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FACULDADE METROPOLITANA DE MARABÁ

CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA


TRABALHO INDIVIDUAL

A EDUCAÇÃO FÍSICA PELO ESPORTE NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE


CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIAS

Antonio Lino de Sousa Junior


Prof.ª Dr.ª
EDF71

MARABÁ
2018/1
A EDUCAÇÃO FÍSICA PELO ESPORTE NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE
CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIAS

Antonio Lino de Sousa Junior1


Junior.linno@hotmail.com

Prof.ª Dr.ª

RESUMO

Tal trabalho propõe uma revisão bibliográfica, partindo da análise da educação física como
inclusão de crianças com necessidades especiais na educação física e seus benefícios
tanto mental como físico-motor nas suas diversas modalidades, tem como objetivo
possibilitar a permanência e o acesso das crianças com deficiência na atividade física
escolar, levar a criança com deficiência a entender a importância do profissional da
educação física e sua disciplina, assim como seus benefícios e a oportunidade de
inclusão social e escolar que ela proporciona. Conhecer como a disciplina de Educação
Física pode contribuir para a inclusão do aluno com deficiência na escola. A intervenção
profissional da educação física com pessoas com Deficiência possui elevado grau de
complexidade.

Palavras-Chaves: Educação física, inclusão, crianças, deficiência.

1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho retrata os benefícios da atividade física para a crianças especiais


em forma de revisão bibliográfica. A educação física vem contribuir na educação através
de suas modalidades pedagógicas, considerando o corpo em movimento. O profissional
de educação física vem interferir como um meio de aprendizagem, estimulando a prática
de atividade física, trazendo benefícios para este grupo de crianças.
As pessoas com necessidades especiais incluem os portadores das
deficiências na Individuals with Disabilities Education Act (IDEA). De acordo com a IDEA, o
termo criança portadora de deficiência designa a criança que necessita de Educação
Especial e de serviços relacionados, por apresentar retardo mental,
comprometimentos auditivos (inclusive surdez), comprometimentos de fala ou linguagem,
comprometimentos visuais (inclusive cegueira), distúrbio emocional grave,
comprometimentos ortopédicos, autismo, traumatismo crânio-encefálico, outros

Acadêmico do Curso de pós-graduação em Educação Física, da Faculdade Metropolitana de Marabá.


Orientadora, Prof.ª Dr.ª do Curso de Licenciatura em Educação Física, da
Faculdade Metropolitana de Marabá.
problemas de saúde, distúrbios de aprendizagem específicos, surdez-cegueira ou
deficiências múltiplas (WINNICK, 2004).
O problema da inclusão de crianças com necessidades especiais na educação física
é severo e se configura desde sua origem quando esteve ligado às questões políticas
vigentes em cada período da história. BRACHT E COLS, (2003) explica que a Educação Física
no Brasil esteve voltada para formar indivíduos "fortes" e "saudáveis", fatores indispensáveis
no processo de desenvolvimento do país no final do século XIX e início do século XX. Sendo
assim, a Educação Física deixou de lado os corpos "doentes". Os estudos de CASTELLANI
FILHO (1994) permitem interpretar uma preocupação histórica da Educação Física com a
eugenização da raça.
A Educação Especial na política educacional brasileira, desde o final da década de
1950, até os dias atuais, tem sido vista como uma parte indesejável e, muitas
vezes, atribuída como assistência aos deficientes e não como educação de alunos que
apresentam deficiência. (MENDES, 2006).
A modalidade de ensino que se caracteriza por um conjunto de recursos e serviços
educacionais especiais organizados para apoiar, suplementar e, em alguns casos,
substituir os serviços educacionais comuns, de modo a garantir a educação
formal dos educandos que apresentem necessidades educacionais muito diferentes
das da maioria das crianças e jovens. Tais educandos, também denominados de
"excepcionais", são justamente aqueles que hoje têm sido chamados de "alunos
com necessidades educacionais especiais (MAZZOTA, 2003).
VYGOTSKY (1997) apresenta a problemática da prática da escola de educação
especial que isola cada vez mais a criança das experiências coletivas e das relações
diferentes. Tais escolas construíram um mundo a parte para os deficientes com trabalhos e
estudos próprios, mas que servem apenas para isolar e cada vez mais confirmar a ideia de
que não se deve conviver em conjunto das pessoas com necessidades especiais. Justifica-
se que é possível que pessoas com deficiência participem das aulas de educação física,
ressaltando sua importância e seus benefícios, principalmente com relação à
construção de seu esquema corporal, organização espaço-temporal e conhecimento de seu
corpo. Além disso, reforça a relevância da inclusão e do grande ganho que crianças
especiais e as ditas Normais têm na convivência diária e na troca de experiências.
Possibilitando que a pessoa com deficiência tenha a autoconfiança, a auto-iniciativa
e a autoestima, além de atuar como elemento facilitador de um desenvolvimento
motor adequando e propiciador de situações de interação social.
Para Oliveira (2008), o processo de inclusão ocorre através de saberes,
imaginários e representações e práticas para que o educador possa fazer uma autoanalise
do cotidiano escolar e assim construindo esses saberes através do cotidiano. O
processo de inclusão escolar da pessoa com necessidades especiais deve ser
oferecida com uma prática pedagógica que traz a oportunidade de desenvolvimento
cognitivo, para que ela possa raciocinar, criar; a escola inclusiva precisa do máximo
de interação verbal, lúdica, motivação a participação na ação, criando situações em
que o aluno possa expor seu esforço, sentir prazer na compreensão e na descoberta
da convivência:

“O amanhã da inclusão é o amanhã da democracia, da convivência nas


deferências, e da interação. Mas, para, é necessário fazer a transição da
época das separações, da incomunicabilidade, para uma época de interações
intensas e de intercomunicação” (PIRES, 2008, p. 51).

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 Síntese sobre a Legislação sobre educação no Brasil.

Desde os tempos da colônia, a educação de estudantes com deficiência no Brasil


recebeu algum tipo de atenção. Mas não vamos voltar tanto assim no tempo. O ponto de
partida desta linha do tempo da legislação relativa à educação especial é o ano de 1988,
quando foi promulgada a Constituição federal ainda em vigor. Ela foi chamada “Constituição
cidadã”, porque garantiu direitos a grupos sociais até então marginalizados, como as
pessoas com deficiência – que também participaram ativamente de sua elaboração. A
seguir, apresentamos de forma resumida as principais leis, diretrizes e programas sobre
educação especial do Brasil.
A constituição federal de 1988 no artigo 205 define a educação como um direito de
todos, que garante o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a
qualificação para o trabalho. Estabelece a igualdade de condições de acesso e
permanência na escola como um princípio. Por fim, garante que é dever do Estado oferecer
o atendimento educacional especializado (AEE), preferencialmente na rede regular de
ensino.
A Lei nº 9.394 Lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB) : define
educação especial, assegura o atendimento aos educandos com necessidades especiais
e estabelece critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos,
especializadas e com atuação exclusiva em educação especial para fins de apoio técnico e
financeiro pelo poder público.
Portaria do Ministério da Educação (MEC) nº 1.793 recomenda a inclusão de
conteúdos relativos aos aspectos éticos, políticos e educacionais da normalização e
integração da pessoa portadora de necessidades especiais nos currículos de formação de
docentes.
Lei nº 9.394 – Lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB) define educação
especial, assegura o atendimento aos educandos com necessidades especiais e
estabelece critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos,
especializadas e com atuação exclusiva em educação especial para fins de apoio técnico e
financeiro pelo poder público.
Decreto nº 3.298 : dispõe sobre a Política nacional para a integração da pessoa
portadora de deficiência. A educação especial é definida como uma modalidade transversal
a todos os níveis e modalidades de ensino.
Resolução CNE/CEB nº 2 : institui as diretrizes nacionais para a educação especial
na educação básica. Afirma que os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos,
cabendo às escolas organizarem-se para o atendimento aos educandos com necessidades
educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de
qualidade para todos.
Já o plano nacional dos direitos da pessoa com deficiência (Plano viver sem
limite) : no art. 3º, estabelece a garantia de um sistema educacional inclusivo como uma
das diretrizes. Ele se baseia na Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência,
que recomenda a equiparação de oportunidades. O plano tem quatro eixos: educação,
inclusão social, acessibilidade e atenção à saúde. O eixo educacional prevê:
• Implantação de salas de recursos multifuncionais, espaços nos quais é realizado o AEE;
• Programa escola acessível, que destina recursos financeiros para promover
acessibilidade arquitetônica nos prédios escolares e compra de materiais e equipamentos
de tecnologia assistiva;
• Programa caminho da escola, que oferta transporte escolar acessível;
• Programa nacional de acesso ao ensino técnico e emprego (Pronatec), que tem como
objetivo expandir e democratizar a educação profissional e tecnológica no país;
• Programa de acessibilidade no ensino superior (Incluir);
• Educação bilíngue – Formação de professores e tradutores-intérpretes em Língua
Brasileira de Sinais (Libras);
• BPC na escola.

2.2 Estatística de crianças com deficiência no Brasil

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 6,2% da


população brasileira tem algum tipo de deficiência. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS)
considerou quatro tipos de deficiências: visual, auditiva , física e intelectual. Os percentuais
mais elevados de deficiência intelectual, física e auditiva foram encontrados em pessoas
sem instrução e em pessoas com o ensino fundamental incompleto. A Pesquisa Nacional
de Saúde consultou 64 mil domicílios, em 2013.
Dentre os tipos de deficiência pesquisados, a visual é a mais representativa e atinge
3,6% dos brasileiros, sendo mais comum entre as pessoas com mais de 60 anos (11,5%).
O grau intenso ou muito intenso da limitação impossibilita 16% dos deficientes visuais de
realizar atividades habituais como ir à escola, trabalhar e brincar. O Sul é a região do país
com maior proporção de pessoas com deficiência visual (5,4%). A pesquisa mostra que 0,4%
são deficientes visuais desde o nascimento e 6,6% usam algum recurso para auxiliar a
locomoção, como bengala articulada ou cão-guia. Menos de 5% do grupo frequentam
serviços de reabilitação. O estudo mostra também que 1,3% da população tem algum tipo
de deficiência física e quase a metade desse total (46,8%) tem grau intenso ou muito
intenso de limitações. Somente 18,4% desse grupo frequentam serviço de reabilitação.
Ainda segundo o IBGE, 0,8% da população brasileira tem algum tipo de deficiência
intelectual, e a maioria (0,5%) já nasceu com as limitações. Do total de pessoas com
deficiência intelectual, mais da metade (54,8%) tem grau intenso ou muito intenso de
limitação e cerca de 30% frequentam algum serviço de reabilitação em saúde. As pessoas
com deficiência auditiva representam 1,1% da população brasileira, e esse tipo de
deficiência foi o único que apresentou resultados estatisticamente diferenciados por cor ou
raça, sendo mais comum em pessoas brancas (1,4%), do que em negros (0,9%). Cerca de
0,9% dos brasileiros ficaram surdos em decorrência de alguma doença ou acidente e 0,2%
nasceu surdo. Do total de deficientes auditivos, 21% têm grau intenso ou muito intenso de
limitações, o que compromete atividades habituais (Figura 1).
Deficiencia mais comuns entre os Brasileiros de
acordo com o IBGE e PNS.

Visual limitação Fisica Intelectual Auditiva

Figura 1: Principais tipos de deficiência de acordo com o senso do IBGE de 2013.

2.3 Educação Física para deficientes visuais


De acordo com a Classificação Internacional de Doenças- 10 (CID-10), a função visual
é divida em quatro níveis: visão normal, deficiência visual moderada, deficiência visual
severa e cegueira.
O início da atividade física com qualidade é necessário ofertar diversas experiências
em espaços, texturas e superfícies diferentes, visando o conhecimento de novos conceitos
sobre o ambiente e sabendo que só será possível através de vivências constantes. Para
compensar a ausência visual, manter a face próxima com vocalizações para estimular o
sistema auditivo, dar pistas para aprender a compreender o ambiente e explorar os objetos
a fim de que eles possam ser identificados. A explicação do que está fazendo para manter
ciente a situação também é fator primordial, diminuindo o medo do desconhecido. Os sons,
cheiros e sensações novos precisam de ajuda para terem significados, assim forma-se
associações fundamentadas (Oliveira & Carvalho, 2005; Fiehler, Reuschel & Rösler, 2009).
A utilização de diferentes ambientes internos na fase inicial do treinamento, aspectos
cognitivos são treinados para adquirir e concretizar conceitos, a natureza e função dos
objetos e resolução de problemas. Aspectos psicomotores como as capacidades perceptivas
e físicas de movimentos. Treino dos sentidos remanescentes: Através da visão residual da
forma mais eficiente, para as pessoas com baixa visão (Oliveira & Carvalho, 2005).
Em ambientes externos, as diferentes texturas de piso (areia, grama, piso molhado),
rampas e escadas, determina riscos sendo necessário escolher determinada estratégia para
reduzir os riscos o máximo possível, decidindo se os riscos são aceitáveis e considerando
alternativas se os riscos não são aceitáveis (Sauerburger, 2005). A atenção para encontrar
as referências, a capacidade intelectual para memorizar, a abstração para traçar e guardar
o mapa espacial previamente explorado, e a habilidade para relacionar, deduzir e induzir a
rota, são características essenciais para a orientação e a mobilidade oferecerem
autoconfiança, autonomia e independência, importantes para o estabelecimento de fatores
psicológicos e sociais para o deficiente visual (figura 2).

Figura 2: Educação física e suas contribuições em um programa de orientação E


Mobilidade para crianças deficientes visuais. Fonte: UNIVERSO EDF.

Um programa de educação inclusiva física pode aumentar oportunidades e o valor


da atividade física entre os deficientes visuais, sendo importante as informações aos pais
para elucidar as oportunidades disponíveis para seus filhos, diminuindo os receios e
aumentando o sucesso na prática de atividade física do filho (Stuart, Lieberman & Hand,
2006). As famílias e os professores devem continuar a incentivar o envolvimento em
atividades extracurriculares, no qual podem contribuir para boas habilidades sociais
(Zebehazy & Smith, 2011). Resultados indicam maior socialização em deficientes visuais
atletas do que em deficientes visuais não atletas, comprovando a idéia de que a participação
em atividades desportivas contribui para a melhoria em socialização. O incentivo a
participação ao esporte em indivíduos com deficiência visual, oferta também habilidades
sociais (Movahedi, Mojtahedi & Farazyani, 2011). Quanto mais independentes, maior acesso
às atividades de vida diária, a escola, ao trabalho, ao lazer, aos contextos que garantem a
melhora do ser humano como um todo (Zebehazy & Smith, 2011).
Apenas pequenas modificações, adaptações aos materiais e alterações do local,
proporcionam atividade física favorecendo o conhecimento e condicionamento físico do
corpo do deficiente visual, fator que está intimamente vinculado ao desenvolvimento
biopsicossocial.

2.4 Educação Física para deficientes auditivos

Para alunos surdos e com perda auditiva é importante que o Professor de Educação
Física utilize de diversas formas de comunicação para que o diálogo entre aluno e professor
ocorra de forma satisfatória, tais como: leitura labial, gestos e sinais, língua de sinais, para
que a compreensão por parte de todos seja o fator de destaque em suas aulas.
O desenvolvimento motor de pessoas surdas costuma seguir os padrões de
normalidade, não havendo, portanto, nenhuma restrição à prática de atividade física.
Quando a surdez é acompanhada de outra deficiência ou de algum outro comprometimento,
as possíveis restrições estarão relacionadas a esses(s) outro(s) problema(s).
A escolha de atividades físicas para pessoas surdas deve respeitar os mesmos
critérios usados para a seleção de atividades para pessoas sem deficiência (condições de
saúde, faixa etária, condicionamento físico, interesse etc.). As atividades aeróbicas são
muito importantes, pois as pessoas que não se utilizam da fala costumam ter uma respiração
“curta”, isto é, não enchem completamente os pulmões deixando, com isto, de expandir a
caixa torácica e de exercitar os músculos envolvidos na respiração. Assim sendo, além de
todos os benefícios cardiovasculares já conhecidos, no caso dos surdos, as atividades
aeróbicas também podem contribuir, indiretamente, para o aprendizado da emissão de sons
da fala.
Os surdos podem praticar qualquer tipo de esporte e de atividade rítmica. No caso
dos esportes, não há necessidade de qualquer adaptação na forma de ensinar, conduzir ou
arbitrar.
2.5 Educação Física para deficientes físicos

Esportes para cadeirantes podem ajudar, basta encontrar os eventos que incluem
basquete, tiro com arco, esgrima e muito mais. No Brasil diversas organizações não
governamentais e órgãos de atendimento especial ao deficiente físico podem ajudar a
encontrar programas de fitness que se adeque ao tipo de deficiência encontrada.
Alongamento e flexibilidade são também importantes para reduzir a chance de lesão.
Especificamente, deve esticar todos os principais músculos na parte superior do corpo,
incluindo os ombros, braços, costas e pescoço. Vídeos de exercícios para cadeirantes
oferecem exemplos de exercícios e alongamentos que você pode fazer pelo seu corpo
superior e incluem dicas sobre a forma adequada (figura 3 e 4).
É importante salientar que estimular a parte inferior do corpo também pode ser de
grande ajuda. Isso pode ser feito com massagens e alongamentos, principalmente. Alguns
tratamentos para recuperar os movimentos das partes inferiores do corpo envolvem estes
trabalhos e podem, em raros casos, devolver um pouco da sensibilidade aos membros
inferiores, principalmente para quem tem limitação de movimento dos membros superiores
ou algum dos membros superiores amputados ou inexistentes, como em casos de má
formação.

Figura 3: Educação Física Adaptada. Além de regras modificadas, deficientes contam


com ajuda de colegas. Fonte: wordpress.com
Para quem tem problemas com a parte superior do corpo, como limitação de
movimentos ou perda total o parcial dos membros, além dos exercícios de fortalecimento
para os membros inferiores, torna-se necessário a musculação focalizada na compensação
da deficiência. Isso significa que se você não tem o braço direito, por exemplo, você deverá
fortalecer o ombro direito com algum tipo de estímulo para não ter dores pela ausência do
braço e exercitar melhor seu braço esquerdo para que ele consiga fazer as tarefas que você
necessita no dia a dia sozinho. Conversar com o médico, fisioterapeuta ou outros
especialistas pode ajudar a encontrar atividades para manter seu corpo forte e ativo.

Figura 4: Educação Física Adaptada natação como forma de desenvolvimento de


membros e articulações . Fonte: unicamp

2.5 Educação Física para deficientes intelectuais

Diante das diversas formas pelas qual a deficiência mental se apresenta, fica muito
difícil determinar características de todos os indivíduos ou da maioria. Assim sendo,
optamos por fazer uma apresentação das principais e das mais comuns características
dessa população, enfatizando aquelas que trazem maiores implicações para os programas
de atividade física.
Os jogos e as atividades lúdicas são os meios mais utilizados pela Educação Física
para interferir positivamente na aprendizagem e no desenvolvimento geral dos alunos com
deficiência. O jogo e a brincadeira fazem parte do cotidiano de qualquer criança. Além de
terem um significado fundamental para o seu desenvolvimento global, contribuem para a
aquisição de habilidades que permitirão estabelecer relações sociais e ambientais, facilitando
sua convivência dentro do contexto familiar e social em que vivem.
Atualmente, considera-se que o jogo seja uma atividade essencial para o
desenvolvimento integral da criança, assim como também para o adolescente. Se
observarmos as primeiras vezes em que a criança joga, podemos constatar individualismo
e, principalmente, pouca participação daqueles com menos capacidade física, mesmo sem
serem considerados com deficiência. Dessa forma, o educador tem a chance de propor
estímulos sucessivos que enriqueçam o aluno nos aspectos motor, social e intelectual. É
necessário que, mediante o jogo, o indivíduo experimente, descubra e vá dando respostas
(corretas ou não) e as compare com outras apresentadas pelos companheiros (figura 5).

Figura 4: Alunos desenvolvem atividades para pessoas com deficiência intelectual,


autismo e surdos Fonte: wordpress.com

O jogo motor é, para a criança, a primeira ferramenta de interação com o que a


rodeia e que a ajuda a construir suas relações sociais e outros tipos de aprendizagem. O
jogo não apenas promove o desenvolvimento das capacidades físicas e motoras, como é
também uma prática que introduz a criança no mundo dos valores e atitudes: de respeito
às diferenças, à regra, ao espírito de equipe, à cooperação e à superação. É nesse último
aspecto que reside um dos fatores de maior importância da inclusão das crianças com
deficiência nos jogos.

3 Conclusão
Conclui-se que existem desafios para a prática de atividades físicas, porém o
engajamento em práticas físicas, proporciona maiores possibilidades de potencial funcional.
A autonomia e a inclusão social são primordiais para a melhora da qualidade de vida dos
deficientes . Superar barreiras de vários tipos e intensidades que certamente lhe serão
impostas durante sua vida, parece ainda estar presente na prática da atividade física.
O processo de inclusão ocorre através de saberes, imaginários e representações
e práticas para que o educador possa fazer uma autoanalise do cotidiano escolar e assim
construindo esses saberes através do cotidiano. O processo de inclusão escolar da
pessoa com necessidades especiais deve ser oferecida com uma prática pedagógica
que traz a oportunidade de desenvolvimento cognitivo, para que ela possa raciocinar,
criar; a escola inclusiva precisa do máximo de interação verbal, lúdica, motivação a
participação na ação, criando situações em que o aluno possa expor seu esforço,
sentir prazer na compreensão e na descoberta da convivência.
Finalmente pode-se refletir essas considerações finais à luz do referencial teórico
de Vygotsky (1997), que ensina que antes de buscar saber que necessidades especiais a
criança possui, é necessário saber que criança possui necessidades especiais. É a partir
dessa compreensão que podemos destacar que a escola é o ambiente que pode favorecer
possibilidades para a criança, independente de suas necessidades especiais. Os
professores de educação física podem ser capacitados para potencializar as capacidades
da criança. É nessa perspectiva que a escola em sua totalidade pode prover um ambiente
propício à criança com necessidades especiais.
Para uma melhor abordagem do referido tema, seria necessário estudos amostrais
com maior tempo de estudo e com aplicação de diversas técnicas. Por tanto, sugere-se que
seja feito maiores estudos de caso sobre o assunto em escolas publicas e particulares.
BIBLIOGRAFIA

Site: www.ibge.gov.br

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