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SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA DO NORDESTE

CURSO DE BACHAREL EM TEOLOGIA

MARCELO PEREIRA FREITAS

ATIVIDADE DE ANTIGO TESTAMENTO I


Resenha do Livro “Hipótese documentária do Antigo Testamento”

Salvador
2018
MARCELO PEREIRA FREITAS

ATIVIDADE DE ANTIGO TESTAMENTO I


Resenha do Livro “Hipótese documentária do Antigo Testamento”

Trabalho da Disciplina Antigo


Testamento I, solicitado pelo
professor David Costa, como
atividade pontuada do semestre.

Orientador: David Costa

Salvador
2018
HIPÓTESE DOCUMENTÁRIA DO ANTIGO TESTAMENTO

Até relativamente pouco tempo atrás, aproximadamente 1750 d.C., o


Pentateuco (compilação dos textos bíblicos de Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e
Deuteronômio) tinha sua autoria inteiramente atribuída a Moisés. Não apenas
cristãos como também judeus criam inquestionavelmente na autoria literal mosaica,
incluindo os relatos de sua própria morte.
Baseados em passagens como Ex 17:14, Ex 24:4-7, Nm 33:1, Dt 27:1-13 e Dt
31:9, a escola rabínica cria que esse livro havia sido dado por palavra e por escrito
diretamente por Deus através de Moisés e, por isso, deveria ser temido e obedecido
(SILVA, 2013, f. 2).
Somente com o advento da filosofia deísta do século XVIII a crítica literária
começou a evoluir e abrir espaço para perguntas do tipo: a compilação da Torá
(outra denominação para os primeiros cinco livros da Bíblia Sagrada) ocorreu,
conforme opinião tradicional, no século XV a.C. ou trata-se de uma obra mais
recente? No afã de responder essa pergunta, diversas teorias surgiram.
No século XIX d.C., estudos nessa área já apresentavam proposições que
diferiam da tradição judaica, como: não há como Moisés haver escrito inteiramente a
Torá, sendo este livro o consolidado de diversos escritos de fontes diferentes. Ao
personagem histórico conhecido por libertar Israel do Egito fora atribuído de forma
mais categórica apenas a seção legislativa do Pentateuco, principalmente o trecho
do Decálogo (os dez mandamentos).
Outra hipótese proposta proveniente desses estudos era a de que o livro de
Josué não faria parte da categoria de livros históricos do Antigo Testamento, mas
seria um complemento do Pentateuco, gerando o que seria chamado de
‘Hexateuco’. Essa proposição se dá pelo fato de a tomada de Canaã, promessa
repetida ao longo de todos os cinco primeiros livros da Bíblia, se concretizar apenas
no livro de Josué, dando um desfecho a essa fase do povo de Israel.
Foi em 1878 d.C. que o exímio teólogo alemão Julius Wellhausen (1844-
1918), dando prosseguimento às descobertas de estudiosos do Antigo Testamento e
especialistas nas línguas originais como Graff e Eduard Reuss, reelaborou e
publicou uma análise sobre todo o Hexateuco.
A tese de Wellhausen, de forma geral, propunha que o Hexateuco é
composto por textos provenientes de quatro “fontes” (ou quatro documentos
principais): javistas, eloístas, deuteronomistas e escritos sacerdotais. Cada uma
dessas fontes foi identificada através de trechos bíblicos que versam sobre assuntos
gerais distintos e/ou fazem uso de nomes distintos para se referir a Deus (por
exemplo, Yahweh ou Elohim). Com essa diferenciação em mente, é possível
identificar porções maiores desse material que compartilham do mesmo
“vocabulário, estilo e uniformidade de concepção teológica” (SILVA, 2013, f. 7) e
atribuí-las a uma das quatro fontes.
Cabe apenas uma breve ressalva de que, apesar de Julius entender como
perfeitamente coerente e suficiente o sistema das quatro fontes documentais e essa
proposta dominar os estudos da crítica bíblica após 1900, algumas perícopes
pareciam não caber à atribuição de uma única fonte. Daí veio, posteriormente aos
avanços na compreensão da cultura do Oriente Médio em paralelo com os escritos
bíblicos e a história e cultura de Israel, a proposição de uma “Nova hipótese
documentária” (SANTOS, 2009, p. 3).
Os adeptos a essa nova proposta não tratam mais de documentos (ou fontes)
específicas, mas de “tradições”, de origem literária e oral desconhecidas, atribuindo
a influência aos textos mais à cultura da época que ao olhar de um único autor.
Ainda assim, não há consenso entre os estudiosos quanto à terminologia a ser
utilizada nessa discussão, vigorando ambas.

TRADIÇÃO JAVISTA (J)

A Tradição Javista ou obra historiográfica Javista (representada pela letra “J”)


é a fonte mais extensa entre as quatro e também a mais antiga. Ela compreende
desde a criação do homem (Gn 2:4b) até o primeiro capítulo do livro de Juízes
(SCHREINER, 2004, p. 132). Essa denominação se dá pelo fato de essa fonte
sempre se referir a Deus pelo nome hebraico de “Javé”. Esse teólogo provavelmente
foi contemporâneo do rei Salomão, atuando por volta do século X a.C.
(RENDTORFF, 1998, p.16).
A hipótese de que ele seja posterior à divisão de Israel entre Reino do Sul
(formado pelas tribos de Judá e Benjamin) e Reino do Norte (demais tribos
israelitas), em 931 a.C., não se solidifica pelo fato de descrever Betel (Gn 12:8, 13:3
e 28:19) de forma imparcial, sendo que esta cidade passou a sediar uma estátua de
ouro pagã para evitar que os habitantes do Norte tivessem que viajar para o Reino
do Sul com o intuito de adorar a Deus no Templo ali estabelecido por Salomão.
Presume-se que o Javista seja da tribo de Judá, da região Sul da Palestina
(SCHREINER, 2004, p. 134)
Logo no início de sua obra, o Javista introduziu a chamada história primordial
(Gn 2:4b-11:30), com o intuito de deixar claro para os leitores que o Deus de Israel é
o criador dos céus, da terra e da humanidade, relacionando-se com ela no decorrer
da narrativa. Posteriormente ao dilúvio, consequência do pecado humano, Javé
promete conceder salvação a todo aquele que abençoar a descendência de Abraão,
a partir de quem formaria um povo para chamar de Seu. Analogamente, todos os
que a amaldiçoarem seriam rejeitados por Ele.
Através da formação do povo escolhido de Deus, é proposto o plano de
salvação da humanidade, um conceito que só se tornou conhecido em Canaã,
quando os Israelitas tiveram acesso a esses escritos. O Javista foi o primeiro a
compreender na história essa intenção divina.
Outras narrativas importantes dessa fonte abrangem o processo de
escravização do povo de Israel no Egito, sua libertação e trajetória até a terra
prometida sob visto sob o ponto de vista da fé israelítica, cujo principal tema é a
direção de Deus em todos esses acontecimentos.
Há ainda o relato do “decálogo cultual” (Ex 34:28), base para a Aliança entre
Deus e seu povo, a fim de mantê-lo longe da idolatria dos povos que lhes rodeavam
e diferenciá-los das nações que serviam a outras entidades religiosas. Esse fator de
obediência à Lei visava garantir a posse e estadia absoluta de Israel em Canaã, uma
vez que o Senhor estaria a frente de todos os acontecimentos.
A coroação de Davi, “homem segundo o coração de Deus”, durante o início do
período monárquico de Israel e a forma como governou o povo levou-os a poderem
desfrutar da promessa divina feita a Abraão de guiá-los a uma terra fértil e extensa,
onde viveriam unicamente dependentes de Deus e, assim, levariam salvação às
outras nações.

TRADIÇÃO ELOÍSTA (E)

A Tradição Eloísta ou obra historiográfica Eloísta (representada pela letra “E”),


assim denominada por se referir a Deus través da palavra “Elohim” (diferente de
Yahweh, que é nome próprio do Deus de Israel, Elohim se refere a Deus de forma
geral, não o distinguindo do deus de outras nações), não deixou uma obra completa
e intocada. Antes, trabalhou majoritariamente na complementação da obra “J”,
enriquecendo narrativas já existentes com narrativas semelhantes paralelas, mas
abordadas sob outro ponto de vista (RENDTORFF, 1998, p. 17). As duas tradições
foram mescladas no Sul quando da queda do Reino do Norte, em 722 a.C.
Segundo os estudiosos, o Eloísta seria proveniente da região central da
Palestina (Reino do Norte), dando preferência a citar locais como Betel e Siquém,
deixando de lado cidades importantes da Judéia em seus escritos. No aspecto
cronológico, há uma divergência em localizar essa fonte. Aceita-se comumente que
ele seja posterior à fonte Javista, ou seja, pós divisão do reino de Israel, mas não se
sabe precisar de qual período (SCHREINER, 2004, p. 157)
Diferente da primeira fonte, esta segunda não é de fácil identificação.
Podemos encontrar provas de intervenção do Eloísta de Gn 15 até, provavelmente,
Js 24. É incerto afirmar se relatos como o da “história primordial” foram omitidos de
sua obra propositalmente ou por falta de conhecimento. O que fica claro é que o
Eloísta é um patriota, restringindo-se a abordar as tradições nacionais de Israel,
deixando de lado aspectos como salvação da humanidade, influência dos povos
estrangeiros e bênção divina a outras nações. Pelo contrário, sua ênfase está em
registrar a punição de Deus sobre os gentios.
O trecho de Gn 20-22 é quase exclusivamente atribuído à segunda fonte. No
capítulo 20 há um paralelo com o relato javista de Gn 12:10ss, distinguindo-se pela
atribuição da entrega de Sara ao faraó do Egito ao invés de Abimeleque, rei de
Gerar. Em Gn 21:9ss há um paralelo entre a narrativa da expulsão de Hagar
registrada pela primeira fonte em Gn 16. A narração do sacrifício de Isaque em Gn
22, contudo, é exclusivo do Eloísta.
Outra diferença entre a primeira e a segunda fonte é que aquela narra Deus
(ou seu “anjo”) dirigindo-se diretamente às pessoas, enquanto esta relata Deus
comunicando-se com o homem através de sonhos ou chamando-o “dos céus”
(RENDTORFF, 1998, p. 17)
O Eloísta faz questão de retratar o Senhor como um Deus transcendente e
santo, impossível de acessar de forma direta, uma vez que, mesmo não relatando a
queda do homem, entendia a inclinação do mesmo ao pecado. Esse fato é
percebido na forma como Deus se dirige a Abraão (através de um anjo que lhe
falava do céu), a Abimeleque (através de um sonho) e até mesmo ao próprio povo
de Israel (através de Moisés).
Em sua narrativa da escravidão egípcia até a chegada à terra prometida,
grande ênfase é dada às operações sobrenaturais que deixam clara a soberania de
Deus diante de tudo e de todos. Há também a partir daí uma ênfase na figura dos
profetas, por meio de quem Sua Palavra era comunicada (Moisés e Josué).
O momento da entrega dos dez mandamentos ao povo de Israel, de acordo
com o Eloísta, é o que tiraria esta nação da condição de perdição e lhe daria a
possibilidade da salvação, mediante fiel obediência para, assim, serem claramente
vistos como propriedade de Deus. Cada transgressão a essa Aliança seria uma
manifestação da ingratidão do povo. A primeira fonte narra esse episódio como
havendo ocorrido no Monte Sinai, enquanto a segunda situa o fato no Monte
Horebe.
Fica claro que, para a fonte Eloísta, Israel não honrou o acordo firmado entre
Deus e o povo desde antes de as tábuas da Lei lhes serem entregues. O pecado
original, na visão deste autor, passaria a ser o bezerro de ouro erigido durante a
espera pela descida de Moisés do Monte Sinai. Essa transgressão viria a se repetir
diversas vezes, por várias gerações, levando o povo a provar da ira de Deus sendo
levados ao cativeiro.
O intuito do Eloísta parece ser levar o povo do Reino do Norte a lembrar da
grande responsabilidade de serem eleitos povo exclusivo de Deus e as
consequências da não obediência a Ele.

TRADIÇÃO DEUTERONOMISTA (D)

Também conhecido como obra historiográfica Deuteronomista (representada


pela letra “D”), o livro de Deuteronômio talvez seja um dos que melhor definem o
termo introduzido na “Nova hipótese documentária”, pois não foi escrito de uma vez
só. Ele é fruto de uma “tradição” Deuteronomista construída ao longo de mais de um
século (SANTOS, 2009, p. 5).
Segundo os estudiosos, a primeira versão deve ter sido introduzida no templo
no período de 715-687 a.C., durante o governo do rei Ezequias. Esse documento
provavelmente é fruto de refugiados do Reino do Norte que iam a Jerusalém e
queriam manter vivas suas tradições.
Outro indício que aponta para uma origem nortista é a forte influência Eloísta
nesses escritos. A autoridade das ordenanças são diretamente atribuídas a Deus e a
Moisés, sendo que este último é tido como interlocutor do discurso contido nos
capítulos de 1 a 11 de Deuteronômio. Além disso, lemos em Dt 5:6-21 a entrega das
tábuas da Lei acontecendo no Monte Horebe,
No período em que Josias era rei (640-609 a.C.), deu início a uma
reestruturação política e religiosa no Reino do Sul, incluindo a reforma do templo de
Jerusalém que os babilônios haviam destruído. Nesse evento foi que o sacerdote
Helcias achou o que chamou de “livro da Lei” (2 Rs 22:3-10), que é considerado a
primeira edição do Deuteronômio ao qual temos acesso hoje.
Já na seção que vai do capítulo 12 ao 26 do livro, encontra-se o código
deuteronômico, onde estão reunidas diversas coleções de leis de origens distintas
(algumas provenientes do Reino do Sul, outras do Reino do Norte) sem
necessariamente estarem dispostas em uma ordem clara. Há a possibilidade de que
ele tenha sido composto em Jerusalém, em 722 a.C., após a queda de Samaria
(SANTOS, 2009, p. 5). Esse código dá enfoque principalmente ao local de culto a
Deus e na proibição de práticas cultuais pagãs (Dt 12:1-31).
O Deuteronômio também é também conhecido como o “Livro da Aliança”,
uma vez que a palavra “berit” (aliança em hebraico) tem 27 ocorrências. Em diversos
versículos podemos perceber a ênfase na fidelidade de Deus para com a Aliança
estabelecida com seu povo (Dt 4:13, Dt 8:18) em contraponto com a possibilidade de
Israel transgredir, romper, abandonar e esquecer a Aliança (Dt 17:2, 31:16-20, 29:24
e 4:31).
Por fim, outro objetivo da tradição Deuteronomista é não deixar esvanecer a
lembrança acerca de todos os feitos de Deus na história de Israel. A palavra
“recordação” tem 15 ocorrências. A exemplo, o povo deveria recordar o que o
Senhor fez ao Faraó a ao Egito (Dt 7:18), o quanto os sustentou no deserto (Dt 8:2 e
9:7) e Seu divino auxílio para a tomada da Terra Prometida (Dt 8:18). Contudo,
apesar de apelar frequentemente ao passado, a proposta dessa tradição é chamar a
atenção para o fato de que Deus continua a operar o mesmo cuidado no presente,
repetindo o uso da palavra “hoje” 70 vezes neste livro.
TRADIÇÃO SACERDOTAL (P)

A Tradição Sacerdotal ou obra historiográfica Sacerdotal (representada pela


letra “P”, de Priest) é uma coleção de livros que foi sendo formada ao longo da
história do povo de Israel, através da tradição oral que dizia respeito a Moisés,
mesmo havendo sido redigido muito tempo depois, em lugares diferentes e por
pessoas distintas, estando presente em praticamente toda a Torá. Sua inclusão ao
Pentateuco ocorreu por volta de 538 a.C., ao fim do Exílio Babilônico (SANTOS,
2009, p. 7).
Durante o período de cativeiro na Babilônia, muitos israelitas foram tomados
pela cultura e religião local, abandonando os usos, costumes e crenças de seus
pais. Ainda assim, houve quem se mantivesse fiel à tradição de Israel, buscando no
passado de seu povo a esperança e força para não serem contaminados pela
idolatria. A base de tais pessoas foram os escritos dos sacerdotes de Jerusalém
(incluindo Ezequiel) que foram levados para a Babilônia.
Essa obra “é uma grande síntese dos acontecimentos primitivos de Israel,
expressos num estilo muito peculiar. Suas principais características são: as
narrações, a cronologia, o vocabulário, o estilo, as genealogias, a tradição, o culto e
o sacerdócio” (SANTOS, 2009, p. 7).
É possível verificar que os sacerdotes que redigiram os livros em questão
buscam fazer uma releitura da história de seu povo a fim de dar uma justificativa à
situação na qual se encontravam quando no Exílio. Por este motivo, em diversos
trechos, há uma referência direta à Lei, deixando claro aos leitores que seus atos e o
de seus antepassados transgrediram a Aliança divina, resultando na ira de Deus.
A Tradição Sacerdotal é marcada por um vocabulário técnico, com uso
frequente de listas, números e enumerações. O apelo cronológico, por exemplo,
lança mão de datas que não faziam parte nem do calendário monárquico, nem do
babilônico, mas do sacerdotal, que utilizava números para fazer referência aos
meses (Gn 7:11, 8:13, Ex 16:1, Nm 1:1).
As narrativas genealógicas também ganharam destaque, elucidando o povo
sobre suas raízes, que poderiam ser facilmente encobertas pela vasta cosmovisão
babilônica. As alianças conjugais do patriarcas com mulheres de outras nações e as
consequências disso também são enfocadas, a fim de alertar os israelitas a não se
envolverem com mulheres que poderiam corrompê-los.
Por conta da natureza de seus redatores, os escritos Sacerdotais também
tomam um tempo considerável descrevendo minuciosamente a organização do
culto. Nos capítulos de 25 a 31 e de 35 a 40 do livro de Êxodo, por exemplo, lê-se a
descrição da construção do templo com um nível de detalhes surpreendente, bem
como as normas sacerdotais. Pode-se ver também o destaque da figura de Arão
(sumo sacerdote à época) ao lado de Moisés também como um forte indício da
Tradição Sacerdotal.
Está presente também nessa tradição a denominada “Lei de Santidade” (Lv
17-26), que antes não fazia parte do Pentateuco. Fazem parte desse compêndio
elementos da época nômade do povo de Israel (p.e., Lv 18), do período pré-exílico e
até mesmo de momentos mais recentes. Tem-se como ponto de referência da
compilação dessas instruções o ministério do profeta Ezequiel, que em diversos
momentos faz menção à Lei de Santidade (Ez 18:6, Lv 18:19, Ez 22:11, Lv 20:12).
Contudo, supõe-se que outros redatores sacerdotais a incluíram no Pentateuco
durante o Exílio.
De forma geral, a obra historiográfica “P” retrata “uma vigorosa teologia da
esperança” (SANTOS, 2009, p. 8) a um povo que se encontra em um contexto
extremamente adverso e distante das tradições do passado.
Após concluída a redação Sacerdotal, esta foi, após o Exílio, fundida com
todas as outras tradições (J, E e D), formando, assim, o Pentateuco como
conhecemos hoje.
REFERÊNCIAS

RENDTORFF, Rolf. A formação do Antigo Testamento. Tradução: Bertholdo


Weber. 8ª edição. São Leopoldo: Sinodal, 1998.

SANTOS, Jorge Nicolau dos. Introdução Geral à Formação Literária do Pentateuco.


2009. 12f. Artigo acadêmico – Escola de Formação de Agentes de Pastoral, São
Carlos, 2009.

SCHREINER, Josef. Palavra e mensagem do Antigo Testamento. Tradução:


Benôni Lemos. 2ª edição. São Paulo: Editora Teológica, 2004.

SILVA, Ângelo Vieira da. Introdução à teoria documental: um estudo sobre a teoria
literária “JEDP”. 2013. 13f. Dissertação de Mestrado – Faculdade Unida de Vitória,
Vitória, 2013.