Sie sind auf Seite 1von 2

DOS CRIMES CONTRA A PESSOA

DOS CRIMES CONTRA A VIDA

  • 1. Introdução

Os crimes previstos nesse Capítulo, à exceção da modalidade culposa de homicídio, são julgados pelo Tribunal do Júri, na medida em que o art. 5º, XXXVIII, da CF, confere ao Tribunal Popular competência para julgar os crimes dolosos contra a vida.

  • 2. Homicídio Doloso

DOS CRIMES CONTRA A PESSOA DOS CRIMES CONTRA A VIDA 1. Introdução Os crimes previstos nesse

2.1. Homicídio Simples

O homicídio consiste na eliminação da vida humana extrauterina provocada por outra pessoa. A vítima deixa de existir em decorrência da conduta do agente. É por exclusão que se conclui que um homicídio é simples, devendo ser assim considerados os fatos em que não se mostre presente quaisquer das hipóteses de privilégio e qualquer qualificadora.

  • a) Objeto jurídico: a vida extrauterina;

  • b) Meios de execução: o fato de admitir qualquer meio

faz com que o homicídio crime de ação livre;

Obs. Quando o agente realiza um ato agressivo visando matar a vítima, mas esta sobrevive, ele só pode ser responsabilizado por tentativa de homicídio se ficar demonstrado que o meio executório por ele empregado poderia ter causado a morte e que isso só não ocorreu por circunstâncias alheias à sua vontade.

DOS CRIMES CONTRA A PESSOA DOS CRIMES CONTRA A VIDA 1. Introdução Os crimes previstos nesse
  • c) Sujeito ativo: se enquadra no conceito de crime

comum porque pode ser praticado por qualquer

pessoa;

  • d) Sujeito passivo: pode ser qualquer ser humano;

Obs. O assassinato de gêmeos siameses (xifópagos) configura 2 crimes de homicídio, ainda que o agente tenha atingido o corpo de apenas um deles, pois a morte de um leva, inexoravelmente, à morte do outro.

  • e) Consumação: por óbvio, consuma-se no momento

da morte decorrente da conduta dolosa do agente.

Obs. a Lei n. 9.434/97, em seu art. 3º, declara considerar-se morta a pessoa no momento da cessação da atividade encefálica.

  • f) Elemento subjetivo: é o dolo, direto ou eventual.

Diferença entre a tentativa de homicídio e a lesão

corporal seguida de morte: o elemento subjetivo serve também para diferenciar a tentativa de homicídio do crime de lesão corporal seguida de morte (art. 129, § 3º, do CP). Com efeito, na tentativa o agente quer matar e não consegue, enquanto na lesão seguida de

morte ocorre exatamente o oposto, ou seja, o agente quer apenas lesionar, mas, culposamente, acaba provocando a morte.

  • g) Progressão criminosa: verifica-se o instituto da

progressão quando o agente inicia uma agressão exclusivamente com intenção de lesionar a vítima, porém, durante a agressão, muda de ideia e resolve

matá-la. Nesse caso, ainda que o agente tenha resolvido cometer o homicídio somente depois de já haver provocado a lesão na vítima, considera-se absorvido esse delito, respondendo ele apenas pelo homicídio, já que ambos os atos agressivos ocorreram no mesmo contexto fático.

  • h) Ação penal e competência: o crime de homicídio

apura-se mediante ação pública incondicionada, sendo a iniciativa da ação exclusiva do Ministério Público.

DOS CRIMES CONTRA A PESSOA DOS CRIMES CONTRA A VIDA 1. Introdução Os crimes previstos nesse

3. Homicídio Privilegiado

As hipóteses de privilégio têm natureza jurídica de causa de diminuição de pena, pois, quando presentes, fazem com que a pena seja reduzida de um sexto a um terço.

3.1. Modalidades Art. 121, § 1º. Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.

  • a) Motivo de relevante valor social: essa hipótese de

privilégio está ligada à motivação do agente, no sentido de imaginar que, com a morte da vítima, estará beneficiando a coletividade. Ex. traidor da nação.

b) Motivo de relevante valor moral: diz respeito a sentimentos pessoais do agente aprovados pela moral média, como piedade, compaixão etc. Ex. o crime de eutanásia, pai que mata o estuprador da filha.

c) Violenta emoção logo em seguida à injusta provocação da vítima: