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1. O que significa IRDR? Disserte sobre seu procedimento. É cabível no âmbito do STJ?

É novo instituto previsto nos arts. 976 a 987 do Código de Processo Civil/2015 que tem a finalidade de evitar
que ocorram decisões conflitantes (uniformização de decisões) para garantir uma maior segurança jurídica aos
indivíduos em geral, sejam eles partes, interessados, executados ou advogados.
Regulado pelos artigos 976 a 987 do Código de Processo Civil (CPC) de 2015, o incidente de resolução de
demandas repetitivas (IRDR) é cabível no âmbito dos Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais nos
casos de repetição de processos sobre a mesma questão de direito o nas situações em que haja risco de ofensa à
isonomia e à segurança jurídica

2. O que significa IAC? Disserte sobre seu procedimento. Quais são os tribunais que o admitem?

Incidente de assunção de competência no Novo CPC.


Trata-se de um instituto relacionado aos recursos e será admitido quando ―o julgamento de recurso, de remessa
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com grande
repercussão social, sem repetição em múltiplos processos‖ (art. 947). Apesar de relacionado aos recursos, como
visto, ele não se aplica somente a eles, mas também à remessa necessária (que não é recurso) e aos processos
de competência originária dos Tribunais (que também não são recursos). Todos esses institutos dizem respeito
à atividade jurisdicional das nossas Cortes, e sua função é otimizar essa função.
O relator propõe que o recurso seja julgado por outro órgão colegiado, que não aquele que ele compõe.

3. De acordo com o CPC, quais são as hipóteses de cabimento da Reclamação?

Como instrumento de impugnação excepcional, as hipóteses de cabimento da reclamação são taxativas e devem
ser analisadas em consonância com a nova metodologia perseguida pelo novo Código de Processo Civil de
valorização do chamado Direito Jurisprudencial.

4. Quais são os meios de impugnação às decisões judiciais?


As decisões judiciais podem ser impugnadas mediante reclamação ou recurso. A reclamação consiste num
pedido de reapreciação de uma decisão dirigido ao Tribunal que a proferiu, com ou sem a invocação de
elementos novos pelo reclamante. Os embargos constituem uma modalidade de reclamação e são um meio de
reação contra medidas de carácter executivo

5. Diz-se que o recurso é um ―remédio voluntário (que dispõem a parte, o MP e os terceiros


prejudicados) idôneo a ensejar, dentro da mesma relação processual, a reforma, a invalidação, o
esclarecimento ou a integração da decisão judicial que se impugna, retardando, assim, a formação da
coisa julgada material‖. Esclareça esse conceito doutrinário, diferenciando os recursos dos demais meios de
impugnação às decisões judiciais.
a interposição de um recurso jamais faz nascer um novo processo. Ela ocorre sempre dentro da mesma
relação jurídica processual. Até pode originar novos autos, como se dá como o agravo por instrumento, mas
não um novo processo. Além disto, em razão da incidência do chamado princípio da taxatividade, somente é
recurso o que a lei expressamente disser que é. Por fim, os recursos têm a marca da voluntariedade, ninguém
pode ser obrigado, dentro do processo, a recorrer, motivo pelo qual não existe recurso ex officio.
Já os sucedâneos recursais abrangem todos os demais meios de impugnação de decisão judicial que não se
encaixem nem na categoria das demandas autônomas de impugnação, nem na dos recursos. Assim, eles nunca
dão origem a um novo processo e o legislador não os trata como recursos. É o que acontece com a remessa
necessária (prevista no art. 475 do CPC e muito impropriamente chamada por alguns de recurso ex officio) e
com o pedido de reconsideração permitido pelo art. 527, parágrafo único, do CPC.
6. Disserte sobre a classificação dos recursos.

R: Dentro deste conceito, os recursos são divididos conforme três classificações: total e parcial; ordinários e
extraordinários; e de fundamentação livre ou de fundamentação vinculada. Conforme se explica a seguir:

TOTAL E PARCIAL: Esta classificação se baseia no conteúdo a ser impugnado e divide os recursos entre
aqueles que abrangem a sua totalidade – recurso total – ou aqueles que não abrangem a totalidade do conteúdo
impugnável da decisão – recurso parcial. Este último trata-se de uma busca do recorrente em obter a reforma
parcial da decisão proferida, nos termos em que vai de encontro aos seus interesses. Por sua vez, a recurso total é
cabível quando há a sucumbência total de uma das partes, nestes casos a parte vencida entrará com recurso para
buscar uma reforma completa daquilo que foi decidido.

ORDINÁRIOS E EXTRAORDINÁRIOS; tem o objetivo imediato tutelado pelo recurso, ou seja, enquanto os
recursos extraordinários tutelam o direito objetivo, os recursos ordinários buscam por sua vez proteger os
direitos subjetivos dos recorrentes

FUNDAMENTAÇÃO LIVRE E FUNDAMENTAÇÃO VINCULADA: tem como critério a fundamentação dos


recursos. Considera-se um recurso de fundamentação vinculada quando a lei exige a presença de determinados
tipos de vícios na decisão, para que então tenha cabimento. o recurso de fundamentação livre não se prende a
diretamente a determinado defeito ou vício da decisão. Para que o recurso seja admissível basta que o vício
existente, independentemente de qual, seja alegado e fundamentado pelo recorrente e que haja uma decisão. São
os recursos de fundamentação livre: a apelação, o agravo, os embargos infringentes, o recurso ordinário e os
embargos de divergência.

7. Disserte sobre os princípios aplicáveis aos recursos.


Princípio da Taxatividade
Os recursos existem em números clausus na lei, isto é, em um rol taxativo ou fechado no
ordenamento jurídico. Só é recurso o que a lei considera como tal.
Princípio da unirrecorribilidade ou singularidade recursal
Contra cada decisão o mesmo legitimado só pode interpor um único recurso em cada
oportunidade. Por tanto, o mesmo legitimado não pode manejar contra a mesma decisão dois ou mais recursos,
de uma só vez (Essa é a regra geral).
Princípio da vedação da “reformatio in pejus” reforma para pior
Existem duas espécies de sucumbência a unilateral e a recíproca a primeira ocorre quando apenas
o autor ou o réu é derrotado. A secunda se verifica quando autor e réu são simultaneamente vencedores e
vencidos quando houver sucumbência recíproca ambas as partes podem recorrer, mas isso não significa que
elas recorrerão, se houver sucumbência recíproca e ambas as partes recorrerem, a decisão pode ser mantida ou
modificada em qualquer sentido, porém, se houver sucumbência recíproca e apenas o autor ou o réu recorrer, a
decisão recorrida poderá ser mantida ou reformada para melhorar a situação do recorrente, não para agrava-la
(Reforma para pior).

Princípio da fungibilidade processual


A fungibilidade recursal consiste no recebimento de um recurso inadequado em lugar do recurso
que seria o correto para o tipo da decisão recorrida.

Princípio do duplo grau de jurisdição (VIDE caderno de TGP)

Interposto qualquer recurso, o pedido recursal não é julgado de plano. Antes disso é preciso
submeter o recurso a uma primitiva analise ou julgamento chamado ―Juízo de admissibilidade

8. Quais são as matérias que compõem o juízo de admissibilidade recursal?


JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E JUÍZO DE MÉRITO
Os recursos estão sujeitos a dois tipos de juízos pelos magistrados. O primeiro deles a ser realizado é o juízo de
admissibilidade, para que posteriormente seja feito o juízo de mérito.

O juízo de mérito, ou seja, a análise da matéria devolvida para a anulação ou reforma da decisão impugnada, só
deverá ser feita posteriormente à
―verificação da existência ou inexistência dos requisitos necessários para que o órgão competente possa
legitimamente exercer sua atividade cognitiva, no tocante ao mérito do recurso‖ [1], ou seja, ao juízo de
admissibilidade.

É no momento do juízo de admissibilidade em que serão analisados os requisitos de admissibilidade, a seguir


expostos.

REQUISITOS

Estes requisitos, ou pressupostos, de acordo com o Código de Processo Civil, resumem-se em:
cabimento; legitimidade para recorrer, interesse em recorrer; tempestividade; regularidade formal; inexistência
de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer; e preparo. Estes têm sido classificados em dois critérios
pela doutrina brasileira, sendo que o primeiro deles, iniciado por Seabra Fagundes, divide-os em requisitos
subjetivos e objetivos, e o segundo critério, desenvolvido por Barbosa Moreira, em intrínsecos e extrínsecos.

Os requisitos objetivos são definidos como aqueles que se relacionam com o próprio recurso, em si mesmo
considerado, enquanto os subjetivos seriam aqueles que se referem à pessoa do recorrente. Nos primeiros
enquadram-se a adequação, a tempestividade, preparo e motivação, e nos segundos encontram-se a
legitimidade e o interesse em recorrer.

De acordo com o segundo critério, os requisitos intrínsecos seriam aqueles que são concernentes à própria
existência do poder de recorrer, enquanto os extrínsecos são relativos ao modo de exercê-lo. Diante disto, os
requisitos intrínsecos são: cabimento do recurso, legitimidade para recorrer, interesse em recorrer e
inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer, já os extrínsecos seriam a tempestividade,
regularidade formal e preparo.

- CABIMENTO (RECORRIBILIDADE E ADEQUAÇÃO) - Este requisito está ligado a duas circunstâncias,


sendo a primeira relacionada à necessidade de o pronunciamento judicial ser recorrível, nomeada portanto de
recorribilidade, e a segunda de o recurso ser o correto para o reexame da decisão, nomeada de propriedade ou de
adequação.

- LEGITIMIDADE PARA RECORRER - Considerando o recurso uma extensão ao direito de ação, , este
requisito a ser apresentado corresponde à legitimidade ad causam que as partes precisam para propor a ação. A
lei toma em consideração que deve ser legítimo a impugnar as decisões judiciais são aqueles a quem a decisão
detiver presumível relevância, e que com isso, possuam interesse em seu conteúdo.

- INTERESSE EM RECORRER - Segundo a doutrina, o interesse em recorrer, que constitui um pressuposto


subjetivo ao recurso, caracteriza-se pela sucumbência. Isto se dá devido ao fato de que o real interesse na
impugnação é a situação de prejuízo causado pela decisão.

-INEXISTÊNCIA DE FATOS IMPEDITIVOS OU EXTINTIVOS DO PODER DE RECORRER - Estes se


tratam de requisitos negativos de admissibilidade, uma vez que qualquer um presente, o recurso passa a ser,
necessariamente, inadmissível.
- TEMPESTIVIDADE - requisito extrínseco que o recurso seja interposto dentro do prazo fixado em lei, caso
contrário, se ultrapassar o prazo recursal, acarreta na denominada preclusão temporal.
- REGULARIDADE FORMAL - Existem determinados preceitos, por assim dizer, que devem ser observados ao
interpor um recurso, conforme determinado pelo Código de Processo Civil.

- PREPARO- O preparo se trata do pagamento adiantado das despesas relativas ao processamento do recurso.

9. Recurso tem mérito? Justifique.

Sim, Mérito é, no processo de conhecimento, a pretensão, ou melhor, "é retratado pela pretensão, deduzida pelo
autor, a qual, a seu turno, espelha o(s) bem (ns) jurídico(s) sobre o(s) qual (is) se litiga, e, tal como o autor o(s)
tenha definido".
Ele coincide, às vezes, com o mérito do recurso, porém não têm o mesmo significado. Cândido Dinamarco,
esclarecendo acerca do mérito da demanda, afirma que "falhando todas as tentativas de determinação do
conceito de mérito (relação litigiosa, lide) e não sendo ela coincidente com as questões de mérito, a indicação
de pretensão tem sido vitoriosa em doutrina e é satisfatória".

10. Disserte sobre os poderes do relator previstos no art. 932 do CPC?

O relator é um magistrado que oficia no segundo grau de jurisdição e a quem é delegada a valiosa atribuição de
bem conduzir, ordenar e gerir o processo que tramita no respectivo tribunal, além de, dentre outras inúmeras
funções, fazer o juízo de admissibilidade recursal e decidir tutelas provisórias.

11. Quais são os recursos cíveis que você conhece?

Apelação - A apelação é o recurso por excelência. Ela está prevista no art. 991, I do novo CPC (art. 496, I,
CPC73). De acordo com o art. 1.006 do CPC (art. 513, CPC73), da sentença caberá apelação. Portanto, o
recurso de apelação tem como objeto a impugnação de sentenças de qualquer tipo. deverá ser interposta no
prazo geral de 15 dias, como o disposto no art. 1.000, §5º do novo CPC. Deverá a petição de apelação ser
dirigida ao juízo de primeiro grau (prolator da sentença).

Agravo de Instrumento - O agravo de instrumento é o recurso cabível contra decisões interlocutórias


proferidas no processo. Será cabível o recurso de agravo de instrumento nas hipóteses elencadas no art. 1.012
do novo CPC. deverá ser interposto no prazo geral de 15 dias, como o disposto no art. 1.000, §6º do novo CPC.

Agravo interno - será cabível contra qualquer decisão proferida pelo relator e deverá ser interposta mediante
petição dirigida ao relator e julgado pelo respectivo órgão colegiado, observando as regras de processamento
do regimento interno do tribunal. 2. Prazo. O agravo interno deverá ser interposto no prazo geral de 15 dias,
como o disposto no art. 1.000, §6º do Novo CPC.

12. O que significa o princípio recursal da consumação?

Após a oportunidade para interposição de recurso, ocorrerá a preclusão quanto à impugnação de decisão
judicial. No caso da interposição do recurso tempestivamente e com prazo sobrando, não é permitido ao
recorrente modificar o recurso, seja para a juntada de documentos ou teses, pois já ocorreu o fenômeno da
preclusão consumativa.

13. O que significa o princípio recursal da dialeticidade?


Norteia o recebimento/conhecimento dos recursos impõe à parte recorrente impugnar todos os fundamentos que
justificariam a manutenção da sentença ou acórdão recorrido, mostrando serem insustentáveis, sob pena de
tornar rígido o julgado objeto do recurso, por ausente demonstração do interesse recursal (que não basta existir,
precisa ser demonstrado ao juízo ad quem).
14. E o princípio da singularidade recursal?
As decisões judiciais só podem ser impugnadas por meio de um único instrumento, isto é, não se admite, ao
mesmo tempo, a interposição de mais de um recurso contra uma mesma decisão.
15. O princípio da non reformatio in pejus apresenta exceções?
A reformatio in peius consiste na possibilidade da reforma da decisão recorrida em prejuízo do recorrente e
em favor do recorrido.
No caso de ambas as partes interpuserem recurso, fica afastado o princípio da vedação da reformatio in pejus,
assim como, com relação as questões de ordem pública, que a qualquer momento e grau de jurisdição podem ser
analisadas, inclusive, a ex-officio. Por fim, necessária a demonstração de prejuízo a alguma das partes, do
contrário, fica afastado o princípio da vedação da reformatio in pejus.

16. O que significa o efeito obstativo dos recursos?

O efeito obstativo está relacionado ao tema da preclusão temporal e à interposição do recurso. Segundo a
doutrina, a interposição de qualquer recurso obsta a preclusão temporal e o trânsito em julgado da decisão,
sendo este somente verificado com o julgamento definitivo do recurso. Então, conclui-se que, durante o
processamento até o julgamento definitivo do recurso, não há que se falar em preclusão temporal, sendo por
consequência afastado o trânsito em julgado e a coisa julgada material, extraindo assim o chamado efeito
obstativo do recurso.

17. Diferencie o efeito devolutivo do efeito translativo recursal?


Há na verdade, uma intensa relação entre estes dois efeitos, uma vez que o efeito devolutivo irá limitar a
abrangência do efeito translativo.[22] No exemplo, se uma sentença possui um capítulo A e um capítulo B,
sendo ambos independentes e havendo o improvimento de ambos e há recurso apenas em relação ao capítulo
A e, em sede de acórdão o tribunal reconhece a prescrição. Tal decisão só terá abrangência sobre o capítulo A,
por força do efeito devolutivo, não podendo sobremaneira atingir o capítulo B, não impugnado, pois este já
transitou em julgado.
18. Diferencie o efeito devolutivo horizontal do efeito devolutivo em perspectiva vertical.

O efeito devolutivo possui duas dimensões, quais sejam, horizontal (chamada de extensão do efeito
devolutivo) e vertical (chamada de profundidade do efeito devolutivo). A extensão do efeito devolutivo,
determinada pelo recorrente, é a delimitação do que o tribunal deverá decidir, é o objeto do recurso.

19. Qual é a importância do efeito substitutivo recursal?


De acordo com o art. 512 do CPC, este versa que havendo julgamento pelo tribunal do mérito do recurso,
haverá a substituição da decisão anterior. Sendo assim, por referir-se apenas a decisão do mérito do recurso,
este efeito só poderá ser observado se o recurso for conhecido pelo tribunal.
Por força do art. 512, o efeito substitutivo irá ter efeitos sobre todos os recursos, mas salienta Nelson Nery
que tal efeito tem a sua incidência nas particularidades de cada recurso per se.
Por fim, em face da possibilidade de recursos parciais, eles irão gerar a substituição também parcial da
decisão recorrida, limitando-se aos capítulos recorridos.

20. O julgamento do tribunal ad quem sempre substitui a decisão recorrida?

Tornou-se costume dizer-se que o recurso poderá manter ou modificar a sentença. Nisto existe um grande
equívoco. O recurso em face de algum julgamento, quando conhecido será julgado pelo mérito e o julgamento
último substitui o anterior. É força do efeito substitutivo do recurso, porque quando conhecido substituirá o
julgamento anterior. O mesmo se dá com a sentença, que sobrevindo recurso conhecido ela deixa de existir e
será substituída pelo julgamento da apelação. Enganam-se, aqueles que pensam que o recurso quando
apreciado poderá manter ou modificar a sentença. Em verdade, nenhuma coisa e nem outra. Quando o recurso é
conhecido, qualquer que seja o seu resultado ele estará substituindo a sentença, não há confirmação e nem a
modificação.

21. Diferencie o efeito expansivo objetivo do efeito expansivo subjetivo.


O efeito expansivo objetivo recebe tal nomenclatura, porque “os efeitos acarretados pelo julgamento do
recurso – e não pela sua interposição – fazem-se sentir no plano processual, interferindo na manutenção de
determinados atos processuais”.
Já o efeito expansivo subjetivo é assim denominado porque as consequências do provimento do recurso dizem
respeito aos sujeitos do processo, e não aos atos processuais propriamente ditos.

22. O que significa o efeito regressivo de alguns recursos?

É o efeito que permite ao próprio juiz prolator da decisão impugnada rever sua decisão. Sempre que for
aberto um juízo de retratação ao órgão prolator da decisão, pode-se falar em efeito regressivo.

23. Disserte sobre o procedimento do recurso de apelação.

O recurso de apelação será interposto, em 15 dias úteis, contra a sentença desfavorável ao recorrente.
Divide-se tal recurso em parte de mérito e parte preliminar, em que devemos nos atentar a atacar as decisões
interlocutórias que não comportaram agravo de instrumento, para na ocasião do recurso de apelação se
buscar a reforma ou a nulidade da decisão interlocutória prejudicial. Ademais, o recurso de apelação deve
ser preparado, isto é: recolhidas as custas necessárias e comprovado o recolhimento, sob pena de não
conhecimento do recurso de apelação por deserção (desrespeito a um dos pressupostos extrínsecos).

24. Quais são os casos em que é possível aplicar a teoria da causa madura na apelação?
destaca-se a teoria da causa madura, introduzida no sistema processual pátrio com a Lei 10.352/01 que incluiu
o parágrafo 3º do art. 515 do CPC/73, dispondo que o tribunal poderia julgar diretamente a lide nas hipóteses
de extinção do processo sem resolução do mérito, relativo as questões exclusivamente de direito com condições
para imediato julgamento.
A importância prática da teoria da causa madura é notória, razão pela qual o CPC/2015 novamente a positivou,
bem como explicitou as suas hipóteses de aplicação pelo órgão ad quem, nos moldes do disposto pelo §3º do
art. 1.013, in verbis:

§ 3º Se o processo estiver em condições de imediato julgamento, o tribunal deve decidir desde logo o mérito
quando:

I - reformar sentença fundada no art. 485;


II - decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de
pedir;
III - constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo;
IV - decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.

25. Aponte três diferenças entre a apelação e o recurso inominado.


26. Quais são as hipóteses de cabimento do agravo de instrumento?
o de instrumento é o recurso cabível, em primeiro grau de jurisdição, contra específicas decisões interlocutórias
previstas em lei.
O art. 1.015 do CPC veicula um elenco de decisões interlocutórias que comportam agravo de instrumento. As
hipóteses de cabimento são taxativas, embora não estejam todas elas contidas nesse dispositivo. O inc. XIII do
art.
1.015 remete ainda a ―outros casos expressamente referidos em lei.

27. Disserte sobre o procedimento do agravo de instrumento.


O agravo de instrumento é o recurso cabível, em primeiro grau de jurisdição, contra específicas decisões
interlocutórias previstas em lei.
Decisão interlocutória é todo pronunciamento com conteúdo decisório proferido no curso do procedimento,
que não encerra a fase cognitiva nem o processo de execução. É um conceito atingido por exclusão: se o
pronunciamento decisório encerra a fase cognitiva ou a execução, tem-se sentença; se não encerra a fase
cognitiva nem a execução, mas não tem conteúdo decisório, é despacho de mero expediente. Todo o resto é
decisão interlocutória. Mas não é toda decisão interlocutória que pode ser objeto de agravo de instrumento.

28. O que você entende por recurso adesivo‖? Explique. É cabível em todos os recursos?
O recurso adesivo é aquele que faculta ao recorrido interpor recurso fora do prazo normal, pois este, não tinha
inicialmente a intenção de recorrer, entretanto, em virtude de recurso interposto pela parte contrária, apresenta
em peça autônoma, porém, juntamente com as contra-razões, o recurso adesivo que irá contestar apenas a
parte da decisão em que foi sucumbente.
O recurso adesivo, segundo a lei, fica subordinado ao recurso principal, o que significa que, não sendo este
conhecido, também aquele não o será. Podem ser apresentados de forma adesiva a apelação o recurso especial
e recurso extraordinário.