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A Mulher no Islam

Há no oriente hoje um movimento furioso a respeito dos


direitos da mulher e demandas de completa igualdade
com o homem.

No meio deste movimento comparativamente febril,


alguns dos mais exaltados deliram a respeito do Islam.
Uns dizem que o Islam igualou aos dois sexos em todos
os assuntos. Outros, por ignorância ou negligência,
dizem que o Islam é inimigo da mulher, degrada sua
dignidade e fere o seu orgulho, destroçando o sentido de
sua personalidade, deixando-a a um nível próximo do
estado puramente animal; não passa de prazer sensual
para o homem e um instrumento para a procriação.
Nesta posição ela é seguida do homem que a domina e é
superior a ela em tudo.
Estes e aqueles não conhecem a realidade do Islam, ou a
conhecem e, intencionalmente, confundem o justo com o
injusto para desviar as pessoas e propagar a corrupção
na sociedade, facilitando, assim, a pesca a quem deseja
pescar em águas turvas.
Antes de expormos a verdadeira situação da mulher no
Islam, temos de dar uma rápida olhada na história da
questão da emancipação da mulher na Europa, uma vez
que a sua imitação foi a fonte que desviou o tema de seu
curso normal.
A mulher na Europa e em todo o mundo tinha sido
negligenciada, não lhe sendo dada nenhuma
importância.
Os sábios e os filósofos discutiam sobre ela, se possuía
alma ou não, e em caso de ter alma, seria esta humana
ou animal? Supondo-se que possuísse alma humana,
então sua posição social e "humana" quanto ao homem,
é a posição dos escravos, ou é um pouco mais elevada
que eles?
Mesmo nas épocas em que a mulher desfrutava de uma
posição "social" elevada, tanto na Grécia como no
Império Romano, não foi devido a uma peculiaridade da
mulher como sexo, mas que era para poucas mulheres,
de fato para as mulheres da capital, por serem adornos
das reuniões e instrumentos da voluptuosidade e luxo,
razão pela qual os ricos luxuriosamente procuravam
mostrá-la ostentosa e orgulhosamente, porém nunca
estavam em posição de verdadeiro respeito, como uma
criatura humana, digna por si de ter uma dignidade,
prescindindo das sensualidades que fazem o homem
desejá-la.
A situação continuou assim nas épocas da escravidão e
do feudalismo na Europa; enquanto a mulher, em sua
ignorância, umas vezes foi mimada pelo luxo e o desejo
e outras vezes foi abandonada como os animais que
comem, bebem, concebem, parem e trabalham dia e
noite.
Assim chegou a Revolução Industrial que foi a pior
catástrofe que afetou a mulher no decorrer de sua
história.
O caráter europeu tem sido, em todas as épocas, rígido e
incrédulo. Não se oferece nem se eleva ao nível
voluntário e nobre, que custa esforço e não rende
dinheiro ou benefício imediato ou longínquo.
As circunstâncias econômicas em ambas as épocas da
escravidão e feudalismo, deram lugar a que a mulher
fosse sustentada pelo homem, algo natural que as
circunstâncias exigiam. A mulher, porém, trabalhava em
casa, nas pequenas indústrias que o meio rural lhe
permitia. Então, pagava o preço de sua manutenção com
este trabalho.
A revolução industrial, porém, mudou todas as situações,
quer seja no campo, quer seja na cidade, modificando a
estrutura familiar, debilitando-a mediante o emprego das
mulheres e das crianças nas fábricas, além de persuadir
os trabalhadores de abandonarem seu meio rural,
estabelecido sobre a solidariedade e a cooperação, para
emigrar até a cidade onde ninguém conhece a ninguém,
e ninguém sustenta a ninguém, isolando-se cada um em
seus prazeres e trabalhos, e onde é fácil perder a
orientação até a saudável vida familiar, desaparecendo,
assim, o desejo de contrair matrimônio e formar uma
família ou retardando o casamento por longos anos pelo
menos.(1)
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(1) É nas bases de tal evidência que os proponentes do
materialismo e do marxismo dizem 'que somente as
condições econômicas geram as condições sociais de
vida e que somente as circunstâncias econômicas
determinam as relações mútuas dos homens'. Não
negamos a importância do fator econômico na vida
humana, mas é errado dizer que somente o fator
econômico determina os pensamentos, os sentimentos e
o ambiente do homem. O fato de que o fator econômico
exreceu tal influência dominante sobre a vida européia
foi devido à ausência de um ideal sublime que estimula
os sentimentos, eleva a personalidade e estabelece as
relações econômicas sobre uma base puramente
humana. Se tivesse esse ideal, como o mundo Islâmico
obteve, não teria apenas alcançado suas exigências
econômicas mas o povo de todo o mundo teria também
evitado as atribulações que os fez sofrer devido às suas
explorações.
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Nossa intenção aqui não é a representação da história
da Europa, mas o de expor os fatores que tiveram efeito
na vida da mulher.
Dissemos que a revolução industrial empregou as
mulheres e as crianças, rompendo, assim, os laços
familiares, debilitando sua existência; porém, a mulher
foi quem pagou o preço exorbitante através de seu
próprio esforço e dignidade e de suas necessidades
psicológicas e materiais, já que, de um lado, o homem se
negou a sustentá-la e a obrigou a trabalhar para manter-
se, mesmo que fosse esposa e mãe, e de outro lado, as
fábricas a exploraram duramente, empregando-a em
muitas horas e dando-lhe um salário menor que o do
homem, que faz o mesmo trabalho.
É desnecessário perguntar por que tudo isso aconteceu,
já que a Europa sempre foi conhecida por sua rigidez,
incredulidade e rebeldia. Não reconhece a dignidade do
homem como humano, nem presta um ato voluntário de
bondade, quando pode, impunemente prejudicar os
outros. Assim é a sua natureza em toda sua história, no
passado, no presente e no futuro, a menos que Deus lhe
outorgue a orientação e a elevação. se as mulheres e as
crianças são débeis, quem impedirá a sua exploração e a
ser duro quanto possível com eles?
A única coisa que a impedirá seria a consciência.Porém,
quando a Europa teve consciência deste grave
problema?
Houve, porém, alguns corações humanos vivos, que não
suportaram a injustiça e se levantaram, defendendo a
debilidade das crianças, só das crianças! Desta forma,
começou a luta entre os reformistas sociais e o poder
industrial que empregava as crianças em idade
prematura e as encarregavam de trabalhos que não
suportavam devido à sua constituição delicada, sem
considerar os baixos salários e a falta de educação
integral.
Porém a mulher não teve nenhum protetor, uma vez que
o auxílio à mulher necessita um pouco de elevação dos
sentimentos que a Europa não tolera! Portanto, a mulher
continuou com a sua atribulação, esgotando-se em seu
trabalho para manter-se, cobrando um salário menor que
o do homem em comparação com o mesmo esforço e a
mesma produção.
Chegou a primeira guerra mundial, e morreram dez
milhões de jovens europeus e americanos, e a mulher
teve que enfrentar a uma série de problemas com todos
as suas conseqüências, posto que milhões delas se
encontravam com o marido, o pai e o irmão mortos ou
mutilados, tendo a mulher de ocupar-se de toda a
família.
Por outro lado, não havia ali mão de obra suficiente para
voltar a fazer funcionar as fábricas e restaurar o que a
guerra havia despedaçado. Então, foi obrigatório que a
mulher trabalhasse. Além disso, foi obrigatório também
que fizesse cessão de sua moralidade, que era um
verdadeiro obstáculo que a impedia de comer.
O empresário e seus empregados não buscavam
simplesmente a mão de obra feminina mas também a
ocasião de encontrar uma presa fácil, e por isso não
permitiam que as mulheres trabalhassem a menos que
se entregassem a seus desejos.
O problema não era somente de fome, mas de sexo
também, uma vez que é uma necessidade natural e
humana indispensável de satisfazer; as jovens não
podiam satisfazer sua necessidade natural mesmo que
todos os homens sobreviventes casassem, devido a
enorme carência destes como conseqüência da guerra.
A moral ocidental e a hierarquia eclesiástica não tinham
remédio algum para este grave problema e rechaçavam
a solução que o Islam havia previsto para situações
extremas como o é a poligamia; solução limitada em
número de quatro e contemplada na legislação Islâmica
como a Judaica, porém nesta última sem limitação de
número.(1) Ante esta situação era de se esperar que a
mulher ocidental caísse voluntária ou involuntariamente
neste abismo para satisfazer as necessidades de sexo e
comprazer sua paixões e desejos.
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(1) A poligamia no Islam está condicionada a uma
legislação, exigindo do marido justiça e equidade em
todas as circunstâncias e a todo momento.
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A mulher persistiu assim em seu curso de vida,
satisfazendo os homens, trabalhando nas fábricas e nos
escritórios, satisfazendo seus desejos mediante este
caminho ou aquele; porém, seu problema foi aumentando
em gravidade, uma vez que as fábricas aproveitaram a
necessidade que a mulher tinha de trabalhar, seguindo
com seu tratamento injusto, injustificável tanto para a
razão quanto para a consciência. Continuaram pagando-
lhe salário menor que o de homem, que exercia o mesmo
trabalho e no mesmo local.
Assim, foi indispensável uma revolução que mudasse a
injustiça de séculos e longas gerações.
Mas, o que a mulher conseguiu como resultado de sua
revolução? Ela foi sobrecarregada fisicamente, perdeu o
seu respeito bem como sua feminilidade! Foi-lhe negado
o prazer natural de ter uma família, tendo filhos, vivendo
com eles e realizando-se, sofrendo por eles, tendo um
verdadeiro senso de bem-estar e magnanimidade. O que
ela conseguiu, em lugar de tudo isso, ao menos ganhar o
direito de ter salários iguais ao homem, o único direito
natural oferecido a ela pela Europa.
O homem europeu não sacrificou a sua superioridade
facilmente, ou seja, não renunciou a seu egoísmo inato
nele. Assim, foi indispensável a explosão da batalha e o
emprego de todas as armas úteis para a luta.
A mulher empregou as greves e as manifestações, assim
como teve de utilizar os discursos nas sociedades e a
imprensa. Em seguida pareceu-lhe que era indispensável
sua participação na legislação para impedir a injustiça a
partir de sua origem, pedindo, assim, primeiro o direito
de voto e em seguida o direito que normalmente segue a
esse passo, o da representação no parlamento. Também
tinha-se instruído da mesma maneira que o homem e
chegou a oferecer o mesmo trabalho e pediu, como
conseqüência lógica, ingressar nas funções do estado
como o homem, uma vez que se preparou com o mesmo
método e obteve o mesmo ensino!
Esta é a história da luta da mulher para conseguir seus
direitos na Europa, uma história contínua. Cada passo
nela seguramente levará ao seguinte,
independentemente de que o homem ou mulher o
aceitem ou rechaçam, já que a mesma mulher havia
perdido sua própria orientação assumida nesta
sociedade carente de auto controle eficaz e pressionada
pela falta de valores.(1)
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(1) Aqui também dizem os pretendentes dos ritos
econômicos:"O fator econômico é tudo na vida, e é ele
que determinou o curso do problema da mulher na
Europa."Novamente, não queremos diminuir a
importância do fator econômico na vida dos seres
humanos, porém dizemos que as coisas não seriam
dessa maneira obrigatoriamente se tivessem um sistema
integral, como o Islam, que obriga a manutenção da
mulher pelo homem em todas as circunstâncias, e
outorga à mulher, quando trabalha, seu direito natural de
igualdade de salário com o homem.
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Talvez nos surpreendemos ainda mais quando sabemos
que em alguns países europeus com regimes
democráticos segue-se pagando a mulher um salário
menor que o do homem, em algumas funções, mesmo
que haja em seus parlamentos muitas e respeitadas
deputadas.
Voltemos à situação da mulher no Islam, para saber se
foram as condições históricas, geográficas, econômicas,
ideológicas e legislativas as que fizeram que a mulher
tivesse uma "causa" para lutar na atualidade como teve
a mulher ocidental, ou será simplesmente um complexo
de inferioridade e o resultado de uma imitação irrefletida
do ocidente que fazem desses ocidentais campeões de
seus direitos declamados tão entusiasticamente em
encontros públicos?
Como um princípio fundamental de seu sistema, o Islam
afirma que a mulher é um ser humano, que tem uma alma
humana da mesma natureza que a do homem:
"Ó humanos, temei o vosso Senhor que vos criou de um
só ser, do qual criou sua companheira e, de ambos, fez
descender inumeráveis homens e mulheres."
Assim, homens e mulheres são totalmente iguais uns aos
outros em sua origem e destino, e, como tais, gozem dos
mesmos direitos. O Islam lhe dá o direito à vida, à honra
e à propriedade como ao homem. Ela é um ser
respeitável e não é permitido a ninguém criticá-la ou
difamá-la. A ninguém é permitido espioná-la ou
desrespeitá-la devido às suas funções como mulher. Há
direitos que ambos, homens e mulheres desfrutam, não
havendo diferenciação contra nenhum deles. A lei
revelada a respeito disso aplica-se tanto a homens como
a mulheres:
"Ó crentes, que nenhum povo zombe do outro; é possível
que(os escarnecidos)sejam melhores do que
eles(escarnecedores). Que tampouco nenhuma mulher
zombe de outra, porque é possível que esta seja melhor
do que aquela. Não vos difameis nem vos motejeis!"

"Não vos espreiteis nem vos delateis mutuamente."

"Ó crentes, não entreis em casa além da vossa, a menos


que peçais permissão e saudeis seus moradores."

"Os bens, a honra e o sangue do Muçulmano são


sagrados para outro Muçulmano."
No Dia do Juízo a recompensa é a mesma para ambos os
sexos:
"Seu Senhor lhes atendeu, dizendo: Jamais
desmerecemos a obra de qualquer de vós, seja homem
ou mulher, porque procedeis uns dos outros."
Homens e mulheres são também iguais em seus direitos
para alcançar suas necessidades materiais no mundo,
incluindo direitos semelhares para obter e atuar em
todos só campos como hipotecar, arrendar, legar,
vender, comprar e explorar, etc., em seu próprio
benefício.
"Aos filhos varões corresponde uma legítima do que
tenham deixado pais e parentes. As mulheres também
terão uma legítima do que tenham deixado os pais e
parentes."
"Aos homens lhes corresponderá a sorte a que fizerem
jus; assim, também as mulheres terão sorte igual."
É necessário nos determos aqui para anotarmos dois
importantes pontos quanto ao direito da mulher à
propriedade, ao uso ou exploração da mesma. Em
primeiro lugar, as legislações da
Europa"civilizada"proibiam a mulher de ter todos os
mencionados direitos até uma época bem recente,
dando-lhe estes direitos indiretamente e de uma maneira
única, através do homem, sendo marido, pai ou tutor. Ou
seja, a mulher européia permaneceu mais de doze
séculos depois do Islam, sem ter os direitos que este
havia outorgado à mulher muçulmana. Não obstante,
quando a mulher européia obteve esses direitos não os
logrou facilmente nem sequer conservou sua moral, sua
honra e sua dignidade, tendo de despender suor, sangue
e lágrimas para obter algo do que o Islam havia
outorgado à mulher voluntariamente, tomando a
iniciativa, sem a submissão às necessidades
econômicas nem aos conflitos existentes entre os seres
humanos, mas através do critério que o Islam tem à
eterna justiça e à verdade, efetuando-os na vida real,
não na das imaginações e sonhos.
Em segundo lugar, devemos anotar que o comunismo em
particular e o ocidente em geral consideram a existência
humana sinônimo da existência econômica do homem.
Dizem claramente que a mulher não tinha entidade
porque não podia ser proprietária nem tinha o direito de
administrar suas propriedades, e só consegue ser um ser
humano quando é independente economicamente, ou
seja, quando pode ter propriedades independentemente
do homem, podendo viver delas e administrá-las.
Prescindindo do fato de não aceitarmos tal ponto de
vista da vida humana e sua degradação em pura
existência econômica, concordamos em princípios com
essas pessoas, os comunistas e os pensadores
ocidentais, de que uma independência econômica tem
efeito sobre a formação dos sentimentos e sobre o
fomento do sentido profundo da personalidade.
Aqui, o Islam pode orgulhar-se de ter dado à mulher uma
entidade econômica independente, uma vez que pode
possuir, administrar ela mesma, sem tutor, tratando com
a sociedade sem intermediários.
O Islam não ficou satisfeito em dar uma entidade à
mulher quanto ao direito de propriedade, mas também
nos mais importantes problemas relacionados com sua
vida, como é o de matrimônio. Não se pode casá-la sem
pedir o seu consentimento. Não se efetua o enlace até
que ela dê a sua aprovação.
O Profeta(SAAS), disse:
"Não se casa a viúva ou divorciada(não virgem)até que
seja consultada e manifesta a sua aprovação. Tampouco
se casa a virgem até que dê o seu consentimento que
pode manifestá-lo com o silêncio."(1)
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(1)Uma vez que esta, por sua natureza, geralmente
manifesta seu consentimento com o silêncio, por ser
uma situação crítica para ela, coisa que está
desaparecendo nas sociedades 'modernas'.
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Se ela declarar sua negação o enlace será anulado ou
não se realiza.
A mulher fora do Islam, necessitou aprender caminhos
tortuosos para libertar-se de um matrimônio que não
desejava, porque não possuía nem legislação nem direito
estabelecido a negar-se. Porém, o Islam tinha-lhe
oferecido este direito para exercê-lo quando quisesse,(2)
e não apenas isso, mas também lhe deu o direito de
escolher o noivo, situação que chegou a Europa no
século XX, sendo considerada uma grande vitória obtida
sobre as descoradas e velhas tradições!
----------
(2) Á primeira vista parece que este direito é mera
fantasia nestas situações que vivemos (tradições não
Islâmicas que predominam na sociedade). Não obstante,
o Islam não é responsável de tudo que infringe seu
regime ou suspende suas legislações, já que a mulher
Muçulmana fez uso desse direito na primeira época do
Islam, porque o Profeta o estabeleceu assim, o mesmo
fizeram os califas que vieram depois dele. Por isso , é um
dever nosso cumpri-lo hoje em dia e eliminar tudo que
seja obstáculo, seja regime econômico, social ou
tradicional não Islâmico.
O Islam estimou dois fatores de entidade humana em
épocas que estavam envoltas pela ignorância e pela
obscuridade, de maneira que considera a ciência e a
aprendizagem como uma necessidade humana para cada
um, não para uma parte determinada de pessoas,
admitindo o direito de ensino para todos, tornando-o
como preceito e fundamento da crença em Deus,
segundo o Islam.
Aqui também o Islam pode orgulhar-se de ser o primeiro
sistema no decorrer da história que olhou a mulher como
ser humano, que não completa os elementos de sua
entidade até que aprenda igual ao homem, fazendo do
ensino um preceito igual ao do homem.
Ele a tem chamado para elevar-se e desenvolver-se tanto
no campo intelectual como no físico e
espiritual.Enquanto isso, a Europa ficou negando esse
direito até uma época recente, sem aceitá-la a não ser
compelido por pressões de circunstância econômica.
Já se viu claramente a grande estima que a mulher tem
no Islam. Isso é suficiente para refutar a alegação de
que ele considera a mulher um ser secundário ou
marginalizado na sociedade, ou que seu papel na vida
não tem nenhuma importância. Se fosse assim, não
importaria ao Islam o seu ensino, uma indicação
peculiar, suficiente por si só, sem necessidade de se
recorrer a outras, para reconhecer a situação verdadeira
da mulher no Islam, situação nobre ante Deus e as
pessoas.
Porém, o Islam, depois de tudo, depois de reconhecer a
completa igualdade humana, comum para todos,
diferencia o homem da mulher em alguns direitos e
deveres, e este é o pretexto utilizado pela maioria das
mulheres das organizações, escritores "reformistas" e
jovens.
Deus sabe quanto querem reformar mediante sua
chamada!
O que realmente desejam é ter a mulher fácil de tomar
na sociedade e na rua.
Antes de começarmos a explicar estes pontos em que o
Islam diferencia o homem da mulher, o primeiro que
temos de fazer é devolver o problema a sua verdadeira
essência, a suas raízes fisiológicas, biológicas e
psicológicas e, em seguida, exporemos a opinião do
Islam.
São um mesmo sexo ou são dois sexos?
Têm a mesma função ou são duas funções?
Este é o ponto crucial. Se as congressistas e seus
escritores reformistas quiserem dizer "que não há
diferença entre a mulher e o homem na constituição
corporal, no estado emocional e na fisiologia da vida
biológica", nada temos a lhes dizer. Mas se sabem que
há uma diferença entre o homem e a mulher e suas
respectivas funções, podemos, então, discutir utilmente
o problema.
Em meu livro "O Homem entre Materialismo e o Islam"
debati o problema de igualdade entre os dois sexos em
um longo capítulo a respeito do problema sexual. Não é
impróprio reproduzir alguns parágrafos dele.

"... E como conseqüência desta distinção fundamental


nas funções e objetivos, a natureza diferenciou o homem
da mulher, para enfrentar cada um deles as suas
necessidades fundamentais, a vida tem equipado cada
um com todas as facilidades possíveis, e lhe tem
outorgado a adaptação adequada a respeito de sua
função."

"Por esta razão, não compreendo como se consente tal


conversa vazia sobre a igualdade mecânica entre os dois
sexos! A igualdade entre o homem e a mulher como
seres humanos é uma questão natural e racional. O
homem e a mulher são as duas partes igualmente
importantes de toda a humanidade, oriundos de um e o
mesmo progenitor. Porém, podemos aplicar a igualdade
absoluta nas funções da vida e seus métodos, mesmo
que o desejem todas as mulheres da planeta e celebrem
para isso congressos e promulguem decretos? estas
assembléias e seus transcendentais decretos poderiam
mudar a natureza das coisas, fazendo o homem
participar, como a mulher, da gestação, do parto e da
amamentação? Ambas se complementam uma com a
outra, simetricamente, de maneira que seria uma
estranha anomalia a existência de uma forma na
ausência da outra."
E desta ternura adorável na emoção, e sensibilidade na
consciência, e a forte reação dos sentimentos, fazem
que a parte afetiva, não a intelectual, seja a fonte que
está sempre disposta a oferecer em abundância,
respondendo sempre ao primeiro toque. Todos esses
caracteres são necessidades da maternidade, porque as
necessidades da infância não necessitam de uma
emoção salvante, sem pensar, que contesta a quem a
chama imediatamente sem demora nem negligência.
"Tudo isto é a verdadeira situação da mulher quando
realiza sua verdadeira função e alcança a sua meta."
E o homem, por outro lado, está encarregado de outra
função, preparado para ela de outra forma. Ele está
carregado de participar da luta pela vida, quer seja uma
luta para enfrentar os animais selvagens, as forças
naturais do céu e da terra, ou ao sistema de governo e
leis econômica. Tudo isso é para obter o sustento e
proteger a sua esposa, filhos e a si mesmo da agressão.
Esta função não necessita de que a emoção seja a fonte
estimulada, mas ao contrário, isso a prejudica e não a
benéfica, uma vez que a emoção muda em alguns
momentos de um lado para outro e não suporta manter-
se na mesma direção mais de pouco tempo, dirigindo-se
em seguida a uma nova meta. Isto pode servir para as
situações variantes da maternidade porém não serve
para fazer planos, cuja realização necessita da firmeza
de uma situação determinada por um longo período de
tempo. O que seria útil, então, é o intelecto, que,
segundo sua essência, é o mais eficaz para a
administração e previsão das premissas e
conseqüências antes da execução. Também o intelecto
é mais retardado do que a ação a emoção comovida
explosiva, e não se pede dele a prontidão, mas a
valorização das verosimilitudes e conseqüências, e
preparar os melhores métodos para alcançar o fim
desejado, quer seja caçar uma fera, inventar um
instrumento ou estabelecer planos econômicos ou
políticos do governo, fazer deflagrar uma guerra ou
buscar a paz. Todas estas atividades necessitam das
ações do intelecto e os estorva a troca da emoção.
Por isso, o homem está em sua correta posição quando
exerce sua correta ação. Isso explica muitas diferenças
entre o homem e a mulher, uma vez que aclara por
exemplo o porque se estabiliza o homem em sua
profissão, outorgando a esta a maior parte de seu ser e
intelecto,enquanto que no campo emocional é volúvel
como as crianças. Sem dúvida, a mulher se estabiliza em
suas relações emocionais quanto o homem, e quando se
dirige até ele, é como se toda sua existência se
movesse, elaborando e traçando planos. Ela, neste
terreno, atua abaixo do ponto de vista mais amplo e
perfeito, assinal seus projetos para um futuro distante e
trabalha continuamente para realizá-lo. Quanto ao
trabalho, ela não se estabiliza, exceto quando há nele
algo que satisfaz uma parte de sua natureza feminina, a
saber, enfermeira, mestra, nutris. Sem dúvida, quando
trabalha em um armazém comercial, satisfaz assim uma
parte de sua emoção, buscando ao homem ali. Porém,
todas essas atividades são meras ramificações; não
podem, em si, satisfazer sua urgência inata por um
marido, um lar, uma família e filhos. É natural, portanto,
tão logo ela tenha a chance de exercer suas funções
primárias, ela deixe seu serviço e se devote
exclusivamente a seus deveres de casa, a menos que
exista algum grande obstáculo, como a necessidade
econômica. Porém, isso não significa separação decisiva
e categórica entre os dois sexos, nem que cada um
deles não sirva em absoluto para o trabalho do outro.
Então, os dois sexos são uma amalgama de uma
proporção diferente, e se houver uma mulher apta a
governar, julgar, levantar peso ou combater, e também
se existir um homem hábil para cozinhar, administrar
lugares, cuidar com ternura feminina às crianças ou
fosse volúvel emocionalmente, mudando em um
momento de um lado para outro, então seria natural e
uma correta conseqüência da mescla dos dois sexos na
constituição de cada um. Mas isso não prova tudo que os
ocidentais desorientados e os discordantes orientais
querem que acreditemos. O problema real deve ser
exposto da seguinte forma: Podem, acaso, todas as
funções extras que a mulher é exigida fazer substituir a
sua função real e natural? Poderiam fazê-la prescindir de
buscar o lar, os filhos e a família? Acima de tudo,
prescindiria ela da necessidade por homem para
satisfazer os seus instintos sexuais?
Agora que conhecemos as diferenças reais entre o
homem e a mulher, voltem aos pontos que formam a
base de diferenciação entre os dois sexos e suas
funções no Islam.
O grande privilégio do Islam é ser um sistema realista,
observando sempre o inato do homem e não se opõe nem
o desvia de sua natureza. Além disso, chama às pessoas
para elevar e educar seu caráter, de maneira que o Islam
com isto chegue ao estado ideal e de sonhos, mas, em
todo o processo de aperfeiçoar e edificar os homens, não
procura alterar sua natureza, nem crê que tal mudança
na natureza humana é possível ou útil para o bem-estar
da humanidade, se for possível. Ele crê que os
empreendimentos mais nobres da humanidade são
aqueles que ela consegue por intermédio e com o auxílio
de sua natureza básica, depois de seu refinamento e
ascenção aos planos mais nobres da virtude voluntária
de ser a mera cativa de suas necessidades materiais.
A atitude adotada pelo Islam sobre o problema do
homem e da mulher é totalmente em linha com a
natureza humana. Assim, ele efetua a igualdade entre
eles onde há uma base natural para isso; e diferente
entre eles onde tal diferenciação é natural. Vamos tomar
duas notáveis situações em que o Islam diferencia entre
os sexos: A distribuição da herança e o problema do
cabeça da família.

Quanto à herança o Islam diz:

"Deus vos prescreve acerca da herança de vossos filhos!


Daí ao varão a legítima de duas filhas... ", que é
totalmente justo e justificado, uma vez que o homem
sozinho é encarregado de custodiar todas as obrigações
financeiras. A mulher não está sujeita a esta obrigação
de sustentar alguém além dela própria e de seu
atavio(exceto quando for a única sustentadora de sua
família, e estas situações são raras sob a soberania do
sistema Islâmico, já que qualquer parente homem, seja
qual for o seu grau de perantesco, é obrigado a sustentá-
la). Então, onde está a injustiça que argumentam, sem
razão, os que desejam a igualdade absoluta?
O problema é coisa de cálculo, não de emoções nem
pretensões. A mulher toma, como totalidade, um terço
da propriedade herdada para gastá-la em si mesma, e o
homem toma dois terços, primeiro para sustentar a sua
esposa, segundo para sua família e filhos.
Qual dos dois logra mais que o outro, segundo os
cálculos numéricos?
E se existirem situações estranhas, na que os homens
gastaram todos os seus bens com eles mesmos e não se
casaram nem constituíram uma família, então, estes
seriam raros exemplos. Sem dúvida, o normal é que o
homem gaste seu patrimônio para constituir uma família,
naturalmente existindo nela uma mulher, que é a esposa,
a quem ele sustenta, não voluntariamente, mas
obrigatoriamente, e sejam quais forem as propriedades
da mulher, o homem não tem direito de tomar nada dela,
exceto em caso de um completo acordo entre os dois.
Ele deve sustentá-la como não se tivesse nada, e ela
pode denunciá-lo em caso de se negar a fazê-lo ou se
mesquinha a respeito do que tem, julgando a lei a favor
dela, ou com o sustento ou com o divórcio. Depois de
tudo isto, ficará, acaso, alguma dúvida sobre a
verdadeira quantidade do que pertence à mulher do total
da herança? Será um verdadeiro privilégio no cálculo
econômico o feito de dar ao varão a legítima de duas
filhas, estando ele obrigado ao que a mulher não está?
O Islam mantém uma proporção similar na distribuição
de um legado. A lei que citaremos em seguida é uma das
mais justas já conhecidas pela humanidade:
"A cada pessoa se concede segundo a sua necessidade";
Quanto aos bens ganhos, não há nenhuma diferença
entre o homem e a mulher, nem em seus salários por um
trabalho, nem nos lucros ganhos

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no comércio, ou no arrendamento de terra, etc., porque a


isto segue outra regra que é a justa igualdade entre o
trabalho e sua retribuição.
isto esclarece, de uma vez por todas, que a doutrina
Islâmica não visa favorecer nem a um sexo nem ao
outro, porém faz questão de distribuir o patrimônio de
acordo com a situação e a responsabilidade de cada um.
Da mesma forma, considerar que o testemunho em
outros casos, de duas mulheres é equivalente ao de um
homem, não indica que o valor da mulher seja a metade
do homem. Sem dúvida, é uma norma que pretende
assegurar todas as garantias no testemunho, seja a
favor do acusado ou contra ele, porque como a mulher,
por sua natureza emocional e impulsiva, poderia
impressionar-se pela ambigüidade do caso, divagando da
realidade, então se estima que esteja outra mulher com
ela.

"Chamai duas testemunhas masculinas dentre os vossos


ou, em falta destas, um homem e duas mulheres de
vossa preferência, a fim de que, se uma delas esquecer,
a outra a recorde."

Talvez o acusado seja uma mulher atrativa e testemunha


em prol ou contra ela; a acusada pode provocar também
no testamento um sentimento de zelo, porém o acusado
pode ser um jovem que pudesse despertar os instintos
ou a propensão maternal nela..., e outras predisposições
que impelem à divagação, seja consciente ou
inconsciente. Sem dúvida, é muito raro, quando se
apresentam duas mulheres para um mesmo caso, que
concordem em fazer a mesma falsificação, sem que
descubra uma das o oculto da outra; então, aparece a
verdade.
Na verdade, em outros casos, o testemunho de uma só
mulher é considerado como suficiente quando a mulher
que participa do julgamento for esperte ou especialista
nos assuntos da mulher.
Quanto ao assunto do cabeça da família, a necessidade
requer que haja um gerente encarregado da
administração geral da companhia estabelecida entre o
homem e a mulher, do que resulta dela e das
conseqüentes responsabilidade.
Como qualquer outra companhia, a família também
necessita de um cabeça responsável na ausência do
qual um estado de anarquia iria prevalecer, o que
finalmente conduziria a uma privação geral de todos. Há
três possibilidades quanto ao cabeça da família:
1)O homem ser o cabeça da família;
2)A mulher ser o cabeça da família;
3)Ambos serem o cabeça da família simultaneamente.
Primeiramente descartaremos a terceira possibilidade,
porque a experiência tem demonstrado que a existência
de dois chefes para um mesmo negócio gera mais
confusão do que se não tivesse nenhum. O Alcorão,
referindo-se à criação dos céus e da terra diz:
"Se houvesse em ambos(céu e terra) outras divindades
além de Deus,(os céus e a terra) já se teriam
desordenado."
E diz:
"Deus não teve filho algum nem jamais nenhum outro
Deus compartilhou com Ele a divindade! porque se assim
fosse, cada Deus teria se apropriado uns sobre outros.
Glorificado seja Deus de quanto descrevem."
Se tal é o caso com esses deuses imaginários, então
como seria entre os humanos que são tão agressivos e
injustos?
A ciência psicológica admite que as crianças educadas à
sombra de pais em conflito para conseguir ser o cabeça
do casal!, são de afetividades alteradas, desequilibradas
e criam em suas personalidades complexos e desordens.
Ficam as duas primeiras possibilidades. Antes de
consideramos seus temas, gostaríamos de fazer a
seguinte pergunta: Qual dos dois está mais capacitado
de exercer a função de cabeça da família com todas as
suas responsabilidades, o intelecto ou a emoção? Se a
resposta intuitiva for o intelecto por ser ele quem dirige
os assuntos com ausência da emoção aguda, que muitas
vezes se inclina com o pensamento e o desvia do
caminho reto e direto, o problema já está resolvido sem
necessidade de maiores discussões. O homem com seu
caráter intelectual, não emocional, e com o que o tem
equipado a vida com a capacidade de lutar e suportar as
conseqüências, é evidente, que ele é melhor qualificado
que a mulher para ser o cabeça da família. Mesmo a
própria mulher não respeita o homem fraco que pode
facilmente ser conquistado por ela. Ela o despreza; nem
consegue confiar nele. Este comportamento da mulher
pode ser o vestígio remanescente da atitude da mente
que ela assimilou através dos séculos e por intermédio
dos treinamentos que ela recebeu no passado. O fato é,
contudo, inegável de que ela continua atraída por um
físico bem proporcionado de homem, como é o caso das
mulheres americanas. Apesar de ter conseguido uma
igualdade com o homem e ter sido reconhecida como um
ser totalmente independente, ela aprecia submeter-se ao
homem, fazer-lhe carinho e conquistá-lo. Ela é movida
pelo seu bem proporcionado corpo, peito largo e, quando
se assegura de sua força em comparação à sua
debilidade, ela se entrega a ele!
A mulher pode desejar ser o cabeça da família somente
quando ainda não tem filhos, uma vez que não se
preocupa em educá-los e treiná-los. Depois de ter filhos
ela não pode se oferecer a arcar com responsabilidades
extras, pois sua função como mãe é mais que um fardo
pesado para ela.
Isso, porém, não significa que o homem deva ser um
ditador para sua mulher ou em sua casa, uma vez que a
liderança significa obrigações e deveres que podem ser
desempenhadas somente através de consulta mútua e
cooperação. O sucesso no empreendimento significa
reciprocidade de compreensão e simpatia perpétua. O
Islam insiste que o amor e a compreensão mútua e a
simpatia constante em lugar de conflito e competição
devem formar a base da vida familiar. O Alcorão diz:
"Harmonizai-vos com elas."
O Profeta(SAAS)disse:
"O melhor dentre vós é o que melhor trata a sua esposa."
A medida estipulada pelo Profeta para se julgar um
homem é seu comportamento para com a esposa. É um
critério perfeito, uma vez que nenhum homem maltrata
sua esposa a menos que seja espiritualmente doente e
absolutamente sem virtude.
Porém, as relações"oficiais"dentro da família são temas
de muitas dúvidas estão relacionadas com as obrigações
da mulher para com o homem e outras a respeito do
termo do divórcio e da poligamia.
Eu creio que o matrimônio é algo muito pessoal e que é
como qualquer trato entre duas pessoas, dependendo,
antes de tudo, das faculdades pessoais e das
peculiaridades psicológicas, intelectuais e corporais de
cada uma das pessoas interessadas, de maneira que
seria difícil que o regesse uma lei geral. Então, se
encontramos um matrimônio dominado pela concórdia e
a conformidade, não é necessariamente porque cada um
dos cônjuges tenha observado meticulosamente as
regras conjugais de um com respeito ao outro. Muitas
vezes ouvimos que entre alguns casais não se fortalece
a concórdia e o amor até depois de um severo conflito.
Similarmente, se um estado de discórdia e conflito é
testemunhado na vida matrimonial de um casal, pode
não ser devido a alguns erros cometidos pelo marido ou
por causa da desobediência da esposa. Pode ser que
ambos sejam seres excepcionalmente nobres como
seres humanos, mas o seu temperamento pode diferir e
assim devem lamentar a impossibilidade de chegarem a
bons termos entre eles mas continuam incapazes de
efetuar um compromisso entre eles.
Apesar disto, é indispensável que exista uma lei comum
que rege o assunto do matrimônio. Nenhum regime pode
manifestar que abrange plenamente a vida dos seres
humanos sem adotar, para este assunto tão sensível,
uma legislação que estabeleça pelo menos as linhas
gerais que não se deve ultrapassar, e logo deixe o
discernimento pessoal a julgar entre ditos termos.
Naturalmente, não recorremos à lei se nos amamos e
nos entendemos.
O matrimônio próspero não recorre aos textos da lei,
tampouco se julga por ela, nem diz cada um dos esposos
a si mesmo: que a lei me julga tal, então vou fazê-lo,
senão estarei discordando de seus mandamentos; a
prosperidade surge geralmente da concórdia entre os
temperamentos e entre as duas partes complementares,
engrenando uma com a outra, surgindo o amor que atrai
aos corações de uma maneira que talvez não seja justa
quanto a um dos dois cônjuges ou a ambos; ou pode ser
contrária a respeito da correta posição, porém, apesar
disto, este matrimônio é firme e cumpre sua missão da
melhor maneira.
Porém, quando nos desentendemos, então recorremos à
lei e nos guiamos por seus textos que podem decidir
neste desentendimento.
O que se exige da lei é que seja justa, que não seja
partidária de um dos litigantes, prejudicando o outro; e
que faça todo o possível para cobrir o mais amplamente
a todos os casos, ainda que sempre se repete que
nenhuma lei pode abranger todos os casos ou que sua
aplicação, seja literal ou não, pode ser justa, eqüitativa e
efetiva em todas as situações.
Vejamos a lei Islâmica do ponto de vista das obrigações
conjugais,(1) porque são os pontos de dúvidas que
causam mal entendidos.
----------
(1) Que concernem à mulher.
----------
Três pontos podem ser considerados:

1) Constituem, acaso, essas obrigações uma injustiça


para com a mulher?
2) São elas unilaterais sem correspondência?
3) São obrigações perpétuas que a mulher não pode
libertar-se delas quando deseja?

A mulher deve cumprir três obrigações principais:

a) Que obedeça a seu marido sempre e quando a chame


para o ato matrimonial.
b) Que não deixa entrar em sua casa ninguém que ele
não deseja.
c) Que seja leal a ele durante a sua ausência.

Quanto à primeira obrigação, uma pequena explicação é


necessária para apreciá-la propriamente. A sapiência
dela é óbvia. A constituição física do homem o impele às
relações sexuais mais freqüentemente para aliviar a sua
opressão e ser capaz de cumprir com seus deveres na
vida prática mais tranqüila e eficientemente. Em sua
juventude, em particular, ele está mais dominado pelo
instinto sexual e sente uma necessidade de satisfazer-se
mais profundamente que a mulher, apesar de,
sexualmente, ela ser mais profunda que ele e é física e
psicologicamente mais intensamente inclinada a ele.
Sua inclinação, porém, não se expressa no sentido físico
apenas. O casamento é um meio de satisfazer sua ânsia
natural por homem bem como satisfazer as
necessidades de sua vida espiritual, psicológica, social e
econômica. A questão agora é: O que deveria um marido
fazer se ao aproximar-se da esposa é friamente rejeitado
por ela? Deveria ele procurar estabelecer relações
ilícitas com outras mulheres? Nenhuma sociedade pode
aprovar tal procedimento, nem a própria esposa
concorda que seu marido fosse física ou
psicologicamente atraído por outra mulher, não importa
o que as condições de vida sejam para ela.
Quanto à questão da recusa da esposa de ir para cama
com seu marido quando ele a convida, acontece em três
casos:

1) Ela odeia o marido e não se sente inclinada a ter


relações sexuais com ele.
2) Ela ama o seu marido mas odeia o ato sexual e por
isso o recusa, um estado anormal, mas que existe na
vida real.
3) Ela é uma esposa amorosa, não odeia o ato sexual,
mas naquele momento em particular acontece não estar
inclinada a ele.

O primeiro desses casos prognostica uma condição


permanente e não deve ser condicionado a um ato
particular ou um período de tempo. Em tal situação o
laço matrimonial não sobrevive por longo tempo. A
melhor coisa e fazer em tal caso seria deixar o homem e
a esposa separados um do outro. A mulher possui este
direito de distintas maneiras, como veremos depois.
No segundo caso também a condição da esposa é
permanente. Não se origina do desejo sexual somente do
marido. Deve ser tratado satisfatoriamente e uma
completa harmonia entre o marido e a esposa deve ser
restaurada; ou o marido aceita a abstinência de
satisfazer as suas necessidades, sejam a quais forem as
dificuldades, ou a esposa aceita suportar a dificuldade,
porque deseja o seu marido e não quer separar-se dele,
ou que se separem da maneira mais gentil, quando não é
mais possível a harmonia. Quanto à lei Islâmica, obriga a
mulher à obediência se o marido insistir, e isso não é
despotismo nem injustiça, porque o natural no
matrimônio é que abranja a relação sexual, e a negação
da esposa, como dissemos, faz com que o marido
procure a ação imoral ou casar-se com outra mulher,
coisa que a esposa não deseja. Porém, a lei Islâmica não
o obriga aceitar esta situação quando ela vê que não
pode suportá-lo e que o amor por seu marido tenha
desaparecido, convertendo-se em repugnância, podendo
separar-se por isto.
A terceira situação é instável e seu tratamento é fácil.
Esta repugnância temporal da relação sexual pode surgir
de uma depressão, aborrecimento ou preocupação,
porém um pouco de preparação psicofísica acaba com o
motivo. Por isso, o Profeta esteve interessado em
instruir os homens a utilizarem de brincadeiras e
carícias antes do ato sexual. primeiro para elevar esta
relação de pura ação física e fazer dela uma harmônica
união física e espiritual, fazendo desaparecer a causa
básica da aversão.
Por outro lado, se é a esposa que deseja o ato sexual e o
marido, por alguma razão, está desinteressado, um
fenômeno raro, pelo menos na época da juventude, a
mulher tem recursos suficientes e métodos para induzir
seu marido a ter novamente relações sexuais com ela. A
mesma lei que obriga a esposa de atender os desejos do
marido, também prescreve que ele satisfaça os desejos
dela. Ela prescreve que o marido deve também
preencher seus deveres conjugais quando sua esposa o
desejar. Se o marido é incapaz de satisfazê-la, o
casamento pode ser dissolvido.
Assim, vemos que os deveres, segundo a lei islâmica,
são de ambos e não há nem compulsão nem
desconsideração da esposa implicados nelas.
A segunda obrigação da esposa em relação ao marido é
que não permita a ninguém que ele desgoste entrar em
seu lar(isto, de nenhum modo se refere ao adultério, uma
vez que é um ato totalmente ilícito, aceite o marido ou
não). A sabedoria desse mandamento é manifesta, pois
muitas vezes surge a discórdia na casa por causa da
intervenção de uma terceira pessoa que espalha falsas e
maliciosas notícias. Se o marido nota isso e pede à
esposa que impeça a entrada em sua casa de uma
pessoa em particular, e ela se opõe a isso, a esposa
continuaria sendo a origem da desavença e seria
impossível a concórdia.
Então, esta obrigação é em prol da estabilidade comum
entre os dois e das crianças que necessitam de uma
atmosfera de carinho que não os corrompa com
desavenças e discórdias, para que não cresçam
desequilibradas em sua personalidade e
intelectualidade.
Talvez alguém pergunte: Por que a lei não obriga o
marido também de não permitir entrar em sua casa a
quem sua esposa não deseja?
É natural que, havendo amor e carinho e havendo
educação e elevação dos dois, é possível ter acordo em
todos os assuntos, não chegando ao grau de irritação.
Porém, suponhamos que a discórdia existe e a concórdia
é impossível, e terão de recorrer à corte para arbitrar
suas diferenças. se a mulher desfrutasse do direito de
proibir qualquer um de entrar na casa de seu marido,
tornaria a questão pior, pois devemos, neste ponto,
anotar que as impressões da mulher são, na maioria dos
casos, ilógicas, uma vez que são puramente a reflexão
de sua própria peculiar personalidade mais do que a
conseqüência de qualquer prudência. Podem ter nascido
de suas constrangidas relações com os parentes do
marido, com a mãe ou com a irmã dele, etc. Portanto,
tornar obrigação do marido obedecer sua esposa em tais
circunstâncias não seria um passo prudente; seria um
ato de ternura sentimental que em breve sofreria uma
mudança ou estaria completamente infundado na
realidade.
Não queremos dizer com isso, que o esposo esteja
sempre com a razão no que faz. É possível que seu
comportamento, sob certas circunst6ancias, seja pueril
e evasivo. tampouco queremos dizer que a esposa está
sempre errada. Ela pode ter total justificativa em odiar
seu marido cuja natureza, é possível que seja a causa
real de suas relações constrangestes, mas, uma vez que
a lei é moldada para a vida normal do ser humano, onde
o homem age mais racionalmente que uma mulher
normal, ela dá um grau de importância ao homem sobre
a mulher. A esposa é, porém, livre de obter uma
separação do marido se estiver convencida que não
pode mais suportá-lo.
A terceira obrigação da mulher: Guardar os bens e a
honra de seu marido em sua ausência, é uma obrigação
natural e lógica, e não creio que haja ninguém que
discuta isto, já que é uma obrigação recíproca que
compreende tanto o homem como a mulher.
Vamos agora tratar de uma situação de rebeldia por
parte da esposa ou por parte do marido:
Por ser o homem o cabeça da família, ele tem o direito
de educar a esposa em caso de desobediência, como o
seguinte versículo esclarece:
"Quanto àquelas, de quem suspeitais deslealdade,
admoestai-as (na primeira vez), vedai-lhes nossos leitos
(na segunda vez) e castigai-as (na terceira vez); porém,
se vos obedecerem, não as provoqueis."
Nota-se que o versículo gradualmente esclarece,
descrevendo os meios de se corrigir a esposa,
finalizando com o castigo. Admitimos que esse privilégio
pode ser abusado por algumas pessoas, uma vez que
qualquer direito no mundo pode ser abusado e seria
impossível impedir o abuso, a não ser com boa educação
moral e a elevação espiritual, coisas que o Islam não
descuida nem se cansa de insistir nelas. Porém, estamos
tratando aqui da legalidade deste direito e sua
necessidade quanto à conservação da constituição
familiar, protegendo-a do desmembramento e da
decomposição.
Toda lei ou sistema no mundo necessita de poder para
educar os rebeldes, senão seria tinta sobre papel e
desapareceria o objetivo benéfico de sua existência.
O matrimônio é um regime estabelecido em prol da
sociedade, do esposo e da esposa igualmente, e no qual
se supõe realizar, o máximo possível, os benefícios para
todos, pois quando a harmonia e a concórdia são
predominantes nele, seriam reais todos os interesses
sem a intervenção da lei. Porém, quando se produz a
discordância, surgem os danos que não afetam somente
a cada um dos cônjuges, mas também aos filhos que são
núcleo da futura sociedade, aos quais se devem proteger
por todos os meios da educação e do desenvolvimento.
Se a esposa é a causadora desse dano, então, quem se
encarrega de devolver-lhe a razão? O tribunal?. A
intervenção do tribunal, na mais íntima das relações
entre os esposos, agrava mais o desentendimento,
porque, o que poderia ser trivial e temporal, levaria a
destroçar esse enlace, porque tocaria no orgulho em
público de um e de outro, e começariam a se defender a
todo custo, e cada um dogmatizaria sua opinião. O
tribunal somente deve se intrometer nos grandes
problemas onde falham todos os intentos de
reconciliação.
Por outro lado, nenhum homem sensato pensaria em
levar para o tribunal todos os seus acidentes
insignificantes cotidianos que acontecem a cada minuto
e acabam por si só em cada minuto, uma vez que seria
uma loucura. Seria necessário estabelecer um trinual em
cada casa, funcionando dia e noite!
Então, será indispensável encontrar uma autoridade
local que se encarregue desta educação, que seria a
autoridade do homem, responsável real e final pelos
assuntos e interesses da casa. No versículo acima está-
lhe prescrito que admoeste sua esposa sem injuriá-la
nem ferir o seu orgulho próprio. Se este meio for bem
sucedido, será bom; mas se não for, haverá um grau
mais severo que o anterior, que é vedar-lhe o leito, uma
atitude psicológica profunda do Islam em relação à
mulher, que se orgulha de sua beleza e encanto,
manifestando-se, em alguns casos extremos da rebeldia.
Como tal, sua vedação ao leito significa que seu marido
está insensível à sua beleza e ao seu encanto. Isso pode
reduzir o seu exagerado orgulho e trazê-la de volta à
razão. Porém, se todos esses meios não forem eficazes,
então estamos diante de um caso de imprudência severa
que só pode ser sanada com um método também severo,
que é o castigo, sem intenção de machucá-la, mas para
discipliná-la.
Por isso, a lei islâmica diz textualmente:
"Castigai sem severidade".
Será que esse castigo degrada a mulher e fere seu
orgulho?
Não, não faz. Para começar devemos lembrar que é
apenas uma medida de precaução, guardada para
quando todos os outros meios conciliatórios falharem.
em segundo lugar, devemos também ter em mente que
em certos casos de perversão psicológica o castigo é o
único remédio efetivo. A ciência psicológica nos diz que
em casos normais as medidas de conciliação acima
mencionadas, ou seja a admoestação e a vedação dos
leitos não totalmente efetivas, mas em casos agudos,
masoquismo, por exemplo, elas falham. O único remédio
em tais casos é o castigo físico das pessoas envolvidas.
As mulheres mais do que os homens são geralmente
vítimas deste distúrbio psicológico. Elas sentem prazer
da humilhação e do sofrimento. (Os homens são, por
outro lado, comoventemente afligidos por "sadismo"
marcado por um amor mórbido por crueldade). Se a
esposa pertencer a essa classe de mulher, certamente
sua correção pode ser feita através de castigo somente,
tendo assim recebido sua punição desejada e voltando a
si novamente. Estranho porém pode parecer é o fato de
que há casos de um homem sádico casar com uma
mulher masoquista e viverem em perfeita harmonia,
mesmo que a base de sua união seja anormal. Outra
coincidência, mesmo que seja rara, é o marido ser
masoquista e a esposa sádica, sendo ela a administrar o
castigo de forma que seu temperamento se corrija e se
retificam as situações.
Nos casos normais, que não chegam ao limite da
enfermidade, o castigo não é necessário, é unicamente
uma arma de precaução e não se pode nem se deve
utilizar. O versículo anterior indica isto e o Profeta proíbe
os homens de utilizarem este direito, exceto na remota
necessidade quando não serve nenhum outro meio. Ele
diz:
"Que nenhum de vós flagele sua mulher como faz com os
camelos e ao final do dia coabita com ela."
Agora, se a indisplicência for por parte do esposo a lei é
destina:
"Se uma mulher notar indiferença ou menosprezo por
parte de seu marido, será melhor para ambos que se
reconciliem amigavelmente, porque a concórdia é o
melhor."
Talvez alguns homens estejam inclinados a pedir uma
igualdade completa entre o homem e a mulher. Porém, o
caso aqui não é de justiça imaginária e teórica, mas de
forma prática e de acordo com a natureza humana. Que
mulher sensata, em todo o planeta, bate em seu marido
e continua respeitando-o, e aceita, depois disso, viver
com ele?
Em que país do ocidente"civilizado"ou do
oriente"atrasado"as mulheres podem bater em seus
maridos?
O mais importante é que a lei Islâmica não obriga a
mulher aceitar a displicência do marido e suportá-lo,
uma vez que, neste caso, é-lhe outorgado o direito de
separação.
Em todos os casos anteriores vimos que:

1) Os compromissos da mulher a respeito do homem não


são arbitrários, mas se vê neles o interesse comum que
compreende a esposa também, de uma maneira direta ou
indireta.
2) A maior parte destes compromissos tem seus
equivalentes para o marido; quanto às poucas situações
nas que o homem sozinho, e não a mulher aparece com
maior preponderância, levou-se em consideração nisso o
inato e não se intenta insultar à mulher nem humilhá-la.
3) Em troca dessa submissão outorgou-se à mulher o
direito de recusar, se não aceita ou se sente injuriada na
admissão de tudo isso.
Quanto à separação que assinalamos muitas vezes
anteriormente, e que é o caminho prático da mulher para
rechaçar o que não tolera dos compromissos, este tem
três cominhos distintos:

1) A mulher pode dispor do direito de pedir o divórcio,


quando o deseja, sempre que conste este desejo no
enlace matrimonial, uma vez que é uma lei Islâmica,
mesmo que poucas mulheres a exerçam.
2)Pede o divórcio porque não tolera a seu marido e odeia
sua convivência. Ouvi dizer de alguns tribunais não
colocam em vigor este princípio, mas é um princípio
claro aprovado pelo Profeta, que o colocou em vigor.
Então, é uma parte da legislação Islâmica, e a única
condição é que a mulher renuncie a tudo que tenha
obtido do marido, que é uma condição justa, porque
quando o marido se divorcia de sua esposa perde tudo
que lhe deu. Melhor dizendo, quem provoca o divórcio,
seja o homem ou a mulher, tem de tolerar uma perda
material em troca desta ruina matrimonial provocada por
ele.
3) O terceiro caminho é pedir o divórcio, retendo seus
bens e cobrando manutenção, isto por causa do maltrato
ou do prejuízo, se puder confirmá-los, pois os tribunais
insistem nisto, porque sabem que em muitos casos que
se apresentam ante eles são devidos à malícia, porém
concedem o divórcio quando se confirma o caso.
Estas são as armas da mulher, em troca do poder que o
homem tem, e que, no fim, são iguais.
Isto nos atrai a falarmos sobre o divórcio...
Ouvimos muito sobre as tragédias geradas pelo divórcio,
como a esposa e os filhos sofrem e como as disputas
nos tribunais que não demoram em acabar e começam
de novo. Muitas vezes uma mulher que se encontra em
sua casa calma e tranqüila, ou fatigada e cansada,
dando de mamar a um filho e esperando outro,
preparando, apesar disso, o conforto do marido, de
repente, e sem prévio aviso, surpreende-se pela
intimação de divórcio levada por um oficial... Por que?
Por um capricho imprevisto do marido? Viu outra mulher
e a achou mais bonita? Ou se aborreceu da rotina
conjugal e então deseja a troca? Ou pediu a esposa que
lhe desse de beber e ela se negou ou se atrasou por
estar cansada?
Não haveria uma maneira de anular esta perigosa arma
com a qual o homem joga em má hora a entidade de uma
mulher paciente e um lar tranqüilo, e um futuro feliz que
seus pequenos filhos estão esperando?
Não há dúvida a respeito da existência de muitas dessas
tragédias. Porem, qual é a solução? Anularmos o
divórcio? E que fazemos com as outras tragédias que
surgirão da proibição do mesmo, bem conhecidos pelos
países católicos que não aceitam princípio de divórcio?
Seria a casa um lar se um dos dois ou ambos se
repugnam e não toleram a convivência, sendo uma
cadeia perpétua e a libertação impossível? E não seria
isso um cometimento de alto imoral? O marido toma uma
amante, satisfaz com ela os desejos sexuais, e a esposa
repudiada segue o mesmo caminho?
Seria útil para as crianças que se desenvolvam em tal
ambiente obscuro e nebuloso? O importante não é
somente que vivam protegidos por seus pais, o
importante é o ambiente social em que vivem. Quantos
transtornos são causados pela convivência de pais rivais
que não param de brigar!
É sugerido também que o direito do homem ao divórcio
deve ser restrito. Que quer isso dizer? Quer dizer que o
divórcio não entre em vigor quando o homem profere a
palavra do divórcio, mas quando o tribunal o declara.
Este manda buscar um árbitro da parte dos pais dele e
outro dos pais dela e que estudem o tema, consultando
ao marido, exortando-o, e tratem de fazer a
reconciliação: talvez tudo isto faça com que o marido
reconheça seu erro e retenha a família e o enlace
conjugal, e se os esforços forem em vão, somente então
o juiz decreta o divórcio, e não o marido.
Não vejo nisso qualquer objeção legal quanto à adoção
de uma medida conciliatória para restaurar a paz e a
harmonia entre o casal. Mas não penso realmente que
haja necessidade de tribunal de intervir, uma vez que o
remédio prescrito pela lei Islâmica é por si mais que
suficiente para o propósito. A paz e a harmonia entre o
casal depende mais deles próprios e de seu desejo de
remediar de que outra coisa. Se há boa vontade, ambos
desejam a concórdia, os amigos e os parentes podem ser
inúteis como qualquer tribunal; se não há boa vontade
então nem a mais alta corte do mundo pode ser bem
sucedidas na restauração da paz entre eles. Há as
nações"civilizadas" entre os quais somente o tribunal
pode decretar um divórcio depois de admoestar as
partes e exortá-los para arrumarem as relações, mas
uma grande quantidade de divórcios continua
acontecendo lá. Na América a taxa de divórcio é de 40%;
a maior do mundo.
Quanto a sugestão de que o divórcio poderia ser
efetuando somente se o tribunal estiver convencido de
que a falta recai sobre a esposa e se o marido provar que
viver com ela é aborrecido, ficamos imaginando que
honra que essas pessoas querem trazer para a mulher,
fazendo-a viver na casa dele enganando-o? Certamente,
a lei não pode sancionar tal conduta, nem é fraude o
único curso de ação para ela de que deveria ter de viver
naquela casa como uma desprezada e infeliz
desventurada.
Deveria ela então ficar na casa do pai de seus filhos para
criar e educar seus filhos? Mas, seria indesejável e de
qualquer forma infeliz na própria educação de seus filhos
se eles vivem em tal atmosfera, saturada com injustiça
abominável.
O fato é que a solução de todos esses problemas reside
na educação e criação moral, cultural, psicológica,
espiritual da sociedade como um todo, através de um
longo processo de purificação intelectual, para fazer a
virtude e a bondade prevalecerem no fim, fornecendo
uma sólida base da vida social. O marido, então,
descobrirá que as relações matrimoniais são muito
sagrados e não poderiam ser dilacerados de uma
maneira impetuosa.
Tal processo de elevação moral e espiritual é, contudo,
muito longo e muito vagaroso. Requer que a vida social
da comunidade seja regida pela lei Islâmica, com o
auxílio de um incessante esforço e a cooperação de
todas as instituições sociais, lar, escola, cinema,
imprensa, literatura, religião e o público em geral para
alcançar esse fim. É um processo longo e árduo, porém
este é o único caminho que assegura resultados
satisfatórios.
Em comparação com isso, devemos lembrar que a lei diz
respeito, primeiramente, à administração da justiça.
Seus objetivos, ao dar a ambos, marido e esposa, sua
devida parcela, é garantir-lhes o direito de uma
separação segura em caso de acharem que não podem
mais viver juntos. Neste caso, devemos também lembrar
que "de todas as coisas lícitas para o homem, o divórcio
é o mais odioso para Deus."

Quanto à instituição da poligamia não devemos esquecer


o fato de que é uma lei de emergência. Não representa
qualquer princípio fundamental da lei islâmica:

"Podeis desposar duas, três ou quatro das que vos


aprouver entre as mulheres. Mas, se temerdes não poder
ser eqüitativos para com elas, casai, então, com uma
só." (4ª,3)

O exigido, então, é a justiça e a retidão, que são difíceis


de cumprir e, portanto, a base principal do matrimônio
no Islam é a monogamia. Porém, haverá certas situações
em que a monogamia é uma opressão que carece de
justiça. Então, recorre-se à legislação excepcional,
sabendo-se que a justiça absoluta nela é impossível,
porém para evitar um dano maior com outro menor.<B
Parte superior do formulário

Durante as guerras, especialmente quando um grande


número de homens são aniquilados, o equilíbrio entre os
sexos é seriamente sacudido. Em tais circunstâncias, a
poligamia torna-se uma necessidade social, uma vez que
salva a sociedade da anarquia sexual que geralmente
segue o aniquilamento de um grande número das
mulheres na sociedade. Talvez a mulher possa trabalhar
para manter a sua família, mas como satisfizera sua
necessidade sexual? Isso pode facilmente torná-las
presas fáceis dos homens, uma vez que não são nem
santas, nem anjos. Além disso, como satisfazer a sua
necessidade pelos filhos? Pois a descendência é um
desejo humano e ninguém se salva dele. Na mulher,
porém, é muito mais profundo que no homem. É a sua
principal existência, sem a qual não sente nenhum sabor
na vida.

Haverá outro caminho para satisfazer todas as


necessidades da mulher, preservando, contudo, a sua
moralidade? A França sofreu esse destino. Ela foi
sacudida de sua elevada posição que ela desfrutava na
história. Tal desintegração social pode ser evitada
somente se ao homem é explicitamente permitido por lei
ter mais que uma mulher ao mesmo tempo, com a
condição que ele as trate com justiça em todas as
coisas (com exceção das ligações emocionais que estão
além do controle do homem).

Em outras emergências, além das encontradas durante


as guerras, a mesma necessidade por poligamia é
indicada. Pode haver algumas pessoas que são
exageradas sexualmente. Tais pessoas não se
contentam com uma só esposa, nem conseguem refrear
sua transbordante energia sexual. A lei deve permitir-
lhes que tenham uma segunda esposa, para que não se
envolvam com relações sexuais ilícitas com amantes,
uma situação intolerável para qualquer organização
social sadia.

Há, além dessa, certas outras circunstâncias sob as


quais a poligamia oferece a única solução a muitos
problemas, ou seja, a esterilidade da mulher, ou a
doença crônica que torna a união sexual impossível. No
primeiro caso, quando a esposa é estéril, não podemos
culpá-la por isso, mas por que o seu marido deve ser
privado de prole, que é um profundo desejo humano? O
segundo casamento é o único remédio sensato em tal
situação. A primeira esposa pode permanecer com eles
ou pedir a separação. Quanto à doença crônica da
esposa, não se pode dizer que o apetite em si é um
instinto vil, portanto, sua satisfação não pode ser à
custa da destruição da felicidade e o bem-estar de uma
mulher inocente. O problema aqui não é se o apetite
sexual é vileza ou elevação; é uma necessidade que
ninguém tem poder sobre ela. Se o homem
voluntariamente renunciar a seu prazer sexual e está
ciente do prazer da esposa, é bem vindo como um ato de
nobreza e de generosidade de sua parte. Mas Deus não
impõe a ninguém uma carga superior às suas forças, e o
reconhecimento da realidade é melhor que a nobreza
hipócrita, com a infidelidade às ocultas, como ocorre nos
estados que não permite a poligamia.

Devemos, também, ter em mente as situações em que o


marido é incapaz de dar amor a sua esposa e não pode
se divorciar dela. Nesta e em todas as situações
similares a poligamia fornece a única resposta e
solução.
Vamos agora levantar outras dúvidas prevalecentes
sobre o problema da mulher. Começamos com o direito
da mulher de trabalhar e se mover em público, o que
está devidamente sancionado pelo Islam. Nos primeiros
períodos do Islam a mulher trabalhava fora quando havia
uma necessidade genuína para isso. Similarmente, o
Islam não proíbe as mulheres de saírem e trabalharem
em instituições sociais quando seus serviços são
necessários, ou seja, na educação feminina, em
enfermagem, em tratamento médico de mulheres, etc.
Seus serviços para tais propósitos podem ser recrutados
como os do homem são recrutados nas guerras, etc. Se a
mulher não tem alguém que a sustente ela pode sair
para trabalhar fora.

A necessidade de trabalhar da mulher pela ausência de


um mantenedor, ou a insuficiência de quem a mantém, é
uma necessidade que confirma o direito da mulher de
trabalhar, porque é mais preservador para ela que o
sibaritismo pela vida.

Mas, deve ser lembrado que o Islam permite que a


mulher saia de sua casa apenas quando há realmente
uma necessidade genuína para fazê-lo. De outra forma,
ele não aprova, em princípio, as atividades exteriores da
mulher, como as nações ocidentais e comunistas fazem.
Isto é uma tolice que o Islam não aprova, uma vez que a
mulher não pode participar em atividades sociais a custa
de sua função geral e primária dentro de sua casa,
causando muitos problemas psicológicos, sociais e
morais.

Ninguém pode negar que a mulher, com sua formação


física, intelectual e intuitiva, não seja melhor equipada
para sua função real de maternidade. Portanto, se sua
atenção é desviada para outras atividades não
importantes, a humanidade tende a sofrer. Em tal caso,
ela se torna apenas um brinquedo nas mãos dos homens
e uma escrava para suas insensatas exigências, abrindo
espaço para a desenfreada luxúria e licenciosidade. O
Islam não pode aprovar esta situação que, se o fizesse,
seria desprovido de sua principal marca distintiva de
defender que a humanidade é uma entidade coerente,
que não sofre mudança com a mudança das
circunstâncias.

Dize-se que a mulher pode ser mãe e ao mesmo tempo


trabalhadora, graças à babás que resolvem o problema.
É uma afirmação sem base, uma vez que a babá pode dar
à criança, da mais eficiente maneira, todo auxílio físico,
intelectual ou psicológico possível, mas não pode lhe dar
uma coisa: o amor, o cuidado da mãe e a própria mãe,
sem a qual dificilmente a vida florescerá ou as boas
maneiras se enraízam.

Por mais que eles tentam, os portadores da bandeira da


civilizaação ou os tolos adeptos do comunismo, não
conseguem nunca efetuar qualquer mudança na natureza
humana. A criança necessita da atenção da mãe durante
aos menos os primeiros dois anos de vida, uma atenção
completa, não dividida e amor cuja sociedade não é
tolerada mesmo se o sócio for o próprio irmão da
criança. Como pode uma babá dar este cuidado materno
e o amor à criança? Ela tem, na maioria dos casos, dez
ou vinte crianças para tomar conta. As crianças ficam
lutando entre si pelos brinquedos e pela atenção da mãe
artificial que eles dividem em comum. A luta assim se
torna uma feição permanente de suas vidas, deixando
seus corações frios e duros, sem amor, sem uma afeição
fraternal.

Uma babá pode ser, se há qualquer necessidade genuína


por ela, usada para tomar conta das crianças. Mas, sem
qualquer necessidade de se recorrer a ela, seria uma
insensatez.

Os loucos ocidentais podem, contudo, desculpar-se,


baseados nas suas condições históricas, geográficas e
político-econômicas da vida, mas e nós que vivemos no
oriente Islâmico? Temos também qualquer desculpa?
Não há, acaso, mais trabalhadores masculinos
disponíveis para trabalharem fora sem que requisitemos
os préstimos das trabalhadoras femininas, ou os
Muçulmanos, pais, irmãos, maridos ou parentes se
abstiveram de manter suas irmãs, filhas, esposas ou
parentes pobres, deixando-as a sua sorte, para saírem à
procura de sobrevivência para si?

Foi também dito que, trabalhando fora, a mulher pode


alcançar sua independência econômica que pode
engrandecer a sua honra e aumentar o seu prestígio na
sociedade. Mas gostaríamos de saber se o Islam tem
negado uma independente posição econômica à mulher?
O fato é que o problema que o mundo Islâmico está
enfrentando hoje não é o de um sistema, mas da pobreza
devido à qual ambos, homens e mulheres, foram privados
de todas as facilidades de uma vida decente. A solução
reside em aprimorar nossa produção material de tal
forma que toda a nação possa prosperar, homens e
mulheres, e ninguém permanecer pobre. A competição
entre homem e mulher sobre a possessão de fontes da
produção econômica não é solução.
Algumas pessoas também afirmam que, trabalhando
fora, a mulher pode auxiliar no aumento da renda
familiar, uma vez que a renda de um só membro não
iguala a de duas pessoas. Isto pode ser verdade em
certos casos individuais, mas se todas as mulheres
foram levadas para trabalharem fora, a vida familiar pode
ser perturbada, gerando uma longa separação do marido
e da esposa que pode resultar em crimes morais. Que
justificativa econômica, social ou moral há para fazer a
mulher trabalhar fora a um custo tão alto?

O islam deu conta das exigências da natureza humana


bem como das necessidades da sociedade, quando
especificou que a mulher assumisse a sua função natural
de cuidar da raça humana. Assim, o homem foi
encarregado com o dever de sustentá-la e fornecer-lhe
todas as suas exigências, deixando-a livre de todos os
temores irrelevantes, além de dar-lhe o mais alto
respeito e consideração, a tal ponto que, quando uma
pessoa perguntou ao Profeta:
" Quem é o mais digno de meu bom tratamento? "
Ele lhe respondeu:
" Tua mãe! "
O homem perguntou novamente:
" E então quem? "
O Profeta respondeu novamente:
" Tua mãe! "
Mais uma vez o homem perguntou:
" E então quem? "
O Profeta respondeu:
" Teu pai ! "

Então onde está o "problema" que preocupa a mulher


muçulmana? Que objeto lhe falta na vida que o Islam não
lhe tenha dado, para que procure conseguí-lo por
intermédio de voto e a representação no parlamento?

Quer a igualdade com o homem?

Sim, o Islam lhe dá a igualdade teórica e praticamente


ante a lei. Quer a independência econômica e a
liberdade no trato com a sociedade? Sim, O Islam foi o
primeiro a lhe outorgar este direito, além de torná-lo uma
obrigação.

Não quer se casar sem o seu consentimento, podendo


escolher ela mesma o noivo? Que seja bem tratada,
contanto que executa seu papel conjugal como é
devido? Que tenha o direito de separar-se quando não
encontra ambiente favorável?

Sim... O Islam dá todos esses direitos.

Quer o direito de trabalhar?


Sim, tem esse direito no Islam.

Quer a liberdade de degeneração no sibaritismo? Esta é


a única liberdade que o Islam lhe tira, porém tira-a do
homem igualmente. Além disso, a decisão quanto a esta
liberdade não necessita da participação do parlamento,
mas só necessita que as relações sociais e as tradições
se desintegrem e se degenerem numa anarquia. Então,
todos aqueles que clamam por essa liberdade podem
desfrutar dela desenfreadamente.

A participação no parlamento não é uma meta em si,


como entendem os tolos, os ignorantes e várias
mulheres dos congressos, mas é um meio para outra
meta. Mesmo que consigam o seu objetivo, qual seria a
necessidade para este remédio? A menos que seja
imitação cega do ocidente. Nossas circunstâncias são
distintas das suas e os valores de nossos pontos de vista
são distintos dos deles.

Porém, alguns poderiam dizer: Que nos importam as


distintas circunstância e as diferenças substanciais? A
situação da mulher no oriente é péssima, e ninguém
pode negar isso. A mulher no ocidente tomou a liberdade
e conseguiu seu status social; então, por que a mulher
oriental não segue seus passos e recupera seus direitos
usurpados?

Sem dúvida isso é verdade. A mulher nos países


Islâmicos é geralmente atrasada. Em algumas zonas
onde o nível social e econômico é baixo, a mulher se
converte na primeira vítima, sofre mais que desfruta, e
oferece mais que recebe, sem clara possibilidade de
desenvolvimento cultural.

Isto é verdade. Porém, quem é o responsável por esta


verdade? Seria o Islam e os ensinamentos Islâmicos?

A má situação que se encontra a mulher oriental se deve


a umas circunstâncias econômicas, sociais, políticas e
psicológicas que temos de compreender para sabermos
de onde nos vêem essas corrupções, e temos que estar
conscientes destas circunstancias ao tratarmos do
tema.

1) A pobreza que assola o oriente desde há várias


gerações; a injustiça social que faz alguns desfrutarem
do luxo e abundância, enquanto outros não encontram o
pedaço de pão e a vestimenta para cobrir seus corpos.

2) A repressão política que faz dos governantes uma


classe distinta dos governados, uma classe que tem
todos os direitos e não tem deveres e faz com que os
governados paguem todo o custo, sem nenhuma
compensação. Estas nuvens negras da opressão que
cobrem os céus são o resultado desses fatores sociais.
São essas circunstâncias que são de fato responsáveis
pela presente humilhação e progressão em que vive a
mulher no oriente.
A mulher anseia pelos sentimentos de respeito mútuo e
a concórdia entre ela e o homem. Mas, como germinam
estes sentimentos na intensa pobreza e na opressão
sufocante de todos? A mulher não é a única vítima, mas
o homem também, ainda que pareça que esteja numa
situação melhor do que a dela.

O homem trata a sua mulher asperamente e a persegue


como uma reação ao tratamento áspero e à perseguição
que ele próprio sofre nas mãos das pessoas ao seu
redor. Ele é desonrado e seu orgulho é ferido pelo áspero
tratamento de seus chefes da vila, dos policiais, dos
donos das indústrias ou do Estado. Ele só encontra
desonra e humilhação na vida social, mas ele não pode
se desforrar dessas forças antagonistas. E então, ele
volta para casa e desabafa a sua furiosidade em sua
esposa e filhos e naqueles que estiverem perto dele na
hora.

É esta odiosa pobreza que assola a sociedade e deixa o


homem exausto, esgotando a sua energia psíquica e
nervosa, que faz perder a sua amplitude pessoal onde
crescem os sentimentos de amor e tolerância para com
os demais. É esta infeliz pobreza que obriga a mulher
tolerar pacientemente a tirania, a crueldade e os maus
tratos de seu marido, uma vez que ela sabe que a vida
sem o ganha-pão seria pior ainda. Ela não se atreve
mesmo a reclamar por seus direitos legais com receio
que seu marido possa se divorciar dela. E o que ela faria
se ele divorciasse dela? Quem a manteria? Seus próprios
parentes são tão pobres para mantê-la! Eles só podem
aconselhá-la a voltar para seu marido e agüentar a
degradação e a humilhação quanto possa. Esta é uma
das razões porque a mulher é degradada e humilhada no
oriente hoje.

3) Em toda sociedade atrasada – e o oriente de hoje em


dia é uma delas, porque perdeu seus objetivos e a si
mesmo, submergindo-se na obscuridade – todos os
valores humanos são eliminados e a força se transforma
no único meio de atuar, enquanto a debilidade seria
objeto de desprezo e humilhação.

Como o homem é mais forte que a mulher, então, ele a


despreza, porque ele mesmo perdeu o refinamento moral
tão necessário para tal atitude, em relação ao sexo
frágil, a menos que ela tenha bens; então é respeitada
por possuir um fator de força e poder!
Similarmente, numa sociedade atrasada como a oriental
no momento, o povo se rebaixa ao nível de pura
existência instintiva. Eles são manipulados sexualmente
em todos os seus pontos de vista e atitudes em relação
à vida. Como tais, eles passam a ver a mulher como um
meio de satisfazer sua luxúria e nada mais. Ela perde
todo o respeito como ser humano, uma vez que
psicológica, intelectual e espiritualmente ela é
considerada bem abaixo do homem para merecê-lo ou
reclamá-lo. Como resultado disso, a união sexual do
homem e da mulher é reduzida a um ato puramente
animal onde a fêmea sempre é dominada pelo macho,
reunindo duas distintas marcas abjetas: O domínio na
hora do ato e a negligência depois do ato.

Afligida sempre com a fome e a ignorância, uma


sociedade atrasada dificilmente consegue poupar tempo
ou energia para alcançar elevação moral e disciplina,
apesar de ser apenas através deles que as pessoas
conseguem alcançar altos planos de humanidade e subir
acima do plano da existência puramente animal. Na
ausência de tal disciplina moral e espiritual, ou na
presença daquilo que é inadequado, o resultado
inevitável é que a vida humana assume um caráter
puramente econômico, o poder é adorado e medido em
termos de paixão animal.

Neste ambiente a mãe trata, inadvertidamente, de


destruir os sentimentos do homem em relação à mulher
e moldá-los na ditadura e na influência despótica, uma
vez que a mãe que mima o seu filho e não o detém em
um limite lógico, habitua-o a que sua palavra seja uma
ordem, quer seja razoável ou equivocada. Além disso, ela
o habitua a não controlar suas paixões e seus desejos.
Então, suas ordens são conseqüências destas paixões e
desejos. Se a sociedade é incapaz, com sua anarquia,
repressão e indiferença, de formar uma personalidade
correta, e na vida prática os desejos do homem não são
atendidos, ele começa a descarregar o seu rancor sobre
os homens, as mulheres e as crianças que o rodeiam.

Estes são os fatores mais importantes responsáveis


pelos distúrbios e os problemas testemunhados pelo
oriente hoje e que colocam a mulher nesta situação
vergonhosa. Nenhum deles tem alguma relação com o
Islam; são incompatíveis com o verdadeiro espírito
islâmico.

Será que a pobreza foi gerada pelo Islam? Certamente


não, pois foi ele que tornou a comunidade tão rica que,
como aconteceu na época de Ômar Ibn Abdel Aziz,
quando não permaneceu ninguém que fosse pobre para
merecer receber caridades. O Islam é um sistema
prático de vida que gerou aquele grande milagre
econômico em termos de vida prática. É o mesmo
sistema de vida que trata de distribuir a riqueza das
pessoas de uma maneira justa entre os membros da
comunidade. O Alcorão diz:

"Tudo quanto Deus concedeu a Seu Mensageiro,


(tomado) dos moradores das cidades, corresponde a
Deus, a Seu Mensageiro e aos parentes, aos órfãos, aos
necessitados e aos viandantes; isso para que não sejam
monopolizados pelos opulentos dentre vós." (44º, 7)

Desta forma, o Islam aproxima os níveis entre as


pessoas, porque não admite a injúria e a proíbe, e odeia
a pobreza e trata de eliminá-la.

A pobreza é o primeiro fator do problema da mulher


oriental, e se fosse eliminado, então, dissolver-se-ia o
maior complexo e a mulher encontraria sua dignidade.
Não é necessário que trabalhe para ganhar, ainda que
isto seja um direito dela, porém a elevação do nível da
riqueza para toda a massa popular faz com que a parte
da herança da mulher só mantenha a ela e a ninguém
mais, um fator para ser respeitado pelo homem,
animando-as a apegar-se a seus direitos que abandonou
por temer enfrentar a pobreza.

E quanto à injustiça política que o homem está sofrendo


e que o faz descarregar seu rancor reprimido em sua
esposa? Acaso o Islam é responsável por ela?

O Islam não pode ser responsabilizado por ela, porque


ele prega a revolta contra a injustiça e não a obediência
a ela. A este respeito ele regula tão eqüitativamente as
relações dos governantes e dos governados que quando
Ômar disse:

"Ouvi e obedecei!".

Um homem dentre a assembléia dos crentes retrucou:

"Não o ouviremos, nem o obedeceremos enquanto não


nos disser de onde conseguiste as tuas vestimentas!"

Ouvindo isso, Ômar não se encolerizou. Ele, ao contrário,


agradeceu o homem e esclareceu sua posição perante a
assembléia. Finalmente, o homem levantou novamente e
disse:

"Dá-nos, agora, as tuas ordens; ouviremos e


obedeceremos."

É precisamente esta forma de governo que pedimos para


ser estabelecida hoje, de tal forma que nenhum
governante ousaria oprimir o povo; assim, as pessoas
podem sentir-se livres o suficiente para expressar seus
pensamentos perante os governantes; assim, as
relações do homem com a sua esposa e filhos são
baseados na justiça, na caridade, no amor e na
fraternidade.

E quanto à degeneração dos altos valores humanos, é o


Islam responsável por ela?

Não, o Islam nada tem a ver com essa degeneração dos


valores morais. Ele procura elevar os seres humanos,
inculcando neles valores espirituais mais altos. Ele
ensinou ao homem que:

"O nobre de vós aos olhos de Deus é o de melhor


conduta", acima do mais rico, mais forte ou mais
poderoso. Uma vez que esses altos valores sejam
firmemente estabelecidos na sociedade, a mulher não
mais será menosprezada por sua debilidade. A medida da
humanidade do homem em tal sociedade é o seu justo
tratamento à sua esposa, como disse o Profeta:

"O melhor dentre vós é aquele que melhor trata a sua


esposa, e eu sou quem melhor trata a sua esposa."

Além de calar fundo na psicologia humana, esta tradição


do Profeta nos diz que o homem não pode maltratar sua
esposa se não for vítima de complexos psicológicos e
distúrbios, ou carecer de verdadeiros padrões humanos.

E quanto à degradação do homem para um nível


puramente de instinto animal, é o Islam a causa disso?

Certamente que não. O Islam não é a causa dessa


degradação, uma vez que ele nunca sancionou que o
homem descesse para tal nível animal. Longe disso, ele
procura elevar o homem e a mulher a tão altos planos do
ser que não mais sejam escravos de seus instintos, nem
que seu ponto de vista sobre a vida seja unicamente
moldado por eles. As relações sexuais de homens e
mulheres não são, do ponto de vista do Islam, puramente
animais. O Islam visa com isso a libertação dos
indivíduos de suas necessidades, para que não os
preocupe e abale seus nervos, impedindo-os de dirigirem
suas capacidades para o campo da produção, quer seja
no campo da arte ou da adoração, fazendo-os, na
ausência de sua satisfação pelo método lícito, se
desviarem para o campo das práticas criminais. Apesar
do Islam não condenar as relações sexuais, ele não
aprova o total envolvimento com eles. Ele impele as
pessoas a devotarem suas energias para os objetivos
altruísticos e nobres, o homem combatendo
incessantemente pela causa de Deus, e a mulher
fazendo o melhor para educar os filhos e cuidar dos
deveres de seu lar. Assim, o Islam dá a ambos, homem e
mulher, os ideais que os elevam bem acima do nível
puramente animal das necessidades e das paixões.

A deficiente disciplina moral é, acaso, o resultado do


impacto do Islam? A resposta é um sonoro não, uma vez
que o Alcorão e os ditos do Profeta estão todos cheios
de preceitos morais que visam a elevação espiritual da
alma humana, disciplinando-a para exercer um auto-
controle e observar os princípios da justiça e o respeito
aos outros tal como alguém espera respeito dos outros.

São as nossas tradições da vida social realmente


responsáveis pelo atraso da mulher no oriente? Foram
elas de fato que as fizeram viver como animais, inertes,
de mentes estreitas, ignorantes como alguns escritores
querem nos fazer crer? A resposta novamente é um
enfático não. Nossas tradições passadas não nos
proíbem adquirir conhecimento, trabalharmos ou
cooperarmos com outros na vida social, contanto que
objetive o bem da comunidade e não acarrete efeitos
adversos a ela.

O que essas tradições não aprovam são as atividades


ridículas e doentias como a saída da mulher para as ruas
sem nenhuma necessidade genuína. Certamente,
ninguém ousa dizer que a mulher pode compreender
suas potencialidades e respeito através dessas tolas
atividades somente. Elas podem, em tais situações,
caírem presa fácil da luxúria do homem sibarita como a
experiência das garotas esclarecidas da sociedade da
civilização ocidental ilustram. As pessoas que se opõem
às tradições parece que fazem isso porque querem
conseguir seus baixos desejos pelo caminho mais fácil,
sem que as tradições se interponham.

Havia no Egito um escritor não-muçulmano que nunca


perdeu uma oportunidade para desacreditar o Islam
aberta ou disfarçadamente em sua revista semanal. Ele
lembrava sempre às mulheres:

"Livrai-vos das vossas tradições ultrapassadas; deixai


vossos lares e misturai-vos com os homens
corajosamente, apressando-vos em agarrar serviços nas
fábricas e lojas, não porque há uma necessidade genuína
para isso, mas para livrar-vos de vossas
responsabilidades como mães e enfermeiras da raça
humana."

Ele também disse que a mulher que caminha nas ruas


com seus olhos no chão, é por falta de coragem e auto
confiança e foi dominada pelo temor ao homem. Mas
quando ela, por intermédio de sua experiência alcançar
esclarecimento, será capaz de encarar o homem
corajosamente.(¹) Ele ignorou a história que nos diz que
Aicha, que tomou parte ativa na política de seu tempo e
empunhou armas no campo de batalha, usava falar aos
homens por trás de uma cortina. Além disso, ele
esqueceu de mencionar que o baixar o olhar não era algo
peculiar da mulher apenas, pois a história também nos
diz que o Profeta Mohamad (que a paz e a graça de Deus
estejam com ele) era mais recatado que uma virgem.
Será que ele também não tinha auto confiança, ou
carecia de consciência de ser o mensageiro de Deus?
Por quanto tempo esses escritores continuarão
repetindo e declarando tais coisas tolas?

Que a mulher é reduzida a um plano baixo de existência


é indubitavelmente certo, mas a maneira de reformar
esta situação não é a adotada pela mulher ocidental que
enfrentou circunstâncias peculiares e, portanto, foi
sujeita a típicas aberrações, resultantes daquelas
circunstâncias.

O Islam e somente o Islam fornece uma solução para o


problema da mulher e também do homem. Deixemos
todos nós, homens, mulheres, jovens e idosos que o
Islam governe nossas vidas, restabelecendo um estado
islâmico e impondo as leis islâmicas em nossas vidas.
Somente então seremos capazes de realizar na prática
nossas crenças e nossos ideais. Este é o único caminho
de alcançar a simetria e a harmonia em nossa vida, sem
recorrermos à injustiça e à tirania.

_______
(¹) O escritor é Salama Mussa, a exemplo de Jorge
Zaidan formam a vanguarda de inimigos que estão
presentemente ativos contra o Islam.
Fonte: "Islam a Religião Mal Compreendida"; Por Mohammad Qutub; Tradução;
Prof.Samir El Hayek.
Não, por Deus, juro que Allah jamais me concedeu nada melhor do que ela.
Ela foi a esposa que acreditou em mim quando ninguém acreditava. Ela
confirmou minha honestidade quando todos me acusavam de mentiroso.
Ela me sustentou quando todos me despojaram. Através dela, Allah me
concedeu os filhos que nenhuma outra mulher me deu..."

O Islam, hoje, é uma grande força no mundo. Mas, houve um tempo em


que, quando ele ainda engatinhava, precisou de proteção contra os ventos
da idolatria e do politeísmo. Os muçulmanos não podem se esquecer de
uma figura importante na construção dos alicerces do Islam: Khadija Bint
Khuwaili.

Khadija foi testemunha ocular do nascimento do Islam. Foi em sua casa que
o Islam foi sendo esculpido e moldado. Foi a partir de sua casa que o Islam
"alçou vôo". Sua casa foi o lar do al-Qur'an, o Livro de Deus e código
religioso e político do Islam. Durante 10 anos as mensagens foram sendo
trazidas pelo anjo Gabriel e Khadija foi quem mais colecionou essas
primeiras revelações vindas de Deus. Ela foi a primeira esposa do último
dos Profetas de Deus. Ela foi a primeira crente. Foi ela o primeiro ser
humano a declarar que o Criador era Um e que Muhammad era Seu Profeta.
Ela foi a companheira constante de Muhammad. Até a sua morte,
Muhammad dedicou exclusivamente a Khadija todo o seu amor, afeto e
amizade. Ela foi a primeira pessoa a oferecer preces a Deus juntamente
com seu marido.

'Afif al-Kanadi relatou: "Cheguei a Macca durante os dias de ignorância e


queria vender algumas roupas e perfumes em nome de minha família. Fui
até al-'Abbas b. 'Abdul-Mutalib." Ele conta: "Enquanto estava em sua casa,
olhei para a Caaba. O sol saiu quando um homem chegou, até aproximar da
Caaba. Então ele levantou sua cabeça para o céu e olhou para a Caaba.
Então, um jovem chegou e ficou à sua direita. Não levou muito tempo e uma
mulher chegou e ficou atrás deles. Então o homem se curvou e o jovem e a
mulher se curvaram. Então o homem levantou sua cabeça e o jovem e a
mulher fizeram o mesmo. Então o homem se prostrou e o jovem e a mulher
se prostraram também."

Ele continuou: "Então, eu disse:'Ó Abbas! Na verdade, vejo um grande


homem.' E Abbas disse:'Sabe quem é aquele homem?' Eu respondi:'Não,
não sei.' Ele disse:'É Muhammad b. 'Abdullah b. 'Abdul-Mutalib, meu
sobrinho. Sabe quem é aquela mulher?' Eu disse:'Não sei.' Ele disse:'Aquela
mulher é Khadija bint Khuwaylid, a esposa do meu sobrinho. Este meu
sobrinho que você vê nos contou que seu Senhor é o Senhor dos céus e da
terra e que Ele lhe ordenou esta religião que ele está seguindo. Juro por
Allah que não conheço ninguém mais sobre a face da terra que esteja
seguindo esta religião além daqueles três.' E Afif disse:'Gostaria de ser o
quarto.'"
Quando Muhammad proclamou sua missão como o mensageiro de Deus e
disse aos árabes para não adorarem ídolos e os convocou para se unirem
em torno da bandeira do Tauhid, uma onda de infortúnios se abateu sobre
ele. Os politeístas quiseram beber seu sangue. Inventaram novas e
engenhosas formas de atormentá-lo e fizeram inúmeras tentativas para
sufocar sua voz para sempre. Naqueles tempos de tristeza e tensão, Khadija
nunca lhe faltou. Foi somente por causa dela e de Abu Talib que os
politeístas não conseguiram destruir o trabalho de pregação e divulgação do
Islam. Desta forma, é dela a mais importante contribuição para a
sobrevivência do Islam.

Khadija criou os padrões básicos que traduzem a paz, harmonia, felicidade e


satisfação domésticas e os aplicou em sua própria vida. Ela demonstrou que
a chave para a felicidade familiar é a proximidade entre seus membros. Ela
mostrou os direitos e deveres de maridos e esposas. O modelo criado por
ela tornou-se um "esquema" de vida familiar para o Islam.

Muhammad e Khadija ficaram juntos por 25 anos e durante esses anos


formularam as "Leis" que tornam um casamento bem sucedido e a vida
mais feliz. Desde então, mesmo que em termos temporais, o resto do
mundo jamais foi capaz de encontrar regras de convivência melhores.
Khadija transformou em realidade as abstrações do idealismo. Sua vida com
o Profeta Muhammad é uma prova concreta deste fato. O que ela deu ao
mundo não foi apenas um conjunto de princípios ou idéias teóricas, mas
toda uma experiência, rica em momentos de puro encantamento com o
Islam e de um amor penetrante por Deus e Seu Mensageiro.

os árabes pagãos tinham um sentido de honra distorcido. Era esse


"sentimento de honra" que os levava a matar suas filhas. O Islam, é claro,
pôs um fim a essa prática bárbara, transformando-a em pecado contra Deus
e em crime contra a humanidade. Além de acabar com o infanticídio
feminino, o Islam também concedeu dignidade, honra e direitos a todas as
mulheres, garantindo esses direitos. Deus quis demonstrar que as leis do
Islam eram todas praticáveis. Para demonstrar a praticabilidade dessas leis
e mostrar esse "Projeto de Vida" Islâmico, Ele escolheu a casa de seus
Servos Muhammad e Khadija. Sem khadija, as leis do islam teriam
permanecido sem sentido. Na verdade, é até possível que o profeta
Muhammad não pudesse promulgar aquelas leis sem ela. Uma das Grandes
benções que Muhammad e Khadija receberam de Deus foi sua filha, Fátima
Zahra. Ela nasceu após a morte de seus irmãos, Qassim e Abdullah. Ela
tinha apenas 11 anos quando sua mãe morreu e Muhammad se transformou
em pai e mãe para ela. Foi educando sua filha que o mensageiro de Deus
demonstrou a aplicabilidade das leis do Islam. Uma vez que ele é o modelo
para todos os muçulmanos, eles devem imitá-lo em todos os seus atos. Ele
dedicou um amor extremado e mostrou o maior respeito por sua filha. Tanto
em Macca como em Medina, muitas pessoas importantes, líderes de tribos
poderosas, vinham ver o Mensageiro de Deus. Ele jamais se levantava do
chão para cumprimentá-los. Mas se ele sabia que sua filha Fátima estava
chegando para vê-lo, ele corria para cumprimentá-la, acompanhava-a e lhe
dava o lugar de honra para se sentar. Jamais ele mostrou tanta estima e
respeito por qualquer um em toda a sua vida - homem ou mulher.

É inegável que o Islam significa a prática da casa de Khadija e sem dúvida o


al-Qur'an foi o "dialeto" de sua família. Sua filha Fátima, e seus netos
Hassan e Hussain, cresceram falando o al-Qur'an. Não existem palavras
adequadas que possam expressar os méritos de Khadija. Mas deus
prometeu Sua recompensa aos Seus servos amados, como Khadija, nos
seguintes versículos de Seus Livro:

"Por outra, os fiéis, que praticam o bem, são as melhores criaturas, cuja
recompensa está em seu Senhor: Jardins do Éden, abaixo dos quais correm
os rios, onde morarão eternamente. Deus se comprazerá com eles se
comprazerão n' Ele. Isto acontecerá com quem teme o seu Senhor." (al-
Qur'an 98: 7- 8)

O Mensageiro de deus honrava e estimava Khadija. Jamais discordou dela


antes de receber a revelação. Mesmo após a sua morte, ele sempre se
lembrar dela e não se cansava de exaltá-la. Certa vez, Aisha enciumada,
disse ao Profeta:"Na verdade, Deus não lhe deu nada melhor do que uma
velha." O Profeta se irritou e disse: "Não, por Deus, juro que Allah jamais me
concedeu nada melhor do que ela. Ela foi a esposa que acreditou em mim
quando ninguém acreditava. Ela confirmou minha honestidade quando
todos me acusavam de mentiroso. Ela me sustentou quando todos me
despojaram. Através dela, Allah me concedeu os filhos que nenhuma outra
mulher me deu." O Profeta estava tão irritado que sua testa tremia e então
eu disse para mim mesma:"O Deus, se a raiva do Profeta se aplacar nunca
mais repetirei o que disse."

E Ais também disse:"Nunca mais tive ciúmes das outras esposas do Profeta
como tive de Khadija. Eu não a conheci mas o Profeta costumava se lembrar
sempre dela. Quando ele sacrificava um carneiro, era comum ele cortar
algumas partes e mandar para os amigos de Khadija. Algumas vezes eu
dizia a ele:'É como se não houvesse outra mulher no mundo além de
Khadija.' E ele respondia:'Como posso esquecê-la? Ela me deu os filhos mais
amados.'"

Aisha também disse:"O Mensageiro de Deus quase sempre antes de deixar


a casa citava Khadija e a louvava."

Khadija, a Mãe dos Crentes, morreu ajudando o Mensageiro de Deus a


transmitir o chamado do Islam. Tinha, então, 65 anos e sua morte se deu
três anos antes da migração para Medina. O próprio Profeta a enterrou com
suas mãos. Sua morte representou uma grande perda para ele.