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OAB 2ª FASE - DIREITO ADMINISTRATIVO

1. Os consórcios públicos foram criados com a edição da lei 11.107/05 e consistem na gestão associada de entes
federativos para prestação de serviços de interesse comum a todos eles.
2. O Exército Brasileiro é um exemplo da aplicação da Teoria da Institucionalização. Apesar de não possuir
personalidade jurídica própria, o órgão, em virtude da sua atuação e história existencial, acaba ganhando vida
própria, sendo, por exemplo, titular de bens e podendo celebrar contratos.
3. O recurso hierárquico impróprio, apesar da nomenclatura, não se caracteriza pela manifestação de hierarquia
entre a entidade e a administração direta. As decisões passíveis de recurso analisadas pelo Ministério Superior
serão submetidas ao controle de finalidade, tratando-se apenas de uma supervisão.
4. As ações de rito especial, tais como o Mandado de Segurança, o Habeas data, entre outros, não seguem as regras
de dilatação de prazo, mantendo-se o prazo simples para a manifestação do Poder Público.
5. Os dirigentes das agências reguladoras possuem uma investidura especial, ou seja, são nomeados pelo Presidente
da República, após prévia aprovação do Senado Federal. Cumprem um mandato certo, ao contrário das demais
autarquias em que os dirigentes são comissionados e exoneráveis ad nutum.
6. Não recebendo recursos dos entes federativos para custeio ou manutenção de pessoal (empresas
independentes), a empresa pode efetivar pagamento de remuneração acima do teto remuneratório do serviço
público aos seus empregados estabelecido no art. 37, XI, da CF.

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7. Não se admite o ingresso de servidores celetistas para a prestação de serviços nos entes da administração direta,
autárquica e fundacional, ou seja, o regime de pessoal dos servidores estatutários e aprovados mediante concurso é
o regime jurídico único.
8. Os bens imóveis públicos desafetados podem ser alienados desde que haja autorização legislativa, declaração de
interesse público, avaliação prévia e licitação. Em relação aos bens móveis, dispensa-se a autorização legislativa
específica.
9. Ato administrativo praticado com a devida motivação, no entanto, com os motivos falsos, é classificado como um
ato viciado por ilegalidade no elemento motivo. Se não realizou a motivação, necessitando fazê-la, trata-se de ato
com vício no elemento forma.
10. Motivação aliunde é aquela que ao invés de expor os motivos que deram ensejo à prática do ato, o
administrador público remete sua motivação aos fundamentos apresentados por um ato administrativo anterior
que o justificou.
11. No que tange à responsabilidade civil, o Estado não abarca as empresas estatais que exploram atividade
econômica, mas somente aquelas que prestam serviços públicos. A responsabilidade, no primeiro caso, será
regulamentada pelo Direito Privado.

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12. O controle político se efetiva somente nas hipóteses previstas na Constituição Federal e visa adequar as políticas
estatais à legislação aplicável e o equilíbrio entre os poderes estruturais da República. Nesse sentido, o poder
político não se confunde com o controle da Administração Pública.
13. A provocação aos entes da Administração Pública pode-se dar por meio de representação, quando o particular
requer a anulação de ato lesivo ao interesse público; reclamação quando visa à retirada de conduta administrativa;
e pedido de reconsideração, ao requer a retração da autoridade pública.
14. Na seara dos recursos administrativos, não há vedação da reformatio in pejus, ou sejam uma decisão proferida
poderá piorar a situação do recorrente. No entanto, o recorrente deverá ser cientificado para que formule suas
alegações antes da decisão.
15. Pessoas físicas ou jurídicas às quais tenha sido aplicada a penalidade de suspensão de contratar com o poder
público ou declaração de inidoneidade, enquanto vigentes as penalidades, estão vedadas de participar do certame
licitatório, ainda que de forma indireta.
16. Os contratos administrativos têm como uma de suas características, ser um contrato de adesão, uma vez que
não admitem a rediscussão de cláusulas contratuais. Nesses contratos, a Administração Pública não pode modificar
cláusulas contratuais por vontade ou sugestão do particular a ser contratado.

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17. A alteração contratual por acordo das partes pode ocorrer quando necessária a modificação do regime de
execução da obra ou serviço, bem como do modo de fornecimento, em face de verificação técnica da
inaplicabilidade dos termos contratuais originários.
18. Os contratos de concessão se diferenciam dos demais contratos de execução de serviços pelo fato de que a
remuneração da empresa concessionária não é feita pela Administração Pública, mas sim pela exploração do serviço
concedido.
19. No que tange a duração, a concessão de serviços públicos não respeita os prazos estipulados da Lei 8.666/93,
entretanto, não significa que este contrato seja por prazo indeterminado, afinal, a referida lei determina que todo
contrato administrativo tem prazo determinado.
20. As entidades do serviço social autônomo são particulares criadas por autorização legal para execução de
atividades de interesse do Estado, admitindo-se que sejam constituídas sob a forma de associação ou fundação,
ou ainda, por meio de estruturas não previstas no Direito Civil e reguladas pela lei específica da entidade.
21. As entidades de apoio são particulares que atuam ao lado de hospitais e universidades públicas, auxiliando no
exercício da atividade destas entidades, por meio da realização de programas de pesquisa e extensão. Estas pessoas
jurídicas executam atividades não exclusivas de estado, direcionadas à saúde, educação e pesquisa científica
juntamente com órgãos ou entidades públicas que atuam nestes serviços.

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22. A aquisição da vitaliciedade ocorre após dois anos de efetivo exercício naquelas carreiras, para os aprovados em
concursos públicos e, mediante posse e exercício.
23. A recondução é o retorno do servidor a cargo anteriormente ocupado por ele. A doutrina vem se posicionando,
majoritariamente, no sentido de que o servidor pode requerer a recondução dentro do período de estágio
probatório.
24. O subsídio é forma de pagamento feito em parcela única, não aceitando nenhum acréscimo patrimonial. O
objetivo é tornar mais clara e transparente a retribuição de determinados cargos, evitando que um determinado
servidor público com vencimento previsto em lei receba remuneração muito acima do padrão estabelecido.
25. Se a ação civil pública por ato de improbidade for proposta pelo Ministério Público, a entidade lesada deverá ser
intimada para, em tendo interesse, atuar como litisconsorte ativa. Por sua vez, se a pessoa jurídica lesada propuser
a ação, o parquet deverá atuar, necessariamente, como fiscal da lei (custus legis).
26. Nas desapropriações comuns a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) terá competência para declarar
utilidade pública de bens privados para fins de instalação de empresas concessionárias e permissionárias do serviço
de energia elétrica, nos moldes definidos pela Lei n. 9.074/95.

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27. A limitação administrativa é uma restrição de caráter geral, não atingindo um bem específico, mas sim todos os
proprietários que estiverem na situação descrita na norma. Neste sentido, a norma geral incide sobre os bens
pertencentes a particulares, definindo restrição ao seu caráter absoluto, uma vez que limita a forma de utilização do
bem pelo proprietário.
28. A concessão de uso é um contrato administrativo que permite o uso de bem público de forma anormal ou
privativa, usado para situações mais perenes, permanentes e que dependem de maior investimento financeiro do
particular. Não é precária, tem prazo determinado e requer procedimento licitatório prévio, salvo as hipóteses de
dispensa e inexigibilidade.
29. Com a aplicação da pena de perdimento de bens, prevista no art. 91, II do Código Penal, os bens utilizados como
instrumentos dos crimes praticados ou que sejam produtos deste ou ainda que decorram dos proveitos auferidos
com o crime, serão transferidos para a União Federal.
30. Por exigência normativa, pode ser cobrada a emissão de pareceres de órgãos consultivos nos processos
administrativos. Nestes casos, a lei determina que o prazo para emissão do parecer será de 15 (quinze) dias, salvo
norma específica ou necessidade devidamente comprovada e justificada de prazo maior.

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31. A incorreta utilização do princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o Privado pode ser judicialmente
corrigida, por habeas corpus no caso de ofensa à liberdade de ir e vir, por meio de habeas data quando se tratar da
violação ao direito de informação ou, por Mandado de Segurança, em situações de violação a direito líquido e certo,
além da possibilidade de aplicação dos demais remédios constitucionais.
32. De acordo com a súmula vinculante n. 3 nos processos perante o Tribunal de Contas da União, asseguram-se o
contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que
beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria,
reforma e pensão.
33. Em relação ao Poder Judiciário, no exercício da função jurisdicional, vigora a regra do livre convencimento
motivado e da independência e imparcialidade do juízo, entretanto, com a criação das súmulas vinculante, por meio
de EC 45/2004, há uma mitigação dessa regra de autonomia, contudo, a sujeição às decisões sumuladas não se
confunde com a hierarquia administrativa.
34. O juiz pode apreciar os limites do mérito administrativo, através dos princípios da razoabilidade e
proporcionalidade, uma vez que são impostos pela lei, como instrumento de controle, evitando excesso de poder e
condutas desarrazoadas pelo administrador.

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35. Os órgãos superiores não têm autonomia, não têm independência, dependem de controle de uma chefia mais
alta, mas ainda conservam o poder de decisão, no que tange aos atos praticados no exercício de suas atividades.
Ex.: Secretaria da Receita Federal do Brasil, Procuradorias Estaduais, Polícias.
36. Acerca do regime tributário, ainda que a empresa estatal atue na prestação de serviços públicos, por se
submeterem a regime jurídico próprio das empresas privadas, não é possível pensar-se na concessão de imunidade
tributária.
37. As resoluções são atos normativos dos órgãos colegiados, usados pelos Poderes Legislativo e Judiciário, e pelas
Agências Reguladoras, para disciplinar matéria de sua competência específica.
38. A contraposição ou derrubada do ato administrativo ocorre nas situações em que um ato administrativo novo se
contrapõe a um ato anterior extinguindo seus efeitos. Não se trata de ilegalidade originária ou superveniente da
atuação originária, mas tão somente na impossibilidade de manutenção do ato, por colidir com ato novo que trata
da matéria.
39. A Lei Anti-Corrupção estabelece que, a responsabilidade das pessoas jurídicas por atos praticados em face do
ente público, subsistirá ainda que haja alteração contratual, transformação, incorporação, fusão ou cisão societária,
de forma que, a responsabilidade da sucessora será restrita à obrigação de pagamento de multa e reparação
integral do dano causado, até o limite do patrimônio transferido.

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40. A prisão além do tempo da sentença não é ato jurisdicional, é ato administrativo exercido posteriormente à
decisão judicial, em sede de cumprimento e execução da pena. Logo, a hipótese expressa na constituição de
responsabilidade do Estado por erro jurisdicional ocorreria nos casos de prisão por erro judiciário.
41. A controladoria é órgão interno de controle dos entes federativos que não têm função consultiva, mas sim de
efetiva fiscalização, orientação e revisão de atos praticados dentro da estrutura do Poder Executivo, atuando com
ampla prerrogativa de investigação com a finalidade de garantir maior transparência e moralidade na prestação de
contas públicas.
42. O Controle Legislativo é realizado no âmbito do parlamento e dos órgãos auxiliares, sobre os atos praticados
pela Administração Pública, nos limites definidos pela Constituição. Em verdade, sua abrangência inclui o controle
político sobre o próprio exercício da função administrativa e o controle financeiro sobre a gestão dos gastos
públicos dos três poderes.
43. O pregão é modalidade licitatória realizada pelo Poder Público para aquisição de bens e serviços comuns, que
são definidos em lei como àqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos
pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado, ademais, o pregão é sempre realizado tendo como
critério de escolha exclusivamente o “menor preço”.

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44. As microempresas e empresas de pequeno porte poderão participar do certame ainda que possuam
irregularidade fiscal e, ao término do procedimento, será assegurado o prazo de 5 (cinco) dias úteis, cujo termo
inicial corresponderá ao momento em que o proponente for declarado o vencedor do certame, prorrogáveis por
igual período, a critério da Administração Pública.
45. Nas dispensas de licitação para contratações de remanescente de obra, serviço ou fornecimento, em
consequência de rescisão contratual, a lei exige que seja observada a ordem de classificação da licitação, sendo
indispensável que seja mantida as condições da proposta vencedora, inclusive no que tange ao preço que será
devidamente corrigido, nos termos do contrato.
46. Pode ser atribuído a servidor ocupante de cargo em comissão, outro cargo em comissão, desde que de forma
interina (temporária), recebendo apenas uma das remunerações (a de maior valor).
47. A OAB não ostenta a qualidade de autarquia, sendo constitucional a contratação direta de seus empregados,
sem a necessidade de realização de concurso público.
48. O prazo de validade do concurso público é de até 2 anos prorrogável por mais 2 anos (art. 37, III, CF). No
entanto, caso o prazo definido em determinado certame seja de 1 ano, por exemplo, somente se admite a
prorrogação por um prazo idêntico ao prazo originalmente definido.

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49. A lei proíbe a realização de novo concurso público em determinada carreira enquanto possuir concurso anterior
vigente com o mesmo propósito. No entanto, admite-se a realização de novo processo seletivo desde que seja
respeitada a ordem de preferência dos candidatos aprovados no concurso anterior.
50. A Administração Pública poderá deixar de nomear candidatos aprovados em concurso público, ainda que dentro
do número de vagas, desde que demonstrado a excepcionalidade do ato, por motivo de necessidade pública
superveniente, devidamente justificada e comprovada.
51. Apesar da disparidade entre a Lei 8112/90 e a Constituição Federal, o prazo necessário à aquisição da
estabilidade foi definido como sendo o prazo do estágio probatório, ou seja, 3 anos.
52. O provimento em cargo público se dá com a nomeação, o que não se confunde com a investidura no cargo, que
se dá somente com a posse. Após nomeado, o agente público terá no máximo 30 dias para a posse, e após a posse
até 15 dias para entrar em exercício.
53. O estágio probatório inicia-se na data que o agente público inicia o exercício de suas atividades, e não a partir da
data da posse, findando-se com o término do prazo de três anos.
54. A gratificação por encargo de curso ou concurso concedida ao servidor público não se incorpora ao vencimento
ou salário do servidor para qualquer efeito e não poderá ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras
vantagens, inclusive de aposentadoria e pensões.

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55. O ato de improbidade que atenta contra os princípios administrativos prevê como uma das sanções a multa de
até 100x a remuneração do servidor. Entretanto, segundo o STJ, caso o agente não seja remunerado pelo exercício
de suas funções, a multa será de até 100x o valor do salário mínimo.
56. Diversamente do que ocorre no PAD, onde o afastamento do servidor não pode ultrapassar 60 dias, na Lei de
Improbidade Administrativa é permitido que tal medida cautelar seja aplicada sem a estipulação de prazo máximo.
57. Bens dominicais são aqueles que não possui finalidade pública. Assim, afetar o bem é dar destinação pública a
bem dominical. A desafetação, por sua vez, é suprimir a destinação de bem que estava atrelado, de alguma forma,
ao interesse púbico.
58. Os Conselhos de Fiscalização ostentam natureza jurídica autárquica, em relação a todas as prerrogativas e
limitações, inclusive em relação ao regime de pessoal que devem seguir o Regime Jurídico Único, conforme previsto
na Lei nº 8112/90.
59. E.P. e S.E.M. são entidades de Direito Privado, integrantes da Administração Indireta. Os agentes públicos
dessas entidades são regidos pela CLT e classificados como empregados, exceto, o seus dirigentes que seguem o
regime estatutário por serem servidores detentores de cargo em comissão, nomeados pelo ente da Administração
Direta responsável.

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60. No caso de leilão de bem tombado, a União, os Estados e os Municípios terão, nessa ordem, o direito de
preferência na arrematação, em igualdade de oferta. No entanto, tratando-se de alienação extrajudicial, não há
mais o direito de preferência do poder público.
61. A divisão em órgãos visa a garantir uma maior eficiência e especialização no exercício da atividade pública,
sendo admitida a divisão em órgãos dos entes da Administração Direta e também dos entes da Administração
Indireta, desde que sejam entidades de direito público.
62. Apesar dos órgãos públicos não possuírem personalidade jurídica própria, alguns gozam de capacidade
processual ativa, tais como os órgãos independentes e autônomos. Como exemplo, tem-se o Ministério Público e a
Defensoria Pública com capacidade postulatória para agirem judicialmente.
63. Conforme a Súmula 525, do STJ, a Câmara de Vereadores, apesar de não possuir personalidade jurídica, possui
capacidade processual ativa, somente podendo demandar em juízo para defender os seus direitos institucionais.
64. Exceto em caso de honorários de perito, que exige o depósito prévio, as demais despesas dos atos processuais
efetuados a requerimento do MP, Defensoria Pública ou Fazenda Pública, serão pagas apenas no final do processo,
pela parte vencida, sendo desnecessário o adiantamento das custas.

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65. A súmula 620, do STF, estabelece que as entidades autárquicas não gozam do direito ao reexame necessário,
mas o entendimento jurisprudencial mais moderno afasta a aplicação dessa súmula, em virtude do art. 496, do CPC.
Assim, as autarquias gozam da garantia do duplo grau obrigatório de jurisdição.
66. O dirigente de uma agência reguladora, ao deixar o cargo, deve cumprir um período de quarentena. O
ex-dirigente fica impedido de exercer atividades ou de prestar qualquer serviço no setor regulado pela respectiva
agência por um período de 4 meses ou pelo prazo determinado na lei específica da agência.
67. Nas empresas públicas que prestam serviços públicos, o regime híbrido (particular + público) se aproxima do
direito público, porque se aplicam a essas entidades todas as normas e princípios aplicáveis à prestação destes
serviços. Já nas exploradoras de atividades econômicas, o direito público é aplicado em caráter excepcional,
predominando os preceitos do direito privado.
68. Os agentes das empresas estatais também estão subordinados à regra constitucional que veda a acumulação de
cargos e empregos públicos de quaisquer entes da Administração Direta e Indireta, ressalvados os casos definidos
na Constituição Federal, art. 37, XVI.
69. O Princípio da Solenidade é inerente à atuação estatal uma vez que exige determinada forma para a prática dos
atos da Administração Pública. Diferente ocorre nas condutas particulares, em que vige o Princípio da Liberdade das
Formas, não exigindo prerrogativas específicas para a execução de seus atos.

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70. O efeito prodrômico ou efeito preliminar ocorre diante de um ato iniciado que exige uma nova atuação
administrativa para sua conclusão, como nos atos complexos. Esse efeito determina a quebra da inércia
administrativa, ou seja, obriga a manifestação de vontade do segundo órgão.
71. Diferentemente do que ocorre com a anulação de atos administrativos, não há previsão de limite temporal para
a revogação de atos administrativos, não se configurando a decadência no prazo de 5 anos.
72. Em caso de obra mal executada por empreiteiro, através de contrato administrativo e não se tratando de
prestação de serviço público, a ação deve ser movida somente contra este, sem a participação do Estado no
processo, sendo que tal responsabilização se dará nos moldes da legislação civil.
73. O controle por vinculação decorre do poder exercido pela administração direta sobre as entidades
descentralizadas, não se caracterizando como subordinação hierárquica, mas tão somente uma espécie de
supervisão, de controle finalístico.
74. Os entes federativos poderão expedir normas específicas para regulamentação de seus procedimentos
licitatórios, desde que observadas as normas genéricas trazidas na legislação federal.
75. A fase de julgamento do procedimento licitatório é caracterizado com a abertura dos envelopes com as
propostas dos licitantes, abertos em sessão pública, onde os interessados podem verificar suposta violação, sob
pena de anulação do procedimento.

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76. A alteração de projeto, nos contratos administrativos, é qualitativa e será justificada sempre que o projeto
originariamente apresentado pelo estado, por qualquer motivo público, devidamente justificado, não atenda mais
aos fins desejados pela Administração.
77. A aplicação de multa, como penalidade prevista no art. 58, da Lei nº. 8.666/93, só deve ocorrer após regular
processo administrativo e poderá ser descontada da garantia do respectivo contrato, caso a multa seja de valor
superior ao valor da garantia, além da perda desta, responderá o contratado pela sua diferença.
78. A opção pela utilização do Regime Diferenciado de Contratações – RDC deverá constar de forma expressa do
instrumento convocatório e resultará no afastamento das normas contidas na lei 8.666/93, a qual não tem
aplicação subsidiária, salvo nas hipóteses expressamente determinadas pela lei 12.462/11.
79. A lei 9.074/95 criou o Programa Nacional de Desestatização e determina que os serviços públicos que estejam
elencados neste programa podem ser delegados mediante contratos de concessão, sendo que, nestes casos, a
modalidade licitatória a ser utilizada poderá ser o leilão. Trata-se de norma que afasta a obrigatoriedade de
concorrência para estes serviços específicos.
80. O artigo 24, XXVI, da Lei 8.666, dispensa as licitações quando o consórcio público estiver contratando com os
entes formadores do consórcio, sejam os entes da administração direta ou suas autarquias, fundações, empresas
públicas e sociedades de economia mista.

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81. No que tange aos setores da economia, o quarto setor é representado pela economia informal, na tentativa da
iniciativa privada de se eximir do pagamento de tributos e encargos legais exigidos pela execução da atividade
lucrativa.
82. As entidades de apoio que atuam ao lado de Universidades Públicas e de Instituição de Ciência e Tecnologia
(ICT), são regulamentadas por meio da lei 8.958/94, alterada pela lei 12.349/10. Por outro lado, não há previsão
legal para a criação de fundações de apoio que executam atividades juntamente com os hospitais públicos.
83. O Supremo Tribunal Federal já se manifestou, no julgamento do RE 228977/SP, no sentido de considerar os
membros da Magistratura e os do Ministério Público como agentes políticos.
84. Os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas, dotados de personalidade jurídica de direito
privado, não manterão com os órgãos da Administração Pública qualquer vinculo funcional ou hierárquico.
85. A cláusula de barreira corresponde à regulamentação, constitucionalmente prevista, que pode ser inserida em
editais de concursos públicos sem qualquer irregularidade, uma vez que o único critério de limitação à participação
do certame se dá com base na meritocracia, não se valendo de critérios pessoais de restrição.
86. Podem se apresentar como interessadas a participar dos processos administrativos as organizações e as
associações representativas, no tocante aos direitos e interesses coletivos e as pessoas ou associações legalmente
constituídas quanto a direitos ou interesses difusos.

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87. A Lei nº 13.650/18 trouxe mais uma hipótese de improbidade administrativa, no rol previsto no art. 11, da Lei nº
8.429/92, qual seja a de transferir recurso a entidade privada, em razão da prestação de serviços na área de saúde
sem a prévia celebração de contrato, convênio ou instrumento congênere, nos termos do parágrafo único, do art.
24, da Lei nº 8.080/90.
88. Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Pet 3240/DF, não existe foro por
prerrogativa de função em ação de improbidade administrativa proposta contra agente político.
89. A competência para executar a desapropriação é atribuída, inicialmente, ao ente federativo que declarou a
utilidade pública ou interesse social.
90. Com a Declaração Expropriatória ocorrerá também a fixação do estado do bem, ou seja, o Poder Público fixa o
estado em que o bem se encontra no momento da declaração e, por isso, qualquer melhoria ou construção
realizada no bem após a declaração não será abarcada pela indenização. Com efeito, a declaração é um marco a ser
utilizado para fins de indenização das benfeitorias.
91. A eficácia dos atos depende da sua publicação, mas não a sua validade: a publicidade é imprescindível diante da
necessidade de a população ter conhecimento dos atos, contudo, o ato administrativo editado conforme disposição
de lei será válido, mesmo antes de seu conhecimento.

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92. O princípio da sindicabilidade corresponde ao poder de controle da atuação estatal, de forma ampla,
abrangendo não apenas o controle efetivado pela própria administração, mas também o controle jurisdicional
exercido nos limites da Carta Magna.

93. O princípio da isonomia pode ser analisado sob a ótica formal e material: do ponto de vista formal, este
princípio veda o tratamento diferenciado às pessoas por motivo de índole pessoal; por seu turno, em seu aspecto
material, a isonomia justifica o tratamento diferenciado de maneira a igualar juridicamente aqueles que são
faticamente desiguais.

94. Quando a lei, ao determinar a atuação do agente público, se vale de conceitos jurídicos vagos ou
indeterminados, dando margem de escolha ao administrador, este deverá se utilizar do poder discricionário, a partir
da análise da oportunidade e conveniência, cumprindo com a finalidade de uma administração transparente e
eficiente.

95. No que diz respeito às anuidades cobradas pelas autarquias profissionais, o entendimento doutrinário e
jurisprudencial é de que tratam-se de tributos federais. Dessa forma, os Conselhos de Profissão gozam de
parafiscalidade, ou seja, a eles é transferida a capacidade tributária.

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96. Os contratos celebrados pelas fundações públicas de direito público ostentam a qualidade de contratos
administrativos possuindo, implicitamente, as cláusulas exorbitantes, além de serem precedidos de licitação,
ressalvadas as hipóteses de dispensa e inexigibilidade, em conformidade com a Lei nº. 8.666/93.

97. Diferentemente do que ocorre com as entidades autárquicas, a edição de lei não cria a empresa estatal,
devendo haver o registro dos atos, no Cartório de Pessoa Jurídica – em se tratando de sociedade comercial – ou na
Junta Comercial, quando tiver natureza empresarial.

98. O princípio da instrumentalidade das formas dispõe que a forma não é essencial à prática do ato, mas tão
somente o meio, definido em lei, pelo qual o poder público conseguirá alcançar seus objetivos.

99. Os atos de gestão são executados pelo poder público sem as prerrogativas de Estado, atuando a Administração
em situação de igualdade com o particular. Em tais casos, a atividade é regida pelo direito privado, não se valendo o
ente estatal das prerrogativas inerentes à supremacia do interesse público.

100. No que se refere à responsabilidade civil do Estado, o texto constitucional abarca como agente responsável
todos aqueles que atuam na prestação de serviços públicos, atingindo, além da administração direta e indireta, os
particulares prestadores de serviço público por delegação, como as concessionárias e permissionárias.

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101. A responsabilidade pelo simples fato da obra ocorre quando a obra causa dano, sem que tenha havido culpa de
alguém, o dano não decorre de sua má execução, mas sim pela existência da obra. Neste caso, advindo prejuízo,
ter-se-à a responsabilidade objetiva do Estado.

102. O controle exercido pela própria Administração Pública e pelo Poder Legislativo podem ser praticados
mediante provocação ou iniciativa do orgão controlador, enquanto que o controle jurisdicional depende da
provocação do particular interessado, em razão da inércia da jurisdição.

103. Após a tramitação do processo administrativo em todas as instâncias legalmente permitidas, estará formada a
coisa julgada administrativa, significa dizer que, a situação não poderá ser objeto de discussão na esfera
administrativa, havendo somente a possibilidade de recorrer à via judicial.

104. Em regra, a comissão de licitação é composta por, pelo menos, 3 (três) membros, sendo 2 (dois) deles
servidores públicos qualificados dos quadros permanentes do órgão responsável pela licitação, consoante disposto
no art. 51 da Lei 8.666/93.

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105. Na modalidade convite, não elaboração de edital, o instrumento convocatório é simplificado e denomina-se
Carta-convite. Esta, por sua vez, não é publicada no Diário Oficial. Estabelece a lei que a administração deverá
enviar a carta-convite aos convidados e afixá-la, no átrio da repartição, em local visível ao público.

106. Nos contratos administrativos, mesmo que o contrato seja nulo, o particular contratado deve ser remunerado
pelos serviços prestados de boa-fé, caso contrário, estaria se admitindo o enriquecimento sem causa do ente
público.

107. Os serviços de radiodifusão sonora e radiodifusão de sons e imagens (rádio e televisão), são serviços públicos
de delegação obrigatória, sendo que, ao mesmo tempo que possui o dever de prestação, o Estado não pode
monopolizar esses serviços, delegando-os a particulares.

108. Serviços uti singuli são aqueles prestados a toda a coletividade, sem distinções discriminatórias. No entanto, o
Estado pode individualizar sua utilização, sendo possível a cobrança de taxas ou tarifas.

109. Os servidores em disponibilidade somente poderá ser aproveitado em cargo com atribuições e atividades
compatíveis com aquelas que exercia antes da extinção do cargo ou da declaração de desnecessidade do próprio,
conforme art. 41, §3º da CF.

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110. Em caráter de exceção, a CF prevê a nomeação direta, sem a necessidade de realização de concursos públicos,
como no caso dos Ministros dos Tribunais de Contas, do STF, STJ, STM, TST e TSE.

111. A sindicância não é indispensável para instauração do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), bem como a
instauração do PAD não é necessária, se na sindicância for apurada infração penalizada com advertência ou
suspensão de até 30 dias.

112. Em regra, somente os entes federativos possuem competência para desapropriar. No entanto, se autorizados
por lei ou contrato, os concessionários de serviços públicos podem promover desapropriações.

113. Caso o imóvel desapropriado não seja utilizado para os fins declarados no decreto expropriatório, o
ex-proprietário pode pleitear indenização, pelo instituto da retrocessão, além de poder reivindicar o imóvel
expropriado.

114. Não haverá ajuda de custo (indenização concedida ao servidor deslocado para outra sede por interesse da
administração pública) se o afastamento ocorrer em virtude de mandado eletivo.

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115. É entendimento do STF que o candidato aprovado fora do número de vagas em concurso público não tem
direito à nomeação, mesmo que, em virtude de lei ou vacância, surjam novas vagas.

116. Os militares não se submetem ao regime estabelecido pela Lei nº 8112/90 (Estatuto dos Servidores Públicos
Civis da União) e sim ao regime definido na Lei nº 6880/98.

117. Conforme entendimento jurisprudencial, em caso de pena aplicada por improbidade administrativa, o agente
público perderá o cargo que esteja exercendo no momento da aplicação da pena e, não necessariamente, a função
de que tenha se valido para a prática do ato.

118. Na ação de improbidade, é vedado a celebração do TAC (termo de ajustamento de conduta) firmado pelo MP,
mesmo que ele seja o autor da ação, além da proibição de qualquer outra transação, acordo ou conciliação.

119. O RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) não se aplica aos ocupantes de cargos em comissão,
temporários ou empregados públicos.

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120. A dialética promovida pelo processo administrativo faz com que a atuação administrativa seja realizada de
forma mais eficiente e isenta de defeitos, protegendo, não somente os interesses dos particulares, mas também
garantindo o direito fundamental à boa administração pública.
121. O Mandado de Segurança individual, manejado por parlamentar, pode ser instrumento de controle de
inconstitucionalidade formal de leis (vício no procedimento legislativo). Segundo julgado do STF, o MS terá como
objeto a violação ao direito líquido e certo de participação de um processo legislativo hígido.
122. De acordo com a Súm. 629, STF, a impetração de Mandado de Segurança coletivo por entidade de classe em
favor dos associados independe da autorização destes.
123. Conforme art. 109, I, CF, as sociedades de economia mista não entram no rol de entidades a serem julgadas
pela Justiça Federal comum caso se incluam na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes em processos
judiciais.
124. As sociedades de economia mista só tem foro na Justiça Federal quando a União intervém como assistente ou
oponente (Súmula nº 517, STF).
125. De maneira geral, é pacífico na doutrina a vedação de delegação do poder de polícia a particulares. No
entanto, é importante destacar que, como exceção, tal delegação ocorre aos capitães de navio.

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126. Tanto a delegação quanto a avocação são situações temporárias e excepcionais, pois permitem a prática de ato
administrativo por quem não era originariamente competente.
127. De acordo com a Súmula Vinculante nº 21, é inconstitucional o depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou
bens para admissibilidade de recurso administrativo.
128. O MP, embora não seja um poder, para fins de organização hierárquica, é elevado ao status de Poder do
Estado e, portanto, para determinados doutrinadores, caracterizam-se como órgãos independentes.
129. Em caso de processo judicial contra entidade da Administração Indireta, esta deverá ser proposta contra a
pessoa jurídica da entidade e não do ente federativo, haja vista que o ente da administração indireta não pode se
confundir com o ente político que o gerou.
130. Em virtude da simetria das formas, as entidades devem ser extintas mediante lei específica. Sendo assim, a lei
específica extingue as autarquias (inclusive as autarquias fundacionais) e autoriza a extinção dos demais entes da
Administração Descentralizada.
131. O Tribunal Superior do Trabalho, na súmula nº 390, diz que o empregado de empresa pública ou de sociedade
de economia mista, ainda que admitido mediante aprovação em concurso público, não é garantida a estabilidade
prevista no art. 41 da CF/88.

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132. Em caso de omissão estatal, é possível que o Judiciário determine que o agente público pratique o ato,
cessando a possível ilegalidade. Isso, de acordo com a jurisprudência dos tribunais, não configura invasão na ação
do administrador desde que não interfira no conteúdo da conduta a ser praticada.
133. Não estacionar o carro em determinada via pública é um exemplo de ato imperativo imposto pela
Administração Pública, impondo uma obrigação de não fazer. Alguns doutrinadores chamam de Poder Extroverso
esse atributo de restringir, fomentar e fiscalizar certas condutas dos administrados.
134. É entendimento consolidado na jurisprudência e doutrina que, diante de aposentadoria de servidor público, a
inércia do Tribunal de Contas por mais de 5 anos enseja a aprovação tácita da aposentadoria, sendo que posterior
anulação depende de processo com prévio contraditório.
135. As agências reguladoras possuem poder normativo que se restringe ao âmbito técnico da prestação do serviço
e expedem os atos por meio de manifestação do seu Conselho Diretivo.
136. A concessão administrativa também é concessão de serviço público, na qual, por ser a Administração Pública a
usuária, direta ou indireta, do serviço público prestado ela fica responsável pelo pagamento das tarifas.
137. A rescisão unilateral é prerrogativa dada ao ente público contratante de por fim à avença,
independentemente, de consentimento do particular e sem depender de decisão judicial (art. 77 da Lei nº
8.666/93).

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138. A encampação ou resgate do serviço público é a retomada do serviço público pelo poder concedente durante o
prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento
da indenização.
139. A parceria público privada é um contrato de concessão de serviço público, que pode ser precedido ou não de
obra pública e neste adicionalmente à tarifa paga pelos usuários, há uma contraprestação do Poder Público ao
parceiro privado. A contraprestação do Poder Público não pode ultrapassa 70%, salvo se estabelecida por lei
específica, sob pena de desnaturar o caráter de concessão de serviço público.
140. Quando houver mais de um interessado na celebração do termo de parceria e, desde que todos cumpram os
requisitos legais, a Administração Pública deverá realizar um procedimento simplificado que justifique a escolha de
uma entidade em detrimento das demais.
141. A lei expressamente veda a celebração do termo de parceria com algumas entidades privadas, como consta no
art. 28 da lei 9.637/08, sendo uma delas instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos,
práticas e visões devocionais e confessionais.
142. Embora não seja possível convalidar o ato de nomeação decorrente de um concurso público ilegal, os atos
praticados per este agente irregularmente investido, devem ser mantidos, por se revestirem de legalidade aparente
e para evitar prejuízos a terceiros que acreditaram na atuação estatal.

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143 Os honorários advocatícios pagos pela parte vencida nas ações contra a Fazenda Pública, não são computados
para os fins de teto remuneratório, vez que não ostentam qualidade de remuneração, haja vista que não são pagos
pelos cofres públicos.
144. De acordo com entendimento do STJ, as ações de improbidade administrativa propostas contra membros da
magistratura devem seguir foro privilegiado, ou seja, devem ser propostas perante ao Tribunal ao qual o magistrado
esteja vinculado.
145. Qualquer cidadão poderá representar numa ação de improbidade administrativa, entretanto, somente são
legitimados para promover a ação principal o Ministério Público e a pessoa jurídica interessada.
146. A desapropriação especial rural, regulamentada pelo art. 184 da Constituição Federal é cabível sempre que o
imóvel não esteja cumprindo a sua função social, para fins de reforma agrária, mediante o pagamento de
indenização em títulos da dívida agrária, resgatáveis em até 20 anos.
147. Quando o ente público desapropria o bem, transferido a propriedade ao patrimônio público, contudo, não
garante a sua utilização na busca do interesse público, deixando o bem inaproveitado ou subaproveitado, ocorre
desvio de finalidade ilícito, ensejando o surgimento do direito à retrocessão do proprietário.

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148. Os terrenos de marinha são bens da União, se caracterizam como bens dominicais, uma vez que não são
afetados, havendo a possibilidade de utilização desses bens por particulares por meio de enfiteuse firmada com o
ente público que transfere ao cidadão a qualidade de enfiteuta e o domínio útil sobre o bem.
149. A ausência do cidadão intimado para manifestar-se no processo administrativo não implica em
reconhecimento da verdade dos fatos, nem em renúncia a direito administrativo.
150. A Administração Pública pode revogar seus próprios atos, quando inoportunos ou inconvenientes, o que se
denomina de autotutela, se garantidos os direitos adquiridos, ensejando, todavia, a alteração de relações jurídicas
já constituídas.

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