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De acordo com o site oficial da Superintendência

de Seguros Privados (SUSEP) que é o órgão


responsável pelo controle e fiscalização do
mercado de seguro, previdência privada aberta e
capitalização, o titulo de capitalização é um
produto em que parte dos pagamentos
realizados pelo subscritor é usado para formar
um capital, segundo cláusulas e regras aprovadas
e mencionadas no próprio título (Condições
Gerais do Título) e que será pago em moeda
corrente num prazo máximo estabelecido.
O restante dos valores dos pagamentos é
usado para custear os sorteios, quase
sempre previstos neste tipo de produto e as
despesas administrativas das sociedades de
capitalização.
Condições Gerais de um título
de capitalização
Condições Gerais de um título de capitalização

As Condições Gerais determinam os direitos e as


obrigações do Subscritor/Titular e da Sociedade de
Capitalização e estabelecem todas as normas
referentes ao título de capitalização.

Há vários itens que deverão constar das Condições


Gerais
Condições Gerais de um título de capitalização

1. Glossário
2. Objetivo
3. Natureza do Título
4. Início de Vigência
5. Pagamentos
6. Cancelamento dos Títulos (Só nos títulos PM ou PP)
7. Ordenação e Identificação de Títulos
8. Sorteios
Condições Gerais de um título de capitalização

9. Resgate
10. Atualização de Valores
11. Impostos e Taxas
12. Informações
13. Foro
Legislação aplicável
Legislação aplicável

Na esfera legal, o Decreto-lei nº 261, de 28 de fevereiro de


1967, dispõe sobre as operações das Sociedades de
Capitalização, mencionando no seu texto artigos do Decreto-
lei nº 73, de 21 de novembro de 1966.
Legislação aplicável

Na esfera infra-legal, a Resolução CNSP nº 015, de 12/05/92,


e alterações (Res. CNSP 23/2002 e Res. CNSP 101/2004)
estabelecem as normas reguladoras das operações de
capitalização no país e a Circular SUSEP nº 365, de 27 de
maio de 2008, e alterações (Circular SUSEP 378/2008,
Circular SUSEP 396/2009 e Circular SUSEP 416/2010)
dispõem sobre as operações, as Condições Gerais e a Nota
Técnica Atuarial dos títulos de capitalização. Também, a
Circular SUSEP nº 376 dispõe sobre operacionalização, a
emissão de autorizações e a fiscalização das operações de
distribuição gratuita de prêmios mediante sorteio.
Legislação aplicável

O título de capitalização só pode ser comercializado


pelas Sociedades de Capitalização devidamente
autorizadas a funcionar
Contratação do Título
Contratação do Título

Não existe obrigatoriedade normativa de


preenchimento e assinatura de proposta de subscrição
para a aquisição. A aquisição pode ser feita
diretamente com os canais de comercialização
disponibilizados pela sociedade de capitalização.

No caso de existência de proposta, o envio da


proposta devidamente assinada representa a
concretização da subscrição do Título, sendo proibida
a cobrança de qualquer taxa a título de inscrição.
Contratação do Título

É importante destacar que as Condições Gerais do


título devem estar disponíveis ao subscritor no ato da
contratação. A disponibilização das Condições Gerais
em momento posterior ao da contratação constitui
violação às normas, sendo a Sociedade, portanto,
passível de penalidade.
Subscritor
Subscritor

O subscritor é a pessoa que adquire o título e assume


o dever de efetuar os pagamentos, pode desde que
comunique por escrito à Sociedade, a qualquer
momento, e não somente no ato da contratação,
definir quem será o títular, isto é, quem assumirá os
direitos relativos ao título, tais como o resgate e o
sorteio.
Subscritor

É claro que subscritor e titular podem ser a mesma


pessoa, isto é, a pessoa que paga o título é a que
detém os direitos inerentes a ele.

Também é possível a cessão parcial do título, ou seja,


o subscritor pode ceder o resgate do título para uma
associação, para um clube de futebol e outros.
Subscritor

Quando essa cessão é feita automaticamente, isto é,


no ato da compra já está pré-definido que ocorrerá a
cessão do direito de resgate para alguma instituição, é
obrigatório que esta informação esteja claramente
disponível para o subscritor. Em outras palavras, o
subscritor tem que ser obrigatoriamente informado de
que ao comprar o título está cedendo o direito de
resgate à instituição identificada no material de
comercialização.
Tipos de Título de
capitalização
Tipos de Título de Capitalização

Os títulos são estruturados, quanto a sua forma de


pagamento, em PM, PP e PU.
PM - É um título que prevê um pagamento a cada mês
de vigência do título.
PP - É um título em que não há correspondência entre
o número de pagamentos e o número de meses de
vigência do título.
PU - É um título em que o pagamento é único tendo
sua vigência estipulada na proposta.
Modalidades dos títulos
de capitalização
Modalidades dos Títulos de Capitalização

Modalidade Tradicional

Define-se como Modalidade Tradicional o Título de


Capitalização que tem por objetivo restituir ao titular,
ao final do prazo de vigência, no mínimo, o valor total
dos pagamentos efetuados pelo subscritor, desde que
todos os pagamentos previstos tenham sido realizados
nas datas programadas.
Modalidades dos Títulos de Capitalização

Modalidade Compra-Programada
Define-se como Modalidade Compra-Programada o Título
de Capitalização em que a sociedade de capitalização
garante ao titular, ao final da vigência, o recebimento do
valor de resgate em moeda corrente nacional, sendo
disponibilizada ao titular a faculdade de optar, se este
assim desejar e sem qualquer outro custo, pelo
recebimento do bem ou serviço referenciado na ficha de
cadastro, subsidiado por acordos comerciais celebrados
com indústrias, atacadistas ou empresas comerciais.
Modalidades dos Títulos de Capitalização

Modalidade Popular
Define-se como Modalidade Popular o Título de
Capitalização que tem por objetivo propiciar a
participação do titular em sorteios, sem que haja
devolução integral dos valores pagos.
Normalmente, esta modalidade é a utilizada quando
há cessão de resgate a alguma instituição.
Modalidades dos Títulos de Capitalização

Modalidade Incentivo
Entende-se por Modalidade Incentivo o Título de
Capitalização que está vinculado a um evento
promocional de caráter comercial instituído pelo
Subscritor.
O subscritor neste caso é a empresa que compra o
título e o cede total ou parcialmente (somente o
direito ao sorteio) aos clientes consumidores do
produto utilizado no evento promocional.
Prazo de Pagamento
Prazo de Pagamento

Prazo de Pagamento é o período durante o qual o


Subscritor compromete-se a efetuar os pagamentos
que, em geral, são mensais e sucessivos. Outra
possibilidade, é a de o título ser de Pagamento
Periódico (PP) ou de Pagamento Único (P.U.).
Prazo de Pagamento

Cada título define o procedimento em relação aos pagamentos em


atraso. Alguns estipulam multa moratória, atualização monetária e
juros para pagamentos após a data de vencimento. Outra somente
atualização monetária e juros. Já alguns simplesmente prorrogam a
vigência em razão de atrasos. Porém, em qualquer hipótese
anteriormente citada, os títulos que estão em atraso são suspensos,
não possuindo direito aos sorteios durante o prazo de suspensão.
Além disso, na ocorrência de um determinado número consecutivo
(definido em cada título) de pagamentos em atraso, o título será
automaticamente cancelado. Porém, mesmo assim, o titular terá
direito ao capital formado para resgate, após encerrado o prazo de
carência.
Prazo de vigência
Prazo de Vigência

Já Prazo de Vigência é o período durante o qual o


Título de Capitalização está sendo administrado pela
Sociedade de Capitalização, sendo o capital relativo ao
título, em geral, atualizado monetariamente pela TR e
capitalizado pela taxa de juros informada nas
Condições Gerais. Tal período deverá ser igual ou
superior ao período de pagamento.
Prazo de Vigência

Nos títulos com vigência igual a 12 meses, os


pagamentos são obrigatoriamente fixos. Já nos títulos
com vigência superior, é facultada a atualização dos
pagamentos, a cada período de 12 meses, por
aplicação de um índice oficial estabelecido no próprio
título.
Estrutura do título
de capitalização
Estrutura do Título de Capitalização

Os títulos de capitalização são estruturados com prazo


de vigência igual ou superior a 12 meses e em séries
cujo tamanho deve ser informado no próprio título,
sendo no mínimo de 10.000 títulos. Por exemplo, uma
série de 100.000 títulos poderá ser adquirida por até
100.000 clientes diferentes, que são regidos pelas
mesmas condições gerais e, se for o caso, concorrerão
ao mesmo tipo de sorteio.
Estrutura do Título de Capitalização

As Cotas de Capitalização
Representam o percentual de cada pagamento que
será destinado à constituição do Capital. Em geral, não
representam a totalidade do pagamento, pois, como
foi dito anteriormente, há também uma parcela
destinada a custear os sorteios e outra destinada aos
Carregamentos da Sociedade de Capitalização.
Este capital também é chamado de provisão
matemática para resgate.
Estrutura do Título de Capitalização

As Cotas de Capitalização

Nos títulos com Pagamento Único (PU) em que haja


sorteio, a Cota de Capitalização mínima deverá ser
70% do valor do pagamento. Porém para títulos
pertencentes às modalidades incentivo e popular com
12 meses de vigência este percentual deverá ser, no
mínimo, 50% do valor do pagamento.
Estrutura do Título de Capitalização
As Cotas de Capitalização
Exemplo:
Estrutura do Título de Capitalização

As Cotas de Capitalização

Nos títulos com pagamentos mensais (PM) ou


pagamentos periódicos (PP), os percentuais
destinados à formação da provisão matemática
deverão respeitar os seguintes valores mínimos.
Estrutura do Título de Capitalização
As Cotas de Capitalização
Exemplo:
Estrutura do Título de Capitalização

As Cotas de Capitalização

Ainda deverão satisfazer a seguinte condição:


A média aritmética do percentual de capitalização até
o final da vigência deverá corresponder a, no mínimo,
70% (setenta por cento) dos pagamentos realizados.
Estrutura do Título de Capitalização

As Cotas de Capitalização

Nos títulos em que não haja sorteio, os percentuais


destinados à formação da provisão matemática
deverão corresponder, no mínimo, a 98% (noventa e
oito por cento) de cada pagamento.
Estrutura do Título de Capitalização

As Cotas de Sorteio
Tem como finalidade custear os prêmios que são
distribuídos em cada série. Por exemplo, se numa
série de 100.000 títulos com Pagamento Único os
prêmios de sorteios totalizarem 10.000 vezes o valor
deste pagamento, a cota de sorteio será de 10%
(10.000/100.000), isto é, cada título colabora com 10%
de seu pagamento para custear os sorteios. A cota de
sorteio deverá ser informada nas Condições Gerais do
título.
Estrutura do Título de Capitalização

As Cotas de carregamento
Deverão cobrir os custos de despesas com
corretagem, colocação e administração do título de
capitalização, emissão, atendimento ao cliente,
desenvolvimento de sistemas, lucro da sociedade de
capitalização e cota de contingência, quando for o
caso, conforme definido na Nota Técnica Atuarial e
nas Condições Gerais do título. A cota de
carregamento, também, deverá ser informada nas
Condições Gerais do título.
Estrutura do Título de Capitalização

As Cotas de carregamento
Suponha que, num título com pagamentos mensais no
valor de R$100,00 cada um, o quarto pagamento
apresente as seguintes cotas:

• Cota de Capitalização: 75%


• Cota de Sorteio: 15%
• Cota de Carregamento: 10%
Estrutura do Título de Capitalização
As Cotas de carregamento
Suponha que, num título com pagamentos mensais no
valor de R$100,00 cada um, o quarto pagamento
apresente as seguintes cotas:
• Cota de Capitalização: 75%
• Cota de Sorteio: 15%
• Cota de Carregamento: 10%
Então, R$ 75,00 serão destinados para compor o capital,
R$ 15,00 serão destinados para o custeio dos sorteios e
R$ 10,00 serão destinados à Sociedade de Capitalização.
Atraso no
Pagamento
Atraso no Pagamento

Cada título define o procedimento em relação aos pagamentos


em atraso. Alguns estipulam multa moratória, atualização
monetária e juros para pagamentos após a data de vencimento.
Outros somente utilizam a atualização monetária e juros. Já
alguns simplesmente prorrogam a vigência em razão de
atrasos. Porém, em qualquer hipótese, os títulos que estão em
atraso são suspensos, não possuindo direito aos sorteios
durante o prazo de suspensão. Além disso, na ocorrência de um
determinado número consecutivo de pagamentos em atraso, o
título será automaticamente cancelado. Porém, mesmo assim,
o titular terá direito ao capital formado para resgate, depois de
encerrado o prazo de carência.
Sorteios
Sorteios

A Sociedade de Capitalização pode utilizar-se dos


resultados de loterias oficiais para a geração dos seus
números sorteados. Caso a sociedade opte por não
utilizá-los, ou se as loterias oficiais não se realizarem,
a Sociedade de Capitalização se obriga a realizar
sorteios próprios com ampla e prévia divulgação aos
titulares, prevendo, inclusive, livre acesso aos
participantes e a presença obrigatória de auditores
independentes.
Sorteios

As Condições Gerais do título devem informar o


critério de apuração dos números sorteados, além de
definir os múltiplos dos prêmios dos sorteios. Tais
múltiplos se referem ao valor do pagamento, ou seja,
se no exemplo dado na pergunta nº 10, o prêmio do
sorteio for de 40 vezes o pagamento, ao título
sorteado caberá R$4.000,00 (40 x R$100,00). Porém,
deverá ser informado se este valor é bruto (sobre o
qual incidirá imposto de renda) ou se já é líquido de
imposto.
Sorteios
O título sorteado poderá permanecer em vigor ou não,
segundo o que estiver disposto nas condições gerais,
porém o fato de um título ser ou não sorteado em nada
alterará o seu capital para resgate.
Finalizando, um título de capitalização não
obrigatoriamente deverá prever sorteios, mas como os
prêmios do sorteio são custeados pelos próprios títulos,
em geral, quanto maiores forem os prêmios, menores
serão as cotas de capitalização, isto é, menor será a
parcela do pagamento destinada a compor o capital de
resgate do título.
Resgate
Resgate

O capital a ser resgatado origina-se do valor que é


constituído pelo título com o decorrer do tempo a
partir dos percentuais dos pagamentos efetuados,
com base nos parâmetros estabelecidos nas Condições
Gerais. Este montante que vai sendo formado
denomina-se Provisão Matemática e é, portanto, a
base de cálculo para o valor a que o subscritor terá
direito ao efetuar o resgate do seu título.
Resgate

Ele, mensal e obrigatoriamente, é atualizado, em


geral, pela TR, que é a mesma taxa utilizada para
atualizar as contas de caderneta de poupança, e sofre
a aplicação da taxa de juros definida nas condições
gerais, que pode inclusive ser variável, porém limitada
ao mínimo de 20% da taxa de juros mensal aplicada à
caderneta de poupança (atualmente, então, a taxa
mínima de juros seria de 0,1% ao mês).
Resgate

A Sociedade de Capitalização em hipótese alguma


poderá se apossar do capital, podendo apenas
estabelecer um percentual de desconto (penalidade),
não superior a 10%, nos casos de resgate antecipado,
isto é, quando o resgate for solicitado pelo titular
antes de concluído o período de vigência. Na hipótese
de resgate o título após o prazo de vigência, ou
quando o título for sorteado, não poderá haver
aplicação de penalidade - o capital resgatado
corresponderá a 100% da provisão matemática.
Resgate

Alguns títulos preveem prazo de carência, isto é, um


período inicial em que o capital fica indisponível ao
titular. Se o titular solicitar o resgate durante o
período de carência ou se o título for cancelado, o
resgate só poderá acontecer efetivamente após o
encerramento do período de carência, em casos de
resgate antecipado, faculta-se a Sociedade de
Capitalização estipular uma penalidade de até 10% do
capital constituído.
Resgate
Outra possibilidade, também, é a de o título prever Resgate
Parcial, isto é, resgata-se uma parte do capital constituído,
valendo inclusive a aplicação de penalidade limitada
novamente a 10%.

O título de capitalização deverá informar nas suas Condições


Gerais, os percentuais do capital constituído a que o titular
terá direito em função do número de pagamentos realizados.
Vejamos abaixo um exemplo de um título de pagamentos
mensais da modalidade popular com 12 meses de prazo de
vigência e com prazo de pagamento igual a 9 meses, sendo
cada pagamento no valor de R$10,00.
Resgate
Outra possibilidade, também, é a de o título prever Resgate
Parcial, isto é, resgata-se uma parte do capital constituído,
valendo inclusive a aplicação de penalidade limitada
novamente a 10%.

O título de capitalização deverá informar nas suas Condições


Gerais, os percentuais do capital constituído a que o titular
terá direito em função do número de pagamentos realizados.
Vejamos abaixo um exemplo de um título de pagamentos
mensais da modalidade popular com 12 meses de prazo de
vigência e com prazo de pagamento igual a 9 meses, sendo
cada pagamento no valor de R$10,00.
Se, por exemplo, o titular solicitar
o resgate após ter efetuado 2
pagamentos (2 x R$ 10,00 = R$
20,00), ele terá direito a 27,16% do
valor que pagou, resultado, então,
em R$ 5,43 (27,16% de R$20,00).

Já se o titular permanecer até o


final do título, tendo, portanto,
realizado 09 pagamentos (9 x
R$10,00 = R$ 90,00), ele terá
direito a 71,48% do que pagou, ou
seja, a R$ 64,33 ( 71,48% de
R$90,00).

Em ambos os casos acima, sobre os


valores, ainda, incidirá a
atualização monetária.
Resgate

Cada empresa define no seu título o percentual, em


relação aos pagamentos realizados, que será
restituído ao titular quando efetuar o resgate. O
consumidor, antes de assinar a proposta, deverá
observar nas Condições Gerais do título, verificando,
assim, o percentual a que terá direito.
No exemplo citado anteriormente, se o título fosse da
modalidade tradicional e o titular ficasse até o final do
prazo de vigência, receberia, no mínimo, R$ 90,00.
Resgate

Alguns títulos possuem ao final do prazo de vigência


um percentual de resgate igual ou até mesmo superior
a 100%, isto é, o titular receberia, ao final do prazo de
vigência, tudo o que pagou, além da atualização
monetária.
Titulo de Capitalização
x
Poupança
Resgate

O consumidor deverá avaliar as diferenças entre o título de


capitalização e a poupança, por exemplo. O título de
capitalização permite a participação em sorteios e a obrigação
de “poupar” para não atrasar os pagamentos, uma vez que os
títulos com pagamento em atraso não concorrem aos sorteios.
Entretanto, o capital formado é inferior se comparado ao que
seria obtido com a caderneta de poupança, naturalmente com
os mesmos valores e número de depósitos, pode haver prazo
de carência, os valores de depósitos estão pré-definidos, ou
seja, obriga o subscritor a efetuar o depósito daquele valor e
ainda pode haver a aplicação de penalidade em caso de resgate
antecipado, isto é, antes de encerrado o prazo de vigência.
De acordo com Dornelles (2005, p. 265) cartão de
crédito consiste na hipótese de crédito
previamente aberto junto ao próprio emissor ou
a terceiros, que envolve relações de no mínimo
trilaterais. A evolução deste tipo de relação
terminou por incorporar o referido.
Para ele cartão de crédito é o objeto material,
que identifica o acreditado em qualquer das
hipóteses, também é um sistema operacional de
credenciamento dirigido ao consumo, que reúne
clientes do emitente, constituídos por
comerciantes e consumidores.
Para ele cartão de crédito é o objeto material,
que identifica o acreditado em qualquer das
hipóteses, também é um sistema operacional de
credenciamento dirigido ao consumo, que reúne
clientes do emitente, constituídos por
comerciantes e consumidores.

Esse sistema operacional de credenciamento


constitui um autêntico “condomínio de crédito”,
administrado e sustentado pelo emissor do
cartão. Com o cartão de crédito, os negócios
multiplicaram-se em progressão geométrica.
Para Ulhoa, (2012 p 526) pelo contrato de cartão
de crédito a instituição financeira (emissor) se
obriga perante uma pessoa física ou jurídica
(titular) a pagar o credito concedido por um
terceiro, empresário credenciado pelo
fornecedor. Trata-se de um contrato bancário
onde a emissora na verdade financia tanto o
titular quanto o fornecedor. O primeiro pode
parcelar o valor da compra, em vez de pagá-lo no
vencimento mensal do cartão. O fornecedor
pode negociar o recebimento antecipado,
pagando juros e encargos.
Em resumo, cartão de credito é uma forma de
pagamento, onde quem o possui pode fazer
compras a crédito, ou seja, comprar e pagar no
futuro através de um boleto. A empresa emissora
é responsável pelo financiamento do credito para
os titulares do cartão.

Com o cartão de crédito é possível acelerar as


operações financeiras, obter credito e adquirir
bens e serviços, incentiva a circulação de moeda
e impulsiona o comercio e o desenvolvimento
econômico.
Orgão Regulador
Orgão Regulador

O Conselho Monetário Nacional (CMN) editou duas


resoluções, complementadas por quatro circulares do
Banco Central (BC), em 04/11/2013, instituindo o
marco regulatório inicial que disciplina a autorização e
o funcionamento de arranjos e instituições de
pagamentos com cartões pré-pagos e de crédito, mais
moedas eletrônicas. A regulação foi anunciada pelo
presidente do BC, Alexandre Tombini, na abertura do
5º Fórum de Inclusão Financeira, no início da tarde,
em Fortaleza.
Orgão Regulador

De acordo com material de divulgação do BC, “trata-se de


regulação mínima para o setor, sem prejuízo de novas
ações regulatórias posteriores”, que permitem o
desenvolvimento efetivo de pagamentos. O marco
regulatório estabelece regras que permitem ao cidadão
fazer pagamentos independentemente de instituições
financeiras, com redução de custos e maior conveniência,
mas a autoridade monetária informa que o crescimento
do setor também implica riscos a serem mitigados por
ações regulares de fiscalização.
Orgão Regulador

Por esta razão CMN estabeleceu objetivos a serem perseguidos


pela regulação e supervisão do BC, “relativamente às
necessidades dos usuários finais, dentre as quais a
confiabilidade, a privacidade, a transparência e o acesso a
informações, a liberdade de escolha e tratamento não
discriminatório, bem como a inclusão financeira e a inovação”.
O CMN exige também a “transparência de informações,
inclusive sobre os riscos e responsabilidades decorrentes da
utilização de serviços financeiros, além de exigir a adequação
dos produtos e serviços às necessidades, perfil e interesses do
cliente ou usuário”.
Funcionalidade
Funcionalidade

Waldo Fázzio (2004) explica que o cartão de crédito


compreende três elementos:
1. Empresa emissora: intermídia e facilita a compra e a
venda, pode ser uma instituição financeira ou uma
administradora; serviços.
2. Titular do crédito: pessoa credenciada pela empresa
emissora, que adquire bens e serviços;.
3. Fornecedor, vendedor ou empresário: filiado a
empresa emissora, vende produtos ou presta serviços.
Funcionalidade

O emissor emite, em favor de uma pessoa física


(titular), um cartão de crédito, pessoal e intransferível,
que lhe permite pagar suas contas numa rede de
estabelecimentos afiliados, sendo que estes são
reembolsados posteriormente pela instituição
financeira, descontada uma porcentagem de
remuneração.
Natureza Jurídica
Natureza Jurídica
O sistema de cartão de crédito é um contrato
complexo, composto de diversas sub modalidades
contratuais, sejam elas:
a) De financiamento pelo emissor do cartão ao
credenciar o usuário
b) De compra e venda pelo usuário
c) De cessão de crédito pelo fornecedor à emissora do
cartão
d) De prestação de serviços do emissor ao usuário e
ao fornecedor.
Natureza Jurídica
A partir dessas sub modalidades contratuais surgem
diversas obrigações, tais como:
a) A obrigação do emissor de pagar as dívidas
contraídas pelos titulares dos cartões de créditos, sob
o risco do não reembolso. Isso certamente decorre do
instituto do Direito Civil chamado de cessão de
crédito;

b) O pagamento antecipado pelo emissor do cartão de


crédito ao empresário fornecedor do bem ou serviço;
Natureza Jurídica

c) O direito do emissor de cobrar do titular do cartão


de crédito;

d) a obrigação do titular o cartão de crédito pagar ao


emissor o valor das compras auferidas pela utilização
o cartão.
Natureza Jurídica

Estas obrigações constituem uma promessa de


aquisição de créditos futuros, onde é permitido ao
empresário fornecedor, ingressar em juízo contra o
emissor do cartão de crédito caso esse recuse o
devido pagamento, e também é permitido ao emissor
ingressar em juízo contra o titular do cartão de crédito
quando este se tornar inadimplente.
Limite
Limite

O emissor concede o limite de credito para o


consumidor para realização de compras ou para
saques, o critério para a concessão do crédito varia
entre as instituições financeiras, cada uma segue um
critério para analise, alguns emissores estabelecem
limites diferenciados para compras no país, compra no
exterior e para saque emergencial que vai se
renovando a medida que o cliente vai quitando as
dívidas. Quando todas as dívidas são quitadas o
cliente volta a ter o limite total inicial.
Limite

O emissor comunica o consumidor sobre os seus


limites disponíveis, estes créditos diminuem na
medida em que o cliente vai o consumindo, as
compras mesmo se parceladas comprometem o limite
pelo valor total da compra, porem esse limite vai
sendo reestabelecido à medida que o consumidor faz
os pagamentos.
Fatura
Fatura

A fatura é o documento pelo qual o emissor realiza o


pagamento, em geral ela é composta por:

• Número do cartão
• Os limites disponíveis
• Data de vencimento
• Transações realizadas pelo portador
• Valor do pagamento mínimo
• Percentual de encargos de financiamento do período
• Percentual de encargos previstos para o próximo período
• Valor total para o pagamento
Fatura

O pagamento da fatura pode ser realizado nas


agencias bancarias indicadas pelo emissor.
Tarifas
Tarifas

Existem várias tarifas que podem ser cobradas pelo


emissor, entre elas:
• Tarifa para pagamento de contas: A cobrança da
tarifa ocorre quando são realizados pagamentos de
contas (água, luz, telefone, gás, etc.), por meio da
função de crédito do cartão.
• Tarifa de urgência para aumentar limite de crédito:
Tarifa cobrada pela avaliação da viabilidade e dos
riscos envolvidos para a concessão de crédito em
caráter emergencial.
Tarifas

• Tarifa pela utilização do cartão para saques: É


cobrada pela realização de saques. O valor sacado
no cartão de crédito é cobrado na fatura do mês
seguinte e os serviços de crédito funcionam
mediante pagamento das taxas de juros.
• Anuidade: é o valor cobrado pela disponibilização
ao cliente da rede de estabelecimentos afiliados
para pagamentos de bens e serviços. A tarifa
"Anuidade" pode ser cobrada apenas uma vez por
ano.
Tarifas

• Tarifa pelo fornecimento da segunda via do cartão:


A cobrança da emissão de 2ª via é feita para a
confecção e emissão de um novo cartão com
função crédito. A tarifa pode ser cobrada apenas
uma vez por ano.
Juros
Juros

Os juros cobrados pelos cartões de crédito são compostos,


significa que os encargos de juros são adicionados ao
principal para que sua divida cresça exponencialmente.

Exemplo: se você tem uma divida de R$ 100,00 e acumula


10% de juros ao mês, depois do primeiro mês serão
cobrados os R$ 100,00 mais os juros, que neste caso seria
R$10,00. No segundo mês os juros serão sobre R$ 110,00.
Assim sua dívida no segundo mês será de R$ 110,00 + R$
11,00; no total de R$ 121,00. Assim será
consecutivamente.
Juros

A maioria dos cartões de credito concede um período


de carência para pagar o saldo, se optar por pagar
apenas o pagamento mínimo, ou se pagar qualquer
valor menor que o saldo, será cobrado os juros em
relação ao saldo remanescente.

Quando o pagamento da fatura é realizado após a


data de vencimento, a divida restante é considerada
rotativa, podendo assim, a empresa cobrar juros sobre
ele.
A Escolha do
Cartão de Crédito
A Escolha do Cartão de Crédito

Com a imensa variedade disponível, o cliente deve


avaliar bem os serviços que as administradoras
disponibilizam, verificando alguns dados e fazendo
comparações, o ideal é escolher um cartão que se
adeque as necessidades.
A Escolha do Cartão de Crédito

Segue abaixo alguns fatores que devem ser


considerados:
• Validade do contrato do cartão de crédito (renovação
anual automática);
• Preço da anuidade;
• Bandeira do cartão (Visa, Mastercard, American
Express, etc.);
• Data de vencimento do cartão de crédito (fica a seu
critério escolher a melhor data);
• Data de vencimento da fatura (você escolhe a data de
acordo com as oferecidas pela administradora);
A Escolha do Cartão de Crédito
• Se o pagamento da fatura será sempre no valor total
ou pode ser pago somente o valor mínimo;
• Multa por atraso de pagamento (não pode ser maior
que 2,0%);
• Taxa de juros mensais, no caso de haver cobrança de
juros;
• Taxas de seguros embutidas;
• Limite de saques em dinheiro em bancos;
• Tempo de reposição do cartão. No Brasil, leva cerca de
quinze dias para a reposição do cartão após a
comunicação de perda ou roubo. No exterior, o tempo
é de 72 horas, dependendo da localidade.
Dados Sobre
Cartão de Crédito
no Brasil
Dados Sobre Cartão de Crédito no Brasil

1. Segundo o portal Agência Brasil, no mês e abril de


2014 a taxa de cartão de crédito subiu 0,44 ponto
percentual chegando a 10,52% ao mês e 232,12%
ao ano, sendo uma das maiores taxas do mundo.

2. De acordo com a revista ISTO É Dinheiro, uma


pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao crédito
revelou que 72% dos usuários de cartão de crédito
não sabem quais são os valores dos juros e taxas
cobradas pelas operadoras no rotativo.
Dados Sobre Cartão de Crédito no Brasil

3. As compras com cartões de crédito e débito devem


bater recorde em 2014, chegando à marca
histórica de R$ 1 trilhão, um crescimento de 17,1%
em relação ao ano passado, de acordo com dados
da Abecs.
2. De acordo com a revista ISTO É Dinheiro, uma
pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao crédito
revelou que 72% dos usuários de cartão de crédito
não sabem quais são os valores dos juros e taxas
cobradas pelas operadoras no rotativo.