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LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA DA BAHIA

ESQUEMATIZADA

SUMÁRIO

Introdução.................................................................................................3
Capítulo I – Do Fato Gerador da Obrigação Tributária Principal. Seção I – Da
Incidência e da Não Incidência. Subseção I – Da Incidência...............................3
Seção V – Das Alíquotas e da Base de Cálculo. Subseção I – das Alíquotas........ 14

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ESQUEMATIZADA

CLAUDIO ROISMAN
Auditor-Fiscal do Espírito Santo. Desde o ano de 2016, é professor
de Direito Tributário e de Legislação Tributária para os mais variados
concursos. Aprovado em vamos concursos, dentre eles: Auditor-Fis-
cal da Receita, Auditor-Fiscal do Espírito Santo, Analista Legislativo
do Senado, Agente Fiscal de Rendas em Americana-SP e Analista
Administrativo do TRT da 1ª Região.

INTRODUÇÃO

Meus amigos, sejam bem-vindos ao curso de Legislação Tributária para o ICMS


DA BAHIA. Esse curso será feito abordando a Legislação Tributária da Bahia, com
a lei seca e comentários. Serão vááááárias questões também. Lógico que serão
questões comentadas. Fique tranquilo, pois você vai conseguir fechar essa matéria,
que sempre vem com um peso muito alto na prova – afinal de contas, você será
aprovado no concurso de Auditor-Fiscal da Bahia.

O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, faço saber que a Assembleia Legis-


lativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I
DO FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL
Seção I
Da Incidência e da Não Incidência
Subseção I
Da Incidência

Art. 1º O Imposto sobre Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e

sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Co-

municação (ICMS), de que tratam o art. 155, inciso II, §§ 2º e 3º, da Constituição

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da República Federativa do Brasil e a Lei Complementar n. 87, de 13 de setembro

de 1996, tem como fatos geradores:

I – a realização de operações relativas à circulação de mercadorias;

Já começamos por aqui. Circulou mercadoria, incide ICMS. Sempre, prof.? Não,

nem sempre, mas, a princípio, se circular mercadoria, você, Auditor-Fiscal da Bahia,

já fica de olho.

O ICMS incide sobre

c) a prestação de serviço de transporte interestadual e intramunicipal, por qual-

quer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores.

d) a prestação de serviço de transporte intermunicipal e intramunicipal, por

qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores.

E aí? O que você acha? Qual das duas está certa?

Isso mesmo, nenhuma das duas. Intramunicipal é ISSQN.

III – a prestação de serviços de comunicação.

Olha só, a prestação tem que ser onerosa, ok?

O ICMS incide sobre

b) a prestação onerosa de serviço de comunicação, por qualquer meio.

Ceeeerto.

Parágrafo único. Ocorre a incidência do ICMS inclusive quando as operações e

as prestações se iniciem no exterior.

Você viajou para Paris com o seu primeiro salário de Auditor, está no hotel, sem

WHATSAPP, e precisa telefonar pra casa. Faz uma ligação a cobrar. Pronto, a pres-

tação se iniciou no exterior e será cobrada na Bahia.

Art. 2º O ICMS incide sobre:

I – a realização de operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o

fornecimento de alimentação, bebidas e outras mercadorias por bares, restauran-

tes, hotéis e estabelecimentos similares, incluídos os serviços prestados;

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II – o fornecimento de mercadoria com prestação de serviços:

a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios;

b) sujeitos ao imposto sobre serviços, de competência dos Municípios, quando

a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto es-

tadual;

Bares, hotéis, restaurantes e afins são contribuintes do ICMS. O serviço presta-

do está incluído na conta, é tudo ICMS.

Um exemplo que cai sempre é o caso do hotel. Se na diária estiver incluída ali-

mentação, é tudo ISS. Se na diária não constar, tipo pensão completa, o almoço e

o jantar que você fizer terão incidência do ICMS.

III. Antes de viajar para lua de mel, um casal pretende se hospedar no Hotel

Constelação, localizado em São Paulo, e observa, na tabela de diárias, os seguin-

tes preços para a suíte real: R$ 300,00 a diária simples e R$ 500,00 a diária com-

pleta. O casal opta por duas diárias completas, que incluem café, almoço e jantar.

Quanto o casal vai pagar de ICMS nessas diárias????

Isso mesmo, zeeeeeero de ICMS, tudo ISSQN.

III – a entrada, no território deste Estado, de lubrificantes e combustíveis líqui-

dos ou gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outra

unidade da Federação, quando não destinados à comercialização, industrializa-

ção, produção, geração ou extração

Quando não for para nenhuma dessas hipóteses, incide ICMS na entrada na

Bahia.

IV – as operações e prestações interestaduais que destinem mercadorias, bens

e serviços a consumidor final localizado neste Estado, contribuinte ou não do

imposto;

Regrinha nova, já tá valendo. Se é consumidor final e está aqui, incide ICMS.

Antes, havia diferença se você era contribuinte ou não. Agora, não existe mais essa

diferença.

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Prestação onerosa: ICMS.

Se a prestação for gratuita, não incide ICMS.

O ICMS é devido ao Estado da Bahia, na prestação de serviço:

d) de comunicação, se onerosa, prestada ou iniciada no exterior e o destinatário

tiver estabelecimento ou domicílio na Bahia.

Ceeerto.

Pecunia non olet na veia. Não sabe o que é pecunia non olet? Não faz mal, é

simples. Não interessa de onde e de que forma houve prestação ou operação, inte-

ressa só que incide ICMS. (Maiores infos sobre pecunia non olet nos nossos cursos

de Direito Tributário).

§ 2º Considera-se mercadoria, para efeitos de aplicação da legislação do ICMS,

qualquer bem móvel, novo ou usado, suscetível de circulação econômica, inclusive

semoventes, energia elétrica, mesmo quando importado do exterior para uso ou con-

sumo do importador ou para incorporação ao ativo permanente do estabelecimento.

Se qualquer bem, novo ou usado, circulou economicamente, incide ICMS.

Já sei, não sabe o que é semovente? É o que se move por si mesmo. Um exem-

plo típico é o gado.

§ 4º Na hipótese do inciso IV do caput deste artigo, a responsabilidade

pelo recolhimento do imposto correspondente à diferença entre a alíquota

interna e interestadual caberá ao:

I – destinatário localizado neste Estado, quando este for contribuinte

do imposto, inclusive se optante pelo Simples Nacional;

II – remetente e o prestador localizados em outra unidade da Federa-

ção, inclusive se optante pelo Simples Nacional, quando o destinatário não

for contribuinte do imposto.

Coisas da regrinha nova. Adivinha se vai cair na prova? SSIIIIIIIIIMMMMMMMMM.

Eu tenho, aqui no ES, uma revenda de FERRARIS. Sou contribuinte do ICMS.

Vendo uma Ferrari para Lúcia Bonfim, que mora na Bahia, e não é contribuinte do

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ICMS. A alíquota interna da Bahia é de 18%. Entretanto, como é uma venda entre
ES e Bahia, aplico a alíquota interestadual de 12%. Como a alíquota na Bahia é
de 18% e a interestadual é de 12%, faltam 6%, que, nesse caso, eu tenho que
pagar para a Bahia. Como eu sou contribuinte e Lúcia Bonfim não, eu que pago a
diferença pra Bahia. Se Lúcia Bonfim fosse contribuinte do ICMS, ela que pagaria
essa diferença. Não pescou ainda, não importa, fique tranquilo, com exercícios re-
solveremos esses probleminhas.

Da Não Incidência
Art. 3º O imposto não incide sobre:
I – livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão, inclusive o
serviço de transporte dos mesmos;
Caso de Imunidade Cultural.
II – operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias e serviços,
observado o seguinte:
Imunidade na exportação.
a) equipara-se às operações de que trata este inciso a saída de mercadoria reali-
zada com o fim específico de exportação para o exterior, destinada à empresa comer-
cial exportadora, inclusive trading, ou outro estabelecimento da mesma empresa;
A mercadoria foi para uma Trading antes de ser exportada. Tranquilo, não incide.
Observe que o legislador não faz muita diferença entre não incide, isenta ou
imune. Você tem que saber qual nome é dado na legislação específica da qual es-
tamos falando.
b) o disposto neste artigo não se aplica às prestações de serviço de transpor-
te de mercadorias vinculadas às operações previstas na alínea “a”;
Aqui na Bahia, é cobrado normalmente o transporte de mercadorias que vão ser
exportadas. Alguns Estados não cobram.
c) tornar-se-á devido o imposto quando não se efetivar a exportação, ressalva-

da a hipótese de retorno ao estabelecimento em razão de desfazimento do negócio.


Meio óbvio, né? Não houve exportação, cobra-se o imposto.

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III – operações interestaduais relativas a energia elétrica, a petróleo e a lubri-


ficantes e combustíveis líquidos ou gasosos derivados de petróleo, quando desti-
nados a comercialização, industrialização, produção, geração ou extração;
O imposto será cobrado depois, quando ocorrerem essas hipóteses.
IV – operações com ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou ins-
trumento cambial;
V – operações, inclusive as remessas e os correspondentes retornos de equi-
pamentos ou materiais, assim como as prestações de serviços de transporte ou de
comunicação, efetuadas por pessoa ou entidade adiante indicadas:
a) a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, sendo que esse
tratamento:
1 – é extensivo às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo poder
público, no que se refere às mercadorias e aos serviços vinculados exclusivamente
a suas finalidades essenciais;
Isso cai sempre. Bati meu carro, tive perda total. A companhia seguradora fica
com o meu carro e me paga o seguro. Essa transferência de propriedade não tem
incidência de ICMS.
Conforme a legislação de regência, assinale a alternativa que identifica duas
hipóteses de não incidência do ICMS.
c) Operação de transferência de bens móveis salvados de sinistro e anistia.
E agora, incide nas duas hipóteses ou não?
Na primeira hipótese, realmente não incide. A segunda hipótese é caso de
exclusão do crédito tributário.
Pausa para um café, kkkkk.
Considere o seguinte dispositivo de Lei Municipal: Não incide o ISS sobre o ser-
viço de transporte intermunicipal de passageiros. Tal disposição legal constitui
a) isenção concedida pela lei municipal.

b) hipótese de exclusão do crédito tributário definida pela legislação municipal.

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c) disposição legal inconstitucional, pois institui um benefício fiscal do ISSQN


concedido sem amparo em Lei Complementar, e em violação ao texto constitucional.
d) enunciado legal ineficaz.
e) renúncia de receita tributária.
E, agora, vamos raciocinar um pouco, ok?
Lei Municipal diz que não incide ISS no serviço de transporte intermunicipal. E
daí que a Lei disse isso? Com certeza, os nobres vereadores não conhecem nada
sobre Direito Tributário (novidade).
Sabe o que essa Lei significa? NAAAADA.
GABARITO: D
SÚMULA 166 DO STJ: Não constitui fato gerador do ICMS o simples desloca-
mento de mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte.
Essa nossa matéria é de Legislação. Então vale a Legislação.
A súmula vale pra prova de Direito Tributário.
XVI – da saída do estabelecimento do remetente ou do início da prestação, con-
forme o caso, destinada a consumidor final, não contribuinte do imposto, de mer-
cadoria, bem ou serviço, em decorrência de operação interestadual ou de serviço
cuja prestação tenha sido iniciada em outra unidade da Federação;
§ 1º Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I – saída do estabelecimento a mercadoria constante no estoque final na data
do encerramento de suas atividades, a menos que se trate de sucessão;
Você tem uma loja com o estoque cheio. Passou no concurso para Auditor-
-Fiscal, quer fechar o estabelecimento e se dedicar somente à SEFAZ-BA. Toda a
mercadoria constante na loja é considerada como vendida, logo dever ser pago o
ICMS. Se for sucessão, não precisa, pois o negócio vai continuar e o imposto será
pago quando essas mercadorias forem sendo vendidas.
V – saída do estabelecimento do autor da encomenda a mercadoria que for
remetida pelo executor da industrialização diretamente a terceiro adquirente ou a

estabelecimento diverso daquele que a tiver mandado industrializar;

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Mandei industrializar a mercadoria e entregar diretamente a outra pessoa.

Já sei, já sei:

Transbordo: a carga está comigo, meu caminhão quebra, passo a carga pra

outro caminhão meu.

Subcontratação: fui contratado, mas não quero fazer o serviço, contrato outra

transportadora para fazê-lo.

Redespacho: faço apenas uma parte do serviço e outra empresa faz a outra

parte.

De acordo com a legislação tributária, o ICMS é devido na importação de bens

e mercadorias, por pessoa física ou jurídica, independentemente da finalidade ou

destinação. O fato gerador da incidência do ICMS sobre a mercadoria importada

por uma empresa comercial ocorre no seu(sua) respectivo(a)

a) desembaraço aduaneiro.

b) entrada na alfândega.

c) entrada no estabelecimento do importador.

d) saída da alfândega.

e) saída do país exportador.

A resposta é a letra ......

A. Se você errou, faça uma pausa e releia os últimos parágrafos.

Art. 5º Contribuinte do ICMS é qualquer pessoa, física ou jurídica, que realize,

com habitualidade ou em volume que caracterize intuito comercial, operações

de circulação de mercadoria ou prestações de serviços de transporte interestadual


e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se ini-
ciem no exterior.
Atente-se para: habitualidade ou em volume.
Vendo um carro usado por ano, não sou contribuinte.
Vendo um carro usado por dia, sou contribuinte.
Vendo 360 carros num dia só, não tem habitualidade, mas tem volume.

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§ 1º É também contribuinte a pessoa física ou jurídica que, mesmo sem habitu-


alidade ou intuito comercial:
I – importe mercadoria ou bem do exterior, qualquer que seja a sua finalidade;
II – seja destinatária de serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha
iniciado no exterior;
III – adquira ou arremate em licitação mercadoria ou bem apreendidos ou aban-
donados;
IV – adquira de outra unidade da Federação lubrificantes e combustíveis líqui-
dos ou gasosos derivados de petróleo e energia elétrica, quando não destinados à
comercialização, industrialização, produção, geração ou extração
§ 2º Incluem-se entre os contribuintes:
I – o industrial, o comerciante, o produtor rural, o gerador de energia e o extra-
tor de substâncias vegetais, animais, minerais ou fósseis;
II – o prestador de serviços de transporte interestadual ou intermunicipal, in-
clusive tratando-se de empresa concessionária ou permissionária de serviço público
de transporte;
III – o prestador de serviços de comunicação, inclusive tratando-se de conces-

sionário ou permissionário de serviço público de comunicação;

§ 2º Respondem pelo crédito tributário todos os estabelecimentos do mesmo

titular.

§ 3º A responsabilidade prevista neste artigo não exclui a do contribuinte,

facultando-se ao fisco exigir o crédito tributário de qualquer um ou de ambos os

sujeitos passivos.

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A famosa não possui benefício de ordem. Posso cobrar de qualquer um.

A respeito da situação hipotética apresentada, julgue os itens seguintes.

Não cabe o benefício de ordem em relação à responsabilidade de João e de Pedro.

Ceeeeerrrrrrtoooooooooooo.

Do Local da Operação e da Prestação

Art. 13. O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do

imposto e definição do contribuinte ou responsável, é:

I – tratando-se de mercadoria ou bem:

a) o do estabelecimento onde se encontre, no momento da ocorrência do fato

gerador;

Está no estabelecimento, lá é o local da operação ou prestação

b) onde se encontre:

1 – quando em situação irregular pela falta de documentação fiscal ou quando

acompanhados de documentação inidônea, como dispuser a legislação tributária;

Em situação irregular: onde o contribuinte é pego sem documentação.

2 – quando procedente de outra Unidade da Federação sem destinatário certo;

Entrou na Bahia, sem destinatário certo: no local da entrada.

O local da licitação, no caso de arrematação de mercadoria ou bem importa-

dos do exterior e apreendidos ou abandonados;

g) o da Unidade da Federação onde estiver localizado o adquirente, inclusive

consumidor final, nas operações interestaduais com lubrificantes e combustíveis

líquidos ou gasosos derivados de petróleo e com energia elétrica, quando não des-

tinados à comercialização, industrialização, produção, geração ou extração;

Se eu adquiri e não vou revender, o local é o do meu domicílio.

n) o do estabelecimento neste Estado, em relação às operações realizadas na

plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva;

II – tratando-se de prestação de serviço de transporte:

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a) onde tenha início a prestação;

Súmula Vinculante 32

O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras.

CF, art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:

VII – nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor

final, contribuinte ou não do imposto, localizado em outro Estado, adotar-se-á

a alíquota interestadual e caberá ao Estado de localização do destinatário o im-

posto correspondente à diferença entre a alíquota interna do Estado destinatário e

a alíquota interestadual;

VIII – a responsabilidade pelo recolhimento do imposto correspondente à diferen-

ça entre a alíquota interna e a interestadual de que trata o inciso VII será atribuída:

a) ao destinatário, quando este for contribuinte do imposto;

b) ao remetente, quando o destinatário não for contribuinte do imposto;

Com relação ao serviço tomado ou à mercadoria entrada no estabelecimento, a

Lei Complementar n. 87/1996 estabelece a obrigatoriedade do estorno do ICMS de

que se tiver creditado o sujeito passivo, sempre que ocorrerem os fatos apresenta-

dos a seguir, à exceção de um. Assinale-o.

a) A mercadoria vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.

b) A mercadoria for alienada por importância inferior ao valor que serviu de

base de cálculo na operação de que decorreu sua entrada no estabelecimento.

c) A mercadoria vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento.

d) A mercadoria ou o serviço for objeto de saída ou prestação não tributada ou

isenta, sendo esta circunstância imprevisível na data da entrada da mercadoria ou

da utilização do serviço.

e) A mercadoria for integrada ou consumida em processo de industrialização,

quando a saída do produto resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto.

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Resposta:
Essa questão também vai cair na sua prova. Coloquei aqui de propósito, pois
ainda vamos estudar melhor isso, mas vai se preparando, pois essa vai cair.
A única incorreta é a letra B.
Gabarito: B

Seção V
Das Alíquotas e da Base de Cálculo
Subseção I
Das Alíquotas

Art. 15. As alíquotas do ICMS são as seguintes:


I – 18% (dezoito por cento):
a) nas operações e prestações internas, em que o remetente ou prestador e o
destinatário da mercadoria, bem ou serviço estejam situados neste Estado;
Fiz uma venda para dentro do estado da Bahia. A alíquota que será cobrada
pelo ICMS será de 18%. A venda foi de R$ 100,00. ICMS de R$ 18,00 que devo
pro estado.

Atenção, caro Auditor-Fiscal da Bahia, sua NET vem com ICMS DE 26%.
VI – 28% (vinte e oito por cento) nas operações com gasolina.
Gasolina para tributação não é essencial. Não adianta reclamar.
VII – 28% (vinte e oito por cento) nas operações com cigarros, cigarrilhas,

charutos e fumos industrializados;

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§ 1º A aplicação da alíquota de 7% (sete por cento), prevista na alínea “c” do

inciso I do caput deste artigo, fica condicionada ao repasse para o adquirente da

mercadoria, sob a forma de desconto, do valor correspondente ao benefício fiscal,

devendo o desconto constar expressamente no documento fiscal.

§ 3º Fica o Poder Executivo autorizado a conceder redução da base de cálculo

do ICMS nas operações internas com óleo diesel, de tal forma que a incidência do

imposto resulte numa carga tributária nunca inferior a 12% (doze por cento).

4% TRANSPORTE AÉREO DE CARGA. IMPORTADOS ESPECIAL


7% ALIMENTOS ESSENCIAIS, ARROZ, FEIJÃO, ETC
12% INTERESTADUAL, TRATOR, ÔNIBUS, AUTOMÓVEIS DA LISTINHA
18% ALÍQUOTA INTERNA
26% TELECOMUNICAÇÃO, NET
28% GASOLINA, FUMO
38% ARMAS. NÃO SE ESQUEÇA DAS EXCEÇÕES.

Art. 16-A. As alíquotas incidentes nas operações e prestações indicadas no inci-

so I do art. 15, com os produtos e serviços relacionados nos incisos II, IV, V e VII

do art. 16, serão adicionadas de dois pontos percentuais, cuja arrecadação

será inteiramente

I – 18% (dezoito por cento):

Normalmente, a base de cálculo é tuuuuuuuuuudo.

§ 3º Na falta do valor a que se referem os incisos I, V e XII deste artigo,

a base de cálculo do imposto é:

I – o preço corrente da mercadoria, ou de sua similar, no mercado ataca-

dista do local da operação ou, na sua falta, no mercado atacadista regional,

caso o remetente seja produtor, extrator ou gerador, inclusive de energia;

II – o preço FOB estabelecimento industrial a vista, caso o remetente

seja industrial;

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III – o preço FOB estabelecimento comercial a vista, na venda a outros


comerciantes ou industriais, caso o remetente seja comerciante.
§ 4º Para aplicação dos incisos II e III do parágrafo anterior, adotar-
-se-á, sucessivamente:
I – o preço efetivamente cobrado pelo estabelecimento remetente na
operação mais recente;
Julgue os seguintes itens, a respeito do IPTU, do ICMS e de isenção tributária.
Conforme jurisprudência do STJ, admite-se, no processo administrativo, a fixa-
ção da base de cálculo do ICMS no valor da mercadoria submetido ao regime de
pauta fiscal.
E agora???? Certo ou wrong????? Vamos nos ater à nossa matéria, Legislação
Tributária. Na nossa prova, estaria certo. Se fosse prova de Direito Tributário, esta-
ria errado, mas isso é outra história. Pra gente, tá certo.
Gabarito: certo
Art. 21. Quando o valor do frete cobrado por estabelecimento perten-
cente ao mesmo titular da mercadoria ou por outro estabelecimento de
empresa que com aquele mantiver relação de interdependência exceder
os níveis normais de preços em vigor, no mercado local, para serviço se-
melhante, constantes em tabelas elaboradas pelos órgãos competentes, o
valor excedente será havido como parte do preço da mercadoria.
Esse artigo 21 vai cair. Guarde-o. Já vimos o que é relação de interdependência.
Resposta: Extra!, extra!, essa pergunta vai cair na sua prova.
CF, art 155, § 2º, XII – cabe à lei complementar:
a) definir seus contribuintes;
b) dispor sobre substituição tributária;
c) disciplinar o regime de compensação do imposto;
d) fixar, para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsá-
vel, o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações

de serviços;

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e) excluir da incidência do imposto, nas exportações para o exterior, serviços e

outros produtos além dos mencionados no inciso X, “a”;

f) prever casos de manutenção de crédito, relativamente à remessa para outro

Estado e exportação para o exterior, de serviços e de mercadorias;

g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Fede-

ral, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.

h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá uma

única vez, qualquer que seja a sua finalidade, hipótese em que não se aplicará o

disposto no inciso X, b;

i) fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a integre, tam-

bém na importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço.

Resposta:

Jurisprudência

Processo

RESP 1164574 / MG

RECURSO ESPECIAL

2009/0208366-5

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Relator(a) Ministra ELIANA CALMON (1114)

Relator(a) p/ Acórdão Ministro CASTRO MEIRA (1125)

Órgão Julgador T2 – SEGUNDA TURMA

Data do Julgamento 22/06/2010

Data da Publicação/Fonte DJE 16/03/2011

Ementa PROCESSO CIVIL. TRIBUTÁRIO. ICMS. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. PAS-

SAGENS AÉREAS. COMPROVAÇÃO DA TRANSFERÊNCIA DO ENCARGO FINANCEI-

RO AO CONTRIBUINTE DE FATO. REVISÃO DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO.

IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 07/STJ. PRESCRIÇÃO. QUESTÃO PREJUDICADA. 1.

Trata-se de ação de repetição do indébito ajuizada pela prestadora do serviço de

transporte aéreo em que busca a restituição do ICMS cobrado sobre a venda

de passagens aéreas, ante o reconhecimento da inconstitucionalidade da exação

pelo STF, no julgamento da ADI n. 1.089/DF. 2. Tratando-se de tributo indireto, a

exemplo do ICMS, a legitimidade ativa para a ação de repetição de indébito per-

tence, em regra, ao contribuinte de fato. Permitir o ressarcimento do imposto por

aquele que não arcou com o respectivo ônus financeiro caracteriza enriquecimento

ilícito desse último. Para que a empresa possa pleitear a restituição, deve pre-

encher os requisitos do art. 166 do CTN, quais sejam, comprovar que assumiu o

encargo financeiro do tributo ou que, transferindo-o a terceiro, possua autorização

expressa para tanto. 3. No caso, a Corte de origem concluiu que não houve a com-

provação de que o autor da demanda arcou com o encargo financeiro do tributo, o


que impossibilita o pedido de restituição. Rever esse posicionamento da instância
ordinária requer a análise do contexto fático-probatório da lide, o que está obstado
pela Súmula 07/STJ. 4. Reconhecida a ilegitimidade do autor da demanda para a
repetição do indébito, fica prejudicado o recurso da Fazenda Estadual, que versa
sobre o prazo prescricional para seu ajuizamento. 5. Recurso especial do contri-
buinte não provido. Recurso especial do Estado de Minas Gerais prejudicado.

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V – é facultado ao Senado Federal:


a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante resolução
de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros;
b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito es-
pecífico que envolva interesse de Estados, mediante resolução de iniciativa da
maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros;
E A TAL DE TAXA DE ARMAZENAGEM E CAPATAZIA?
Processo RESP 419141 SP 2002/0022653-6
TRIBUTÁRIO ♦ TAXA DE ARMAZENAGEM PORTUÁRIA ♦ PREÇO PÚBLICO ♦ LI-
BERAÇÃO DE CARGAS ♦ TAXA DE URGÊNCIA – DECRETO 24.508/34 E 24.511/34
♦ RESOLUÇÃO 136/89 ♦ SERVIÇOS EXTRAORDINÁRIOS NÃO ACOBERTADOS PELA
CAPATAZIA. 1. À facultatividade da taxa afasta-se a sua natureza tributária, para
situá-la como preço público. 2. Serviço de descarga privilegiado pela urgência não
acobertado pela taxa de capatazia. 3. Possibilidade de criação de taxa diferenciada
por portaria, nos termos do art. 13 do Decreto 24.511/34. 4. Honorários advoca-
tícios que, para serem majorados, demandariam exame de prova, coibido nesta
instância especial (Súmula 07/STJ). 5. Recursos especiais conhecidos e improvidos
EMENTA: ICMS. IMPORTAÇÃO DO EXTERIOR DO PAÍS. SÃO DESPESAS
ADUANEIRAS AS EFETIVAMENTE PAGAS À FAZENDA NACIONAL, MEDIAN-
TE DOCUMENTO PRÓPRIO, RELATIVAS AO DESEMBARAÇO ADUANEIRO,
AINDA QUE DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DOS DADOS DA OPERAÇÃO.
http://legislacao.sef.sc.gov.br/html/consultas/2001/con_01_081.htm

Saldos credores acumulados podem ser transferidos:

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b) se decorrentes de exportação de produtos para o exterior.


Ceeeeerto.
O princípio da não cumulatividade é
a) um atributo exclusivo do ICMS e do IPI.
b) princípio de tributação por meio do qual se pretende evitar a assim chamada
“tributação em cascata” que onera as sucessivas operações e prestações com bens
e serviços sujeitos a determinado tributo.

§ 4º É vedado o crédito relativo a mercadoria entrada no estabelecimento ou a

prestação de serviços a ele feita:

Estoquei vento e me creditei do imposto. Quando vendi o vento estocado, se

saiu com isenção, então terei que estornar o imposto creditado.

§ 4º É assegurado ao contribuinte substituído o direito à restituição do

valor do imposto pago, por força da substituição tributária, corresponden-

te ao fato gerador presumido que não se realizar, observadas as regras

dos parágrafos anteriores.

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De acordo com a Lei Complementar n. 87/1996, que trata das regras gerais

sobre o ICMS, é assegurado ao contribuinte substituído o direito à restituição do

valor do imposto pago por força da substituição tributária, correspondente ao fato

gerador presumido que não se realizar.

Caso formulado o pedido de restituição, o contribuinte substituído poderá credi-

tar-se, em sua escrita fiscal, do valor do objeto do pedido, devidamente atualizado,

segundo os mesmos critérios aplicáveis ao tributo, em não havendo deliberação,

no prazo de quantos dias?

a) 30

b) 60

c) 90

d) 120

e) 150

Resposta: muito bem, noventa dias.

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Resposta:

GUERRA FISCAL. PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO. DRIBLE.

Surge inconstitucional lei do Estado que, para mitigar pronunciamento do Su-

premo, implica, quanto a recolhimento de tributo, dispensa de acessórios, multa e

juros da mora, e parcelamento. Inconstitucionalidade da Lei n. 3.394, de 4 de maio

de 2000, regulamentada pelo Decreto n. 26.273, da mesma data, do Estado do Rio

de Janeiro.

(STF – ADI: 2906 RJ, Relator: Min. MARCO AURÉLIO, Data de Julgamento:

01/06/2011, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJe-123 DIVULG 28-06-2011 PU-

BLIC 29-06-2011 EMENT VOL-02553-01 PP-00001)

O Estado, através de uma ADIN, deve pedir a nulidade da lei ao STF. Veja e leia

o link.

https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=titulo%3AADI+3312

Súmula 509 do STJ:


“É lícito ao comerciante de boa-fé aproveitar os créditos de ICMS decorrentes de
nota fiscal posteriormente declarada inidônea, quando demonstrada a veracidade
da compra e venda”.
XII – cabe à lei complementar:
a) definir seus contribuintes;
b) dispor sobre substituição tributária;
c) disciplinar o regime de compensação do imposto;
d) fixar, para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsá-
vel, o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações
de serviços;
e) excluir da incidência do imposto, nas exportações para o exterior, serviços e
outros produtos além dos mencionados no inciso X, “a”;
f) prever casos de manutenção de crédito, relativamente à remessa para outro
Estado e exportação para o exterior, de serviços e de mercadorias;

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g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Fede-


ral, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.
h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá uma
única vez, qualquer que seja a sua finalidade, hipótese em que não se aplicará o
disposto no inciso X, b; (Incluída pela Emenda Constitucional n. 33, de 2001) (Vide
Emenda Constitucional n. 33, de 2001).
i) fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a integre, tam-
bém na importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço.

INFORMATIVO 758 STF

ICMS e “leasing” internacional – 6

Não incide o ICMS importação na operação de arrendamento mercantil interna-

cional, salvo na hipótese de antecipação da opção de compra na medida em que o

arrendamento mercantil não implica, necessariamente, transferência de titularida-

de sobre o bem.

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Com base nessa orientação, o Plenário, por maioria e em conclusão de julga-

mento, desproveu recurso extraordinário se discutia a constitucionalidade da inci-

dência de ICMS sobre operações de importação de mercadorias, sob o regime de

arrendamento mercantil internacional — v. Informativos 629 e 729.

O Tribunal assinalou que a incidência do ICMS pressuporia operação de circu-

lação de mercadoria. Assim, se não houver aquisição de mercadoria, mas mera

posse decorrente do arrendamento, não se poderia cogitar de circulação econômi-

ca. Dessa forma, sublinhou que caberia à Fazenda Pública examinar o contrato de

arrendamento para verificar a incidência de ICMS.

Frisou que não haveria a aludida incidência sobre a operação de arrendamento

mercantil sempre que a mercadoria fosse passível de restituição ao proprietário e

enquanto não fosse efetivada a opção de compra. Por outro lado, afirmou que sobre

a operação de arrendamento a envolver bem insuscetível de devolução, fosse por

circunstâncias naturais ou físicas ou por se tratar de insumo, incidiria ICMS, porque

nessa hipótese o contrato teria apenas a forma de arrendamento, mas conteúdo de

compra e venda.

Apontou que, nos termos do acórdão recorrido, o caso dos autos seria de con-

trato de arrendamento mercantil internacional de bem suscetível de devolução,

sem opção de compra. Ademais, enfatizou que o entendimento de que o ICMS

incidiria sobre toda e qualquer entrada de mercadoria importada poderia resultar

em situações configuradoras de afronta ao princípio constitucional da vedação de

confisco (CF, art. 150, IV).

Isso porque, no caso de mercadoria que não constitua o patrimônio do arrenda-

tário, o tributo, ao invés de integrar o valor da mercadoria, como seria da natureza

do ICMS, expropriaria parcela do efetivo patrimônio da empresa. Salientou que os

conceitos de direito privado não poderiam ser desnaturados pelo direito tributário.

Vencidos os Ministros Gilmar Mendes (relator) e Teori Zavascki, que davam provi-

mento ao recurso.

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O relator aplicava o precedente firmado no RE 206.069/SP (DJU de 1º.9.2006),


de modo a garantir a incidência do ICMS na importação de bem ou mercadoria pro-
venientes do exterior, independentemente da natureza do contrato internacional
celebrado. O Ministro Teori Zavascki, em acréscimo, pontuava que a natureza e o
conteúdo do contrato celebrado no exterior não poderia comprometer a ocorrência
do fato gerador do ICMS.
RE 540829/SP, rel. orig. Min. Gilmar Mendes, red. p/ o acórdão Min. Luiz Fux,
11.9.2014. (RE-540829)

Atenção!

Cada estabelecimento deverá ter sua inscrição.


§ 2º O estabelecimento não inscrito no Cadastro de Contribuintes do ICMS
será considerado clandestino, ressalvados os casos em que seja dispensada a
inscrição cadastral.
Será considerado clandestino

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Repita comigo em voz alta: É vedado o destaque do ICMS na Nota fiscal de


Venda a Consumidor.

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a) Aos Municípios compete instituir impostos sobre transmissão intervivos, a


qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e
de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos
a sua aquisição.
E agora? Certo ou errado? Todos os tributos devem estar bem sedimentados no
sangue, senão dá problema na hora da prova e a gente se confunde.
A questão está certa.

Isso cai sempre.

I – as transmissões, por sucessão, de prédio de residência a cônjuge e


filhos do servidor público estadual, falecido, quando esta seja a única pro-
priedade do espólio, desde que comprovem não possuírem, individualmen-
te, em sua totalidade, outro imóvel;
II – as transmissões hereditárias de prédio de residência que consti-
tua o único bem do espólio, cujo valor do imóvel seja igual ou inferior a
R$170.000,00 (cento e setenta mil reais), desde que à sucessão concor-
ram apenas o cônjuge ou filhos do “de cujus” e que fique comprovado não
possuírem outro imóvel;
IV – as transmissões, por doação, de propriedade de bens imóveis entre
as empresas públicas estaduais, bem como as transmissões, por doação,
de propriedade de imóveis ou de suas parcelas para os primeiros adquiren-

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tes pessoas físicas, beneficiários de programas governamentais de moradia

para população de baixa renda e as transmissões, por doação, de proprie-

dade de imóveis, destinados à moradia, oriundos de operações de interven-

ção vinculadas a estado de calamidade pública e situação de emergência;

V – as transmissões causa mortis de bens ou direitos cujo valor total do

espólio seja de até R$100.000,00 (cem mil reais)

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§ 2º Na falta de cumprimento do disposto no parágrafo anterior ou quando as

entidades nele referidas deixarem de recolher tributos retidos na fonte, na con-

dição de responsáveis, ou ainda não praticarem atos previstos na legislação, as-

securatórios do cumprimento de obrigações tributárias por terceiros, a autoridade

competente poderá suspender a aplicação do benefício.

Suspender não é cancelar, não é outra coisa, é só suspender.

Art. 31. Compete à SEFAZ, nas transmissões causa mortis e na doação, a qual-

quer título, sujeitas ao ITD, a sua fiscalização e homologação do pagamento.

“EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. ALVARÁ PARA LEVANTAMENTO DE RESÍDUO SA-

LARIAL. NÃO INCIDÊNCIA DE ICD. 1. Aplicação à espécie da Súmula 25 deste

Tribunal, segundo a qual ‘Não incide o imposto de transmissão causa mortis sobre

resíduo salarial, nem sobre saldos de FGTS, PIS ou PASEP, não recebidos em vida

pelo titular’, ressalvado o entendimento pessoal do relator no sentido de que, seja

em casos de arrolamento sumário, seja em procedimentos de jurisdição voluntária

que visem à expedição de alvarás autorizativos de levantamento de resíduos de

natureza salarial, não há que se controverter – nem tampouco decidir – a respeito

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da incidência ou não de ICD, porquanto matéria estranha àqueles procedimentos.

2. Apelação improvida.”

Súmulas importantes do STF:

Súmula n. 112. O imposto de transmissão “causa mortis” é devido pela ALÍ-

QUOTA vigente ao tempo da abertura da sucessão.

Súmula n. 113. O imposto de transmissão “causa mortis” é calculado sobre o

valor dos bens na data da avaliação.

Súmula n. 114. O imposto de transmissão “causa mortis” não é exigível antes

da homologação do cálculo.

Súmula n. 115. Sobre os honorários do advogado contratado pelo inventarian-

te, com a homologação do juiz, NÃO incide o imposto de transmissão causa mortis.

Súmula n. 331. É legítima a incidência do imposto de transmissão causa mortis

no inventário por morte presumida.

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RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. LEI ESTADU-

AL: PROGRESSIVIDADE DE ALÍQUOTA DE IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA

MORTIS E DOAÇÃO DE BENS E DIREITOS. CONSTITUCIONALIDADE. ART. 145, §

1º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRINCÍPIO DA IGUALDADE MATERIAL TRI-

BUTÁRIA. OBSERVÂNCIA DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. RECURSO EXTRAOR-

DINÁRIO PROVIDO. (RE 562045, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Re-

lator(a) p/ Acórdão: Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 06/02/2013,

REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe-233 DIVULG 26-11-2013 PUBLIC 27-11-2013

EMENT VOL-02712-01 PP-00001).

Conforme o art. 155, § 1º, IV, da CF, compete ao Senado fixar as alíquotas má-

ximas do ITCMD.

Resolução n. 9 de 1992, do Senado Federal:

Art. 1° A alíquota máxima do imposto de que trata da alínea a, inciso I, do art.

155 da Constituição Federal será de oito por cento, a partir de 1° de janeiro de 1992.
Art. 2° As alíquotas dos impostos, fixadas em lei estadual, poderão ser
progressivas em função do quinhão que cada herdeiro efetivamente rece-
ber, nos termos da Constituição Federal.
Recurso Extraordinário n. 562.045/RS
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. LEI ESTADUAL:
PROGRESSIVIDADE DE ALÍQUOTA DE IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS
E DOAÇÃO DE BENS E DIREITOS. CONSTITUCIONALIDADE. ART. 145, § 1º, DA CONS-
TITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRINCÍPIO DA IGUALDADE MATERIAL TRIBUTÁRIA. OBSER-
VÂNCIA DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO.
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO SOBRE A
TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS. ITBI. REGULAR COMPRA E VENDA DE IMÓ-
VEL. SUPERVENIÊNCIA DE ANULAÇÃO JUDICIAL. CANCELAMENTO DO REGISTRO.
VENDEDOR QUE, ANTERIORMENTE, ADQUIRIU O IMÓVEL POR MEIO DE NEGÓCIO
SIMULADO. FATO GERADOR REGULARMENTE OCORRIDO. ART. 118 DO CÓDIGO

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TRIBUTÁRIO NACIONAL. ABSTRAÇÃO DA VALIDADE JURÍDICA DOS ATOS EFETI-


VAMENTE PRATICADOS. 1. Trata-se de recurso especial no qual se discute se a
anulação judicial da compra e venda de imóvel dá origem ao direito de restituição
do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis – ITBI. 2. “A anulabilidade não tem
efeito antes de julgada por sentença” (art. 177, Código Civil), de tal sorte que, à
época do recolhimento do ITBI, a transmissão da propriedade imóvel se deu de
forma regular. Assim, o fato de uma decisão judicial, superveniente ao regular re-
colhimento do ITBI, ter anulado a compra e venda não induz o raciocínio de que o
tributo foi recolhido indevidamente. 3. Isso, porque “a definição legal do fato gera-
dor é interpretada abstraindo-se da validade jurídica dos atos efetivamente pratica-
dos pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu
objeto ou dos seus efeitos”, nos termos do art. 118 do Código Tributário Nacional.
4. A pretensão de recuperação dos valores pagos a título de ITBI deve-se dar em
ação indenizatória movida contra aquele que deu causa à anulação do negócio, e
não contra a Fazenda do Município. 5. Recurso especial provido.
(STJ – RESP: 1175640 MG 2010/0009067-9, Relator: Ministro BENEDITO GON-
ÇALVES, Data de Julgamento: 04/05/2010, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publi-
cação: DJE 11/05/2010)
O fato gerador começa no dia 1º de janeiro. Em qualquer Estado, é assim.
§ 2º Em se tratando de veículo novo, considera-se ocorrido o fato gerador na
data da sua alienação para consumidor final ou quando da incorporação ao ativo
por empresa fabricante, revendedora ou importadora de veículo.
§ 3º Em se tratando de veículo registrado em outra unidade da Federação,
considera-se ocorrido o fato gerador a partir do uso ou da locação não eventual
no território deste Estado.
§ 4º Em se tratando de veículo de procedência estrangeira, novo ou usado,
importado diretamente por consumidor final, considera-se ocorrido o fato
gerador na data do desembaraço aduaneiro.
§ 5º Para os efeitos desta Lei, entende-se por veículo novo aquele que ainda
não foi objeto de uso em suas finalidades precípuas.

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Art. 6º A alíquota do imposto é de:


I – para automóveis e utilitários:
II – 1% (um por cento) para ônibus, microônibus, caminhões, tratores,
motos e motonetas, motocicletas e triciclos estrangeiros e nacionais, ob-
servado o disposto no parágrafo único;
III – 1,5% (um e meio por cento) para embarcações e aeronaves;
§ 1º Aplicar-se-ão as alíquotas previstas para automóveis e utilitários, na hipó-
tese de caminhão com capacidade de carga inferior a 2.000 kg, de acordo com o
tipo de combustível utilizado.
§ 2º Em se tratando de automóveis e utilitários novos adquiridos por empre-
sas locadoras de veículos, a alíquota será de 1% (um por cento), caso:
I—o faturamento ocorra diretamente para estabelecimento localizado na Bahia,
nos termos do Convênio ICMS 51/00;
II – a empresa locadora:
a) possua, no mínimo, vinte veículos de sua propriedade para locação;
b) esteja credenciada na forma prevista em regulamento.
João adquiriu um veículo automotor novo, de procedência estrangeira, pelo va-
lor de € 30.000,00 (trinta mil euros).
A lei do IPVA do Estado de domicílio de João estabelece que o fato gerador do
IPVA relativo à propriedade de veículo novo, importado do exterior, ocorre na data
do desembaraço aduaneiro do veículo. Essa lei, porém, nada diz a respeito da regra
de conversão do valor do bem, da moeda estrangeira constante da documentação
de importação, para a moeda nacional, para fins de lançamento do imposto.
Considerando o que dispõe o CTN,
a) a taxa de câmbio a ser utilizada para cálculo do valor tributário do bem, em mo-
eda nacional, para fins de lançamento, será a mesma utilizada para cálculo do ICMS.
b) o lançamento do IPVA incidente sobre a aquisição da propriedade desse ve-
ículo não poderá ser feito, pois a regra de conversão do valor tributário deveria
estar prevista na lei que instituiu esse imposto.

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c) a taxa de câmbio a ser utilizada para cálculo do valor tributário do bem, em


moeda nacional, para fins de lançamento, será a mesma utilizada para cálculo do

Imposto de Importação.

d) o lançamento do IPVA incidente sobre a aquisição da propriedade desse veí-

culo será feito em moeda estrangeira.

e) como o valor tributário do bem estava expresso em moeda estrangeira, sua

conversão em moeda nacional, para fins de lançamento, será feita ao câmbio do dia

da ocorrência do fato gerador da obrigação.

Resposta: preste atenção, a questão está pedindo a resposta de acordo com o CTN.

Art. 143. Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja

expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda

nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação.

Mas vamos aprender mais um pouquinho.

A Lei Complementar n. 87, que regulamenta o ICMS, dispõe da seguinte forma:

Art. 14. O preço de importação expresso em moeda estrangeira será convertido

em moeda nacional pela mesma taxa de câmbio utilizada no cálculo do imposto de

importação, sem qualquer acréscimo ou devolução posterior se houver variação da

taxa de câmbio até o pagamento efetivo do preço.

O Decreto-Lei n. 37/1966, que trata do Imposto de Importação:

Art. 24. Para efeito de cálculo do imposto, os valores expressos em moeda es-

trangeira serão convertidos em moeda nacional à taxa de câmbio vigente no mo-

mento da ocorrência do fato gerador.


Gabarito: E

RE 367785 RJ.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IPVA.

VEÍCULO IMPORTADO. ALÍQUOTA DIFERENCIADA.

1. Não se admite a alíquota diferenciada de IPVA para veículos importados e os

de procedência nacional.

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2. O tratamento desigual significaria uma nova tributação pelo fato gerador da

importação. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.

IPVA: Incidência sobre Embarcações

Concluído o julgamento de recurso extraordinário em que se discutia a incidên-

cia do IPVA sobre a propriedade de embarcações (v. Informativos 22 e 103). O

Tribunal, por maioria, manteve acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Ama-

zonas que concedera mandado de segurança a fim de exonerar o impetrante do pa-

gamento do IPVA sobre embarcações. Considerou-se que as embarcações a motor

não estão compreendidas na competência dos Estados e do Distrito Federal para

instituir impostos sobre a propriedade de veículos automotores, pois essa norma só

autoriza a incidência do tributo sobre os veículos de circulação terrestre. Vencido o

Min. Marco Aurélio, relator, que dava provimento ao recurso para cassar o acórdão

recorrido ao fundamento de que a Constituição, ao prever o imposto sobre a

propriedade de veículos automotores, não limita sua incidência aos veículos terres-

tres, abrangendo, inclusive, aqueles de natureza hídrica ou aérea.

RE 134.509-AM, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ acórdão Min. Sepúlveda

Pertence, 29.05.2002. (RE-134509)

IPVA: Incidência sobre Aeronaves

Com o mesmo entendimento acima mencionado, o Tribunal, por maioria,

vencido o Min. Marco Aurélio, declarou a inconstitucionalidade do inciso III do

artigo 6º da Lei n. 6.606/89, do Estado de São Paulo, que previa a incidência

do IPVA sobre aeronaves.

RE 255.111-SP, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ acórdão Min. Sepúlveda

Pertence, 29.05.2002. (RE-255111)

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STF:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
IPVA. VEÍCULO IMPORTADO. ALÍQUOTA DIFERENCIADA. 1. Não se admite a alíquo-
ta diferenciada de IPVA para veículos importados e os de procedência nacional.
2. O tratamento desigual significaria uma nova tributação pelo fato gerador da
importação. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.
(RE 367785 AGR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em
09/05/2006, DJ 02-06-2006 PP-00038 EMENT VOL-02235-05 PP-00956 RTFP v. 14,
n. 69, 2006,

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STF reafirma que barcos e aviões não pagam IPVA


Embarcações e aeronaves não devem pagar o Imposto sobre Propriedade de
Veículos Automotores (IPVA). Esta foi a decisão do Plenário do Supremo Tribunal Fe-
deral (STF) ao dar provimento, por maioria, ao Recurso Extraordinário (RE) 379572.
Para quem quer ver a decisão completa:
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=69570
Ao instituir incentivos fiscais a empresas que contratam empregados com mais
de quarenta anos, a Assembleia Legislativa Paulista usou o caráter extrafiscal
que pode ser conferido aos tributos, para estimular conduta por parte do contri-
buinte, sem violar os princípios da igualdade e da isonomia. Procede a alegação de
inconstitucionalidade do item 1 do § 2º do art. 1º, da Lei n. 9.085, de 17/02/95, do
Estado de São Paulo, por violação ao disposto no art. 155, § 2º, XII, g, da Consti-
tuição Federal.
Em diversas ocasiões, este Supremo Tribunal já se manifestou no sentido de
que isenções de ICMS dependem de deliberações dos Estados e do Distrito Fede-
ral, não sendo possível a concessão unilateral de benefícios fiscais. Precedentes
ADIMC 1.557 (DJ 31/08/01), a ADIMC 2.439 (DJ 14/09/01) e a ADIMC 1.467 (DJ
14/03/97).
Ante a declaração de inconstitucionalidade do incentivo dado ao ICMS, o dispos-
to no § 3º do art. 1º desta lei, deverá ter sua aplicação restrita ao IPVA. Procedên-
cia, em parte, da ação.
(ADI 1276, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em
29/08/2002, DJ 29-11-2002 PP-00017 EMENT VOL-02093-01 PP-00076)
STF:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
IPVA. VEÍCULO IMPORTADO. ALÍQUOTA DIFERENCIADA. 1. Não se admite a alíquo-

ta diferenciada de IPVA para veículos importados e os de procedência nacional.

2. O tratamento desigual significaria uma nova tributação pelo fato gerador da

importação. Precedentes .Agravo regimental a que se nega provimento.

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LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA DA BAHIA
ESQUEMATIZADA

(RE 367785 AGR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em

09/05/2006, DJ 02-06-2006 PP-00038 EMENT VOL-02235-05 PP-00956 RTFP v.

14, n. 69, 2006, p. 301-302 RT v. 95, n. 853, 2006, p. 139-141 RNDJ v. 6, n. 80,

2006, p. 74)

STF reafirma que barcos e aviões não pagam IPVA

Embarcações e aeronaves não devem pagar o Imposto sobre Propriedade de

Veículos Automotores (IPVA). Esta foi a decisão do Plenário do Supremo Tribunal Fe-

deral (STF) ao dar provimento, por maioria, ao Recurso Extraordinário (RE) 379572.

Para quem quer ver a decisão completa:

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=69570

Art. 5º São isentos:

I – da taxa pelo exercício regular do poder de polícia:

a) a concessão de registro de arma de defesa e de porte de arma aos servidores

públicos que exerçam função fiscal, policial ou judiciária, ou que mantenham sob

sua guarda valores do Estado, bem como aos membros do Ministério Público, da

Procuradoria Geral do Estado e da Procuradoria Fiscal, da Magistratura, do Poder

Legislativo e do Tribunal de Contas do Estado;

b) a concessão de licenças e autorizações para atividades de fins comprovada-

mente filantrópicos, ou quando de interesse da Justiça ou da Fazenda Pública esta-

dual, municipal ou federal, obedecidas as condições regulamentares;

CTN

Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal

ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato

gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou poten-

cial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto

à sua disposição.
STF – MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE :
ADI-MC 1772 MG

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LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA DA BAHIA
ESQUEMATIZADA

CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. TAXA JUDICIÁRIA e CUSTAS: NATUREZA JU-


RÍDICA. TAXA JUDICIÁRIA E CUSTAS: ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei Mineira n.
6.763, de 1975, art. 104, §§ 1º e 2º, com a redação do art. 1º da Lei Mineira n.
12.729, de 30.12.97.
Tabela J referida no art. 104 da Lei Mineira n. 6.763/75, com a alteração da Lei
Mineira n. 12.729/97. Tabelas de custas anexas à Lei Mineira n. 12.732, de 1997,
que altera a Lei Mineira n. 12.427, de 1996.
I. Taxa judiciária e custas: são espécies tributárias, classificando-se como taxas,
resultando da prestação de serviço público específico e divisível e que têm como
base de cálculo o valor da atividade estatal referida diretamente ao contribuinte,
pelo que deve ser proporcional ao custo da atividade do Estado a que está vincu-
lada, devendo ter um limite, sob pena de inviabilizar o acesso de muitos à Justiça.
Rep. 1.077-RJ, Moreira Alves, RTJ 112/34; ADIN 1.378-ES, Celso de Mello, “DJ” de
30.05.97; ADIN 948- GO, Rezek, Plen., 09.11.95.
II. Taxa judiciária do Estado de Minas Gerais: Lei Mineira n. 6.763, de 26.12.75,
art. 104, § 1º e 2º, com a redação do art. 1º da Lei Mineira n. 12.729, de 30.12.97,
e Tabela J referida no citado art. 104: arguição de inconstitucionalidade com pedido
de suspensão cautelar.
III. Custas: Tabelas anexas à Lei Mineira n. 12.732, de 1997, que altera a Lei
Mineira n. 12.427, de 27.12.96, que dispõe sobre as custas devidas ao Estado no
âmbito da Justiça Estadual: arguição de inconstitucionalidade: itens I e II, Tabelas
A e B e C e D.
IV. Necessidade da existência de limite que estabeleça a equivalência entre o
valor da taxa e o custo real dos serviços, ou do proveito do contribuinte. Valores ex-
cessivos: possibilidade de inviabilização do acesso de muitos à Justiça, com ofensa
ao princípio da inafastabilidade do controle judicial de lesão ou ameaça a direito:

C.F., art. 5º, XXXV.

V. Cautelar deferida.

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ESQUEMATIZADA

A jurisprudência do STF firmou orientação no sentido de que as custas judiciais

e os emolumentos concernentes aos serviços notariais e registrais possuem natu-

reza tributária, qualificando-se como taxas remuneratórias de serviços públicos,

sujeitando-se, em consequência, quer no que concerne à sua instituição e majo-

ração, quer no que se refere à sua exigibilidade, ao regime jurídico-constitucional

pertinente a essa especial modalidade de tributo vinculado, notadamente aos prin-

cípios fundamentais que proclamam, dentre outras, as garantias essenciais

(a) da reserva de competência impositiva,

(b) da legalidade,

(c) da isonomia e

(d) da anterioridade.

[ADI 1.378 MC, rel. min. Celso de Mello, j. 30-11-1995, P, DJ de 30-5-1997.]

= ADI 3.260, rel. min. Eros Grau, j. 29-3-2007, P, DJ de 29-6-2007

Vide ADI 1.926 MC, rel. min. Sepúlveda Pertence, j. 19-4-1999, P, DJ de 10-9-

1999

“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – CUSTAS JUDICIAIS E EMOLU-

MENTOS EXTRAJUDICIAIS – NATUREZA TRIBUTÁRIA (TAXA) –

A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de

que as custas judiciais e os emolumentos concernentes aos serviços notariais e

registrais possuem natureza tributária, qualificando-se como taxas remunerató-

rias de serviços públicos, sujeitando-se, em consequência, quer no que concerne

à sua instituição e majoração, quer no que se refere à sua exigibilidade, ao regime

jurídico-constitucional pertinente a essa especial modalidade de tributo vinculado,

notadamente aos princípios fundamentais que proclamam, dentre outras, as garan-

tias essenciais (a) da reserva de competência impositiva, (b) da legalidade, (c) da

isonomia e (d) da anterioridade. Precedentes. Doutrina. (STF – ADIN 1.378-5 – TP

– Rel. Min. Celso de Mello – DJU 23.05.1997) JCF.236”. (grifo nosso).

“Preceito de lei estadual que destina 5% dos emolumentos cobrados pelas ser-

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ventias extrajudiciais e não oficializadas ao Fundo Estadual de Reaparelhamento e

Modernização do Poder Judiciário – FUNDESP não ofende o disposto no art. 167, IV,

da CF. Precedentes. A norma constitucional veda a vinculação da receita dos impos-

tos, não existindo, na Constituição, preceito análogo pertinente às taxas.”

(STF, RE 570.513-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Julgamento em 16/12/2008)

“É constitucional a destinação do produto da arrecadação da taxa de fiscalização

da atividade notarial e de registro a órgão público e ao próprio Poder Judiciário.”

(STF, Plenário, ADI 3.151, Rel. Min. Carlos Ayres Britto, julgamento em 08/06/05)

“O produto da arrecadação de taxa de polícia sobre as atividades notariais e de

registro não está restrito ao reaparelhamento do Poder Judiciário, MAS AO APER-

FEIÇOAMENTO DA JURISDIÇÃO. E o Ministério Público é aparelho genuinamente

estatal ou de existência necessária, unidade de serviço que se inscreve no rol da-

quelas que desempenham função essencial à jurisdição (art. 127, caput, da CF/88).

Logo, bem aparelhar o Ministério Público é servir ao desígnio constitucional de

aperfeiçoar a própria jurisdição como atividade básica do Estado e função especí-

fica do Poder Judiciário.”

(STF, ADI 3.028, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 26/05/2010)

Súmula 545

Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferen-

temente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia

autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

Súmula 670

O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa.

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Súmula Vinculante 19

A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remo-

ção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis não

viola o artigo 145, II, da Constituição Federal.

TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA

DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRI-

BUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, CF/88. INCONS-

TITUCIONALIDADE.

1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Ad-

ministração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação

de um serviço público ao contribuinte.

2. Possui repercussão geral a questão constitucional suscitada no apelo extre-

mo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser

inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de car-

nês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp n. 903,

Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário.

Letra D: errada. Taxa de prevenção de incêndio pode, mas não pode ser calcu-

lada em função do valor venal do imóvel.

“AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DO FUN-

CIONAMENTO DE ATIVIDADE ECONÔMICA. CONSTITUCIONALIDADE. AGRAVO A

QUE SE NEGA SEGUIMENTO.

1. A instituição de taxa de localização e funcionamento de atividade econômica

é constitucional, uma vez que se dá em razão do legítimo exercício do Poder de Po-

lícia. Precedentes: RE 220.316, Plenário. Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 22.06.2001;

RE 588.322 – RG, Plenário, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJE de 16.06.2010; RE

350.120-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJE de 07.12.2010; RE

361.009-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJE de 12.11.2010; AI

746.875-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 03.12.2010.

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CTN: recordar é viver.


Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que,
limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de
ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança,
à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado,
ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou auto-
rização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à proprie-
dade e aos direitos individuais ou coletivos.
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia
quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável,
com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei
tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.
Art. 79. Os serviços públicos a que se refere o artigo 77 consideram-se:
I – utilizados pelo contribuinte:
a) efetivamente, quando por ele usufruídos a qualquer título;
b) potencialmente, quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos
à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento;
II – específicos, quando possam ser destacados em unidades autôno-
mas de intervenção, de utilidade, ou de necessidades públicas;
III – divisíveis, quando suscetíveis de utilização, separadamente, por
parte de cada um dos seus usuários.
EMENTA: TRIBUTÁRIO. TAXA DE COLETA, REMOÇÃO E DESTINACÃO DE LIXO.
TAXA DE COMBATE A SINISTROS. UTILIZAÇÃO DE ELEMENTOS DA BASE DE CÁL-
CULO PRÓPRIA DE IMPOSTOS. CONSTITUCIONALIDADE.
I. A Corte tem entendido como específicos e divisíveis os serviços públicos de
coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de
imóveis, desde que essas atividades sejam completamente dissociadas de outros
serviços públicos de limpeza realizados em benefício da população em geral (uti

universi) e de forma indivisível.

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II. Legitimidade da taxa de combate a sinistros, uma vez que instituída como
contraprestação a serviço essencial, específico e divisível.
III. Constitucionalidade de taxas que, na apuração do montante devido, adote
um ou mais dos elementos que compõem a base de cálculo própria de determinado
imposto, desde que não se verifique identidade integral entre a base de cálculo da
taxa e a do imposto.
IV. Agravo regimental improvido (RE 557957 AgR/SP, STF – Primeira Turma,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento: 26.05.2009, Dje: 25.06.200928).
Súmula 670 do STF:
O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa.

Jurisprudência

Notícias STF, 28 de abril de 2014


Taxa para emissão de carnê de recolhimento de tributo é inconstitucional,
reafirma STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou seu entendimento contrário à co-
brança de taxas para emissão de carnês de recolhimento de tributos. A decisão foi

tomada no Recurso Extraordinário (RE) 789218, que teve repercussão geral reco-

nhecida e provimento negado por meio de deliberação no Plenário Virtual da Corte,

a fim de reafirmar jurisprudência dominante do Tribunal no sentido da inconstitu-

cionalidade da cobrança.

No recurso, o município de Ouro Preto questiona decisão do Tribunal de Justiça

de Minas Gerais (TJ-MG) que entendeu inconstitucional a chamada “taxa de expe-

diente”. Alegou o município que é possível a cobrança pois há uma prestação de

um serviço público, que consiste na emissão de documentos e guias de interesse

do administrado. Alega que a decisão do TJ-MG afronta o artigo 145, inciso II, da

Constituição Federal, que autoriza a instituição de taxas pelo poder público pela

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utilização de serviços públicos.

Para o relator do RE, ministro Dias Toffoli, o tema reclama o reconhecimento

da repercussão geral, tendo em vista a necessidade de o STF reiterar aos entes da

federação seu entendimento acerca da taxa de expediente. Segundo esse entendi-

mento, a emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da

Administração, e constitui um instrumento usado na arrecadação.

“Não se trata de serviço público prestado ou colocado à disposição do contri-

buinte. Não há, no caso, qualquer contraprestação em favor do administrado, razão

pela qual é ilegítima sua cobrança”, afirma o relator.

Em decisão tomada por maioria no Plenário Virtual do STF, foi reconhecida a

repercussão geral da matéria e reafirmada a jurisprudência da Corte no sentido da

inconstitucionalidade da instituição de taxas por emissão ou remessa de carnês e

guias de recolhimento de tributos.

Quer ir mais a fundo?

http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=266148

Súmula Vinculante 32

O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras.

Súmula Vinculante 19

A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remo-

ção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis não

viola o artigo 145, II, da Constituição Federal.

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO TRIBUTÁRIO. TAXA. SE-

GURANÇA PÚBLICA. EVENTOS PRIVADOS.

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SERVIÇO PÚBLICO GERAL E INDIVISÍVEL. LEI N. 6.010/96 DO ESTADO DO

PARÁ. TEORIA DA DIVISIBILIDADE DAS LEIS. MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA.

1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se consolidou no sentido de

que a atividade de segurança pública é serviço público geral e indivisível, logo deve

ser remunerada mediante imposto, isto é, viola o artigo 145, II, do Texto Constitu-

cional, a exigência de taxa para sua fruição.

2. Da argumentação exposta pela parte Requerente não se extrai a inconsti-

tucionalidade in totum do dispositivo impugnado, assim se aplica ao caso a teoria

da divisibilidade das leis, segundo a qual, em sede de jurisdição constitucional,

somente se deve proferir a nulidade dos dispositivos maculados pelo vício de in-

constitucionalidade, de maneira que todos aqueles dispositivos legais que puderem

subsistir autonomamente não são abarcados pelo juízo de inconstitucionalidade.

3. Ação direta de inconstitucionalidade a que se dá parcial procedência, a fim de

declarar inconstitucional a expressão “serviço ou atividade policial militar, inclusive

policiamento preventivo” constante no artigo 2º da Lei n. 6.010/96 do estado do

Pará, assim como a Tabela V do mesmo diploma legal.

Das Alterações Cadastrais

Art. 24. As alterações cadastrais deverão ser solicitadas pelo contribuinte:

I – previamente, nos casos de mudança de endereço;

Art. 25. Será processada a desabilitação de contribuinte do Cadastro, em de-

corrência de suspensão, inaptidão ou baixa da inscrição.

Parágrafo único. A desabilitação de contribuinte do Cadastro não implicará o

reconhecimento de quitação dos débitos tributários acaso existentes, ficando o titu-

lar ou sócio considerado irregular, caso a empresa possua débito inscrito em dívida

ativa sem suspensão da exigibilidade.

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Confesso que desabilitação é um neologismo criado pela Sefaz-BA.

Art. 32. A reativação da inscrição ocorrerá:

I – por iniciativa do contribuinte:

a) no reinício das atividades;

b) no caso de sustação do pedido de baixa;

c) desde que cessada a causa determinante da inaptidão.

II – de ofício, na hipótese de desabilitação indevida.

Parágrafo único. Para requerer a reativação de inscrição inapta, o contribuinte

apresentará as declarações eletrônicas relativas ao período em que esteve com

inscrição inapta.

§ 2º É vedada a emissão de documento fiscal que não corresponda a uma

efetiva saída ou entrada de mercadoria ou a uma efetiva prestação de serviço,

exceto nas hipóteses expressamente previstas na legislação.

Art. 55. Quando a operação ou prestação for beneficiada por isenção, redu-

ção da base de cálculo ou diferimento, ou quando estiver amparada por

imunidade, não-incidência ou suspensão da incidência do ICMS, ou, ainda,

quando o imposto já houver sido lançado por antecipação, essa circunstân-

cia será mencionada em todas as vias do documento fiscal, indicando-se o dis-

positivo pertinente da legislação, ainda que por meio de código, cuja decodificação

conste no próprio documento fiscal, exceto quando se tratar de Cupom Fiscal ou

Nota Fiscal de Venda a Consumidor emitida por Emissor de Cupom Fiscal (ECF).

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Vou repetir, é vedado o direito a crédito de ICMS baseado em NFC-e.

Repita comigo em voz alta: É vedado o destaque do ICMS na Nota fiscal de

Venda a Consumidor.

Art. 258. A Guia Nacional de Informação e Apuração ICMS Substituição Tribu-

tária (GIA – ST) será remetida à SEFAZ mensalmente, até o dia 10, pelos sujeitos

passivos por substituição ou pelo contribuinte que realizar operação ou prestação

que destine mercadorias ou serviços a consumidor final não contribuinte do impos-

to localizado neste Estado, inscritos no cadastro estadual na condição de CONTRI-

BUINTE SUBSTITUTO/RESPONSÁVEL ICMS DESTINO, preenchida em conformidade

com as cláusulas décima, décima-A e décima-B do Ajuste SINIEF 04/93.

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Lei Kandir, art. 2° O imposto incide sobre: a entrada, no território do Estado

destinatário, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos

dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou

à industrialização, decorrentes de operações interestaduais, cabendo o imposto ao

Estado onde estiver localizado o adquirente.

Lei Kandir, art. 3º O imposto não incide sobre:

II – operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive

produtos primários e produtos industrializados semi- elaborados, ou serviços;

Parágrafo único. Equipara-se às operações de que trata o inciso II a saída de mer-

cadoria realizada com o fim específico de exportação para o exterior, destinada a:

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I – empresa comercial exportadora, inclusive tradings ou outro estabelecimento

da mesma empresa;

Já sei, ficou com dúvidas na empresa Joel Carli. A tributação é normal porque

ela não exporta.

Lei Kandir, art. 25, § 1º Saldos credores acumulados a partir da data de pu-

blicação desta Lei Complementar por estabelecimentos que realizem operações

e prestações de que tratam o inciso II do art. 3º (EXPORTAÇÃO) e seu parágrafo

único podem ser, na proporção que estas saídas representem do total das saídas

realizadas pelo estabelecimento:

I – imputados pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no Estado;

II – havendo saldo remanescente, transferidos pelo sujeito passivo a outros

contribuintes do mesmo Estado, mediante a emissão pela autoridade competente

de documento que reconheça o crédito.

§ 2º Lei estadual poderá, nos demais casos de saldos credores acumulados a

partir da vigência desta Lei Complementar, permitir que:

I – sejam imputados pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no

Estado;

II – sejam transferidos, nas condições que definir, a outros contribuintes do

mesmo Estado

Há controvérsias jurisprudenciais.

https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11296539/paragrafo-4-artigo-13-lc-n-

-87-de-13-de-setembro-de-1996

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