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INTRODUÇÃO À FILOSOFIA – 6º ao 9º ano

O que é a Filosofia?
Quando estudamos filosofia, a pergunta
inicial que nos é colocada é “o que é a Filosofia?”.
Embora a resposta mais comum seja “a busca pelo
conhecimento” ou mais apropriadamente “o amor
ao conhecimento”, a Filosofia é, para muitos
filósofos, uma atividade essencialmente humana.
É aquela atividade, portanto, que nos diferencia
dos demais animais em natureza pelo uso da razão
ou pelo racionalismo. “O Pensador”. Escultura de Auguste Rodin de 1904. Aquele
que pensa eleva-se a um patamar muito acima do
Ela é exatamente o ato de pensar, mundo físico e mesmo intelectual. O pensador de Rodin
raciocinar, dar sentido ao que nos cerca e a partir está no extremo oposto ao homem físico, ao homem -
disso construir e criar. músculo, primitivo r banal que vive no mundo vegetal da
força bruta. No entanto, o pensador eleva-se, ainda, acima
do homem que pondera e calcula.

O uso da razão pode ser caracterizado como o exercício de ordenação das ideias e das informações
que acumulamos ao longo do tempo para se chegar a uma conclusão ou verdade. Assim, a Filosofia é o
exercício diário da lógica e do conhecimento de maneira ordenada e em busca da conclusão lógica.
Assim, é característica básica da Filosofia o respeito à lógica, não podendo as explicações serem
buscadas nas crenças e nas mitologias. Ainda que as mitologias e crenças seja também uma forma de
explicação da realidade. Na verdade, a Filosofia necessita da comprovação, ou seja, do uso de provas e
argumentações. Dessa maneira, não tendo o mito ou as crenças como serem comprovadas, não podemos
utilizá-las como explicações filosóficas.

O surgimento da Filosofia
A Filosofia tem seu surgimento na Grécia Antiga no século VI a.C. e pode ser considerada como a mãe
de todas as ciências existentes no Ocidente. Porém, não pode ser considerada como a única forma de
exercício lógico do pensamento. Diante da diversidade cultural do mundo em que vivemos, podemos afirmar
que existem outras formas de racionalidade, basta observarmos as culturas do Oriente e as culturas nativas
(indígenas) da América Latina.
O primeiro filósofo foi Tales de Mileto que viveu entre os anos de 624 a 548 a.C.. É possível perceber
a essência da Filosofia nas investigações de Tales de Mileto, o qual utilizou os três fundamentos básicos para
o exercício da lógica ou do pensamento filosófico. De maneira resumida estes são:

Tales de Mileto 624 a 548 a.C.


- Logos: também chamado de razão ou lógica. Significa o pensamento encadeado e ordenado
(racional). É a base da Filosofia.
- Physis: diz respeito à natureza dos seres e a essência dos seres humanos.
- Arkhé: é o princípio universal, é aquilo que nos é comum. É a busca pela maneira como o nosso
universo funciona.

Ao observar a importância do rio Nilo no antigo Egito para a manutenção da vida em uma região
cercada pelo deserto, Tales de Mileto concluiu que o princípio universal de todas as coisas e do próprio ser
humano é a água. Para tanto ele utilizou a ordenação do pensamento (logos) conforme tudo o que conhecia
até então. Em seguida utilizou Physis, ou seja, a observação sobre a natureza e os seres humanos, para
finalmente concluir que o princípio universal entre natureza e seres humanos era água dada a sua
importância para a sobrevivência (Arkhé).

Por que a filosofia surge?


Três fatores histórico-sociais estão ligados ao surgimento da Filosofia no século VI a. C. na Grécia:
- Democracia: a liberdade de pensamento e de opinião no regime político democrático (ainda que
somente homens e proprietários fossem considerados cidadãos, estando excluídos da democracia
mulheres, estrangeiros e escravos) em oposição às teocracias (regimes cujo poder estava nas mãos
do monarca, o qual acreditava-se ter autoridade divina) dos locais vizinhos como o Egito garantiu um
espaço excelente para o desenvolvimento livre do pensamento. A Ágora (lugar público) era um local
onde haviam discussões e os cidadãos eram iguais. Esse lugar era muito mais propício para o
surgimento de um pensamento independente.
- Escravidão: o trabalho manual era considerado uma atividade degradante pelos gregos antigos,
principalmente por aqueles que eram proprietários de terras. Sendo as atividades mais pesadas
realizadas pelos escravos, os gregos possuíam tempo suficiente para o estudo contínuo e o uso da
reflexão. É o que chamamos de ócio criativo, ou em outras palavras, o tempo livre para a criatividade.
- Comércio: sabe-se que a atividade comercial pelo mar mediterrâneo era intensa, inclusive aquela
realizada pelos gregos. Essa atividade possibilitou um grande intercâmbio cultural ou contato com
civilizações diferentes, o que permitiu a troca de técnicas tecnologias, formas de pensar e ideias.
Trocas de ideias criam um ambiente bom para o surgimento da filosofia. Esse fato permitiu aos gregos
maior criatividade e acúmulo de conhecimento.