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DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS E RODAGENS DO RIO

GRANDE DO SUL – DAIER/RS

Objeto : Defesa

Luciano Piesanti, brasileiro, solteiro,


entregador, habilitação nº 1812183153 , expedida
pela Secretaria de Segurança Pública do Estado
do Rio Grande do Sul, inscrito no CPF sob o nº
01.011.990-66, residente na Rua 19 de Outubro,
1071, Bloco 01, Ap 102, Bairro São José, CNH nº
03511031601, condutor identificado, vem
perante Vossa Senhoria, apresentar

DEFESA

Com fulcro nas Resoluções 299/08 e 404/12 do CONTRAN, requerendo


o cancelamento e conseqüente anulação de suposta infração de trânsito
constante de auto de infração a seguir especificado.

1. DADOS DA INFRAÇÃO

Conforme o Auto de Infração de Trânsito tendo como órgão fiscalizador


121200-DAER –RS, Série CRV2416567, lavrado em 11/09/2016, 12:55 horas,
na RS 344, Km 101, município de Santo Ângelo.

2. DADOS DO VEÍCULO

Renault/Sandeiro GTL 16 HP, Placas IUT2117, Ijuí/RS, Renavam n°


00569216737.

3. DOS FATOS

No dia 11 de Setembro de 2016, às 12:55 horas, no município de Santo


Ângelo, no sentido Santo Ângelo a Entre-Ijuís, foi lavrado a auto de infração
contra o veículo acima citado, conduzido pelo condutor acima identificado e
qualificado, alegando o Policial Rodoviário, ter ele realizado ultrapassagem,
sobre linha divisória de fluxo oposto, cor amarela, conforme consta nas
informações complementares da notificação, com base no Artigo 203, inciso V,
o CTB.

4. DA ALEGAÇÃO
Primeira mente cabe considerar que sou condutor observador costumas
das normas de transito, tendo sido agraciado nos últimos anos com o título de
bom motorista, concedido pelo Estado aos condutores que durante o ano não
cometem nenhuma infração.

Importante considerar ainda que, mesmo durante ultrapassagem do fato


em questão, não conduzia em alta velocidade, haja vista que o auto foi lavrado
somente pelo fato de ter terminado a referida ultrapassagem em cima de linha
continua.

Todavia, a referida infração somente ocorreu por irresponsabilidade de


outro condutor, que trafegava ao meu lado no momento, explico: iniciei a
ultrapassagem do veículo que vinha a minha frente em local permitido, tendo
ampla visão e espaço para tal manobra.

Ocorre que, no entanto, quando já tinha dado inicio a ultrapassagem, o


condutor do outro veículo, uma Spacefox, prata, dificultou a minha
ultrapassagem, acelerando, com claro desejo de evitar que eu concluísse a
manobra.

Como se percebe pela documentação, meu veiculo tem reduzida


capacidade de aceleração, isto pela quantidade de CVs, logo, não consegui
concluir a ultrapassagem dentro do trecho estimado, porem, em nenhum
momento colocando em risco a minha vida ou a de outro condutor, pois como
estava no final da manobra e ainda tinha visão para conclui-la, assim procedi,
não por vontade, mas por que no instante em que iniciei a manobra, outro
veículo que vinha logo atrás, se aproximou do veiculo que eu estava
ultrapassando, impossibilitando desta forma que eu retornasse a minha posição
anterior.

Diante de todo exposto, é de solar clareza que, minha conduta em


nenhum momento teve o dolo, a intenção de fazer a ultrapassagem, ou melhor,
de conclui-la em faixa continua. Desta maneira falta o elemento essencial para
que seja reconhecida a infração, qual seja, o elemento subjetivo da ação, sem
o qual não há conduta, pois, muito embora, estivesse eu na condução do
veículo, quem me guiou prolongando a ultrapassagem foi o condutor
ultrapassado, devendo este sim responder por direção perigosa, pois sua
conduta se enquadra em todos os elementos do tipo daquela contravenção.

Desta forma, por todo exposto, não resta alternativa, senão a de deferir
o pedido de anulação do auto de infração em questão, além de, os seguintes
requerimentos:

1) Seja recebido e autuado a presente DEFESA ADMINISTRATIVA aos autos,


concedendo-lhe efeito suspensivo caso não seja julgado no prazo máximo de
trinta dias após o seu recebimento (art. 285, § 3º, do Código de Trânsito
Brasileiro);

2) Seja o requerimento de julgado totalmente procedente em detrimento ao


alegado, com fulcro no artigo 281, parágrafo único, inciso I, do Código de
Trânsito Brasileiro, e demais resoluções pertinentes do DENATRAN e
CONTRAN;

3) Seja o postulante notificado da decisão a ser proferida em seu endereço


residencial constante no preâmbulo.

Termo em que,

Pede deferimento.

Ijuí, 08 de Outubro de 2016.

Rafael Lukarsewnski

ROL DE DOCUMENTOS ANEXADOS AO REQUERIMENTO:


-Cópia da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da priprietaria;
-Cópia da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor identificado;
-Cópia da Notificação do AIT.
-Xérox do documento do veículo (CRLV)