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FABRÍCIO MARIANO e

ANDERSON MENESES

Administração
Financeira
e Finanças
Empresariais
SÉRIE PROVAS
& CONCURSOS
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FABRÍCIO MARIANO e
ANDERSON MENESES

Administração
Financeira
e Finanças
Empresariais
SÉRIE PROVAS
& CONCURSOS
© 2012, Elsevier Editora Ltda.

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Revisão Gráfica: Diogo Cezar Borges
Editoração Eletrônica: SBNigri Artes e Textos Ltda.

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ISBN 978-85-352-5969-8 (recurso eletrônico)

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Mariano, Fabrício
AFO privada [recurso eletrônico] / Fabrício Mariano. - Rio de Janeiro:
Elsevier: Campus, 2012.
24 cm (Provas e concursos)

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ISBN 978-85-352-5969-8 (recurso eletrônico)

1. Administração pública - Brasil - Problemas, questões, exercícios. 2.


Orçamento - Brasil - Problemas, questões, exercícios. 3. Administração
financeira - Brasil - Problemas, questões, exercícios. 4. Finanças
públicas - Brasil - Problemas, questões, exercícios. 5. Serviço público -
Brasil - Concursos. 6. Livros eletrônicos. I. Título. II. Série.

12-1065. CDD: 354.81


CDU: 35(81)
_________________________________________________________________________
Dedicatórias

Anderson Meneses
À minha esposa Heloísa, à minha filha Gabriela e à minha mãe Arynéa.
“Jamais se desespere em meio às sombrias aflições de sua vida, pois das
nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.”
Provérbio chinês

Fabrício Mariano
À minha namorada Marinéa, pelo amor, incentivo e presença. Aos meus pais,
Salete (in memoriam) e Geraldo pela educação, exemplo e incentivo ao estudo, que
foram a base para me tornar a pessoa que sou. A minha irmã Cristiani pelo amor,
companheirismo e amizade que sempre me acompanham.
“Há cinco degraus para se alcançar a sabedoria: calar, ouvir, lembrar, agir
e estudar.”
Provérbio Árabe
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Agradecimentos

Anderson Meneses
Ao amigo Fabrício Mariano, com quem tenho a honra de estar dividindo mais
um projeto. Ao professor Sylvio Motta e a todos os colaboradores da Editora Campus/
Elsevier, pela presteza, atenção e profissionalismo.

Fabrício Mariano
À minha namorada Marinéa pelo auxílio técnico. Ao amigo Anderson Meneses
pela parceria em dividir comigo este projeto. Ao professor Sylvio Motta e a Raquel
Zanol pelo fortalecimento da parceria ao lançarmos mais uma obra. Aos colabora-
dores da Editora Campus/Elsevier, por estarmos juntos mais uma vez e pela presteza
e atenção dispensada.
página deixada intencionalmente em branco
Os Autores

Anderson Meneses
– Doutor em Engenharia Nuclear pela COPPE/UFRJ e IDSIA/Universidade
de Lugano (Suíça).
– Mestre em Engenharia Nuclear pela COPPE/UFRJ.
– Especialista em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas pela Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
– Graduado em Física pela UFRJ.
– Ex-aluno do Colégio Pedro II.
– Atua há mais de dez anos como professor, sete dos quais também dedicados
ao Ensino Superior.
– Autor de publicações internacionais na área de Engenharia Nuclear.
– Palestrante em congressos nacionais e internacionais (Itália, Espanha, Ale-
manha e Estados Unidos).
– Membro da IEEE Nuclear and Plasma Science Society.

Fabrício Mariano
– Mestre em Economia pela Wisconsin International University;
– Especialista em Finanças e Gestão Corporativa pela UCAM – Universidade
Candido Mendes;
– Graduado em Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ;
– Ensino Fundamental e Médio – Colégio Pedro II.

Cursos de aperfeiçoamento nas áreas de:


– Derivativos (Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro –
ANDIMA);
– Finanças Empresariais (Fundação Getulio Vargas – FGV);
– Gestão do serviço público (Fundação Getulio Vargas – FGV);
– Atendimento ao Público (Interlegis);
– Lei de Responsabilidade Fiscal (Unilegis);
– Estatística I e II (Cecierj – UERJ);
– Análise combinatória I e II (Cecierj – UERJ).

Cursos preparatórios
– Professor de diversos cursos preparatórios no Rio de Janeiro e Juiz de Fora,
Porto Alegre, entre outros.
– Curso IARJ – Prof de RLM (lógica); Matemática financeira; Administração
Financeira (Finanças); Estatística.
– Curso Reta de Chegada, Prof de RLM (lógica); Matemática financeira;
Administração Financeira (Finanças); Estatística.
– Curso Logos(JF): Prof. Administração; Economia; Economia do Trabalho.
– Academia do Concurso Público: Arquivologia e Administração.
– Casa do Concurseiro(POA): Arquivologia.
– IESDE (Curitiba): Arquivologia.
– Curso Debret: Física básica(I, II, III, IV); Eletromagnetismo; Dinâmica da
partícula; Termodinâmica.
– Aulas Virtuais: www.aproveja.com.
Sumário

Capítulo 1 Introdução 1
1.1. O Ambiente Financeiro ................................................................................................................1
1.2. Decisões de Investimento de Capital ..........................................................................................1
1.3. Risco da Empresa e Risco do Mercado .......................................................................................2
1.3.1. O Risco da Empresa .............................................................................................................2
1.3.2. O Risco do Mercado .............................................................................................................2
1.4. Estrutura Geral do Risco da Empresa e o Risco de suas Ações no Mercado ............................3
1.5. Visão panorâmica da Administração Financeira .......................................................................3
1.6. Administração Financeira: Lucro para Empresa/Riqueza ..........................................................3
1.7. O Fluxo de Caixa das Empresas ...................................................................................................4
1.8. Custo Médio Ponderado do Capital (WACC) ................................................................................4
1.8.1. Cálculo do WACC (CMPC) .....................................................................................................4
1.9. Uma Abordagem Específica do WACC (CMPC) ............................................................................5
1.10. Atratividade Econômica ..............................................................................................................5
1.11. Valor Econômico Adicionado (EVA – Economic Value Added) .................................................5
1.12. Valor de Mercado Agregado ......................................................................................................6
1.13. Valor da Empresa ........................................................................................................................6
1.14. Exercícios Resolvidos ..................................................................................................................6
1.15. Exercícios Propostos .................................................................................................................10

Capítulo 2 O Fluxo de Caixa 11


2.1. Fluxo de Caixa ............................................................................................................................11
2.2. Principais Objetivos do Fluxo de Caixa......................................................................................11
2.3. Taxas e Prazos (Pay Back) ........................................................................................................11
2.3.1. Relação Financeira entre taxa real, aparente e inflação.................................................12
2.3.2. Taxa Interna de Retorno.....................................................................................................12
2.3.3. O problema das múltiplas taxas Internas de retorno ....................................................12
2.3.4. Taxa mínima de atratividade.............................................................................................12
2.3.5. Custo de Capital ..................................................................................................................13
2.3.6. Pay back ..............................................................................................................................13
2.3.7. Custo de Oportunidade ......................................................................................................13
2.3.8. Custos afundados (Sunk costs) ..........................................................................................14
2.3.9. Custos sepultados ...............................................................................................................14
2.3.10. Taxa Interna de retorno modificada (MTIR) ...................................................................14
2.4. Exercícios Resolvidos ..................................................................................................................14
2.5. Exercícios Propostos ....................................................................................................................18

Capítulo 3 Viabilidade de um Projeto 24


3.1. Introdução....................................................................................................................................24
3.2. Viabilidade de Projetos Mutuamente Exclusivos ....................................................................24
3.3. Exercícios Resolvidos ..................................................................................................................27
3.4. Exercícios Propostos ....................................................................................................................30

Capítulo 4 A Decisão Ótima de Investir – Uma Abordagem Econômica 35


4.1. Introdução ...................................................................................................................................35
4.2. A Decisão de Investimento ........................................................................................................36
4.3. O Problema do Reinvestimento ................................................................................................36
4.4. Análise gráfica da taxa incremental de Fisher .........................................................................36
4.5. Exercícios Resolvidos ..................................................................................................................37
4.6. Exercícios Propostos ....................................................................................................................38

Capítulo 5 Perpetuidade 40
5.1. Introdução ...................................................................................................................................40
5.2. Exercicios Resolvidos .................................................................................................................40
5.3. Exercício Proposto .......................................................................................................................42

Capítulo 6 Custo de Capital da Empresa 43


6.1. Introdução....................................................................................................................................43
6.2. Processo de Avaliação de Investimentos .................................................................................43
6.3. Fontes de Financiamentos da Empresa ....................................................................................43
6.3.1. Capital de Terceiros.............................................................................................................43
6.3.2. Capital Próprio.....................................................................................................................44
6.4. O Custo Médio Ponderado de Capital .......................................................................................44
6.5. Custo Efetivo da Dívida ...............................................................................................................44
6.6. Custo do Capital Próprio .............................................................................................................45
6.6.1. Modelo de Gordon e Shapiro e Taxa de Desconto...........................................................45
6.6.2. Taxa de desconto do Modelo de Gordon ..........................................................................45
6.6.3. Lógica do modelo da taxa de desconto ...........................................................................45
6.6.4. Risco diversificável e risco sistemático .............................................................................45
6.6.5. Carteiras eficientes .............................................................................................................46
6.6.6. Rentabilidade de uma carteira ..........................................................................................46
6.6.7. Carteira de Markowitz ........................................................................................................46
6.6.8. Mercado eficiente ...............................................................................................................47
6.6.9. CAPM....................................................................................................................................47
6.6.10. Análise de beta () ..........................................................................................................47
6.6.11. Significado de  
6.6.12. Carteira de investimento ................................................................................................48
6.6.13. Por que investir em vários ativos? ..................................................................................48
6.6.14. Retorno de uma carteira de investimento .....................................................................48
6.6.15. Desvio padrão de carteira ................................................................................................48
6.6.16. Desvio padrão para combinação de 2 ativos .................................................................48
6.6.17. Medindo o risco do mercado – o método VAR...............................................................48
6.6.18. Críticas ao VAR ..................................................................................................................49
6.6.19. Teste de stress ..................................................................................................................49
6.6.20. Teste de avaliação por arbitragem (APT) .......................................................................49
6.6.21. Modelo de Gordon ...........................................................................................................49
6.6.22. Emissão de Novas Ações ................................................................................................49
6.6.23. Crescimento Vegetativo ..................................................................................................50
6.6.24. Análise do PL (Patrimônio Líquido).................................................................................50
6.6.25. Abertura de Capital da Empresa ....................................................................................50
6.6.26. Modelo M-M (Milller–Modigliani) ...................................................................................50
6.7. Exercícios Resolvidos ..................................................................................................................51
6.8. Exercícios Propostos ....................................................................................................................54

Capítulo 7 Ponto de Equilíbrio 59


7.1. Análise do Ponto de Equilíbrio ...................................................................................................59
7.1.1. Elementos Envolvidos na Análise do Ponto de Equilíbrio Operacional ..........................59
7.1.2. Ponto de Equilíbrio Contábil, Econômico e Financeiro .....................................................60
7.1.2.1. O Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) .........................................................................60
7.1.2.2. O Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE) ....................................................................60
7.1.2.3. O Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF) .....................................................................60
7.2. Margem de Segurança Operacional (MSO) ..............................................................................61
7.3. Margem de Contribuição ...........................................................................................................61
7.4. Alavancagem Operacional ........................................................................................................61
7.5. Grau de Alavancagem Operacional ...........................................................................................62
7.5.1. O que o GAO Mede? ...........................................................................................................62
7.6. Exercícios Resolvidos ..................................................................................................................63
7.7. Exercícios Propostos ...................................................................................................................64

Capítulo 8 Alavancagem Financeira 67


8.1. Introdução....................................................................................................................................67
8.1.1. Grau de Alavancagem Financeira (GAF) ...........................................................................67
8.1.2. Estudos do GAF ...................................................................................................................67
8.2. Grau de Alavancagem Total (GAT).............................................................................................68
8.3. Exercícios Resolvidos ..................................................................................................................68
8.4. Exercícios Propostos ....................................................................................................................70
Capítulo 9 O Ciclo de Atividade de uma Empresa 72
9.1. Introdução....................................................................................................................................72
9.2. Objetivo........................................................................................................................................73
9.3. Fórmulas Importantes ...............................................................................................................73
9.3. Exercícios Resolvidos ..................................................................................................................75
9.4. Exercícios Propostos ....................................................................................................................77

Capítulo 10 Índices Financeiros 80


10.1. Análise Através de Índices .......................................................................................................80
10.2. Análise de um Conjunto de Índices.........................................................................................80
10.3. Situação Econômica e Financeira da Empresa .......................................................................80
10.4. Índices Comuns aos Analistas Financeiros .............................................................................80
10.5. Tabela de Principais Índices Financeiros .................................................................................81
10.5.1. Análise do endividamento...............................................................................................82
10.5.2. Análise da Lucratividade ..................................................................................................82
10.6. Uma Abordagem do Custo de Capital da Empresa ...............................................................82
10.7. Exercícios Resolvidos ................................................................................................................83
10.8. Exercícios Propostos ..................................................................................................................84

Capítulo 11 Análise de Lucratividade 88


11.1. Introdução..................................................................................................................................88
11.2. Principais Índices .......................................................................................................................88
11.2.1. Margem Bruta...................................................................................................................88
11.2.2. Margem Operacional ........................................................................................................88
11.2.3. Margem Líquida................................................................................................................88
11.3. Sistema DuPont.........................................................................................................................89
11.4. Cálculo do ROA ..........................................................................................................................89
11.5. Cálculo do ROE ..........................................................................................................................89
11.6. O Sistema de DuPont de Determinação do ROA e ROE .........................................................90
11.7. Exercíos Resolvidos ...................................................................................................................91
11.8. Exercícios Propostos ..................................................................................................................92

Capítulo 12 O Planejamento Financeiro e a Estrutura Ótima de Capital 95


12.1. O Planejamento Financeiro ......................................................................................................95
12.2. A Utilização dos Dados .............................................................................................................95
12.3. Estratégia Competitiva..............................................................................................................95
12.4. O Orçamento de Capital e a Análise da Lucratividade ..........................................................96
12.4.1. A Estrutura Ótima de Capital ...........................................................................................96
12.5. Exercícios Resolvidos ................................................................................................................97
12.6. Exercícios Propostos ..................................................................................................................97
Capítulo 13 Títulos Financeiros 99
13.1. Tipos de Títulos Financeiros .....................................................................................................99
13.2. Análise de Investimentos no Mercado Financeiro .................................................................99
13.2.1. Abordagem Fundamentalista .........................................................................................99
13.2.2. Abordagem Técnica ........................................................................................................100
13.3. Exercícios Resolvidos ..............................................................................................................100
13.4. Exercícios Propostos ................................................................................................................101

Capítulo 14 Avaliação de um Ativo 102


14.1. Introdução................................................................................................................................102
14.2. Análise da Viabilidade de um Projeto ..................................................................................102
14.3. Capacidade de Pagamento do Financiamento ....................................................................102
14.4. Índice de Cobertura ................................................................................................................103
14.5. Receita Mínima de Equilíbrio Econômico ..............................................................................103
14.6. Exercícios Resolvidos .............................................................................................................103
14.7. Exercícios Propostos ................................................................................................................104

Capítulo 15 Provas Anteriores 105


15.1. Cesgranrio – Petrobras – 2011/Contador Júnior ...................................................................105
15.2. UFRJ/NCE – 2004 – AGE (MT) .................................................................................................106
15.3. Eletronorte – 2006 – UFRJ/NCE ..............................................................................................108
15.4. Analista Contábil Eletronorte – 2006 – UFRJ/NCE .................................................................108
15.5. Prefeitura de Santana/AP – 2007 – Administrador .............................................................110
15.6. FCC – 2006 – Analista Econômico Financeiro (CEAL).............................................................111
15.7. Eletronorte – 2006 – UFRJ/NCE ..............................................................................................111
15.8. Banestestes Conesul – 2008 .................................................................................................112
15.9. Analista Financeiro – BADESC/FEPESE – 2005 .......................................................................113
15.10. Analista Financeiro – BADESC – 2010 ..................................................................................114
15.11. Desenbahia – 2009 – AOCP ..................................................................................................116
15.12. LAFED/IPAD – 2007 ..............................................................................................................116
15.13. Transpetro/Cesgranrio 2006 ...............................................................................................119
15.14. Copergas – 2008 – Upenet IAUP ..........................................................................................120
15.15. COPELPUC/PR – 2009 ............................................................................................................121
15.16. SUSEP – 2010 – Esaf .............................................................................................................126
15.17. Marinha do Brasil – Administração – Quadro complementar – 2010 ..............................128
15.18. Marinha do Brasil – Administração – Quadro complementar – 2008 ..............................129
15.19. Marinha do Brasil – Administração – Quadro complementar – 2009 ...............................129
15.20. Marinha do Brasil – Administração – Quadro complementar – 2007 ..............................131
15.21. Analista Administrativo Financeiro – Seger/ES – 2007......................................................132
15.22. Técnico em Administração e Finanças 2007 – FCPTN – Cespe ..........................................133
15.23. Especialista em Previdência Complementar – 2011 – Finanças e Contábil Previc .........134
15.24. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – Economia .............................................................135
15.25. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – Contabilidade .......................................................138
15.26. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – Engenharia de Produção ...................................138
15.27. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – Administração .....................................................139
15.28. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – Vendas e Renda Automotiva .............................141
15.29. Analista Judiciário – Contador – TJ/PE – 2012 – FCC............................................................143
15.30. Analista Econômico – 2011 – Copergás – FCC......................................................................144
15.31. BR Distribuidora – 2010 – Vendas da Rede Automotiva ...................................................145

Gabaritos 148

Bibliografia 151
Capítulo 1
Introdução

A administração financeira orçamentária tem como objetivo maximizar a riqueza


dos proprietários com foco nas decisões de investimento, financiamento e dividendos
com finalidade de minimizar riscos e maximizar lucro e riqueza. De acordo com
esta realidade deve-se fazer uma identificação do ambiente, assim como identificar
o comportamento dos investidores.

1.1. O Ambiente Financeiro


O Ambiente Financeiro é composto por gerentes financeiros, mercados finan-
ceiros e investidores.
O papel do gerente financeiro da empresa é viabilizar oportunidades de ne-
gócios, considerando que, para atrair capital e viabilizar um empreendimento, é
necessário prever o montante de capital a ser utilizado, tendo em vista sua forma de
captação, mercado de dívida, mercado acionário ou ambos, em consonância com
os planos de investimentos da empresa.
A administração financeira, em si, diz respeito às responsabilidades do gerente
financeiro numa empresa no que se refere à avaliação de projetos e seu fluxo de
caixa futuro com o objetivo de proporcionar um retorno compatível com o nível de
risco do projeto, ou seja, é o uso eficiente dos recursos financeiros.

1.2. Decisões de Investimento de Capital


O orçamento de capital é o processo pelo qual se avaliam e selecionam os pro-
jetos de investimento de longo prazo. Do ponto de vista financeiro, o orçamento
apresenta as seguintes etapas:
• Geração de propostas: Consiste na proposta de investimentos elaborada
pelos gestores.
• Avaliação e análise: refere-se à viabilidade econômica financeira de cada
projeto; logo, deve-se levar em conta uma análise da TIR, PAYBACK, VPL
e elaboração do fluxo de caixa.
• Tomada de decisão: aprovar os projetos que apresentem maior retorno e
menor risco.
• Implantação: implantar os projetos escolhidos.
• Acompanhamento: monitorar cada projeto aprovado.
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

1.3. Risco da Empresa e Risco do Mercado


O risco da empresa está dividido em risco entregue aos administradores e risco
da empresa no mercado de capitais.

1.3.1. O Risco da Empresa


O risco da empresa se divide em diversificável e não diversificável.
• Diversificável – entregue aos administradores: investir em um local onde
a questão cultural pode afetar os lucros da empresa.
• Não diversificável – oriundos de variáveis exógenas: terremotos, guerras
etc.

1.3.2. O Risco do Mercado


Neste caso, está se considerando que uma empresa possui ações na bolsa, ou
seja, a empresa é de capital aberto incorrendo, desse modo, no risco do mercado
de capitais.
De acordo com esta realidade, o risco será dividido em risco diversificável e
sistemático.

Nota: Perceba que há um homônimo quanto ao risco diversificável, entretanto, são


riscos de naturezas distintas.

Exemplos:
Caso 1: Uma empresa verifica que ao fazer um investimento o prazo de recupera-
ção do capital investido seria de 1 ano. No entanto, o contador comete um erro,
suprimindo alguns lançamentos. Após iniciado o projeto verifica-se que o prazo
de recuperação do capital investido será de 15 anos. Desse modo, percebe-se que
o risco não tem relação com o mercado de capitais, sendo este um risco entregue
à alta gerência da empresa. Neste caso temos um risco diversificável entregue à
alta gerência.
Caso 2: Quanto mais as empresas emitem ações na bolsa, mais diversificado é o
mercado, ou seja, o investidor pode investir (comprar) ações de várias empresas,
diversificando assim seu risco. Neste caso, temos o risco diversificável que está asso-
ciado ao mercado.
• Não diversificável (Risco Sistemático) – É o risco do próprio mercado que
pode ser eliminado pelo efeito diversificação (quanto mais ações negocia-
das na bolsa maior a diversificação).
• Diversificável (Risco Específico) – É o risco gerado pela combinação do
ativo livre de risco com o retorno do mercado (rL, rm).

2
Capítulo 1 I Introdução Série Provas e Concursos

1.4. Estrutura Geral do Risco da Empresa e o Risco de suas Ações no


Mercado

1.5. Visão panorâmica da Administração Financeira

De acordo com essa estrutura, deve ficar claro que Administração Financeira
Orçamentária com enfoque em finanças está diretamente relacionada a fluxos mo-
netários. Caso o enfoque seja contábil o foco maior é o regime de competência que
se resume à apresentação dos dados financeiros.

1.6. Administração Financeira: Lucro para Empresa/Riqueza


A empresa (de capital aberto ou não) encontra-se em um ambiente socioe-
conômico onde esta passa a ter responsabilidades. Pode-se dizer que somente os
indicadores financeiros não bastam para uma empresa, deve-se levar em conta o
quanto esta empresa reverte de bem-estar para a sociedade ou comunidade local,
assim como se a empresa interage para o bem-estar do meio ambiente. Dentro desta
realidade, as empresas passam a ter responsabilidades na sociedade, sendo estas:

3
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

I) Responsabilidade social da empresa


• Saúde da população
• Distribuição de renda
• Bem-estar social
Nota: Stakeholders incluem todos os colaboradores da empresa, ou seja, grupos de
pessoas que possuem vínculo econômico direto com a empresa. A visão socialmente
responsável, nada mais é do que um esforço consciente dos colaboradores para evitar
ações que podem afetar o patrimônio da empresa.

II) Onde e quanto investir e como financiar os investimentos


• Capital próprio
• Capital de terceiros
III) Como distribuir os resultados
• deve-se levar em conta os custos operacionais;
• pagar credores;
• Recolher impostos;
• Realizar reinvestimentos;
• Pagar dividendos aos sócios.

1.7. O Fluxo de Caixa das Empresas


O fluxo de caixa das empresas é dividido por atividades operacionais, de finan-
ciamento e de investimento.
O fluxo de caixa operacional é aquele que apresenta as atividades rotineiras da
empresa, como recebimentos e pagamentos do dia a dia. Em regra, são variações
do ativo e passivo circulante. O caixa somente será alterado pela entrada e saída de
dinheiro no disponível.

1.8. Custo Médio Ponderado do Capital (WACC)


Premissa: A Empresa só tem duas fontes de capital para financiamento:
• Capital próprio: Capital dos sócios, com risco e retornos maiores;
• Capital de terceiros: Capital de fornecedores, bancos, governo e credores
em geral, com risco e retorno menores devido às maiores garantias de
recebimento.

1.8.1. Cálculo do WACC (CMPC)


D = dívida de capital de terceiros
Kd = custo do capital de terceiros
IR = imposto de renda (tributo)
S = capital próprio
Ks = custo do capital próprio
K D(1 − IR ) + K S S
CMPC= d
(D + S)

4
Capítulo 1 I Introdução Série Provas e Concursos

1.9. Uma Abordagem Específica do WACC (CMPC)


O CMPC pode ser também entendido como o retorno que a empresa deve
produzir visando remunerar suas fontes de financiamento (TMA).
O custo médio ponderado de capital deve remunerar suas fontes de financia-
mento, e uma empresa, em regra, se alavanca com capital próprio ou de terceiros.

PASSIVO ONEROSO ⎛ ativo de investimento − passivo oneroso ⎞


WACC = × Kterc + ⎜ ⎟⎠ Kpróp.
ATIVO DE INVESTIMENTO ⎝ ativo de investiImento

Onde:
Kterceicros = custo do capital de terceiros
Kpróprio = custo do capital próprio

1.10. Atratividade Econômica


Neste caso, deve-se ter: ROI  WACC

1.11. Valor Econômico Adicionado (EVA – Economic Value Added)


O valor econômico adicionado é a mais direta medida para a criação de valor de
riqueza em um negócio, alinhando de maneira precisa os interesses dos acionistas
da empresa com os dos gerentes.
O EVA fundamenta-se no conceito intuitivo de que as empresas, para serem prós-
peras e viáveis, devem gerar mais riqueza do que o custo do capital que empregam,
ou seja, mede o ganho final depois de descontados os custos do capital utilizado para
gerar os lucros, sendo uma medida que não pode ser manipulada nem distorcida.

Caso 1:
EVA = (ROI – WACC) × Ativo de Investimento

Caso 2: O EVA é definido como o lucro residual após o custo de capital da empresa.
Fórmula 2: EVA = LL – Custo do Capital Próprio
Receita de Vendas = 400.000,00
Deduções = (100.000,00)
Receita Líquida de vendas = 300.000,00
Despesas Administrativas = (60.000,00)
Despesas com vendas = (80.000,00)
LAJIR = 160.000,00
Juros = (20.000,00)
LAIR = 140.000,00
IR (20%) = (28.000,00)
Resultado Líquido = 112.000,00
EVA = 112.000,00 – 60.000,00 = 52.000

5
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Caso o custo de capital da empresa seja maior do que o lucro líquido, a empresa
apresentará um EVA negativo, caracterizando uma ausência de lucro residual para
o proprietário ou valor econômico agregado.
Na prática, de acordo com os valores, pode-se dizer que o EVA de $52.000 gerou
um incremento na riqueza dos proprietários, ou seja, além da remuneração do custo
de oportunidade a empresa proporcionou este ganho efetivo.

Caso 3: O método EVA deixa mais clara a informação contida no lucro contábil
da empresa, logo ajusta-se o lucro contábil e o custo de oportunidade dos capitais
próprios.
EVA = LL – Custo do Capital Próprio

Caso 4: EVA com base no lucro operacional próprio após impostos (LOPAI).
Neste caso, pode-se dizer que EVA = LOPAI – (CMPC × Investimentos)

1.12. Valor de Mercado Agregado


O Valor de Mercado Agregado (MVA) reflete as expectativas de resultados
futuros na forma de Valor Econômico Agregado (EVA) esperados.
EVA
MVA =
CMPC
100

1.13. Valor da Empresa


O valor da empresa é calculado pela adição do MVA e o capital investido.
VALOR DA EMPRESA = MVA + CAPITAL INVESTIDO

1.14. Exercícios Resolvidos


1) Determine o CMPC de uma empresa que possui uma dívida de R$1.200.000,00
sendo o patrimônio dos sócios da empresa R$1.800.000,00 a taxa de juros
que a empresa paga por ano é de 9% e a taxa de remuneração dos sócios é
de 14%.

Solução:

K d D(1 − IR ) + K S S
CMPC =
(D + S)

0,09 × 1.200.000 + 0,14 × 1.800.000


CMPC = = 12%
3.000.000

6
Capítulo 1 I Introdução Série Provas e Concursos

2) Uma empresa deseja levantar recursos com uma IF pagando uma taxa efetiva de
18% ao ano. De acordo com os seguintes dados, determine o CMPC da empresa.
Dívida da empresa: R$ 20.000,00
Capital dos sócios investidos na empresa: R$ 10.000,00
Risco  = 1,6
Retorno esperado do mercado = 22%
Taxa livre de risco = 15%
Alíquota do IR = 24%
Taxa de retorno das operações da empresa = 16%

Solução:
Cálculo do rc:
rc = 0,15 + 1,6(0,22-0,15) = 26,20%
Aplicando a fórmula do CMPC, temos:

K d D(1 − IR ) + K S S
CMPC =
(D + S)

0,18(1 − 0,24) × 20.000 + 0,262 × 10.000


CMPC = = 17,85%
(30.000)

3) (BNDES – Cesgranrio – 2008) O dono de uma sapataria deseja e merece a taxa


de retorno de 20% a.a. A dívida de longo prazo da empresa (sapataria) possui
um custo livre de impostos de 10% a.a. Qual é o custo médio ponderado de
capital de um investimento de R$50.000,00, financiado por R$20.000,00 do
dono e o restante por dívida?
a) 10% a.a.
b) 14% a.a.
c) 15% a.a.
d) 16% a.a.
e) 20% a.a.

Solução:
Aplicando a fórmula e sabendo que não há impostos, temos:

K d D(1 − IR ) + K S S
CMPC =
(D + S)

20.000 × 0,2 + 30.000 × 0,1


CMPC = = 14%
50.000
Gabarito: D

7
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

4) (Cesgranrio – Eletrobras – 2008) Sejam as seguintes informações financeiras:


Caixa = R$1.500,00
Contas a receber = R$9.000,00
Contas a pagar = R$3.000,00
Custo do capital investido = R$20.000,00
Depreciação = R$5.000,00 por período
Estoques = R$2.500,00
Lucro operacional líquido = R$110.000,00
Lucro bruto = R$120.000,00
Considerando esses valores, conclui-se que o Valor Econômico Agregado (EVA),
em reais, é de:
a) 90.000,00
b) 91.000,00
c) 97.500,00
d) 100.000,00
e) 121.000,00

Solução:
Eva = 110.000 – 20.000 = 90.000
Gabarito: A

5) (FCC −Bacen – 2004) Considere:


I) O risco diversificável representa a parte do risco de um ativo associada a
causas aleatórias, que podem ser eliminadas por meio de diversificação.
II) O coeficiente beta é uma medida relativa de risco diversificável.
III) O CAPM pode ser dividido em duas partes: uma taxa livre de risco e
prêmio de risco.
IV) O coeficiente de variação é uma medida de dispersão relativa, que é útil
na comparação do risco de ativos como diferentes retornos esperados.
São corretos os itens:
a) I e II.
b) todos.
c) I, III e IV.
d) II e III.
e) III e IV.

8
Capítulo 1 I Introdução Série Provas e Concursos

Solução:
I) Item correto: O risco diversificável representa a parte do risco de um ativo asso-
ciada a causas aleatórias, que podem ser eliminadas por meio de diversificação.
II) Item incorreto: O coeficiente beta é uma medida relativa de risco diversificável.
O coeficiente beta é uma medida absoluta.
III) Item correto: O CAPM pode ser dividido em duas partes: uma taxa livre de risco
e prêmio de risco.
IV) Item correto: O coeficiente de variação é uma medida de dispersão relativa, que
é útil na comparação do risco de ativos como diferentes retornos esperados.
Gabarito: C

6) (Analista − Bacen − Esaf – 2001) Um investidor com aversão a risco:


a) jamais aceita fazer aplicações com risco.
b) faz aplicações com risco somente se o retomo esperado for superior à taxa
de juros livre de risco.
c) prefere fazer aplicações nas quais a taxa de retomo é garantida.
d) só faz aplicações com risco quando o retomo esperado é pelo menos igual
ao prêmio por risco exigido.
e) não sabe medir riscos e faz qualquer tipo de aplicação.

Solução:
Um investidor com aversão ao risco tem como expectativa obter um retorno
esperado pelo menos igual ao prêmio por risco exigido.
Gabarito: D

7) (Esaf – IRB – 2005) Diz-se que uma carteira de ações é eficiente quando:
a) todos os títulos nela contidos são negociados a preços justos.
b) tem risco mínimo para o nível de retomo esperado.
c) tem máximo retomo esperado para o nível de risco.
d) está situada à direita da fronteira eficiente.
e) é a melhor carteira disponível para qualquer investidor com aversão a
risco.

Solução:
Investidor espera obter maior retorno com um menor nível de risco, e na ver-
dade este aceita qualquer nível de risco, mas com a seguinte premissa: “os ganhos
estimados devem ser muito maiores que as perdas”.
Gabarito: D

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Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

1.15. Exercícios Propostos


1) Julgue os seguintes itens no que se refere aos riscos da empresa e do mercado.
( ) O risco sistemático (risco do mercado) é aquele que não pode ser eliminado pois combina
o ativo livre de risco com o retorno do mercado.
( ) O risco diversificável (corre o risco do mercado) representa a parte do risco associada a
causas aleatórias que pode ser eliminada pelo efeito diversificação.
( ) o efeito diversificação está associado a um princípio entrópico, onde quanto maior a
quantidade de ativos mais diversificado.

2) (Petrobras – Contador Júnior – Cesgranrio – 2011) A ideia de risco, de forma específica, está
diretamente associada às probabilidades de ocorrência de determinados resultados em
relação a um valor médio esperado. É um conceito voltado para o futuro, revelando uma pos-
sibilidade de perda. As medidas estatísticas, que na maioria das vezes representam o risco,
são denominadas:
a) permutações e arranjos.
b) estimação e amostragem.
c) desvio padrão e variância.
d) correlação e cotangência.
e) teste K e teste de aderência.

3) (PUC – Administrador Sênior – COPEL – 2008) Para que o Custo Médio Ponderado de Capital
(CMPC) seja exato, a soma dos pesos deve ser:
a) Igual a um.
b) Menor que um.
c) Maior que um.
d) Depende da situação; portanto, não há uma resposta definida.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.

4) (CEASGEP – Analista Administrativo Financeiro – CONSULPLAN – 2006) A empresa Alfa Ltda.


possui custo das suas dívidas contraídas de 6% a.a. O retorno esperado para os acionistas
(capital próprio) desta empresa é de 9% a.a. Se a alíquota de imposto de renda é estimada em
30% e esta dívida representa 20% da sua estrutura de capital, qual o custo médio ponderado
de capital desta empresa (CMPC)?
a) 5,50 %a.a.
b) 6,60 %a.a.
c) 7,60 %a.a.
d) 8,04 %a.a.
e) 9,10 %a.a.

10
Capítulo 2
O Fluxo de Caixa

2.1. Fluxo de Caixa


O Fluxo de caixa pode ser entendido como o conjunto de ingressos e desem-
bolsos do numerário ao longo de um período orçamentário. Representa de forma
dinâmica a situação financeira de uma empresa, considerando todas as fontes de
recursos e todas as aplicações efetuadas.

2.2. Principais Objetivos do Fluxo de Caixa


• Facilitar análise e cálculo na seleção das linhas de crédito a obter, assim
como detectar antecipadamente as carências de recursos;
• Planejar desembolsos financeiros obtendo maior racionalização quanto a
reembolsos futuros (encaixe);
• Quantificar os recursos próprios disponíveis para investimentos, assim
como perspectiva de captação via capital de terceiros;
• Financiar necessidades sazonais ou cíclicas da empresa;
• Prover recursos para expansões (planta, operacional etc.);
• Manter determinado nível de caixa em função do capital de giro;
• Auxiliar na análise dos valores a receber e estoques, para verificar sua
conveniência;
• Aplicar os excedentes de caixa e programar convenientemente emprésti-
mos ou financiamentos;
• Projetar plano efetivo de resgate de débitos assim como integrar os con-
troles financeiros da empresa.

2.3. Taxas e Prazos (Pay Back)


A seguir, será feito um estudo de algumas taxas e suas definições. Do ponto de
vista empresarial, será abordada a aplicação das diversas taxas e seu entendimento
de acordo com o mercado de capitais.
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

2.3.1. Relação Financeira entre taxa real, aparente e inflação


Na verdade, a fórmula a seguir correlaciona as taxas; na prática, podemos di-
zer que para se calcular a taxa real deve-se retirar uma parte que cabe à inflação e
calcular o valor real sobre a data focal deslocada.
Fórmula Geral: (1 + IR) (1 + Ii) = (1 + Ia)
Definir: Ia = taxa aparente; Ii = taxa de inflação e IR = taxa real

2.3.2. Taxa Interna de Retorno


É a taxa que torna nulo o valor do investimento (VPL = 0), ou seja, VPL = VP – I
= 0. A taxa Interna de retorno é também chamada de taxa de desconto.

Definir:
VPL: valor presente líquido
VP: valor presente
I: investimento

Na prática, pode-se calcular a taxa por fluxo de caixa em qualquer período,


visto que a TIR torna nulo o VPL.

2.3.3. O problema das múltiplas taxas Internas de retorno


De acordo com o fluxo de caixa convencional tem-se um desembolso inicial e
posteriormente fluxo de caixa positivo e determina-se a TIR. No caso de fluxo de
caixa não convencional há fluxos positivos e negativos, logo temos várias TIR.
Regra Cartesiana: O número de raízes reais positivas de um polinômio é no má-
ximo igual ao número de mudança de sinal verificada na sequência de coeficientes
de polinômios, logo, o número de TIR’S associadas a uma sequência de fluxos de
caixa é no máximo igual ao número de mudanças de sinal verificado na sequência.
Conclusão: A quantidade de taxas é função do número de inversões de sinal
dos fluxos de caixa.

2.3.4. Taxa mínima de atratividade


A Taxa mínima de atratividade (TMA) é uma taxa de juros comparativa, po-
demos dizer que é o mínimo que o investidor se propõe a ganhar quando faz um
investimento ou o máximo que um tomador de dinheiro se propõe a pagar quando
faz um financiamento.
A TMA deve considerar as condições de investimentos da economia local, ou
seja, a taxa de remuneração do investimento deve ser livre de risco e Prêmios de
risco proporcionais ao risco do projeto devem ser considerados.

12
Capítulo 2 I O Fluxo de Caixa Série Provas e Concursos

2.3.5. Custo de Capital


Do ponto de vista do financiamento da empresa, o custo de capital é a taxa de
captação dos recursos entregues à administração da empresa, levando em conta o
princípio contábil da Empresa; é a taxa de financiamento da empresa.

2.3.6. Pay back


Pay Back é o período em que você recupera o capital de seu investimento. Na
prática pode-se dizer que é o prazo que se espera recuperar o capital investido; a
partir deste ponto do fluxo de caixa não se consideram fluxos futuros.
O payback time é um método não exato de avaliação de alternativas excludentes
de investimentos e não se considera o valor do dinheiro no tempo.
No caso do Payback descontado se considera o valor do dinheiro no tempo.
Assim, pode-se esvrever:

VF
VP =
(1 + i)n

Nota:
I) Caso o payback descontado seja menor que o prazo máximo de recuperação do
capital investido, deve-se aceitar o projeto.
II) Caso o payback descontado seja maior que o prazo máximo de recuperação do
capital investido, não se deve aceitar o projeto.
III) Caso o payback descontado seja igual ao prazo máximo de recuperação do capital
investido, é indiferente aceitar ou não o projeto.

2.3.7. Custo de Oportunidade


Do ponto de vista econômico o custo de oportunidade é o custo da alternativa
sacrificada, ou seja, é quanto devo sacrificar de um bem para obter outro.
Em Finanças é a escolha de uma taxa menor em detrimento de outra, em outras
palavras, é a melhor taxa do ponto de vista para o financiamento para a empresa
(risco da empresa). Um exemplo bem simples pode se aplicar à definição.
“Uma empresa precisa fazer um Investimento com capital de terceiros e tem-se a
oferta de 3 bancos com respectivas taxas 3%, 4%, 5%. Do ponto de vista da empresa,
qual a melhor taxa de financiamento?” Pode-se verificar que a melhor taxa para a
empresa é 3%.
Uma definição mais abrangente seria: o custo de oportunidade refere-se a quanto
se deixa de ganhar, em prol do investimento, se, em vez de aplicados no projeto, os
recursos fossem investidos em alternativas de risco similar. Um exemplo prático da
definição seria “Um Indivíduo faz um curso para aprender a fazer pizza, quando o

13
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

termina, ao invés de trabalhar para uma pizzaria em troca de um salário ele abre
a sua própria pizzaria (risco similar), ou seja, deixa de ganhar um salário após um
curso, mas aplica seus recursos em um mesmo segmento para o qual treinou.”

2.3.8. Custos afundados (Sunk costs)


São definidos como custos irrecuperáveis ou sem alternativa de uso. Na prática
da tomada de decisão empresarial jamais deve-se tentar aproveitar este dinheiro
gasto, pois este capital gera perdas em uma certa data de tempo (presente) e sem
perspectivas futuras.
Na prática podemos ter o seguinte exemplo: “Uma lanchonete que contrata
um consultor e paga, por exemplo, $2.000,00 reais para saber se seus salgados finos
são compatíveis com o local associado e distribuição de renda”.
Se for verificado que deve mudar de produto (salgados com qualidade inferior) e
a empresa passar a lucrar, não deve-se descontar estes R$2.000,00 visto que esta perda
não pode ser recuperada com o fluxo de caixa futuro das vendas após tal análise.

2.3.9. Custos sepultados


São obrigações contraídas no passado, mas pendentes de liquidação em datas
futuras. Um exemplo prático deste tipo de custo seria “um indivíduo compra um
carro financiado em 20 prestações de $1.000,00, após pagar 12 parcelas do carro, o
vende e compra um carro mais barato, mas fica pagando as prestações pendentes
(custos sepultados)”.

2.3.10. Taxa Interna de retorno modificada (MTIR)


A MTIR procura corrigir problemas relacionados à diferença de taxas reais de
financiamento dos investimentos, ou seja, despesas com valores negativos e receitas
com valores positivos. Caso a taxa de captação (financiamento) seja diferente da
taxa de aplicação (reinvestimento), não podemos utilizar a TIR.

2.4. Exercícios Resolvidos


1) (Administrador – Petrobras – Cesgranrio – 2005) Em um período no qual a taxa
de inflação foi de 20%, o rendimento de um fundo de investimento foi de 50%.
Qual foi, nesse período, o rendimento real?
a) 20%.
b) 25%.
c) 22,5%.
d) 30%.
e) 27,5%.

14
Capítulo 2 I O Fluxo de Caixa Série Provas e Concursos

Solução:
Capital inicial: $100,00
Rendimento: 50%, assim o título valerá: $150,00
Inflação: 20%, logo data focal vai para $120,00
30
Rendimento real: r = = 25%
120
Gabarito: B

2) (Economista Júnior – Transpetro – Cesgranrio – 2006) Considere um projeto


com os seguintes fluxos de caixa:

A taxa interna de retorno do mesmo é igual a:


a) 50%.
b) 60%.
c) 70%.
d) 80%.
e) 90%.

Solução:
Se a TIR for 50%, o VPL será nulo em qualquer data. Assim faremos o teste.
Para a data 1:
120: 1,5 = 80 (devo 80 reais)
Saldo na data 1: 230 – 80 = 150

Novo fluxo de caixa:

Levando o Investimento para a data 1 temos:


100x(1,5) = 150
150 – 150 = 0
Assim,VPL = 0 e a TIR é de 50%.
Gabarito: A

15
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

3) C, João investiu inicialmente R$20.000,00 na compra de bens e serviços para


alavancar o seu negócio. No decorrer do tempo, verificamos a planilha da em-
presa da data zero à data 5 (meses).

Data (tempo) R$
0 – 20.000
1 7000
2 6500
3 6500
4 5000
5 6000

O payback de acordo com a tabela vale:


a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 5.
e) 4,5.

Solução:
Para recuperar o capital investido de 20.000 serão necessários 3 meses, pois:
7.000 + 6.500 + 6.500 = 20.000
Gabarito: B

4) Considere um projeto empresarial com vida útil econômica de 10 anos, que exige
um investimento inicial de R$5.500.000,00, que proporciona uma expectativa
de lucro antes da depreciação e do imposto de renda de aproximadamente
R$1.265.000,00 por ano. Determine o Pay back da empresa.
a) 4,35 anos.
b) 5 anos.
c) 6 anos.
d) 7,35 anos.
e) 8 anos.

Solução:

5.500.000
Payback = = 4,35
1.265.000
Gabarito: A

16
Capítulo 2 I O Fluxo de Caixa Série Provas e Concursos

5) (ANTT – Fiscalização econômica e financeira das outorgas – UFRJ/NCE – 2008)


O fluxo de caixa a seguir poderá ter o seguinte número de taxas internas de
retorno:
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6
Entrada 1.000 2.000 900
Saída 400 200 650 500

a) 3.
b) 2.
c) 1.
d) Nenhuma.
e) De impossível determinação.

Solução:
Inversões do sinal do fluxo de caixa:
2-3
3-4
5-6
Assim o fluxo poderá ter três taxas Internas de retorno.
Gabarito: A

6) (Analista em Economia – MP/RO – Cesgranrio – 2005) Considere um projeto


com investimento inicial de R$200.000,00 e fluxos de caixa esperados para os
próximos seis anos de R$60.000,00, R$50.000,00, R$40.000,00, R$30.000,00,
R$30.000,00 e R$30.000,00. O período de payback deste investimento é de:
a) 2,5 anos.
b) 3 anos.
c) 4 anos.
d) 5 anos.
e) 6 anos.

Solução:
Investimento (200.000)
Fluxo de caixa: 60.000 + 50.000 + 40.000 + 30.000 + 30.000 = 210.000
Assim, em 5 anos recupera-se o capital investido.
Gabarito: D

17
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

2.5. Exercícios Propostos


1) No que diz respeito à avaliação econômica de projetos, julgue os itens que se seguem.
( ) A taxa interna de retorno de um dado investimento corresponde á taxa de desconto que
torna o valor presente líquido desse investimento igual a unidade.
( ) No método Pay Back, a escolha de determinada alternativa de investimento está ligada
ao período de recuperação do capital investido e não leva em consideração a vida útil do
investimento.

2) Com relação aos conceitos essenciais da análise econômica-financeira de projetos, julgue os


itens que se seguem.
( ) O método da TIR, por levar em conta a heterogeneidade nos projetos alternativos, é
particularmente adequado quando se comparam projetos que possuem investimentos
iniciais diferentes.
( ) A taxa mínima da atratividade (TMA) de um referido projeto leva em conta tanto o custo
de oportunidade dos recursos nele utilizados como a liquidez do negócio, porém exclui
a existência de um eventual risco do negócio.

3) (Petrobras – Contador Júnior – Cesgranrio – 2011) A Cia. Pantanal S/A está estudando duas
alternativas de investimento, com as seguintes características:

Projetos Investimento Fluxo de caixa (R$)


Inicial (R$)
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4
P 3.000.000,00 600.000,00 800.000,00 1.500.000,00 1.800.000,00
Q 5.000.000,00 2.000.000,00 2.500.000,00 1.500.000,00 1.800.000,00
Considerando-se exclusivamente essas informações, o período de payback efetivo da alter-
nativa Q, em anos, é:
a) 3,23
b) 2,92
c) 2,86
d) 2,55
e) 2,33

4) (Administrador – Petrobras Biocombustível – Cesgranrio – 2010) O método de avaliação de


projetos de investimento que, em seu processo de cálculo, iguala o valor presente da soma
dos valores futuros das entradas de caixa do projeto, capitalizados ao custo de capital da
empresa, ao valor presente dos custos do mesmo projeto, é:
a) taxa interna de retorno modificada
b) taxa interna de retorno
c) payback descontado
d) índice de rentabilidade
e) valor presente líquido

5) (Administrador Junior – FAFEN – Cesgranrio – 2009) O valor presente líquido de um fluxo


financeiro de recebimentos e pagamentos futuros é:
a) sempre positivo.
b) sempre positivo ou nulo.
c) maior que a taxa interna de retorno.
d) igual ao valor do primeiro recebimento no fluxo financeiro.
e) nulo, se a taxa de desconto usada no cálculo for a taxa interna de retorno.

18
Capítulo 2 I O Fluxo de Caixa Série Provas e Concursos

6) (Administrador Junior – FAFEN – Cesgranrio – 2009) Com relação à taxa interna de retorno
de um fluxo financeiro de recebimentos e pagamentos futuros, afirma-se que:
a) diminui quando a taxa de juros de mercado aumenta.
b) é sempre superior à taxa de juros de mercado.
c) é um critério para a comparação de fluxos financeiros alternativos.
d) é o único critério para a escolha entre fluxos financeiros alternativos.
e) é o custo de capital para o investimento correspondente àquele fluxo financeiro.

7) (Petrobras – Economista – Cesgranrio – 2008)

Esse gráfico mostra como o Valor Presente Líquido (VPL) do fluxo financeiro de um projeto
varia com a taxa de desconto usada. A esse respeito, é possível afirmar que o:
a) gráfico está errado porque o VPL nunca poderia ser negativo.
b) gráfico está errado porque o VPL deveria ser crescente com a taxa de desconto.
c) investidor obterá um VPL negativo, se captar dinheiro à taxa OA para realizar o projeto.
d) segmento OB corresponde à taxa interna de retorno do projeto.
e) segmento OC corresponde ao VPL do projeto avaliado usando a taxa interna de retorno como
taxa de desconto.

8) (Administrador – UFRJ – 2009) A taxa de juros nominal é a taxa de crescimento do investimento.


Se a taxa de inflação é a medida de crescimento dos preços na economia, pode-se dizer que
a taxa de juros real mede:
a) o crescimento do poder de compra;
b) o rendimento da caderneta de poupança;
c) o custo de financiamento do cheque especial;
d) o montante de financiamento do governo;
e) a evolução da taxa Selic.

9) (Petrobras – Economista – Cesgranrio – 2008) O período de repagamento do investimento


realizado num projeto (payback period):
a) é um critério falho para escolha de projetos, por não considerar todo o fluxo de caixa gerado.
b) é o número de anos necessários para que o valor presente líquido do projeto se torne positivo.
c) é um critério que beneficia os projetos de maior Taxa Interna de Retorno (TIR).
d) leva à preferência por projetos de maior duration.
e) leva à preferência por projetos com repagamento a mais longo prazo.A taxa de juros de
mercado para estes projetos é R.

19
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

10) (ANP – Analista Administrativo Geral – Cesgranrio – 2008) Um projeto de modernização de


oleodutos de uma empresa transportadora de gás natural requer um investimento inicial de
5 milhões de reais, e mais 500 mil reais ao fim do primeiro ano. O resultado seria percebido
somente no final do segundo ano, no valor de 6,6 milhões de reais. A taxa interna de retorno
deste projeto, ao ano, é:
a) 10%. d) 15%.
b) 11%. e) 20%.
c) 12%.

11) (Administração – BNDES – NCE – 2005) Quando estamos avaliando uma empresa, a taxa de
desconto aplicada ao fluxo livre de caixa (que é o resultado do Lucro Operacional após os
impostos deduzidos dos Encargos não caixa, dos investimentos em capital de giro e outros
ativos) deve refletir o custo de oportunidade de todos os provedores de capital, ponderados
por sua contribuição relativa ao capital total. Esta taxa de desconto é conhecida como:
a) taxa mínima de atratividade;
b) custo de capital próprio;
c) custo das debêntures;
d) taxa de desconto livre;
e) custo médio ponderado do capital

12) (Petrobras – Auditor Júnior – Cesgranrio – 2008) Em uma análise de projeto para o lança-
mento de determinado produto, é necessário que se encontre o ponto de equilíbrio financeiro
para mensurar até que ponto o projeto se apresentará lucrativo para a empresa. O ponto de
equilíbrio financeiro de um projeto é encontrado quando:
a) o VPL (Valor Presente Líquido) é negativo e a TIR (Taxa Interna de Retorno) é igual a zero.
b) a TMA é maior que o VPL e a TIR é igual a zero.
c) a quantidade do produto analisado torna o VPL maior que zero.
d) se encontra a TMA (Taxa Mínima de Atratividade) para uma determinada quantidade do
produto analisado.
e) é conhecida a quantidade do produto analisado que torna o VPL igual a zero.

13) (BNDES – Administrador – UFRJ/NCE – 2005) Custo de capital é:


a) a taxa de retorno que uma empresa precisa obter de seus investimentos para manter o valor
da ação inalterado;
b) o multiplicador usado para calcular o valor presente de uma anuidade a uma taxa específica
de desconto, durante um determinado período de tempo;
c) o custo médio ponderado de capital associado à próxima unidade monetária do novo finan-
ciamento total da empresa;
d) o custo total de emissão e venda de um título;
e) o retorno marginal do capital otimizado.

14) (BNDES – Administrador – UFRJ/NCE – 2005) Pode-se definir Capital de Risco como:
a) o montante de capital de terceiros obtido a taxas de juros favoráveis para o tomador;
b) o financiamento externo inicial com capital próprio obtido por empresas com perspectivas
atraentes de crescimento;
c) o financiamento interno inicial com capital próprio obtido por empresas com perspectivas
de crescimento estabilizadas;
d) o financiamento interno inicial com capital de terceiros obtido por empresas com altas taxas
de atratividade;
e) o financiamento externo inicial com capitais advindo de especuladores.

20
Capítulo 2 I O Fluxo de Caixa Série Provas e Concursos

15) (ANTT – Fiscalização econômica e financeira das outorgas – UFRJ/NCE – 2008) A Cia. Carioca
está analisando a viabilidade de implantação de um projeto de investimento cujo horizonte
temporal é de três anos. O fluxo de caixa (em R$) que a companhia estima para este projeto
é o seguinte:

Projeto 1 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4


Receitas 830.000,00 950.000,00 170.000,00 450.000,00
Custos 710.000,00 840.000,00 70.000,00 360.000,00

Projeto 2 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4


Receitas 230.000,00 310.000,00 710.000,00 590.000,00
Custos 140.000,00 210.000,00 600.000,00 470.000,00

Sabendo-se que o investimento inicial no projeto monta a R$200.000,00 e supondo-se que as


receitas e despesas estão concentradas no final do período, a taxa interna de retorno para
este projeto de investimento é:
a) de 13% ao ano; d) de 10% ao ano;
b) de 12% ao ano; e) de 9% ao ano.
c) de 11% ao ano;

16) (MPRO 2005 – Analista Economia) Seja um projeto de investimento que apresente, em reais,
os seguintes fluxos de caixa:

Ano Fluxo de Caixa


0 –1.000,00
1 250,00
2 250,00
3 250,00
4 250,00
5 250,00
6 250,00
7 250,00
8 250,00

Assumindo como 10% a taxa que desconta os fluxos de caixa, quais serão, respectivamente,
o payback descontado, o período de payback descontado e o valor presente líquido desse
investimento, em reais?
a) -52,30; 3 anos; 333,73. d) 217,10; 6 anos; 333,12.
b) 88,82; 6 anos; 333,73. e) 217,10; 6 anos; 333,73.
c) 115,22; 5 anos; 333,12.

17) (Cesgranrio – FINEP − 2011) O valor presente líquido de um fluxo financeiro sempre
a) é nulo.
b) é negativo.
c) é positivo.
d) aumenta, se o valor do último recebimento aumentar.
e) excede sua taxa interna de retorno.

21
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

18) (Cesgranrio – FINEP − 2011) O projeto de investimento X tem um período de recuperação do


investimento (payback period) duas vezes maior do que o do projeto Y. Logo, o(a):
a) valor presente líquido de X é menor que o de Y.
b) projeto X implica maior investimento inicial que Y.
c) projeto Y libera caixa mais rapidamente que X.
d) taxa interna de retorno de X é maior que a de Y.
e) escala de X é maior que a de Y.

19) (Analista financeiro FCC – CEAL – 2005) O valor de um investimento produtivo em um deter-
minado setor industrial é de R$1 milhão. O investidor estima que as receitas líquidas futuras
sejam de R$200 mil ao ano. Neste caso, pode-se estimar que o “Tempo de Recuperação do
Capital”, em anos, será:
a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 5.
e) 10.

“Um projeto de investimento requer um aporte de R$300.000,00 no período inicial e terá


os seguintes fluxos de caixa: R$110.000,00 após um ano; R$121.000,00 após dois anos;
R$133.100,00 após 3 anos e R$146.410,00 após 4 anos, quando o projeto será finalizado.”

20) (CETESB – Vunesp – 2009 – Analista Adm.) O valor presente líquido (VPL) do projeto, consi-
derando uma taxa de juros de 10% ao ano é:
a) zero.
b) R$100.000.
c) R$164.100.
d) R$210.500.
e) R$400.000.

21) (CETESB – Vunesp – 2009 – Analista Adm.) A taxa interna de retorno (TIR) desse projeto é:
a) negativa.
b) positiva, inferior a 10% ao ano.
c) superior a 10% ao ano.
d) 25% ao ano.
e) impossível calcular.

22) (CESP – Vunesp – 2009 – Analista Economia Financeiro) O período de payback é amplamente
usado por grandes empresas, para avaliar pequenos projetos, e por pequenas empresas, para
avaliar a maioria dos projetos. Sua popularidade resulta:
a) de que o período de payback apropriado é meramente um número determinado subjetiva-
mente.
b) da simplicidade de cálculo, do seu apelo intuitivo e de levar em consideração fluxos de caixa
em vez de lucros contáveis.
c) do fato de não se fazer uma conexão entre o período de payback para com a meta de maxi-
mização da riqueza dos proprietários.
d) do fato de que a abordagem deixa de dar a atenção necessária ao fator tempo no valor do
dinheiro.
e) do não reconhecimento de fluxos de caixa após o período de payback.

22
Capítulo 2 I O Fluxo de Caixa Série Provas e Concursos

23) (Casa da Moeda − 2009 − Cesgranrio − Analista Economia Finanças) Dois projetos de investi-
mento têm os mesmos períodos de retorno (payback), ambos de dois anos. Logo,
a) têm taxas internas de retorno iguais.
b) têm valores presentes líquidos iguais.
c) liberam caixa de modo similar pelo menos nos dois anos iniciais.
d) depende só do diferencial de risco a escolha entre os dois.
e) são de 50% a.a. as taxas internas de retorno dos dois projetos.

24) (Casa da Moeda − 2009 – Analista Economia Finanças − Cesgranrio) Se uma empresa resolver
executar um certo projeto de investimento, seu fluxo de caixa futuro total será alterado. Para
recomendar ou não o projeto, um analista deve levar em consideração apenas:
a) a taxa interna de retorno do novo fluxo de caixa total da empresa.
b) o valor presente líquido do novo fluxo de caixa total da empresa.
c) as variações do fluxo de caixa total da empresa, consequentes do projeto.
d) as variações negativas no fluxo de caixa total da empresa.
e) os aumentos no fluxo de caixa total da empresa.

25) (CESP – Vunesp – 2009 – Analista Economia Financeiro) O valor presente líquido é uma técnica
de orçamento de capital sofisticada e os resultados são obtidos:
a) por meio de uma abordagem para o racionamento de capital que é baseada no uso de
valores presentes para determinar o grupo de projetos que vai maximizar a riqueza dos
proprietários.
b) através da obtenção das chances de que um projeto vai provar-se inaceitável ou, mais
formalmente, o grau de variabilidade de fluxos de caixa.
c) por meio de uma abordagem comportamental que usa um número de possíveis valores de
uma dada variável para avaliar seu impacto sobre o resultado de uma empresa.
d) ao se subtrair o investimento inicial de um projeto de valor presente de seus fluxos de caixa,
descontados a uma taxa igual ao custo de capital da empresa.
e) ao se obter a taxa de desconto que iguala o valor presente de fluxos de entrada de caixa
com o investimento inicial associado a um projeto.

23
Capítulo 3
Viabilidade de um Projeto

3.1. Introdução
A viabilidade de um projeto consiste em obter um fluxo de caixa positivo
VPL > 0. Como a taxa interna de retorno é a taxa cujo VPL = 0 basta comparar
uma taxa qualquer do projeto (K) para se obter a viabilidade ou não.
Viabilidade de um projeto:
Se TIR > k o projeto é viável.
Se TIR < k o projeto é inviável.
Se TIR = K Indiferente

Exemplo: Uma empresa tem um desembolso inicial de R$200.000,00 gerando fluxos


de caixa de R$75.000,00 por ano, durante cinco anos. Sendo o custo de capital de
15% a.a., e a TIR de 25,41% a.a., pergunta-se: o projeto é viável? Qual é o seu VPL?

Solução:
O projeto é viável, pois: 25,41% > 15%. Na prática, basta analisar o fluxo de caixa.
Para TIR = 25,41% temos o seguinte fluxo de caixa:

VPL = (75.000/1,2541 + 75.000/1,25412 + ... 75.000/1,25415) – 200.000


Se para TIR de 25,41% o VPL = 0, então para k = 15% o VP será obrigatoria-
mente maior que 200.000.

3.2. Viabilidade de Projetos Mutuamente Exclusivos


Para dois projetos mutuamente exclusivos tem-se a seguinte regra para o critério
de escolha:
• Para dois projetos mutuamente exclusivos, o maior valor da TIR é preferível.
• Para dois projetos mutuamente exclusivos, o maior valor do VPL é preferível.
Capítulo 3 I Viabilidade de um Projeto Série Provas e Concursos

• De acordo com o exposto em 1 e 2, pode haver conflito.


• A taxa incremental de Fisher define o melhor modelo.
De acordo com os seguintes exemplos, será abordada toda a problemática para
viabilidade de dois projetos mutuamente exclusivos.

Caso 1: regra da cadeia


Como não se pode comparar fluxo de caixa em prazos diferentes, pode-se
abordar o conflito pela regra da cadeia.
I) regra da cadeia: este método consiste em igualar os horizontes econômicos em
uma data futura.

Exemplo 1: Comparação de projetos com prazos diferentes: Seja este fluxo de caixa:

Projetos 0 1 2 3 TIR VPL (10%)


A –10 13 30% 1,82
B –10 5 5 5 23,38% 2,43

Determine qual é o melhor projeto pela regra da cadeia.

Solução: como os prazos não são idênticos será feita a regra da cadeia, em que
consiste “espelhar”, ou copiar o fluxo de caixa A para ficar no mesmo prazo de B,
assim teríamos:

0 1 2 3
A -10 13
-10 13
-10 13
Final (A) -10 3 3 13

Reescrevendo o fluxo A e B para o mesmo período de tempo:

0 1 2 3
A -10 3 3 13
B -10 5 5 5

Agora se pode comparar o melhor projeto fazendo-se o fluxo de caixa.


Determinando o VPL do projeto A:
3 3 13
VPL = + + − 10
1,10 1,10 exp 2 1,10 exp3

VPL = $4,97

Como o VPL de A é > VPL de B, considerando o fluxo de caixa com o mesmo


prazo, então o projeto A é a melhor alternativa.

25
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Caso 2: Para duas alternativas de igual duração no tempo: Neste caso, aplicar o
critério do maior VPL.

Investimento Fluxo de Caixa/ano Vida útil TIR VPL(10%)


Equipamento X -12 3 8 anos 18,62% 4,01
Equipamento Y -13 2,5 8 anos 10,71% 0,34

Neste exemplo fica claro que não há conflito pois, o equipamento X tem maior
TIR e maior VPL, logo é o projeto de fato preferível e ambos os projetos tem o
mesmo período.
Taxa incremental de Fisher: para duas alternativas mutuamente exclusivas com
mesmo investimento inicial.

Exemplo 3: Para o modelo a seguir, percebe-se que o critério VPL predomina, pois
não há conflito quando comparado com a TIR, já que o projeto B tem maior VPL
e maior TIR.

Alternativa Investimento Retorno TIR VPL (10%)


A -10 20 100% 8,18
B -10 35 250% 21,82

De acordo com o exemplo a seguir deve-se considerar a taxa incremental de


Fisher. Se a taxa de Fisher for maior que o custo de capital, ou o custo de oportuni-
dade que será definido como K = 10% de acordo com a tabela, então o critério do
VPL predomina, caso contrário a TIR predominará.
Taxa incremental de Fisher: para duas alternativas mutuamente exclusivas com
investimentos iniciais diferentes.

Alternativa Investimento Retorno TIR VPL(10%)


A -10 20 100% 8,18
B -20 35 75% 11,82
B–A -10 15 50% 3,64

Sendo a taxa de Fisher de 50% > 10% (custo de oportunidade) então o critério
do VPL predomina. Logo, o melhor projeto é o B.
Nota: Caso a taxa de Fisher fosse de 5% < 10%, o melhor projeto pelo critério
da TIR seria o A pois teríamos maior TIR.
Nota: Na prática deve-se sempre encontrar a taxa de Fisher do projeto (A-B) ou
(B-A) e comparar com a taxa K (custo de capital, TMA, ente outros).

26
Capítulo 3 I Viabilidade de um Projeto Série Provas e Concursos

3.3. Exercícios Resolvidos


1) Considere um investimento de $396.500,00, capaz de proporcionar fluxos de
caixa líquidos uniformes durante um prazo indeterminado, conforme os se-
guintes cenários.
Fluxo de caixa Probabilidade
Pessimista $45.000/ano 30%
Mais provável $60.000/ano 50%
Otimista $75.000/ano 20%
Supondo-se que o custo de oportunidade desse investimento seja de 15% ao
ano, pede-se examinar a viabilidade econômica do projeto.

Solução:
I) cálculo da expectativa do fluxo de caixa durante prazo indeterminado:
E(x) = 0,3 × 45.000 + 0,5 × 60.000 + 0,2 × 75.000 = 58.500/Ano
II) Cálculo do VPL para a TMA de 15%:
58.500
VPL = − 396.500 = (6.500)
0,15

Assim o VPL < 0, logo o projeto não é viável.

Solução alternativa:
Discutir a viabilidade pela TIR visto que a TMA = 15%.
Se a TIR< TMA o projeto não é viável.
Cálculo da TIR:
58.500
= 14,754%
396.000

Assim, o projeto não é viável.

2) (BNDES – 2009 – Administrador) Considere dois projetos mutuamente ex-


clusivos: começar de imediato a construção já aprovada de uma estrada, ou
começar um ano depois, quando o número de veículos demandantes dessa
estrada for maior. Começar imediatamente tem um Valor Presente Líquido de
R$1.000,00; começar depois leva a um Valor Futuro Líquido, daqui a um ano,
de R$1.200,00. A taxa de desconto relevante no ano é de 10%. O valor máximo
que o investidor pagaria agora, pela opção de começar em um ano, seria, em
reais, aproximadamente,
a) 170,00.
b) 130,00.

27
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

c) 90,00.
d) 50,00.
e) 10,00.

Solução:
O valor máximo que o investidor pagaria agora, pela opção seria:

1200
V= − 1000 = 90, 91
1,10
Gabarito: C

3) (BR Cesgranrio – Economista – 2008) A seguinte figura mostra o Valor Presente


Líquido (VPL) de dois projetos, em função da taxa de desconto usada. Com
base nessas informações, é possível concluir que:

a) o projeto A é menos interessante que B, pois tem menor TIR.


b) o VPL do projeto A é menos sensível às variações da taxa de juros do que
o de B.
c) a taxa de juros de mercado deveria ser igual à TIR do projeto B.
d) à taxa de juros do mercado, o VPL de A é maior do que o de B.
e) se A e B fossem mutuamente exclusivos, seria melhor fazer B, pois tem
maior TIR.

Solução:
De acordo com o gráfico há conflito, pois pelo critério da TIR (taxa de descon-
to) o melhor projeto é o B, e pelo critério do VPL o melhor projeto é o A, e visto
que não há dados numéricos absolutos nada podemos afirmar, mas em zero tem-
-se maior VPL em A, ou seja, na origem tem-se a taxa de juros do mercado, logo o
melhor projeto é o A.
Gabarito: D

28
Capítulo 3 I Viabilidade de um Projeto Série Provas e Concursos

4) (BNDES – Engenharia – 2011) O gráfico a seguir mostra como se comportam


os Valores Presentes Líquidos (VPL) de dois projetos de investimento, I e II,
em função da taxa de desconto utilizada na avaliação de seus fluxos financeiros.

Com base nessas informações, tem-se que:


a) taxa interna de retorno do projeto I corresponde a 0A no gráfico.
b) projeto I é mais interessante que o projeto II.
c) projeto II é mais sensível à taxa de desconto do que o projeto I.
d) melhor projeto é o I, mesmo com a taxa de juros aumentando.
e) gráfico está errado, pois os VPL são sempre positivos, mesmo quando a
taxa de desconto aumenta.

Solução:
De acordo com o gráfico, temos conflito pelo critério da TIR e VPL, assim
pode-se apenas deduzir do gráfico que taxa interna de retorno do projeto I cor-
responde à 0A no gráfico.
Gabarito: A

5) (Petrobras – administrador pleno – 2006 – Cesgranrio) A Cia. Brasília está


analisando duas alternativas de investimento, com as seguintes características:
• valor do investimento inicial: R$100.000,00;
• taxa de retorno do investimento esperada pela empresa: 15% ao ano;
• os investimentos são mutuamente exclusivos.
Realizados os estudos de viabilidade, chegou-se aos seguintes resultados:
Alternativas Investimento Benefícios Esperados de Caixa TIR VPL
o o o o
1 ano 2 ano 3 ano 4 ano
A R$100.000,00 60.000,00 50.000,00 40.000,00 40.000,00 35,12% 39.151,88
B R$100.000,00 15.000,00 20.000,00 90.000,00 110.000,00 31,21% 50.235,67
Legenda: TIR = Taxa Interna de Retorno; VPL = Valor Presente Líquido
Considerando-se os elementos apresentados e a técnica usual de avaliação de
investimentos, a empresa deverá escolher a alternativa:

29
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

a) a porque apresenta taxa interna de retorno maior do que a da alternativa


b e 154% maior que a taxa esperada pela empresa.
b) a porque os benefícios de caixa esperados são crescentes, aumentando a
remuneração dessa alternativa em relação à alternativa b.
c) a porque o retorno do investimento ocorrerá logo após o segundo ano,
enquanto na alternativa b só ocorrerá após o terceiro ano.
d) b porque, no nível de taxa esperada pela empresa, essa alternativa sempre
apresentará riqueza líquida superior à apresentada pela alternativa a.
e) b porque os fluxos de caixa são decrescentes, aumentando a remuneração
dessa alternativa em relação à alternativa a.

Solução:
De acordo com a tabela tem-se conflito. Neste caso deve-se usar o critério de
Fisher. Assim, verifica-se que o projeto B é melhor em relação ao projeto A.
Gabarito: D

3.4. Exercícios Propostos


1) (CEASGEP – CONSULPLAN – 2006) A tabela a seguir apresenta uma série de projetos de inves-
timentos. Dado que exige uma restrição orçamentária de A, B, D e F, quais projetos deverão
ser escolhidos através do método do índice de rentabilidade?

Anos
Projetos Investimentos 1 2 3 4 VPL Projetos
A 1000 400 450 590 409 R$ 184,51
B 1500 450 800 800 800 R$ 279,32
C 2500 800 1250 900 1800 R$ 423,61
D 2000 600 800 900 1900 R$ 492,67
E 2800 1000 900 1400 2000 R$ 433,02
F 1800 800 900 1000 1000 R$ 552,62
a) B, D e F. d) C e D.
b) A, B e C. e) D, E e F.
c) D e E.

2) (PUC/ PR – 2009 – COPEL) A partir do Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC), onde r = taxa
de retorno que, se espera, será gerada por aqueles investimentos novos para crescimento, é
CORRETO afirmar:
a) Que novos projetos de investimento tenham o mesmo risco das operações ou investimentos
correntes.
b) Que o CMPC será a taxa mínima esperada ou requerida pelo mercado sobre os novos in-
vestimentos efetuados por empresas alavancadas de idêntico risco.
c) Quando r for maior que o CMPC, os novos investimentos deverão ocasionar o aumento no
valor econômico da empresa no mercado.
d) Quando r for menor que o CMPC, então, a obtenção de uma taxa r maior que a taxa CMPC
é uma condição econômica básica para o aumento da riqueza social.
e) Todas as alternativas anteriores são corretas.

30
Capítulo 3 I Viabilidade de um Projeto Série Provas e Concursos

3) (BNDES – Cesgranrio – 2008) Um pequeno empresário está avaliando se deve ou não implantar
um sistema de gestão na sua fábrica. O custo de implantação do sistema está avaliado em
R$30.000,00, e o principal benefício esperando será uma redução de custos com estoque da
ordem de R$1.500,00 por mês. Usando o método de análise de payback simples (sem atuali-
zação do valor no tempo), pode-se afirmar que o:
a) investimento não deve ser realizado.
b) investimento deve ser realizado.
c) período de payback é igual a 20 meses.
d) período de payback é maior do que 20 meses.
e) período de payback é menor do que 20 meses.

4) (BNDES – Administrador – 2009) O método do payback para avaliação de alternativas de


investimento apresenta pelo menos três problemas, que devem ser identificados a seguir.
a) Ignorar a distribuição dos fluxos de caixa após o período do payback, considerar os fluxos de
caixa antes do momento de recuperação do investimento e estabelecer um padrão arbitrário
do período do payback.
b) Ignorar a distribuição dos fluxos de caixa dentro do período do payback, ignorar os fluxos de
caixa após o momento de recuperação do investimento e estabelecer um padrão arbitrário
do período do payback.
c) Descontar os fluxos de caixa usando a taxa mínima de atratividade, ignorar os fluxos de caixa
após o momento de recuperação do investimento e não estabelecer um padrão do período
de payback.
d) Descontar os fluxos de caixa arbitrariamente, considerar os fluxos após payback e estabe-
lecer padrão arbitrário do período do payback.
e) Considerar a distribuição dos fluxos de caixa dentro do período do payback, considerar os
fluxos de caixa após o momento de recuperação do investimento e estabelecer um padrão
arbitrário do período do payback.

5) (Administrador pleno BR – Cesgranrio – 2005) Num fluxo de caixa em que o valor do investi-
mento inicial é R$100.000,00 e os resultados esperados são: R$20.000,00, no primeiro ano;
R$30.000,00, no segundo; R$25.000,00, no terceiro; R$35.000,00, no quarto e R$40.000,00,
no quinto, o elemento que a empresa deve utilizar para tomar a decisão no tempo 0 (zero) é
denominado:
a) custo de depreciação.
b) custo de oportunidade.
c) taxa de risco.
d) taxa de desconto.
e) taxa de capitalização.

(BNDES – 2005 – UFRJ/NCE) ATENÇÃO: A seguir é apresentado o gráfico da demanda de


investimento em função da taxa de juros (DD) e a reta de restrição orçamentária (RR). Sejam:
icp = custo de capital
iop = custo de oportunidade
iA =rentabilidade do projeto A
iB = rentabilidade do projeto B
iC = rentabilidade do projeto C
iD = rentabilidade do projeto D
iE = rentabilidade do projeto E

31
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Considerando o seguinte gráfico, responda às questões 6 e 7.

6) A taxa mínima de atratividade será:


a) a média geométrica das taxas; d) a taxa do projeto E;
b) a média aritmética das taxas; e) a taxa do projeto A.
c) a taxa do projeto C;

7) O projeto a ser executado será:


a) o Projeto A; d) o Projeto D;
b) o Projeto B; e) o Projeto E.
c) o Projeto C;

8) (BNDES – 2005 – UFRJ/NCE) Considere as seguintes informações sobre dois projetos:

Projeto A Projeto B
Investimento Inicial ($) 150 200
Despesas Anuais ($) 20 30
Receitas Anuais ($) 35 45
Vida Útil ($) 7 8
Valor Residual ($) 50 55
Obs.: Taxa Mínima de Atratividade (TMA) = 12% ao ano
Ao compararmos as duas alternativas mutuamente exclusivas NÃO é correto afirmar que:
a) basta enquadrar os dois projetos no mesmo horizonte de tempo. O que possuir maior VPL
(valor presente líquido) será o escolhido;
b) é possível utilizar o critério do Custo Anual Equivalente (AE) para escolher o projeto a ser
executado. O projeto que possuir menor CAE será o escolhido;
c) pelos dados fornecidos, a escolha será feita através de um método determinístico, no que
tange à decisão de qual projeto será executado;
d) pelo critério de decisão da TIR (Taxa Interna de Retorno), desde que o horizonte de tempo
seja comum aos dois projetos, calcula-se a TIR de cada projeto comparando-a com a TMA.
Caso ambas sejam superiores à TMA, adota-se a maior entre elas;
e) pelos dados fornecidos, a decisão de investimento não incorpora a incerteza no processo
de escolha.

32
Capítulo 3 I Viabilidade de um Projeto Série Provas e Concursos

9) (BNDES – 2005 – UFRJ/NCE) O beta de uma certa ação no modelo CAPM é:


a) a tendência de uma ação subir ou cair acompanhando o mercado;
b) a variação do lucro da ação analisada;
c) a volatilidade da ação em relação à caderneta de poupança;
d) o risco por unidade de retorno de uma ação;
e) o lucro por lote de mil ações.

10) (BNDES – 2005 – UFRJ/NCE) Tamanho Ótimo de Projeto é:


a) a escala que minimiza os custos marginais de um investimento;
b) a escala que maximiza o VPL (valor presente líquido) o projeto de investimento;
c) a escala que maximiza o período ótimo de produção;
d) a escala que iguala o período ótimo de produção com a vida útil do capital fixo;
e) o lucro por lote de mil ações.

11) (BNDES – 2005 – UFRJ/NCE) Uma maneira pela qual é possível estimar o valor patrimonial
de uma empresa é usar o modelo de Gordon, no qual o valor patrimonial será dado por meio
do fluxo de caixa de crescimento perpétuo:
E
VP =
Kc − g
onde VP é o valor patrimonial, E é o Dividendo do Exercício seguinte, Kc é a taxa de retorno
exigida pelo investidor e g é a taxa de crescimento dos dividendos.
Esse modelo, denominado de modelo de Gordon, é um modelo simplificador. Uma das críticas
a ele é:
a) a impossibilidade de calcular Kc;
b) que ele só é válido para empresas que paguem dividendos e, se e somente se, tais dividendos
crescerem perpetuamente a uma taxa constante;
c) que ele não se aplica a empresas brasileiras;
d) o modelo desconsidera a taxa de juros básica da economia;
e) o modelo desconsidera a variável do Patrimônio Líquido.

12) (UFRJ/NCE – 2008 – ANTT) A Cia. Carioca está estudando a implantação de dois projetos
mutuamente exclusivos, com horizonte temporal de quatro anos e cujo investimento inicial é
o mesmo. Os fluxos de caixa associados aos dois projetos estão apresentados a seguir:

Itens Ano 1 Ano 2


Receitas 510.000,00 741.000,00
Custos 400.000,00 620.000,00
O projeto preferível, do ponto de vista financeiro, para a companhia é:
a) de impossível determinação, porque não foi fornecida a taxa de atratividade;
b) de impossível determinação, porque não foi informado se oprojeto será financiado com o
capital próprio ou de terceiros;
c) o primeiro;
d) o segundo;
e) qualquer um dos dois, uma vez que o retorno sobre o investimento é igual.

33
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

13) (ECON. JUNIOR – 2010 – BIOCOMB –CESG) Um projeto de investimento que envolve um gran-
de gasto inicial, seguido de um fluxo de receitas futuras positivas, tem uma taxa interna de
retorno de 8% a.a. Na avaliação desse projeto, caso a taxa de:
a) desconto usada seja de 10% a.a., o Valor Presente Líquido será positivo.
b) desconto usada seja menor que 8% a.a., o Valor Presente Líquido será positivo.
c) desconto seja nula, o Valor Presente Líquido também será nulo.
d) juros dos títulos públicos seja de 6% a.a., o projeto deve ser aceito.
e) atratividade mínima seja maior que 8% a.a., o projeto deve ser aceito.

14) (CESG INEA – 2008) Na avaliação de um fluxo financeiro associado a um projeto, deve-se
considerar, em relação à taxa interna de retorno (TIR) e ao valor presente líquido (VPL), que :
a) a TIR é a taxa de desconto que torna nulo o VPL do fluxo financeiro.
b) a TIR costuma ser maior que o VPL.
c) o projeto deve ser aceito se a TIR for positiva.
d) o VPL será positivo se a TIR for positiva.
e) os critérios TIR e VPL coincidem para a decisão de aceitação ou não do projeto

15) (Analista financeiro – FCC – CEAL – 2005) Se o “Valor Atual Líquido” de um projeto de inves-
timento for positivo, pode-se concluir que:
a) a Taxa Interna de Retorno (TIR) é pequena, atingindo múltiplos valores.
b) a Taxa Interna de Retorno (TIR) é inferior à taxa de juros de mercado.
c) as receitas futuras do projeto serão superiores ao valor do investimento, ambas descontadas
a uma determinada taxa de juros.
d) a taxa de juros de mercado é muito elevada desencorajando os investimentos produtivos.
e) o projeto não é economicamente justificável.

16) (Casa da Moeda – 2009 – CESG – Analista Economia Finanças) A Taxa Interna de Retorno
(TIR) do projeto de investimento A é maior que a do projeto de investimento B. Sendo os dois
projetos mutuamente exclusivos,
a) o que tiver maior TIR deve ser executado.
b) o que tiver maior TIR terá maior valor presente líquido.
c) terão a mesma taxa mínima de atratividade.
d) se os valores presentes líquidos dos dois projetos forem positivos, ambos devem ser exe-
cutados.
e) cada um deverá ser avaliado usando sua taxa mínima de atratividade.

17) (EGPA 2005 Cespe) Com relação à avaliação econômica de projetos, assinale a opção correta.
a) No método do Valor Atual, já se considera, de forma implícita, a questão de projetos com
diferentes vidas úteis.
b) Adotando-se o critério do valor presente líquido (VPL) para escolher investimentos, o melhor
investimento será aquele para o qual o VPL seja zero.
c) A taxa mínima de atratividade (TMA) leva em conta o custo de oportunidade do capital, porém
não considera o risco do investimento.
d) Quando a taxa interna de retorno (TIR) de determinado projeto é positiva, porém inferior ao
valor do custo de oportunidade do capital, então esse projeto deve ser descartado.
e) A inflação, por se tratar de um fenômeno monetário, não altera a rentabilidade dos projetos
de investimento.

34
Capítulo 4
A Decisão Ótima de Investir – Uma
Abordagem Econômica

4.1. Introdução
A política de investimento é o consumo C0* no presente período investindo I
em projetos.
I = Q 0 – C 0*
O investimento I gerará renda suficiente para o próximo período permitindo
um consumo C1*.
A curva de indiferença combina os possíveis consumos.

Os projetos são ativos reais, e podem ser financiados.


O gráfico faz a representação do melhor investimento em função dos capitais
disponíveis.
Vp(1 + K) – C0 (1 + K) = C1
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Essa fórmula define a linha do mercado de capitais (LMC) onde se representa as


diversas combinações de fluxos de caixa presente e futuro que resultam no mesmo VP.
Correlacionado as duas fórmulas obtemos:

c *1
V P = C 0* +
(1 + k )

Mas: C0* = Q0 – I

c *1
Assim: VP = Q0 – I +
(1 + k )

c1
Onde: VPL = – I +
(1 + k )

Conclusão: VP = Q0 + VPL

Notas importantes:
• A decisão de investir a quantia I no projeto aumenta o valor de VP exata-
mente no montante do VPL do projeto.
• Projetos com VPL > 0 aumentam o valor de mercado da empresa justamente
em uma quantia igual ao VPL do projeto.

4.2. A Decisão de Investimento


A decisão ótima do projeto será a sua rentabilidade marginal.

4.3. O Problema do Reinvestimento


Quando todos os retornos gerados pelo projeto forem reinvestidos na taxa de
juro igual à TIR, pode-se afirmar que a taxa de rentabilidade anual do investimento
durante o prazo de análise será a própria TIR.
A TIR, implicitamente considera que os fluxos renderão a própria TIR do ponto
de vista da racionalidade econômica, ou seja, a TIR considera apenas o capital que
fica reaplicado no projeto, e este capital rende a própria TIR.

4.4. Análise gráfica da taxa incremental de Fisher


O ponto de intersecção da curva com o VPL e o custo de capital é conhecido
como taxa incremental de Fisher.

36
Capítulo 4 I A Decisão Ótima de Investir – Uma Abordagem Econômica Série Provas e Concursos

De acordo com o gráfico, temos que a taxa incremental é de 5% gerando o


mesmo VPL para ambos os projetos.

4.5. Exercícios Resolvidos


1) Quanto à Taxa Interna de Retorno, é INCORRETO afirmar:
a) Quando todos os retornos gerados pelo projeto forem reinvestidos na taxa
de juro igual à TIR, pode-se afirmar que a taxa de rentabilidade anual do
investimento durante o prazo de análise será a própria TIR.
b) Gerencialmente a TIR corresponde à taxa de lucratividade esperada dos
investimentos em um projeto.
c) Para se calcular a TIR é necessário projetar um fluxo de caixa que aponte
as entradas e as saídas de caixa provocadas pelo investimento.
d) Se a TIR estimada for menor que o custo do capital, isso indica que o
projeto é criador de valor para o acionista.
e) A TIR é a taxa de juros que iguala no momento zero o fluxo de entradas
de caixa ao fluxo de saídas de caixa.

Solução:
a) Quando todos os retornos gerados pelo projeto forem reinvestidos na taxa
de juro igual à TIR, pode-se afirmar que a taxa de rentabilidade anual do
investimento durante o prazo de análise será a própria TIR.
Item correto, pois se trata da questão do reinvestimento.
b) Gerencialmente a TIR corresponde à taxa de lucratividade esperada dos
investimentos em um projeto.
Item correto.
c) Para se calcular a TIR é necessário projetar um fluxo de caixa que aponte
as entradas e as saídas de caixa provocadas pelo investimento.
Item correto.
d) Se a TIR estimada for menor que o custo do capital, isso indica que o
projeto é criador de valor para o acionista.
Item incorreto, pois se TIR < K então o projeto não é viável.
e) A TIR é a taxa de juros que iguala no momento zero o fluxo de entradas
de caixa ao fluxo de saídas de caixa.
Item correto.

37
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

2) (Cesgranrio – BNDES) Observe o gráfico a seguir, no qual o Valor Presente


Líquido (VPL) dos fluxos financeiros de dois projetos, (I) e (II), varia com a
taxa de desconto adotada.

Considerando o gráfico, conclui-se que:


a) (I) e (II) têm a mesma taxa interna de retorno.
b) (I) e (II) têm o mesmo VPL, com a taxa de desconto de 5% a.a.
c) a taxa interna de retorno de (II) é igual a 10% a.a.
d) o projeto (I) é preferível ao (II).
e) o projeto (II) é preferível ao (I).

Solução:
De acordo com o gráfico, temos conflito entre o VPL e TIR assim podemos
afirmar que (I) e (II) têm o mesmo VPL, com a taxa de desconto de 5% a.a.
Gabarito: D

4.6. Exercícios Propostos


1) (Cespe – 2009 – Analista Financeiro – Finanças) O valor presente líquido é uma técnica de
orçamento de capital sofisticada e os resultados são obtidos:
a) por meio de uma abordagem para o racionamento de capital que é baseada no uso de
valores presentes para determinar o grupo de projetos que vai maximizar a riqueza dos
proprietários.
b) através da obtenção das chances de que um projeto vai provar-se inaceitável ou, mais
formalmente, o grau de variabilidade de fluxos de caixa.
c) por meio de uma abordagem comportamental que usa um número de possíveis valores de
uma dada variável para avaliar seu impacto sobre o resultado de uma empresa.
d) ao se subtrair o investimento inicial de um projeto de valor presente de seus fluxos de caixa,
descontados a uma taxa igual ao custo de capital da empresa.
e) ao se obter a taxa de desconto que iguala o valor presente de fluxos de entrada de caixa
com o investimento inicial associado a um projeto.

38
Capítulo 4 I A Decisão Ótima de Investir – Uma Abordagem Econômica Série Provas e Concursos

2) (Cespe – 2008 – Analista Econômico Administrativo) A metodologia denominada Economic


Value Added – EVA, que visa determinar em cada ano se a companhia está ganhando dinheiro
suficiente para pagar o custo real do capital que administra, é calculada pela determinação
do:
a) lucro líquido operacional real da companhia (menos os impostos pagos) acrescido do custo
dos capitais de terceiro empregados no ano.
b) lucro líquido operacional real da companhia (menos os impostos pagos) descontado do custo
de todos os capitais empregados no ano (capital de terceiro e próprio).
c) lucro líquido operacional real da companhia (menos os impostos pagos) acrescido do custo
do capital próprio empregado no ano.
d) valor de mercado da companhia, baseado na cotação em bolsa de valores descontado de
todos os lucros reinvestidos,os recursos investidos pelos acionistas e os recursos assumidos
pela companhia no mercado financeiro.
e) valor de mercado da companhia, baseado na cotação em bolsa de valores acrescido de todos
os lucros reinvestidos, os recursos investidos pelos acionistas e os recursos assumidos pela
companhia no mercado financeiro.

3) (Esaf – 2008 – STN – Analista de Finanças e Controle) Quando aplicados à análise de viabili-
dade econômica de um investimento, os métodos do valor presente líquido e da taxa interna
de retorno recomendarão a mesma decisão quanto ao investimento analisado se:
a) o custo de oportunidade do capital for superior à taxa de juros livre de risco.
b) o valor presente líquido for positivo e a taxa interna de retorno for superior à taxa de juros
livre de risco.
c) o valor presente líquido for superior ao custo de oportunidade do capital e a taxa interna de
retorno for positiva.
d) o valor presente líquido for positivo e a taxa interna de retorno for superior ao custo de
oportunidade do capital.
e) o custo de oportunidade do capital for igual à taxa de juros livre de risco.

4) (Esaf – 2005 – STN) A taxa interna de retorno (TIR) de um investimento convencional é:


a) igual ao custo de oportunidade do investimento.
b) maior do que o custo de oportunidade do investimento quando o valor presente líquido do
investimento é negativo.
c) igual à taxa de juros para a qual o valor presente líquido do investimento é igual a zero.
d) igual ao retorno exigido pelo investidor.
e) igual à taxa mínima de atratividade do investimento.

5) (Esaf – 2005 – STN) O custo de oportunidade do investimento em um ativo financeiro é o(a):


a) retorno esperado até o vencimento do ativo.
b) retorno esperado até o final do prazo da aplicação pelo investidor no ativo.
c) retorno existente no mercado em aplicações com o mesmo risco do ativo.
d) taxa de juros disponível no mercado de DI.
e) taxa de juros da caderneta de poupança.

39
Capítulo 5
Perpetuidade

5.1. Introdução
É um pagamento de uma dívida em infinitas prestações. Temos como objetivo
calcular o valor de um bem na data zero, ou seja, o valor hoje.
Lei de fomação: Neste caso será feito o fluxo de caixa, modelo postecipado, mas
o número de prestações tende para infinito (infinito numerável).

P P P P
C0 = + + + ... +
1 + i (1 + i )exp 2 (1 + i )exp3 (1 + i )exp n

Como tem-se uma PG infinita onde o primeiro termo é 1/(1 + i) assim como
a razão, tem-se:
P = prestação perpétua
i = taxa de juros
P
C0 =
i

5.2. Exercicios Resolvidos


1) (Eletrobras – Cesgranrio – 2010) Cláudia deseja fazer hoje aplicações em
um fundo de investimentos, almejando obter uma renda perpétua mensal de
R$20.000,00, atualizados monetariamente, começando dentro de um mês.
Considerando-se as taxas de 0,1% a.m. e de 0,5% a.m., essas aplicações serão,
em reais, respectivamente de:
a) 10.000.000,00 e 2.400.000,00
b) 12.000.000,00 e 2.000.000,00
Capítulo 5 I Perpetuidade Série Provas e Concursos

c) 12.000.000,00 e 2.400.000,00
d) 16.000.000,00 e 2.000.000,00
e) 20.000.000,00 e 4.000.000,00

Solução:
P 20.000
Cálculo de CO1: C 0 = = = 20.000.000
i 0,1%
P 20.000
Cálculo de CO2: C 0 = = = 4.000.000
i 0,5%
Gabarito: E

2) Determine o valor teórico de um apartamento que rende mensalmente R$1.000,


considerando-se a taxa de juros de mercado de 2,5% a.m.
a) 30.000
b) 40.000
c) 50.000
d) 60.000
e) 70.000

Solução:
O aluguel mensal de um apartamento pode ser considerado uma perpetuidade,
assim, o seu valor teórico vale:
1000
V = = 40.000
0,025

Gabarito: B

3) Determine o valor teórico de um apartamento que rende mensalmente R$4.000,


considerando-se a taxa de juros de mercado de 1% a.m.
a) 300.000
b) 400.000
c) 500.000
d) 600.000
e) 700.000

Solução:
O aluguel mensal de um apartamento pode ser considerado uma perpetuidade,
assim, o seu valor teórico é:
4.000
V = = 400.000
0,01

41
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

5.3. Exercício Proposto


1) (BR Cesgranrio – Administrador Júnior – 2011) Considerando-se as taxas de 0,1% a.m. e 0,5%
a.m., respectivamente, quanto deve Pedro aplicar hoje em um fundo de investimento para que
obtenha uma renda perpétua mensal de R$20.000,00, atualizados monetariamente, em reais,
começando dentro de 1 mês?

Taxa de 0,1% a.m. Taxa de 0,5% a.m.


a) 12.000.000,00 4.000.000,00
b) 18.000.000,00 4.000.000,00
c) 20.000.000,00 2.400.000,00
d) 20.000.000,00 4.000.000,00
e) 24.000.000,00 2.800.000,00

42
Capítulo 6
Custo de Capital da Empresa

6.1. Introdução
O capítulo presente tem com objetivo fazer uma análise sobre novos projetos
de uma empresa que podem ser financiados apenas com os recursos da empresa.
Premissas:
I) O custo de financiamento da empresa é o próprio custo médio ponderado de
capital.
II) para a diversificação de projetos é necessário considerar o custo específico de
cada financiamento ponderando-os em função do valor financiado.
III) Neste caso, a TMA pode ser considerada por uma média ponderada das dife-
rentes fontes de captação de recursos do projeto.

6.2. Processo de Avaliação de Investimentos


Em regra, três etapas serão seguidas:
I) fluxo de caixa livre: ganho decorrente de ativos;
II) cálculo da TMA;
III) empregar técnicas que comparam fluxos de caixa com TMA.

Ativos Passivos
Investimentos Financiamentos
FCL TMA

6.3. Fontes de Financiamentos da Empresa


6.3.1. Capital de Terceiros
Apresentam recursos obtidos por meio de financiamentos ou dívidas e que têm
obrigação do pagamento dos juros e da amortização.
O capital de terceiros pode ser dividido em curto prazo e longo prazo:
• Curto prazo: Obrigações com vencimento no horizonte de 1 ano.
• Longo prazo: Obrigações com prazo superior a 1 ano.
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

6.3.2. Capital Próprio


Neste caso o capital se refere aos recursos dos sócios que são empregados na
empresa onde a entidade não tem obrigação de efetuar pagamento algum.

6.4. O Custo Médio Ponderado de Capital


O custo de capital da empresa deve representar uma média ponderada das
diferentes fontes de captação de recursos da empresa ou projeto. De acordo com
esta realidade 3 aspectos devem ser considerados:
I) INCREMENTOS
Quando uma empresa utiliza capital próprio para financiar um novo projeto de
investimento, o próprio custo de capital da empresa é a taxa mínima de atratividade
do projeto. Caso a empresa utilize outras formas de financiamento em função de
nível de risco acima ou abaixo do mercado deve-se mensurar o impacto financeiro
dos financiamentos incrementais.

II) CUSTOS DE OPORTUNIDADE


Caso capital próprio seja colocado na empresa, pode-se dizer que os sócios
deixaram de ganhar dinheiro em outros investimentos fora da empresa, assim, deve-
-se levar em conta um prêmio adicional dado aos sócios que investem na empresa.

III) LIVRES DE IMPOSTOS


Efeitos fiscais jamais podem ser ignorados, como o uso de capital de terceiros
implica o pagamento de juros, que são despesas financeiras dedutíveis no IR. De
acordo com esta realidade parte dos juros pagos retorna para o caixa da empresa
sob a forma de IR economizado.

6.5. Custo Efetivo da Dívida


Parte dos juros pagos retorna sob a forma de IR não pago, logo do custo apa-
rente da dívida deve ser subtraído o benefício fiscal.
Definir:
Custo efetivo da dívida: Kd
Custo aparente da dívida: Ka
Imposto de renda: IR%
Fórmula: Kd = Ka (1 – IR%)

Um projeto com satisfatória rentabilidade intrínseca pode ter seus resultados


melhorados por financiamento bem planejado, com taxas inferiores a sua TIR. Os
juros de um financiamento são dedutíveis da receita para fins do cálculo do IR e
funcionam como alavancagem financeira. A depreciação não entra no fluxo de caixa

44
Capítulo 6 I Custo de Capital da Empresa Série Provas e Concursos

visto que esta é uma poupança em que se permite repor equipamentos depreciados
no tempo. O capital de giro tem a propriedade de imobilizar capital.
O risco de um projeto está vinculado ao RANGE de variação entre o valor
praticado e o valor de oportunidade das alternativas não escolhidas; e projetos que
apresentam resultados fortemente afetados pelo custo de oportunidade são projetos
de risco elevado.

6.6. Custo do Capital Próprio


O custo do capital próprio nada mais é que o retorno esperado pelos sócios sendo
este a taxa de crescimento da empresa (g), a distribuição de dividendos constantes
(Modelo de Gordon) ou precificação de ativos (modelo CAPM).

6.6.1. Modelo de Gordon e Shapiro e Taxa de Desconto


6.6.2. Taxa de desconto do Modelo de Gordon
É definida como a taxa de desconto apropriada a ser utilizada no modelo de
Gordon e é a taxa desejada pelo acionista em função de suas expectativas quanto
ao risco sistemático do ativo.
Fórmula:
rc = rlivre + (rmercado – rlivre)

Onde:
rc: pode ser interpretada também como a taxa desejada pelo acionista.

6.6.3. Lógica do modelo da taxa de desconto


Os proprietários de títulos formadores de mercado operam com carteiras
compostas de muitos ativos. Uma carteira composta de muitos ativos (títulos) terá
o risco eliminado pelo efeito diversificação. O que importa ao investidor formador
de preços é a contribuição do ativo ao risco total, parcela esta denominada risco
sistemático e está associada ao coeficiente .

6.6.4. Risco diversificável e risco sistemático


O risco sistemático é aquele que não pode ser eliminado, mas está na estrutura
do portfólio. Este é gerado pelas combinações lineares do retorno do mercado (RM)
e pelo ativo livre de risco (RL) e pode ser representado pela fórmula:
rc = w × rl + (1 – w) rA
rc = w × rl + (1 – w) (rm – rl)

O risco diversificável pode ser eliminado pelo efeito diversificação, ou seja,


quanto maior a quantidade de ativos, maior a diversificação do risco.

45
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

6.6.5. Carteiras eficientes


Uma carteira é considerada eficiente quando corresponde à máxima rentabili-
dade média para um determinado nível de risco ou quando podemos minimizar o
risco para uma certa rentabilidade média.
Regra geral: qualquer que seja o número de ativos incluído na carteira, esta
pode ser representada no plano [E(rc), c].

6.6.6. Rentabilidade de uma carteira


Uma carteira é um conjunto de proporções determinadas para certo número
de ativos. Corresponde a um vetor x que satisfaz as seguintes condições:
⎡1⎤
⎢1⎥
i) X’S = [x1, x2, x3,…, xn] ⎢ ⎥ = 1
⎢...⎥
⎢1⎥
⎣ ⎦
ii) xi  0, i = 1, 2, ..., n

Regra geral: uma carteira independe do valor investido, e as proporções de xi


podem ser aplicadas em diferentes valores. Em regra, não se pode investir xi < 0, mas
na prática isso pode ocorrer com as vendas a descoberto (short sale).

6.6.7. Carteira de Markowitz


Teorema: os investidores desejam ter o mais alto retorno possível, mas conside-
ram a variância do retorno indesejável.
Princípio da diversificação: a combinação de duas ações arriscadas pode gerar
uma carteira com risco menor do que o risco de cada ação individual.
Pressupostos gerais dos modelos financeiros (mercados perfeitos):
• funcionam em concorrência perfeita;
• todos os ativos são infinitamente divisíveis e perfeitamente negociáveis;
• não existem impostos nem custos de transação;
• as expectativas dos investidores são homogêneas, ou seja, todos fazem as
mesmas apreciações das rentabilidades futuras;
• todos os investidores são racionais, ou seja, seu objetivo consiste em ma-
ximizar a utilidade das suas riquezas.

46
Capítulo 6 I Custo de Capital da Empresa Série Provas e Concursos

6.6.8. Mercado eficiente


Um mercado é eficiente quando o preço dos seus ativos constitui uma boa
estimativa do seu valo teórico, neste caso, podemos dizer que o preço antecipa cor-
retamente as informações em circulação no mercado.

6.6.9. CAPM
A teoria do Capital Asset Pricing Model (CAPM) permite estimar a taxa de retor-
no exigida pelos investidores, ou seja, a taxa mínima de atratividade (TMA) para o
capital próprio.
O modelo CAPM considera que um título deve receber uma remuneração
(prêmio) por espera e prêmio por risco.
O prêmio pago pelo ativo também pode ser representado como retorno esperado
do mercado como um todo, também chamado de retorno da carteira. O prêmio de
espera é o valor que recebemos quando aplicamos em um investimento sem risco
(exemplo: caderneta de poupança).
Fórmula:
rc = rlivre + (rmercado – rlivre)

Onde:
rc: retorno da carteira ou taxa mínima de atratividade
rlivre: prêmio pago a um ativo livre de risco (risk free)
rmercado: prêmio pago a uma carteira de mercado
: sensibilidade do mercado (medida de risco do ativo)

6.6.10. Análise de beta ()


• Quando  = 1, a ação se movimenta exatamente igual a carteira de mercado
em termos de retorno esperado;
• Quando  > 1, temos o investimento agressivo, o risco sistemático é mais
alto que a carteira de mercado; exemplo, se  = 1,2, significa que se tem
uma expectativa de o ativo em questão pagar 20% a mais que o mercado
oferece;
• Quando  < 1 a ação é caracteristicamente defensiva, se = 0,8, paga-se
neste caso um prêmio de risco 20% menor que a carteira do mercado;
• Quando  = 0, dizemos que o retorno da carteira independe do movimento
do mercado, e seu ganho está associado ao ativo livre de risco;
• Quando  < 0, dizemos que o retorno da carteira ou o ganho do investidor
é menor que o ativo livre de risco.

47
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

6.6.11. Significado de 
Mede a variação do ativo em relação a uma carteira de mercado. O  da cartei-
ra mede a sensibilidade de uma ação em relação ao comportamento do mercado,
na verdade ele mostra que cada ação tem um comportamento dentro do mercado
diferenciando assim o prêmio de risco de cada ação.

6.6.12. Carteira de investimento


Uma carteira ou um portfólio de investimento nada mais é do que a composição
de vários ativos diferentes.
Da mesma forma que para um ativo, a carteira de investimento tem um retorno
médio e esperado, além de um risco associado a ela.

6.6.13. Por que investir em vários ativos?


Uma vez que podem existir ativos que dão rentabilidade positiva concomitan-
temente a uma rentabilidade negativa de outros, a diversificação pode reduzir os
riscos do investimento. A chave da diversificação é a correlação entre ativos.

6.6.14. Retorno de uma carteira de investimento


Dados os percentuais de aplicação em cada ativo, o retorno da carteira é a soma
dos retornos de cada ativo, ponderado pelo peso de cada um:
R1 = w1R1 + w2R2 + ... + wnRn onde w1 + w2 + ... + wn = 1

6.6.15. Desvio padrão de carteira

= (xi − xm )2 × P (xi )

6.6.16. Desvio padrão para combinação de 2 ativos

= (wa σa )2 + (wb σb )2 + 2wawb σa σb ρab


No caso de dois ativos, quanto menor o , e se possível, negativo, menor o desvio
padrão; logo, melhor o investimento, pois possui o menor risco.

6.6.17. Medindo o risco do mercado – o método VAR


O método VAR é representado por um número que mede qual a perda esperada
máxima de uma carteira de ativos para um dado nível de confiança em um dado
horizonte de tempo. Neste modelo assumimos que a distribuição de probabilidades
é normal, mas é verificado que na maioria dos casos reais isso não ocorre.

48
Capítulo 6 I Custo de Capital da Empresa Série Provas e Concursos

6.6.18. Críticas ao VAR


Em situação de stress, a perda pode ser muito maior que o esperado.

6.6.19. Teste de stress


Consiste em criação de cenários para os ativos e a aplicação destes cenários na
carteira. O modelo VAR só captura modelos de normalidade. Em situações de stress,
a perda real supera a perda estimada do modelo VAR.

6.6.20. Teste de avaliação por arbitragem (APT)


Baseia-se no princípio de que dois ativos idênticos devem ser transacionados
no mercado com o mesmo preço. Os ativos são linearmente correlacionados com
um conjunto de índices, em que cada um representa um fator que influencia a
rentabilidade de cada ativo e pode ser representado pela fórmula:
E(rc) = rlivre +  i (rmercado – rlivre)
O modelo CAPM é um caso particular do APT.

6.6.21. Modelo de Gordon


Neste caso considera-se um crescimento periódico no valor dos dividendos e
este cresce a uma taxa g constante.
D1 = D0 (1 + g)
D2 = D0 (1 + g)2
D3 = D0 (1 + g)3
Dn = D0 (1 + g)n
D0(1 + g ) D0(1 + g )2 D (1 + g )2
PO = + + ... + 0
1+ k (1 + k )2
(1 + k )2
D
PO = 1
k−g

Isolando-se o valor de K, tem-se o custo de capital dos acionistas.


k = D1 / P0 + g

6.6.22. Emissão de Novas Ações


Neste caso, serão consideradas as despesas correntes de emissão visto que a cap-
tação de recursos dos sócios é feita por emissão de novas ações. A fórmula a seguir
representa o custo de emissão.
D1
k= +g
P 0(1 − F )

Onde “F” representa o percentual das despesas.

49
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

6.6.23. Crescimento Vegetativo


No caso de crescimento vegetativo, tem-se g = 0 e a fórmula pode ser escrita por:
LPA
P0 =
K

Onde LPA é o Lucro Líquido Anual esperado.

6.6.24. Análise do PL (Patrimônio Líquido)


O modelo tem como objetivo determinar a taxa de crescimento do PL, assim
como determinar o ROE e a distribuição de dividendos.
I) Taxa de crescimento do PL (g)
Fórmula 1: g = r(PL) x (1 – d), onde d = Dividendos distribuídos
lucro Retido
Fórmula 2: g =
PL
II) Taxa do retorno sobre o PL (ROE)
LL
ROE =
PL
III) Taxa de retenção do lucro:
T = (1 – d)

6.6.25. Abertura de Capital da Empresa


A empresa, quando lança pela primeira vez suas ações no mercado primário,
detém três alternativas. Na prática, tem-se uma Oferta Pública Inicial (OPI) em que
a empresa oferece suas ações para a venda ao público, mas de um modo geral um
banco de Investimento é contratado para promover e vender as ações da empresa,
em um segundo momento uma oferta pública de direitos, e a última possibilidade
seria uma colocação fechada onde a empresa vende títulos (ações) diretamente a
um investidor ou grupo de investidores.
A empresa deve apresentar um pedido de registro junto a CVM e elaborar um
prospecto que descreve a situação administrativa e financeira da empresa.
Os bancos de Investimento (BI) fixam um preço inicial através da relação
oferta demanda assim como é feita uma análise do mercado, e após a fixação dos
termos pelo BI a CVM deve aprovar a proposta. A principal atividade do BI é a de
Underwriting, envolvendo a compra de emissão junto a empresa emitente a um preço
determinado, assumindo o risco de vendê-la com lucro ao público.

6.6.26. Modelo M-M (Milller–Modigliani)


A moderna teoria de finanças criada por M-M tem como premissa a irrelevância
da estrutura de capital e dividendos sobre o valor de mercado da empresa.
Proposição I – sem impostos

50
Capítulo 6 I Custo de Capital da Empresa Série Provas e Concursos

Lei da conservação de valor: O valor de um ativo é preservado independente


de como ocorra a repartição dos lucros entre os acionistas, ou seja, o valor de mer-
cado da empresa independe da estrutura de capital da empresa. De acordo com
esta realidade, diz-se que não é possível maximizar o valor da empresa em função
do seu endividamento.
Conclusão: O valor da empresa é sempre o mesmo, qualquer que seja sua es-
trutura de capital e considere-se que não há existência de impostos, então o valor
da empresa alavancada é idêntico à empresa não alavancada.
Proposição II – sem impostos
O risco para o acionista cresce com o endividamento, ou seja, o retorno esperado
de uma ação tem correlação com grau de endividamento.
Resumo do modelo MM
Na abordagem de Modigliani e Miller (1958) o valor da empresa independe da
estrutura de capital desde que se assumam as seguintes premissas:
a) Não há atritos causados por impostos ou custos de transação no mercado de
capitais;
b) Os participantes podem aplicar e se financiar à taxa livre de risco;
c) Não há custos na falência;
d) A empresa emite apenas dois tipos de títulos: títulos de dívida pela taxa livre
de risco e ações;
e) Todas as empresas possuem a mesma classe de risco;
f) Os impostos corporativos são a única forma de tributação do governo (não há
impostos para pessoa física);
g) Todos os fluxos de caixa são perpétuos sem crescimento;
h) Todos os participantes do mercado possuem as mesmas informações;
i) Os administradores sempre maximizam a riqueza dos acionistas (não há custos
de agência).

6.7. Exercícios Resolvidos


1) (Cesgranrio – 2005 – Transpetro) Para e empresa Y são dados: custo dos lucros
retidos para fins de cálculo do custo de capital de 18% e alíquota do IR na fonte
sobre os dividendos distribuídos de 10%. Para essa empresa, a taxa de retorno
exigida das ações ordinárias e preferenciais (com participação integral dos
lucros) é de:
a) 8%.
b) 10%.
c) 16,67%.
d) 20%.
e) 28%.

51
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Solução:
K (após IR) = K*(antes IR)x(1-IR)
18% = K*(1- 0,9)
K* = 20%
Gabarito: D

2) (BNDES 2009) No encerramento do exercício social, a Alvorecer S/A, empre-


sa de capital aberto, apresentou as seguintes informações, extraídas de suas
demonstrações financeiras, em reais, elaboradas no aludido exercício social:
Capital........................................................150.000,00
Patrimônio Líquido.....................................240.000,00
Lucro Líquido do Exercício...........................27.000,00
Dividendos Propostos....................................13.500,00
Informações adicionais:
• A Companhia só emitiu ações ordinárias;
• Valor nominal das ações, na data das demonstrações: R$10,00;
• Cotação das ações na Bolsa, na data do Balanço: R$12,00.
Considerando as informações recebidas, a rentabilidade da ação da Companhia,
na data do Balanço, era de:
a) 9,38% d) 18,00%
b) 11,25% e) 20,00%
c) 15,00%

Solução 1:
Valor das ações = Capital Social/Número de Ações
Número de ações = 150.000/10 = 15.000
Na data do balanço, temos uma valorização de 12 – 10 = R$2,00 por ação, ou
seja, 15.000 x R$2,00 = R$30.000,00 do Capital Social. Esse valor entra para o cálculo
da rentabilidade.
Rentabilidade = LL/Capital Social ---> na data do Balanço
Rentabilidade = 27.000/(150.000 + 30.000) = 27.000/180.000
Rentabilidade = 15%

Solução 2:
No caso de crescimento vegetativo, tem-se g = 0 e a fórmula pode ser escrita
por: P0 = LL/K
Como a ação passou de R$10,00 para R$12,00 houve um aumento de 20%, logo
o capital da empresa aumenta de 20% passando de R$150.000,00 para R$180.000,00,
assim, com crescimento vegetativo, podemos escrever:
LL 27.000
P0 = = = 15%
K 180.000

Gabarito: C

52
Capítulo 6 I Custo de Capital da Empresa Série Provas e Concursos

3) A atividade operacional de uma empresa, encontra-se diversificada em dois


setores distintos da economia, que não se correlacionam significativamente. O
negócio “A” absorve 70% dos investimentos operacionais da empresa e apre-
senta expectativa de retorno igual a 14,25% ao ano, com desvio padrão de 16%.
O negócio B absorve o restante desses investimentos e apresenta expectativa de
retorno igual a 16,75% ao ano, com desvio padrão de 22%. Essas expectativas
de retorno são taxas líquidas, isto é, foram computadas após a dedução dos
impostos devidos com base nestas informações, pede-se:
a) Estimar a expectativa de retorno da carteira de investimentos operacionais
da empresa, bem como o respectivo desvio padrão.
b) Analisar a eficiência desses investimentos.
Por outro lado, sabe-se 4/9 do capital investido nesses dois ramos de ne-
gócio é constituído por créditos de longo prazo, captados à taxa bruta de
juros de 13,75% ao ano. O restante do capital provém dos recursos pró-
prios da empresa e o seu custo de oportunidade foi estimado em 14,85%
ao ano. Sabendo-se que os lucros são tributados em 28%, pergunta-se:
c) Qual o custo do capital investido na atividade operacional da empresa?
d) Nas circunstâncias descritas, essa atividade é capaz de gerar riqueza? Jus-
tifique.

Solução:
a) Cálculo da expectativa de retorno da carteira operacional
E(TIR) = 0,7 × 14,25% + 0,3 × 16,75% = 15% a.a.

b) Cálculo do desvio padrão dos retornos da carteira


2

σ2 (TIR ) = (0,7 × 16 ) + (0,3 × 22 ) = 169


2 2

Assim,  = 13

c) Cálculo do custo do capital investido (CMPC)


5 4
CMPC = × 14,85 + × (1 − 0,28) × 13,75% = 12,65a .a.
9 9

d) Análise da viabilidade
Se E(TIR) > CMPC então E(VAL)>0

Assim, por apresentar expectativa de retorno superior ao CMPC investido, a


atividade operacional da empresa é capaz de gerar riqueza sendo representada por
um VAL positivo.

53
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

4) As ações da companhia ABC, atualmente ,estão sendo cotadas na bolsa de valo-


res de SP ao preço de $60,00. Segundo as expectativas de mercado, a empresa
no próximo exercício, deverá distribuir dividendos de $3,50 por ação, que, a
longo prazo, apresentam uma tendência de crescimento de 10% ao ano, em
média. Qual é a perspectiva de retorno (rentabilidade) anual proporcionada
pelo investimento em ações da companhia ABC, neste momento?

Solução:

DIV 1 3,5
k= +g = + 10% = 15,83%
P0 60

5) Suponha que as ações da CIA. ABC tenham um coeficiente de risco sistemático


( ) estimado em 1,10; que a expectativa de retorno associada ao índice do mer-
cado acionário (IBOVESPA) seja de 15% ao ano; e que a taxa de retorno livre
de risco (prêmio de liquidez) na economia seja de 9% ao ano. Qual o custo do
capital próprio da empresa, nas condições de equilíbrio do mercado acionário
e qual o valor intrínseco das referidas ações?

Solução:
K = rL + (rm – L) = 9% + (15% – 9%) × 1,10 = 15,60%
Determinando o valor intrínseco:
DIV 3,50
V = = = $62,50
k − g (0,156 − 0,10)

6.8. Exercícios Propostos


1) (BNDES – 2005 – UFRJ/NCE) Uma maneira pela qual é possível estimar o valor patrimonial
de uma empresa é usar o modelo de Gordon, no qual o valor patrimonial será dado por meio
do fluxo de caixa de crescimento perpétuo:
E
VP =
Kc − g
onde VP é o valor patrimonial, E é o Dividendo do Exercício seguinte, Kc é a taxa de retorno
exigida pelo investidor e g é a taxa de crescimento dos dividendos. Esse modelo, denominado
de modelo de Gordon, é um modelo simplificador. Uma das críticas a este modelo é:
a) a impossibilidade de calcular Kc;
b) que ele só é válido para empresas que paguem dividendos e, se e somente se, tais dividendos
crescerem perpetuamente a uma taxa constante;
c) que ele não se aplica a empresas brasileiras;
d) o modelo desconsidera a taxa de juros básica da economia;
e) o modelo desconsidera a variável do Patrimônio Líquido.

54
Capítulo 6 I Custo de Capital da Empresa Série Provas e Concursos

2) (Cespe – 2009 – Analista Econômico Financeiro – Finanças) A análise de investimentos pela


escola fundamentalista se baseia:
a) em metodologia de análise para determinar o preço justo de uma ação que se fundamenta
na expectativa de resultados futuros.
b) no comportamento dos preços das ações no mercado, sendo o futuro um reflexo do passado,
dada a participação dos investidores e a sua influência na formação dos preços dos ativos.
c) no comportamento dos preços das ações no mercado, uma vez que a movimentação dos
preços se dá com base em tendências.
d) no comportamento dos preços das ações no mercado, uma vez que o preço da ação no
mercado embute todos os fatores que estejam envolvidos nela.
e) na ideia de que os preços dos ativos descontam o julgamento de todos os investidores
atuantes no mercado e sendo considerados três tipos de oscilações: curto, médio e longo
prazo.

3) (Cespe – 2009 – Analista Econômico Financeiro – Finanças) Charles Dow apregoava que o que
aconteceu ontem pode determinar o que acontecerá hoje e a configuração gráfica dos preços
tende a se relacionar com a direção que eles tomarão no futuro. Dessa forma, o mercado
sempre apresenta uma destas tendências:
a) distribuir o mínimo e reaplicar o máximo (quando a empresa tem projetos de investimento
que oferecem taxa de retorno > que o custo de capital).
b) distribuir o máximo e reaplicar o mínimo (quando os projetos da empresa não têm o retorno
desejado).
c) elevar o lucro sem usar mais capital.
d) secundária: reversão da tendência de longo prazo.
e) elevar o lucro usando mais capital.

4) (Cespe – UnB – SEGER/ES – Analista Administrativo – 2007) Com fundamento nos conceitos
e nas aplicações da contabilidade geral e aplicada, julgue os seguintes itens.
( ) A parcela dos lucros não distribuída aos acionistas sob a forma de dividendo é reinvestida
na empresa, incorporando-os formalmente ao patrimônio como origem de recursos via
patrimônio líquido.
( ) Os bens do ativo fixo de uma empresa podem ter sido adquiridos em diferentes mo-
mentos. Com as variações dos níveis de preços, a expressão monetária daqueles bens
deixa de seguir um padrão uniforme, homogêneo, e tende a afastar-se cada vez mais
da realidade.

5) (CEASGESP – 2006 – Analista Administrativo/Júnior) Uma empresa projeta um lucro líquido


de R$3.000.000,00 em um novo projeto. Para financiá-lo, lançará 1.500.000 ações ordinárias
através da abertura de seu capital. Ela utilizará o modelo de Gordan e o método do espelha-
mento para lançar suas ações. A empresa espelho tem um preço de mercado de sua ação de
R$1,00, esperando distribuir R$0,20 em dividendos ao final do exercício, projetando ainda uma
taxa de crescimento da companhia em 2,50% ao ano no período. Se a empresa emissora de
ações, através da oferta pública inicial (OPI) projetar um taxa de crescimento da empresa de
2,50 % ao ano, qual o preço que deverá ofertar inicialmente pela sua ação no ato da abertura
de seu capital?
a) R$8,00.
b) R$9,50.
c) R$10,00.
d) R$14,50.
e) R$15,00.

55
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

6) (CEASGEP/Consulplan – 2006) Uma empresa projeta um lucro líquido de R$3.000.000,00 em


um novo projeto. Para financiá-lo, lançará 1.500.000 ações ordinárias através da abertura
de seu capital. Ela utilizará o modelo de Gordan e o método do espelhamento para lançar
suas ações. A empresa espelho tem um preço de mercado de sua ação de R$1,00, esperando
distribuir R$0,20 em dividendos ao final do exercício, projetando, ainda, uma taxa de cresci-
mento da companhia em 2,50% ao ano no período. Se a empresa emissora de ações, através
da oferta pública inicial (OPI) projetar um taxa de crescimento da empresa de 2,50% ao ano,
qual o preço que deverá ofertar inicialmente pela sua ação no ato da abertura de seu capital?
a) R$8,00. d) R$14,50.
b) R$9,50. e) R$15,00.
c) R$10,00.

7) Uma debênture foi emitida com valor de face igual a $1.000,00. Ela é conversível em ações
preferenciais da mesma empresa ao índice de 25. A ação preferencial promete dividendos
que crescem a 5% ao ano e o retorno exigido pelos investidores é de 20% ao ano. Sabendo-se
que o último dividendo pago pela ação foi de R$4,00, o valor de conversão da debênture é:
a) $1.075. d) $1.000.
b) $1.120. e) $1.005.
c) $1.050.

8) (Cesgranrio) Segundo a teoria de Modigliani e Miller sobre estrutura de capital, em um hipo-


tético mundo sem impostos,
a) o custo do capital total da empresa pode oscilar entre –30 e +30 sem alterar a composição
acionária.
b) o custo do capital de uma empresa é independente de sua estrutura, isto é, não existe
estrutura ótima.
c) uma empresa pode atingir uma estrutura ótima de capital, dependendo das fontes de
financiamento utilizadas.
d) o custo marginal do capital de terceiros, caso seja inferior ao custo marginal do capital
próprio, poderá gerar a minimização do custo do capital.
e) a estrutura mínima de capital será obtida pelo uso dos recursos de curto prazo, diante da
opção de financiar o capital de giro com recursos de curto ou longo prazo.

9) (Cesgranrio – FINEP – 2011) A fronteira de portfólios eficientes é representada no plano risco


() versus retorno esperado (E), como na figura:

a) d)

b) e)

c)

56
Capítulo 6 I Custo de Capital da Empresa Série Provas e Concursos

10) (Econ. Júnior – 2010 – BIOCOMB – CESG) O gráfico a seguir mostra, em linha cheia, como o
custo médio ponderado de capital (em % a.a.) varia com o percentual de endividamento na
estrutura de capital de uma empresa.

Segundo a teoria de Modigliani-Miller, na ausência de impostos, o custo médio ponderado de


capital deveria variar com o endividamento, de acordo com a linha Tracejada:
a) I.
b) II.
c) III.
d) IV.
e) V.

11) (Cesp – 2009 – Vunesp) A análise de investimentos pela escola fundamentalista se baseia:
a) em metodologia de análise para determinar o preço justo de uma ação que se fundamenta
na expectativa de resultados futuros.
b) no comportamento dos preços das ações no mercado, sendo o futuro um reflexo do passado,
dada a participação dos investidores e a sua influência na formação dos preços dos ativos.
c) no comportamento dos preços das ações no mercado, uma vez que a movimentação dos
preços se dá com base em tendências.
d) no comportamento dos preços das ações no mercado, uma vez que o preço da ação no
mercado embute todos os fatores que estejam envolvidos nela.
e) na ideia de que os preços dos ativos descontam o julgamento de todos os investidores
atuantes no mercado e sendo considerados três tipos de oscilações: curto, médio e longo
prazo.

12) (Esaf – 2005 – STN) O coeficiente de correlação entre as séries de retornos de duas ações deve
ser calculado:
a) subtraindo-se a média da primeira série de retornos da média da segunda série de retornos.
b) dividindo-se a covariância entre os retornos das duas ações pela variância dos retornos do
índice de mercado de ações.
c) estimando-se o coeficiente de determinação da regressão linear entre as séries de retornos
das duas ações.
d) dividindo-se a covariância entre os retornos das duas ações pelo número de observações
nas duas séries.
e) dividindo-se covariância entre os retornos das duas ações pelo produto entre os desvios
padrão de cada uma das séries.

57
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

13) (Esaf – 2008 – STN – Analista de Finanças e Controle) Um dos principais resultados do CAPM
(Capital Asset Pricing Model) é o de que, em equilíbrio, a carteira de mercado é eficiente. Isso
significa que a carteira de mercado:
a) está sempre situada na fronteira eficiente.
b) contém ativos numa combinação com o menor risco possível, entre todas as carteiras de
mínimo risco.
c) contém ativos numa combinação com o maior retorno esperado possível, entre todas as
carteiras de mínimo risco.
d) não é completamente diversificada.
e) tem beta igual a zero.

14) (Previc – 2011 – Cespe)


( ) A fronteira eficiente de Markowitz pode ser descrita como a composição de carteira que
apresenta o menor nível de risco, considerando-se determinado nível de retorno. Na
tabela a seguir, a carteira composta por 20% do ativo A e 80% do ativo B tem variância
superior a 0,50 e inferior a 0,51.

Variância
Variância (A) 1,80
Variância (B) 0,80
Covariância (A,B) –0,25
Correlação (A,B) –0,21

15) (Previc – 2011 – Cespe)


( ) Enquanto o APT (Arbitrage Pricing Theory) se baseia no argumento de dominância do
risco e do retorno para as relações de equilíbrio de preços, o CAPM (capital-assetpricing-
model) surge quando um investidor constrói uma carteira de investimento zero e lucro
certo, dispensando a necessidade de agregar as posições limitadas individuais.

16) Considere que determinada carteira ampla e diversificada utilize a medida de risco denomi-
nada CAPM (Capital-Assetpricing- Model), que a covariância entre o retorno de um ativo i e o
retorno da carteira de mercado seja igual a – 0,2, a variância do mercado seja 1,50, o retorno
esperado do mercado seja 0,15 e a taxa livre de risco corresponda a 0,08. Nessa situação, de
acordo com o CAPM, o retorno esperado desse ativo será superior a 0,07 e inferior a 0,08.

58
Capítulo 7
Ponto de Equilíbrio

O ponto e equilíbrio é uma situação onde a empresa não apresenta nem lucro
nem prejuízo, ou seja, as receitas geradas são suficientes para cobrir os custos e
despesas.

7.1. Análise do Ponto de Equilíbrio


Nesta primeira abordagem, será calculado o ponto de equilíbrio OPERACIO-
NAL, diz-se que o ponto de equilíbrio operacional é o ponto que cobre todos os custos
operacionais. Neste ponto o LAJIR (Lucro antes dos juros e imposto de renda) é nulo.
P = preço de venda por unidade
Q = quantidade de vendas por unidade
CF = custo operacional fixo por período (F)
CV = custo operacional variável por unidade (V)

Abordagem algébrica
Receita P.Q
Custos operacionais fixos F
Custos operacionais variáveis V.Q
Lucro antes dos juros e IR
LAJIR = PQ – F – VQ
LAJIR = PQ – (F + VQ)
LAJIR = Q(P – V) – F
Qual é o valor de Q para LAJIR = 0?
F
Q=
P −V

7.1.1. Elementos Envolvidos na Análise do Ponto de Equilíbrio Operacional


– Volume de produção e vendas
– Custos variáveis
– Custos fixos
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– Custos semivariáveis
– Margem de contribuição

7.1.2. Ponto de Equilíbrio Contábil, Econômico e Financeiro


7.1.2.1. O Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC)
É o ponto em que a margem de contribuição é capaz de cobrir todos os custos e
despesas fixos de um período. No cálculo do ponto de equilíbrio contábil não é con-
siderado: custo de oportunidade, juros pagos por empréstimos efetuados e, no caso
de custos e despesas fixas se inclui a depreciação, que não representa desembolso.
Fórmula:
Custos e despesas fixos
PEC =
PVunitário − custos E despesas variáveis unitários

7.1.2.2. O Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE)


Neste caso, a margem de contribuição deve cobrir o custo de oportunidade do
capital investido na empresa.
Fórmula
⎛ Custos e despesas fixos + Custo de oportunidade ⎞
PEE = ⎜
⎝ PVunitário − Custos e despesas variáveis unitários ⎟⎠

7.1.2.3. O Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF)


Neste caso, consideram-se como custos e despesas somente os gastos que geram
desembolso no período, desconsiderando, portanto, a depreciação contida nos
custos e despesas fixos.
Fórmula
⎛ Custos e despesas fixos − Depreciação ⎞
PEF = ⎜
⎝ PVunitário − Custos e despesas variáveis unitários ⎟⎠

60
Capítulo 7 I Ponto de Equilíbrio Série Provas e Concursos

7.2. Margem de Segurança Operacional (MSO)


Corresponde à quantidade de produtos ou receitas operadas acima do ponto
de equilíbrio.
MSO = (Volume de unidades vendidas – Quantidade no ponto de equilíbrio)
Premissas:
Quanto maior MSO maior a capacidade de geração de lucro.
Quanto maior MSO maior a segurança da empresa em não incorrer em prejuízos.
Exemplo: valores hipotéticos de vendas de um trator.
Quantidade vendida de X -------------------- 20 unidades /mês
Custos e despesas variáveis ----------------- $4.000,00 unidade
Custos e despesas fixas -------------------$25.000,00 / mês
Preço de venda ------------------- $9.000,00 unidade
Qual é o valor de Q para LAJIR = 0?
Fórmula
F 25.000
Q= = =5
P − V 9.000 − 4.000

Cálculo da margem de segurança:


MSO = 20 – 5 = 15
Significado: As vendas da empresa podem cair 75% (15/20) sem que a empresa
fique na área de prejuízo.

7.3. Margem de Contribuição


A margem de contribuição é o montante que resta do preço de venda de um
produto depois da dedução de seus custos e despesas variáveis. Na prática representa
a parcela excedente dos custos e das despesas gerados pelos produtos.
Fórmula
MC = PV – (CV + DV)

Onde:
PV: Preço de venda
CV: Custos variáveis
DV: Despesas variáveis

7.4. Alavancagem Operacional


A alavancagem operacional está associada ao lucro operacional resultante das
atividades de produção e vendas de uma empresa. Caso as vendas aumentem tem-se
uma alavancagem operacional, ou seja, alavanca-se o lucro com a mesma estrutura
de custos e despesas fixos.

61
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

7.5. Grau de Alavancagem Operacional


O grau de alavancagem operacional pode ser definido como a medida numérica
da alavancagem da empresa. O estudo do grau de alavancagem operacional pode
ser realizado sob vários aspectos.

Caso 1:
O GAO mede os efeitos provocados nos lucros pelas alterações nas vendas.
Variação % do lucro operacional
GAO =
variação % da receita

Caso 2:
Neste caso, a alavancagem operacional pode ser encarada como uma extensão
do ponto de equilíbrio operacional, ou seja, quanto mais afastada do ponto de equilí-
brio a empresa operar menor será seu risco. Caso a MSO opere próxima ao ponto de
equilíbrio uma oscilação das vendas, pode gerar prejuízo, pois esta pode não conseguir
cobrir seus custos fixos, os custos podem ser recuperados quando o LAJIR for nulo.
Variação % do Lajir
GAO =
variação % do volume de vendas

Como o custo fixo total é constante, a fórmula pode ser escrita:


Q (P − Cv )
GAO =
Q (P − Cv ) − CF

Caso 3:
Neste caso, entende-se o GAO como um indicador do potencial de rentabilidade
proporcionado pelo lucro operacional, como rentabilidade é vista em relação ao
risco, pode-se dizer que maior alavancagem implica maior riscos.
A Fórmula a seguir irá relacionar o GAO em função de uma quantidade de
produção e vendas Q.
Q (P − V ) MC
GAO (Q ) = =
Q (P − V ) − F LAJIR

7.5.1. O que o GAO Mede?


O GAO apenas mede se uma empresa está muito ou pouco alavancada, em
regra diz-se que:
I) O GAO compara duas estrutura de custos, dentro desta realidade diz-se que a
estrutura “A” é mais alavancada que “B”.
II) Neste caso o GAO mede a variação no lucro operacional em função de uma
variação percentual no volume de vendas.

62
Capítulo 7 I Ponto de Equilíbrio Série Provas e Concursos

7.6. Exercícios Resolvidos


1) No ano de 2008, a Cia. Cotia produziu 248 unidades do produto C a um custo
total de $124.000. Considerando o custo unitário variável de $420 e o preço
de venda unitário de $580, indique a quantidade do produto C que a empresa
deve produzir e vender por ano, antes do Imposto de Renda e Contribuição
Social, para que seja alcançado seu Ponto de Equilíbrio Contábil.
a) 104 unidades.
b) 108 unidades.
c) 116 unidades.
d) 136 unidades.
e) 124 unidades.

Solução:
O ponto de equilíbrio contábil é o ponto onde o valor das receitas iguala-se ao das
despesas. É o quociente simples da divisão dos valores dos custos fixos pela margem
de contribuição unitária. Nesse aspecto, não haveria lucro e nem prejuízo contábil.
Custo total = 124.000,00
Unidades produzidas = 248
Custo total unitário = 500,00
Custo total unitário = custo fixo + custo variável
Custo fixo = 500,00 – 420,00
Custo fixo = 80,00
Margem de contribuição = preço de venda – custo variável
Margem de contribuição = 580,00 – 420,00
Margem de contribuição = 160,00
Ponto de equilíbrio = custo fixo total / margem de contribuição unitária
Ponto de equilíbrio = 80,00 x 248 unidades / 160,00
Ponto de equilíbrio = 19.840 / 160
Ponto de equilíbrio = 124 unidades
Gabarito: E

2) (BR Administrador – Cesgranrio – 2011) Se o preço de venda médio por unidade


for igual a R$3,50, o custo variável por unidade for igual a R$1,50, e os custos
operacionais fixos tiverem o valor de R$20.000,00, conclui-se que o ponto de
equilíbrio, em unidades, é de:
a) 10.000
b) 38.000
c) 39.000
d) 42.000
e) 45.000

63
S é r i e P r o va s e C o n c u r s o s Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Solução:
Aplicando a Fórmula, tem-se:
F 20.000
Q= = = $10.000
P − V 3,50 − 1,50

Gabarito: A

7.7. Exercícios Propostos


1) (CEASGE-SP 2006 – Analista Administrativo/Júnior) Determinada empresa possui a seguinte
estrutura de custos: custos fixos de R$20.000,00 e custo variável por unidade de R$1,50, já
incluídos os tributos. O preço praticado no mercado para o produto é de R$1,90. Qual a quan-
tidade que deverá ser vendida para que esta empresa opere no seu ponto de equilíbrio?
a) 50.000 unidades.
b) 55.000 unidades.
c) 60.000 unidades.
d) 72.000 unidades.
e) 80.000 unidades.

2) (Analista Administrativo – Vunesp – 2009) Para responder às questões 2 e 3 considere as


seguintes informações:
Custos variáveis: $12.000;
Custos Fixos: $20.000;
Despesas Fixas: $3.040;
Despesas Variáveis: $5.000;
Volume produzido em unidades: 50;
Preço de venda por unidade: $520.

3) As margens de contribuição unitária e total, respectivamente, são de:


a) $180 e $9.000.
b) $280 e $14.000.
c) $120 e $14.000.
d) $240 e $9.000.
e) $240 e $12.000.

4) Os pontos de equilíbrio em quantidade e valor, respectivamente, são de:


a) 120 unidades e $62.400.
b) 100 unidades e $52.000.
c) 200 unidades e $104.000.
d) 150 unidades e $78.000.
e) 128 unidades e $66.560.

64
Capítulo 7 I Ponto de Equilíbrio Série Provas e Concursos

5) (Petrobras – Cesgranrio – Eng. de Produção – 2010) Considerando que a análise da Margem


de Contribuição (MC) auxilia os gestores no planejamento e controle de operações à medida
que permite a confrontação entre a MC planejada e a MC real, examine a tabela anterior. De
acordo com os dados apresentados, pode-se concluir que:

Itens Dados Efetivos Dados Planejados


Vendas ($) 900.000,00 850.000,00
Custo Variável ($) 430.000,00 456.000,00
Despesas de Vendas e Admnistrativas ($) 110.000,00 95.000,00
Unidades vendidas 100.000 90.000
I. a MC efetiva foi menor que a planejada devido ao custo fixo maior;
II. a quantidade vendida efetiva foi maior que a planejada na mesma proporção da variação
de preço do produto entre o planejado e o efetivo;
III. a quantidade vendida efetiva pode ter sido influenciada por maiores gastos com propa-
ganda;
IV. as futuras reduções de preços podem acarretar resultados positivos;
V. a diferença entre a venda efetiva e a planejada poderia ser atribuída tanto ao preço
menor como a um possível aumento dos gastos com propaganda.
São corretas APENAS as conclusões:
a) I e II.
b) III e IV.
c) I, II e III.
d) II, IV e V.
e) III, IV e V.

6) (FGV – Analista Financeiro – 2010 – BADESC) A empresa Lando fabrica controles. Cada unidade
produzida de controle apresenta um custo variável unitário de R$2,00 e é vendida por R$4,00.
Os custos fixos da empresa totalizam R$50.000,00. Se a empresa exigir uma lucratividade de
50% dos custos fixos, o ponto de equilíbrio econômico da empresa é:
a) R$18.750,00.
b) R$25.000,00.
c) R$37.500,00.
d) R$50.000,00.
e) R$75.000,00.

7) (Cesp – 2009 – Vunesp – Analista Econômico Financeiro) O valor presente líquido é uma técnica
de orçamento de capital sofisticada e os resultados são obtidos:
a) por meio de uma abordagem para o racionamento de capital que é baseada no uso de
valores presentes para determinar o grupo de projetos que vai maximizar a riqueza dos
proprietários.
b) através da obtenção das chances de que um projeto vai provar-se inaceitável ou, mais
formalmente, o grau de variabilidade de fluxos de caixa.
c) por meio de uma abordagem comportamental que usa um número de possíveis valores de
uma dada variável para avaliar seu impacto sobre o resultado de uma empresa.
d) ao se subtrair o investimento inicial de um projeto de valor presente de seus fluxos de caixa,
descontados a uma taxa igual ao custo de capital da empresa.
e) ao se obter a taxa de desconto que iguala o valor presente de fluxos de entrada de caixa
com o investimento inicial associado a um projeto.

65
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

8) (EGPA – 2005 – Cespe) O produto vendido por uma indústria tem o preço unitário de R$20.000,00;
o custo unitário variável de produção é de R$4.000,00 e o custo unitário variável de vendas é
de R$1.000,00. Os custos fixos somam R$900.000,00.
A respeito dessa situação, assinale a opção correta.
a) Para que o ponto de equilíbrio seja atingido, a indústria deverá vender 60 unidades do produto.
b) O resultado será nulo quando a empresa vender o equivalente a 56,25 unidades do produto.
c) A empresa deverá vender R$4.500.000,00 para que o ponto de equilíbrio seja atingido.
d) A empresa estará operando na faixa de lucro enquanto a margem de contribuição unitária
for inferior ao total dos custos fixos.
e) O volume da produção suficiente para que o ponto de equilíbrio seja atingido é o necessário
para que o índice da margem de contribuição seja igual a zero.

9) (EGPA – 2005 – Cespe) Julgue os itens a seguir, relativos a custos.


I. Em um intervalo relevante, os custos fixos e variáveis totais não se alteram.
II. Se os clientes de um escritório de advocacia podem ser atendidos indiferentemente pela
manhã ou à tarde, o custo com a secretária é classificado como variável.
III. O custo com remuneração dos professores de um curso de línguas que limite o número
de alunos por turma é considerado semifixo.
IV. Um custo é fixo quando não se altera, independentemente de qualquer volume de ati-
vidade da empresa.
V. A supressão da assinatura básica das contas telefônicas viabilizará a transformação de
seu custo de semivariável para variável.
Estão certos apenas os itens:
a) I e IV.
b) I e V.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e V.

66
Capítulo 8
Alavancagem Financeira

8.1. Introdução
A alavancagem financeira (Financial Leverage) está relacionada à presença de
encargos financeiros fixos no fluxo de caixa da empresa. De acordo com esta reali-
dade, pode-se dizer que a alavancagem financeira é proporcionada pelas despesas
financeiras relativas aos juros incidentes sobre o capital de terceiros pertencentes à
estrutura de capital da empresa, em outras palavras, é a capacidade de usar os custos
financeiros fixos para aumentar os efeitos das variações das vendas sobre o lucro por
ação (LPA) ou rentabilidade do capital próprio.

Nota: O retorno do capital próprio de uma empresa depende de 2 fatores, primeiro


de uma boa administração e, segundo, a rentabilidade proporcionada do negócio.

8.1.1. Grau de Alavancagem Financeira (GAF)


O GAF pode ser calculado pela razão entre a variação do Lucro Patrimonial
por Ação (LPA) ordinários e a variação do LAJIR.
Fórmula:
VARIAÇÃO % LPA
GAF =
VARIAÇÃO % LAJIR

Nota: Caso GAF > 1 diz-se que há alavancagem financeira.

8.1.2. Estudos do GAF


Caso 1:
A alavancagem financeira pode ser entendida como a capacidade da empresa
para utilizar encargos financeiros fixos a fim de maximizar os efeitos de variações
no LAJIR sobre os lucros por ação da empresa, assim a fórmula anterior pode ser
reescrita como:
LAJIR
GAF =
LAJIR − JUROS
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Caso 2:
O retorno do capital próprio de uma empresa depende de dois fatores, primeiro
de uma boa administração e segundo a rentabilidade proporcionada do negócio.
De acordo com esta realidade pode-se escrever:
RSPL
GAF =
RSA

Onde:
RSPL: Retorno sobre o patrimônio Líquido
RSA: Retorno sobre o ativo

Nota:
LAIR
RSPL =
PL
LAJIR
RSA =
ATIVO

Caso 3:
Neste cenário será considerada a depreciação assim como um fator que con-
verte o dividendo da ação preferencial depois do imposto para um montante antes
do imposto.

1
Fator:
1− T
Fórmula:
LAJIR
GAF =
⎛ 1 ⎞
LAJIR − JUROS − ⎜ DEPRECIAÇÃO × ⎟
⎝ 1− T⎠

8.2. Grau de Alavancagem Total (GAT)


O grau de alavancagem total mede a magnitude da alavancagem total da em-
presa.
GAT = GAO  GAF

8.3. Exercícios Resolvidos


1) (Transpetro – Contador Júnior – 2006) A Comércio Legal Ltda. apresentou as
seguintes informações ao final de um determinado exercício social, com valores
em reais:

68
Capítulo 8 I Alavancagem Financeira Série Provas e Concursos

Ativo Total 2.750,00


Capital Própio 1.800,00
Capital de Terceiros 950,00
Vendas Líquidas 7.250,00
Custos das Vendas 4825,00
Desp. Operacionais (excluindo as despesas financeiras 555,00
Despesas Financeiras 340,00
Considerando exclusivamente essas informações, o grau de alavancagem finan-
ceira (GAF) da empresa, no aludido exercício, foi:
a) 1,25
b) 1,35
c) 1,53
d) 1,61
e) 1,97

Solução:
Vendas líquidas -------------------- 7200
Custo de vendas --------------- (4825)
Lucro bruto -------------------------- 2425
Despesas operacionais --------(555)
LAJIR ------------------------------------- 1870
Juros (Desp. Financ.) ---------(340)
LAIR --------------------------------------- 1530

Retorno sobre o patrimônio Líquido


LAIR 1530
RSPL = = = 0,85
PL 1800

Retorno sobre o Ativo


LAJIR 1870
RSA = = = 0,68
ATIVO 2750

Assim,
RSPL 0,85
GAF = = = 1,25
RSA 0,68

Gabarito: A.

69
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

8.4. Exercícios Propostos


1) (Agente Administrativo Financeiro – Vunesp – 2009) Uma empresa industrial apresentou, ao final
de seu exercício, os seguintes indicadores: Retorno sobre o Patrimônio Líquido = 5%; Retorno
sobre o Investimento = 3%. Com relação ao seu desempenho em agregar valor para os acionistas
ou proprietários, pode-se afirmar:
a) O custo da dívida absorve todo o esforço em se obter retorno sobre o patrimônio líquido
maior do que o retorno sobre o ativo.
b) A alavancagem financeira é desfavorável.
c) O custo da dívida permite obter uma alavancagem financeira favorável.
d) A diferença entre o retorno sobre o patrimônio líquido e o retorno sobre o ativo não explica
o grau de alavancagem financeira.
e) O custo da dívida é muito elevado.

2) (Administrador Junior – 2011 – Transpetro) Uma empresa encontra-se no processo final de


elaboração do seu planejamento financeiro para o próximo exercício social. Na busca da alter-
nativa adequada para o financiamento das atividades, são consideradas as duas alternativas,
apresentadas a seguir: Plano A e Plano B.

Projeção de resultados
LAJIR R$ 120.000,00
Imposto de Renda 25%

Plano A
Passivo Exigível
Valor R$ 400.000,00
Custo 10%

Patrimônio Líquido
Ações Ordinárias (quantidade) 15.000

Plano B
Passivo Exigível
Valor R$ 980.000,00
Custo 11%

Patrimônio Líquido
Ações Ordinárias (quantidade) 12.000

Qual o grau de alavancagem financeira da empresa, a partir das alternativas existentes,


utilizando-se um crescimento para o LAJIR de 20%?
a) 1,49 e 2,75.
b) 1,50 e 9,84.
c) 1,55 e 8,42.
d) 1,87 e 10,40.
e) 2,10 e 5,14.

70
Capítulo 8 I Alavancagem Financeira Série Provas e Concursos

3) (Administrador Junior – 2011 – Transpetro) Duas empresas, Alfa e Beta, concorrentes no


mercado, têm por coincidência o preço e as quantidades vendidas exatamente iguais. Os
preços são de R$30,00 por unidade e as vendas de 190.000 unidades. A Alfa tem custos e
despesas operacionais fixos anuais de R$1.094.000,00 contra R$1.820.000,00 da Beta. A Beta,
em compensação, tem custos e despesas operacionais variáveis de R$10,00 por unidade,
contra R$13,00 da concorrente. Com base nessas informações, qual o grau de alavancagem
operacional das empresas Alfa e Beta, respectivamente, assumindo um crescimento para as
vendas de 20%?
a) 1,32 e 2,86
b) 1,41 e 2,15
c) 1,51 e 1,92
d) 1,59 e 3,14
e) 1,82 e 1,54

4) (EGPA – 2005 – Cespe) Uma empresa tem ativo operacional total de R$1.000.000,00, patrimô-
nio líquido de R$800.000,00 e financiamentos de terceiros de R$200.000,00. Em determinado
período, o seu lucro, antes das despesas financeiras, foi de R$500.000,00 e, depois destas, de
R$420.000,00. Com base nessa situação hipotética e com relação ao período citado, assinale
a opção correta, considerando a alavancagem financeira.
a) Enquanto a rentabilidade das operações foi de 52,5%, a dos acionistas foi de 50%.
b) Os financiamentos geraram acréscimo de 5% na rentabilidade dos acionistas da empresa.
c) Na situação em apreço, a alavancagem é desfavorável, já que a relação capitais de terceiros/
capitais próprios é inferior a 1.
d) O ganho da empresa entre as taxas de retorno do investimento e do custo da dívida foi de
12,5%.
e) Para cada R$1.000,00 tomados emprestados, a empresa ganha R$200.000,00 a mais do que
se utilizasse apenas recursos próprios.

71
Capítulo 9
O Ciclo de Atividade de uma Empresa

9.1. Introdução
Análise de Atividade: o ciclo de atividades tem como objetivo representar as
origens do capital e as etapas do processo de produção de uma indústria.

De acordo com a figura, partindo de premissas financeiras, pode-se dizer:


• Para uma empresa efetivar um investimento, seja para ativo fixo ou capital
de giro, ela pode recorrer a fontes diferenciadas de recursos. Sobre essas
fontes, deve-se considerar que o aporte de capital e o financiamento são
fontes externas de recursos.
• Os índices de lucratividade relacionam o retorno da empresa com suas
vendas, seus ativos ou seu patrimônio líquido.
Capítulo 9 I O Ciclo de Atividade de uma Empresa Série Provas e Concursos

• Os índices de atividade medem a rapidez com que as várias contas se


convertem em vendas ou caixa.
• Os índices de endividamento medem o montante de recursos de terceiros
sendo usado.

9.2. Objetivo
O cálculo dos índices de atividades tem como objetivo determinar três infor-
mações básicas:
I) número de vezes em que ocorrem os ciclos dos elementos patrimoniais durante
um período, via de regra um ano, obtido pela divisão entre o volume de transa-
ções expresso em termos monetários e o elemento patrimonial que se desejar;
II) prazo que se gasta para completar cada ciclo (que consiste no tempo, expresso em
termos de dias, meses ou anos; em geral, consideram-se 360 ou 365 dias) dividido
pelo número de vezes em que o ciclo se repete durante o mesmo período;
III) Giro do Estoque (GE): o giro do estoque mede o prazo médio da renovação
(venda) dos estoques da empresa. A fórmula anterior permite conhecer quan-
tas vezes o estoque foi renovado no ano. O giro pode ser convertido na idade
média do estoque, ao dividi-lo por 365 (número de dias do ano).
Os índices de atividade são utilizados para inferir a rapidez com que várias contas
são convertidas em vendas ou caixa. A seguir serão abordados os principais índices.

9.3. Fórmulas Importantes


I) Giro do estoque
É a razão entre o custo dos produtos vendidos (CPV) e o estoque médio (EM).
O giro do estoque mede a atividade dos estoques na empresa.
CPV
GE =
EM

II) Período médio de cobrança


Tem como objetivo determinar o prazo médio para recebimento de duplicatas,
sendo definido como a razão entre duplicatas a receber (DR) e a média das vendas.
A média das vendas é a razão entre vendas líquidas anuais e os dias do ano.
DR
PmeC =
Mevd
vendas líquidas anuais
Mevd =
dias do ano

III) Prazo médio de pagamento


É a razão entre duplicatas a pagar e a média de compras por dia.
DP
PMemp =
Mecd

73
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

ÍNDICE DE LIQUIDEZ
VISÃO I) Avalia a capacidade financeira da empresa (capacidade de pagamento),
para satisfazer compromissos com pagamentos de terceiros.
VISÃO II) O Índice de liquidez tem como objetivo avaliar a situação financeira da
empresa, lembre-se que no curto prazo a sua liquidez imediata (quanto tem em cai-
xa) pode ser baixa, mas a empresa pode ter duplicatas a receber, assim não se pode
analisar a situação financeira vendo apenas um índice de liquidez, deve-se conjugar
o de liquidez seca com o corrente.

IV) Índice de liquidez Imediata, Absoluta ou Instantânea


Indica quanto a empresa tem em dinheiro disponível para pagar em caixa.
Disponível
LI =
passivo circulante

V) Índice de liquidez seca (ILS)


Para cada uma unidade monetária de dívida no curto prazo a empresa possui
0,x ou 1,x por exemplo de bens e direitos de curto prazo menos o estoque para
pagar. Na prática o ILS é um teste de força aplicado à empresa, visa medir o grau
de excelência da situação financeira da empresa. o ILS deve ser conjugado ao ILC.
AC − Estoques
LS =
Passivo circulante

DISPONÍVEL + APLICAÇÃOFINANCEIRA + CLIENTES ($)


ILS =
PC

Nota: De acordo com o exposto, podemos verificar que o índice de liquidez possui
origens, assim deve-se fazer uma análise cuidadosa.
a) O ativo circulante da empresa compreende investimentos de riscos diferentes.
b) O caixa da empresa pode sofrer desfalques, gerando assim um risco diversifi-
cável.
c) A empresa pode ter duplicatas a receber não pagas.
d) O estoque pode não ser convertido em reais devido a roubo, obsolescência,
deteriorização.

VI) Liquidez corrente


Para cada unidade monetária de dívida de curto prazo a empresa constitui de
uma quantia de bens e direitos de curto prazo para pagar, podendo negociar todo
o seu ativo circulante.
Ativo Circulante
LC =
Passivo Circulante

74
Capítulo 9 I O Ciclo de Atividade de uma Empresa Série Provas e Concursos

VII) Liquidez geral


Envolve bens e direitos no curto e longo prazo para pagar.
AC + ARLP
LG =
PC + PELP

Nota: Deve-se conjugar o índice de liquidez seca com o corrente.

Liquidez Corrente
Nível Alta Baixa
Liquidez Alta Situação financeira boa. Em princípio insatisfatória,
mas deve-se olhar a liquidez
seca.
Seca Baixa Em princípio satisfatória, mas Situação financeira insatis-
deve-se olhar os estoques. fatória.

Nota 1: O Ativo circulante possui relação com o prazo de giro das atividades ope-
racionais da empresa, ou seja, encontra-se neste (AC), tem-se contas de rápida
movimentação destinadas a atender as atividades da empresa.
Nota 2: O caixa da empresa corresponde a dinheiro, cheques recebidos e a receber,
mas que serão pagos.
Nota 3: Em regra, as empresas mantêm um fundo fixo para cobrir eventuais despe-
sas como taxi, viagens, correios etc. Este fundo costuma cobrir gastos de quinze a
trinta dias, após um gasto de 60% deste fundo em média deve-se fazer reposições
ao caixa do fundo fixo.
Nota 4: A conta banco (conta empresa) registra valores a serem movimentados
em qualquer tempo. As principais contas existentes são: conta movimento, conta
cobrança, contas com fins específicos.
Nota 5: Contas a receber podem ser entendidas como valores decorrentes de vendas
a prazo de mercadorias, serviços a clientes, entre outras transações diferentes ao
foco principal da empresa, mas ainda sim fazem parte de vendas da empresa. As
contas destes grupos costumam ser duplicatas a receber, cheques, notas promissórias,
provisão para crédito de liquidação duvidosa.
Nota 6: O passivo circulante corresponde a obrigações da instituição que deverão
ser pagas até o fim do exercício seguinte.

9.3. Exercícios Resolvidos


1) (Engenharia de Produção – BR 2010 – Cesgranrio) Para uma empresa efetivar
um investimento, seja para ativo fixo ou capital de giro, ela pode recorrer a
fontes diferenciadas de recursos. Sobre essas fontes, deve-se considerar que:
a) a reinversão de lucros não é uma delas.
b) a reinversão de lucros e o aporte de capital são fontes externas de recursos.

75
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

c) o aporte de capital e o financiamento são fontes externas de recursos.


d) o financiamento é uma fonte interna atrelada aos acionistas das empresas
de capital aberto.
e) os financiamentos não podem ter como origem de recursos a captação
direta junto ao público.

Solução:
O aporte de capital e o financiamento são fontes externas de recursos.
Gabarito: C

2) (Engenheiro de produção – 2010 – Cesgranrio BR) Os índices financeiros per-


mitem que os gestores obtenham informações relevantes para a operação da
empresa. A esse respeito, considere as seguintes afirmativas.
I. Os índices de lucratividade relacionam o retorno da empresa com suas
vendas, seus ativos ou seu patrimônio líquido.
II. Os índices de liquidez medem a capacidade da empresa em arcar com
suas obrigações a curto e longo prazo.
III. Os índices de atividade medem a rapidez com que as várias contas se
convertem em vendas ou caixa.
IV. Os índices de endividamento medem o montante de recursos de terceiros
sendo usado.
V. Os índices de lucratividade, liquidez, atividade e endividamento, mesmo
de forma conjunta, não permitem uma visão geral do desempenho finan-
ceiro da empresa.
Estão corretas APENAS as afirmativas:
a) I, II e III.
b) I, II e V.
c) I, III e IV.
d) II, IV e V.
e) III, IV e V.

Solução:
Itens corretos:
I. Os índices de lucratividade relacionam o retorno da empresa com suas vendas,
seus ativos ou seu patrimônio líquido.
III. Os índices de atividade medem a rapidez com que as várias contas se convertem
em vendas ou caixa.
IV. Os índices de endividamento medem o montante de recursos de terceiros sendo
usado.
Gabarito: C

76
Capítulo 9 I O Ciclo de Atividade de uma Empresa Série Provas e Concursos

9.4. Exercícios Propostos


1) (PUC/PR – Copel – 2009) O orçamento de caixa pode ser considerado como uma projeção
____________ da empresa. A alternativa que preenche CORRETAMENTE os espaços em
branco é:
a) Do plano financeiro operacional.
b) Das demonstrações proforma.
c) Dos custos de ativos de capital.
d) Do excedente e escassez de caixa em curto prazo.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.

2) (PUC/PR – Copel – 2009) O método de ___________ para desenvolver demonstrações de


resultados prevê vendas e valores para o custo de bens vendidos, despesas operacionais e
despesas de juros que são expressas como um índice de vendas projetadas. A alternativa que
preenche CORRETAMENTE os espaços em branco é:
a) Competência.
b) Caixa.
c) Percentual de vendas.
d) Critérios.
e) Avaliação.

3) (PUC/PR – Copel – 2009) A fraqueza do método percentual de vendas para preparar uma
demonstração de resultados proforma é:
a) A facilidade de cálculo e preparação.
b) A suposição de que a condição financeira anterior da empresa é um previsor exato de seu
futuro.
c) A suposição de que os valores de certas contas podem ser forçados a assumir níveis dese-
jados.
d) A suposição de que a empresa enfrenta as funções da receita linear total e de custos ope-
racionais totais.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.

4) (PUC/PR – Copel – 2009) Sabe-se que certa indústria do setor de alimentos possui vendas
anuais totais da ordem de R$25.000.000,00. Ela terminou o último ano com R$1.800.000,00
na conta de duplicatas a receber. Caso essa tenha sido a média da conta durante o ano, qual
o seu período médio de cobrança?
a) 25,92 dias.
b) 24,92 dias.
c) 25,29 dias.
d) 24,86 dias.
e) 25,86 dias.

5) (PUC/PR – Copel 2009) O Giro do Ativo de uma determinada empresa pode ser calculado a
partir de qual relacionamento descrito a seguir?
a) Lucro Líquido / Receita Líquida.
b) Lucro Líquido / Patrimônio Líquido.
c) Receita Líquida / Ativo Total.
d) Lucro Líquido / Ativo Total.
e) Compras a Prazo / Fornecedores.

77
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

6) (SESCOOP/PE – IPAD) Uma empresa comercial apresentou os seguintes indicadores para


determinado período: Prazo médio de renovação de estoques = 60 dias; Prazo médio de
recebimento de vendas = 120 dias; Prazo médio de pagamento de compras = 110 dias. Neste
caso o ciclo financeiro ou de caixa da empresa é de:
a) +70 dias.
b) -70 dias.
c) +10 dias.
d) -10 dias.
e) -50 dias

7) (Administrador Junior – 2011 – Transpetro) Uma empresa, considerada como a maior fabri-
cante de componentes eletrônicos para a indústria eletroeletrônica do país, publicou, em seu
último balanço, as seguintes informações:
Vendas Anuais = R$840.000,00
CMV = 65% das vendas
Prazo Médio de Contas a Receber = 27 dias
Prazo Médio dos Estoques = 30 dias
Prazo Médio de Pagamento = 45 dias
Patrimônio Líquido = R$200.000,00
Ativo Não Circulante = R$720.000,00
Passivo Não Circulante = R$940.000,00
Com base nas informações fornecidas e sabendo que o estoque inicial é igual ao estoque final,
qual o ciclo de caixa da empresa?
a) 102
b) 57
c) 18
d) 15
e) 12

8) (Administrador Junior – 2011 – Transpetro) Uma empresa adota o orçamento periódico como
ferramenta de planejamento operacional. Para o ano passado, a empresa apresentou o se-
guinte relatório operacional com os resultados previsto e realizado:

Em reais
Conta Quantidade Orçamento Quantidade Real Realizado
Prevista Estático
Receita 100 4.000,00 120 4.400,00
(–) Custos Variáveis (2.500,00) (2.800,00)
Margem de 1.500,00 1.600,00
Contribuição
(–) Custos Fixos 500,00 600,00
Lucro Bruto 1.000,00 1.000,00
Considere as seguintes afirmações sobre a análise do relatório operacional.
I. Os custos fixos não sofreram alteração durante o período de apuração.
II. Os preços praticados pela empresa foram, em média, menores que os inicialmente
previstos.
III. Os custos variáveis por unidade sofreram declínio.

78
Capítulo 9 I O Ciclo de Atividade de uma Empresa Série Provas e Concursos

É correto o que se afirma em:


a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

9) (Administrador Junior – 2011 – Transpetro) Uma empresa perdeu todas as informações re-
lativas aos saldos iniciais de seus estoques do ano de X1. A empresa resolveu então efetuar
uma avaliação de seus estoques de produtos ao final do ano e chegou ao valor de R$5.000,00.
Verificou, também, ter realizado compras durante este mesmo ano no valor de R$12.000,00.
Sabendo-se que o custo das mercadorias vendidas no período foi de R$15.000,00, qual era,
em reais, o valor dos estoques da empresa no início do ano (estoque inicial)?
a) 2.000,00.
b) 5.000,00.
c) 8.000,00.
d) 15.000,00.
e) 22.000,00.

79
Capítulo 10
Índices Financeiros

10.1. Análise Através de Índices


O índice pode ser definido como uma relação entre um grupo de contas das
demonstrações financeiras com o objetivo de obter um diagnóstico da situação
financeira e econômica de uma Instituição.

10.2. Análise de um Conjunto de Índices


A quantidade de índices a ser mensurado depende da profundidade da análise
que se deseja. No entanto, verifica-se que dobrando-se a quantidade de índices a
serem analisados, a quantidade de informações não segue uma regra linear, mas
sim rendimentos decrescentes no que se refere a análise de certos índices e suas
respectivas informações.
Uma boa análise em administração financeira e orçamentária consiste em
analisar de 4 a 11 índices.

10.3. Situação Econômica e Financeira da Empresa


I) Situação econômica
São índices que evidenciam aspectos da situação Econômica da empresa, ou
seja sua rentabilidade.
II) Situação financeira
São índices que evidenciam aspectos da situação financeira da empresa que se
subdivide em estrutura de capital e índice de liquidez.

10.4. Índices Comuns aos Analistas Financeiros


• Participação do capital de terceiros
• Liquidez corrente
• Rentabilidade do PL

Nota: No que se refere a análise financeira, deve-se analisar de 4 a 11 índices, não


mais do que isto, visto que haja 8 índices em estudo, isto não garante o dobro de
informação no que se refere a 4 índices, ou seja, não existe uma relação linear.
Capítulo 10 I Índices Financeiros Série Provas e Concursos

10.5. Tabela de Principais Índices Financeiros


Empresa
Atividade Mede a eficiência da em- Giro de estoque = custo das mercadorias vendidas
presa em gerar vendas / estoque médio
com seus ativos. Período de Recebimento = duplicatas a receber /
vendas a crédito por dia
Giro do ativo fixo = vendas / ativo fixo líquido
Giro do ativo total = vendas / ativo total
Liquidez Mede a capacidade da Índice de liquidez corrente = ativo circulante / pas-
empresa de cumprir com sivo circulante
suas obrigações de curto Índice de liquidez seca = (ativo circulante – estoque)
prazo. / passivo circulante
Índice de capital de giro/ativo total = (ativo circulante
– estoque) / ativo total
Rentabilidade É a medida dos retornos Margem de lucro bruta = lucro bruto / vendas
sobre ativos e patrimônio. Margem de lucro líquida = lucro líquido / vendas
Retorno sobre ativos (ROA) = lucro líquido / ativo total
Retorno sobre patrimônio (ROE) = lucro líquido /
patrimônio
Índice de preço / lucro (P/L) = preço por ação ordi-
nária / lucro por ação
Lucro por ação (LPA) = detentores de ações ordi-
nárias / número de ações ordinárias em circulação
Índice de valor de mercado/valor contábil = preço
da ação ordinária / valor contábil da ação ordinária
Alavancagem Mede o grau de endivida- Índice de endividamento = passivo total / ativo total
mento da empresa e sua Coeficiente de endividamento = dívida de longo prazo
capacidade de cumprir / patrimônio líquido
com as obrigações de
Índice de cobertura de juros = LAJIR / despesa
longo prazo.
anual de juros
Índice de cobertura de caixa = (LAJIR + deprecia-
ção) / juros
Índice de cobertura de despesas financeiras =
(LAJIR + pagamento de arrendamentos) / (juros +
pagamento de arrendamentos)
Multiplicador de capital próprio = ativo total / pa-
trimônio total

81
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

10.5.1. Análise do endividamento


I – Índice de endividamento (I.E.)
Mede a proporção dos ativos totais da empresa financiada pelos credores.
EXIGÍVEL TOTAL
IE =
ATIVO TOTAL
II – Índice de cobertura de juros
Mede a capacidade da empresa para realizar pagamentos a juros contratuais.
LAJIR
ICJ =
DESPESA ANUAL COM JUROS

10.5.2. Análise da Lucratividade


Os índices a seguir têm como objetivo estimar os lucros da empresa em relação
ao nível de vendas, nível dos ativos, investimentos dos proprietários ou valor da ação.
I – Margem Bruta (MB)
Mede a porcentagem de cada unidade monetária de vendas que restou, após a
empresa ter pago seus produtos.
VENDAS − CUSTOS
MB =
VENDAS

II – Margem Operacional (M.O.)


É o lucro obtido em cada unidade vendida antes do juros e IR.
LUCRO OPERACIONAL
MO =
VENDAS

III – Margem Líquida (ML)


Mede a porcentagem de cada unidade de venda após a dedução de todas as
despesas incluindo o IR.
LUCRO LÍQUIDO APÓS IR
ML =
VENDAS

10.6. Uma Abordagem do Custo de Capital da Empresa


I) O custo do capital (CC) é a razão entre o LAJIR e o valor da empresa (V).
LAJIR
CC =
V

II) O custo do capital de terceiros (CCT) é a razão entre as despesas anuais de


juros pelo valor de mercado do capital de terceiros.
DESPESAS ANUAIS
CCT =
VALOR DE MERCADO DO CAPITAL DE TERCEIROS

82
Capítulo 10 I Índices Financeiros Série Provas e Concursos

III) O custo do capital próprio (CCP) é a razão entre os lucros disponíveis aos
acionistas e o valor de mercado das ações emitidas.

LUCROS DISPONÍVEIS AOS ACIONISTAS


CCP =
VALOR DE MERCADO DAS AÇÕES EMITIDAS

Nota 1: Estoques pode ser entendido como bens comprados ou elaborados pela
empresa para comercialização ou aplicação em sua própria atividade.
Nota 2: As vendas podem ser a prazo ou à vista.
Nota 3: Os empréstimos e financiamentos correspondem a recursos obtidos de ter-
ceiros com o compromisso de pagamento futuro com prazo estipulado acrescido
de juros.

10.7. Exercícios Resolvidos


1) (BR Administrador Pleno – Cesgranrio – 2006) Extraíram-se das demonstrações
contábeis da Cia. Monte Alegre os seguintes dados:
Grupo de contas Exercício 2004 Exercício 2005
Ativo Total 250.000,00 300.000,00
Passivo Circulante 75.000,00 110.000,00
Passivo Exigível a Longo Prazo 35.000,00 60.000,00
Com base exclusivamente nesses dados, pode-se afirmar que a variação do
índice de Participação de Capital de Terceiros (PCT), em relação ao capital
próprio, entre 2004 e 2005, foi:
a) 78,57%
b) 66,44%
c) 50,00%
d) 30,77%
e) 25,73%

Solução:
Análise por rentabilidade:
I – Capital de terceiros: 35.000 + 75.000 = 110.000
II – Capital próprio: 140.000
Assim:
110.000
rA = = 78,5%
140.000

170.000
rB = = 130%
130.000

83
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Variação do índice:

130,75% − 78,5%
r= = 66,44%
78,5%

Gabarito: B

2) (BR – Cesgranrio – 2006 – Administrador Pleno) Em janeiro de 2006, a Cia.


Beta, com um Ativo Circulante de R$180.000,00, apurou o Índice de Liquidez
Corrente (ILC) de 1,5. Na mesma data, antes de qualquer outra operação, fez a
aquisição de mercadorias para revenda a prazo, para pagamento nos próximos
60 dias, no valor de R$30.000,00. Concluída a operação, o Índice de Liquidez
Corrente da Cia. Beta será:
a) 1,20
b) 1,25
c) 1,30
d) 1,50

Solução:
Liquidez corrente = ativo circulante / passivo circulante
1,5 = 180.000 / PC, portanto passivo circulante = 120.000
Contabilização da compra a prazo
D – Estoque (AC) 30.000
C – Fornecedores (PC) 30.000
Assim, o novo índice de liquidez será:
(180.000 + 30.000) / (120.000 + 30.000)
210.000 / 150.000 = 1,4
Gabarito: D

10.8. Exercícios Propostos


(CETESB – 2009 – Vunesp) Leia o texto para responder às questões de números 1 a 3.
O ativo de uma empresa é composto de: R$100 mil em caixa, R$200 mil em conta corrente,
R$300 mil em duplicatas a receber em 24 meses, R$200 mil em ações e R$500 mil em imóveis.

1) O total do ativo circulante da empresa é de:


a) R$100 mil.
b) R$300 mil.
c) R$600 mil.
d) R$700 mil.
e) R$1,3 milhão.

84
Capítulo 10 I Índices Financeiros Série Provas e Concursos

2) O total do ativo permanente da empresa é de:


a) R$100 mil.
b) R$300 mil.
c) R$500 mil.
d) R$700 mil.
e) R$1,3 milhão.

3) O total do ativo imobilizado é de:


a) R$100 mil.
b) R$300 mil.
c) R$500 mil.
d) R$700 mil.
e) R$1,3 milhão.

4) (CETESB – 2009 – Vunesp) Uma certa firma foi registrada e obteve R$8.000 dos sócios na
forma de capital R$5.000 de terceiros como empréstimos. Aplicou esses recursos, sendo
que R$7.000 foi em bens para revender, R$5.000 em aplicações financeiras de curto prazo,
R$4.000 em empréstimos concedidos e o restante em despesas.Esta firma tem, portanto, um
patrimônio líquido de:
a) zero.
b) R$5.000.
c) R$7.000.
d) R$8.000.
e) R$11.000.

5) (CEASGESP – 2006 – CONSULPLAN) A seguir os Balanços Patrimoniais em 31/12/2004 e


31/12/2005:

Ativo Circulante 31/12/2004 31/12/2005 Passivo Circulante 31/12/2004 31/12/2005


Caixa R$ 25,00 R$ 45,00 Contas a Pagar R$ 40,00 R$ 45,00
Contas a Receber R$ 30,00 R$ 32,00 Fornecedores R$ 30,00 R$ 32,00
Estoque R$ 150,00 R$ 140,00
Exigível a Longo
Prazo
Ativo Permanente Títulos Negociáveis R$ 100,00 R$ 80,00
Instalações e R$ 240,00 R$ 240,00
Equipamentos
(–) Menos –R$ 65,00 –R$ 59,00 Patrimônio Líquido
depreciação
acumulada
Capital Social R$ 150,00 R$ 150,00
Lucros Acumulados R$ 60,00 R$ 91,00

Total do Ativo R$ 380,00 R$ 398,00 Total do Passivo + R$ 380,00 R$ 390,00


P.L.

85
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Considerando um lucro líquido no exercício de 2005 de R$63,00 qual o valor do fluxo de caixa
gerado pelas atividades operacionais da empresa?
a) R$48,00.
b) R$69,00.
c) R$70,00.
d) R$84,00.
e) R$78,00.

6) (SEESCOOP/PE – 2007 – IPAD) Uma determinada empresa comercial apresentou os seguintes


indicadores extraídos das demonstrações contábeis:

Indicadores Ano 1 Ano 2 Ano 3


Liquidez Corrente 1,20 0,98 0,78
Participação de Capitais de 134% 142% 157%
Terceiros
Giro do Ativo 1,18 1,10 1,07
Com base nos indicadores apresentados, pode-se afirmar:
a) Ocorre piora da situação de liquidez e melhora na estrutura de capitais.
b) Os indicadores da empresa, ao longo de todo o período de análise, indicam que está havendo
piora tanto da situação financeira quanto da situação econômica.
c) Apenas a situação financeira está piorando.
d) A situação econômica melhora, ao longo do tempo, enquanto que a estrutura de capitais
está piorando.
e) Os indicadores traduzem que está havendo melhora, mesmo que em proporções distintas,
tanto para a situação financeira quanto para a situação econômica.

7) (Seger/ES – 2007 – Cespe) Com base nos conceitos e nas aplicações relativas às finanças das
empresas, julgue os itens a seguir.
( ) O retorno sobre o ativo leva em conta o lucro operacional, que, no caso, deve ser o con-
siderado antes da dedução das despesas financeiras, para que seja refletida a influência
apenas das decisões de investimento, e não das de financiamento.

8) (Seger/ES – 2007 – Cespe)


( ) Considere que, na determinação das unidades a serem produzidas por uma indústria
para o próximo período, levaram-se em conta as informações a seguir.
• a estimativa de vendas corresponde a 3.600 unidades;
• o provável estoque inicial será de 700 unidades;
• deseja-se que o estoque final seja de 900 unidades;
• será considerada normal uma quebra de produção em torno de 5%.
Com base nessas informações, é correto concluir que a referida indústria deveria produzir
3.800 unidades.

9) (Administrador Junior – 2007 – Cespe) A respeito de planejamento financeiro, administração


do capital de giro e fontes de financiamento de longo prazo, julgue os itens que se seguem.
( ) O uso de capital de terceiros, que consiste na utilização de recursos externos sob a forma
de endividamento, é uma das formas de se realizar financiamento de longo prazo.
( ) No Brasil, a concessão de financiamento de longo prazo é atribuída aos bancos de
desenvolvimento, como o BNDES, sendo vedada a participação de bancos comerciais
nesse segmento financeiro.

86
Capítulo 10 I Índices Financeiros Série Provas e Concursos

( ) A administração do capital de giro consiste no conjunto de tarefas relacionadas ao pla-


nejamento financeiro de longo prazo da empresa.
( ) O planejamento financeiro de longo prazo deve refletir os objetivos traçados no plane-
jamento estratégico da empresa.
( ) A gestão e a projeção do orçamento de caixa para períodos inferiores a um ano inserem-se
no âmbito do planejamento financeiro de curto prazo.

10) (Administrador Junior – 2007 – Cespe) Acerca dos conceitos de alavancagem e das análises
de demonstrações financeiras e de investimentos, julgue os próximos itens.
( ) As demonstrações financeiras reúnem informações de curto e de longo prazos da
empresa, as quais podem ser analisadas separadamente ou integrar um sistema de
informação gerencial.
( ) A estimativa do fluxo de caixa de um projeto a ser implantado é uma das etapas da análise
de investimentos.
( ) A alavancagem financeira é representada pelo uso de ativos operacionais, com custos
e despesas fixas, com o objetivo de se garantir aos acionistas o retorno.
( ) Para que se possa calcular o valor presente de determinada opção de investimento,
deve-se determinar a taxa de desconto a ser utilizada, a qual é definida em função do
custo do capital e do risco.
( ) A análise das demonstrações financeiras é realizada a partir do balanço social da
empresa, o qual apresenta bens, direitos, obrigações e capital dos proprietários no
encerramento de cada exercício.

87
Capítulo 11
Análise de Lucratividade

11.1. Introdução
A Análise da Lucratividade consiste em determinar índices que relacionam o
retorno da empresa com suas vendas, ativos ou patrimônio líquido.

11.2. Principais Índices


11.2.1. Margem Bruta
Mostra o lucro disponível por unidade de venda.
Definir:
LB = lucro bruto
V = vendas
MB = margem bruta
LB
MB =
V

11.2.2. Margem Operacional


Mostra o lucro disponível por unidade de venda, após a empresa ter abatido
todos os custos e despesas, exceto juros e imposto de renda.
MO = margem operacional
LAJIR = lucro antes dos juros e Imposto de renda
V = Vendas
LAJIR
MO =
V

11.2.3. Margem Líquida


Identifica a MB e MO, mas agora considerando o lucro após deduzidas as des-
pesas com juros e imposto de renda.
Margem líquida: ML
Lucro APÓS o imposto de renda: LAIR
Vendas: V
LAIR
ML =
V
Capítulo 11 I Análise de Lucratividade Série Provas e Concursos

11.3. Sistema DuPont


O Sistema DuPont foi desenvolvido na década de 30 pela empresa DuPont. As
vantagens oferecidas pelo sistema repousam em sua simplicidade e abrangência.
Partindo do princípio de que muitas empresas empregam sistemas de índices e pa-
drões dos quais decorre, em seus componentes, uma série de decisões que afetam o
desempenho operacional, os lucros globais e as expectativas dos acionistas, a DuPont
publicou um gráfico que mostra os efeitos e as interrelações das decisões, usando
dois parâmetros chave: Retorno sobre Ativo Total, ROA (Return on Total Assets) e
Retorno sobre Patrimônio Líquido, ROE (Return on Common Equity).
Na prática, pode-se dizer que o sistema DuPont é utilizado para dissecar as de-
monstrações financeiras da empresa e avaliar sua situação financeira combinando o
ROA e o ROE. A vantagem do modelo é permitir a decomposição do ROE em um
componente associado às vendas, um componente de eficiência no uso de ativos e
um componente de endividamento.

11.4. Cálculo do ROA


I) O ROA é a razão entre o lucro líquido (LL) e o ativo total (AT).
LL
ROA =
ATIVO TOTAL

II) O ROA é o produto da margem líquida (ML) pelo giro do ativo total.
ROA = ML × Girodo Ativo Total
III) Relacionando as duas fórmulas:
LL V
ROA = ×
V ATIVO TOTAL

11.5. Cálculo do ROE


O cálculo do ROE, no sistema DuPont, é obtido pelo produto do ROA pelo
multiplicador de alavancagem financeira (MAF).

LL
Fórmula 1: ROE =
PL
Fórmula 2: ROE = ROA × MAF

Conclusão: O sistema de DuPont de determinação do ROA e ROE tem por finalidade


mostrar como a margem de lucros sobre as vendas, o índice de rotação dos ativos e
o uso de capital de terceiros interagem para determinar a taxa de retorno sobre o
patrimônio líquido da empresa.

89
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

O sistema de DuPont de Determinação do ROA e ROE


Fonte: GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 10. ed. São Paulo: Editora Pearson
Education do Brasil, 2004.

11.6. O Sistema de DuPont de Determinação do ROA e ROE


O modelo de DuPont ajustado tem como premissa: para se deter lucro, a empresa
necessita administrar sua atividade de maneira que tenha perfeitamente equilibra-
das as variáveis Giro e Margem, que são grandeza inversamente proporcionais, e,
também, a Alavancagem Financeira.

Nota: O ROE E O ROA PODEM SER ESTENDIDOS:


ROE × PL CUSTOFINANCIAMENTO × DEBT
ROE = •
PT PT

90
Capítulo 11 I Análise de Lucratividade Série Provas e Concursos

DEBT
ROE = ROA(1 − T) + (ROA − CUSTO FINANC.)
PL

Conclusão: Ganhos de eficiência operacional acabam refletindo positivamente no


retorno do acionista.

ROA – CFIN > 0: Endividamento alavanca maior retorno para o acionista.


ROA – CFIN < 0: Endividamento diminui o retorno para o acionista.

11.7. Exercíos Resolvidos


1) (BR Biocombustível – Administrador Júnior) A Empresa Mercantil Ltda. apurou
e apresentou os seguintes dados da contabilidade, em reais:
Lucro Bruto: 15.480,00
Estoque Final de Mercadoria: 1.440,00
Devolução de Vendas: 2.880,00
Compra de mercadorias: 7.920,00
Devolução de Compras: 720,00
Venda de Mercadorias: 31.680,00
Com base exclusivamente nessas informações, conclui-se que o estoque inicial
de mercadoria, em reais, era:
a) 6.480
b) 6.840
c) 7.200
d) 7.560
e) 7.704

Solução:
Calcular o CMV – Custo das Mercadorias Vendidas.
Fórmula: CMV = Estoque Inicial + Compras – Devoluções Compras – Estoque Final
Lucro Bruto = Vendas – CMV onde:
CMV = Estoque Inicial + Compras – Dev. Compras – Estoque Final
Substituindo:
15.480 = 31.680 – 2.880 – (Estoque Inicial + 7.920 – 720 – 1.440)
15.480 = 31.680 – 2.880 – Estoque Inicial – 7.200 + 1.440
Estoque Inicial = 23.040 – 15.480
Estoque Inicial = 7.560
Gabarito: D

91
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

2) A Cia. Esmeralda apresenta os seguintes saldos referentes ao ano de 2008:


Vendas brutas:................................................................................... $90.000
Impostos sobre operações financeiras:...............................................$10.000
Imposto predial da fábrica:................................................................$5.000
Comissão de vendas:..........................................................................$4.000
Devolução de vendas:........................................................................ $2.000
Devolução de compras:..................................................................... $6.000
IPI nas compras:............................................................................... $20.000
ICMS sobre vendas:.......................................................................... $20.000
Ajuste a valor presente das Duplicatas a Receber de Clientes:........... $8.000
Ajuste a valor presente de Contas a Pagar:......................................... $1.000
Considerando que a Cia. Esmeralda não é contribuinte do IPI, mas é contribuin-
te dos impostos estaduais e municipais, e considerando que a Cia. Esmeralda
adota o CPC 12, aprovado pelo CFC, assinale a alternativa que indique o valor
da Receita Líquida apurada em 2008.
a) $70.000.
b) $56.000.
c) $68.000.
d) $64.000.
e) $60.000.

Solução:
O CPC 12 trata do ajuste a valor presente.
O ajuste a valor presente é o valor referente aos juros e taxas embutidas no preço
de uma venda a prazo. Na DRE deverá ser reconhecido como dedução das vendas
somente o ajuste a valor presente de duplicatas a receber.
RBV = 90.000
(-) Dedução = (30.000)
2.000 = devolução de vendas
20.000 = Icms sobre vendas
8.000 = ajuste a valor presente
(=) RLV = 60.000

11.8. Exercícios Propostos


1) (COPEL – 2008 – Analista Financeiro) Sabendo que a empresa Alfa possui um ROA maior do
que a empresa Beta, mas o mesmo giro do ativo total, qual deve ser sua verdadeira margem
operacional?
a) A margem operacional da empresa Alfa deve ser menor do que a da empresa Beta.
b) A margem operacional da empresa Alfa deve ser igual a da empresa Beta.
c) A margem operacional da empresa Alfa deve ser maior do que a da empresa Beta.
d) A margem operacional da empresa Alfa deve ser o dobro da margem operacional da empresa
Beta.
e) Nenhuma resposta anterior.

92
Capítulo 11 I Análise de Lucratividade Série Provas e Concursos

2) (COPEL – 2008) O Giro do Ativo de uma determinada empresa pode ser calculado a partir de
qual relacionamento descrito a seguir?
a) Lucro Líquido / Receita Líquida.
b) Lucro Líquido / Patrimônio Líquido.
c) Receita Líquida / Ativo Total.
d) Lucro Líquido / Ativo Total.
e) Compras a Prazo / Fornecedores.

3) (Agente Administrativo – Vunesp – 2009) Uma determinada empresa apresentou os seguintes


saldos contábeis: Vendas $10.000; Ativo $5.000; Lucro Líquido $1.000. Considerando estas
informações o valor do ROI – Retorno sobre o Investimento é de:
a) 10%.
b) 1,50.
c) 20%.
d) 2,00.
e) 2,50.

(Analista Administrativo – CETESB – Vunesp – 2009) Leia o texto para responder às questões
de números 4 e 5.
Num determinado ano, espera-se vender 500 unidades de um produto ao preço de R$10 a
unidade. O custo variável unitário é R$4 e os custos fixos são R$600, não incluída a deprecia-
ção, que é estimada em 10% ao ano, de um investimento inicial de R$12.000. Considere que
não há imposto de renda.

4) O ponto de equilíbrio de venda do produto é de:


a) 100 unidades.
b) 150 unidades.
c) 200 unidades.
d) 250 unidades.
e) 300 unidades.

5) O lucro líquido no ano em que se refere o enunciado é de:


a) R$0.
b) R$600.
c) R$1.000.
d) R$1.200.
e) R$1.500.

6) (Cesp – 2008 – Analista Administrativo Finanças) A estratégia de capital de giro líquido atra-
vés da qual a empresa financia suas necessidades sazonais, e possivelmente algumas das
suas necessidades permanentes com fundos a curto prazo, e o saldo de suas necessidades
permanentes com fundos a longo prazo, é denominada:
a) conservadora.
b) permanente.
c) agressiva.
d) sazonal.
e) reativa.

93
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

7) (Cespe – UnB – Seger/ES – Analista Administrativo – 2007) Com base nos conceitos e nas
aplicações relativas às finanças das empresas, julgue os itens a seguir.
( ) O retorno sobre o ativo leva em conta o lucro operacional, que, no caso, deve ser o con-
siderado antes da dedução das despesas financeiras, para que seja refletida a influência
apenas das decisões de investimento, e não das de financiamento.
( ) Como os resultados de exercícios futuros são resultados parciais, que podem ser re-
vertidos, é usual adicioná-los ao exigível a longo prazo com vistas ao enquadramento
do balanço para análise.
( ) Na análise da contribuição dos diversos ativos à operacionalização das atividades-fim de
uma empresa, é preciso distinguir os ativos operacionais dos não operacionais, não sendo
estes utilizados para a consecução das atividades operacionais propriamente ditas.
( ) Supondo-se que o índice de participação de capitais de terceiros em relação ao patrimônio
líquido de uma empresa corresponda a 120%, entre as medidas sugeridas para se me-
lhorar essa relação destaca-se o provisionamento de contingências fiscais, trabalhistas
e judiciais não registradas.
( ) Considere que, na determinação das unidades a serem produzidas por uma indústria
para o próximo período, levaram-se em conta as informações a seguir.
• a estimativa de vendas corresponde a 3.600 unidades;
• o provável estoque inicial será de 700 unidades;
• deseja-se que o estoque final seja de 900 unidades;
• será considerada normal uma quebra de produção em torno de 5%.
Com base nessas informações, é correto concluir que a referida indústria deveria produzir 3.800
unidades.
( ) A empresa pode ter capital circulante líquido negativo com boa liquidez. Isso ocorre, por
exemplo, quando o prazo para pagamento das compras é maior que o de recebimento
das vendas e quando o prazo de rotação dos estoques é menor que o de pagamento das
compras.
( ) Entre as fontes de financiamento a longo prazo, citam-se as debêntures, que podem ser
emitidas por emitidas por quaisquer sociedades devidamente autorizadas pela CVM.

8) (SOCIESC – 2007) A Necessidade de Capital de Giro (NCG) está diretamente relacionada às


atividades operacionais de uma organização, isto é, a execução das atividades que determinam
a sua existência.
Considerando apenas os dados a seguir, qual a opção verdadeira?
– Contas a receber de cliente .............R$5.000
– Estoques ........................................R$25.000
– Contas a pagar a fornecedores ......R$18.000
a) NCG = R$12.000
b) NCG = R$0,00
c) Excesso de CG = R$12.000
d) NCG = R$13.000

94
Capítulo 12
O Planejamento Financeiro e a
Estrutura Ótima de Capital

12.1. O Planejamento Financeiro


O planejamento financeiro pode ser entendido como o efeito integrado das
decisões de investimento e financiamento, cujo resultado final é um plano financeiro.
Premissas:
• As decisões de investimento e de financiamento são interdependentes.
• Levar em conta o impacto das decisões atuais sobre oportunidades futuras.
• Fixação de objetivos concretos capazes de motivar os acionistas, gestores
e mercado.
• Proporcionar padrões de avaliação de resultado.
O planejamento financeiro é uma atividade conjunta que tem como objetivo
maior juntar informações desconectadas estrategicamente, logo deve-se ficar atento
aos dados estratégicos para se executar um bom planejamento financeiro.
Os dados contábeis e as demonstrações financeiras são um subsídio para um
bom planejamento. A empresa deve também levar em conta o EVA de cada ativi-
dade, assim como executar uma boa política de retenção de lucros, distribuição de
dividendos e a tributação sobre encargos de financiamento.

12.2. A Utilização dos Dados


A empresa deve fazer previsões macroeconômicas (Modelos Econométricos)
em conjunto com previsões do mercado assim como verificar o movimento da con-
corrência e manter custo e diferenciação identificáveis aceitáveis e remuneráveis.

12.3. Estratégia Competitiva


Do ponto de vista empresarial, cabe à alta gerência encontrar um plano finan-
ceiro ótimo compatível com o plano operacional da empresa. De acordo com esta
realidade, pode-se dizer que o planejamento financeiro é uma gestão de carteira de
opções onde se pode ter como ferramenta a simulação de planejamentos financeiros
assim como projetar as consequências de uma estratégia financeira selecionada.
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

12.4. O Orçamento de Capital e a Análise da Lucratividade


A empresa espera maximizar lucro e riqueza (empresa de capital aberto), para
tal tem a expectativa de aumentar seus lucros assim que orçar uma perspectiva de
crescimento em função do mercado ao qual está inserida.

12.4.1. A Estrutura Ótima de Capital


O valor de uma empresa é maximizado quando o custo de capital (CMPC) é
minimizado, assim pode-se dizer:
Lajir (1 − T )
V =
Ka

Definindo:
Ki = Custos dos empréstimos depois dos impostos
Ks = custo do capital próprio
Ka = CMPC
Abordagem gráfica:
I – Relação das taxas

II – O valor da empresa

Lajir (1 − T )
V =
Ka

96
Capítulo 12 I O Planejamento Financeiro e a Estrutura Ótima de Capital Série Provas e Concursos

Estudo de casos
I – Ki: Permanece baixo devido a subsídios dos impostos, mas aumenta lentamente
com a alavancagem crescente para compensar os credores pelo risco crescente.
II – Ks: O Custo dos custos do capital próprio está acima do custo do empréstimo
e aumenta com a alavancagem financeira crescente, mas geralmente com maior
rapidez que o custo do empréstimo.
III – Ka: resulta do custo médio ponderado dos custos dos empréstimos do capital
próprio da empresa.

TEOREMA
A estrutura ótima de capital é aquela em que o CMPC está minimizado.

12.5. Exercícios Resolvidos


1) A empresa Pré-cavida pretende entrar em uma licitação para administrar um
shopping por um determinado período. A taxa desejada pela empresa é de 18%
ao ano e a tir do projeto é de 16% ao ano. Pergunta-se: A empresa “pré-cavida”
deve entrar nesta licitação?

Solução:
A empresa não deve entrar na licitação, pois TIR < K, logo o projeto não é viável.

2) Qual o valor de um projeto cuja vida útil é de três anos, sendo o fluxo de caixa
projetado a seguir.
1o ano: R$1.200,00
2o ano: R$2.400,00
3o ano: R$1.800,00
Sendo a taxa livre de risco 8%, beta = 2,2 e o retorno esperado do mercado 14%.

Solução:
rc = rL + (rm – rL)
rc = 0,08 + 2,2(0,14 – 0,08) = 21,20%
Valor do projeto: Determinando o fluxo de caixa e levando o capital para data zero.
1.200 2.400 1.800
VP = + + = 3634, 95π
1,212 1,212 exp 2 1,212 exp3

12.6. Exercícios Propostos


1) (UFRJ/NCE – 2005 – BNDES) Risco operacional é definido como o risco de a empresa ser incapaz
de cobrir seus custos operacionais. Em relação ao risco operacional é correto afirmar que:
a) em geral, quanto maior a alavancagem operacional da empresa, maior é o risco operacional;
b) em geral, quanto maiores os investimentos de curto e de longo prazo da empresa, menor
é o risco operacional;
c) a estabilidade da receita refere-se à variabilidade relativa da receita de vendas da empresa,
logo não afetam o risco operacional;

97
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

d) a estabilidade de custos refere-se à relativa previsibilidade de custos como mão de obra


e materiais. Quanto mais previsíveis e instáveis forem os custos destes insumos, menor o
risco operacional;
e) quanto maior a alavancagem, mais estável é a empresa.

2) (SOCIESC – 2007) Os Índices de Endividamento ou de Alavancagem informam sobre a utilização


de capital próprio e capital de terceiros, como origem de recursos para financiar as atividades
de uma empresa. O percentual de Participação de Capitais de Terceiros demonstra a relação
entre estes e o capital próprio, isto é, os recursos pertencentes aos sócios do empreendimento.
Considerando o Balanço a seguir, qual a Participação de Capital de Terceiros?
– Circulante = 120.000
– Realizável a Longo Prazo = 40.000
– Permanente = 90.000
TOTAL ATIVO = 250.000
– Circulante = 90.000
– Exigível a Longo Prazo = 25.000
– Patrimônio Líquido = 135.000
TOTAL PASSIVO = 250.000
a) 118,5%.
b) 66,7%.
c) 117,4%.
d) 85,2%.

3) (SOCIESC – 2008 – Analista Econômico Financeiro) Atualmente, quais demonstrações contábeis


são obrigatórias para as Sociedades Anônimas?
a) I – balanço patrimonial; II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III – demons-
tração do resultado do exercício; e IV – demonstração dos fluxos de caixa; e V – se companhia
aberta, demonstração do valor adicionado.
b) I – balanço patrimonial; II – demonstração das mutações do patrimônio líquido; III – demons-
tração do resultado do exercício; e IV – demonstração das origens e aplicações de recursos.
c) I – balanço patrimonial; II – demonstração das mutações do patrimônio líquido; III – demons-
tração do resultado do exercício; IV – demonstração das origens e aplicações de recursos
e; V – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados.
d) I – balanço patrimonial; II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III – demons-
tração do resultado do exercício; e IV – demonstração das origens e aplicações de recursos;
e V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.

98
Capítulo 13
Títulos Financeiros

13.1. Tipos de Títulos Financeiros


Título privados são títulos emitidos por empresas privadas visando a captação de
recursos com prazo e um rendimento pré-determinado, como debêntures, Certifica-
do de Depósito Bancário (CDB), letras hipotecárias (LH) e letras de câmbio (LC).
Títulos públicos: A emissão de título público pelo Tesouro Nacional é uma das
formas utilizadas para a captação de recursos para financiar atividades do governo
federal, tais como educação, saúde e infraestrutura.
A venda de títulos públicos no Brasil pode ser realizada por meio de três modalidades:
• Oferta pública com a realização de leilão;
• Oferta pública sem a realização de leilão (Tesouro Direto);
• Emissões diretas para atender a necessidades específicas determinadas em lei.

13.2. Análise de Investimentos no Mercado Financeiro


A análise de investimentos em títulos financeiros segue basicamente duas
abordagens de pensamento distintas, que são denominadas por abordagem funda-
mentalista e abordagem técnica.

13.2.1. Abordagem Fundamentalista


O valor da firma é função das políticas de distribuição (retenção) de lucros, de
investimentos e das formas utilizadas para o seu financiamento.
A abordagem fundamentalista pressupõe que o mercado de capitais não é infor-
macionalmente eficiente ao admitir que os preços correntes das ações não refletem
instantaneamente todas as informações relevantes sobre as empresas emissoras.
Desta forma, a determinação do valor da empresa (V), também designado de valor
intrínseco da firma, funciona como principal variável de decisão.
Formalmente, tem-se a seguinte equação: V = f (L, I, F)
Onde:
V é o valor ou preço da firma;
L é o lucro esperado em exercícios futuros;
I são os investimentos realizados e a realizar;
F são as fontes de financiamento utilizadas pela firma.
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

E pode-se observar que:


I) Se V > Pm, implica que a ação encontra-se subavaliada, logo, é uma indicação
de compra;
II) Se Pm > V, indica que a ação encontra-se sobreavaliada, por conseguinte, na
expectativa de que seu preço venha a cair em período futuro infere-se que esta
é uma oportunidade de venda ou de não compra.

13.2.2. Abordagem Técnica


A abordagem técnica apresenta duas vertentes em oposição teórica, ensejando
a demarcação de duas linhas de análise de investimento em títulos.
Uma delas suportada pela hipótese de eficiência dos mercados de títulos, e a
outra, pela ineficiência desses mercados. Como a hipótese de ineficiência implica na
aleatoriedade de séries de preços ou retornos de títulos, esta vertente da abordagem
técnica passou a ser designada por essa característica estocástica. Com o desenvol-
vimento da geometria fractal, foi criada uma forma de simulação mais realista da
flutuação de preços em momentos de grande turbulência.
A outra vertente manteve o designativo abordagem técnica, significando o con-
junto de técnicas e instrumentais analíticos para a realização de projeções de preços
futuros de títulos com base nas tendências de suas séries de preços. Pela abordagem
técnica, o preço P de uma ação estimado no momento t para um período à frente ‘t+1’
é fornecida em função de seus valores passados, ou seja: Pt+1 = f(Pt, Pt-1, Pt-2, ..., Pt-N)

13.3. Exercícios Resolvidos


1) Uma debênture foi emitida com valor de face igual a $1.000, 00. Ela é conversível
em ações preferenciais da mesma empresa ao índice de 25. A ação preferencial
promete dividendos que crescem a 5% ao ano e o retorno exigido pelos inves-
tidores é de 20% ao ano. Sabendo-se que o último dividendo pago pela ação
foi de R$4,00, o valor de conversão da debênture é:
a) $1.075.
b) $1.120.
c) $1.050.
d) $1.000.
e) $1.005.

Solução:
Pelo modelo de Gordon:
D0(1 + g) 4(1 + 0,05)
P0 = = = 28
K −g 0,20 − 0,05

100
Capítulo 13 I Títulos Financeiros Série Provas e Concursos

Valor de face: 1000:4 = 40/ação


Assim o valor de conversão: 28 x 40 = 1120
Gabarito: B

2) A companhia ABC emitiu debêntures com valor de resgate de $1.000,00 á taxa


de juros de face (valor nominal) de 12% ao ano. Os juros são pagos ao final
de cada quadrimestre e tributados em 25%. Sabendo-se que hoje esses títulos
têm prazo de vencimento de 80 meses e estão sendo negociados no mercado,
qual deverá se a sua cotação atual, se os investidores desejarem obter uma
rentabilidade líquida (efetiva) de 13,3% ao ano?
a) 833,82.
b) 693,88.
c) 490,89.
d) 245,98.
e) 163,78.

Solução:
• valor de resgate da debênture = 1.000
• maturidade = 20 quadrimestres
• renda bruta quadrimestral = 1000 x 0,12:3 = 40
• renda líquida quadrimestral = (1 – 0,25) x 40 = 30
• taxa efetiva do desconto = 1,1331/3 – 1 = 4,25%
Cálculo da cotação do mercado
P0 = 30 a 20,4,25% = 833,82
Gabarito: A.

13.4. Exercícios Propostos


1) As ações da companhia ABC, atualmente ,estão sendo cotadas na bolsa de valores de são Paulo
ao preço de R$60,00. Segundo as expectativas do mercado, a empresa no próximo exercício,
deverá distribuir dividendos de $3,50 por ação, que ao longo prazo, apresentam uma tendência
de crescimento de 10% ao ano, em média. Qual é a perspectiva de retorno (rentabilidade)
anual proporcionada pelo investimento em ações da CIA. ABC.
a) 9,83%. d) 13,78%.
b) 10,76%. e) 15,83%.
c) 12,75%.

2) Suponha que as ações da CIA. ABC, tenha risco sistemático estimado em 1,10 e que a expecta-
tiva de retorno associada ao índice de mercado acionário seja de 15% ao ano e a taxa livre de
risco na economia seja de 9% ao ano.Qual é o custo de capital próprio da empresa e o preço
justo das ações?
a) 10%, $48,80. d) 15,60%, $62,50.
b) 12%, $45,80. e) 18,80%, $75,90.
c) 9%, $50,00.

101
Capítulo 14
Avaliação de um Ativo

14.1. Introdução
A correta determinação dos fluxos de caixa é fundamental para a boa análise
financeira, logo reflete de maneira direta a saúde das empresas. Em regra, pode-se
dizer que os investidores preocupam-se com fluxos de caixa líquidos que poderão
obter dos projetos nos quais estão investindo. Pode-se dizer que o fluxo de caixa
corresponde aos recursos que efetivamente vão para o bolso do investidor.
No que se refere ao projeto, que envolva o lançamento de um novo produto
por uma empresa, o único componente irrelevante no cálculo do fluxo futuro de
caixa do projeto é a despesa com pesquisa de mercado, realizada anteriormente
para a viabilização do projeto.

14.2. Análise da Viabilidade de um Projeto


De acordo com esta abordagem, será considerado o IR, assim com outras variá-
veis, tornado-se assim o estudo mais específico.
Para analisar a viabilidade de uma empresa ou de um projeto, temos de projetar
os resultados futuros ao longo de toda vida útil planejada da empresa / projeto.
Maior valor do ativo:
• Quanto maior o fluxo de caixa a receber
• Rapidez na entrada dos ativos
Pontos relevantes:
• Valor do Investimento
• Timing dos pagamentos e recebimentos
• Risco e incerteza do fluxo de pagamentos

14.3. Capacidade de Pagamento do Financiamento


A abordagem tem como objetivo verificar se o fluxo de caixa da empresa será
capaz de pagar as despesas financeiras fixas oriundas do financiamento. Pode-se
verificar que quanto maior a emissão de títulos pela empresa e mais curta for sua
maturidade a empresa incorre em maiores custos fixos oriundos do financiamento
da empresa.
Capítulo 14 I Avaliação de um Ativo Série Provas e Concursos

De acordo com essa realidade, pode-se dizer que o fluxo de caixa futuro da
empresa tem a função de cobrir tais despesas, pois caso isto não ocorra haverá a
insolvência da empresa, assim, fluxos de caixas futuros esperados estáveis geram
como contrapartida uma maior capacidade de endividamento da empresa.

14.4. Índice de Cobertura


O índice de cobertura mede a capacidade de endividamento da empresa. No
cálculo destes índices será utilizado o LAJIR, depreciação e amortização.
O índice de cobertura de juros do serviço da dívida (I)

Amortização
Fórmula: I =
Amortização do principal
Juros +
1 − alíquota do IR

Interpretação: Caso uma empresa tenha um I = 1,4, então faz-se o seguinte


procedimento:
1
1− = 1 − 0,714 = 28,57%
1,4

Caso a queda da amortização seja maior que 28,57% o lucro que serve como
cobertura será insuficiente para pagar o serviço da dívida. Um índice bom ou ruim
varia de acordo com o risco da empresa.

14.5. Receita Mínima de Equilíbrio Econômico


O cálculo da receita mínima de equilíbrio econômico tem como objetivo estimar
a viabilidade ou não de um projeto visto que neste cenário, a empresa ainda não
detém as informações do mercado como um todo. A estimação da receita mínima é
uma ferramenta para tomada de decisão. Caso a empresa seja de capital aberto com
ações na bolsa e haja sua insolvência, haverá prioridade no ressarcimento.
Cálculo da receita mínima:
FÓRMULA:
RMPE = Custos Operacionais e financeiros + IR + Custos de Oportunidade

14.6. Exercícios Resolvidos


1) Determine a taxa de retorno por ano do investimento a seguir, dado que a sala
comercial será alugada por quatro anos. (considerar que não há juros e impostos)
I. Compra de uma sala comercial no valor de $500.000 à vista
II. valor anual do aluguel o valor de $300.000
III. Custos variáveis anual do proprietário $60.000 ao ano
IV. custos fixos anual do proprietário $115.000

103
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Solução:

Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4


Faturamento 300.000 300.000 300.000 300.000
Custos Variáveis 60.000 60.000 60.000 60.000
Custos Fixos 115.000 115.000 115.000 115.000
Lucro Bruto 125.000 125.000 125.000 125.000
LL 125.000 125.000 125.000 125.000

125.000
Cálculo da rentabilidade: r = = 25%
500.000

14.7. Exercícios Propostos


1) (Esaf – IRB – 2006) Uma diferença importante entre as ações preferenciais e as ações ordinárias
de emissão da mesma empresa é a:
a) alíquota de imposto de renda sobre dividendos em dinheiro.
b) possibilidade de registro para negociação em bolsa de valores.
c) prioridade de ressarcimento em caso de liquidação da empresa.
d) possibilidade de inscrição em programas de American Depository Receipts (ADR).
e) exigência de identificação do titular das ações.

2) (Esaf – IRB – 2006) Na avaliação de um projeto de investimento envolvendo o lançamento de


um novo produto por uma empresa, o único componente irrelevante no cálculo do fluxo futuro
de caixa do projeto é:
a) o valor contábil de um ativo já existente e a ser vendido por causa da realização do projeto.
b) a despesa de depreciação dos novos ativos a serem adquiridos para a realização do projeto.
c) a variação dos estoques da empresa por causa da realização do projeto.
d) a despesa com pesquisa de mercado, realizada anteriormente para a viabilização do projeto.
e) o efeito sobre as vendas de produtos já comercializados pela empresa.

104
Capítulo 15
Provas Anteriores

15.1. Cesgranrio – Petrobras – 2011/Contador Júnior


1) Um jovem executivo recebeu R$10.000,00 de bonificação por um trabalho bem-sucedido.
Decidiu aplicar a quantia em um fundo de investimentos, pelo prazo de 4 meses, a uma taxa
composta de 3% ao mês. O valor total que o jovem poderá resgatar, em reais, após esse prazo,
é de:
a) 11.255,09.
b) 11.552,90.
c) 12.152,29.
d) 12.525,19.
e) 12.952,25.

2) Segundo a teoria de Modigliani e Miller sobre estrutura de capital, em um hipotético mundo


sem impostos,
a) o custo do capital total da empresa pode oscilar entre −30 e +30 sem alterar a composição
acionária.
b) o custo do capital de uma empresa é independente de sua estrutura, isto é, não existe
estrutura ótima.
c) uma empresa pode atingir uma estrutura ótima de capital, dependendo das fontes de
financiamento utilizadas.
d) o custo marginal do capital de terceiros, caso seja inferior ao custo marginal do capital
próprio, poderá gerar a minimização do custo do capital.
e) a estrutura mínima de capital será obtida pelo uso dos recursos de curto prazo, diante da
opção de financiar o capital de giro com recursos de curto ou longo prazo.

3) A ideia de risco, de forma específica, está diretamente associada às probabilidades de ocor-


rência de determinados resultados em relação a um valor médio esperado. É um conceito
voltado para o futuro, revelando uma possibilidade de perda. As medidas estatísticas, que na
maioria das vezes representam o risco são denominadas:
a) permutações e arranjos.
b) estimação e amostragem.
c) desvio padrão e variância.
d) correlação e cotangência.
e) teste K e teste de aderência.
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

4) A Cia. Pantanal S/A está estudando duas alternativas de investimento, com as seguintes
características.

Projetos Investimento Fluxo de caixa (R$)


Inicial (R$)
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4
P 3.000.000,00 600.000,00 800.000,00 1.500.000,00 1.800.000,00
Q 5.000.000,00 2.000.000,00 2.500.000,00 1.500.000,00 1.800.000,00
Considerando-se exclusivamente essas informações, o período de payback efetivo da alter-
nativa Q, em anos, é:
a) 3,23; d) 2,55;
b) 2,92; e) 2,33.
c) 2,86;

15.2. UFRJ/NCE – 2004 – AGE (MT)


1) De acordo com a Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal número 450, de 21
de setembro de 2004, que dispõe sobre a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou
Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF), a alíquota
em relação aos fatos geradores ocorridos nos exercícios financeiros de 2004 a 2007 é de
0,38%. Maria, em outubro de 2004, comprou um imóvel no valor de R$50.000,00 e emitiu um
cheque nesse valor para a pessoa que lhe vendeu o imóvel. O valor debitado da conta de Maria
referente à CPMF dessa operação foi:
a) R$1.900,00. d) R$1,90.
b) R$190,00. e) R$0,19.
c) R$19,00.

2) Bernardo realizou um empréstimo de R$2.000,00 em um banco a uma taxa de juros de 5%


ao mês. O contrato de quitação da dívida estabeleceu o pagamento em quatro prestações, a
primeira vencendo dentro de um mês e as demais a intervalos de um mês e um sistema de
amortização constante (SAC). De acordo com esse contrato, o total de juros pagos por Bernardo
ao Banco será:
a) R$250,00; d) R$431,01;
b) R$256,12; e) R$552,56.
c) R$400,00;

3) Em um banco, a taxa de juros para determinado tipo de aplicação é de 32% ao ano. Se a inflação
for de 10% ao ano, a remuneração para um cliente que optou por esse tipo de aplicação, em
termos da taxa real de juros ao ano, será de:
a) 10%; d) 20%;
b) 11%; e) 22%.
c) 15%;

4) Uma impressora custa à vista R$853,00, mas pode ser comprada em 10 vezes mensais e iguais
sob o sistema de amortização francês, com a primeira prestação vencendo dentro de um mês e
uma taxa de juros de 3% ao mês. Nesse caso, o valor de cada prestação será: (obs.: arredonde
sua resposta para duas casa decimais).
a) R$87,86; d) R$110,89;
b) R$97,00; e) R$114,64.
c) R$100,00;

106
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

Tabela 1: Valores de (1+i)n


n i = 1% 2% 3% 5% 10%
1 1,0100000 1,0200000 1,0300000 1,0500000 1,1000000
2 1,0201000 1,0404000 1,0609000 1,1025000 1,2100000
3 1,0303010 1,0612080 1,0927270 1,1576250 1,3310000
4 1,0406040 1,0824322 1,1255088 1,2155063 1,4641000
5 1,0510101 1,1040808 1,1592741 1,2762816 1,6105100
6 1,0615202 1,1261624 1,1940523 1,3400956 1,7715610
7 1,0721354 1,1486857 1,2298739 1,4071004 1,9487171
8 1,0828567 1,1716594 1,2667701 1,4774554 2,1435888
9 1,0936853 1,1950926 1,3047732 1,5513282 2,3579477
10 1,1046221 1,2189944 1,3439164 1,6288946 2,5937425

(1+ i ) n − 1
Tabela 2: Valores de
i (1+ i ) n
n i = 1% 2% 3% 5% 10%
1 0,9900990 0,9803922 0,9708738 0,9523810 0,9090909
2 1,9703951 1,9415609 1,9134697 1,8594104 1,7355372
3 2,9409852 2,8838833 2,8286114 2,7232480 2,4868520
4 3,9019656 3,8077287 3,7170984 3,5459505 3,1698654
5 4,8534312 4,7134595 4,5797072 4,3294767 3,7907868
6 5,7954765 5,6014309 5,4171914 5,0756921 4,3552607
7 6,7281945 6,4719911 6,2302830 5,7863734 4,8684188
8 7,6516778 7,3254814 7,0196922 6,4632128 5,3349262
9 8,5660176 8,1622367 7,7861089 7,1078217 5,7590238
10 9,4713045 8,9825850 8,5302028 7,7217349 6,1445671

(1+ i ) n − 1
Tabela 3: Valores de
i
n i = 1% 2% 3% 5% 10%
1 1,0000000 1,0000000 1,0000000 1,0000000 1,0000000
2 2,0100000 2,0200000 2,0300000 2,0500000 2,1000000
3 3,0301000 3,0604000 3,0909000 3,1525000 3,3100000
4 4,0604010 4,1216080 4,1836270 4,3101250 4,6410000
5 5,1010050 5,2040402 5,3091358 5,5256313 6,1051000
6 6,1520151 6,3081210 6,4684099 6,8019128 7,7156100
7 7,2135352 7,4342834 7,6624622 8,1420085 9,4871710
8 8,2856706 8,5829691 8,8923360 9,5491089 11,4358881
9 9,3685273 9,7546284 10,1591061 11,0265643 13,5794769
10 10,462212 10,9497210 11,463879 12,577892 15,9374246

107
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

15.3. Eletronorte –2006 – UFRJ/NCE


1) O investimento necessário para produzir um montante de R$8.000,00 daqui a 3 meses a uma
taxa de juros simples de 20% ao mês é:
a) R$3.000,00;
b) R$4.000,00;
c) R$5.000,00;
d) R$6.000,00;
e) R$7.000,00.

2) No desconto comercial simples, a taxa de desconto incide sobre o valor nominal do título, des-
contado “n” períodos antes do vencimento. Considerando o valor do título (N), a taxa de desconto
(d) e o prazo da operação em dias (n), tem-se que o valor do desconto comercial simples é:
a) N. n. (d + 1);
b) N. d. (n + 1);
c) N. d. (n – 1);
d) N. (d + n );
e) N. d. n.

3) Considerando a aplicação do principal (P) durante “n” períodos a uma taxa de juros composta
“i”, tem-se como resultado um montante de:
a) P (1 – i)n;
b) P (1 – i)2n;
c) P (1 + i)n;
d) P (1 – i)n – 1;
e) P (1 + i)n – 1.

4) Se uma aplicação de R$5.000,00 proporcionou juros de R$1.200,00 no prazo de 180 dias, tem-se
que a taxa anual de juros simples desse investimento é de:
a) 38%;
b) 40%;
c) 48%;
d) 58%;
e) 68%.

15.4. Analista Contábil Eletronorte – 2006 – UFRJ/NCE


1) O desconto comercial simples de um título descontado quatro meses antes do seu vencimento
e à taxa de 24% ao ano é de R$1.080,00. O desconto racional simples é de:
a) R$920,00;
b) R$1.000,00;
c) R$1.120,00;
d) R$840,00;
e) R$1.200,00.

2) A rentabilidade efetiva de um investimento é de 5% ao semestre. Se os juros compostos ganhos


foram de R$4.071,00 sobre um capital investido de R$10.000,00, o capital ficou aplicado por:
a) três anos e seis meses;
b) quatro anos e um mês;
c) cinco anos;
d) sete anos;
e) sete anos e quatro meses.

108
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

3) Dada a taxa nominal de 60% ao ano, a correspondente taxa efetiva com capitalização mensal
é de:
a) 97,993% ao ano;
b) 84,104% ao ano;
c) 79,586% ao ano;
d) 68,541% ao ano;
e) 64,321% ao ano.

4) O salário de um funcionário público era de R$2.000,00 e, depois de um aumento concedido


pelo governo, passou a ser R$2.200,00. A taxa real (com duas casas decimais) de aumento
desse funcionário, se a inflação no período foi de 5%, foi de:
a) 3,82%;
b) 10,00%;
c) 5,00%;
d) 5,24%;
e) 4,76%.

5) Um financiamento de R$100.000,00 será pago em 15 prestações mensais aplicando-se juros


efetivos de 5% ao mês. O valor das prestações postecipadas será:
a) R$8.514,00;
b) R$6.666,00;
c) R$9.634,00;
d) R$9.931,00;
e) R$7.000,00.

6) Uma empresa produziu 10.000 unidades no mês de abril, tendo custos totais de R$6.034.000,00.
O preço de venda unitário é de R$700,00 e a margem de contribuição é de 30% do preço de
venda. O ponto de equilíbrio contábil no mês foi de:
a) 4.000 unidades;
b) 5.400 unidades;
c) 4.500 unidades;
d) 7.500 unidades;
e) 7.200 unidades.

7) Os custos dos produtos elaborados em março/2006 pela Cia. Industrial JOTA, apurados pelo
Custeio por Absorção foram:
Produto X ..... R$795,00/unid.
Produto Y ..... R$810,00/unid.
Produto Z ..... R$940,00/unid.
Considerando que os custos indiretos de fabricação representam 20% do custo direto, e que
50% desses custos indiretos se referem a custos fixos, o custo variável contido em cada unidade
do produto X é de:
a) R$742,50;
b) R$728,75;
c) R$662,50;
d) R$701,35;
e) R$689,40.

109
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

8) Observe os dados de uma indústria relativos a um período de produção:


Estoque inicial de produtos em processo R$15.200,00
Estoque inicial de produtos prontos R$14.500,00
Produção acabada no período R$40.100,00
Custos dos Produtos Vendidos R$38.900,00
Custo de Fabricação do período R$37.000,00
Os estoques finais de produtos em processo e de produtos prontos apontaram os seguintes
valores, respectivamente:
a) R$12.100,00 e R$15.700,00;
b) R$15.700,00 e R$12.100,00;
c) R$30.000,00 e R$11.100,00;
d) R$12.200,00 e R$15.700,00;
e) R$14.100,00 e R$16.800,00.

9) Dentre as alternativas a seguir, assinale a INCORRETA:


a) material direto pode ser conceituado como matérias-primas, embalagens e outros materiais
que são identificados com a unidade produzida;
b) mão de obra direta é aquela paga a empregados que trabalham diretamente no produto,
cujo tempo pode ser identificado com a unidade produzida;
c) os custos indiretos são aqueles relacionados com a fabricação, mas que não podem ser
economicamente identificados com as unidades produzidas;
d) como exemplo de custo indireto tem-se o imposto municipal sobre a propriedade predial e
territorial urbana;
e) o custo variável por unidade tende a permanecer constante dentro de certo nível de produção
e de tempo.

10) Na Contabilidade de Custos por Absorção de uma empresa X, os custos de Manutenção são
rateados para os Centros de Custos de Produção, Almoxarifado e Controle de Qualidade,
proporcionalmente às horas trabalhadas para esses centros: 80 horas para a Produção, 48
horas para o Almoxarifado e 32 horas para o Controle de Qualidade. O total de gastos da Ma-
nutenção a ratear foi R$4.800,00 no período de apuração. A parcela da Manutenção rateada
para o Centro de Controle de Qualidade foi de:
a) R$916.667,00;
b) R$942.000,00;
c) R$960.000,00;
d) R$885.000,00;
e) R$1.440.000,00.

15.5. Prefeitura de Santana/AP – 2007 – Administrador


1) O valor presente líquido de um investimento é definido como:
a) o valor atual de todos os fluxos de caixa, descontados pela taxa mínima de atratividade, e
levados a data de início do investimento;
b) o valor atual das Receitas, descontadas pela taxa mínima de atratividade, e levadas a data
de início do investimento;
c) os valores de todos os ativos diminuídos descontados pela taxa de produtividade;
d) os valores dos Ativos Permanentes diminuídos pela depreciação desses ativos, e descontados
a taxa Selic;
e) o valor do Lucro Operacional deduzido de todas as despesas com capital de longo prazo.

110
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

2) O Fluxo Caixa Operacional (FCO) é definido como:


a) FCO = LAJIR – DEPRECIAÇÃO
b) FCO = LAJIR – DESPESAS FINANCEIRAS
c) FCO = LAJIR + DEPRECIAÇÃO – IMPOSTOS
d) FCO = LAJIR – DEPRECIAÇÃO – IMPOSTOS
e) FCO = LAJIR – DESPESAS OPERACIONAIS

15.6. FCC – 2006 – Analista Econômico Financeiro (CEAL)


1) Se o “Valor Atual Líquido” de um projeto de investimento for positivo, pode-se concluir que:
a) a Taxa Interna de Retorno (TIR) é pequena, atingindo múltiplos valores.
b) a Taxa Interna de Retorno (TIR) é inferior à taxa de juros de mercado.
c) as receitas futuras do projeto serão superiores ao valor do investimento, ambas descontadas
a uma determinada taxa de juros.
d) a taxa de juros de mercado é muito elevada desencorajando os investimentos produtivos.
e) o projeto não é economicamente justificável.

2) O valor de um investimento produtivo em um determinado setor industrial é de R$1 milhão.


O investidor estima que as receitas líquidas futuras sejam de R$200 mil ao ano.
Neste caso, pode-se estimar que o “Tempo de Recuperação do Capital”, em anos, será:
a) 2. d) 5.
b) 3. e) 10.
c) 4.

15.7. Eletronorte – 2006 – UFRJ/NCE


1) Considere o Balanço Patrimonial da CIA. OMEGA em 31/12/X1
Neste caso o índice de liquidez geral da Cia. é de:
a) 0,32;
b) 0,43;
c) 2,38;
d) 1,00;
e) 0,13.

2) O salário de um funcionário público era de R$2.000,00 e, depois de um aumento concedido


pelo governo, passou a ser R$2.200,00. A taxa real (com duas casas decimais) de aumento
desse funcionário, se a inflação no período foi de 5%, foi de:
a) 3,82%;
b) 10,00%;
c) 5,00%;
d) 5,24%;
e) 4,76%.

3) Um financiamento de R$100.000,00 será pago em 15 prestações mensais aplicando-se juros


efetivos de 5% ao mês. O valor das prestações postecipadas será:
a) R$8.514,00;
b) R$6.666,00;
c) R$9.634,00;
d) R$9.931,00;
e) R$7.000,00.

111
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

4) Uma empresa produziu 10.000 unidades no mês de abril, tendo custos totais de R$6.034.000,00.
O preço de venda unitário é de R$700,00 e a margem de contribuição é de 30% do preço de
venda. O ponto de equilíbrio contábil no mês foi de:
a) 4.000 unidades;
b) 5.400 unidades;
c) 4.500 unidades;
d) 7.500 unidades;

5) Os custos dos produtos elaborados em março/2006 pela Cia. Industrial JOTA, apurados pelo
Custeio por Absorção foram:
Produto X ..... R$795,00/unid.
Produto Y ..... R$810,00/unid.
Produto Z ..... R$940,00/unid.
Considerando que os custos indiretos de fabricação representam 20% do custo direto, e que
50% desses custos indiretos se referem a custos fixos, o custo variável contido em cada unidade
do produto X é de:
a) R$742,50;
b) R$728,75;
c) R$662,50;
d) R$701,35;
e) R$689,40.

6) Observe os dados de uma indústria relativos a um período de produção:


Estoque inicial de produtos em processo R$15.200,00
Estoque inicial de produtos prontos R$14.500,00
Produção acabada no período R$40.100,00
Custos dos Produtos Vendidos R$38.900,00
Custo de Fabricação do período R$37.000,00
Os estoques finais de produtos em processo e de produtos prontos apontaram os seguintes
valores, respectivamente:
a) R$12.100,00 e R$15.700,00;
b) R$15.700,00 e R$12.100,00;
c) R$30.000,00 e R$11.100,00;
d) R$12.200,00 e R$15.700,00;
e) R$14.100,00 e R$16.800,00.

15.8. Banestestes Conesul – 2008


1) Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja
administração tenha influência significativa, ou de que participe com __________ ou mais do
capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo
ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de
acordo com as seguintes normas:
Assinale a alternativa que apresenta o percentual correto que preenche a lacuna do caput do
art. 248 da Lei no 6.404/1976, com nova redação dada pela Lei no 11.638/2007.
a) 5% (cinco por cento).
b) 10% (dez por cento).
c) 20% (vinte por cento).
d) 25% (vinte e cinco por cento).
e) 40% (quarenta por cento).

112
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

2) A Lei no 11.638/2007 passou a exigir das Sociedades de Grande Porte as mesmas exigências
aplicadas às Companhias Abertas, no que se refere à escrituração, elaboração das demons-
trações contábeis e sua revisão por auditores independentes, como a seguir transcreve-se:
Art. 3o Aplicam-se às sociedades de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma
de sociedades por ações, as disposições da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, sobre
escrituração e elaboração de demonstrações financeiras e a obrigatoriedade de auditoria
independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários.
Parágrafo único. Considera-se de grande porte, para os fins exclusivos desta Lei, a sociedade
ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo
total superior a _________ ou receita bruta anual superior a _________.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta e respectiva dos valores que pre-
enchem as lacunas do parágrafo único do Art. 3o da Lei no 11.638/2007.
a) R$240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) – R$300.000.000,00 (trezentos
milhões de reais).
b) R$200.000.000,00 (duzentos milhões de reais) – R$340.000.000,00 (trezentos e quarenta
milhões de reais).
c) R$100.000.000,00 (cem milhões de reais) – R$240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões
de reais).
d) R$1.000.000.000,00 (um bilhão de reais) – R$540.000.000,00 (quinhentos e quarenta milhões
de reais).
e) R$240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) – R$1.000.000.000,00 (um bilhão
de reais).

15.9. Analista Financeiro – BADESC/FEPESE – 2005


1) As decisões de investimento do administrador financeiro determinam a combinação e o tipo
de ativos constantes do balanço patrimonial da empresa. Considerando o tema abordado,
assinale a seguir a opção que representa a afirmação correta:
( ) A análise do balanço patrimonial representa uma fonte de informações necessária para
a tomada de decisões de investimentos, estabelecendo no lado esquerdo do balanço a
combinação mais apropriada entre financiamentos a curto e a longo prazo.
( ) O administrador financeiro deve fixar e tentar manter certos níveis ótimos para cada
tipo de ativo circulante.
( ) As decisões de investimento relacionam-se com o lado direito do balanço patrimonial,
representando o montante de recursos aplicados em ativos circulantes e ativos perma-
nentes.
( ) O objetivo fundamental das decisões de investimento é avaliar o fluxo de caixa da empresa
e desenvolver planos de financiamento que assegurem uma estrutura ótima de capital.

2) A análise de balanços dispõe de uma série de técnicas para melhor conhecer a situação eco-
nômico financeira da empresa. Assinale a alternativa que indica qual dos métodos de análise
baseia-se na evolução de cada conta de uma série de demonstrações financeiras, em relação
à demonstração anterior e/ou em relação a uma demonstração financeira básica, geralmente
a mais antiga.
( ) Análise de índices padrão.
( ) Análise diagonal.
( ) Análise horizontal.
( ) Análise vertical.

113
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

3) A Companhia Novos Horizontes está considerando um dispêndio de Capital que exige um


investimento inicial de R$36.000,00 e proporciona retorno após o imposto de renda na forma
de entradas de caixa de R$6.000,00 por ano, pelo período de dez anos. Indique a opção que
define o período de payback para esse projeto.
( ) 5 anos.
( ) 6 anos.
( ) 7 anos.
( ) 10 anos.

4) Um dado projeto de investimento apresenta o fluxo de caixa mostrado a seguir, já descontada


a taxa mínima de atratividade.
Fluxo de Caixa Projetado

Investimento Inicial 100.000,00

Valor Presente das entradas de caixa


Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4
46.000 15.000 20.000 24.000
Valores em R$1,00
Assinale a opção correspondente ao Valor Presente Líquido (VPL) deste projeto.
( ) R$105.000,00.
( ) R$100.000,00.
( ) R$95.000,00.
( ) R$5.000,00.

5) Os índices de liquidez visam fornecer uma medida, ou melhor, um indicador da capacidade


da empresa de pagar suas dívidas, a partir da comparação entre os direitos realizáveis e as
exigibilidades. Dentre as opções apresentadas, assinale a alternativa correta.
( ) O índice de Liquidez Corrente indica quanto a empresa possui em dinheiro, em bens e
em direitos realizáveis no curto prazo, comparando com suas dívidas a serem pagas no
mesmo período.
( ) O índice de Liquidez Seca indica quanto a empresa possui em dinheiro, bens e direitos
realizáveis a curto e longo prazo, para fazer face às suas dívidas totais.
( ) O índice de Liquidez Geral indica quanto a empresa possui em dinheiro, em aplicações fi-
nanceiras a curto prazo e em duplicatas a receber, para fazer face ao seu passivo circulante.
( ) O índice de Liquidez Imediata indica quanto a empresa possui em dinheiro, em bens e
em direitos realizáveis no longo prazo, comparando com suas dívidas a serem pagas no
mesmo período.

15.10. Analista Financeiro – BADESC – 2010


1) A empresa Lando fabrica controles. Cada unidade produzida de controle apresenta um custo
variável unitário de R$2,00 e é vendida por R$4,00. Os custos fixos da empresa totalizam
R$50.000,00. Se a empresa exigir uma lucratividade de 50% dos custos fixos, o ponto de
equilíbrio econômico da empresa é:
a) R$18.750,00.
b) R$25.000,00.
c) R$37.500,00.
d) R$50.000,00.
e) R$75.000,00.

114
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

A tabela a seguir refere-se às questões 2 e 3.


Despesas antecipadas de seguros ........................ 3.000
Duplicatas a receber C/P ..................................... 10.000
Bancos c/Movimento ........................................... 15.000
Caixa ...................................................................... 5.000
Despesas antecipadas de juros ............................ 7.000
Duplicatas a pagar C/P .......................................... 6.000
Fornecedores ......................................................... 9.000
Imóveis de uso .................................................... 12.000
Capital Social ...................................................... 48.000
Impostos a pagar ................................................... 7.000
Matéria prima – Estoques ................................... 13.000
Financiamentos L/P .............................................. 8.000
Salários a pagar ................................................... 11.000
Veículos .................................................................. 8.000
Máquinas e equipamentos .................................. 16.000

2) Assinale a alternativa que apresente o índice de liquidez corrente:


a) 1,60
b) 1,21
c) 1,51
d) 1,30
e) 1,29

3) Assinale a alternativa que contenha o quociente de endividamento:


a) 0,77
b) 0,46
c) 0,37
d) 1,00
e) 1,13

A tabela a seguir refere-se às questões 4 e 5.


Vendas brutas.............................................................10.000
Custos das mercadorias vendidas ...............................5.000
Deduções de vendas.....................................................1.000
Despesas operacionais ................................................2.000
Contribuições sociais e imposto de renda ......................500
Resultados não operacionais ..........................................200

4) Com base nas informações da tabela, calcule a taxa de retorno sobre as vendas líquidas.
a) 0,22
b) 0,20
c) 0,42
d) 0,17
e) 0,18

5) Com base nos dados da questão anterior calcule a taxa de retorno operacional.
a) 0,20
b) 0,50
c) 0,22
d) 0,13
e) 0,18

115
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

6) Considere as informações a seguir:


Estoque de matéria-prima ...................................13.000
Índice de liquidez seca ..............................................0,50
Ativo circulante .....................................................53.000
Assinale a alternativa que apresente o índice de liquidez corrente.
a) 0,66
b) 072
c) 0,55
d) 0,70
e) 0,59

15.11. Desenbahia – 2009 – AOCP


1) Assinale a alternativa que define taxa nominal em um sentido mais amplo.
a) É a taxa de juros que será aplicada sobre o capital, independentemente da taxa contratada.
b) Ela é expressa percentualmente em unidade de tempo.
c) É aquela em que a inflação do período foi “desencaixada”, ou seja, representa a variação
(ganho ou perda) sobre a inflação.
d) É aquela que vigora nas operações correntes.
e) É a taxa de juros compostos que já está referida à mesma unidade de tempo que o período
de capitalização.

2) Assinale a alternativa que apresenta a taxa de juros trimestral proporcional, respectivamente,


às seguintes taxas: 24% a.a.; 36% ao biênio; 6% ao semestre.
a) 5,8%; 4,6% e 3,3%.
b) 6,21%; 4,73% e 2,96%.
c) 6%; 4,5%; e 3%.
d) 6,06%; 4,49% e 3,12%.
e) 6%; 4,6% e 2,9%.

3) Assinale a alternativa correta. Um corretor de títulos propõe a seu cliente uma aplicação cuja
rentabilidade é de 40% a.a. Se o investidor souber de outra opção onde possa ganhar 9% a.t.,
qual será a melhor opção?
a) 7,59% a.t. e 46,41% a.a. – A segunda opção é a melhor.
b) 9,07% a.t. e 36,04% a.a. – A primeira opção é a melhor.
c) 8,87% a.t. e 41,67% a.a. – A segunda opção é a melhor.
d) 8,78% a.t. e 41,16% a.a. – A segunda opção é a melhor.
e) 7,95% a.t. e 44,61% a.a. – A primeira opção é a melhor.

15.12. LAFED/IPAD – 2007


1) Assinale a sequência que atende à classificação correta dos quocientes indicados, de acordo
com a seguinte legenda:
A – Liquidez Seca; B – Liquidez Corrente; C – Participação deCapitais de Terceiros; D – Giro;
E – Margem.
a) A – É um Quociente de Liquidez; B – É um Quociente de Liquidez; É um Quociente de Ren-
tabilidade; D – É um Quociente de Rentabilidade; E – É um Quociente de Rentabilidade.
b) A – É um Quociente de Liquidez; B – É um Quociente de Liquidez; É um Quociente de Estrutura
de Capitais; D – É um Quociente de Rentabilidade; E – É um Quociente de Rentabilidade.

116
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

c) A – É um Quociente de Liquidez; B – É um Quociente de Estrutura de Capitais; É um Quo-


ciente de Estrutura de Capitais; D – É um Quociente de Rentabilidade; E – É um Quociente
de Rentabilidade.
d) A – É um Quociente de Liquidez; B – É um Quociente de Liquidez; É um Quociente de Estrutura
de Capitais; D – É um Quociente de Estrutura de Capitais; E – É um Quociente de Estrutura
de Capitais.
e) A – É um Quociente de Estrutura de Capitais; B – É um Quociente de Estrutura de Capitais;
É um Quociente de Estrutura de Capitais; D – É um Quociente de Estrutura de Capitais; E – É
um Quociente de Rentabilidade.

2) Uma empresa apresentou, durante três exercícios consecutivos, a seguinte posição para o
quociente de margem líquida sobre vendas: X0 = -2,8%; X1 = -3,2%; X2 = -3,7%. Com base em
uma análise horizontal exclusivamente para este indicador, pode-se afirmar:
a) A empresa está melhorando.
b) A empresa apresenta comprometimento da situação financeira.
c) A empresa está piorando.
d) A empresa apresenta comprometimento da estrutura de capitais.
e) A empresa está insolvente.

3) Considere os seguintes saldos contábeis em 31/12/X3: Caixa – $100; Fornecedores – $50;


Investimentos temporários – $20; Clientes – $80; Vendas – $400; Custo das Mercadorias
Vendidas – $320. O prazo médio de recebimento das vendas anuais (ano comercial), expresso
em número de dias é:
a) 90 dias.
b) 288 dias.
c) 21 dias.
d) 72 dias.
e) 45 dias.

4) Uma empresa comercial apresenta os seguintes prazos médios:


prazo médio de recebimento de vendas = 100 dias; prazo médio de renovações dos estoques
= 50 dias; prazo médio de pagamento de compras = 120 dias. Pode-se afirmar que o ciclo
operacional da empresa é de:
a) 270 dias.
b) 50 dias.
c) 120 dias.
d) 170 dias.
e) 150 dias.

5) O quociente de liquidez geral é mensurado com base no seguinte modelo, considerando-se a


terminologia adotada na literatura e nas Normas Brasileiras de Contabilidade:
a) Divisão do ativo circulante pelo passivo circulante.
b) Divisão do ativo pelo passivo.
c) Soma do passivo circulante com o realizável a longo prazo, dividido pelo ativo total.
d) Divisão do passivo total pelo ativo total.
e) Soma do ativo circulante com o realizável a longo prazo, dividido pela soma do passivo
circulante com o exigível a longo prazo.

117
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

6) Para quocientes de situação financeira que se interpretam “quanto maior melhor”, suas
posições abaixo da mediana do setor traduzem que:
a) a situação financeira da empresa é melhor do que o conjunto das outras empresas.
b) a situação financeira da empresa é semelhante ao conjunto das outras empresas.
c) a situação financeira da empresa é pior do que o conjunto das outras empresas.
d) a situação financeira da empresa é indefinida.
e) a situação financeira da empresa encontra-se na parte 50% melhor.

7) Determinada empresa, tomando como base o ano de X1, apresentou a seguinte posição rela-
tiva: X1 = 100; X2 = 98; X3 = 92; X4 = 89. Tal situação pode ser explicada com base no seguinte
comportamento:
a) Redução da liquidez geral.
b) Aumento mais que proporcional dos investimentos em relação à evolução do lucro opera-
cional.
c) Redução da liquidez corrente.
d) Aumento da composição do endividamento.
e) Redução da participação de capitais de terceiros.

8) Uma empresa apresentou os seguintes dados de vendas líquidas: Ano de 2003 = $120.000;
Ano de 2004 = 140.000; Ano de 2005 = 180.00. Considerando que houve inflação acumulada
no período de 40%, pode-se afirmar que as vendas de 2005 em relação a 2003 tiveram:
a) Aumento nominal e aumento real.
b) Aumento nominal e queda real.
c) Queda nominal e queda real.
d) Queda nominal e aumento real.
e) O período é insuficiente para a análise requerida.

9) Considere as seguintes informações contábeis: Ano de 2003 – Quociente de margem bruta


sobre vendas = 30%; Receita de Vendas = $300.000; Ano de 2004 – Quociente de margem bru-
ta sobre vendas = 40%; Receita de Vendas = $400.000; Ano de 2005 – Quociente de margem
bruta sobre vendas = 50%; Receita de Vendas = $450.000. A opção a seguir que apresenta a
sequência correta, sucessivamente para os três anos, do custo das mercadorias vendidas é:
a) $210.000; $240.000; $225.000.
b) $150.000; $200.000; $225.000.
c) $170.000; $215.000; $225.000.
d) $180.000; $220.000; $250.000.
e) $150.000; $200.000; $250.000.

10) Considere os seguintes dados em um determinado exercício social: Receita de vendas =


$500.000; Custo das mercadorias vendidas = $380.000; Despesas de vendas e administrativas
= $80.000; Imposto de renda = $200. O grau de alavancagem financeira, com base exclusiva-
mente nos dados disponíveis, é:
a) 1,10
b) 1,00
c) 1,50
d) 1,32
e) 2,20

118
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

11) Uma Sociedade Anônima apresentou os seguintes dados:


Lucro líquido do exercício = $12.200.000,00. Seu capital social é formado por 1.200.000.000
ações. O lucro por ação, portanto, é de:
a) $98,36
b) $10,17
c) $0,10
d) $1,00
e) $0,01

12) Um investimento produz um fluxo de caixa positivo de $400 ao mês durante um trimestre.
O valor inicial do investimento é de $1.000. Considerando-se uma taxa de juros composta e
mensal de 1%, pode-se afirmar:
a) O investimento não é atrativo, porque o valor presente do fluxo é menor do que o valor
investido.
b) O fluxo de caixa é deficitário, porque a taxa de atratividade é positiva.
c) O fluxo de caixa apresenta custo de oportunidade crescente.
d) O investimento é atrativo, porque o valor presente do fluxo é maior do que o valor investido.
e) O fluxo de caixa é superavitário, porque a taxa de atratividade é negativa.

15.13. Transpetro – Cesgranrio – 2006


1) Sobre o conceito de valor presente líquido, é correto afirmar que:
a) somente pode ser utilizado se também analisada a taxa interna de retorno do projeto de
investimento.
b) na comparação entre diferentes projetos mutuamente excludentes, é escolhido o projeto
com valor presente líquido positivo.
c) é a taxa de rentabilidade periódica equivalente de um investimento.
d) é a diferença entre os valores atuais das entradas líquidas de caixa e os das saídas de caixa
relativas ao investimento líquido.
e) é o quociente entre os valores atuais do fluxo de caixa e o valor atual das saídas líquidas de caixa.

2) Em uma palestra sobre investimentos em ativos de longo prazo, o palestrante explicou ao


público o conceito de taxa interna de retorno, afirmando corretamente que ela:
a) apresenta raízes múltiplas quando, após um investimento inicial, os fluxos de caixa forem
sempre positivos.
b) é a taxa que determina o valor presente líquido máximo.
c) é sempre preferível ao valor presente líquido.
d) aproxima o valor presente líquido de zero, quando é positiva.
e) pode apresentar resultados múltiplos para um mesmo fluxo de caixa, o que limita seu uso
como instrumento de análise financeira.

3) Se uma empresa apresenta como contas do Balanço Patrimonial: estoques (R$5.000,00),


fornecedores (R$40.000,00), realizável de longo prazo (R$20.000,00), caixa (R$50.000,00)
e salários R($40.000,00), a necessidade de capital circulante líquido (capital de giro) dessa
empresa, em reais, é de:
a) 5.000,00
b) 10.000,00
c) 15.000,00
d) 25.000,00
e) 90.000,00

119
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

4) Dado um saldo médio dos estoques de R$10.000,00, um custo das vendas de R$100.000,00,
saldo médio das duplicatas a receber de R$20.000,00, e receitas brutas das vendas a prazo
de R$100.000,00, o ciclo operacional dessa empresa, em dias, é:
a) 108
b) 90
c) 72
d) 60
e) 36

5) Uma empresa pode se financiar no mercado brasileiro ou internacional. Seu custo de capital
atual é de 10% ao ano, sendo 50% empréstimos de longo prazo colocados junto ao mercado.
Caso a empresa financie 50% desses empréstimos no exterior, a uma taxa de juros de 10%
ao ano, e a moeda local se valorize em 10%, seu custo de capital será:
a) 1% menor.
b) 0,5% menor.
c) 0,25% menor.
d) 0,25% maior.
e) 1% maior.

6) Dada uma frequência relativa de 3000 sinistros por mês e um valor médio de indenização de
R$500,00 um aumento de 10% no número de sinistros eleva o custo do risco da empresa, em
reais, em:
a) 6,00
b) 50.000,00
c) 150.000,00
d) 1.500.000,00
e) 1.650.000,00

15.14. Copergas – 2008 – Upenet IAUP


1) Em um determinado período, uma empresa vendeu 500 unidades do seu produto ao preço
unitário de R$30,00. Se sobre essas vendas incidem impostos da ordem de 10%, os custos
desses produtos importam em 30% do preço de venda; o valor da depreciação no período foi
de R$1.000,00, o pagamento de juros foi de R$500,00 e o imposto de renda tem uma alíquota
de 15% sobre o lucro tributável. O Demonstrativo de Resultados da empresa no período
apresentará uma Receita Operacional Líquida de
a) R$9.000,00.
b) R$13.500,00.
c) R$6.375,00.
d) R$12.500,00.
e) R$12.000,00.

2) Na questão anterior, o LAIR será de


a) R$4.500,00.
b) R$6.500,00.
c) R$6.000,00.
d) R$9.000,00.
e) R$7.500,00.

120
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

3) Um projeto que requer investimento inicial da ordem de R$100.000,00 pode ser implantado,
segundo duas alternativas: a alternativa A teria 100% de recursos próprios, enquanto a B
envolveria 50% de recursos próprios e 50% de financiamento a um custo de 20% ao ano.
Nas duas alternativas, o Lajir seria de R$30.000,00, e o imposto de renda, de 10%. Indique a
alternativa INCORRETA.
a) O valor do IR na alternativa A seria de R$3.000,00.
b) O valor do IR na alternativa B seria de R$2.000,00.
c) O Lair da alternativa A seria de R$30.000,00.
d) O retorno sobre o capital próprio da alternativa A seria de 27%.
e) O retorno sobre o capital próprio da alternativa B seria de 18%.

15.15. COPELPUC/PR – 2009


1) Quanto à Taxa Interna de Retorno, é INCORRETO afirmar:
a) Quando todos os retornos gerados pelo projeto forem reinvestidos na taxa de juro igual à
TIR, pode-se afirmar que a taxa de rentabilidade anual do investimento durante o prazo de
análise será a própria TIR.
b) Gerencialmente a TIR, corresponde à taxa de lucratividade esperada dos investimentos em
um projeto.
c) Para se calcular a TIR é necessário projetar um fluxo de caixa que aponte as entradas e as
saídas de caixa provocadas pelo investimento.
d) Se a TIR estimada for menor que o custo do capital, isso indica que o projeto é criador de
valor para o acionista.
e) A TIR é a taxa de juros que iguala no momento zero o fluxo de entradas de caixa ao fluxo de
saídas de caixa.

2) Atribua a letra V para as verdadeiras e F para as falsas. Em seguida, marque a opção que
contenha a sequência CORRETA.
( ) Se o projeto A apresenta uma TIR maior que o projeto B e um VPL menor que o projeto
B, verifica se, então, que o projeto A cria mais valor que o projeto B.
( ) O Valor Presente Líquido (VPL) é uma informação prestada em termos percentuais.
( ) Quando o Valor Presente Líquido (VPL) for maior que zero, pode-se dizer que o investi-
mento será remunerado com a taxa mínima requerida.
a) V, V, V.
b) V, F, V.
c) V, F, F.
d) F, V, F.
e) F, F, V.

3) Quanto à Taxa Interna de Retorno (TIR) e à TIR Modificada (MTIR), é INCORRETO afirmar:
a) A MTIR procura corrigir os problemas estruturais da TIR relacionados às questões de raízes
múltiplas ou inexistentes.
b) TIR representa a taxa de desconto que produz um VPL igual a zero.
c) A MTIR utiliza as taxas reais de financiamento dos investimentos e de aplicação de caixas
excedentes.
d) Quanto maior a taxa de reaplicação menor será a MTIR e quanto menor a taxa de reaplicação
maior será a MTIR.
e) Quando um projeto é representado por um fluxo de caixa não convencional, ele pode apre-
sentar mais de uma TIR (positivas e negativas). Nesse caso, a TIR apurada pode não ter
significado algum na análise de investimento.

121
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

4) Quanto à análise de investimentos é INCORRETO afirmar:


a) Análise de Sensibilidade é uma técnica que indica o quanto os indicadores de um projeto
variam em função de uma mudança em uma única variável, mantendo-se todas as demais
constantes.
b) O Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC) é a taxa adequada para descontar o fluxo de
caixa operacional, pois reflete o custo de oportunidade dos provedores de capital, ponderado
pela estrutura de capital desses provedores.
c) O Beta informa quanto risco sistemático um ativo possui em relação a um ativo médio.
d) O Beta mostra a sensibilidade da variação do retorno de um ativo individual em relação à
variação do retorno da carteira de mercado.
e) A apresentação de lucratividade em determinado projeto necessariamente é indicativo de
VPL e TIR positivos.

Com base nas informações apresentadas a seguir, responda às questões 5 e 6.

Anos
0 1 2
Receitas $15.000 $15.000
(–) Custos ($3.000) ($3.000)
(–) Depreciação ($2.000) ($2.000)
(–) Amortização ($1.500) ($1.500)
(=) Lucro operacional $8.500 $8.500
(–) IR/CSLL sobre o LO ($2.550) ($2.550)
(=) LO liquid $5.950 $5.950
(+) Depreciação $2.000 $2.000
(+) Amortização $1.500 $1.500
(=) FCO (fluxo de caixa operacional parcial) $9.450 $9.450
(–) Investimento fixo ($10.000)
(+) Valor residual
(–) IR/CSLL na venda dos ativos
(–) Investimento pré-operacional ($4.500)
(–) Investimento em CGL ($2.000)
(+) Liberação do CGL
(=) FCO (fluxo de caixa operacional) final ($16.500) $9.450 $9.450
(+) Empréstimos $6.500
(–) Juros líquidos ($455) ($455)
(–) Juros brutos ($650) ($650)
(+) Economia fiscal $195 $195

(=) FCA (Fluxo de caixa acionista) ($10.000) $8.995 $8.995

Custo de Capital 10%

5) A Taxa Interna de Retorno (TIR) que mais se aproxima do conceito de fluxo de caixa opera-
cional é:
a) 9,6%.
b) 55%.

122
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

c) 19,9%.
d) 7%.
e) 5,5%.

6) O valor presente líquido (VPL) que mais se aproxima do conceito de fluxo de caixa para o
acionista é:
a) $6.510.
b) $90.
c) $5.611.
d) $99.
e) $6.401.

7) Tendo por base as informações e os gráficos a seguir, indique a resposta incorreta.

Tabela Preço
+ 10% $994
Base $535
– 10% $77

Tabela Volume
+ 10% $765
Base $535
– 10% $306

123
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Tabela Gasto Fixo


– 10% $611
Base $535
+ 10% $459

a) o gráfico, que representa a sensibilidade em relação à variável preço, indica que esta é a
mais relevante por apresentar maior inclinação.
b) em ordem decrescente, as premissas mais relevantes são preço, volume e gasto fixo.
c) quando se analisam dois ou mais projetos, aqueles que apresentam linhas de sensibilidade
menos íngremes são os mais arriscados.
d) a sensibilidade em relação ao gasto fixo mostra-se menos relevante, embora influencie no
resultado econômico da organização.
e) por meio da análise sensibilidade, é possível observar o quanto o VPL mudará em razão da
alteração de uma variável.

8) Determinada indústria vende cada unidade de seu produto por R$1.200,00. Dessa produção
cada unidade possui R$150,00 de despesas variáveis e R$500,00 de custos variáveis. As des-
pesas fixas totalizaram R$500.000,00, e os custos fixos R$2.000.000,00. O valor CORRETO do
ponto de equilíbrio contábil é:
a) R$5.660,60.
b) R$4.750,50.
c) R$4.545,45.
d) R$3.535,35.
e) R$4.595,95.

9) Determinada empresa vende 7000 unidades por R$1.000,00 cada. Sabe-se que cada unidade
possui R$130,00 de despesas variáveis e R$470,00 de custos variáveis. O total de despesas fixas
do mês de março foi de R$300.000,00, e os custos fixos foram de R$1.700.000,00. Levando-se
em conta que no plano orçamentário está previsto um aumento de 10% na quantidade vendida,
o valor CORRETO do grau de alavancagem operacional é:
a) 3,5.
b) 2,5.
c) 4,5.
d) 1,5.
e) 5,5.

124
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

10) Uma empresa tem custo variável unitário de R$1.000,00, preço de venda de R$1.700,00 e
capacidade máxima de produção de 10.000 unidades. Para que seu ponto de equilíbrio seja
de 60%, o valor CORRETO de seus custos fixos deverá ser:
a) 6.350.000,00.
b) 3.350.000,00.
c) 7.250.000,00.
d) 4.200.000,00.
e) 3.200.000,00.

11) A empresa Menino de Deus necessita comprar uma máquina para aumentar sua produção. O
valor é de R$50.000,00, para pagamento daqui a 60 dias ou à vista com 3% de desconto sobre
o valor. Essa empresa pode aplicar seu dinheiro à taxa de 1,4% ao mês. De acordo com esses
dados, atribua a letra V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas. Em seguida, marque
a opção que contenha a sequência CORRETA.
( ) A melhor alternativa para a empresa é a compra à vista.
( ) O valor a ser pago daqui a 60 dias descapitalizados é maior que o valor à vista com
desconto.
( ) A melhor alternativa para a empresa é a compra a prazo, pois poderia aplicar os
R$50.000,00 e retirar seu rendimento.
a) V, F, F.
b) F, F, V.
c) V, V, F.
d) F, V, V.
e) F, V, F.

12) A partir dos seguintes dados, calcule o Custo Médio Ponderado do Capital, considerando os
ativos e os passivos líquidos:

Ativo Circulante R$ 250,00 Passivo Circulante R$ 600,00


– Fornecedores R$ 200,00
Ativo Não Circulante R$ 950,00 – Empréstimos e financ R$ 400,00
Patrimônio Liquido R$ 600,00
Total R$ 1200,00 Total R$ 1200,00
Custo do Capital de Terceiros = 15% a.a.
Custo do Capital Próprio = 30% a.a.
a) 22,5%. d) 46,5%.
b) 27%. e) 31,5%.
c) 24%.

13) Com relação à função VPL do Excel, é CORRETO afirmar:


I. Calcula o valor líquido atual de um investimento utilizando a taxa de desconto e uma
série de futuros pagamentos (valores negativos) e receita (valores positivos).
II. O investimento de VPL começa um período antes da data do fluxo de caixa de valor 1
e termina com o último fluxo de caixa na lista. O cálculo de VPL baseia-se em fluxos e
caixa futuros. Se o seu primeiro fluxo de caixa ocorrer no início do primeiro período, o
primeiro valor deverá ser incluído ao resultado VPL e não nos valores de argumentos.
III. Se n for o número de fluxos de caixa na lista de valores, a fórmula para VPL será:
υ
valoresi
VPL = ∑
i −1 (1 + taxa)i

125
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

IV. VPL assemelha-se à função VP (valor presente). A principal diferença entre VP e VPL é
que a primeira permite que os fluxos de caixa comecem no final ou no início do período.
Diferentemente dos valores de fluxo de caixa da variável VPL, os fluxos de caixa VP
devem ser constantes durante o período de investimento.
V. VPL também está relacionado à função TIR (taxa interna de retorno). TIR é a taxa para
a qual VPL é igual a zero.
Dessas afirmações, quantas estão CORRETAS?
a) A afirmação I, apenas.
b) A afirmação II, apenas.
c) As afirmações III e IV, apenas.
d) A afirmação V, apenas.
e) Todas as afirmações estão corretas.

15.16. SUSEP – 2010 – Esaf


1) Para que o Modelo de Precificação de Ativos Financeiros (CAPM) seja uma relação geral de
equilíbrio entre retorno esperado e risco, é essencial que:
a) exista um ativo livre de risco que possa ser comprado ou vendido em qualquer quantidade,
à mesma taxa de retorno.
b) os investidores tomem decisões de otimização de carteiras com horizontes de um único período.
c) todos os ativos sejam negociados e tenham preços de mercado observáveis.
d) os dividendos e ganhos de capital com investimentos em ações sejam tributados à mesma
alíquota de imposto de renda.
e) todos os investidores tenham as mesmas expectativas a respeito de retornos esperados,
variâncias e covariâncias de retornos de todos os títulos existentes.

2) A determinação da fronteira eficiente para o mercado de ações requer o conhecimento de


valores numéricos para os seguintes elementos, entre outros:
a) volatilidade da taxa de juros livre de risco e coeficiente beta da carteira de mercado.
b) número de títulos que podem fazer parte da carteira e seus retornos esperados.
c) betas das várias ações e volatilidade da carteira de mercado.
d) beta do ativo livre de risco e grau de aversão a risco do investidor que está determinando a
fronteira.
e) coeficientes de assimetria e curtose da distribuição de probabilidades dos retornos das ações.

3) (IBGE – 2010 – Cesgranrio – Engenheiro de Produção) Um engenheiro está avaliando duas


alternativas para um sistema de coleta de dados de pesquisa. Com base no método do Prazo
de Recuperação do Investimento (Payback simples), quais dos projetos são viáveis?

Redução de custos por ano


Projeto Investimento Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4
Sistema de 10.000,00 2.300,00 2.300,00 2.300,00 2.300,00
coleta I
Sistema de 12.000,00 3.600,00 3.600,00 3.600,00 3.600,00
coleta II
Sistema de 15.000,00 4.500,00 4.500,00 4.500,00 4.500,00
coleta III
Sistema de 25.000,00 5.100,00 5.100,00 5.100,00 5.100,00
coleta IV

126
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

a) I E II, APENAS.
b) II E III, APENAS.
c) III E IV, APENAS.
d) I, II E III, APENAS.
e) II, III E IV.

Considere a figura para responder às questões 4 e 5.

4) Com relação à figura e aos fundamentos da tomada de decisão, analise as seguintes afir-
mações.
I. Alternativa é uma ação que pode ser escolhida pelo tomador da decisão, que, na figura,
representa o mercado favorável ou desfavorável.
II. Estado da natureza é uma ocorrência ou situação sobre a qual o tomador da decisão tem
pouco controle.
III. No nó de decisão podem sair vários estados da natureza É(São) correta(s) APENAS a(s)
afirmativa(s).
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) II e III.
e) I, II e III.

5) O valor monetário esperado (VME), em reais, para as alternativas 1 e 2, apresentadas na figura,


respectivamente, são:
a) 20.000,00 e 10.000,00.
b) 10.000,00 e 5.000,00.
c) 5.000,00 e 5.000,00.
d) 5.000,00 e 2.500,00.
e) 2.500,00 e 2.500,00.

127
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

15.17. Marinha do Brasil – Administração – Quadro complementar – 2010


1) Observe a expressão a seguir:
presente de fluxos de caixa subsequentes ao investimento inicial
Investimento inicial
Segundo ROSS, na Administração Financeira, essa representação significa índice:
a) do racionamento de capital.
b) da taxa interna de retorno.
c) do orçamento de capital.
d) de rentabilidade.
e) da tarifa TIR.

2) Segundo ROSS, em relação ao valor presente líquido e ao orçamento de capital, assinale a


opção correta:
a) Custos de oportunidade são custos já decorridos.
b) O capital de giro líquido é a diferença entre ativos circulantes e passivos circulantes.
c) A Erosão é um dos mais importantes efeitos bilaterais e corresponde ao fluxo de caixa
transferido por cliente a um novo projeto.
d) A Deflação é um fato importante na vida econômica e por isso deve ser desconsiderada nas
decisões de investimento.
e) O valor presente líquido deve ser descontado à taxa nominal.

3) Um investidor aplicou um capital de R$200,00 (duzentos reais) em uma instituição financeira,


em regime de juros compostos, a uma taxa de 20% ao mês. Qual o montante a que o investidor
terá direito após três meses?
a) R$320,00.
b) R$328,00.
c) R$335,00.
d) R$345,60.
e) R$355,80.

4) Uma loja anunciou um aparelho de ginástica à venda por R$466,56 com pagamento somente
após 60 dias de compra, sem entrada. Porém, se o comprador resolvesse pagar à vista, o mesmo
aparelho sairia por R$400,00. A partir destes dados, qual a taxa mensal de juros compostos
praticado pela loja?
a) 8%.
b) 9%.
c) 14,2%.
d) 16%.
e) 18%.

5) Qual será o montante acumulado de um capital de R$5.000,00, ao fim de dois anos, aplicado


sob o regime de juros compostos de 32% ao ano com capitalização trimestral?
a) R$6.066,50.
b) R$6.380,65.
c) R$6.600,00.
d) R$8.200,00.
e) R$9.254,65.

128
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

15.18. Marinha do Brasil – Administração – Quadro complementar – 2008


1) Um financiamento para aquisição de um automóvel cujo preço à vista é igual a R$30.000,00
deve ser liquidado em quatro prestações anuais pagas ao final de cada período. A 1a prestação
tem um valor de R$10.000,00 e as outras três são linearmente decrescentes em relação à
1a, fazendo com que as quatro formem uma progressão aritmética decrescente. Qual o valor,
em reais, da 3a prestação, sabendo-se que a taxa efetiva de juros do financiamento é de 8%
ao ano, no regime de juros compostos?
a) 8.583,34.
b) 8.657,55.
c) 8.792,71.
d) 8.873,89.
e) 8.945,62.

2) Uma câmera filmadora é vendida pelo preço à vista de R$1.250,00, mas pode ser financiada com
20% de entrada e prestações anuais a uma taxa de 8% ao ano, no modelo “Price”. Sabendo-se
que o financiamento deve ser amortizado em 4 anos, qual o valor da amortização referente à
terceira prestação?
a) R$241,78.
b) R$258,85.
c) R$263,72.
d) R$279,81.
e) R$287,13.

3) Um financiamento cujo principal é igual a R$100.000,00 é realizado com uma taxa de 10%
ao ano, no regime de juros compostos, e deve ser amortizado pelo Sistema de Amortizações
Constantes (SAC) no prazo de 10 anos, com os dois primeiros anos de carência. Sabendo-se
que os juros devidos não são pagos, e sim capitalizados, qual o valor, em reais, da segunda
prestação?
a) 25.530,40.
b) 25.650,00.
c) 25.712,50.
d) )25.815,00.
e) 25.938,30.

4) Um título com 36 dias a decorrer está sendo negociado com uma rentabilidade de 1,00% ao mês.
Assumindo o ano comercial com 360 dias e o regime de juros simples, que valor aproximado
da taxa anual de desconto “por fora” corresponde a essa taxa de rentabilidade?
a) 12,42%.
b) 12,31%.
c) 12,00%.
d) 11,86%.
e) 11,57%.

15.19. Marinha do Brasil – Administração – Quadro complementar – 2009


1) Uma loja de eletrodomésticos oferece seu Plano Especial de Inverno, no qual as vendas de
agosto podem ser financiadas com o 1o pagamento só em dezembro. A taxa de juros efetiva
cobrada nesse financiamento é de 2,0% ao mês, no regime de juros compostos, e os cálculos
são feitos considerando que os meses têm 30 dias.

129
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Um cliente realizou, em 13 de agosto, compras no valor de R$1.000,00 e deseja pagá-las em


quatro prestações mensais, iguais e sucessivas.
Aproveitando a oferta do Plano Especial, esse cliente fará o pagamento da 1a prestação em
dezembro, e o valor de suas prestações mensais será de:
a) R$284,27. d) R$262,62.
b) R$278,70. e) R$259,44.
c) R$271,30.

2) Um certificado de depósito bancário tem um valor de resgate de R$10.000,00 e um prazo de


60 dias a decorrer até seu vencimento. Realizando os cálculos no regime de juros compostos
e considerando o mês comercial com 30 dias, qual o valor a ser aplicado nesse certificado
para que sua taxa de remuneração efetiva seja de 1% ao mês?
a) R$10.201,00.
b) R$9.802,96.
c) R$9.611,69.
d) R$7.419,23.
e) R$5.504,50.

3) De acordo com Ross (2007), assinale a opção correta em relação aos critérios de investimento.
a) O Valor Presente Líquido é o valor de uma quantia após ter sido aplicada por um ou mais
períodos.
b) A Taxa Interna de Retorno é a taxa de juros que seria obtida se fosse composta por um único
período, em lugar de várias vezes por período.
c) O PAYBACK é o número de anos exigidos para que a empresa decida cobrar um investimento
realizado.
d) O Retorno Contábil Médio é o lucro médio de um projeto, antes de o imposto e depreciação,
dividido pelo valor contábil médio do investimento durante seu período de existência.
e) O Índice de Rentabilidade consiste na divisão do valor presente dos fluxos de caixa futuros
esperados, depois do investimento inicial, pelo investimento inicial.

4) Que taxa efetiva semestral é equivalente a uma taxa nominal de 12% ao ano, capitalizados
trimestralmente?
a) 6,09%.
b) 6,15%.
c) 6,43%.
d) 6,70%.
e) 6,81%.

5) Um cliente tem uma conta de cheque especial num banco que permite saques a descoberto,
e que cobra 1,8% ao mês sobre o saldo devedor, a juros simples, pelos dias que a conta ficar
descoberta.
Sabendo-se que no final do mês de maio o cliente tem saldo zero em sua conta, qual será o
montante de juros cobrado no mês seguinte uma vez que esse cliente emitiu, no próprio mês
de junho, estes cheques:

DATA VALOR DO CHEQUE (R$)


01 de junho 1.000,00
11 de junho 2.500,00
21 de junho 1.900,00

130
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

a) R$59,40.
b) R$45,20.
c) R$32,40.
d) R$29,80.
e) R$27,30.

15.20. Marinha do Brasil – Administração – Quadro complementar – 2007


1) Considere as afirmações:
I. Aceita-se o projeto que tenha a TIR (Taxa Interna de Retorno) maior que a taxa de
desconto, quando seu primeiro fluxo de caixa é negativo e todos os demais fluxos são
positivos.
II. Rejeita-se o projeto que tenha o VPL (Valor Presente Líquido) maior que zero, quando
seu primeiro fluxo de caixa é positivo e todos os demais são negativos.
III. Aceita-se o projeto que tenha a TIR (Taxa Interna de Retorno) maior que a taxa de
desconto, quando seu primeiro fluxo de caixa é positivo e todos os demais fluxos são
negativos.
IV. Aceita-se o projeto que tenha o VPL (Valor Presente Líquido) maior que zero, quando
seu primeiro fluxo de caixa é positivo e todos os demais são negativos.
a) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras.
b) Apenas as afirmativas II e IV são verdadeiras.
c) Apenas as afirmativas III e IV são verdadeiras.
d) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.
e) Apenas as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.

2) Assinale a opção que NÃO apresenta uma das características do VPL (Valor Presente Líquido),
como método de avaliação de investimentos.
a) O VPL desconta os fluxos de caixa corretamente.
b) O VPL usa todos os fluxos de caixa do período.
c) O critério do VPL é frequentemente utilizado por empresas grandes na tomada de decisões
de investimentos que envolvam montantes relativamente pequenos.
d) Projetos que possuam o VPL positivo devem ser aceitos.
e) Sob o critério do VPL, do ponto de vista gerencial, pode ser necessário um longo período
até que se julgue se a tomada de decisão era correta ou não.

3) A diferença entre o desconto comercial e o racional de um título emitido a 150 dias de prazo,
a taxa de desconto de 2% ao mês é de R$1.200,00. Qual o valor nominal desse título?
a) R$120.000,00.
b) R$123.000,00.
c) R$132.000,00.
d) R$264.000,00.
e) R$300.000,00.

4) Há cinco anos, o capital de R$15.000,00 foi aplicado à taxa de juros simples de 7% ao ano. Se
aplicar hoje o capital de R$18.000,00 à taxa de juros simples de 10% ano, daqui a quantos
anos os dois capitais terão produzido juros iguais?
a) 5 d) 8
b) 6 e) 9
c) 7

131
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

15.21. Analista Administrativo Financeiro – Seger/ES –2007


Com respeito à avaliação de projetos, julgue os itens subsequentes.
1 ( ) A taxa mínima de atratividade de determinado projeto, que corresponde à taxa média de juros
do mercado financeiro, não leva em conta os riscos associados ao projeto em questão.
2 ( ) O valor residual de determinado projeto corresponde aos valores dos fluxos de caixa que estão
além do horizonte de vida do projeto.
3 ( ) O coeficiente de variação mostra o risco por unidade de retorno e oferece uma base mais con-
fiável para a comparação entre alternativas de investimento, para as quais o retorno e o risco
são diferentes.
4 ( ) O valor presente líquido (VPL) ponderado de determinado projeto corresponde ao valor esperado
entre os VPLs possíveis de ocorrer em diferentes conjunturas e, caso seja positivo, deve ser
considerado como promissor de lucro e pode, portanto, ser recomendado.

Com referência aos indicadores mais utilizados na análise econômico-financeira das empresas,
julgue os seguintes itens.
5 ( ) Um elevado quociente de liquidez seca pode ocasionar conclusões enganosas, se, no seu cálculo,
não forem considerados o prazo de rotação dos estoques e a possibilidade de que parte desses
estoques não seja mais vendável.
6 ( ) Um dos riscos associados a uma elevação progressiva do quociente de participação de capitais
de terceiros sobre os recursos totais reside no fato de que encargos financeiros crescentes
podem deteriorar a rentabilidade de uma empresa.
7 ( ) Considere-se que as vendas efetuadas por uma empresa, em determinado ano, tenham sido
de R$100.000,00, que as mercadorias tenham sido vendidas com 25% de lucro sobre o custo de
aquisição e que o estoque médio tenha sido de R$20.000,00. Nessa situação, conclui-se que o
prazo médio de renovação dos estoques nessa empresa foi de 72 dias.
8 ( ) Suponha-se que tenha sido considerado insatisfatório, sobre o investimento, o quociente de
retorno calculado por meio da fórmula que combina margem líquida e giro do ativo total. Nessa
situação, uma das recomendações pertinentes para a melhoria desse quociente seria a alienação
de ativos não operacionais.

As análises contidas na administração financeira e na contabilidade empresarial são impor-


tantes para fundamentar a tomada de decisão no âmbito das empresas. Acerca desse assunto,
julgue os itens a seguir.
9 ( ) No balanço patrimonial, o ativo circulante e o imobilizado são considerados de longo prazo
porque permanecem nos livros da empresa durante pelo menos um ano.
10 ( ) Na demonstração de fluxo de caixa, a compra de máquinas e equipamentos para a produção é
registrada no fluxo de caixa de atividades operacionais.
11 ( ) Quanto mais previsíveis forem os fluxos de caixa de uma empresa, menor será o índice de liquidez
de curto prazo aceitável, para essa empresa.
12 ( ) Para que seja eficiente em sua função, o custo padrão deverá ser associado ao orçamento da
empresa no que diz respeito ao volume e ao valor da produção planejada.
13 ( ) Quanto maior for a proporção das dívidas contraídas por determinada empresa sobre os seus
ativos totais, menor será a sua alavancagem financeira.
14 ( ) Aumentos no passivo circulante de uma empresa, por reduzirem o seu capital de giro líquido,
diminuem o risco e a rentabilidade do negócio.
15 ( ) Considerando que as contas a receber de determinada companhia se elevem a R$1.800.000,00
e as vendas diárias sejam de R$100.000,00, então, o período médio de recebimento é igual a 18
dias.

132
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

16 ( ) No âmbito da previsão das exigências de capitais, os fundos adicionais necessários variam


diretamente com o aumento requerido nos ativos, porém, serão tanto maiores quanto mais
elevadas forem as margens de lucro da empresa.
17 ( ) Derivativos, que são contratos financeiros cujo valor depende do valor de outros instrumentos
financeiros, permitem alavancar resultados, porém, não protegem contra riscos.

Um analista comparou alternativas de investimento para combinar dois ativos, A e B, em uma


carteira. Para avaliar os benefícios da diversificação, ele utilizou os seguintes dados: o ativo
A apresenta um retorno esperado de 15%, com desvio padrão igual a 40%, enquanto o ativo B
apresenta um retorno esperado de 20%, com desvio padrão igual a 50%. A correlação entre
os retornos dos ativos A e B é igual a – 0,125 e as medianas desses retornos são iguais a 13%
e 17%, respectivamente.
Com base nessa situação, julgue os itens que se seguem.
18 ( ) O retorno esperado de uma carteira composta pelos ativos A e B, com 50% de investimento em
cada ativo, é igual a 17,5%.
19 ( ) O desvio padrão de uma carteira composta pelos dois ativos, com 50% da carteira investidos em
cada um deles, é igual a 30%.
20 ( ) Uma carteira com 40% investidos no ativo A e 60% no ativo B apresenta menor variância que
uma carteira com 50% investidos em A e 50% no ativo B.
21 ( ) Se a correlação entre os dois ativos fosse maior, então o desvio- padrão do retorno da carteira
seria menor.
22 ( ) A probabilidade do ativo A produzir um retorno superior a 13% é igual a 0,5.

15.22. Técnico em Administração e Finanças –2007/FCPTN – Cespe


1) A análise de investimentos é utilizada principalmente para auxiliar a tomada de decisão na
escolha de projetos de investimento, incluindo-se as aplicações financeiras. A esse respeito,
assinale a opção correta.
a) Na avaliação de investimentos e empréstimos, a taxa de juros, que, ao ser usada para obter
o valor presente de um fluxo de recebimentos ou de pagamentos, torna esse fluxo positivo,
corresponde à taxa interna de retorno (TIR) desse fluxo.
b) Quando a relação benefício/custo (RBC) de um determinado projeto é superior à unidade,
esse projeto deverá ser descartado.
c) Contrariamente ao método RBC, a análise do valor presente líquido (VPL) leva em conta a
escala do projeto.
d) Uma limitação óbvia do método do payback, que representa o prazo para recuperação do capital
investido, é o fato de esse método excluir a possibilidade de existência de fluxos negativos.

2) A administração financeira trata de tópicos relacionados à administração das finanças de


empresas e organizações. Acerca desse assunto, assinale a opção correta.
a) A demonstração do resultado apresenta as receitas e despesas operacionais, mas exclui o
imposto de renda sobre os lucros auferidos pela empresa.
b) Quando o capital de giro líquido é positivo, o volume de recursos disponíveis nos doze meses
seguintes é inferior ao volume que precisará ser desembolsado para financiar as despesas
da produção.
c) Se comparada a outra firma que apresente uma razão superior entre custos fixos e custos
variáveis, a empresa cujos custos variáveis são muito elevados em relação aos seus custos
fixos apresentará um menor grau de alavancagem operacional.
d) O aumento dos encargos sociais relativos aos salários da administração da empresa contribui
para reduzir o valor do ponto de equilíbrio operacional (PEO).

133
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

15.23. Especialista em Previdência Complementar – 2011 – Finanças e


Contábil Previc
Acerca de finanças, julgue os itens de 1 a 7.
A fronteira eficiente de Markowitz pode ser descrita como a composição de carteira que
apresenta o menor nível de risco, considerando-se determinado nível de retorno. Na tabela
a seguir, a carteira composta por 20% do ativo A e 80% do ativo B tem variância superior a
0,50 e inferior a 0,51.

Variância
Variância (A) 1,80
Variância (B) 0,80
Covariância (A,B) –0,25
Correlação (A,B) –0,21
Quanto à função utilidade e à aversão a risco de um indivíduo, se uma utilidade de Bernoulli
u(A) é convexa, então é correto concluir que o agente é avesso ao risco. Se, por exemplo,
uma loteria paga zero com probabilidade ou 1 milhão 1/2 de reais com probabilidade, então
o indivíduo é avesso ao risco quando a utilidade média é maior do que a utilidade de Von
Neumann-Morgenstern, ou seja,
⎛1 1 ⎞ 1 1
u ⎜ ×1milhão + × 0⎟ > u(1milhão) + u(0)
⎝2 2 ⎠ 2 2

1 ( ) Enquanto o APT (Arbitrage Pricing Theory) se baseia no argumento de dominância do risco e


do retorno para as relações de equilíbrio de preços, o CAPM (capital-assetpricing-model) surge
quando um investidor constrói uma carteira de investimento zero e lucro certo, dispensando a
necessidade de agregar as posições limitadas individuais.
2 ( ) Considere que determinada carteira ampla e diversificada utilize a medida de risco denominada
CAPM (capital-assetpricing-model), que a covariância entre o retorno de um ativo i e o retorno
da carteira de mercado seja igual a -0,2, a variância do mercado seja 1,50, o retorno esperado
do mercado seja 0,15 e a taxa livre de risco corresponda a 0,08. Nessa situação, de acordo com
o CAPM, o retorno esperado desse ativo será superior a 0,07 e inferior a 0,08.
3 ( ) O Sistema Financeiro Nacional possui um órgão máximo com funções deliberativas, denominado
Conselho Monetário Nacional (CMN), e várias entidades supervisoras, que são representadas
pelo Banco Central do Brasil, pela Comissão de Valores Mobiliários, pela SUSEP e pelas bolsas
de mercadorias e de futuros.
4 ( ) Entre os tipos de ordem de negociação utilizados no mercado à vista, a ordem denominada on
stop refere-se à compra ou à venda utilizada para limitar perdas ou ganhos de operações de
mercado, enquanto a ordem de negociação discricionária é executada de imediato ao melhor
preço, considerando-se as características dos títulos ou direitos definidos pelo investidor, bem
como sua quantidade.
5 ( ) Considere que, para tomar a decisão de comprar determinado ativo cuja distribuição dos retor-
nos está descrita na tabela a seguir, um investidor enfrente o dilema de escolher entre o risco
e o retorno esperado. Nessa situação, ao avaliar esse ativo, esse investidor encontra o retorno
esperado e a variância iguais a 7 e 210/36, respectivamente.

Retorno x 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Probabilidade 1/36 2/36 3/36 4/36 5/36 6/36 5/36 4/36 3/36 2/36 1/36

134
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

6 ( ) Na construção da curva a termo, os modelos de não arbitragem indicam que as taxas a termo
podem ser utilizadas para se travar a taxa de juros futura sem a preocupação de validade da
hipótese de expectativas. Outros conceitos utilizados na gestão dos riscos financeiros são a
convexidade e a duration, sendo a convexidade o efeito de segunda ordem que descreve como
a duration sofre alteração em mudanças na taxa de retorno e a duration o efeito de primeira
ordem utilizado na mensuração da sensibilidade do preço de um ativo às variações nas taxas
de retorno.
7 ( ) O conceito de VAR (value-at-risk) está relacionado ao risco de mercado e representa o valor
em risco que sintetiza a avaliação da vulnerabilidade potencial da carteira aos acontecimentos
excepcionais, mas plausíveis. A Resolução do CMN no 3.792 dispõe acerca das diretrizes dos
planos administrados pelas EFPCs e estabelece que essas entidades devem identificar, avaliar
e monitorar o risco de mercado.

15.24. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – Economia


1) Um investidor aplica R$1.000,00 com a expectativa de receber R$1.000,00 no prazo de um ano
e mais R$200,00 no prazo de dois anos. Nesse caso, o(a):
a) investimento é economicamente viável.
b) período de recuperação do capital é de um ano.
c) valor presente líquido do projeto é de R$200,00.
d) duration do investimento é de dois anos.
e) taxa interna de retorno (juro composto) é de 10% ao ano.

2) Um investidor analisa se deve ou não aplicar recursos em um projeto cujo fluxo de caixa es-
perado é representado a seguir. Os números nas setas representam valores em reais: gastos
(seta para baixo) e recebidos (setas para cima).

Se a taxa mínima de atratividade que o investidor aplicar na avaliação do projeto for de 12%
por período (juros compostos), ele:
a) aceitará o projeto.
b) rejeitará o projeto.
c) realizará só a parte de recebimentos.
d) aumentará o prazo para os recebimentos.
e) aumentará o prazo para o último recebimento.

135
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

3) Um projeto de investimento consiste em um gasto inicial seguido de uma sequência de rece-


bimentos. A figura mostra, em linha cheia, como o Valor Presente Líquido (VPL) varia com a
taxa de desconto usada (juros compostos).

Uma análise de sensibilidade considera um cenário com menor gasto inicial, mas com o res-
tante do fluxo de caixa permanecendo o mesmo. Esse cenário
a) é representado na figura pela linha tracejada (I).
b) é representado na figura pela linha tracejada (II).
c) tem uma taxa interna de retorno maior que 9% ao ano.
d) tem uma taxa interna de retorno menor que 9% ao ano.
e) torna o VPL do projeto sempre positivo.

4) Considere as seguintes afirmativas:


I. Payback é o tempo exigido para a empresa recuperar seu investimento. É considerado
uma técnica simples de orçamento de capital, pois em seu cálculo leva em conta o valor
do dinheiro no tempo.
II. A Taxa Interna de Retorno (TIR) do fluxo financeiro de um projeto é a taxa de desconto
que, aplicada ao fluxo financeiro, zera o Valor Presente Líquido (VPL) do mesmo.
III. O VPL (Valor Presente Líquido) é obtido subtraindo-se o investimento inicial de um
projeto do valor presente de suas entradas líquidas de caixa.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

5) Três importantes conceitos em relação a investimentos no mercado financeiro são: retorno,


incerteza e risco. Em relação a esses conceitos, todas as afirmativas a seguir estão corretas,
EXCETO:
a) retorno é o ganho total que se obtém em um investimento.
b) retorno de mercado é o retorno sobre a carteira de mercado de todos os títulos negociados.
c) risco de mercado é a probabilidade de o valor de um investimento oscilar devido a fatores
de mercado (econômicos e políticos, por exemplo), que são independentes do investimento.
d) risco de negócio é a probabilidade de a empresa ser incapaz de cobrir seus custos operacionais.
e) um dos indicadores estatísticos mais comuns de risco de um ativo é o desvio padrão, que
mede a dispersão do retorno em torno do valor esperado.

136
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

6) Algumas empresas, apesar de lucrativas, não conseguem pagar suas contas no final do mês.
Conhecer o ponto de equilíbrio é fundamental para saber a possibilidade de fazer retiradas
ou a necessidade de fazer investimentos no negócio. O ponto de equilíbrio é o(a):
a) indicador no qual o lucro operacional é igual a zero.
b) indicador no qual os custos de produtos vendidos e as despesas operacionais são decom-
postos em totais e variáveis.
c) nível de operações necessário para cobrir todas as despesas operacionais (ponto de equilíbrio
contábil).
d) avaliação da rentabilidade, sendo associado a diferentes níveis de vendas.
e) separação das despesas fixas e variáveis dentro de uma empresa.

7) O projeto Beta apresenta, para os três anos de sua duração, o seguinte fluxo de caixa líquido.

Ano I Ano II Ano III


R$ 5.500,00 R$ 36.300,00 R$ 66.550,00
Com um investimento inicial de R$87.000,00 e uma taxa de oportunidade anual de 10%, o VPL é:
a) de R$85.000,00, e o projeto deverá ser aceito.
b) de R$85.000,00, obtidos descontando o fluxo de caixa pela TIR.
c) de R$50.000,00, e o projeto deverá ser rejeitado.
d) de – R$2.000,00, e o projeto deverá ser rejeitado.
e) zero, pois 10% é a TIR do projeto (zera o valor do fluxo de caixa).

8) A empresa Alfa apresenta custos operacionais fixos de R$5.500,00. Por unidade, o preço de
venda é de R$15,00, e o custo operacional variável é de R$5,00. O ponto de equilíbrio opera-
cional (q) dessa empresa e o seu respectivo significado são:
a) 275 unidades / receitas iguais a custos.
b) 275 unidades / receita maior que custos.
c) 366,67 unidades / receitas iguais a custos.
d) 550 unidades / receitas iguais a custos.
e) 550 unidades / receitas maiores que custos.

9) Dois investimentos – A e B – estão sendo apresentados à empresa Gama, que deseja saber
qual dos dois é melhor. Cada um deles exige um dispêndio inicial de R$10.000,00, ambos
têm uma taxa anual de retorno esperado de 15%. A administração fez duas estimativas, uma
pessimista e outra otimista dos retornos associados a cada investimento. As três estimativas
de cada investimento são fornecidas no quadro a seguir.

Investimento “A” Investimento “B”


Investimento Inicial R$ 10.000,00 R$ 10.000,00
Taxa Interna de Retorno (TIR)
Pessimista 13% 7%
Esperada 15% 15%
Otimista 17% 23%
Depois de analisar as estimativas, o gestor da empresa optará pelo investimento
a) A, pois a amplitude de 2% de seu risco de investimento é menor do que a amplitude de 8%
do investimento B.
b) A, pois a amplitude de seu risco de investimento é maior do que a de B.
c) A, porque a amplitude do risco de retorno de 4% é melhor do que a de B, que possui ampli-
tude do risco de retorno de 16% e apresenta o mesmo retorno esperado.
d) B, porque, apesar do risco, ele oferece o mesmo retorno de A.
e) B, porque ele oferece a mesma amplitude de A e menor risco.

137
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

15.25. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – Contabilidade


1) A empresa XYZ identificou uma sobra de caixa durante o mês de março de 2011 e resolveu
aplicar por 25 dias o valor de R$830.000,00 a uma taxa de juros simples de 2,5% a.m. Qual foi
o rendimento do período da aplicação?
a) 3.486,00.
b) 17.264,00.
c) 20.750,00.
d) 172.640,00.
e) 207.500,00.

2) A empresa A fez um empréstimo a um de seus funcionários no valor de R$15.000,00, pelo


período de dois meses. No dia do vencimento, a empresa recebeu o montante de R$15.450,00.
Qual a taxa mensal de juros cobrada pela empresa?
a) 0,45%
b) 1,5%
c) 3%
d) 4,5%
e) 15%

3) O mercado de capitais exerce uma função estratégica no desenvolvimento econômico. Dentre


as alternativas, qual define as funções do mercado de capitais?
a) Proporcionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de
capitalização.
b) Emitir, distribuir e vender títulos.
c) Emitir e vender ações entre pessoas físicas.
d) Comercializar bens tangíveis e intangíveis.
e) Comercializar debêntures e ações entre pessoas jurídicas nacionais.

15.26. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – Engenharia de Produção


1) O modelo CAPM possui a seguinte fórmula: CAPM = Rf +  (Rm – Rf )
O  da função significa um(a):
a) desvio padrão médio da carteira de ações específicas.
b) índice de endividamento do patrimônio líquido.
c) índice de liquidez corrente.
d) covariância da variabilidade dos lucros de ações específicas.
e) margem de lucro de uma empresa com o mesmo risco.

2) Um empreendedor deseja comprar uma máquina para fazer broches. Ele possui duas opções
para o maquinário: os equipamentos modelos A e B. Com o modelo A, ele atenderá os clientes
de um shopping, já com o modelo B, ele poderá produzir um volume maior para atender às
demandas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. A tabela com os fluxos de caixas está
apresentada a seguir:

Modelo A Modelo B
2012 –20.000 –26.000
2013 9.500 9.500
2014 9.500 13.000
2015 9.500 9.500
2016 9.500 13.000

138
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

Considerando o exposto, o empreendedor comprará a máquina:


a) Modelo A, pois ela possui fluxo de receitas constante.
b) Modelo A, mesmo que ele receba um desconto de R$500,00 na máquina de modelo B.
c) Modelo B, pois ela dará maior lucro.
d) Modelo B, pois os clientes dos eventos não podem ficar sem atendimento.
e) de qualquer um dos modelos, pois a taxa interna de retorno é indeterminada.

3) Considere a função: f(x,y) = x2 + x.y + y2 − 3x + 2. Para todos os valores de x e y pertencentes


ao domínio da função f(x,y), o(a):
a) determinante da Matriz Hessiana é negativo, logo essa função não é nem côncava e nem convexa.
b) determinante da Matriz Hessiana é negativo, e essa função é estritamente côncava.
c) determinante da Matriz Hessiana é maior que zero, e as derivadas parciais de segunda
ordem também são positivas, logo a função f(x,y) é estritamente convexa.
d) determinante da Matriz Hessiana é maior que zero, e as derivadas parciais de segunda
ordem também são positivas, logo a função f(x,y) é estritamente côncava.
e) função f(x,y) é maior que 0 para todo x e y.

4) Um jogador de futebol, cansado de entrar em campo por anos e de nunca ter conquistado um
título, deseja, ao se aposentar, retirar uma vez por ano o equivalente a R$10.000,00 mensais,
por um período infinito. Com um amigo investidor, ele conseguiu um fundo em que pode aplicar
suas economias e que lhe garante rendimento de 10% ao ano. Para alcançar seu objetivo, o
jogador terá de aplicar:
a) R$100.000,00. d) R$1.000.000,00.
b) R$109.090,90. e) R$1.200.000,00.
c) R$120.000,00.

5) O Senhor Joaquim está desenvolvendo um plano de negócio para abrir a primeira padaria
em uma área recém- -pacificada. Na padaria, ele pretende vender pães doces e salgados.
Valendo-se de uma experiência passada, ele pretende fazer x quilos de pães doces com preço
de venda do quilo de (100 – 2x) reais e y quilos de pães salgados com preço de (125 – 3y) reais.
O custo total para fazer os pães, em reais, será determinado pela equação C = 12x + 11y + 4xy.
Buscando maximizar seu lucro, o Sr. Joaquim adotará a solução ótima, a qual estabelece que:
a) o lucro máximo é a 1.000 reais.
b) o total de pães será de 22 quilos.
c) o custo será 700 reais.
d) haverá mais pães doces do que pães salgados.
e) o preço de venda do pão doce é maior que o preço de venda do pão salgado.

15.27. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora Administração


1) Sendo a taxa nominal de 36% ao ano com capitalização mensal, a expressão matemática da
taxa efetiva bimensal é:

⎡ 0,36 ⎤ ⎡ 0,36 ⎤
a) ie = 2 × ⎢1+ d) ie = 2 × ⎢ ⎥
⎣ 12 ⎥⎦ ⎣ 12 ⎦
2
⎡ 0,36 ⎤
ie = [1+ 0,36] 12 − 1
1
b) ie = ⎢1+ −1 e)
⎣ 12 ⎥⎦

2
⎡ 0,36 ⎤
c) ie = ⎢ ⎥
⎣ 12 ⎦

139
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

2) Um gerente de investimentos comprou 1.000 ações ordinárias de uma empresa da área de


energia, no dia 1o de janeiro de 2011, ao preço de R$10,00 por ação. Essa empresa distribuiu
dividendos de R$0,50 por ação ordinária em 30/11/2011. Logo após recebê-los, o gerente
vendeu todas as ações ao preço unitário de R$9,90. Qual o retorno percentual do investimento
no período de aplicação?
a) 4% a.p.
b) 5% a.p.
c) 6% a.p.
d) 7% a.p.
e) 8% a.p.

3) Seja o seguinte projeto de investimento simples representado pelo fluxo de caixa a seguir:

Período Valor (milhões de R$)


0 –200
1 50
2 60
3 80
4 90
A expressão que representa a função valor atual (V) em função da taxa de oportunidade
(i ao período) é dada por:
a) V(i) = –200i + 50i + 60i+ 80i+ 90i
b) V(i) = –200 + 50(1+ i) + 60(1+ i)2 + 80(1+ i)3 + 90(1+ i)4
50 60 80 90
c) V (i ) = – 200 + + + +
1+ i (1+ i ) (1+ i ) (1+ i )4
2 3

d) V(i) = –200(1+ i) + 50(1+ i)2 + 60(1+ i)3 + 80(1+ i)4 + 90(1+ i)5
e) V(i) = –200(1+ i)4 + 50(1+ i)3 + 60(1+ i)2 + 80(1+ i) + 90

4) Após o encerramento do exercício social, a sociedade anônima de capital fechado apresentou


as seguintes informações parciais, em reais, retiradas do seu Balanço Patrimonial: Ações
em Tesouraria 20.000,00; Provisão para Contingências 10.000,00; Capital Social 200.000,00;
Retenção de Lucros 12.000,00.
Considerando exclusivamente as informações apresentadas, afirma-se que o Patrimônio
Líquido (PL) dessa sociedade, em reais, é:
a) 180.000,00.
b) 182.000,00.
c) 192.000,00.
d) 202.000,00.
e) 242.000,00.

5) Uma indústria anotou que os custos indiretos fixos de sua produção alcançaram 240.000,00 e
que os custos variáveis representavam 60% da receita de vendas (preço de venda total). Con-
siderando exclusivamente as informações recebidas, bem como desconsiderando qualquer
tipo de incidência tributária, a receita dessa indústria, no ponto de equilíbrio, em reais, é:
a) 600.000,00.
b) 400.000,00.
c) 384.000,00.
d) 336.000,00.
e) 240.000,00.

140
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

15.28. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – Vendas e Renda Automotiva


1) Considere as seguintes afirmações a respeito de alguns indicadores utilizados por uma em-
presa que analisa a viabilidade econômico-financeira de um projeto de investimento de uma
planta petroquímica.
I. Uma vez que a incerteza futura é inerente a qualquer atividade empresarial, o investimento
pode ser considerado viável se o seu valor presente líquido for positivo, independente do
risco de previsão.
II. Se o custo inicial do projeto de investimento for estimado em R$500.000.000,00 e o valor
presente de seus fluxos de caixa futuros for projetado em R$550.000.000,00, o Índice de
Rentabilidade (IR) desse projeto é de aproximadamente 0,91.
III. O payback do referido investimento corresponde ao período de tempo necessário para
a recuperação de seu valor inicial. É correto APENAS o que se afirma em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.

2) Qual o capital (aproximado) que deve ser aplicado a uma taxa de 1,5% a.a., para, ao final de
dois anos, gerar R$15.000,00?
a) R$14.553,37.
b) R$14.559,93.
c) R$14.775,00.
d) R$14.760,53.
e) R$14.791,37.

Considere as informações a seguir para responder às questões de números 3 a 5.


Balanço Patrimonial da Empresa XisY em 31 de dezembro de 2010

Ativos Mil R$ Passivos e Patr. Líquido Mil R$


Ativo Circulante Passivo Circulante
Caixa 300,00 Duplicatas a pagar 380,00
Duplicatas a receber 250,00 Outras Contas a Pagar 290,00
Estoques 200,00 Total Passivo Circulante 670,00
Total Ativo Circulante 750,00 Exigível a Longo Prazo
Ativo Fixo Empréstimos de L/Prazo 500,00
Imóveis 2.000,00 Total do Passivo 1.170,00
(–) Depreciação Acumulada 950,00 Patrimônio Líquido
Total do Ativo Fixo 1.050,00 Ações Ordinárias 330,00
Total do Ativo 1.800,00 Ações Preferenciais 200,00
Lucro Retido 100,00
Total Patr. Líquido 630,00
Total do Passivos e Patr. Líquido 1.800,00

141
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Demonstrativo de Resultados em 31 de dezembro de 2010


Mil R$

Receita de Vendas 2.540,00


(–) Custo da Mercadoria Vendida 2.100,00
Lucro Bruto 440,00
(–) Despesas Operacionais
Despesas com Vendas 127,00
Despesas Administrativas 112,00
Despesas de Depreciação 100,00
Total de despesas operacionais 339,00
Lucro Operacional 101,00
(–) Despesa de Juros 25,00
Lucro Líquido antes do Imposto de Renda 76,00
(–) Imposto de Renda (25%) 19,00
Lucro Líquido após o Imposto de Renda 57,00

3) O índice de liquidez seca da empresa XisY é, aproximadamente:


a) 0,641.
b) 0,746.
c) 0,821.
d) 1,119.
e) 1,538.

4) O giro de estoque da Empresa XisY é, aproximadamente:


a) 2,8.
b) 3,7.
c) 10,5.
d) 12,7.
e) 13,5.

5) O Período Médio de Cobrança da Empresa XisY é, em dias, aproximadamente:


a) 20,5.
b) 23,6.
c) 35,4.
d) 42,8.
e) 53,85.

Considere as informações a seguir para responder às questões de números 6 e 7.


O diretor de planejamento financeiro da Empresa XisY está preparando o orçamento da em-
presa para 2012 e está, nesse momento, analisando as possíveis opções de investimentos:
Projeto X, Projeto Y e Projeto Z, que têm seus fluxos de caixa anuais apresentados na tabela
a seguir.

Período Projeto X Projeto Y Projeto Z


0 –2000 –1500 –2500
1 500 300 1200
2 1000 970 500
3 800 400 1000

142
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

O gerente financeiro fez uma pesquisa de mercado e verificou que pode fazer aplicações
financeiras a 5% a.a. e tomar empréstimos bancários a 6% a.a.
Dados:
1 1 1
1,052 = 1,1025; 1,053 = 1,1576; = 0,9524; = 0,9070; = 0,86
0,8638;
38;
1,05 1,052 1,053
1 1 1
1,062 = 1,1236; 1,063 = 1,1910; = 0,9434; = 0,8900; = 0,83
0,8396.
96.
1,06 1,062 1,063

6) Considerando a disponibilidade de caixa para a realização desses projetos, qual(is) projeto(s)


deve(m) ser realizado(s) pelo critério do valor atual?
a) Z, apenas. d) X e Z, apenas.
b) X, apenas. e) X e Y, apenas.
c) Y e Z, apenas.

7) Calculadas as taxas internas de retorno de 6,84% a.a., 5,38% a.a. e 4,11% a.a., respectiva-
mente, dos Projetos X, Y e Z, deve(m) ser realizado(s) pelo critério da taxa interna de retorno
APENAS o(s) projeto(s):
a) Z. d) X e Y.
b) X. e) Y e Z.
c) X e Z.

8)
Balanço Patrimonial
Ativo Passivo
Caixa 15.000,00 Fornecedores a pagar 19.000,00
Duplicatas a receber 55.000,00 Salários a pagar 18.000,00
Estoques 75.000,00 Impostos a pagar 7.500,00
Patrimônio Liquido
Capital Social 100.500,00
Total 145.000,00 Total 145.000,00

Analisando esse balanço patrimonial, verifica-se que o valor, em reais, do capital de terceiros é:
a) 44.500,00.
b) 55.000,00.
c) 100.500,00.
d) 145.000,00.
e) 245.500,00.

15.29. Analista Judiciário – Contador TJ/PE – 2012 – FCC


1) Um valor X foi aplicado a juros compostos de 10% ao mês durante dois meses em um fundo de
investimentos A. O mesmo valor X foi aplicado a juros compostos de 20% ao mês durante dois
meses em um fundo de investimentos B. Em relação ao rendimento da aplicação no fundo A,
o rendimento obtido na aplicação no fundo B o supera em, aproximadamente,
a) 23%. d) 110%.
b) 44%. e) 210%.
c) 65%.

143
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

2) A cotação de uma ação da empresa Y subiu 15% em um mês (mês 1). Ao final do segundo mês
(mês 2) havia subido 15% em relação ao final do mês 1. No término do terceiro mês (mês 3)
a cotação havia caído 10% em relação ao final do mês 2. Encerrado o quarto mês (mês 4) a
cotação da ação havia caído 20% em relação ao término do mês 3. Comparando a cotação da
ação ao final do mês 4 com a cotação inicial, pode-se afirmar que:
a) as cotações são praticamente iguais com variação entre elas menor que 0,2% em relação
à cotação maior.
b) as cotações são exatamente iguais.
c) a cotação é, aproximadamente, 5% menor do que a cotação inicial.
d) a cotação é, aproximadamente, 5% maior do que a cotação inicial.
e) a cotação é, aproximadamente, 8% maior do que a cotação inicial

3) Uma taxa de juros nominal de 21% ao trimestre, com juros capitalizados mensalmente, apre-
senta uma taxa de juros efetiva, trimestral de, aproximadamente,
a) 21,7%.
b) 22,5%.
c) 24,8%.
d) 32,4%.
e) 33,7%.

15.30. Analista Econômico – 2011 – Copergás – FCC


1) Uma empresa tem à sua disposição quatro projetos de investimentos alternativos, cujos fluxos
de caixa para os 10 anos de suas vidas úteis estão apresentados na tabela a seguir:

Ano Projeto I Projeto II Projeto III Projeto IV


1 1.000.000 2.000.000 600.000 1.700.000
2 1.000.000 2.000.000 600.000 1.700.000
3 1.000.000 1.000.000 600.000 1.600.000
4 1.000.000 1.000.000 600.000 1.000.000
5 1.000.000 1.000.000 600.000 1.000.000
6 1.000.000 600.000 1.000.000 900.000
7 1.000.000 600.000 1.000.000 900.000
8 1.000.000 600.000 1.000.000 400.000
9 1.000.000 600.000 2.000.000 400.000
10 1.000.000 600.000 2.000.000 400.000
Total 10.000.000 10.000.000 10.000.000 10.000.000
Sabendo-se que em todos os projetos o desembolso inicial é de R$5 milhões e que a taxa de
juros projetada para o período é de 10% a.a.,
a) o Projeto III é o que apresenta maior valor presente líquido.
b) a avaliação do Projeto I não é sensível às estimativas de receita, qualquer que seja o método
de avaliação empregado.
c) os Projetos II e IV são equivalentes de acordo com o método de avaliação denominado
payback.
d) os Projetos I e IV são equivalentes, quando avaliados pelo método do valor presente líquido.
e) o Projeto III é o melhor, tanto quando avaliado pelo método do payback, quanto pelo método
do valor presente líquido.

144
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

2) Considere:
I. A avaliação da viabilidade econômica de um projeto pelo método do fluxo de caixa
descontado poderá ser afetada pelo montante do desembolso inicial e pela vida útil do
projeto.
II. A estimativa de receitas e desembolsos ao longo da vida útil de um projeto influi na
mensuração de seu payback para o confronto com outras alternativas de investimento.
III. A definição da taxa de desconto a ser utilizada na avaliação de um projeto pode afetar
definitivamente a avaliação de sua viabilidade, visto que pode tornar seu valor presente
líquido positivo ou negativo. Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.

3) Quando se deseja medir a pior perda esperada para um título ou carteira de títulos, em condi-
ções normais de mercado, dado um intervalo de tempo específico, considerando um intervalo
de confiança determinado, deve-se utilizar:
a) o Valor em Risco (VaR).
b) a Duration.
c) a Maturity.
d) o Capital Assets Pricing Model (CAPM).
e) o Custo Médio de Capital.

4) A alavancagem:
a) operacional mede o impacto da redução das despesas operacionais sobre o lucro bruto.
b) financeira mede o impacto do capital de terceiros sobre o capital de giro das empresas.
c) operacional mede o impacto das alienações do ativo imobilizado sobre o resultado opera-
cional.
d) financeira mede o impacto das receitas financeiras sobre o lucro total.
e) financeira mede o impacto do capital de terceiros sobre o retorno do acionista.

15.31. BR Distribuidora – 2010 – Vendas da Rede Automotiva


1) A indústria Bandeira produz 300.000 unidades do produto motores. Nesse processo produ-
tivo, são incorridos custos variáveis de R$4.500.000,00 e custos fixos de R$1.500.000,00. O
preço unitário de venda é R$45,00. Com base nessas informações, o ponto de equilíbrio de
unidades é de:
a) 10.000.
b) 50.000.
c) 60.000.
d) 70.000.
e) 80.000.

2) A indústria Verde e Amarelo produz e vende 100 carrocerias para caminhão por mês. Cada
carroceria é vendida por R$50.000,00, com os seguintes custos de produção:
• Variáveis = R$31.000,00 / unidade
• Gastos Fixos (Custos + Despesas) = R$1.520.000,00 / mês

145
Série Provas e Concursos Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

Na última reunião do conselho, ficou determinado que a indústria Verde e Amarelo reduziria
em 10% seus gastos fixos. Com base nessas informações e na nova política de redução de
custos, qual seria a nova margem de segurança?
a) 20%.
b) 22%.
c) 24%.
d) 26%.
e) 28%.

3) A avaliação da taxa de retorno de um investimento pode ser feita em termos nominais e em


termos reais. Se determinado investimento apresenta uma taxa de retorno nominal de 10%
em seis meses e a taxa de inflação no mesmo período foi de 3%, a taxa real desse investimento
para o período de seis meses é:
a) igual a 7%.
b) igual a 13%.
c) superior a 3% e inferior a 6%.
d) inferior a 7%.
e) inferior a 10% e superior a 7,1%.

4) O modelo de crescimento de dividendos, ou Modelo de Gordon, sugere que a estimação do


preço corrente de uma ação considere o último dividendo pago (D), a taxa de desconto que
compensa o risco do investimento (r), e a taxa constante de crescimento dos dividendos a
serem pagos no futuro (g). Uma ação apresenta D = R$2,00, r = 10% e g = 5%. Qual o preço
estimado dessa ação?
a) R$42,00.
b) R$40,00.
c) R$0,42.
d) R$0,40.
e) R$240,00.

5) Os métodos de avaliação de projetos de investimento do Valor Presente Líquido (VPL) e da


Taxa Interna de Retorno (TIR) podem apresentar resultados conflitantes como os sugeridos
na seguinte tabela.

Projeto Investimento Inicial VPL TIR


X 300.000,00 75.000,00 29% ao ano
Y 500.000,00 120.000,00 21% ao ano
Os projetos X e Y são mutuamente excludentes e cada método de avaliação (VPL e TIR) sugere
a escolha de uma alternativa de investimento diferente. Uma forma de se escolher uma das
alternativas de investimento nessas situações é calcular a Interseção de Fischer. A Interseção
de Fischer informa
a) a taxa de desconto que produz o mesmo VPL para ambos os investimentos.
b) a taxa de juros que deve remunerar o investimento no projeto Y.
c) a TIR que considera a diferença entre os riscos dos investimentos.
d) o novo valor de investimento inicial que ajusta o valor da TIR.
e) em quanto o valor do investimento inicial em Y deve superar o investimento inicial em X.

146
Capítulo 15 I Provas Anteriores Série Provas e Concursos

6) Os índices financeiros são utilizados para fins de comparação das demonstrações financeiras
das empresas. Tradicionalmente são agrupados nas categorias de liquidez, endividamento,
giro, rentabilidade e valor de mercado. Um exemplo de índice financeiro na categoria de valor
de mercado é o(a):
a) Retorno do ativo (ROA).
b) Índice preço/lucro (P/L).
c) Índice de caixa.
d) Margem de lucro.
e) Cobertura de juros (ICJ).

7) Dois projetos de investimento com a mesma taxa interna de retorno têm:


a) fluxos financeiros iguais.
b) razões benefícios/custos iguais.
c) valores futuros iguais.
d) valores presentes líquidos iguais, à taxa interna de retorno comum.
e) a mesma sensibilidade às variações da taxa de desconto usada para avaliá-los.

8) Comparando dois projetos de investimento, aquele com menor período de pay back:
a) gera liquidez mais rapidamente.
b) exige maiores investimentos iniciais.
c) tem maior taxa interna de retorno.
d) tem maior valor presente líquido.
e) tem menor tamanho.

147
Gabaritos

1.15. Exercícios Propostos 9.4. Exercícios Propostos


1 – C C C; 2 – C; 3 – A; 4 – D. 1 – D; 2 – C; 3 – B; 4 – A; 5 – C; 6 – A; 7 – E; 8 – D;
9 – C.
2.5. Exercícios Propostos
1– E C; 2 – E C; 3 – E; 4 – A; 5 – E; 6 – C; 7 – D; 10.7. Exercícios Propostos
8 – A; 9 – A; 10 – A; 11 – E; 12 – E; 13 – A; 14 – B; 1 – B; 2 – D; 3 – C; 4 – E; 5 – D; 6 – B; 7 – C; 8 – E;
15 – D; 16 – B; 17 – D; 18 – C; 19 – D; 20 – B; 21 – 9 – CEECC; 10 – CCECE.
C; 22 – B; 23 – C; 24 – A; 25 – D.

11.8. Exercícios Propostos


3.4. Exercícios Propostos
1 – C; 2 – C; 3 – E; 4 – E; 5 – D; 6 – C; 7 – E E C E
1 – A; 2 – E; 3 – C; 4 – B; 5 – C; 6 – C; 7 – E; 8 – D; E C E; 8 – A.
9 – A; 10 – B; 11 – B; 12 – D; 13 – B; 14 –A; 15 – C;
16 – E; 17 – D
12.6. Exercícios Propostos
1 – A; 2 – D; 3 – A.
4.6. Exercícios Propostos
1 – D; 2 – B; 3 – B; 4 – D; 5 – C.
13.4. Exercícios Propostos
1 – E; 2 – D.
5.2. Exercícios Propostos
1–D
14.7. Exercícios Propostos

6.8. Exercícios Propostos 1 – C; 2 – D.

1 – B; 2 – A; 3 – D; 4 – E, E; 5 – C; 6 – C; 7 – B;
8 – B; 9 – D; 10 – D; 11 – A; 12 – E; 13 – B; 14 – C; 15.1. Cesgranrio – 2011 – Petrobras – Contador
15 – E; 16 – C. 1 – A; 2 – B; 3 – C; 4 – E.

7.6. Exercícios Propostos 15.2. UFRJ/NCE – 2004 – AGE (MT)


1 – A; 2 – C; 3 – D; 4 – E; 5 – C; 6 – D; 7 – A; 8 – E 1 – B; 2 – A; 3 – D; 4 – C.

8.4. Exercícios Propostos 15.3. Eletronorte – 2006 – UFRJ/NCE


1 – A; 2 – B; 3 – C; 4 – B. 1 – C; 2 – E; 3 – C; 4 – C.
 I Gabaritos S é r i e P r o va s e C o n c u r s o s

15.4. Analista Contábil Eletronorte – 2006 – UFRJ/ 15.16. SUSEP – 2010 – Esaf
NCE 1 – E; 2 – D; 3 – E; 4 – B; 5 – E.
1 – B; 2 – A; 3 – C; 4 – E; 5 – C; 6 – B; 7 – B; 8 – A;
9 – D; 10 – C.
15.17. Marinha do Brasil – Administração – Qua-
dro complementar – 2010
15.5. Prefeitura de Santana/AP – 2007 – Admi- 1 – D; 2 – B; 3 – D; 4 – A; 5 – E.
nistrador
1 – A; 2 – C.
15.18. Marinha do Brasil – Administração – Qua-
dro complementar – 2008
15.6. FCC – 2006 – Analista Econômico Financeiro
1 – C; 2 – B; 3 – C; 4 – D.
(CEAL)
1 – C; 2 – D.
15.19. Marinha do Brasil – Administração – Qua-
dro complementar – 2009
15.7. Eletronorte – 2006 – UFRJ/NCE
1 – B; 2 – B; 3 – E; 4 – A; 5 – A.
1 – A; 2 – E; 3 – C; 4 – B; 5 – B; 6 – A.

15.20. Marinha do Brasil – Administração – Qua-


15.8. Banestestes Conesul – 2008
dro complementar – 2007
1 – C; 2 – A.
1 – D; 2 – C; 3 – C; 4 – C.

15.9. Analista Financeiro BADESC /FEPESE – 2005


15.21. Analista Administrativo Financeiro – Seger/
1 – B; 2 – C; 3 – B; 4 – D;5 – A. ES – 2007
1 – E; 2 – C; 3 – C; 4 – C; 5 – E; 6 – C; 7 – E; 8 – C;
15.10. Analista Financeiro BADESC – 2010 9 – E; 10 – E; 11 – C; 12 – C; 13 – E; 14 – E; 15 – C;
1 – C; 2 – A; 3 – B; 4 – E; 5 – C; 6 – A. 16 – E; 17 – E; 18 – C; 19 – C; 20 – E; 21 – E; 22 – C.

15.11. Desenbahia – 2009 – AOCP 15.22. Técnico em Administração e Finanças –


1 – B; 2 – C; 3 – D. 2007 – FCPTN – Cespe
1 – C; 2 – C.
15.12. LAFED – IPAD – 2007
1 – B; 2 – C; 3 – D; 4 – E; 5 – E; 6 – C; 7 – B; 8 – A; 15.23. Especialista em Previdência Complementar
9 – A; 10 – B; 11 – E; 12 – D. – 2011 – Finanças e Contábil Previc
1 – E; 2 – C; 3 – E; 4 – E; 5 – C; 6 – C; 7 – E.
15.13. Transpetro – Cesgranrio – 2006
1 – D; 2 – E; 3 – C; 4 – A; 5 – C; 6 – C. 15.24. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora –
Economia
15.14. COPERGAS – 2008 – Upenet IAUP 1 – B; 2 – B; 3 – C; 4 – B; 5 – A; 6 – C; 7 – D; 8 – D;
1 – B; 2 – E; 3 – E. 9 – C.

15.15. COPELPUC/PR – 2009 15.25. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora –


1 – D; 2 – E; 3 – D; 4 – E; 5 – A; 6 – C; 7 – C; 8 – C; Contabilidade
9 – A; 10 – D; 11 – C; 12 – C; 13 – E. 1 – B; 2 – B; 3 – A.

149
S é r i e P r o va s e C o n c u r s o s Anderson Meneses e Fabrício Mariano ELSEVIER

15.26. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – 15.29. Analista Judiciário – Contador TJ/PE –


Engemharia de Produção 2012 – FCC
1 – D; 2 – B; 3 – C; 4 – E; 5 – B. 1 – D; 2 –C; 3 – B.

15.27. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – 15.30. Analista Econômico – 2011 – Copergás


Administração – FCC
1 – B; 2 – A; 3 – C; 4 – C; 5 – A. 1 – C; 2 – E; 3 – A; 4 – E.

15.28. Cesgranrio – 2012 – BR Distribuidora – 15.31. BR Distribuidora – 2010 – Vendas da Rede


Vendas e Renda Automotiva Automotiva
1 – C; 2 – B; 3 – C; 4 – C; 5 – C; 6 – E; 7 – D; 8 – A. 1 – B; 2 – E; 3 – D; 4 – A; 5 – A; 6 –B; 7 – D; 8 – A.

150
Bibliografia

BRITO, Ney Roberto Ottoni de; e COLABORADORES. Alocação de ativos em Private


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MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços. 6. ed. Editora Atlas, 2003.
SAMANEZ, Carlos Patrício. Gestão de Investimentos e geração de valor. São Paulo: Editora
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