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SILVIA MARIA DE GÓES CARVALHO

INFLUÊNCIA DA ARQUITETURA NA SAÚDE DO USUÁRIO PELA PERCEPÇÃO DE AMBIÊNCIA DE SUA HABITAÇÃO

Monografia apresentada à Universidade Federal de São Paulo - Pró-Reitoria de Extensão para obtenção do título de Especialista em Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos.

SÃO PAULO

2012

SILVIA MARIA DE GÓES CARVALHO

INFLUÊNCIA DA ARQUITETURA NA SAÚDE DO USUÁRIO PELA PERCEPÇÃO DE AMBIÊNCIA DE SUA HABITAÇÃO

Monografia apresentada à Universidade Federal de São Paulo - Pró-Reitoria de Extensão para obtenção do título de Especialista em Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos.

Orientadora: Profa. Dra. Sissy Veloso Fontes

SÃO PAULO

2012

Carvalho, Silvia Maria de Góes Influência da arquitetura na saúde do usuário pela percepção de ambiência de sua habitação/ Silvia Maria de Góes Carvalho. --São Paulo, 2012. x, 99f. Monografia (Especialização) - Universidade Federal de São Paulo. Pró-Reitoria de Extensão. Curso de Especialização em Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos.

Título em inglês: Influence of Architecture in the health of the user perception of the ambience of their home.

1. habitação. 2. percepção. 3. saúde 4. ambiência. 5. moradia

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA E NEUROCIRURGIA DISCIPLINA DE NEUROLOGIA CLÍNICA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM TEORIAS E TÉCNICAS PARA CUIDADOS INTEGRATIVOS

Pró-Reitora de Extensão: Profa. Dra. Eleonora Menicucci de Oliveira Chefe do Departamento: Prof. Dr. Mirto Nelso Prandini Chefe de Disciplina: Prof. Dr. Ademir Baptista da Silva Coordenadores do Curso de Especialização:

Prof. Dr. Acary Souza Bulle Oliveira Profa. Dra. Sissy Veloso Fontes

iii

SILVIA MARIA DE GÓES CARVALHO

INFLUÊNCIA DA ARQUITETURA NA SAÚDE DO USUÁRIO PELA PERCEPÇÃO DA AMBIÊNCIA DE SUA HABITAÇÃO

BANCA EXAMINADORA

Presidente da banca: Profa. Dra. Sissy Veloso Fontes

Prof. Dr. Acary Souza Bulle Oliveira

Aprovada em:

/

/2012

iv

DEDICATÓRIA

À Deus primeiramente! Em seguida dedico a todo aquele que veio a este mundo e aqui passa sua jornada sem o suporte de uma casa.

Silvia Maria de Góes Carvalho

v

AGRADECIMENTOS

A Profa. Dra. Sissy Veloso Fontes coordenadora do Curso de Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos e minha orientadora, pela oportunidade, pelo carinho e estímulo constantes. Ao companheiro de vida(s): Eduardo Augusto Ribeiro Lima Costa, pelo suporte, amor e, pela sua marca nesta jornada: o olhar carinhoso a cada descoberta de mim mesma e respeito profundo pela minha caminhada. A minha querida Ro, minha mãezinha de “intercâmbio”, pelo seu amor e presença. Aos meus pais Assis e Suzana que de longe, sem muito entender, sempre depositaram a confiança e as melhores vibrações. A Gúbio, simplesmente por estar aqui! Aos amigos do Núcleo Fraterno Samaritanos, pela sustentação espiritual, pelo apoio, pelas vibrações e orações constantes. A todos os “colegas de turma”, alunos, equipe e ou professores da 1ª, 2ª e 3ª Turmas de Especialização em Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos da Unifesp, pela união e compartilha, agentes únicos de minhas experiências e descobertas transformadoras aprendendo a descobrir que os cuidados integrativos existem em mim e à minha volta. Minha eterna gratidão! Gratidão especial a minha querida Cristina Almeida, irmã descoberta nesta

jornada.

Aos participantes do Projeto Social Santo Amaro, que receberam a proposta da moradia e das finanças com qualidade, abrindo suas casas e sua vida e; a confiança, parceria e conexão de minhas companheiras de trabalho, Liliana Pescarmota, Márcia Silveira e Selda Pantanela. Enfim, a ma Jolie, doçura e “bichinho de pelúcia” nos momentos de caminhada e transformação.

vi

EPÍGRAFE

"Nossa alma é nossa morada. E, lembrando-nos das casas, dos aposentos, aprendemos a morar em nós mesmos. Já podemos ver que as imagens da casa caminham nos dois sentidos:

estão em nós tanto quanto estamos nelas.

Gaston Bachelard, 1957

vii

LISTA DE ABREVIATURAS

ANVISA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária

CAPES

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível superior

DECs

Descritores de Assuntos

EPM

Escola Paulista de Medicina

FIAMFAAM

Faculdades Integradas Alcântara Machado e Faculdade de Artes Alcântara Machado

FMU

Faculdades Metropolitanas Unidas

GRR

Generalized Resistance Resource

LILACS

Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde

MEDLINE

Medlars Online

MS

Ministério da Saúde

NLM

National Library Online

OMS

Organização Mundial de Saúde

ONU

Organização das Nações Unidas

OPAS

Organização Panamericana de Saúde

PNPIC

Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares

PSF

Programa Saúde da Família

SCIELO

Scientific Eletronic Library On line

SOC

Senso de Coerência

UNIFESP

Univerdidade Federal de São Paulo

USP

Universidade de São Paulo

viii

SUMÁRIO

Dedicatória Agradecimentos Lista de Abreviaturas Resumo

1

INTRODUÇÃO

 

11

1.1 A arquitetura, a percepção do usuário e sua saúde

11

1.2 Objetivo

 

13

2 CONTEXTUALIZAÇÃO

14

2.1 Arquitetura

 

14

 

2.1.1

Arquitetura e Espaço

14

2.1.1.1

Habitação

18

2.1.2

Ambiência

21

2.2 Percepção e Sensação

23

 

2.2.1 Sentir

24

2.2.2 Percepção

25

2.2.3 Sentidos e Percepção

27

2.2.3.1 Visão

28

2.2.3.2 Olfato

30

2.2.3.3 Térmico

32

2.2.3.4 Tato

33

2.2.3.5 Audição

34

2.2.3.6 Sentido Espacial

35

 

2.2.3.6.1 Sentido Vestibular

35

2.2.3.6.2 Sentido do Movimento

36

2.2.3.6.3 Sentido Cinestésico

36

 

2.2.3.7 Sentido Proxêmico

37

2.2.3.8 Sentido do Pensamento

41

2.2.3.9 Sentido da Linguagem

45

2.2.3.10 Sentido do Prazer

46

ix

2.3 Saúde

48

2.3.1 Conceitos

48

3 MÉTODO

53

Tipo

3.1 Estudo

53

3.2 de Material Utilizado

Tipo

53

3.3 Estratégia

de

Busca

53

3.4 Estratégia de Apresentação dos Resultados

54

3.5 Estratégia de Discussão dos Achados

54

4 RESULTADOS

55

5 DISCUSSÃO

87

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

92

7 REFERÊNCIAS

93

Abstract

Anexo

x

Resumo

Para além do abrigo a moradia, o edifício habitado da arquitetura é palco e suporte do viver, favorecendo o equilíbrio e a harmonia ou desequilíbrios e desgastes. São sobre estas interações entre morador, sua moradia, suas percepções, forma peculiar de receber o mundo, que se manifestam em sua saúde o que este trabalho tem como escopo. OBJETIVO: realizar revisão da literatura nacional e internacional sobre a influência exercida pela arquitetura na saúde do habitante (usuário) pela percepção da ambiência de sua moradia (habitação). MÉTODO: Revisão bibliográfica de natureza descritiva e analítica. Foram consultados o Banco de Teses da CAPES, Banco de Teses da USP, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Mackenzie para monografias, dissertações e teses sobre o tema e; o Google Acadêmico, além das bases de dados:

MEDLINE, LILACS, Scielo e PubMed para levantamento dos artigos científicos publicados entre e inclusive janeiro de 2009 e junho de 2012. RESULTADOS: Foram encontrados: 1 monografia, 3 Dissertações e 2 Teses, 144 artigos científicos abordando mais de trinta relações existentes com objetivo deste trabalho. Destacam-se pela repetição, artigos sobre das relações de usuário, alergias e ventilação das moradias e, projetos de residências que atendam às necessidades diferenciadas da pessoa idosa. CONCLUSÕES: Os trabalhos encontrados fundamentaram-se potencialmente em relação aos quadros patológicos gerados pelo ambiente construído de moradias e, as relações dificultadas pelo ambiente domiciliar ou quadros patológicos. Uma nova abordagem das relações, fundamentada no novo paradigma da Salutogêneseconfigura-se um campo de pesquisa a ser explorado, de maneira a ampliar o olhar da comunidade científica em relação à influência da moradia na saúde do habitante.

1. INTRODUÇÃO

1.1 A arquitetura, a percepção do usuário e sua saúde

Por que faz diferença o que o ambiente em que vivemos tem a nos

prédios que comuniquem idéias e sentimentos específicos, e

por que somos afetados de forma negativa por lugares que reverberam o que

consideramos serem alusões erradas? Por que somos vulneráveis os espaços que habitamos nos dizem?

(Alain De Botton, 2007, p. 106).

ao que

dizer?

projetar

,

As indagações de De Botton (idem) são similares às desse trabalho. De que maneira o ser humano é afetado pela arquitetura e sua pela percepção de ambiência em sua moradia? E como esta percepção é capaz de afetar a saúde? Villar (2009) fala que a arquitetura é capaz de expressar as relações que o morador tem com o meio físico ou meio sociocultural chegando a, muitas vezes, ser um reflexo do morador. Dessa maneira, a arquitetura não se manifesta apenas como abrigo das necessidades e atividades cotidianas, mas, também como suporte onde são projetados e pintados os elementos estruturantes do viver. Torna-se capaz de mediar favorecendo o equilíbrio, a harmonia e evolução espiritual do homem, atendendo às aspirações, acalentando seus sonhos, instigando as emoções de se sentir vivo, desenvolvendo nele um sentido afetivo em relação ao lócus e aos topos. A ambiência é o resultado da mediação feita entre o homem e o espaço arquitetônico. Identifica-se pelo arranjo e características peculiares, do meio ambiente e que ele estabelece em relação à habitabilidade, à qualidade ambiental (em especial do ambiente arquitetônico) e ao conforto (ou desconforto) físico, biológico e psicológico entre o ser humano e o âmbito estabelecido. Resulta das sensações naturais, da natureza ou das criadas no ambiente por decisão humana, através de elementos e fatores tais como:

cor, odores, texturas, som, mobiliário, materiais de acabamento, insolação, ventilação, temperatura, cenário, etc., e como resultado da harmonia (ou não) do conjunto destes componentes, da sua percepção e dos efeitos físicos, psicológicos e comportamentais consequentes.

11

A Política Nacional de Humanização do SUS (2004 1 ) adota o conceito de ambiência, salientando seu caráter de relação e, ela se dá por meio da percepção, maneira fenomenológica e neurocognitiva de receber e traduzir os estímulos recebidos. Esta experiência objetiva do espaço arquitetônico suscita a construção material em si e, Norberg-Schulz (2006, p. 448) cita Heidegger ao percorrer o significado de habitar e construir, em diversas línguas e, conclui que “habitar significa reunir, juntar, o mundo como uma construção concreta, ou uma “coisa” e que “o conceito de concretizar denota a essência do habitar”. Para este estabelecimento, a percepção atua como agente de produção dos mapas do mundo externo no mundo interno do homem, como afirmou Steiner (1912). E assim, através de um grande número de receptores (órgãos aferentes) e tradutores do funcionamento do organismo humano se manifesta em sua relação com o meio. Órgãos dos sentidos, sistemas senso perceptuais se reúnem integrando as diversas modalidades de mapas perceptivos, com o objetivo de auxiliar o homem a trazer respostas coerentes ao meio em que está inserido estabelecendo, assim estados de saúde ou a sua ausência. É sobre estas interações, que não se configuram linearmente, mas como um complexo relacional integrado entre morador, sua moradia, suas percepções e sua saúde, que esse trabalho retrata.

1 1 Ambiente físico, social, profissional e de relações interpessoais que deve estar relacionado a um projeto

de saúde (conf. Projeto de saúde) voltado para a atenção acolhedora, resolutiva e humana. Nos serviços de saúde, a

por outros componentes estéticos ou sensíveis apreendidos pelo olhar, olfato, audição, por

exemplo, a luminosidade e os ruídos do ambiente, a temperatura etc. Além disso, é importante na ambiência o componente afetivo expresso na forma do acolhimento, da atenção dispensada ao usuário, da interação entre os trabalhadores e gestores. Devem-se destacar os componentes culturais e regionais que determinam os valores do ambiente.

ambiência é marcada

12

1.2. Objetivo

Realizar revisão da literatura nacional e internacional sobre a influência exercida pela arquitetura na saúde do habitante (usuário) pela percepção da ambiência de sua moradia (habitação).

13

2. CONTEXTUALIZAÇÃO

2.1. Arquitetura

2.1.1 Arquitetura e Espaço

Arquitetura para o Dicionário Aurélio (p. 195, 1999) é “Arte de criar espaços organizados e animados, por meio do agenciamento urbano e da edificação para abrigar os diferentes tipos de atividade humana”. Bruno Zevi (1996) determina que a arquitetura está contida no espaço interno, aquele resultante da edificação, em “Espaço, protagonista da arquitetura”. Para ele, a arquitetura se caracteriza pelas três dimensões altura (H), largura(L) e profundidade(P) adicionadas da dimensão do tempo. O mesmo autor considera a necessidade da experiência espacial para captação da essência da arquitetura. E ainda, restrito ao âmbito do espaço Zevi afirma que a realidade de um edifício é constituída pelos fatores econômicos, sociais, técnicos, funcionais, artísticos, espaciais e decorativos. Ching (p.92, 2002) afirma que a arquitetura começa a existir “à medida que o espaço é capturado, encerrado, moldado e organizado pelos elementos da massa”. Utiliza-se das relações dependentes de figura e fundo 2 determinando que os elementos da forma e do espaço, em uma unidade de opostos, formam a realidade arquitetônica. Ching 3 apresenta os Sistemas e Ordens Arquitetônicos 4 onde, delimita que todos os elementos, sistemas e organizações podem ser prontamente percebidos e experimentados, desde que estejam inter-relacionados em um todo integrado, que contenha uma estrutura unificadora e coerente. Harris (in Nesbitt, 2006), quando enfatiza a necessidade de uma nova ética para a arquitetura, afirma:

2 Como nos estudos da Gestalt

3 Na Introdução do seu livro para delimitar a ênfase formal dada ao seu estudo apresenta a visão geral dos elementos, sistemas e organizações básicos que compõem um obra de arquitetura (p. X e XI, 2002).

4 Ver Figura 1

14

“A tentativa de impor à natureza a ordem de uma razão que separa a alma do corpo, levou a uma arquitetura desumana” (p.425). Em Okamoto (2002) a definição

proposta para a arquitetura amplia este espaço proposto por Zevi e delimitado em Ching

e, atendendo à afirmação de Harris. Segundo ele “A arquitetura vai além do abrigo das

necessidades e atividades

e desenvolver o equilíbrio, a harmonia e evolução espiritual do homem, atendendo às aspirações, acalentando seus sonhos, instigando as emoções de se sentir vivo, desenvolvendo nele um sentido afetivo em relação ao lócus e ao topos” (p.15). Assim,

apoiado na Matriz Arquitetônica de Edward L. Dean (Figura 2 - Okamoto, p.103) trabalha

e detalha os elementos objetivos e subjetivos componentes do espaço, base da

arquitetura. Como elementos objetivos, elenca o espaço dimensionado, funcional,

favorecer

” e elenca o potencial mediador do espaço para “

” e elenca o potencial mediador do espaço para “ Figura 2 – Matriz Arquitetônica de

Figura 2 Matriz Arquitetônica de Dean adaptada por Okamoto(p.103).

Fonte: Okamoto J. Percepção Ambiental e Comportamento. São Paulo: Mackenzie, 2002.

16

sonoro, colorido, significante, que somados constituem o espaço da comunicação e da arquitetura e; que se construíram a partir dos valores objetivos como forma, função, cor, textura, aeração, temperatura ambiental, iluminação sonoridade, significante e simbologia. Espaço de comunicação porque é por ele que o homem recebe os estímulos das diferentes formas de energia pelos receptores especializados. E, por este espaço objetivo são sentidos o ambiente, ou a ambiência e, os fatos de maneira consciente ou, em sua maioria, inconscientes. Para Santos (p.51, 1999) o espaço é formado por um conjunto indissociável, solidário e também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados isoladamente, mas como um quadro único no qual a história se dá”, reunindo materialidade e vida para animá-la. A ênfase desta conceituação do espaço se justifica, pelo autor citado, pela ausência de realidade filosófica dos objetos que, necessitam do sistema de ações para gerar o conhecimento e bilateralmente, este precisa do sistema de objetos para se manifestar. Okamoto percorre em seu estudo os sentidos, a percepção ambiental e realidade considerando estes aspectos como relevantes à arquitetura, no citado processo de mediação, que também utilizam os sentidos internos com valores subjetivos. Cox (2005) expõe a terminologia habitabilidade, que deve ser a essência da arquitetura quando discorre sobre os processos de projeto arquitetônico. E neste caso, esse processo se constitui de uma interação dialética entre: a) as virtudes da solução, obtidas através do equilíbrio entre forma, função e estrutura 5 e, b) a inteligência do problema, da qual dependem as soluções adotadas (p. 27). Por isso, a habitabilidadese localiza como premissa projetual. Ela se manifesta pela influência do espaço arquitetônico nas atividades e na qualidade de vida dos seus habitantes 6 . Ela vai além da comodidade e do status. O estado de bem estar é levantado como a maior expectativa no resultado objetivo do espaço projetado (idem, p. 44). Sem se encerrar nisto, a definição de bem estar proposta abrange a fenomenologia, o vivencial. A arquitetura e seu espaço produzidos precisam ser sentidos e experimentados para se completarem e, costumeiramente, este é um aspecto suprimido (ibidem, 45), em face das necessidades

5 Firmitas, Utilitas, Venustas, fazem parte dos sistemas da arquitetura citados Vitruvius Pollio(sec.I a.C). 6 Cox(p. 31) afirma ser inadequada a terminologia “usuário” por apresentar uma conotação funcional às relações do habitante com a arquitetura.

17

objetivas consideradas nos espaços objetivos 7 de forma, dimensão entre outros, que Cox chama de programa da arquitetura. Bachelard auxilia este raciocínio quando fala:

“Com efeito, a casa é, à primeira vista, um objeto rigidamente geométrico. Somos tentados a analisá-la racionalmente. Sua realidade inicial é visível e tangível. É feita de sólidos bem talhados, de vigas bem encaixadas. A linha reta predomina. O fio de prumo deixou-lhe a marca de sua sabedoria, de seu equilíbrio. Tal objeto geométrico deveria resistir a metáforas que acolhem o corpo humano, a alma humana. Mas a transposição para o humano ocorre de imediato, assim que encaramos a casa como um espaço de conforto e intimidade’’.

(p.63, 1993)

Para isto (p.41, 2009) suscita a necessidade de um programa de trabalho projetual, que lide com conceitos que extrapolam a simplicidade com que a programação arquitetônica habitualmente trabalha”; que consideram apenas o espaço físico e seus ambientes conforme a função principal e primária de cada um deles, fixando-se na área necessária à absorção da densidade de ocupação de pessoas, equipamentos e áreas de circulação. Com estas colocações é preciso avançar da função para o ser humano de maneira abrangente e completa 8 . Isto determina parâmetros de ambiência fundamentada em dimensões variáveis subjetivas 9 .

7 Não se tem a intenção de negar a relevância dos espaços objetivos da arquitetura, o propósito do curso do texto é reafirmar a relevância fenomenológica preterida pela objetividade desde a apologia funcional e da forma.

8 coloca “ o mais completa possível”.

9 Ver diagramas apresentados por Villar(2002) com gráfico de estudo de comportamento ambiental no processo de projeto(p.317), Diretrizes Básicas Mínimas e Gerais para o Ambiente Construído Confortável(p.318) e Variáveis, Opções e Referências a Considerar para o Projeto Arquitetônico Eficaz desde a Perspectiva do

Conforto(p.324).

18

2.1.1.1 Habitação

o homem detém-se frente à porta. Introduz a chave na fechadura a faz girar, empurra e entra. Logo, volta a fechar a porta. O homem ingressou em sua casa. Penetrou no seu ambiente próprio e familiar, onde se reconhece. Sente-se isolado do mundo como se defendesse a si próprio dentro de sua carcaça, sente-se na intimidade”.

(Sacriste, apud Miguel, 2003, p.21)

Miguel apresenta a interação entre espaço publico e privado com a citação de Sacriste. O espaço público configura-se pela sociabilização, mas não reconhece a individualidade do homem, daí certo sentimento de insegurança. Pela porta 10 , o homem acessa o mundo particular da casa.

Casa e lar

Miguel (p. 24, 2003) esclarece as relações entre casa e lar. A primeira terminologia trata do edifício ou parte dele destinado para a habitação humana. Esta destinação é de ser o objeto construído à espera de um uso familiar para que as interações entre o plano físico e a troca emotiva dos moradores transformem-na em um lar. Assim como em Folz (2003) a casa é o espaço físico, a casca protetora, que pretende ser resposta correta ao modo de vida de seus moradores e às características climáticas onde se instala, como um invólucro divisor de espaços internos e externos. A intenção do arquiteto ao projetar este ente físico é adequá-lo a uma relação futura de vida familiar, analisando quesitos de uso temporal com o estabelecimento de um programa de necessidades que atenda ao tempo proposto, nível socioeconômico, implementos de trabalho e lazer, questões estéticas e sua localização no espaço urbano. Um objeto inerte, não estabelecendo valores de uso, convivência e entrosamento familiar. Projeta- se a casa, constrói-se a casa. Os moradores podem fazer dela um lar, afirma Miguel.

10 Porta como signo, revestida de valor simbólico, de interação e ligação entre o social e o particular.

19

O Dicionário Aurélio(1999) apresenta o significado de lar como lareira. Miguel (p.24), e é este fogo acolhedor e concentrador dos integrantes da casa ao seu redor,

como nas cabanas rústicas, na nomenclatura utilizada pelos portugueses para levantar os fogos existentes nas vilas do Brasil Colônia e nas habitações indígenas (Lemos, p.11 1996 ). “o fogo cresce, move-se, aquece, destrói e é quente, uma das qualidades

esfria o corpo de

fundamentais associada à vida humana. Quando o fogo se extingue

um ser quando morre”. Fica a relação entre fogo/alma e corpo físico/corpo da casa. (Miguel, p.25)

Casa: Dicionário Aurélio (1999). 1.Edificio de um ou poucos andares, destinado geralmente, a habitação; morada, vivenda, moradia e residencia.

Domicílio: Dicionário Aurélio (1999). [Do latim domiciliu] 1. Casa de Residência; habitação fixa. 2. Jur. Lugar onde alguem reside com ânimo de permanecer.

Habitação: Dicionário Aurélio(1999). [Do latim habitatione] 1. Ato ou efeito de habitar. 2. Lugar ou casa onde se habita; morada; vivênda; residência.

Habitante: Dicionário Aurélio(1999). [Do latim habitante] 1. Que ou quem reside habitualmente num lugar [Sin.: morador].

Habitar: Dicionário Aurélio (1999). [Do latim habitare] 1. Ocupar como residência; residir, morar, viver em.

Morada: Dicionário Aurélio (1999).

[De moradia. 2. V. Casa.

morar+ada]

1.

Lugar

onde

20

se

mora

ou

habita;

habitação,

Morar: Dicionário Aurélio (1999).

[Do Latim Morare] 1. Ter residencia, habitar, residir. 2. Encontrar-

se, achar-se, permanecer, existir.

Moradia: Dicionário Aurélio (1999).

[De Morada+ia] 1. Morada.

Residência: Dicionário Aurélio (1999).

[De residir + ência] 1. Morada habitual em lugar certo; domicílio.

2. Casa ou lugar onde se reside ou habita; domicílio 3. V casa.

Residir: Dicionário Aurélio (1999).

[Do latim residere] 1. Fixar residência; ter residência fixa; morar e

viver. 2. Ter sede 3. Ser, estar, achar-se, consistir.

2.1.2 Ambiência

O Dicionário Aurélio (Arquit, 1999) define a ambiência como o espaço

arquitetonicamente organizado e animado, que constitui um meio físico e, ao mesmo

tempo, meio estético, ou psicológico, especialmente preparado para o exercício de

atividades humanas. Sinônimo de ambiente ou pode ser interpretada como sinônimo de

meio ou de ambiente, como cita (p.12). O mesmo autor coloca que entende a ambiência

como “condição ambientale, define-a como, circunstância proposta pelo arranjo e

características peculiares do meio ambiente que esse estabelece em relação à

habitabilidade, à qualidade ambiental (em especial do ambiente arquitetônico) e ao

conforto (ou desconforto) físico, biológico e psicológico entre o ser humano e o âmbito

estabelecido.

Resulta das sensações naturais, da natureza, ou das criadas no ambiente por

decisão humana, através de elementos e fatores tais como cor, odores, texturas, som,

mobiliário, materiais de acabamento, insolação, ventilação, temperatura, cenário, etc., e,

componentes, da sua

como resultado da harmonia (ou não) do conjunto destes

21

percepção e dos efeitos físicos, psicológicos e comportamentais consequentes. A experiência objetiva do ambiente é que permite a percepção da ambiência. Pelo potencial fenomenológico da arquitetura Norberg-Schulz (in Nesbitt, p.443, 2006) entende ser a capacidade de dar significado ao ambiente mediante a criação de lugares específicos, com o espírito do lugar 11 . Amplia o conceito de habitar como estar em paz num lugar protegido, traduzindo a verdadeira origem da arquitetura no ato arquétipo da construção. Com esta leitura, o verbo habitar se caracteriza pela relação; relação de estar localizado no espaço, ao tempo em que se submete ao seu caráter ambiental, ou sua ambiência, que, se realiza pela orientação de saber onde está e de identificar-se estabelecendo com o ambiente uma “amizade”. E esta relação de amizade ou intimidade se dá com os objetos de identificação, que são concretos, como uma calçada 12 , apreendidos inicialmente pelos sentidos objetivos e vivenciados pelos sentidos subjetivos citados por Okamoto. Esse concreto é a construção em si e; Norberg-Schulz cita Heidegger ao percorrer o significado de habitar e construir, em diversas línguas e conclui que “habitar significa reunir, juntar, o mundo como uma construção concreta, ou uma “coisa” e que “o conceito de concretizar denota a essência do habitar”". Explicita-se, pois, que o ato fundamental da arquitetura é conectar o homem ao ambiente, por ser ele parte integral e que “pertencer a um lugar quer dizer ter uma base de apoio existencial em um sentido cotidiano concreto”. Villar (p.365) contribui com este conceito quando fala que os ambientes arquitetônicos devem ser definidos em termo de atitudes comportamentais 13 e da interação ambiental entre habitante e local, que pode ser limitada ou indefinida e imensa. Os potenciais creditados pelo arquiteto ao ambiente são de neutralidade, indução, inibição de atitudes e possibilidades de uso. Quando estimulantes eles sugerem, insinuam, promovem, albergam de maneira positiva, coerente e adequada às funções básicas correspondentes como, cozinhar, sonhar, ler, relaxar, etc. ou; de maneira negativa propiciando insegurança, tristeza, desagrado, desconforto, etc.

Norberg-Schulz (in Nesbitt, p. 448,449, 2006)

12 Norberg-Schulz (in Nesbitt, p. 457, 2006) conta a história do arquiteto alemão radicado em Nova Iorque, Gerhard Kallman, que ao visitar Berlim, após a Segunda Guerra, quis rever a casa em que passara a infância. A casa não existia mais e isto o fez se sentir perdido até reconhecer o desenho típico das calçadas, o chão em que brincava quando criança e enfim teve a forte sensação de voltar para casa. 13 De possíveis padrões de comportamento, como a dinâmica de um lavabo.

11

lugar

significa muito mais que uma localização

esse lugar

possui uma identidade própria

22

Para o resultado da ambiência 14 seguem algumas das possibilidades, instrumentos e artifícios citados por Villar: qualidade, tipo, configuração, geometria e tamanho dos ambientes; articulação, fluência, continuidade e relações entre estes; formas e formatos da edificação e partes dela; luminosidade, ventilação, temperatura, isolamento acústico das habitações; uso de cores; exploração das texturas, da cor, dos cheiros, da vegetação, a adequada resposta da casa ao clima, a facilidade de manutenção, a flexibilidade de uso, de adequação, transformação e do crescimento, e de ser arquitetura dinâmico-reativa. E complementa que “a tarefa do arquiteto é múltipla, inter e transdisciplinar”.

2.2 Percepção e Sensação

A percepção para o Dicionário Aurélio é o ato, efeito ou faculdade de perceber, que se origina do latim percipere que tem a acepção de ‘apoderar-se de’ e de ‘apreender pelos sentidos’; os processos psicobiológicos que permitem a ocorrência perceptiva. Muitos são os sentidos e percepções a eles associados. Okamoto (2002) elenca sentidos internos que são:

1. O sentido perceptivo, que contempla os cinco sentidos perceptivos;

2. O sentido espacial, que envolve os movimentos cinestésico e vestibular

(equilíbrio e gravidade);

3. O sentido proxêmico, que envolve os âmbitos pessoal, territorial e privado;

4. O sentido pensamento, que se desenrola entre abdução (símbolo, mito, metáfora, alegoria, arte, estética, poesia, religião, enredo, etc.) e compleição, abrange a

lei dos opostos ou lei da polaridade;

5. O sentido da linguagem que é a não verbal, e é manifestada corporalmente;

6. O sentido do prazer, que se vincula pelo princípio afetivo.

14 Considerada como o resultado esperado da arquitetura.

23

Rudolf Steiner cita a conexão do Eupara a tomada de decisões e, desta

maneira, aí estaria contido o inconsciente. Os doze sentidos considerados pela

Antroposofia apresentados no quadro abaixo também foram discutidos por Okamoto.

Sutis

Audição

Linguagem

Pensamento

Eu

Pensar

Olfato

Paladar

Visão

Térmico

Sentir

Físicos

Tato

Vital

Movimento

Equilíbrio

Querer

Tabela 1 Os Doze Sentidos para a Antroposofia

Baseado no texto Homônimo de Steiner R, 1916.

Conforme Bunge (1980, p.64), a percepção não é apenas sensação ou detecção.

Sentir e captar estão relacionados com a detecção imediata. Perceber relaciona-se com

o reconhecimento da mensagem sensorial. “O sentir exige apenas detectores ou

sensores; o perceber exige, além desses, órgãos capazes de interpretar aquilo que é

sentido ou captado.

2.2.1 Sentir

A detecção pode consistir em filtrar os inputs com exceção de alguns, ou mesmo

em combinar-se com entidades de apenas alguns tipos. Bunge (p.64) define este

processo seletivo da seguinte maneira: “Um sistema detecta coisas ou eventos de certo

tipo (ou é um detector deles) se e somente se reagir apenas a eles. Para os organismos

multicelulares estes detectores agrupados sistematicamente são nomeados de sistemas

seletivos. Bunge utiliza como exemplo explicativo o sistema imunológico. Os anticorpos,

que são os detectores, deste sistema se caracterizam pela grande variedade e, por isto

são capazes de detectar diversos eventos internos e externos. Isto se dá através de um

processo químico disparado por um estímulo em um quimiorreceptor ligado a algum

sistema sensorial (visual, gustativo, etc.). E, estes quimiorreceptores e quimioativadores

estão espalhados ao longo do organismo em caravanas de hormônios e enzimas,

ocupados em dar sentido às maravilhas que catalogamos como tato, paladar, olfato,

audição e visão, como comentou Ackerman (1992, p.19) e conforme apresenta a figura 3.

Por serem seletivos, diversos estímulos são ignorados. E, os receptores são ativos

quando recebem sinais de maneira uniforme para que o sistema nervoso central (SNC)

seja capaz de interpretá-los sem ambiguidade. Mais uma definição é proposta por Bunge

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(1980): “Um detector é um neurossensor (ou neurorreceptor) se e somente se for um sistema neural ou se for diretamente acoplado a um sistema neural” (p. 65). Nos animais superiores os neurossensores são agrupados em sistemas com a função ou atividade específica de perceber. Bunge, mais uma vez sugere a necessidade da seguinte definição: “Um sistema sensorial de um animal é um subsistema do sistema nervoso do mesmo, composto de neurossensores e de sistemas neurais a ele acoplados. Os neurorreceptores detectam inputs ambientais vinculados à ação contínua do SNC, dificultando a percepção repetida de um mesmo estímulo. Uma definição posterior, ainda sobre o sentir é a de que “Uma sensação (ou processo sensorial ou algo sentido) é uma atividade (processo) especifica de um sistema sensorial”. Logo, uma sensação é a atividade específica de um determinado sistema sensorial.

2.2.2 Percepção Para falar de percepção é preciso avançar no processo de sentir. Desta forma os sinais emitidos pelos sensores, passam pela detecção em um pré-processamento e um processamento posterior no cérebro. “O grau de processamento sensorial ou “interpretação” depende não somente da complexidade da mensagem sensorial mas, também da estrutura do cérebro em sua organização inata e na organização adquirida durante o desenvolvimento do animal em seu ambiente” (Bunge, p.67). A percepção diferencia-se da sensação por estar localizada nas áreas corticais sensoriais secundárias

localizada nas áreas corticais sensoriais secundárias Figura 3 - Sinalização química entre o sistema nervoso e

Figura 3 - Sinalização química entre o sistema nervoso e o sistema imune em resposta ao estresse.

Fonte: Lundy-Ekman L. Neurociência: Fundamentos para a Reabilitação. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

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e terciárias, que se caracterizam por sua plasticidade ao longo da vida do animal, somada à atividade da área sensorial primária, única a atender às sensações. Desta

maneira, Bunge expõe as características da percepção humana como: “a) a percepção é realizada por um sistema neural localizado em uma projeção sensorial secundária do córtex cerebral; b) o funcionamento da unidade central de percepção é fortemente

influenciado por uma ou outra unidade motora

por influxos sensoriais de diversas modalidades; c) a unidade central de percepção pode ser ativada por diversas outras unidades acopladas; d) a percepção pode dirigir o movimento e a ideação”. Tornam-se pertinentes as definições expostas por Bunge (p. 68) “Um percepto (ou processo perceptivo) é uma atividade específica (processo) de um sistema sensorial e de um(s) sistema(s) neural(is) diretamente acoplados". E, um sistema perceptivo é um sistema neural capaz de realizar processos perceptivos. Por sua parte variável, uma mesma percepção pode ser ativada por estímulos distintos e/ou percepções distintas originárias de um mesmo estímulo.

bem como pelas unidades de ideação e

“Os tijolos dessas construções perceptivas são as sensações, as memórias e as expectativas. Os estímulos externos são os referenciais e mais os gatilhos do que as causas” (Bunge, p. 69)

Neste raciocínio Bunge (p.69) conclui que o ambiente fortalece ou enfraquece e, em geral controla a atividade do SNC em lugar de causá-la.

Considerando a relatividade da percepção a partir da plasticidade aprendida do SNC, ela, a percepção fornece informação da realidade sobre o filtro pessoal do sujeito percebedor. Assim, perceber é algo criativo e influenciado pela hipotetização, corroborando a natureza sistêmica reconhecida no cérebro. Okamoto (p.109) considera que a percepção 15 está ”obliterada pela educação parcial que dá ênfase ao conhecimento lógico-racional”. Bunge (p. 71) conclui na existência de duas regras acerca da percepção:

15 O autor coloca como sentido, porem este trabalho adota como percepção a atividade sensorial associada à capacidade de interpretação, ou seja, do sistema perceptivo, questão levantada por Okamoto na citação.

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1-

Todas as ciências devem investigar fatos possivelmente reais e devem explicar fenômenos (aparências) em termos desses fatos e não o inverso.

2- Ontologia e epistemologia cientificamente orientadas devem concentra-se na realidade, não na aparência.

Para Bunge (p. 71) tudo o que percebemos é um evento ou uma sequência de eventos, e não é qualquer evento, mas eventos originados em um neurossensor ou que agem sobre ele e que, em qualquer caso, pertençam ao espaço de eventos. E as nossas

percepções, são eventos na parte plástica de nosso próprio córtex sensorial. As ocorrências externas, capazes de ativar os neurossensores são mapeadas pelo cérebro. Acredita-se que os mapas do mundo externo são aprendidos direcionando o comportamento, especialmente a locomoção. Os mapas do mundo externo se correspondem conjunto a conjunto de percepções. Para cada modalidade perceptiva existe um mapa diferente. Apesar de haverem diferentes modalidades de mapas perceptivos, eles agem de maneira integrada com uma ativação simultânea de dois ou mais sistemas perceptivos 16 .

O organismo humano aprende a integrar as atividades dos vários sistemas

perceptivos como de perceber nas distintas modalidades.

2.2.3 Sentidos e Percepção

No presente trabalho será adotada a apresentação conforme descrito em Okamoto (2002), dividida em sentidos:

Sentido Sensorial composto por: Visão, Olfato, Paladar, Térmico, Tato e Audição; Sentido Espacial composto por: Sentido Vestibular, subdividido ainda em Gravitacional e de Equilíbrio, do Movimento e Cinestésico; Sentido Proxêmico composto por: Espaço Íntimo, Pessoal, Social, Público, Territorial, Privado, subdivido em Pessoal e Cultural, Comportamento Espacial;

16 Bunge(1980, p. 74) exemplifica com a existência de percepção visual de pessoas que nasceram cegas e recuperaram a visão após a educação de seus sistemas hápticos.

27

Sentido do Pensamento composto por: Abdução, Compleição, Lei da Polaridade; Sentido da Linguagem composto por Linguagem não verbal, Imagem Corporal; Sentido do Prazer composto por Prazer e Criatividade, Desprazer e Desamor e Sentido Afetivo.

2.2.3.1 Visão

a

aparência das coisas é determinada mais pela relação

entre seus elementos do que pelos elementos simples que, juntos, compõe o estímulo total. Relações temporais, espaciais, de intensidade e outras, entre as partes de um padrão de estímulo, são consideradas determinantes básicas do modo pelo qual as coisas são vistas” (Day, apud Okamoto, 2002, p.119)

A visão é o sentido mais aguçado no homem. Tuan (1980, p.7) fala que o homem é um animal predominantemente visual. Segundo Ramos (2006, p. 3), a visão é responsável por 75% da nossa percepção 17 . E isto aguça a impressão de que a realidade é o que vemos.

Okamoto coloca como missão instintiva principal da visão localizar e reconhecer qualquer perigo à sobrevivência, enxergando a configuração do espaço ao redor. São reconhecidos três níveis de percepção gradativa da visão:

1-

A configuração dos objetos e dos seres, o que permite decodificar e identificar coisas imediatamente;

2-

A visão do volume, pelo jogo de luz e sombra;

3-

A sensação do peso, pela textura e padrão.

17 Okamoto (2002) coloca que a visão é responsável por 87% das atividades entre os cinco sentidos mais conhecidos(audição, visão, olfato, paladar e tato)

28

A visão é o resultado combinado de três ações distintas: operações óticas,

químicas e nervosas. Envolve o Olho, órgão responsável pela captação da informação luminosa/visual e transformação destes em impulsos que o sistema nervoso decodifica. O olho é altamente especialidade e trabalha coordenando cada uma de suas estruturas que são a córnea, íris, pupila, cristalino, retina, esclera e nervo ótico. Estas estruturas trabalham deste a captação da luz do meio externo, até a sua conversão em impulsos conduzida pelo nervo ótico. “A sensibilização da retina se faz quimicamente e, a luz convertida em impulsos elétricos é transportada através do nervo ótico até o córtex”

(Ramos, 2006).

A luz visível ao olho humano ocupa apenas uma faixa do espectro luminoso

eletromagnético, ao contrário de abelhas e formigas, que vêem os raios ultravioletas, e da cascavel, que vê os raios infravermelhos. Esta faixa, capaz de estimular os fotorreceptores provoca o inicio das transmissões de impulsos nas células nervosas e daí vão ao cérebro, ao córtex occipital, pelo já citado nervo óptico. Todo este processo ocorre simultaneamente aos movimentos musculares dos olhos e do esforço físico em busca de um foco do meio ao qual os olhos estão em contato (Crary, apud Ramos, 2006, p. 6) com a geração de uma impressão visual. Quando descreve a fisiologia do desenvolvimento da visão, Ramos (ibdem)

afirma que a visão é realizada no cérebro. Explica que durante todo o trajeto, através do sistema visual, os estímulos vão se depurando até que apenas uma impressão visual permaneça no córtex occipital. Durante o período de maturação da visão, do 0 aos 8 anos de idade, a visão central da criança aperfeiçoa-se ou deteriora-se com a qualidade da informação visual. É um período em que há uma livre interação cérebro/retina para melhorar a interpretação das informações do ambiente. Casos de estrabismo ou desalinho dos eixos visuais permitem o fornecimento de imagens diferentes entre si, conflitantes, impedindo o processo de fusão e o cérebro acaba por escolher apenas uma das imagens, gerando uma distinção de desenvolvimento entre as retinas dos dois olhos.

A localização frontal dos olhos permite a percepção da profundidade. Sua

denominação é percepção egocêntrica por causa da discriminação perceptual de localizações espaciais de objetos relativamente ao observador. Ramos completa que a percepção de distâncias egocêntricas também pode ocorrer por “pistas monoculares” como:

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a) Interposição de estímulos (os mais próximos cobrindo os contornos e áreas dos mais distantes);

b) Tamanhos relativos das imagens (maiores para objetos mais próximos e menores para os mais distantes);

c) Contornos e brilhos (acentuados com a proximidade e esmaecidos com o distanciamento);

d) Zonas de sombras e iluminação (sugerindo relevos e cavidades);

e) Perspectiva aérea (coloração mais azulada para grandes distâncias, pela interposição de ar entre o observador e os objetos);

f) Perspectiva cinemática (pelo observador em movimento: objetos mais próximos com deslocamentos aparentemente mais rápidos).

Sendo a percepção visual o processamento, em etapas sucessivas, da luz que atinge os olhos, é possível caracterizá-la por sua intensidade, comprimento de onda e distribuição no espaço (e no tempo). A intensidade varia sob a visão diurna, que ocorre com uma acuidade acentuada e percepção cromática, chamada de Fotótica e a Estocópica, que é a visão noturna com percepção acromática e baixa acuidade. A variação do comprimento de onda permite diferentes reações do sistema visual à luminância dos objetos e, apresenta uma percepção colorida de objetos. Segundo Hermann Von Helmholtz (1821-1894), “nossa percepção é construída por meio de interferências que inconscientemente fazemos sobre o mundo à nossa volta”. Contrastadas com informações colhidas no ambiente, pelo organismo, essas interferências são avaliadas com as expectativas e, sendo diferentes vão sendo ajustadas testando novas conjecturas perceptivas. È possível concluir que grande parte daquilo que é percebido é uma construção ativa do sistema nervoso daquele que percebe. “A questão da diferença de informação, confere a algumas imagens um significado variável, decodificado, a partir de um repertório”.

2.2.3.2 Olfato

O efeito é imediato e não diluído pela linguagem, pelo pensamento ou pela tradução. Um aroma pode ser extremamente nostálgico, porque detecta imagens e

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emoções poderosas antes que tenhamos tempo para editá- las

(Ackerman, apud Okamoto, 2002, p.127)

O odor tem o poder de evocar lembranças vívidas, carregadas emocionalmente, de eventos e cenas passadas. Tuan (idem, p. 12) levanta três aspectos sobre o poder da percepção olfativa: 1- ligação direta entre o córtex cerebral e a capacidade do mesmo de guardar lembranças; 2- relaciona-se ao aspecto de na infância os narizes transitarem mais próximo do chão, além de serem mais sensíveis, onde estão canteiros, flores e solos úmidos; 3- o fato de o olfato não ser seletivo como a visão. Já segundo Okamoto (p. 126), o mundo é antes de qualquer coisa olfativo, pois, diferentemente dos outros órgãos/sentidos (os olhos e a boca), os quais podemos fechar, o nariz fechado causaria a morte.

Assim como a visão e a audição, o sistema olfativo detecta e discrimina uma grande variedade de estímulos (Chih-Ying, 2010, p. 1), porém odores não podem ser medidos como comprimento de onda ou frequência. Existem múltiplos receptores olfatórios que são capazes de detectar um grande número de odores. Para a Decs, Odores é a parte volátil das substâncias perceptíveis pelo sentido do olfato 18 ; E, olfato é a habilidade de detectar aromas ou odores, como a função dos neurônios receptores olfatórios 19 . Identidade e intensidade de odores são inicialmente codificadas nos órgãos olfativos e depois são decodificados no sistema nervoso central (Chih-Ying, idem). Pelo nariz ocorre a entrada das moléculas de odores dissolvidas no ar pelas fossas nasais. Já na cavidade nasal se dissolvem no muco e chegam aos prolongamentos das células olfativas, que são responsáveis pelo envio dos impulsos ao SNC para interpretação e produção das sensações olfativas.

Segundo Araújo (2011, p.8), o olfato é o mais aguçado dos sentidos, pois os nervos olfativos são extensões diretas do cérebro. Para ela o aroma acessa a memória olfativa, estimulando o sistema límbico a identificar os cheiros. Acrescenta ainda que, é por isso que certos aromas são capazes de afetar nosso humor, trazer lembranças e

18 Terminologia [DeCS - Descritores em Ciências da Saúde ID: 009998 ] 19 Terminologia [DeCS - Descritores em Ciências da Saúde ID: 013284 ]

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provocar sentimentos. E, prosseguindo o caminho, o sistema límbico passa a informação para o hipotálamo que, por sua vez, repassa para a hipófise. A informação vai, então, para outras glândulas, influenciando a atividade imunológica, o batimento cardíaco, a produção de enzimas e hormônios.

Os aromas estimulam o cérebro a liberar substâncias neuroquímicas, entre elas estão a encefalina que reduz a dor e gera sensação de bem estar, a endorfina que inibe a dor e induz ao apetite sexual, a seratonina que ajuda a relaxar e acalma (Araújo, idem).

2.2.3.3 Térmico

é

necessário que o organismo humano se encontre em

balanço térmico com o meio ambiente.” (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo)

Segundo Okamoto (p. 137), o sentido térmico, pelo olhar antroposófico, faz o organismo ser envolvido pelo calor e, por isto dá-lhe forma através das sensações de expansão no calor e encolhimento no frio. É pela pele, principal órgão termo-regulador do homem, que são realizadas as trocas de calor. Este mecanismo ativa a regulagem vasomotora do fluxo sanguíneo da camada periférica do corpo. Por vasodilatação e vasoconstrição ocorre esta regulagem subcutânea, associado à transpiração ativa para as perdas por convecção e radiação. A transpiração ativa ocorre por meio das glândulas sudoríparas. São através dos nervos êxtero-receptores que as sensações térmicas (Figura 4) são transmitidas ao sistema nervoso central (Okamoto, p. 137).

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Para o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, o ideal, em termos de conforto térmico, é que o ambiente possua condições que permitam a manutenção da temperatura interna sem a necessidade de serem acionados os mecanismos termorreguladores, ou seja, é necessário que o organismo humano se encontre em balanço térmico com o meio ambiente.

2.2.3.4 Tato

“É um dos nossos maiores sentidos, tendo por área, aproximadamente, 2m² de superfície, 16% de nosso peso, correspondendo a 4,5 kg e 569 milhões de células sensoriais.”

(Okamoto, 2002, p.138)

A pele e os tecidos internos do organismo possuem diversas terminações nervosas sujeitas a estímulos do ambiente. Este órgão respira, produz secreções e metaboliza a vitamina D, auxiliando nossa proteção e alimento. Sua constituição é feita pela derme, camada interior espessa e esponjosa, que abriga os terminais nervosos, glândulas sudoríparas, folículos capilares, sangue e vasos linfáticos e; pela epiderme formada por células epiteliais escamosas. O tato coloca o homem em contato com tudo! Olhos, cheiros, sabores e formas. Para Steiner (1912), o “sentido do tato é aquele por cujo intermédio o homem se

relaciona com a forma mais materializada do mundo exterior”. Para ele o homem está

materializada do mundo exterior”. Para ele o homem está Figura 4 -Trocas térmicas entre Homem e

Figura 4 -Trocas térmicas entre Homem e Ambiente

Fonte:

http://www.master.iag.usp.br/conforto/index.html

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constantemente em choque com o mundo externo. Por cobrir todo o corpo, a pele permite que o toque nas superfícies dê a sensação de interioridade dos objetos. É pelo tato que se tem a percepção da tridimensionalidade que o espaço arquitetônico tanto considera. Sensações de rugosidade, aspereza, maciez, leveza, são sentidas internamente. Este sentido define os limites do corpo humano e do meio circundante. A sensibilidade do sentido háptico se desenvolve com a experiência ou contato com o qual a pele é colocada. É o sentido do toque em todo o corpo. Ele pode ser dito conforme Tuan (p.9) como sendo a experiência direta da resistência, a experiência direta do mundo como um sistema de resistências e de pressões que persuadem da existência de uma realidade independente de da imaginação. Aspectos como “a harmonia, a suavidade ou agressividade do meio ambiente são refletidos em nosso sistema háptico”, conforme Okamoto. E, segundo Bloomer (apud Okamoto, p.140) inclui as sensações de calor, frio, pressão, dor e cinestesia, ou seja todas as percepções sensíveis do contato físico, dentro e fora do corpo. O que ocorre quando ele tem uma percepção de um objeto em que tocou ocorre

a ocorrência de tatear acontece na parte interna

evidentemente, no lado interior da pele do homem”, conforme afirmou Steiner.

2.2.3.5 Audição

O sentido da audição nos revela muita coisa da

nos revela quando o

configuração interna do exterior

metal começa a soar, como ele é em seu interior.

(Steiner, 1912)

A audição é a percepção de sons pelos ouvidos. Segundo Tuan (p. 10) a audição nos homens não é muito fina. Fala-se em sua adaptação à sobrevivência da espécie e, diz-se atrair o mundo através dos sinais auditivos. Os homens são mais sensibilizados pela audição do que pela visão. Um exemplo disto é o efeito da música nas pessoas. O som torna as pessoas vulneráveisa ele pois, a informação auditiva aumenta o nível de atividade em todo o sistema nervoso central(Lundy- Ekman, 2000, p.242 ). Em termos de captura do ambiente a audição se processa de maneira passiva,

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considerando que, dificilmente, deixa-se de ouvir um som projetado no recinto, estando nele. Shepherd (1994, p.329) acrescenta a importância da audição para a linguagem e desenvolvimento da cultura. Através de receptores especializados localizados no órgão de Corti, no interior da cóclea do ouvido interno há a conversão do som em sinais neurais. De lá são conduzidos para os nervos cocleares, que são os responsáveis pelo processamento da informação auditiva. O passo seguinte, neste percurso, encontra-se em três estruturas distintas: 1 - formação reticular que ativam os sons em todo o sistema nervoso central; 2 - colículo inferior que integra as capturas dos dois ouvidos detectando a origem dos sons e direcionando olhos e face para este ponto e; 3 - corpo geniculado medial retransmite a informação auditiva até o córtex auditivo primário para a apropriação consciente do som (Lundy-Ekman, p. 242).

2.2.3.6 Sentido Espacial

Segundo Merleau-Ponty o espaço não é objeto da visão, mas objeto do pensamento. Não existe um órgão específico para a percepção espacial. Este processo ocorre pela ação conjunta da visão, audição e percepção temporal. Okamoto (p.149) fala que o sentido espacial necessita de sequência e continuidade e, por ser o espaço, também texturado, proporcionado, trabalhado para conter todos os estímulos que tocam os sentidos, possibilita a leitura do espaço simbólico, cujo significado orienta nossas atividades e dá sentido à vivência social.

2.2.3.6.1 Sentido Vestibular

Para

o

dicionário

Aurélio,

o

sentido

vestibular

refere-se

à

percepção

e

manutenção do equilíbrio do corpo como um todo.

- Sentido Vestibular Gravitacional

35

A gravidade consiste na força atuante nos corpos que conduz a uma sensação de peso para o piso. Na tentativa e no esforço de encontrar posição adequada ao menor efeito da gravidade, o equilíbrio, o ser humano encontra o sentido da gravidade. Ações como levantar, puxar locomover, pegar, atirar; tão corriqueiras nas atividades cotidianas necessitam sempre do equilíbrio para ocorrerem.

- Sentido do Equilíbrio

Intimamente ligado à audição. O sentido do equilíbrio se opera pelos canais semicirculares. Este sentido é extremamente na percepção espacial, pois permite ao homem reconhecer as possibilidades de locomoção sem a ocorrência de riscos atuando na compensação de esforços musculares em sintonia e compensação. Segundo Okamoto (p. 154) quando a atenção corporal está voltada para o equilíbrio, a audição fica com desempenho limitado.

2.2.3.6.2 Sentido do Movimento

espaço é um conjunto de formas

contendo cada qual das frações da sociedade em movimento. As formas, pois tem um papel na realização social”. O movimento se dá no espaço entre as coisas. Ele é necessário à manutenção da vida. Todo equilíbrio se dá através do movimento.

Santos (1988, p. 27) descreve que

o

“As relações que existem entre nosso universo corporal e os lugares que habitamos estão em contínua mudança. Os lugares se constroem como expressão de nossas experiências hápticas e, por sua vez, estas experiências hápticas se produzem como resultado dos lugares previamente construídos. Ainda quando nem sempre sejamos conscientes deste processo, certo é que nosso corpo com seus movimentos estão em um diálogo constante com os edifícios.(Yudell, 1975 apud Okamoto, p.157)

36

Há um reflexo da imagem corporal no meio ambiente, segundo Yudell. O espaço costuma ser entendido como vazio porem, o movimento se dá a partir das possibilidades apresentadas por este vazio chamado espaço.

2.2.3.6.3 Sentido Cinestésico

Segundo Broadbent (apud Okamoto, p. 160), existe uma imaginação cinestésica que pode ser definida como a atitude de relacionar o movimento de objetos com sensações de movimento interno ao nosso próprio corpo. Para ele, o sentido cinestésico se manifesta na forma como determinados receptores sensoriais, situados nos músculos, articulações, tendões e, inclusive, no ouvido interno, resultam estimulados quando nosso corpo se move; a imaginação cinestésica é a capacidade de relacionar o movimento dos objetos com essas sensações pessoais do próprio corpo. Para Okamoto (p. 161) percorrer um espaço com tranquilidade e de forma automática e inconsciente passa a ser um ato agradável, o que não ocorreria em um espaço repleto de objetos sem algum tipo de ordem exigindo atenção e gerando estresse e com isto desconforto e irritação. O espaço deve permitir a fluência do movimento para que o resultado perceptivo de cinestesia seja positivo. Importante observar que usos e costumes sociais podem ser determinantes no estabelecimento do que se considera um espaço cinestésico confortável, a exemplo disto tem-se o hábito de movimentação ao longo da refeição distinto na cultura oriental que usa ou hashis 20 , ou as próprias mãos e ocidentais que utilizam talheres, gerando movimentos distintos nos membros superiores. É através do sentido cinestésico que é possível determinar o espaço mínimo necessário de maneira funcional e habitável.

20 Varetas utilizadas pelos japoneses para conduzir o alimento à boca.

37

2.2.3.7 Sentido Proxêmico

às

observações e teorias inter-relacionadas, relativas ao uso

Proxemia

foi

o

termo

que

criei

para

me

referir

que o homem faz do espaço como elaboração

especializada da cultura.

(Hall apud Okamoto, p. 166)

A proxemia estuda as interações espaciais entre pessoas, em termos de proximidade e distanciamento, posições e linguagem corporal, a resposta dada à interpretação cultural dos espaços entre as pessoas, em seus territórios e privacidade. A proxemia pode ser subdividida em: espaço íntimo; espaço pessoal; espaço social, espaço público e espaço privado e pode ser observado conforme o quadro de Distâncias Interpessoais na tabela 2, na página seguinte:

Distâncias Interpessoais Segundo Hall

Distância

Preferência

Dimensão

Conversação

próxima 0,15 m sussurro audível Íntima longe 0,15 m a 0,45 m conversação íntima próxima
próxima
0,15 m
sussurro audível
Íntima
longe
0,15 m a 0,45 m
conversação íntima
próxima
0,45 m a 0,75 m
voz moderada
Pessoal
longe
0,75 m a 1,20 m
participação pessoal
próxima
1,20 m a 2,20 m
assunto impessoal
Social
longe
2,20 m a 3,65m
negócio formal
próxima
3,65m a 7,30m
discurso formal
Pública
longe
> 7,50m
declaração pública / manifestação

Tabela 2 Fonte: OKAMOTO J. Percepção Ambiental e Comportamento. São Paulo: Mackenzie,2002

- Espaço Íntimo

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Existem dois parâmetros para a distância do espaço íntimo, a próxima que mede entre 0 e 15 cm, e afastada que é compreendida entre 15 e 45 cm.

A distância próxima tem os usos no abraço, conforto, proteção, luta e união

sexual. Esta distância utiliza os sentidos do olfato e do calor irradiante. É neste espaço em que os seres tornam-se conscientes da presença do outro. Quanto não existe afinidade, o contato torna-se embaraçoso.

A distância afastada é referente ao espaço mínimo aceitável para aqueles que

não compartilham da intimidade do outro. Mesmo assim, por se tratar do espaço pessoal, há constrangimento e negação da presença do outro como no caso das lotações nos espaços e transportes públicos.

- Espaço Pessoal

Trata-se do espaço delimitado por uma espécie de bolha pessoal como afirmou Okamoto (p. 168). Esta bolha é como se fosse uma fronteira invisível e ambulante movimentada e formada pelo deslocamento e necessidade de proteção do homem. Segundo Sommer (apud Okamoto, p. 169) a intrusão neste espaço pode provocar

ansiedade e esgotamento. Seu aparecimento está condicionado à presença de qualquer elemento intruso, ela surge com o intuito da autopreservação.

A caracterização do espaço pessoal é balizada pela personalidade, estado de

espírito, sexo, idade, cultura 21 , regras e normas sociais de conduta. Para Snyder e

Catanese (1979, p. 72 apud Okamoto), o espaço pessoal cresce até a velhice e nesta fase entra em processo de redução.

- Espaço Social

21 Culturalmente é possível obervar comportamentos distintos entre japoneses e árabes do espaço pessoal. Enquanto árabes aproximam-se, tocam-se, cheiram-se como reconhecimento do próximo, japoneses mantêm a distância e formalidade, tocando-se com rígida separação.

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Como nos demais espaços proxêmicos, o espaço social também é constituído de distâncias. Ela está entre 1,2m e 2,2m (1,8m em alguns autores). Os assuntos abordados nestas condições são impessoais e enveredam pela formalidade. Para Fast (apud Okamoto, p.173) na distância próxima são tratados assuntos sociais e de negócios, já na distância longe são mantidas posições de status, afastamento necessário para não haver possibilidade de assuntos pessoais. Proporcional ao maior distanciamento, o contato vai se tornando apenas visual até deixar de existir caminhando para o espaço público. Esta distância favorece relações de trabalho sem a indelicadeza. Para diretores de empresas quanto maiores e mais largas suas mesas menos pessoalidade e mais formalidade há para sua tomada de decisões com relação àqueles que ali vão tratar. Há um estudo em Sommer (apud Okamoto, p.175) que fala dos distanciamentos e posições propícias a uma série de comportamentos entre interlocutores (Tabela 2). A posição canto a canto”, que permite contato visual e proximidade física propicia conversas informais, longas e tranquilas. A posição face a facese distingue da canto a cantopor favorecer uma

Tabela 3 Fonte: OKAMOTO J. Percepção Ambiental e Comportamento. São Paulo: Mackenzie, 2002

Tabela 3

Fonte: OKAMOTO J. Percepção Ambiental e Comportamento. São Paulo: Mackenzie, 2002

40

postura de enfrentamento, iniciando nas amenidades até a discussão. É difícil conversar em diagonal e bom para trabalhar estando lado a lado.

- Espaço Público

A referência de distância próxima, segundo Hall, fica entre 3,5m e 7,5m. Nesta distância é possível empreender uma posição de fuga ou defesa, porém as conversas precisam ser mais altas. Já paras as distâncias superiores a esta os gestos exagerados são a melhor forma de comunicação apesar da fragilidade na transmissão do conteúdo.

- Espaço Privado

Para falar do espaço privado pessoal Snyder e Catanede (apud Okamoto, p. 181) definem a privacidade como sendo o desejo de pessoas, grupos ou instituições de controlar os acessos a si mesmos e determinar quando, como e quanta informação sobre elas mesmas será fornecida. É através do espaço privado que se regula o isolamento ou distanciamento dos outros.

2.2.3.8 Sentido do Pensamento

Pois apenas olhar para as coisas não pode ser um estímulo para nós. Cada olhar envolve uma observação, cada observação uma reflexão, cada reflexão uma síntese; ao olharmos atentamente para o mundo, já estamos teorizando.

Goethe (apud Okamoto, p. 193).

Sendo o pensamento o ato ou efeito de pensar então é necessário percorrer o sentido de pensar:

1. Formar ou combinar no espírito pensamentos ou idéias

3. Reflexionar, refletir; meditar, cismar

2. Fazer reflexões; refletir,

5.

raciocinar

4. Fazer atenção, tencionar, cogitar

41

Estar preocupado, ter cuidado ou tratar convenientemente de

6. Lembrar-se, imaginar

15. Opinião

8. Avaliar pelo raciocínio

16. Tino, Prudência

12. Cuidar

(Dicionário Aurélio).

O elemento básico do pensamento é constituído pelas imagens utilizadas para criar, lembrar, comparar, evocar as emoções; analisar, avaliar, raciocinar e observar num processo contínuo e plástico de transformação do mundo à volta. Todos os estímulos percebidos pelos diversos sentidos, já citados são percebidos conforme o pensamento, crenças, visão de mundo, formados pelas suas experiências e registro delas pelo percebedor. Existe uma ligação entre o meio ambiente e o ser humano, e essa conexão se opera a partir dos esquemas montados na mente humana para compreendê-lo, ordená-lo e humanizá-lo. Para Tuan (1983, p. 11), experiência é aprender, que é atuar sobre um dado e criar a partir dele, independente da essência do dado. A realidade reconhecível, para Tuan (1983) é um construto da experiência, uma criação de sentimentos e pensamentos. Memória e intuição são capazes de produzir impactos sensoriais no cambiante” fluxo da experiência, de maneira a ser possível falar da vida do sentimento e do pensamento. Sentimentos e pensamentos se ligam no que Tuan chama de continuum experiencial”, sendo que, os dois são apenas maneiras de conhecer. Essa captação da realidade se dá ou por abdução, compleição ou complementação e polaridade.

- Compleição ou Complementação Esta é outra tendência. A mente completa imagens, um raciocínio ou evoca sentimentos. Isto foi exposto pelo Prof. Dr. Amit Goswami nos slides (Figuras 5 e 6) de sua aula no Curso de Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos. Este fato pode ser observado também em ficções onde o autor aumenta a emoção do desfecho quando não revela o fim. Em conversas corriqueiras pessoas impacientes tendem a complementar o raciocínio pelo seu. E pelo sentido de intimidade há satisfação quando há coincidência nos raciocínios.

42

Figura 5 Mind and Meaning (Mente e Significado) Fonte: Goswami A . Aula Saúde Quântica.

Figura 5 Mind and Meaning (Mente e Significado)

Fonte: Goswami A . Aula Saúde Quântica. Slide 26. Unifesp: 26 de agosto de 2010.

Saúde Quântica. Slide 26. Unifesp: 26 de agosto de 2010. Figura 6 Mind and Meaning (Mente

Figura 6 Mind and Meaning (Mente e Significado)

Fonte: Goswami A . Aula Saúde Quântica. Slide 27. Unifesp: 26 de agosto de 2010.

43

- Abdução

Segundo Okamoto (p. 186), o ser humano compreende a realidade utilizando o princípio da abdução, que é a transposição de uma estrutura já existente, como uma analogia para outro sistema. Metáfora, mito, analogia, sonhos e os demais processos mentais são formas de apreender um fato novo. Segundo Baterson (apud Okamoto, p. 195), uma metáfora indica similaridade de estrutura ou organização, para ele sempre há um padrão que une 22 .

- Polaridade

Existe a tendência de pensar e observar as ocorrências de maneira binária, por pares de opostos. Segundo Tuan (1980, p. 18), a mente humana organiza os fenômenos em segmentos e em pares de opostos. 23 Assim, Okamoto (p. 201) complementa que a tensão criada pelo confronto ou justaposição dos opostos permite o despertar da atenção, percepção e, consequente conscientização. Esta tensão entre os opostos gera os fragmentos do percurso entre um e outro, conduzindo a descoberta de outros aspectos e soluções, ampliando a sensibilidade do observador. É possível apresentar as polaridades como: vida/morte, macho/fêmea, nós/eles, terra/água, norte/sul, periferia/centro, dentro/fora, luz/sombra, universo interior/universo exterior; entre tantas infinitas possibilidades. Para composições arquitetônicas ou de design de interiores Okamoto apresenta na tabela abaixo, características objetivas e subjetivas opostas:

22 Okamoto(p. 195) exemplifica este padrão que une com o caso do índio americano que só aceitou a idéia do trem ao associá-lo com o cavalo de fogo e a do avião quando o qualificou de pássaro de ferro. 23 Yi-Fu Tuan exemplifica: “Fragmentamos o espectro das cores em faixas discretas e então vemos ‘vermelho’, como oposto de ‘verde’. O vermelho é sinal de perigo, e verde é sinal de segurança. Os semáforos usam essas cores pela rapidez com que lemos a sua mensagem”.

44

Características opostas utilizadas em composições da arquitetura

Objetivos

Subjetivos em geral

Forma textura Escala Cor Estático Som Odor Ritmo Cheio Positivo Conteúdo Padrão Proporção Psicodinâmica
Forma
textura
Escala
Cor
Estático
Som
Odor
Ritmo
Cheio
Positivo
Conteúdo
Padrão
Proporção
Psicodinâmica da Cor
Dinâmico
Silêncio
Anosmia
Arritimia
Vazio
Negativo

Tabela 4

Fonte: OKAMOTO J. Percepção Ambiental e Comportamento. São Paulo: Mackenzie, 2002

Para o processo criativo a polaridade é muito importante pois, ela permite a tensão necessária para chamar a atenção do observador 24 .

2.2.3.9 Sentido da Linguagem

O sentido da linguagem pode ser dividido em linguagem verbal, linguagem não verbal e imagem corporal.

- Linguagem Verbal 25

Para Steiner (1912, p.4), este é um sentido que não se trata do som audível e, sim uma interiorização mais profunda do mundo exterior. Sendo assim, pelo sentido da palavra é possível penetrar mais profundamente no mundo exterior ao perceber o significado do qual é revestida a palavra verbalizada.

24 Ver tabela 3 com polaridades mais comumente utilizadas no desenvolvimento e criação do espaço da

habitação

25 Na tradução obtida por esta autora, Rudolf Steiner denomina este sentido como sendo o sentido da

Palavra.

45

- Linguagem não Verbal

Segundo Okamoto (p. 223), a lateralidade cerebral direita, quase incapaz de usar

a linguagem verbal, se expressa por meio de gestos e posturas corporais. Enquanto em

conversação, os sentidos de linguagem verbal e não verbal são utilizados pelos interlocutores, sendo que, no primeiro existe a expressão do pensar e, no segundo existe a expressão do sentimento. Em leituras comportamentais é mais fácil observar as posturas e encontrar expressões nas relações entre pessoas. Okamoto (p. 225) constata

a existência de empatias em sinais físicos, gestuais e rítmicos em conversas amigáveis com a repetição de gestos, como por exemplo, o gesto de cruzar de pernas.

- Imagem Corporal

Bem próximo do sentido de abdução, a imagem corporal se apresenta quando, consciente ou não, o homem associa a sua imagem corporal com aquilo que parece equilibrado, em repouso, de pé; a exemplo das diversas posturas humanas. Na arquitetura, isto se identifica através da associação entre uma coluna e um homem em pé(Figura 7).

associação entre uma coluna e um homem em pé(Figura 7). Figura 7 Cariátides no Erectéion –

Figura 7 Cariátides no Erectéion Acrópole de Athenas

Fonte: http://www.arguscultura.com.br/historiaearte/cv/ha_exemplo/gr4.htm

46

2.2.3.10 Sentido do Prazer

Com consciência ou não, a busca do prazer ou a fuga do desprazer faz parte do cotidiano do ser humano, com naturalidade desde o tempos primórdios. O sistema límbico, central das emoções, conecta-se a todos os órgãos do corpo criando uma relação bilateral de interferências. Pert C (p. 1245, apud Lundy-Ekman) afirmou que

rede comunicante de neuropeptídeos e seus receptores forma um elo entre os mecanismos celulares de defesa e de reparo do corpo, glândulas e o encéfalo” mostrando que as relações podem ser ainda mais internalizadas nos órgãos. As conexões do sistema límbico são muito extensas e dele podem ser citados o Fórnix e o Feixe Medial do Prosencéfalo. As conexões entre áreas límbicas e áreas reticulares do mesencéfalo são importantes para o comportamento, afirma Lundy- Ekman(p. 264, 2000). As emoções são mediadas no sistema límbico, por meio da amígdala, de áreas hipotalâmicas, da área septal, dos núcleos anteriores do tálamo, pelo córtex cingulado anterior e pelo córtex associativo límbico. Segundo Gloor(apud Lundy- Ekman, p.265 ) nos humanos, a estimulação elétrica da amígdala provoca experiências

emocionais. E assim, em conjunto com outras áreas cerebrais regulam os comportamentos emocionais e a motivação. As emoções potencializam as percepções

e influenciam as ações como reações somáticas, hormonais e autonômicas a momentos

de ameaça. As emoções também moldam a vida de forma mais sutil pois, elas sinalizam a avaliação inconsciente de uma situação. Desta forma, elas não formulam as decisões mas, são levadas em conta no processo decisório (Lundy-Ekman, p.265).

a

- Prazer e Criatividade

A sensação de prazer é refletida na experiência de alegria ou felicidade. O prazer é responsável pela motivação e a energia para a ação criativa. Prazer e criatividade se conectam pela característica expressiva que a segunda apresenta.

47

Huberto Rohden (2011, p. 17) afirma que ‘crear’ 26 é a manifestação da Essênciaem forma de existência. Para Lowen (apud Okamoto, p. 235), a expressão criativa é uma nova maneira de vivenciar o mundo; sem uma atitude criativa diante da vida, não haverá prazer. O desprazer e o desamor consistem na ausência de manifestação da Essência.

- Sentido Afetivo

O sentido afetivo é o que dá sentido à vida, por meio das relações ambiente- pessoa, conforme descreve Okamoto (p. 240). Possui grande importância nos comportamentos humanos. Pelo sentido do afeto é possível identificar o sujeito psicológico, nas suas várias dimensões, incluindo a realidade ambiental e ou social. Dolle (apud Okamoto) afirma que o meio ambiente é constituído por um conjunto organizado de sistemas de elementos que interagem. São eles: as pessoas, os objetos naturais e artificiais e as regras institucionais. Ela identifica, no sujeito psicológico, quatro visões constituintes: fisiológico, afetivo, cognitivo e social. O sujeito fisiológico é o suporte orgânico do indivíduo; o afetivo “incorpora todos os sentimentos e emoções pela intuição, e oferece o sentido das ligações emocionais com as pessoas e com os locais de permanência no espaço existencial”; o cognitivo é o centro da razão, conhecimento e linguagem e, o social é o que possui os valores e condicionamentos necessários às relações sociais.

2.3 Saúde

2.3.1 Conceitos

Em 1948 a Organização Mundial de Saúde (OMS) elaborou o conceito de saúde como sendo “pleno bem-estar físico, mental e social”. Segundo Neves, (in Bloise, 2011, p.21) ao fim da 2ª Guerra Mundial foi introduzida a idéia de welfare influenciando o paradigma de saúde como um bem-estar social. A partir de um maior contato com as

26 A expressão ‘crear’ é aqui utilizada conforme o autor Huberto Rohden, em sua página de advertência sobre a terminologia criar, no livro Roteiro Cósmico. Para ele Crear é a manifestação da Essência em forma de existência e criar é a transição de uma existência para outra existência. Para isto, exemplifica que “O Poder Infinito é o Creador do Universo – um fazendeiro é um criador de gado”.

48

tradições orientais e com as práticas ocidentais não convencionais em fins do século XX deu-se inicio às atividades da medicina dita complementar ou alternativa.

A partir deste quadro apresentou-se a necessidade de ampliar o conceito

proposto pela OMS para saúde com a inclusão de uma quarta variável ou dimensão: bem

estar espiritual ou apenas conceito ampliado de saúde 27 . Neves(idem) propõe que uma forma de explicitar um conceito ampliado de saúde, em relação ao conceito da OMS, pode ser caracterizando-a como um bem-estar físico, mental, social, e cultural.

O bem estar físico possui um caráter objetivo e é verificado por tudo o que é

referente ao corpo, obtido por história clínica, exame físico ou propedêutica armada (tipos

de diagnósticos).

O bem estar mental possui um caráter subjetivo e ocorre de ser considerado

como uma manifestação secundária do aspecto físico, o que sugere um reducionismo do bem estar mental à esfera física. Por sua subjetividade o bem estar mental só pode ser avaliado através da narrativa do próprio indivíduo a respeito de sua interação consigo mesmo e com os outros. O bem estar social possui uma natureza “interobjetiva” conforme Neves (ibidem) e trata-se do “coletivo” do bem estar físico e mental. Para esta definição, Neves propõe o

entendimento da palavra individualidade 28 que é um aspecto importante na preservação da identidade do indivíduo. Conclui que bem estar social diz respeito à dimensão do indivíduo condicionada a regulamentos objetivos, que intermedeiam processos e limites, os quais têm um alcance coletivo 29 . No caso do bem estar cultural, as dimensões física e mental do indivíduo é transversalizadapor seus elos coletivos. Para este bem estar à caracterização é de uma subjetividade vivenciada coletivamente e, que é denominada cultura de uma

a expressão conceito ampliado de saúde tem a finalidade de frisar que

saúde não é apenas a ausência de doença, isto é, uma imagem em negativo do que deveria ser um bem estar, mas também algo ativo, que implica qualidade de vida”.

28 (Idem) o autor ressalta a diferença entre individualidade que é um aspecto importante na preservação da identidade da pessoa e individualismo que é uma exacerbação da característica designada como individualidade, de modo que se perdem os elos comunitários do indivíduo, ficando apenas os elementos isolados e delimitados a ele.

29 Exemplos podem ser citados: vacinação pública, regras como sinais de transito, proibição de venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos, no caso, no Brasil.

27 Neves (in Bloise, 2011, p, 30) – “

49

determinada comunidade. Laraia (2003, p.67) cita Benedict que fala que a cultura funciona como uma lente através da qual o homem vê o mundo. O modo de ver o mundo, as apreciações de ordem moral e valorativa, os diferentes comportamentos sociais e mesmo as posturas corporais são assim produto da herança cultural, sendo o resultado da operação de uma determinada cultura. O bem estar cultural pode ser referente a vários aspectos como o que tem sido chamado de cultura 30 , como expressões do humano, como as artes, o lúdico, as tradições, a espiritualidade e a religiosidade entre outras expressões. O Aspecto artístico é aquele que registra a presença da arte no cotidiano, podendo ser uma linguagem composta de elementos emocionais e racionais da cultura. O lúdico refere-se a interações quase ritualísticas na vida cultural”. Configuram-se dos jogos que são importantes nas relações entre indivíduos e em certas vivências individuais. Já os aspectos tradicionais se referem às ligações intersubjetivas da comunidade e se manifestam em festas, celebrações e configuram a identidade comum de um agrupamento humano. O que se refere ao bem estar espiritual, por vezes, possui

30 No texto de Laraia(2003) sobre conceito antropológico de cultura, ele percorre correntes de

pensamentos desta disciplina que entendem cultura como: 1º

socialmente transmitido) que servem para adaptar as comunidades humanas aos seus embasamentos biológicos. Esse modo de vida das comunidades inclui tecnologias e modos de organização econômica, padrões de

estabelecimento, de agrupamento social e organização política, crenças e práticas religiosas

componentes ideológicos dos sistemas culturais podem ter consequências adaptativas no controle da população, da

um sistema simbólico que é uma criação acumulativa da mente

humana. Os paralelismos culturais são explicados pelo fato de que o pensamento humano esta submetido a regras inconscientes, ou seja, um conjunto de princípios tais como a lógica de contrastes binários, de relações e

transformações que controlam as manifestações empíricas de um dado grupo. 3º

de controle, planos, receitas, regras e instruções para governar o comportamento. 4º é um sistema de símbolos e significados. Compreende categorias ou unidades e regras sobre relações e modos de comportamento. O status epistemológico das unidades, ou ‘coisas’ culturais, não depende da sua observabilidade: mesmo fantasmas e pessoas mortas podem ser categorias culturais. E conclui com a frase de Murdok (1932) que fala: “ os antropólogos sabem de fato o que é a cultura, mas divergem na maneira de exteriorizar este conhecimento”.

um conjunto de mecanismos

subsistência, da manutenção do ecossistema. 2º

e que, os

são sistemas(de padrões de comportamento

50

a diferenciação entre o aspecto religioso e o aspecto espiritual, sendo que o primeiro consiste na expressão institucional 31 do segundo. Importante ressaltar que estes quatro grupos de bem-estar, físico, mental, social

e cultural, ocorrem em interação com a característica de uns influenciarem os outros e

assim serem partícipes uns dos outros. Isto ressalta o aspecto integral do bem- estar que apenas é sistematizado em grupos para nos auxiliar o entendimento e estudo. E, na verdade ainda há a discussão sobre uma quinta dimensão da saúde que se trata da saúde ambiental, que opera intermediando as quatro primeiras descritas. Esta saúde é

referente tanto ao “meio externo” quanto “meio interno” do indivíduo. Assim, a saúde se dá de forma dinâmica, ressaltando as cinco dimensões conforme as circunstâncias e aos grupos.

Uma das teorias neste contexto é a da Salutogênese”, proposta por Antonovsky (1996) que sugere um olhar focado na saúde e não o corriqueiro olhar patogênico. Ele propõe que a promoção de saúde deve entender que as pessoas estão em um continuum e mesmo em casos terminais a pergunta deve ser “ Como esta pessoa pode ser ajudada a se movimentar em direção a uma maior saúde?” (p.14). Para fundamentar sua teoria ele percorre os estudos nos “recursos gerais de resistência” 32 (generalized resistance resource - GRRs) que se referem a propriedade que uma pessoa, um grupo que tem apresentado facilidade para lidar com aspectos estressores inerentes à existência humana. E que as vivências repetidas destas experiências, ajudou-os a encontrar “sentido” cognitivamente, instrumentalmente e emocionalmente. Desta forma, estímulos dos ambientes interiores e exteriores, eram apreendidos como informações e não ruídos. Antonovsky (idem) também elenca a existência de um Senso de Coerência(SOC). Uma espécie de orientação generalizada para a percepção do mundo em um continuum, compreensível, manejável e significativo. À partir da teoria da Salutogênese , foi encontrada um conceito ampliado de saúde do Centro de Salutogênese da West University, que é descrito assim:

“Promoção de saúde (vida) é o processo de capacitação de indivíduos, grupos ou sociedades para aumentar o controle, e melhorar sua saúde física, mental, social e

31 Segundo Neves(p. 33) muitas vezes o aspecto institucional da espiritualidade é “ vítima” de preconceito o que demonstra uma desvalorização da instituição que também é parte da manifestação cultural e social daquele grupamento. 32 Livre tradução da autora.

51

espiritual. Isto poderia ser alcançado com a criação de ambientes e sociedades caracterizados por estruturas claras e potencialização de ambientes onde as pessoas sejam capazes de identificar seus recursos internos e externos, usem e reusem-nos para realizar aspirações, satisfazer necessidades, para perceber significados e modificar ou lidar com o ambiente de maneira a promover saúde” (Eriksson and Lindström). E, por esta descrição é possível encontrar uma das correntes que cita a presença da espiritualidade na conceituação de saúde. Outra visão da saúde é proposta por Goswami (2006, p. 16) em seu livro o Médico Quântico 33 . Baseado na física quântica, ele propõe que a ciência deve estar fundamentada no “primado da consciência”. Considera que o todo é maior do que as partes enfatizando a afirmação de Neves acerca da integração e interdependência das saúdes citadas em seu texto. Existe o movimento da Habitação Saudável ou Moradia como Espaço Vital da OMS que reconhece a moradia adequada como direito à Saúde que obriga os Estados para gerar condições. O conceito adotado tanto para municípios, habitação e empresa pela Organização Pan-Americana da Saúde(OPAS) “ incorpora o saneamento básico, espaços físicos limpos e estruturalmente adequados e redes de apoio para obter recintos psicossociais sanos e seguros, isentos de violência(abuso físico, verbal e emocional) 34 ”(OPAS). Conforme explicita Cohen(2007) a habitação se constitui em um espaço de construção da saúde e consolidação de seu desenvolvimento.

A conexão entre os temas expostos apresenta a relação e, sugere a influência, entre percepção de ambiência, arquitetura de moradias e a saúde do usuário.

33 Neste livro Goswami A. propõe o paradigma integrativo para a medicina fundamentado nas descobertas da física quântica que, segundo o autor, vem expondo as lacunas conceituais do realismo materialista, que é adotado pela medicina convencional(p.10) 34 Tema: Espaços saudáveis, no link Saúde e Ambiente, no site da OPAS.

52

3. MÉTODO

3.1 Tipo de Estudo: revisão bibliográfica de natureza descritiva e analítica.

3.2 Material utilizado: a pesquisa do tipo bibliográfica foi realizada em LIVROS TEXTO, TRABALHOS CIENTÍFICOS (de conclusão de curso, monografias, dissertações

e teses) em língua portuguesa e; ARTIGOS CIENTÍFICOS em bases de dados

eletrônicos que continham temas que convergiam para a pergunta inicial desse estudo:

se há influência da arquitetura na saúde do habitante (usuário), com base na percepção

da ambiência de sua moradia (habitação).

3.3 Estratégias de Busca:

- 3.3.1 Para a busca dos livros textos, trabalhos de conclusão de curso, monografias, dissertações e teses:

Foram consultadas as seguintes bibliotecas e ou sites de busca: Banco de Teses da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Banco de Teses da USP (Universidade Federal de São Paulo), Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Mackenzie e Google Acadêmico, com o intuito de identificar trabalhos apresentados entre e inclusive janeiro de 2009 e junho de 2012, na língua portuguesa.

- 3.3.2 Para a busca dos artigos científicos:

Foram realizadas buscas eletrônicas nas bases de dados MEDLINE (Medlars Online), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e Scielo (Scientific Eletronic Library Online), além do site PubMed, através do acesso à base bibliográfica MEDLINE, desenvolvida pela NLM (National Library of Medicine), a fim de identificar os artigos científicos indexados e publicados entre e inclusive janeiro de 2009 e junho de 2012 nas línguas portuguesa ou inglesa. Será considerado critério de

53

exclusão nesse estudo, trabalhos escritos, originalmente em outras línguas que não as citadas anteriormente, devido a dificuldade de tradução dos textos na íntegra. A primeira estratégia de busca utilizada nas bases de dados MEDLINE, LILACS e SciELO e PubMED utilizou os descritores de assunto = “percepçãoAND ambiênciaOR habitaçãoOR “moradia” AND “saúde”. Numa segunda etapa, ampliamos a consulta por meio de busca manual nas referências bibliográficas citadas nos artigos encontrados na primeira estratégia de busca.

3.4 Estratégia de Apresentação dos Resultados:

As referências encontradas são apresentadas em dois quadros: o primeiro quadro (Quadro 1) os trabalhos científicos (monografias, dissertações e teses), segundo o ano de defesa, autor, objetivo(s), método, resultados e conclusão(ões); o segundo quadro (Quadro 2), os artigos científicos segundo o ano de publicação, autor (es), título, objetivo, método, resultados e conclusão(ões), em ordem cronológica ascendente.

3.5 Estratégia de Discussão dos Achados:

Para a discussão dos livros texto, trabalhos de conclusão de curso, monografias, dissertações, e teses e, dos artigos científicos encontrados foi utilizada a experiência empírica da autora desse estudo como arquiteta e professora do Curso de Arquitetura e Urbanismo e Design de Interiores da FIAMFAAM-FMU (Faculdades Integradas Alcântara

Machado e Faculdade de Artes Alcântara Machado - do complexo Faculdades Metropolitanas Unidas), cujo relato breve de suas experiências pessoais e formações profissionais encontram-se anexo. Também foram utilizados, para fundamentação teórica dos achados, outros tipos de materiais ou trabalhos científicos, que incluíram:

documentos eletrônicos, encontrados em sites de busca sobre o tema; material didático ou anotações das aulas do Curso de Especialização em Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); bem como outros livros texto sobre os temas:

Arquitetura, Ambiência, Sintaxe do Espaço, Percepção e Percepção Ambiental,

54

Psicologia Ambiental, Lugar, Cromoterapia, Aromaterapia, Pensamento, Emoções, Fisiologia da Memória, Cultura, Filosofia da Arte, Terapia centrada no paciente, habitação, saúde, salutogênese que auxiliaram na construção intelectual da discussão do trabalho.

55

4. RESULTADOS

Foram encontrados nas bibliotecas e bases de dados pesquisados, 6 trabalhos científicos (1 monografia, 3 dissertações, e 2 tese) e; 144 artigos científicos cujo tema convergiam para a influência da arquitetura na saúde do usuário pela percepção da ambiência de sua habitação. Para as publicações de livro texto não foram encontradas no período de corte deste trabalho. Os resultados são apresentados nos quadros 1 e 2 dos trabalhos científicos (1 monografia, 3 dissertações, e 2 tese); e artigos científicos, respectivamente encontrados na revisão da literatura pesquisada.

56

Quadro 1: Catalogação dos trabalhos científicos segundo o ano de publicação, autor, título, objetivo(s), método e conclusão(ões) e, tipo de trabalho científico (de conclusão de curso, monografias, dissertações ou teses), em ordem cronológica ascendente.

Ano

Autor

Título

Objetivo(s)

 

Método

 

Conclusão(ões)

Tipo de Trabalho

2009

Villar JD

O conforto pleno como referencial no processo de projeto.

Pretende que seja a confortabilidade nos ambientes construídos para as atividades humanas o objetivo subjacente, subjuntivo ou declarado e predominante da arquitetura por sobre qualquer outro .

Análise

de

três

Propõe-se uma matriz para um processo metodológico que possibilite conceber uma arquitetura orientada para o conforto.

Tese

residências

familiares

 

paradigmáticas

na

Historia da Arquitetura

de

três

mestres

modernistas,

 

confrontadas

 

as

intenções

implícitas

e

explicitas

e

os

 

resultados

objetivos

e

subjetivos.

 

2009

Fiório CE

 

Descrever as características dos domicílios dos recém- nascidos incluídos em um estudo de coorte na cidade de São Paulo e identificar as possíveis associações com o desenvolvimento de mofo visível nas superfícies (paredes, piso e teto).

Coleta de dados em

66% dos domicílios possuíam mofo visível; houve relatos de associação entre a presença de mofo e ventilação ruim/péssima em quartos de crianças e falta de incidência solar no verão e aglomeração de quatro ou mais pessoas no quarto da criança.

Dissertação

Mofo nos domicílios dos recém- nascidos de uma coorte na cidade de São Paulo, Brasil: Projeto Chiado.

378 domicílios referentes às suas características (tipo de cobertura, tipo de forro, idade da construção) e condições intra- domiciliares (ventilação, aglomeração, incidência solar, temperatura, presença de umidade, presença de mofo). Análises descritivas e análises

 

bivariável

 

e

 

multivariável (regressão

logística) para identificar possíveis associações entre as características dos domicílios e a presença de mofo.

57

2009 Xavier IS.

Educação ambiental para agente de saúde: relato de experiência de um

Relatar experiência de um processo de trabalho

Descrição

O Programa da Saúde de Família reorienta a assistência ambiental e domiciliar focalizando o indivíduo, a família e a comunidade, inseridos no seu contexto sócio ambiental, na busca da promoção à saúde e participação comunitária, a partir de um trabalho interdisciplinar e intersetorial feito pela equipe de saúde e comunidade.

Monografia

processo

de

trabalho

no

campo

da

educação ambiental.

 

no campo da educação ambiental.

2010 Utimura I

Conforto térmico em habitações de favelas e possíveis correlações com sintomas respiratórios: o caso do Assentamento Futuro Melhor - SP

Verificar a influência do microclima no condicionamento do ambiente de residências representativas da favela do Assentamento Futuro Melhor do Município de São Paulo.

O estudo foi desenvolvido com base no conceito de ritmo climático e na concepção bioclimática do ambiente construído, que foram aplicados empiricamente em trabalho de campo. Foram realizados monitoramento e avaliação do conforto térmico em ambiente interno de longa permanência de oito habitações com tecnologia e padrão construtivos diferentes, usando mini- registradores digitais de temperatura e umidade relativa do ar com frequência de amostragem de 1 hora durante o verão de 2009 ao inverno de 2010. Procurou-se isolar a influência topo

Os resultados corroboram a hipótese de que as habitações precárias de favelas apresentam maior impacto negativo à saúde respiratória dos moradores. As habitações da favela do Assentamento Futuro Melhor produzem o oposto daquilo que se espera de qualquer abrigo humano, pois pioram a condição do ambiente e prejudicam a saúde de seus ocupantes.

Tese

58

     

climática (orientação e posição da vertente), instalando-os num mesmo quarteirão com declividades muito baixas.

   

2010 Silva AM

Conforto térmico de habitações em função do padrão construtivo.

Avaliar o conforto térmico no interior de habitações em função do padrão construtivo e de suas disposições no espaço físico, geográfico e urbano.

Na Favela Lona no Bairro Eustáquio Gomes, Maceió, foram selecionadas duas habitações de lona preta e uma de alvenaria padrão construtivo tradicional. Foram instalados dataloggers durante o mês de marco de 2007 com coleta de dado do microclima interno.

Espera-se que em pesquisas posteriores a esta, possa-se utilizar outros parâmetros meteorológicos e outras diversidades de habitações constituídas de materiais construtivos com características distintas e a utilização de instrumentos de coletas mais sofisticados, que permitam representar fielmente e interpretar a situação real das dinâmicas evolutivas dos microclimas internos e externos das habitações alvo da pesquisa, a ponto de poder intervir no espaço construído e habitado de forma a garantir níveis de conforto a seus usuários.

Dissertação

2011 Silva EF

Em

busca de Habitabilidade:

 

Descrição Explicativa

Há necessidade de revisão dos programas habitacionais quanto ao atendimento de padrões mínimos de habitabilidade, principalmente quando implantados no interior e de pequeno porte, já que as características socioculturais da população e o valor do solo que interfere no custo final por unidade, são diferentes quando comparados aos das grandes cidades.

Dissertação

Adequações inseridas no conjunto Habitacional Boa Sorte em Coimbra, MG.

Analisar as adequações inseridas no conjunto Habitacional Boa Sorte.

59

Quadro 2: Catalogação dos artigos científicos segundo o ano de publicação, autor(es), título, objetivos, método e conclusão(ões).

Ano

Autor(es)

Título

Objetivo(s)

Método

Conclusão(ões)

2

   

Refletir sobre como o lazer interfere nas formas de sociabilidade e subjetividade na busca de estados de bem-estar e satisfação

 

A cidade do lazer representa o lugar das angústias humanas disfarçadas em sentimentos e emoções exacerbadas numa busca constante pelo prazer e pela felicidade, o que garante ao modelo capitalista e neoliberal sua ascensão nos moldes da retificação do lazer como automação humana, no movimento de repetição e reprodução estereotipada de formas de diversão, distração e entretenimento.

0

Pinheiro KF,

Cidade do lazer: expectativa de

Análise crítica

0

Soares JC.

prazer

9

2

   

Refletir sobre o ambiente domiciliar e a complexidade que envolve o envelhecimento

 

È preciso repensar o ambiente da casa e projetá-lo para o futuro para adaptar às mudanças da velhice de forma que proporcione respeito ao passado e ao presente e, proporcionar a construção de um ambiente para uso e benefício de todos, sem aparência estigmatizante.

0

Mendes FRC,

O ambiente da velhice no país:

Discussão teórica

0

Côrte B.

por que planejar?

9

2

 

Inserção social e habitação:

Avaliar como os portadores de sofrimento mental grave constituem sua habitação (habitus) e inserção social a partir de elementos estruturais da moradia (abrigo, privacidade, segurança e conforto) e de suporte social (rede social e de serviços), estando ou não inseridos em SRTs.

 

Para se pensar a moradia de portadores de sofrimento mental grave no plano público é preciso considerar: 1) A posição que o sujeito ocupa em relação à linguagem e à alteridade. 2) O estilo de resposta que constrói na relação com o mundo para tratar o que o invade e avassala. 3) A articulação das categorias de universal (políticas públicas), particular (laço social) e singular (soluções subjetivas).

0

Guerra AMC,

modos dos portadores de

Pesquisa multicêntrica e multidisciplinar.

0

Generoso CM.

transtornos mentais habitarem a

9

vida na perspectiva psicanalítica

 

2

0

Santos Jr. HPO,

Práticas de cuidados produzidas

no serviço de residências

Levantar a visão dos profissionais do Serviço de Residências Terapêuticas, sobre a prática de cuidado produzida neste dispositivo de atenção à saúde mental.

Abordagem qualitativa, exploratória e analítica.

Esse modo de atenção vem alcançando uma (re)

0

Silveira MFA.

terapêuticas: percorrendo os

9

trilhos de retorno à sociedade.

 

cidadanização e valorização da vida dos sofredores psíquicos.

60

         

Foi fundamental para o desenvolvimento de medidas para

Ampliar a agenda de pesquisa em saúde mental habitação a considerar fatores de proteção que promovem a integração da comunidade e funcionamento adaptativo.

o

ambiente de novas habitações. A teoria da ecologia

A social ecological approach to

social para a seleção de métodos de pesquisa adequados,

2

0

0

9

Kloos B; Shah S.

investigating relationships

between housing and adaptive

functioning for persons with serious mental illness.

Sistemas de Informação Geográfica, a pesquisa participativa, e etnografia visual.

e

questões de pesquisa de enquadramento que são a

construção de uma nova base de conhecimento empírico

sobre a promoção de funcionamento adaptativo, de saúde

e

de recuperação para pessoas com SMI vivendo em ambientes comunitários.

2

Thomson H;

The health impacts of housing

Realizar uma revisão sistemática dos impactos sobre

Revisão bibliográfica.

As melhorias habitacionais, especialmente o calor, podem gerar melhorias na saúde, com poucas evidencias de impactos prejudiciais à saúde. O potencial de benefícios de saúde pode depender das condições de habitação de base e segmentação cuidadosa da intervenção. Faz-se necessária investigação sobre os impactos socioeconômicos associados com a melhoria da habitação. È necessário investigar o potencial de impactos de longo prazo sobre a saúde.

0

Thomas S;

improvement: a systematic review

0

Sellstrom E;

of intervention studies from 1887

 

9

Petticrew M.

to 2007.

a saúde de melhoria habitacional.

2

0

0

Robaina JR,

Lopes CS,

Rotenberg L e

Eventos de vida produtores de

estresse e queixas de insônia

entre auxiliares de enfermagem

Avaliar a associação entre eventos de vida produtores de estresse (EVPE) e queixas de insônia (QI).

Análise de dados seccionais, através de questionário multidimensional e autopreenchido, por auxiliares de enfermagem de um hospital universitário.

EVPE associados com QI frequentes foram: ”rompimento de relação amorosa”, “ter tido problema grave de saúde”, ”dificuldade financeira grave”, “mudança forçada de moradia”. Dada a responsabilidade com vidas humanas que os auxiliares de enfermagem assumem durante seu horário de trabalho, nossos achados podem contribuir para ações mais efetivas, por parte dos serviços de saúde ao trabalhador, para lidar com o estresse nessa categoria.

9

col.

de um hospital universitário no Rio de Janeiro: estudo Pró-Saúde

2

0

Segundo GRS,

Diversidade da exposição

alergênica: implicações na

Discutir a dificuldade no controle ambiental da exposição alergênica como parte do tratamento das doenças alérgicas.

Analisar trabalhos de exposição alergênica realizados com metodologia similar na região central do Brasil, incluindo casas, hotéis, cinemas, carros, táxis, ônibus e transporte escolar.

A diversidade da exposição alergênica mostra a necessidade de uma compreensão da doença alérgica pelos pacientes e familiares. As medidas de controle do ambiente doméstico fazem parte de uma estratégia global do tratamento das doenças alérgicas, uma vez que os indivíduos vivem em uma sociedade e não isoladas no interior de seus domicílios.

0

Sopelete MC, Terra AS e col.

obtenção da eficácia do controle

9

ambiental

2

Enwin BK;

 

Estudar as interações entre as adaptações feitas em casa e a permanência de pacientes idosos com demência.

 

Oferece recomendações de adaptações físicas, elenca a dificuldade do investimento para pouco tempo, permite a permanência segura em casa sem a necessidade de transferência para uma unidade de cuidados em longo prazo.

0

Andrews CM;

Therapeutic home adaptations for

Estudo analítico.

0

Andrews PM e

older adults with disabilities

9

col.

 

61

2

 

Housing repossessions, evictions

Investigar se o despejo da habitação aumenta a probabilidade de doença mental, nos despejados.

Analise de dados de modelos multivariados. Dados obtidos no Instituto Britânico de Pesquisa de Domicílios e questionário de saúde geral com 12 itens.

Despejos de imóveis próprios, apesar de raros, aumentam significativamente o risco de doença mental imediatamente após o evento. Despejo de imóveis alugados não está associado ao aumento de risco de doença mental.

0

Pevalin DJ.

and common mental illness in the

0

UK: results from a household

9

 

panel study

2

 

Uso problemático de álcool e

Compreender como se dá o processo saúde-doença dos moradores referente ao uso problemático de drogas, identificar as condições objetivas do uso de drogas e analisar as manifestações subjacentes às questões de gênero relacionadas ao uso de drogas pelos estudantes.

Entrevistas semi-estruturadas que focalizaram a história do processo saúde-doença relacionado ao uso problemático de álcool e de outras drogas antes e depois do ingresso no Conjunto Residencial da USP (CRUSP)

A moradia estudantil apareceu como mais um elemento favorecedor ao uso problemático de drogas, aliado à depressão, ao desemprego e às características próprias desse espaço acadêmico. Estereotipias de gênero relacionadas ao uso de drogas, como subalternidade feminina, preconceito e culpabilização, mostraram-se refletidas na moradia estudantil.

0

Zalaf MRR,

outras drogas em moradia

0

Fonseca RMGS.

estudantil: conhecer para

9

enfrentar

2

   

Ilustrar como a morfologia residencial e uso de padrões domésticos refletem a transição de seminomadismo a um estilo de vida urbano sofrido pelos beduínos do Negev (Israel).

Estudo de trinta casas e trezentos projetos de construção, associado à entrevista com projetistas, construtores e moradores.

Há um reflexo na morfologia residencial e uso de padrões domésticos na transição do seminomadismo para a vida urbana pelos beduínos do Negev.

0

Dezuari E.

Social change and

0

transformations in housing.

9

2

Dallago L;

Adolescent place attachment,

Entender a percepção de sua área de vizinhança local e como as conexões diferentes das comunidades estão interligadas.

 

Apesar das diferenças culturais na percepção dos moradores, o modelo teórico proposto se adapta de forma robusta nos 13 países estudados.

0

Perkins DD;

social capital, and perceived

Entrevistas

0

Santinello M e

safety: a comparison of 13

9

col.

countries.

2

   

Determinar a prevalência de efeitos adversos à saúde e condições de segurança em moradias estudantis, fora do Campus de uma universidade n o oeste dos EUA.

 

É necessário informar os estudantes universitários sobre a saúde ambiental e problemas de segurança em casas alugadas, de maneira a conscientizar proprietários e alertar autoridades habitacionais acerca deste problema de saúde pública.

0

0

9

Johnson E; Cole

EC; Merrill R.

Environmental health risks

associated with off-campus

student-tenant housing

Pesquisa quantitativa

2

 

An examination of interventions to

 

Avaliação visual do ambiente, entrevista estruturada. Intervenção específica para fornecer orientações sobre motivação, equipamentos, suprimentos e condições mínimas de habitabilidade.

Foram feitas as melhorias nos ambientes das casas e através de auto-avaliação os usuários declararam melhora significativa na saúde respiratória e na redução dos riscos de acidente.

0

Dixon SL; Fowler C; Harris J; Moffat S; e col.

reduce respiratory health and

Avaliar a redução dos estímulos para a asma com reparos estruturais feitos na habitação.

0

injury hazards in homes of low-

9

 

income families.

 

62

2

       

Cuidados adequados com a baixa visão, com sentimentos de ansiedade, de nervosismo ou medo, bem como evitar o uso de drogas antipsicóticas podem auxiliar na prevenção de quedas em casa.

0

0

9

Iinattiniemi S;

Jokelainen J;

Luukinen H.

Falls risk among a very old home-

dwelling population.

Analisar os riscos de queda em sua moradia em uma população de idosos acima de 85 anos.

Testes clínicos, entrevistas postais e entrevistas telefônicas a cada 2 meses.

2

 

The home environment and

Levantar quais descobertas recentes são capazes de apresentar as relações entre ambiente residencial e incapacitados.

 

Pesquisas futuras devem aperfeiçoar as propriedades psicométricas de ferramentas de casa de avaliação ambiental e explorar o papel de ambas as características objetivas e atribuições percebidas dos ambientes de casa para entender a dinâmica pessoa-ambiente e seu impacto nas incapacidades relacionadas na velhice.

0

Wahl HW; Fänge A; Oswald F e col.

disability-related outcomes in

Revisão bibliográfica

0

aging individuals: what is the

9

 

empirical evidence?

 

2

       

A percepção por parte dos idosos é que a casa é o suporte para a saúde, apesar da ciência da vulnerabilidade do estabelecido e, ela estimula uma força motriz interna para continuar se mantendo saudável.

0

0

9

Fänge A; Ivanoff

SD.

The home is the hub of health in

very old age: Findings from the

ENABLE-AGE Project.

Explorar as relações entre saúde e casa, vivida por idosos que moram sozinhos.

Entrevistas com idosos na situação descrita no objetivo.

2

 

Field study on behaviors and

Investigar a sensação térmica de idosos em Taiwan, com mais de 60 anos, no microclima interno em casa, e seus requisitos para o estabelecimento de conforto térmico.

Aplicação de questionário de sensação térmica e medição de parâmetros climáticos interiores subjacentes do ambiente térmico.

Este estudo demonstra a sensibilidade única de anciãos para a qualidade térmica coberta e seleção de estratégias adaptativas que precisam ser considerados quando uma zona de conforto térmico é tentada em uma casa de membros consistem de diferentes idades grupos.

0

Hwang RL; Chen

1

0

CP.

adaptation of elderly people and their thermal comfort

requirements in residential environments.

       

A concentração de alergênico major (Der f 1, Der p 1, ácaro grupo 2, Fel d 1 e Bla g 2) foi determinado por análise quantitativa dot blot de amostras de pó de colchão e tapete em cinco construções concebidas para a utilização de energia baixa (LEB) e em seis edifícios de controlo (CB). Habitantes tinham recebido 4 semanas antes da medição do ácaro de um questionário validado pessoal relacionado com o estado de saúde percebido e conforto de viver.

 

2

0

Spertini F;

Major mite allergen Der f 1

concentration is reduced in

Avaliar a relação entre o desempenho do edifício energia e concentração alérgico interior do ácaro em um estudo transversal.

Preferencialmente ácaros alergênicos Der f1 são acumulados em edifícios não projetados para baixo uso de energia, atingindo níveis de risco de sensibilização. A hipótese proposta de que a ventilação mecânica controlada presente em todos os Leb auditados foi favorável a uma diminuição da umidade do ar e concentração de alergênicos enquanto preserva o conforto percebido ideal.

1

Berney M; Foradini F e col.

buildings with improved energy

0

performance.

   

63

       

Foram agrupados alergênico, condição de moradia, o comportamento dos ocupantes, demográficas e outros dados de nove estudos de asma (n = 950 casas em seis cidades dos Estados Unidos). Ácaros (Der f 1 ou Der p 1), barata (Bla Bla g 1 ou 2 g), camundongo (Mus m 1), gato (Fel d 1) e cão (Can f 1) alergênicos foram medidos em poeira baixou de cozinhas ou quartos, e as concentrações foram categorizadas de acordo com limites previamente publicados sintomas de asma. Foram calculados odds ratio (OR), utilizando regressão logística para identificar as condições de habitação e comportamentos dos ocupantes que foram associados com os níveis de alergênicos clinicamente significativos, após o ajuste para inúmeras variáveis de confusão.

 

2

0

Wilson J; Dixon

Housing and allergens: a pooled

Nós identificamos uma série de condições de habitação que são constantemente associados a concentrações de poeira aumento de alergênicos. Este estudo indica que o rastreio de habitação gatilhos baseados asma deve incluir a presença de gatos, cães, baratas, e roedores; vazamentos de água; mofo ou bolor odor; buracos ou rachaduras em paredes e limpeza abaixo da média. Casas unifamiliares que têm caves ou espaços de rastreamento ou são construídas antes de 1951 também são importantes preceptores para aumento de alergênicos em habitação.

1

analysis of nine US studies.

Metanálise. Reunião de 9 estudos dos EUA.

0

SL; Breysse P e col.

 

2

   

Relatar medições pontuais à beira do leito que compõem campos eletrostáticos, de frequência extremamente baixa (campos elétricos ELF-EFS), extremamente baixa frequência de campos magnéticos (ELF- CM) e RF-CEM.

As medidas foram tomadas em 226 famílias em toda Baixa Áustria. Além disso, os efeitos das medidas de redução simples (por exemplo, remoção de rádios- relógio ou aumentar sua distância da cama, desligar Digital Enhanced Cordless Telecomunicações (DECT), estações rádio-base de telefonia) foram avaliados.

 

Tomitsch J;

Todas as medidas foram bem abaixo da Comissão Internacional sobre Não ionizante (ICNIRP), os níveis de orientação.

0

1

0

Dechant E;

Frank W.

 

64

2

       

Associações positivas foram observadas entre leucemia infantil e exposições de pesticidas residenciais. Mais pesquisas são necessárias para confirmar os resultados anteriores com base no auto-relato, para examinar potencial de exposição-resposta, e para avaliar pesticidas específicos e subgrupos toxicologicamente relacionados de pesticidas em mais detalhes.

0

1

0

Turner MC;

Wigle DT;

Krewski D.

Residential pesticides and

childhood leukemia: a systematic

review and meta-analysis

Revisão de literatura

Pesquisa no MEDLINE e outras bases de dados eletrônicas foram realizadas (1950-2009).

2

0

van Hoof J;

Thermal comfort: research and

Analisar a evolução da pesquisa conforto interior térmica e prática, desde a segunda metade da década de 1990,

Descrição e analise de (i) modelos de conforto térmico e padrões, e (ii) o avanço na informatização.

Os modelos adaptativos são baseados em oportunidades de adaptação dos ocupantes e estão relacionados com opções de controle de pessoal do clima interno e psicologia e desempenho. Ambos os modelos têm sido considerados na última rodada de revisões padrão de conforto térmico. O segundo tema enfoca o papel cada vez maior desempenhado pela informatização nas pesquisas de conforto térmico e prática, incluindo modelagem de múltiplos segmentos sofisticados e simulação de desempenho do edifício, transitória condições térmicas e interações, manequins térmicos.

1

practice

0

Mazej M; Hensen JL.

2

0

Clark ML;

Indoor air pollution, cookstove

quality, and housing

Avaliação quantitativa das reduções de exposição, relacionados com o uso de fogões melhorados, ao ar interior poluído.

Avaliação de modelos multivariáveis.

Projetando cozinhas com estruturas de ventilação adequada pode levar à melhoria dos ambientes internos, especialmente importante em áreas onde a biomassa continuará a ser o combustível para cozinhar preferido e necessário por algum tempo.

1

Reynolds SJ; Burch JB e col.

characteristics in two Honduran

0

communities.

 
       

Três combinações de anticorpos promissores foram selecionados para EIAs sanduíche. beta-(1,3)-glucanas em poeira passiva coletados com um coletor de pó eletrostático queda (EDC) e poeira piso de sete casas foram medidos com os três EIAs. Amostras de poeira de chão foram também analisados no EIA inibição. Os EIA de sanduíche foram suficientemente sensíveis para a medição de glucano no ar e mostrou especificidades diferentes para glucanos comerciais, enquanto que os níveis de beta-(1,3)-glucano em amostras do pó da casa fortemente correlacionada.

 

2

Beta-(1,3)-Glucan exposure

O objetivo deste estudo foi desenvolver imuno ensaios enzimáticos de baixo custo, mas altamente sensível para medir ar beta-(1,3)-glucanas em ambientes de baixa exposição, como casas.

A combinação do EIA sandwich recentemente desenvolvido beta-(1,3)-glucano de amostragem com EDC permite agora que a avaliação nos estudos em grande escala de populações de exposição ao ar de beta-(1,3)- glucanos de casas ou outros ambientes de baixa exposição.

0

Noss I; Wouters IM; Bezemer G e col.

assessment by passive airborne

1

dust sampling and new sensitive

0

 

immunoassays.

   

65

       

A presença de sintomas de SHS foi avaliada usando um questionário de auto- administrado. Pesquisas e amostragens de ar e pó da casa em 41 habitações foram realizadas entre outubro de 2006 a janeiro de 2007, e 134 ocupantes responderam a questionários. As amostras foram analisadas para quantificar as concentrações de oito plastificantes, retardadores de chama 11 de fosfato de triéster, dois fenóis de alquilo utilizados como antioxidantes, e uma sinergistas organoclorado chamada s-421, por cromatografia gasosa e espectrometria de massa e cromatografia gasosa fotometria de chama.

 

Association between indoor

Avaliar os níveis de semi- voláteis (SVOCs) em residenciais casas isoladas em Sapporo, no Japão, e se a exposição a estes SVOCs foi associada com o desenvolvimento de sintomas relacionados com os edifícios chamados “síndrome casa doente ‘( SHS)”.

Em estudos futuros, pretendemos avaliar essas associações em uma população maior. Implicações práticas: Este estudo sugere que pode ser possível reduzir a formação de sintomas relacionados com a exposição ao alterar a SVOCs determinados, tais como tributilo comumente encontrados em revestimentos de teto e de parede e s-421 utilizado como um agente sinérgico para os piretróides. A associação entre SHS e s-421 sugere que a utilização de inseticidas piretróides podiam eliciar sintomas de SHS. No entanto, mais estudos são necessários para testar as associações observadas no presente estudo e analisar se as SVOCs associados sintomas são agentes causadores ou simplesmente substitutos para algum outro fator que está causando os sintomas.

2

0

1

0

Kanazawa A; Saito I; Araki A e col.

exposure to semi-volatile organic

compounds and building-related

symptoms among the occupants of residential dwellings.

   
   

Relationship between selected

   

As concentrações dos compostos selecionados em ambientes fechados foram menores do que o nível de segurança previsto, em estudos com animais. Assim, a associação estatisticamente significativa entre o 1-octen- 3-ol pode ser devido a um efeito direto dos compostos ou das associações podem ser associados com outros compostos de ofensa. Estudos adicionais são necessários para avaliar estas possibilidades.

2

indoor volatile organic

Medir os níveis de interiores MVOC em casas de família e avaliar a relação entre a exposição a eles e síndrome do edifício doente (SBS).

0

Araki A; Kawai T;

compounds, so-called microbial

Estudo epidemiológico.

1

Eitaki Ye col.

VOC, and the prevalence of

0

mucous membrane symptoms in single-family homes.

 
     

Avaliar a relação entre o tipo e qualidade da habitação e ocorrência de asma na infância em uma comunidade urbana, com uma ampla gradiente de características raciais/ étnicas, socioeconômicas e de habitação.

   

2

Os achados sugerem a exposição diferencial e risco de asma por tipo de habitação urbana. Intervenções destinadas a reduzir essas disparidades devem considerar vários aspectos do ambiente doméstico, especialmente aqueles que não são diretamente controlados por residentes.

0

1

0

Northridge J;

Ramirez OF;

Stingone JÁ.

The role of housing type and

housing quality in urban children with asthma.

Questionários feitos em 26 escolas públicas; categorização de tipos de habitação,

 

66

         

A descoberta ocasional de concentrações mais elevadas é

resultado de populações sincronizadas dos ácaros em desenvolvimento ao ar livre e sendo transportados passivamente em nossas casas pelo vento e pela poeira. A hipótese explica por que achamos ácaros em nossas casas, mas ainda assim não têm efeito das medidas de prevenção. A verificação da hipótese de todo ou parte do que pode ter grande impacto sobre a gestão da alergia aos ácaros doença poeira doméstica.

o

2

0

1

Hallas TE.

House-dust mites in our homes

0

are a contamination from outdoor sources.

2

     

Cromatografia gasosa / espectrometria de massa método baseado para medir sete piretróides, organofosforados cinco (OP), e seis pesticidas organoclorados em solo coletadas de 11 casas de Atlanta, em 2006.

 

Riederer AM; Smith KD; Barr DB e col.

Current and historically used

Coletar dados preliminares de um estudo maior sobre a

Os resultados obtidos apresentam evidencias de que o solo residencial é uma fonte potencial de exposição humana a pesticidas atuais e historicamente usados.

0

pesticides in residential soil from

1

11 homes in Atlanta, Georgia,

 

0

USA.

 
 

exposição de pesticidas a crianças em Atlanta.

 

2

0

1

Kannan K;

Takahashi S;

Fujiwara N.

Organotin compounds, including

butyltins and octyltins, in house

dust from Albany, New York,

Medir a quantidade de OTs no ar domestica.

Medição feita em 24 casas de Albany, NY, EUA.

As taxas estimadas de ingestão de OT por crianças através de ingestão de poeira foram, em média, oito vezes maior do que as taxas de ingestão calculada para adultos. Produtos de uso doméstico, tais como papel de parede, continham concentrações totais de OT tão altas quanto 780.000 ng / g.

0

USA.

       

Foram examinados o relacionamento entre biomarcadores bacterianas e asma atual e sensibilização alérgica em 377 crianças em idade escolar em um estudo de coorte de nascimentos. Em seguida, avaliou os efeitos da idade escolar endotoxina, depois de controlar a exposição no início da vida.

Ambos GNB e exposições GPB estão associados a

2

Sordillo JE;

Determinar a influência da GNB atual e exposições GPB sobre asma e sensibilização alérgica em crianças em idade escolar

0

1

0

Hoffman EB;

Celedón JC e

col.

Multiple microbial exposures in

the home may protect against

asthma or allergy in childhood.

sintomas de asma diminuiu, mas pode agir através de diferentes mecanismos para conferir proteção. Exposição

à

endotoxina no final da infância não é simplesmente um

substituto do início da vida a exposição, que tem efeitos

protetores independentes sobre a doença alérgica.

67

2

 

Brominated flame retardants in

Determinar a existência de resíduos de retardadores de chama no ar doméstico e suas implicações sobre a saúde humana.

 

Apesar do risco potencialmente baixo deletério da exposição PBDE via poeira doméstica como sugerido pelos quocientes de perigo, esta via de exposição deve ser de grande preocupação por causa das exposições mais elevadas BFR para as crianças e a presença de BFRs (tais como DBDPE), que não têm ainda foram totalmente investigados.

0

Wang J; Ma YJ;

house dust from e-waste recycling

Medições e tabulações.

1

Chen SJ e col.

and urban areas in South China:

0

implications on human exposure.

 

2

 

Indoor determinants of endotoxin

Investigar os níveis de endotoxina e Der p1 na poeira residencial de famílias de Hong Kong com crianças asmáticas, e seus efeitos sobre a gravidade da asma.

115 asmáticos de uma clínica pediátrica foram submetidos fracionário óxido nítrico exalado (FeNO) e medidas de espirometria. Visitas domiciliares foram feitas dentro de 2 semanas, durante o qual os pais concluído o Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância questionário.

Os níveis de endotoxinas domésticos estão associados com frequência de episódios de sibilância em crianças asmáticas, mas não a sua FeNO ou medições de espirometria.

0

Leung TF; Wong YS; Chan IH e col.

and dust mite exposures in Hong

1

Kong homes with asthmatic

0

 

children.

 

2

   

Gerar a cultura de uso do design universal e diretrizes operacionais para casas inteligentes.

Coleta de dados sobre a preferência de americanos e sul- coreanos dos aspectos de projeto e operação.

A análise das preferências operacionais e do design para casas inteligentes rendeu cinco fatores divergentes entre americanos e sul-coreanos. Esses fatores formam a base cultura de orientações específicas, que, juntamente com as diretrizes universais, devem ser seguidas no projeto das casas inteligentes centradas no usuário.

0

1

0

Jeong KA;

Salvendy G;

Proctor RW

Smart home design and operation

preferences of Americans and Koreans.

2

   

Projetar uma Tecnologia móvel para identificar a posição e orientação de pessoas cegas em ambientes fechados, identificando a infraestrutura necessária com base em critérios de segurança, usabilidade e acessibilidade.

Através de dispositivos Pocket PC associado a aplicativo de coleta de dados e outro para a representação do espaço.

 

0

Sáenz M;

Indoor orientation and mobility for

Foi avaliado como seguro, eficiente e acessível, podendo uma pessoa cega utilizá-lo, pois fornece informações corretas para um transito mais independente.

1

Sánchez J

learners who are blind.

0

2

0

1

de Marco R;

Accordini S;

Antonicelli L e

The Gene-Environment

Interactions in Respiratory

Diseases (GEIRD) Project.

Coletar informações sobre biomarcadores de inflamação e estresse oxidativo, exposições individuais e ecológica, dieta, do início da vida fatores, hábito de fumar, traços genéticos e uso de medicamentos em grandes séries e definido com precisão de asma, rinite alérgica e fenótipos de DPOC.

População com base em projeto de multicasos-controle, onde os casos e controles são identificados através de um processo de seleção de 2 fases (questionário postal e exame clínico), em pré-existentes ou amostras novas coortes de indivíduos.

Resultados não foram apresentados. Relatório de pesquisa em andamento.

0

col.

68

2

0

Sizov NV; Plotkin

Predicting transmission of shaped

Ampliar a abordagem para avaliar a resposta de vibração de elementos da casa submetida a diferentes formas de onda Sonic Boom foi avaliada usando um único grau de liberdade do modelo.

Análise modal.

Para determinação das vantagens dos vários tipos de

1

KJ; Hobbs CM.

0

sonic booms into a residential house structure.

formas de boom minimizados são necessários novos estudos.

2

   

As populações urbanas desfavorecidas podem experimentar estressores agudos e crônicos na habitação que produzem estresse psicológico e impacto na saúde através de vias biológicas e comportamentais.

Exame de oito resultados: seis resultados respiratórios da criança, bem como pais e filhos saúde em geral, usando dados de 682 famílias de baixa renda, os pais de crianças asmáticas de Chicago diagnosticadas e não diagnosticados. Apresentação contínua, representando material, dimensões sociais e emocionais do estresse habitação, ponderada pela sua dificuldade pais-relatados. Foram comparados a 75 para o quartil 25 de exposição ajustados binomial e modelos de regressão binomial negativa.

Os resultados contribuem para a conceituação de estresse urbano como um "poluente social" e ao papel hipótese de estresse em disparidades de saúde. Intervenções para melhorar os resultados de asma devem abordar as reações dos indivíduos ao estresse, enquanto se encontram soluções estruturais para estressores residenciais e as desigualdades de saúde.

0

1

0

Quinn K;

Kaufman JS;

Siddiqi A.

Stress and the city: housing stressors are associated with

respiratory health among low

socioeconomic status Chicago children.

2

0

Li HN; Chau CK;

Can surrounding greenery reduce

Levantar se a vegetação de

Entrevistas a uma população de

Os resultados indicam que a percepção da vegetação exerce considerável influencia sobre o incomodo avaliado em casa. Parques de zonas úmidas e parques de jardim são mostrados como capazes de reduzir o ruído incômodo mais eficientemente que colinas verdejantes. Os efeitos das quantidades percebidas de vegetação sobre a redução do incomodo do ruído em casa diferem de acordo com a configuração de vegetação para qual participante percebeu de sua casa.

1

Tang SK.

noise annoyance at home?

0

entorno é capaz de reduzir o ruído incomodo em casa?

992 pessoas com resultados ordenados em modelo logit.

2

0

1

Jaakkola JJ;

Hwang BF;

Jaakkola MS.

Home dampness and molds as

determinants of allergic rhinitis in

childhood: a 6-year, population-

Avaliar a relação entre a exposição de umidade e bolor em habitações para o desenvolvimento de rinite alérgica na infância 0-6 anos.

Coorte de uma base populacional prospectivo de 1863 crianças de Espoo, Finlândia.

Os estudos reforçam consideravelmente o papel dos problemas internos de umidade como determinantes da rinite alérgica em crianças.

0

based cohort study.

69

2

 

Cuidado domiciliar: em busca da

Refletir sobre a possibilidade da busca da autonomia do indivíduo e da família nos serviços públicos de saúde, através da ação dos profissionais de saúde e, principalmente, da presença da enfermeira no desenvolvimento do cuidado domiciliar.

 

Autonomia, para os indivíduos e familiares é dotar-lhes de condições para desenvolverem o cuidado no domicílio numa situação de adoecimento, com ajuda do sistema de saúde, com profissionais que ensinem, orientem e acompanhem e principalmente com uma enfermeira que tenha sensibilidade e capacidade técnica-científica para estabelecer metas de cuidado factíveis à realidade de saúde-doença vivenciada.

0

Lacerda MR.

autonomia do indivíduo e da

Ensaio reflexivo.

1

família - na perspectiva da área

0

 

pública.

 

2

   

Investigar a existência de relação entre hipertensão arterial, fatores de risco ambientais e asma entre os árabes-americanos.

Quantificação de fatores domésticos ambientais de risco associados à asma através de um Índice de Risco Ambiental. Diagnostico de hipertensão auto- relatado e resposta de questionário acerca de sintomas da asma e hipertensão arterial.

A associação positiva entre os fatores domésticos de risco ambiental e asma foi mais forte entre os participantes com diagnostico de hipertensão. Modificações do efeito da relação entre fatores de risco ambientais e asma podem ter implicações graves entre comunidades de alto risco. No, entanto são necessárias mais pesquisas para elucidar as relações entre hipertensão arterial, fatores de risco ambientais e asma.

0

1

Johnson M;

Asthma, environmental risk

0

Nriagu J; Hammad A e col.

factors, and hypertension among Arab Americans in metro Detroit.

2

   

Identificar as relações entre características de habitações e níveis de alergênicos e endotoxinas;

Analise de antígenos e endotoxinas da amostra de poeira de colchões e pisos de 457 casas na cidade de Aleppo, Síria.

As casas do tipo árabe tiveram maior quantidade de níveis detectáveis de ácaros alergênicos(OR 3,21) e para casas recentes foi detectado um numero menor(OR 1,56). Em casas sem gatos foram encontrados alergênicos de gato e foi encontrado alergênico de barata mais provável de detecção em casas com mais de 20 anos de idade. Os níveis de endotoxina foram significativamente maiores em colchões/ lã de algodão e casas mais antigas.

0

1

0

Al Ali W; Custovic A;

Simpson A e col.

Household characteristics and

allergen and endotoxin levels in

Aleppo, Syrian Arab Republic.

2

0

Litt JS; Goss C;

Housing environments and child

health conditions among recent

Quais as causas de falta de

Avaliação de condições de habitação. Foi avaliada a presença de mofo, pragas, ventilação, superlotação.

A presença de mofo foi em 44%%, pragas(28%), ventilação(ausência total em 26%), superlotação(aprox.25%). Soluções para enfrentar condições insalubres entre os recém-imigrados devem ser multidisciplinares e incluem estratégias que sejam a nível familiar e acesso aos cuidados de saúde.

1

Diao L e col.

Mexican immigrant families: a

0

population-based study.

saúde de famílias de imigrantes Mexicanos.

2

0

1

Barnes CS;

Amado M;

Portnoy JM.

Reduced clinic, emergency room,

and hospital utilization after home

environmental assessment and

Descrever o impacto das avaliações ambientais residenciais e gestão dos casos na utilização de serviços médicos de pacientes de doença alérgica.

Avaliação residencial após o encaminhamento para tratamento dos casos por especialistas. Educação, visita a clinica e definição de apenas uma pessoa responsável pelo acompanhamento do tratamento.

Avaliação do ambiente domiciliar e gestão do caso pode reduzir a utilização dos cuidados médicos para crianças que sofrem de rinite alérgica e asma.

0

case management

70

         

A

exposição humana ficou abaixo dos valores de

2

D'Hollander W; Roosens L; Covaci A e col.

Brominated flame retardants and

Levantar o impacto do uso abundante de produtos químicos no interior para a saúde humana.

Medição do ar em residências e escritórios de retardadores de chamas (BFRs) e compostos perfluorado(PFCs).

referencia de dose estabelecido pela US-EPA para BDE

0

perfluorinated compounds in

209, HBCD e abaixo das provisórias doses diárias propostas pela Autoridade Europeia de Segurança e PFOS PFOA.

1

indoor dust from homes and

0

 

offices in Flanders, Belgium.

2

0

Reponen T;

Visually observed mold and moldy

odor versus quantitatively

Comparar metodologias de avaliação de exposição ao mofo e o estudo epidemiológico sobre o desenvolvimento da asma infantil.

Avaliação em casas com 1) bolor visível, 2) cheiro de mofo e 3)Índice Ambiental Relativo de Mofo(ERMI).

Não houve concentrações microbianas onde há mofo visível, porém em casas com cheiro de mofo e ERMI foram superiores. Futuras pesquisas deverão ser realizadas para confirmar os resultados obtidos.

1

Singh U; Schaffer C e col.

measured microbial exposure in

0

homes

2

 

Meanings, functions, and

Analisar os significados, funções e experiências associadas a viver em casa para indivíduos com demência próximos a suas transferências para o centro de atendimento residencial.

 

As descobertas informaram a necessidade de a prática e as intervenções políticas devem maximizar esforços para que o indivíduo com demência consiga reconhecer o seu lugar depois da transferência.

0

Aminzadeh F; Dalziel WB; Molnar FJ e col.

experiences of living at home for

Pesquisa qualitativa.

1

individuals with dementia at the

0

 

critical point of relocation.

 
   

Do questions reflecting indoor air

Determinar se os questionários de relatos domésticos podem prever poluentes diretamente medidos.

   

2

0

1

0

Loo CK; Foty RG; Wheeler AJ e col.

pollutant exposure from a

questionnaire predict direct

measure of exposure in owner- occupied houses?

Medição do ar e aplicação de questionário.

Os resultados obtidos foram úteis para compreender a importância dos auto-relatos em grandes estudos epidemiológicos e também no contexto clínico, acerca de exposições internas.

2

 

Attractive "quiet" courtyards: a

Explorar a influência das qualidades físicas ambientais de pátios tranquilos às respostas dos moradores ao ruído.

Foram formados 4 grupos com os 385 habitantes de áreas urbanas com base em categorias de exposição ao ruído.

O acesso à alta qualidade dos pátios tranquilos pode funcionar como ambiente atrativo a restauração criando

0

1

0

Gidlöf-

Gunnarsson A;

Ohrström E.

potential modifier of urban

residents' responses to road traffic

noise?

para os residentes uma paisagem sonora positiva; propicia ao descanso, relaxamento e relações sociais. Porem, para

existência de pátios tranquilos precisa existir as fachadas que produzem efeito de irritação sonora.

a

2

   

Descobrir se observadores com mesmo repertorio cultural são capazes de perceber características comuns entre os habitantes

 

Variáveis sócio-demograficas, coincidiram entre os habitantes. A dimensão afetiva era mais proeminente entre mulheres e aspectos práticos e de dificuldades de interação social entre homens.

0

1

0

Aragonés JI;

Amérigo M;

Pérez-López R.

Perception of personal identity at

home

107 mulheres avaliaram habitantes de 8 quartos, a partir de imagens.

2

Maruo YY;

Formaldehyde measurements in

Determinar a concentração de formaldeídos em casas japonesas e a relação entre os níveis de formaldeído com a idade e temperatura da casa.

 

O sensor possui fácil instalação. Foram detectados maiores níveis de formaldeídos em apartamentos de 0-2 anos e houve aumento de concentração do mesmo em ambientes mobiliados.

0

Yamada T;

residential indoor air using a

Medição em loco com aparelho sensor desenvolvido pela equipe

1

Nakamura J e

developed sensor element in the

0

col.

Kanto area of Japan.

 

71

2

Nguyen T; Lurie M; Gomez M; e col.

The National Asthma Survey--

Entender melhor a carga de asma em adultos e crianças em sua saúde, economia, comportamento e ambiente e fatores associados.