Sie sind auf Seite 1von 23

e-book

Geofísica Aplicada a Prospecção Mineral


Processamento e Interpretação de Dados Livres
Introdução
Iniciar um trabalho de mapeamento geológico ou um programa avançado de pesquisa mineral
requerem planejamento e custos reduzidos. A utilização integrada de dados geológicos livres
(mapeamento, geofísica e modelos digitais de elevação, entre outros) pode potencializar os
programas de prospecção mineral e auxiliar na delineação de limites geológicos (contatos e
estruturas), se utilizados de forma correta e coerente.

Com a variedade de dados geofísicos, modelos digitais de elevação (MDE) e informações


geológicas disponíveis, é importante desenvolvermos habilidades extras para ganhar destaque
em um mercado de trabalho cada vez mais digital e competitivo. Quando essas habilidades
promovem a redução de custo, isso te torna um profissional mais atrativo.

A aplicação de métodos geofísicos é fundamental em qualquer programa de prospecção mineral


e/ou mapeamento geológico. Com a recente disponibilização de dados geofísicos pelo CPRM,
o uso desses dados se faz obrigatório para um melhor planejamento e redução de custos em
programas de pesquisa mineral.

2
1. A aplicação correta das ferramentas oferecidas por diversos softwares
irá proporcionar um melhor planejamento das campanhas de campo,
otimizando tempo e reduzindo custos.

2. Amagnéticas
estimativa de profundidade de fontes geradoras de anomalias
e gravimétricas é um diferencial que possibilita prever a
profundidade das perfurações de sondagem com boa assertividade.

3. Interpretações de perfis de onda podem auxiliar na projeção (direção


e mergulho) dos furos de sonda, quando os dados são processados,
aplicados, integrados e interpretados de maneira correta.

3
Checar as anomalias geofísicas
em campo (follow up), fazendo a
amarração com o dado observado
de forma direta, é a única forma
de atestar a geofísica.

O objetivo da geofísica é
potencializar as campanhas
de mapeamento, tendo como
consequências óbvias a redução
do tempo e gastos nos projetos
de mapeamento e prospecção.

4
É importante saber o que é geofísica e como ela
é usada na Pesquisa/Exploração Mineral
• Classificação dos métodos
• Como definir e visualizar o dado
• As relações entre fontes e anomalias
• Características fundamentais e
natureza das respostas geofísicas
• Os tipos mais comuns de
ambiguidades nas interpretações
• Estratégias da exploração geofísica
• E custos

5
Fluxo de trabalho na Exploração Mineral

http://www.geosoft.com/videos/data-discovery-integrated-approach-exploration?v=1532208844961

6
Etapas da prospecção geofísica

Estudo geofísico preliminar

Preparação da área

Medidas

Apresentação

Tratamento

Interpretação

7
Estratégias para delineação de
depósitos minerais
Na exploração de recursos de
subsuperfície, os métodos são capazes de
detectar e delinear características locais
de interesse potencial, que não poderiam
ser descobertas por nenhum programa de
perfuração realista.

A delineação é baseada em observações e em inferências.

8
Preparação da área e
Levantamento

É importante direcionar a
busca no alvo

Isso irá reduzir os efeitos de posição


das linhas e do espaçamento entre elas,
com consequente redução dos custos e
aumento na resolução dos dados.

Dentith & Mudge (2014) 9


Geração de produtos
A maneira mais fácil de apresentar os dados para interpretação é a imagem colorida

Mapa Magnetométrico
de Campo Anômalo
Importante na identificação
de estruturas

10
Quando obtiver um dado geofísico ou MDE, tome
nota de todos os parâmetros do levantamento.

Essas informações são de extrema importância


desde a etapa de processamento até a etapa
de integração dos dados e interpretação dos
resultados.

11

A interpretação qualitativa de mapas/
imagens geofísicas é fundamentalmente
um exercício de reconhecimento de
padrões geológicos, sem diferenças com
a interpretação de fotografias aéreas

• Busque por lineamentos


• Diferencie regiões com diferentes
aparências
• Interprete o produto final em um
contexto geológico realista

12
Mapas radiométricos – Imagem ternária

TCC/DEGEO/UFOP, Araújo Neves (2017)

A radiometria possibilita a individualização de domínios a partir do decaimento radioativo de


isótopos eU, eTh e K. O método tem limitação de penetração de poucos centímetros na
superfície da terra, mas possui excelente aplicabilidade no mapeamento litológico e de zonas
de alterações.
13

Os dados geofísicos são uma contínua mas
“imperfeita” representação da geologia

Entenda a relação entre geologia-geofísica


• Observação objetiva X interpretativa
• Cuidado ao confiar cegamente em mapas
geológicos, comumente estes podem
conter erros por falta de afloramentos, ou
detalhamento
• Informações geofísicas são uma somatória
das propriedades físicas das rochas em
profundidade

14

As estimativas de profundidades das fontes causadoras de anomalias potenciais (magnéticas
e gravimétricas) vem sendo discutidas desde o início da década de 1930, com seu apogeu de
desenvolvimento durante e após a II Guerra Mundial.

15
A interpretação de anomalias de inversões
é inerentemente ambígua, pois qualquer
anomalia dada pode ser causada por um
número infinito de possíveis fontes.

16
Durante as etapas de aquisição de dados,
processamento e interpretação de produtos:
Nunca perca sinais de interesse para o
levantamento

Cobertura

Rocha hospedeira (metamórficas de alto grau)

Fm Ferrífera/Minério Modificado de Dentith & Mudge (2014)


-- Falhas
17
As ambiguidades podem ser diminuídas através de controles externos, disponíveis sobre a
natureza e a forma do corpos anômalos:

• Informações geológicas de afloramentos;


• Poços e minas;
• E de outras técnicas geofísicas complementares.

Madeira et al. (2014)

18
Construção de contorno

VOXI density, Kauring Test Site, Australia

Em toda a situação onde se aplica dedução na delineação, é importante lembrar que as projeções
devem ficar restritas à proximidade imediata das estações de observação.
19

Não há maior restrição sobre uma interpretação
geofísica do que a obrigação de fazer sentido
geológico.

Dentith & Mudge, 2014

20
Bibliografia
DENTITH M., MUDGE S.T. 2014. Geophysics for the Mineral Exploration Geoscientist-CUP(2014) 438p

TCC/DEGEO/UFOP, Araújo Neves (2017)

Google Image

MADEIRA T.J.A., ENDO I., BARBOSA M.S.C., NEYER B.O. 2014. Caracterização geofísica e estrutural
da principal estrutura mineralizada em ouro na região nordeste do Quadrilátero Ferrífero: Um guia para
prospecção. In: Simpósio Brasileiro de Geofísica, 12, Porto Alegre. Anais, CD-ROM.

http://www.geosoft.com/videos/data-discovery-integrated-approach exploration?v=1532208844961
(acessado 20/07/2018)

http://blogs.geosoft.com/exploringwithdata/2012/05/3d_earth_modelling_in_the_cloud-the_geosoft_voxi_
development_story.html (acessado 20/07/2018)

21
Sobre o Autor
Thiago Madeira
Engenheiro Geólogo formado pela Escola de Minas da
Universidade Federal de Ouro Preto – EM/UFOP, com a
monografia “Análise Qualitativa e Quantitativa Geológica-
Geofísica para Prospecção de Ouro no Nordeste do Quadrilátero
Ferrífero”. Mestre em Ciências Naturais na área de concetração
Tectônica / Petrogênese / Recursos Minerais pela EM/UFOP,
com a dissertação “Análise Geofísica e Estrutural da Zona de
Cisalhamento São Vicente, Quadrilátero Ferrífero, MG, Brasil”
(Geologia Estrutural e Geofísica Aplicada). Teve experiência como
geólogo de exploração pela Kinross, geólogo de mina pela Jaguar
Mining (underground) e AngloGold Ashanti (open pit). Lecionou
as disciplinas de Prospecção Geofísica e Interpretação Geofísica
pelo Departamento de Geologia da EM/UFOP, além de ter
ministrado cursos práticos de Integração e Interpretação de dados
SRTM, Geofísicos e Geológicos em entidades como a Society
of Economic Geologists (UFMG) e a Society of Geophysists
Exploration (UFOP). Atualmente, é geólogo de exploração regional
pela Avanco Resources Limited, Província Mineral de Carajás.
22
31 3657-5578 | 31 3657-6946 | 31 9 9355-8384
contato@institutominere.com.br
www.institutominere.com.br