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PRÁTICA No 03
CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA:
Turma 1
Emanuel de Almeida Alves ,Aluno, UFPI Maria Vitória Damasceno Torres, Aluna, UFPI Ana Carolina Gomes
Duarte, Aluna, UFPI Vanessa dos Santos Conceição, Aluna, UFPI Prof. D.r Antonio Airton Carneiro de Freitas,
UFPI

Resumo—Este documento apresenta dados coletados da formadores.


prática correção de fator de potência. O experimento foi realizado 4. Condutores aquecidos.
no laboratório de circuitos elétricos II da Universidade Federal
do Piauı́. Os valores foram obtidos utilizando o voltı́metro e A principal vantagem em corrigir o fator de potência é a
o amperı́metro. As simulações foram projetadas utilizando o economia que gera na conta de energia elétrica, além de evitar
software Multisim. multas.
Index Terms—Capacitor, potência, correção
II. D ESENVOLVIMENTO
I. I NTRODUÇ ÃO A. Procedimentos e métodos
fator de potência é uma relação entre potência ativa e
O potência reativa. Trata-se da diferença entre o consumo
aparente (medido em VA) e o consumo real (medido em
A prática consiste em montar um circuito com três resistores
em série conectados em paralelo com um banco de três
indutores em série, o qual é conectado à fonte monofásica
watts). Ele indica a eficiência com a qual a energia está de 127V. A fig.1 contém o esquemático do circuito estudado.
sendo usada. Um alto fator de potência indica uma eficiência
alta e inversamente um fator de potência baixo indica baixa
eficiência. Um baixo fator de potência indica que você não está
aproveitando plenamente a energia, e a solução para corrigir,
é a instalação de banco de capacitores.
O fator de potência é determinado pelo tipo de carga ligada ao
sistema elétrico, que pode ser: resistiva, indutiva ou capacitiva.
É possı́vel corrigir o fator de potência. Essa prática é conhecida
como correção do fator de potência e é conseguida mediante
o acoplamento de banco de capacitores, com uma potência
reativa contrária ao da carga, tentando ao máximo anular essa
componente. Por exemplo, o efeito indutivo de motores pode
ser anulado com a conexão em paralelo de um capacitor
(ou banco) junto ao equipamento. PRINCIPAIS CAUSAS DO
BAIXO VALOR DE POTÊNCIA: Figura 1: Simulação do sistema
1. Transformadores operando a vazio ou subcarregados
durante longos perı́odos de tempo. Primeiramente, calcula-se com os valores teóricos do cir-
2. Motores operando em regime de baixo carregamento. cuito a potência ativa (P.A.), a reativa (P.R.) e o fator de
3. Utilização de grande número de motores de pequena potência (F.P.) da carga montada.
potência. Os valores dos componentes são:
4. Instalação de lâmpadas de descarga (fluorescentes, de R = 100 Ω;
vapor de mercúrio e de vapor de sódio). L = 300 mH;
5. Capacitores ligados nas instalações das unidades con- C = 10 F;
sumidoras horossazonais no perı́odo da madrugada. Tensão da fonte = 127 V.
Um baixo fator de potência indica que a energia está sendo Utilizando (1) calcula-se a impedância do indutor:
mal aproveitada pela sua empresa. Nesse caso, podem ocorrer
ZL = jωL (1)
as seguintes situações:
1. Aumento das perdas elétricas internas da instalação. Logo,
2. Queda de tensão na instalação.
3. Redução do aproveitamento da capacidade dos trans- ZL = j ∗ 2π ∗ 60 ∗ 300x10−3 = 113, 097Ω (2)
2

Para calcular a impedância equivalente entre os indutores em Então, C = 3,49 µF Na prática foi utilizado a associação de
paralelo com os resistores usa-se (3): três capacitores de 10µF em série, resultando na capacitância
ZL ∗ R equivalente mais próxima de Ceq = 3,33µF, e sua sumalação
Zeq = (3) é mostrada na figura 3.
ZL + R
Como são três resistores e três indutores em série, multiplica-
se os valores de ZL e L por 3. Logo, a impedância equivalente
é:
Zeq = 224, 756 41, 48Ω (4)
Cálculo da corrente teórica, utilizando (5):
V
IT = (5)
Zeq
Logo,
IT = 0, 576 − 41, 48A (6)
Para cálculo da potência aparente, utiliza-se (7) a qual é a
relação entre a tensão e o conjugado da corrente: Figura 3: Simulação com banco de capacitores

ST = V ∗ I (7)
As tabelas 1 e 2 para a exposição dos valores experimentais
Logo, e teóricos com e sem o banco de capacitores, respectivamente.

ST = 71, 656 41, 48V A = 53, 76–j47, 5V A (8)


Tabela 1. Valores sem o banco de capacitores.
Em ST a parte real é a potência ativa medida em Watts e a
parte imaginária é a potência reativa medida em VAr. A fig. 2
demonstra a relação entre as potências e o ângulo .

Tabela 2. Valores com o banco de capacitores.

Figura 2: Relação entre as potências e o ângulo

Em (9) é descrita a relação para o fator de potência.


P
cos(θ) = (9)
|S| III. C ONCLUS ÃO
53, 76 Em vista dos experimentos efetuados na bancada do labo-
cos(θ) = 1 (10) ratório de circuitos elétricos 2. Pode-se notar a relação da
|(53, 762 + 47, 52 | 2
tensão ao passar por uma indutância e capacitância onde tem-
Calculando o arco cosseno de 0,749 encontra-se o valor de se a tensão se atrasando pela segunda e se adiantando pela
= 41,48o . Para corrigir o fator de potência para um valor primeira. Assim, foi observado comparado as potências do
próximo ao de 0,93 é necessário calcular o valor de um banco sistema antes da entrada do banco de capacitores e após. Visto
de capacitores para associá-lo em paralelo ao circuito inicial. isso, foi comprovado que o banco de capacitores regula o
Isso se dá seguindo do mesmo modo de (9) conservando o fator de potência e melhora a eficiência do sistema. Além
valor de P e utilizando o valor do fator de potência igual a disso houve uma leve divergência entre os dados teóricos
0,93. e os práticos devido a não correspondência das magnitudes
Logo, o valor encontrado para o módulo de S é: de resistência, capacitância e indutância dos teóricos com os
|S| = 57, 81V A (11) medidos.

Para descobrir o valor da potência aparente reativa, faz-se em R EFER ÊNCIAS


(12). [1] H. Kopka and P. W. Daly, A Guide to LATEX, 3rd ed. Harlow, England:
Q 21, 24 Addison-Wesley, 1999.
C= 2 = (12)
V ∗ω 1272 ∗ 2π ∗ 60