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Origem e história da linguagem

Há várias teorias que procuram explicar a origem e a história da linguagem


humana. Não é fácil, porém, determinar com certeza a origem da linguagem.
As primeiras tentativas de explicação da origem da linguagem são de
natureza religiosa, incluindo o relato da Torre de Babel. Na verdade, quase todas as
sociedades antigas se valem de uma narrativa mítica para explicar a origem da
linguagem ou a diversidade das línguas. Existem também explicações da filosofia:
O filósofo Jean-Jacques Rousseau supôs que a linguagem humana teria
evoluído gradualmente, a partir da necessidade de exprimir os sentimentos, até
formas mais complexas e abstratas. Para Rousseau, a primeira linguagem do
homem foi o “grito da natureza”, que era usado pelos primeiros homens para
implorar socorro no perigo ou como alívio de dores violentas, mas não era de uso
comum.
A linguagem propriamente dita só teria começado “quando as ideias dos
homens começaram a estender-se e a multiplicar-se, e se estabeleceu entre eles
uma comunicação mais íntima, procuraram sinais mais numerosos e uma língua
mais extensa; multiplicaram as inflexões de voz e juntaram-lhes gestos que, por sua
natureza, são mais expressivos e cujo sentido depende menos de uma
determinação anterior”. (ROUSSEAU, 1989, p. 35).
Para outros pensadores, o gestual é anterior à linguagem falada. Com a
necessidade de uma comunicação mais elaborada, a linguagem do gestual vai
evoluindo para uma linguagem mais sofisticada.
Nesse processo, a comunicação se torna possível pelo fato dos indivíduos
adotarem o mesmo significado para um gesto evocando uma vivência anterior do
próprio indivíduo. Segundo Mead, quando o gesto chega a essa situação, converte-
se no que chamamos de “linguagem”, ou seja, um símbolo significante que
representa certo significado. Com o passar do tempo, esse conjunto de gestos
significantes dá lugar a formas mais elaboradas de linguagem, compondo um
universo de discurso. Nesse estágio, o sentido já não é articulado apenas tendo por
base a interiorização das expectativas de ação do outro. Há uma sofisticação da
comunicação, que se torna possível pelo fato dos indivíduos adotarem o mesmo
significado para o objeto dentro deste universo de discurso.
Alguns cientistas observam que o uso dos gestos está muito relacionado com
as práticas de comunicação humana. Os gestos até mesmo nos ajudariam a
desenvolver melhor o pensamento. Essas observações apontariam para a
possibilidade de os gestos estarem na base da linguagem humana.
Experiências feitas com chimpanzés fortaleceriam a hipótese de que os
gestos ancestrais em determinados macacos poderiam fornecer uma base
simbólica para a linguagem humana.
Assim, a origem da linguagem está relacionada com a necessidade de
comunicação entre os seres humanos:

Origem e história da linguagem


Há várias teorias que procuram explicar a origem e a história da linguagem
humana. Não é fácil, porém, determinar com certeza a origem da linguagem.
As primeiras tentativas de explicação da origem da linguagem são de
natureza religiosa, incluindo o relato da Torre de Babel. Na verdade, quase todas as
sociedades antigas se valem de uma narrativa mítica para explicar a origem da
linguagem ou a diversidade das línguas. Existem também explicações da filosofia:
O filósofo Jean-Jacques Rousseau supôs que a linguagem humana teria
evoluído gradualmente, a partir da necessidade de exprimir os sentimentos, até
formas mais complexas e abstratas. Para Rousseau, a primeira linguagem do
homem foi o “grito da natureza”, que era usado pelos primeiros homens para
implorar socorro no perigo ou como alívio de dores violentas, mas não era de uso
comum.
A linguagem propriamente dita só teria começado “quando as ideias dos
homens começaram a estender-se e a multiplicar-se, e se estabeleceu entre eles
uma comunicação mais íntima, procuraram sinais mais numerosos e uma língua
mais extensa; multiplicaram as inflexões de voz e juntaram-lhes gestos que, por sua
natureza, são mais expressivos e cujo sentido depende menos de uma
determinação anterior”. (ROUSSEAU, 1989, p. 35).
Para outros pensadores, o gestual é anterior à linguagem falada. Com a
necessidade de uma comunicação mais elaborada, a linguagem do gestual vai
evoluindo para uma linguagem mais sofisticada.
Nesse processo, a comunicação se torna possível pelo fato dos indivíduos
adotarem o mesmo significado para um gesto evocando uma vivência anterior do
próprio indivíduo. Segundo Mead, quando o gesto chega a essa situação, converte-
se no que chamamos de “linguagem”, ou seja, um símbolo significante que
representa certo significado. Com o passar do tempo, esse conjunto de gestos
significantes dá lugar a formas mais elaboradas de linguagem, compondo um
universo de discurso. Nesse estágio, o sentido já não é articulado apenas tendo por
base a interiorização das expectativas de ação do outro. Há uma sofisticação da
comunicação, que se torna possível pelo fato dos indivíduos adotarem o mesmo
significado para o objeto dentro deste universo de discurso.
Alguns cientistas observam que o uso dos gestos está muito relacionado com
as práticas de comunicação humana. Os gestos até mesmo nos ajudariam a
desenvolver melhor o pensamento. Essas observações apontariam para a
possibilidade de os gestos estarem na base da linguagem humana.
Experiências feitas com chimpanzés fortaleceriam a hipótese de que os
gestos ancestrais em determinados macacos poderiam fornecer uma base
simbólica para a linguagem humana.
Assim, a origem da linguagem está relacionada com a necessidade de
comunicação entre os seres humanos:

Antes de mais nada é preciso dizer que a comunicação é uma necessidade


inerente de qualquer ser humano. O homem das cavernas deixou sua história
contada. No momento que dois ou mais seres humanos se encontram
necessariamente a comunicação passa a ser vital para a convivência e reprodução
deste grupo social. Agora, quanto mais organizada for uma sociedade humana mais
complexos serão os seus sistemas de comunicação e mais complexa será a sua
compreensão. (TRIGUEIRO, 2001)
Isso tudo nos aponta para a centralidade da linguagem e da comunicação na
caracterização do ser humano.
O homem é um animal que fala. Afirmar que o homem é um animal social,
não o distingue, por si só, de animais que têm vida societária. Fundamentalmente,
sua sociabilidade se baseia na linguagem. G. Gusdorf, em sua obra La Parole,
descreve a experiência realizada por cientistas em que foram observadas as
reações do macaco e da criança, quando colocados em situações idênticas. Ambos
utilizam os mesmos recursos para se afirmarem em seu universo. Dos 9 aos 18
meses, ambos respondem aos mesmos testes e os êxitos são os mesmos. Em
determinado momentos, porém, o macaco estaciona e a criança toma novo
impulso. Eis o ponto crítico: a criança falou e o macaco não. A criança entra na
realidade humana, enquanto o macaco permanece apenas animal. (GADOTTI, 1985,
p. 47-48; cf. GUSDORF, 1990, p. 27-31)

Referências

GADOTTI, Moacir. Comunicação docente. 3. ed. São Paulo: Ed. Loyola, 1985.
GUSDORF, G. La parole. Paris: PUF, 1990. (1ª edição em 1952).
MEAD, George Herbert. Mind, self, and society: from the standpoint of a social
behaviorist. Chicago: UCP, 1967.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da
desigualdade entre os homens. São Paulo: Ática, 1989.
SILVA, Josué Cândido da. Filosofia da linguagem (1): da torre de Babel a
Chomsky. Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação (2007). Disponível
em: <http://educacao.uol.com.br/>. Acesso em: 2 mar. 2013.
TRIGUEIRO, Osvaldo. O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e
metodológicos ensejados pela escola latino-americana. Pensamento
Comunicacional Latino Americano, v. 2, n. 2, jan.–mar., 2001.