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INSTITUTO FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

CAMPUS PORTO ALEGRE - RS

MARISÂNGELA DE MELLO
ANA DANIELLE SANTANA CAVALHEIRO
LUÍS RICARDO CURTI

TRABALHO DE AVALIAÇÃO DO MÓDULO


ESTUDOS ORGANIZACIONAIS

Porto Alegre
2018
QUESTÕES - DESVELAMENTO DA PEQUENA EMPRESA I

1. Qual é a sua avaliação sobre o modelo apresentado que visa caracterizar o


que é a dinâmica da pequena empresa?
R. O modelo apresentado é de fácil compreensão e tenta demonstrar de maneira objetiva,
por meio de figuras e formas, a visão do seu criador a respeito das pequenas empresas
brasileiras. Porém, é bastante simplificado, não engloba todos os aspectos dos
empreendimentos, que são os Empresários Individuais, as Microempresas e as Empresas
de Pequeno Porte no Brasil. Existem outros fatores importantes e variáveis que poderiam
estar presentes no modelo, o qual foi muito bem articulado, apenas com a finalidade de
aperfeiçoamento do desenho. Afinal, definir essas organizações tão complexas de
maneira direta e simples, também evidencia a dificuldade conceitual e de identificação de
todos os elementos que as constituem.

2. Indicaria algum outro elemento para integrar o modelo de referência?


Justifique.
R. O modelo de referência poderia indicar os desafios encontrados pelas pequenas
empresas, os quais entravam o seu desenvolvimento e crescimento, como por exemplo, a
burocracia dos procedimentos e legislações, a competitividade e a informalidade. Não é
apenas a escassez de recursos, a natureza do negócio e o empresário que interferem nas
decisões de escolha do tipo empresarial a ser adotado. Há uma série de regras que geram
consequências financeiras e fiscais, procedimentos junto aos órgãos governamentais,
necessidade de contratação de profissionais especializados, entre tantas outras questões
que devem ser avaliadas.

3. Como avalia a inovação como elemento dinamizador dos elementos para


superação das restrições que caracterizam à pequena empresa?
R. A inovação traz mudanças radicais nas pequenas empresas, pois elas podem alterar a
forma de administrar, de coordenar, de realizar o trabalho modificando-se as tarefas de
produção, automatizando os processos existentes e produzindo vantagens econômicas,
interferindo diretamente no desenvolvimento do empreendimento. Ainda, as inovações
podem levar ao sucesso da organização, mantendo-a no mercado e aumentando a sua
competitividade, portanto, são vitais para a sobrevivência dos negócios.

4. Em função da sua experiência considera que este modelo possa se


constituir numa fronteira para diferenciar a pequena empresa das demais?
R. O modelo de referência analisado serve para diferenciar as pequenas empresas das
demais, pois identifica pontos importantes da estrutura organizacional dos pequenos e
micro empreendimentos, sendo na verdade bastante simbólico. Vale destacar que os
modelos de referências orientam os gestores e possibilitam a construção de soluções e o
desenvolvimento de práticas de melhorias no desempenho dos processos gerenciais e
organizacionais. O modelo padronizado serve de base para desenvolver outros modelos
específicos utilizados para difundir ideias e articular os problemas de uma organização.

5. Como poderia ser trabalhado o perfil do empresário para se constituir num


elemento impulsionador do desenvolvimento da pequena empresa?
R. O perfil do empresário pode ser trabalhado por meio da educação empreendedora,
formando-se profissionais que estejam aptos a solucionar problemas. A educação formal
seria o caminho adequado para propiciar a tomada de iniciativas e de decisões, pois ela
proporcionaria experiência e formação de personalidades mais independentes e voltadas
para a solução de problemas gerenciais. Outro fator que merece destaque é a motivação,
pois nem todos os empreendedores são auto motivados, na realidade a maioria precisa ser
motivada de algum modo para não desistir de seus projetos.

6. Que estratégia poderia ser adotada para superar a escassez de recursos,


especialmente, os de caráter estratégico para o empreendimento? Considere os recursos
relacionados na apresentação. Pode acrescentar algum outro que apresente uma condição
estratégica.
R. Para este caso, primeiramente entender que superar a escassez de recursos estratégicos
requer muito mais do que ter dinheiro disponível, envolve uma análise profunda das
estruturas, estudos organizacionais, estudos de mercado, entre outros. Ou seja, a principal
estratégia seria valorizar bens não palpáveis, acreditando na construção lógica das ideias,
e não necessariamente em bens físicos. Somente uma análise global poderá direcionar
para a melhor estratégia, que pode ir de aumentar a relação com a cultura local até
investimento em inserção no mercado externo. A condição restritiva, no caso de caráter
estratégico, deve estar muito bem clara para que a solução seja a mais efetiva, econômica
e certeira possível.

7. Considerando o conceito de Ecossistema Empreendedor, como percebe o


seu grau de articulação na cidade de Porto Alegre e em que medida entende que pode
alavancar o desenvolvimento da pequena empresa?
R. O Ecossistema Empreendedor se apropria de conceitos da biologia justamente para
entender a complexidade e a dependência de várias áreas agindo de forma coordenada
para o desenvolvimento das empresas e, consequentemente, da sociedade. É o
entendimento de que todas as iniciativas de apoio ao empreendedorismo devem ser
tomadas em rede. No caso de Porto Alegre, a possibilidade de uma formatação sólida de
um ecossistema é visível, visto a ampla rede de instituições capazes de dar suporte ao
desenvolvimento. Somando a isso, uma iniciativa pública tem ganhado bastante destaque
na cidade: o Poa.hub, uma incubadora pública que reúne startups para possibilidade e
aumento do networking. Essa iniciativa aumenta o grau de articulação da cidade para o
seu potencial empreendedor e, partindo do ponto de que incubadoras ou startups
fomentam ideias iniciais e propostas, é extremamente valioso para alavancar pequenas
empresas.

8. Como a atual conjuntura pode impulsionar ou restringir o


desenvolvimento da pequena empresa? Identifica alguns aspectos que possam ter impacto
específico sobre a pequena empresa?
R. A situação econômica, política e social de uma cidade e de um país são fatores
extremamente importantes e que influenciam qualquer tomada de decisão para a criação e
manutenção de uma pequena empresa. A atual conjuntura nacional é ambígua, mas
considerando que a observação crítica do ambiente como um todo pode destacar
potenciais em meio ao caos, sempre haverá oportunidades. O que pode, de fato, impedir
absolutamente o desenvolvimento das pequenas empresas é o aumento de impostos,
impossibilitando a vida útil da organização, por menor que seja, em virtude da relação de
faturamento com despesas. Ao mesmo tempo, é em tempos de maior recessão que boas
ideias se encaixam e conseguem obter resultados positivos, sendo necessária uma análise
detalhada das necessidades do mercado para evitar frustrações financeiras e garantir que
se está alinhado com as necessidades daquele momento.

9. Identifica alguma estratégia diferenciada que pode ser implementada para


superar a limitação imposta pela natureza do negócio? Exemplifique com uma
organização de um setor determinado.
R. De acordo com Daniel Claus Buss, empresário entrevistado para este trabalho,
abordagens para superação de limitações que estão ligadas a essência do negócio são
complexas e requerem um entendimento principalmente na relação empresa-público. Para
ele é uma vantagem a natureza do negócio ser clara, mas caso isso esteja aparentemente
limitando o crescimento, pode estar havendo uma falha na identificação da persona do
negócio, quem se quer atingir. Então para ele, a melhor estratégia está ligada a aumentar e
deixar mais clara a forma como as mensagens são passadas. Elas não podem chegar com
ruídos. Se usarmos como exemplo uma empresa que quer aumentar suas vendas de
produtos, e que já analisou que um dos limitantes é a própria natureza do negócio, uma
abordagem poderia ser melhorar a comunicação com seu público, após refiná-lo, para
atingir de forma eficiente o público certo. Esse claro entendimento poderia aumentar o
público, consequentemente as vendas mesmo sem necessariamente alterar a natureza do
negócio.

10. Como avalia a cultura empreendedora na cidade de Porto Alegre ou no


Estado do Rio Grande do Sul.
R. O perfil do empreendedor na cidade de Porto Alegre se modificou nos últimos anos.
Segundo a reportagem do Jornal Zero Hora, em 2014 (o que também se repetiu em 2015
e 2016), a cidade ocupava a sétima posição no ranqueamento das cidades mais
empreendedoras do país, de acordo com o levantamento da Endeavor, uma ONG que
fomenta e apoia o empreendedorismo 1. Já em 2017, segundo notícia de Marcelo
Gonzatto, baseada no ranqueamento do relatório do Índice de Cidades Empreendedoras,
também organizado pela Endeavor, a capital gaúcha foi ultrapassada por oito municípios.
Assim, Porto Alegre passou da 7ª posição ao 15º lugar em 2017. O relatório aponta que
esta colocação dá-se em razão da burocracia, da demora para a regularização de negócios
e infraestrutura deficitária2.

11. Relacione aspectos presentes na cultura do Estado que possam contribuir


para a constituição de redes de empresas, que ajudem a viabilizar os pequenos
empreendimentos?
R. O Rio Grande do Sul é um Estado que se destaca por sua produção agrícola e também
pelos povos imigrantes instalados na região. Segundo dados da Fundação de Economia e
Estatística (FEE), “O Estado ocupa posição estratégica para a oferta nacional de
diversos produtos agrícolas (arroz, trigo, aveia) e está entre os principais exportadores
de fumo, soja e arroz.” Outro elemento importante a ser destacado é a cultura difundida
pelo Estado e a produção de vinhos na região da Serra, ocupada pela imigração italiana.
Em 2017, por exemplo, o Estado do Rio Grande do Sul apresentou-se como o
responsável pela produção de mais de 90% dos espumantes do Brasil 3, em decorrência do
Vale dos Vinhedos, localizado na Serra gaúcha. Segundo notícia vinculada ao G1-RS, de
dezembro 2017, os vinhos tintos, brancos e espumantes produzidos na região foram os
primeiros a receber certificação e reconhecimento, com indicação de procedência no país
em 2002 pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial.
Outros produtos também ganham destaque de produção devido ao posicionamento
geográfico como, por exemplo, a carne, a uva, os calçados e os queijos. Isso favorece e
beneficia os pequenos empreendimentos, possibilitando a formação de redes. Inclusive a

1GAUCHAZH. Porto Alegre é a sétima cidade mais favorável ao empreendedorismo no país, aponta estudo.
2017. Disponivel em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2016/11/porto-alegre-e-a-setima-
cidade-mais-favoravel-ao-empreendedorismo-no-pais-aponta-estudo-8356236.html>. Acesso em: 20 de setembro de
2010.
2GONZATTO. Marcelo. Porto Alegre cai oito posições em ranking de cidades empreendedoras; veja os motivos.
Zero Hora. Porto Alegre. 2017. Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2017/11/porto-
alegre-cai-oito-posicoes-em-ranking-de-cidades-empreendedoras-veja-os-motivos-
cjak2h9p0003401mw2xfqvsfe.html>. Acesso em 20 de setembro de 2018.
3G1-RS. Rio Grande do Sul produz de mais de 90% dos espumantes do Brasil. Porto Alegre. 2017. Dísponivel
em: <https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/campo-e-lavoura/noticia/rio-grande-do-sul-produz-mais-de-90-dos-
espumantes-do-brasil.ghtml>. Acesso em 20 de setembro de 2018
criação e expansão dos Institutos Federais têm como um de seus objetivos a colaboração
para o fomento do desenvolvimento local, ampliando as qualidades técnicas e
organizacionais das regiões através da oferta de cursos oferecidos nas localidades. Como
exemplo de cursos que se articulam às necessidades locais pode-se mencionar aqueles
disponibilizados no IFRS – Campus Bento Gonçalves, onde são oferecidos cursos
técnicos, tecnológicos e de especialização em Viticultura e Enologia, preparando
profissionais que conheçam desde a produção qualificada da matéria-prima até a
comercialização do vinho. Atividades estas características daquela região.
Outro fator importante no Rio Grande do Sul é a constituição de redes, em geral,
as pequenas empresas têm tido maior visibilidade e força competitiva devido ao seu
potencial de geração de renda e de emprego. No caso da produção agrícola, a Lei que
prevê a compra de alimentos orgânicos produzidos pela agricultura familiar foi um
grande propulsor para o aumento e fortificação dos produtores e criação de redes locais.

12. Que tipo de estratégias podem ser desenvolvidas para a inserção das
pequenas empresas no mercado externo?
R. A respeito dos Institutos Federais, são fomentadores de desenvolvimento bloco-
regional, e fazem parte da estratégia de desenvolvimento de empresas. Principalmente
porque estas instituições são favoráveis à promoção de articulações com outras regiões do
Estado e do país, o que pode ser potencializado através da utilização da internet. Esta
pode ser uma das formas dos pequenos empreendimentos montarem uma rede de contatos
em maior escala. Ainda, pode-se citar os pressupostos formulados por Kaplinsky e
Readman (VIANA DE BRITO, 2016), referentes às estratégias para internacionalizar as
pequenas empresas. Algumas dessas estratégias correspondem a conhecer o mercado,
criar ou entender o diferencial competitivo. Além disso, definir uma estratégia de
negócios apropriada e se vincular a cadeias de valores eficientes. Os vínculos criados
juntamente com a propagação de seu diferencial pode gerar o fortalecimento da pequena
empresa, bem como a captação de novos clientes e parceiros.

13. Que setores da economia em Porto Alegre, considera com potencial de


crescimento, em Porto Alegre e no Estado, destacando os que tenham condições de
promover empreendimentos inovadores?
R. Nos últimos anos Porto Alegre tem se destacado devido a empreendimentos
relacionados à vinculação com base tecnológica/tecnologia livre, às inovações, às artes e
à economia criativa instaladas nos bairros Floresta, São Geraldo, Navegantes, Humaitá e
Farrapos, conhecidos como o 4º Distrito. Os empreendimentos localizados nestas regiões
da capital proporcionaram o impulso para a sua revitalização. Também sãos destaques por
serem iniciativas inovadoras, com ideais de trabalho e espaços coletivos utilizados pelos
pequenos empreendedores.

14. Qual é o papel que exerce o Estado na alavancagem da pequena empresa?


Relacione alguma estratégia que pode ser implementada incentivar uma ação mais efetiva
dos governos, particularmente, municipal e estadual?
R. O Estado pode ser um agente propulsor da pequena empresa ao criar incentivos e
também políticas públicas de fomento para o seu desenvolvimento. Pode-se citar como
exemplos a lei que regula a compra de alimentos oriundos da agricultura familiar e a
proposta da Prefeitura Municipal de Porto Alegre de isentar o IPTU dos
empreendimentos relacionados à tecnologia e à economia criativa no 4º Distrito.

15. Qual é o papel da educação nesse processo? Que tipo de intervenção


considera pode ser promovida junto às instituições educacionais para alavancar à pequena
empresa?
R. Primeiramente é necessário entendermos que o papel da educação é importante para as
mais variadas esferas de atuação. No caso da alavancagem de pequenas empresas, as
instituições de ensino devem/deveriam estar preparadas para estimularem o exercício da
cidadania, enriquecendo os estudantes desde o ensino básico com atividades que
promovam a participação social, o cooperativismo, o estímulo à criatividade, ao
enfrentamento de questões globais e psíquicas, ao conhecimento dos direitos e deveres e
acerca da formulação de políticas públicas para o desenvolvimento regional. Este último,
ao ser aliado com os demais elementos possibilita o mapeamento das demandas de cada
região e também aponta as possíveis brechas para novos mercados. A educação tem o
papel de trazer a tona o esclarecimento ou a indagação sobre múltiplas esferas. O plano
ideal para propagação futura seria incentivar as escolas, os diversos cursos de graduação
e pós-graduação, estimular as iniciativas de cooperativismo e as novas formas de
empreendedorismo, que ressaltem não somente as iniciativas individuais, mas sim
propostas de empreendimentos coletivos.
REFERÊNCIAS

BRITO, Eurides Viana de. A inserção de pequenas e médias empresas nas cadeias
globais de valor: os casos de Brasil e Argentina, 2016.

GAUCHAZH. Porto Alegre é a sétima cidade mais favorável ao empreendedorismo


no país, aponta estudo. 2017. Disponível em:
<https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2016/11/porto-alegre-e-a-
setima-cidade-mais-favoravel-ao-empreendedorismo-no-pais-aponta-estudo-
8356236.html>. Acesso em: 20 de setembro de 2018.

GONZATTO. Marcelo. Porto Alegre cai oito posições em ranking de cidades


empreendedoras; veja os motivos. Zero Hora. Porto Alegre. 2017. Disponível em:
<https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2017/11/porto-alegre-cai-oito-
posicoes-em-ranking-de-cida. Acesso em: 20 de setembro de 2018.

G1-RS. Rio Grande do Sul produz de mais de 90% dos espumantes do Brasil. Porto
Alegre. 2017. Disponível em: <https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/campo-e-
lavoura/noticia/rio-grande-do-sul-produz-mais-de-90-dos-espumantes-do-brasil.ghtml>.
Acesso em 20 de setembro de 2018