Sie sind auf Seite 1von 65

AULA 7 – Superelevação e Superlargura

Prof. Pabllo Araujo


Eng. Civil, Me.

Campina Grande-PB
Outubro de 2018
Estradas

Ao se definir a velocidade diretriz de uma


rodovia, procura-se estabelecer, ao longo
do traçado, condições tais que permitam
aos usuários o desenvolvimento e a
manutenção de velocidades de percurso
próximos à velocidade de referência, em
condições de conforto e segurança. Superlargura Superelevação
Superelevação

Superelevação é a inclinação transversal necessária nas curvas a fim de


combater a força centrífuga desenvolvida nos veículos e dificultar a derrapagem.
Ela é função do raio de curvatura e da velocidade do veículo.
Superelevação

Principais critérios a serem fixados quanto à superelevação:


Superelevação

 Trechos em tangente (seção transversal):


abaulamento da pista de rolamento até 2%.
 Trechos em transição (seção transversal):
inicia-se o processo de rotação da pista de
rolamento.
 Trechos em curva (seção transversal):
inclinação constante da pista de rolamento.
Superelevação
Superelevação

Cálculo da Superelevação (e):

Sendo:
e = Superelevação (m/m)
V = Velocidade do veículo (km/h)
R = raio da curva circular (m)
f = coeficiente de atrito transversal, entre o pneu e o pavimento (m/m)
Superelevação

Cálculo da Superelevação (e): valores limites máximos


Superelevação excessiva pode provocar o deslizamento do veículo para o interior
da curva ou mesmo o tombamento, se a velocidade for muito baixa ou o veículo
parar.
Superelevação

Cálculo da Superelevação (e): valores limites máximos


 Rodovias rurais e urbanas com alta velocidade: 10% até 12%;
 Rodovias com ocorrência de nele e gelo: 8%;
 Rodovias congestionadas e com tráfego lento: 4% a 6%.
 Abaulamentos em pavimentos:
 Revestimentos betuminosos com granulometria aberta: 2,5% a 3,0%;
 Revestimentos betuminosos de alta qualidade (CBUQ): 2,0%;
 Pavimento de concreto de cimento: 1,5%.
Superelevação
Superelevação

Raios mínimos das curvas horizontais


Superelevação
Superelevação

Valores máximos para o coeficiente de atrito transversal (f)

Os valores máximos admissíveis do coeficiente de atrito transversal somente são


empregados, em princípio, nas condições limites, ou seja, para as concordâncias
horizontais com curvas de raios mínimos e com as superelevações máximas
admitidas para o projeto.
Superelevação

Superelevações a adotar nas curvas

Quando se empregam raios de curva maiores que o mínimo, as forças


centrífugas envolvidas diminuem à medida que aumenta o raio da curva,
reduzindo, consequentemente, as intensidades das forças de atrito e/ou devidas à
superelevação, necessárias para equilibrar os efeitos das forças centrífugas.
Superelevação

Superelevações a adotar nas curvas


Superelevação

Valores de raio (R) que dispensam a superelevação


Para curvas com raios muito grandes em relação à velocidade diretriz de projeto, os
efeitos da força centrífuga resultariam desprezíveis, podendo-se projetar as seções
transversais da pista nessas curvas para as condições de trecho em tangente, isto
é, com abaulamentos, dispensando-se o uso de superelevações.
Superelevação

Superelevações para curvas circulares

Superelevação adotada para cada curva horizontal no projeto de rodovias,


considerando o raio da curva maior que o mínimo.
EXERCÍCIO

(1º) A superelevação a ser adotada numa concordância horizontal com raio de


curva circular R= 214,88 m, no projeto de uma rodovia nova, em região de relevo
ondulado, na Classe II do DNER, é de quanto?
EXERCÍCIO

(2º) Numa rodovia de Classe II, tem-se: emáx= 8% e V= 100 km/h. Se uma curva
nessa rodovia tem raio de 600 m, calcular o raio mínimo e a superelevação
adotada.
Superelevação

Distribuição da superelevação
É o processo de variação da seção transversal da estrada entre a seção normal
(adotada nos trechos em tangente) e a seção superelevada (adotada nas curvas). A
variação da inclinação transversal necessária à obtenção da superelevação
nas curvas horizontais deve ser feita de forma a evitar variações bruscas dos
perfis das bordas da pista.
Superelevação

Distribuição da superelevação
Superelevação

Distribuição da superelevação
 Processo de giro em torno do eixo é o mais usado porque acarreta menores
alterações das cotas do pavimento em relação ao perfil de referência, resultando
numa disposição menor do pavimento.
 O giro na borda da pista do lado interno da curva como eixo de rotação é
justificada onde houver risco de problemas de drenagem devido ao abaixamento
da borda interna.
 Processo de giro em torno da borda externa da pista favorece a aparência e a
estética, ao evitar a elevação dessa borda, normalmente a mais perceptível pelo
motorista.
Superelevação
Superelevação
Superelevação
Superelevação
Superelevação

Distribuição da superelevação
 Como nos trechos em tangente a estrada geralmente possui inclinação
transversal simétrica em relação ao eixo de α%, o processo de distribuição da
superelevação pode ser dividido em duas etapas.
Superelevação
Superelevação

Determinação da taxa máxima de variação linear (α)


Superelevação

Determinação da taxa máxima de variação linear (α)

Sendo:
Ls= comprimento de transição
Le= comprimento do trecho de
variação da superelevação
Superelevação

OBSERVAÇÃO:
 A tabela ao lado deve ser usada
nos casos em que o valor de Le
esteja abaixo da linha cheia. Caso
contrário, adotar Lemín.
• Quando o valor de Lemín < Ls,
adota-se Le=Ls. Caso contrário,
analisar a possibilidade de
aumento de Ls para L’s= Le ≥
Lemín.
Superelevação
Superelevação

Diagramas de Superelevação
Superelevação

Diagramas de Superelevação:
Giro em torno do Eixo
Superelevação

Diagramas de Superelevação:
Giro em torno da Borda Interna (BI)
Superelevação

Diagramas de Superelevação:
Giro em torno da Borda Externa (BE)
EXERCÍCIO

(3º) Confeccionar o diagrama de superelevação de uma curva horizontal de


concordância circular de transição pelo método de BARNETT, dados e= 10% e
Le=Ls. Adotar giro em torno do eixo e seção transversal dada na figura abaixo.
EXERCÍCIO

(4º) Fazer o diagrama da


superelevação de uma curva horizontal
de concordância circular de transição
em espiral, anotando todas as cotas e
pontos em relação ao perfil de
referência. Dados:
Superlargura

Superlargura é o aumento de largura necessário nas curvas para a perfeita


inscrição dos veículos. Quando um veículo percorre uma curva e o ângulo de ataque
de suas rodas diretrizes é constante, a trajetória de cada ponto do veículo é circular.
Superlargura
Superlargura

 Em trechos curvilíneos os veículos


requerem um espaço suplementar a
fim de manter sua trajetória em curva.
 Curvas mal projetadas contribuem para
provocar acidentes nas estradas.
 A necessidade da Superlargura (S) é
especialmente realçada ao se ter em
conta a elevada participação de
caminhões no tráfego das rodovias.
Superlargura
Superlargura

 Em trajetórias curvas, os veículos


ocupam fisicamente espaços laterais
maiores que as suas próprias larguras.
 Devido a efeitos de deformação visual,
causados pela percepção da pista em
perspectiva, e devido à dificuldades
naturais de operação de um veículo
pesado em trajetória curva, os trechos em
curva horizontal provocam aparência de
estreitamentos da pista à frente dos
usuários, provocando sensação de
confinamento.
Superlargura
Superlargura

A Superlargura (S) é obtida calculando a largura total da pista (Lt) necessária no


trecho curvo, para o veículo de projeto adotado (geralmente o veículo CO),
deduzindo a largura básica (Lb) estabelecida para pista em tangente.
Superlargura
Superlargura
Superlargura

Cálculo da Largura Total da Curva (Lt)


Superlargura
Trajetória do veículo em uma curva
Sendo:
Gc = gabarito estático do veículo em curva;
Gl = folga lateral do veículo em movimento;
Gf = acréscimo devido ao balanço dianteiro
do veículo em curva;
ΔL = acréscimo devido à diferença das
rodas dianteiras e traseiras;
F = balanço dianteiro do veículo;
E = distância entre os eixos.
Superlargura

Trajetória do veículo em uma curva

∆𝐿 = 𝑅 − 𝑅2 − 𝐸2 𝐺𝑐 = 𝐿 + Δ𝐿

𝐺𝑐 = 𝐿 + 𝑅 − 𝑅2 − 𝐸 2
𝑅2 = 𝐸 2 + 𝑅 − ∆𝐿 2

𝐸2
𝐺𝑐 = 𝐿 +
2𝑥𝑅
𝐺𝐹 = 𝑅2 + 𝐹 𝑥 𝐹 + 2 𝑥 𝐸 − 𝑅
Superlargura

Trajetória do veículo em uma curva


Os valores do termo GL (folga lateral do veículo em movimento) são adotados
em função da Largura da pista de rolamento em tangente (LB).
Superlargura

Trajetória do veículo em uma curva


A Folga dinâmica (FD) é calculada em função da velocidade diretriz e do raio de
curvatura.

𝑉
𝐹𝐷 =
10 𝑥 𝑅 Sendo:
V = é a velocidade (km/h)
R = é o raio da curva (m)
Superlargura
Superlargura

Cálculo da Superlargura (S)


Superlargura

Cálculo da Superlargura (S): Veículos tipo CO


Superlargura

Cálculo da Superlargura (S): Veículos tipo SR


Superlargura

Valores de raios que dispensam a superlargura


Valores dos raios acima dos quais é dispensável a superlargura.
Superlargura

Recomendações para superlargura


 Os valores teóricos da superlargura devem, na prática, ser arredondados para
múltiplos de 0,20 m;
 O valor mínimo da superlargura a ser adotado é de 0,40 m e valores menores
podem ser desprezados;
 Pistas com mais de duas faixas, o DNIT recomenda a multiplicação dos valores da
superlargura por 1,25 no caso de três faixas e por 1,50 no caso de pistas com
quatro faixas.
Superlargura

Distribuição da Superlargura
Curvas com Transição
Superlargura

Distribuição da Superlargura
Curvas circulares simples
EXERCÍCIO

(5º) Calcular a superlargura necessária numa curva. Dados:


a) Raio = 400 m; Largura básica = 7,20 m; V = 100 km/h (Veículo SR).
b) Raio = 300 m; Largura básica = 7,20 m; V = 90 km/h (Veículo CO).
EXERCÍCIO

(6º) Calcular a superlargura, sendo dados os seguintes elementos:


Largura do veículo: L = 2,60 m.
Distância entre eixos do veículo: E = 6,00 m.
Distância entre a frente do veículo e o eixo dianteiro: F = 1,00 m.
Raio da curva: R = 250 m.
Velocidade de projeto: V = 80 km/h.
Faixas de tráfego de 3,50 m (LB = 7,00 m).
Número de faixas: 4.
EXERCÍCIO

(7º) Calcular a superlargura, sendo dados os seguintes elementos:


Largura do veículo: L = 2,50 m.
Distância entre eixos do veículo: E = 6,50 m.
Distância entre a frente do veículo e o eixo dianteiro: F = 1,10 m.
Raio da curva: R = 280 m.
Velocidade de projeto: V = 90 km/h.
Faixas de tráfego de 3,30 m (LB = 6,60 m).
Número de faixas: 2.
Dúvidas???

Prof. Pabllo Araujo – Eng. Civil, Me. 040101991@prof.uninassau.edu.br