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PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO VERDE-GO

Secretaria Municipal de Meio Ambiente

INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 001/2018

Regulamenta critérios para o licenciamento ambiental e o


encerramento de postos revendedores de combustíveis, Posto de
Abastecimento e Instalações de Sistemas Retalhistas que
disponham de sistemas subterrâneos de armazenamento de
derivados de petróleo líquidos ou biocombustíveis, ou sistemas
de gás natural, estabelecendo procedimentos adequados de
prevenção da poluição ambiental e de recuperação do solo e das
águas subterrâneas que apresentem contaminação, no âmbito da
secretaria Municipal de Meio Ambiente- SEMMA.

Considerando o disposto na Resolução do CONAMA n.


237, de 19 de dezembro de 1997 que dispõe sobre
licenciamento ambiental;

Considerando a Resolução CONAMA n° 273, de 29 de


novembro de 2000, que dispõe sobre procedimentos e
critérios para o licenciamento de postos revendedores, postos
de abastecimento, instalações de sistemas retalhistas e postos
flutuantes de combustíveis;

Considerando o disposto na Resolução CONAMA n° 362,


de 23 de junho de 2005, alterada pela Resolução CONAMA
n° 450/2012;

Considerando o disposto na Resolução CONAMA n°


420/2009, alterada pela Resolução CONAMA n° 460/2013,
que dispõe sobre critérios e valores orientadores de
qualidade do solo quanto à presença de substâncias
químicas, bem como diretrizes para o gerenciamento
ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em
decorrência de atividades antrópicas;

Considerando o disposto na Resolução CONAMA n°


430/2011, que dispõe sobre as condições e padrões de
lançamento de efluentes, complementa e altera a Resolução
CONAMA n° 357/2005.

Considerando a Lei Municipal 5.090 de 28 de dezembro de


2005, que instituiu o Código Ambiental Municipal de Rio
Verde-GO;

Considerando a Resolução CEMAM nº 02, de 29 de julho


de 2016 que lista de atividades de impacto ambiental local
no âmbito do Estado de Goiás;

Considerando as diretrizes estabelecidas pelas Normas da


Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT: NBR
13.781, que estabelece as condições mínimas exigíveis para
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manuseio e instalação de tanques atmosféricos subterrâneos


horizontais em postos de serviço; NBR 13.784, que
estabelece quanto ao ensaio de estanqueidade; NBR 13.786,
que estabelece os princípios gerais para seleção dos
equipamentos para sistemas subterrâneos de armazenamento
e distribuição de combustíveis líquidos destinados a posto de
serviço; NBR 13.787, que trata do controle de estoque dos
tanques do SASC; NBR 15.495, estabelece critérios para
construção de poços de monitoramento de águas
subterrâneas em aquíferos granulados; NBR 14.973, que
estabelece sobre a remoção e destinação de tancagem; NBR
15.515-3, que estabelece sobre investigação de passivo em
água e solo; NBR 12.236, que estabelece critérios de projeto,
montagem e operação de postos de gás combustível
comprimido e outras normas pertinentes; NBR 13783, que
estabelece sobre o armazenamento de líquidos inflamáveis e
combustíveis;

Considerando a necessidade de estabelecer critérios para o


licenciamento ambiental de empreendimentos
potencialmente poluidores;

Considerando a necessidade de se identificar passivos


ambientais em postos revendedores e de abastecimento de
combustíveis, decorrentes de vazamentos ou derrames de
produtos ou resíduos para o solo;

Considerando que os vazamentos de derivados de petróleo e


outros combustíveis podem causar contaminação de corpos
d’água subterrâneos e superficiais, do solo e do ar;

A Secretária Municipal de Meio ambiente no uso de suas


atribuições legais resolve editar a presente Instrução
Normativa.

Art. 1° Estabelecer critérios e procedimentos administrativos para o Licenciamento Ambiental de


Postos de Abastecimento, Postos Revendedores e Instalação de Sistema Retalhista de Combustíveis
que disponham de sistemas subterrâneos de combustíveis, no âmbito do município de Rio Verde.

Art. 2° Para os efeitos de aplicação desta Instrução Normativa, considera-se:

I. Posto Revendedor (PR): Instalação onde se exerça a atividade de revenda varejista de


combustíveis líquidos derivados de petróleo, álcool combustível e outros combustíveis automotivos,
dispondo de equipamentos e sistemas para armazenamento de combustíveis e equipamentos
medidores;

II. Ponto ou Posto de Abastecimento (PA): Instalação que possua equipamento e sistemas para o
armazenamento de combustível automotivo, com registrador de volume apropriado para o
abastecimento de equipamentos móveis, veículos automotores terrestres, aeronaves, embarcações
ou locomotivas, cujos produtos sejam destinados exclusivamente ao uso do detentor das instalações
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ou de grupos fechados de pessoas físicas ou jurídicas, previamente identificadas e associadas em


forma de empresas, cooperativas, condomínios, clubes ou assemelhados;

III. Instalação de Sistema Retalhista (ISR): Instalação com sistema de tanques para o
armazenamento de óleo diesel, e/ou óleo combustível, e/ou querosene iluminante, destinada ao
exercício da atividade de Transportador Revendedor Retalhista – TRR;

IV. Transportador – Revendedor – Retalhista (TRR): pessoa jurídica autorizada pela ANP ao
exercício da atividade de transporte e revenda retalhista de combustíveis, observadas as exceções
previstas nos atos pertinentes;

V. Sistema de Armazenamento Subterrâneo de Combustíveis (SASC): conjunto de tanques,


tubulações e acessórios interligados e enterrados para o armazenamento de combustíveis;

VI. Sistema de Armazenamento Aéreo de Combustíveis (SAAC): conjunto de tanques,


tubulações e acessórios interligados e aéreos para o armazenamento de combustíveis;

VII. Área Contaminada: área onde as concentrações de substâncias químicas de interesse estão
acima dos valores de referência, indicando a existência de risco potencial à segurança, à saúde
humana ou ao meio ambiente;

VIII. Remediação: uma das ações de intervenção para reabilitação de área contaminada, que
consiste em aplicação de técnicas que visam à remoção, contenção ou redução das concentrações de
contaminantes;

IX. Avaliação de Risco: processo pelo qual são identificados, avaliados e quantificados os riscos à
saúde humana ou a bens a serem protegidos, elaborado conforme normas técnicas vigentes;

X. Bens a proteger: a saúde e o bem-estar da população; a fauna e a flora; a qualidade do solo, das
águas e do ar e os interesses de proteção à natureza/paisagem;

XI. Medidas de Intervenção: Etapas de execução de ações de controle para a eliminação do perigo
ou redução, a níveis toleráveis, dos riscos identificados na etapa de diagnóstico, bem como o
monitoramento da eficácia das ações executadas, considerando o uso atual e futuro da área, segundo
as normas técnicas e procedimentos vigentes;

XII. Ações de Intervenção Emergenciais: ações necessárias para eliminação ou redução de risco
iminente e outros potenciais riscos;

XIII. Risco iminente: probabilidade de num raio de 100 metros de distância da área contaminada
ocorrer danos imediatos à saúde humana, propriedade e meio ambiente;

XIV. Monitoramento: medição ou verificação, contínua ou periódica, para acompanhamento da


qualidade de um meio contaminado ou das suas características;

XV. Fase Livre: ocorrência de substância ou produto em fase separada (imiscível ou parcialmente
miscível);

XVI. Fase dissolvida: ocorrência de substância ou produto miscível que apresenta mobilidade
muito elevada e é responsável pelo transporte do contaminante a grandes distâncias da fonte de
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contaminação;

XVII. Fase adsorvida/retida: ocorrência de substâncias ou produto retido na fase sólida do local e
não apresenta mobilidade, representando uma fonte de contaminação para as águas subterrâneas em
escala menor;

XVIII. Fase residual: produto em fase separada (imiscível ou parcialmente miscível) que não
apresenta mobilidade no meio poroso;

XIX. CMA-HS: Concentração Máxima Aceitável na fonte de contaminação, para que não ocorra
risco no Ponto de Exposição (POE) na fonte de contaminação, considerando uma determinada
Substancia Química de Interesse (SQI) e um cenário de exposição;

XX. CMA-POE: Concentração Máxima Aceitável na fonte de contaminação para que não ocorra
risco no Ponto de Exposição (POE) localizado a uma distância da fonte de contaminação,
considerando uma determinada Substância Química de Interesse (SQI) e um cenário de exposição;

XXI. Concentração Máxima Aceitável: Nível máximo permissível das SQI, calculado por meio da
Avaliação de Risco, considerando o receptor no ponto de exposição (CMAs-POE) ou em função da
distância do ponto de exposição (CMAs-HS);

XXII. “Hot Spot”: Áreas definidas durante a realização da Avaliação da Qualidade do Solo e da
Água Subterrânea onde as concentrações dos compostos químicos de interesse (CQIs) são mais
elevadas (Centro de Massa), geradas a partir das fontes primárias;

XXIII. Sistema de Drenagem Oleosa (SDO): conjunto de instalações, equipamentos e


procedimentos para a retenção dos resíduos sólidos sedimentáveis, coleta e condução do efluente
oleoso, composto por canaletas, tubulações, caixa de areia, caixa separadora de água e óleo,
reservatório de óleo separado, caixa de inspeção e lançamento de efluentes;

XXIV. Sistema Separador de Água e Óleo (SAO): equipamento responsável pela separação da
água e do óleo proveniente do sistema de drenagem oleosa, construído dentro dos padrões
estabelecidos por normas técnicas vigentes.

Art. 3° O órgão ambiental licenciador expedirá os seguintes atos administrativos:

I. Licença Prévia (LP): concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou


atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e
estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidas nas próximas fases de sua
implantação;

II. Licença de Instalação (LI): autoriza a instalação do empreendimento com as especificações


constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo medidas de controle ambiental e
demais condicionantes das quais constitui motivo determinante;

III. Licença de Funcionamento (LF): autoriza a operação da atividade, após a verificação do


efetivo cumprimento do que consta nas licenças anteriores, assim como a adoção das medidas de
controle ambiental e condicionantes necessárias para a adequada operação do empreendimento;

IV. Licença de Funcionamento e Recuperação (LFR): autoriza o empreendimento a continuar


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operando total ou parcialmente durante a implementação de ações de recuperação ambiental e


monitoramento para encerramento;

V. Termo de Reabilitação (TR): atesta que foram implantadas as medidas de intervenção com
atingimento das metas, durante o monitoramento para encerramento do Plano de Intervenção,
visando o uso declarado da área;

VI. Termo de Encerramento das Atividades (TE): atesta o encerramento total das atividades do
posto revendedor com a remoção de todos os equipamentos e sistemas subterrâneos, estando a área
onde operava o empreendimento, comprovadamente reabilitada para o uso futuro declarado;

VII. Certidão de Regularidade Ambiental (CRA): atesta o cumprimento das exigências técnicas
estipuladas pelo órgão ambiental, durante o período de vigência da Licença Ambiental do
estabelecimento.

Art. 4° As novas instalações do Sistema de Armazenamento Subterrâneo de Combustíveis (SASC)


e/ou Sistema de Armazenamento Aéreo de Combustíveis (SAAC), e as que vierem a ser substituídas
ou ampliadas, deverão atender às disposições das normas de construção e instalação da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

§ 1º Para as novas instalações de SASC, somente será admitida a utilização de tanques revestidos
ou jaquetados (parede dupla), de acordo com as Normas Brasileiras (NBRs) 13.312 e 13.785.

§ 2° É vedada a utilização de tanques recuperados em instalações subterrâneas (SASC).

Art. 5° A realização de obras, ampliação ou reforma geral de empreendimento será autorizada


através da emissão de Licença de Instalação (LI), mediante a apresentação dos documentos
especificados pelo órgão ambiental municipal.

§ 1º Consideram-se isentas do Licenciamento Ambiental ou de Autorização Ambiental as atividades


discriminadas no ANEXO I desta IN.

§ 2° Para remoção de tanque ou substituição completa de SASC, deverá ser realizado estudo que
visa identificar ou descartar a existência de passivo ambiental, através da avaliação de gases no
solo/cavas, em conformidade com ANEXO III – Análise de Fundo de Cava.

§ 3° Para as atividades de substituição, acréscimo e exclusão de linhas (tubulações), desde que não
haja alteração no volume de combustível armazenado e de Substituição ou instalação de câmaras de
contenção, filtros, ilhas e unidades de abastecimento, requerem comunicação prévia ao órgão
ambiental com no mínimo 15 dias de antecedência do início da atividade.

§ 4° No caso previsto no § 3° deverá ser apresentada ao órgão ambiental a planta atualizada com a
alteração, sem a necessidade de manifestação expressa deste para o prosseguimento das
modificações.

§ 5° A planta deverá ser assinada por profissional habilitado acompanhada de Anotação de


Responsabilidade Técnica – ART, com a disposição de todas as linhas, tanques e unidades
abastecedoras nos casos de adição de linhas (tubulações) ou de equipamentos.

Art. 6° Para o funcionamento de empreendimentos em áreas comprovadamente não contaminadas,


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deverá ser requerida a Licença de Funcionamento (LF), mediante a apresentação dos documentos
especificados pelo órgão ambiental municipal, atendendo à legislação de apoio e às normas de
cumprimento obrigatório.

§ 1° A Licença de Funcionamento somente será emitida para empreendimentos que possuem as


adequações ambientais mínimas relacionadas no Quadro 1 e com todos os sistemas de controle em
perfeitas condições operacionais, não sendo necessário realizar qualquer tipo de intervenção.

Adequações Ambientais Mínimas


Respiros dos tanques de armazenamento na área do empreendimento e em local tecnicamente
adequado, sem riscos e incômodos à vizinhança, conforme NBR 13783.
Controle e detecção de vazamento de GNV conforme NBR 12236.
Instalação de descarga selada conforme NBR 13786.
Válvula de retenção junto à sucção da bomba conforme NBR 13786.
Câmara de contenção em todas as descargas, bombas e tanques conforme NBR 13786.
Câmara de acesso à boca de visita do tanque.
Piso impermeável e canaletas para coleta de efluentes na pista de abastecimento, lavagem de
veículos, troca de óleo e na área de descarga de produtos, com os efluentes líquidos coletados
direcionados para separador de água e óleo conforme NBR 13786.
Quadro 1: Adequações ambientais mínimas.

Art. 7° A operação de empreendimento localizado em área contaminada será autorizada através da


emissão de Licença de Funcionamento e Recuperação (LFR), mediante a apresentação dos
documentos especificados pelo órgão ambiental municipal. A LFR será emitida quando comprovada
a inexistência de fonte primária de contaminação.

Art. 8° O prazo de vigência das licenças ambientais ficam assim definidos:

I. Licença Prévia (LP): no mínimo o estabelecido pelo cronograma de elaboração dos planos,
programas e projetos relativos ao empreendimento ou atividade e não poderá ser superior a 2 (dois)
anos.

II. Licença de Instalação (LI): no mínimo o estabelecido pelo cronograma de instalação do


empreendimento ou atividade e não poderá ser superior a 4 (quatro) anos.

III. Licença de Funcionamento (LF): deverá considerar os Planos de Controle Ambiental e não
poderá ser superior a 4 (quatro) anos.

IV. Licença de Funcionamento e Recuperação (LFR): a critério do órgão ambiental municipal, após
análise do Plano de Intervenção, não podendo ser superior a 2 (dois) anos.

§ 1º Para os empreendimentos que obtiverem Licença de Funcionamento, deverá ser requerida a


Certidão de Regularidade Ambiental (CRA) bianualmente, apresentando todos os documentos
estabelecidos pelo órgão ambiental municipal.

§ 2º A renovação da LFR poderá ser concedida caso não tenham sido atingidos os níveis toleráveis
de contaminação.
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Art. 9° Compete ao órgão ambiental municipal:

I. Emitir lista da documentação a ser apresentada pelo empreendedor no ato do requerimento do


licenciamento ambiental;

II. Emitir termo de referência para os estudos necessários à instrução do processo de licenciamento
ambiental requerido;

III. Analisar e emitir parecer conclusivo quanto aprovação ou não da documentação e estudos
apresentados;

IV. Monitorar e fiscalizar as atividades licenciadas objeto desta Instrução.

Art. 10 Compete ao responsável legal pelo empreendimento:

I. Requerer o licenciamento ambiental ou sua renovação respeitando os prazos, e providenciar toda


a documentação exigida em cada fase, em conformidade com esta Instrução e demais legislações e
normas técnicas vigentes, arcando com os custos;

II. Em casos de acidentes adotar as medidas emergenciais necessárias, independentemente da


comunicação da ocorrência de acidentes ou vazamentos, no sentido de minimizar os riscos e os
impactos às pessoas e ao meio ambiente;

III. Comunicar imediatamente este órgão ambiental sobre a ocorrência de quaisquer acidentes ou
vazamentos após sua constatação ou conhecimento do fato;

IV. Promover o treinamento de seus respectivos colaboradores e terceirizados, visando orientar


quanto às medidas de prevenção de acidentes e ações cabíveis imediatas para controle de situações
de emergência e risco, conforme normas técnicas e legislações vigentes relacionadas ao tema.

V. Acompanhar o procedimento administrativo de licenciamento de forma a tomar ciência quando


necessária a complementação de informações ou documentação em tempo hábil;

Art. 11 Em caso de acidentes, vazamentos ou contaminação que representem situações de risco ao


meio ambiente ou às pessoas, bem como na ocorrência de passivos ambientais, o responsável legal
pelo empreendimento responderá pelos danos, pela adoção de medidas para controle da situação
emergencial e pelo saneamento das áreas impactadas, de acordo com as exigências do órgão
ambiental municipal e demais dispositivos legais vigentes.

Parágrafo único. No caso da impossibilidade do responsável legal responder pelos fatos acima
citados, os proprietários do terreno e/ou das instalações e fornecedores poderão ser
responsabilizados solidariamente na esfera civil, administrativa e criminal.

Art. 12 Os testes de estanqueidade do SASC e do Sistema Subterrâneo de Armazenamento de Óleo


Usado, e respectivas tubulações, deverão ser realizados conforme a NBR 13.784, antes da entrada
em operação do empreendimento e, a partir daí, em periodicidade assim definida:

Tipo de tanque Entre o 1° e Entre o 6° e Entre o 11° e Entre o 16° e Entre o 21° e
o 5° ano de o 10° ano de 15° ano de 20° ano de 25° ano de
operação operação operação operação operação
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Parede simples Quinquenal Bienal Anual Anual --


(NBR 13.312)
Parede Dupla Quinquenal Bienal Bienal Anual --
sem
monitoramento
intersticial
(NBR 16.161)
Parede Dupla Quinquenal Quadrienal Quadrienal Bienal Anual
com
monitoramento
intersticial
(NBR 16.161)
Quadro 2: Frequência de realização do Teste de Estanqueidade

§ 1º Em casos de sistemas não estanques o empreendedor deverá proceder à retirada imediata do


produto (combustível), a fim de que se cesse a fonte de contaminação.

§ 2º Os tanques sem condição de uso deverão ser removidos e ter sua destinação final adequada de
acordo com a NBR 14.973.

§ 3º Os postos que comercializam GNV devem efetuar testes de estanqueidade/integridade no


sistema conforme NBR 12236.

§ 4º Os tanques subterrâneos que apresentarem vazamento deverão ser removidos após sua
desgaseificação e limpeza e dispostos de acordo com as exigências do órgão ambiental municipal.

§ 5° Os tanques removidos após devidamente recuperados poderão ser utilizados como tanques de
superfície ou elevados desde que atendam às normas da ABNT.

Art. 13 Para empreendimentos que realizem troca de óleo, o óleo usado ou contaminado deverá ser
armazenado em tanques subterrâneos de parede dupla ou tanques aéreos situados em bacia de
contenção impermeável, coberta, dotada com registro de fecho rápido para controle de vazão e com
drenagem para o SAO.

§ 1° No caso de implantação de tanque subterrâneo, para o armazenamento do óleo lubrificante


contaminado (OLUC), este deverá ser do tipo jaquetado e possuir câmara de contenção na descarga
selada, bem como deverá ser feito teste de estanqueidade de acordo com as normas técnicas
vigentes. A área de descarga do tanque subterrâneo deverá ser de piso impermeável e envolto por
calhas de contenção, direcionando para o SAO.

§ 2° O óleo usado ou contaminado deverá ser enviado para empresa de rerrefino, devidamente
licenciada pelo órgão ambiental competente onde está localizada e pela Agência Nacional de
Petróleo (ANP).

§ 3° A transportadora do produto também deverá estar licenciada pelo órgão ambiental competente.

Art. 14 Os efluentes gerados nas áreas de abastecimento, lavagem e lubrificação de veículos


deverão ser recolhidos por Sistema de Drenagem Oleosa (SDO) e receber tratamento primário em
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Sistema Separador de Água e Óleo (SAO).

§ 1° Os padrões de lançamento de efluentes tratados do SAO deverão respeitar o disposto em norma


federal e/ou legislação estadual específica, sendo que a comprovação da eficiência do SAO deverá
ser feita mediante apresentação de Relatório de Monitoramento de Efluentes, acompanhado de ART.

§ 2° Após passagem pelo SAO o efluente, dentro dos parâmetros de lançamento, deve ser
conduzido para a rede coletora de esgoto, corpo receptor ou outro destino determinado pelo poder
público.

§ 3° Resíduos oleosos retidos pelo SAO devem ser coletados e destinados adequadamente por
empresas licenciadas ambientalmente.

§ 4° Fica proibido o lançamento de resíduos provenientes da área de lavagem, lubrificação e


abastecimento de veículos, mesmo após tratamento no SAO, na rede de águas pluviais.

§ 5° Os empreendimentos com lavagem de veículos deverão possuir SDO exclusivo para essa área.

Art. 15 A idade limite para troca de tanque é de 25 anos a partir da data de fabricação, desde que os
equipamentos sejam jaquetados, possuam acesso à boca de visita e sistema eletrônico de
monitoramento intersticial.

§ 1° No caso de tanques de parede simples ou jaquetados sem monitoramento intersticial, sua vida
útil máxima será de 20 anos a contar da data de fabricação, devendo ser substituídos imediatamente
após seu vencimento.

§ 2° Caso não seja possível comprovar a idade dos tanques, deverá ser promovida a substituição do
SASC ou tanque de armazenamento de OLUC, em um prazo de 02 (dois) anos a partir da
publicação desta IN.

Art. 16 Quando constatados vazamentos no SASC ou SAAC, deverão ser adotados os


procedimentos relacionados a seguir:

I. Paralisar imediatamente a operação do equipamento com vazamento;

II. Proceder à retirada imediata do produto (combustível), a fim de que se cesse a fonte de
contaminação.

III. Comunicar o vazamento ao órgão ambiental municipal;

IV. Realizar estudo de Investigação de Passivos Ambientais, em consonância com o ANEXO II –


Procedimento para Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC);

V. Solicitar a Licença de Instalação (LI) ao órgão ambiental licenciador para remoção ou


substituição do equipamento;

VI. Remover ou substituir e comprovar a destinação adequada dos equipamentos após esvaziamento
e desgaseificação;

VII. Comprovar a destinação dos resíduos de modo ambientalmente adequado.


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Parágrafo único. Na impossibilidade da remoção de algum tanque, o órgão ambiental licenciador


poderá autorizar a desativação permanente dos tanques no local, desde que apresentado laudo
técnico assinado pelo responsável técnico, descrevendo os motivos desta impossibilidade,
acompanhado da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, de forma a atender às
normas técnicas vigentes, juntamente com o comprovante de desgaseificação e/ou inertização dos
respectivos tanques.

Art. 17 A Investigação de Passivos Ambientais será realizada obrigatoriamente nas seguintes


situações:

I. Na solicitação de LI caso o Ponto de Abastecimento, Posto Revendedor ou Instalação de Sistemas


Retalhistas seja implantado em um terreno que tenha abrigado anteriormente uma atividade
potencialmente poluidora do solo e/ou água subterrânea;

II. Na solicitação de LF de Ponto de Abastecimento, Posto Revendedor e Instalação de Sistemas


Retalhistas que estão em operação;

III. Na ocorrência de vazamento ou suspeita de contaminação de solo ou água subterrânea durante a


operação de um Ponto de Abastecimento, Posto Revendedor ou Instalação de Sistemas Retalhistas,
em qualquer situação de licenciamento em que se encontre.

§ 1° Os procedimentos para realização desta investigação seguirão as orientações e requisitos


explicitados no ANEXO II – Procedimento para Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC)
disponibilizado por este órgão ambiental.

§ 2° No caso de Ponto de Abastecimento e Instalações de Sistemas Retalhistas, a Investigação de


Passivos Ambientais somente será aplicada para aqueles que possuam SASC.

Art. 18 No caso de confirmação de contaminação da área na etapa de Investigação Confirmatória


deverá ser realizada a Investigação Detalhada com a Avaliação de Risco, e ser apresentado o Plano
de Intervenção, conforme ANEXO II – Procedimento para Gerenciamento de Áreas Contaminadas
(GAC) disponibilizado por este órgão ambiental.

§ 1° A constatação da presença de produto em fase livre ou residual (combustível ou óleo


lubrificante) em solo ou na água subterrânea é motivo suficiente para que a área seja declarada
contaminada.

§ 2° Sempre que uma área for submetida à Investigação Detalhada será obrigatória a apresentação
da Avaliação de Risco à saúde humana.

§ 3° Em situações específicas nas quais o modelo conceitual de exposição indicar potenciais


impactos a bens a proteger, ou a critério do órgão ambiental, o gerenciamento do risco deverá se
basear também nos resultados de uma Avaliação de Risco ecológico.

Art. 19 Fundamentado nas etapas de Investigação Detalhada e Avaliação de Risco, deverá ser
desenvolvido o Plano de Intervenção, que estabelecerá as medidas a serem implantadas com o
objetivo de reabilitação da área considerando o uso pretendido previamente declarado.

§ 1° Deverão ser observados os prazos máximos apresentados no quadro abaixo, para encerramento
de cada uma das etapas de gerenciamento de áreas contaminadas definidas no ANEXO II desta IN.
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ETAPAS PRAZOS
Delimitação da pluma de contaminação e Seis meses após a confirmação da contaminação
eliminação da fase livre
Investigação detalhada, avaliação de risco e Cinco anos após a confirmação da
ações de intervenção contaminação, salvo quando adotadas medidas
de longo prazo
Monitoramento para reabilitação Dois anos após a constatação de ausência de
risco
Quadro 3: Prazos para encerramento das etapas de gerenciamento de áreas contaminadas.

§ 2° A presença de Fase Livre no site implica na necessidade de intervenção imediata. Fica


estabelecido prazo de até 60 (sessenta) dias para início efetivo do processo de remoção e de 180
(centro e oitenta) dias para sua conclusão.

§ 3° A persistência da Fase Livre após o período acima estabelecido deverá ser justificada e novo
Plano de Intervenção ser apresentado.

§ 4° Quando da identificação de produto em fase livre, devem ser adotadas medidas emergências
para a remoção do produto e iniciado o monitoramento de vapores orgânicos na área do
empreendimento e entorno, considerando galerias, tubulações, garagens subterrâneas, etc.

Art. 20 O Risco Iminente estará configurado sempre que for constatada, em um raio de 100 metros
da área do empreendimento, pelo menos uma das seguintes situações:

I. Combustível fase livre em utilidades subterrâneas públicas ou privadas;

II. Combustível exposto na superfície do solo;

III. Combustível fase livre em corpos d ́água superficiais ou em águas subterrâneas;

IV. Combustível fase livre em poços ativos de abastecimento de água;

V. Ocorrência de explosividade em níveis iguais ou superiores a 10% do Limite Inferior de


Explosividade (LIE) em utilidades subterrâneas públicas ou privadas ou poços cacimba,
excetuando-se o SASC.

Parágrafo único. Constatada a existência de Risco Iminente, o responsável legal pelo


empreendimento deverá tomar as medidas de intervenção emergenciais imediatamente e comunicar
o órgão ambiental municipal.

Art. 21 Quando do encerramento da Intervenção em Áreas Contaminadas – IAC por


hidrocarbonetos, o empreendedor deverá apresentar estudos comprobatórios conclusivos,
elaborados por técnico habilitado, confirmando que a área foi remediada e atende aos valores
orientadores de prevenção para solos e de investigação para água subterrânea, estabelecidos no
ANEXO II da Resolução CONAMA n° 420/2009. Após comprovação da remediação do site, o
órgão ambiental municipal expedirá o Termo de Reabilitação (TR) ao empreendimento.

Parágrafo único. O estudo final deverá ser consolidado com Relatório Síntese das etapas de
monitoramento, ilustrada com gráficos, tabelas, material fotográfico e laudos laboratoriais de solo
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e/ou água, gerados durante os processos de remediação e monitoramento.

Art. 22 Para o encerramento das atividades de Ponto de Abastecimento, Posto Revendedor e


Instalação de Sistemas Retalhista que disponham de sistemas subterrâneos de armazenamento de
derivados de petróleo líquidos ou biocombustíveis deverá ser requerido um Termo de Encerramento
das Atividades para área comprovadamente não contaminada (TE).

§ 1° No caso do encerramento das atividades em que há a necessidade de recuperação da área


contaminada, o responsável ou representante legal pelo empreendimento deverá apresentar a
documentação comprobatória da conclusão da recuperação da área e após análise técnica poderá
receber do órgão o Termo de Encerramento das Atividades (TE).

Art. 23 Todos os estabelecimentos dispostos no art. 1° desta IN estão obrigados a instalar Poços de
Monitoramento do Lençol Freático (PML's) na área do empreendimento, em quantidade definida
pelo quadro abaixo:

A1 A2 A3 A4
T1 3 4 5 6
T2 4 5 6 7
T3 5 6 7 8
Quadro 4: Definição da quantidade de PML's.

A1: estabelecimentos com área menor que 500 m² (*)


A2: estabelecimentos com área igual ou maior que 500 m² e menor que 1000 m² (*)
A3: estabelecimentos com área igual ou maior que 1000 m² e menor que 2000 m² (*)
A4: estabelecimentos com área igual ou maior que 2000 m² (*)
(*) A área a ser considerada deve ser a área total do terreno do empreendimento.

T1: estabelecimentos com até 4 tanques subterrâneos (**)


T2: estabelecimentos com 5 a 9 tanques subterrâneos (**)
T3: estabelecimentos com 10 ou mais tanques subterrâneos (**)
(**) Inclui o(s) tanque(s) para armazenamento de óleo lubrificante usado ou contaminado.

§ 1° Todos os PML's deverão ser instalados em conformidade com a Norma ABNT NBR 15.495 –
Parte 1.

§ 2° Os PML's deverão ser projetados de acordo com o sentido provável do fluxo das águas
subterrâneas, de modo que um PML se localizará à montante e os demais à jusante das potenciais
fontes de contaminação.

§ 3° A critério do órgão ambiental municipal, poderá ser solicitada a instalação de conjunto de


poços multiníveis, que deve ser formado por, no mínimo, por um par de poços com seção filtrante
instalada em duas profundidades diferentes, no aquífero local.

Art. 24 As instalações elétricas devem seguir as Normas ABNT NBR 14639, 8370 e 5363.

Parágrafo único. É vedada a instalação de equipamentos elétricos que não sejam à prova de
explosão ou de segurança intrínseca na área classificada, conforme a NBR 14639.
PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO VERDE-GO
Secretaria Municipal de Meio Ambiente

Art. 25 As instalações de Gás Natural Veicular (GNV) devem respeitar as distâncias e os


afastamentos entre prédios, linhas-limite, áreas de estocagem e unidades de abastecimento contidas
em normas técnicas vigentes.

§ 1° Deverá ser implantado tratamento acústico, com base em projeto previamente submetido ao
órgão ambiental municipal, caso os níveis de pressão sonora na vizinhança do empreendimento
ultrapassem os Níveis de Critério de Avaliação (NCA) estabelecidos por legislação específica.

§ 2° Se o abastecimento de gás for ininterrupto deve-se tomar como referência os valores noturnos,
para efeito de projeto acústico.

Art. 26 Para o licenciamento ambiental de postos de Gás Natural Comprimido (GNC), deverá ser
realizada Análise Preliminar de Riscos (APR), elaborada e assinada por profissional habilitado e
registrado no respectivo conselho de classe, acompanhado de Anotação de Responsabilidade
Técnica (ART).

Art. 27 Ficam aprovados os documentos relacionados nos incisos abaixo, na forma de seus
respectivos ANEXOS I, II, III, IV e V que integram a presente Instrução Normativa:

I. Anexo I: Atividades dispensadas de Licenciamento Ambiental.

II. Anexo II: Procedimento para Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC).

III. Anexo III: Procedimento para Análise de Fundo de Cava.

IV. Anexo IV: Procedimento para amostragem de águas subterrâneas.

V. Anexo V: Termo de Referência para Relatório de Monitoramento para Reabilitação.

Art. 28. As dúvidas, as controvérsias e os casos não previstos nesta Instrução serão decididos pelo
SEMMA.

Art. 29 Os anexos são parte integrante desta resolução.

Art. 30 Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as
disposições em contrário, aplicando seus efeitos aos processos já em tramitação no órgão ambiental
municipal, excetuando-se aqueles já analisados e com tramitação concluída e documentação apta
para emissão da respectiva licença.

REGISTRE-SE. PUBLIQUE-SE

Gabinete da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, aos 18 dias do mês de janeiro de 2018.

Marion Kompier
Secretária Municipal do Meio Ambiente