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União Espírita Deus Amor E Caridade

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Estudo Sistematizado Do Evangelho – ESE*
Cap. V, Item 28

25º Roteiro – Será lícito abreviar a vida de um doente que sofra sem esperança
de cura?
Objetivos

De nos esclarecer a respeito do erro em que incorrem aqueles que procuram


abreviar a vida de alguém, mesmo que a pretexto de impedir-lhe o sofrimento,
enfatizando a finalidade útil do sofrimento prolongado.

Será lícito abreviar a vida de um doente que sofra


sem esperança de cura?

28 - Um homem agoniza, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que o seu


estado é sem esperanças. É permitido poupar-lhe alguns instantes de agonia,
abreviando-lhe o fim?
• São Luís •
Paris, 1860
- Mas quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode
ele conduzir um homem até a beira da sepultura, para em seguida retirá-lo, com
o fim de fazê-lo examinar-se a si mesmo e modificar-lhe os pensamentos? A que
extremos tenha chegado um moribundo, ninguém pode dizer com certeza que
soou a sua hora final. A Ciência, por acaso, nunca se enganou nas suas
previsões?
Bem sei que há casos que se podem considerar, com razão, como
desesperados. Mas se não há nenhuma esperança possível de um retorno
definitivo à vida e à saúde, não há também inúmero! exemplos de que, no
momento do último suspiro, o doente se reanime recobra suas faculdades por
alguns instantes? Pois bem: essa hora de graça que lhe é concedida, pode ser
para ele da maior importância, pois ignorais as reflexões que o seu Espírito
poderia ter feito na convulsões da agonia, e quantos tormentos podem ser
poupados por um súbito clarão de arrependimento.
O materialista, que só vê o corpo, não levando em conta existência da alma,
não pode compreender essas coisas. Mas o espírita, que sabe o que se passa
além-túmulo, conhece o valor do último pensamento. Aliviai os últimos
sofrimentos o mais que puderdes, mas guardai-vos de abreviar a vida, mesmo
que seja em apenas um minuto, porque esse minuto pode poupar muitas
lágrimas no futuro.

1
(O Evangelho Segundo o Espiritismo por ALLAN KARDEC – Tradução de José Herculano Pires)

Fontes Complementares

Eutanásia e vida
( Livro: Diálogo dos Vivos – Espírito, Diveros – Chico Xavier e José Herculano Pires )

Amigos da Terra perguntam freqüentemente pela opinião dos companheiros


desencarnados, com respeito à eutanásia. E acrescentam que filósofos e
cientistas diversos aderem hoje à idéia de se apoiar longamente a morte
administrada, seja por imposição de recursos medicamentosos ou por abandono
de tratamento. Declaram-se muitos deles confrangidos diante dos problemas das
crianças que surgem desfiguradas no berço, ou à frente dos portadores de
enfermidades supostas irreversíveis, muitas vezes em estado comatoso nos
recintos de assistência intensiva. Alguns chegam a indagar se os pequeninos
excepcionais devem ser considerados seres humanos e se existe piedade em
delongar os constrangimentos dos enfermos interpretados por criaturas
semimortas, insensíveis a qualquer reação.
Entretanto, imaginam isso pela escassez dos recursos de espiritualidade de
que dispõem para dilatar a visão espiritual para lá do estágio físico.
É preciso lembrar que, em matéria de deformação, os complexos de culpa
determinam inimagináveis alterações no corpo espiritual.
O homem vê unicamente o carro orgânico em que o espírito viaja no espaço
e no tempo, buscando a evolução própria, mas habitualmente não enxerga os
retoques de aprimoramento ou as dilapidações que o passageiro vai imprimindo
em si mesmo, para efeito de avaliação de mérito e demérito, quando se lhe
promova o desembarque na estação de destino.
A vista disso, o homem comum não conhece a face psicológica dos nossos
irmãos suicidas e homicidas conscientes, ou daqueles outros que
conscientemente se fazem pesadelos ou flagelos de coletividades inteiras.
Devidamente reencarnados, em tarefas de reajuste, não mostram senão o quadro
aflitivo que criaram para si próprios, de vez que todo espírito descende das
próprias obras e revela consigo aquilo que fez de si mesmo.
Diante das crianças em prova ou dos irmãos enfermos, imaginados
irrecuperáveis, medita e auxilia-os!
Ninguém, por agora, nas áreas do mundo físico, pode calcular a importância
de alguns momentos ou de alguns dias para o espírito temporariamente internado
num corpo doente ou disforme.

Perante todos aqueles que se abeiram da desencarnação, compadece-te e


ajuda-o quanto puderes.
Recorda que a ciência humana é sempre um fato admirável, em
transformação constante, embora respeitável pelos benefícios que presta. No
entanto, não te esqueças de que a vida é sempre formação divina, e, por isto
mesmo, em qualquer parte será sempre um ato permanente de amor.

2
Emmanuel

Piedade assassina
( Livro: Diálogo dos Vivos – Espírito, Diveros – Chico Xavier e José Herculano Pires )

A eutanásia é uma questão de lógica. Se partirmos da premissa de que a


morte é o fim, chegamos naturalmente à conclusão de que matar um doente
incurável ou uma criança é um ato de piedade. Mas se partirmos da premissa de
que a morte é apenas o fim de uma existência, nossa piedade será assassina.
Uma premissa falsa nos leva a um raciocínio criminoso. Para raciocinar de
maneira certa precisamos dispor de dados certos sobre o problema que
enfrentamos. O materialismo só conhece o corpo e não leva em conta a
existência da alma. Ignora por completo o sentido da vida. Seu raciocínio sobre a
eutanásia se funda na ignorância.
O espiritualista sabe que a alma sobrevive ao corpo, mas nem todo
espiritualista conhece o processo da vida. Seu raciocínio sobre a eutanásia pode
levá-lo a um sofisma. Mas o espírita sabe que a vida é um processo de evolução e
que cada existência corpórea é o resultado das fases anteriores desse processo.
O espírita dispõe de dados seguros e precisos sobre o fenômeno biológico da
morte. Esses dados, obtidos nas experiências científicas do Espiritismo, estão
hoje sendo confirmados pelas pesquisas parapsicológicas e físicas sobre o transe
da morte. Basta a descoberta do corpo bioplasmático pelos físicos e biólogos para
advertir os espíritos sistemáticos de que podem estar enganados.
Os inquisidores medievais queimavam os supostos hereges em nome da
caridade, para livrá-los do fogo eterno do inferno. Os materialistas atuais
pretendem abreviar a morte em nome da piedade racional. Elas por elas, temos o
dogmatismo da ignorância tripudiando sobre os direitos da vida. A mensagem de
Emmanuel é uma advertência da razão esclarecida e deve ser meditada em todos
os seus termos. Não basta lê-la, é preciso estudá-la.
Irmão Saulo
Ciência aplicadas – Cap. V – Questões 106
( Livro: o Consolador – Espírito, Emmanuel – Chico Xavier )

106 –A eutanásia é um bem, nos casos de moléstia incurável?


-O homem não tem o direito de praticar a eutanásia, em caso algum, ainda
que a mesma seja a demonstração aparente de medida benfazeja.
A agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia
incurável pode ser um bem como a única válvula de escoamento das imperfeições
do Espírito da vida imortal. Além do mais, os desígnios divinos são insondáveis e
a ciência precária dos homens não pode decidir nos problemas transcendentes
das necessidades do Espírito.

Perguntas

3
01 – A duração de nossa vida é determinada por quem?
02 – A eutanásia consiste em abreviar, sem dor ou sofrimento, a vida de
um enfermo incurável. Não seria essa prática um bem, uma vez que a
intenção é impedir que o doente sofra?
03 – Devemos abreviar a vida dos portadores de doenças que, segundo a
ciência, não têm cura?
04 – O sofrimento prolongado traz algum beneficio para o espirito?
05 – Que finalidade teria uma vida vegetativa?
06 – É válido, portanto, sempre prolongar a vida de um doente
desenganado?
07 – Muitas vezes, os que desejam abreviar o sofrimento do próximo
através da morte, aparentemente agem com bons propósitos. O que
pensar a respeito?

Conclusão

A vida nos foi outorgada por Deus, a quem, exclusivamente, compete tirá-
la, quando lhe aprouver. Não nos é licito abreviar a vida de quem quer que seja,
sob qualquer pretexto. Uma reflexão, na última fração de segundo de vida que
resta ao moribundo, pode evitar-lhe séculos de sofrimento, após a morte.

Próximo Tema

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. V, Item 29 a 31.

Textos Complementares

Respostas das perguntas anteriores – 24º Roteiro

1º Resposta: É uma necessidade enquanto não nos ajustamos ao


Evangelho, que é Lei da vida. Contudo, não é só o sofrimento que redime:
Jesus nos ensinou que o amor regenera a criatura ante seus erros do
passado.
“A par da lei segundo a qual nada fica impune perante Deus, existe outra
lei – a do amor – que preside, assessora e viabiliza o cumprimento da
primeira.”

2º Resposta: Não, portanto a nossa ajuda não impedirá que se cumpram


as provas daquele que sofre. Ao contrário, além de permitir que ele as
cumpra com sucesso, nós também estaremos nos elevando, pela prática
do amor ao próximo.

4
“A dor é um lei de equilíbrio e educação. Mas nem por isso devemos
pensar que os sofredores não devem ser socorridos. A lei maior da
caridade nos obriga a ajudar os que sofrem.” ( Irmão Saulo/Na era do
Espirito nº 5)

3º Resposta: Não. O nosso gesto de caridade poderá ser o inicio de sua


recuperação. Muitos criminosos do passado são, hoje, pelo mecanismo
corretivo da reencarnação, benfeitores da humanidade.
“O criminoso é criatura que se encontra temporariamente afastada do
caminho do bem e que necessita não do olvido, mas da compreensão e
auxilio de todos nós.”

4º Resposta: O desconhecimento da causa e finalidade do sofrimento e a


insensibilidade das pessoas perante as dores do próximo, decorrente da
ausência do amor em seus corações.
“Quando o nosso comportamento perante o próximo é embasado no
amor, não há lugar para ponderações acerca da causa e duração do seu
sofrimento e uma só ideia nos anima: a de auxiliá-lo”

5º Resposta: Não, pois as mesmas devem seguir o curso traçado por


Deus, isso, porém, não impede que as amenizemos através de nossa
assistência e dedicação. Ademais, é bem possível que aquelas provas
cheguem mais rapidamente ao seu termo, em razão da nossa ajuda.
“É verdade que a dor extingue o mal e o pranto lava as trevas, mas a
indiferença ante a dor e o pranto do próximo é também um mal que pode
e deve ser extinguido pela caridade.” ( Irmão Saulo/Na era do Espirito nº
5)

6º Resposta: A justiça de Deus dispensa a nossa participação como


justiceiros. No entanto, nosso Pai, respeitando nosso libre arbítrio,
aproveita-se das nossas iniquidades para acelerar o nosso progresso.
Nunca, porém, permite ele que pessoa alguma sofra injustamente e
agressor nenhum fique impune.
“Os danos e sofrimentos que infligimos ao nosso próximo permitem-lhe o
resgate de suas faltas e aceleram-lhe o progresso. Mas. Nem por isso,
Deus está conivente com o que erra, cujas faltas, igualmente, não ficarão
impunes.”

7º Resposta: Devemos utilizar todos os meios ao nosso alcance para


suavizar-lhe o sofrimento, consciente de que, provavelmente, aquele
sofredor é alguém que Deus confiou á nossa proteção, a fim de
exercitarmos a caridade, colocando para isso, os recursos em nossas
mãos.

5
“Socorrendo os que sofrem estamos tecendo, no tear de nosso destino,
os fios da sensatez e da bondade que nos preparam uma túnica de luz
para o futuro.” ( Irmão Saulo/Na era do Espirito nº 5)

*Todo o roteiro deste estudo se encontra no livro “Roteiro Sistematizado, para estudo do livro ‘O Evangelho Segundo O
Espiritismo’, Da editora Boa Nova, 3ª Edição de dezembro de 2005.
*Duvidas e sugestões contatar; reinaldodosan@hotmail.com

Glossário

Anotações

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