula-se pela pena máxima prevista em lei (teoria da pior das hipóteses). Contudo, fixada a pena,
ainda que provisoriamente, transitando em julgado para a acusação (ou sendo seu recurso improvido), não mais
existe razão para se levar em conta a pena máxima, já que, mesmo diante do recurso da defesa, é proibida a re-
forma para prejudicar o réu. A pena aplicada na sentença passa a ser o novo norte, parâmetro para o art. 109 CP.

“Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória


o
Art. 110, § 1 C.P. - A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou
depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por ter-
mo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.”

CARACTERÍSTICAS DA P.P.P.R.

a) Pressupõe sentença ou acórdão penal condenatórios.


b) Pressupõe trânsito em julgado da pena para a acusação, no que se relaciona com a pena.
c) Tem como norte a pena aplicada na sentença.
d) Os prazos prescricionais estão no art. 109 CP.
e) O termo inicial conta-se da publicação da condenação até o recebimento da inicial (contagem retroativa).

Atenção:

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CASO PRÁTICO:

OBSERVAÇÕES FINAIS:

OBS.1: Com o advento da lei nº 12.234/10, não mais se considera a P.P.P.R. entre o recebimento da inicial e a
data do fato.

OBS.2: A lei nº 12.234/10 é prejudicial para o réu, portanto, irretroativa (fatos praticados antes admitem a P.P.P.R.
entre o recebimento da inicial e a data do crime).

OBS.3: O recurso da acusação só impede a P.P.P.R. se buscar o aumento da pena. Se o MP recorre contra o tipo
de pena (e não sua quantidade) não impede a P.P.P.R.

OBS.4: Discute-se se esta espécie de prescrição pode ser reconhecida em 1º grau (ou só pelo Tribunal). Temos
duas correntes:

1ªC:

2ªC:

PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA SUPERVENIENTE (P.P.P.S.)

PREVISÃO LEGAL: art. 110, § 1º CP

Tal qual a prescrição da pretensão punitiva retroativa, a superveniente (ou intercorrente) tem por base a pena
concreta (a ser combinada com o art. 109 CP).

Diferença:

- P.P.P.R.:

- P.P.P.S.:

“Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória


o
Art. 110, § 1 C.P. - A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou
depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por ter-
mo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.”

PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA RETROATIVA (P.P.P.S.)

CASO PRÁTICO:

PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA VIRTUAL (P.P.P.V.)

PREVISÃO LEGAL: não tem (é criação jurisprudencial).

FINALIDADE: reconhecer antecipadamente a P.P.P.R. (reconhecer a falta de interesse em prosseguir com ação
penal que certamente será alcançada pela P.P.P.R.).

OBS.: Os Tribunais Superiores não têm admitido a ocorrência da P.P.P.V.

“Súmula 438 STJ: É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamen-
to em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal.”

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PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA RETROATIVA (P.P.P.V.)

CASO PRÁTICO:

PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA (P.P.E.)

PREVISÃO LEGAL: art. 110, “caput”, CP.

Trata-se de prescrição de pena efetivamente imposta, que tem como pressuposto sentença condenatória com
trânsito em julgado para ambas as partes.

Verifica-se dentro dos prazos estabelecidos no art. 109 CP, os quais são aumentados de 1/3 se o condenado é
reincidente.

Atenção: não é a pena que é aumentada em 1/3, mas sim o prazo prescricional.

“Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória

Art. 110 C.P. - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena aplicada
e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é reinci-
dente.”

CONSEQUÊNCIAS DA P.P.E.:

Extingue-se a pena aplicada sem rescindir a sentença condenatória (produz os demais efeitos penais e todos os
extrapenais).

TERMO INICIAL DA P.P.E.

“Art. 112 - No caso do art. 110 deste Código, a prescrição começa a correr:

I - do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, para a acusação, ou a que revoga a suspensão
condicional da pena ou o livramento condicional;
II - do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da interrupção deva computar-se na pena.”

TERMO INICIAL DA P.P.E.

Regra: Conta-se do dia do trânsito em julgado para a acusação.

Cuidado:

PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA (P.P.E.)

Atenção: O prazo da P.P.E. pode ser SUSPENSO (art. 116, p. único CP) ou INTERROMPIDO (art. 117, V e VI
CP)

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“Art. 116 C.P. - parágrafo único:

Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não corre (suspensão do prazo) durante o
tempo em que o condenado está preso por outro motivo.”

“ Art. 117 C.P. - O curso da prescrição interrompe-se:

V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; (recaptura)


VI - pela reincidência.” (notícia que praticou crime – para ser reincidente, basta a prática de novo crime depois de
transitar em julgado sentença condenatória do crime anterior– vide art. 63 CP)

“Art. 63 C.P. - Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a
sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior.”

PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA RETROATIVA (P.P.P.V.)

CASO PRÁTICO:

“Prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento condicional

Art. 113 C.P. - No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição é regu-
lada pelo tempo que resta da pena.”

“Redução dos prazos de prescrição

Art. 115 C.P. - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime,
menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos.”

OBS. 1 - De fundo nitidamente humanitário, baseia-se o dispositivo na possibilidade de modificação da personali-


dade do agente que, no caso do menor de 21 (vinte e um) anos, ainda não atingiu a maturidade mental (e talvez
por isso tenha delinquido), e, no caso do maior de 70 (setenta) anos, se aproxima da caducidade.

OBS. 2 - Ambos os benefícios permanecem vigentes, sem alteração, mesmo com o advento do Código Civil de
2002 (que alterou a maioridade civil para 18 anos) e do Estatuto do Idoso (assim considerando todo aquele com
idade igual ou superior a 60 anos). Seria necessária revogação expressa dos dispositivos penais.

OBS. 3 - O artigo 115 se aplica a todos os prazos prescricionais, inclusive aqueles previstos na legislação especi-
al e incide sobre todas as modalidades de prescrição (punitiva e executória).

OBS. 4 - Prevalecendo-se o agente das mesmas circunstâncias de tempo, local e modo de execução (art. 71 do
CP), praticando vários crimes da mesma espécie, sendo alguns antes dos vinte e um anos do criminoso e outros
depois, a redução só incidirá nos crimes cometidos antes da maioridade (art. 119 do CP). Já no caso de crime
permanente, iniciado na menoridade e terminado na maioridade, não se reduz o prazo prescricional.

O STF admitiu execução provisória da pena após o julgamento em segunda instância. Qual prescrição
corre até o julgamento de eventuais recursos constitucionais?

FORÇA GALERA!!!
“Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades.” (Epicuro)

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