Sie sind auf Seite 1von 40

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO

Caderno do Professor

2ª Série do Ensino Médio

Língua Portuguesa

São Paulo

2º. Bimestre de 2018

20ª. Edição

1
Avaliação da Aprendizagem em Processo – Língua Portuguesa

A Avaliação da Aprendizagem em Processo - AAP, em sua 20ª edição, tem o


intuito de apoiar o trabalho do professor em sala de aula e também de subsidiar a
elaboração do seu plano de ação para os processos de recuperação da aprendizagem
dos alunos.

As provas para essa avaliação são compostas por doze questões de múltipla
escolha, com quatro alternativas, para todos os anos do Ensino Fundamental - Anos
Finais e cinco alternativas para todas as séries do Ensino Médio. As questões foram
formuladas a partir de seis habilidades constantes na Matriz de Avaliação Processual.

Para as habilidades selecionadas, foram elaboradas duas questões a fim de que


o professor possa ter mais um diagnóstico quanto à aquisição de conhecimento do
aluno e obter mais subsídios na elaboração de seu plano de aula.

O Caderno do Professor – subsídios para o professor de Língua Portuguesa –


traz a descrição das habilidades selecionadas de cada prova, o gabarito, as
observações pedagógicas para cada uma das alternativas propostas e as referências
bibliográficas, consultadas ao elaborar o material.

Lembramos que, a cada aplicação, os itens são testados e avaliados pelos


professores e pelos gestores das escolas da rede estadual. Alguns desses itens,
provavelmente, precisarão ser modificados ou, por vezes, substituídos, de modo a
garantir a eficácia da proposta e a reforçar seu caráter processual e contínuo.

Equipe de Língua Portuguesa

2
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO
2ª série EM – 2º bimestre 2018 - 20ª Edição
Língua Portuguesa - Caderno do Professor

QUESTÃO GABARITO HABILIDADE

01 D Estabelecer relações entre textos verbais (trecho de


romance, conto, poema, letra de música, entrevista, artigo
de opinião) e/ou textos não verbais.
02 B Localizar informação explícita em textos (trecho de romance,
conto, poema, letra de música, entrevista, artigo de opinião,
quadro).
03 C Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou
humanos em contextos literários.
04 D Identificar recursos semânticos expressivos (figuras de
linguagem: metáfora, metonímia, personificação, gradação,
assonância e aliteração) em um texto (trecho de romance,
conto, poema, letra de música).
05 D Estabelecer relações entre textos verbais (trecho de
romance, conto, poema, letra de música, entrevista, artigo
de opinião) e/ou textos não verbais.
06 A Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos
para sustentá-la.
07 A Identificar vocábulos ou expressões que substituem, por
sinonímia, outros vocábulos ou expressões presentes em
um texto (trecho de romance, conto, poema, letra de música,
entrevista, artigo de opinião)
08 C Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou
humanos em contextos literários.
09 E Identificar recursos semânticos expressivos (figuras de
linguagem: metáfora, metonímia, personificação, gradação,
assonância e aliteração) em um texto (trecho de romance,
conto, poema, letra de música).
10 B Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos
para sustentá-la.
11 A Localizar informação explícita em textos (trecho de romance,
conto, poema, letra de música, entrevista, artigo de opinião,
quadro).

12 E Identificar vocábulos ou expressões que substituem, por


sinonímia, outros vocábulos ou expressões presentes em
um texto (trecho de romance, conto, poema, letra de música,
entrevista, artigo de opinião).

3
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO
2ª série EM – 2º bimestre 2018
Língua Portuguesa - Caderno do Professor

Leia os textos e responda às questões 01 e 02.

Texto I

Disponível em:
<https://rafaelclodomiro.files.wordpress.com/2010/05/poesia_concreta_concretista_poema_xicara_cha1.jpg>.
Acesso em: 15 abr. 2018.

4
Texto II

Mitos e verdades: especialista tira dúvidas sobre o consumo e os efeitos do café

Por Régis Melo e Lucas Soares, G1 Sul de Minas, Lavras, MG


02/05/2017 08h59. Atualizado 02/05/2017 09h00

[...] O G1 convidou a Professora e tutora do Núcleo de Estudos em Qualidade,


Industrialização e Consumo de Café (QICafé) da Universidade Federal de Lavras (UFLA),
Rosemary Gualberto, para responder a perguntas sobre o tema.

[...]
• Café faz bem ou mal à saúde?
O café é uma das bebidas mais populares no mundo, além de ser natural e saudável. Muitos
acreditam que só contenha cafeína, mas ele possui uma variedade de nutrientes importantes
para a nossa saúde e bem-estar. Do ponto de vista alimentício, quando ingerido de forma
moderada faz muito bem para a saúde, além de ajudar na diminuição do risco de várias
doenças. Mas, é preciso lembrar que o café é uma bebida estimulante e sua dose recomendada
por dia varia conforme o metabolismo de cada indivíduo.

[...]
Café alivia ou causa dor de cabeça?
O café alivia, pode aliviar a dor de cabeça, porque a cafeína tem propriedades vasoconstritoras,
mas isso depende da dose ingerida. A cafeína é encontrada como adjuvante de vários
medicamentos, frequentemente utilizados para o alívio de dor de cabeça, pelo efeito analgésico
e por potencializar a ação de princípios ativos comumente utilizados, como paracetamol, ácido
acetilsalicílico e ibuprofeno.

• Tomar café depois do almoço faz mal?


O consumo de café imediatamente após a refeição deve ser evitado, pois pode ocorrer uma
diminuição na absorção de nutrientes pelo organismo, como o cálcio e o ferro. A sugestão é
que haja um intervalo, por volta de 01 hora para tomar o café após o almoço.

[...]

MELO, Régis e SOARES, Lucas. Mitos e verdades: especialista tira dúvidas sobre o consumo e os efeitos do café. Disponível em:
<https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/grao-sagrado/noticia/mitos-e-verdades-especialista-tira-duvidas-sobre-o-
consumo-e-os-efeitos-do-cafe.ghtml>. Acesso em: 15 abr. 2018. (adaptado)

5
Habilidade
Estabelecer relações entre textos verbais (trecho de romance, conto, poema, letra de
música, entrevista, artigo de opinião) e/ou textos não verbais.

Questão 01

Os dois textos apresentam o café como tema central. Entretanto, pode-se afirmar que:

(A) O Texto I é a imagem de uma xícara de café fumegante, construída com palavras
escolhidas ao acaso; o Texto II é uma entrevista sobre os efeitos do café.

(B) O Texto II é uma notícia de jornal sobre os mitos e as verdades dos efeitos
causados pelo café; o Texto I é uma poesia sobre a xícara de café.

(C) O Texto II é uma notícia sobre a dor de cabeça resultante do hábito de tomar café
com muita frequência; o Texto I é uma narrativa sobre o café.

(D) O Texto I é uma poesia sobre o café, construída por meio de imagem e de
palavras; o Texto II é uma entrevista jornalística sobre o café.

(E) O Texto II é uma entrevista com uma professora da UFLA sobre os malefícios do
consumo excessivo de café; o Texto I é uma poesia concreta sobre o café.

GRADE DE CORREÇÃO

ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
(A) O Texto I é a imagem de Resposta incorreta. Ainda que a afirmação
uma xícara de café fumegante, sobre o Texto II esteja correta, o poema do
construída com palavras
Texto I é construído com muita imaginação e
escolhidas ao acaso; o Texto II
é uma entrevista sobre os cuidado nas escolhas das palavras que o
efeitos do café. compõe: o vapor que emana do café quente
corresponde a uma quadra com versos
rimados, com vocábulos que descrevem o café
sendo coado em um bule. Essa quadra é

6
separada do desenho da xícara por uma linha
que o autor confessa ser formada por uma
frase em prosa, enquanto o contorno do corpo
da xícara é uma frase interrogativa sobre o
sabor do café, frase esta em que o ponto de
interrogação desenha sua alça.
(B). O Texto II é uma notícia de Resposta incorreta. A afirmativa sobre o Texto
jornal sobre os mitos e as II está incorreta, porque se trata de uma
verdades dos efeitos causados
entrevista com uma especialista sobre o
pelo café; o Texto I é uma
poesia sobre a xícara de café. consumo de café e seus efeitos. Já o Texto I
não tem como tema uma xícara de café, mas
sim o próprio café.
(C). O Texto II é uma notícia Resposta incorreta. Ambas as afirmativas
sobre a dor de cabeça estão incorretas. O Texto II não é uma notícia;
resultante do hábito de tomar
é uma entrevista e o Texto I é uma poesia e
café com muita frequência; o
Texto I é uma narrativa sobre o não uma narrativa.
café.

(D). O Texto I é uma poesia Resposta correta. O Texto I é uma poesia


sobre o café, construída por concreta, (informação que consta no
meio de imagem e de
endereço do site) cuja temática é o café, em
palavras; o Texto II é uma
entrevista jornalística sobre o que o autor utilizou palavras e imagens para
café. transmitir a mensagem. Já o Texto II
reproduz a entrevista de uma especialista
em café, concedida ao jornal G1.

(E). O Texto II é uma entrevista Resposta incorreta. A entrevista não trata


com uma professora da UFLA apenas dos malefícios causados pelo consumo
sobre os malefícios do consumo
excessivo de café. Ela trata, também, dos
excessivo de café; o Texto I é
uma poesia concreta sobre o benefícios que essa bebida tem. A afirmativa
café. sobre o Texto I é verdadeira.

7
Habilidade
Localizar informação explícita em textos (trecho de romance, conto, poema, letra de
música, entrevista, artigo de opinião, quadro).

Questão 02

Em sua entrevista sobre os mitos e as verdades dos efeitos causados pelo café, uma
das conclusões da pesquisadora encontra-se em:

(A) Os medicamentos usados para o alívio de dor de cabeça, pelo efeito analgésico, não
contêm cafeína.

(B) O café é benéfico quando consumido de acordo com o metabolismo de cada


indivíduo.

(C) O café é uma das bebidas mais populares no mundo e só contém cafeína.

(D) O café deve ser ingerido imediatamente após as refeições.

(E) O consumo excessivo de cafeína provoca dor de cabeça.

GRADE DE CORREÇÃO

ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
(A) Os medicamentos usados Resposta incorreta. A pesquisadora afirma o
para o alívio de dor de contrário. Segundo ela, “A cafeína é encontrada
cabeça, pelo efeito
como adjuvante de vários medicamentos,
analgésico, não contêm
cafeína. frequentemente utilizados para o alívio de dor de
cabeça, [...]”
(B) O café é benéfico quando Resposta correta. Segundo a pesquisadora, a
consumido de acordo dose de café, para ser benéfica, deve variar
com o metabolismo de
“conforme o metabolismo de cada indivíduo”.
cada indivíduo.
Essa afirmativa consta na resposta à pergunta do
8
entrevistador, logo no primeiro parágrafo.

(C) O café é uma das bebidas Resposta incorreta. Além de conter cafeína, o café
mais populares no mundo e também possui vários outros nutrientes que,
só contém cafeína. segundo a professora, são importantes para a
saúde dos homens.
(D) O café deve ser ingerido Resposta incorreta. Segundo a entrevistada, deve-
imediatamente após as se aguardar pelo menos uma hora após as
refeições. refeições para depois ingerir o café.

(E) O consumo excessivo de Resposta incorreta. Essa informação não se


cafeína provoca dor de encontra no texto.
cabeça.

Leia o texto e responda à questão 03.

Quanto Custa uma Saudade?

A saudade de alguém que foi embora,


de um amigo, de um amor, de um parente,
de alguém que não está mais entre a gente,
com o peito adoentado a alma chora.
Feito gripe que de noite só piora,
uma dor maior que vinte dor de dente,
judiando até do cabra mais valente

sem sentir pena, dó, nem piedade.


Quer saber quanto custa uma saudade,
tenha amor queira bem e viva ausente

Tanto amor no meu peito estocado,


esperando por você que já partiu
tão depressa, nem sequer se despediu,
9
vez por outra me pergunto agoniado:
se a saudade mora mesmo no passado,
por que que ela vive tão presente?
Hoje eu olho mais pra trás do que pra frente,
pra lembra que já senti felicidade.
Quer saber quanto custa uma saudade,
tenha amor queira bem e viva ausente.

Feito doido fico aqui lhe esperando,


a saudade já chegou e você, nada.
Vou pra rua caminhando na calçada,
de repente eu tô num bar me embriagando,
no meu rosto uma lágrima rolando,
no balcão uma dose de água ardente
na vitrola do bar toca um repente
de um poeta chêi de responsabilidade.
Quer saber quanto custa uma saudade,
tenha amor queira bem e viva ausente.
[...]

BESSA, Braulio. Quanto custa uma saudade. Disponível em:<https://www.pensador.com/braulio_bessa/>. Acesso


em: 15 abr. 2018. (adaptado)

Habilidade
Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou humanos em contextos
literários.

Questão 3

A literatura de cordel tem um legítimo representante em Braulio Bessa, autor de


“Quanto custa uma saudade”. No poema, o eu lírico fala de seus sentimentos e revela
suas origens nordestinas no verso:
10
(A) “pra lembra que já senti felicidade”.
(B) “Tanto amor no meu peito estocado”.
(C) “judiando até do cabra mais valente”.
(D) “tenha amor queira bem e viva ausente”.
(E) “de repente eu tô num bar me embriagando”.

GRADE DE CORREÇÃO
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
(A) “pra lembra que já senti Resposta incorreta. Nesse verso, observa-se o uso
felicidade”. de “pra lembra” que pertence à linguagem popular
brasileira e é usada não somente pelos
nordestinos.
Pra é a forma usada informalmente de para.
Lembra(r) reproduz a linguagem falada, em que se
omite o r no final de verbos que estão conjugados
no infinitivo presente.
(B) “Tanto amor no meu peito Resposta incorreta. Nessa alternativa, todas as
estocado”. palavras são de origem culta. Não há
regionalismos.

(C) “judiando até do cabra


Resposta correta. Conforme o Dicionário
mais valente”.
Priberam da Língua Portuguesa, a palavra
“cabra” tem o significado de “cangaceiro”, um
salteador que percorria o sertão do Nordeste
brasileiro no final do século XIX e nas primeiras
décadas do século XX. Portanto, o uso dessa
palavra revela as origens nordestinas do
falante.
Conforme: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha],
2008-2013. Disponível em: <https://www.priberam.pt/dlpo/cabra>.

11
Acesso em: 19 abr. 2018.

(D) “tenha amor queira bem e Resposta incorreta. Nessa alternativa, todas as
viva ausente”; palavras são de origem culta. Não há
regionalismos.
(E) “de repente eu tô num bar Resposta incorreta. O verso apresenta a forma tô
me embriagando”. (=estou) que não é de uso regional; ela é de cunho
popular.

Leia o texto e responda à questão 4.

Canção de domingo

Que dança que não se dança?


Que trança não se destrança?
O grito que voou mais alto
Foi um grito de criança

Que canto que não se canta?


Que reza que não se diz?
Quem ganhou maior esmola
Foi o Mendigo Aprendiz

O céu estava na rua?


A rua estava no céu?
Mas o olhar mais azul
Foi só ela quem me deu!

QUINTANA, Mário. Nova antologia poética. São Paulo: Globo, 2007, p. 50.

12
Habilidade
Identificar recursos semânticos expressivos (figuras de linguagem: metáfora,
metonímia, personificação, gradação, assonância e aliteração) em um texto (trecho
de romance, conto, poema, letra de música).

Questão 04

Na primeira estrofe, observa-se o uso de palavras que repetem o mesmo som. Trata-
se de uma figura de linguagem denominada

(A) comparação.
(B) sinestesia.
(C) metonímia;
(D) aliteração.
(E) antítese.

GRADE DE CORREÇÃO
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
(A) comparação. Resposta incorreta. É a figura de linguagem em
que se relacionam dois termos em uma
comparação explícita. Os termos: como, assim
como, tal como, igual a etc., aparecem claramente
explícitos. Não há, portanto, o uso de palavras que
repetem o mesmo som. A resposta está incorreta.
(B) sinestesia. Resposta incorreta. Da mesma forma, na
sinestesia não há o uso de palavras que repetem o
mesmo som, uma vez que, de acordo com Fiorin*
“a sinestesia é reunião de termos pertencentes a
planos sensoriais diversos: por exemplo, palavras

13
referentes à audição e ao tato, ao olfato e ao
paladar, etc.” Ex. voz (sensação auditiva) áspera
(sensação tátil).
FIORIN, José Luiz. O que é sinestesia. Disponível em:
<http://www.revistaeducacao.com.br/o-que-e-sinestesia/>. Acesso
em: 18 abr. 2018.

(C) metonímia. Resposta incorreta. A metonímia é uma figura de


linguagem que consiste no emprego de uma
palavra em lugar de outra. Essas palavras
apresentam relação de sentido identificável como,
por exemplo, na substituição do nome do autor por
sua obra como em: Ler Jorge Amado.
(D) aliteração. Resposta correta. Aliteração é a figura de
linguagem que consiste na repetição de sons
de consoantes iguais ou semelhantes. Assim,
na primeira estrofe, nota-se a repetição de sons
em: dança/trança/destrança/criança. Portanto,
o gabarito é (D).

(E) antítese. Resposta incorreta. Na antítese também não se


repetem sons. Nela empregam-se palavras ou
expressões que transmitem ideias contrastantes,
como em: Amor e ódio. De acordo com esta
definição, a alternativa está incorreta.

14
Leia os textos e responda às questões 05 e 06.

Texto I

Paweł Kuczyński

Disponível em:<http://blog-nutricias.blogspot.com.br/2013/05/pawe-kuczynski.html>. Acesso em: 17 abr. 2018.

Texto II

A outra face do Face


Nizan Guanaes

27/03/2018

[...]

O Facebook é uma empresa admirável, com contribuição incrível a nossa seminal capacidade
de conexão e comunicação.

15
Graças a ele, eu posso falar com meus colegas de escola, ver meu filho em segundos,
entender melhor o sentimento das pessoas com quem me relaciono só pelo Face.

Eu amo o Facebook e não vivo sem ele.

Mas ninguém pode viver sem limites. Nem eu, nem você, nem qualquer empresa ou
organização.

E hoje, gigantes praticamente recém-nascidos como Facebook, Amazon e Google não têm
limites. E precisam ter. Como lá atrás foi dado limite a gigantes de telefonia, energia e finanças.
Não é moderno defender isso. Mas prefiro senhores do Supremo a “millenials”, ainda que às
vezes eles se engalfinhem como “millenials”.

Há um ano eu comecei a bater no Facebook. Meus sócios reclamaram. Meus mídias ficaram
constrangidos. Meus amigos do Facebook, gente que eu adoro, ficaram em saia-justa.

[...]
O Facebook é como uma rede de TV que não se responsabiliza pelas notícias e publicidade
que aparecem nela e cujos aparelhos de TV assistem à vida dos seus telespectadores e
vendem dados e privacidades dessas vidas sem o devido cuidado.

[...]
No domingo (25), o time do Facebook, publicou anúncio de página inteira em grandes jornais
dos EUA e do Reino Unido que esperamos seja o início de uma nova resposta, mais eficiente e
transparente, às questões perturbadoras levantadas nas últimas semanas. O título do anúncio
era sugestivo: “Temos a responsabilidade de proteger seus dados. Se não conseguirmos, não
os merecemos.” Era assinado pelo próprio Zuckerberg.
Quando voltou a Harvard no ano passado para receber título da universidade que largou para
desenvolver o Facebook, Zuckerberg falou de como todos nós precisamos buscar o nosso
propósito na vida e ainda ajudar os outros a encontrar os seus. Ele citou uma visita de John F.
Kennedy à Nasa. Quando o presidente americano perguntou a um faxineiro o que ele fazia na
agência espacial, ele respondeu: “Estou ajudando a levar o homem à lua”.

O Facebook não é uma criação só de Zuckerberg e associados. É de todos nós. Vamos


pressionar e ajudar o Facebook a retomar o seu caminho. Não tenho dúvidas de que conectar
pessoas pode ser a maior arma de criação em massa da humanidade.

GUANAES, Nizan. A outra face do Face. Folha de S.Paulo. Mercado. Terça-feira, 27 de março de 2018. p.14.
(adaptado)

16
Vocabulário
“millenials”- é o termo usado para categorizar os indivíduos que nasceram entre 1980 e 2000. São
apresentados como a primeira geração de nativos digitais. Eles são também designados de geração Y e
da Internet. 1
Seminal – produtivo.2

Habilidade
Estabelecer relações entre textos verbais (trecho de romance, conto, poema, letra de
música, entrevista, artigo de opinião) e/ou textos não verbais.

Questão 05

Paweł Kuczyński, um artista polonês, dedica-se a fazer ilustrações críticas


abordando temas como a desigualdade, a fome, o ativismo ecológico, a falta de
liberdade. Sua ilustração (Texto I) e o Texto II, de Nizan Guanaes, tratam de temas

(A) diferentes, visto que os assuntos abordados são totalmente diversos.

(B) iguais, porque os dois textos abordam questões relacionadas ao Facebook.

(C) divergentes, pois a ilustração contradiz o tema abordado no artigo de opinião.

(D) semelhantes, já que ambos criticam a má utilização dos recursos da


internet.

(E) desiguais, uma vez que diferem em seus julgamentos sobre o uso de celulares.

1
Disponível em: <http://saldopositivo.cgd.pt/empresas/abc-do-empresario-o-que-e-a-geracao-millennials/>. Acesso
em: 16 abr. 2018.
2 Disponível em:<https://www.sinonimos.com.br/seminal/>. Acesso em: 16 abr. 2018.

17
GRADE DE CORREÇÃO

ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
(A) diferentes, visto que os Resposta incorreta. Os dois textos tratam da
assuntos abordados são mesma questão: o uso inadequado dos recursos
totalmente diversos. de mídia. Isso se comprova pela imagem do
celular e dos postes e fios de telecomunicação
semidestruídos e dos pássaros, semelhantes a
abutres, pousados nas linhas que formam as
ondas de transmissão de mensagens, no Texto I.
Já o Texto II apresenta, de modo explícito, os
problemas trazidos pelo uso indevido das
informações, pelo Facebook.
(B) iguais, porque os dois Resposta incorreta. Somente o Texto II tem como
textos abordam questões tema a internet. O Texto I mostra um aparelho
relacionadas ao Facebook. celular por meio do qual todas as mídias podem se
manifestar e não é exclusivo do Facebook.

(C) divergentes, pois a Resposta incorreta. Os textos não divergem


ilustração contradiz o tema quanto ao tema. Ambos fazem críticas ao uso de
abordado no artigo de recursos midiáticos.
opinião.

(D) semelhantes, já que Resposta correta. Os dois textos apresentam


ambos tratam da má temas semelhantes: a má utilização dos
utilização dos recursos recursos de mídia. No Texto I, conforme já
midiáticos. explicado em (A), as imagens mostram o mau
uso do celular, por meio do qual se enviam
mensagens, notícias, fake news, pornografias
(estes dois últimos simbolizados na imagem
pelos pássaros pretos que voam e que pousam

18
nos fios de telecomunicação) etc., além de toda
sorte de divulgação publicitária. No Texto II,
são evidentes as críticas ao Facebook que
invade a privacidade dos usuários e divulga
toda espécie de notícias, sejam elas
verdadeiras ou não.
(E) desiguais, uma vez que Resposta incorreta. É por meio de imagens que as
diferem em seus críticas ao uso dos recursos midiáticos se
julgamentos sobre o uso de manifestam no Texto I. Por sua vez, é por meio da
celulares. palavra escrita que o autor faz seu manifesto no
Texto II. Entretanto, apesar de serem de diferentes
gêneros, ambos transmitem a mesma mensagem
de que é necessário usar esses recursos de modo
responsável.

19
Habilidade
Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.

Questão 06

No Texto II, um dos argumentos usados pelo autor para defender a tese de que todos
nós, juntamente com Zuckerberg, somos criadores e, portanto, responsáveis pelo
Facebook e, por isso, devemos colaborar para ajudá-lo a retomar seu caminho,
encontra-se em:

(A) “Mas ninguém pode viver sem limites. Nem eu, nem você, nem qualquer
empresa ou organização”.

(B) “[...] todos nós precisamos buscar o nosso propósito na vida e ainda ajudar os
outros a encontrar os seus”.

(C) “Mas prefiro senhores do Supremo a ‘millenials’, ainda que às vezes eles se
engalfinhem como ‘millenials’.”

(D) “O Facebook é como uma rede de TV que não se responsabiliza pelas notícias e
publicidade que aparecem nela”.

(E) “[...] cujos aparelhos de TV assistem à vida dos seus telespectadores e vendem
dados e privacidades dessas vidas sem o devido cuidado”.

20
GRADE DE CORREÇÃO

ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
(A) Mas ninguém pode Resposta correta. No quinto parágrafo, o autor
viver sem limites. Nem justifica essa afirmativa, explicando que: “E
eu, nem você, nem
hoje, gigantes praticamente recém-nascidos
qualquer empresa ou
organização. como Facebook, Amazon e Google não têm
limites. E precisam ter. Como lá atrás foi dado
limite a gigantes de telefonia, energia e
finanças.”. Estes limites referem-se aos
Marcos Regulatórios (conjunto de normas, leis
e diretrizes que regulam o funcionamento dos
setores nos quais agentes privados prestam
serviços de utilidade pública.) do Governo
Federal para essas áreas.
Justamente por não ter limites é que o
Facebook permitiu a divulgação dos dados de
milhões de usuários, o que obrigou o time de
Zuckerberg a publicar anúncio em grandes
jornais dos EUA e do Reino Unido,
desculpando-se e prometendo corrigir seus
erros. Essa atitude responsável foi um dos
motivos que levou o autor a manifestar sua
tese de que nós também somos criadores e
responsáveis pelo Facebook e devemos
colaborar para ajudá-lo a “retomar seu
caminho”.

Disponível em:
<http://desafios.ipea.gov.br/index.php?option=com_content&view=art
icle&id=2093:catid=28&Itemid=23>. Acesso em: 21 abr. 2018.
(B) [...] todos nós Resposta incorreta. Essa informação não se
21
precisamos buscar o encontra no texto.
nosso propósito na vida
e ainda ajudar os outros
a encontrar os seus.
Resposta incorreta. Esse argumento não embasa
(C) “Mas prefiro senhores do
a tese do autor de que também somos criadores
Supremo a ‘millenials’,
e, portanto, responsáveis pelo Facebook,
ainda que às vezes eles
devendo colaborar para que ele retome seu
se engalfinhem como
caminho. Trata-se de uma opinião do autor sobre
‘millenials’.”
os ‘millenials’.

(D) O Facebook é como Resposta incorreta. Essa afirmativa apresenta um


uma rede de TV que não se fato real sobre o Facebook e não é um argumento
responsabiliza pelas para defender a tese do autor.
notícias e publicidade que
aparecem nela.

(E) [...] cujos aparelhos de Resposta incorreta. Esse também não é um


TV assistem à vida dos seus argumento para defender a tese do autor. Trata-se
telespectadores e vendem de um fato real sobre o Facebook.
dados e privacidades dessas
vidas sem o devido cuidado.

22
Leia o texto e responda às questões 07, 08 e 09.

A VIUVINHA

Em amor, dois meses depressa se passam; os dias são momentos agradáveis e


as horas, flores que os amantes desfolham sorrindo.
Por fim chegou a véspera do casamento, que se devia fazer simplesmente em
casa, na presença de um ou dois amigos; o moço, fatigado dos prazeres ruidosos, fazia
agora de sua felicidade um mistério.
Nenhum dos seus conhecidos sabia de seus projetos; ocultava o seu tesouro,
com medo que lho roubassem; escondia a flor do sentimento que tinha dentro d'alma,
receando que o bafejo do mundo onde vivera a viesse crestar.
A noite passou-se simplesmente como as outras; apenas notava-se em D. Maria
uma atividade que não lhe era habitual.
A boa senhora, que exigira como condição que seus dois filhos ficassem
morando com ela para alegrarem a sua solidão e a sua viuvez, temia que alguma coisa
faltasse à festa simples e íntima que devia ter lugar no dia seguinte.
De vez em quando erguia-se e ia ver se tudo estava em ordem, se não havia
esquecido alguma coisa; e parecia-lhe que voltava aos primeiros anos da sua infância,
repassando na memória esse dia, que uma mulher não esquece nunca.
Nele se passa o maior acontecimento de sua vida; ou realiza-se um sonho de
ventura, ou murcha para sempre uma esperança querida que se guarda no fundo do
coração; pode ser o dia da felicidade ou da desgraça, mas é sempre uma data notável
no livro da vida.
No momento da partida, quando Jorge se levantou, D. Maria, que compreendia o
que essas duas almas tinham necessidade de dizer-se mutuamente, retirou-se.
Os dois amantes apertaram-se as mãos e olharam-se com um desses olhares
longos, fixos e ardentes que parecem embeber a alma nos seus raios límpidos e
brilhantes.
Tinham tanta coisa a dizer e não proferiam uma palavra; foi só depois de um
comprido silêncio que Jorge murmurou quase imperceptivelmente:
23
- Amanhã!...
Carolina sorriu enrubescendo; aquele amanhã exprimia a felicidade, a realização
desse belo sonho cor-de-rosa que havia durado dois meses; a linda e inocente menina,
que amava com toda a pureza de sua alma, não tinha outra resposta.
Sorriu e corou.
Jorge desceu lentamente a ladeira, e ao quebrar a rua voltou-se ainda uma vez
para lançar um olhar à casa.
Uma luz brilhava nas trevas entre as cortinas do quarto de sua noiva; era a
estrela do seu amor, que brevemente devia transformar-se em lua de mel.
[...]

ALENCAR, José, de. A viuvinha. MINISTÉRIO DA CULTURA Fundação Biblioteca Nacional. Departamento
Nacional do Livro Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000077.pdf>. Acesso em: 17
abr. 2018. (adaptado)

Vocabulário
Crestar - Queimar levemente, tostar. Dar cor de coisa queimada a; tornar trigueiro: O sol crestou-lhe o rosto.3

Habilidade
Identificar vocábulos ou expressões que substituem, por sinonímia, outros vocábulos
ou expressões presentes em um texto (trecho de romance, conto, poema, letra de
música, entrevista, artigo de opinião).

Questão 07

Na frase: “Carolina sorriu enrubescendo.”, o termo em destaque, enrubescendo, do


verbo enrubescer , tem o mesmo significado de outro verbo que aparece no texto que
é:

3Conforme Dicionário Online de Português. Disponível em: <https://www.dicio.com.br/crestar/>. Acesso em: 17


abr. 2018.
24
(A) Corar.

(B) Sorrir.
(C) Dizer.

(D) Alegrar.

(E) Brilhar.

GRADE DE CORREÇÃO

ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
(A) Corar. Resposta correta. Conforme o Dicionário
Online de Português, Corar significa; “Tornar-
se corado, enrubescer. Denunciar pelo rubor
das faces a excitação, a raiva ou a vergonha”.

Disponível em: <https://www.dicio.com.br/corar/>. Acesso em: 20


abr. 2018.

(B) Sorrir. Resposta incorreta. O verbo sorrir indica a ação de


dar um sorriso e, portanto, não é sinônimo de
enrubescer.
(C) Dizer. Resposta incorreta. O verbo dizer significa
“enunciar por meio de palavras” e tem como
sinônimos, os verbos falar, emitir, pronunciar, entre
outros.*

Disponível em: <https://www.sinonimos.com.br/dizer/>. Acesso em:


21 abr. 2018.
(D) Alegrar. Resposta incorreta. Alegrar tem o mesmo
significado que: “Tornar contente, causar alegria,
satisfação:”* . Não é, portanto, sinônimo de corar.

Disponível em: <https://www.dicio.com.br/alegrar>/. Acesso em: 21


abr. 2018.

25
(E) Brilhar. Resposta incorreta. De acordo com o Dicionário
Online de Português, brilhar tem o mesmo
significado que: “Emitir luz; cintilar, luzir”.

Disponível em: <https://www.dicio.com.br/brilhar/>. Acesso em: 21


abr. 2018.

Habilidade

Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou humanos em contextos


literários.

Questão 08

Nesse trecho do romance, A viuvinha, José de Alencar, escritor que figura no período
literário do Romantismo, apresenta cenas que reproduzem costumes

(A) do cotidiano da sociedade atual.

(B) da alta sociedade do século XX.

(C) da vida burguesa do século XIX.

(D) da vida de habitantes da floresta.

(E) do dia a dia de uma família, em 1970.

26
GRADE DE CORREÇÃO

ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
(A) do cotidiano da sociedade Resposta incorreta. Pelo relato, percebe-se que os
atual. personagens e seus costumes não pertencem à
sociedade atual.
(B) da alta sociedade do Resposta incorreta. O ambiente e os personagens
século XX. descritos revelam que a classe social retratada
parece ser de nível médio. Não existem indícios de
riqueza, de luxo, nos ambientes descritos, o que
permite descartar a ideia de que as pessoas sejam
da alta sociedade. Quanto a se referir a uma cena
que se passa no século XX, a hipótese pode ser
desconsiderada, pois no enunciado consta que a
obra pertence ao Romantismo, movimento literário
cujos romancistas dedicaram-se a retratar a
sociedade do século XIX, à qual pertenciam.
(C) da vida burguesa do Resposta correta. Pelo texto, pode-se concluir
século XIX. que os relatos são do cotidiano da vida
burguesa da sociedade do século XIX. Em seus
romances, Alencar mostra sua preocupação
com a cultura nacional. As diferentes temáticas
(indianista, regionalista, histórica e urbana)
abordadas em sua obra comprovam essa
afirmativa. É por meio das narrativas urbanas
que o autor faz críticas à sociedade da época,
especialmente à desigualdade social, como em
“A viuvinha” e “Senhora”.
(D) da vida de habitantes da Resposta incorreta. Não há nenhuma referência a
floresta. esse assunto, no texto.

27
(E) do dia a dia de uma Resposta incorreta. A narrativa trata da sociedade
família, em 1970. e dos costumes do século XIX. Não há indícios de
referências ao cotidiano e nem aos costumes da
sociedade de 1970. No enunciado da questão, o
tempo no qual a narrativa se desenrola já está
definido ao localizar o romance no período literário
do Romantismo.

Habilidade
Identificar recursos semânticos expressivos (figuras de linguagem: metáfora,
metonímia, personificação, gradação, assonância e aliteração) em um texto (trecho de
romance, conto, poema, letra de música).

Questão 09

Na frase “Em amor, dois meses depressa se passam; os dias são momentos
agradáveis e as horas, flores que os amantes desfolham sorrindo“, observa-se o uso da
metáfora, uma figura de linguagem4 que

(A) apresenta uma série de ideias em progressão ascendente ou descendente.


(B) atribui a seres irracionais e inanimados, qualidades e sentimentos humanos.
(C) emprega palavras e expressões contrastantes, geralmente na mesma frase.
(D) usa palavras ou expressões agradáveis, substituindo as de sentido grosseiro.
(E) faz uso de uma palavra fora de seu sentido normal, por efeito de
comparação.

4 Conforme SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática. São Paulo: Atual, 1990.

28
GRADE DE CORREÇÃO

ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
Resposta incorreta. Essa é a definição da figura de
(A) apresenta uma série de
linguagem denominada gradação. Portanto, a
ideias em progressão
resposta está incorreta.
ascendente ou descendente.

Resposta incorreta. Essa é a definição da figura de


(B) atribui a seres irracionais e
linguagem denominada personificação. Portanto, a
inanimados, qualidades e
resposta está incorreta.
sentimentos humanos.

Resposta incorreta. Essa é a definição da figura de


(C) emprega palavras e
linguagem denominada antítese. Portanto, a
expressões contrastantes,
resposta está incorreta.
geralmente na mesma frase.

(D) usa palavras ou expressões Resposta incorreta. Essa é a definição da figura de


agradáveis, substituindo as linguagem denominada eufemismo. Portanto, a
de sentido grosseiro. resposta está incorreta.

(E) faz uso de uma palavra Resposta correta. Essa é a definição da figura
fora de seu sentido de linguagem denominada metáfora e
normal, por efeito de corresponde ao gabarito da questão.
comparação.

29
Leia o texto e responda às questões 10 e 11.

País - Sociedade Aberta


18/03/2012 às 21h16

Bullying: necessidade de uma reflexão


Jornal do Brasil - Breno Rostotolato

É preocupante o aumento de casos de bullying nas escolas do mundo todo.


A divulgação na mídia revela uma violência cada vez mais presente no ambiente
escolar, mas que não é atual. Casos de agressões entre alunos, física ou
emocional, revelam que estamos lidando com um sintoma social e que compromete
as escolas, a infância e o futuro das crianças envolvidas, sejam elas alvo ou
agressores.
Deparamo-nos com casos de repercussão mundial e que tiveram como
sustentação as bases negativas do bullying. Casos como o massacre em
Columbine e, mais recentemente, o do estudante T.J. Lane que efetuou vários
disparos na cafeteria da escola, são casos que denunciam o bullying como
fenômeno social que alicerça tais crimes.
[...]
Um caso ainda mais chocante foi o massacre de Realengo, como assim ficou
conhecido. Wellington Menezes de Oliveira, 23, ex-aluno da Escola Tasso da
Silveira, no Rio de Janeiro, assassinou cruelmente doze alunos, com idades entre
12 e 14 anos. Num perfil traçado pela irmã e por conhecidos de Wellington na
época em que estudava, descrevem o rapaz como alguém muito reservado, tímido,
que não se socializava e que sofria bullying. Lógico que estes dados são
insuficientes para explicar o ato criminoso e tampouco acredito que estes fatores
foram preponderantes para o ato violento, mas estou convicto de que são
ingredientes que acentuaram o embotamento afetivo e as fantasias destrutivas de
Wellington, que abrangiam atos terroristas associados com a doutrina islâmica e
uma carta deixada por ele em que transparece uma mente doentia e perturbada.
[...]

Está na hora de olhar para o problema do bullying e encará-lo com


seriedade. Precisamos retomar a importância social das escolas e faculdades.
Restabelecer o valor dos professores, e não me refiro apenas a salários dignos,
mas ao valor de autoridade. Ao governo fica a conscientização de sua
30
responsabilidade nos investimentos na área da educação, infelizmente esquecida e
marginalizada neste país. Tudo está interligado, e a negligência de cada elo deste
sociossistema poderá ocasionar novas histórias trágicas.

Breno Rostotolato é professor de psicologia da Faculdade Santa Marcelina (São Paulo).

ROSTOTOLATO, Breno. Bullying: necessidade de uma reflexão . Jornal do Brasil. JBlogsPaís - Sociedade
Aberta. Disponível em: <http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2012/03/18/bullying-necessidade-de-uma-
reflexao/>. Acesso em: 18 abr. 2018. (adaptado)

Habilidade
Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.

Questão 10

No texto, o autor defende a tese de que

(A) os casos de bullying nos ambientes escolares deixaram de acontecer, de acordo


com a mídia internacional.
(B) a falta de ações efetivas contra o bullying, por parte das organizações
envolvidas, poderá resultar em novas tragédias.
(C) as ocorrências de repercussão mundial citadas e acontecidas nos EUA, não
envolveram questões relativas ao bullying.
(D) o massacre do Realengo foi realizado por um rapaz de mente doentia, que
efetuou vários disparos na cafeteria da escola.
(E) as agressões praticadas ou sofridas pelos alunos revelam a existência de um
problema social que comprometem o futuro da Educação.

31
GRADE DE CORREÇÃO

ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
(A) os casos de bullying nos Resposta incorreta. Ao contrário dessa afirmativa,
ambientes escolares logo na primeira frase do texto, o autor declara
deixaram de acontecer, de explicitamente que “É preocupante o aumento de
acordo com a mídia casos de bullying”.
internacional.

(B) a falta de ações efetivas Resposta correta. A tese defendida no texto,


contra o bullying, por que se encontra no último parágrafo, em que o
parte das organizações autor chama a atenção do governo para a
envolvidas, poderá responsabilidade que ele tem sobre a área da
resultar em novas educação, tanto em relação aos investimentos
tragédias. de ordem financeira, quanto aos de ordem
educacional e ética (entre os quais, o bullying
está incluso), pois “Tudo está interligado, e a
negligência de cada elo deste sociossistema
poderá ocasionar novas histórias trágicas”.
(C) as ocorrências de Resposta incorreta. Ao citar as ocorrências de
repercussão mundial repercussão mundial, o autor afirma que essas
citadas e acontecidas nos ações foram executadas, tendo como base o
EUA, não envolveram bullying (“tiveram como sustentação as bases
questões relativas ao negativas do bullying”). Portanto, a alternativa está
bullying. incorreta.
(D) o massacre do Realengo foi Resposta incorreta. Os disparos na cafeteria da
realizado por um rapaz de escola não aconteceram no massacre do
mente doentia, que efetuou Realengo. Eles foram feitos pelo estudante T.J.
vários disparos na cafeteria Lane, nos Estados Unidos.
da escola.

32
(E) as agressões praticadas ou Resposta incorreta. Não há, no texto, nenhuma
sofridas pelos alunos referência a esse assunto.
revelam a existência de um
problema social que
compromete o futuro da
Educação.

Habilidade
Localizar informação explícita em textos (trecho de romance, conto, poema, letra de
música, entrevista, artigo de opinião, quadro).

Questão 11

Um exemplo de violência ocorrido em terras brasileiras foi o caso do massacre do


Realengo. O autor do artigo tem a opinião de que o crime cometido pelo estudante
Wellington foi motivado

(A) por ele sofrer bullying e por ter uma mente doentia e perturbada.
(B) pelo fato de o rapaz ter um temperamento extrovertido e comunicativo.
(C) por ele ter praticado atos terroristas associados com a doutrina islâmica.
(D) porque ele tinha tendências criminosas e um temperamento muito violento.
(E) porque ele não gostava dos colegas e por causa de suas fantasias destrutivas.

33
GRADE DE CORREÇÃO
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
(A) por ele sofrer bullying e Resposta correta. De acordo com o texto, o
por ter uma mente rapaz sofria bullying o que contribuiu para o
doentia e perturbada. aumento do “embotamento afetivo” e de
“fantasias destrutivas”. O autor supõe que isso
tudo, aliado ao fato de ele possuir uma “mente
doentia e perturbada” deve ter sido a causa do
comportamento violento que resultou no
massacre do Realengo.
(B) pelo fato de o rapaz ter um Resposta incorreta. A alternativa está incorreta,
temperamento extrovertido porque, pela descrição do rapaz, tratava-se de
e comunicativo.
uma pessoa tímida e reservada.
(C) por ele ter praticado atos Resposta incorreta. Segundo o texto, Wellington
terroristas associados com não praticou atos terroristas associados com a
a doutrina islâmica. doutrina islâmica; ele tinha fantasias destrutivas
sobre esse assunto.
(D) porque ele tinha tendências Resposta incorreta. O adjetivo “violento” foi usado
criminosas e um para caracterizar o massacre do Realengo como
temperamento muito
um “ato violento” e não para qualificar o
violento.
temperamento do rapaz. Também não se
encontram referências quanto a ele ter tendências
criminosas.
(E) porque ele não gostava dos Resposta incorreta. A informação de que ele não
colegas e por causa de gostava dos colegas não se encontra no texto. Já
suas fantasias destrutivas. a informação de que ele tinha fantasias destrutivas
está no penúltimo parágrafo: suas fantasias
giravam em torno de “atos terroristas associados
com a doutrina islâmica”.

34
Leia o texto e responda à questão 12.

[...]

Contos

Para fazer o livro Contos de amor rasgado, que repercutiu bastante, antes
escrevi um ensaio chamado “E por falar em amor”. Quando trabalho com minicontos,
gosto que eles sejam temáticos, que além dos fragmentos, o leitor receba, sem
perceber, um ensaio sobre o tema, um estudo que com esses contos entristecidos,
formem um discurso. Tendo estabelecido os suportes do tema, faço uma pauta – como
boa jornalista – dos elementos compositivos daquilo que quero falar, e só aí que vou
escrever as histórias, atendendo a esses elementos para depois fazer um painel. [...]

Entrevista de Marina Colasanti para Cândido – Jornal da Biblioteca Pública do Paraná. Um escritor na
biblioteca. Dezembro de 2017. p. 26. (adaptado)

Habilidade
Identificar vocábulos ou expressões que substituem, por sinonímia, outros vocábulos
ou expressões presentes em um texto (trecho de romance, conto, poema, letra de
música, entrevista, artigo de opinião).

Questão 12

Nesse trecho da entrevista, a escritora Marina Colasanti emprega duas vezes a palavra
“ensaio”. Para evitar uma terceira repetição, a autora usa um sinônimo que é

(A) conto.
(B) livro.
(C) painel.
(D) pauta.
(E) estudo.
35
GRADE DE CORREÇÃO

ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES
Resposta incorreta. As características formais e de
(A) conto.
conteúdo do fragmento lido não correspondem às
do conto, gênero literário que apresenta enredo,
narrador, personagem, espaço e tempo.
(B) livro. Resposta incorreta. A escritora é bem clara em
suas explicações e, por elas, pode-se
compreender que o assunto tratado não se reporta
a um livro qualquer, mas, especificamente, a um
gênero literário denominado ensaio.
(C) painel. Resposta incorreta. A palavra painel significa
quadro (cf. Novo Dicionário Aurélio. (1975:
1017)) e não é sinônimo de ensaio.
(D) pauta. Resposta incorreta. A palavra pauta significa lista,
relação, rol. (cf. Novo Dicionário Aurélio. (1975:
1050)) e nada tem a ver com ensaio.
(E) estudo. Resposta correta. A palavra estudo, que é
sinônimo de ensaio, encontra-se em “[...] o
leitor receba, sem perceber, um ensaio sobre o
tema, um estudo que com esses contos
entristecidos, formem um discurso.”
A leitura dessa frase permite deduzir,
facilmente, que ensaio e estudo têm o mesmo
significado. Isso se comprova na definição que
o Novo Dicionário Aurélio (1975:532) traz:
“Ensaio. Estudo sobre determinado assunto,
porém menos aprofundado e/ou menor que um
tratado formal e acabado. ”

36
Referências Bibliográficas

COLASANTI, Marina. Um escritor na biblioteca. Cândido – Jornal da Biblioteca


Pública do Paraná. Dezembro de 2017. p. 26.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa. 1.


ed., Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1975.

GUANAES, Nizan. A outra face do Face. Folha de S.Paulo. Mercado. Terça-feira, 27


de março de 2018. p.14

SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática. 11. ed., São Paulo: Atual, 1990.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Material de apoio ao currículo do


Estado de São Paulo: caderno do professor; língua portuguesa e literatura, ensino
médio, 2ª série, Secretaria da Educação; coordenação geral Maria Inês Fini. – São
Paulo: SE, 2014. v. 1, 144 p.

Sites pesquisados

ALENCAR, José, de. A viuvinha. MINISTÉRIO DA CULTURA Fundação Biblioteca


Nacional. Departamento Nacional do Livro. Disponível em:
<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000077.pdf>. Acesso em: 17 abr.
2018

BESSA, Braulio. Quanto custa uma saudade. Disponível em:


<https://www.pensador.com/braulio_bessa/>. Acesso em: 15 abr. 2018.

Dicionário Caldas Aulete. Disponível em: http://www.aulete.com.br/glosa>. Acesso


em: 1 fev. 2018.
37
Dicionário Online de Português. Disponível em: <https://www.dicio.com.br/glosas/>.
Acesso em: 1 fev. 2018.

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em:


<https://www.priberam.pt/dlpo/colateral>. Acesso em: 30 jan. 2018.

FIORIN, José Luiz. O que é sinestesia. Disponível em:


<http://www.revistaeducacao.com.br/o-que-e-sinestesia/>. Acesso em: 18 abr. 2018.

MELO, Régis e SOARES, Lucas. Mitos e verdades: especialista tira dúvidas sobre o consumo e
os efeitos do café. Disponível em: <https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/grao-
sagrado/noticia/mitos-e-verdades-especialista-tira-duvidas-sobre-o-consumo-e-os-
efeitos-do-cafe.ghtml>. Acesso em: 15 abr. 2018.

QUINTANA, Mário. Nova antologia poética. São Paulo: Globo, 2007, p. 50.

‘ROSTOTOLATO, Breno. Bullying: necessidade de uma reflexão. Jornal do Brasil.


País - Sociedade Aberta. Disponível em: <http://www.jb.com.br/sociedade-
aberta/noticias/2012/03/18/bullying-necessidade-de-uma-reflexao/>. Acesso em: 18
abr. 2018.

<https://rafaelclodomiro.files.wordpress.com/2010/05/poesia_concreta_concretista_poe
ma_xicara_cha1.jpg >. Acesso em: 15 abr. 2018.

<http://saldopositivo.cgd.pt/empresas/abc-do-empresario-o-que-e-a-geracao-
millennials/>. Acesso em: 16 abr. 2018.

<https://www.sinonimos.com.br/seminal/>. Acesso em: 16 abr. 2018.

<http://desafios.ipea.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2093:catid
=28&Itemid=23>. Acesso em: 21 abr. 2018.

38
<https://www.dicio.com.br/crestar/>. Acesso em:17 abr. 2018.

<https://www.dicio.com.br/corar/>. Acesso em: 20 abr. 2018.

<https://www.sinonimos.com.br/dizer/>. Acesso em: 21 abr. 2018.

<https://www.dicio.com.br/alegrar>/. Acesso em: 21 abr. 2018.

<https://www.dicio.com.br/brilhar/>. Acesso em: 21 abril de 2018.

39
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO

Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional


Coordenadora: Cyntia Lemes da Silva Gonçalves da Fonseca

Departamento de Avaliação Educacional


Diretora: Patricia de Barros Monteiro
Assistente Técnica: Maria Julia Filgueira Ferreira

Centro de Planejamento e Análise de Avaliações


Diretor: Juvenal de Gouveia
Ademilde Ferreira de Souza, Cristiane Dias Mirisola, Soraia Calderoni Statonato

Centro de Aplicação de Avaliações


Diretora: Isabelle Regina de Amorim Mesquita
Denis Delgado dos Santos, José Guilherme Brauner Filho, Kamila Lopes Candido, Nilson Luiz da
Costa Paes, Teresa Miyoko Souza Vilela

Coordenadoria de Gestão da Educação Básica


Coordenadora: Celia Maria Monti Viam Rocha

Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação Básica


Diretor: Herbert Gomes da Silva

Centro do Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação Profissional
Diretora: Ana Joaquina Simões Sallares de Mattos Carvalho

Equipe Curricular CGEB de Língua Portuguesa e Literatura –Leitura crítica e validação


do material
Angela Maria Baltieri Souza, Katia Regina Pessoa, Mara Lucia David

Autoria do material de Língua Portuguesa


Katia Regina Pessoa – 6º e 7º anos EF; Rozeli Frasca Bueno Alves – 8º e 9º anos EF e 3ª série EM;
Claricia Akemi Eguti – 1ª e 2ª séries EM.

Professores Coordenadores dos Núcleos Pedagógicos das Diretorias de Ensino - Leitura


crítica e validação do material
Ana Paula de Oliveira Lopes Vieira, Andrea Righeto
Dimitra Dragassakis, Katia Alexandra Amâncio Cruz, Tatiana Balli.

Representantes do CAPE – Leitura crítica, validação e adaptação do material para os


deficientes visuais
Tânia Regina Martins Resende

40