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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS

NOTAS TÉCNICAS
LISTAGEM

NOTAS TÉCNICAS DE SCIE

LISTAGEM DAS NOTAS TÉCNICAS DE SCIE

OBJETIVO

Estabelecer um critério de classificação de todas as notas técnicas que permita listá-las.

APLICAÇÃO

Para interpretar ou complementar o Regime Jurídico da Segurança contra Incêndio em Edifícios


(RJ-SCIE) e demais regulamentação complementar. Para uso dos projetistas e das entidades
licenciadoras.

ÍNDICE

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 2
2 ANTERIORES NOTAS TÉCNICAS DE SCIE .............................................................................. 2
3 LISTAGEM DAS NOTAS TÉCNICAS DE SCIE .......................................................................... 3

REFERÊNCIAS

• Regime Jurídico de SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro)


• Regulamento Técnico de SCIE (Portaria n.º 1532/2008, de 29 dezembro)

ANEXO

• Siglas usadas nas NT

ANPC - Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF-Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 1/4
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA S TÉCNICAS
LISTAGEM

1 INTRODUÇÃO

A publicação do novo RJ-SCIE implica que sejam revistas as NT publicadas nos anos 80 pelo
Serviço Nacional de Bombeiros (SNB) e que não tiveram continuidade de edição.

O mesmo RJ-SCIE motiva que sejam publicadas mais NT complementares ou interpretativas


daquele, conforme está previsto em alguns artigos, ao permitir que a ANPC publique especificações
técnicas adequadas.

2 ANTERIORES NOTAS TÉCNICAS DE SCIE

São extintas as anteriores NT em número de 8, a saber:

NT01 – Caracterização dos Edifícios

NT02 – Caracterização dos Estabelecimentos Comerciais

NT03 – Símbolos Gráficos para Plantas de Segurança contra os Riscos de Incêndio

NT04 – Plano de Emergência

NT05 – Concepção e Dimensionamento das Vias de Evacuação

NT06 – Concepção e Implantação das Escadas

NT07 – Sinal de Proibição de Passagem em Caso de Emergência

NT08 – Sinal de Obrigação de Manter uma Porta Corta-Fogo Fechada

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 2/4
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA S TÉCNICAS
LISTAGEM

3 LISTAGEM DAS NOTAS TÉCNICAS DE SCIE

NÚMERO DESIGNAÇÃO

NT 01 – Utilizações Tipo de Edifícios e Recintos

NT 02 – Competências e Responsabilidades em SCIE

NT 03 – Processos de SCIE

NT 04 – Simbologia gráfica para plantas de SCIE

NT 05 – Locais de risco

NT 06 – Categorias de risco

NT 07 – Hidrantes exteriores

NT 08 – Grau de prontidão dos meios de socorro

NT 09 – Sistemas de Proteção Passiva – Selagem de vãos, aberturas para passagem de


cablagens e condutas

NT 10 – Sistemas de Proteção Passiva – Portas resistentes ao fogo

NT 11 – Sinalização de segurança

NT 12 – Sistemas automáticos de deteção de incêndio

NT 13 – Redes secas e húmidas

NT 14 – Fontes de abastecimento de água para o serviço de incêndio (SI)

NT 15 – Centrais de bombagem para o serviço de incêndio

NT 16 – Sistemas automáticos de extinção de incêndio por água

NT 17 – Sistemas automáticos de extinção de incêndio por agentes gasosos

NT 18 – Sistemas de cortina de água

NT 19 – Sistemas automáticos de deteção de gás

NT 20 – Posto de segurança

NT 21 – Planos de segurança

NT 22 – Plantas de emergência

Nota – Cada Nota Técnica está datada em rodapé e a versão atualizada corresponde à publicitada no
sítio da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 3/4
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NOTA S TÉCNICAS
LISTAGEM

ANEXO – SIGLAS USADAS NAS NT

• ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil


• ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica
• BI – Boca de incêndio
• BIA – Boca de incêndio armada
• CBSI – Central de bombagem para SI
• CCF – Câmara corta-fogo
• CDG – Central deteção de gás
• CDI – Central de deteção de incêndio
• CE – Central de extinção
• DS –Delegado de segurança
• EN – Norma europeia
• ETAR – Estação de tratamento de águas residuais
• GNR – Guarda Nacional Republicana
• ISO – Norma internacional
• NP – Norma portuguesa
• NT – Nota técnica
• PE – Plantas de emergência
• PEI – Plano de emergência interno
• PP – Plano de prevenção
• PS – Posto de segurança
• PSP – Polícia de Segurança Pública
• RASI – Reservatório de água para SI
• RIA – Rede de incêndio armada
• RJ-SCIE – Regime Jurídico da Segurança Contra Incêndio em Edifícios
• RS – Responsável de segurança
• RT-SCIE – Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios
• SADI - Sistema automático de deteção de incêndio
• SADG – Sistema automático de deteção de gás
• SAEI (água) – Sistema automático de extinção de incêndio por água
• SAEI (gás) – Sistema automático de extinção de incêndio por agentes gasosos
• SCIE – Segurança contra incêndio em edifícios e recintos
• SNB – Serviço Nacional de Bombeiros
• SI – Serviço de incêndio
• SPK – Sprinkler
• SSI – Serviço de segurança contra incêndio
• UNE – Norma espanhola
• UT – Utilização-tipo

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 4/4
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NOTA TÉCNICA N.º 01
UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

NOTA TÉCNICA N.º 01


UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

OBJETIVO

Desenvolver, com mais detalhe, os conceitos expressos no Artigo 8º do RJ-SCIE (Utilizações-Tipo


de edifícios e recintos), listando de uma forma tão exaustiva quanto possível, todos os tipos de
edifícios, partes de edifícios e recintos que pertencem a cada utilização-tipo (UT).

Referir as condições particulares contempladas nos Artigos 106º e 210º do RT-SCIE que implicam a
existência de UT distintas da UT em que estão inseridas.

Permitir, na sequência de novos desenvolvimentos tecnológicos ou de novos tipo de exploração,


incorporá-los numa das UT, por decisão da ANPC.

APLICAÇÃO

Auxiliar os projetistas e consultores de segurança na identificação expedita a que UT pertence um


determinado edifício, parte de edifício ou recinto, para efeito de aplicação do RT-SCIE. Permitir às
entidades licenciadoras terem o mesmo referencial de identificação.

ÍNDICE

1. DEFINIÇÕES E LISTAGEM DAS UT .................................................................................................................. 2


2. EDIFÍCIOS E RECINTOS DE UTILIZAÇÃO EXCLUSIVA .......................................................................... 10
3. EDIFÍCIOS E RECINTOS COM UTILIZAÇÃO MISTA .................................................................................. 11
4. ESPAÇOS DIFERENCIADOS INTEGRADOS NUMA DETERMINADA UT ............................................. 11

REFERÊNCIAS

• Regime Jurídico de SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro)


• Regulamento Técnico de SCIE (Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro)

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 01
UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

1 DEFINIÇÕES E LISTAGEM DAS UT

De acordo com o Artigo 8º do RJ-SCIE são definidas 12 Utilizações-Tipo de edifícios e recintos


itinerantes ou ao ar livre procurando cobrir a totalidade das construções realizadas ou a realizar no
país, com as exceções previstas na lei.

1.1 TIPO I (HABITACIONAIS)

Edifícios ou partes de edifícios destinados a habitação unifamiliar ou multifamiliar, incluindo


os espaços comuns de acessos e as áreas não residenciais reservadas ao uso exclusivo dos
residentes:

ƒ Edifícios de habitação unifamiliar;


ƒ Edifícios de habitação multifamiliar.

Nota:
Conforme estabelece o n.º 5 do artigo 210º do RT-SCIE, as salas de condomínio com área
superior a 200 m2 são incluídas na UT VI e não na UT I.

1.2 TIPO II (ESTACIONAMENTOS)

Edifícios ou partes de edifícios destinados exclusivamente à recolha de veículos e seus reboques


fora da via pública ou recintos delimitados ao ar livre, para o mesmo fim:

ƒ Garagens para recolha de veículos;


ƒ Parques de estacionamento cobertos automáticos, públicos ou privados;
ƒ Parques de estacionamento cobertos, abertos ou fechados, e ao ar livre, públicos ou
privados;
ƒ Silos auto, abertos ou fechados, públicos ou privados.

Nota:
Apesar do RJ-SCIE não o mencionar explicitamente só são considerados na UT II os
estacionamentos cobertos com área igual ou superior a 200 m2 e os estacionamentos ao ar livre
com área igual ou superior a 1000 m2.

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NOTA TÉCNICA N.º 01
UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

1.3 TIPO III (ADMINISTRATIVOS)

Edifícios ou partes de edifícios onde se desenvolvem atividades administrativas, de


atendimento ao público ou de serviços, excluindo as oficinas de reparação e manutenção e os
serviços explicitamente mencionados nesta NT para a UT VIII:

ƒ Balcões de atendimento (agências bancárias, lojas do cidadão, repartições de finanças,


correios, etc.).
ƒ Centros de atendimento;
ƒ Conservatórias do registo civil, comercial, predial, etc.;
ƒ Edifícios ou partes de edifícios afetos a comando e a serviços integrados em quartéis de
bombeiros, das forças armadas e de segurança (exceto centros de comunicação, comando e
controlo);
ƒ Escritórios de empresas e outras entidades públicas ou privadas;
ƒ Notários privados e públicos;
ƒ Postos e quartéis das forças armadas, de segurança (GNR, PSP) e de socorro;
ƒ Repartições públicas,
ƒ Tribunais administrativos, cíveis, criminais, militares, etc.

1.4 TIPO IV (ESCOLARES)

Edifícios ou partes de edifícios recebendo público, onde se ministrem ações de educação, ensino
e formação ou exerçam atividades lúdicas ou educativas para crianças e jovens, podendo ou
não incluir espaços de repouso ou de dormida afetos aos participantes nessas ações e
atividades:

ƒ Centros de apoio aos tempos livres;


ƒ Centros de explicações;
ƒ Centros de formação profissional e outros, mesmo que integrados em instalações de
bombeiros ou das forças armadas e de segurança;
ƒ Centros de juventude;
ƒ Colégios privados e públicos, externos e internos;
ƒ Creches;
ƒ Escolas de condução;
ƒ Estabelecimentos de ensino privados e públicos de qualquer nível (básico, secundário ou
superior);
ƒ Infantários;
ƒ Jardins de infância;
ƒ Lares para jovens;
ƒ Orfanatos.

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NOTA TÉCNICA N.º 01
UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

1.5 TIPO V (HOSPITALARES E LARES DE IDOSOS)

Edifícios ou partes de edifícios recebendo público, destinados à execução de ações de


diagnóstico ou à prestação de cuidados na área da saúde, com ou sem internamento, ao apoio a
pessoas idosas ou com condicionalismos decorrentes de fatores de natureza física ou psíquica,
ou onde se desenvolvam atividades dedicadas a essas pessoas:

ƒ Centros de abrigo para idosos e deficientes;


ƒ Centros de apoio a idosos e centros de dia;
ƒ Centros de diagnóstico médico;
ƒ Centros de enfermagem;
ƒ Centros de exames médicos (ecografias, tomografias, radiologia, etc.);
ƒ Centros de fisioterapia;
ƒ Centros de hemodiálise;
ƒ Centros de reabilitação;
ƒ Centros de saúde;
ƒ Centros de tratamentos termais;
ƒ Clínicas privadas e públicas;
ƒ Consultórios médicos;
ƒ Dispensários médicos;
ƒ Hospitais privados e públicos;
ƒ Laboratórios de análises clínicas;
ƒ Lares de idosos;
ƒ Policlínicas;
ƒ Postos médicos, de enfermagem e de socorros;
ƒ Residências assistidas para idosos;
ƒ Unidades de cuidados continuados.

1.6 TIPO VI (ESPECTÁCULOS E REUNIÕES PÚBLICAS)

Edifícios, partes de edifícios, recintos itinerantes ou provisórios e ao ar livre que recebem


público, destinados a espetáculos, reuniões públicas, exibição de meios audiovisuais, bailes,
jogos, conferências, palestras, culto religioso e exposições, podendo ser, ou não, polivalentes, e
desenvolver as atividades referidas em regime não permanente:

ƒ Anfiteatros;
ƒ Auditórios;
ƒ Bares com instalações para música ao vivo;
ƒ Casas mortuárias;
ƒ Casinos;

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 01
UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

ƒ Centros e locais de exposição (exceto os contemplados na UT X - museus e galerias de arte),


nomeadamente os destinados a exibição, demonstração e divulgação de atividades
económicas ou de atividades, produtos e serviços proporcionados por entidades públicas ou
privadas;
ƒ Cinemas;
ƒ Cineteatros;
ƒ Circos;
ƒ Coliseus;
ƒ Discotecas;
ƒ Estúdios de gravação;
ƒ Pavilhões multiusos;
ƒ Praças de touros;
ƒ Salas de conferência;
ƒ Salas e salões de jogos;
ƒ Salas de cultos em crematórios;
ƒ Salões de dança;
ƒ Teatros;
ƒ Templos religiosos (capelas, igrejas, mesquitas, sinagogas, etc.).

Notas:
1. Dos espaços de exposição referidos nesta UT VI estão excluídos os destinados à exibição de
peças do património histórico e cultural ou à atividade de exibição, demonstração e
divulgação de caráter científico, cultural ou técnico, dado que estes se incluem na UT X;

2. As salas de condomínio em edifícios ou condomínios de habitação com área superior a 200


m2 são incluídas na UT VI (e não na UT I), conforme estabelece o n.º 5 do artigo 210º do
RT-SCIE.

1.7 TIPO VII (HOTELEIROS E RESTAURAÇÃO)

Edifícios ou partes de edifícios, recebendo público, fornecendo alojamento temporário e/ou


exercendo actividades de restauração e bebidas, em regime de ocupação exclusiva ou não:

ƒ Agroturismo;
ƒ Albergarias;
ƒ Aldeamentos turísticos;
ƒ Alojamento local;
ƒ Apartamentos turísticos;
ƒ Bares (exceto os que disponham de instalações para música ao vivo);
ƒ Camaratas, não inseridas nas UT III, IV ou V;
ƒ Casas-abrigo (turismo de natureza);

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NOTA TÉCNICA N.º 01
UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

ƒ Casas de campo (turismo no espaço rural);


ƒ Casas-retiro (turismo de natureza);
ƒ Casernas, não inseridas nas UT III ou IV;
ƒ Centros de acolhimento (turismo de natureza);
ƒ Centros de interpretação ambiental;
ƒ Churrasqueiras, com ou sem venda para fora;
ƒ Colónias de férias, quando não inseridas em estabelecimentos escolares;
ƒ Conjuntos turísticos (resorts);
ƒ Dormitórios com carácter permanente;
ƒ Empreendimentos turísticos;
ƒ Estabelecimentos de restauração e bebidas ou de venda de produtos alimentares e bebidas
para consumo no local, tais como: botequins, cafés, cervejarias, pastelarias, salões de chá,
etc.;
ƒ Estalagens;
ƒ Hotéis;
ƒ Hotéis-apartamentos;
ƒ Hotéis rurais;
ƒ Moradias Turísticas;
ƒ Motéis;
ƒ Pensões;
ƒ Pousadas;
ƒ Residenciais;
ƒ Residências de estudantes, quando não inseridas em estabelecimentos escolares;
ƒ Restaurantes;
ƒ Snack-bares;
ƒ Tabernas;
ƒ Turismo de aldeia;
ƒ Turismo de habitação;
ƒ Turismo no espaço rural;
ƒ Turismo da natureza;
ƒ Venda de comida para fora, com confeção no local.

Nota:
Apesar de exercerem actividades na área do turismo, não estão incluídos na UT VII os parques
de campismo ou de caravanismo, dado que se incluem na UT IX.

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NOTA TÉCNICA N.º 01
UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

1.8 TIPO VIII (COMERCIAIS E GARES DE TRANSPORTES)

Edifícios ou partes de edifícios, recebendo público, ocupados por estabelecimentos comerciais


onde se exponham e vendam materiais, produtos, equipamentos ou outros bens, destinados a
ser consumidos no exterior desse estabelecimento, ou ocupados por gares destinados a aceder a
meios de transporte (rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial ou aéreo), incluindo as gares
intermodais, constituindo espaço de interligação entre a via pública e esses meios de
transporte, com exceção das plataformas de embarque ao ar livre:

ƒ Aerogares, mesmo que de atividade exclusivamente militar;


ƒ Barbeiros;
ƒ Centros comerciais;
ƒ Cabeleireiros;
ƒ Instalações para animais inseridos em edifícios e não incluídas em atividades agropecuárias
(canis, gatis, cavalariças, etc.);
ƒ Clínicas veterinárias;
ƒ Drogarias;
ƒ Espaços de reparação de artigos de vestuário e calçado;
ƒ Farmácias;
ƒ Gabinetes de estética;
ƒ Gares em aeródromos (com atividade comercial);
ƒ Gares (estações) ferroviárias;
ƒ Gares (estações) fluviais;
ƒ Gares (estações) marítimas;
ƒ Gares (estações) rodoviárias;
ƒ Gares intermodais;
ƒ Gares de heliportos (com atividade comercial);
ƒ Lavandarias e engomadorias;
ƒ Lojas (de comércio);
ƒ Mercados (públicos ou privados);
ƒ Mercearias;
ƒ Minimercados;
ƒ Hipermercados;
ƒ Stands de exposição para comércio (veículos, mobiliário, eletrodomésticos, decoração e
jardim, etc.);
ƒ Supermercados;
ƒ Venda de comida para fora, sem confeção no local.

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NOTA TÉCNICA N.º 01
UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

1.9 TIPO IX (DESPORTIVOS E DE LAZER)

Edifícios, partes de edifícios e recintos recebendo ou não público, destinados a atividades


desportivas e de lazer:

ƒ Autódromos;
ƒ Bowlings;
ƒ Campos de jogos (cobertos ou ao ar livre);
ƒ Espaços e parques de divertimentos;
ƒ Estádios (atletismo, futebol, râguebi, etc.);
ƒ Ginásios;
ƒ Health clubs;
ƒ Hipódromos;
ƒ Kartódromo;
ƒ Motódromos;
ƒ Parques aquáticos;
ƒ Parques de aventuras;
ƒ Parques de campismo e caravanismo;
ƒ Parques de jogos, incluindo os infantis;
ƒ Pavilhões desportivos;
ƒ Pavilhões gimnodesportivos;
ƒ Picadeiros;
ƒ Piscinas;
ƒ Pistas de patinagem;
ƒ Pistas de skate;
ƒ Pistas de ski;
ƒ Recintos para exibições aéreas;
ƒ Sambódromos;
ƒ Saunas;
ƒ Spas;
ƒ Velódromos.

1.10 TIPO X (MUSEUS E GALERIAS DE ARTE)

Edifícios ou partes de edifícios recebendo ou não público, destinados à exibição de peças do


património histórico e cultural ou a atividades de exibição, demonstração e divulgação de
carácter científico, cultural ou técnico:

ƒ Aquários;
ƒ Galerias de arte;
ƒ Museus;

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NOTA TÉCNICA N.º 01
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ƒ Oceanários;
ƒ Parques botânicos e florestais (instalações);
ƒ Parques zoológicos (instalações);
ƒ Pavilhões de exposição (científica, técnica).

1.11 TIPO XI (BIBLIOTECAS E ARQUIVOS)

Edifícios ou partes de edifícios, recebendo ou não público, destinados a arquivo documental,


podendo disponibilizar os documentos para consulta ou visualização no próprio local ou não:

ƒ Arquivos (documentos, jornais, livros, microfilmes, revistas, etc.);


ƒ Bibliotecas;
ƒ Cinematecas;
ƒ Hemerotecas;
ƒ Mediatecas.

1.12 TIPO XII (INDUSTRIAIS, OFICINAS E ARMAZÉNS)

Edifícios, partes de edifícios ou recintos ao ar livre, não recebendo habitualmente público,


destinados ao exercício de atividades industriais ou ao armazenamento de materiais,
substâncias, produtos ou equipamentos, oficinas de reparação e todos os serviços auxiliares ou
complementares destas atividades:

ƒ Armazéns (de materiais, produtos, etc.) não acessíveis ao público;


ƒ Centros de inspeção automóvel;
ƒ Docas (construção, reparação de embarcações e navios);
ƒ Ecocentros;
ƒ Estabelecimentos industriais;
ƒ Estações de tratamento de águas residuais (ETAR) com aproveitamento industrial;
ƒ Hangares (construção, reparação de aeronaves);
ƒ Oficinas de reparação e manutenção (mobiliário, veículos, equipamentos elétricos e
mecânicos, etc.);
ƒ Tipografias.

Nota:
Independentemente do edifício ou recinto onde se encontrem, os locais de armazenamento de
líquidos ou de gases combustíveis previstos no Quadro XXXV, que a seguir se reproduz,
incluído no n.º 2 do Artigo 106º do RT-SCIE são sempre considerados como uma UT XII.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 01
UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

Quadro XXXV constante do n.º 2 do Artigo 106º do RT-SCIE

Classificação dos espaços em função


da quantidade de líquidos ou gases combustíveis que contenham

Líquidos combustíveis
Gases combustíveis
Volume (V)
Classificação Capacidade total
Ponto de inflamação (Pi)
dos recipientes (C)
Pi < 21 ºC 21 ºC ≤ Pi < 55 ºC Pi ≥ 55 º C
Utilização V ≤ 20 L V ≤ 100 L V ≤ 500 L C ≤ 106 dm3
Armazenamento V > 20 L V > 100 L V > 500 L C > 106 dm3

2 EDIFÍCIOS E RECINTOS DE UTILIZAÇÃO EXCLUSIVA

Os edifícios e os recintos com utilização exclusiva são os que possuem uma única UT.

Tal como nos outros casos, devem respeitar-se as disposições gerais prescritas no RT-SCIE (Títulos
I a VII) e as disposições específicas prescritas no Título VIII. Neste Título têm disposições
específicas as seguintes UT:

I – Habitacionais

II – Estacionamentos

V – Hospitalares e lares de idosos

VI – Espetáculos e de reuniões públicas

VII – Hoteleiros e restauração

VIII – Comerciais e gares de transporte

IX – Desportivos e de lazer

X – Museus e galerias de arte

XI – Bibliotecas e arquivos;

XII – Industriais, oficinas e armazéns.

Aos espaços integrados num edifício ou recinto com utilização exclusiva aplicam-se as disposições
gerais e as específicas da utilização-tipo onde se inserem, não sendo aplicáveis quaisquer outras, e
mantendo-se a designação de uso exclusivo.

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NOTA TÉCNICA N.º 01
UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

3 EDIFÍCIOS E RECINTOS COM UTILIZAÇÃO MISTA

Os edifícios e recintos dizem-se de utilização mista quando possuem mais do que uma UT,
considerando os espaços integrados em qualquer das UT quando ultrapassem os valores citados nas
condições referidas no ponto 4. desta NT.

4 ESPAÇOS DIFERENCIADOS INTEGRADOS NUMA DETERMINADA UT

Quando dentro de uma determinada UT existem espaços classificáveis noutras UT, aplicam-se a
estes apenas as condições gerais e específicas da primeira, sempre que possuam as caraterísticas
indicadas no Quadro II.

Quadro II

Síntese dos espaços classificáveis noutras UT

ESPAÇOS CARACTERÍSTICAS

ƒ Necessário à atividade da entidade exploradora


Espaço administrativo ƒ Gestão da entidade exploradora (UT III a XII)
Arquivo documental ƒ Área bruta de cada espaço ≤ 10% da área bruta total (III a VII, IX e
Armazenamento XI)
ƒ Área bruta de cada espaço ≤ 20% da área bruta total (VIII, X e XII)
Espaço de reunião, de culto
religioso, de conferências ƒ Gestão da entidade exploradora (UT III a XII)
ou para ações de formação,
ƒ Efetivo ≤ 200 (em edifícios)
atividades desportivas, ou
estabelecimentos de ƒ Efetivo ≤ 1 000 (em recintos ao ar livre)
restauração ou bebidas
Espaços comerciais
Oficinas
Bibliotecas ƒ Gestão da entidade exploradora (UT III a XII)
Salas de exposição ƒ Área útil ≤ 200 m2
Posto de socorros, médico
ou de enfermagem
Recolha de veículos e
ƒ Área útil ≤ 200 m2
reboques (em edifícios)

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

NOTA TÉCNICA N.º 02


COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

OBJETIVO

Descrever detalhadamente as competências e responsabilidades de cada interveniente, em cada fase


do processo construtivo, designadamente no âmbito da coordenação e conceção dos diversos
projetos, da construção e da manutenção das condições de Segurança Contra Incêndio em Edifícios
(SCIE), assim como das atividades de fiscalização das condições de SCIE por parte da ANPC e das
entidades por ela credenciadas, além das que estão atribuídas às Câmaras Municipais e à ASAE.

APLICAÇÃO

Aplica-se a todos os intervenientes no processo construtivo, designadamente no que se refere às


fases de projeto, construção e manutenção das condições de SCIE, e da respetiva fiscalização, em
função das Utilizações-tipo (UT) dos edifícios e recintos e das respetivas Categorias de Risco.

ÍNDICE

1. COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES NA FASE DE PROJECTO ................................................... 2


2. COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES NA FASE DE OBRA ............................................................. 7
3. RESPONSABILIDADES NA MANUTENÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SCIE .............................................. 11
4. RESPONSABILIDADES NA COMERCIALIZAÇÃO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE
PRODUTOS, EQUIPAMENTOS E SISTEMAS DE SCIE .............................................................................. 12
5. COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES NA FISCALIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SCIE ....... 14

REFERÊNCIAS
• Regime Jurídico de SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008: Capítulo I, Artigos 5.º a 7.º)
• Lei n.º 31/2009, de 3 de julho (revogação do Decreto n.º 73/73)
• Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro, com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 28/2010, de 2
de setembro
• Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro (RT-SCIE)
• Portaria n.º 64/2009, de 22 de janeiro

ANEXOS
• Minutas de Termos de Responsabilidade.

ANPC - Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF-Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 1/23
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

1. COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES NA FASE DE PROJECTO

QUADRO 1.1
LEGISLAÇÃO APLICÁVEL

GERAL ESPECÍFICA DE SCIE

Lei n.º 31/2009, de 3 de julho Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro

Aprova o regime jurídico que Aprova as disposições regulamentares de segurança contra


estabelece a qualificação profissional incêndio aplicáveis a todos os edifícios e recintos, distribuídos
exigível aos técnicos responsáveis pela por 12 utilizações-tipo, sendo cada uma delas, por seu turno,
elaboração e subscrição de projetos, estratificada por quatro categorias de risco de incêndio. São
pela fiscalização de obra e pela considerados não apenas os edifícios de utilização exclusiva,
direção de obra, que não esteja sujeita mas também os edifícios de ocupação mista.
a legislação especial, e os deveres que
lhes são aplicáveis e revoga o Decreto Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro
n.º 73/73, de 28 de Fevereiro.
Tem por objeto a regulamentação técnica das condições de
segurança contra incêndio em edifícios e recintos, a que devem
Lei n.º 28/2010, de 2 de obedecer os projetos de arquitetura, os projetos de SCIE e os
setembro projetos das restantes especialidades a concretizar em obra,
designadamente no que se refere às condições gerais e
Procede à 11ª alteração ao Decreto- específicas de SCIE referentes às condições exteriores comuns,
Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro,
às condições de comportamento ao fogo, isolamento e
que estabelece o Regime Jurídico da
Urbanização e Edificação (RJUE). proteção, às condições de evacuação, às condições das
instalações técnicas, às condições dos equipamentos e
sistemas de segurança e às condições de autoproteção, sendo
estas últimas igualmente aplicáveis aos edifícios e recintos já
existentes à data de entrada em vigor do Decreto-Lei n.º
220/2008, de 12 de novembro.

Portaria n.º 64/2009, de 22 de janeiro, com as


alterações introduzidas pela Portaria n.º 136/201, de 5 de
abril

Estabelece o regime de credenciação de entidades para a


emissão de pareceres, realização de vistorias e de inspeções
das condições de SCIE, previsto no artigo 5.º do Decreto-Lei
nº220/2008, onde a ANPC é considerada a entidade
competente para assegurar o cumprimento do regime SCIE,
incumbindo -lhe a credenciação de entidades para a realização
de vistorias e de inspeções das condições de SCIE.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

QUADRO 1.2
RESPONSABILIDADES – AUTORES DE FICHAS E PROJETOS DE SCIE

DECORRENTES DO DECRETO-LEI N.º 220/2008,


DE 12 DE NOVEMBRO (RJ-SCIE)

DECLARAÇÕES DE 1 – AUTORES DE FICHAS DE SCIE (OBRIGATÓRIAS


RESPONSABILIDADE PARA A 1ª CATEGORIA DE RISCO)
OBRIGATÓRIAS
Para projetos de edifícios de baixo risco de incêndio, segundo o
Face à obrigatoriedade dos processos n.º 2 do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 220/2008: «As
respeitantes a operações urbanísticas operações urbanísticas das utilizações-tipo I (habitacionais), II
passarem a ser instruídos com um (estacionamentos), III (administrativos), VI (espectáculos e
Projeto de SCIE (obrigatório para as reuniões públicas), VII (hoteleiros e restauração), VIII
2ª, 3ª e 4ª categorias de risco e ainda (comerciais e gares de transporte), IX (desportivos e de lazer),
para as UT IV e V da 1ª categoria de X (museus e galerias de arte), XI (bibliotecas e arquivos), XII
risco), ou com uma Ficha de (industriais, oficinas e armazéns), da 1ª Categoria de Risco, são
Segurança (obrigatória para as dispensadas da apresentação de projecto de especialidade de
restantes UT da 1ª categoria de SCIE, o qual é substituído por uma Ficha de Segurança por
risco), devem os respetivos processos cada uma das utilizações-tipo, conforme modelo aprovado pela
incluir Declaração de ANPC, com o conteúdo descrito no Anexo V ao Decreto-Lei n.º
Responsabilidade de SCIE do 220/2008, que dele faz parte integrante.
projetista de segurança tal como é
NOTAS:
exigido para os respetivos casos ao
Coordenador de Projeto, bem como a) O modelo aprovado da Ficha de Segurança encontra-se
aos restantes Autores de Projeto disponível no sítio da ANPC, acompanhado das respetivas
(arquitetura, fundações e estruturas, notas explicativas.
redes e instalações elétricas, redes e Recomenda-se que a ficha de segurança seja acompanhada de
instalações de águas e esgotos). peças desenhadas de segurança.
b) Apenas as utilizações-tipo IV (escolares) e V (hospitalares e
Considera-se que, para todos os
lares de idosos) devem prever, mesmo na 1ª categoria de risco,
efeitos, que a ficha de segurança
a elaboração obrigatória de um Projecto de SCIE.
constitui de per si um termo de
responsabilidade. 2 – AUTORES DE PROJECTOS DE SCIE (OBRIGATÓ-
RIOS NAS 2ª, 3ª e 4ª CATEGORIAS DE RISCO E NAS
Artigo 6.º Decreto-Lei n.º UT IV E V DA 1ª CATEGORIAS DE RISCO):
220/2008, Responsabilidade no
Segundo o n.º 1 do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 220/2008:
caso de edifícios ou recintos:
«Os procedimentos administrativos respeitantes a operações
urbanísticas são instruídos com um Projeto de SCIE, com o
1 — No caso de edifícios e recintos em
conteúdo descrito no Anexo IV ao Decreto-Lei n.º 220/2008,
fase de projeto e construção são
que dele faz parte integrante».
responsáveis pela aplicação e pela
verificação das condições de SCIE: NOTAS:
a) Os autores e os a) Face ao disposto nos Artigos 34.º e 38.º do Decreto-Lei n.º
coordenadores dos projetos de 220/2008, a partir de 1 de janeiro de 2009 todos os novos
operações urbanís-ticas, no que projetos de edifícios e recintos devem incluir um Projeto de
respeita à respetiva elaboração, bem SCIE, excepto os das UT I a II e VI a XI classificados na 1ª
como às intervenções acessórias ou Categoria de Risco, em que o projeto de SCIE é substituído por

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COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

complementares a esta a que estejam uma Ficha de Segurança.


obrigados, no decurso da execução da
b) A Categoria de Risco de incêndio a atribuir pelo Autor do
obra;
Projeto de SCIE a cada Utilização-tipo, deve respeitar os
b) A empresa responsável pela
critérios indicados nos Quadros constantes do Anexo III ao DL
execução da obra;
n.º 220/2008, em função de diversos fatores de risco, como a
c) O diretor de obra e o diretor
altura da utilização-tipo, os efetivos, o n.º de pisos abaixo do
de fiscalização de obra, quanto à
plano de referência, ou a carga de incêndio.
conformidade da execução da obra
com o projeto aprovado. 3 — GRAU DE ESPECIALIZAÇÃO (OBRIGATÓRIO
PARA A 3ª e 4ª CATEGORIA DE RISCO):
2 — Os autores dos projetos, os
coordenadores dos projetos, o diretor O RJ-SCIE prevê no n.º 1 do artigo 16º, o reconhecimento do
de obra e o diretor de fiscalização de grau de especialização para a elaboração de projetos de
obra, referidos nas alíneas a) e c) SCIE da 3ª e 4ª categorias de risco a atribuir aos associados da
do número anterior subscrevem Ordem dos Arquitetos (OA), Ordem dos Engenheiros (OE) e
termos de responsabilidade, de Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos (ANET). A
que conste, respetivamente, que na ANPC reconhece o grau de especialização dos técnicos
elaboração do projeto e na execução e propostos pelas respetivas associações profissionais, desde
verificação da obra em conformidade que:
com o projeto aprovado, foram
cumpridas as disposições de SCIE. a) Possuam um mínimo de cinco anos de experiência
profissional em SCIE;
NOTA:
Nota: A ANPC aceita o registo com base nesta alínea a) até ao
Da leitura do n.º 2 resulta que, para
momento em que passar a exigir o grau de especialização;
cada obra:
a) Ao autor do projeto de SCIE é b) Tenham concluído com aproveitamento as necessárias ações
exigido o termo de de formação na área específica de SCIE, cujo conteúdo
responsabilidade relativamente ao programático, formadores e carga horária tenham sido objeto
cumprimento, no respetivo de protocolo entre a ANPC e cada uma daquelas associações
projeto, das disposições de SCIE; profissionais.
b) Ao diretor de obra e ao diretor de O RJ-SCIE prevê também no n.º 2 do artigo 16º, que a
fiscalização de obra é exigido o elaboração de planos de segurança interna da 3ª e 4ª
termo de responsabilidade que categorias de risco é atribuida aos associados das OA, OE e
ateste que a execução e verificação ANET propostos pelas respetivas associações profissionais.
da obra foram efetuadas em
Neste contexto, a ANPC celebrou, no dia 10 de fevereiro
conformidade com os projetos
de 2010 três Protocolos (com OA, OE, ANET), onde se
aprovados e cumpridas as
definem os requisitos para a atribuição do grau de
disposições de SCIE.
especialização em SCIE.

4 — O Autor do Projeto de SCIE pode ser simultaneamente


o Coordenador do Projeto e/ou um dos autores dos
restantes projetos (arquitetura, fundações e estruturas,
redes e instalações elétricas, redes e instalações de águas e
esgotos), cujas responsabilidades se encontram
descritas nos Quadros 1.3 e 1.4 seguintes:

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COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

QUADRO 1.3
RESPONSABILIDADES – COORDENAÇÃO DE PROJECTO

DECORRENTES DA LEI N.º 31/2009, DE 3 DE JULHO

Transcreve-se o artigo da Lei n.º 31/2009 que contém as


ARTIGO 8.º responsabilidades.
QUALIFICAÇÃO DO Nota: Devem assumir –se os «deveres» e «competências» por
COORDENADOR DE «responsabilidades».
PROJECTO
ARTIGO 9.º
DEVERES DO COORDENADOR DE PROJECTO
1 — Para a elaboração de projeto
sujeito ao regime de licença 1 — Compete ao coordenador do projeto, com autonomia
administrativa ou de comunicação técnica, e sem prejuízo das demais obrigações que assuma
prévia ou para efeitos de perante o dono da obra, bem como das competências próprias
procedimento contratual público de coordenação e da autonomia técnica de cada um dos autores
deve sempre existir um coordenador de projeto:
de projeto, o qual integra a equipa de
a) Representar a equipa de projeto durante as fases de
projeto podendo quando qualificado
projeto perante o dono da obra, o diretor de fiscalização de
para o efeito, acumular com aquela
obra e quaisquer outras entidades;
função a elaboração total ou parcial
b) Verificar a qualificação profissional de cada um dos
de um dos projetos.
elementos da equipa;
2 — A coordenação do projeto c) Assegurar a adequada articulação da equipa de projeto em
(de um edifício ou recinto) incumbe função das características da obra, garantindo, com os
a um arquiteto (inscrito na OA), a restantes membros da equipa, a funcionalidade e a
um engenheiro (inscrito na OE) ou a exequibilidade técnica das soluções a adotar;
um engenheiro técnico (inscrito na d) Assegurar a compatibilidade entre as peças desenhadas e
ANET), que seja qualificado para a escritas necessárias à caracterização da obra, de modo a
elaboração de qualquer projeto no garantir a sua integridade e a sua coerência;
tipo de obra em causa, considerando e) Atuar junto do dono da obra, em colaboração com os
o disposto na presente lei e demais autores de projeto, no sentido de promover o
legislação aplicável. esclarecimento do relevo das opções de conceção ou de
construção no custo ou eficiência da obra;
f) Assegurar a compatibilização com o coordenador em
matéria de segurança e saúde, durante a elaboração do
projeto, visando a aplicação dos princípios gerais de
segurança em cumprimento da legislação em vigor;
g) Verificar, na coordenação da elaboração dos projetos, o
respeito pelas normas legais e regulamentares aplicáveis,
sem prejuízo dos deveres próprios de cada autor de
projeto;
h) Instruir o processo relativo à constituição da equipa de
projeto, o qual inclui a identificação completa de todos os
seus elementos, cópia dos contratos celebrados para a
elaboração de projeto, cópia dos termos de
responsabilidade pela sua elaboração e cópia dos
comprovativos da contratação de seguro de
responsabilidade civil;

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COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

i) Disponibilizar todas as peças do projeto e o processo


relativo à constituição de equipa de projeto ao dono da
obra, aos autores de projeto, aos intervenientes na
execução de obra e entidades com competência de
fiscalização;
j) Comunicar, no prazo de cinco dias úteis, a cessação de
funções enquanto coordenador de projeto, para os efeitos
e procedimentos previstos no RJUE e no Código dos
Contratos Públicos.

QUADRO 1.4
COMPETÊNCIAS DE QUALIFICAÇÃO E RESPONSABILIDADES
– AUTORES DE PROJECTOS

DECORRENTES DA LEI N.º 31/2009, DE 3 DE JULHO

Transcreve-se o art.º da Lei 31/2009 que contém as


ARTIGO 10.º QUALIFICAÇÃO responsabilidades.
DOS AUTORES DE PROJECTOS Nota: Devem assumir –se os «deveres» e «competências» por
«responsabilidades».
1 — Os projetos relativos às
operações urbanísticas e obras ARTIGO 12.º DEVERES DOS AUTORES DE
previstas no n.º 1 do artigo 2.º da PROJECTOS
presente lei são elaborados, em
1 — Os autores de projeto abrangidos pela presente lei devem
equipa de projeto, por arquitetos,
cumprir, em toda a sua atuação, no exercício da sua profissão e
engenheiros, engenheiros técnicos e,
com autonomia técnica, as normas legais e regulamentares em
sempre que necessário, arquitetos
vigor que lhes sejam aplicáveis, bem como os deveres,
paisagistas, sem prejuízo de outros
principais ou acessórios, que decorram das obrigações
técnicos a quem seja reconhecida,
assumidas por contrato, de natureza pública ou privada, e das
por lei especial, habilitação para
normas de natureza deontológica, que estejam obrigados a
elaborar projetos.
observar em virtude do disposto nos respetivos estatutos
2 — Os projetos de arquitetura profissionais.
são elaborados por arquitetos com
2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior e de outros
inscrição válida na Ordem dos
deveres consagrados na presente lei, os autores de projeto
Arquitetos.
estão, na sua atuação, especialmente obrigados a:
3 — Os projetos de fundações,
a) Subscrever os projetos que tenham elaborado, indicando o
contenções e estruturas
número da inscrição válida em organismo ou associação
de edifícios são elaborados:
profissional, quando aplicável;
a) Por engenheiros civis com
b) Adotar as soluções de conceção que melhor sirvam os
inscrição válida na Ordem dos
interesses do dono da obra, expressos no programa
Engenheiros; ou
preliminar e na apreciação de cada fase do projeto, ao
b) Por engenheiros técnicos civis,
nível estético, funcional e de exequibilidade do projeto e
com inscrição válida na Associação
da obra, devendo justificar tecnicamente todas as soluções
Nacional dos Engenheiros Técnicos.
propostas;
4 — Os restantes projetos de c) Garantir, com o coordenador do projeto, na execução do
engenharia são elaborados por projeto, a sua harmonização com as demais peças

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COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

engenheiros ou engenheiros técnicos desenhadas e escritas necessárias à caracterização da obra,


que detenham qualificação adequada sem que se produza uma duplicidade desnecessária de
à natureza, complexidade e documentação, de modo a garantir a sua integridade e a
dimensão do projeto em causa, e que sua coerência;
sejam reconhecidos pela OE e pela d) Atuar junto do coordenador de projeto, sempre que tal se
ANET. justifique, no sentido de esclarecer o relevo das opções de
conceção ou de construção;
e) Prestar assistência técnica à obra, de acordo com o
contratado;
f) Comunicar, no prazo de cinco dias úteis, ao dono da obra,
ao coordenador de projeto e, quando aplicável, à entidade
perante a qual tenha decorrido procedimento de
licenciamento ou comunicação prévia, a cessação de
funções enquanto autor de projeto;
g) Cumprir os demais deveres de que seja incumbido por lei,
designadamente pelo RJUE e respetivas portarias
regulamentares, bem como as demais normas legais e
regulamentares em vigor.

2. COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES NA FASE DE OBRA

QUADRO 2.1
COMPETÊNCIAS DE QUALIFICAÇÃO E RESPONSABILIDADES – DIREÇÃO EM OBRA

DECORRENTES DA LEI N.º 31/2009, DE 3 DE JULHO

ARTIGO 13.º ARTIGO 14.º


QUALIFICAÇÃO DO DEVERES DO DIRECTOR DE OBRA
DIRECTOR DE OBRA
1 — Sem prejuízo do disposto na legislação vigente, o diretor de
Desde que observadas as obra fica obrigado, com autonomia técnica, a:
qualificações profissionais
específicas a definir nos termos do a) Assumir a função técnica de dirigir a execução dos
artigo 27.º, consideram -se trabalhos e a coordenação de toda a atividade de
qualificados para desempenhar a produção, quando a empresa, cujo quadro de pessoal
função de diretor de obra, de acordo integra, tenha assumido a responsabilidade pela realização
com a natureza predominante da da obra;
obra em causa e por referência ao b) Assegurar a correta realização da obra, no desempenho
valor das classes de habilitação do das tarefas de coordenação, direção e execução dos
alvará previstas na portaria a que se trabalhos, em conformidade com o projeto de execução e o
refere o Decreto-Lei n.º 12/2004, de cumprimento das condições da licença ou da admissão,
9 de janeiro, alterado pelo Decreto- em sede de procedimento administrativo ou contratual
Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro, os público;
Engenheiros (OE) ou c) Adotar os métodos de produção adequados, de forma a

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engenheiros técnicos (ANET) ou assegurar o cumprimento dos deveres legais a que está
os técnicos que, nos termos da obrigado, a qualidade da obra executada, a segurança e a
referida portaria, e até à classe 2 de eficiência no processo de construção;
habilitações do alvará, sejam d) Requerer, sempre que o julgue necessário para assegurar a
admitidos como alternativa àqueles. conformidade da obra que executa ao projeto ou ao
cumprimento das normas legais ou regulamentares em
vigor, a intervenção do diretor de fiscalização de obra, a
assistência técnica dos autores de projeto, devendo, neste
caso, comunicar previamente ao diretor de fiscalização de
obra, ficando também obrigado a proceder ao registo
desse facto e das respetivas circunstâncias no livro de
obra;
e) Quando coordene trabalhos executados por outras
empresas, devidamente habilitadas, no âmbito de obra
cuja realização tenha sido assumida pela empresa cujo
quadro de pessoal integra, deve fazer -se coadjuvar, na
execução destes, pelos técnicos dessas mesmas empresas;
f) Comunicar, no prazo de cinco dias úteis, a cessação de
funções, enquanto diretor de obra, ao dono da obra, bem
como ao diretor de fiscalização de obra e à entidade
perante a qual tenha decorrido procedimento
administrativo, em obra relativamente à qual tenha
apresentado termo de responsabilidade, para os efeitos e
procedimentos previstos no RJUE e no Código dos
Contratos Públicos, sem prejuízo dos deveres que
incumbam a outras entidades, nomeadamente no caso de
impossibilidade;
g) Cumprir as normas legais e regulamentares em vigor.

2 — Para efeito do disposto na alínea d) do n.º anterior, nos


casos em que não seja legalmente prevista a existência
obrigatória de diretor de fiscalização de obra, cabe ao diretor de
obra o dever de requerer, nas situações e termos previstos na
referida alínea e com as necessárias adaptações, a prestação de
assistência técnica aos autores de projeto, sem prejuízo da
responsabilidade civil, criminal, contraordenacional ou outra,
das demais entidades que tenham sido contratadas pelo dono
da obra.

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QUADRO 2.2
COMPETÊNCIAS DE QUALIFIÇAÇÃO E RESPONSABILIDADES
– DIRECTOR DE FISCALIZAÇÃO DE OBRA

DECORRENTES DA LEI N.º 31/2009, DE 3 DE JULHO

Transcreve-se o art.º da Lei 31/2009 que contém as


ARTIGO 15.º responsabilidades.
DIRECTOR DE FISCALIZAÇÃO Nota: Devem assumir –se os «deveres» e «competências» por
DE OBRA «responsabilidades».

1 — Sem prejuízo do disposto em lei ARTIGO 16.º


especial, consideram-se qualificados DEVERES DO DIRECTOR DE FISCALIZAÇÃO DE
para desempenhar a função de OBRA
diretor de fiscalização de obra, de
acordo com a natureza 1 — O diretor de fiscalização de obra fica obrigado, com
preponderante da obra em causa e autonomia técnica, a:
por referência ao valor das classes de
habilitações do alvará previstas na a) Assegurar a verificação da execução da obra em
portaria a que se refere o Decreto - conformidade com o projeto de execução, e o
Lei n.º 12/2004, de 9 de janeiro, cumprimento das condições da licença ou admissão, em
alterado pelo Decreto -Lei n.º sede de procedimento administrativo ou contratual
18/2008, de 29 de Janeiro, os público, bem como o cumprimento das normas legais e
técnicos previstos nas alíneas regulamentares em vigor;
seguintes: b) Acompanhar a realização da obra com a frequência
adequada ao integral desempenho das suas funções e à
a) Os engenheiros (OE) e fiscalização do decurso dos trabalhos e da atuação do
engenheiros técnicos (ANET) diretor de obra no exercício das suas funções, emitindo as
em todas as obras, na área da diretrizes necessárias ao cumprimento do disposto na
especialidade de engenharia alínea anterior;
relevante no tipo de obra em causa; c) Requerer, sempre que tal seja necessário para assegurar a
conformidade da obra que executa ao projeto de execução
b) Os arquitetos (OA), em todas as ou ao cumprimento das normas legais ou regulamentares
obras com uma estimativa de custo em vigor, a assistência técnica ao coordenador de projeto
ou valor de adjudicação até ao valor com intervenção dos autores de projeto, ficando também
limite da classe 5 de habilitações do obrigado a proceder ao registo desse facto e das respetivas
alvará, prevista na portaria a que se circunstâncias no livro de obra, bem como das solicitações
refere o n.º 5 do artigo 4.º do de assistência técnica que tenham sido efetuadas pelo
Decreto -Lei n.º 12/2004, de 9 de diretor de obra;
Janeiro e, sem este limite, as obras d) Comunicar, de imediato, ao dono da obra e ao coordena-
em bens imóveis classificados, em dor de projeto qualquer deficiência técnica verificada no
vias de classificação ou inseridos em projeto ou a necessidade de alteração do mesmo para a sua
zona especial ou automática de correta execução;
proteção; e) Participar ao dono da obra, bem como, quando a lei o
preveja, ao coordenador em matéria de segurança e saúde,
c) Os arquitetos paisagistas em durante a execução da obra, situações que comprometam a
obras em que o projeto de segurança, a qualidade, o preço contratado e o cumpri-
paisagismo seja projeto ordenador mento do prazo previsto em procedimento contratual
com uma estimativa de custo ou público ou para a conclusão das operações urbanísticas,

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NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

valor de adjudicação até ao valor sempre que as detetar na execução da obra;


limite da classe 5 de habilitações do f) Desempenhar as demais funções designadas pelo dono da
alvará, prevista na portaria a que se obra de que tenha sido incumbido, conquanto as mesmas
refere o n.º 5 do artigo 4.º do não se substituam às funções próprias do diretor de obra
Decreto -Lei n.º 12/2004, de 9 de ou dos autores de projeto, não dependam de licença,
janeiro; habilitação ou autorização legalmente prevista e não sejam
incompatíveis com o cumprimento de quaisquer deveres
d) Os agentes técnicos de legais a que esteja sujeito;
arquitetura e engenharia com g) Comunicar, no prazo de cinco dias úteis, ao dono da obra e
CAP de nível 4 ou CET na área de à entidade perante a qual tenha decorrido procedimento
condução de obra, em obras de de licenciamento ou comunicação prévia a cessação de
construção de edifícios, bem como funções enquanto diretor de fiscalização de obra, para os
outros trabalhos preparatórios e efeitos e procedimentos previstos no RJUE e no Código
complementares à construção de dos Contratos Públicos, sem prejuízo dos deveres que
edifícios, com uma estimativa de incumbam a outras entidades, nomeadamente no caso de
custo ou valor de adjudicação até ao impossibilidade;
valor limite da classe 2 de h) Cumprir os deveres de que seja incumbido por lei,
habilitações do alvará, prevista na designadamente pelo RJUE e respetivas portarias
portaria a que se refere o n.º 5 do regulamentares, bem como pelo Código dos Contratos
artigo 4.º do Decreto -Lei n.º Públicos e demais normas legais e regulamentares em
12/2004, de 9 de janeiro. vigor.

2 — A determinação da adequação da 2 — Sem prejuízo de disposição legal em contrário, não pode


especialização dos engenheiros e exercer funções como diretor de fiscalização de obra qualquer
engenheiros técnicos é feita nos pessoa que integre o quadro de pessoal da empresa de
termos previstos no artigo 27.º da construção que tenha assumido a responsabilidade pela
Lei nº 31/2009. execução da obra ou de qualquer outra empresa que tenha
intervenção na execução da obra.
3 — Excetuam-se do disposto na
alínea b) do n.º 1, as obras referidas
nas alíneas a) a h), do n.º 4 do artigo
8.º, bem como as obras em edifícios
com estruturas complexas ou que
envolvam obras de contenção
periférica e fundações especiais.

4 — Excetuam -se do disposto nas


alíneas c) e d) do n.º 1, as obras
referidas nas alíneas a) a h) do n.º 4
do artigo 8.º, bem como as obras em
edifícios com estruturas metálicas,
em edifícios com estruturas
complexas ou em edifícios que
envolvam obras de contenção
periférica e fundações especiais, e
ainda nas obras em bens imóveis
classificados, em vias de classificação
ou inseridos em zona especial ou
automática de proteção.

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NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

5 — Não obstante o disposto no n.º 1


do presente artigo, a entidade onde o
diretor de fiscalização de obra se
integra deve recorrer sempre a
técnicos em n.º e qualificações
suficientes de forma a abranger o
conjunto de projetos envolvidos.

3. RESPONSABILIDADES NA MANUTENÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SCIE

QUADRO 3.1
RESPONSABILIDADES – RESPONSÁVEL DE SEGURANÇA

DECORRENTES DO DECRETO-LEI N.º 220/2008,


DE 12 DE NOVEMBRO (RJ-SCIE)

ARTIGO 6.º do RJ-SCIE: ARTIGO 20.º DELEGADO DE SEGURANÇA


QUALIFICAÇÃO DOS
1 — A entidade responsável nos termos dos n.os 3 e 4 do artigo
RESPONSÁVEIS DE
6.º designa um delegado de segurança para executar as
SEGURANÇA
medidas de autoproteção.
3 — A manutenção das 2 — O delegado de segurança age em representação da entidade
condições de segurança contra responsável, ficando esta integralmente obrigada ao
risco de incêndio aprovadas e a cumprimento das condições de SCIE previstas no RJ-SCIE e
execução das Medidas de demais legislação aplicável.
Autoproteção aplicáveis aos
edifícios ou recintos destinados à ARTIGO 21.º MEDIDAS DE AUTOPROTECÇÃO
utilização-tipo I
1 — A Autoproteção e a gestão de segurança contra incêndios
(Habitacionais), durante todo o
em edifícios e recintos, durante a exploração ou utilização dos
ciclo de vida dos mesmos, é da
mesmos, para efeitos de aplicação do presente decreto-lei e
responsabilidade dos respetivos
legislação complementar, baseiam-se nas seguintes medidas:
proprietários com exceção das
a) Medidas preventivas, que tomam a forma de
suas partes comuns na
procedimentos de prevenção ou planos de prevenção, conforme
propriedade horizontal, que são
a categoria de risco;
da responsabilidade do
b) Medidas de intervenção em caso de incêndio, que
administrador do condomínio.
tomam a forma de procedimentos de emergência ou de planos
4 — Durante todo o ciclo de vida dos de emergência interno, conforme a categoria de risco;
edifícios ou recintos das c) Registo de segurança onde devem constar os relatórios
utilizações-tipo II a XII, a de vistoria ou inspeção, e relação de todas as ações de
responsabilidade pela manutenção manutenção e ocorrências direta ou indiretamente relacionadas
das condições de segurança contra com a SCIE;
risco de incêndio aprovadas e a d) Formação em SCIE, sob a forma de ações destinadas a
execução das medidas de todos os funcionários e colaboradores das entidades
autoproteção aplicáveis é das exploradoras, ou de formação específica, destinada aos
seguintes entidades: delegados de segurança e outros elementos que lidam com
situações de maior risco de incêndio;

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

a) Do proprietário, no caso do e) Simulacros, para teste do plano de emergência interno e


edifício ou recinto estar na sua posse; treino dos ocupantes com vista a criação de rotinas de
b) De quem detiver a exploração comportamento e aperfeiçoamento de procedimentos.
do edifício ou do recinto; 2 — O plano de segurança interno é constituído pelo plano de
c) Das entidades gestoras no caso prevenção, pelo plano de emergência interno e pelos registos de
de edifícios ou recintos que segurança.
disponham de espaços comuns, 3 — Os simulacros de incêndio são realizados com a
espaços partilhados ou serviços periodicidade máxima, definida no RT-SCIE.
coletivos, sendo a sua 4 — As medidas de autoproteção respeitantes a cada utilização-
responsabilidade limitada aos tipo, de acordo com a respetiva categoria de risco são as
mesmos. definidas no RT-SCIE.

ARTIGO 22.º IMPLEMENTAÇÃO DAS MEDIDAS DE


AUTOPROTECÇÃO
1 — As medidas de autoproteção aplicam-se a todos os
edifícios e recintos, incluindo os existentes em 1 de
janeiro 2009, data de entrada em vigor do RJ-SCIE.

4. RESPONSABILIDADES NA COMERCIALIZAÇÃO, INSTALAÇÃO E


MANUTENÇÃO DE PRODUTOS, EQUIPAMENTOS E SISTEMAS DE SCIE

QUADRO 4.1
RESPONSABILIDADES – ENTIDADES QUE COMERCIALIZAM, INSTALAM E PRESTAM
SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO DE PRODUTOS, EQUIPAMENTOS E SISTEMAS DE SCIE

DECORRENTES DO DECRETO-LEI N.º 220/2008,


DE 12 DE NOVEMBRO (RJ-SCIE)

ARTIGO 23.º Portaria n.º 773/2009, de 21 de Julho


COMÉRCIO E INSTALAÇÃO DE
EQUIPAMENTOS EM SCIE Define o procedimento de registo, na Autoridade
Nacional de Protecção Civil (ANPC), das entidades que
1 — A atividade de comercialização exerçam a atividade de comercialização, instalação e
de produtos e equipamentos de ou manutenção de produtos e equipamentos de
SCIE, a sua instalação e manutenção segurança contra incêndio em edifícios (SCIE).
é feita por entidades registadas na
ANPC, sem prejuízo de outras Destacam-se os seguintes artigos:
licenças, autorizações ou habilitações
previstas na lei para o exercício de Artigo 6.º
determinada atividade. Técnico responsável
1 — Ao técnico responsável da entidade cumprem as funções de
2 — O procedimento de registo é planeamento, organização, coordenação dos técnicos
definido por portaria conjunta dos operadores e dos subempreiteiros, assistência técnica e
membros do Governo responsáveis controle de qualidade dos fornecimentos, montagem e
pelas áreas da proteção civil, das execução dos trabalhos de SCIE em obra, mediante a

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

obras públicas e da economia. subscrição de termo de responsabilidade.


2 — A acreditação do técnico responsável é efetuada mediante a
verificação respetiva qualificação profissional, atendendo,
NOTA:
designadamente, à formação de base, à experiência
A Portaria a que alude este Artigo é a
profissional, ao conteúdo programático, formadores e carga
Portaria n.º 773/2009, de 21 de
horária das ações de formação específica em comercialização,
Julho, referida na coluna ao lado
instalação e ou manutenção de produtos e equipamentos de
SCIE, em conformidade com os requisitos a fixar em
regulamento da ANPC.

Artigo 7.º
Entidades certificadas
1 — O registo no sítio da ANPC deve permitir a identificação
permanentemente atualizada das entidades certificadas ao
abrigo de um referencial de qualidade específico para a
atividade, no âmbito do comércio, instalação e ou manutenção
de produtos e equipamentos de SCIE, auditado periodicamente
por uma entidade terceira e independente.
2 — Para efeitos do registo previsto no número anterior, as
entidades certificadas devem ser detentoras de um dos
seguintes certificados:
a) Certificado de sistema de gestão da qualidade pela NP EN
IS0 9001, emitido por organismos certificadores acreditados
pelo IPAC, no âmbito do comércio, instalação e ou manutenção
de produtos e equipamentos de SCIE;
b) Certificado de serviço, emitido por organismos certificadores
acreditados pelo IPAC, no âmbito do comércio, instalação e ou
manutenção de produtos e equipamentos de SCIE, com base no
referencial definido e divulgado pela ANPC no seu sítio.
3 — O âmbito da certificação deve discriminar os produtos e
equipamentos de SCIE objeto de comercialização, instalação e
ou manutenção, previstos no artigo 2.º da presente portaria.

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NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

5. COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES NA FISCALIZAÇÃO DAS


CONDIÇÕES DE SCIE

QUADRO 5.1
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES
– ENTIDADES FISCALIZADORAS DAS CONDIÇÕES DE SCIE

DECORRENTES DO DECRETO-LEI N.º 220/2008,


DE 12 DE NOVEMBRO (RJ-SCIE)

ARTIGO 24.º ARTIGO 19.º


FISCALIZAÇÃO INSPEÇÕES

1 — São competentes para 1 — Os edifícios ou recintos e suas frações estão


fiscalizar o cumprimento das sujeitos a inspeções regulares, a realizar pela ANPC ou por
condições de SCIE: entidade por ela credenciada, para verificação da manutenção
das condições de SCIE aprovadas e da execução das medidas de
a) A ANPC, Autoridade Nacional de autoproteção, a pedido das entidades responsáveis referidas
Protecção Civil; nos n.os 3 e 4 do artigo 6.º.

b) Os Municípios, na sua área 2 — Excetuam-se do disposto no número anterior os edifícios


territorial, quanto à 1.ª categoria de ou recintos e suas frações das utilizações-tipo I (Habitacionais),
risco; II, III, VI, VII, VIII, IX, X, XI (estabelecimentos que recebem
público) e XII (Industriais, oficinas e armazéns) da 1.ª
c) A ASAE, Autoridade de Categoria de Risco.
Segurança Alimentar e Económica,
no que respeita à colocação no 3 — As inspeções regulares referidas no n.º 1 devem
mercado dos equipamentos referidos ser realizadas de três em três anos no caso da 1.ª
no regulamento técnico de SCIE. categoria de risco, de dois em dois anos no caso da 2.ª
categoria de risco e anualmente para as 3.ª e 4.ª categorias
2 — No exercício das ações de de risco.
fiscalização pode ser solicitada a
colaboração das autoridades 4 — As entidades responsáveis, referidas nos n.os 3 e 4 do artigo
administrativas e policiais para 6.º, podem solicitar à ANPC a realização de inspeções
impor o cumprimento de extraordinárias.
normas e determinações que por
razões de segurança devam ter Nota:
execução imediata no âmbito de atos A ANPC também pode levar a efeito inspeções extraordinárias
de gestão pública. de sua iniciativa, dado tratarem-se de atos de fiscalização da
sua competência.

5 — Compete às entidades, referidas nos n.os 3 e 4 do


artigo 6.º, assegurar a regularização das condições de
SCIE que não estejam em conformidade com o presente
decreto-lei e sua legislação complementar, dentro dos prazos
fixados nos relatórios das inspeções referidas nos números
anteriores.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

NOTAS:
Em conformidade com o artigo 5.ºdo Decreto -Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro, a Autoridade
Nacional de Protecção Civil é a entidade competente para assegurar o cumprimento do
regime de segurança contra incêndio em edifícios (RJ-SCIE), incumbindo-lhe a
credenciação de entidades para a realização de vistorias e de inspeções das condições de
SCIE.
A Portaria n.º 64/2009 de 22 de janeiro, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º
136/201, de 5 de abril, define o regime de credenciação de entidades para a emissão de pareceres,
realização de vistorias e de inspeções das condições de SCIE, por parte da ANPC.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

ANEXO – MINUTAS DE TERMOS DE RESPONSABILIDADE

TERMO DE RESPONSABILIDADE

(autor do Projeto de Segurança Contra Incêndio em Edifícios – 1.ª e 2.ª


categoria de risco)

___________________________________________________, portador do Bilhete


de Identidade / Cartão do Cidadão nº _______________ / emitido por
___________________________, válido até _________, membro nº.______ da
_____________________________________, com domicílio profissional na
_____________________________________________________, declara sob
responsabilidade profissional e para efeitos do disposto no nº 1 do Artigo 10º do Decreto-Lei n.º
555/99 de 16 de dezembro, com a redação dada pela Lei n.º 28/2010, de 2 de setembro, que o
Projeto de Segurança Contra Incêndio de que é autor, relativo à obra
____________________ designada por ____________________________, localizada
na ___________________, concelho de _____________, cujo pedido de licenciamento
foi requerido por ______________________, observa o disposto no Decreto-Lei n.º
220/2008, de 12 de novembro (Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios), a
Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro (Regulamento Técnico de Segurança Contra
Incêndio em Edifícios) e os Critérios Técnicos para a Determinação da Densidade de Carga de
Incêndio Modificada*, aprovados pelo Despacho n.º 2074/2009, de 15 de janeiro, bem como
especificações técnicas de projeto e normas aplicáveis.

________________________, ___ de ____________ de ________

O Técnico responsável,

_____________________________________________________

*- Aplicáveis às utilizações-tipo XI e XII.

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NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

TERMO DE RESPONSABILIDADE

(autor do Projeto de Segurança Contra Incêndio em Edifícios – 3.ª e 4.ª


categorias de risco)

___________________________________________________, portador do Bilhete


de Identidade/Cartão do Cidadão nº _______________ / emitido por
___________________________ válido até _________, membro nº.______ da
_____________________________________, com a certificação de especialização
registada na ANPC sob o n.º _____, domicílio profissional na
_____________________________________________________, declara sob
responsabilidade profissional e para efeitos do disposto no nº 1 do Artigo 10º do Decreto-Lei n.º
555/99 de 16 de dezembro, com a redação dada pela Lei n.º 28/2010, de 2 de setembro, que o
Projeto de Segurança Contra Incêndio de que é autor, relativo à obra
____________________ designada por ____________________________, localizada
na ___________________, concelho de _____________, cujo pedido de licenciamento
foi requerido por ______________________, observa o disposto no Decreto-Lei n.º
220/2008, de 12 de novembro (Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios), a
Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro (Regulamento Técnico de Segurança Contra
Incêndio em Edifícios) e os Critérios Técnicos para a Determinação da Densidade de Carga de
Incêndio Modificada*, aprovados pelo Despacho n.º 2074/2009, de 15 de janeiro, bem como
especificações técnicas de projeto e normas aplicáveis.

________________________, ___ de ____________ de ________

O Técnico responsável,

_____________________________________________________

*- Quando for necessário calcular a carga de incêndio modificada, nomeadamente nas


utilizações-tipo XI e XII .

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

TERMO DE RESPONSABILIDADE

(autor do Projeto de Segurança Contra Incêndio em Edifícios – 1.ª e 2.ª


categorias de risco Perigosidade Atípica)

___________________________________________________, portador do Bilhete


de Identidade/Cartão do Cidadão nº _______________ / emitido por
___________________________ , válido até _________, membro nº.______ da
_____________________________________, com domicílio profissional na
_____________________________________________________, declara sob
responsabilidade profissional e para efeitos do disposto no nº 1 do Artigo 10º do Decreto-Lei n.º
555/99 de 16 de dezembro, com a redação dada pela Lei n.º 28/2010, de 2 de setembro, que o
Projeto de Segurança Contra Incêndio de que é autor, relativo à obra
____________________ designada por ____________________________, localizada
na ___________________, concelho de _____________, cujo pedido de licenciamento
ou comunicação prévia foi requerido por ______________________, observa o disposto no
Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro (Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio
em Edifícios), na Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro (Regulamento Técnico de
Segurança Contra Incêndio em Edifícios) e os Critérios Técnicos para a Determinação da
Densidade de Carga de Incêndio Modificada*, aprovados pelo Despacho n.º 2074/2009, de 15
de janeiro, bem como as especificações técnicas de projeto e normas aplicáveis.

Não foi (foram) cumprido (s) artigo (s) __________ da Portaria n.º 1532/2008, de 29 de
Dezembro relativo (s) à _______________________________________, cuja
fundamentação e medidas alternativas estão referidas no projecto, conforme o disposto no
artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de Novembro.

________________________, ___ de ____________ de ________

O Técnico responsável,

_____________________________________________________

*- Quando for necessário calcular a carga de incêndio modificada, nomeadamente nas


utilizações-tipo XI e XII .

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 18/23
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

TERMO DE RESPONSABILIDADE

(autor do Projeto de Segurança Contra Incêndio em Edifícios – 3.ª e 4.ª


categorias de risco Perigosidade Atípica)

___________________________________________________, portador do Bilhete


de Identidade /Cartão do Cidadão nº _______________ / emitido por
___________________________, válido até _________, membro nº.______ da
_____________________________________, com a certificação de especialização
registada na ANPC sob o n.º _____, com domicílio profissional na
_____________________________________________________, declara sob
responsabilidade profissional e para efeitos do disposto no nº 1 do Artigo 10º do Decreto-Lei n.º
555/99 de 16 de dezembro, com a redação dada pela Lei n.º 28/2010, de 2 de setembro, que o
Projeto de Segurança Contra Incêndio de que é autor, relativo à obra
____________________ designada por ____________________________, localizada
na ___________________, concelho de _____________, cujo pedido de licenciamento
ou comunicação prévia foi requerido por ______________________, observa o disposto no
Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro (Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio
em Edifícios), na Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro (Regulamento Técnico de
Segurança Contra Incêndio em Edifícios) e os Critérios Técnicos para a Determinação da
Densidade de Carga de Incêndio Modificada*, aprovados pelo Despacho n.º 2074/2009, de 15
de janeiro, bem como as especificações técnicas de projeto e normas aplicáveis.

Não foi (foram) cumprido (s) artigo (s) __________ da Portaria n.º 1532/2008, de 29 de
dezembro relativo (s) à _______________________________________, cuja
fundamentação e medidas alternativas estão referidas no projeto, conforme o disposto no artigo
14.º do Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro.

________________________, ___ de ____________ de ________

O Técnico responsável,

_____________________________________________________

*- Quando for necessário calcular a carga de incêndio modificada, nomeadamente nas


utilizações-tipo XI e XII .

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NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

TERMO DE RESPONSABILIDADE

(autor do Projeto de Segurança Contra Incêndio em Edifícios – 1.ª e 2.ª


categorias de risco) – Incumprimento nos termos do Artigo 60º do RJUE

___________________________________, portador do Bilhete de Identidade /Cartão


do Cidadão nº _______________ / emitido por ___________________________,
válido até _________, membro nº.______ da
_____________________________________, com domicílio profissional na
____________________________________________, declara sob responsabilidade
profissional e para efeitos do disposto no nº 1 do Artigo 10º do Decreto-Lei n.º 555/99 de 16 de
Dezembro, com a redação dada pela Lei n.º 28/2010, de 2 de Setembro, que o Projeto de
Segurança Contra Incêndio de que é autor, relativo à obra _________________
designada por __________________________, localizada na ___________________,
concelho de _____________, cujo pedido de licenciamento foi requerido por
______________________, observa o disposto no Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de
novembro (Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios), a Portaria n.º
1532/2008, de 29 de dezembro (Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndio em
Edifícios) e os Critérios Técnicos para a Determinação da Densidade de Carga de Incêndio
Modificada*, aprovados pelo Despacho n.º 2074/2009, de 15 de janeiro, bem como
especificações técnicas de projeto e normas aplicáveis.
Não foi (foram) cumprido (s) ______ do Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro (e/ou
os artigo (s) ________da Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro), cuja fundamentação e
medidas alternativas estão referidas no projeto, conforme o disposto no artigo 60.º do Decreto-
Lei n.º 555/99 de 16 de dezembro, com a redação dada pela Lei n.º 28/2010, de 2 de setembro.

________________________, ___ de ____________ de ________

O Técnico responsável,

_____________________________________________________
*- Quando for necessário calcular a carga de incêndio modificada, nomeadamente nas
utilizações-tipo XI e XII.

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 20/23
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

TERMO DE RESPONSABILIDADE

(autor do Projeto de Segurança Contra Incêndio em Edifícios – 3.ª e 4.ª


categoria de risco) – Incumprimento nos termos do Artigo 60º do RJUE

___________________________________________________, portador do Bilhete


de Identidade/Cartão do Cidadão nº _______________ / emitido por
___________________________ válido até _________, membro nº.______ da
_____________________________________, com a certificação de especialização
registada na ANPC sob o n.º _____, domicílio profissional na
_____________________________________________________, declara sob
responsabilidade profissional e para efeitos do disposto no nº 1 do Artigo 10º do Decreto-Lei n.º
555/99 de 16 de dezembro, com a redação dada pela Lei n.º 28/2010, de 2 de setembro, que o
Projeto de Segurança Contra Incêndio de que é autor, relativo à obra
____________________ designada por ____________________________, localizada
na ___________________, concelho de _____________, cujo pedido de licenciamento
foi requerido por ______________________, observa o disposto no Decreto-Lei n.º
220/2008, de 12 de Novembro (Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios), a
Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro (Regulamento Técnico de Segurança Contra
Incêndio em Edifícios) e os Critérios Técnicos para a Determinação da Densidade de Carga de
Incêndio Modificada*, aprovados pelo Despacho n.º 2074/2009, de 15 de janeiro, bem como
especificações técnicas de projeto e normas aplicáveis.
Não foi (foram) cumprido (s) ______ do Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro (e/ou
os artigo (s) ________da Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro), cuja fundamentação e
medidas alternativas estão referidas no projeto, conforme o disposto no artigo 60.º do Decreto-
Lei n.º 555/99 de 16 de dezembro, com a redação dada pela Lei n.º 28/2010, de 2 de setembro.

________________________, ___ de ____________ de ________

O Técnico responsável,

_____________________________________________________

*- Quando for necessário calcular a carga de incêndio modificada, nomeadamente nas


utilizações-tipo XI e XII.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

TERMO DE RESPONSABILIDADE

(Técnico responsável da entidade instaladora de produtos e equipamentos


de SCIE)

Obra: _____________________________________________________________
Processo nº: ________________________________________________________
Cliente/Requerente: ___________________________________________________
Local da Obra: _______________________________________________________

Para os devidos efeitos se declara que ________________________, pessoa coletiva nº


NIF _________, com sede em ___________________________________________,
registado na ANPC sob o n.º_________, instalou os seguintes produtos e/ou equipamentos
_____________________________________________, na obra acima referida.

Mais se declara que o(s) equipamentos(s) e/ou produto(s) instalado(s) se encontra(m) em


conformidade com o projeto de segurança, as normas aplicáveis e em perfeita operacionalidade.

Deste termo de responsabilidade faz parte integrante a lista do(s) equipamento(s) e/ou
produto(s) instalado(s) e respetivos certificados.

________________________, ___ de ____________ de ________

O Técnico responsável com a acreditação na ANPC

Nome ____________________________ NIF/CCidadão_______________________

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 02
COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES EM SCIE

TERMO DE RESPONSABILIDADE

(Técnico responsável da entidade prestadora de serviços de manutenção de


produtos e equipamentos de SCIE)

Cliente/Requerente: _________________________________________
Processo nº: ______________________________________________
Edifício/UT independente_____________________________________
Local: __________________________________________________

Para os devidos efeitos se declara que ________________________, pessoa coletiva nº


NIF _________, com sede em ___________________________________________,
registado na ANPC sob o n.º_________, prestou os seguintes serviços de manutenção
_________________________________ relativos aos seguintes produtos e/ou
equipamentos _____________________________________________, do
Edifício/UT independente acima referido.

Mais se declara que o(s) equipamentos(s) e/ou produto(s) objeto das ações de manutenção se
encontra(m) em perfeita operacionalidade.

Deste termo de responsabilidade faz parte integrante a lista do(s) equipamento(s) e/ou
produto(s) objeto das ações de manutenção referidas.

________________________, ___ de ____________ de ________

O Técnico responsável com a acreditação na ANPC

Nome ____________________________ NIF/CCidadão_______________________

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 03
PROCESSOS DE SCIE

NOTA TÉCNICA N.º 03


PROCESSOS DE SCIE

OBJETIVO

De acordo com o Artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 220/2008 (Regime Jurídico de SCIE), descrever e
detalhar como devem ser instruídos e apresentados os Projetos de SCIE (com o conteúdo descrito
no anexo IV) e/ou as Fichas de Segurança (com o conteúdo descrito no anexo V), assim como
analisar a articulação da SCIE com a Coordenação dos Projetos das Especialidades.

APLICAÇÃO

Auxiliar os consultores de segurança e projetistas na elaboração do Projeto de SCIE e da Ficha de


Segurança.

REFERÊNCIAS

• Regime Jurídico de SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008: Capítulo III, Artigo 17.º).
• Portaria MOPTC n.º 701-H/2008, de 29 de julho.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 03
PROCESSOS DE SCIE

PEÇAS DO PROJECTO DE SCIE


PROJETO: (Anexo IV ao RJ-SCIE
Decreto-Lei n.º 220/2008)
(ESCRITAS E
DESENHADAS)

ARTIGO 1.º
O PROJECTO DE SCIE

É o documento que define as características do edifício ou recinto no que se refere


à segurança contra incêndio, do qual devem constar as seguintes peças escritas e
desenhadas:
a) Memória Descritiva e Justificativa, a elaborar em conformidade com o
artigo 2.º deste anexo IV, na qual o autor do projeto deve definir de forma clara
quais os objetivos pretendidos e as principais estratégias para os atingir e
identificar as exigências de SCIE que devem ser contempladas no projeto de
arquitetura e das restantes especialidades a concretizar em obra, em conformidade
com o presente Decreto-Lei;
b) Peças Desenhadas a escalas convenientes e outros elementos gráficos que
explicitem a acessibilidade para veículos de socorro dos bombeiros, a
disponibilidade de hidrantes exteriores e o posicionamento do edifício ou recinto
relativamente aos edifícios ou recintos vizinhos, a planimetria e altimetria dos
espaços em apreciação, a classificação dos locais de risco, os efetivos totais e
parciais, as características de resistência ao fogo que devem possuir os elementos
de construção, as vias de evacuação e as saídas e, finalmente, a posição em planta
de todos os dispositivos, equipamentos e sistemas de SCIE previstos para esses
espaços.
(Ver Nota Técnica 04 referente à Simbologia Gráfica para Plantas de
SCIE)
NOTA: O Autor do Projeto de SCIE deve colaborar com o Coordenador e os
restantes Autores dos Projetos (Arquitetura e Engenharias), nas diferentes Fases
do Projeto.

CONTEÚDO PROJECTO DE SCIE


DAS PEÇAS (Anexo IV ao RJ-SCIE
ESCRITAS E Decreto-Lei n.º 220/2008)
DESENHADAS

Artigo 2.º
CONTEÚDO DA MEMÓRIA DESCRITIVA E
JUSTIFICATIVA DE SCIE

A memória descritiva e justificativa do projeto de SCIE deve, quando aplicáveis,


conter referência aos seguintes aspetos, pela ordem considerada mais
conveniente:

I — Introdução:
Objetivo; Localização; Caracterização e descrição da Utilizações-tipo; Descrição
funcional e respetivas áreas, piso a piso; Classificação e identificação do risco;
Locais de risco; Fatores de classificação de risco aplicáveis; Categorias de risco.

II — Condições exteriores:
Vias de acesso; Acessibilidade às fachadas; Limitações à propagação do incêndio
pelo exterior; Disponibilidade de água para os meios de socorro.

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 2/8
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 03
PROCESSOS DE SCIE

CONTEÚDO PROJECTO DE SCIE


DAS PEÇAS (Anexo IV ao RJ-SCIE
ESCRITAS E Decreto-Lei n.º 220/2008)
DESENHADAS

III — Resistência ao fogo de elementos de construção:


Resistência ao fogo de elementos estruturais e incorporados em instalações;
Isolamento entre utilizações-tipo distintas; Compartimentação geral corta-fogo;
Isolamento e proteção de locais de risco; Isolamento e proteção de meios de
circulação: Proteção das vias horizontais de evacuação; Proteção das vias verticais
de evacuação; Isolamento de outras circulações verticais; Isolamento e proteção de
caixas dos elevadores; Isolamento e proteção de canalizações e condutas.

IV — Reação ao fogo de materiais:


Revestimentos em vias de evacuação: Vias horizontais; Vias verticais; Câmaras
corta-fogo; Revestimentos em locais de risco; Outras situações.

V — Evacuação:
Evacuação dos locais: Dimensionamento dos caminhos de evacuação e das saídas;
Distribuição e localização das saídas; Caracterização das vias horizontais e
verticais de evacuação;
Localização e caracterização das zonas de refúgio.

VI — INSTALAÇÕES TÉCNICAS:

1 - Instalações de energia elétrica:


Fontes centrais de energia de emergência e equipamentos que alimentam; Fontes
locais de energia de emergência e equipamentos que alimentam; Condições de
segurança de grupos eletrogéneos e unidades de alimentação ininterrupta; Cortes
geral e parciais de energia.

2 - Instalações de aquecimento:
Condições de segurança de centrais térmicas; Condições de segurança da
aparelhagem de aquecimento.

3— Instalações de confeção e de conservação de alimentos: Instalação de


aparelhos; Ventilação e extração de fumo e vapores; Dispositivos de corte e
comando de emergência.

4— Evacuação dos efluentes de combustão;

5— Ventilação e condicionamento de ar;

6 — Ascensores: Condições gerais de segurança; Ascensor para uso dos


bombeiros em caso de incêndio.

7 — Instalações de armazenamento e utilização de líquidos e gases


combustíveis: Condições gerais de segurança; Dispositivos de corte e comando
de emergência.

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 3/8
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 03
PROCESSOS DE SCIE

CONTEÚDO PROJECTO DE SCIE


DAS PEÇAS (Anexo IV ao RJ-SCIE
ESCRITAS E Decreto-Lei n.º 220/2008)
DESENHADAS
VII — EQUIPAMENTOS E SISTEMAS DE SCIE:

1 — Sinalização;

2 — Iluminação de emergência;

3 — Sistema de deteção, alarme e alerta:


Conceção do sistema e espaços protegidos; Configuração de alarme;
Características técnicas dos elementos constituintes do sistema;
Funcionamento genérico do sistema (alarmes e comandos).

4 — Sistema de controlo de fumo:


Espaços protegidos pelo sistema;
Caracterização de cada instalação de controlo de fumo.

5 — Meios de intervenção:
Critérios de dimensionamento e de localização; Meios portáteis e móveis de
extinção; Conceção da rede de incêndios e localização das bocas-de-incêndio;
Caracterização do depósito privativo do serviço de incêndios e conceção da central
de bombagem; Caracterização e localização das alimentações da rede de incêndios.

6 — Sistemas fixos de extinção automática de incêndios:


Espaços protegidos por sistemas fixos de extinção automática; Critérios de
dimensionamento de cada sistema.

7 — Sistemas de cortina de água:


Utilização dos sistemas; Conceção de cada sistema.

8 — Controlo de poluição de ar:


Espaços protegidos por sistemas de controlo de poluição; Conceção e
funcionalidade de cada sistema.

9 — Deteção automática de gás combustível: Espaços protegidos por


sistemas de deteção de gás combustível; Conceção e funcionalidade de cada
sistema.

10 — Drenagem de águas residuais da extinção de incêndios.

11 — Posto de segurança: Localização e proteção; Meios disponíveis.

12 — Outros meios de proteção dos edifícios.

ESCLARECI- NÚMERO DE EXEMPLARES DE PROJECTOS A ENTREGAR NA ANPC


MENTO

Enquanto a plataforma informática prevista no Art.º 32º do Decreto-Lei n.º


220/2008, de 12 de Novembro, não estiver implementada, a entrega do projeto de
SCIE terá que ser instruída com três exemplares em papel.

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 4/8
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 03
PROCESSOS DE SCIE

FICHA DE FICHA DE SEGURANÇA


SEGURANÇA Decreto-Lei n.º 220/2008

N.º 2 do ARTIGO 17.º


O PROJECTO DE SCIE

Artigo 17.º
Operações urbanísticas
…..
2 — As operações urbanísticas das utilizações-tipo I, II, III, VI, VII, VIII, IX, X, XI e
XII da 1.ª categoria de risco, são dispensadas da apresentação de projecto de
especialidade de SCIE, o qual é substituído por uma ficha de segurança por cada
utilização-tipo, conforme modelos aprovados pela ANPC, com o conteúdo descrito
no anexo V ao presente decreto-lei, que dele faz parte integrante.

Nota:
1) É recomendável juntar à ficha de segurança as peças desenhadas com a
simbologia SCIE adequada, consideradas convenientes para a boa
interpretação das medidas de SCIE propostas;
2) Caso o projectista assim o entenda, poderá elaborar um projeto de SCIE nas
situações previstas no n.º 2 do Artigo 17º não sendo nesse caso obrigado a
entregar a ficha de segurança.

ESCLARECIMEN NORMAS DE PROJECTOS DE OBRAS PÚBLICAS


TOS ADICIONAIS (Portaria MOPTC n.º 701-H/2008 de 29 de julho)

ARTIGO 1.º
DEFINIÇÕES DE PROJECTO

«Peças do Projecto», os documentos, escritos ou desenhados, que caracterizam


as diferentes partes de um projecto, em cada uma das seguintes Fases do
Projecto:

«Programa Base», o documento elaborado pelo Projectista a partir de um


programa preliminar visando a verificação da viabilidade da obra e do estudo de
soluções alternativas, o qual, depois de aprovado pelo Dono da Obra, serve de base
ao desenvolvimento das fases ulteriores do projecto;
«Estudo Prévio», o documento elaborado pelo Projectista, depois da aprovação
do programa base, visando a opção pela solução que melhor se ajuste ao programa,
essencialmente no que respeita à concepção geral da obra;
«Anteprojecto», ou «Projecto Base», o documento a elaborar pelo Projectista,
correspondente ao desenvolvimento do Estudo prévio aprovado pelo Dono da Obra,
destinado a estabelecer, em definitivo, as bases a que deve obedecer a continuação
do estudo sob a forma de Projecto de Execução;
«Projecto de Execução», o documento elaborado pelo Projectista, a partir do
estudo prévio ou do anteprojecto aprovado pelo Dono da Obra, destinado a facultar
todos os elementos necessários à definição rigorosa dos trabalhos
a executar (em obra);

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 5/8
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 03
PROCESSOS DE SCIE

ESCLARECIMEN NORMAS DE PROJECTOS DE OBRAS PÚBLICAS


TOS ADICIONAIS (Portaria MOPTC n.º 701-H/2008 de 29 de julho)

«Assistência técnica à obra», as prestações acessórias a realizar pelo Projectista


perante o Dono da Obra, sem prejuízo do cumprimento de outras obrigações legais
ou contratuais que lhe incumbam, que visam, designadamente, assegurar a correcta
execução da obra, a conformidade da obra executada com o projecto e com o
caderno de encargos e o cumprimento das normas legais e regulamentares
aplicáveis.

A Assistência Técnica consiste na prestação de informações e esclarecimentos, bem


como no acompanhamento da execução da obra, a prestar pelo Coordenador de
Projeto e pelos Autores do Projeto ao Dono da Obra, ou ao empreiteiro geral, a qual
deve realizar -se, sempre que necessário, de forma presencial.

ESCLARECI- EXEMPLOS DE IMPLICAÇÕES DO PROJECTO DE SCIE


MENTOS NOUTROS PROJECTOS (ARQUITECTURA E ENGENHARIAS)
ADICIONAIS

O projeto de SCIE é um projeto base em que a maior parte da sua execução é


efetuada nos projetos de arquitetura e das diferentes especialidades de engenharia.

Por exemplo, os extintores portáteis e móveis e os sistemas fixos de extinção que


recorram a agentes distintos da água e espuma poderão ser objeto de execução em
sede de projeto de SCIE, não envolvendo as outras especialidades.

Assim, indicam-se a seguir as principais implicações da SCIE nos projetos de


arquitetura e das diferentes especialidades de engenharia:

a) SCIE > ARQUITECTURA:

• Disposições construtivas:
Condições exteriores, compartimentação corta-fogo, número, largura e
distribuição dos caminhos de evacuação e saídas, características de portas,
reação ao fogo de materiais.

• Equipamentos e sistemas de segurança Desenfumagem por meios naturais


(admissão de ar novo, escape de fumo e painéis de cantonamento).
Contributos para a matriz de comando dos sistemas de deteção.

• Sinalização de segurança passiva.

b) SCIE >ESTRUTURA:

• Disposições construtivas:
Resistência ao fogo dos elementos estruturais.

c) SCIE > ÁGUAS E ESGOTOS:

• Disposições construtivas:
Proteção de atravessamentos.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 03
PROCESSOS DE SCIE

ESCLARECI- EXEMPLOS DE IMPLICAÇÕES DO PROJECTO DE SCIE


MENTOS NOUTROS PROJECTOS (ARQUITECTURA E ENGENHARIAS)
ADICIONAIS
• Equipamentos e sistemas de segurança: Instalações hidráulicas para serviço de
incêndios (hidrantes exteriores, RIA,
redes secas e húmidas, redes de sprinklers, centrais de bombagem e RASI),
sistemas de cortinas de água e drenagem de águas residuais resultantes da
extinção de incêndios.

d) SCIE > ELETROTECNIA:

• Disposições construtivas:
Proteção de atravessamentos
Resistência ao fogo de elementos das instalações elétrica.

• Instalações técnicas:
Segurança contra incêndio da instalação elétrica (alimentação de energia, UPS,
quadros elétricos, cortes de emergência, etc.)

• Equipamentos e sistemas de segurança:


Sinalização ativa;
Iluminação de segurança;
Sistemas automáticos de deteção de incêndios e de gases perigosos;
Comando de equipamentos de segurança com acionamento elétrico;
Contributos para a matriz de comando dos sistemas de deteção

e) SCIE > INSTALAÇÕES MECÂNICAS (VENTILAÇÃO):

• Disposições construtivas:
Proteção de atravessamentos
Resistência e reação ao fogo de componentes de sistemas de ventilação

• Instalações técnicas:
Segurança contra incêndio dos sistemas de ventilação (características de
condutas e outros componentes, cortes de emergência, etc.)
Escape de efluentes de combustão

• Equipamentos e sistemas de segurança:


Sistemas de ventilação e de controlo de fumo (meios ativos ou passivos) e
respetivos comandos;
Contributos para a matriz de comando dos sistemas de deteção

f) SCIE > ASCENSORES:

• Disposições construtivas:
Resistência ao fogo de portas de patamar

• Instalações técnicas:
Comandos de segurança (dispositivo de chamada em caso de emergência e
serviço prioritário para bombeiros)
Características dos ascensores prioritários para bombeiros

• Equipamentos e sistemas de segurança:


Contributos para a matriz de comando dos sistemas de deteção

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 03
PROCESSOS DE SCIE

ESCLARECI- EXEMPLOS DE IMPLICAÇÕES DO PROJECTO DE SCIE


MENTOS NOUTROS PROJECTOS (ARQUITECTURA E ENGENHARIAS)
ADICIONAIS
g) SCIE > INSTALAÇÕES DE LÍQUIDOS E GASES PERIGOSOS:

• Disposições construtivas:
Proteção de atravessamentos
Bacias de retenção
Resistência e reação ao fogo de componentes das instalações

• Instalações técnicas:
Segurança contra incêndio das instalações (características de condutas e
outros componentes, cortes de emergência, etc.)

• Equipamentos e sistemas de segurança:


Contributos para a matriz de comando dos sistemas de deteção

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 8/8
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 04
SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

NOTA TÉCNICA N.º 04


SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

OBJETIVO

Listar os símbolos gráficos a utilizar nos projetos e planos de Segurança Contra Incêndios (SCIE) a
que se refere o Regime Jurídico de SCIE (n.º 1 do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de
novembro) a fim de conferir às respetivas Peças Desenhadas a necessária clareza e uniformidade
representativa, quer para os coordenadores e autores de projetos, quer para as entidades
fiscalizadoras.

APLICAÇÃO

Pelos coordenadores e autores de projetos e consultores de segurança, na apresentação de peças


desenhadas dos projetos ou que acompanhem as fichas de segurança.

ÍNDICE

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 2
2 RESISTÊNCIA AO FOGO: .............................................................................................................. 3
3 VIAS DE EVACUAÇÃO: .................................................................................................................. 3
4 SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA ............................................................................................... 4
5 ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA ................................................................................................ 4
6 SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE INCÊNDIOS ................................................ 5
7 CONTROLO DE FUMO ................................................................................................................... 6
8 GÁS E ELECTRICIDADE ................................................................................................................ 7
9 MEIOS DE 1ª.INTERVENÇÃO/EXTINTORES .......................................................................... 7
10 REDE DE INCÊNDIOS .................................................................................................................... 8
11 SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS .............................................. 9
12 SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GÁS ............................................................... 9
13 LEGENDA PARA PROJECTOS DE SCIE (1ª Folha de 3) ...................................................... 10
14 LEGENDA PARA PROJECTOS DE SCIE (2ª Folha de 3) ...................................................... 11
15 LEGENDA PARA PROJECTOS DE SCIE (3ª Folha de 3) ..................................................... 12

REFERÊNCIAS

• Conforme Regime Jurídico de SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro, artigo 17.º). NP
4303 de 1994.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 04
SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

1 INTRODUÇÃO

Apresenta-se nesta NT uma listagem da simbologia a adotar nas peças desenhadas dos projetos de SCIE
ou que acompanhem fichas de segurança, bem como nas plantas de segurança dos planos de prevenção.
Eventuais símbolos complementares ou composições entre vários símbolos que se revelem necessários
constarão de futuras versões desta NT.

O ANEXO IV ao Decreto-Lei n.º220/2008 define o que é o projeto da especialidade de


SCIE:

É o documento que define as características do edifício ou recinto no que se refere à especialidade de


segurança contra incêndio, do qual devem constar as seguintes peças escritas e desenhadas:

a) Memória descritiva e justificativa, a elaborar em conformidade com o artigo 2.º deste


anexo IV, na qual o autor do projeto deve definir de forma clara quais os objetivos pretendidos
e as principais estratégias para os atingir e identificar as exigências de segurança contra
incêndio que devem ser contempladas no projeto de arquitetura e das restantes especialidades
a concretizar em obra, em conformidade com o presente decreto-lei;

b) Peças desenhadas a escalas convenientes e outros elementos gráficos que explicitem a


acessibilidade para veículos de socorro dos bombeiros, a disponibilidade de hidrantes
exteriores e o posicionamento do edifício ou recinto relativamente aos edifícios ou recintos
vizinhos, a planimetria e altimetria dos espaços em apreciação, a classificação dos locais de
risco, os efetivos totais e parciais, as características de resistência ao fogo que devem possuir os
elementos de construção, as vias de evacuação e as saídas e, finalmente, a posição em planta de
todos os dispositivos, equipamentos e sistemas de segurança contra incêndio previstos para
esses espaços, em conformidade com a simbologia de projeto que se segue:

(O conteúdo das peças desenhadas consta do Artigo 3º do ANEXO IV ao Decreto-Lei n.º


220/2008)

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 04
SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

2 RESISTÊNCIA AO FOGO:

3 VIAS DE EVACUAÇÃO:

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 04
SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

4 SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA

A estilização do pictograma apresentada na figura superior poderá ser utilizada em alternativa


ao respetivo símbolo.

5 ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

O símbolo de espaço com iluminação de emergência não permanente e autónoma representa a


necessidade dessa iluminação, independentemente do número de aparelhos a instalar. As
características do equipamento (bloco autónomo, aparelho com kit ou projetor autónomo e
respetiva alimentação) constarão na memória descritiva.

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SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

6 SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE INCÊNDIOS

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NOTA TÉCNICA N.º 04
SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

7 CONTROLO DE FUMO

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SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

8 GÁS E ELECTRICIDADE

9 MEIOS DE 1ª.INTERVENÇÃO/EXTINTORES

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SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

10 REDE DE INCÊNDIOS

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NOTA TÉCNICA N.º 04
SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

11 SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS

12 SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GÁS

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NOTA TÉCNICA N.º 04
SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

13 LEGENDA PARA PROJECTOS DE SCIE (1ª Folha de 3)

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14 LEGENDA PARA PROJECTOS DE SCIE (2ª Folha de 3)

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
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SIMBOLOGIA GRÁFICA PARA PLANTAS DE SCIE

15 LEGENDA PARA PROJECTOS DE SCIE (3ª Folha de 3)

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 12/12
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 05
LOCAIS DE RISCO

NOTA TÉCNICA N.º 05


LOCAIS DE RISCO

OBJETIVO

Definir os locais de risco conforme artigos 10º e 11ºdo RJ-SCIE (Classificação dos locais de risco e
Restrições do uso em locais de risco).

Listar todos os locais de risco indicados não só no RJ-SCIE como nas disposições gerais e específicas
do RT-SCIE.

APLICAÇÃO

Facilitar a tarefa dos projetistas e consultores de segurança na identificação dos diversos locais que
são criados num edifício ou recinto.

ÍNDICE

1 LISTAGEM DOS DIVERSOS LOCAIS DE RISCO ..................................................................... 3

REFERÊNCIAS

• Regime Jurídico de SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro)


• Regulamento Técnico de SCIE (Portaria 1532/2008, de 29 de dezembro)

ANPC - Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF-Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 1/9
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 05
LOCAIS DE RISCO

DEFINIÇÃO DOS LOCAIS DE RISCO

De acordo com o artigo 10º do RJ-SCIE todos os locais dos edifícios e recintos são classificados de
acordo com a natureza do risco em seis grupos. Excetuam-se os espaços interiores de cada fogo e as
vias horizontais e verticais de evacuação.

Nota: Esta classificação aplica-se inclusivamente aos locais de risco específicos constantes do
Título VIII do RTSCIE (Condições especificas das utilizações-tipo), mesmo para aqueles em que
não seja explicitamente referida a classificação do local de risco.

Os locais de risco são os seguintes:

a) LOCAL DE RISCO “A”


– Local não apresentando riscos especiais, no qual se verifiquem simultaneamente as seguintes
condições:
a1) O efetivo total não exceda 100 pessoas;
a2) O efetivo de público não exceda 50 pessoas;
a3) Mais de 90% dos ocupantes não se encontrem limitados na mobilidade ou nas capacidades
de perceção e reação a um alarme;
a4) As atividades nele exercidas ou os produtos, materiais e equipamentos que contém não
envolvam riscos agravados de incêndio.

b) LOCAL DE RISCO “B”


– Local acessível a público ou ao pessoal afeto ao estabelecimento, com um efetivo total superior a
100 pessoas ou um efetivo de público superior a 50 pessoas, no qual se verifiquem
simultaneamente as seguintes condições:
b1) Mais de 90% dos ocupantes não se encontrem limitados na mobilidade ou nas capacidades
de perceção e reação a um alarme;
b2) As atividades nele exercidas ou os produtos, materiais e equipamentos que contém não
envolvam riscos agravados de incêndio.

c) LOCAL DE RISCO “C”


– Local que apresenta riscos agravados de eclosão e de desenvolvimento de incêndio devido, quer
às atividades nele desenvolvidas, quer às características dos produtos, materiais ou
equipamentos nele existentes, designadamente à carga de incêndio.

Nota: De entre os locais de risco C existem alguns que, pelas características adiante descritas,
impõem restrições particulares, designando-se usualmente por local de risco C «agravado».

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 05
LOCAIS DE RISCO

d) LOCAL DE RISCO “D”


– Local de um estabelecimento com permanência de pessoas acamadas ou destinado a receber
crianças com idade não superior a seis anos ou pessoas limitadas na mobilidade ou nas
capacidades de perceção e reação a um alarme.

Nota: A expressão «idade não superior a seis anos» contém uma gralha e deve ser lida como «idade
inferior a seis anos» e assim deve ser considerada.

e) LOCAL DE RISCO “E”


– Local de um estabelecimento destinado a dormida, em que as pessoas não apresentem as
limitações indicadas nos locais de risco D.

f) LOCAL DE RISCO “F”


– local que possua meios e sistemas essenciais à continuidade de atividades sociais relevantes,
nomeadamente os centros nevrálgicos de comunicação, comando e controlo.

1 LISTAGEM DOS DIVERSOS LOCAIS DE RISCO

1.1 LOCAIS DE RISCO “A”:

São locais do risco A os que, não sendo considerados como de risco C, D, E ou F, satisfazem as
condições indicadas em 1.a). São, em geral, locais de risco A:

ƒ Átrios, quando constituírem locais de permanência de pessoas;


ƒ Auditórios;
ƒ Foyers;
ƒ Gabinetes;
ƒ Salas de aula e de leitura;
ƒ Salas de espera;
ƒ Salas de estar.

1.2 LOCAIS DE RISCO “B”:

São locais do risco B os que, não sendo considerados como de risco C, D, E ou F, satisfazem as
condições indicadas em 1.b). São, em geral, locais de risco B:

ƒ Átrios, quando constituírem locais de permanência de pessoas com efectivo acima do


limite regulamentar;
ƒ Auditórios;
ƒ Foyers;
ƒ Salas de aula e de leitura;

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 05
LOCAIS DE RISCO

ƒ Salas de espera;
ƒ Salas de estar.

Também é um local de risco B a agregação de locais de risco A inseridos no mesmo compartimento


corta-fogo, cujo efetivo total ultrapassa os valores limite constantes em 1.b). Este local de risco B
inclui naturalmente as circulações (horizontais ou verticais) contidas nesse compartimento de fogo.

Os locais de risco B devem situar-se preferencialmente em níveis próximos das saídas para o
exterior; situando-se abaixo daquelas a diferença de cotas não deve ser superior a 6 m, com
exceção de anfiteatros e plataformas de embarques de gares de transporte (ver artigo 11.º do RJ-
SCIE).

1.3 LOCAIS DE RISCO “C”:

Os locais de risco C (artigo 11.º do RJ-SCIE) são os seguintes: Armazéns (1) de produtos ou
material diverso com volume superior a 100 m3;

ƒ Armazéns e depósitos de peças de reserva ou substituição, qualquer que seja o


seu volume – UT X (Museus e galerias de arte), alínea d) do artigo 289º do RT-SCIE;

ƒ Arquivos (1) de produtos ou material diverso com volume superior a 100 m3;

ƒ Arrecadações (1) de produtos ou material diverso com volume superior a 100 m3;

ƒ Arrecadações individuais de condóminos – UT I (Habitacionais), artigo 209.º n.º 15 do


RT-SCIE;

ƒ Centrais de incineração;

ƒ Armazéns no interior de parques de estacionamento de produtos necessários à


atividade de oficinas destinadas a mudanças de óleo ou reparação e mudança de pneus (6) –
UT II (Estacionamentos), n.º 2, alínea b) do artigo 214.º do RT-SCIE

ƒ Centrais de desinfeção e esterilização em que seja utilizado óxido de acetileno – UT


V (Hospitalares e lares de idosos, ponto i) da alínea a), n.º 1 do artigo 229.º do RT-SCIE;

ƒ Centrais de gases medicinais com capacidade total superior a 100 l – UT V


(Hospitalares e lares de idosos), ponto ii) da alínea a), n.º 1 do artigo 229.º do RT-SCIE,

ƒ Cozinhas (2) em que sejam instalados aparelhos, ou grupos de aparelhos, para confeção de
alimentos ou sua conservação, com potência total útil superior a 20 kW, com exceção das
incluídas no interior das habitações;

ƒ Depósitos (1) de produtos ou material diverso com volume superior a 100 m3;

ƒ Depósitos de documentos, independentemente do seu tipo de estantaria – UT XI


(Bibliotecas e arquivos), alínea d) do n.º 1, artigo 296.º do RT-SCIE;

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LOCAIS DE RISCO

ƒ Depósitos de recipientes portáteis, fixos ou móveis de gases medicinais com


capacidade total superior a 100 l – UT V (Hospitalares e lares de idosos, ponto ii) da alínea
a), n.º 1 do artigo 229.º do RT-SCIE,

ƒ Depósitos temporários – UT VI (Espetáculos e reuniões públicas), n.º 2 do artigo


228.º do RT-SCIE;

ƒ Espaços em gares ou terminais destinados à triagem ou ao depósito manual de


bagagens com área superior a 150 m2, ou depósito de bagagens automatizado com
qualquer área – UT VIII (Comerciais e gares de transportes), n.º 1 do artigo 258º e n.º 2
do artigo 259.º do RT-SCIE,

ƒ Estacionamentos coletivos cobertos – UT I (Habitacionais), n.º 3 do artigo 211.º do


RT-SCIE;

Nota: Este conceito é extensível a todos os estacionamentos cobertos das restantes UT,
incluindo os espaços de estacionamento da UT II. Porém, a aplicação deste conceito
conjugada com o disposto no número 3 do Artigo 11º do RJSCIE obrigaria a que se
situassem na periferia do edifício, ao nível do plano de referência, o que se aceita ser uma
exigência não exequível.

ƒ Farmácias (3) onde sejam produzidos, depositados, armazenados ou manipulados


líquidos inflamáveis em quantidade superior a 10 L;

ƒ Instalações de frio para conservação cujos aparelhos possuam potência total útil
superior a 70 kW;

ƒ Laboratórios (3) onde sejam produzidos, depositados, armazenados ou manipulados


líquidos inflamáveis em quantidade superior a 10 L;

ƒ Lavandarias (2) em que sejam instalados aparelhos, ou grupos de aparelhos, para


lavagem, secagem ou engomagem, com potência total útil superior a 20 kW;

ƒ Locais afetos a serviços técnicos (5) em que sejam instalados equipamentos elétricos,
eletromecânicos ou térmicos com potência total superior a 70 kW, ou armazenados
combustíveis,

ƒ Locais cobertos de estacionamento de veículos com área superior a 50 m2, com


exceção dos estacionamentos individuais, em edifícios destinados à UT I (Habitacionais);

ƒ Locais com unidades de alimentação ininterrupta de energia elétrica (UPS)


com potência aparente superior a 40 kVA;

ƒ Locais de carga e descarga – UT X (Museus e galerias de arte), alínea c) do artigo


289º do RT-SCIE e UT XI (Bibliotecas e arquivos), alínea b) do n.º 1, artigo 296.º do RT-
SCIE;

ƒ Locais de confeção de alimentos que recorram a combustíveis sólidos;

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NOTA TÉCNICA N.º 05
LOCAIS DE RISCO

ƒ Locais de embalagem e desembalagem – UT X (Museus e galerias de arte), alínea b)


do artigo 289º do RT-SCIE e UT XI (Bibliotecas e arquivos), alínea c) do n.º 1, artigo
296.º do RT-SCIE;

ƒ Locais de pintura e aplicação de vernizes (4) ;

ƒ Locais de projeção – UT VI (Espetáculos e reuniões públicas), n.º 2 do artigo 228.º do


RT-SCIE;

ƒ Locais de recolha de contentores ou de compactadores de lixo com capacidade


total superior a 10 m3;
ƒ Locais de utilização de fluidos combustíveis que contenham (artigo 107.º n.º 3 do
RT-SCIE):

a) Reservatórios de combustíveis líquidos;

b) Equipamentos a gás cuja potência total seja superior a 40 kW;

ƒ Locais que comportem riscos de explosão;

ƒ Oficinas de conservação e restauro – UT X (Museus e galerias de arte), alínea d) do


artigo 289º do RT-SCIE;

ƒ Oficinas de manutenção e reparação onde se verifique qualquer das seguintes


condições:

c) Sejam destinadas a carpintaria;

d) Sejam utilizadas chamas nuas, aparelhos envolvendo projeção de faíscas ou


elementos incandescentes em contacto com o ar associados à presença de
materiais facilmente inflamáveis;

ƒ Oficinas e laboratórios de conservação e restauro de livros – UT XI (Bibliotecas


e arquivos), alínea a) do n.º 1, artigo 296.º do RT-SCIE;

ƒ Oficinas (3) onde sejam produzidos, depositados, armazenados ou manipulados líquidos


inflamáveis em quantidade superior a 10 L;

ƒ Outros locais (3) onde sejam produzidos, depositados, armazenados ou manipulados


líquidos inflamáveis em quantidade superior a 10 L;

ƒ Outros locais que possuam uma densidade de carga de incêndio modificada superior a
1000 MJ/m2 de área útil, associada à presença de materiais facilmente inflamáveis;

ƒ Reprografias com área superior a 50 m2;

ƒ Rouparias (2) em que sejam instalados aparelhos, ou grupos de aparelhos, para lavagem,
secagem ou engomagem, com potência total útil superior a 20 kW ou que possuam área
superior a 50 m2;

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NOTA TÉCNICA N.º 05
LOCAIS DE RISCO

NOTAS:
(1) Se estes locais possuírem volume superior a 600 m3 devem situar-se na periferia do edifício, ao
nível do plano de referência, e não devem comunicar diretamente com locais de risco B, D, E ou F,
nem com vias verticais ou horizontais de evacuação que sirvam outros espaços do mesmo edifício.
(2) Se estes locais possuírem potência instalada superior a 70 kW devem situar-se na periferia do
edifício, ao nível do plano de referência, e não devem comunicar diretamente com locais de risco
B, D, E ou F, nem com vias verticais ou horizontais de evacuação que sirvam outros espaços do
mesmo edifício.
(3) Se nestes locais forem produzidos, depositados, armazenados ou manipulados líquidos inflamáveis
superiores a 100 L devem situar-se na periferia do edifício, ao nível do plano de referência, e não
devem comunicar diretamente nem com vias verticais nem horizontais de evacuação, que sirvam
outros espaços do mesmo edifício.
(4) Se estes locais forem incluídos em oficinas ou espaços oficinais devem situar-se na periferia do
edifício, ao nível do plano de referência, e não devem comunicar diretamente com locais de risco
B, D, E ou F, nem com vias verticais ou horizontais de evacuação que sirvam outros espaços do
mesmo edifício.
(5) Se estes locais possuírem potência instalada dos seus equipamentos elétricos, ou eletromecânicos
superior a 250 KW ou possuírem equipamentos alimentados a gás com potência superior a 70
KW, devem situar-se na periferia do edifício, ao nível do plano de referência, e não devem
comunicar diretamente com locais de risco B, D, E ou F, nem com vias verticais ou horizontais de
evacuação que sirvam outros espaços do mesmo edifício.
(6) O volume destes compartimentos para armazenamento deverá ser inferior a 50 m3.

Em geral, os locais de risco C no interior de um edifício com carga de incêndio modificada superior a
20000 MJ devem situar-se na periferia do edifício, ao nível do plano de referência, e não devem
comunicar diretamente com locais de risco B, D, E ou F, nem com vias verticais ou horizontais de
evacuação que sirvam outros espaços do mesmo edifício.

1.4 LOCAIS DE RISCO “D”:

São locais do risco D:

ƒ Blocos de partos – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo 229.º


do RT-SCIE;

ƒ Blocos operatórios – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo


229.º do RT-SCIE;

ƒ Cirurgia ambulatória – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo


229.º do RT-SCIE;

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LOCAIS DE RISCO

ƒ Cuidados especiais – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo


229.º do RT-SCIE;

ƒ Cuidados intensivos – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo


229.º do RT-SCIE;

ƒ Enfermarias ou grupos de enfermarias e respetivas circulações horizontais exclusivas;

ƒ Exames especiais – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo 229.º


do RT-SCIE;

ƒ Fisioterapia – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo 229.º do


RT-SCIE;

ƒ Hemodiálise – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo 229.º do


RT-SCIE;

ƒ Hospital de dia – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo 229.º


do RT-SCIE;

ƒ Imagiologia – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo 229.º do


RT-SCIE;

ƒ Locais destinados ao ensino especial de deficientes;

ƒ Locais de internamento – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do


artigo 229.º do RT-SCIE;

ƒ Neonatologia – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo 229.º do


RT-SCIE;

ƒ Quartos nos locais afetos à UT V (Hospitalares e lares de idosos) ou grupos desses


quartos e respetivas circulações horizontais exclusivas;

ƒ Radioterapia – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo 229.º do


RT-SCIE;

ƒ Salas de dormida, de refeições e outros locais destinados a crianças com idade


inferior a seis anos ou grupos dessas salas e respetivas circulações horizontais
exclusivas, em locais afetos à UT IV (Escolares);

ƒ Salas de estar, de refeições e de outras atividades ou grupos dessas salas e


respetivas circulações horizontais exclusivas, destinadas a pessoas idosas com limitações
na mobilidade ou na perceção de uma situação de emergência ou doentes em locais afetos
à UT V (Hospitalares e lares de idosos);

ƒ Urgências – UT V (Hospitalares e lares de idosos), alínea b) n.º 1 do artigo 229.º do RT-SCIE.

Os locais de risco D devem situar-se ao nível ou acima do piso de saída para local seguro no
exterior.

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LOCAIS DE RISCO

1.5 LOCAIS DE RISCO “E”:

São locais de risco E:

ƒ Camaratas ou grupos de camaratas e respetivas circulações horizontais exclusivas;

ƒ Espaços turísticos destinados a alojamento, incluindo os afetos a turismo rural e de


habitação;

ƒ Quartos e suites em espaços afetos à utilização-tipo VII (Hoteleiros) ou grupos desses


espaços e respetivas circulações horizontais exclusivas;

ƒ Quartos nos locais afetos à utilização-tipo IV (Escolares) não considerados como risco D
ou grupos desses quartos e respetivas circulações horizontais exclusivas.

Os locais de risco E devem situar-se ao nível ou acima do piso de saída para local seguro no
exterior.

1.6 LOCAIS DE RISCO “F”:

São locais de risco F:

ƒ Centrais de bombagem para serviço de incêndio (n.º 4 do artigo 171.º do RT-SCIE);

ƒ Centrais de comunicações das redes públicas;

ƒ Centros de comando e controlo de serviços públicos ou privados de


distribuição de água, gás e energia elétrica;

ƒ Centros de controlo de tráfego rodoviário, ferroviário, marítimo ou aéreo;

ƒ Centros de gestão, coordenação ou despacho de serviços de emergência, tais


como centrais 112, centros de operações de socorro e centros de orientação de doentes
urgentes;

ƒ Centros de processamento e armazenamento de dados informáticos de


serviços públicos com interesse social relevante;

ƒ Postos de segurança (ou centrais ou salas de segurança) existentes em edifícios,


conjuntos de edifícios ou em recintos, com UT da 4ª categoria de risco ou da 3ª categoria
com locais de risco D ou E, com exceção da UT I quando exclusiva (alínea a) do (n.º 4 do
artigo 190.º do RT-SCIE).

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NOTA TÉCNICA N.º 06
CATEGORIAS DE RISCO

NOTA TÉCNICA N.º 06


CATEGORIAS DE RISCO

OBJETIVO

De acordo com os artigos 12.º e 13.º do RJ-SCIE descrever mais detalhadamente a classificação das
quatro categorias de risco para cada UT.

APLICAÇÃO

Interpretar ou complementar o RJ-SCIE.

Utilização por parte dos projetistas e das entidades licenciadoras.

ÍNDICE

1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 2
2 CATEGORIAS DE RISCO .................................................................................................. 3

REFERÊNCIAS

• Regime Jurídico de SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro).

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1 INTRODUÇÃO

Cada uma das 12 utilizações-tipo UT (ver NT I.I.01) existentes em edifícios, recintos ou suas partes é
classificada, em termos de risco, numa de quatro categorias (da 1ª, menos gravosa, à 4ª mais
gravosa).

Os fatores de risco que condicionam esta classificação variam de UT para UT, havendo alguns
comuns. Em resumo esses fatores são:

ƒ Altura da UT;

ƒ Número de pisos ocupada pela UT abaixo do nível de referência;

ƒ UT inserida em edifício ou ao ar livre;

ƒ Área bruta ocupada pela UT;

ƒ Efetivo da UT (total e em locais do risco D ou E, em edifício ou ar livre);

ƒ Locais de risco D ou E com saídas independentes diretas ao exterior, no plano de referência;

ƒ Carga de incêndio modificada;

ƒ Densidade de carga de incêndio modificada (em edifício ou ar livre).

Para ver a definição de cada um destes fatores de risco consultar o artigo 2º do RJ-SCIE ou o artigo
2º do RT-SCIE.

I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII


Utilização-tipo
Hab Est Adm Escol Hosp Espe Hotel Com Desp Mus Bibl Indu

Altura X X X X X X X X X X X

Área bruta X

Saída directa ao
X X X
exterior - locais D, E
Coberto/ar livre X X X X

Efectivo total X X X X X X X X X

Efectivo locais D, E X X X

N.º pisos abaixo


X X X X X X X
plano de referência
Carga de incêndio X

Densidade de
X
carga de incêndio

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CATEGORIAS DE RISCO

2 CATEGORIAS DE RISCO

2.1 TIPO I (HABITACIONAIS)


Os fatores de risco são: altura da UT e o número de pisos abaixo do plano de referência, nos termos
do Quadro I.

Quadro I
Categorias de risco da UT I
Valores máximos referentes à utilização-tipo I
Categoria
Número de pisos ocupados pela UT I abaixo
Altura da UT I
do plano de referência
1.ª ≤9m ≤1
2.ª ≤ 28 m ≤3
3.ª ≤ 50 m ≤5
4.ª > 50 m >5

A UT I é classificada na categoria de risco imediatamente superior, quando algum dos critérios


indicados não for satisfeito.

2.2 TIPO II (ESTACIONAMENTOS)


Os fatores de risco são: espaço coberto ou ao ar livre, altura da UT, o número de pisos abaixo do
plano de referência e a área bruta, nos termos do Quadro II.

Quadro II
Categorias de risco da UT II
Valores máximos referentes à utilização-tipo II, quando
integrada em edifício
Categoria Ao ar
Número de pisos ocupados livre
Altura da Área bruta ocupada
pela UT II abaixo do plano
UT II pela UT II
de referência
- Sim
1.ª
≤9m ≤ 3 200 m2 ≤1 Não

2.ª ≤ 28 m ≤ 9 600 m2 ≤3 Não

3.ª ≤ 28 m ≤ 32 000 m2 ≤5 Não

4.ª > 28 m > 32 000 m2 >5 Não

A UT II é classificada na categoria de risco imediatamente superior quando algum dos critérios


indicados não for satisfeito. A UT II ao ar livre é sempre a 1ª categoria de risco.

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2.3 TIPO III (ADMINISTRATIVOS)

Os fatores de risco são: altura da UT e efetivo, nos termos do Quadro III.

Quadro III
Categorias de risco da UT III
Valores máximos referentes à utilização-tipo III

Categoria Altura da UT III Efetivo da UT III

1.ª ≤9m ≤ 100

2.ª ≤ 28 m ≤ 1 000

3.ª ≤ 50 m ≤ 5 000

4.ª > 50 m > 5 000

A UT III é classificada na categoria de risco imediatamente superior quando algum dos critérios
indicados não for satisfeito.

2.4 TIPO IV (ESCOLARES)

Os fatores de risco são: altura da UT, efetivo, efetivo em locais de risco D ou E e, apenas para a 1ª
categoria, saída independente direta ao exterior de locais do risco D ou E, ao nível do plano de
referência nos termos do Quadro IV.

Quadro IV
Categorias de risco da UT IV
Valores máximos referentes às utilizações-tipo IV Locais de risco D
ou E com saídas
Efetivo da UT IV ou V independentes
Categoria Altura da
diretas ao exterior
UT IV ou V Efetivo Efetivo em locais de no plano de
risco D ou E referência
1.ª ≤9m ≤ 100 ≤ 25 Aplicável a todos

2.ª ≤9m ≤ 500 * ≤ 100 Não aplicável

3.ª ≤ 28 m ≤ 1 500 * ≤ 400 Não aplicável

4.ª > 28 m > 1 500 > 400 Não aplicável

* Nas utilizações-tipo IV, onde não existam locais de risco D ou E, os limites máximos do efetivo
total das 2ª e 3ª categorias de risco podem aumentar em 50%.

A UT IV é classificada na. categoria de risco imediatamente superior quando algum dos critérios
indicados não for satisfeito.

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2.5 TIPO V (HOSPITALARES E LARES DE IDOSOS)

Os fatores de risco são: altura da UT, efetivo, efetivo em locais de risco D ou E e, apenas para a 1ª
categoria, saída independente direta ao exterior de locais do risco D ou E, ao nível do plano de
referência nos termos do Quadro V.

Quadro V
Categorias de risco da UT V
Valores máximos referentes às utilizações-tipo V Locais de risco D
Efetivo da UT IV ou V ou E com saídas
Categoria independentes
Altura da
Efetivo em locais de diretas ao exterior
UT IV ou V Efetivo
risco D ou E no plano de
referência
1.ª ≤9m ≤ 100 ≤ 25 Aplicável a todos

2.ª ≤9m ≤ 500 * ≤ 100 Não aplicável

3.ª ≤ 28 m ≤ 1 500 * ≤ 400 Não aplicável

4.ª > 28 m > 1 500 > 400 Não aplicável

A UT V é classificada na. categoria de risco imediatamente superior quando algum dos critérios
indicados não for satisfeito.

2.6 TIPO VI (ESPECTÁCULOS E REUNIÕES PÚBLICAS)

Os fatores de risco são: altura da UT, efetivo e número de pisos abaixo do plano de referência, nos
termos do Quadro VI.

Quadro VI
Categorias de risco da UT VI

Valores máximos referente à utilização-tipo VI Ao ar livre

Categoria Número de pisos


Altura da UT ocupados pela UT VI Efetivo da
Efetivo da UT VI
VI abaixo do plano de UT VI
referência
- ≤ 1 000
1.ª
≤9m 0 ≤ 100 -

- ≤ 15 000
2.ª
≤ 28 m ≤1 ≤ 1 000 -

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- ≤ 40 000
3.ª
≤ 28 m ≤2 ≤ 5 000 -

- > 40 000
4.ª
> 28 m >2 > 5 000 -

A UT VI é classificada na. categoria de risco imediatamente superior quando algum dos critérios
indicados não for satisfeito.

2.7 TIPO VII (HOTELEIROS E RESTAURAÇÃO)

Os fatores de risco são: altura da UT, efetivo, efetivo em locais de tipo E e, apenas para a 1ª
categoria, saída independente direta ao exterior de locais do tipo E, ao nível do plano de referência,
nos termos do Quadro VII.

Quadro VII
Categorias de risco da UT VII
Valores máximos referentes à utilização-
tipo VII Locais de risco E com
Categoria Efetivo da UT VII saídas independentes
Altura da diretas ao exterior no plano
UT VII Efetivo em de referência
Efetivo
locais de risco E
1.ª ≤9m ≤ 100 ≤ 50 Aplicável a todos

2.ª ≤9m ≤ 500 ≤ 200 Não aplicável

3.ª ≤ 28 m ≤ 1 500 ≤ 800 Não aplicável

4.ª > 28 m > 1 500 > 800 Não aplicável

A UT VII é classificada na. categoria de risco imediatamente superior quando algum dos critérios
indicados não for satisfeito.

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2.8 TIPO VIII (COMERCIAIS E GARES DE TRANSPORTES)

Os fatores de risco são: altura da UT, efetivo e número de pisos abaixo do plano de referência, nos
termos do Quadro VIII.

Quadro VIII
Categorias de risco da UT VIII

A UT VIII é classificada na 4ª.categoria de risco quando algum dos critérios indicados não for
satisfeito.
Valores máximos referentes à utilização-tipo VIII
Categoria Altura da UT Número de pisos ocupados pela UT Efetivo da UT
VIII VIII abaixo do plano de referência VIII

1.ª ≤9m 0 ≤ 100

2.ª ≤ 28 m ≤1 ≤ 1 000

3.ª ≤ 28 m ≤2 ≤ 5 000

4.ª > 28 m >2 > 5 000

A UT VIII é classificada na. categoria de risco imediatamente superior quando algum dos critérios
indicados não for satisfeito.

2.9 TIPO IX (DESPORTIVOS E DE LAZER)

Os factores de risco são: espaço coberto ou ao ar livre, altura da UT, efetivo e número de pisos
abaixo do plano de referência, nos termos do Quadro IX.

Quadro IX
Categorias de risco da UT IX
Valores máximos referente à utilização-tipo IX
Ao ar livre
quando integrada em edifício

Número de pisos
Categoria
ocupados pela UT IX Efetivo da
Altura da IX Efetivo da UT IX
abaixo do plano de UT IX
referência

- ≤ 1 000
1.ª
≤9m 0 ≤ 100 -

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- ≤ 15 000
2.ª
≤ 28 m ≤1 ≤ 1 000 -

- ≤ 40 000
3.ª
≤ 28 m ≤2 ≤ 5 000 -

- > 40 000
4.ª
> 28 m >2 > 5 000 -

A UT IX é classificada na categoria de risco imediatamente superior quando algum dos critérios


indicados não for satisfeito.

2.10 TIPO X (MUSEUS E GALERIAS DE ARTE)

Os fatores de risco são: altura da UT e efetivo, nos termos do Quadro X.

Quadro X
Categorias de risco da UT X
Valores máximos referentes às utilizações-tipo VI e
Ao ar livre
IX, quando integradas em edifício

Número de pisos
Categoria Efetivo da
Altura da ocupados pela UT VI Efetivo da UT VI
UT VI ou
UT VI ou IX ou IX abaixo do plano ou IX
IX
de referência

- ≤ 1 000
1.ª
≤9m 0 ≤ 100 -

- ≤ 15 000
2.ª
≤ 28 m ≤1 ≤ 1 000 -

- ≤ 40 000
3.ª
≤ 28 m ≤2 ≤ 5 000 -

- > 40 000
4.ª
> 28 m >2 > 5 000 -

A UT X é classificada na categoria de risco imediatamente superior quando algum dos critérios


indicados não for satisfeito.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 06
CATEGORIAS DE RISCO

2.11 TIPO XI (BIBLIOTECAS E ARQUIVOS)

Os fatores de risco são: altura da UT, efetivo, número de pisos abaixo do plano de referência e carga
de incêndio modificada, nos termos do Quadro XI.

Quadro XI
Categorias de risco da UT XI
Valores máximos referentes à utilização-tipo XI
Número de pisos
Categoria Altura da Efetivo da Carga de incêndio
ocupados pela UT XI
UT XI abaixo do plano de UT XI modificada da UT XI
referência
1.ª ≤9m 0 ≤ 100 ≤ 5 000 MJ/m2

2.ª ≤ 28 m ≤1 ≤ 500 ≤ 50 000 MJ/m2

3.ª ≤ 28 m ≤2 ≤ 1 500 ≤ 150 000 MJ/m2

4.ª > 28 m >2 > 1 500 > 150 000 MJ/m2

A UT XI é classificada na categoria de risco imediatamente superior quando algum dos critérios


indicados não for satisfeito.

2.12 TIPO XII (INDUSTRIAIS, OFICINAS E ARMAZÉNS)

Os fatores de risco são: espaço coberto ou ao ar livre, número de pisos abaixo do plano de referência
e densidade de carga de incêndio modificada, nos termos do Quadro XII.

Quadro XII
Categorias de risco da UT XII
Valores máximos referentes à utilização-tipo XII
Integrada em edifício Ao ar livre
Categoria
Carga de incêndio Número de pisos ocupados Carga de incêndio
modificada da UT pela UT XII abaixo do modificada da UT XII
XII plano de referência
1.ª ≤ 500 MJ/m2 * 0 ≤ 1 000 MJ/m2 *

2.ª ≤ 5 000 MJ/m2 * ≤1 ≤ 10 000 MJ/m2 *

3.ª ≤ 15 000 MJ/m2 * ≤1 ≤ 30 000 MJ/m2 *

4.ª > 15 000 MJ/m2 * >1 > 30 000 MJ/m2 *

A UT XII é classificada na categoria de risco imediatamente superior quando algum dos critérios
indicados não for satisfeito. Quando a UT XII for exclusivamente destinada a armazenamento os
valores limite da densidade de carga de incêndio podem ser multiplicados por 10.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 07
HIDRANTES EXTERIORES

NOTA TÉCNICA N.º 07


HIDRANTES EXTERIORES

OBJETIVO

Definir quais os tipos e especificações técnicas dos modelos de hidrantes exteriores, de modo a
cumprirem com a Regulamentação Nacional e Comunitária.

Enunciar as formas de proteção e sinalização adequadas aos diversos tipos de marcos e bocas de
incêndio.

APLICAÇÃO

Apoiar o projeto, instalação e inspeção de hidrantes exteriores de modo a cumprir as especificações


do RT-SCIE e normas aplicáveis.

ÍNDICE

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 2
2 TIPOS DE HIDRANTES EXTERIORES E SUA UTILIZAÇÃO ............................................... 2
3 ESPECIFICAÇÕES DOS MARCOS DE INCÊNDIO ................................................................... 2
4 ESPECIFICAÇÕES DE BOCAS DE INCÊNDIO DE FACHADA OU ENTERRADAS .......... 4
5 PROTECÇÃO E SINALIZAÇÃO DOS HIDRANTES .................................................................. 5
6 ALIMENTAÇÃO DOS HIDRANTES ............................................................................................. 6
7 REQUISITOS DE INSTALAÇÃO DOS MARCOS DE INCÊNDIO .......................................... 6
8 DADOS ADICIONAIS DOS MARCOS DE INCÊNDIO ............................................................. 6
9 MANUTENÇÃO ................................................................................................................................. 7

REFERÊNCIAS

• Regulamento Técnico de SCIE (Portaria 1532/2008: Título II, Capítulo III, Artigo 12.º).
• Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de
Águas Residuais – Decreto Regulamentar n.º 23/95, de 23 de agosto.
• NP EN 14384 – Marcos de incêndio (hidrantes de incêndio de coluna).

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 07
HIDRANTES EXTERIORES

1 INTRODUÇÃO

Nos termos regulamentares o fornecimento de água para abastecimento dos veículos dos bombeiros
deve ser assegurado por hidrantes exteriores, alimentados pela rede de distribuição pública ou,
excecionalmente, por rede privada na falta de condições daquela.

2 TIPOS DE HIDRANTES EXTERIORES E SUA UTILIZAÇÃO

Na presente nota técnica consideram-se os seguintes tipos de hidrantes exteriores:

ƒ Marcos de incêndio (hidrantes de incêndio de coluna) para colocação acima do solo;

ƒ Bocas de incêndio de fachada (ou de parede), para embutimento mural;

ƒ Bocas de incêndio enterradas (ou de passeio), para colocação sob os passeios ou outros
pavimentos.

As bocas de incêndio existentes devem ser progressivamente substituídas por marcos de incêndio e a
sua utilização futura, para além do previsto no RT-SCIE, deve ser antecedida de autorização daquela
Autoridade e restringir-se aos casos em que a utilização da rede de distribuição de água local não
permita outra solução.

As bocas de incêndio devem ser instaladas em nicho próprio, dotadas de válvula de seccionamento,
sendo o nicho protegido por portinhola com chave para acesso restrito dos bombeiros.

3 ESPECIFICAÇÕES DOS MARCOS DE INCÊNDIO

Os marcos de incêndio (hidrantes de incêndio de coluna) devem ser certificados em conformidade


com as normas portuguesas aplicáveis.

Os marcos de incêndio são constituídos essencialmente por:

ƒ Cabeça e corpo da coluna divididos pelo sistema de fusível conduzido através de obturador;

ƒ Bocas de saída com inclinação situadas no corpo da coluna com uniões/flanges (do tipo storz)
para acoplamento de mangueiras;

ƒ Mecanismo de operação, acionado por chave ou volante.

A carcaça dos marcos de incêndio deve ser fabricada com os seguintes materiais:

ƒ Ferro fundido de grafite lamelar (EN 1503-3);

ƒ Ferro fundido de grafite esferoidal (EN 1503-3);

ƒ Aço (EN 1503-1).

Todos os vedantes devem estar conformes com a EN 681-1. Devem ser do tipo WA no caso de
utilização com água fria potável, ou do adequado ao líquido com o qual entrarão em contacto.

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NOTA TÉCNICA N.º 07
HIDRANTES EXTERIORES

As saídas dos marcos de incêndio devem ser em número de três, do tipo Storz para aperto rápido,
com os diâmetros exteriores das junções de 52mm, 75mm e 110mm.

ƒ As flanges de entrada dos marcos de incêndio (hidrantes de incêndio de coluna) devem ser
adequadas para ligação a flanges de acordo com a norma EN 1092-1 ou EN 1092-2, dependendo
do material da carcaça.

O número total de voltas de abertura (N, com uma tolerância de ± 1), bem como as marcas da direção
de abertura devem ser claramente marcadas na parte superior do hidrante de incêndio, devendo
estas marcações estar próximas de cada dispositivo de operação.

O fabricante deve declarar o número de voltas do dispositivo de operação desde o começo de caudal
até à posição de todo aberto (número de voltas efetivas), o número de voltas do dispositivo de
operação até ao começo de caudal (voltas mortas) e a soma dos dois (voltas totais).

Existindo sistema de drenagem, o seu desempenho deve satisfazer os requisitos da secção 5.6 da EN
1074-6:2004, devendo o fabricante declarar o volume de água retida e o respetivo tempo de
drenagem.

A drenagem da água acumulada acima do obturador da válvula principal deve ser possível sem
necessidade de retirar o marco de incêndio do pavimento.

Todos os marcos de incêndio (hidrantes de incêndio de coluna) devem possuir, na sua parte superior,
uma marcação durável indicando o sentido de abertura e o número total de voltas de abertura.
Adicionalmente, os marcos de incêndio devem comportar ainda:

ƒ Referência à norma EN 14384;

ƒ Diâmetro Nominal (DN);

ƒ Pressão Nominal (PN);

ƒ Marca do fabricante;

ƒ Data de fabrico;

ƒ Letra de designação;

ƒ Adequação para a condução do fluido (fazer referência à EN 1074-6, no caso da água potável);

ƒ Marcação CE.

A aposição da marcação CE nos marcos de incêndio, é da responsabilidade do fabricante ou do seu


representante autorizado estabelecido na Comunidade Europeia. A marcação CE deve ser conforme a
Diretiva 93/68/CE e deve aparecer sobre o marco de incêndio com as informações acima
especificadas.

A marcação CE deve ser aposta também na embalagem e/ou nos documentos comerciais e deve
incluir as seguintes informações:

ƒ Número de identificação do organismo de certificação;

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NOTA TÉCNICA N.º 07
HIDRANTES EXTERIORES

ƒ Nome ou marca do fabricante/fornecedor;

ƒ Os dois últimos números do ano de aposição da marcação;

ƒ Número do certificado CE de conformidade;

ƒ Referência à norma EN 14384;

ƒ Tipo de produto (isto é, marco de incêndio).

Na Figura 1 apresenta-se um exemplo da marcação CE de um marco de incêndio.

Figura 1 – Exemplo de marcação CE. Fonte NP EN 14384:2007

4 ESPECIFICAÇÕES DE BOCAS DE INCÊNDIO DE FACHADA OU ENTERRADAS

O corpo das bocas deverá ser fabricado em material resistente a solicitações mecânicas e ambientes
corrosivos.

As bocas devem ser equipadas com válvula de seccionamento do tipo globo, com abertura por
volante.

A ligação das bocas às mangueiras deve ser feita por sistema de aperto rápido (STORZ) com diâmetro
nominal de junção 52.

O diâmetro do ramal de alimentação deve ser, no mínimo DN 45.

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HIDRANTES EXTERIORES

A saída das bocas deve ser tamponada e o seu tamponamento, com as bocas submetidas a uma
pressão de teste de 2500 kPa, deve garantir uma estanqueidade total.

Os tampões devem estar ligados às bocas por corrente.

O volante deve indicar de forma indelével o sentido de abertura e fecho da válvula.

5 PROTECÇÃO E SINALIZAÇÃO DOS HIDRANTES

Os marcos de incêndio, quando necessário, deverão ser protegidos contra choques de viaturas por
três tubos com diâmetro igual ou superior a 40 mm, dobrados em U invertido com as pernas fixas ao
solo, formando o conjunto dos três tubos um triângulo na periferia do marco e a 0,60 m do mesmo.
Os tubos devem ser pintados a vermelho fogo (RAL 3000).

Fora dos limites urbanos, sugere-se que exista sinalização na via, obtida através de um refletor de
pavimento perpendicular a esta. O referido refletor deve emitir a cor azul, quando iluminado pelos
faróis dos veículos que circulem nessa via.

As bocas de incêndio de fachada, instaladas nas paredes exteriores dos edifícios ou nos muros
exteriores delimitadores dos lotes, devem ser instaladas, no mínimo a 0,50 m acima da cota do
passeio ou do pavimento e o nicho onde estão instaladas, deve possuir portinhola de acesso,
fabricada em material resistente ao choque e à humidade, dotada de chave própria e claramente
sinalizada com as iniciais SI.

Este nicho deve ter as dimensões mínimas de 290 x 235 mm e a sua portinhola, quando fechada,
deve estar afastada da parte mais saliente da união STORZ de, no mínimo, 75 mm. O nicho da válvula
respetiva deve ter secção circular com um raio mínimo de 100 mm e estar protegido por portinhola
com características semelhantes de construção, sinalização e fecho às indicadas para a boca.

Quando se trate de bocas de incêndio enterradas, estas deverão ser instaladas em caixa própria, com
tampas de acesso com dimensões mínimas de 300 x 400 mm, e em condições em tudo semelhantes
às referidas no parágrafo anterior para as bocas de fachada, com exceção das válvulas de
seccionamento, as quais se admite poderem partilhar a mesma caixa.

Neste último caso a zona limítrofe deverá ser protegida por sistema inibidor do estacionamento de
veículos a menos de 1,0 m do acesso à boca instalada.

Deverá ser salvaguardada a acessibilidade e a manobra a todos os hidrantes exteriores (marcos e


bocas de incêndio).

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HIDRANTES EXTERIORES

6 ALIMENTAÇÃO DOS HIDRANTES

As condutas de alimentação dos hidrantes devem ter os seguintes diâmetros nominais mínimos:

ƒ DN 100, para marcos de incêndio implantados para abastecimento dos veículos de socorro em
edifícios e recintos onde as utilizações-tipo sejam exclusivamente das 1ª e 2ª categorias de risco;

ƒ DN 125, idem para a 3ª categoria de risco;

ƒ DN 150, idem para a 4ª categoria de risco;

ƒ DN 80 para alimentação de bocas de incêndio em edifícios e recintos onde as utilizações-tipo


sejam exclusivamente da 1ª categoria de risco.

7 REQUISITOS DE INSTALAÇÃO DOS MARCOS DE INCÊNDIO

A instalação dos marcos de incêndio (hidrantes de incêndio de coluna) deve cumprir a dimensão
(distância entre a linha de solo e o centro da boca de saída de menor cota) representada na fig. 1.

h ≥ 300 mm

Figura 1 – Marco de Incêndio (hidrante de incêndio de coluna). Fonte: NP EN 14384

8 DADOS ADICIONAIS DOS MARCOS DE INCÊNDIO

A documentação comercial de acompanhamento do fabricante (por exemplo catálogo) deve fornecer


a informação mencionada no ponto 3 – Marcação, assim como os dados seguintes:

ƒ Dimensões;

ƒ Material da carcaça;

ƒ Detalhes do obturador;

ƒ Aprovação dos materiais para contacto com a água destinada a consumo humano (se aplicável):

ƒ Detalhes da conformidade com os requisitos nacionais no país de utilização;

ƒ Resistência às forças de operação:

ƒ Gama (MOT - binário máximo de operação, mST - binário de resistência mínimo);

ƒ Flanges de entrada:

ƒ EN 1092-1 ou EN 1092-2;

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ƒ Guia de instalação e manutenção;

ƒ Ligações de saída:

ƒ Detalhes de acordo com os requisitos nacionais no país de utilização;

ƒ Válvula de drenagem (se aplicável):

ƒ Volume de água retida;

ƒ Tempo de drenagem;

ƒ Características hidráulicas: coeficiente KV;

ƒ Resistência à corrosão interna e externa;

ƒ Revestimentos (se aplicável):

ƒ Detalhes relativos ao tipo, cor e espessura do revestimento;

ƒ Resistência à corrosão de outras partes construtivas;

ƒ Resistência aos produtos de desinfeção (se aplicável);

ƒ Compatibilidade com o líquido transportado (se aplicável):

ƒ Hidrantes para sistemas de água não potável;

ƒ Hidrante para sistemas de água potável, EN 1074-6.

A documentação que deve ser fornecida após a instalação de um marco de incêndio (hidrantes de
incêndio de coluna) é a seguinte:

ƒ Declaração de conformidade CE emitida pelo fabricante conforme o Anexo ZA da NP EN


14384:2007;

ƒ Certificado de conformidade CE conforme Anexo ZA da NP EN 14384:2007;

ƒ Declaração de conformidade do instalador garantindo que o marco de incêndio foi instalado


conforme especificado no projeto e que cumpre as disposições do RT-SCIE.

9 MANUTENÇÃO

Para assegurar o funcionamento correto e continuado dos hidrantes, estes devem ser regularmente
inspecionados e assistidos. As providências adequadas para o efeito devem ser tomadas imediatamente
após a conclusão da instalação quer as instalações estejam ocupadas ou não.
Geralmente deve ser feito um acordo entre o dono de obra ou utilizador e o fabricante, fornecedor ou
outra entidade competente para inspeção, assistência técnica e reparação.
As operações de manutenção dos hidrantes devem ser efetuadas em conformidade com a Norma
Portuguesa aplicável, ou na ausência desta, pelo menos uma vez por ano.

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29094 Diário da República, 2.ª série — N.º 181 — 19 de setembro de 2013

MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA nistrativo e Direito Internacional Humanitário no Instituto de Estudos


Superiores Militares; Docente de Direito Internacional Humanitário no
Centro de Direito Internacional Humanitário da Faculdade de Direito
Gabinete do Secretário de Estado da Universidade de Coimbra; Docente de Sistemas de informação e
da Administração Interna Segurança Nacional na Universidade Lusófona de Humanidades e Tec-
nologias; Docente de Introdução ao Direito na Universidade Lusófona
Despacho n.º 12036/2013 de Humanidades e Tecnologias.
Atividade profissional: Desempenhou funções de Juiz Militar nas
Considerando que o Decreto-Lei n.º 240/2012, de 6 de novembro, Varas Criminais do Porto; Experiência profissional em áreas de cariz
procedeu à alteração do Decreto-Lei n.º 252/2000, de 16 de outubro que policial e militar, relacionadas com a formação, com o pessoal, com
prevê a Lei Orgânica do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), com a logística e com as áreas operacional e de informação; Experiência
vista a uma racionalização orgânica e melhor utilização dos recursos profissional na organização de reuniões, seminários e conferências;
humanos e financeiros. Participação ativa em reuniões de cariz policial, nomeadamente sobre
Considerando que o artigo 66.º do Decreto-Lei n.º 252/2000, de 16 o tema do Tráfico de Seres Humanos, no âmbito da Europol e da In-
de outubro, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 240/2012, de 6 de terpol, e em vários Países da Europa, Ásia e Estados Unidos da Amé-
novembro, prevê que o cargo de Coordenador do Gabinete de Inspeção rica; Experiência na organização de eventos Desportivos tais como o
é provido por despacho do membro do Governo responsável pela área EURO 2004 e de outros eventos culturais, como elemento das Forças
da Administração Interna sob proposta do Diretor Nacional do SEF. e Serviços de Segurança.
Considerando que o cargo de Coordenador do Gabinete de Inspeção 207243752
do SEF encontra-se vago, pelo que, atenta a necessidade de garantir
o normal funcionamento do Serviço, torna-se necessário proceder à
nomeação do respetivo titular.
Considerando a proposta formulada pelo Diretor Nacional do SEF no Autoridade Nacional de Proteção Civil
sentido da nomeação do Coronel do Exército Mestre Rui Manuel Ferreira
Venâncio Baleizão como Coordenador do Gabinete de Inspeção do SEF Despacho n.º 12037/2013
e o despacho do Chefe de Estado-Maior do Exército que autoriza que
o Coronel do Exército Mestre Rui Manuel Ferreira Venâncio Baleizão
Aprovação da Nota Técnica N.º 8 — Grau de Prontidão
preste serviço no SEF, em comissão normal, ao abrigo do artigo 173.º,
n.º 2, alínea g), do Estatuto dos Militares das Forças Armadas. dos Meios de Socorro
Assim, nos termos do disposto no artigo 66.º do Decreto-Lei O n.º 4 do artigo 13.º da Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro
n.º 252/2000, de 16 de outubro, na redação dada pelo Decreto-Lei (RT- SCIE) faz depender de legislação própria ou, na sua falta, de es-
n.º 240/2012, de 6 de novembro, e no uso de competência delegada pecificação técnica publicada por Despacho do Presidente da ANPC,
pelo Despacho n.º 9205/2011, do Ministro da Administração Interna, a aplicação do disposto no n.º 2 e n.º 3, no que ao Grau de Prontidão e
publicado no Diário da República, 2.ª série, N.º 140, de 22 de julho, Socorro diz respeito.
nomeio, em comissão de serviço, por um período de três anos, com a Assim, ao abrigo do disposto na alínea e) do n.º 2 do artigo 2.º e da
possibilidade de renovação por iguais períodos, no cargo de Coordenador competência prevista na alínea g) do artigo 12.º, ambos do Decreto-Lei
do Gabinete de Inspeção do SEF, cargo de direção intermédia de 1.º grau, n.º 73/2013, de 31 de maio (Lei Orgânica da Autoridade Nacional de Pro-
o Coronel do Exército Mestre Rui Manuel Ferreira Venâncio Baleizão, o teção Civil) e, ainda, do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 220/2008,
qual preenche os requisitos legais e é detentor da aptidão e competência de 12 de novembro (RJSCIE), e no uso da competência que me foi
técnica para o exercício das funções inerentes ao cargo.
delegada pela alínea iv) do n.º 1 do Despacho do Presidente da ANPC
Nos termos do n.º 3 do artigo 31.º da Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro,
com as alterações introduzidas pelas Leis n.º 51/2005, de 30 de agosto, n.º 8856/2013, datado de 25 de junho de 2013, publicado no Diário da
e 64/2011, de 22 de dezembro, o nomeado poderá optar pela retribuição República, 2.ª série, n.º 129, de 8 de julho, determino:
de origem. 1 — É aprovada a Nota Técnica N.º 8 — Grau de Prontidão dos
O presente despacho produz efeitos a 1 de outubro de 2013. Meios de Socorro, anexa ao presente Despacho, e do qual faz parte
integrante.
9 de setembro de 2013. — O Secretário de Estado da Administração 2 — O presente Despacho entra em vigor no primeiro dia útil seguinte
Interna, Filipe Tiago de Melo Sobral Lobo d’Ávila. ao da sua publicação.
6 de setembro de 2013. — O Diretor Nacional, José António Gil
NOTA CURRICULAR
Oliveira.
Nome: Rui Manuel Ferreira Venâncio Baleizão.
Categoria Profissional: Capitão-de-mar-e-guerra / Coronel do Exército.
ANEXO
Habilitações Literárias: Licenciado em Ciências Militares pela Acade-
mia Militar; Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Univer-
sidade de Coimbra; Pós-Graduado e Mestre em “Guerra de Informação” Nota Técnica N.º 08
pela Academia Militar; Curso Experimental de Direito Internacional
Humanitário do Exército pelo Instituto de Estudos Superiores Milita- Grau de Prontidão (GP) dos Meios de Socorro
res; Conclusão de módulos da Pós-Graduação de Direito Internacional
Humanitário pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra;
Curso de Técnicas Jornalísticas e Relações com os Média pelo Centro Resumo
Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas- CENJOR. Definir o grau de prontidão de referência das forças de resposta, no
Cursos Profissionais: Curso de Promoção a Capitão; Curso de Pro-
moção a Oficial Superior; Curso de Acompanhante / UNAVE; Curso de que concerne a meios e recursos adequados ao combate a incêndios
Segurança do Estado-Maior do Exército; Curso de Instrutor de Educação para os edifícios e recintos das 3.ª e 4.ª categoria de risco, nos termos
Física; Curso de Métodos de Instrução e outros cursos de âmbito mili- do Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndios em Edifícios
tar; Curso de Segurança aeroportuária pelo ICAO - International Civil (RT-SCIE).
Aviation Organization; Curso de Análise de Informação Operacional Enunciar, considerando as categorias de risco, quais os conjuntos de
pelo Instituto Nacional de Polícia e Ciências Criminais; Strategic In- medidas que deverão ser alvo de agravamento, na impossibilidade de
telligence Analysis Course da Europol; Curso de Analyst’s Notebook 6; se garantir o grau de prontidão definido.
Curso de iBridge User.
Atividade Científica: Membro do Centro de Pesquisa e Estudos Sociais Aplicação
da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia nas áreas da
Segurança e da Gestão e Análise de Informação; Membro do Competitive Licenciamento e localização de novos edifícios ou recintos que pos-
Intelligence & Information Warfare Association - Club (CIIWAC) da suam utilizações-tipo classificadas na 3.ª ou 4.ª categoria de risco.
Academia Militar, integrando os grupos de Segurança da Informação e
de Ética e Direito; Membro do grupo de trabalho de Direito Internacional Referências
Humanitário e dos Conflitos Armados do Exército; Membro da equipa
responsável pela implementação, na Europol, do ficheiro de análise Regime Jurídico de SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de no-
AWF/ MOLDUK. vembro).
Atividade Letiva: Docente de Direitos Fundamentais e Direito Inter- Regulamento Técnico de SCIE (Portaria n.º 1532/2008, de 29 de
nacional Humanitário na Academia Militar; Docente de Direito Admi- dezembro, artigo 3.º).
Diário da República, 2.ª série — N.º 181 — 19 de setembro de 2013 29095

Regulamento de especificações técnicas de veículos e equipamen- QUADRO I


tos operacionais dos Corpos de Bombeiros, aprovado pelo Despacho
n.º 3973/2013 do Presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, Veículos
datado de 13 de fevereiro de 2013, publicado no Diário da República, Guarnições
Tipo de veículo de socorro mínimas
2.ª série, n.º 53, de 15 de março de 2013. por veículo <10 Minutos <15 Minutos

1 — Introdução
O RJ-SCIE orienta-se pelos objetivos de preservação, face ao risco VUCI . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 1 0
de incêndio: VE ou PE . . . . . . . . . . . . . . . 2 0 1
VTTU. . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 0 1
a) Da vida humana; ABSC . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 1 0
b) Do ambiente; VCOT. . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 0 1
c) Do património cultural;
d) Dos meios essenciais à continuidade de atividades sociais rele-
vantes. As siglas constantes do Quadro I têm os seguintes significados:
VUCI — Veículo Urbano de Combate a Incêndios
Nesse sentido inclui disposições, que cobrem todo o ciclo de VME (Veículos com Meios Elevatórios):
vida dos edifícios ou dos recintos, destinadas a, em primeiro lugar,
reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios, mas, em caso VE — Veículo Escada
de sinistro: PE — Plataforma Elevatória
a) Limitar o desenvolvimento de eventuais incêndios, circunscrevendo VTTU — Veículo Tanque Tático Urbano
e minimizando os seus efeitos, nomeadamente a propagação do fumo, ABSC — Ambulância de Socorro
gases de combustão e transmissão de calor; VCOT — Veículo de Comando Tático
b) Facilitar a evacuação e o salvamento dos ocupantes em risco;
c) Permitir a intervenção eficaz e segura dos meios de socorro; A indicação exclusiva da tipologia dos veículos não prejudica a
e) Proteger bens do património cultural e meios essenciais à conti- obrigatoriedade e disponibilidade dos restantes meios e equipamentos,
nuidade de atividades sociais relevantes. considerados necessários e suficientes para intervenção em todas as
UT existentes no edificado desta categoria de risco, assim como do
A resposta aos referidos objetivos foi estruturada com base na defi- equipamento de proteção individual para a totalidade dos operacionais
nição das utilizações-tipo, dos locais de risco e das categorias de risco envolvidos.
que orientam as distintas disposições de segurança constantes daquele Desta forma serão definidas, ao nível municipal ou intermunicipal,
Regime Jurídico. grelhas de 2.º e 3.º Alarmes, para mobilização de meios humanos e
No artigo 13.º do RT-SCIE, considera-se fundamental para atingir tal materiais, julgados convenientes em cada cenário de intervenção em
objetivo que, relativamente à 3.ª e 4.ª categoria de risco, independente- socorro.
mente da utilização-tipo, seja determinado o grau de prontidão (GP) dos
meios de socorro, nas ações de resposta a um eventual sinistro. 5 — Garantia de prontidão obtida através de unidades diferentes
Admite-se, ainda, que na hipótese de não estarem totalmente ga-
rantidas as condições que satisfaçam tal GP, à data de apreciação do Os meios a manter no grau de prontidão estabelecido para o 1.º alarme,
projeto de licenciamento do edifício ou recinto, sejam adotadas pelo expressos no ponto anterior podem ser despachados, em triangulação
projetista e submetidas à aprovação da ANPC medidas compensatórias de meios terrestres, de até 3 (três) corpos de bombeiros diferentes, sem
desse facto, as quais constituirão um agravamento conforme se refere prejuízo da capacidade de comando das operações.
na presente Nota Técnica.
6 — Medidas compensatórias
2 — Factores definidores do GP O RT-SCIE admite a aplicação de medidas compensatórias no caso
Consideraram-se como fatores essenciais na definição do grau de de não estarem totalmente garantidas as condições que satisfaçam o GP,
prontidão do socorro os seguintes: à data da apreciação do projeto de licenciamento do edifício ou recinto,
cabendo ao projetista de segurança adotá-las, para cada caso concreto e
a) Distância e tempo máximo a percorrer, pelas vias normais de inseri-las num método de avaliação de risco credível, submetidas, pelo
acesso, entre o corpo de bombeiros e a Utilização-tipo (UT) do edifício respetivo projetista, à aprovação da ANPC.
ou recinto; No Quadro II referem-se, na generalidade, e em função de cada
b) Meios técnicos, (veículos e equipamentos), mobilizáveis para utilização-tipo, tais conjuntos de medidas:
despacho imediato, após o alerta;
c) Meios humanos, em quantidade mínima (força mínima de inter-
QUADRO II
venção operacional — FMIO), em prontidão, 24 horas do dia, para
operacionalizar os meios técnicos mencionados na alínea anterior e de Medidas compensatórias
acordo com as dotações mínimas referidas no ponto 4.
ao fogo dos materiais
Diminuição das áreas

Reforço das medidas

sistemas de extinção
exigências de reação
Aumento do escalão

Adoção de todos os
compartimentação
resistência ao fogo

Agravamento das

controlo de fumo

3 — Distâncias e tempo máximo a percorrer pelos meios de socorro


de autoproteção

Utilização
geral corta-fogo

automática de
instalações de

-tipo
Instalação de
de tempo da

máximas de

intervenção
meios de 2ª
Reforço das

A distância máxima a percorrer entre as instalações de um corpo de


incêndio

bombeiros, que satisfaça as condições expressas nos pontos seguintes,


padrão

relativamente à disponibilidade imediata dos meios neles referidos, e


quaisquer novos edifícios ou recintos que possuam UT classificadas
nas 3.ª ou 4.ª categoria de risco, deverá ser até 10 (dez) Km, desde I
que cumprido um tempo máximo de percurso, à velocidade permi- II, III, VI a
tida pelo código da estrada, de 10 (dez) minutos após o despacho XII
do 1.º alarme. IV e V
Se os meios referidos forem satisfeitos com recurso a diversos corpos
de bombeiros, localizados em pontos distintos, o que só será admissível 207245129
nas condições expressas no ponto 5, as unidades complementares para
os meios de 1.º alarme, (VTTU e VE/PE), poderão estar localizados, a
uma distância não superior a 15 (quinze) Km da UT, desde que possam
cumprir um tempo máximo de percurso, à velocidade permitida pelo Guarda Nacional Republicana
código da estrada, de 15 (quinze) minutos após o despacho.
Comando Territorial de Évora
4 — Meios mínimos disponíveis — 1.º alarme
Despacho n.º 12038/2013
Os meios a disponibilizar pelos corpos de bombeiros para satisfação
do referido no ponto 2, alíneas b) e c), da presente Nota Técnica são os 1 — Ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 36.º do Código do
indicados no Quadro I. Procedimento Administrativo e no uso da faculdade que me foi con-
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 09
SISTEMAS DE PROTEÇÃO PASSIVA
SELAGEM DE VÃOS, ABERTURAS PARA
PASSAGEM DE CABLAGENS E CONDUTAS

NOTA TÉCNICA N.º 09


SISTEMAS DE PROTEÇÃO PASSIVA – SELAGEM DE VÃOS,
ABERTURAS PARA PASSAGEM DE CABLAGENS E CONDUTAS

OBJETIVO

Caracterizar produtos e métodos complementares ou associados à resistência ao fogo dos elementos


estruturais e de compartimentação, assim como melhorar a reação ao fogo dos materiais de
revestimento.

APLICAÇÃO

Apoio a projetistas e instaladores.

ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 2
2. CAMPO DE APLICAÇÃO ................................................................................................................ 2
3. PROTECÇÃO PASSIVA ................................................................................................................... 2
4. EQUIPAMENTOS PARA PROTECÇÃO PASSIVA CONTRA INCÊNDIO ............................. 6

REFERÊNCIAS

• Regime Jurídico da SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008)


• Regulamento Técnico de SCIE (Portaria n.º 1532/2008)

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NOTA TÉCNICA N.º 09
SISTEMAS DE PROTEÇÃO PASSIVA
SELAGEM DE VÃOS, ABERTURAS PARA
PASSAGEM DE CABLAGENS E CONDUTAS

1. INTRODUÇÃO

O RT-SCIE consagra o Capítulo V (Isolamento e Proteção de Canalizações e Condutas) do Título III


(Condições Gerais de Comportamento ao Fogo, Isolamento e Proteção) à caracterização dos
elementos e materiais, incluindo os de revestimento e seus locais de aplicação ou zonas de
atravessamento, de forma a se garantirem os objetivos do Regulamento (preservação da vida humana,
do ambiente e do património), assim como a continuidade das atividades essenciais à vida do País, em
caso de deflagração de um incêndio.

2. CAMPO DE APLICAÇÃO

O referido Capítulo V do Título III aplica-se às canalizações elétricas, de gases e de esgoto, às


condutas de ventilação, de tratamento de ar e de desenfumagem, de extração de efluentes da
combustão e de descarga dos lixos, desde que estejam aplicadas em edifícios com altura superior a 9
m, edifícios que possuam locais de risco D ou E e sirvam locais de risco C.

Não é objetivo desta NT repetir ou resumir o que no RT-SCIE é dito entre os artigos 29.º e 33.º, mas
como estas canalizações e estes ductos atravessam paredes e lajes resistentes ao fogo há que manter o
mesmo nível de resistência e não permitir que sejam um elemento propagador do incêndio.

As portas e elementos similares que se aplicam no fecho de vãos de paredes corta-fogo, necessários à
operacionalidade da exploração dos edifícios, pelas suas especificidades e características justificam
que tenham um tratamento separado (ver NT n.º 10).

3. PROTEÇÃO PASSIVA

A proteção passiva contra incêndios compreende todos os materiais, sistemas e técnicas projetados
para impedir ou retardar a propagação dos incêndios.

A proteção passiva assume um papel de relevo no âmbito geral da proteção contra incêndio de um
edifício e visa cumprir as seguintes funções: compartimentação, desenfumagem, proteção de
estruturas e melhoria do comportamento ao fogo dos materiais de construção.

A proteção passiva contra incêndio pode dividir-se em cinco grandes áreas:

ƒ Resistência ao fogo de elementos estruturais e de elementos integrados em


instalações técnicas, que inclui a manutenção das respetivas funções mesmo em caso de
incêndio;

ƒ Compartimentação horizontal e vertical dos edifícios (isolamento e proteção), que


inclui as paredes e lajes com características de resistência ao fogo e todos os sistemas

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SELAGEM DE VÃOS, ABERTURAS PARA
PASSAGEM DE CABLAGENS E CONDUTAS

complementares (portas e envidraçados resistentes ao fogo e sistemas de obturação de


ductos e condutas);

ƒ Condições de evacuação dos edifícios, que inclui os locais e as vias de evacuação;

ƒ Materiais e elementos de construção e de revestimento, através do recurso a


materiais com a adequada reação ao fogo ou a produtos de tratamento de materiais e
elementos de construção visando melhorar o comportamento ao fogo desses materiais e
elementos;

ƒ Sistemas de desenfumagem passiva (natural), que compreendem a aplicação de


aberturas de admissão de ar novo e de escape de fumo (permanentes ou não), de painéis de
cantonamento de fumo (fixos ou escamoteáveis), bem como, condutas de desenfumagem e
registos resistentes;

ƒ Sistema de sinalização de segurança, que é composto por conjunto de sinais e outros


produtos de marcação com características fotoluminescentes.

O seu projeto e aplicação implicam conhecimentos adequados sobre reação ao fogo, resistência ao
fogo, compartimentação, desenfumagem e sinalização.

A Diretiva Comunitária sobre os produtos da construção (89/106 /CEE de 21.12.88) refere:

a) “Materiais de construção” como sendo os produtos utilizados ou diretamente na construção


de um edifício ou indiretamente na composição dos “elementos de construção”, tais como
tijolos, cimento, madeira, vidro, tintas, etc.;

b) ”Elementos de construção” são compostos pelos produtos acima referidos e que integram a
construção do edifício, tais como paredes, lajes, estruturas metálicas, portas, janelas,
cablagens, condutas, etc.

Em termos de análise do comportamento ao fogo, os materiais são classificados na base da reação ao


fogo, enquanto os elementos na base da resistência ao fogo.

3.1. Reação ao fogo

No antecedente esta classificação variava de M0 a M4, isto é, entre materiais incombustíveis e


materiais facilmente inflamáveis.

Presentemente, a classificação europeia de desempenho de reação ao fogo para os produtos de


construção é a indicada no Anexo I do RJ-SCIE, tendo a ver com fatores, tais como: aumento de
temperatura, perda de massa, tempo de presença da chama, taxa de propagação do fogo, etc..

No referido Anexo I estão indicados três quadros:

ƒ Um sobre as classes de reação ao fogo para produtos de construção, excluindo pavimentos,


com classes de A1 a F;

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SELAGEM DE VÃOS, ABERTURAS PARA
PASSAGEM DE CABLAGENS E CONDUTAS

ƒ Um segundo sobre as classes de reação ao fogo para produtos de construção de pavimentos,


incluindo os seus revestimentos, com classes de A1FL a F FL;

ƒ O último sobre as classes de reação ao fogo de produtos lineares para isolamento térmico de
condutas, com classes de A1L a FL.

3.2. Resistência ao fogo

Do mesmo modo, em vez da tradicional classificação EF, PC, CF, as normas europeias introduziram
uma classificação de desempenho da resistência ao fogo padrão para os produtos de construção,
atendendo a múltiplos parâmetros, tais como R (capacidade de suporte de carga), E (estanquidade a
chamas e gases quentes, I (isolamento térmico, C (fecho automático), etc..

O Anexo II do RJ-SCIE apresenta seis quadros com a classificação para elementos com funções
diversas:

ƒ O primeiro quadro com a classificação (R) para elementos com funções de suporte de carga e
sem função de compartimentação resistente ao fogo, com duração de 15 a 360 min;

ƒ O segundo com a classificação (RE, REI, REI-M, REW) para elementos com funções de
suporte de carga e de compartimentação resistente ao fogo, com duração de 15 a 240 min;

ƒ O terceiro com a classificação para produtos e sistemas para proteção de elementos ou partes
de obras com funções de suporte de carga;

ƒ O quarto com a classificação (E, EI, EI-M, EW) para elementos ou partes de obras sem
funções de suporte de carga e produtos a eles destinados, com duração de 15 a 240 min;

ƒ O quinto com a classificação (E, EI) para produtos destinados a sistemas de ventilação,
excluindo exaustores de fumos e de calor, com duração de 15 a 240 min;

ƒ O último quadro apresenta a classificação (P, PH) para produtos incorporados em


instalações, com a duração de 15 a 120 min.

3.3. Compartimentação

Entende-se por compartimentação as medidas construtivas adotadas com o objetivo de limitar a


propagação de incêndios, incluindo fumos e gases de combustão.

A compartimentação tem também a finalidade de fragmentar a carga de incêndio e de facilitar a


evacuação rápida e segura dos ocupantes. Simultaneamente, limitam-se os prejuízos e facilita-se a
intervenção das forças exteriores de socorro.

A contenção de um incêndio é conseguida através da divisão dos espaços de um edifício em vários


compartimentos individuais, e através do tratamento dos seus elementos de construção limítrofes de
modo a suportarem os efeitos de um incêndio.

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SELAGEM DE VÃOS, ABERTURAS PARA
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Um compartimento corta-fogo é, essencialmente, constituído por paredes e pavimentos resistentes


ao fogo com capacidade de o circunscrever durante determinado período de tempo, o que implica
que todos os atravessamentos na fronteira do compartimento corta-fogo mantenham as mesmas
características de resistência.

3.4. Controlo de fumo

Como se sabe, o fumo apresenta quatro perigos para as pessoas e para os bens patrimoniais:
temperatura, opacidade, toxicidade e corrosividade.

Para que estes perigos não atinjam valores críticos é fundamental uma correta desenfumagem dos
espaços, quer de modo passivo, quer de modo ativo. Para tal, ver Capítulo IV (Controlo de fumo) do
Título VI (Condições Gerais dos Equipamentos e Sistemas de Segurança) do RT-SCIE.

Este controlo de fumo vai:

ƒ Garantir a praticabilidade das vias de evacuação;

ƒ Permitir a visibilidade ao longo dos percursos e nos locais;

ƒ Evitar o perigo de intoxicação dos ocupantes ou das equipas de intervenção;

ƒ Limitar o pânico;

ƒ Baixar a temperatura do fumo e dos gases, para proteção das pessoas, dos equipamentos e da
construção.

3.5. Sinalização de Segurança

Os sistemas de sinalização de segurança passiva consistem no conjunto de sinais e outros produtos


de marcação que fornecem indicações ou prescrições relativas à segurança contra incêndios, por
intermédio de mensagens usando símbolos e pictogramas que poderão ser complementadas com
textos.

O seu objetivo é garantir aos ocupantes de um edifício ou recinto, a correta identificação dos
caminhos de evacuação, a localização dos meios de alarme e luta contra incêndios, prevenir
comportamentos de risco e alertar para procedimentos que contribuam para a segurança em geral.

Os sistemas de sinalização de segurança devem permanecer visíveis em quaisquer circunstâncias,


pelo que são constituídos de materiais com características fotoluminescentes.

Para informações mais detalhadas veja-se a Nota Técnica n.º 11, relativa à sinalização de segurança.

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SELAGEM DE VÃOS, ABERTURAS PARA
PASSAGEM DE CABLAGENS E CONDUTAS

4. EQUIPAMENTOS PARA PROTECÇÃO PASSIVA CONTRA INCÊNDIO

4.1. Ductos técnicos

Os ductos técnicos que atravessem, quer vertical quer horizontalmente, os limites dos
compartimentos corta-fogo devem ser objeto de aplicação de soluções de selagem, estudadas,
projetadas, instaladas e certificadas para assegurar a adequada função complementar de resistência
ao fogo.

Os sistemas de selagem aplicados aos ductos técnicos devem cumprir com os requisitos de resistência
ao fogo exigidos pela Normativa aplicável, nomeadamente:

ƒ Estabilidade mecânica;
ƒ Estanqueidade às chamas e produtos da combustão;
ƒ Ausência de emissão de gases inflamáveis;
ƒ Isolamento térmico.
Soluções técnicas possíveis:

ƒ Almofadas intumescentes – granulado intumescente encerrado em sacos de tecido


ignífugo - para locais onde os atravessamentos não estão concluídos ou são provisórios, com
escalões de tempo máximos na ordem de 120 min;

ƒ Argamassas – produto hidráulico incombustível constituído por inertes leves expandidos e


aglomerados por ligante - nos locais com atravessamentos concluídos ou onde seja
necessária uma maior resistência mecânica. Podem ser acompanhados da aplicação de uma
grade metálica e cantoneira na base de aplicação e completado com “spray” ou massas
vedantes resistentes ao fogo ou recorrer a outras soluções construtivas;

ƒ Golas intumescentes de estrangulamento – corpo em aço preenchido por um material


intumescente que por efeito térmico resultante da exposição ao fogo expande até ao
estrangulamento do tubo onde está aplicada, podendo ser aplicada saliente - quando os
atravessamentos são feitos com tubagens de PVC ou outro material combustível.

ƒ Mangas intumescentes – constituídas por um material intumescente que por efeito


térmico resultante da exposição ao fogo expande até ao estrangulamento do tubo onde estão
instaladas, sendo aplicadas embutidas na parede ou laje. Para aplicações em
atravessamentos quando são feitos com tubagem de PVC, ou outro material combustível;

ƒ Sistemas de selagens – constituídos por painéis de lã mineral, interligados com betume e


revestidos em ambas as faces com resina intumescente ou resina termoplástica ignífuga – em
atravessamentos técnicos de paredes e lajes;

ƒ Sistemas modulares – sistemas especiais prefabricados à base de módulos concebidos


segundo o tamanho dos ductos e os tipos e diâmetros das cablagens, sendo normalmente

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SELAGEM DE VÃOS, ABERTURAS PARA
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instalados à pressão – especialmente adequados para cabos e tubos de diferentes diâmetros


que atravessem paredes e lajes em edifícios e construções metálicas.

4 . 2 . Condutas de ar (ventilação ou desenfumagem)

São várias as soluções para a construção ou revestimento destas condutas:

ƒ Revestimento com argamassa fibrosa composta de ligantes tipo cimento, cargas refratárias e
fibras minerais;

ƒ Construção das condutas com painéis compostos de silicatos de cálcio e fibras, com
espessuras de 5 a 25 mm ou com outras soluções conforme as Normas EN 13501-2, EN
13501-3, EN 1366-1 ou EN 1366-5 (consultar Anexo II do RJ-SCIE).

As condutas de ar (de sistemas de ventilação), por serem em regra não resistentes ao fogo, que
atravessem fronteiras de compartimentos corta-fogo devem ser dotadas, nesses locais, de registos
corta-fogo, com escalão de tempo igual ao do elemento atravessado, com comando automático pelo
SADI (ver NT n.º 12) ou térmico e com rearme manual, preferencialmente à distância a partir do
posto de segurança. A estrutura dos registos deve resistir às vibrações da conduta e da parede de
inserção.

Em alternativa aos registos corta-fogo podem usar-se grelhas intumescentes, desde que não
estejam inseridas em sistemas que sejam também usados para controlo de fumo ou ventilação de
sistemas ou equipamentos necessários à segurança contra incêndio. Estas grelhas são constituídas
com lâminas de material intumescente que, ao serem aquecidas expandem, obturando a abertura.

4 . 3 . Cablagens

A cablagem elétrica, de fibra ótica e sinal, quando for exigível que tenha propriedades resistentes ao
fogo conforme Normas EN 13501-3 e EN 50200 (consultar Anexo II do RJ-SCIE), nem propriedades
retardadoras da combustão e de libertação de gases tóxicos e corrosivos, deve ser revestida para evitar
a propagação do incêndio. Podem ser protegidas por:

ƒ Resinas intumescentes

A proteção das cablagens de uma esteira de cabos pode ser efetuada através de:

ƒ Placas de silicatos de cálcio - através da construção de condutas.

ƒ Revestimentos intumescentes - constituídos por um revestimento de proteção


intumescente que, sob a ação do calor, aumenta de volume formando uma camada de
material termo-isolante que protege, desta forma, as superfícies.

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4.4. Madeiras e outros produtos de construção ou revestimento

Aos produtos como a madeira, a cortiça ou os têxteis de decoração ou revestimento é possível


melhorar a reação ao fogo através da ignifugação.

A ignifugação consiste num tratamento que permite limitar as propriedades de combustibilidade dos
materiais/superfícies. Os métodos de ignifugação possíveis neste caso são os seguintes

ƒ Por imersão em líquidos impregnantes, quando possível;

ƒ Por aplicação direta de tintas ou vernizes intumescentes.

A madeira inflama-se a uma temperatura relativamente baixa (em regra, a menos de 250° C) e a sua
velocidade de carbonização progride, do exterior para o interior dos elementos, cerca de 2 cm em cada
meia hora.

4.5. Estruturas metálicas

O aquecimento dos metais conduz à diminuição da sua resistência mecânica. Cada metal ou liga
metálica tem uma temperatura crítica acima da qual se verifica uma diminuição da sua resistência
mecânica. Em elementos não protegidos de estruturas em aço corrente essa diminuição verifica-se
para o valor aproximado de 550 °C, atingível ao fim de pouco mais de 5 para o incêndio padrão (curva
ISO). Faz-se notar que o tempo em que se atinge a diminuição da resistência mecânica depende da
massividade do material e da curva de incêndio considerada.

Para além da solução da irrigação com água (proteção ativa) são utilizados:

ƒ Revestimentos intumescentes na forma de um filme de tinta de 0,5 a 4 mm de espessura,


constituído por 3 elementos: Primário, Revestimento Intumescente e Pintura de
Acabamento, sendo o requisito base deste tipo de sistemas a estabilidade ao fogo (E);

ƒ Argamassas pastosas com espessuras de 10 a 40 mm;

ƒ Painéis incombustíveis com espessuras variando entre os 20 e os 50 mm, que se instalam


revestindo todo o perímetro da estrutura metálica. Podem ser colados ou aparafusados à
volta da estrutura, aplicáveis como qualquer aglomerado de madeira, podendo ser instalados
como caixão ou como écran. Esta solução permite a aplicação de uma espessura adequada e
uniforme, e uma composição constante em todos os pontos da estrutura.

4.6. Estruturas de betão

O betão armado é utilizado geralmente em pilares, vigas, pavimentos e paredes resistentes, sendo o
seu comportamento ao fogo bastante razoável. No entanto, quando sujeito a temperaturas muito
elevadas e a choques térmicos consideráveis, como acontece num incêndio, podem surgir fendas que
além de fragilizarem o betão podem conduzir à deterioração do aço, verificando-se uma perda

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SELAGEM DE VÃOS, ABERTURAS PARA
PASSAGEM DE CABLAGENS E CONDUTAS

significativa da capacidade de suporte do elemento. Assim, poderá ser necessária uma proteção
adicional dos elementos estruturais em betão armado para obtenção da resistência ao fogo exigida.

Das soluções possíveis destaca-se a aplicação de placas de silicato de cálcio e lã mineral que
apresentam características de estabilidade dimensional, durabilidade e resistência mecânica
adequadas à proteção de estruturas em betão armado, e ainda a aplicação de argamassas pastosas e
fibrosas.

4.7. Proteção de Paredes e Tetos Resistentes ao Fogo

A compartimentação corta-fogo deve ser obtida por elementos de construção que, para além da
capacidade de suporte, garantam a estanqueidade a chamas e gases quentes, assim como o isolamento
térmico durante um período de tempo determinado.

Para além dos sistemas tradicionais, na proteção de paredes e tetos corta-fogo é possível a utilização
de sistemas de compartimentação concebidos a partir de painéis de silicato de cálcio e lã
mineral, pela sua estabilidade dimensional, durabilidade, resistência mecânica e possibilidade de
várias combinações construtivas.

Notas:

1. Pintura intumescente é aquela que, em contacto com o calor, sofre uma alteração devida a reações
químicas, criando uma espuma carbonosa com 30 a 40 mm de espessura que tem o efeito de
isolante térmico, retardando a passagem do calor para o elemento protegido. Pode ter escalões de
tempo (resistência ao fogo) até 120 min.
2. A argamassa é um produto hidráulico incombustível constituído por inertes leves expandidos e
aglomerados por ligante, possuindo uma baixa condutividade térmica, podendo atingir o nível de
240 min.
3. Os painéis de fibrosilicatos são incombustíveis e de baixa condutividade térmica que, quando
corretamente aplicados, podem proporcionar níveis de 240 min.
4. A gola intumescente expande até ao estrangulamento do tubo onde está aplicada, podendo ser
aplicada saliente ou embutida.
5. A grelha corta-fogo é constituída com lâminas de material intumescente, revestido com material
sintético, podendo aplicar-se quer em condutas quer em paredes ou portas; geralmente “fecham”
ao fim de 5 min para temperaturas entre 100º e 150ºC.

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NOTA TÉCNICA N.º 10
SISTEMAS DE PROTEÇÃO PASSIVA
PORTAS RESISTENTES AO FOGO

NOTA TÉCNICA N.º 10


SISTEMAS DE PROTEÇÃO PASSIVA – PORTAS RESISTENTES
AO FOGO

OBJECTIVO

Definir as características e condições técnicas a que devem obedecer as portas resistentes ao fogo (portas
corta-fogo), não só para cumprimento do RJ-SCIE mas, também, das Decisões da União Europeia.

APLICAÇÃO

Apoiar os projetistas na escolha e definição destas portas e exigir aos instaladores o cumprimento do que
está regulamentado.

ÍNDICE

1. EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES ..........................................................................................2


2. DEFINIÇÕES ..................................................................................................................................3
3. TIPOS DE PORTAS ........................................................................................................................3
4. ACESSÓRIOS ..................................................................................................................................4

REFERÊNCIAS

• Regime Jurídico de SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro)


• Regulamento Técnico de SCIE (Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro)
• EN 1634-1 – Ensaios de resistência ao fogo para portas e sistemas de fecho
• EN 13501-2 – Classificação ao fogo de materiais e elementos de construção
• EN 1154 – Ferragens. Dispositivos de controlo de fecho de portas. Requisitos e métodos de ensaio
• EN 1155 – Ferragens. Dispositivos de retenção de abertura eletromagnéticos. Especificações e
métodos
• EN 1158 – Acessórios e ferragens para edifícios. Dispositivos para coordenação de portas. Requisitos
e métodos de ensaio
• EN 1125 – Ferragens. Mecanismos antipânico operados por uma barra horizontal. Requisitos e
métodos de ensaio

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NOTA TÉCNICA N.º 10
SISTEMAS DE PROTEÇÃO PASSIVA
PORTAS RESISTENTES AO FOGO

1. EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES

As portas resistentes ao fogo estão definidas no RT-SCIE, no Capítulo VI (Proteção dos vãos
interiores) do Título III (Condições gerais de comportamento ao fogo, isolamento e proteção) e em
parte do Capítulo III (Vias horizontais de evacuação) do Título IV (Condições gerais de evacuação);
nomeadamente é dito que (artigo 34.º):
“A classe de resistência ao fogo padrão, EI ou E, das portas que, nos vãos abertos, isolam os
compartimentos corta-fogo, deve ter um escalão de tempo igual a metade da parede em que se
inserem, exceto nos casos particulares referidos no presente regulamento.”
Por outro lado as portas resistentes ao fogo, fazendo parte de caminhos de evacuação, devem ser
providas de dispositivos que automaticamente as encerrem, quer estejam normalmente abertas, quer
normalmente fechadas. No 1º caso, o sistema de retenção poderá estar na própria mola de fecho da
porta. No 2º caso, o dispositivo, seja mola hidráulica ou mecânica, está instalada na própria porta. Se a
porta tiver duas folhas, de batente, tem que haver um acessório de seleção de fecho da 1ª folha.
As portas resistentes ao fogo devem cumprir os seguintes critérios:
E - Estanqueidade às chamas e gases quentes e inflamáveis
W - Controlo da radiação
I - Isolamento térmico
O Anexo II do RJ-SCIE que transcreve a decisão europeia sobre as CLASSES DE RESISTÊNCIA AO
FOGO PADRÃO PARA PRODUTOS DE CONSTRUÇÃO, numa das partes do Quadro IV, na aplicação
portas e portadas corta-fogo e respetivos dispositivos de fecho (incluindo as que comportem
envidraçados e ferragens ), refere que estes equipamentos podem ter a seguinte classificação:

Classificação Duração (em minutos)

E 15 30 45 60 90 120 180 240

EI 15 20 30 45 60 90 120 180 240

EW 20 30 60

A classificação I é complementada pela adição dos sufixos «1» ou «2» consoante a classificação obtida.
A adição do símbolo «C» indica que o produto satisfaz também o critério de fecho automático (ensaio
pass/fail). A classificação «C» deve ser complementada pelos dígitos 0 a 5, consoante o regime de
utilização (nº de ciclos de abertura/fecho) que a porta satisfaz.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 10
SISTEMAS DE PROTEÇÃO PASSIVA
PORTAS RESISTENTES AO FOGO

2. DEFINIÇÕES

As portas resistentes ao fogo são compostas por folha, aro e acessórios, incluindo dispositivo
automático de fecho. As portas resistentes ao fogo são aquelas que, quando convenientemente
fabricadas e instaladas, evitam a propagação de incêndios através delas durante um período de tempo
previamente determinado e verificado através de ensaio tipo normalizado, efetuado por laboratório
acreditado para o efeito.
Obedecendo a este princípio, as portas e seus dispositivos de retenção e fecho devem possuir chapas
ou outros elementos de identificação perene, gravada de forma a não permitir fraudes, onde conste o
número do certificado ou documento de homologação, o nome do fabricante e a classe
correspondente ao desempenho de resistência ao fogo comprovado.
Comprovando isto, o fabricante deve emitir uma declaração de conformidade dizendo que a dita porta
utiliza os mesmos materiais e obedeceu ao mesmo processo construtivo que o modelo que foi sujeito
ao ensaio.
O fabricante deve igualmente fornecer ao instalador um manual de instalação e manutenção. o que
conduz a que o instalador emita uma declaração de conformidade como a porta foi aplicada conforme
especificado.
Obs.: O organismo europeu que aprova os laboratórios de ensaio é EA – European Co-Operation for
Accreditation.

3. TIPOS DE PORTAS

Pelo descrito acima temos os seguintes tipos de portas resistentes ao fogo:


a) Uma porta é do tipo E quando tiver os requisitos de estabilidade ao fogo, estanquidade ao fumo e às
chamas e ausência de emissão de gases quentes e inflamáveis.
Esta porta deve manter estas propriedades em tempos superiores aos seguintes escalões: 15 – 30 –
45 – 60 - 90 – 120 – 180 – 240 minutos
b) Uma porta é do tipo EI quando garante estabilidade ao fogo, estanquidade às chamas, ausência de
emissão de gases quentes e inflamáveis e isolamento térmico.
Considera-se isolamento térmico quando, na face da porta não exposta ao fogo, o aumento de
temperatura, relativamente à temperatura média inicial do ensaio não deve ultrapassar 140ºC de
temperatura média ou 180ºC de temperatura máxima num ponto.
Os escalões de tempo são: 15 – 20 – 30 – 45 – 60 – 90 – 120 – 240 min.
c) Uma porta é do tipo EW quando há estabilidade ao fogo, estanquidade ao fumo e às chamas,
ausência de emissões de gases inflamáveis e redução da energia radiada.
Os escalões de tempo são: 20 – 30 – 60 min.
Obs.: Pode equiparar-se a porta E à anterior classificação PC (pára chamas) e a porta EI à porta CF
(corta-fogo).
As portas resistentes ao fogo podem ser de rebater (um ou duas folhas), de correr ou basculantes.

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PORTAS RESISTENTES AO FOGO

4. ACESSÓRIOS

a) Molas recuperadoras

A classificação adicional C tem a ver com o acessório do fecho automático, em termos de regime de
utilização previsível depois de sujeito a ciclo de teste:
- C5: 200.000 ciclos em teste, recomendado para regime intensivo;
- C4: 100.000 ciclos em teste, regime frequente;
- C3: 50.000 ciclos em teste, regime médio;
- C2: 10.000 ciclos em teste, regime baixo;
- C1: 500 ciclos em teste, porta normalmente aberta, retida por dispositivo apropriado;
- C0: sem exigências especiais.
As molas são dispositivos hidráulicos ou mecânicos que garantem com eficácia o fecho automático das
portas resistentes ao fogo, existindo vários tipos:

• Molas Aéreas – dispositivos aplicados na parte superior das portas. São compostas pelo corpo da
mola e braço e podem subdividir-se em:
o Molas com braço e guia deslizante
o Molas com braço articuladas

• Molas Ocultas:

• Molas pivotantes ou de batente

• Molas de Pavimento – dispositivos aplicados no pavimento e que suportam o peso da porta.


Estas molas recuperadoras devem permitir regulação após montagem.
A montagem em portas esquerdas ou direitas não deve implicar acessórios adicionais.
As molas devem ter marcação CE tal como disposto na Norma Europeia EN 1154.
De acordo com a Norma Europeia EN 1154 a seleção de uma mola deve ser efetuada tendo em
consideração a força de fecho, a intensidade de uso (nº de ciclos) e a largura/peso da porta.

b) Outros

As barras antipânico são dispositivos mecânicos horizontais, aplicados em portas, destinados a


salvaguardar a evacuação em segurança de aglomerados de pessoas, com previsível existência de
pânico. A sua utilização é recomendada em edifícios públicos em geral, áreas de diversão, áreas
comerciais e outros.
O n.º 7 do Artigo 62.º do RT-SCIE obriga à utilização de barras antipânico nos seguintes casos:
a) Saída de locais, utilizações-tipo ou edifícios, utilizáveis por mais de 200 pessoas;
b) Acesso a vias verticais de evacuação, utilizáveis por mais de 50 pessoas.

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NOTA TÉCNICA N.º 10
SISTEMAS DE PROTEÇÃO PASSIVA
PORTAS RESISTENTES AO FOGO

Pretende-se com estes dispositivos e os requisitos previstos pela norma aplicável (EN 1125)
proporcionar uma evacuação efetiva e segura através de uma saída com o mínimo de esforço,
existindo conhecimento do dispositivo existente.
As barras anti-pânico podem ser:

• De alavanca;

• De pressão.
Devem ter capacidade de reação a uma pressão de abertura mínima e constante. Em caso de portas de
2 folhas, estas devem ter seletividade de abertura.
Para cumprimento do n.º 1 do artigo 62º do RT-SCIE quando as portas dispuserem de fechaduras
trancadas devem dispor de fechadura antipânico com manípulo conforme com a norma aplicável (EN
1125) .
Estes acessórios, quando aplicado em portas resistentes ao fogo, não podem prejudicar o grau de
resistência.

c) Puxadores

Os puxadores são dispositivos mecânicos de abertura.


Devem ser construídos internamente em material de elevado ponto de fusão (aço, latão, etc.),
podendo ser externamente revestidos de outros materiais. Os seus parafusos de fixação devem
atravessar a totalidade da espessura da porta, sem estarem, no entanto, ligados a ela.
Este acessório, quando aplicado em portas resistentes ao fogo, não pode prejudicar o grau de
resistência.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 11
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

NOTA TÉCNICA N.º 11


SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

OBJETIVO

Indicar os critérios gerais que caracterizam os sinais de segurança aplicáveis em SCIE.

Listar os sinais específicos exigidos no RT-SCIE, apresentando soluções disponíveis de possível


aplicação.

APLICAÇÃO

Utilização por parte dos consultores de segurança, projetistas, responsáveis e delegados de


segurança.

ÍNDICE

1 CONCEITOS GERAIS ...................................................................................................................... 2


2 SINAIS DE SEGURANÇA REFERIDOS NO RT-SCIE .............................................................. 5

REFERÊNCIAS
• Regulamento Técnico de SCIE (Portaria 1532/2008)
• Dec. Lei nº 141/95 de 14 de junho
• Portaria nº 1456-A/95 de 11 de dezembro
• NP 3992
• NP EN 71-3
• ISO 9772
• IEC 60092-101
• DIN 67510-1
• DIN 67510-4
• ISO 16069
• ISO 3864-1: 1984
• UNE 23035-4

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 11
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

1 CONCEITOS GERAIS

Um sistema de sinalização de segurança contra incêndio (e outros acidentes) deve assegurar, de


uma maneira coerente, contínua e suficiente, a indicação aos ocupantes, sejam público ou não, e às
equipas de intervenção, sejam internas ou externas, de como evacuar em segurança um edifício ou
recinto, ou nele intervirem, em complementaridade aos outros meios passivos e ativos de proteção
contra incêndio.

A sinalização, em regra, baseia-se em placas de sinalização fotoluminescentes podendo também


recorrer a pictogramas retro iluminados.

As placas de sinalização, em segurança contra incêndio, são caracterizadas pela sua forma, cores de
segurança, de fundo e do pictograma, conforme se apresenta resumidamente a seguir:

ƒ Sinais de proibição: formato circular, cor de segurança vermelha;

ƒ Sinais de obrigação: formato circular, cor de segurança azul;

ƒ Sinais de perigo: formato triangular, cor de segurança amarela;

ƒ Sinais de equipamentos de combate a incêndio: formato retangular (ou quadrado),


cor de segurança vermelha;

ƒ Sinais de emergência (vias de evacuação, saídas, etc.): formato retangular (ou quadrado),
cor de segurança verde;

ƒ Sinais de informações várias (pisos, locais, etc.): formato retangular (ou quadrado), cor
de segurança azul;

ƒ As cores de contraste ou dos pictogramas são a branca ou a preta.

As placas de sinalização devem possuir as seguintes características:

ƒ Ser construídas em material rígido, fotoluminescente, e sem incorporação de substâncias


radioativas e sem características de toxicidade;

ƒ Ser construídas em materiais autoextinguíveis e retardantes da propagação do fogo em


conformidade com a ISO 9772 e IEC 60092-101;

ƒ Possuir propriedades luminescentes que garantam a luminância e o tempo de atenuação


após se extinguir a fonte luminosa incidente que constam no Quadro I.

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NOTA TÉCNICA N.º 11
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

Quadro I
Tempo de atenuação
Luminância
após a extinção da fonte
(Intensidade luminosa)
luminosa incidente
210 mcd/m2 10 min.

29 mcd/m2 60 min.

0,3 mcd/m2 3 000 min.

Obs.: 1) Valores conforme UNE 23035


2) mcd/m2 – a unidade de luminância (intensidade luminosa) utilizada é a
milicandela por m2, considerando uma fonte que emite uma radiação
monocromática de frequência 540 x 10¹² Hz.

Para além da marca ou do nome do fabricante, as placas devem ter impressa, a referência aos
valores luminescentes (X / Y - Z), com os seguintes significados:

ƒ X e Y – a luminância (mcd/m2) ao fim de, respetivamente, 10 min e 60 min após a extinção


da fonte luminosa incidente;

ƒ Z – o tempo, medido em minuto, de manutenção da luminosidade do sinal após a extinção


da fonte luminosa incidente e com uma intensidade mínima 100 vezes superior ao valor do
nível de perceção da vista humana (0,3 mcd/m2).

As placas de sinalização devem ser visíveis a partir de qualquer ponto onde a informação que
contém deva ser conhecida, sendo possíveis os seguintes tipos de aplicação ou montagem:

ƒ Paralela à parede, com informação numa só face;

ƒ Perpendicular à parede, fixada nesta ou suspensa do teto, com informação nas duas
faces, exceto em casos particulares de sinalização de evacuação;

ƒ A 45º com a parede, com informação nas duas faces externas (panorâmica).

A altura de montagem das placas referidas no ponto 2.3, 5 e 6 do Art.º 112º do RT-SCIE,
nomeadamente, as indicações de encaminhamento em evacuação e de posicionamento de
equipamentos de 1ª intervenção e botões de acionamento de alarme deve situar-se entre 2,1 e 3,0
m. No caso de espaços amplos, o limite superior de 3,0 m pode ser excedido, mediante justificação
fundamentada.

As placas referidas no ponto 2.3, 5 e 6 do Art.º 112º do RT-SCIE devem ter uma área mínima afeta
a cada pictograma (A), em função da distância (d) a que deve ser avistado, segundo a expressão:


A≥
2000
Em que A e d se expressam, respetivamente, em metro quadrado (m2) e em metro (m).

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SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

O valor mínimo de A deve ser 180 cm2, para a distância de visão de 6 m. A expressão indicada não é
aplicável para distâncias superiores a 50 m.

Nota: Para cálculo da área mínima afeta a cada pictograma deve considerar-se o lado menor do
sinal de acordo com a norma ISO 3864:1984.

Não se aplica a altura de montagem nem a área mínima indicadas para sinalização informativa de
segurança em geral, distinta da referida nos parágrafos anteriores, isto é, sinais informativos em
portas, identificação das tomadas siamesas, das bocas de incêndio, de parede ou pavimento e da
prumada dos vãos de penetração numa fachada, bem como nos sinais de inibição de utilização em
caso de emergência e comandos de emergência (quadros elétricos e cortes), etc.
As placas de sinalização devem indicar:
ƒ Caminhos de evacuação, colocadas perpendicularmente ao sentido de fuga e nos locais
de mudança de direção, de maneira inconfundível, a distâncias de 6 a 30 m;

ƒ O nº do piso ou a saída, consoante o caso;

ƒ Meios de 1ª e 2ª intervenção (extintores, BI, BIA), preferencialmente na


perpendicular ao eixo de visão. Quando os meios não estiverem visíveis, para além
do sinal colocado na altura regulamentar, deverá existir um outro sinal que
identifique inequivocamente a localização do meio;

ƒ Meios de alarme e alerta (botões de alarme, telefones de alerta, etc.),


preferencialmente na perpendicular ao eixo de visão;

ƒ Meios passivos e ativos, de comando ou operação manual a serem


utilizados não só pelos técnicos do edifício, como pelos serviços de segurança
internos e pelas forças de socorro externas;

As placas de sinalização não devem ser colocadas sobre os aparelhos de iluminação, mas próximas
dos mesmos (inferior a 2 m). Excetua-se a sua colocação diretamente sobre os difusores, nas vias
de evacuação e em locais de 1ª categoria de risco (ver NT n.º 1) das UT III a XI, desde que não
prejudiquem os níveis de iluminação mínimos exigidos nem os sinais tenham as dimensões
inferiores às placas aplicáveis.

As placas de sinalização são obrigatórias em todos os edifícios e recintos com exceção nos da 1ª
categoria de risco da UT I (Habitacionais) e nos fogos de habitação em qualquer categoria de risco.

As placas de sinalização podem ser complementadas com fitas ou perfis fotoluminescentes para a
indicação de percursos, delimitação de portas ou equipamentos, etc.

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SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

2 SINAIS DE SEGURANÇA REFERIDOS NO RT-SCIE


No cumprimento da obrigatoriedade da sinalização, em todo este ponto exemplificam-se placas de
sinalização suscetíveis de poder ser utilizadas consoante as situações.

2.1 Título II – Condições exteriores comuns

ƒ Capítulo I – Acessibilidade dos meios de socorro


• Artigo 6.º – Acessibilidade às fachadas

ƒ Capítulo III – Abastecimento e prontidão dos meios de socorro


• Artigo 12.º – Disponibilidade de água

2.2 Título III – Condições gerais de comportamento ao fogo, isolamento e proteção

ƒ Capítulo IV – Isolamento e proteção dos meios de circulação


• Artigo 27.º – Isolamento de outras circulações verticais
(escolher uma das soluções)

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SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

ƒ Capítulo VI – Proteção de vãos interiores


• Artigo 35.º – Isolamento e proteção através de câmaras corta-fogo
(escolher a solução mais adequada)

• Artigo 36.º – Dispositivos de fecho e retenção de portas resistentes ao fogo

2.3 Título IV – Condições gerais de evacuação

ƒ Capítulo III – Vias horizontais de evacuação


• Artigo 62º – Características das portas
(escolher a solução mais adequada)

na folha na folha
esquerda direita

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SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

(portas de vaivém de duas folhas)

ƒ Capítulo IV – Vias verticais de evacuação


• Artigo 66.º – Casos especiais de rampas, escadas e tapetes rolantes
(escolher a solução apropriada)

2.4 Título V – Condições gerais das instalações técnicas

ƒ Capítulo I – Instalações de energia elétrica


• Artigo 70.º – Isolamento de locais afectos a serviços eléctricos
(escolher uma das soluções)

• Artigo 75.º – Unidades de alimentação ininterrupta


(para sinalizar o local escolher uma das soluções)

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(para sinalizar o corte escolher a solução apropriada)

• Artigo 76.º– Quadros eléctricos


(escolher uma das soluções)

ƒ Capítulo II – Instalações de aquecimento

• Secção I – Centrais térmicas


• Artigo 80.º – Condições de instalação e isolamento
(escolher uma das soluções)

• Artigo 83.º – Dispositivos de corte de emergência

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ƒ Capítulo III – Instalações de confeção e de conservação de alimentos

• Artigo 88.º – Instalação de aparelhos de confeção de alimentos

• Artigo 90.º – Dispositivos de corte e comando de emergência

ƒ Capítulo VI – Ventilação e condicionamento de ar

• Artigo 95.º – Dispositivo central de segurança

• Artigo 98.º – Filtros

ƒ Capítulo VII – Ascensores


• Artigo 102.º - Indicativos de segurança
(escolher uma das soluções)

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• Artigo 103.º – Dispositivo de chamada em caso de incêndio

• Artigo 104.º – Ascensor para uso dos bombeiros em caso de incêndio

ƒ Capítulo VIII – Líquidos e gases combustíveis


• Artigo 106.º – Armazenamento e locais de utilização
(escolher uma das soluções)

• Artigo 107.º – Instalações de utilização de líquidos e gases combustíveis

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2.5 Título VI – Condições gerais de equipamentos e sistemas de segurança

ƒ Capítulo I – Sinalização
• Artigo 112.º – Localização das placas
(apresentam-se algumas das soluções possíveis)

ƒ Capítulo III – Deteção, alarme e alerta


• Artigo 119.º – Dispositivos de acionamento manual de alarme
(escolher uma das soluções)

ƒ Capítulo IV – Controlo de fumo


• Secção I – Aspectos gerais
• Artigo 140.º – Comando das instalações

• Secção IV – Controlo de fumo nos pátios interiores e pisos ou vias circundantes


• Artigo 149.º – Instalações de desenfumagem de pátios interiores

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Secção VII – Controlo de fumos nas vias verticais de evacuação


• Artigo 160.º – Controlo por desenfumagem passiva

ƒ Capítulo V – Meios de intervenção


• Secção I – Meios de 1ª intervenção
• Artigo 163º – Utilização de meios portáteis e móveis de extinção
(exemplo de extintor portátil, extintor móvel, manta, caixa de areia)

(sinais adicionais função da posição do equipamento)

(exemplos de sinalização do extintor – facultativos)

• Artigo 164.º – Utilização de rede de incêndios armada do tipo carretel

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(exemplo de sinalização de instrução de utilização – facultativa se existir de outra forma no carretel)

• Secção II – Meios de 2ª intervenção


• Artigo 168.º – Utilização de meios de 2ª intervenção

• Artigo 169.º – Localização das bocas de piso e de alimentação

• Artigo 170.º – Características e localização das bocas de incêndio armadas de tipo


teatro

ƒ Capítulo VI – Sistemas fixos de extinção automática de incêndios


• Secção I – Sistemas fixos de extinção automática de incêndios por água
• Artigo 174.º – Características dos sistemas fixos de extinção automática por água
(escolher uma das soluções)

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SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

• Secção II – Sistemas fixos de extinção automática de incêndios por agente extintor


diferente da água
• Artigo 176.º – Caracterização dos sistemas fixos de extinção automática de
incêndios por agente extintor diferente da água

ƒ Capítulo VII – Sistemas de cortina de água


• Artigo 179.º - Características dos sistemas de cortina de água

ƒ Capítulo VIII – Controlo de poluição do ar


• Artigo 180.º - Critérios gerais

(sinal retroiluminado)

ƒ Capítulo IX – Deteção automática de gás combustível


• Artigo 185.º - Características dos sistemas automáticos de deteção de gás combustível

+ tipo de gás
(sinal retroiluminado)

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SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

ƒ Capítulo XI – Posto de segurança


• Artigo 190.º – Características do posto de segurança

2.6 Título VIII – Condições específicas das utilizações-tipo

ƒ Capítulo IV – Utilização-tipo VI (Espetáculos e Reuniões públicas)


• Artigo 242.º – Dispositivos de obturação da boca de cena

• Artigo 252.º - Sistemas de extinção no palco e subpalco


(escolher uma das soluções)

• Artigo 253.º - Sistemas de cortina de água

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NOTA TÉCNICA N.º 12
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO
DE INCÊNDIO

NOTA TÉCNICA N.º 12


SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE INCÊNDIO

OBJETIVO

Desenvolver o que é exigido no Capítulo III (Deteção, alarme e alerta) do Título VI do RT-SCIE e
descrever conceitos de projeto, configuração, instalação e manutenção dos Sistemas Automáticos de
Deteção de Incêndios (SADI).

APLICAÇÃO

Permitir aos projetistas, instaladores de SADI e entidades de fiscalização elementos técnicos quer
regulamentares, quer normativos para o desenvolvimento das suas atividades.

ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 2
2. EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES ............................................................................................ 2
3. CONFIGURAÇÃO DE UM SISTEMA AUTOMÁTICO DE DETEÇÃO DE INCÊNDIOS .... 5
4. TIPOS DE PROTEÇÃO .................................................................................................................... 9
5. CONCEÇÃO E PROJETO ............................................................................................................... 11
6. INSTALAÇÃO DOS SISTEMAS ................................................................................................... 33
7. EXPLORAÇÃO DOS SISTEMAS ................................................................................................. 36
8. MANUTENÇÃO ............................................................................................................................... 37

REFERÊNCIAS

• Conforme Regulamento Técnico de SCIE (Portaria 1532/2008: Título VI, Cap. III, Artigos 116.º a
132.º)
• Portaria n.º 773/2009, de 21 de julho
• NP EN 54.14/1999 (especificações técnicas para planeamento, projeto, instalação, colocação
em serviço, exploração e manutenção de sistemas automáticos de deteção de incêndios)
• NFPA 72 National Fire Alarm Code 2002 Edition
• The SFPE Handbook of Fire Protection Engineering, SFPE/NFPA, 1st Edition
• Planning and Installation for Automatic Fire Detection and Fire Alarm Systems, CEA 4040

ANEXOS

• Alternativa ao cálculo das áreas de cobertura dos detetores térmicos e de fumo.

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NOTA TÉCNICA N.º 12
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO
DE INCÊNDIO

1. INTRODUÇÃO

O fogo é uma combustão, isto é, uma reação química exotérmica, normalmente autossustentada,
entre uma matéria combustível e um comburente.

Designa-se por um incêndio o fogo fora de controlo no tempo e no espaço.

Os produtos da combustão são:

ƒ O calor dissipado para o ambiente (poder calorífico);

ƒ Os gases de combustão, alguns invisíveis, sendo os mais comuns o vapor de água, o


dióxido e o monóxido de carbono;

ƒ O fumo e os aerossóis que são produtos voláteis não gasosos;

ƒ A radiação luminosa relacionada com a temperatura e com as brasas;

ƒ Produtos não voláteis.

Estas diferentes manifestações de produtos da combustão permitem a existência de diversos tipos


de detetores ou sensores.

O sucesso da deteção associada à intervenção está dependente dessa tipologia de detetores.

A deteção do incêndio será tanto mais útil e eficaz quanto precoce for face à ignição.

2. EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES

a) O artigo 117 do RT-SCIE define que a configuração global de um SADI é baseada nos seguintes
equipamentos:

ƒ Botões de alarme manual;

ƒ Detetores de incêndio;

ƒ Centrais e quadros de sinalização e comando (CDI);

ƒ Sinalizadores de alarme restrito (besouros e ou lâmpadas);

ƒ Difusores de alarme geral (sirenes e ou lâmpadas rotativas);

ƒ Transmissores de alarme à distância (alerta);

ƒ Telefones para transmissão manual (ou verbal) do alarme;

ƒ Dispositivos para comando de outros equipamentos e sistemas de segurança;

ƒ Baterias de socorro.

b) O artigo 118.º define os princípios de funcionamento de um SADI, alguns já abordados no


Capítulo anterior.

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c) O artigo 125.º estabelece três configurações de SADI:

Configurações das instalações de alarme

Configuração
Componentes e funcionalidade
1 2 3
Botões de acionamento de alarme x x x
Detetores automáticos x x
Temporizações x x
Central de Alerta automático x
sinalização e
comando Comandos x x
Fonte local de alimentação de emergência x x x
Total x
Proteção
Parcial x x

Difusão do No interior x x x
alarme No exterior x

NOTA:
Quando a difusão do alarme se processar no exterior de um edifício deverão ser cumpridas as
disposições da legislação em vigor, pelo que nos casos em que essa legislação impuser a proibição
de alarme sonoro será apenas emitido um alarme luminoso.

Verifica-se que o tipo 1 é constituído por uma rede de botões de alarme, CDI e acústicos. O tipo 3
baseia-se em proteção total, CDI temporizável e comandos.

d) Os artigos 126.º a 128.º definem qual a configuração aplicável para cada UT e respetiva
categoria de risco. Descrevendo UT por UT:

Categoria Configuração
UT Obs.
de risco 1 2 3
1ª ou 2ª
I – Habitacionais
3ª ou 4ª z (a)
II – Estacionamentos 1ª a 4ª z (b)
1ª z
III – Administrativos
2ª, 3ª ou 4ª z
1ª. z (c)
IV - Escolares
2ª, 3ª ou 4ª z

V – Hospitalares e Lares 1ª z (c)


de Idosos 2ª, 3ª ou 4ª z

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Categoria Configuração
UT Obs.
de risco 1 2 3

VI – Espetáculos e 1ª z
Reuniões Públicas 2ª, 3ª ou 4ª z

VII – Hoteleiros e 1ª z (c)


Restauração 2ª, 3ª ou 4ª z

VIII – Comerciais e Gares 1ª z (c)


de Transportes 2ª, 3ª ou 4ª z

IX – Desportivos e de 1ª z
Lazer 2ª, 3ª ou 4ª z

X – Museus e galerias de 1ª z
Arte 2ª, 3ª ou 4ª z

XI – Bibliotecas e 1ª z (c)
Arquivos 2ª, 3ª ou 4ª z

XII – Industriais Oficinas 1ª z (c)


e Armazéns 2ª, 3ª ou 4ª z

OBSERVAÇÕES:
(a)– isentos os fogos de habitação
(b)– quando inserido num edifício isento de obrigação de alarme, pode ser configuração 2
- isentos em parques automáticos, se houver desenfumagem passiva
(c) – quando exclusivamente acima do solo, pode ser configuração 2

NOTAS:
1. Nos edifícios de utilização mista:

ƒ Não havendo comunicações interiores comuns aplica-se a cada UT a configuração


respetiva como se fosse exclusiva.

ƒ Havendo comunicações interiores comuns as UT (com exceção da I e da II) das 2ª, 3ª e


4ª categorias de risco os SADI devem ter configuração 3 ligados a um quadro de
sinalização, no posto de segurança, centralizando todas as informações.

ƒ Se estiver incluído numa UT I, com comunicações comuns com as outras UT, estas devem
ter um SADI, pelo menos, da configuração 2, com alarme sonoro na caixa de escada; caso
esta seja enclausurada deve haver um difusor sonoro em cada patamar dos fogos.

2. Locais de riscos C e F

Estes locais, independentemente da localização e da UT a que pertencem, devem ser protegidos por
SADI tipo2, no mínimo.

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3. CONFIGURAÇÃO DE UM SISTEMA AUTOMÁTICO DE DETEÇÃO DE


INCÊNDIOS

Um sistema automático de deteção de incêndios (SADI) é uma instalação técnica capaz de


registar um princípio de incêndio, sem a intervenção humana, transmitir as informações
correspondentes a uma central de sinalização e comando (CDI – central de deteção de incêndios),
dar o alarme automaticamente, quer local e restrito, quer geral, quer à distância (alerta) e acionar
todos os comandos (imediatos ou temporizados) necessários à segurança contra incêndios dos
ocupantes e do edifício onde está instalado: fechar portas resistente ao fogo, comandar elevadores,
comandar registos corta-fogo, comandar sistemas automáticos de extinção de incêndios (SAEI),
comandar ventiladores, comandar energia elétrica, desbloquear retentores, etc.

A configuração tipo de um SADI é a seguinte:

LEGENDA:
A-DETETORES AUTOMÁTICOS I - ALARME EXTERNO/AVISO DE AVARIA
B - DETETORES MANUAIS J - INTERLIGAÇÃO
C - ALIMENTAÇÃO PRINCIPAL K - AUTOMAÇÃO DO EDIFÍCIO
D-ALIMENTAÇÃO DE SOCORRO L - COMANDOS EM CASO DE INCÊNDIO
E - PAINEL DE SERVIÇO M - SINALIZAÇÃO À DISTÂNCIA
F - ORGANIZAÇÃO DO ALARME O - COMANDOS EM CASO DE INCÊNDIO
G - ALARME INTERNO P - SINALIZAÇÃO À DISTÂNCIA (*)
H - SINALIZAÇÃO INTERNA “AVARIA” (*) Comandado diretamente pela central de
deteção

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Um sistema de deteção de incêndios deve ser concebido de tal maneira que permita, tanto quanto
possível, a deteção precoce do incêndio. Assim, a escolha, o número e a disposição dos detetores
devem ser tais que a relação “sinal/perturbação” seja suficiente, evitando-se falsos alarmes e
alarmes intempestivos.

A organização do alarme depende da organização de segurança do edifício ou recinto onde o


sistema está instalado, isto é, se há vigilância permanente ou não.

Se houver vigilância presente ou permanente, o sistema pode estar em situação “dia” o que
permitirá reconhecimento e confirmação do alarme. Caso contrário, o sistema deve estar em estado
dito “noite”, em que as temporizações poderão estar anuladas e o alarme às forças de socorro
(alerta) ser imediato. A CDI (central de deteção de incêndios) deve ter duas temporizações
programáveis, a de “presença” que corresponde à aceitação do alarme por parte do operador e a
de “reconhecimento” que corresponde à confirmação local do alarme. Um fluxograma possível
desta organização é a que se apresenta na página seguinte em que se considerou que o alarme
originado num botão de alarme é sempre verdadeiro não necessitando de confirmação e o alarme
oriundo dum detetor automático que pode ser verdadeiro ou não.

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Para planeamento dos trabalhos de conceção, projeto, instalação e exploração dos SADI tem
sido hábito, no mercado português, o recurso à Regra Técnica nº 4 dos Seguros que, neste
momento, está descontinuada.

O CEA (Comité Européen des Assurances) começou, recentemente, a publicar várias


especificações, entre as quais a CEA 4040, de Julho 2003: ”Planning and Installation for
Automatic Fire Detection and Fire Alarm Systems”.

Por outro a Comissão Europeia de Normalização (CEN), há vários anos a esta parte tem
desenvolvido uma norma, a EN 54, dedicada à Deteção de Incêndios, com várias partes.
Recentemente foi elaborado o projeto da parte 14 (Especificações técnicas para planeamento,
projeto, instalação, colocação em serviço, exploração e manutenção) cujos conceitos estão
incorporados nesta NT.

Esta NT foi concebida seguindo o padrão que se descreve em seguida.

É assumido que a primeira etapa do processo do projeto é fazer o levantamento das necessidades
do edifício, no que respeita à deteção e ao alarme de incêndio, sem perder de vista o cumprimento
do RT-SCIE. Isto não impede que se faça um levantamento de:

ƒ Se o edifício deve ser protegido na totalidade ou em parte;

ƒ O tipo de sistema a ser instalado;

ƒ A interação do sistema com outras medidas de proteção de incêndio.

A segunda etapa é o planeamento e projeto do sistema, que deve incluir:

ƒ A seleção do tipo de detetor para os diversos locais do edifício;

ƒ A subdivisão do edifício em zonas de deteção e/ou alarme;

ƒ O dimensionamento do sistema de controlo e do visionamento das suas indicações;

ƒ O dimensionamento das fontes de alimentação.

A terceira etapa é o processo de instalação e interligação dos equipamentos.

A quarta etapa é a verificação técnica do sistema e do seu correto funcionamento. Assume-se que a
verificação técnica inicial seja executada pelo instalador, ao que se seguirá uma verificação feita em
associação com o dono de obra, ou um seu representante, e com a entidade fiscalizadora.

Uma vez que o sistema tenha sido entregue ao dono de obra, um desempenho satisfatório
dependerá de uma exploração e manutenção apropriadas.

É compreensível que esta NT não abranja todos os casos que possam ocorrer. Por essa razão são
possíveis desvios destas recomendações, desde que tenham sido discutidos e aprovados pela
entidade fiscalizadora (ANPC).

A fiscalização das condições de operacionalidade do sistema realiza-se através de inspeções


periódicas ou extraordinárias da responsabilidade da entidade fiscalizadora (ANPC).

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O padrão descrito anteriormente representa-se no fluxograma:

Conceito Inicial

Levantamento de
necessidades

Planeamento e projeto

Instalação

Verificação técnica

Utilização

Manutenção

Fiscalização

A responsabilidade pelo planeamento, projeto, instalação e desempenho inicial do sistema


instalado deve ser claramente definida e documentada.

É normalmente desejável que no ato contratual uma entidade assuma a inteira responsabilidade do
projeto.

Deve ser dada particular atenção ao estabelecimento da responsabilidade pela documentação a ser
entregue à pessoa responsável pela exploração das instalações, cobrindo instruções de utilização,
verificações de rotina e procedimentos de teste.

Após a entrega do sistema, a responsabilidade pela manutenção do desempenho inicial será


normalmente assumida pelo utilizador final e/ou proprietário do sistema (responsável de
segurança).

Todas as pessoas ou empresas que estejam encarregues de executar qualquer trabalho a que se faz
referência nesta NT devem ser adequadamente competentes, experientes e credenciadas (Portaria
n.º 773/2009, de 21 de julho).

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4. TIPOS DE PROTEÇÃO

Apesar do RT-SCIE especificar as configurações dos SADI conforme as UT e as categorias de risco


convém esclarecer que tipos de proteção são possíveis de praticar.

Devem ser considerados, no levantamento do risco de cada área, os seguintes aspetos:

ƒ Probabilidade de ignição;

ƒ Probabilidade de propagação no interior do compartimento de origem;

ƒ Probabilidade de propagação para lá do compartimento de origem;

ƒ As consequências de um incêndio (incluindo probabilidade de morte, ferimentos, perda


de bens e danos ambientais);

ƒ A existência de outras medidas de proteção contra incêndios.

A extensão da proteção pode descrever-se como segue:

ƒ Proteção total: proteção de todas as partes do edifício;

ƒ Proteção parcial: proteção de um ou mais compartimentos corta-fogo dentro do edifício;

ƒ Proteção dos caminhos de evacuação: proteção restrita aos meios necessários para
garantir que os caminhos de evacuação possam ser utilizados antes de serem bloqueados
pelo incêndio ou fumo;

ƒ Proteção local: proteção de um equipamento ou função específicos (que não caminhos de


evacuação) dentro do edifício, não constituindo necessariamente o total de um
compartimento corta-fogo;

ƒ Proteção de um equipamento: proteção de um aparelho ou equipamento específico.

4.1 Proteção total

Um sistema de proteção total é um SADI cobrindo todos os espaços do edifício, exceto os


especificamente excluídos pela legislação mas incluído os espaços confinados, designadamente
delimitados por tetos falsos com mais de 0,8 m de altura ou por pavimentos sobrelevados em mais
de 0,2 m, desde que neles passem cablagens ou sejam instalados equipamento ou condutas
suscetíveis de causar ou propagar incêndios ou fumo.

Sem prejuízo do referido no parágrafo anterior, as áreas cobertas que não necessitam de ser
protegidas por deteção automática incluem:

ƒ Quartos de banho, zonas de duche (exceto vestiários), ou sanitários, desde que sejam
utilizados exclusivamente para essa função;

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ƒ Vazios verticais ou condutas verticais para cabos com secções inferiores a 2 m2, desde que
sejam devidamente protegidas contra o fogo e estanques ao fogo no atravessamento de
pisos, tetos ou paredes, e que não contenham cabos relacionados com sistemas de
emergência (a menos que os cabos tenham uma resistência ao fogo de, pelo menos, 30
minutos);

ƒ Armazéns de alimentos congelados sem ventilação;

ƒ Vazios (excluindo chão falso e teto falso) com a verificação de uma das seguintes
condições:

o Menos de dez metros de comprimento;

o Menos de dez metros de largura;

o Que sejam totalmente separados de outras áreas por material incombustível;

o Que não contenham cargas de incêndio superiores a 25 MJ/m2;

o Que não contenham cabos relacionados com sistemas de segurança (a menos que
tenham uma resistência ao fogo superior a 30 min.).

ƒ Os espaços que cumulativamente:

o Estejam protegidos totalmente por sistema fixo de extinção automática de incêndios


por água que respeite as disposições do RT-SCIE, incluindo as referentes à difusão do
alarme;

o Não possuam controlo de fumo por meios ativos.

4.2. Proteção parcial

Um sistema de proteção parcial é um SADI cobrindo apenas algumas partes do edifício


(normalmente as mais vulneráveis).

A envolvente de um espaço com sistema de proteção parcial deve ser resistente ao fogo.

No caso de se utilizar um sistema de proteção parcial, as partes do edifício a serem protegidas


devem ser especificadas.

4.3. Proteção local

A proteção local pode ser feita para funções particulares, especialmente requeridas para áreas de
alto risco ou equipamentos especiais.

A área local a proteger não necessita ser isolada; pode fazer parte de uma área total ou
parcialmente protegida, sendo-lhe atribuído um nível mais elevado de protecção que o da área
envolvente.

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A proteção local pode por si própria garantir proteção adequada contra incêndios que se iniciem no
local protegido, ainda que assegure pouca ou nenhuma proteção contra incêndios que se iniciem
fora dessa área.

4.4. Proteção de equipamentos

A proteção de equipamentos destina-se a proteger contra incêndios que tenham o seu início no
interior destes. Os detetores para proteção dos equipamentos podem ser instalados no interior
destes, podendo assim detetar o incêndio numa fase anterior a detetores de uma proteção geral, ou
recorrer-se ao uso de câmaras de aspiração ou análise.

Tal como na proteção local, a proteção dos equipamentos pode por si própria garantir proteção
adequada contra incêndios que se iniciem no local protegido, ainda que assegure pouca ou
nenhuma proteção contra incêndios que se iniciem fora dessa área.

5. CONCEÇÃO E PROJETO

5.1. Componentes do sistema

Os componentes utilizados no sistema deverão cumprir com os requisitos para componentes Tipo I
ou Tipo II segundo EN 54-13, ou ser aprovados segundo o esquema de Aprovação Técnica
Europeia.

Nota 1: a “Aprovação Técnica Europeia” aqui referida é o esquema explanado no Capítulo III da
Diretiva dos Produtos de Construção.

Nota 2: os documentos nacionais poderão restringir o número ou tipo de dispositivos que é


permitido ligar a um sistema de deteção e alarme de incêndio.

Deverá ter-se o cuidado de garantir que todos os dispositivos ligados ao sistema tenham sido
avaliados ou ensaiados de acordo com a EN 54-13. Deverão ser seguidas as restrições ao projeto e
desenho do sistema indicadas na documentação fornecida com os equipamentos.

Nota 3: a documentação fornecida deve refletir quaisquer limitações observadas durante a


avaliação ou testes requeridos pela EN 54-13.O projeto do sistema deverá ser de modo a que os
efeitos de avarias na cablagem ou nas ligações sejam limitados.

5.2. Avarias

As sinalizações de avarias devem estar de acordo com EN 54-2 e EN 54-4.

O sistema deve ser concebido de forma que uma avaria num único cabo condutor em qualquer
circuito individual não possa impedir a correta operação de mais do que uma das seguintes
funções:

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ƒ Deteção de incêndios automática;

ƒ Operação de botoneiras de alarme manual;

ƒ Atuação de um alarme sonoro de fogo;

ƒ Transmissão ou receção de sinais para ou de dispositivos de entrada/saída;

ƒ Início da operação de equipamentos auxiliares.

Caso sejam utilizados equipamentos na mesma caixa que integram mais do que uma função, (como
por exemplo detetores combinados com sirenes), a caixa deve conter isoladores para que seja
limitado o efeito de avaria num único cabo, como recomendado nesta NT.

O circuito deve ser concebido de modo a que no caso de ocorrer um único curto-circuito ou avaria
de interrupção de circuito:

ƒ Não ficam mais de 32 dispositivos inoperativos;

ƒ Todos os dispositivos que ficarem inoperativos por causa da avaria estão na mesma zona;

ƒ Todos os dispositivos que ficarem inoperativos por causa da avaria têm a mesma função.

O sistema deve ser concebido de modo a que a avaria de um único cabo em qualquer circuito
individual não possa impedir:

ƒ O desencadear de um sinal de alarme numa área maior do que o permitido para uma
única zona de deteção;

ƒ A atuação de um alarme sonoro numa área maior do que o permitido para uma única
zona de alarme;

ƒ A operação de todos os alarmes sonoros do edifício (no mínimo uma sirene tem de ficar
operacional).

O sistema deve ser concebido de modo a que duas avarias em qualquer circuito individual não
possa impedir a operação tanto de detetores, como de botões de alarme manual ou dispositivos de
alarme num piso com uma área superior a 10000 m2, ou mais de cinco compartimentos corta-fogo,
prevalecendo a menor.

Quando o sistema de deteção de incêndios for utilizado para iniciar a operação de equipamento
auxiliar, poderão existir limitações adicionais às consequências das avarias nos cabos. Essas
limitações podem ter efeitos significativos no projeto do sistema de deteção de incêndios. Essas
limitações (por exemplo, que uma avaria num único cabo não impeça a operação em mais do que
uma zona protegida) devem ser especificadas nos requisitos para a instalação do equipamento
auxiliar. Quaisquer desses requisitos devem ser considerados no projeto do sistema de alarme e
deteção de incêndio.

NOTA 1: Duas avarias num só circuito deve ser considerado como incluindo o caso de duas ou
mais avarias provocadas por uma única ação.

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NOTA 2: Em alguns edifícios de alto risco deve-se considerar que as áreas especificadas
anteriormente são demasiadamente extensas.

5.3. Atmosferas perigosas

Quando for necessário instalar equipamento de alarme de incêndio em áreas que apresentem um
risco potencial de explosão de poeiras, vapores ou gases combustíveis deve utilizar-se equipamento
adequado (do tipo EX).

Às áreas com atmosferas perigosas aplicam-se regras especiais de cablagem.

5.4. Falsos Alarmes

Devem tomar-se todas as precauções possíveis para evitar falsos alarmes.

5.5. Zonas

A divisão do edifício em zonas de deteção e alarme deve satisfazer os requisitos da estratégia da


resposta a um alarme de incêndio.

O edifício deve ser dividido em zonas de deteção de modo a que o local de origem do alarme possa
ser determinado rapidamente a partir das indicações fornecidas pelo equipamento de sinalização.

Devem adotar-se as medidas necessárias para identificar sinais provenientes de botões de alarme
manual, de modo a prevenir a ocorrência de informações confusas.

A divisão por zonas deve ter em conta a compartimentação interior do edifício, quaisquer possíveis
obstáculos ao reconhecimento ou movimento, a existência de zonas de alarme e a presença de
qualquer risco especial.

Nos casos em que o sistema de deteção de incêndios é utilizado para ativar outros sistemas de
proteção contra incêndio deve ter-se um particular cuidado na divisão por zonas.

A divisão do edifício em zonas de alarme depende da necessidade de diferenciação do tipo de


alarmes a desencadear. Não é necessária qualquer divisão em zonas de alarme no caso do sinal de
alarme ser comum a todo o edifício. Qualquer divisão em zonas de alarme deve estar de acordo
com a estratégia da resposta a um alarme de incêndio.

Em instalações protegidas por SADI as zonas devem estar de acordo com o seguinte:

ƒ A área de pavimento de uma zona não deve exceder os 1600 m2;

ƒ No caso das zonas incluírem mais de cinco salas, deve ser indicado qual o detetor
acionado quer através da unidade de controlo e sinalização quer através de indicadores de
ação remotos instalados no exterior de cada porta;

ƒ Quando uma zona se prolonga para lá de um único compartimento corta-fogo, os limites


da zona devem ser os limites dos compartimentos corta-fogo e a área dessa zona não deve
exceder os 400 m2;

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ƒ Uma zona deve ser restrita a um só piso, a menos que:

o A zona se aplique a uma caixa de escada, túnel de cabos ou de elevadores, ou uma


estrutura similar que se prolongue para além de um piso, mas contida num
compartimento corta-fogo;

o A área total do edifício seja inferior a 300 m2.

As recomendações acima podem ser alteradas no decorrer do projeto. No decorrer da consulta


devem ser considerados os seguintes fatores:

ƒ A visibilidade no interior da zona;

ƒ As distâncias de acesso dentro da zona;

ƒ A configuração das salas da zona e a sua ocupação.

5.6. Seleção de detetores e de botões manuais

Nos fatores que condicionam a seleção do tipo de detetor, incluem-se os seguintes:

ƒ Requisitos legais;

ƒ Materiais existentes no local e as manifestações da sua combustão;

ƒ Configuração do local (particularmente o pé direito);

ƒ Efeitos da ventilação e do aquecimento;

ƒ Condições ambientais no interior dos compartimentos vigiados;

ƒ Possibilidade de falsos alarmes;

Os detetores selecionados devem ser, na generalidade, os que proporcionarem mais rapidamente


um aviso fiável nas condições ambientais dos locais em que serão instalados. Nenhum tipo de
detetor é o mais adequado para qualquer situação, e a escolha final dependerá das circunstâncias
individuais. Por vezes, é útil utilizar uma mistura de diferentes tipos de detetores.

Os detetores de incêndio são normalmente concebidos para detetar uma ou mais características de
um incêndio: fumo, calor, radiação (chama) e outros produtos de combustão. Cada tipo de detetor
responde com rapidez diferente aos diferentes tipos de incêndio.

Em geral um detetor de temperatura tem uma resposta mais lenta; no entanto um incêndio
que produza um rápido aumento de temperatura e muito pouco fumo pode acionar um detetor de
temperatura antes de acionar um detetor de fumo. No caso de um incêndio de combustão lenta,
como a fase inicial de um incêndio envolvendo cartão, um detetor de fumo reagirá geralmente em
primeiro lugar. No caso de um fogo de líquidos inflamáveis a primeira deteção será em geral feita
por um detetor de chamas.

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Os produtos detetados por detetores pontuais de fumo e calor são transportados desde o
incêndio até ao detetor por convecção. Estes detetores pressupõem a existência de um teto (ou de
uma superfície semelhante) que dirija os produtos da combustão desde o foco do incêndio até ao
detetor. São por conseguinte adequados para utilizar na maioria dos edifícios, mas geralmente
inadequados para utilização no exterior.

A radiação detetada por detetores de chamas desloca-se em linha reta, e não requer por isso um
teto para dirigir as radiações para os detetores. Os detetores de chamas podem por isso ser
utilizados no exterior, ou em compartimentos com um teto muito elevado, nos quais os detetores
de fumos e temperatura são inadequados.

Alguns gases, tais como o CO, o CO2 e o NH3, são produzidos em todos os fogos. Os detetores de
gás são capazes de detetar esses gases e interpretar a sua presença como um incêndio. Como no
entanto este tipo de detetor é muito recente, não existe muita experiência disponível acerca da sua
correta aplicação.

Os detetores multisensores combinam um ou mais tipos de detetores (fumo/temperatura ou


fumo/temperatura/chama) e processam os sinais de cada tipo utilizando cálculos matemáticos.
Assim, pelo menos em teoria, pode-se obter uma melhor distinção entre alarmes reais e
intempestivos.

a) Detetores de fumo

Os detetores de fumo do tipo ótico têm uma resposta suficientemente vasta para permitir uma
utilização generalizada. Existem, contudo, riscos específicos para os quais um dos tipos é
particularmente adequado (ou particularmente inadequado).

Os detetores de fumo funcionando segundo o princípio de difusão da luz são sensíveis a partículas
opticamente ativas de maiores dimensões, que se encontram em fumos visivelmente densos, mas
são menos sensíveis a pequenas partículas produzidas em incêndios de combustão limpa. Certos
materiais quando sobreaquecidos (p. ex. PVC), ou quando entram em combustão lenta (p.ex.
espuma de poliuretano), produzem fumo que contém principalmente grandes partículas, às quais
os detetores óticos são particularmente sensíveis.

Os detetores de fumo por aspiração utilizam um sistema de tubagem para recolher ar


ambiente da área protegida e para transportar a amostra a um sensor que pode estar colocado fora
dessa área. A tubagem de recolha tem normalmente vários orifícios, e a densidade do fumo no
sensor será o valor médio da densidade do fumo de todos os orifícios da tubagem. Os detetores de
aspiração são frequentemente utilizados para proteção de equipamento eletrónico.

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Os detetores de feixe na generalidade são sensíveis ao obscurecimento de um feixe luminoso e


por isso sensíveis ao valor médio da densidade do fumo ao longo do feixe. São particularmente
adequados onde o fumo se pode dispersar por uma grande área antes de ser detetado e pode ser a
única forma de se utilizar detetores de fumo sob tetos muito altos.

Regra geral os detetores de fumo dão respostas apreciavelmente mais rápidas do que os detetores
de temperatura, mas são mais suscetíveis de provocar alarmes intempestivos caso não sejam
corretamente instalados.

Os detetores de fumo não detetam os produtos de combustão limpa de líquidos inflamáveis (tal
como o álcool). Se previsivelmente o fogo se restringir a esse tipo de materiais e não envolver
outros materiais combustíveis, devem ser utilizados nesse local detetores de temperatura ou de
chamas.

Nos locais em que exista produção de fumos, vapores, poeiras, etc. que possam ativar os detetores
de fumo, deve ser considerado um tipo alternativo de detetor, tal como temperatura ou chama.

Nota importante:

Não há referência, no presente texto, aos detetores de fumo, por câmara de ionização (ou detetores
iónicos de fumo) por serem cada vez menos utilizados, por questões de proteção ambiental, apesar
de não haver uma interdição generalizada dos mesmos.

b) Detetores de temperatura

Os detetores de temperatura são geralmente considerados como os menos sensíveis dos vários
tipos de detetores disponíveis.

Os detetores de temperatura com elementos termovelocimétricos são mais adequados em locais


onde as temperaturas ambientes são baixas ou variam lentamente, enquanto que os detetores de
temperatura fixa são mais adequados em locais onde se prevê que a temperatura ambiente possa
variar rapidamente em curtos espaços de tempo.

Regra geral, os detetores de temperatura têm uma maior resistência a condições ambientais
adversas do que outros tipos de detetores.

c) Detetores de chamas

Os detetores de chamas detetam a radiação de incêndios. Pode ser utilizada a radiação


ultravioleta, a radiação infravermelha, ou a combinação das duas. O espectro da radiação da
maioria dos materiais inflamáveis tem uma banda suficientemente larga para permitir que a chama
seja detetada por qualquer tipo de detetor de chamas, mas com alguns materiais (tal como

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materiais inorgânicos) pode ser necessário escolher o detetor de chamas capaz de responder a
partes específicas do espectro dos comprimentos de onda.

Os detetores de chamas podem responder a um incêndio com chama mais rapidamente do que
detetores de temperatura ou de fumo. Como são inadequados para detetar incêndios de combustão
lenta, os detetores de chama não devem ser considerados como de utilização generalizada.

Como a transmissão é feita por radiação, não é necessário que estejam montados no teto.

Os detetores de chamas são particularmente adequados para ser utilizados em situações tais como
a vigilância geral de grandes áreas abertas em armazéns ou depósitos de madeiras, ou para a
vigilância local de áreas criticas em que os incêndios com chama se possam propagar rapidamente,
p. ex. em bombas, válvulas ou condutas contendo combustíveis líquidos, ou áreas com materiais
combustíveis dispostos em finos planos de orientação vertical, tais como painéis ou pinturas a óleo.

Os detetores de chamas só deverão ser utilizados no caso de haver uma clara linha de vista para a
área a ser protegida.

As radiações ultravioleta e infravermelha diferem na sua capacidade de passagem através de


diversos materiais.

A radiação ultravioleta na gama de comprimentos de onda utilizados para a deteção de incêndios


pode ser absorvida por óleo, gorduras, a maioria dos vidros comuns e vários fumos. A radiação
infravermelha é muito menos afetada.

Deverão ser tomadas precauções contra a deposição de óleo, gordura ou poeiras.

A radiação ultravioleta de um incêndio pode ser impedida de atingir um detetor caso o fogo
produza bastante fumo antes do aparecimento da chama. Caso os detetores de ultravioletas sejam
utilizados em locais cujos materiais terão, em princípio, uma combustão lenta, deverão ser
apoiados por detetores de outro tipo.

Deve haver cuidado na utilização de detetores de chamas onde a atividade ou qualquer outro
processo produza radiação.

No caso dos detetores de chamas estarem expostos à luz solar, devem ser utilizados detetores de
chamas imunes à luz solar.

d) Botões de alarme manual

Os botões de alarme manual devem normalmente ter o mesmo método de operação e


preferencialmente ser do mesmo tipo em todo o edifício. Deve haver cuidado para que os botões
previstos para desencadear um sinal de incêndio sejam claramente diferenciados de dispositivos
destinados a outros fins.

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5.7. Localização e distribuição de detetores e botões de alarme

Os detetores automáticos de incêndio devem ser posicionados de forma que os produtos


resultantes de qualquer incêndio dentro da área protegida possam chegar aos detetores sem grande
dissipação, atenuação ou demora.

Deve haver cuidado para assegurar que o posicionamento dos detetores também cubra áreas
ocultas onde o incêndio poderá começar ou propagar-se. Tais áreas podem incluir espaços sob o
chão ou sobre tetos falsos.

Os botões de alarme manual devem ser posicionados de forma que possam ser fácil e rapidamente
acionados por qualquer pessoa que detete um incêndio.

Deve ser prestada atenção a instruções especiais nas informações prestadas pelo fabricante.

Devem ser previstos acessos para operações de manutenção.

Se não for dada nenhuma orientação em regulamentação nacional, os detetores devem ser usados
de acordo com as recomendações do fabricante.

a) Detetores térmicos e de fumo

A cobertura de cada detetor deve ser limitada. Alguns fatores a ser levados em conta na limitação
são:

ƒ Área protegida;

ƒ Distância entre qualquer ponto na área vigiada e o detetor mais próximo;

ƒ Proximidade de paredes;

ƒ Altura e configuração do teto;

ƒ Movimento do ar da ventilação;

ƒ Quaisquer obstruções ao movimento por convecção dos produtos resultantes do incêndio.

Deve ser tomado um cuidado especial para que os feixes dos detetores de feixe ótico não sejam
obstruídos.

Ver também o Anexo a esta NT.

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a1) Em tetos planos

Na generalidade o desempenho de detetores de fumo ou calor dependem da existência de um teto


fechado por cima dos detetores. Os detetores devem ser colocados de modo a que os seus
elementos sensitivos se situem nos 5% superiores do pé direito da sala. Para prevenir a possível
existência de uma camada envolvente fria, os detetores não devem ser embebidos no teto.

A Tabela 1 indica o raio de ação de um detetor instalado na zona dos 5% superiores.

Para detetores do tipo pontual, a distância horizontal de qualquer lugar numa zona protegida até
ao detetor mais próximo não deve exceder, em princípio, o raio de operação indicado na Tabela 1.

Para detetores de feixe ótico, a distância horizontal de qualquer local numa área protegida ao feixe
mais próximo não deve exceder o raio de operação indicado na Tabela 1. Os detetores óticos de
feixe devem ser instalados numa estrutura estável.

Para detetores de fumo ou calor que estejam fora do âmbito das normas existentes (com requisitos
diferentes dos compatíveis com as EN-54-13), devem ser seguidas as instruções de espaçamento
dadas pelo fabricante. Tais detetores só devem ser utilizados caso tenha sido obtido um acordo no
decorrer do projeto ou análise de parecer.

Caso existam gradientes de temperatura adversos na área protegida, a coluna de fumo que sobe a
partir do fogo pode-se achatar e formar uma camada antes de atingir o teto. Se a altura desta
camada for previsível, então, adicionalmente aos detetores instalados perto do teto, devem ser
instalados mais detetores à altura da estratificação esperada.

TABELA 1 – Limites de altura dos tetos e raio de ação

Altura do teto (m)


>4,5 >6 >8 >11
≤4,5 >25
≤6 ≤8 ≤11 ≤25
Tipo de detetor Raio de acão (m)
Térmicos:
5 5 5 NN NU NU
EN 54-5: Grau 1
Fumo:
7,5 7,5 7,5 7,5 NN NU
Pontual: EN54-7
Feixe
7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 a) NU
EN 54-12
NU – Não utilizável para esta gama de alturas.
NN – Normalmente não utilizável para esta gama, mas pode ser utilizado em aplicações especiais.
a) Será normalmente necessária uma segunda camada de detetores a aproximadamente metade da
altura do teto.

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a2) Tetos inclinados

Para detetores instalados em tetos inclinados, o raio indicado na tabela 1 pode ser aumentado em
1% por cada 1º de inclinação do teto, até um aumento máximo de 25%. No caso dos tetos serem
curvos, a inclinação deve ser obtida através da média da inclinação total em toda a área.

No caso do espaço protegido ter um teto em escada os detetores devem ser instalados em cada um
dos vértices. No caso da diferença de altura entre o cimo e a base de cada vértice ser inferior a 5%
da altura total do vértice acima do chão, a sala deve ter o tratamento de uma sala de teto plano.

a3) Paredes, divisórias e obstáculos

Os detetores (exceto os detetores óticos de feixe) não devem ser instalados a menos de 0,5 m de
qualquer parede ou divisória. No caso do espaço ter menos de 1,2 m, o detetor deve ser instalado
no terço do meio. Quando as salas estão divididas em secções por paredes, divisórias ou estantes de
armazenagem que fiquem a uma distância inferior a 0,3 m do teto, as divisórias devem ser
consideradas tal como se chegassem ao teto e as secções devem ser consideradas como salas
diferentes. Deve existir um espaço desobstruído mínimo de 0,5 m à volta de cada detetor.

a4) Ventilação e movimento do ar

No caso da renovação do ar de uma sala exceder as cinco vezes por hora, podem ser necessários
mais detetores para além dos recomendados acima. É recomendado nestes casos a utilização de
métodos de testes adicionais (tais como fumos visíveis) para detetar o fluxo de ar padrão e
determinar a localização adequada de detetores adicionais.

Os detetores não devem ser instalados diretamente nas entradas de ar fresco dos sistemas de ar
condicionado. Quando a entrada de ar se faz através de um teto perfurado, o teto deve ser tapado
pelo menos num raio de 0,6 m à volta de cada detetor. No caso dos detetores serem instalados a
menos de um metro de qualquer entrada de ar, ou em qualquer ponto onde a velocidade do ar
exceda 1 m/s, deve ser dada uma especial atenção aos efeitos do fluxo de ar sobre o detetor.

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a5) Detetores em condutas de ar

Os detetores de fumo podem ser instalados em condutas de ar, como prevenção contra a difusão de
fumo através de um sistema de ar condicionado, ou como fazendo parte da proteção local do
equipamento.

Conquanto eles devam estar ligados ao sistema de deteção de incêndios, estes detetores de fumo
devem apenas ser considerados como elementos de proteção local e como suplemento de um
sistema de deteção de incêndios normal. A diluição provocada pela extração de ar limpo misturado
com fumo reduz a eficiência de detetores instalados em condutas como sistema genérico de deteção
e alarme de incêndios, e caso o sistema de ventilação esteja desligado o fumo de um incêndio
chegará lentamente aos detetores.

Sempre que o ar proveniente de diversos pontos de extração for dirigido para uma única conduta a
eficiência de um detetor de fumo nessa conduta pode ser reduzida devido à diluição ou
estratificação do fumo.

Para se evitar os efeitos da turbulência do ar, os detetores de fumo e as sondas devem ser
instalados numa secção reta da conduta, a uma distância da curva, junção ou inclinação mais
próxima pelo menos três vezes superior à largura da conduta (ver a fig.1).

Figura 1 – Posição do detetor em condutas de ventilação


Legenda
1 Fluxo de ar
2 Sonda do detetor
3 Largura da conduta
4 Distância mínima para a instalação do detetor desde uma curva, canto ou junção da conduta
Alguns detetores de fumo podem ter um design que funcione mal perante correntes de ar de alta
velocidade. Os fabricantes de tais detetores habitualmente fornecem tubos de amostragem ou
pára-ventos, e estes dispositivos devem ser utilizados quando necessário.

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Os detetores de aspiração podem ser particularmente adequados em locais onde se preveja que a
velocidade do ar nas condutas seja particularmente elevada ou tenha grandes variações.

a6) Irregularidades do teto

Os tetos que tenham irregularidades com alturas inferiores a 5% do pé direito devem ser tratados
como se fossem lisos e devem ser aplicados os limites radiais da Tabela 1.

Qualquer irregularidade do teto (tal como uma viga) com uma altura superior a 5% do pé direito
deve ser tratada como uma parede e devem ser aplicados os seguintes requisitos:

ƒ D > 0,25 x (H-h): um detetor em todas as células;

ƒ D < 0,25 x (H-h): um detetor em células alternadas;

ƒ D < 0,13 x (H-h): um detetor em cada três células.

em que:

ƒ D - distância entre vigas (m), medida fora a fora;

ƒ H - pé direito da sala;

ƒ h - altura da viga.

Se a disposição do teto for de modo a formar séries de pequenas células (como num favo de mel),
então, dentro dos limites radiais da Tabela 1, um único detetor pode cobrir um grupo de células. O
volume interno das células cobertas por um só detetor não deve exceder:

ƒ Para detetores de temperatura: V = 6 m2 x (H-h)

ƒ Para detetores de fumo: V = 12 m2 x (H-h)

Figura 2 – Ilustração do pé direito da sala e da altura da viga

Legenda
H - pé direito da sala (m)
h - altura da viga (m)

Em salas com chão falso, a altura da viga deve ser medida do plano superior do chão falso.

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a7) Deteção acima de tetos falsos

Quando uma sala tem um teto falso perfurado, a colocação dos detetores deve ter em consideração
dois objetivos:
1) Proteção contra fogos que comecem abaixo do teto falso;
2) Proteção contra fogos que comecem acima do teto falso.

No caso das perfurações do teto falso serem pequenas, e não exista ventilação pressurizada que
empurre o fumo através deste, a proteção contra fogos que comecem abaixo do teto falso requer a
colocação de detetores abaixo do teto falso.

Caso não exista qualquer risco do fogo começar abaixo do teto falso, os detetores devem ser
colocados acima deste.

No caso:
- Das perfurações perfazerem mais do que 40% em qualquer secção de1 m x 1 m do teto,
- As dimensões de cada orifício excederem 10 mm x 10 mm, e
- A espessura do teto não exceder três vezes a dimensão mínima de uma furação,

os detetores acima do teto falso podem ser utilizados para detetar um fogo que comece abaixo do
teto falso, e podem ser dispensados detetores abaixo deste. Estes casos requerem uma avaliação
individual baseada no tipo, número e área das perfurações, o tipo e a quantidade de combustível, e
o grau de ventilação necessário para empurrar o fumo através do teto falso.

a8) Deteção abaixo do chão falso

Quando as salas têm chão falso, devem ser instalados detetores por baixo do chão tal como se o
vazio abaixo do chão falso fosse outro compartimento, a menos que:
1) o chão falso seja perfurado, ou
2) o chão falso tenha uma altura inferior a 0,20 m ou não possua equipamentos ou instalações
suscetíveis de causar ou propagar incêndios.

a9) Detetores que não estejam debaixo de teto

Na ausência de um teto ou de um plano estratificado, os produtos da combustão confinam-se à


coluna ascendente acima do fogo. Caso se utilizem detetores de fumo ou calor para detetar os
produtos da combustão na coluna ascendente (tal como quando são utilizados nos átrios detetores
de feixe em níveis baixos, ou quando são utilizados detetores sem teto), os limites em altura para a
operação são os indicados na Tabela 1, e o raio de operação efetivo (tanto para detetores de fumo
como de calor) deve ser calculado como sendo 12.5% da altura medida do previsível foco de
incêndio que esteja mais alto até ao detetor acima.

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Cada sala protegida ou espaço fechado deve conter no mínimo um detetor.

b) Detetores de chamas

A cobertura de cada detetor deve ser limitada. Alguns fatores a ser levados em conta na limitação
serão:
a) A distância da linha de visão entre qualquer ponto na área vigiada e o detetor mais próximo;
b) A presença de barreiras à radiação;
c) A presença de fontes capazes de interferir na radiação.

Os detetores de chamas ou radiação devem ser posicionados de forma a permitir uma boa
vigilância visual das áreas protegidas.

c) Botões de alarme manual

Os botões de alarme manual devem ser posicionados em caminhos de evacuação, junto a cada
porta de acesso a escadas de emergência (dentro ou fora) e em cada saída para o exterior. Também
podem ser posicionados nas proximidades de riscos especiais.

Um cuidado adicional no posicionamento dos botões de alarme manual pode ser necessário onde
existam pessoas com dificuldades motoras.

Os botões de alarme manual devem ser claramente visíveis, identificáveis e de fácil acesso.

Os botões de alarme manual devem ser localizados de modo a que nenhuma pessoa dentro das
instalações tenha que percorrer mais de 30 m para chegar a um botão de alarme manual. Em locais
em que os previsíveis utilizadores possam ser deficientes motores esta distância deve ser reduzida.

Pode ser necessário instalar botões de alarme manual a uma distância relativamente próxima no
caso de riscos de incêndio particulares. Deve ser dada uma particular atenção, para que estes
botões de alarme manual possam, neste caso, ser atuados quando necessário.

Na generalidade, os botões de alarme manual devem ser colocados entre 1,2 m a 1,6 m acima do
chão.

d) Identificação

A central de deteção pode ser capaz de identificar individualmente o detetor ou o botão de alarme
manual onde foi desencadeado o alarme. Nesse caso deve ser estabelecido um método capaz de
relacionar a indicação da CDI com o detetor respectivo.

Caso sejam utilizadas etiquetas para estabelecer a necessária relação entre detetores e a CDI, os
números ou letras de identificação devem ser colocados nos detetores e botões de alarme manual
ou próximo deles, duplicando a informação dada pela CDI. Caso os detetores estejam escondidos

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(como por exemplo em chão ou teto falso) deve-se colocar uma duplicação da identificação que seja
vista do chão.

5.8. Dispositivos e equipamentos de alarme

O método de dar o alarme aos ocupantes de um edifício deve estar de acordo com os requisitos da
estratégia da resposta a um alarme de incêndio.

Nalguns casos, os procedimentos de segurança podem requerer que o alarme seja dado
inicialmente ao pessoal treinado que poderá tomar a seu cargo as operações subsequentes no
edifício. Nesses casos não será necessário dar de imediato alarme geral de incêndio; no entanto
deve ser providenciado um dispositivo que permita um alarme geral.

Qualquer alarme de incêndio, para ser reconhecido por pessoas não treinadas (como público em
geral), deve ser dado, pelo menos, por meios audíveis; estes poderão ser dispositivos de alarme
acústico ou sistemas de alarme por voz (tais como sistemas de chamada de pessoas).

O sistema deve estar concebido para que não seja possível a mais que um microfone, módulo vocal
ou gerador de mensagem transmitir simultaneamente.

Em zonas nas quais o sinal sonoro possa não ser eficaz, p.ex. ruído de fundo excessivo, ocupantes
com dificuldades auditivas, ou locais que obriguem a utilização de protecção auricular, deve ser
usada sinalização óptica e/ou táctil como complemento da sinalização sonora.

a) Sinais sonoros

O nível de som gerado deverá ser tal que, qualquer sinal sonoro de alarme de incêndio seja imediatamente
audível acima de qualquer ruído ambiente.
O som utilizado para alarme de incêndio deverá ser o mesmo em todas as partes do edifício:

a1) Níveis sonoros

O som de alarme de incêndio deve ter um nível mínimo de 65 dB(A), mas devendo ser sempre 5 dB (A)
superior a qualquer outro ruído que possa persistir por um período superior a 30 s. Se se pretende que o
alarme desperte pessoas adormecidas, então o nível de som à cabeceira da cama deve ser no mínimo
75 dB(A).
Estes níveis mínimos devem de ser obtidos em qualquer ponto em que deva ser audível o som de alarme.
O nível de som não deve exceder 120 dB(A) em qualquer ponto onde possam estar pessoas.
Se for requerido, os níveis necessários de som devem ser medidos com instrumentos que cumpram a IEC
651, tipo 2, com resposta lenta e medida com filtro do tipo ‘A’.

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a2) Frequência Sonora

O som de alarme de incêndio deve estar numa faixa de frequência facilmente audível aos ocupantes
normais do edifício. Em geral, som em que uma parte significativa da sua energia varia entre 500 Hz e
2000 Hz será audível pela maioria das pessoas.

a3) Dispositivos de alarme

O número e tipo de equipamentos de alarme de incêndio usados devem ser suficientes para produzir o
nível de som recomendado. Devem ser instaladas num edifício pelo menos duas sirenes, mesmo que o
nível de som recomendado possa ser alcançado com uma única sirene. Deve ser instalada pelo menos uma
sirene em cada compartimento corta-fogo. Não é provável que o nível sonoro seja satisfatório num
compartimento que esteja separado da sirene mais próxima por mais de uma porta. A fim de evitar níveis
sonoros excessivos em algumas áreas, pode ser preferível instalar um maior número de sirenes de baixo
nível sonoro do que um menor número de sirenes de nível sonoro elevado.

a4) Continuidade sonora

O som do alarme de incêndio deve ser contínuo. Em circunstâncias especiais e como informação
adicional, podem ser usadas sirenes intermitentes ou com uma variação em frequência e amplitude, caso
os utilizadores do local sejam treinados para esta estratégia de resposta ao incêndio e esteja excluída uma
interpretação errada por parte dos visitantes.

a5) Sistemas de alarme por voz

Quando o alarme desencadeado é uma mensagem de voz deve ser assegurado o seguinte:
1) que um alarme adequado (quer seja gravado ou sintetizado) seja desencadeado automaticamente
como resposta a um qualquer sinal de incêndio, imediatamente ou depois de um atraso acordado;
o desencadeamento do alarme não deve depender da presença de um operador;
2) que todas mensagens de voz sejam claras, curtas, inequívocas e, tanto quanto possível,
pré-planeadas;
3) que o nível de som no edifício satisfaça o acima exposto, exceto que o nível seja pelo menos 10
dB(A) acima de outro som e possa persistir por um período superior a 30 s;
4) que o som recebido seja compreensível;
5) que outros sinais, p. ex. pausa para refeição, início e fim de trabalho, não possam ser confundidos
com os sinais de alarme de incêndio e que estes têm prioridade máxima;
6) que o intervalo de tempo entre mensagens sucessivas não exceda 30 s, e que sejam intercalados
sons semelhantes ao som de sirenes convencionais sempre que os períodos de silêncio possam
exceder 10 s;
7) que durante a condição de alarme de incêndio sejam desligadas automaticamente todas as outras
fontes de som, exceto o(s) microfone(s) de alarme de incêndio [ver 8)] e os módulos de voz (ou
geradores de mensagem equivalentes) que dão o aviso;

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8) que quando a rotina em caso de incêndio requeira mensagens dadas por uma pessoa, um ou mais
microfones sejam designados como microfones para uso em caso de incêndio. Estes devem ser
incorporados num circuito de modo que possam ser dados anúncios e instruções (relacionados só
com emergências); o acesso aos microfones para uso em caso de incêndio deve ser limitado a
pessoas autorizadas.

a6) Uso do alarme sonoro de incêndio para outros fins

Em geral, o alarme de incêndio só pode ser utilizado para outros fins se a resposta necessária for idêntica
à requerida em caso de incêndio, p. ex. evacuação imediata da área em que o alarme soa utilizando os
caminhos de evacuação e saídas de emergência. Se é pretendida qualquer outra resposta, não deve ser
usado o alarme sonoro de incêndio, a menos que acompanhado por outra informação.

b) Dispositivos visuais de alarme de incêndio

Os dispositivos visuais de alarme de incêndio devem apenas ser usados como complemento dos alarmes
sonoros, não devendo ser usados isoladamente. Qualquer dispositivo de alarme de incêndio deve ser
claramente visível e distinto de quaisquer outros sinais visuais existentes nas instalações.

5.9. Controlo e sinalização (Central de deteção de incêndios – CDI)

a) Localização da CDI

A CDI deve estar localizada de forma que:


a) Sinalizações e comandos estejam facilmente acessíveis aos bombeiros e pessoal responsável do
edifício;
b) A iluminação deve ser tal que etiquetas e indicações visuais sejam facilmente visíveis e legíveis;
c) O nível de ruído de fundo deve permitir a audição das indicações sonoras;
d) O meio ambiente seja limpo e seco;
e) O risco de danos mecânicos para o equipamento seja baixo;
f) O risco de incêndio seja baixo e a zona protegida, com pelo menos um detetor, integrada no
sistema.
Se a CDI estiver em mais que um armário, então:
g) A localização de cada caixa deve satisfazer as recomendações a) a f) acima;
h) As ligações entre as caixas devem estar adequadamente protegidas contra incêndios e danos
mecânicos;
i) Os dispositivos de monitorização de falhas devem cobrir as interligações entre as caixas.
j) A CDI deve localizar-se preferencialmente em áreas permanentemente assistidas.

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Se por razões práticas se revelar necessária a montagem da CDI em ambientes que não satisfaçam as
recomendações de d), e) e f) acima, devem ser tomadas precauções especiais de forma a proteger o
equipamento.

b) Painéis repetidores de sinalização

Podem ser necessários painéis repetidores quando a CDI se encontrar distante do local de entrada dos
bombeiros, se houver vários locais de entrada ou quando o equipamento não se encontrar em área
permanentemente assistida.

c) Painéis repetidores de controlo

Quando se instalam múltiplos painéis repetidores, permitindo o controlo a partir de diferentes locais,
devem ser tomadas providências no sentido de prevenir operações contraditórias provenientes dos
diferentes locais.

d) Ajudas para localização de alarmes

Deve ser rápida, fácil e inequivocamente possível relacionar as indicações dos equipamentos de controlo e
sinalização com a posição geográfica de qualquer detetor ou botão de alarme manual.
Complementarmente à zona de deteção, pelo menos um dos seguintes dispositivos deve ser
disponibilizado:
a) Quadros de zonas de deteção;
b) Mapas de zonas de deteção;
c) Painel mímico;
d) Indicadores de ação remota;
e) CDI com pontos endereçáveis.
Deve estar localizado próximo do equipamento de controlo um mapa de zonas claro e bem orientado (que
pode ser um painel mímico) ou um conjunto de quadros de zona. Para facilitar a intervenção, interna ou
externa, ou outros requisitos, podem ser necessários, noutros locais, mapas de zona ou quadros de zona
adicionais.

5.10. Fornecimento de energia

a) Equipamento de alimentação

O débito do equipamento de alimentação deve ser suficiente para satisfazer os requisitos máximos do
sistema.

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b) Alimentação principal

Geralmente a alimentação principal do sistema deve ser a rede pública. Poderá ser usada energia
proveniente de sistemas privados de geração de energia, desde que apresente no mínimo a mesma
fiabilidade da rede pública ou onde não exista rede pública disponível.
A alimentação principal do sistema de deteção de incêndios deverá ser equipada com um dispositivo
apropriado, destinado a protegê-la por isolamento, posicionado o mais próximo possível do local de
entrada da alimentação no edifício.
Deverão ser tomadas providências (p.ex. com placas sinalizadoras ou restringindo o acesso) no sentido de
evitar que seja desligada a alimentação principal por pessoas não autorizadas.
Quando for usado mais que um equipamento fornecedor de energia, a alimentação para cada
equipamento deverá estar de acordo com estas recomendações.

c) Alimentação de emergência

Em caso de falha da alimentação principal, uma bateria deve disponibilizar energia de emergência. A
capacidade desta bateria deve ser suficiente para alimentar o sistema durante as falhas expectáveis na
alimentação principal, ou de permitir a realização de outras medidas corretivas.
Em alguns casos a energia poderá provir de geradores de emergência ou unidade de alimentação
ininterrupta (UPS). Quando este tipo de energia é disponibilizada, a capacidade da bateria pode ser
reduzida, mas deve existir sempre uma bateria destinada a este fim.
Quando forem usados geradores de emergência, devem ser tomadas medidas no sentido de repor o
combustível de reserva antes deste se ter esgotado.
Para suprir possíveis falhas do equipamento ou da alimentação de energia da rede, a fonte de alimentação
de emergência deve ser capaz de manter o sistema em operação por, pelo menos, 72 h, após o que deverá
manter capacidade suficiente para alimentar a carga de alarme por, pelo menos, 30 min.
Quando houver notificação imediata de avaria, quer por supervisão local ou remota do sistema, e estiver
em vigor um contracto de manutenção e assistência técnica que preveja um período máximo de reparação
inferior a 24 horas, a autonomia mínima da fonte de alimentação de emergência pode ser reduzida de 72
h para 30 h. Este período pode ainda ser reduzido a 4 h caso estejam permanentemente disponíveis no
local sobressalentes, pessoal de reparação e um grupo gerador de emergência. Na falta de uma destas
condições deve ser para um periodo mínimo de 12 h.
Os períodos para alimentação de emergência acima considerados são suficientes para aplicações normais.
Todavia pode haver algumas situações em que sejam requeridos períodos maiores. Caso haja necessidade
de aumentos devem ser calculados.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 12
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO
DE INCÊNDIO

NOTA 1: Deve de ser considerada a redução da capacidade das baterias devido à idade. Considera-se
geralmente satisfatória uma capacidade inicial 25 % superior à capacidade calculada.
NOTA 2: As capacidades das baterias são normalmente especificadas em termos da corrente de descarga
por um período de 20 horas. Sob índices mais altos de descarga (tal como pode ser na condição de
alarme) a capacidade de bateria pode ser significativamente mais baixa que o seu valor nominal. Deve ser
obtida informação junto do fabricante das baterias.

5.11. Alerta

De forma a ser obtido o máximo rendimento de um sistema de alarme e deteção, o alarme deve ser
transmitido aos bombeiros tão rápido quanto possível. A melhor forma de o fazer é utilizar ligações
automáticas aos bombeiros, de preferência diretas, ou alternativamente, através de outras centrais de
receção e monitorização de alarmes.
Quando usadas centrais de receção e monitorização de alarmes, estas devem estar de acordo com a
regulamentação nacional.
Se os locais são permanentemente ocupados, a chamada pode ser feita manualmente por telefone,
tanto para um número previamente acordado com os bombeiros como para o número de emergência
nacional. Deve ser dada especial atenção para a existência de telefones em quantidade suficiente no
edifício, de forma a evitar atrasos na chamada dos bombeiros.
Mesmo que tenha sido utilizada sinalização automática, se as instalações estiverem ocupadas na altura do
incêndio, o alarme deve ser também confirmado manualmente por telefone.
As ligações automáticas devem ser, de preferência, monitorizadas, de forma a que qualquer falha seja
indicada na central de receção e monitorização de alarmes ou no equipamento de controlo e sinalização.
Quando acordado com a central de receção e monitorização de alarmes, recomenda-se que pelo menos
sejam transmitidas indicações gerais de alarme e avaria, devendo ser consideradas falhas de transmissão.

5.12. Outros equipamentos ou sistemas

Em aditamento aos objetivos iniciais de deteção e alarme, a sinalização do sistema deve ser usada também
para acionar, diretamente ou não, equipamentos auxiliares, tais como:
a) Equipamento de extinção
b) Portas corta-fogo
c) Sistemas de controlo de fumo
d) Registos corta-fogo
e) Paragem da ventilação
f) Controlo de elevadores
g) Portas de segurança.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 12
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO
DE INCÊNDIO

A operação ou mau funcionamento de algum dos itens do equipamento auxiliar, não deve colocar em risco
o funcionamento do sistema de deteção de incêndio ou interromper a transmissão de sinal para outro
equipamento auxiliar.

5.13. Aplicações em riscos especiais

Riscos especiais são aqueles que requerem uma atenção e conhecimento particulares, na conceção e
escolha dos equipamentos, no posicionamento e espaçamento dos detetores ou na configuração dos
circuitos. Tais riscos poderão incluir, por exemplo:
- Áreas e equipamentos de processamento eletrónico (dados) e outros riscos elétricos;
- Armazenamento em altura;
- Edifícios com átrios comuns;
- Áreas de risco;
- Riscos exteriores;

a ) Áreas de processamento eletrónico de informações (dados)

Na conceção de sistemas de deteção de incêndios para salas contendo equipamento eletrónico, tais como
computadores ou equipamento de comutação telefónica, dever-se-á dar especial atenção aos seguintes
aspetos:
- Disposições adotadas para controlar a ventilação e a climatização ambiente;
- Efeitos de elevados caudais de ventilação e de velocidades elevadas do ar;
- Fecho de registos corta-fogo e de outros dispositivos de obturação em resposta a sinais emitidos pelo
sistema de deteção de incêndios;
- Disposições adotadas para a paragem do equipamento ou corte da sua fonte de alimentação em caso
de incêndio;
- Disposições para a paragem do equipamento de ventilação e climatização ambiente em caso de
incêndio;
- Necessidade de deteção de incêndios em espaços confinados, tais como acima dos tetos falsos e
abaixo do chão falso.
Podem ser apropriados, tipos especiais de detetores (tais como sistemas de deteção por aspiração),
particularmente quando exista proteção local dos bastidores informáticos, etc.

b ) Armazenamento em altura

Devido à vasta gama de tipos de armazenamento em altura e dos seus possíveis conteúdos, é essencial
uma prévia consulta entre o utilizador e as outras partes interessadas (seguradoras autores de projeto,
autoridades, etc.).

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NOTA TÉCNICA N.º 12
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DE INCÊNDIO

No planeamento da rotina de organização de alarme dever-se-á ter um especial cuidado para assegurar
que os possíveis efeitos da velocidade de propagação elevada de fogos são tidos em devida conta.
Os armazenamentos em altura são geralmente protegidos por algumas formas de sistemas automáticos de
extinção (tais como sprinklers). Poderá, portanto, ser necessário considerar a interligação entre os
sistemas de deteção e de extinção.

c ) Edifícios com átrios comuns

Nos átrios de edifícios é importante que todos os meios de proteção contra incêndios (incluindo
compartimentação de incêndio, controlo de fumos, extinção de incêndio, etc., bem como o sistema de
deteção e alarme de incêndios) estejam coordenados e que as respetivas interações sejam adequadamente
controladas. A orientação fornecida deve apenas ser tomada como um ponto de partida; outros sistemas,
de deteção (ou configurações não habituais de detetores) podem vir a considerar-se necessários na
conceção do edifício.
No caso em que os meios de proteção contra incêndios sejam fornecidos ou instalados por várias
organizações diferentes é normalmente necessário que estas organizações atuem em conjunto a fim de
garantir a coordenação necessária.

d ) Áreas perigosas

Em alguns edifícios poderão existir riscos (por exemplo explosão, químicos, biológicos ou nucleares) os
quais poderão afetar significativamente a conceção do sistema. Em tais casos, é necessária uma estreita
colaboração entre o comprador (o qual deverá estar ciente do risco) e os projetistas e instaladores do
sistema de deteção e de alarme de incêndios.
Deverão seguir-se as recomendações da regulamentação nacional.

e ) Áreas exteriores

Sempre que a totalidade ou parte de um sistema de alarme de incêndio for instalada numa área exterior
(ao ar livre) deve dar-se especial atenção aos seguintes fatores:
- Condições ambientais;
- Escolha e posicionamento dos detetores;
- Prevenção de falsos alarmes.

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6. INSTALAÇÃO DOS SISTEMAS

a) Tipos de cabos

Os cabos devem satisfazer quaisquer requisitos especificados pelo fabricante ou fornecedor do


equipamento. Deve ser dada particular atenção à capacidade condutora e à atenuação do sinal.
Devem ser respeitadas as recomendações existentes em regulamentos nacionais relativamente a tipos de
cabo e sua instalação.
Deve ser evitada, sempre que possível, a utilização de uniões para além das que estão contidas em caixas
de equipamento. Quando tal situação for inevitável, as uniões devem ser encerradas em caixa de junção
adequada, acessível e devidamente identificada de modo a evitar confusão com outros serviços.
Os métodos de junção e terminação devem ser escolhidos de forma a minimizar qualquer redução na
fiabilidade e resistência ao fogo, inferior à do próprio cabo.

b) Ductos, condutas e caleiras

Se utilizados, as dimensões das condutas e ductos deverão ser de forma a permitir a fácil instalação e
remoção dos cabos. Deverá ser providenciado o acesso através de tampas amovíveis.

c) Caminhos de cabos

Os cabos de transporte de energia ou sinalização de um sistema de deteção e alarme de incêndio devem


ser colocados de forma a evitar efeitos adversos no sistema. Os fatores a considerar devem incluir:
-interferências eletromagnéticas a níveis que possam impedir uma correta operação;
-danos possíveis causados pelo fogo;
-possíveis danos mecânicos incluindo aqueles que possam causar curto-circuitos entre o sistema e
entre outros cabos;
-danos devido ao trabalho de manutenção em outros sistemas.
Onde necessário, os cabos para deteção de incêndio e sistema de alarme devem ser separados de outros
cabos através de divisórias isolantes ou ligadas à terra, ou separados por uma distância adequada.
Todos os cabos e outras partes metálicas do sistema devem estar bem separados de quaisquer elementos
metálicos do sistema de proteção contra descargas elétricas atmosféricas. As precauções a tomar sobre
proteção contra descargas elétricas atmosféricas devem estar de acordo com a regulamentação nacional.

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d) Proteção contra incêndio

Sempre que possível, os cabos devem ser instalados em áreas de baixo risco de incêndio. Em caso de
necessidade da instalação de cabos noutras áreas, e se a falha destes cabos impedir:
- A receção de informação de deteção, pela unidade de controlo e sinalização (CDI)
- A operação dos dispositivos de alarme;
- A receção de informação do sistema de deteção de incêndio, por qualquer equipamento de proteção
contra incêndios;
- A receção de informação do sistema de deteção de incêndios, por qualquer equipamento de
encaminhamento de alarme de incêndio,
devem então ser usados cabos resistentes ao fogo ou dotá-los de uma proteção contra incêndio.
Os cabos que possam necessitar de funcionar durante mais de 1 minuto após a deteção de um incêndio
devem ser capazes de resistir a efeitos de um fogo durante pelo menos 30 minutos, ou serem providos da
proteção conveniente capaz de os fazer resistir aos mesmos efeitos durante esse mesmo período. Tais
cabos podem incluir:
- interligações entre a CDI e qualquer equipamento de alimentação separado; incluindo cabos entre
dispositivos de alarme e suas fontes de alimentação;
- interligações entre partes separadas de uma CDI;
- interligações entre uma CDI e qualquer painel repetidor de sinalização;
- interligações entre uma CDI e qualquer painel repetidor de controlo;
- qualquer cabo que possa ser requerido operar depois de um atraso para investigação de incêndio.

e) Requisitos especiais para cabos que ligam a CDI a outros elementos (detetores,
botões de alarme, dispositivos de alarme, etc.)

– Linhas em ramais
Qualquer uma destas deve:
– percorrer uma área que é coberta por elementos de deteção de incêndio de tal modo que uma
ocorrência de incêndio leve a CDI à condição de alarme; ou
– ser capaz de resistir aos efeitos de um incêndio por pelo menos 30 min. ou ser dotado de
proteção adequada capaz de resistir aos mesmos efeitos durante o mesmo período.
– Anéis
Um grande incêndio num único compartimento não protegido pode causar múltiplas falhas no cabo
não protegido nesse mesmo compartimento. No caso em que as falhas resultantes de tal incêndio
possam:
– afetar adversamente funções (para além da deteção) em mais de uma zona; e
– se estas funções são essenciais à rotina de incêndio durante um período como especificado
acima, então os cabos do circuito dentro desse compartimento devem ser dotados de protecção
suficiente para os capacitar a resistir aos efeitos de um incêndio durante o período especificado ou
durante 30 minutos, conforme o que for maior.

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f) Proteção contra danos mecânicos

Os cabos devem ser adequadamente protegidos.


Os cabos devem ser instalados em locais devidamente protegidos (p. ex. caminhos de cabos, caleiras,
ductos); complementarmente o cabo deverá possuir robustez mecânica de acordo com a sua localização,
ou dever-se-á providenciar uma proteção mecânica adicional.
Nota: quando forem usados circuitos em anel, deve ser considerado o efeito de danos simultâneos em
ambos os lados do circuito devido a um só incidente (p. ex. dano em ambos os cabos causado pela colisão
de um veículo). Quando for expectável que tal dano possa ocorrer deve ser providenciada uma protecção
mecânica ou os lados do anel devem ser suficientemente afastados para prevenir um dano simultâneo.

g ) Proteção contra interferências eletromagnéticas

De forma a prevenir danos e falsos alarmes, o equipamento (incluindo cablagem) não deve ser instalado
em locais com níveis elevados de interferências eletromagnéticas (i.e. níveis superiores aqueles a que o
equipamento foi testado). Quando isto não for possível, então deve-se providenciar uma proteção
eletromagnética adequada.

h) Áreas de risco

O posicionamento do equipamento deve considerar quaisquer riscos especiais que possam existir quando
o edifício está ocupado. Em locais com atmosfera potencialmente explosiva, devem ser seguidas as
recomendações referidas em regulamentação nacional.

i ) Documentação

O projetista deve fornecer documentação suficiente de forma a permitir ao instalador executar


corretamente a instalação. No mínimo deve fornecer um desenho mostrando o tipo e a localização dos
dispositivos e um diagrama esquemático mostrando as suas interligações.
O fornecedor ou fabricante, se não for a mesma empresa que o instalador deve fornecer a documentação
complementar para uma correta instalação e interligação dos equipamentos.

j) Qualificações

As pessoas ou empresas que desempenham trabalhos de instalação deverão ser competentes, com
experiência e certificadas.

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7. EXPLORAÇÃO DOS SISTEMAS

a) Receção da instalação

O objetivo do processo de verificação técnica é determinar se os sistemas instalados estão de acordo com o
projeto e com as especificações do fabricante.
NOTA: pode haver mais que uma entidade envolvida no processo.
O técnico responsável pela instalação deve efetuar uma inspeção visual de forma a assegurar que o
trabalho foi executado de forma correta, que os métodos, materiais e componentes utilizados estão de
acordo com esta NT e com o projeto e que os desenhos registados e instruções de operação correspondem
ao sistema instalado.
O técnico responsável deve testar e verificar que o sistema instalado opera de forma correta e,
particularmente, deve verificar que:
– Todos os detetores e botoneiras funcionam;
– A informação dada pela CDI é correta e está de acordo com os requisitos documentados;
– Qualquer ligação a uma central recetora de alarmes de fogo ou central recetora de avisos de avaria
está a funcionar e que as mensagens são corretas e claras;
– Os dispositivos de alarme operam de acordo com as indicações desta NT;
– Todas as funções auxiliares podem ser ativadas;
– Foram fornecidos os documentos e instruções requeridos.
Antes de se proceder à verificação da instalação deverá ser previsto um período preliminar de forma a
verificar a estabilidade do sistema instalado nas condições ambientais habituais do local.
A verificação e aceitação do SADI deve ser realizada, pelo menos, pelo responsável do instalador e pelo
dono de obra ou seu representante. É desejável que o projetista também esteja presente. Pode-se
aproveitar a mesma receção para estar presente o delegado da entidade emissora do parecer e que tem a
missão de fiscalização ou proceder-se a esta vistoria numa sessão posterior.
Os testes de aceitação consistem em:
– Verificar que foram fornecidos todos os documentos necessários à elaboração dos procedimentos ou
plano de prevenção;
– Inspeções visuais, incluindo tudo o que possa ser avaliado através de inspeção visual de forma a
verificar a concordância do equipamento instalado com o projeto e as especificações;
– Testes funcionais sobre o operação correta do sistema, incluindo os interfaces com equipamentos
auxiliares e transmissão em rede, executados operando um número acordado de dispositivos de
deteção do sistema.

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b) Documentação

Deve ser fornecido ao responsável de segurança (RS) ou seu delegado, pessoa responsável pela exploração
das instalações, as instruções adequadas de utilização, cuidados de rotina a observar e testes do sistema
instalado, para além das plantas e memória descritiva do sistema instalado.
O técnico responsável pela instalação deve fornecer ao dono de obra um certificado de verificação técnica
assinado.

c ) Responsabilidade

Quando a verificação estiver completa de acordo com as solicitações do dono de obra o sistema deverá ser
considerado como formalmente entregue. A entrega marca o ponto a partir do qual o dono de obra
assume a responsabilidade do sistema.

d) Aprovação por terceiros

Um SADI faz parte, em princípio, de um conjunto de meios passivos e ativos que a entidade fiscalizadora
pode inspecionar em simultâneo.
Nesses casos a aprovação de um sistema instalado é baseada numa vistoria inicial, seguida de verificações
periódicas continuadas para assegurar que o sistema tenha sido corretamente utilizado, mantido e,
quando necessário, modificado.
Os requisitos das companhias seguradoras contra incêndios podem ter variantes nacionais ou locais e são
usualmente traduzidos nos seus próprios documentos. Estes requisitos especificarão quaisquer
necessidades de envolvimento direto pelas organizações de seguros na inspeção dos sistemas instalados.
No caso da necessidade de aprovação por mais de um organismo oficial e na improvável eventualidade
dos requisitos de dois organismos serem incompatíveis, essas incompatibilidades devem ser discutidas e
resolvidas antes da instalação entrar em funcionamento.

8. MANUTENÇÃO

Para assegurar o funcionamento correto e continuado do sistema, este deve ser regularmente
inspecionado e assistido. As providências adequadas para o efeito devem ser tomadas imediatamente
após a conclusão da instalação quer as instalações estejam ocupadas ou não.
Geralmente deve ser feito um acordo entre o dono de obra ou utilizador e o fabricante, fornecedor ou
outra entidade competente para inspeção, assistência técnica e reparação. O acordo deve especificar as
formas de ligação adequadas para providenciar o acesso às instalações e o prazo no qual o equipamento
deve ser reposto em condições de funcionamento após uma avaria. O nome e o número de telefone da
empresa de assistência técnica devem estar afixados de modo proeminente na CDI.

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a) Rotina de Manutenção

Deve ser implementada uma rotina de inspeção e assistência técnica. Esta rotina destina-se a assegurar o
funcionamento correto e continuado do sistema em condições normais.

Deve ser adotada a seguinte rotina de manutenção.

a1) Verificação diária

O proprietário de e/ou operador deve assegurar que diariamente é verificado o seguinte:


- Que qualquer um dos painéis indica a condição normal, ou que quaisquer variações à condição
normal são registadas no livro de registos de ocorrências e, quando se justifique, reportadas à
organização responsável pela manutenção e assistência técnica;
- Que qualquer alarme registado desde o dia de trabalho anterior recebeu a atenção devida;
- Que, quando adequado, o sistema foi devidamente restaurado depois de qualquer desativação, teste
ou ordem de silenciar.
Qualquer anomalia observada deve ser registada no livro de registo de ocorrências e a ação corretiva
deve ser tomada tão cedo quanto possível.

a2) Verificação mensal

O proprietário de e/ou operador deve assegurar que no mínimo mensalmente é verificado o


seguinte:
- Que qualquer gerador de emergência necessário ao cumprimento das recomendações atrás referidas
funciona, que os seus níveis de combustível são verificados e, quando necessário, este é reabastecido;
- Que as reservas de papel, tinta ou fita de qualquer impressora são adequadas;
- Que o dispositivo de teste de indicadores luminosos (conforme requerido em 12.11 da NP EN54-
2:1997) funciona e que é registado qualquer defeito nos indicadores luminosos.
Qualquer anomalia observada deve ser registada no livro de registo de ocorrências e a ação corretiva
deve ser tomada tão cedo quanto possível.

a3) Verificação Trimestral

Pelo menos uma vez em cada 3 meses o proprietário e/ou operador deve assegurar que uma pessoa
competente:
- Verifica todas as entradas no livro de registos de ocorrências e toma as ações necessárias para repor
o sistema em operação correta;
- Opera pelo menos um detetor ou botão de alarme manual em cada uma das zonas, para testar se a
CDI recebe e exibe o sinal correto, soa o alarme e aciona qualquer outro sinal de aviso ou dispositivo
auxiliar;

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NOTA: Deve ser adotado um procedimento que assegure que funções deletérias, tal como sendo a
liberação de produto extintor, não são executadas.
- Verifica as funções de monitorização de anomalias da CDI:
- Verifica a capacidade da CDI de operar qualquer retentor de porta;
- Quando permitido, acionar a comunicação de alarme ao corpo de bombeiros ou central recetora de
alarmes;
- Executa todas as verificações e testes especificados pelo instalador, fornecedor ou fabricante;
- Averigua eventuais mudanças estruturais ou ocupacionais que possam ter afetado os requisitos para
a localização de botões de alarme manual, detetores e sirenes.
Qualquer anomalia observada deve ser registada no livro de registo de ocorrências e a ação corretiva
deve ser tomada tão cedo quanto possível.

a4) Verificação anual

Pelo menos uma vez por ano o proprietário e/ou operador deve assegurar que uma pessoa
competente:
- Executa a inspeção e rotinas de testes recomendadas diárias, mensal e trimestralmente;
- Verifica o correto funcionamento de cada detetor de acordo com as recomendações do fabricante;
NOTA 1: Embora cada detetor deva ser verificado anualmente, é permissível que sejam verificados
25 % dos detetores em cada uma das inspeções trimestrais.
NOTA 2: Deve ser adotado um procedimento que assegure que funções deletérias, tal como sendo a
liberação de produto extintor, não são executadas.
- Efetua uma inspeção visual para confirmar que todos os cabos e equipamentos estão ajustados e
seguros, não danificados e adequadamente protegidos;
- Efetua uma inspeção visual para verificar se ocorreram mudanças estruturais ou ocupacionais que
tenham afetado os requisitos para a localização de botões de alarme manual, detetores e sirenes. A
inspeção visual também deve confirmar que um espaço de pelo menos 0,5 m é conservado
desimpedido em todas direções abaixo de cada detetor e que todos os botões de alarme manual
permanecem desobstruídos e conspícuos;
- Examina e testa todas as baterias. Qualquer bateria deve ser substituída em intervalos que não
excedam as recomendações do respetivo fabricante.
Qualquer anomalia observada deve ser registada no livro de registo de ocorrências e a acção corretiva
deve ser tomada tão cedo quanto possível.
Deve ter-se especial cuidado para garantir que o equipamento foi apropriadamente reposto em
condições normais de funcionamento, após ensaios.

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b) Prevenção de falsos alarmes durante ensaios de rotina

É importante assegurar que as operações de manutenção e assistência técnica não resultem num falso
alarme de incêndio.
Se, durante o teste, for usada uma ligação a uma central de receção e monitorização de alarmes, é
essencial notificar essa central antes de se iniciar o teste.
Se a transmissão de sinais para uma central de receção e monitorização de alarmes for inibida durante um
teste, deve existir na CDI uma indicação visual desta condição. Se esta indicação não for dada
automaticamente, deve ser afixado no painel indicador um aviso informando os utilizadores da falta da
ligação à central de receção e monitorização de alarmes.
Nota: as CDI em conformidade com a EN 54-2 dão uma indicação automática visual caso a transmissão
esteja inibida na CDI, mas isso pode não acontecer se a transmissão estiver interrompida no exterior do
sistema de deteção de incêndios do edifício (por exemplo pela interrupção da ligação entre o equipamento
de transmissão de alarme de incêndio [anexo E da EN 54-1:1996] e a estação de receção de alarmes de
incêndio [anexo F da EN 54-1:1996]).
Os ocupantes das instalações devem ser previamente avisados de qualquer teste ao sistema do qual possa
resultar a ativação das sirenes.

c) Prevenção de ativações indesejadas durante ensaios de rotina

É importante garantir que as operações de manutenção e assistência não resultem na ativação indesejada
de equipamento de proteção de incêndio.
No caso de existir uma ligação para outro equipamento de proteção de incêndio, a ligação ou o outro
equipamento devem ser desligados durante o ensaio, a menos que se pretenda incluir o ensaio do outro
equipamento.
Caso o sistema de alarme de incêndio atue automaticamente portas corta-fogo ou equipamento similar,
deve tomar-se um cuidado especial para que os ocupantes sejam informados dos possíveis efeitos do
ensaio.

d ) Assistência técnica especial

A rotina de manutenção descrita na alínea b) é destinada a manter o sistema em condições normais de


funcionamento. Podem, no entanto, existir circunstâncias que exijam especial atenção, e necessitem do
aconselhamento da entidade prestadora do serviço de assistência.
Tais circunstâncias devem incluir:
– Qualquer incêndio (detetado automaticamente ou não);
– Qualquer incidência anormal de falsos alarmes;
– Ampliação, alteração ou decoração das instalações;

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– Mudança na ocupação ou nas atividades desenvolvidas na área protegida pelo sistema;


– Alterações do nível de ruído ambiente ou atenuação de som tais como alterar os requisitos das
sirenes;
– Dano em qualquer parte do sistema, mesmo que nenhuma avaria seja imediatamente aparente;
– Qualquer mudança no equipamento auxiliar;
– Uso do sistema antes de estarem completos os trabalhos no edifício e o edifício estar
completamente entregue.

e ) Garantias

Para além de quaisquer garantias requeridas pela legislação, o equipamento dos sistemas
instalados será normalmente garantido pelos fabricantes ou fornecedores, e o desempenho do
sistema instalado deve ser garantido por uma das empresas responsáveis pelo fornecimento ou
instalação.

Qualquer garantia deve ser escrita e no mínimo especificar:

ƒ A empresa responsável pela totalidade da garantia;

ƒ A(s) data(s) a partir da(s) qual(ais) se inicia a garantia;

ƒ A duração da garantia;

ƒ A extensão da responsabilidade coberta pela garantia.

Se possível, todas as garantias devem ter início na mesma data.

e ) Reparação e modificação

Em caso de:
– Qualquer indicação de mau funcionamento do sistema;
– Dano em qualquer parte do sistema;
– Qualquer mudança na estrutura ou ocupação das instalações;
– Qualquer mudança nas atividades desenvolvidas na área protegida que possa alterar o risco de
incêndio, o proprietário e/ou utilizador deve informar imediatamente a entidade prestadora do
serviço de assistência para que sejam tomadas as necessárias medidas corretivas.

f ) Sobressalentes

É conveniente a existência no local de peças sobressalentes (tais como vidros de reserva para botões de
alarme manual, ou como os detetores de fumo, que poderão existir opcionalmente).

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g ) Documentação

Todos os trabalhos executados no sistema devem ser registados no livro de registo de ocorrências.
Quaisquer pormenores do trabalho devem ser igualmente registados no livro de registo de ocorrências
para ser incluído no registo de segurança, que é uma das partes do Plano de Segurança (ver NT VIII.I.01).

No final das inspeções trimestrais e anuais, é recomendável que a entidade responsável pelos testes
forneça à pessoa responsável uma confirmação assinada de que os testes recomendados acima foram
efetuados e que quaisquer deficiências identificadas no sistema foram notificadas à pessoa responsável.

h ) Responsabilidade

A responsabilidade pela manutenção do sistema de deteção de incêndio e de alarme de incêndios deve ser
claramente definida. Essa responsabilidade pertence ao responsável de segurança (RS) do edifício, que
pode delegar essa competência.
A manutenção deve ser executada somente por pessoas adequadamente treinadas e competentes para
efetuar a inspeção, assistência técnica e reparação do sistema instalado. A responsabilidade deste trabalho
recai sobre essas pessoas ou sobre a entidade a que pertencem.

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 42/43
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 12
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO
DE INCÊNDIO

ANEXO

LOCALIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DOS DETETORES TÉRMICOS E DE FUMOS

Em alternativa ao descrito no ponto 5.7 a1) sobre a localização e distribuição dos detetores térmicos e de
fumos, resume-se, de seguida o especificado na CEA 4040, de julho de 2003.
A eficácia dos detetores térmicos e de fumos depende da presença de um teto fechado sobre eles.
A área máxima (A max.) de vigilância de um detetor é função do tipo do detetor, da altura do
compartimento, da inclinação do teto citado e da área total do compartimento a proteger conforme tabela
seguinte.

Inclinação do teto
Área total do
Altura do
compartimento a Tipo de detetor ≤ 20° > 20°
compartimento
proteger
Amax Amax
≤80 m² Fumos * ≤12,0 80 m² 80 m²
≤ 6,0 m 60 m² 90 m²
> 80 m² Fumos *
6.0 m ≤ 12,0 m 80 m² 110 m²
Térmico Grau 1 A1** ≤ 7,5 m
Térmico Grau 2
≤30 m² ≤ 6,0 m 30 m² 30 m²
A2,B,C,D,E,F e G **
Térmico Grau 3 ** ≤ 4,5 m
Térmico Grau 1 A1** ≤ 7,5 m
Térmico Grau 2
> 30 m² ≤ 6,0 m 20 m² 40 m²
A2,B,C,D,E,F e G **
Térmico Grau 3 ** ≤ 4,5 m
*EN 54-7 ** EN 54-5

Função dos riscos a área efetiva (An) de vigilância é calculada por: An = K x A max em que K é o fator de
risco dado pela tabela seguinte.

Local de Risco Categoria de risco Coeficiente K


AeB 1ª a 4ª 1
C 1ª a 4ª 0,6
D 1ª a 4ª 0,6
E 1ª a 4ª 0,6
F 1ª a 4ª 0,3

NOTA: Os tetos e pavimento falsos para os quais seja exigível proteção com detetores são equiparados,
para os efeitos de cálculo do coeficiente K, como locais de risco C.

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 43/43
Diário da República, 2.ª série — N.º 191 — 3 de outubro de 2013 30155

29 de janeiro, delego na mesma entidade a competência para autorizar SOLG OPRDET 138311 G — Ana Claudia de Almeida Rodrigues
e realizar despesas com a locação e aquisição de bens e serviços e com Faria — CA.
empreitadas de obras públicas, até ao limite de 99.759,58 euros, que
me é conferida pela alínea a) do n.º 1 do artigo 17.º do Decreto-Lei Contam a antiguidade e os efeitos administrativos desde 31 de agosto
n.º 197/99, de 8 de junho, conjugado com o n.º 5 do artigo 5.º do Decreto- de 2013.
-Lei n.º 231/2009, de 15 de setembro. São integrados na posição 1 da estrutura remuneratória do respetivo
3 — Ao abrigo da autorização que me é conferida pelo n.º 4 do Des- posto, de acordo com o n.º 1 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 296/09,
pacho n.º 266/2012, de 30 de dezembro de 2011, do Ministro da Defesa de 14 de outubro.
Nacional, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 7, de 10 de
16 de setembro de 2013. — Por subdelegação do Comandante do
janeiro de 2012, subdelego na mesma entidade a competência para, no
Pessoal da Força Aérea e após delegação do Chefe do Estado-Maior da
âmbito da Academia Militar, autorizar despesas com indemnizações a
Força Aérea, o Diretor, José Alberto Fangueiro da Mata, MGEN/PILAV.
terceiros resultantes de acordo com o lesado, decorrentes da efetivação
207271868
da responsabilidade civil do Estado emergente de acidentes de viação em
que sejam intervenientes viaturas do Exército, ficando a indemnização
limitada aos danos materiais e ao valor máximo de 5.000 euros. Portaria n.º 648/2013
4 — As competências referidas no n.º 2 podem ser subdelegadas, no Manda o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea que o oficial em
todo ou em parte, no Diretor dos Serviços Gerais da Academia Militar. seguida mencionado passe à situação de reserva, por declaração expressa,
5 — São ratificados todos os atos praticados pelo Comandante da ao abrigo da alínea c) do n.º 1 do artigo 152.º do Estatuto dos Militares
Academia Militar que se incluam no âmbito do presente despacho, desde das Forças Armadas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 236/99, de 25 de
28 de junho de 2013 e até à publicação do mesmo. junho, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 197-A/2003,
10 de julho de 2013. — O Chefe do Estado-Maior do Exército, Artur de 30 de agosto, e pelo Decreto-Lei n.º 166/2005, de 23 de setembro,
Pina Monteiro, general. considerando os n.os 5 e 6 do artigo 3.º do último diploma, e o n.º 2 do
207273009 artigo 84.º da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro:

Quadro de Oficiais PILAV


Despacho n.º 12602/2013
COR PILAV Q-e 062314-J Carlos Manuel Gomes de Oliveira —
1 — Ao abrigo da autorização que me é conferida pelo n.º 2 do Despa- DINST
cho n.º 2431/2013, de 16 de janeiro de 2012, do Comandante das Forças
Terrestres, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 31, de 13 de Conta esta situação desde 18 de setembro de 2013.
fevereiro de 2013, subdelego no Comandante da Unidade de Apoio do
Comando da Zona Militar da Madeira, Tenente-Coronel de Cavalaria 18 de setembro de 2013. — Por subdelegação do Comandante do Pes-
NIM 12694585 Hélder de Jesus Charreu Casacão, a competência que soal da Força Aérea, após delegação do Chefe do Estado-Maior da Força
me é conferida pelo n.º 2 do mesmo Despacho, para autorizar despesas Aérea, o Diretor, José Alberto Fangueiro da Mata, MGEN/PILAV.
com aquisição de bens e serviços, até 5.000 euros. 207271113
2 — Este despacho produz efeitos desde 16 de julho de 2013, ficando
por este meio ratificados todos os atos entretanto praticados que se
incluam no âmbito desta subdelegação de competências. MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA
29 de julho de 2013. — O Comandante da Zona Militar da Madeira,
Marco António Mendes Paulino Serronha, major-general. Autoridade Nacional de Proteção Civil
207272767
Despacho n.º 12605/2013
FORÇA AÉREA Nos termos do n.º 7 do artigo 168.º da Portaria n.º 1532/2008, de
29 de dezembro (RT- SCIE) as redes secas e húmidas devem ser do tipo
homologado de acordo com as normas portuguesas ou, na sua falta, por
Direção de Pessoal especificação técnica publicada por despacho do Presidente da ANPC.
Na ausência daquelas normas cumpre pois definir quais os requisi-
Despacho n.º 12603/2013 tos e especificações a que deve obedecer a instalação de redes secas e
húmidas, para uso do serviço de incêndio.
Manda o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea que o sargento em Assim, ao abrigo do disposto na alínea e) do n.º 2 do artigo 2.º e da
seguida mencionado passe à situação de reserva, por declaração expressa, competência prevista na alínea g) do artigo 12.º, ambos do Decreto-Lei
ao abrigo da alínea c) do n.º 1 do artigo 152.º do Estatuto dos Militares n.º 73/2013, de 31 de maio (Lei Orgânica da Autoridade Nacional de Pro-
das Forças Armadas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 236/99, de 25 de teção Civil) e, ainda, do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 220/2008,
junho, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 197-A/2003, de 12 de novembro (RJSCIE), e no uso da competência que me foi
de 30 de agosto e pelo Decreto-Lei n.º 166/2005, de 23 de setembro, delegada pela alínea iv) do n.º 1 do Despacho do presidente da ANPC
considerando os n.os 5 e 6 do artigo 3.º do mesmo diploma, e o n.º 2 do n.º 8856/2013, datado de 25 de junho de 2013, publicado no Diário da
artigo 84.º da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro: República, 2.ª série, n.º 129, de 8 de julho, determino:
1 — É aprovada a Nota Técnica N.º 13 — Redes Secas e Húmi-
Quadro de Sargentos SAS das — anexa ao presente Despacho, e do qual faz parte integrante.
SAJ SAS Q-e 042913-K Joaquim Francisco Cardoso Mancha — BA6 2 — O presente Despacho entra em vigor no primeiro dia útil seguinte
ao da sua publicação.
Conta esta situação desde 1 de setembro de 2013. 18 de setembro de 2013. — O Diretor Nacional, José António Gil
2 de setembro de 2013. — Por subdelegação do Comandante do Oliveira.
Pessoal da Força Aérea, após delegação do Chefe do Estado-Maior da
Força Aérea, o Diretor, José Alberto Fangueiro da Mata, MGEN/PILAV. ANEXO
207270993 Nota técnica n.º 13
Despacho n.º 12604/2013 Redes secas e húmidas
Manda o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea que os militares
em seguida mencionados, ingressem na especialidade de Operadores Objetivo
Radaristas de Deteção da categoria de Praças do regime de contrato, Definir, na ausência de normas portuguesas, quais os requisitos e es-
no posto de Segundo-Cabo, de acordo com o estabelecido na alínea c) pecificações a que deve obedecer a instalação de redes secas e húmidas,
do n.º 1, n.º 2 e n.º 4, do artigo 296.º conjugado com a alínea c) do ar- para uso do serviço de incêndios.
tigo 304.º do Estatuto dos Militares das Forças Armadas aprovado pelo
Decreto-Lei n.º 236/99, de 25 de junho, com as alterações introduzidas Aplicação
pelo Decreto-Lei n.º 197-A/2003, de 30 de agosto, por terem concluído
Fornecimento e montagem de tubagem, bocas de incêndio, bocas
com aproveitamento a Instrução Complementar em 30 de agosto de 2013.
de alimentação e restantes equipamentos, integrando redes secas ou
SOLG OPRDET 138309 E — Rafael Moreira e Silva — CA. húmidas, e forma de os identificar, em conformidade com o exigido
SOLG OPRDET 138310 J — Joana Paula Pereira de Sousa — CA. no RT-SCIE.
30156 Diário da República, 2.ª série — N.º 191 — 3 de outubro de 2013

Referências Quando o ramal sirva colunas montantes deve, no seu ponto mais
baixo, ser dotado de dispositivo de purga de água e no mais alto, junto
Regulamento Técnico de SCIE (Portaria n.º 1532/2008, de 29 de de- da boca de alimentação, de válvula de purga de ar, sendo ambos os
zembro: Título VI — Condições Gerais dos equipamentos e Sistemas de dispositivos manobráveis deste último local.
Segurança; Capítulo V — Meios de Intervenção —, Secção II — Meios No caso da coluna servida ser descendente, no ponto mais alto do
de Segunda Intervenção — , artigos 168.º — utilização de meios de ramal, que deve ser único, será instalada válvula de purga de ar nas
segunda intervenção — a 171.º — Condições Gerais dos Equipamentos condições anteriormente definidas.
e Sistemas de Segurança)
2.4 — Bocas de alimentação
1 — Introdução
As redes secas, montante e descendente quando coexistam, devem
Segundo o estabelecido no RT-SCIE os edifícios com determinadas ser obrigatoriamente individualizadas e possuir bocas de alimentação
utilizações-tipo, categoria de risco, ou ainda com características arqui- independentes e apropriadas a cada uma delas.
tetónicas que tornem difícil o combate a incêndio a partir dos meios Nas redes, montantes ou descendentes, independentemente do seu
existentes nos veículos de socorro, devem ser servidos por uma rede diâmetro (80 mm ou 100 mm), a boca de alimentação deve ser dupla
interior de incêndios fixa, própria para a intervenção dos bombeiros. (siamesa) com junções de aperto rápido tipo “STORZ” DN 75.
Admite-se que tal rede possa, em circunstâncias regulamentarmente Todas as bocas devem ser munidas de bujão a elas preso por corrente.
definidas, estar seca ou em carga. A boca de alimentação deve:
No primeiro caso, fala-se, genérica e simplificadamente, da exis-
tência de uma rede seca. Esta constitui uma interligação fixa entre as a) Localizar-se na fachada, junto à faixa de operação se existir, loca-
mangueiras utilizadas no combate ao incêndio e a boca de alimentação, lizada na via de acesso;
no exterior, a qual é alimentada a partir dos sistemas de bombagem exis- b) Ter o seu eixo a uma cota de nível relativamente ao pavimento da
tentes nos veículos urbanos de combate a incêndios. A rede designa-se via de acesso compreendida entre 0,80 e 1,20 m;
por rede seca descendente ou por rede seca montante consoante sirva c) Ser protegida por armário (ou nicho dotado de porta), com as
pisos, respetivamente, abaixo ou acima do nível de referência. dimensões mínimas de 0,80 × 0,80 m, com porta devidamente sina-
No segundo caso, rede em carga, a respetiva instalação designa-se lizada no exterior com a frase «SI — REDE SECA» ou o pictograma
por rede húmida. Esta instalação deve manter-se permanentemente em equivalente (ver NT n.º 11), contendo pelo interior a identificação das
carga, com alimentação de água proveniente de um depósito privativo redes «MONTANTE» ou «DESCENDENTE».
do serviço de incêndios, pressurizada através um grupo sobrepressor A parte inferior do armário ou nicho deve estar, no mínimo, a 0,50 m
próprio, funcionando em conformidade com o disposto no n.º 3 do do eixo da boca.
artigo 171.º do RT-SCIE. As bocas de alimentação devem ser dotadas de válvulas antirretorno.
A rede húmida de 2.ª intervenção pode ser comum à rede de 1.ª in- As bocas de alimentação devem ser montadas com as entradas de água
tervenção prevista no artigo 164.º do RT-SCIE, à qual são acopladas as viradas para o pavimento e a sua conceção deve ser tal que os planos
respetivas bocas de incêndio. perpendiculares ao seu eixo, que contêm, respetivamente, as secções
A tubagem e os equipamentos a fornecer devem ser do tipo homolo- nos pontos de ligação à coluna, ou ao ramal, e de entrada de água na
gado, montados em conformidade com as normas portuguesas ou, na junção STORZ, façam entre si um ângulo de 33.º
sua falta, de acordo com as especificações técnicas que seguidamente
se enunciam. 2.5 — Bocas de incêndio
2 — Rede seca A coluna terá, em cada ponto referido no RT-SCIE, uma boca de
incêndio dupla para acoplamento das mangueiras para ataque direto ao
2.1 — Descrição geral incêndio, do tipo STORZ DN 52.
Uma rede seca compreende: Em regra, as bocas de incêndio devem localizar-se, por ordem de-
crescente de prioridades:
a) Uma coluna (tubagem vertical);
b) O acoplamento direto, ou através de ramal de ligação, entre a coluna a) Na caixa da escada, designadamente quando esta é protegida;
e a sua boca de alimentação; b) Dentro de câmaras corta-fogo, se existirem;
c) A boca de alimentação (dupla) na fachada (boca siamesa); c) Noutros locais, partindo do princípio que o ataque a um incêndio
d) As bocas de incêndio duplas nos pisos. se faz sempre a partir de um local protegido.
A sua instalação deve garantir que o eixo da boca tenha uma cota de
2.2 — Colunas nível entre 0,80 a 1,20 m relativamente ao pavimento.
Admite-se a sua localização à vista, dentro de nichos ou dentro de
As colunas devem ter, sempre que possível, um traçado vertical re- armários, devidamente sinalizados na parte visível da porta e com a frase
tilíneo. «SI — REDE SECA» ou o pictograma equivalente (ver NT n.º 11). A
A coluna da rede seca deve comportar no seu percurso saídas apenas distância mínima entre o eixo das bocas de incêndio e a parte inferior
para as bocas de incêndio de 2.ª intervenção e terminar por um troço dos nichos ou armários deve ser de 0,50 m.
vertical fechado na sua extremidade com um comprimento mínimo de O corpo das bocas deverá ser fabricado em material resistente a
1,5 m, contado da boca de incêndio mais elevada, concebido para resistir solicitações mecânicas e a ambientes corrosivos.
à pressão hidráulica de ensaio. As bocas devem ser equipadas com válvula de passagem com abertura
As colunas descendentes devem possuir válvula de purga de água no por volante, o qual deve indicar de forma indelével o sentido de abertura
seu ponto de cota mais baixa. e fecho da válvula.
As colunas secas montantes devem possuir os seguintes diâmetros Todas as bocas devem possuir tampões ligados às bocas por corrente.
nominais: O tamponamento com as bocas submetidas à pressão de teste deve
a) DN 80 para utilizações-tipo da 2.ª categoria de risco ou inferior; garantir uma estanqueidade total.
b) DN 100 para utilizações-tipo da 3.ª e 4.ª categorias de risco. A ligação de entrada, quando as bocas estão em carga à pressão de
teste deve garantir uma estanqueidade total.
As colunas secas descendentes devem possuir o diâmetro nominal
DN 80. 2.6 — Casos particulares
2.3 — Ramais de ligação O dimensionamento das redes secas deve ser justificado pelo proje-
tista através do cálculo hidráulico sempre que seja verificada uma das
Quando o acoplamento não for do tipo direto, isto é quando a boca seguintes condições:
de alimentação não for acoplada diretamente à tubagem vertical, deve
existir um ramal de ligação o qual deve possuir o mesmo diâmetro da a) O comprimento do ramal de alimentação seja superior a 14 m;
coluna. A junção das duas tubagens deve ser protegida contra os esforços b) A ligação das bocas de incêndio não seja direta à coluna mas
horizontais resultantes da introdução da água sob pressão na boca de efetuada em troços horizontais de tubagem;
c) A altura da utilização-tipo que serve seja superior a 50 m.
alimentação, nas condições estabelecidas no ponto 2.7 da presente NT.
Este troço horizontal pode ser instalado à face ou embebido não
podendo atravessar locais de risco C, garantindo nos restantes casos as 2.7 — Outros fatores para dimensionamento
condições de proteção já referidas para as colunas. Para os diâmetros das colunas de DN 80 e DN 100 e os caudais
O seu traçado deve ser retilíneo e o mais curto possível. referidos, as perdas de carga globais, calculadas entre a boca de ali-
O cotovelo de ligação à coluna deve ter um raio de curvatura mínimo mentação e a boca de incêndio mais desfavorável, devem ser inferiores
de 0,15 m ou 0,20 m, respetivamente para diâmetros DN 80 e DN 100. às indicadas no Quadro I.
Diário da República, 2.ª série — N.º 191 — 3 de outubro de 2013 30157

QUADRO I Estes valores são medidos na boca mais desfavorável, local onde deve
ser colocado manómetro que os confirme.

Diâmetro Caudal Perda de carga global 3.5 — Caudais mínimos


Os caudais a considerar no cálculo são:
DN 80. . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 m3/hora 850 kPa a) 4,0 l/s para BI ou BITT;
DN 100. . . . . . . . . . . . . . . . . 100 m3/hora 700 kPa b) 1,5 l/s para BITC.
No cálculo devem considerar-se em funcionamento simultâneo metade
O conjunto da rede deve possuir uma resistência, e garantir a conse- das bocas de incêndio ou BITT, num máximo de quatro.
quente estanquidade, a uma pressão de ensaio de 2500 kPa. A pressão
de teste deverá ser, no mínimo 1400 kPa ou 300 kPa acima da pressão 4 — Tubagens a utilizar e respetivos acessórios
máxima dada pelos grupos de pressurização da rede, no caso das redes
húmidas, durante duas horas. As tubagens a utilizar na montagem das redes devem ser em ferro, da
Adicionalmente, a velocidade máxima admissível da água nas con- série “média” com costura e a sua fabricação obedecer às normas DIN
dutas deve ser de 10 m/s. 2440 para diâmetros até 100 mm inclusive e DIN 2448 para diâmetros
superiores a 100 mm.
Em todos os percursos à vista deve ser tratada por galvanização a
3 — Rede húmida quente e levar uma pintura com duas demãos de primário anti-corrosivo
com espessura média total de 100 microns e um acabamento com uma
3.1 — Descrição geral demão de borracha cloretada com uma espessura média de 60 μm* da
Este tipo de instalação difere da rede seca pelo facto de: cor exigida pelas normas em vigor (RAL 3000).
Nos percursos enterrados deve ter um tratamento por galvanização a
a) Se manter permanentemente em carga, com alimentação de água frio exterior e ser envolvida por fita betuminosa de proteção mecânica
proveniente de um depósito privativo do serviço de incêndios, pressuri- e anti-corrosiva do tipo denso, aplicada em espiral.
zada através um grupo sobrepressor próprio em conformidade com a NT As uniões entre tubos devem ser ranhuradas (grooved system) ou ros-
n.º 15 e considerando o disposto no n.º 3 do artigo 171.º do RT -SCIE; cadas para diâmetros até 100 mm inclusive e ranhuradas ou flangeadas
b) Poder conter bocas de incêndio tamponadas próprias para a 2.ª in- para diâmetros superiores a 100 mm sempre que os sistemas de alimen-
tervenção, em tudo semelhantes às referidas para a rede seca, podendo tação sejam constituídos por reservatórios e grupos supressores próprios.
ou não ser armadas, mas também bocas de incêndio armadas (RIA) com Todos os acessórios devem ser do mesmo material das tubagens e
mangueiras semi-rigidas enroladas em carretel para a 1.ª intervenção; ter o mesmo tratamento.
c) Ter que possuir em alternativa, face a uma avaria do sistema de As secções mínimas são as indicadas no Quadro II.
bombagem ou a falta de água no depósito, alimentação de água através
dos veículos dos bombeiros diretamente por ramal seco, de diâmetro
QUADRO II
apropriado, ligado diretamente ao tubo coletor de compressão das bom-
bas. É pressuposto a existência de válvulas antirretorno nos coletores
de compressão de cada grupo. Diâmetro do tubo (φ)
Secção transversal
mínima

3.2 — Boca siamesa de alimentação alternativa


φ = DN 50 mm . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 mm2 (M8)
A alimentação será através de uma boca dupla, siamesa, dotada de DN 50 mm < φ ≤ DN 80 mm . . . . . . . . . . . . . . 50 mm2 (M10)
válvula antirretorno, onde cada uma das junções será de aperto rápido DN 80 mm < φ ≤ DN 100 mm . . . . . . . . . . . . . 70 mm2 (M12)
tipo “STORZ” DN 75.
Todas as bocas devem ser munidas de bujão.
A boca de alimentação deve: Todos os suportes devem ser adequadamente protegidos contra a cor-
rosão e fixados por parafusos, não sendo permitido o uso de explosivos
a) Localizar-se na fachada junto à faixa de operação, se existir, loca- para fixação das buchas nas paredes.
lizada na via de acesso; O espaçamento máximo entre suportes deve ser o indicado no Qua-
b) Ter o seu eixo a uma cota de nível relativamente ao pavimento da dro III.
via de acesso compreendida entre 0,80 e 1,20 m; * 1 μm = 10-6 m
c) Ser encerrada num armário próprio sinalizado com a seguinte
frase «SI — REDE HÚMIDA» — no painel ou porta, pelo exterior, e QUADRO III
«BOCA SECA» pelo interior do mesmo, ou os pictogramas equivalentes
(ver NT n.º 11).
Distância
Diâmetro do tubo (mm)
entre suportes (m)
3.3 — Bocas de incêndios armadas (BIA)
A boca de incêndio permanentemente acoplada a uma mangueira com Até 50. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4,6
a respetiva agulheta diz-se que está “armada” e designa-se por BIA. Se 65 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5,0
a rede possui todas as bocas de incêndio nestas condições, designa-se 100 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6,0
por RIA (rede de incêndio armada). 125 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6,6
As mangueiras utilizadas em 2.ª intervenção devem ser flexíveis. As 150 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8,5
mangueiras flexíveis estão normalmente acopladas a bocas de incêndio
de diâmetros 50 mm (45) ou 70 mm (60), a sua instalação é normal-
mente feita em armários ou nichos providos de porta e devem estar As buchas a utilizar na parede devem ser metidas até uma profun-
em conformidade com a NP EN 671 — 2, em tudo o que não esteja didade de 30 mm para tubos até 50 mm de diâmetro e de 40 mm para
expressamente referido nesta NT. diâmetros superiores.
É usual designar-se esta BIA por TIPO TEATRO (TT), sendo apro- A tubagem enterrada deve ser fixada a chumbadouros em betão. A
priada para a intervenção dos bombeiros ou outro pessoal habilitado aplicação de chumbadouros deve ser efetuada em cada mudança de
(equipa de segurança). direção da linha de água, nas derivações, reduções, válvulas, etc.
Em regra, as bocas de incêndio ou BITT devem localizar-se, por A fixação deve ser efetuada de modo que o acessório protegido fique
ordem decrescente de prioridades: acessível para inspeção ou reparação.
No caso particular de coluna seca com ramal a aplicação de chum-
a) Na caixa da escada, designadamente quando esta é protegida; badouro deve ser efetuada na mudança de direção da linha de água,
b) Dentro de câmaras corta-fogo, se existirem; ramal/coluna. Os chumbadouros devem ser em betão e a fixação ser
c) Noutros locais, partindo do princípio que o ataque a um incêndio
efetuada do modo que o cotovelo protegido fique acessível para inspe-
se faz sempre a partir de um local protegido.
ção ou reparação.
207273803
3.4 — Pressões
Nas bocas de incêndio mais desfavoráveis em termos de localização, Despacho n.º 12606/2013
as pressões devem ser iguais ou superiores a: 1 — Considerando a entrada em vigor da nova Orgânica da Autoridade
a) 350 kPa para BI ou BITT; Nacional de Proteção Civil, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 73/2013, de
b) 250 kPa para BITC. 31 de maio, que veio introduzir determinados ajustamentos por forma
33738 Diário da República, 2.ª série — N.º 223 — 18 de novembro de 2013

Conta esta situação desde 2 de novembro de 2013. Referências


Transita para o ARQC desde a mesma data. Regulamento Técnico de SCIE (Portaria n.º 1532/2008, de 29 de-
4 de novembro de 2013. — Por subdelegação do Comandante do zembro)
Pessoal da Força Aérea, após delegação do Chefe do Estado Maior da EN 12845 — Fixed firefighting systems — Automatic sprinkler
Força Aérea, o Diretor, José Alberto Fangueiro da Mata, MGEN/PILAV. systems — Design, installation and maintenance
207382068 Caderno Técnico PROCIV n.º 14

Despacho n.º 14902/2013 1 — Introdução


Manda o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea que o militar em Qualquer central de bombagem do serviço de incêndios (CBSI) exige
seguida mencionado passe à situação de reforma, nos termos da alínea b) para alimentação de água, segundo o estabelecido no RT-SCIE, o recurso
do n.º 1 do Artigo 159.º do Estatuto dos Militares das Forças Armadas, a uma fonte do tipo reservatório.
aprovado pelo Decreto-Lei n.º 236/99, de 25 de junho, com as altera- Os equipamentos a instalar deverão ser construídos, instalados e
ções introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 197A/03, de 30 de agosto e pelo mantidos em conformidade com a Norma Europeia 12845.
Decreto-Lei n.º 166/05, de 23 de setembro, tendo em consideração as
disposições transitórias previstas no Artigo 3.º do último diploma e a 2 — Descrição geral
norma interpretativa estatuída no Artigo 2 do Decreto-Lei n.º 239/06,
de 22 de dezembro: A CBSI é para uso exclusivo do socorro e deverá conter todos os
Quadro de Sargentos MELECA equipamentos necessários ao seu funcionamento, controlo e sinalização,
designadamente: bomba(s) principal(is) e bomba de reserva, bomba
SMOR MELECA RESQPfe 018438B, José Carlos Bernardino Pe- equilibradora de pressão (jockey), quadros elétricos, válvulas de sec-
reira — MOB cionamento, retenção e de alívio de pressão, manómetros, pressostatos,
caudalímetro e coletores.
Conta esta situação desde 01 de novembro de 2013. A central de bombagem deverá possuir, no mínimo, bomba(s)
Transita para o ARQC desde a mesma data. principal(is), bomba de reserva e uma bomba equilibradora de pressão
4 de novembro de 2013. — Por subdelegação do Comandante do Pes- (jockey). As bombas principais e de reserva podem ser de acionamento
soal da Força Aérea, após delegação do Chefe do Estado-Maior da Força elétrico, diesel ou uma combinação de ambos.
Aérea, o Diretor, José Alberto Fangueiro da Mata, MGEN/PILAV. As combinações das bombas principal e de reserva são uma das
207382043 seguintes, salvo nas exceções previstas no artigo 74.º do RT-SCIE (1):
a) Duas bombas elétricas, alimentadas pela rede elétrica pública e
alternativamente por uma fonte central de emergência;
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA b) Uma bomba principal elétrica, uma motobomba de reserva, ali-
mentadas pela rede elétrica pública;
c) Duas motobombas principais, alimentadas pela rede elétrica pública
Autoridade Nacional de Proteção Civil e com depósitos de alimentação de combustível independentes para
cada motobomba.
Despacho n.º 14903/2013
No caso de bombas de acionamento elétrico, estas devem ter alimen-
tações de energia independentes (vide Secção 7 da EN 12845 — Ali-
Aprovação da Nota Técnica 15 — Centrais de Bombagem mentação de Energia Quadros Elétricos).
para o Serviço de Incêndio As bombas principais devem funcionar em reserva ou ajuda, com
Nos termos do n.º 2 do artigo 171.º da Portaria n.º 1532/2008, de 29 arranque da segunda em caso de falha da primeira ou em caso de cau-
de dezembro (RT-SCIE), a utilização de centrais de bombagem para dal insuficiente desta. Devem possuir características semelhantes. O
o serviço de incêndio deve sê-lo em conformidade com as normas arranque deve ser exercido através dos pressostatos por encravamento
portuguesas ou, na sua falta, por especificação técnica publicada por elétrico, sendo a paragem apenas manual.
despacho do Presidente da ANPC. Em caso de combinação de acionamento elétrico e diesel, a moto-
Na ausência daquelas normas cumpre pois definir quais os requisitos bomba arrancará sempre depois da eletrobomba.
e especificações a que deve obedecer a instalação de centrais de bom- A bomba equilibradora de pressão (jockey) deve ter características
bagem, para uso do serviço de incêndio. inversas às das bombas principais, isto é, ser de caudal inferior e altura
Assim, ao abrigo do disposto na alínea e) do n.º 2 do artigo 2.º e da mano métrica superior. O seu arranque e paragem devem ser automáticos
competência prevista na alínea g) do artigo 12.º, ambos do Decreto-Lei através do respetivo pressostato.
n.º 73/2013, de 31 de maio (Lei Orgânica da Autoridade Nacional de Pro-
teção Civil) e, ainda, do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 220/2008, 3 — Características construtivas e de montagem
de 12 de novembro (RJSCIE), e no uso da competência que me foi
delegada pela alínea iv) do n.º 1 do despacho do presidente da ANPC 3.1 — Compartimentos para grupos de bombagem
n.º 8856/23013, datado de 25 de junho de 2013, publicado no Diário da Classificam-se os compartimentos destinados à instalação de centrais
República, 2.ª série, n.º 129, de 8 de julho, determino: de bombagem do serviço de incêndios como locais de risco F, devendo,
1 — É aprovada a Nota Técnica n.º 15 — Centrais de Bombagem como tal, ser devidamente isolados e protegidos.
para o Serviço de Incêndio — anexa ao presente despacho, e do qual Os compartimentos para Grupos de Bombagem de proteção contra
faz parte integrante. incêndio devem possuir as seguintes características:
2 — O presente despacho entra em vigor no primeiro dia útil seguinte a) Ser exclusivos para a proteção contra incêndio, admitindo-se que
ao da sua publicação. possam conter centrais de bombagem para outras instalações hidráulicas
23 de outubro de 2013. — O Diretor Nacional de Planeamento de do edifício;
Emergência, José António Gil Oliveira. b) Se alimentar um sistema automático de extinção por sprinklers deve
possuir proteção contra incêndios através desse sistema de sprinklers;
ANEXO c) Possuir temperatura ambiente superior a 4°C, quando constituído
por eletrobomba, e superior a 10°C, quando existirem motobombas;
Nota técnica n.º 15 d ) Possuir ventilação adequada, de acordo com as recomendações
do fabricante;
Centrais de Bombagem para o Serviço de Incêndio e) Possuir drenagem de águas residuais, conforme estabelecido nos
Resumo artigos 186.º a 189.º do RT-SCIE.

Definir, na ausência de normas portuguesas, quais os requisitos e 3.2 — Características gerais


especificações a que deve obedecer a instalação de uma central de O corpo das bombas (principal e de reserva) deve ser construído em
bombagem para uso do serviço de incêndios. ferro fundido ou, pelo menos, em metal de características equivalente e
os elementos que estiverem submetidos a desgaste e, simultaneamente,
Aplicação
estiverem em contacto direto com a água, devem ser construídos em
Fornecimento e montagem de equipamentos de centrais de bombagem bronze, aço inoxidável de fundição ou, pelo menos, em metal com
em conformidade com o estabelecido no RT-SCIE. características equivalentes.
Diário da República, 2.ª série — N.º 223 — 18 de novembro de 2013 33739

Para efeitos de trabalhos de inspeção manutenção e reparação, o A altura entre o nível mínimo da água no reservatório e o eixo da
acoplamento entre a bomba e o motor tem de permitir a desmontagem bomba não deve exceder 3,20 m.
do conjunto rotórico sem desmontar o motor e a tubagem de aspiração
e descarga.
3.3 — Válvulas
Deve ser instalada uma válvula de seccionamento na tubagem de
aspiração e uma válvula de retenção e uma de seccionamento na tuba-
gem de descarga.
Eventuais reduções na aspiração devem ser do tipo excêntrico com a
parte superior em plano horizontal. A parte inferior deve ter um ângulo
não superior a 20° e o seu comprimento não deve ser inferior a duas
vezes o diâmetro da tubagem de aspiração.
Uma redução na descarga deve ser do tipo concêntrico, abrindo no
sentido do fluxo com um ângulo não superior a 20°
As válvulas não devem ser instaladas diretamente na flange da bomba,
mas sempre no diâmetro superior do cone. Nota. — A temperatura da água não pode exceder os 40°C. No caso
Deve ser instalada uma válvula de alívio no cone de descarga, entre de bombas submersíveis a temperatura da água não deverá exceder os
a flange da bomba e a válvula antiretorno, de modo a evitar o sobrea- 25°C, exceto se o motor for adequado para temperaturas até 40°C.
quecimento da bomba quando esta funciona com a válvula de descarga
fechada. O tubo de descarga da válvula deve ser único por bomba
principal e estar visível, devendo permitir a verificação da temperatura 3.6 — Ferragem das bombas
da água. As bombas em aspiração negativa devem possuir um sistema de
Para o funcionamento da instalação, as válvulas devem ser seladas ferragem (escorva) automático, no troço de descarga da bomba, inde-
na posição de aberto. pendente para cada uma delas.
Tal sistema constará de um depósito, localizado a uma cota superior à
3.4 — Condições de aspiração bomba, ligado em declive à descarga da bomba, a montante da válvula
de retenção desta, mantendo o sistema (bomba, tubagem e depósito)
Sempre que possível, devem instalar-se bombas centrífugas horizon- permanentemente em carga.
tais em carga, considerando-se como tal as que estejam, cumulativa- Esta ligação é efetuada através de tubagem de, no mínimo, 50 mm de
mente, nas seguintes condições: diâmetro e dotada de válvula de corte e válvula antiretorno, impedindo
a) No mínimo, o nível correspondente a dois terços da capacidade o fluxo no sentido do depósito.
efetiva do depósito deve localizar-se acima do eixo da bomba; A reposição de água neste depósito pode ser efetuada através da rede
b) O referido eixo deve localizar-se, no máximo, a dois metros acima geral ou através do sistema de descarga da bomba
do nível inferior do depósito. A capacidade deste depósito deve ser, no mínimo, de 500 L.
Quando tal não for possível cumprir, admite-se o recurso a bombas Esta instalação deve ser dotada de um sistema de alarme sonoro
verticais de coluna, observando a cota mínima de submergência indi- acionável automaticamente quando for atingido o nível mínimo cor-
cada pelo fabricante ou a utilização de bombas em aspiração negativa respondente a 60 % dessa capacidade total, devendo, simultaneamente,
cumprindo o estabelecido na secção 3.6 desta NT. arrancar a bomba equilibradora de pressão (jockey)

3.5 — Tubagem de aspiração 3.7 — Circuito de teste


A tubagem de aspiração, incluindo válvulas e acessórios, deve ser O circuito de teste deve ser ligado ao coletor de descarga das bombas,
dimensionada de forma a garantir que o NPSH disponível à entrada da entre as válvulas de retenção e seccionamento. A descarga deve efetuar-
bomba supera o NPHS requerido, no mínimo, em um (1) metro, nas -se para o dreno ou para um retorno à fonte abastecedora. Neste último
condições de caudal máximo e de temperatura máxima da água. caso deve efetuar-se num ponto que não afete as condições de aspiração.
O circuito deve conter um caudalímetro para verificação da curva
a) Em aspiração positiva: característica de cada bomba, permitindo, no mínimo, uma leitura de
i) O diâmetro da tubagem de aspiração deve ser pelo menos 65 mm; 150 % do valor do caudal nominal
ii) O diâmetro da tubagem deve ser tal que a velocidade não exceda O caudalímetro deve estar situado entre duas válvulas de secciona-
1,8 m/s nas condições de caudal máximo; mento próprias e a distâncias aconselhadas pelo fornecedor. A válvula
iii) Utilizar placa anti-vortex devidamente dimensionada. de seccionamento para controlo do fluxo deve permitir através do seu
fecho a diminuição gradual do mesmo, sendo recomendada para este
b) Em aspiração negativa: efeito uma válvula de cunha com espigão.
i) A tubagem de aspiração deve ser ou horizontal ou com uma pequena
inclinação, subindo no sentido da bomba, por forma a evitar a criação 3.8 — Pressostatos
de bolhas de ar no seu interior;
ii) Deve ser utilizada uma “válvula de pé” com retenção; 3.8.1 — Número de pressostatos
iii) O diâmetro da tubagem de aspiração deve ser pelo menos 80 mm. Devem ser instalados dois pressostatos para controlar o arranque
Além disso, o diâmetro deve ser tal que a velocidade não exceda 1,5 m/s de cada bomba principal com contactores calibrados para a pressão de
nas condições de caudal máximo. arranque. A tubagem de ligação aos pressostatos deve ter um diâmetro
mínimo de 15 mm.
O diâmetro da tubagem de aspiração deve ser calculado de acordo Os pressostatos devem ser ligados de modo que qualquer um deles
com a fórmula a seguir apresentada: permita o arranque da bomba.


di ≥ 4,6 Q
v
3.8.2 — Arranque das bombas
em que:
O grupo de bombagem principal deve arrancar automaticamente
v = velocidade, em m/s quando a pressão no tubo coletor descer a um valor não inferior a 0,8 P,
Q = caudal de sobrecarga (Qn × 1,4), em l/min sendo P a pressão a caudal zero.
d = diâmetro interior, em mm Quando forem instalados dois grupos de bombagem, o segundo grupo
deve arrancar a uma pressão não inferior a 0,6 P. Uma vez acionada a
A interligação de tubagens de aspiração de diversas bombas só é bomba, esta trabalhará continuamente até ser parada manualmente.
permitida se forem colocadas válvulas de seccionamento que permitam,
através da sua manobra, que cada uma das bombas possa trabalhar iso-
3.8.3 — Teste dos pressostatos
ladamente sempre que necessário. As interligações devem calcular-se
tendo em consideração os caudais requeridos. Deve ser possível comprovar o funcionamento de cada pressostato.
Quando existir mais do que uma bomba em aspiração negativa, não Qualquer válvula de seccionamento instalada na ligação entre o coletor
é permitido o recurso a coletores de aspiração, devendo as tubagens de principal e o pressostato de arranque, deve ter uma válvula de retenção
aspiração ser independentes (não interligadas) e de fácil remoção. instalada em paralelo, de forma a que uma queda de pressão no coletor
33740 Diário da República, 2.ª série — N.º 223 — 18 de novembro de 2013

principal se transmita ao pressostato, inclusive quando a válvula de b) Para bombas com curva característica de potência crescente, a
seccionamento estiver fechada. potência máxima para qualquer das condições de carga da bomba desde
o caudal zero até ao caudal correspondente a um NPSH requerido da
4 — Dimensionamento das bombas principais bomba igual a 16 m ou altura estática máxima de aspiração mais 11 m,
As bombas devem ser dimensionadas para garantir as condições de considerando o valor maior.
pressão e caudal necessárias ao abastecimento simultâneo das instalações
servidas pela CBSI. Sempre que exista mais do que uma bomba principal, as bombas
A determinação do caudal nominal (Qn) faz-se pela seguinte ex- devem poder funcionar em paralelo em qualquer ponto de caudal e ter
pressão: curvas características compatíveis.
No caso de serem instaladas duas bombas principais, cada uma delas
Q n = Q + Q H + QS + Q C
deve poder fornecer o caudal total de cálculo à pressão exigida. No caso
em que: de serem instaladas três bombas, admite-se que cada uma possa garantir
Q = Q1 (se apenas existirem redes de 1.ª intervenção) ou Q = Q2 (se apenas metade daquele caudal à pressão exigida.
também existirem redes de 2.ª intervenção) O acoplamento do motor à bomba deve permitir a remoção isolada
Q1 — Caudal de alimentação das redes de 1.ª intervenção de cada unidade sem afetar a outra.
Q2 — Caudal de alimentação das redes de 2.ª intervenção
QH — Caudal de alimentação dos hidrantes
QS — Caudal de alimentação das redes de sprinklers 5 — Características dos motores diesel
QC — Caudal de alimentação das cortinas de água
O sistema de arrefecimento dos motores diesel pode ser um dos
Os caudais de alimentação das redes de incêndio são calculados pelas seguintes, conforme especificado na secção 10. da EN 12845:
seguintes expressões: a) Arrefecimento por água alimentada diretamente da bomba;
Q1 (l/min.) = n1 × 1,5 l/s × 60 (n.º 1 do artigo 167.º) b) Arrefecimento por água através de um permutador de calor;
Q2 (l/min.) = n2 × 4 l/s × 60 (n.º 3 do artigo 171.º) c) Radiador;
QH (l/min.) = nH × 20 l/s × 60 (n.º 8 do artigo 12.º) d ) Arrefecimento direto por ar através de ventiladores.
QS (l/min.) = qs × As (Quadro XXX VII da alínea a) do n.º 3 do
artigo 174.º) A motobomba deve estar em pleno regime 15 s após o início da
QC (l/min.) = Ac × 10 l/min. m2 (alínea a) do artigo 179.º) sequência de arranque.
Os motores devem poder funcionar em pleno regime durante 6 horas,
sendo, tempo para o qual deve ser dimensionado o depósito de combustível
n1 — Número de carretéis a alimentar na rede de 1.ª intervenção, da motobomba.
considerando metade deles em funcionamento num máximo de quatro Cada motobomba deve possuir um depósito de combustível indi-
n2 — Número de bocas de incêndio a alimentar na rede de 2.ª inter- vidual.
venção, considerando metade delas em funcionamento num máximo As baterias de arranque do motor devem possibilitar, no mínimo, 6
de quatro arranques sucessivos sem recarga, recarga essa que, em funcionamento
nH — Número de hidrantes a alimentar na rede de hidrantes, consi- normal, deve ser assegurada pelo alternador. Cada tentativa de arranque
derando no máximo dois deve ter uma duração entre 5 s e 10 s, com uma pausa máxima de 10 s
qs — Densidade de descarga do sistema de sprinklers, variando com entre cada tentativa. O sistema deve comutar automaticamente as baterias
o local de risco a proteger, em l/min.m2 após cada tentativa de arranque.
As — Área de operação dos sprinklers, variando com o local de risco
a proteger, em m2
Ac — Somatório das áreas dos vãos a irrigar pelas cortinas de água, 6 — Alimentação de energia e quadros elétricos
apenas num compartimento de fogo, em m2

Para além do ponto de trabalho nominal dimensionado para o pro- 6.1 — Aspetos gerais
jeto, a bomba tem de ser capaz de debitar no mínimo 140 % do caudal
nominal a uma pressão não inferior a 70 % da pressão nominal. Se a O fornecimento elétrico aos quadros das bombas de incêndio deve
pressão exceder os 1200 kPa, deve ser instalada uma válvula de escape estar disponível permanentemente e ser exclusivo do Serviço de In-
calibrada para esse valor. cêndio (SI).
A pressão de descarga da bomba deve baixar de forma contínua na A alimentação deve ser feita através do Quadro de Bombagem do SI,
medida em que aumenta o caudal, garantindo-se assim a característica servido em condições normais por energia da rede e, alternativamente,
de estabilidade da sua curva de funcionamento H(Q) por fonte central de energia de emergência (grupo gerador).
As bombas devem ser acionadas por motor elétrico ou diesel, que As ligações devem ser efetuadas diretamente a montante do Quadro
seja capaz de fornecer no mínimo a potência requerida para cumprir Geral de Baixa Tensão do edifício.
com as condições seguintes: Os quadros elétricos situados em locais de risco B, D, E ou F, e em
vias de evacuação, devem satisfazer as seguintes condições:
a) Para bombas com curva característica de potência não-sobrecarregada,
a potência máxima requerida no pico da curva de potência; a) Possuir invólucros metálicos, se tiverem potência estipulada su-
perior a 45 kVA, mas não superior a 115 kVA, exceto se, tanto a apare-
lhagem como o invólucro, obedecerem ao ensaio do fio incandescente
de 750°C/5 s;
b) Satisfazer o disposto na alínea anterior e ser embebidos em al-
venaria, dotados de portas da classe E 30, ou encerrados em armários
garantindo classe de resistência ao fogo padrão equivalente, se tiverem
potência estipulada superior a 115 kVA.

Os circuitos elétricos ou de sinal das instalações de segurança,


incluindo condutores, cabos, canalizações e acessórios e apare-
lhagem de ligação, devem ser constituídos, ou protegidos, por
elementos que assegurem, em caso de incêndio, a sua integridade
durante o tempo necessário à operacionalidade das referidas ins-
talações, nomeadamente respeitando as disposições do artigo 16.º
do RTSCIE, com os escalões de tempo mínimos constantes do
quadro XXXIV .
Todos os equipamentos elétricos de comando e controlo do sistema
devem encontrar-se em caixas metálicas estanques, localizadas no in-
terior da central de bombagem e garantindo a proteção mínima regu-
lamentarmente estabelecida (IP-54), com os componentes principais e
de sinalização ótica, a seguir referidos, perfeitamente identificados no
painel frontal da caixa.
Diário da República, 2.ª série — N.º 223 — 18 de novembro de 2013 33741

6.2 — Componentes principais do quadro da bomba f ) Baixo nível de água do depósito privativo de serviço de in-
por acionamento diesel cêndio b);
g) Baixo nível de água do depósito de ferragem b);
O quadro deverá possuir os seguintes componentes:
h) Bomba jockey em serviço b);
a) Comutador geral de entrada; i) Alarme de avaria no quadro b);
b) Fusíveis de proteção; j) Falta de tensão a).
c) Relés de arranque do motor diesel; a) Sinalização que deve ser também transmitida à distância (posto
d ) Conta-rotações; de segurança)
e) Seletor de três posições: manual — desligado — automático; b) Apenas sinalização ótica
f ) Sirene dos alarmes;
g) Botoneira de arranque manual por bateria;
h) Botoneira de paragem de emergência; 6.6 — Outros aspetos da sinalização
i) Botoneira de arranque de emergência;
j) Voltímetro, amperímetro e taquímetro; Todas as lâmpadas de sinalização incandescentes devem ser em fi-
k) Manómetro de pressão de óleo de lubrificação e respetivo indicador lamento duplo.
de temperatura; Todos os alarmes devem ser acústicos e óticos em paralelo.
l ) Comutador de baterias; Os painéis frontais dos quadros das bombas devem ainda conter no
m) Teste de lâmpadas/leds; exterior a seguinte frase:
n) Botoneira de silencia do alarme acústico. «SI
ALIMENTAÇÃO DO MOTOR DA BOMBA
6.3 — Componentes principais dos quadros da bomba principal NÃO DESLIGAR EM CASO DE INCÊNDIO»
por acionamento elétrico e da bomba jockey
Os quadros devem possuir os seguintes componentes: 7 — Certificação de ensaios do fabricante
a) Interruptor de corte geral; (bombas de acionamento diesel)
b) Contactores de arranque; Cada grupo de bombagem completo deve ser ensaiado pelo fabricante
c) Fusíveis de alto poder de corte; durante um período mínimo de 1,5 h a caudal nominal.
d ) Relé térmico para bomba jockey; Os dados seguintes devem constar no certificado de ensaio:
e) Interruptor de arranque manual;
f ) Indicadores de presença das três fases; a) Velocidade do motor a caudal zero;
g) Amperímetro com capacidade para indicar o consumo do motor b) Velocidade do motor a caudal nominal;
da bomba principal; c) Pressão da bomba a caudal zero;
h) Voltímetro permitindo avaliar a tensão entre fases e entre fase e d ) Pressão de aspiração na entrada da bomba;
neutro; e) Pressão de descarga;
i) Unidade de controlo e gestão de funcionamento; f ) Pressão de descarga da bomba a caudal nominal;
j) Seletor de três posições: manual — desligado — automático; g) Temperatura ambiente;
k) Sirene dos alarmes; h) Aumento da temperatura da água de refrigeração no final do ensaio;
l ) Botoneira de paragem de emergência; i) Caudal da água de refrigeração;
m) Botoneira de arranque de emergência; j) Aumento da temperatura do óleo de lubrificação no final do ensaio;
n) Teste de lâmpadas/leds; k) Aumento da temperatura da água de refrigeração (apenas para
o) Botoneira de silencia do alarme acústico. arrefecimento através de permutador de calor).

6.4 — Sinalização ótico acústica do quadro da bomba 8 — Ensaios de receção de obra


por acionamento diesel (bombas de acionamento diesel)
No quadro deve existir a seguinte sinalização óptico-acústica conforme Aquando da entrega da obra ao cliente, o sistema de arranque
o anexo I da EN 12845: automático do motor diesel deve ser ativado com o fornecimento de
a) Seletor em «Não Automático» a); combustível fechado durante seis arranques sucessivos. Cada uma das
b) Falha de arranque após 6 tentativas a); tentativas de arranque deve ter uma duração mínima de 15 s e uma
c) Bomba em serviço a) b); pausa entre 10 s a 15 s entre tentativas. Após as seis tentativas deverá
d ) Alarme de avaria no quadro a); atuar o alarme de falha de arranque. O abastecimento de combustível
e) Presença de tensão na rede (corrente alterna) b); deve ser então restabelecido, e o grupo deve arrancar ao ser acionada
f ) Presença de tensão nos carregadores (corrente contínua) b); a botoneira de teste.
g) Bateria A avaria b);
h) Bateria B avaria b); 9 — Documentação
i) Arranque sobre as baterias b);
Deve ser fornecido ao responsável de segurança ou seu delegado,
j) Alarme de falta de tensão a);
pessoa responsável pela exploração das instalações, a seguinte documen-
k) Ordem de arranque b);
tação técnica (que deve fazer parte do Registo de Segurança):
l ) Baixa pressão de óleo b);
m) Temperatura elevada b); a) Após a instalação:
n) Baixo nível do combustível b); i) O auto de entrega de obra ou relatório da instalação ou docu-
o) Sobre velocidade b); mento similar, que atesta o cumprimento com as normas em vigor
p) Baixo nível de água do depósito privativo de serviço de incêndio b); e o projeto;
q) Baixo nível de água do depósito de ferragem b). ii) O manual de utilização (procedimentos de utilização e explo-
a) Sinalização que deve ser também transmitida à distância (posto ração);
de segurança) iii) O manual de testes (o programa deve incluir instruções relativas
b) Apenas sinalização ótica. às ações a tomar no caso de avarias e funcionamento do sistema, com
particular atenção ao arranque de emergência do grupo de bombagem,
6.5 — Sinalização ótico acústica dos quadros da bomba principal assim como os detalhes de rotina semanal);
por acionamento elétrico e da bomba jockey iv) O termo de responsabilidade do Técnico Responsável com iden-
tificação do número de Registo da Entidade na ANPC (podendo ser
Nos quadros deve existir a seguinte sinalização ótico acústica con- incluído no auto de entrega de obra).
forme o anexo i da EN 12845:
a) Presença de tensão nas três fases a) b); b) Após a manutenção:
b) Ordem de arranque na bomba principal a) b); i) O relatório de manutenção efetuada;
c) Bomba principal em serviço a) b); ii) O termo de responsabilidade do Técnico Responsável com iden-
d ) Falha no arranque da bomba principal a); tificação do número de Registo da Entidade na ANPC (podendo ser
e) Seletor em “Não Automático” a); incluído no relatório de manutenção).
33742 Diário da República, 2.ª série — N.º 223 — 18 de novembro de 2013

entre a conexão da sucção da bomba e as pás do rotor, bem como criar


a velocidade desejada no fluido nestas pás. Este dado deve ser obriga-
toriamente fornecido pelo fabricante através das curvas características
das bombas (curva de NPSH). Assim, para uma boa performance da
bomba, deve-se sempre garantir a seguinte situação: NPSHd > NPSHR +
+ Margem de Segurança.
NPSHd (disponível) — é uma característica da instalação hidráulica.
É a energia que o fluido possui, num ponto imediatamente anterior à
flange de sucção da bomba, acima da sua pressão de vapor. Esta vari-
ável deve ser calculada por quem dimensiona o sistema, recorrendo a
coeficientes tabelados e dados da instalação.
(1) O artigo 74.º do RT-SCIE estabelece que os grupos geradores
acionados por motores de combustão instalados no interior de edifícios
não podem estar localizados a uma cota inferior à do piso imediata-
mente abaixo do plano de referência, nem a uma altura, relativamente
a esse plano, superior a 28 m. Estas restrições devem ser extensíveis
às motobombas.
207379899

Direção-Geral de Administração Interna


Despacho n.º 14904/2013
Por meu despacho e após anuência do Presidente do Instituto Politéc-
nico de Lisboa, foi autorizada a consolidação definitiva da mobilidade
interna do técnico superior João Carlos Machado Simões Martins, no
mapa de pessoal da Direção Geral de Administração Interna, nos ter-
mos do disposto na nova redação do artigo 64.º da Lei n.º 12-A/2008,
de 27 de fevereiro, dada pelo artigo 35.º da Lei n.º 64-B/2011 de 30 de
dezembro, com efeitos a 18 de outubro.
31 de outubro de 2013. — O Diretor-Geral de Administração Interna,
Jorge Manuel Ferreira Miguéis.
207380001

MINISTÉRIO DA ECONOMIA
Gabinete do Secretário de Estado das Infraestruturas,
Transportes e Comunicações
Despacho n.º 14905/2013
1 — Ao abrigo do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 3.º, nos
n.ºs 1, 2 e 3 do artigo 11.º e do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 11/2012,
de 20 de janeiro, designo como técnico-especialista o licenciado João
Verol Marques, em regime de comissão de serviço, para realizar estudos
e trabalhos técnicos no âmbito das respetivas habilitações e qualificações
profissionais no meu Gabinete.
2 — Para efeitos do disposto no n.º 6 do artigo 13.º do referido De-
creto-Lei, o estatuto remuneratório do designado é o dos adjuntos.
3 — Para efeitos do disposto no artigo 12.º do mesmo Decreto-Lei a
nota curricular do designado é publicada em anexo ao presente despacho,
que produz efeitos desde o dia 26 de julho de 2013.
4 — Publique-se no Diário da República e promova-se a respetiva
publicitação na página eletrónica do Governo.
4 de novembro de 2013. — O Secretário de Estado das Infraestruturas,
10 — Terminologia Transportes e Comunicações, Sérgio Paulo Lopes da Silva Monteiro.

Inclui as definições específicas necessárias à correta compreensão e


ANEXO
aplicação do RT-SCIE
Caudal nominal da bomba (Q) — caudal total de cálculo tendo em
consideração os meios a alimentar simultaneamente. (Nota curricular)
Pressão nominal (P) — pressão mano métrica total da bomba que 1 — Dados Pessoais:
corresponde ao seu caudal nominal.
Pressão de impulsão (Pi) — valor da soma da pressão nominal com a Nome: João Verol Marques
pressão da aspiração (Pa), esta última afetada do respetivo sinal conso- Ano Nascimento: 1987
ante a bomba estiver em carga ou for de aspiração negativa. Nas redes
urbanas Pa é o valor mais baixo previsto na rede deduzidas as perdas 2 — Habilitações Académicas/Profissionais:
de carga na tubagem de aspiração. Licenciatura em Gestão, pela Nova - School of Business and Eco-
NPSHR (requerido) — iniciais de Net Positive Suction Head ou altura nomics, Portugal
de aspiração absoluta, é uma característica da bomba, determinada Programa Erasmus, Universität Paderborn, Alemanha
no projeto de fábrica, através de cálculos e ensaios de laboratório. Master of Science in Business Administration, Major in Finance, pela
Tecnicamente, é a energia necessária para vencer as perdas de carga Católica Lisbon -School of Business and Economics, Portugal
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 18
SISTEMAS DE CORTINA DE ÁGUA

NOTA TÉCNICA N.º 18


SISTEMAS DE CORTINA DE ÁGUA

OBJETIVO

Descrever a especificidade deste sistema complementar de compartimentação cujas caraterísticas de


funcionamento são equivalentes às de um sistema de extinção por água, “tipo dilúvio”.

APLICAÇÃO

Apoiar os projetistas na interpretação e aplicação destes sistemas face ao que está estabelecido no
RG-SCIE e permitir aos emissores de pareceres e intervenientes nas acções de fiscalização a
utilização dos mesmos conceitos.

ÍNDICE

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 2
2 DIFUSORES....................................................................................................................................... 2
3 EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES ............................................................................................ 3
4 PROJECTO ......................................................................................................................................... 4
5 RECEPÇÃO DOS SISTEMAS E MANUTENÇÃO ....................................................................... 4

REFERÊNCIAS

• Regulamento Técnico de SCIE (Portaria 1532/2008: Título VI, Capítulo VII, artigos 177.º a 179.º).

• Automatic Sprinkler Systems Handbook, NFPA.

• NFPA 13 - Standard for the Installation of Sprinkler Systems.

• NFPA 15 - Standard for Water Spray Fixed Systems for Fire Protection.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 18
SISTEMAS DE CORTINA DE ÁGUA

1 INTRODUÇÃO

O sistema complementar de compartimentação, tipo “cortina de água”, funciona como os sistemas


de extinção por água (ver NT n.º 16), tipo dilúvio, isto é, a tubagem está seca, os difusores são
abertos e o posto de comando está normalmente fechado sendo aberto por ordem manual ou
automática.

A cortina de água é obtida pela pulverização de água através de um sistema de difusores abertos de
atuação automática e manual dispostos em linha com o objetivo de irrigar um elemento de
construção e estabelecer assim um ecrã de proteção contra a energia radiada de um incêndio.

Difusor

30 a 50 cm

Janela

Figura 1 - Exemplo de uma aplicação "cortina de água" sobre uma janela de vidro

2 DIFUSORES

São equipamentos apropriados para a proteção de elementos verticais de construção,


nomeadamente elementos de fecho de vãos e outros elementos de compartimentação (ver Fig.1).

Os difusores (ver Fig. 2) têm uma configuração especial o que permite pulverizar a água de forma
assimétrica, normalmente num plano de 180º.

Figura 2 - Exemplo de um difusor

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 18
SISTEMAS DE CORTINA DE ÁGUA

Os diâmetros do orifício variam de fabricante para fabricante e devem estar indicados no corpo dos
difusores.
A pressão dinâmica dos difusores é função do fator K e é calculada através da seguinte fórmula:

Q = K 0,01P
Em que:
Q = caudal (l/min)
K = constante do difusor sprinkler)
P = pressão (KPa)

São equipamentos apropriados para a proteção de elementos verticais de construção,


nomeadamente elementos de fecho de vãos e outros elementos de compartimentação.

Estes equipamentos devem ter aprovações internacionais, na falta de nacionais.

3 EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES

O RT-SCIE considera os sistemas de cortina como complemento a elementos de construção com


funções de compartimentação corta-fogo, tendo em vista melhorar a sua resistência ao fogo, ou
cumprir a função de proteção direta de equipamentos irrigados.

Neste sentido, conforme o n.º 1 do artigo 177.º do RT- SCIE:

“1 - Os sistemas automáticos fixos do tipo cortina de água são considerados complementares dos
elementos de construção irrigados, com o objectivo de melhorar a resistência ao fogo destes, pelo
que não é aceite:

a) A substituição de elementos resistentes ao fogo exclusivamente por sistemas do tipo cortina


de água,

b) A existência de barreiras ao fumo compostas exclusivamente por sistemas do tipo cortina


de água. “

São de aplicação obrigatória, segundo o RT-SCIE:

ƒ No caso das paredes não tradicionais se forem fachadas cortina envidraçadas ou duplas
fachadas de vidro ventiladas, não havendo troços de parede tradicional de 1,10 m ou se estes
elementos forem somente EI 30;

ƒ Nas UT II (Estacionamentos), nos silos e parques automáticos, os elementos destinados ao


fecho de vãos, na ligação entre pisos cobertos ou compartimentos corta-fogo e as escadas
protegidas, quando não possuírem a resistência ao fogo padrão E30;

ƒ Nas UT VI (Espetáculos e Reuniões públicas) nas bocas de cena das caixas de palco com área
superior a 50 m2, irrigando, do lado do palco, o dispositivo móvel de obturação, constituído por
uma cortina construída com elementos rígidos, flexíveis ou articulados, deslizando em calha;

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 18
SISTEMAS DE CORTINA DE ÁGUA

ƒ Nas UT VIII (Comerciais e Gares de transporte) nos vãos abertos, dotados de telas, nos
espaços destinados à triagem ou depósito de bagagens, para atravessamento dos meios
móveis de transporte das bagagens (tapetes rolantes);

ƒ Nas UT IX (Industriais, Oficinas e Armazéns) em zonas destinadas a pintura ou aplicação de


vernizes, quando em espaço interior não isolável, delimitadas por uma envolvente constituída
por telas ou resguardos da classe de resistência ao fogo padrão EI 60 ou superior.

Como medida compensatória, devidamente fundamentada perante a ANPC:

ƒ Nos vãos abertos em edifícios ou estabelecimentos existentes com elevado risco de incêndio;

ƒ Nos locais com elevado risco de eclosão de incêndio ou de explosão e estando expostos a fogos
externos ou calor intenso.

As características destes sistemas de cortina de água estão expressas no artigo 179.º do RT-SCIE:

“ Na implantação de sistemas de irrigação do tipo cortina de água:

a) O caudal mínimo deve ser de 10 l/min/m2 da superfície do vão a irrigar;

b) O comando automático deve ser complementado por um comando manual a partir do posto
de segurança;

c) Quando exista o depósito privativo do serviço de incêndios, a alimentação dos sistemas


deve ser feita através deste.”

4 PROJETO

Para além do que está especificado no RT-SCIE, para obter mais informações sobre os difusores de
cortina de água consultar a NFPA 15 e a documentação técnica dos fabricantes.

As necessidades de água devem ser adicionadas às calculadas para a rede de incêndio, interna e
externa e para as outras redes de sprinklers.

5 RECEPÇÃO DOS SISTEMAS E MANUTENÇÃO

Aplicam-se os mesmos conceitos e recomendações apresentados para os Sistemas de Extinção


Automática de Incêndios por Água na respetiva Nota Técnica (NT n.º 16).

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NOTA TÉCNICA N.º 19
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GÁS

NOTA TÉCNICA N.º 19


SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GÁS

OBJETIVO

Caracterizar a configuração, o projeto e a instalação dos sistemas automáticos de deteção de gás


(SADG) com especial incidência nos combustíveis, incluindo o monóxido de carbono (CO).

APLICAÇÃO

Apoiar projetistas e instaladores no cumprimento do RT-SCIE, nomeadamente nos seus Artigos


184.º e 185.º referentes ao sistema automático de deteção de gás combustível, assim como nos
Artigos 180.º a 183.º, referentes ao controlo da poluição do ar.

ÍNDICE

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 2
2 EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES ............................................................................................ 6
3 CONFIGURAÇÃO DOS SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GASES ............... 7
4 INSTALAÇÃO DOS SISTEMAS .................................................................................................... 11
5 EXPLORAÇÃO DOS SISTEMAS ................................................................................................. 14
6 MANUTENÇÃO ............................................................................................................................... 16

REFERÊNCIAS

• Conforme Regulamento Técnico de SCIE (Portaria 1532/2008: Título VI, Capítulo IX, artigos 184.º a
185.º)
• Fire Protection Handbook, NFPA

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NOTA TÉCNICA N.º 19
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GÁS

1 INTRODUÇÃO

1.1 Classificação dos gases

Os gases podem classificar-se, de acordo com a NFPA:

ƒ Segundo as suas propriedades físicas em:

o Comprimidos – à temperatura ambiente mantêm-se no seu recipiente sob pressão,


no estado gasoso;

o Liquefeitos – à temperatura ambiente mantêm-se no seu recipiente sob pressão,


parcialmente no estado líquido;

ƒ Segundo as suas propriedades químicas em:

o Inflamáveis;

o Não inflamáveis, entre os quais os inertes;

o Reativos, como o acetileno, etileno, etc.;

o Tóxicos;

ƒ Segundo o seu uso:

o Combustíveis;

o Industriais;

o Medicinais.

1.2 Gases combustíveis

Algumas características básicas dos gases combustíveis:

a) A densidade dos gases em relação ao ar é dada pelo quociente entre as massas da unidade de
volume do gás e do ar:
massa de 1 m³ do gás
∂=
massa de 1 m³ de ar

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NOTA TÉCNICA N.º 19
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GÁS

Veja-se a aplicação deste conceito aos principais gases combustíveis:

Gás Fórmula Volume molar Densidade em relação ao ar

Acetileno C2H2 26,04 0,900

Butano C4H10 21,41 2,100

Etano C2H6 22,18 1,049

Etileno C2H4 22,25 0,975

Hidrogénio H2 22,43 0,069

Isobutano C4H10 21,48 2,093

Metano CH4 22,36 0,555

Monóxido de carbono CO 22,40 0,967

Propano C3H8 21,89 1,558

b) Para que a combustão completa de um gás se processe, é necessário que:

ƒ Esteja misturado homogeneamente com o ar;

ƒ A proporção ar/gás esteja contida entre o limite inferior de inflamabilidade (LII) e o


limite superior de inflamabilidade (LSI), que variam de gás para gás:

Limites inferior e superior de inflamabilidade de alguns gases combustíveis

Gás Limite Inferior Inflamabilidade Limite Superior Inflamabilidade

Acetileno 1,5 % 82 %

Butano 1,5 % 8,5 %

Etano 3,2 % 12,5 %

Etileno 2,7 % 28,6 %

Hidrogénio 4% 75,6 %

Isobutano 1,9 % 8,5 %

Metano 5% 15 %

Monóxido de carbono 12,9 % 74,0 %

Propano 2,1 % 9,5 %

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NOTA TÉCNICA N.º 19
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GÁS

Se o teor do gás for inferior ao LII ou superior ao LSI, não haverá combustão, no 1º caso devido à
mistura ser pobre (falta de gás), no 2º caso por ser mistura rica (falta de oxigénio).

Ar 0 %

c) Para que se dê início a uma combustão, para além da mistura correta de ar e gás, necessita-se de
uma fonte de energia exterior, que permita atingir a temperatura de ignição:

Gás Temperatura de ignição

Acetileno 305º C

Butano 287º C

Etano 472º C

Etileno 450º C

Hidrogénio 500º C

Isobutano 460º C

Metano 537º C

Monóxido de carbono 609º C

Propano 432º C

Iniciada a combustão, o calor libertado vai mantê-la num valor acima da temperatura de ignição e a
combustão continuará até se esgotar o combustível ou o comburente.

d) Os gases combustíveis são agrupados em famílias em que, em cada uma delas, os diversos gases
têm características comuns:
ƒ 1ª família – constituída pelos gases manufaturados (gás da cidade, ar metanado);
ƒ 2ª família – constituída pelos gases naturais e seus substitutos (gás natural, ar propanado);
ƒ 3ª família – constituída pelos gases de petróleo liquefeitos – GPL (propano, butano).

Nota 1: o gás natural é, essencialmente, metano (> 75%).

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NOTA TÉCNICA N.º 19
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GÁS

1.3 Gases com outras aplicações

Pode alargar-se o sistema automático de deteção objeto desta NT não só aos gases ou vapores
combustíveis, como aos gases tóxicos e explosivos, para além do oxigénio, p. ex.:
ƒ Acetato etílico – C4H8O2;
ƒ Acetileno – C2H2;
ƒ Acetona – C3H6O;
ƒ Álcool etílico – C2H6O;
ƒ Benzeno – C6H6;
ƒ Ciclohexano – C6H12;
ƒ Clorobenzeno – C6H5Cl;
ƒ Dióxido de azoto – NO2;
ƒ Dióxido de carbono – CO2;
ƒ Etano – C2H6;
ƒ Éter dietílico – C4H10O;
ƒ Etileno – C2H4;
ƒ Gás natural – (mistura);
ƒ Gasolina – (mistura);
ƒ Hidrogénio – H2;
ƒ Isobutano – C4H10;
ƒ Metano – CH4;
ƒ Metanol – CH4O;
ƒ Monóxido de azoto – NO;
ƒ Monóxido de carbono – CO;
ƒ N-butano – C4H10;
ƒ N-hexano – C6H14;
ƒ N-octano – C8H18;
ƒ N-pentano – C5H12;
ƒ Oxigénio – O2;
ƒ Propano – C3H8;
ƒ Vapor de água – H2O.

O monóxido de carbono (CO), para além de ser combustível é também tóxico. No caso de
combustões incompletas, pode existir em elevadas concentrações e provocar a chamada explosão do
fumo (backdraft).

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SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GÁS

2 EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES

O RT-SCIE, no seu Artigo 184.º, estabelece a instalação de sistemas automáticos de deteção de


gás combustível (SADG), nos seguintes locais:

“ a) Todos os locais de risco C, onde funcionem aparelhos de queima desse tipo de gás ou sejam locais de
armazenamento referidos no quadro XXXV:
Quadro XXXV
Classificação dos espaços em função da quantidade de líquidos ou gases combustíveis que contenham:
Classificação Líquidos combustíveis: Gases combustíveis:
Volume «V» Capacidade total dos
recipientes «C»
Ponto de inflamação «Pi»
Pi < 21 ºC 21 ºC ≤ Pi < Pi ≥ 55 º C
55 ºC
Utilização V ≤ 20 l V ≤ 100 l V ≤ 500 l C ≤ 106 dm3
Armazenamento V > 20 l V > 100 l V > 500 l C > 106 dm3

b) Todos os ductos, instalados em edifícios ou estabelecimentos da 2.ª categoria de risco ou superior, que
contenham canalizações de gás combustível;
c) Todos os locais cobertos, em edifícios ou recintos, onde se preveja o estacionamento de veículos que utilizem
gases combustíveis;
d) Todos os locais ao ar livre, quando os gases a que se refere a alínea anterior forem mais densos do que o ar
e existam barreiras físicas que impeçam a sua adequada ventilação natural.

O Capítulo VIII (controlo de poluição do ar) do Título VI do RT-SCIE define que o teor de CO no ar
não deve exceder 50 ppm em valores médios durante 8 horas nem 200 ppm em valores
instantâneos.

Estes sistemas de controlo da poluição do ar devem ser instalados:

• Nas UT II (Estacionamentos) nos espaços cobertos e fechados;

• Nas UT VIII (Comerciais e Gares de Transporte) nos espaços cobertos e fechados


destinados ao estacionamento ou ao embarque/desembarque de passageiros de veículos
rodoviários pesados ou em gares ferroviárias subterrâneas, utilizando-se locomotivas diesel.

Havendo outros tipos de gases poluentes deve definir-se, caso a caso, os teores máximos
admissíveis.

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3 CONFIGURAÇÃO DOS SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GASES

3.1 Generalidades

O Artigo 185.º RT-SCIE diz que um SADG deve ser constituído pelos seguintes equipamentos
devidamente homologados:
ƒ Unidade de controlo e sinalização (ou central de deteção de gás – CDG);
ƒ Detetores automáticos;
ƒ Sinalizadores óticos-e acústicos, a colocar no exterior e no interior dos locais acima
referidos e que devem ter a inscrição “ATMOSFERA PERIGOSA” e o tipo de gás. No caso do
CO estes painéis, a colocar por cima das portas de acesso devem dizer “ATMOSFERA
SATURADA – CO”;
ƒ Transmissores de dados;
ƒ Cabos, canalizações e acessórios.

A deteção do gás combustível deve provocar o corte automático do mesmo, para além de haver
recurso a um sistema de corte manual à saída das instalações, em zona de fácil acesso e sinalizada.
Eventualmente poderá desencadear um sistema de extinção.

A deteção do CO deve desencadear um sistema ativo de ventilação com caudais de:

a) 300 m3/h/veículo para o 1º nível (50 ppm) e 600 m3/h/veículo para o 2º nível (100 ppm) para os
estacionamentos de veículos ligeiros;

b) 600 m3/h/veículo para o 1º nível (50 ppm) e 1200 m3/h/veículo para o 2º nível (100 ppm) para
os estacionamentos e locais de embarque/desembarque de passageiros de veículos rodoviários
pesados, em espaço cobertos e fechados, assim como nas plataformas das gares ferroviárias
subterrâneas onde circulem locomotivas diesel;

c) NOTA: Os valores indicados em b) podem ser reduzidos para os valores indicados em a) no caso
de existir um sistema de coletores individuais para captação dos gases de escape de todos os
veículos rodoviários.

“ppm” significa “partes por milhão”, isto é, 1 ppm = 0,0001 %Vol.

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Um possível esquema de configuração de um SADG é o seguinte:

3.2 Tipos de detetores

a) Sensor de reação ao calor

O calor libertado quando um gás ou vapor é queimado pode ser medido por um detetor
termosensitivo (ponte de Wheatstone).

D – elemento ativo catalítico

R – elemento de referência

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b) Sensor semicondutor

O material semicondutor e os elétrodos de medidas estão inseridos num tubo de cerâmica

UH – tensão do sensor de temperatura

UM – tensão do circuito de medida

UA – tensão exterior

RS – resistência do sensor

RL – resistência de calibragem

c) Sensor eletroquímico

A célula eletroquímica é uma fina membrana porosa e os 2 elétrodos estão embebidos em eletrólito
(ácido).

Graças às novas tecnologias, nomeadamente a digital, estão a surgir no mercado novos modelos de
sensores, tipo catalítico, tipo infravermelhos, etc..

A monitorização dos mesmos deve ser contínua e ter dois níveis de alarme programáveis dentro da
banda de 0 a 100% do LII. Geralmente usa-se até 20% do LII para o 1º alarme (pré-alarme ou aviso)
e até 40% do LII para o 2º alarme (alarme).

Para o CO a regulação é entre 0 e 300 ppm.

Evidentemente que nos locais com risco de explosão os sensores deverão ser do tipo EX.

Na prática há sensores para ambientes não industriais, para ambientes industriais ou mais
exigentes, tais como garagens, oficinas, centrais térmicas, túneis, etc.

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Os sensores podem vir de fábrica programados para um determinado tipo de gás e para os dois
níveis desejados ou serem programados in loco função do tipo de gás ou vapor através de software
adequado.

Os sensores, conforme a tipologia têm que ter aprovações IEC, UL, obedecer às diretivas EMC, etc.

3.3 Centrais de deteção de gás (CDG)

A exemplo das CDI, podem aplicar-se CDG tipo convencional ou tipo endereçável analógica, com
sensores por circuito ou individualizados.

Cada CDG tem que ter a sua alimentação de socorro, calculada função dos consumos e da
organização humana. Do mesmo existirão as saídas de alarme e de comando necessárias.

3.4 Montagem dos detetores

A densidade relativa de cada gás (em relação ao ar que é 1) implica que hajam gases mais leves que o
ar, próximos da densidade do ar e mais pesados que o ar.

Assim os detetores deverão ser colocados nos tetos (ou por cima do equipamento), a meia altura ou
no pavimento (ou próximo do pavimento, a uma cota da ordem de 0,20 m, por questões de
circulação e limpeza).

Exemplos:

a) Hidrogénio

b) CO

Os detetores de CO devem ser instalados a uma altura de 1,5 m do pavimento e distribuídos


uniformemente de modo a cobrir áreas inferiores a 400m2 por cada detetor.

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c) Etano

Qualquer sensor de gás ou vapor combustível, explosivo ou tóxico não deve ser colocado por áreas
de cobertura mas função dos locais onde possam ocorrer fugas ou explosões, tais como salas de
contadores e válvulas, queimadores, pontos de derivação, ductos de passagem, etc.

Os fabricantes devem fornecer manuais de instalação e parâmetros de eficácia.

4 INSTALAÇÃO DOS SISTEMAS

4.1 Tipos de cabos

Os cabos devem satisfazer os requisitos especificados pelo fabricante ou fornecedor do


equipamento. Deve ser dada particular atenção à capacidade condutora e à atenuação do sinal.

Devem ser respeitadas as recomendações existentes em regulamentos nacionais relativamente a


tipos de cabo e sua instalação.

Deve ser evitada, sempre que possível, a utilização de uniões para além das que estão contidas em
caixas de equipamento. Quando tal situação for inevitável, as uniões devem ser encerradas em caixa
de junção adequada, acessível e devidamente identificada de modo a evitar confusão com outros
serviços.

Os métodos de junção e terminação devem ser escolhidos de forma a minimizar qualquer redução
na fiabilidade da comunicação.

4.2 Ductos, condutas e caleiras

Se utilizados, as dimensões das condutas e ductos deverão ser de forma a permitir a fácil instalação
e remoção dos cabos. Deve ser providenciado o acesso através de tampas amovíveis.

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4.3 Caminhos de cabos

Os cabos de transporte de energia ou sinalização de um sistema de deteção de gás devem ser


colocados de forma a evitar efeitos adversos no sistema. Os fatores a considerar devem incluir:
ƒ Interferências eletromagnéticas a níveis que possam impedir uma correta operação;
ƒ Danos possíveis causados pelo fogo;
ƒ Possíveis danos mecânicos, incluindo aqueles que possam causar curto-circuitos entre o
sistema e entre outros cabos;
ƒ Danos devido ao trabalho de manutenção em outros sistemas.

Onde necessário, os cabos para deteção de gás devem ser separados de outros cabos através de
divisórias isolantes ou ligadas à terra, ou separados por uma distância adequada.

Todos os cabos e outras partes metálicas do sistema devem estar bem separados de quaisquer
elementos metálicos do sistema de proteção contra descargas elétricas atmosféricas. As precauções
a tomar sobre proteção contra descargas elétricas atmosféricas devem estar de acordo com a
regulamentação nacional.

Os caminhos de cabos devem ser instalados a uma cota superior ou inferior do compartimento onde
exista risco de fuga de gás, conforme os gases sejam, respetivamente, menos ou mais densos que o
ar. Caso tal não seja possível, o SADG deve ser estendido aos ductos, caleiras e caixas de visita que
contém a cablagem.

4.4 Proteção contra incêndio

Sempre que possível, os cabos devem ser instalados em áreas de baixo risco de incêndio. Em caso de
necessidade da instalação de cabos noutras áreas, devem ser usados cabos resistentes ao fogo ou
dotá-los de uma proteção contra incêndio, se a falha destes cabos impedir:
ƒ A receção de informação de deteção, pela unidade de controlo e sinalização (CDG);
ƒ A operação dos dispositivos de aviso e alarme;
ƒ A receção de informação do sistema de deteção de gás por qualquer equipamento de proteção
contra incêndios;
ƒ A receção de informação do sistema de deteção de gás por qualquer equipamento de
encaminhamento de alarme.

Devem então ser usados cabos resistentes ao fogo ou dotá-los de uma proteção contra incêndio.
Os cabos que possam necessitar de funcionar durante mais de 1 minuto após a deteção de uma fuga
de gás ou explosão devem ser capazes de resistir a efeitos de um fogo durante pelo menos 15 ou 30
minutos, consoante a categoria de risco da UT (ver Artigo 77.º do RT-SCIE), ou serem providos da
proteção conveniente capaz de os fazer resistir aos mesmos efeitos durante esse mesmo período.

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NOTA TÉCNICA N.º 19
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GÁS

Tais cabos podem incluir:

ƒ Interligações entre a CDG e qualquer equipamento de alimentação separado; incluindo cabos


entre dispositivos de alarme e suas fontes de alimentação;
ƒ Interligações entre partes separadas de uma CDG;
ƒ Interligações entre uma CDG e qualquer painel repetidor de sinalização;
ƒ Interligações entre uma CDG e qualquer painel repetidor de controlo.

4.5 Requisitos especiais para cabos que ligam a CDG a outros elementos (sensores,
transmissores, dispositivos de alarme, etc.)

Qualquer um destes cabos deve:


ƒ Percorrer uma área que é coberta por elementos de deteção de incêndio, de tal modo que uma
ocorrência de incêndio leve ao SADI à condição de alarme; ou
ƒ Ser capaz de resistir aos efeitos de um incêndio por pelo menos 15 ou 30 minutos, consoante a
categoria de risco da UT (ver Artigo 77.º do RT-SCIE), ou ser dotado de proteção adequada
capaz de resistir aos mesmos efeitos durante o mesmo período.

4.6 Proteção contra danos mecânicos

Os cabos devem ser adequadamente protegidos contra danos mecânicos.

Os cabos devem ser instalados em locais devidamente protegidos (p.ex. caminhos de cabos, caleiras,
ductos); complementarmente o cabo deverá possuir robustez mecânica de acordo com a sua
localização, ou dever-se-á providenciar uma proteção mecânica adicional.

Nota: quando forem usados circuitos em anel, deve ser considerado o efeito de danos simultâneos
em ambos os lados do circuito devido a um só incidente (p.ex. dano em ambos os cabos causado
pela colisão de um veículo). Quando for expectável que tal dano possa ocorrer deve ser
providenciada uma proteção mecânica ou os lados do anel devem ser suficientemente afastados
para prevenir um dano simultâneo.

4.7 Proteção contra interferências eletromagnéticas

De forma a prevenir danos e falsos alarmes, o equipamento (incluindo cablagem) não deve ser
instalado em locais com níveis elevados de interferências eletromagnéticas (i.e. níveis superiores
aqueles a que o equipamento foi testado). Quando isto não for possível, então deve-se providenciar
uma proteção eletromagnética adequada.

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NOTA TÉCNICA N.º 19
SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE DETEÇÃO DE GÁS

4.8 Áreas de risco

O posicionamento do equipamento deve considerar quaisquer riscos especiais que possam existir
quando o edifício está ocupado. Em locais com atmosfera potencialmente explosiva, devem ser
seguidas as recomendações referidas em regulamentação nacional.

4.9 Documentação

O projetista deve fornecer documentação suficiente de forma a permitir ao instalador executar


corretamente a instalação. No mínimo deve fornecer um desenho mostrando o tipo e a localização
dos dispositivos e um diagrama esquemático mostrando as suas interligações.

O fornecedor ou fabricante, se não for a mesma empresa que o instalador deve fornecer a
documentação complementar para uma correta instalação e interligação dos equipamentos.

4.10 Qualificações

As pessoas ou empresas que desempenham trabalhos de instalação deverão ser competentes, com
experiência e certificadas.

5 EXPLORAÇÃO DOS SISTEMAS

5.1 Receção da instalação

O objetivo do processo de verificação técnica é determinar se os sistemas instalados estão de


acordo com o projeto e com as especificações do fabricante.

Nota: pode haver mais que uma entidade envolvida no processo.

O técnico responsável pela instalação deve efetuar uma inspeção visual de forma a assegurar que o
trabalho foi executado de forma correta, que os métodos, materiais e componentes utilizados estão
de acordo com esta NT e com o projeto e que os desenhos e as instruções de operação
correspondem ao sistema instalado.

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NOTA TÉCNICA N.º 19
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O técnico responsável deve testar e verificar que o sistema instalado opera ou está pronto a operar
de forma correta e, particularmente, deve verificar se:

ƒ Os sensores estão corretamente instalados e distribuídos;

ƒ Todos os sensores funcionam;

ƒ A informação dada pela CDG é correta e está de acordo com os requisitos documentados;

ƒ Qualquer ligação a uma CDI ou outra central recetora de alarmes ou central recetora de
avisos de avaria está a funcionar e que as mensagens são corretas e claras;

ƒ Os dispositivos de alarme operam de acordo com as indicações desta NT;

ƒ Todas as funções auxiliares podem ser ativadas;

ƒ Foram fornecidos os documentos e instruções requeridos.

Antes de se proceder à verificação da instalação deverá ser previsto um período preliminar de


forma a verificar a estabilidade do sistema instalado nas condições ambientais habituais do local.

A verificação e aceitação SADG devem ser realizadas, pelo menos, pelo responsável do instalador e
pelo dono de obra ou seu representante. É desejável que o projetista também esteja presente. Esta
receção pode ser utilizada pelo delegado da entidade que tem a missão de fiscalização da segurança
conforme o RGSCIE ou proceder-se a esta vistoria numa sessão posterior.

Os testes de aceitação consistem em:

ƒ Verificar que foram fornecidos todos os documentos necessários à elaboração dos


procedimentos ou plano de prevenção;

ƒ Inspeções visuais, incluindo tudo o que possa ser avaliado desta forma, tendo em vista a
verificação da concordância do equipamento instalado com o projeto e as especificações;

ƒ Testes funcionais sobre a operação correta do sistema, incluindo os interfaces com


equipamentos auxiliares e transmissão à distância, operando um número acordado de
dispositivos de deteção do sistema.

5.2 Documentação

Devem ser fornecidos ao responsável de segurança (RS) ou seu delegado, pessoa responsável pela
exploração das instalações, as instruções adequadas de utilização, cuidados de rotina a observar e
testes do sistema instalado, para além das plantas e memória descritiva do sistema instalado.

O técnico responsável pela instalação deve fornecer ao dono de obra um certificado de verificação
técnica assinado.

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5.3 Responsabilidade

Quando a verificação estiver completa de acordo com as solicitações do dono de obra o sistema
deverá ser considerado como formalmente entregue. A entrega marca o ponto a partir do qual o
dono de obra assume a responsabilidade do sistema.

5.4 Aprovação por terceiros

Um SADG faz parte, em princípio, de um conjunto de meios passivos e ativos que a entidade
fiscalizadora (e emissora do parecer) pode inspecionar em simultâneo.

A aprovação de um sistema instalado é baseada numa vistoria, caso se realize, seguida de inspeções
periódicas continuadas para assegurar que o sistema tenha sido corretamente utilizado, mantido e,
quando necessário, modificado.

6 MANUTENÇÃO

Para assegurar o funcionamento correto e continuado do sistema, este deve ser regularmente
inspecionado e assistido. As providências adequadas para o efeito devem ser tomadas
imediatamente após a conclusão da instalação quer os respetivos locais estejam ocupados ou não.

Geralmente deve ser feito um acordo entre o dono de obra ou o utilizador e o fabricante,
fornecedor ou outra entidade competente para inspeção, assistência técnica e reparação. O acordo
deve especificar as formas de ligação adequadas para providenciar o acesso às instalações e o prazo
no fim do qual o equipamento deve ser reposto em condições de funcionamento após uma avaria.
O nome e o número de telefone da empresa de assistência técnica devem estar afixados de modo
proeminente na CDG.

6.1 Rotina de Manutenção

Deve ser implementada uma rotina de inspeção e assistência técnica. Esta rotina destina-se a
assegurar o funcionamento correto e continuado do sistema em condições normais.

Qualquer anomalia observada deve ser registada no livro de registo de ocorrências e a ação
corretiva deve ser tomada tão cedo quanto possível.

Deve tomar-se um especial cuidado à manutenção dos sensores, pois, conforme os modelos, têm
prazos tão variados de manutenção ou de substituição que oscilam entre seis meses e cinco anos.

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Sem prejuízo de outras indicações fornecidas pelos fabricantes, deve ser adotada a seguinte rotina
de manutenção:

a1) Verificação diária (por operador designado pelo RS)

ƒ Verificar que a CDG, as centrais parciais ou os repetidores de alarme indicam a condição


normal, ou que quaisquer variações à condição normal estão registadas no livro de registos
de ocorrências e, quando se justifique, reportadas à organização responsável pela
manutenção e assistência técnica;

ƒ Verificar que qualquer alarme registado desde o dia de trabalho anterior recebeu a atenção
devida;

ƒ Verificar que, quando adequado, o sistema foi devidamente restaurado depois de qualquer
desativação, teste ou ordem de silenciar.

a2) Verificação mensal (por operador designado pelo RS)

ƒ Verificar que as reservas de papel, tinta ou fita de qualquer impressora estão adequadas;

ƒ Verificar que os painéis de informação ótica-acústica estão operacionais.

a3) Verificação trimestral (por entidade registada na ANPC para efeito de


manutenção deste sistema)

ƒ Verificar todas as entradas no livro de registos de ocorrências e tomar as ações necessárias


para repor o sistema em operação correta;

ƒ Operar pelo menos um sensor em locais distintos, para testar se a CDG recebe e exibe o
sinal correto, soa o alarme e aciona qualquer outro sinal de aviso ou dispositivo auxiliar;

ƒ Verificar as funções de monitorização de anomalias da CDG;

ƒ Verificar a capacidade da CDG de operar qualquer comando à distância;

ƒ Quando permitido, acionar a comunicação de alarme ao corpo de bombeiros ou central


recetora de alarmes;

ƒ Averiguar eventuais mudanças estruturais ou ocupacionais que possam ter afetado os


requisitos para a localização dos sensores.

a4) Verificação semestral (por entidade registada na ANPC para efeito de


manutenção deste sistema)

ƒ Proceder à substituição dos componentes dos sensores cuja eficácia só é garantida por 6
meses.

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a5) Verificação anual (por entidade registada na ANPC para efeito de manutenção
deste sistema)

ƒ Executar a inspeção e rotinas de testes recomendadas (diárias, mensais, trimestrais e


semestrais);

ƒ Verificar o correto funcionamento de cada sensor e comando manual de acordo com as


recomendações do fabricante;

ƒ Efetuar uma inspeção visual para confirmar que todos os cabos, tubagens e equipamentos
estão ajustados e seguros, não danificados e adequadamente protegidos;

ƒ Efetuar uma inspeção visual para verificar se ocorreram mudanças estruturais ou


ocupacionais que tenham afetado os requisitos para a localização de botões de alarme
manual, detetores, sirenes e painéis ótico-acústicos. A inspeção visual também deve
confirmar que é conservado desimpedido, um espaço adequado, em todas as direções à
volta de cada sensor;

ƒ Examinar e testar todas as baterias. Qualquer bateria deve ser substituída em intervalos
que não excedam as recomendações do respetivo fabricante;

ƒ Substituir todos os detetores que tenham ultrapassado o seu tempo de vida útil indicado
pelo fabricante, ou cuja eficácia, depois dos detetores terem sido testados, não tenha sido
comprovada.

Deve ter-se especial cuidado para garantir que o equipamento foi apropriadamente reposto em
condições normais de funcionamento, após os ensaios.

As verificações trimestrais, semestrais e anuais devem ser executadas somente por pessoas
adequadamente treinadas e competentes para as efetuar. A responsabilidade deste trabalho recai
sobre essas pessoas ou sobre a entidade a que pertencem.

6.2 Prevenção de ativações indesejadas durante ensaios de rotina

É importante garantir que as operações de manutenção e assistência não resultem na ativação


indesejada de comandos associados.

No caso de existir uma ligação para outro equipamento de proteção, a ligação ou o outro
equipamento devem ser desligados durante o ensaio, a menos que se pretenda incluir o ensaio do
outro equipamento.

Caso o sistema de alarme atue automaticamente válvulas de fecho de fluidos, deve tomar-se um
cuidado especial para que os ocupantes sejam informados dos possíveis efeitos do ensaio.

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6.3 Assistência técnica especial

A rotina de manutenção descrita no ponto 6.1. desta NT é destinada a manter o sistema em


condições normais de funcionamento. Podem, no entanto, existir circunstâncias que exijam
especial atenção e necessitem do aconselhamento da entidade prestadora do serviço de assistência.

Tais circunstâncias devem incluir:

ƒ Qualquer incêndio ou explosão (detetado automaticamente ou não);

ƒ Qualquer incidência anormal de falsos alarmes;

ƒ Ampliação, alteração ou decoração das instalações;

ƒ Mudança na ocupação ou nas atividades desenvolvidas nas áreas protegidas pelo sistema;

ƒ Alterações do nível de ruído ambiente ou atenuação de som que influenciem a informação


ótica ou acústica;

ƒ Dano em qualquer parte do sistema, mesmo que nenhuma avaria seja imediatamente
aparente;

ƒ Qualquer mudança no equipamento auxiliar;

ƒ Uso do sistema antes de estarem completos os trabalhos no edifício e o edifício estar


completamente entregue.

6.4 Reparação e modificação

O proprietário e/ou utilizador deve informar imediatamente a entidade prestadora do serviço de


assistência para que sejam tomadas as necessárias medidas corretivas em caso de qualquer:

ƒ Indicação de mau funcionamento do sistema;

ƒ Dano em qualquer parte do sistema;

ƒ Mudança na estrutura ou ocupação das instalações;

ƒ Mudança nas atividades desenvolvidas na área protegida que possam alterar ou a posição
do sensor ou do difusor.

6.5 Sobressalentes

É conveniente a existência no local de peças sobressalentes, sugeridas pelo fabricante (tipo e


quantidade), por exemplo, sensores.

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6.6 Documentação

Todos os trabalhos executados no sistema devem ser registados no livro de registo de ocorrências.
Quaisquer pormenores do trabalho devem ser igualmente registados no livro de registo de
ocorrências para ser incluído no registo de segurança, que é uma das partes do Plano de Segurança
(ver NT n.º 21).

No final das inspeções trimestrais, semestrais e anuais, é recomendável que a entidade responsável
pelos testes forneça à pessoa responsável uma confirmação assinada de que os testes
recomendados acima foram efetuados e que quaisquer deficiências identificadas no sistema foram
notificadas à pessoa responsável.

6.7 Responsabilidade

A responsabilidade pela manutenção do SADG deve ser claramente definida. Essa responsabilidade
pertence ao responsável de segurança (RS) do edifício, que pode delegar essa competência.
A manutenção deve ser executada somente por pessoas com a formação adequada e competentes
para efetuar a inspeção, assistência técnica e reparação do sistema instalado. A responsabilidade
deste trabalho recai sobre essas pessoas ou sobre a entidade a que pertencem.

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NOTA TÉCNICA N.º 20
POSTO DE SEGURANÇA

NOTA TÉCNICA N.º 20


POSTO DE SEGURANÇA

OBJETIVO

Em cumprimento do prescrito no RT-SCIE caracterizar as diversas configurações possíveis do Posto


de Segurança, alargando a sua funcionalidade a outras áreas da segurança, não perdendo de vista a
gestão integrada da mesma.

APLICAÇÃO

Para apoio aos projetistas, consultores de segurança, responsáveis de segurança e delegados de


segurança, na conceção, instalação e exploração do Posto de Segurança.

ÍNDICE

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 2
2 EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES ............................................................................................ 2
3 CONFIGURAÇÃO DO POSTO DE SEGURANÇA ...................................................................... 9

REFERÊNCIAS

• Regime Jurídico de SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro).


• Regulamento Técnico de SCIE (Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro, nomeadamente no
Título VI, Capítulo XI, artigo 190.º)

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1 INTRODUÇÃO

O posto de segurança (ou central de segurança ou sala de segurança) conforme a UT, a categoria
de risco e o tipo de exploração pode ser materializada numa simples portaria ou balcão de receção
ou numa complexa zona técnica, instalada em local de acesso restrito ou classificado, onde chegam
múltiplas informações de segurança exploradas e tratadas por operadores mais ou menos
especializados.

Em qualquer das situações este será o local da gestão e coordenação de uma emergência, a não ser
que o edifício esteja dotado de um local específico para tal (“sala de crise”).

Também, em qualquer das situações, deve ser um local guarnecido humanamente, talvez na versão
mais simples só no período de laboração da UT e, na versão mais complexa, com vários operadores
24 horas/365 dias. Aliás, se o Posto de Segurança for num local restrito sem acesso ao público
deverá ser guarnecido por dois operadores, um em permanência e outro disponível para o
substituir, por motivos óbvios (doença súbita do operador único, abandono do posto, etc.).

2 EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES

O artigo 190.º no Capítulo XI, integrado no Título VI do RT-SCIE, referente aos Equipamentos e
Sistemas de Segurança, define as características do Posto de Segurança (PS):

“ 1 — Deve ser previsto um posto de segurança (1), destinado a centralizar toda a informação de
segurança e os meios principais de recepção e difusão de alarmes e de transmissão do alerta,
bem como a coordenar os meios operacionais e logísticos em caso de emergência, nos espaços
afectos:

a) À utilização-tipo I das 3.ª e 4.ª categorias de risco;

b) Às utilizações-tipo II a XII da 2.ª categoria de risco ou superior;

c) Às utilizações-tipo da 1.ª categoria que incluam locais de risco D.

2 — O posto de segurança pode ser estabelecido na recepção ou na portaria, desde que localizado
junto a um acesso principal, sempre que possível em local com ingresso reservado e resguardado
ou protegido do fogo e guarnecido em conformidade com as disposições de organização de
segurança do presente regulamento.

3 — No caso de existirem espaços afectos a mais do que uma utilização-tipo, nas circunstâncias
mencionadas no n.º 1, num mesmo edifício ou recinto, pode existir um único posto de segurança
para a globalidade das utilizações-tipo, desde que nele seja possível individualizar a supervisão,
comando e controlo para cada uma delas.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
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4 — Nas situações em que são cobertas utilizações-tipo da 4.ª categoria, ou da 3.ª categoria com
locais de risco D e E:

a) O posto de segurança deve, para todos os efeitos previstos neste regulamento, ser
considerado um local de risco F, com excepção da utilização-tipo I, quando exclusiva, e dos
recintos ao ar livre, dos provisórios, bem como das estruturas insufláveis;

b) Deve existir comunicação oral entre o posto de segurança e todos os pisos, zonas de refúgio,
casas de máquinas de elevadores, compartimentos de fontes centrais de alimentação de energia
eléctrica de emergência, central de bombagem para serviço de incêndios, ascensores e seu átrio
de acesso no nível dos planos de referência e locais de risco D e E existentes, garantida através de
meios distintos das redes telefónicas públicas.

5 — No posto de segurança deve existir um chaveiro de segurança contendo as chaves de reserva


para abertura de todos os acessos do espaço que serve, bem como dos seus compartimentos e
acessos a instalações técnicas e de segurança, com excepção dos espaços no interior de fogos de
habitação.

6 —No posto de segurança deve também existir um exemplar do plano de prevenção e do plano
de emergência interno (2).

7 — Sempre que um posto de segurança sirva diversos edifícios afectos a uma dada utilização-
tipo, gerida pela mesma entidade, devem existir meios de comunicação oral entre o posto de
segurança e as recepções ou portarias dos restantes edifícios, garantidos através de meios
distintos das redes telefónicas públicas”.

Nota (1): O artigo 200.º (Organização da segurança) refere no n.º 4 que: “Durante os períodos de
funcionamento das utilizações-tipo, o posto de segurança que as supervisiona deve ser mantido
ocupado, em permanência, no mínimo por um agente de segurança.“

Nota (2): Os exemplares do Plano de Prevenção e do Plano de Emergência que devem existir no
Posto de Segurança, são mencionados nos artigos 203.º e 205.ºdo Regulamento Técnico de SCIE.
(ver respetiva Nota Técnica – n.º 21). Caso existam os dois Planos, trata-se de um exemplar
completo do Plano de Segurança, incluindo todas as cópias das plantas de emergência.
Eventualmente poderão também ficar no PS, incorporados no Plano de Segurança, os registos de
segurança.

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No que se refere às Condições Específicas do RT-SCIE (Título VIII), há que atender às seguintes
exigências complementares:

a) UT II (Estacionamentos) em que:

• O artigo 224.º (Iluminação de emergência) refere no seu n.º 1:

“ 1 — A ligação e corte (1) das instalações de iluminação de segurança devem poder ser feitos
manualmente, por comando localizado no posto de segurança.”

• O Artigo 225.º (Controlo de fumo) refere no seu n.º 3:

“ 3 — O accionamento das instalações de controlo de fumo por meios activos deve ser possível
também por comandos manuais situados no posto de segurança e junto dos locais de
entrada e saída de viaturas, estes últimos reservados exclusivamente aos bombeiros”.

Nota (1): A ligação e corte são efetuados à alimentação das instalações de iluminação de
segurança.

b) UT V (Hospitalares e lares de idosos) em que o Artigo 236.º (Alarme) refere:

“1 - Os meios de difusão do alarme em caso de incêndio afectos aos locais de risco D devem ser
concebidos de modo a não causarem pânico, não podendo ser reconhecíveis pelo público e
destinando-se exclusivamente aos funcionários, trabalhadores e agentes de segurança que
permaneçam, vigiem ou tenham que intervir nesses locais.

2 — Nos locais de risco D existentes em utilizações-tipo V da 2.ª categoria de risco ou superior,


deve existir um posto não acessível a público que permita a comunicação oral com o posto de
segurança, no qual também devem existir meios de difusão do alarme com as
características referidas no número anterior.”

c) UT VI (Espetáculos e reuniões públicas) em que:

• O Artigo 242.º (Dispositivos de obturação da boca de cena) refere nos seus n.º 5 e 6:

“5 — Para movimentação do dispositivo, devem ser previstos dois comandos independentes,


ambos devidamente sinalizados, sendo um localizado no piso do palco e outro exterior ao
espaço cénico, em local não acessível ao público, de preferência no posto de segurança.

6 — Para além dos comandos previstos no número anterior, deve ser considerado um sistema
de desencravamento da cortina, em caso de emergência, actuando a partir do posto de
segurança.”

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• O Artigo 250.º (Controlo de fumo) refere:

“1 — Nos espaços cénicos isoláveis devem ser previstas instalações de controlo de fumo por
desenfumagem passiva nos termos do número seguinte.

2 — Os exautores de fumo devem ser em número não inferior a dois e possuir áreas úteis
sensivelmente iguais entre si, devendo a área útil total corresponder, no mínimo, a 5% da
área do palco e deve ser possível o comando manual da instalação quer a partir do piso do
palco, quer do posto de segurança.”

• O Artigo 252.º (Sistemas de extinção no palco e subpalco) refere, no seus n.º 2 a 4:

“2 — As caixas de palco com área superior a 50 m2 de espaços cénicos isoláveis devem ser
dotadas de sistemas de extinção automática por água, do tipo dilúvio, respeitando as
condições deste regulamento.

3 — Os sistemas referidos no número anterior devem ser accionados por comando manual,
devendo as válvulas de comando manual, num mínimo de duas, devidamente sinalizadas, ser
instaladas uma no interior da caixa de palco próximo de uma saída e outra no posto de
segurança.

4 — O posto de comando e controlo do sistema deve ser localizado no piso do palco, ou em


qualquer dos pisos que lhe sejam adjacentes, de forma que a distância máxima a percorrer
entre o posto e qualquer das válvulas de comando manual não ultrapasse 20 m.”

• O Artigo 254.º (Posto de segurança) refere:

“Nos espaços afectos à utilização-tipo VI, que possuam espaços cénicos isoláveis, o posto de
segurança deve satisfazer as seguintes condições específicas:

a) Estar localizado de forma a ter visibilidade sobre a totalidade do palco e dispor de acesso
franco ao exterior, directo ou através de via de evacuação protegida;

b) Constituir um local de risco F;

c) Integrar as centrais de alarme ou quadros repetidores, bem como os dispositivos de


comando manual das instalações de segurança exigíveis para todos os espaços da
utilização-tipo, que devem ser devidamente identificados;

d) Dispor de meio de transmissão, rápido e fiável, do alerta aos meios de socorro e de


intervenção;

e) Ser exclusivo da utilização-tipo VI.”

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d) UT VIII (Comerciais e gares de transporte) em que:

• O Artigo 270.º (Deteção, alarme e alerta) refere:

“1 — Quando em espaços afectos à utilização-tipo VIII existir mais do que uma central de
sinalização e comando das instalações de alarme, afectas a espaços explorados por entidades
independentes, designadamente lojas âncora, devem ser repetidas no posto de segurança
da utilização-tipo todas as informações dessas centrais, de modo a que nele seja possível
garantir a supervisão de cada um dos referidos espaços.

2 — Quando o acesso dos meios de transporte às plataformas de embarque, de gares


subterrâneas ou de pisos subterrâneos de gares mistas, é efectuado através de túnel, deve
existir, com central ou quadro repetidor de sinalização e comando no posto de segurança
das gares com que confina, sem prejuízo da existência desses meios de sinalização na central
de controlo de tráfego da entidade de transportes:

a) Um sistema automático de detecção de incêndio, cobrindo os troços adjacentes de túnel,

b) Um sistema automático de detecção de gás combustível nos pontos de menor cota dos
troços adjacentes de túnel ou da gare..”

• O artigo 273.º (Meios de primeira intervenção) refere, no seu n.º 2:

“2 — Em reforço dos meios previstos neste regulamento, nas câmaras corta-fogo referidas no
artigo 261.º e junto ao posto de segurança, deve existir um extintor com eficácia mínima
de 21 A/113 B/C e outro adequado a riscos eléctricos com eficácia mínima de 55 B, ambos
alojados em nicho próprio dotado de porta.

• O Artigo 277.º (Posto de segurança) refere:

“Para além do estabelecido neste regulamento, o posto de segurança de gares


subterrâneas e mistas deve:

a) Ser considerado um local de risco F, para todos os efeitos previstos neste regulamento;

b) Dispor de comunicação oral com todas as câmaras corta-fogo referidas no artigo 261.º,
distinta das redes telefónicas públicas, bem como comunicação oral com a central de controlo
de tráfego da entidade de transporte;

c) Dispor de, pelo menos, dois aparelhos respiratórios de protecção individual para
utilização da equipa de segurança, garantindo uma autonomia adequada”.

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e) UT IX (Desportivos e de lazer) em que o artigo 288.º (Autoproteção) refere, no seu n.º 2:

“2 — No posto de segurança dos parques de campismo devem existir cópias das plantas
de emergência de todos os edifícios do parque, para os quais tal seja exigido nos termos deste
regulamento, e uma planta de emergência da globalidade do parque com a representação da
ocupação de cada sector, dos locais de risco C e das vias de acesso.”

Resumindo e agrupando todas estas prescrições deve existir um Posto de Segurança (PS) nas seguintes
situações:

ƒ UT I (Habitacionais) das 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um local de risco F no caso da


4ª categoria de risco em UT I que partilhem o mesmo edifício com outras UT;

ƒ UT II (Estacionamentos) das 2, 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um local de risco F no


caso da 4ª categoria de risco;

ƒ UT III (Administrativos) das 2ª, 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um local de risco F no


caso da 4ª categoria de risco;

ƒ UT IV (Escolares):

• Da 1ª categoria de risco se possuir locais de risco D;


• Da 2ª categoria de risco;
• Das 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um local de risco F no caso da 4ª categoria
de risco ou da 3ª se possuir locais de risco D ou E.
ƒ UT IV (Hospitalares e Lares de idosos):

• Da 1ª categoria de risco se possuir locais de risco D;


• Da 2ª categoria de risco;
• Das 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um local de risco F, no caso da 4ª categoria
de risco ou da 3ª se possuir locais de risco D ou E.
Obs.: Nos locais de risco D deve haver um espaço reservado que permita a comunicação
oral com o PS de forma que aos alarmes não sejam apercebidos pelo público.

ƒ UT VI (Espectáculos e Reuniões públicas) das 2ª, 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um


local de risco F no caso da 4ª categoria de risco ou se existir espaço cénico isolável;

Obs.: Nas caixas de palco com área < 50 m2 o comando manual da cortina de água deve
estar, em repetição, no PS.

No caso dos palcos com área > 50 m2 os comandos quer do sistema dilúvio quer da cortina
de água devem estar no PS.

Em qualquer dos casos o PS deve estar localizado de forma a ter visibilidade sobre a
totalidade do palco, com acesso franco ao exterior, constituindo um local de risco F,
exclusivo desta UT.

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 7/10
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 20
POSTO DE SEGURANÇA

Nos recintos ao ar livre, nos provisórios, bem como nas estruturas insufláveis, da 4ª
categoria de risco, não é exigível que o PS seja um local de risco F.

ƒ UT VII (Hoteleiros e similares):

o Da 2ª categoria de risco;

o Das 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um local de risco F no caso da 4ª categoria de


risco ou da 3ª se possuir locais de risco E.

ƒ UT VIII (Comerciais e Gares de transporte) das 2ª, 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um


local de risco F no caso da 4ª categoria de risco ou de gares subterrâneas ou mistas;

Obs.: Nas gares subterrâneas e mistas o PS, para além de constituir um local de risco F deve
dispor de comunicação oral com todas as CCF, bem como com o centro de controlo de
tráfego da empresa de transporte.

Cada local de risco F deve ter dois aparelhos respiratórios.

ƒ UT IX (Desportivos e de lazer):

o Da 1ª categoria de risco, se se tratar de um parque de campismo;

o Das 2ª, 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um local de risco F no caso da 4ª categoria de


risco.

Nos recintos ao ar livre, nos provisórios, bem como nas estruturas insufláveis, da 4ª
categoria de risco, não é exigível que o PS seja um local de risco F.

Obs.: Nos parques de campismo, independentemente da sua categoria de risco, o PS deve


situar-se na receção junto à entrada do parque.

ƒ UT X (Museus e Galerias de Arte) das 2ª, 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um local de


risco F no caso da 4ª categoria de risco;

ƒ UT XI (Bibliotecas e Arquivos), das 2ª, 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um local de


risco F no caso da 4ª categoria de risco;

ƒ UT XII (Industriais, Oficinas e Armazéns), das 2ª, 3ª ou 4ª categorias de risco, sendo um


local de risco F no caso da 4ª categoria de risco;

Nos recintos ao ar livre, nos provisórios, bem como nas estruturas insufláveis, da 4ª
categoria de risco, não é exigível que o PS seja um local de risco F.

Recordar que os locais de risco F devem ser separados dos espaços adjacentes por elementos de
construção paredes e pavimentos resistentes REI 90, paredes não resistentes EI 90 e portas E 45 C.
Devem satisfazer determinadas condições para a evacuação, serem garantidas proteções contra
contactos elétricos diretos e serem dotados de sistemas de deteção, alarme e alerta da configuração
2, pelo menos.

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 8/10
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 20
POSTO DE SEGURANÇA

3 CONFIGURAÇÃO DO POSTO DE SEGURANÇA

É recomendável que, havendo um PS e diversos sistemas de segurança na UT ou no conjunto de


UT, se centralizem ou se integrem no mesmo local todos os sistemas existentes, isto é, não só os
sistemas de proteção contra incêndios como os demais sistemas de segurança:

ƒ Deteção automática de incêndios;


ƒ Extinção automática de incêndios;
ƒ Deteção automática de gases tóxicos e combustíveis;
ƒ Deteção de água e humidade;
ƒ Deteção automática de intrusão, extrusão, sabotagem, agressão, assalto;
ƒ Controlo de acessos;
ƒ Controlo de rondas;
ƒ Circuito fechado de televisão e vídeo;
ƒ Comandos de evacuação;
ƒ Alarmes técnicos;
ƒ Posicionamento dos elevadores e das escadas ou rampas rolantes;
ƒ Sistemas de megafonia;
ƒ Sistemas de comunicação interna;
ƒ Sistemas de comunicação com o exterior;
ƒ Integração de parte ou da totalidade destes sistemas.

Conforme já se referiu, tem que ser um local guarnecido em permanência 24 horas x 365 dias, para
onde, eventualmente, possam ser canalizadas outras informações ligadas à gestão do edifício, com
carácter permanente ou temporário (p.ex. período noturno ou fim de semana).

A presença humana, feita por turnos, deve basear-se na simultaneidade de dois ou mais
operadores. No caso de um único operador, deverá haver um mecanismo de controlo desse
operador com alarme à distância. O número correto de operadores será em função do número de
terminais de exploração, especialmente do nº de monitores de vídeo e da quantidade de
informação a receber.

Em função deste número de operadores, devem criar-se funções de estadia e apoio aos mesmos
(vestiários, I.S., salas de repouso) para além de sala de reuniões ou sala para gestão de crise. Esta
sala deve ter equipamento de apoio e informação em direto e em tempo real com o PS ou
visualização direta para os painéis deste.

O tipo de controlo de acessos ao PS é definido em função do risco concentrado e da vulnerabilidade


do local face à sua localização no edifício.

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 9/10
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 20
POSTO DE SEGURANÇA

Para além dos equipamentos e sistemas de segurança principais, um PS na sua configuração mais
complexa deve possuir equipamentos acessíveis e de apoio, tais como:

ƒ Chaveiro de todo o edifício;

ƒ Telefones internos e externos;

ƒ Telefones diretos ou ligações diretas aos Bombeiros e às Forças de Segurança;

ƒ Teleporteiro ou câmara de vídeo/monitor, relativamente ao acesso ao PS;

ƒ Intercomunicadores com os pisos, cabinas dos elevadores, casas das máquinas dos
elevadores, locais do posto de transformação, do grupo de emergência e da central de
bombagem, zonas de refúgio, átrios junto aos elevadores de serviço aos bombeiros, no piso
de referência e com os locais de riscos D e E;

ƒ Extintores de incêndios;

ƒ Equipamento de primeiros socorros;

ƒ Iluminação de emergência portátil (lanternas);

ƒ Alimentação de socorro;

ƒ Lista de telefones de emergência, dos prestadores de manutenção e dos serviços de


fornecimento e apoio: eletricidade, água, gás, etc.;

ƒ Aparelhos respiratórios e outro material de proteção incêndio, conforme a categoria de


risco e a preparação das equipas de intervenção (p.ex. fatos de proteção, botas, luvas,
capacetes, etc.);

ƒ Plano de segurança e cópias de todas as plantas de emergência.

Em termos de organização dos espaços, apresentam-se as duas configurações tipo possíveis,


aplicáveis aos PS de configuração mais complexa:

Tipo I Tipo II

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NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

NOTA TÉCNICA N.º 21


PLANOS DE SEGURANÇA

OBJETIVO

Especificar as características e os requisitos para a elaboração de PLANOS DE SEGURANÇA


considerando estes como a associação dos Registos de Segurança, do Plano de Prevenção (ou
Procedimentos de Prevenção) e do Plano de Emergência (ou Procedimentos em caso de
Emergência), em cumprimento do RT-SCIE no Título VII – Condições Gerais de Autoproteção.

APLICAÇÃO

Disponibilizar aos Responsáveis de Segurança e aos Delegados de Segurança elementos de consulta


e de reflexão para a elaboração dos Planos e/ou Procedimentos acima mencionados.

ÍNDICE

1 MEDIDAS DE AUTOPROTECÇÃO ............................................................................................... 2


2 ORGANIZAÇÃO DE SEGURANÇA ............................................................................................... 4
3 PLANO DE SEGURANÇA – (Estrutura administrativa) ........................................................ 6
4 REGISTOS DE SEGURANÇA......................................................................................................... 6
5 PROCEDIMENTOS DE PREVENÇÃO ......................................................................................... 8
6 PLANO DE PREVENÇÃO ............................................................................................................. 10
7 PROCEDIMENTOS EM CASO DE EMERGÊNCIA ................................................................. 12
8 PLANO DE EMERGÊNCIA ........................................................................................................... 13
ANEXOS .................................................................................................................................................... 17

REFERÊNCIAS

• Regime Jurídico de SCIE (Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro)


• Regulamento Técnico de SCIE (Portaria n.º 1532/2008, de 29 de dezembro)

ANEXOS

• Anexo I – Plano de Segurança tipo I


• Anexo II – Plano de Segurança tipo II
• Anexo III – Plano de Segurança tipo III
• Anexo IV – Plano de Segurança tipo IV

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

1 MEDIDAS DE AUTOPROTECÇÃO

No Título VII (Condições Gerais de Autoprotecção) do RT-SCIE estão definidos os seguintes


documentos organizativos fazendo parte das medidas de autoproteção:

ƒ artigo 201.º – Registos de segurança;

ƒ artigo 202.º – Procedimentos de prevenção;

ƒ artigo 203.º – Plano de prevenção;

ƒ artigo 204.º – Procedimentos em caso de emergência;

ƒ artigo 205.º – Plano de emergência.

No quadro XXXIX do artigo 198.º são indicados, para cada UT (ver NT 01) e em função da respetiva
categoria de risco, quais os documentos exigíveis. Desdobrando esse quadro e aplicando-o somente
à exigência documental, conclui-se o apresentado no Quadro I.

Quadro I
COMPONENTES DO PLANO DE SEGURANÇA

Medidas de autoproteção
[Referência ao artigo aplicável] Ações de sensibilização e formação
Procedimentos de prevenção

Plano de emergência interno


emergência [artigo 204.º] *
Procedimentos em caso de

Utilização-
Categoria de risco
em SCIE [artigo 206.º]
Registos de segurança

tipo
Plano de prevenção
[artigo 203.º] *

[artigo 205.º] *
[artigo 202.º ]
[artigo 201.º ]

[artigo 207.º]
Simulacros

3.ª «apenas para os


● ● ● ●
espaços comuns»
I
4.ª «apenas para os
● ● ● ● ●
espaços comuns»
1.ª ● ●
II 2.ª ● ● ● ●
3.ª e 4.ª ● ● ● ● ●

III, VI, 1.ª ● ●

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

Medidas de autoproteção
[Referência ao artigo aplicável]

Ações de sensibilização e formação


Procedimentos de prevenção

Plano de emergência interno


emergência [artigo 204.º] *
Procedimentos em caso de
Utilização-
Categoria de risco

em SCIE [artigo 206.º]


Registos de segurança
tipo

Plano de prevenção
[artigo 203.º] *

[artigo 205.º] *
[artigo 202.º ]
[artigo 201.º ]

[artigo 207.º]
Simulacros
VIII, IX, X, 2.ª ● ● ● ● ●
XI e XII
3.ª e 4.ª ● ● ● ● ●

1.ª «sem locais de


● ●
risco D ou E»

1.ª «com locais de


risco D ou E» e 2.ª
● ● ● ●
IV, V e VII «sem locais de risco
D ou E»

2.ª «com locais de


risco D ou E», 3.ª e ● ● ● ● ●
4.ª

Pela análise do Quadro I verifica-se que, para além das 1ª e 2ª categorias da UT I (Habitacionais)
em que nada é exigido, para as 3ª e 4ª categorias desta e para as demais UT são exigidas, para cada
situação, uma das quatro seguintes tipologias de documentos:

ƒ Registos de Segurança + Procedimentos de Prevenção;

ƒ Registos de Segurança + Procedimentos de Prevenção + Procedimentos em caso de


Emergência;

ƒ Plano de Prevenção + Procedimentos em caso de Emergência;

ƒ Plano de Prevenção + Plano de Emergência.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
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PLANOS DE SEGURANÇA

Isto é, em função da categoria de risco e da UT é necessário elaborar um conjunto de dois ou três


dos documentos acima referidos.

A designação PLANO DE SEGURANÇA consta no n.º 2 do artigo 21º do RJ-SCIE.

Sugere-se a criação de quatro tipologias de PLANOS DE SEGURANÇA, a saber:

ƒ PLANO DE SEGURANÇA tipo I – Registos de Segurança + Procedimentos de


Prevenção;

ƒ PLANO DE SEGURANÇA tipo II – Registos de Segurança + Procedimentos de


Prevenção + Procedimentos em caso de Emergência;

ƒ PLANO DE SEGURANÇA tipo III – Registos de Segurança + Plano de Prevenção +


Procedimentos em caso de emergência;

ƒ PLANO DE SEGURANÇA tipo IV – Registos de Segurança + Plano de Prevenção +


Plano de Emergência.

2 ORGANIZAÇÃO DE SEGURANÇA

Antes de se desenvolver cada um destes Planos, e porque a organização humana, em situação de


emergência, estará dependente do dispositivo humano na situação de rotina, recorda-se o que é
referido no artigo 219.º (Organização da segurança) e, especialmente, no Quadro L (Anexo VII) do
RG-SCIE, que aqui se desdobra por cada UT e categoria de risco (Quadro II).

Quadro II
EQUIPAS DE SEGURANÇA

N.º mínimo de
Utilizações-tipo Categorias de risco
elementos da equipa

I 3.ª e 4.ª Um

1.ª e 2.ª Um
II
3.ª e 4.ª Dois

1.ª Um

III, VIII, X, XI e 2.ª Três

XII 3.ª Cinco

4.ª Oito

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

N.º mínimo de
Utilizações-tipo Categorias de risco
elementos da equipa

1.ª «sem locais de risco D ou E» Dois

1.ª «com locais de risco D ou E» e


Três
2.ª «sem locais de risco D ou E»
IV e V
2.ª «com locais de risco D ou E» Seis

3.ª Oito

4.ª Doze

1.ª Dois

2.ª Três
VI e IX
3.ª Seis

4.ª Dez

1.ª «sem locais de risco E» Um

1.ª «com locais de risco E»


Três
VII e 2.ª «sem locais de risco E»

2.ª «com locais de risco E» e 3.ª Cinco

4.ª Oito

O RS ao definir as medidas de autoproteção, deve criar a(s) equipa(s) de segurança constituída(s)


por trabalhadores, colaboradores, prestadores ou terceiros que, durante o funcionamento das UTs,
devem ter o nº mínimo indicado no quadro acima, apoiados pelo posto de segurança (ou central de
segurança) que deve estar equipado, pelo menos, com um elemento.

Nos casos em que é exigido um plano de emergência, tem que ser implementado um SSI (serviço de
segurança contra incêndio) chefiado por um delegado de segurança e com o nº adequado de
colaboradores, com a configuração mínima constante do Quadro L (Anexo VII) do RG-SCIE.

Nas 3ª e 4ª categorias de risco das UTs que recebem público, este delegado deve exercer as funções
a tempo inteiro, não se aplicando o mesmo aos demais colaboradores, desde que estejam
permanentemente contactáveis pelo posto de segurança.

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PLANOS DE SEGURANÇA

3 PLANO DE SEGURANÇA – (Estrutura administrativa)

Pelo exposto acima verificamos que o PLANO DE SEGURANÇA de um determinado edifício ou


recinto é constituído por 2 ou 3 capítulos ou volumes, função da categoria de risco e da simplicidade
ou complexidade da construção e respetiva exploração.

Devendo ser um documento de fácil consulta e atualização, face a alterações introduzidas ou


conclusões pós exercícios, tem que ser organizado por capítulos e secções em páginas diferentes e
substituíveis sem interferir nas demais.

Complementarmente, sendo claramente definido pelo RJ-SCIE que o RS assume a responsabilidade


de implementar o sistema de gestão de segurança e de autoproteção, de garantir a existência dos
registos, de criar a equipa SSI, etc. é lógico que ele fique vinculado ao PLANO DE SEGURANÇA
aprovando-o e mandando-o executar por todos os colaboradores através de um despacho de
aceitação.

Conclui-se que o PLANO DE SEGURANÇA terá um “1º Capítulo – Disposições Administrativas”


com a seguinte estrutura:

• Termo de Aceitação (pelo RS);

• Lista de (capítulos, secções) páginas em vigor;

• Lista das revisões e alterações (capítulos, secções, páginas e motivos de alteração, anulação e
adição, data e aprovação);

• Lista da distribuição (nº do exemplar, entidade ou pessoa recetora, data, rubrica, versão inicial,
alterações);

• Definições (utilizadas neste PLANO);

• Siglas e abreviaturas (utilizadas neste PLANO).

4 REGISTOS DE SEGURANÇA

Este capítulo será colocado em 2º lugar mas, eventualmente, fruto do manuseamento frequente ou
por questões organizativas, poderá ser remetido para o fim do PLANO como ANEXO.

Por outro lado o RG exige que estes registos sejam conservados por 10 anos, havendo, contudo, todo
o interesse em guardá-los ao longo da vida útil da UT.

Estes registos, para cumprir o artigo 201.º do RT-SCIE, devem ter as seguintes secções (ou
separadores):

• Relatórios de vistoria, inspeção e fiscalização


Relatórios realizados pelas entidades emissoras dos pareceres ou outras competentes

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PLANOS DE SEGURANÇA

• Relatórios de anomalias relacionadas com as instalações técnicas

São instalações técnicas de acordo com o RT-SCIE (Título V):


• Instalações de energia elétrica;
• Instalações de aquecimento;
• Instalações de confeção e conservação de alimentos;
• Evacuação de efluentes de combustão;
• Ventilação e condicionamento de ar;
• Ascensores;
• Líquidos e gases combustíveis;

• Relatórios de anomalias relacionadas com os equipamentos e sistemas de


segurança

São equipamentos e sistemas de segurança de acordo com o RT-SCIE (Título VI):


• Sinalização (sinais de segurança);
• Iluminação de emergência;
• Deteção, alarme e alerta;
• Controlo de fumos;
• Meios de intervenção;
• Sistemas fixos de extinção de incêndios;
• Sistemas de cortina de água;
• Controlo de poluição do ar;
• Deteção automática de gás combustível;
• Drenagem de água;
• Posto de segurança;
• Instalações acessórias;

• Relação das ações de manutenção efetuadas nas instalações técnicas

(ver lista acima)

• Relação das ações de manutenção efetuadas nos equipamentos e sistemas de


segurança

(ver lista acima)

• Descrição das modificações, alterações e trabalhos perigosos efetuados

Indicar datas de início e conclusão dos trabalhos

• Relatórios de ocorrências relacionadas com segurança contra incêndio

Listar alarmes falsos, intempestivos, princípios de incêndio e as intervenções das equipas


internas

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

• Cópias dos relatórios de intervenção dos bombeiros

Intervenções quer para incêndios quer para outras situações

• Relatórios das ações de formação

Ações de sensibilização de todos os colaboradores intervenientes nas ações de autoproteção,


formação específica aos elementos com missões atribuídas em caso de emergência

• Relatórios dos exercícios de simulação

Os exercícios de simulação devem ser realizados com a periodicidade indicada no Artigo 207º
do RT-SCIE, devidamente planeados, executados e avaliados, acompanhados por
observadores, com a colaboração dos bombeiros locais. Deve ser dada informação prévia aos
ocupantes, eventualmente, sem precisar o dia e a hora.

5 PROCEDIMENTOS DE PREVENÇÃO

Os procedimentos são um conjunto de regras de exploração e de comportamentos humanos e


técnicos, em situação de rotina e normalidade da vida de uma empresa ou entidade, constituindo a
parte mais importante do plano de prevenção, a serem aplicados quando este não se justifique, em
face da baixa categoria de risco da UT.

O objetivo destes procedimentos é garantir a continuidade de um conjunto de condições de


segurança na exploração diária do edifício ou recinto e nos seus acessos, pelo que se deve listar e
controlar as seguintes situações:

• Acessibilidade dos meios de socorro aos espaços da UT

Verificar a manutenção das condições de acessibilidade dos meios externos, estacionamento,


entradas, acessos às fachadas e aos pontos de penetração

• Acessibilidade dos mesmos meios à rede de água de SI

Informar as entidades competentes da eventual inoperacionalidade dos hidrantes exteriores,


embora a sua conservação não seja responsabilidade associada à UT

• Eficácia dos meios passivos de resistência ao fogo

Verificar a estabilidade ao fogo, compartimentação, isolamento e proteção de acordo com o que


foi aprovado no projeto inicial ou no de alterações

• Operacionalidade dos meios de evacuação

Garantir as larguras e distâncias previstas, função dos efetivos, nas vias verticais e horizontais

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PLANOS DE SEGURANÇA

• Acessibilidade aos meios de alarme e de intervenção

Garantir livre e permanente acesso aos dispositivos de alarme, de 1ª e 2ª intervenção assim


como aos comandos manuais, em caso de emergência

• Vigilância dos locais de maior risco e desocupados

Reforçar a vigilância nos locais de maior risco (C, D, F) e com menor ocupação humana

• Conservação dos espaços limpos e arrumados

Garantir limpeza adequada e uma correta arrumação dos produtos

• Segurança na utilização de matérias perigosas

Segurança na produção, manipulação e arrumação de matérias e substâncias perigosas,


conforme respetivas fichas de segurança

• Segurança nos trabalhos de manutenção ou alteração das instalações

Segurança em todos os trabalhos de manutenção, recuperação, beneficiação, alteração ou


remodelação das instalações e dos sistemas quando implicam agravamento de risco de
incêndio, limitações à eficácia dos sistemas de proteção instalados ou afetem a evacuação dos
ocupantes por obstrução de saídas e/ou redução da largura das vias

• Procedimentos de exploração das instalações técnicas

Estes procedimentos devem incluir as instruções de funcionamento, de anomalias e de


segurança das instalações técnicas, nomeadamente as referidas no Título V do RT-SCIE:
• Instalações de energia elétrica;
• Instalações de aquecimento;
• Instalações de confeção e conservação de alimentos;
• Evacuação de efluentes de combustão;
• Ventilação e condicionamento de ar;
• Ascensores;
• Líquidos e gases combustíveis;

• Procedimentos de operação dos equipamentos e sistemas de segurança

O mesmo critério deve-se aplicar aos equipamentos e sistemas de segurança descritos no Título
VI do RT-SCIE:
• Sinalização (sinais de segurança);
• Iluminação de emergência;
• Deteção, alarme e alerta;
• Controlo de fumos;
• Meios de intervenção;
• Sistemas fixos de extinção de incêndios;

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PLANOS DE SEGURANÇA

• Sistemas de cortina de água;


• Controlo de poluição do ar;
• Deteção automática de gás combustível;
• Drenagem de água;
• Posto de segurança;
• Instalações acessórias;

• Programas de manutenção das instalações técnicas

Devem ser definidos programas de manutenção, com calendarização e periodicidade de todas


as instalações técnicas, nomeadamente as constantes do Título V do RT-SCIE e acima listadas

• Programas de manutenção dos equipamentos e sistemas de segurança

Os mesmos programas devem ser desenvolvidos para os equipamentos e sistemas de segurança


descritos no Título VI do RT-SCIE e acima listados.

6 PLANO DE PREVENÇÃO

O plano de prevenção é um documento onde deve constar a organização de segurança e suas


atribuições, assim como os procedimentos de atuação em situação normal tendo em vista a
capacidade de passagem à situação de emergência, em caso de necessidade.

Assim o plano de atuação deve conter as seguintes secções:

• Identificação da UT

• Data da entrada em funcionamento da UT

• Identificação do RS

Indicação do nome e funções que exerce

• Identificação do(s) delegado(s) de segurança

Se o RS delegou competências numa ou mais pessoas indicar os respetivos nomes, funções e


missões delegadas, acompanhado de organograma, se necessário

• Plantas à escala 1/100 ou 1/200 contendo o estudo ou projeto de segurança

Estas plantas devem usar a simbologia adequada (ver NT 04) e representarem, pelo menos, os
seguintes elementos:
• Classificação do risco
• Identificação dos locais de risco e respetivos efetivos
• Indicação das vias horizontais e verticais de evacuação, assim como os percursos em
comunicações comuns
• Localização de todos os equipamentos e sistemas de segurança contra incêndios

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
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PLANOS DE SEGURANÇA

• Acessibilidade dos meios de socorro aos espaços da UT

Verificar a manutenção das condições de acessibilidade dos meios externos, estacionamento,


entradas, acessos às fachadas e aos pontos de penetração

• Acessibilidade dos mesmos meios à rede de água de SI

Informar as entidades competentes da eventual inoperacionalidade dos hidrantes exteriores,


embora a sua conservação não seja responsabilidade associada à UT.

• Eficácia dos meios passivos de resistência ao fogo

Verificar a estabilidade ao fogo, compartimentação, isolamento e proteção de acordo com o que


foi aprovado no projeto inicial ou no de alterações

• Operacionalidade dos meios de evacuação

Garantir as larguras e distâncias previstas, função dos efetivos, nas vias verticais e horizontais

• Acessibilidade aos meios de alarme e de intervenção

Garantir livre e permanente acesso aos dispositivos de alarme, de 1ª e 2ª intervenção assim


como aos comandos manuais, em caso de emergência

• Vigilância dos locais de maior risco e desocupados

Reforçar a vigilância nos locais de maior risco (C, D, F) e com menor ocupação humana

• Conservação dos espaços limpos e arrumados

Garantir limpeza adequada e uma correta arrumação dos produtos

• Segurança na utilização de matérias perigosas

Segurança na produção, manipulação e arrumação de matérias e substâncias perigosas

• Segurança nos trabalhos de manutenção ou alteração das instalações

Segurança em todos os trabalhos de manutenção, recuperação, beneficiação, alteração ou


remodelação das instalações e dos sistemas de quando implicam agravamento de risco de
incêndio, limitações à eficácia dos sistemas de proteção instalados ou afetem a evacuação dos
ocupantes por obstrução de saídas e/ou redução da largura das vias

• Procedimentos de exploração das instalações técnicas

Estes procedimentos devem incluir as instruções de funcionamento, de anomalias e de


segurança das instalações técnicas, nomeadamente as referidas no Título V do RT-SCIE:
• Instalações de energia elétrica;
• Instalações de aquecimento;
• Instalações de confeção e conservação de alimentos;
• Evacuação de efluentes de combustão;

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NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

• Ventilação e condicionamento de ar;


• Ascensores;
• Líquidos e gases combustíveis;

• Procedimentos de operação dos equipamentos e sistemas de segurança

O mesmo critério deve-se aplicar aos equipamentos e sistemas de segurança descritos no Título
VI do RT-SCIE:
• Sinalização (sinais de segurança);
• Iluminação de emergência;
• Deteção, alarme e alerta;
• Controlo de fumos;
• Meios de intervenção;
• Sistemas fixos de extinção de incêndios;
• Sistemas de cortina de água;
• Controlo de poluição do ar;
• Deteção automática de gás combustível;
• Drenagem de água;
• Posto de segurança;
• Instalações acessórias;

• Programas de manutenção das instalações técnicas

Devem ser definidos programas de manutenção, com calendarização e periodicidade de todas


as instalações técnicas, nomeadamente as constantes do Título V do RT-SCIE e acima listadas

• Programas de manutenção dos equipamentos e sistemas de segurança

Os mesmos programas devem ser desenvolvidos para os equipamentos e sistemas de segurança


descritos Título VI do RT-SCIE e acima listados.

7 PROCEDIMENTOS EM CASO DE EMERGÊNCIA

Para cada tipo de UT devem ser definidas as técnicas e as ações comportamentais, individuais e
coletivas para de uma forma organizada, coerente e rápida fazer face a uma emergência, tido como
um acontecimento nem desejado, nem esperado por vezes. De uma forma simples e resumida
podemos dizer que os procedimentos, perante uma situação de incêndio, são, no mínimo, os
seguintes:

• Plano de atuação

Um alarme de incêndio pode ter origem automática ou ser de perceção humana. Conforme a
organização da UT haverá processamento imediato ou temporizado para as forças de socorro

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NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

ou terceira entidade, ou haverá reconhecimento interno. Estes procedimentos devem ser


devidamente equacionados para a tomada de decisões subsequentes, especialmente a nível
interno. O alarme interno poderá ser restrito, local, parcial ou geral, podendo desencadear ou
não, evacuação parcial ou total.

• Execução do alerta

Havendo a necessidade de chamar as forças externas de intervenção, tal poderá ser feito de
modo manual ou automático, sendo importante a informação ser transmitida com clareza e
atempadamente, se possível com a descrição do desenvolvimento do incidente ou acidente.

• Plano de evacuação

Função do tipo de UT e da categoria de risco, a evacuação será parcial ou total, imediata ou por
fases. De notar que a evacuação de um edifício administrativo não será igual a uma escola e a
desta não terá, seguramente, as mesmas características no caso de um hospital. Necessário
organizar a(s) equipa(s) de evacuação (ou de coordenação de evacuação). Esta evacuação
implica a definição de um (ou mais) ponto exterior de reunião ou de encontro, que não deve
colidir com o ponto de triagem de feridos, se os houver, nem com o local onde os bombeiros
instalarão os seus equipamentos de intervenção.

Por outro lado deve ser garantido apoio a deficientes ou ocupantes em dificuldade e assegurada
a evacuação total dos ocupantes.

• Plano de intervenção interna

Com a confirmação do alarme deverá(ão) atuar a(s) equipa(s) de 1ª intervenção que,


devidamente instruída(s) e treinada(s) fará(ão) a tentativa de controlar a situação, sem correr
riscos, até chegada dos bombeiros. Simultaneamente a mesma equipa, ou outra equipa (p.ex.
equipa de manutenção) poderá proceder a comandos e cortes de segurança.

• Apoio à intervenção externa

O delegado de segurança ou um seu representante fará a receção das forças de socorro


externas, sua informação e encaminhamento.

8 PLANO DE EMERGÊNCIA

O plano de emergência deve incorporar a organização de segurança, as atribuições e os


procedimentos de atuação em situação de emergência, numa determinada UT. É, de acordo com a
classificação da Proteção Civil, um Plano de Emergência Interno.

Deve ser simples e bem estruturado, preciso e devidamente realista, de forma a sistematizar a
evacuação enquadrada dos ocupantes (ou parte) e limitar a propagação e respetivas consequências
dos incêndios.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

Sendo um documento operacional exigido pelo RT-SCIE para a situação do incêndio poderá ser
utilizado para atuação perante as ocorrências de outros riscos, quer naturais, quer tecnológicos,
quer sociais. Haverá que fazer a identificação desses riscos e definir os respetivos níveis de
gravidade.

Por outro lado o estudo de SCIE contemplou a classificação e definição dos diversos locais de risco,
pelo que estamos na posse dos locais ditos perigosos. Para a emergência é igualmente importante
conhecer os pontos nevrálgicos (para além dos locais de risco F) que são vitais à atividade da UT,
não só para a situação normal, como para o caso da emergência.

O plano de emergência deve ter as seguintes secções:

• Identificação dos riscos e níveis de gravidade

No caso do plano não contemplar, somente, o risco de incêndio deve ser analisados e listados
todos os riscos naturais, tecnológicos e sociais, quer de origem interna, quer externa.

• Pontos perigosos e pontos nevrálgicos

No risco incêndio os pontos perigosos estão bem definidos pois são os locais de risco C
agravado, de risco D, se os houver e, eventualmente, de risco F; nos outros locais poderá haver,
em função da exploração da UT.

Pontos nevrálgicos são todos os locais, perigosos ou não, mas que são vitais à continuidade da
exploração da UT ou imprescindíveis em caso de emergência.

• Organização da segurança em situação de emergência

Havendo uma estrutura SSI em situação de normalidade, essa estrutura, reforçada ou não com
outros elementos será organizada para a situação em caso de emergência, com Diretor do
Plano, chefe ou coordenador das operações de emergência, equipas de alarme, equipas de
coordenação de evacuação, equipas de 1ª intervenção, equipas de 1ºs socorros, equipas de
manutenção, ligação à comunicação, vigilância dos acessos, equipas de evacuação quando
necessário, equipas responsáveis por documentos patrimoniais ou obras de arte, também
quando aplicável, etc.

Os responsáveis e os elementos das equipas devem ter substitutos e serem permanentemente


atualizadas face à modalidade interna em certas UTs.

• Entidades a contactar em situação de emergência

As entidades externas a contactar serão função da UT e da região onde se situa. Em princípio


serão os bombeiros locais, a Proteção Civil Municipal, o INEM, a PSP ou GNR da área, etc.
Poderá ser avisado o hospital da área, se houver feridos.

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PLANOS DE SEGURANÇA

As entidades internas serão o RS ou substituto, o(s) delegado(s) de segurança, outros


responsáveis hierárquicos, o responsável pela comunicação social e, em situações especiais,
como é o hospital, o corpo clínico e enfermagem, etc.

No Plano deve constar todos os telefones ou outros meios expeditos de contacto (rádio, SMS,
etc.).

• Plano de atuação

Um alarme de incêndio pode ter origem automática ou ser de perceção humana. Conforme a
organização da UT haverá processamento imediato ou temporizado para as forças de socorro
ou terceira entidade, ou haverá reconhecimento interno. Estes procedimentos devem ser
devidamente equacionados para a tomada de decisões subsequentes, especialmente a nível
interno. O alarme interno poderá ser restrito, local, parcial ou geral, podendo desencadear ou
não, evacuação parcial ou total.

O plano de atuação, a realizar pelo delegado de segurança ou por agentes de segurança,


implica, ainda, um conhecimento prévio dos pontos perigosos (locais dos riscos C, D e F) e dos
pontos nevrálgicos.

• Plano de evacuação

Função do tipo de UT e da categoria de risco, a evacuação será parcial ou total, imediata ou por
fases. De notar que a evacuação de um edifício administrativo não será igual a uma escola e a
desta não terá, seguramente, as mesmas características no caso de um hospital. Necessário
organizar a(s) equipa(s) de evacuação (ou de coordenação de evacuação). Esta evacuação
implica a definição de um (ou mais) ponto exterior de reunião ou de encontro, que não deve
colidir com o ponto de triagem de feridos, se os houver, nem com o local onde os bombeiros
instalarão os seus equipamentos de intervenção.

Os procedimentos de evacuação devem ser do conhecimento e praticados por todos os


ocupantes. Por outro lado deve ser garantido apoio a deficientes ou ocupantes em dificuldade e
assegurada a evacuação total dos ocupantes.

• Plano de intervenção interna

Com a confirmação do alarme deverá(ão) atuar a(s) equipa(s) de 1ª intervenção que,


devidamente instruída(s) e treinada(s) fará(ão) a tentativa de controlar a situação, sem correr
riscos, até chegada dos bombeiros. Simultaneamente a mesma equipa, ou outra equipa (p. ex.
equipa de manutenção) poderá proceder a comandos e cortes de segurança.

Estes procedimentos serão automáticos ou manuais, devendo-se no 1º caso confirmar a sua


atuação: Fecho de portas resistentes ao fogo, paragem dos elevadores no piso previsto,
arranque dos sistemas de controlo de fumo, paragem do ar condicionado, etc.

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PLANOS DE SEGURANÇA

• Prestação de primeiros socorros

A equipa de 1ª intervenção ou a de 1ºs socorros, se houver, fará o acompanhamento e


procederão aos primeiros cuidados aos feridos, aguardando os serviços especializados
externos, no ponto convencionado para a triagem.

• Apoio à intervenção externa

O delegado de segurança ou um seu representante fará a receção das forças de socorro


externas, sua informação e encaminhamento.

• Reposição da normalidade

Toda a emergência terá o seu fim, mais ou menos demorado conforme o evoluir da situação.
Há lugar à elaboração do relatório pelo RS ou delegado, ao corrigir ou substituir as instalações,
os equipamentos e os sistemas danificados e cada ocupante retomar a normalidade das suas
funções.

• Instruções gerais, particulares e especiais

As instruções gerais destinam-se à totalidade dos ocupantes e devem respeitar a


procedimentos de fácil aplicação e memorização, tais como o que fazer se vir um incêndio
nascente, como deve participar na evacuação, etc. O resumo destas instruções deve fazer parte
das plantas de emergência.

As instruções particulares são as aplicáveis a riscos ou locais concretos, conforme é definido no


Artigo 218º: Locais de risco C, D, E e F, assim como salas de aula e de formação. Devem,
também, serem afixadas nos próprios locais.

As instruções especiais têm a ver com os procedimentos a serem executados por alguns
elementos e pelas equipas intervenientes na emergência.

• Plantas de emergência

As plantas de emergência devem ser afixadas nos locais de passagem ou paragem habitual dos
ocupantes, terem uma representação esquemática do piso, indicar os meios de 1ª intervenção e
os caminhos de evacuação, apresentar as instruções gerais e a identificação da simbologia
gráfica (ver N.T. 04).

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NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

ANEXOS

I – PLANO DE SEGURANÇA TIPO I

II – PLANO DE SEGURANÇA TIPO II

III – PLANO DE SEGURANÇA TIPO III

IV – PLANO DE SEGURANÇA TIPO IV

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NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

ANEXO I
PLANO DE SEGURANÇA TIPO I

1º Capítulo – Disposições Administrativas

• Termo de Aceitação

• Lista de páginas em vigor

• Lista das revisões e alterações

• Lista da distribuição

• Definições

• Siglas e abreviaturas

2º Capítulo – Registos de Segurança

• Relatórios de vistoria, inspeção e fiscalização

• Relatórios de anomalias relacionadas com as instalações técnicas

• Relatórios de anomalias relacionadas com os equipamentos e sistemas de segurança

• Relação das ações de manutenção efetuadas nas instalações técnicas

• Relação das ações de manutenção efetuadas nos equipamentos e sistemas de segurança

• Descrição das modificações, alterações e trabalhos perigosos efetuados

• Relatórios de ocorrências relacionadas com segurança contra incêndios

• Cópias dos relatórios de intervenção dos bombeiros

• Relatórios das ações de formação

• Relatórios dos exercícios de simulação

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PLANOS DE SEGURANÇA

3º Capítulo – Procedimentos de prevenção

• Acessibilidade dos meios de socorro aos espaços da UT

• Acessibilidade dos mesmos meios à rede de água de SI

• Eficácia dos meios passivos de resistência ao fogo

• Operacionalidade dos meios de evacuação

• Acessibilidade aos meios de alarme e de intervenção

• Vigilância dos locais de maior risco e desocupados

• Conservação dos espaços limpos e arrumados

• Segurança na utilização de matérias perigosas

• Segurança nos trabalhos de manutenção ou alteração das instalações

• Procedimentos de exploração das instalações técnicas

• Procedimentos de operação dos equipamentos e sistemas de segurança

• Programas de manutenção das instalações técnicas

• Programas de manutenção dos equipamentos e sistemas de segurança

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PLANOS DE SEGURANÇA

ANEXO II
PLANO DE SEGURANÇA TIPO II

1º Capítulo – Disposições Administrativas

• Termo de Aceitação

• Lista de páginas em vigor

• Lista das revisões e alterações

• Lista da distribuição

• Definições

• Siglas e abreviaturas

2º Capítulo – Registos de Segurança

• Relatórios de vistoria, inspeção e fiscalização

• Relatórios de anomalias relacionadas com as instalações técnicas

• Relatórios de anomalias relacionadas com os equipamentos e sistemas de segurança

• Relação das ações de manutenção efetuadas nas instalações técnicas

• Relação das ações de manutenção efetuadas nos equipamentos e sistemas de segurança

• Descrição das modificações, alterações e trabalhos perigosos efetuados

• Relatórios de ocorrências relacionadas com segurança contra incêndios

• Cópias dos relatórios de intervenção dos bombeiros

• Relatórios das ações de formação

• Relatórios dos exercícios de simulação

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PLANOS DE SEGURANÇA

3º Capítulo – Procedimentos de prevenção

• Acessibilidade dos meios de socorro aos espaços da UT

• Acessibilidade dos mesmos meios à rede de água de SI

• Eficácia dos meios passivos de resistência ao fogo

• Operacionalidade dos meios de evacuação

• Acessibilidade aos meios de alarme e de intervenção

• Vigilância dos locais de maior risco e desocupados

• Conservação dos espaços limpos e arrumados

• Segurança na utilização de matérias perigosas

• Segurança nos trabalhos de manutenção ou alteração das instalações

• Procedimentos de exploração das instalações técnicas

• Procedimentos de operação dos equipamentos e sistemas de segurança

• Programas de manutenção das instalações técnicas

• Programas de manutenção dos equipamentos e sistemas de segurança

4º Capítulo – Procedimentos em caso de emergência

• Plano de atuação

• Execução do alerta

• Plano de evacuação

• Plano de intervenção interna

• Apoio à intervenção externa

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PLANOS DE SEGURANÇA

ANEXO III
PLANO DE SEGURANÇA TIPO III

1º Capítulo – Disposições Administrativas

• Termo de Aceitação

• Lista de páginas em vigor

• Lista das revisões e alterações

• Lista da distribuição

• Definições

• Siglas e abreviaturas

2º Capítulo – Registos de Segurança

• Relatórios de vistoria, inspeção e fiscalização

• Relatórios de anomalias relacionadas com as instalações técnicas

• Relatórios de anomalias relacionadas com os equipamentos e sistemas de segurança

• Relação das ações de manutenção efetuadas nas instalações técnicas

• Relação das ações de manutenção efetuadas nos equipamentos e sistemas de segurança

• Descrição das modificações, alterações e trabalhos perigosos efetuados

• Relatórios de ocorrências relacionadas com segurança contra incêndios

• Cópias dos relatórios de intervenção dos bombeiros

• Relatórios das ações de formação

• Relatórios dos exercícios de simulação

3º Capítulo – Plano de prevenção

• Identificação da UT

• Data da entrada em funcionamento da UT

• Identificação do RS

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 22/26
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NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

• Identificação do(s) delegado(s) de segurança

• Plantas à escala 1/100 ou 1/200 contendo o estudo ou projeto de segurança

• Acessibilidade dos meios de socorro aos espaços da UT

• Acessibilidade dos mesmos meios à rede de água de SI

• Eficácia dos meios passivos de resistência ao fogo

• Operacionalidade dos meios de evacuação

• Acessibilidade aos meios de alarme e de intervenção

• Vigilância dos locais de maior risco e desocupados

• Conservação dos espaços limpos e arrumados

• Segurança na utilização de matérias perigosas

• Segurança nos trabalhos de manutenção ou alteração das instalações

• Procedimentos de exploração das instalações técnicas

• Procedimentos de operação dos equipamentos e sistemas de segurança

• Programas de manutenção das instalações técnicas

• Programas de manutenção dos equipamentos e sistemas de segurança

4º Capítulo – Procedimentos em caso de emergência

• Plano de atuação

• Execução do alerta

• Plano de evacuação

• Plano de intervenção interna

• Apoio à intervenção externa

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 23/26
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NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

ANEXO IV
PLANO DE SEGURANÇA TIPO IV

1º Capítulo – Disposições Administrativas

• Termo de Aceitação

• Lista de páginas em vigor

• Lista das revisões e alterações

• Lista da distribuição

• Definições

• Siglas e abreviaturas

2º Capítulo – Registos de Segurança

• Relatórios de vistoria, inspeção e fiscalização

• Relatórios de anomalias relacionadas com as instalações técnicas

• Relatórios de anomalias relacionadas com os equipamentos e sistemas de segurança

• Relação das ações de manutenção efetuadas nas instalações técnicas

• Relação das ações de manutenção efetuadas nos equipamentos e sistemas de segurança

• Descrição das modificações, alterações e trabalhos perigosos efetuados

• Relatórios de ocorrências relacionadas com segurança contra incêndios

• Cópias dos relatórios de intervenção dos bombeiros

• Relatórios das ações de formação

• Relatórios dos exercícios de simulação

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 24/26
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NOTA TÉCNICA N.º 21
PLANOS DE SEGURANÇA

3º Capítulo – Plano de prevenção

• Identificação da UT

• Data da entrada em funcionamento da UT

• Identificação do RS

• Identificação do(s) delegado(s) de segurança

• Plantas à escala 1/100 ou 1/200 contendo o estudo ou projeto de segurança

• Acessibilidade dos meios de socorro aos espaços da UT

• Acessibilidade dos mesmos meios à rede de água de SI

• Eficácia dos meios passivos de resistência ao fogo

• Operacionalidade dos meios de evacuação

• Acessibilidade aos meios de alarme e de intervenção

• Vigilância dos locais de maior risco e desocupados

• Conservação dos espaços limpos e arrumados

• Segurança na utilização de matérias perigosas

• Segurança nos trabalhos de manutenção ou alteração das instalações

• Procedimentos de exploração das instalações técnicas

• Procedimentos de operação dos equipamentos e sistemas de segurança

• Programas de manutenção das instalações técnicas

• Programas de manutenção dos equipamentos e sistemas de segurança

4º Capítulo – Plano de Emergência

• Identificação dos riscos e níveis de gravidade

• Pontos perigosos e pontos nevrálgicos

• Organização da segurança em situação de emergência

• Entidades a contactar em situação de emergência

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 25/26
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PLANOS DE SEGURANÇA

• Plano de atuação

• Plano de evacuação

• Plano de intervenção interna

• Prestação de primeiros socorros

• Apoio à intervenção externa

• Reposição da normalidade

• Instruções gerais, particulares e especiais

• Plantas de emergência.

ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil (DNPE/UPRA/NCF – Núcleo de Certificação e Fiscalização) // Versão 01-12-2013 // Página 26/26
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NOTA TÉCNICA N.º 22
PLANTAS DE EMERGÊNCIA

NOTA TÉCNICA N.º 22


PLANTAS DE EMERGÊNCIA

OBJETIVO

Definir bases técnicas para a elaboração de Plantas de Emergência, em suporte físico ou em suporte
digital, conforme a legislação em vigor (RJ-SCIE e RT-SCIE) e a NP4386, aqui entendidas como
“plantas esquemáticas de cada piso de cada utilização-tipo de um edifício, que têm por objectivo
orientar, informar e instruir os respectivos utilizadores para os procedimentos a adoptar numa
situação de emergência, englobando ainda as instruções gerais de segurança e a legenda da
simbologia adoptada”.

APLICAÇÃO
Apoiar os projetistas, os consultores de segurança, os responsáveis de segurança e os delegados de
segurança na feitura das Plantas de Emergência, previstas no RT-SCIE (Título VII – Condições
Gerais de Autoprotecção), de forma a assegurar a necessária uniformidade de critérios entre
técnicos, empresas, entidades fiscalizadoras, responsáveis de segurança, delegados de segurança e
utentes das utilizações-tipo dos edifícios.

ÍNDICE
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................2
2 CARACTERÍSTICAS DAS PLANTAS DE EMERGÊNCIA .......................................................4
3 INSTRUÇÕES GERAIS .................................................................................................................9
4 ANEXO – EXEMPLO DE PLANTA DE EMERGÊNCIA ........................................................10

REFERÊNCIAS
• Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios
• Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios
• Portaria n.º 1456-A/95, de 11 de dezembro
• NP 4386
• ISO 7010
• ISO 9772: Cellular plastics - Determination of horizontal burning characteristics of small specimens
subjected to a small flame
• ISO 23601: Safety identification – Escape and evacuation plan signs
• IEC 60092-101: Electrical installations in ships – Part 101: Definitions and general requirements ,
Publication

ANEXO
• Exemplo de Planta de Emergência

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 22
PLANTAS DE EMERGÊNCIA

1 INTRODUÇÃO

Existe a necessidade de se uniformizar um sistema de comunicação, que transmita aquilo que é


efetivamente importante saber em caso de emergência no interior de um edifício, utilizando
suportes com um mínimo de palavras, a fim de serem rapidamente entendidas por todos os seus
ocupantes.

Este sistema de comunicação visa evitar situações de confusão em caso de emergência, pelo que
deve permitir a todos os ocupantes, nacionais ou estrangeiros, uma rápida interpretação das
instruções gerais de segurança e da simbologia adotada nas Plantas de Emergência.

Através de ações de sensibilização, formação e simulacros, será possível aperfeiçoar e testar os


procedimentos em caso de emergência.

Respeitando a Norma ISO 7010, no que se refere à simbologia consagrada, ao código de cores e a
outras instruções de desenho, estabelece-se um método inequívoco para ilustrar a posição do
observador num determinado ponto na planta do piso, a sua relação com os caminhos de evacuação
disponíveis para a sua evacuação para um lugar seguro, além da posição dos botões de alarme e dos
meios de 1ª intervenção que pelo caminho pode encontrar e utilizar.

Finalmente, importa aqui referir o contexto em que a legislação em vigor (RJ-SCIE e RT-SCIE)
exige Plantas de Emergência:

RJ-SCIE (DECRETO-LEI N.º 220/2008)

Artigo 21.º Medidas de Autoprotecção:


1 — A autoprotecção e a gestão de segurança contra incêndios em edifícios e recintos, durante a
exploração ou utilização dos mesmos, para efeitos de aplicação do presente decreto-lei e legislação
complementar, baseiam-se nas seguintes medidas:
a) Medidas preventivas, que tomam a forma de procedimentos de prevenção ou planos de prevenção,
conforme a categoria de risco;
b) Medidas de intervenção em caso de incêndio, que tomam a forma de procedimentos de emergência
ou de planos de emergência interno (que incluem as Plantas de Emergência), conforme a
categoria de risco;
c) Registo de segurança onde devem constar os relatórios de vistoria ou inspecção, e relação de todas
as acções de manutenção e ocorrências directa ou indirectamente relacionadas com a SCIE;
d) Formação em SCIE, sob a forma de acções destinadas a todos os funcionários e colaboradores
das entidades exploradoras, ou de formação específica, destinada aos delegados de segurança e outros
elementos que lidam com situações de maior risco de incêndio;
e) Simulacros, para teste do plano de emergência interno e treino dos ocupantes com vista a criação
de rotinas de comportamento e aperfeiçoamento de procedimentos.
2 — O plano de segurança interno é constituído pelo plano de prevenção, pelo plano de emergência
interno e pelos registos de segurança.

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 22
PLANTAS DE EMERGÊNCIA

Artigo 22.º Implementação das Medidas de Autoprotecção:


1 — As medidas de autoprotecção aplicam-se a todos os edifícios e recintos, incluindo os existentes
à data da entrada em vigor do presente decreto-lei (com excepção dos edifícios da UT I –
Habitacionais).

RT-SCIE (PORTARIA N.º 1532/2008)


Artigo 205.º Plano de Emergência Interno:
1 — São objectivos do plano de emergência interno do edifício ou recinto, sistematizar a evacuação
enquadrada dos ocupantes da utilização-tipo, que se encontrem em risco, limitar a propagação e as
consequências dos incêndios, recorrendo a meios próprios.
2 — O plano de emergência interno deve ser constituído:
a) Pela definição da organização a adoptar em caso de emergência;
b) Pela indicação das entidades internas e externas a contactar em situação de emergência;
c) Pelo plano de actuação;

d) Pelo plano de evacuação;


e) Por um anexo com instruções de segurança;

f) Por um anexo com as plantas de emergência.

6 — As plantas de emergência, a elaborar para cada piso da utilização-tipo, quer em


edifícios quer em recintos, devem:
a) Ser afixadas em posições estratégicas junto aos acessos principais do piso a que se referem;
b) Ser afixadas nos locais de risco D e E e nas zonas de refúgio.
7 — Quando solicitado, devem ser disponibilizadas cópias das plantas de emergência ao
corpo de bombeiros em cuja área de actuação própria se inserem os espaços afectos à utilização-tipo.
8 — O plano de emergência interno e os seus anexos (incluindo as plantas de emergência)
devem ser actualizados sempre que as modificações ou alterações efectuadas na utilização-tipo o
justifiquem e estão sujeitos a verificação durante as inspecções regulares e extraordinárias.
9 — No posto de segurança deve estar disponível um exemplar do plano de emergência interno e os
seus anexos (incluindo as plantas de emergência).

Em resumo, o RT-SCIE obriga à existência Plantas de Emergência afixadas nos seguintes locais:

• Em todos os pisos das UT dos Edifícios que, atendendo à sua categoria de risco, exijam Planos de
Emergência, e que devem incluir instruções gerais de segurança;

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SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS
NOTA TÉCNICA N.º 22
PLANTAS DE EMERGÊNCIA

• Em Locais de Risco D (ver respetiva NT), acompanhando as instruções de segurança desses


locais;

• Em Locais de Risco E (ver respetiva NT), acompanhando as instruções de segurança desses


locais;

• Em zonas de refúgio.

As plantas de emergência devem também estar disponíveis, para consulta, nos postos de segurança,
integradas no respetivo Plano Emergência.

As características das Plantas de Emergência devem respeitar a conceção geral do edifício, a posição dos
elementos de construção e a posição dos equipamentos de segurança nelas contidos, além das Medidas de
Autoproteção de que imanam, designadamente as contidas no Plano de Emergência.

2 CARACTERÍSTICAS DAS PLANTAS DE EMERGÊNCIA

2.1 ELEMENTOS QUE DEVEM CONTER

As Plantas de Emergência, corretamente iluminadas e orientadas pelos elementos que se veem à


esquerda e à direita do observador, devem incluir os seguintes elementos:

• Identificação do edifício (ou entidade ou logotipo, se necessário), piso ou sector;

• Localização do observador;

• Localização dos extintores de incêndio;

• Localização das bocas de incêndio armadas;

• Localização dos botões de alarme manual;

• Indicação dos caminhos de evacuação com as respetivas alternativas;

• Indicação do ponto de reunião (se for viável);

• Nº de telefone de emergência (interno e/ou externo);

• Instruções de segurança, gerais ou do local, consoante o caso;

• Indicação da simbologia em legenda;

• Indicação da data de execução (mês/ano);

• Indicação do fabricante, fornecedor ou responsável pela execução.

Não é autorizada publicidade nas Plantas de Emergência.

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NOTA TÉCNICA N.º 22
PLANTAS DE EMERGÊNCIA

Nos edifícios que recebem público estrangeiro, as instruções de segurança e a simbologia deverão ser
apresentadas em português, inglês e, se necessário, numa outra língua, associando-se a cada língua o
símbolo da respetiva bandeira ou o código ISO alfa.

As plantas de emergência disponíveis para consulta nos postos de segurança (e apenas nestas) poderão
incluir a seguinte informação complementar, adotando a simbologia constante da NT 04:

• Cortes de energia (eletricidade e gás);

• Compartimentação geral corta-fogo.

2.2 PLANTA DE BASE

Nas Plantas de Emergência devem aplicar-se as plantas de arquitetura, simplificadas, proporcionando


uma boa leitura após a inclusão dos símbolos de emergência, devendo a dimensão linear desses símbolos
ser de 5 mm.

Estas plantas esquemáticas devem possuir:

• Todas as paredes principais exteriores, com traço carregado;

• Paredes interiores relevantes, de separação dos compartimentos e das vias de evacuação;

• Vãos existentes nas paredes, se necessário com indicação das portas;

• Equipamentos ou mobiliário fixo (representados de modo simplificado) que sejam importantes e


referências para o bom entendimento do desenho e dos percursos de evacuação.

A informação disponibilizada nas Plantas de Emergência deve ser bem legível à distância a que se coloca
o observador.

O formato de uma Planta de Emergência depende da dimensão das instalações nela representadas e do
detalhe pretendido.

Admitem-se em instalações de muito grande dimensão, se for necessário, a afixação de Plantas de


Emergência Sectoriais. Neste caso, cada planta deve ter um esquema do piso total com a identificação do
sector apresentado.

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PLANTAS DE EMERGÊNCIA

2.3 UTILIZAÇÃO DE CORES

Nos Símbolos:

Os símbolos aplicados devem ser coloridos, conforme ISO 3864-1 para melhor evidência, conforme
se indica (ver ponto 4. desta NT):

• Azul – informação ao utilizador;

• Verde – itinerários de evacuação

• Vermelho – equipamentos de combate a incêndios e alarme

• Preto – desenho base do edifício

Nos Caminhos de Evacuação:

A cor de fundo dos caminhos de evacuação protegidos, em suporte de papel e em suporte digital,
pode ser destacada a verde claro, de forma a permitir uma rápida interpretação da planta e uma
mais fácil identificação dos eixos e destinos da evacuação (corredores, escadas, saídas, etc.), sem
contudo prejudicar o correcto contraste das setas e dos símbolos neles inseridos.

Quando executadas em materiais fotoluminescentes poderão ser usados métodos gráficos, tais como
meio-tom ou trama, para garantir a visibilidade das setas direcionais na rota da fuga.

Cor de Fundo:

A cor de fundo da Planta de Emergência deve ser branca ou fotoluminescente, conforme ISO 3864-
1, de forma a permitir um correto contraste.

2.4 MATERIAIS

As plantas de emergência devem ser produzidas com materiais resistentes ao tempo, ao choque e às
agressões ambientais. Se forem plastificadas ou colocadas em molduras com vidro, deverão ter
características antirreflexo.

As plantas de emergência podem ser em material fotoluminescente ou não, recomendando-se que


os materiais utilizados sejam auto extinguíveis e retardantes da propagação do fogo, em
conformidade com a ISO 9772 e IEC 60092-101.

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2.5 AFIXAÇÃO E LOCALIZAÇÃO

As Plantas de Emergência de piso devem ser afixadas a uma altura aproximada de 1,60 m do
pavimento, em paredes interiores bem visíveis, estrategicamente localizadas junto a zonas de
passagem ou zonas de mais frequente permanência dos utilizadores. Estas plantas devem estar na
área de influência (até 2 m em projeção horizontal) de um aparelho de iluminação de emergência,
ou serem em material fotoluminescente.

Nos quartos de dormir (risco E) as plantas de emergência devem ser colocadas no lado interior das
portas de acesso. No caso de apartamentos com fins turísticos, bastará uma planta no lado interior
da porta de acesso de cada apartamento.

As localizações das Plantas de Emergência já foram referidas no ponto 1. desta NT.

Admite-se, contudo, nos pisos de grande desenvolvimento em planta, que seja necessário afixar
plantas sectoriais. Neste caso, cada planta sectorial deve ter um esquema do piso total com a
identificação do sector apresentado.

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SÍMBOLOS A UTILIZAR NAS PLANTAS DE EMERGÊNCIA

Placas afixadas no local


Símbolo a usar em planta Designação
(exemplos)

Localização do
observador

Extintor de incêndio

Boca de incêndio armada

Botão de alarme

Manta ignífuga

N.º do telefone de
emergência

Caminho de evacuação
normal
Caminho de evacuação
alternativo

Ponto de encontro

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PLANTAS DE EMERGÊNCIA

3 INSTRUÇÕES GERAIS

As instruções gerais a incluírem nas plantas emergência devem estar de acordo com a utilização-tipo
e com a organização de segurança implementada.

No mínimo deverão ser inscritas as seguintes indicações:

a) Manter a calma

b) Dar o alarme premindo o botão de alarme mais próximo

ou

b) Utilizar o telefone de emergência

c) Combater o fogo com o extintor, sem correr perigo

d) Dirigir-se para a saída mais próxima, seguindo a sinalização

ou

d) Dirigir-se para a saída seguindo as instruções dos coordenadores

e) Nunca utilizar os elevadores; apenas as escadas

f) Nunca voltar para trás

g) Dirigir-se ao ponto de reunião e aguardar instruções.

NOTA: As plantas de emergência poderão ser aplicáveis a outras situações de emergência, não
exclusivamente ao risco de incêndio, tais como: sismo, ameaça de bomba, etc. Portanto, as
instruções gerais poderão ter instruções adicionais, para além das que acima são sugeridas.

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4 ANEXO – EXEMPLO DE PLANTA DE EMERGÊNCIA

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