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1 O Que Éramos Sobre A Lei

Mas, antes que viesse a fé, éramos mantidos debaixo da lei, nela confinados
para a fé que haveria de ser revelada.

Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela
fé.

Gálatas 3:23-24

Paulo usa duas metáforas para caracterizar o modo como a lei


opera na vida.
Primeiro, a lei é um guarda. “Mas, antes que viesse a fé, éramos
mantidos debaixo da lei, nela confinados para a fé que haveria de
ser revelada”(v.23). As palavras gregas para “mantidos debaixo”
e “confinados” significam ser protegidos por um guarda militar.
John Stott comentando sobre essa passagem disse:
Assim os dois verbos enfatizam que a lei e os mandamentos de Deus nos
mantinham na prisão, confinados, para que não pudéssemos escapar.

E a biografia de cada um de nos, ou, pelo menos, de cada cristão. Toda e


qualquer pessoa, ou esta presa pela lei porque ainda esta guardando o
cumprimento da promessa, ou já foi libertada da lei porque herdou a
promessa. Mas simplesmente, toda e qualquer pessoa esta servindo ou
Antigo Testamento ou o Novo Testamento e deriva sua religião de Moises
ou de Jesus. Na linguagem deste paragrafo, ou esta “sob a lei” ou esta
“sob Cristo”.

Antes que viesse tempo da Graça, era essa a função da lei que
nela encerrados, fôssemos guardados como num cárcere.
Martinho Lutero faz uma analogia sobre isso:
Nenhum ladrão, assassino ou assaltante, etc., que foi capturado, ama as
algemas e o repugnante cárcere, no qual é mantido acorrentado. Na
verdade se pudesse, destruiria e reduziria a cinzas o cárcere com seus
grilhões de ferro. No cárcere, certamente, ele se abstém de fazer o mal,
todavia, não de boa vontade ou por amor à justiça, mas porque a sua
prisão lho impede. E nem agora que está recluso, detesta e odeia seu
pecado e roubo (aflige-se,na verdade, de coração por não estar em
liberdade e poder roubar),odeia, contudo, o cárcere e, se lhe fosse
permitido sair dele, roubaria como antes. Tal é também a força da lei e a
da justiça da lei, obrigando-nos a sermos bons externamente, enquanto
ameaça os transgressores com castigo e punição. Então nos conformamos
com a lei, na verdade, por medo do castigo, mas involuntariamente e com
a máxima revolta. Mas que justiça é essa, se deixas de praticar o mal por
medo do castigo? Essa justiça das obras é, verdadeiramente, nada mais do
que amar, verdadeiramente, o pecado, odiar a justiça, abominar a Deus
com a sua lei e adorar a suprema maldade. Quão ardentemente, com
efeito, um ladrão ama o cárcere e odeia o crime, tão pra zerosamente
nós obedecemos à lei e fazemos o que ela prescreve e deixamos de fazer o
que ela proíbe.

Visto que a lei, portanto, como foi dito, é o nosso carrasco e cárcere, é
certo que não a amamos, mas a odiamos com veemência. Quem, por
conseguinte, diz que ama a lei, mente e não sabe o que está dizendo. Seria
insano e perturbado da mente o ladrão ou o assaltante que amasse o
cárcere e os grilhões. Visto que a lei, como tenho dito, nos encerra, é certo
que somos os seus mais hostis inimigos. Em outras palavras, amamos a lei
e a sua justiça tanto quanto o homicida ama o cárcere. De que modo, pois,
seríamos justificados pela lei?

A ideia de Paulo esta tentando transmitir e a de que a lei não pode


nos salvar- esse nunca foi e nunca poderia ser seu proposito,
porque ela fora dada aos pecadores; mas a lei pode e deve nos
mostrar que necessitamos ser salvos.
Em outras palavras, precisamos da lei para nos “CONDENAR”
do pecado antes de conseguirmos ver nossa necessidade da graça
de Deus em Cristo ou de a desejarmos.
Como comentou John Stott:
A tragédia o que tanta gente separa as duas coisas, desejando uma sem a
outra. Alguns tentaram ir a Jesus sem encontrar primeiro Moises. Querem
ignorar o Antigo Testamento e herdar a promessa da justificação em
Cristo sem o prévio sofrimento da condenação da lei. Ou vão a Moises e a
lei para serem condenados, mas continuam nessa servidão infeliz.
Continuam vivendo no Antigo Testamento. Sua religião e um jugo
lamentável, difícil de suportar. Jamais foram a Cristo parta serem
libertados.

Só depois que a lei nos fere e esmaga é que admitimos a nossa


necessidade do evangelho para atar nossas feridas. Só depois que a lei
nos aprisiona é que anelamos que Cristo nos liberte. Só depois que
a lei nos tiver condenado e matado é que vamos clamar a Cristo por
justificação e vida. Só depois que a lei nos tiver levado ao desespero
é que vamos crer em Jesus. Só depois que a lei nos tiver humilhado
até o inferno é que vamos buscar o evangelho para nos elevar até o
céu.

O fim da Lei e Cristo.


Segundo, a lei e um tutor, um paidagogos, sob cuja supervisão
vivemos. “A lei se tornou nosso guia para nos conduzir a
Cristo”(v.24). Nos lares da época de Paulo, o tutor ou guardião
costumava ser um escravo que supervisionava os filhos para os
pais.
Em ambos os casos, o guarda e o tutor eliminam a liberdade. Em
ambos os casos, o relacionamento com a “lei” não e intimo nem
pessoal; baseia-se em recompensas e castigos.
Assim, Paulo descreve todas as religiões não baseadas no
evangelho vivem em :
Um sentimento de escravidão.
Um relacionamento impessoal com o divino, motivado pela
desejo de recompensas, como vemos na teologia da prosperidade.
E medo de castigos.
Mas a segunda metáfora e diferente da primeira nos mostra que o
verdadeiro proposito da lei e instrutivo. Ela aponta para Cristo.
Lutero comenta:
Paulo retrata o verdadeiro
uso da lei por meio dessa comparação com um aio. Pois, quando ele pune,
compele e aflige os meninos não com a intenção de que essa educação
dure
para sempre, mas de que chegue a seu fim quando os meninos forem bem
educados e instruídos e que, então, sem a coação do aio, possam, alegres e
livres, desfrutar da liberdade e dos bens paternos; assim, aqueles que são
aterrorizados e apavorados pela lei devem saber que esses terrores e
abatimentos
não durarão para sempre, mas que, por intermédio deles, são preparados
para o Cristo que há de vir e para a liberdade do Espírito.

Mas o verdadeiro uso da lei consiste em que eu seja levado ao


reconhecimento
do pecado e seja humilhado de modo que possa vir a Cristo e ser
justificado pela fé. A fé, no entanto, não é uma lei nem uma obra, mas uma
firme confiança que apreende a Cristo, "o fim da lei", Rm 10[.4]. De que
modo? Não no sentido de que ele revogue a antiga lei e faça uma nova,
ou que seja um juiz que precisa ser aplacado por meio de obras, como os
papistas ensinaram. Cristo é o fim da lei para justiça de todo aquele que
crê,
isto é, todo aquele que crê em Cristo é justo e a lei não pode acusar mais.

A lei se de fato dermos ouvido enfatiza sem parar que


necessitamos de justiça, de poder, de um amor por Deus que estão
além de nos mesmos e além da lei.
Necessitamos de salvação pela Graça.
Como disse John Stott:
Depois de dar a promessa a Abraão, Deus deu a lei a Moises. Por que ?
Tinha que piorar as coisas antes de poder melhora las. A lei expos o
pecado, provocou-o, condenou-o. o proposito da lei era erguer a capa de
respeitabilidade do homem e revelar como ele de fato era por baixo-
pecador, rebelde, culpado, sob julgamento de Deus e impotente para se
salvar. Ainda hoje a lei deve ter permissão para cumprir a tarefa dada por
Deus. Um dos grandes erros da igreja contemporânea e a tendência de
amenizar o pecado e o juízo. Nunca devemos contornar a lei e ir
diretamente ao evangelho. Fazer isso e contradizer o plano de Deus na
historia bíblica. Nenhum homem jamais soube apreciar o evangelho ate
que a lei lhe fosse revelada primeiro. So contra a escuridão do ceu
noturno, densa como tinta, as estrelas começam a aparecer; e so contra o
fundo escuro o pecado e do juízo, o evangelho reluz.

Muitos cristãos (embora não todos) testemunham que, ao


tomarem consciência de sua necessidade de Deus, passaram por
um período de imaturidade em que se tornaram extremamente
religiosos. Buscaram com diligencia emendar seus caminhos e
realizar tarefas religiosas para purificar sua vida. Renderam-se a
Deus com lagrimas nos olhos em vários cultos da igreja.
“Entregaram a vida a Jesus” e “o convidaram a entrar em seu
coração”. Mas, com grande frequência, na verdade so estavam
decidindo ser muito bons e muito religiosos, na esperança de que
isso lhes assegurasse o favor e a bençao de Deus. Nesse estagio,
tendiam a enfrentar muitos altos e baixos emocionais( como
crianças ), sentindo-se bem quando assumiam um compromisso
espiritual e desanimados quando fracassavam em manter a
promessa para Deus. Experimentavam grande ansiedade.
Como diz Paulo aqui, eram como crianças debaixo de um “tutor”.
Estavam a caminho de descobrir Deus no evangelho, mas ainda
não tinham chegado la.
Jesus e o nosso salvador ele fez oque não podíamos fazer, como
cantava Horatius Bonar:
Em uma vida que não vivi,

em uma morte que não morri.

Na vida de outro, na morte de outro.

Nisso aposto toda a minha eternidade.