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Diário da Justiça Eletrônico

Poder Judiciário de Pernambuco

Ano IX Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017


Disponibilização: 27/10/2017 Publicação: 30/10/2017

Presidente:
Des. Leopoldo de Arruda Raposo

Primeiro Vice-Presidente:
Des. Adalberto de Oliveira Melo

Segundo Vice-Presidente:
Des. Antônio Fernando Araújo Martins

Corregedor Geral da Justiça:


Des. Antônio de Melo e Lima

Composição do TJPE
Des. Jones Figueirêdo Alves Des. Antônio Carlos Alves da Silva
Des. José Fernandes de Lemos Des. Francisco Eduardo Gonçalves Sertório Canto
Des. Bartolomeu Bueno de Freitas Morais Des. José Ivo de Paula Guimarães
Des. Jovaldo Nunes Gomes Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
Des. Fernando Eduardo de Miranda Ferreira Des. Agenor Ferreira de Lima Filho
Des. Frederico Ricardo de Almeida Neves Des. Itabira de Brito Filho
Des. Eduardo Augusto Paurá Peres Des. Alfredo Sérgio Magalhães Jambo
Des. Leopoldo de Arruda Raposo Des. Roberto da Silva Maia
Des. Marco Antônio Cabral Maggi Des. Jorge Américo Pereira de Lira
Des. Adalberto de Oliveira Melo Des. Erik de Sousa Dantas Simões
Des. Fernando Cerqueira Norberto dos Santos Des. Stênio José de Sousa Neiva Coêlho
Des. Luiz Carlos de Barros Figueiredo Des. André Oliveira da Silva Guimarães
Des. Alberto Nogueira Virgínio Des. Odilon de Oliveira Neto
Des. Antônio Fernando Araújo Martins Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
Des. Ricardo de Oliveira Paes Barreto Des. Itamar Pereira da Silva Júnior
Des. Cândido José da Fonte Saraiva de Moraes Des. Evandro Sérgio Netto de Magalhães Melo
Des. Antônio de Melo e Lima Desa. Daisy Maria de Andrade Costa Pereira
Des. Francisco José dos Anjos Bandeira de Mello Des. Eudes dos Prazeres França
Des. Antenor Cardoso Soares Júnior Des. Carlos Frederico Gonçalves de Moraes
Des. José Carlos Patriota Malta Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Des. Alexandre Guedes Alcoforado Assunção Des. Márcio Fernando de Aguiar Silva
Des. Eurico de Barros Correia Filho Des. Humberto Costa Vasconcelos Júnior
Des. Mauro Alencar de Barros Des. Waldemir Tavares de Albuquerque Filho
Des. Fausto de Castro Campos Des. José Viana Ulisses Filho
Des. Francisco Manoel Tenório dos Santos Des. Sílvio Neves Baptista Filho
Des. Cláudio Jean Nogueira Virgínio Des. Demócrito Ramos Reinaldo Filho
Coordenação e Gerenciamento:
Ângela Carolina Porto Camarotti
Palácio da Justiça - Praça da República, s/n Carlos Gonçalves da Silva
Santo Antônio - Recife - PE
CEP: 50010-040 Diretoria de Documentação Judiciária:
Telefones: (81) 3182-0100 / 3182-0234 André Fabiano Oliveira Santos
Site: www.tjpe.jus.br Maria José Alves

Gerência de Jurisprudência e Publicações:


Dúvidas / Sugestões: diario.eletronico@tjpe.jus.br Rogério Martins dos Santos
Telefones: (81) 3182.0487
Chefia da Unidade de Diário de Justiça Eletrônico:
Cláudia Simone Barros de Queiroz

Produção e Editoração:
Marcia Maria Ramalho da Silva

Diário da Justiça Eletrônico - Poder Judiciário de Pernambuco.


Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001 de 24.8.2001, que institui a Infra-estrutura de
Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado através do endereço eletrônico http://www.tjpe.jus.br
SUMÁRIO

PRESIDÊNCIA ....................................................................................................................................................................................... 6
Núcleo de Precatórios ......................................................................................................................................................................19
1ª VICE-PRESIDÊNCIA ....................................................................................................................................................................... 23
2ª VICE-PRESIDÊNCIA ..................................................................................................................................................................... 124
CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA ........................................................................................................................................... 198
Corregedoria Auxiliar para os Serviços Extrajudiciais ................................................................................................................... 201
Corregedoria Auxiliar - 1ª Entrância .............................................................................................................................................. 203
ÓRGÃO ESPECIAL ........................................................................................................................................................................... 204
TURMA ESTADUAL DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA ............................................................................................... 237
DIRETORIA GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ........................................................................................................................... 242
CONSELHO DA MAGISTRATURA .................................................................................................................................................... 244
SECRETARIA JUDICIÁRIA ................................................................................................................................................................ 245
SECRETARIA DE GESTÃO DE PESSOAS ...................................................................................................................................... 249
CARTRIS ............................................................................................................................................................................................ 252
DIRETORIA DE DOCUMENTAÇÃO JUDICIÁRIA ............................................................................................................................. 309
2ª Turma - 1ª Câmara Regional - Sede Caruaru ........................................................................................................................... 440
DIRETORIA CÍVEL .............................................................................................................................................................................460
Seção Cível ....................................................................................................................................................................................460
Seção de Direito Público ................................................................................................................................................................462
1ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 465
2ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 472
3ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 508
4ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 526
5ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 531
1ª Câmara de Direito Público .........................................................................................................................................................542
3ª Câmara de Direito Público .........................................................................................................................................................553
4ª Câmara de Direito Público .........................................................................................................................................................554
2ª Câmara Extraordinária Cível ..................................................................................................................................................... 556
2ª Câmara Extraordinária de Direito Público ................................................................................................................................. 576
Diretoria das Varas de Família e Registro Civil da Capital ............................................................................................................ 578
Diretoria Cível Regional do Agreste .............................................................................................................................................. 579
DIRETORIA CRIMINAL ...................................................................................................................................................................... 581
2ª Câmara Criminal ........................................................................................................................................................................ 581
4ª Câmara Criminal ........................................................................................................................................................................ 588
1ª Câmara Extraordinária Criminal ................................................................................................................................................ 593
Seção Criminal ...............................................................................................................................................................................596
CÂMARAS REGIONAIS ..................................................................................................................................................................... 602
1ª Turma - 1ª Câmara Regional - Sede Caruaru ........................................................................................................................... 602
COORDENADORIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS ............................................................................................................................622
Colégio Recursal Cível - Capital .................................................................................................................................................... 622
COORDENADORIA GERAL DO SISTEMA DE RESOLUÇÃO CONSENSUAL E ARBITRAL DE CONFLITOS .............................. 650
Central de Conciliação e Mediação do Tribunal de Justiça ........................................................................................................... 650
Capital - Central de Conciliação, Mediação e Arbitragem ............................................................................................................. 659
Caruaru - Central de Conciliação, Mediação e Arbitragem ........................................................................................................... 667
JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS - CAPITAL ....................................................................................................................................... 690
Capital - I Juizado Especial do Torcedor ....................................................................................................................................... 690
DIRETORIA CÍVEL DO 1º GRAU ...................................................................................................................................................... 692
CAPITAL ............................................................................................................................................................................................. 693
Vara Regional da Infância e Juventude da 1ª Circunscrição Judiciária ......................................................................................... 693
Capital - 1ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 697
Capital - 2ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 702
Capital - 3ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 704
Capital - 5ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 713
Capital - 6ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 720
Capital - 6ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 733
Capital - 7ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 734
Capital - 7ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 739
Capital - 8ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 742
Capital - 9ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 744
Capital - 9ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 748
Capital - 10ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 753
Capital - 11ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 760
Capital - 11ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 765
Capital - 13ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 768
Capital - 13ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 769
Capital - 14ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 772
Capital - 14ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 774
Capital - 15ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 782
Capital - 17ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 785
Capital - 18ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 798
Capital - 19ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 800
Capital - 20ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 806
Capital - 20ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 810
Capital - 21ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 814
Capital - 22ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 818
Capital - 24ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 822
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Capital - 25ª Vara Cível - Seção A .................................................................................................................................................................... 826


Capital - 25ª Vara Cível - Seção B .................................................................................................................................................................... 836
Capital - 27ª Vara Cível - Seção A .................................................................................................................................................................... 841
Capital - 28ª Vara Cível - Seção B .................................................................................................................................................................... 843
Capital - 29ª Vara Cível - Seção A .................................................................................................................................................................... 848
Capital - 29ª Vara Cível - Seção B .................................................................................................................................................................... 850
Capital - 31ª Vara Cível - Seção A .................................................................................................................................................................... 851
Capital - 32ª Vara Cível - Seção B .................................................................................................................................................................... 852
Capital - 34ª Vara Cível - Seção A .................................................................................................................................................................... 859
Capital - 34ª Vara Cível - Seção B .................................................................................................................................................................... 862
Capital - 1ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 872
Capital - 3ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 873
Capital - 5ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 874
Capital - 6ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 878
Capital - 7ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 880
Capital - 8ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 884
Capital - 9ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 891
Capital - 10ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................ 893
Capital - 11ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................ 904
Capital - 12ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................ 907
Capital - 17ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................ 909
Capital - 19ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................ 912
Capital - 1ª Vara da Fazenda Pública ............................................................................................................................................................... 915
Capital - 8ª Vara da Fazenda Pública ............................................................................................................................................................... 919
Capital - 1ª Vara dos Executivos Fiscais Estaduais .......................................................................................................................................... 926
Capital - Vara de Execuções Fiscais Municipais .............................................................................................................................................. 928
Capital - 1ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais - Seção A .................................................................................................................. 931
Capital - 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais - Seção A .................................................................................................................. 936
Capital - 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais - Seção B .................................................................................................................. 943
Capital - 2ª Vara da Infância e da Juventude .................................................................................................................................................... 944
Capital - 3ª Vara de Sucessões e Registros Públicos .......................................................................................................................................945
Capital - 5ª Vara de Família e Registro Civil ..................................................................................................................................................... 947
Capital - 6ª Vara de Família e Registro Civil ..................................................................................................................................................... 950
Capital - 7ª Vara de Família e Registro Civil ..................................................................................................................................................... 955
Capital - 10ª Vara de Família e Registro Civil ................................................................................................................................................... 958
Capital - 1ª Vara do Tribunal do Júri ................................................................................................................................................................. 962
Capital - 2ª Vara do Tribunal do Júri ................................................................................................................................................................. 963
Capital - 3ª Vara do Tribunal do Júri ................................................................................................................................................................. 964
Capital - 4ª Vara do Tribunal do Júri ................................................................................................................................................................. 966
Capital - 1ª Vara dos Crimes Contra Criança e Adolescente ............................................................................................................................ 968
Capital - 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher ...............................................................................................................969
Capital - 3ª Vara de Entorpecentes ................................................................................................................................................................... 970
Capital - 2ª Vara de Acidentes do Trabalho ...................................................................................................................................................... 973
Capital - Vara de Execução Penal .................................................................................................................................................................... 975
Capital - Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária ........................................................................................... 978
INTERIOR ............................................................................................................................................................................................................. 981
Abreu e Lima - 2ª Vara ...................................................................................................................................................................................... 981
Abreu e Lima - 3ª Vara ...................................................................................................................................................................................... 982
Água Preta - 1ª Vara ......................................................................................................................................................................................... 992
Alagoinha - Vara Única ..................................................................................................................................................................................... 996
Aliança - Vara Única ..........................................................................................................................................................................................999
Amaraji - Vara Única ....................................................................................................................................................................................... 1001
Araripina - 1ª Vara ........................................................................................................................................................................................... 1006
Arcoverde - 1ª Vara ......................................................................................................................................................................................... 1008
Arcoverde - 2ª Vara ......................................................................................................................................................................................... 1013
Arcoverde - Vara Criminal ............................................................................................................................................................................... 1026
Belém de Maria - Vara Única .......................................................................................................................................................................... 1028
Belém do São Francisco - Vara Única ............................................................................................................................................................ 1029
Belo Jardim - 2ª Vara ...................................................................................................................................................................................... 1032
Belo Jardim - Vara Criminal ............................................................................................................................................................................ 1048
Betânia - Vara Única ....................................................................................................................................................................................... 1049
Bezerros - 2ª Vara ........................................................................................................................................................................................... 1050
Bodocó - Vara Única ....................................................................................................................................................................................... 1051
Bom Conselho - Vara Única ............................................................................................................................................................................ 1095
Bom Jardim - Vara Única ................................................................................................................................................................................ 1096
Bonito - Vara Única ......................................................................................................................................................................................... 1098
Brejo da Madre de Deus - Vara Única ............................................................................................................................................................ 1110
Cabo de Santo Agostinho - 2ª Vara Cível ....................................................................................................................................................... 1112
Cabo de Santo Agostinho - 5ª Vara Cível ....................................................................................................................................................... 1113
Cabo de Santo Agostinho - 1ª Vara Criminal .................................................................................................................................................. 1116
Cabo de Santo Agostinho - Vara de Violência Domestica e Familiar Contra Mulher ..................................................................................... 1117
Cabrobó - Vara Única ......................................................................................................................................................................................1119
Cachoeirinha - Vara Única .............................................................................................................................................................................. 1123
Caetés - Vara Única ........................................................................................................................................................................................ 1124
Calçado - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1125
Camaragibe - 1ª Vara Cível ............................................................................................................................................................................ 1127
Camaragibe - 1ª Vara Criminal ....................................................................................................................................................................... 1128

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Camaragibe - 2ª Vara Criminal ....................................................................................................................................................................... 1129


Canhotinho - Vara Única ................................................................................................................................................................................. 1130
Carpina - 2ª Vara ............................................................................................................................................................................................. 1132
Caruaru - 2ª Vara de Família e Registro Civil ................................................................................................................................................. 1135
Caruaru - Vara Privativa do Tribunal do Júri ................................................................................................................................................... 1147
Caruaru - 2ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................... 1149
Caruaru - 4ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................... 1161
Caruaru - 1ª Vara Criminal .............................................................................................................................................................................. 1165
Caruaru - 3ª Vara Criminal .............................................................................................................................................................................. 1170
Caruaru - 4ª Vara Criminal .............................................................................................................................................................................. 1172
Caruaru - Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher .............................................................................................................. 1174
Caruaru - 3ª Vara Regional de Execução Penal ............................................................................................................................................. 1181
Caruaru - 2ª Vara da Fazenda Pública ........................................................................................................................................................... 1187
Catende - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1190
Chã Grande - Vara Única ................................................................................................................................................................................ 1192
Condado - Vara Única ..................................................................................................................................................................................... 1193
Cumaru - Vara Única .......................................................................................................................................................................................1196
Custódia - Vara Única ..................................................................................................................................................................................... 1197
Escada - Vara Única ....................................................................................................................................................................................... 1198
Escada - Vara Criminal ................................................................................................................................................................................... 1199
Exu - Vara Única ............................................................................................................................................................................................. 1201
Gameleira - Vara Única ................................................................................................................................................................................... 1202
Garanhuns -1ª Vara Cível ............................................................................................................................................................................... 1203
Garanhuns - 3ª Vara Cível .............................................................................................................................................................................. 1206
Garanhuns - 1ª Vara Criminal ......................................................................................................................................................................... 1216
Garanhuns - 2ª Vara Criminal ......................................................................................................................................................................... 1217
Garanhuns - 1ª Vara de Família e Registro Civil ............................................................................................................................................ 1218
Garanhuns - 2ª Vara de Família e Registro Civil ............................................................................................................................................ 1219
Garanhuns - Vara da Fazenda Pública ........................................................................................................................................................... 1222
Glória do Goitá - Vara Única ........................................................................................................................................................................... 1224
Goiana - 1ª Vara .............................................................................................................................................................................................. 1226
Goiana - Vara Criminal .................................................................................................................................................................................... 1228
Gravatá - 2ª Vara ............................................................................................................................................................................................ 1229
Gravatá - Vara Criminal ...................................................................................................................................................................................1231
Igarassu - 1ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................. 1232
Igarassu - Vara Criminal ..................................................................................................................................................................................1239
Ipojuca - Vara Cível ......................................................................................................................................................................................... 1258
Ipojuca - Vara Criminal .................................................................................................................................................................................... 1259
Ipojuca - Vara da Fazenda .............................................................................................................................................................................. 1261
Ipubi - Vara Única ............................................................................................................................................................................................1268
Itaíba - Vara Única .......................................................................................................................................................................................... 1270
Itamaracá - Vara Única ................................................................................................................................................................................... 1271
Itambé - Vara Única ........................................................................................................................................................................................ 1273
Itapissuma - Vara Única .................................................................................................................................................................................. 1275
Itaquitinga - Vara Única ................................................................................................................................................................................... 1277
Jaboatão dos Guararapes - Diretoria do Foro ................................................................................................................................................ 1281
Jaboatão dos Guararapes - 2ª Vara Cível ...................................................................................................................................................... 1283
Jaboatão dos Guararapes - 3ª Vara Cível ...................................................................................................................................................... 1284
Jaboatão dos Guararapes - 6ª Vara Cível ...................................................................................................................................................... 1287
Jaboatão dos Guararapes - 2ª Vara Criminal ................................................................................................................................................. 1295
Jaboatão dos Guararapes - II Vara Privativa do Tribunal do Júri ................................................................................................................... 1304
Jaboatão dos Guararapes - Vara de Sucessões e Registros Públicos .......................................................................................................... 1305
Jaboatão dos Guararapes - 1ª Vara da Fazenda Pública ............................................................................................................................... 1309
Jaboatão dos Guararapes - Vara de Executivos Fiscais ................................................................................................................................ 1314
Jaboatão dos Guararapes - 2ª Vara de Família e Registro Civil .................................................................................................................... 1318
Jaboatão dos Guararapes - 3ª Vara de Família e Registro Civil .................................................................................................................... 1322
Jaboatão dos Guararapes - 4ª Vara de Família e Registro Civil .................................................................................................................... 1323
João Alfredo - Vara Única ............................................................................................................................................................................... 1324
Lagoa do Ouro - Vara Única ........................................................................................................................................................................... 1329
Lagoa dos Gatos - Vara Única ........................................................................................................................................................................ 1332
Lagoa Grande - Vara Única ............................................................................................................................................................................ 1333
Lajedo - Vara Única .........................................................................................................................................................................................1337
Limoeiro -1ª Vara ............................................................................................................................................................................................ 1345
Limoeiro - 2ª Vara ........................................................................................................................................................................................... 1346
Maraial - Vara Única ........................................................................................................................................................................................1350
Moreilândia - Vara Única ................................................................................................................................................................................. 1352
Moreno - 1ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................... 1353
Moreno - Vara Criminal ................................................................................................................................................................................... 1359
Olinda - Diretoria Cível do 1º Grau ................................................................................................................................................................. 1361
Olinda - 1ª Vara Cível ...................................................................................................................................................................................... 1363
Olinda - 2ª Vara Cível ...................................................................................................................................................................................... 1364
Olinda - 3ª Vara Cível ...................................................................................................................................................................................... 1395
Olinda - 4ª Vara Cível ...................................................................................................................................................................................... 1418
Olinda - 1ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................. 1422
Olinda - 2ª Vara da Fazenda Pública .............................................................................................................................................................. 1424
Olinda - 2ª Vara de Família e Registro Civil .................................................................................................................................................... 1441
Olinda - Vara da Infância e Juventude ............................................................................................................................................................ 1444

4
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Olinda - Vara do Tribunal do Júri .................................................................................................................................................................... 1446


Orocó - Vara Única ..........................................................................................................................................................................................1447
Ouricuri - 1ª Vara ............................................................................................................................................................................................. 1464
Ouricuri - 2ª Vara ............................................................................................................................................................................................. 1465
Palmeirina - Vara Única .................................................................................................................................................................................. 1466
Paudalho - 1ª Vara .......................................................................................................................................................................................... 1468
Paudalho - 2ª Vara .......................................................................................................................................................................................... 1470
Paulista - 2ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................... 1471
Paulista - 2ª Vara Criminal .............................................................................................................................................................................. 1472
Paulista - 1ª Vara de Família e Registro Civil ................................................................................................................................................. 1475
Paulista - Vara da Fazenda Pública ................................................................................................................................................................ 1478
Pedra - Vara Única .......................................................................................................................................................................................... 1479
Pesqueira - 2ª Vara ......................................................................................................................................................................................... 1483
Pesqueira - Vara Criminal ............................................................................................................................................................................... 1487
Petrolândia - 2ª Vara ....................................................................................................................................................................................... 1492
Petrolina - 1ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................. 1494
Petrolina - 2ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................. 1500
Petrolina - 4ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................. 1502
Petrolina - 5ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................. 1503
Petrolina - 1ª Vara Criminal ............................................................................................................................................................................. 1522
Petrolina - 2ª Vara Criminal ............................................................................................................................................................................. 1524
Petrolina - 1ª Vara de Família e Registro Civil ................................................................................................................................................ 1527
Petrolina - Vara do Tribunal do Juri ................................................................................................................................................................. 1530
Petrolina - I Juizado Especial Criminal ........................................................................................................................................................... 1533
Poção - Vara Única ......................................................................................................................................................................................... 1534
Pombos - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1535
Primavera - Vara Única ................................................................................................................................................................................... 1543
Quipapá - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1548
Rio Formoso - Vara Única ............................................................................................................................................................................... 1549
Sairé - Vara Única ........................................................................................................................................................................................... 1556
Salgueiro - 1ª Vara .......................................................................................................................................................................................... 1563
Sanharó - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1567
Santa Cruz do Capibaribe - 2ª Vara ................................................................................................................................................................ 1572
Santa Cruz do Capibaribe - Vara Criminal ...................................................................................................................................................... 1575
Santa Maria da Boa Vista - Vara Única ...........................................................................................................................................................1576
Santa Maria do Cambucá - Vara Única ...........................................................................................................................................................1577
São Caetano - Vara Única .............................................................................................................................................................................. 1578
São João - Vara Única .................................................................................................................................................................................... 1579
São José do Belmonte - Vara Única ............................................................................................................................................................... 1583
São Lourenço da Mata - 1ª Vara Cível ............................................................................................................................................................1585
São Lourenço da Mata - 2ª Vara Cível ............................................................................................................................................................1586
São Lourenço da Mata - 3ª Vara Cível ............................................................................................................................................................1587
Serra Talhada - 2ª Vara Cível .......................................................................................................................................................................... 1588
Serrita - Vara Única ......................................................................................................................................................................................... 1589
Sertânia - 2ª Vara ............................................................................................................................................................................................ 1596
Tabira - Vara Única ..........................................................................................................................................................................................1597
Tacaratu - Vara Única ......................................................................................................................................................................................1602
Tamandaré - Vara Única ................................................................................................................................................................................. 1606
Taquaritinga do Norte - Vara Única ................................................................................................................................................................. 1608
Timbaúba - 1ª Vara ......................................................................................................................................................................................... 1610
Toritama - Vara Única ......................................................................................................................................................................................1613
Tracunhaém - Vara Única ............................................................................................................................................................................... 1615
Tuparetama - Vara Única ................................................................................................................................................................................ 1616
Vertentes - Vara Única .................................................................................................................................................................................... 1619
Vicência - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1620
Vitória de Santo Antão - 1ª Vara Cível ............................................................................................................................................................ 1621
Vitória de Santo Antão - 2ª Vara Cível ............................................................................................................................................................ 1625
Vitória de Santo Antão - 1ª Vara Criminal ....................................................................................................................................................... 1628
Vitória de Santo Antão - 2ª Vara Criminal ....................................................................................................................................................... 1629

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PRESIDÊNCIA
PODER JUDICIÁRIO
ESTADO DE PERNAMBUCO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Gabinete da Presidência

O PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO EM EXERCÍCIO, DES. ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO, EXAROU EM
DATA DE 27/10/2017 A SEGUINTE DECISÃO:

PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 1500/2017-CJ


INEXIGIBILIDADE Nº 37/2017 – CPL
PROCESSO LICON Nº 184/2017
DECISÃO

Considerando que a formação e o aperfeiçoamento de seus membros e de servidores constituem objetivos estratégicos do Poder Judiciário de
Pernambuco, conforme Plano Estratégico Decenal 2010/2019;
Considerando que o Curso solicitado pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação está vinculado às áreas de interesse e aos
objetivos estratégicos deste Tribunal, conforme estabelece a Portaria 05/2014, da Escola Judicial deste Poder;
Considerando que há correlação do conteúdo programático do curso com as atribuições do cargo e com as atividades desempenhadas pelos
servidores;
Considerando o comando contido no art. 25, II, c/c art. 13, VI, da Lei nº 8.666/1993, que autoriza a contratação direta, por inexigibilidade de
licitação, quando caracterizada a inviabilidade de competição, nos seguintes termos:

“ Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:


II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória
especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação;

Art. 13. Para os fins desta Lei, consideram-se serviços técnicos profissionais especializados os trabalhos relativos a:
VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;”

Considerando que os documentos encartados aos autos revelam que a hipótese tratada neste processado se enquadra no supracitado comando
legal,
Acolho, por seus próprios e jurídicos fundamentos, o Parecer nº 70/2017 - CPL, às fls 28/32, e o Parecer nº 1284/2017, exarado pela Consultoria
Jurídica, consubstanciados às fls. 34/36v. , para autorizar a contratação da empresa DARYUS CENTRO EDUCACIONAL E PROCESSAMENTO
DE DADOS LTDA- ME, CNPJ Nº. 02.453.000/0001-72, com fundamento no art. 25, inciso II, combinado com o artigo 13, inciso VI, da Lei nº
8.666/93 e alterações, objetivando a participação de 02(dois) servidores no Curso de ISMAS- SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO AVANÇADO (ISO
27002), na modalidade tele presencial, no período de 06 a 08/11/2017, pelo valor total de R$ 3.168,00 (três mil cento e sessenta e oito reais).
Publique-se. Determino que sejam adotados os procedimentos legais cabíveis à conclusão do presente procedimento.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


Presidente em exercício

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO

ATOS DO DIA 27 DE OUTUBRO DE 2017

O EXMO. SR. DESEMBARGADOR PRESIDENTE, EM EXERCÍCIO, DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, NO USO
DE SUAS ATRIBUIÇÕES, RESOLVE:

Nº 1186/17-SEJU – Designar o Exmo. Dr. João Paulo Barbosa Lima , Juiz Substituto com exercício na Comarca de São José do Belmonte ,
Matrícula nº 187.554-0, para responder, cumulativamente, de 06 a 10.11.17 pela Coordenação do Polo de Audiência de Custódia – 13 – Com sede

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na Comarca de Serra Talhada, em virtude do afastamento institucional autorizado pelo Conselho da Magistratura, em sessão do dia 19.10.2017,
do Exmo. Dr. Augusto César de Sousa Arruda.

Nº 1187/17-SEJU – Designar a Exma. Dra. Alyne Dionísio Barbosa Padilha , Juíza de Direito da Comarca de Correntes, Matrícula nº 187.022-0,
para responder, cumulativamente, de 06 a 10.11.17 pela Comarca de Calçado, em virtude do afastamento institucional autorizado pelo Conselho
da Magistratura, em sessão do dia 19.10.2017, do Exmo. Dr. Rafael Sampaio Leite.

DES. ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO


PRESIDENTE EM EXERCÍCIO

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO

ATO Nº 1188/2017-SEJU, DE 27 DE OUTUBRO DE 2017

O DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, EM EXERCÍCIO, NO USO DE SUAS


ATRIBUIÇÕES,

CONSIDERANDO os termos do Parecer (Nota Técnica), publicado no DJe de 27/09/2016;

CONSIDERANDO os termos do requerimento datado de 26 de outubro de 2017, do Exmo. Dr. Carlos Fernando Carneiro Valença Filho,

RESOLVE:

I – Designar os Magistrados abaixo relacionados para integrarem o Polo de Audiência de Custódia - 1, com sede na Comarca de Jaboatão dos
Guararapes, juntamente com Exmo. Dr. Carlos Fernando Carneiro Valença Filho, Juiz Coordenador, no mês de novembro:

NOVEMBRO/2017 :
Exma. Dra. Mirna dos Anjos Tenório de Melo Gusmão
Exma. Dra. Luciana Marinho Pereira de Carvalho.

II – Publique-se e cumpra-se.

DES. Adalberto de Oliveira Melo


PRESIDENTE EM EXERCÍCIO

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO

ATO Nº 1189/2017-SEJU, DE 27 DE OUTUBRO DE 2017

O DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, EM EXERCÍCIO, NO USO DE SUAS


ATRIBUIÇÕES,

CONSIDERANDO os termos do Parecer (Nota Técnica), publicado no DJe de 27/09/2016, que limita em três juízes o recebimento da verba por
exercício cumulativo no Polo de Audiência de Custódia – 2, Comarca sede de Olinda;

RESOLVE:

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I – Designar os Magistrados abaixo relacionados para, em regime cumulativo, integrarem o Polo de Audiência de Custódia - 2, com sede na
Comarca de Olinda, juntamente com a Exma. Dra. Patrícia Caiaffo de Freitas Arroxelas Galvão, no mês de novembro/17:

NOVEMBRO/2017 :
Exma. Dra. Célia Gomes de Morais (até 22/11/2017);
Exmo. Dr. Gustavo Valença Genú;
Exmo. Dr. Leonardo Romeiro Asfora;

II – Determinar a permanência da Exma. Dra. Patrícia Caiaffo de Freitas Arroxelas Galvão na Coordenadoria do referido Polo, sem percepção
de verba indenizatória pelo exercício cumulativo;

III – Publique-se e cumpra-se.

DES. Adalberto de Oliveira Melo


PRESIDENTE EM EXERCÍCIO

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO

ATO DO DIA 27 DE OUTUBRO DE 2017.

O EXMO. SR. PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES,
RESOLVE:

Nº 1190/17 - SEJU - Designar o Exmo. Dr. Ícaro Nobre Fonseca, Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Itambé, Matrícula nº 187.061-0
, para responder, cumulativamente, pela Vara Única da Comarca de Vicência, no dia 03 de novembro de 2017, em virtude da compensação do
plantão judiciário da Exma. Dra. Mariana Vieira Sarmento, Juíza de Direito da Vara da Comarca de Condado, em exercício cumulativo
junto à Vara Única da Comarca de Vicência , conforme Resolução TJPE nº 372, de 30 de setembro de 2014.

DES. ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO


PRESIDENTE EM EXERCÍCIO

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO

ATO DO DIA 27 DE OUTUBRO DE 2017.

O EXMO. SR. PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES,
RESOLVE:

Nº 1191/17 - SEJU - Designar o Exmo. Dr. Rômulo Macedo Bastos, Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Saloá, Matrícula nº
185.136-5 , para responder, cumulativamente, pela Vara Única da Comarca de Iati, no dia 03 de novembro de 2017, em virtude da compensação
do plantão judiciário do Exmo. Dr. Torricelli Lopes Lira, Juiz Substituto com exercício na Comarca de Iati , conforme Resolução TJPE nº
372, de 30 de setembro de 2014.

DES. ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO


PRESIDENTE EM EXERCÍCIO

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO

ATO DO DIA 27 DE OUTUBRO DE 2017.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O EXMO. SR. PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES,
RESOLVE:

Nº 1192/17 - SEJU - Designar o Exmo. Dr. João Maurício Guedes Alcoforado, Juiz de Direito da 4ª Vara de Família e Registro Civil da
Comarca da Capital, Matrícula nº 170.296-3, para responder, cumulativamente, pela 3ª Vara de Família e Registro Civil da mesma Comarca,
no dia 03 de novembro de 2017 , em virtude da compensação do plantão judiciário da Exma. Dra. Ana Emília Corrêa de Oliveira Melo, Juíza
de Direito da 3ª Vara de Família e Registro Civil da Comarca da Capital , conforme Resolução TJPE nº 372, de 30 de setembro de 2014.

DES. ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO


PRESIDENTE EM EXERCÍCIO

AVISO

O DESEMBARGADOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO , no uso de suas


atribuições e nos termos da Resolução nº 267/2009, AVISA:

I - O Plantão Judiciário Permanente do 2º grau funcionará no Núcleo de Distribuição e Informação Processual, localizado no térreo
do Palácio da Justiça, tendo por telefone oficial o número 3182-0228.
II – Nos dias 02, 04 e 05 de novembro de 2017 , o Plantão Judiciário será exercido, em matéria Cível e Criminal , respectivamente,
pelos eminentes Desembargadores:

DESEMBARGADORES
DATAS
CÍVEL CRIMINAL
Antenor Cardoso Soares Júnior Waldemir Tavares de Albuquerque Filho 02/NOV/2017
Francisco Eduardo Gonçalves Sertório Canto Sílvio Neves Baptista Filho 04 e 05/NOV/2017

Recife, 27 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


Presidente em exercício

O EXMO. DES. ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
PERNAMBUCO, EXAROU NO SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÕES – SEI, EM DATA DE 26.10.2017 , O SEGUINTE DESPACHO:

Ofício nº 75/2017-GDJFL (Datado de 26.10.2017) – Exmo. Des. José Fernandes de Lemos – ref. comunica sob o permissivo do Art. 14,
RITJPE, exercerá cumulativamente atribuições na 1ª Vice-Presidência com as da 5ª Câmara Cível, durante convocação: “Ciente. Registre-se.”

Recife, 26 de setembro de 2017.

Eu, CARLOS GONÇALVES DA SILVA,


Secretário Judiciário, fiz publicar.

O EXMO. DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO , PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DE PERNAMBUCO, EXAROU, NA DATA DE 27/10/2017, O SEGUINTE DESPACHO:

Ofício nº 32/2017-GAB/AFLF datado de 23/10/2017 e Expediente SEI nº 0022616-33.2017.8.17.8017 – Requerente: Exmo. Des. Agenor
Ferreira de Lima Filho – Ref. 01 (um) dia de férias antigas/mais Compensação de plantão judiciário no período de 06 a 10/11/2017 , ficando
os plantões judiciários de 13 e 14/06/2015 e 30 e 31/12/2015 compensados com os expedientes forenses do período de 07 a 10/11/2017 .
DESPACHO: “Autorizo”.

Eu, Carlos Gonçalves da Silva, Secretário Judiciário, fiz publicar.

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EDITAL Nº 129/2017 - SGP

EMENTA: Torna pública a abertura de prazo para que os servidores efetivos do Poder Judiciário do Estado de Pernambuco manifestem opção
pela lotação na 1ª Vara Cível, 2ª Vara Cível e Vara Criminal da Comarca de Araripina.

O PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, no uso de suas atribuições legais e regimentais, e

CONSIDERANDO que “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam
a celeridade de sua tramitação”, nos termos do inciso LXXVIII do art. 5º, da Constituição da República;

CONSIDERANDO que na conformidade da regra inserta no art. 37, caput, da Constituição da República, "a Administração Pública direta e indireta
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência ” (grifou-se)

CONSIDERANDO que, para alcançar o princípio da eficiência, a Administração Pública deve alocar os recursos humanos de acordo com a
necessidade das unidades que compõem a sua estrutura,

RESOLVE :

I - TORNAR PÚBLICO que, durante o período de 27 de outubro de 2017 a 10 de novembro de 2017 , os servidores efetivos ativos do Poder
Judiciário de Pernambuco, lotados em todo Estado, ocupantes dos cargos de Oficial de Justiça, Auxiliar Judiciário, Técnico Judiciário e Analista
Judiciário, exceto os de apoio especializado, poderão manifestar opção pela lotação na 1ª Vara Cível, na 2ª Vara Cível ou na Vara Criminal da
Comarca de Araripina, desde que tenham a anuência, por escrito, do gestor maior da unidade organizatório-funcional em que estiver
lotado, conforme modelo contido no Anexo II.

II – CIENTIFICAR os servidores efetivos do Poder Judiciário do Estado de Pernambuco de que:

a) a manifestação de que trata este Edital não vincula a Administração, que escolherá, dentre os optantes, o que será efetivamente lotado na
Vara Criminal da Comarca de Araripina, à luz do critério do menor prejuízo para o serviço judiciário, consideradas a proporcionalidade entre a
distribuição da força de trabalho e a demanda de processos, quando se tratar de optante lotado em unidade judiciária, inclusive nas hipóteses de
optante lotado em Polo diverso que ainda não conte com 3 (três) anos de exercício (art. 7º, última parte da Instrução Normativa 6 de 11.09.2012,
publicada no DJe de 12.09.2012). Quanto aos optantes lotados nas Unidades Administrativas, a análise também será feita observando-se a
essencialidade das atividades desempenhadas pelo servidor;

b) a manifestação da opção pela lotação na Vara Criminal da Comarca de Araripina, deverá ser enviada exclusivamente do e-mail funcional do
servidor para o e-mail sgp.ddh.selecao2@tjpe.jus.br , conforme Modelo de Manifestação constante do Anexo I do presente Edital;
c) para participar da Seleção o optante deverá informar: (1) nome completo; (2) cargo efetivo que ocupa; (3) número da matrícula; (4) unidade na
qual está lotado; (5) data de exercício; (6) telefones para contato; (7) formação acadêmica; (8) experiência profissional no TJPE (9) anuência do
Gestor da unidade em que atua e se é ou não condicionada à lotação de outro servidor, em substituição ao interessado (ANEXO II);

III. DA SELEÇÃO:

a) A seleção será efetuada mediante análise curricular ;


b) A análise curricular será feita pela Gerência de Seleção e Acolhimento-GSA, da Diretoria de Desenvolvimento Humano, da Secretaria de
Gestão de Pessoas-SGP;

IV. DO RESULTADO:

O resultado dos (a) candidatos (a) selecionados (a) será publicado até a terceira semana do mês de novembro de 2017.

V. DISPOSIÇÕES GERAIS:

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

a) Considerando a impossibilidade da Secretaria de Gestão de Pessoas - SGP em proceder com a reposição, o candidato só deverá se
inscrever desde que tenha a anuência do magistrado da unidade judiciária a que esteja vinculado ;

b) Vagas : 02 (duas ) para Oficial de Justiça


04 (quatro) para os demais cargos referidos no item I

c) Horário das atividades: 06 (seis) horas diárias (8h – 17h);

d) Local : Fórum Dr. Francisco Muniz Arraes - Rua Ana Ramos Lacerda, s/n - Centro - CEP: 56280000 – Telefone : (087) 3873.8437
(087) 3873.8442

e) O Processo de Seleção observará as normas contidas na Instrução Normativa nº 06, de 11 de setembro de 2012 ;

f) Eventuais omissões serão decididas pela Secretaria de Gestão de Pessoas e a Presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Recife, 25 de outubro de 2017.

DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO


Presidente em Exercício

ANEXO I

MODELO DE MANIFESTAÇÃO DE OPÇÃO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, Eu


_______________________________________________ (nome completo do servidor), considerando as disposições do Edital nº___, de
___ de ___________de 2017, publicado no DJe de ___ de ___________ de 2017, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência,
MANIFESTAR OPÇÃO PELA LOTAÇÃO NA 1ª VARA CÍVEL, 2ª VARA CÍVEL OU VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ARARIPINA.

Nome Completo: _______________________________________________________


Cargo: _______________________________________________________________
Matrícula: _____________________________________________________________
Unidade de Lotação: ____________________________________________________
Data de Exercício: ____/_____/__________
Telefones para contato: __________________________________________________

CURRICULO SIMPLIFICADO

Formação: ____________________________________________________________

Experiência Profissional no TJPE: _________________________________________


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________

Recife- PE, _____ de ___________ de 2017.

____________________________________
Assinatura

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ANEXO II

ANUÊNCIA

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO


DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

ANUÊNCIA DO GESTOR DA UNIDADE, PARA O SERVIDOR PARTICIPAR DA SELEÇÃO INTERNA, PARA LOTAÇÃO NA VARA CRIMINAL
DA COMARCA DE ARARIPINA.

NOME DO SERVIDOR:
CARGO:
MATRÍCULA:
LOTAÇÃO:
TELEFONE:
ANUÊNCIA DO GESTOR (Assinatura e carimbo)

Observação:

Conforme preconiza o Art. 6º § 3º da Instrução Normativa nº 06 de 11/09/2012: “Os Juízes inscritos nos Editais de Promoção ou de Remoção não
poderão promover cessão ou permuta de servidores entre Unidades Judiciárias ou órgãos afins, devendo, em tais situações, requerer diretamente
ao Presidente do Tribunal que, caso assim o entenda, poderá ouvir a SGP antes de decidir. ”

ESPAÇO RESERVADO PARA JUSTIFICATIVA E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:


..........................................................................................................................................................................................................................................................

Recife- PE, _____ de ____________ de 2017.

EDITAL N.º 130/2017 – SGP

ABERTURA DE INSCRIÇÕES PARA A SELEÇAO INTERNA VISANDO A LOTAÇÃO DE SERVIDORES NO 1º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
E DAS RELAÇÕES DE CONSUMO DA COMARCA DE PAULISTA

O DESEMBARGADOR LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO, PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO,


NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS:

CONSIDERANDO que “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam
a celeridade de sua tramitação”, nos termos do inciso LXXVIII do art. 5º, da Constituição da República;

CONSIDERANDO que na conformidade da regra inserta no art. 37, caput, da Constituição da Republica, "a Administração Pública direta e indireta
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência ” (grifou-se)

CONSIDERANDO que, para alcançar o princípio da eficiência, a Administração Pública deve alocar os recursos humanos de acordo com a
necessidade das unidades que compõem a sua estrutura,

TORNA PÚBLICA a abertura das inscrições visando a lotação de servidores no 2º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo da
Comarca de Paulista , consoante condições adiante especificadas:

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

1. DAS INFORMAÇÕES BÁSICAS E REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO:

1.1. Público alvo : Servidores efetivos ativos do Poder Judiciário de Pernambuco, exceto: Apoio Especializado e Oficial de Justiça, desde que:

1.1.1. Tenham a anuência, por escrito, do gestor maior da unidade organizatório-funcional em que estiver lotado, conforme modelo contido
no Anexo I;

1.2. Número de vagas: 02 (duas);

1.3. Local de atuação : Fórum Dr. Irajá D´Almeida Lins , R Senador Salgado Filho, s/n - Centro - CEP: 53401440 - Paulista - PE – Telefone
(81) 3181-9030

1.4. Horário de atuação : 6 horas diárias – (07h às 13h) .

2. DAS INSCRIÇÕES:

2.1. As inscrições serão efetuadas exclusivamente pelo e-mail funcional do servidor interessado, dirigido ao e-mail
sgp.ddh.selecao12@tjpe.jus.br , e deverão conter as informações, conforme Anexo II;
2.2. Serão válidas as inscrições enviadas do dia 27 de outubro de 2017 a 06 de novembro de 2017.

3. DA SELEÇÃO:

3.1. A seleção será efetuada mediante análise curricular ;


3.2. O resultado final do(a) candidato(a) selecionado(a) será publicado até a 2ª semana do mês de novembro de 2017.

4. DISPOSIÇÕES GERAIS:

4.1. C onsiderando a impossibilidade da Secretaria de Gestão de Pessoas - SGP em proceder com a reposição, o candidato só deverá se
inscrever desde que tenha a anuência do magistrado da unidade judiciária a que esteja vinculado ;
4.2. Serão canceladas imediatamente as inscrições que não atenderem às exigências constantes deste Edital;
4.3. Os eventuais pedidos de desistência deverão ser comunicados no mesmo endereço eletrônico constante do item 2.1 deste Edital;
4.4. O Processo de Seleção observará as normas contidas na Instrução Normativa nº 06, de 11 de setembro de 2012 ;
4.5. A Portaria de lotação será expedida pelo Secretário de Gestão de Pessoas, após o encerramento da seleção.

Recife, 25 de outubro de 2017.

DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO


Presidente em Exercício

ANEXO I

ANUÊNCIA DO GESTOR MAIOR


PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO PARA SERVIDOR PARTICIPAR DA
DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO HUMANO SELEÇÃO INTERNA PARA LOTAÇÃO NO
1º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E
DAS RELAÇÕES DE CONSUMO
DA COMARCA DE PAULISTA
NOME DO SERVIDOR:

CARGO: MATRÍCULA:

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

LOTAÇÃO: TELEFONE:

A ANUÊNCIA DA CHEFIA NÃO CONDICIONA REPOSIÇÃO DO SERVIDOR

ANUÊNCIA DO GESTOR (Assinatura e carimbo)

Observação:

Conforme preconiza o Art. 6º § 3º da Instrução Normativa nº 06 de 11/09/2012: “Os Juízes inscritos nos Editais de Promoção ou
de Remoção não poderão promover cessão ou permuta de servidores entre Unidades Judiciárias ou órgãos afins, devendo, em
tais situações, requerer diretamente ao Presidente do Tribunal que, caso assim o entenda, poderá ouvir a SGP antes de decidir. ”

ESPAÇO RESERVADO PARA JUSTIFICATIVA E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:

..................................................................................................................................................
..................................................................................................................................................
..................................................................................................................................................
..................................................................................................................................................
..................................................................................................................................................
..................................................................................................................................................
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..................................................................................................................................................

Recife,___________de______________________de 2017

ANEXO II

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO E CURRÍCULO SIMPLIFICADO PARA LOTAÇÃO NO


1º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E DAS RELAÇÕES DE CONSUMO DA COMARCA DE PAULISTA.

NOME COMPLETO: _______________________________________________________

MATRÍCULA: ____________________________________________________________

CARGO (OU FUNÇÃO): ____________________________________________________

CURSO:

( ) COMPLETO INCOMPLETO ( ) PERÍODO:___________________________

TELEFONE: _______________________CELULAR: _____________________________

LOTAÇÃO: ______________________________________________________________

DATA DE EXERCÍCIO: ____/___/__________

E-MAIL: _________________________________________________________________

CURRÍCULO SIMPLIFICADO (Modelo)

ESPECIALIZAÇÃO (Pós-Graduação, com a respectiva comprovação)

CAPACITAÇÕES

14
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL (TJPE)

EDITAL N.º 131/2017 – SGP

ABERTURA DE INSCRIÇÕES PARA A SELEÇAO INTERNA VISANDO A LOTAÇÃO DE SERVIDORES NO 2º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
E DAS RELAÇÕES DE CONSUMO DA COMARCA DE PAULISTA

O DESEMBARGADOR LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO, PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO,


NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS:

CONSIDERANDO que “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam
a celeridade de sua tramitação”, nos termos do inciso LXXVIII do art. 5º, da Constituição da República;

CONSIDERANDO que na conformidade da regra inserta no art. 37, caput, da Constituição da Republica, "a Administração Pública direta e indireta
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência ” (grifou-se)

CONSIDERANDO que, para alcançar o princípio da eficiência, a Administração Pública deve alocar os recursos humanos de acordo com a
necessidade das unidades que compõem a sua estrutura,

TORNA PÚBLICA a abertura das inscrições visando a lotação de servidores no 2º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo da
Comarca de Paulista , consoante condições adiante especificadas:

1. DAS INFORMAÇÕES BÁSICAS E REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO:

1.1. Público alvo : Servidores efetivos ativos do Poder Judiciário de Pernambuco, exceto: Apoio Especializado e Oficial de Justiça, desde que:

1.1.1. Tenham a anuência, por escrito, do gestor maior da unidade organizatório-funcional em que estiver lotado, conforme modelo contido
no Anexo I;

1.2. Número de vagas: 02 (duas);

1.3. Local de atuação : Fórum Dr. Irajá D´Almeida Lins , R Senador Salgado Filho, s/n - Centro - CEP: 53401440 - Paulista - PE – Telefone
(81) 3181-9030

1.4. Horário de atuação : 6 horas diárias – (13h às 19h) .

2. DAS INSCRIÇÕES:

2.1. As inscrições serão efetuadas exclusivamente pelo e-mail funcional do servidor interessado, dirigido ao e-mail
sgp.ddh.selecao6@tjpe.jus.br , e deverão conter as informações, conforme Anexo II;
2.2. Serão válidas as inscrições enviadas do dia 27 de outubro de 2017 a 06 de novembro de 2017.

3. DA SELEÇÃO:

3.1. A seleção será efetuada mediante análise curricular ;


3.2. O resultado final do(a) candidato(a) selecionado(a) será publicado até a 2ª semana do mês de novembro de 2017.

4. DISPOSIÇÕES GERAIS:

15
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

4.1. C onsiderando a impossibilidade da Secretaria de Gestão de Pessoas - SGP em proceder com a reposição, o candidato só deverá se
inscrever desde que tenha a anuência do magistrado da unidade judiciária a que esteja vinculado ;
4.2. Serão canceladas imediatamente as inscrições que não atenderem às exigências constantes deste Edital;
4.3. Os eventuais pedidos de desistência deverão ser comunicados no mesmo endereço eletrônico constante do item 2.1 deste Edital;
4.4. O Processo de Seleção observará as normas contidas na Instrução Normativa nº 06, de 11 de setembro de 2012 ;
4.5. A Portaria de lotação será expedida pelo Secretário de Gestão de Pessoas, após o encerramento da seleção.

Recife, 25 de outubro de 2017.

DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO


Presidente em Exercício

ANEXO I

ANUÊNCIA DO GESTOR MAIOR


PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO PARA SERVIDOR PARTICIPAR DA
DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO HUMANO SELEÇÃO INTERNA PARA LOTAÇÃO NO
2º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E
DAS RELAÇÕES DE CONSUMO
DA COMARCA DE PAULISTA
NOME DO SERVIDOR:

CARGO: MATRÍCULA:

LOTAÇÃO: TELEFONE:

A ANUÊNCIA DA CHEFIA NÃO CONDICIONA REPOSIÇÃO DO SERVIDOR

ANUÊNCIA DO GESTOR (Assinatura e carimbo)

Observação:

Conforme preconiza o Art. 6º § 3º da Instrução Normativa nº 06 de 11/09/2012: “Os Juízes inscritos nos Editais de Promoção ou
de Remoção não poderão promover cessão ou permuta de servidores entre Unidades Judiciárias ou órgãos afins, devendo, em
tais situações, requerer diretamente ao Presidente do Tribunal que, caso assim o entenda, poderá ouvir a SGP antes de decidir. ”

ESPAÇO RESERVADO PARA JUSTIFICATIVA E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:

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Recife,___________de______________________de 2017

ANEXO II

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO E CURRÍCULO SIMPLIFICADO PARA LOTAÇÃO NO


2º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E DAS RELAÇÕES DE CONSUMO DA COMARCA DE PAULISTA.

NOME COMPLETO: _______________________________________________________

16
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

MATRÍCULA: ____________________________________________________________

CARGO (OU FUNÇÃO): ____________________________________________________

CURSO:

( ) COMPLETO INCOMPLETO ( ) PERÍODO:___________________________

TELEFONE: _______________________CELULAR: _____________________________

LOTAÇÃO: ______________________________________________________________

DATA DE EXERCÍCIO: ____/___/__________

E-MAIL: _________________________________________________________________

CURRÍCULO SIMPLIFICADO (Modelo)

ESPECIALIZAÇÃO (Pós-Graduação, com a respectiva comprovação)

CAPACITAÇÕES

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL (TJPE)

O EXMO. DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO , PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DE PERNAMBUCO, EXAROU, NA DATA DE 27/10/2017, O SEGUINTE DESPACHO:

Expediente SEI nº 0022337-47.2017.8.17.8017 – Requerente: Exmo. Des. Fausto de Castro Campos – DESPACHO: “À SEJU. Considerando
a informação acima e com fundamento no art. 1º da Resolução nº 372, de 30 de setembro de 2014, autorizo a compensação requerida pelo
Exmo. Des. Fausto de Castro Campos , ficando os plantões judiciários de 04 e 05/02/2017, 25/06/2017 e 07 e 08/10/2017 compensados com
os expedientes forenses do período de 06 a 10/11/2017 ”.

Eu, Carlos Gonçalves da Silva, Secretário Judiciário, fiz publicar.

O EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


DO ESTADO DE PERNAMBUCO, EXAROU NO SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÕES – SEI, EM DATA DE 27/10/2017, A SEGUINTE
DECISÃO:

SEI nº 0021707-88.2017.8.17.8017

Interessado: Desembargador José Ivo de Paula Guimarães

Assunto : Pagamento de verba remuneratória pelo exercício da função de Ouvidor Geral da Justiça do Estado de Pernambuco.

DECISÃO

Trata-se de requerimento formulado pelo Desembargador José Ivo de Paula Guimarães, no qual solicita o pagamento de verba remuneratória
pelo exercício da função de Ouvidor Geral da Justiça do Estado de Pernambuco.

Argumenta que foi nomeado Ouvidor Judiciário na gestão do Des. Frederico Ricardo de Almeida Neves, biênio 2014/2016, pelo Ato nº 137/2014,
publicado no DOJ de 17/02/2014.

17
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Prossegue aduzindo que permaneceu na função até 15/02/2016, quando foi nomeado o Des. Francisco Manoel Tenório dos Santos, em sua
substituição.

Alega o requerente que o Des. Francisco Tenório requereu administrativamente o pagamento de verba pelo exercício da função de ouvidor,
decidindo o Órgão Especial ser devida pelo exercício da função, por força da Lei Complementar nº 100, de 21 de novembro de 2007.

É o relatório. Decido.

O pleito versa sobre a possibilidade de pagamento de verba remuneratória pelo exercício da função de Ouvidor Geral da Justiça do Estado de
Pernambuco.

A Lei Complementar nº 100/2007, Código de Organização Judiciária do Estado de Pernambuco - COJE, ao vedar o acréscimo de qualquer
gratificação ao subsídio mensal dos magistrados, ressalva a possibilidade de percepção de verba decorrente do exercício de ouvidor judiciário.
Vejamos:

Art. 142. O subsídio mensal dos magistrados constitui-se exclusivamente de parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação,
adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, de qualquer origem.
Art. 144. Não estão abrangidas pelo subsídio as seguintes verbas:
XII - exercício da função de Ouvidor Judiciário ;
§2º As verbas de que tratam os incisos IV, V, VI, VII, VIII, X, XI, XII, XIII, XIV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX e XXIII têm natureza indenizatória, não se
incorporando , a qualquer título, dado o seu caráter excepcional e temporário ou transitório, ao subsídio mensal do magistrado .

Em que pese a Resolução nº 13/2006, editada pelo Conselho Nacional de Justiça, proibir, no seu art. 4º, inciso II, alínea “g”, o acréscimo de
qualquer gratificação ao subsídio mensal do magistrado, deve o referido dispositivo ser conjuntamente apreciado com a regra disposta no art.
5º, inciso II, alínea “c” da mesma Resolução nº 13/2006 – CNJ, a qual consagra a possibilidade de percepção de verba de caráter temporário,
decorrente de exercício cumulativo de atribuições, caso dos autos.

Nesse sentido é a recente decisão do Órgão Especial do TJPE:

EMENTA. RECURSO ADMINISTRATIVO. DESEMBARGADOR. VERBA REMUNERATÓRIA PELO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO DE OUVIDOR
JUDICIÁRIO. PREVISÃO NO CÓDIGO DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE PERNAMBUCO. RECURSO PROVIDO.
1. A Lei Complementar nº 100, de 21 de novembro de 2007, que dispõe sobre o Código de Organização Judiciária do Estado de Pernambuco,
prevê verba remuneratória, no percentual de 10% (dez por cento) do subsídio, pelo exercício da função de Ouvidor Judiciário (artigo 144, XII,
§2º c/c o art. 146, V).
2. A vedação prevista no art. 4º, II, alínea g, da Resolução nº 13, de 21 de março de 2006, que disciplina o subsídio mensal dos membros
da magistratura, não impede o pagamento de verba remuneratória pelo exercício cumulativo das funções inerentes à desembargadoria com a
função temporária e especial de Ouvidor Judiciário, na medida em que o artigo 5º, inciso II, alínea c, da Resolução em referência reconhece,
expressamente, a possibilidade de convivência entre o regime do subsídio e a verba pelo exercício cumulativo de atribuições.
3. Recurso provido para conceder a verba remuneratória pelo exercício cumulativo da função de Ouvidor Judiciário, firme no que dispõe o artigo
144, XII, §2º c/c o art. 146, V, ambos do Código de Organização Judiciária do Estado de Pernambuco, desde a posse do recorrente, nos termos
do ato nº 187/2016 de 16/02/2016. (Órgão Especial; RECURSO NO PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 020/2016 (R.P. nº 44768/2016); Relator
P/ Acordão: Desembargador Fábio Eugênio Oliveira Lima)

Ante o exposto, DEFIRO o pedido formulado pelo Des. José Ivo de Paula Guimarães para autorizar o pagamento de verba remuneratória de
10% (dez por cento) do subsídio correspondente ao cargo de Desembargador pelo exercício da função de Ouvidor Geral da Justiça do Estado
de Pernambuco no período de 17/02/2014 a 15/02/2016.

O pagamento está condicionado à disponibilidade orçamentária.

Publique-se.

Recife, 27 de outubro de 2017.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Desembargador Adalberto de Oliveira Melo


Presidente em exercício

Núcleo de Precatórios
O EXCELENTÍSSIMO JUIZ JOÃO JOSÉ ROCHA TARGINO , ASSESSOR ESPECIAL DA PRESIDÊNCIA, NO USO DOS PODERES
CONFERIDOS POR DELEGAÇÃO DA PRESIDÊNCIA, EXAROU OS SEGUINTES DESPACHOS:

9911406-6 Precatório Alimentar


Protocolo : 2009.00025112
Data de Autuação : 19/06/2009
Natureza : Administrativo
Comarca : Recife
Vara : 8ª Vara da Fazenda Pública
Ação Originária : 100.2005.0203508-6 - Execução
Órgão Julgador : Precatório
Relator : Des. Presidente
Autor : Ana Cristina da Silva Freire Lima
Autor : Maria da Conceição Freire de Assis Correia
Autor : Odete Correia Magalhães
Advog : Tatiana Maria De Assis Oliveira - PE011183
Réu : Estado de Pernambuco
Procdor : Francisco Mário Medeiros Cunha Melo
Procdor : Luciana Rorfe de Vasconcelos
Procdor : Rui Veloso Bessa

DESPACHO

Por meio da petição de fls. 512/516, requer, a parte credora, reconsideração do despacho de fls. 508/509, que determinou o cancelamento do
presente precatório.

Aduz, em apertada síntese, que não há que se falar em falta de decisão na ação de embargos à execução a obstar o pagamento do presente
precatório, bem como, que há o trânsito em julgado do decisum, o que torna legal o pagamento do valor tido como incontroverso e requisitado
pelo juízo de origem.

Esclareça-se, que a questão levantada por esta assessoria não se arrima ao fato de existir ou não existir decisão determinando o pagamento de
parcela incontroversa, mas sim, da possibilidade de, em sede de recurso de apelação, ser apreciada as alegações arguidas pelo ente devedor
nos Embargos à Execução, no tocante a alegação de prescrição, visto que, conforme já ressaltado, não foram estes definitivamente julgados até
a presente data, bem como, pelo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, de que não há valor incontroverso quando, em sede de embargos
à execução, consta alegação de prescrição e inexigibilidade do título executivo.

Deste modo, mantenho a decisão anteriormente exarada pelos fundamentos já ilustrados.

Publique-se. Intimem-se. Cumpra-se.

Recife, 24 de outubro de 2017.

Juiz João José Rocha Targino


Assessor Especial da Presidência
Coordenador do Núcleo de Precatórios em exercício

19
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

0411539-1 Precatório Alimentar


Protocolo : 2015.00044785
Data de Autuação : 04/11/2015
Natureza : Administrativo
Comarca : Recife
Vara : 6ª Vara da Fazenda Pública
Ação Originária : 0037905-03.2014.8.17.0001
Órgão Julgador : Presidência
Relator : Des. Presidente
Autor : SEVERINO CAETANO SILVA
Advog : Francisco Arthur de Siqueira Muniz - PE030190
Réu : ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : Izac Oliveira de Menezes Júnior

DESPACHO

1. Por meio da petição de fl. 36, a parte credora cumpre com a diligência determinada quanto a juntada de documentos para instruir o presente
precatório, nos termos dos artigos 7º e 8º, §2 da Resolução nº 392/2016 do TJPE.

Estando o presente precatório com a documentação necessária devidamente acostada, remetam-se os autos ao setor de contas para
cumprimento do despacho de fl. 16, dentro da ordem de pagamento dos créditos preferenciais.

Ademais, constato que no despacho de fl. 16 determinou-se, ao final, a expedição de alvará em caso de inexistência de impugnação das partes,
após a intimação das contas elaboradas pela contadoria.

Ocorre que, nos termos do art. 42 da Resolução 392/2016, § 2º, decorrido o prazo da intimação das partes sobre os cálculos, com ou sem
manifestação, será produzido um parecer jurídico, após o qual deverão os autos seguir conclusos para decisão. Nessa fase, será verificada a
regularidade das etapas do processamento para então ser determinada a ordem de pagamento.

Diante disso, chamo o feito a ordem e revogo a determinação de expedição de alvará, contida no despacho supramencionado.

Por fim, com ou sem manifestação, após a intimação das partes para manifestação sobre os cálculos, voltem-me os autos conclusos para
elaboração de parecer jurídico, após o qual deverão os autos seguir conclusos para decisão

Publique-se. Intimem-se. Cumpra-se.

Recife, 24 de outubro de 2017.

Dr. João José Rocha Targino


Juiz Assessor Especial da Presidência
Coordenador do Núcleo de Precatórios

9909511-1 Precatório
Protocolo : 2005.00103607
Data de Autuação : 25/02/2005
Natureza : Administrativo
Comarca : Recife
Vara : 6ª Vara da Fazenda Pública
Ação Originária : 95/0083986-9 - Ação Ordinária
Órgão Julgador : Precatório

20
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Relator : Des. Presidente


Autor : Espólio de Luiz Carvalho Tavares da Silva - Inventariante , Manoel Brennand Tavares da Silva
Advog : Luiz Fernando Dias dos Santos - PE007156
Advog : Lígia Maria Duarte Lima - PE025311
Advog : Liana de Oliveira Pimentel - PE024584
Advog : Paulo José Dias dos Santos Filho - PE021151
Réu : Estado de Pernambuco
Procdor : Maria Claúdia Junqueira
Procdor : Paulo Sérgio Cavalcanti Araújo
Procdor : Antiógenes Viana de Sena Júnior
Procdor : Rui Veloso Bessa
Procdor : Inês Almeida Martins Canavello

DESPACHO

Considerando o total adimplemento do crédito, conforme certidão de fl. 219, remetam-se os autos ao Setor de Cálculos para que proceda com
baixa na listagem de precatórios inscritos contra o Estado de Pernambuco.

Por fim, arquive-se com as devidas baixas, comunicando-se ao juízo de origem.

Publique-se. Intimem-se.

Recife, 26 de outubro de 2017.

Dr. João José Rocha Targino


Juiz Assessor Especial da Presidência
Coordenador do Núcleo de Precatórios
O EXCELENTÍSSIMO JUIZ JOÃO JOSÉ ROCHA TARGINO, ASSESSOR ESPECIAL DA PRESIDÊNCIA, NO USO DOS PODERES
CONFERIDOS POR DELEGAÇÃO DA PRESIDÊNCIA, EXAROU OS SEGUINTES DESPACHOS:

Processo : 0329164-7 Precatório


Protocolo : 2014.00007960
Comarca : Barreiros
Vara : Vara Única
Ação Originária : 0000001-98.1978.8.17.0230
Órgão Julgador : Presidência
Relator : Des. Presidente
Autor : Gildo Bourbon Nogueira
Advog : MARIA SUZANA GOMES PINTO - PE033463
Réu : Município dos Barreiros
Advog : Gilberto Avelino Da Mota - PE011685
DESPACHO
Cuida-se de precatório de natureza não alimentar, único inscrito contra o Município de Barreiros, o qual se encontra no Regime Especial de
pagamento de precatórios, por força do contido na Emenda Constitucional nº 94/2016.
Compulsando os autos, verifica-se que, em que pese o presente precatório já tenha sido parcialmente amortizado, mediante sequestro das contas
públicas do Município, cujos valores foram transferidos para o Juízo da comarca de Barreiros, conforme solicitação através do ofício de fl. 273,
existe ainda pendência com relação à documentação exigida pela Resolução nº 392/2016 deste Tribunal de Justiça.
Assim sendo, intime-se a advogada Maria Suzana Gomes Pinto OAB-PE 33463 para, no prazo de 05(cinco) dias, requerer a juntada da
documentação abaixo, devidamente autenticada pelo servidor competente:
1. Petição inicial do processo de conhecimento;

21
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

2. Procuração e substabelecimento, se houver;


3. Certidão de trânsito em julgado da sentença de conhecimento;
4. Petição inicial da execução;
5. Petição inicial dos embargos à execução;
6. Sentença e acórdão, se houver, dos embargos à execução;
7. Certidão de transito da decisão dos Embargos à Execução;
8. Decisão que homologou os cálculos que correspondem ao valor requisitado;
9. Certidão de trânsito em julgado da decisão homologatória dos cálculos.
Em caso de inércia da advogada do processo, oficie-se ao juízo de origem solicitando a remessa a este Núcleo de Precatórios, o mais breve
possível, da mencionada documentação, via malote digital.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
Recife, 26 de outubro de 2017.
Dr. João José Rocha Targino
Juiz Assessor Especial da Presidência
Coordenador do Núcleo de Precatórios em exercício

Processo : 0298281-8 Precatório Alimentar


Protocolo : 2013.00006169
Comarca : Paulista
Vara : Vara da Fazenda Pública
Ação Originária : 0000103-95.1997.8.17.1090
Órgão Julgador : Presidência
Relator : Des. Presidente
Autor : Vasty Nunes da Silva
Autor : MARCOS ANTONIO VITORINO DA SILVA
Autor : MARCONDES VITORINO DA SILVA
Advog : Evelyne Batista Tavares - PE014560
Advog : Simone Morais Rego Barros Figueiredo - PE014259
Advog : Maria Manuela Simões Barbosa - PE014239
Réu : Prefeitura Municipal do Paulista
Advog : Elka da Costa Freitas Souza - PE017222
Advog : Nelson Antônio Bandeira de Andrade Lima - PE015936
Advog : Azenath Paula da Silva - PE019802
DESPACHO
Considerando as informações do Setor de Cálculos à fl. 159, certifique-se o total adimplemento do crédito. Arquivem-se os autos e comunique-
se ao juízo de origem.
Publique-se. Cumpra-se.
Recife, 26 de outubro de 2017.
Dr. João José rocha Targino
Juiz Assessor Especial da Presidência
Coordenador do Núcleo de Precatórios em exercício

22
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

1ª VICE-PRESIDÊNCIA
DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS
RECURSO CRIMINAL

Relação No. 2017.16656 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Carlos Eduardo Ramos Barros(PE024468) 001 0003007-93.2016.8.17.0000(0428880-4)


Emerson Davis Leônidas Gomes(PE008385) 001 0003007-93.2016.8.17.0000(0428880-4)
Marcelo Luis da Silva(PE033450) 001 0003007-93.2016.8.17.0000(0428880-4)
Marcos Vinícius Pontes dos Santos(PE011015) 001 0003007-93.2016.8.17.0000(0428880-4)
Paulo Henrique Melo Silva Sales(PE016707) 001 0003007-93.2016.8.17.0000(0428880-4)
Yuri Azevedo Herculano(PE028018) 001 0003007-93.2016.8.17.0000(0428880-4)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0003007-93.2016.8.17.0000(0428880-4)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:

001. 0003007-93.2016.8.17.0000 Embargos de Declaração no Recurso em Sentido Estri


(0428880-4)
Protocolo : 2016/122456
Comarca : Jaboatão dos Guararapes
Vara : Vara do Trib. Júri
Reqte. : Ednaldo Gonçalves de Souza e outros e outros
Advog : Marcos Vinícius Pontes dos Santos(PE011015)
Reqte. : Joel Carneiro Alves (Idoso) e outros (Idoso) e outros
Advog : Emerson Davis Leônidas Gomes(PE008385)
Reqte. : Helder França de Almeida e outros e outros
Advog : Paulo Henrique Melo Silva Sales(PE016707)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Reqdo. : Ministério Público do Estado de Pernambuco
Advog : Carlos Eduardo Ramos Barros(PE024468)
Advog : Marcelo Luis da Silva(PE033450)
Advog : Yuri Azevedo Herculano(PE028018)
Embargante : Edson Gomes dos Santos
Embargante : Djalma Avelino de Santana Filho
Embargante : Flávio José de Lima
Embargante : João André dos Santos Filho
Embargante : Pedro Geraldo Carlos Bezerra
Embargante : Gilson Francisco da Silva
Embargante : Helder França de Almeida
Embargante : Marcos Fernando de Aguiar Oliveira (Idoso) (Idoso)
Advog : Paulo Henrique Melo Silva Sales(PE016707)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Ministério Público do Estado de Pernambuco
Órgão Julgador : 2ª Câmara Criminal
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0003007-93.2016.8.17.0000 (428880-4)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 27/10/2017 11:05 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 428880-4


Recorrentes: Joel Carneiro Alves e outros
Recorrido: Ministério Público do Estado de Pernambuco

DESPACHO

Certifique o CARTRIS se o advogado Emerson Davis Leônidas Gomes, OAB/PE 8.385, manifestou-se acerca da publicação do despacho de
fl. 2.936.

23
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Após, voltem-me conclusos.

Publique-se.

Intime-se.

Recife, 19 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS
RECURSO CRIMINAL

Relação No. 2017.16660 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

"e Outro(s)" - conforme Regimento I. T. a. III 003 0015732-53.2012.8.17.0001(0412167-9)


"e Outro(s)" - conforme Regimento I. T. a. III 004 0000349-79.2014.8.17.1160(0461779-0)
Adma Crystine Gonçalves da Silva(PE031041) 002 0027334-70.2014.8.17.0001(0423028-4)
Cecília Delgado Nunes de Alencar(PE036392) 002 0027334-70.2014.8.17.0001(0423028-4)
Cláudia Roberta Alves Lopes(PE015177) 004 0000349-79.2014.8.17.1160(0461779-0)
Gamil Foppel El Hireche(PE001052A) 002 0027334-70.2014.8.17.0001(0423028-4)
Geneci Alves de Queiroz(PE015972) 001 0000554-38.2006.8.17.0110(0390446-9)
José Carlos Soares Penha(PE011822) 003 0015732-53.2012.8.17.0001(0412167-9)
João Guilherme Aragao(PE010649) 003 0015732-53.2012.8.17.0001(0412167-9)
Leandro Tasso de Souza Amaral(PE034123) 003 0015732-53.2012.8.17.0001(0412167-9)
Mateus Queiroz Cardoso(PE036425) 002 0027334-70.2014.8.17.0001(0423028-4)
Silvano de Oliveira Ramos(PE033159) 001 0000554-38.2006.8.17.0110(0390446-9)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:

001. 0000554-38.2006.8.17.0110 Apelação


(0390446-9)
Comarca : Afogados da Ingazeira
Vara : Vara Criminal da Comarca de Afogados da Ingazeira
Apelante : ANTONIO DOS SANTOS MORAES
Advog : Silvano de Oliveira Ramos(PE033159)
Advog : Geneci Alves de Queiroz(PE015972)
Apelado : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Procurador : Mario Germano Palha Ramos
Órgão Julgador : 2ª Câmara Extraordinária Criminal
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 27/10/2017 11:06 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 390446-9


Recorrente: Antônio dos Santos Moraes
Recorrido: Ministério Público do Estado de Pernambuco

Cuida-se de Recurso Especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão
prolatado em sede de apelação criminal.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Aduz a defesa que o recorrente foi julgado perante o Tribunal do Júri da Comarca de Afogados da Ingazeira em razão de lhe haver sido imputada a
prática do crime tipificado no art. 121, caput, do CPB, ocasião em que o Corpo de Jurados proferiu veredicto condenatório, sendo certo que lhe foi
imposta a pena de 06 (seis) anos de reclusão. Sustenta que a decisão da Corte local, ao negar provimento ao recurso da defesa, teria afrontado
os artigos 23 e 25 do CPB em virtude de ter ficado provado nos autos que o recorrente, ao praticar a ação delituosa descrita na denúncia, agiu
sob o palio da legítima defesa própria. Alega que, no dia dos fatos, a vítima foi à procura do réu e tentou agredi-lo com um golpe de faca-peixeira,
não restando alternativa ao recorrente senão a de reagir à injusta agressão.

1. Da ausência de prequestionamento.

Compulsando os autos, verifica-se que os artigos 23 e 25 do CPB, não foram enfrentados, sequer de forma implícita, pela Corte de origem. Em
casos tais, incide o óbice constante da Súmula 211/STJ.

Como é cediço, a configuração do prequestionamento pressupõe debate e decisão prévios pelo colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o
tema relativo aos requisitos da denúncia. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato veiculado nas razões
recursais, inviabilizada fica a análise sobre a violação dos preceitos evocados pelo recorrente1. Confira-se:

PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 33, § 4º DA LEI Nº
11.343/2006. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA. (I) AÇÕES PENAIS EM CURSO E DEDICAÇÃO À ATIVIDADE
CRIMINOSA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282/STF E 356/STF. (II) AFASTAMENTO DA REDUÇÃO DA REPRIMENDA.
REEXAME FÁTICO E PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1.
É condição sine qua non ao conhecimento do especial que tenham sido ventilados, no contexto do acórdão objurgado, os dispositivos legais
indicados como malferidos na formulação recursal, emitindo-se, sobre cada um deles, juízo de valor, interpretando-se-lhes o sentido e a
compreensão, em atenção ao disposto no artigo 105, inciso III, da Constituição Federal, que exige o prequestionamento por meio da apreciação
da questão federal pelo Tribunal a quo, de modo a se evitar a supressão de instância. Súmulas 282/STF e 356/STF. (...) 3. Agravo regimental
a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1012701/BA, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em
02/02/2017, DJe 09/02/2017) (grifei)

2. Da incidência da súmula 7/STJ.

Como é cediço, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida, não cabendo, em sede de recurso
especial, fazer juízo sobre os fatos da causa ou sobre a sua prova. Concluir contrariamente aos fatos consignados no acórdão recorrido, como
pretende o recorrente, demandaria a reinterpretação do quadro probatório, incabível na angusta via dos recursos excepcionais.

Compulsando os autos, verifica-se que o Tribunal de origem, com fulcro no exame da provas angariadas aos autos, concluiu que o veredicto
condenatório exarado pelo Conselho de Sentença não foi emitido em dissonância com as provas dos autos, visto haver lastro probatório para
chancelar a versão esgrimida pelo Ministério Público.

Para infirmar este entendimento, de molde a fazer prevalecer a tese da defesa de que o recorrente agiu sob o manto da excludente de
antijuridicidade da legítima defesa própria, seria necessário reinterpretar o quadro probatório, providência que esbarra no óbice constante da
súmula 7/STJ, visto que demandaria o revolvimento do acervo fático. Confira-se:

PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. JÚRI. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO E TENTATIVA
DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADA. APELAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS
AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7 DO STJ QUANTO ÀS ALEGAÇÕES DE: NECESSIDADE DE AFASTAMENTO DAS QUALIFICADORAS,
RECONHECIMENTO DE QUE O RÉU TENHA AGIDO EM LEGÍTIMA DEFESA OU SOB VIOLENTA EMOÇÃO E OCORRÊNCIA DE ABERRATIO
ICTUS QUANTO AO HOMICÍDIO TENTADO. CONTINUIDADE DELITIVA. AUSÊNCIA DO REQUISITO SUBJETIVO E INCIDÊNCIA DA SÚMULA
N. 7 DO STJ. EXECUÇÃO IMEDIATA DA PENA. POSSIBILIDADE. ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. AGRAVO REGIMENTAL
NÃO PROVIDO. [...] 2. "Mantida a decisão do Conselho de Sentença, por estar amparada em uma das versões discutidas em plenário, a
desconstituição das premissas fáticas assentadas no acórdão, para concluir que o réu agiu em legítima defesa, encontra óbice na Súmula 7/
STJ" (AgRg no AREsp n. 844.357/PE, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, 6ª T., DJe 7/12/2016). [...] 6. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp
372.202/SC, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 16/05/2017, DJe 24/05/2017) (grifei)

À luz de tais fundamentos, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 24 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo

1º Vice-presidente

1 AgRg no AREsp 730.777/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 20/08/2015, DJe 01/09/2015
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25
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

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002. 0027334-70.2014.8.17.0001 Apelação


(0423028-4)
Comarca : Recife
Vara : 6ª Vara Criminal
Apelante : Companhia Energética de Pernambuco - CELPE
Advog : Cecília Delgado Nunes de Alencar(PE036392)
Advog : Gamil Foppel El Hireche(PE001052A)
Apelado : JOAQUIM BEZERRA TENÓRIO
Def. Público : Maria Betânia Barros
Advog : Mateus Queiroz Cardoso(PE036425)
Advog : Adma Crystine Gonçalves da Silva(PE031041)
Procurador : Gilson Roberto de Melo Barbosa
Órgão Julgador : 2ª Câmara Criminal
Relator : Des. Mauro Alencar De Barros
Relator Convocado : Juiz Sandra Beltrão Prado - Juíza de Direito.
Revisor : Des. Antônio Carlos Alves da Silva
Despacho : Despacho
Última Devolução : 27/10/2017 11:05 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 423028-4


Recorrente: Companhia Energética de Pernambuco - CELPE
Recorrido: Joaquim Bezerra Tenório

DESPACHO

Trata-se de Recurso Especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alíneas a e c, da Constituição Federal, interposto em face de acórdão
em sede de apelação criminal.

Recurso tempestivo.

Verifico, entretanto, a presença de irregularidade na representação processual da parte recorrente, uma vez que o substabelecimento que
concedeu poderes ad judicia à advogada Adma Crystine Gonçalves da Silva, OAB/PE 31.041, subscritora da peça recursal foi preenchido com
assinatura digitalizada (fl. 236).

Com efeito, tem-se como vedada a prática de qualquer ato processual, seja a interposição de um recurso ou a juntada de um instrumento de
procuração ou substabelecimento com assinatura digitalizada, obtida através de escaneamento.

Nessas hipóteses, como a assinatura não foi aposta de próprio punho, inexiste a necessária segurança jurídica apta a demonstrar que os
substabelecentes realmente teriam concedido poderes à advogada subscritora das razões recursais.

O STJ já sinalizou que "A assinatura ELETRÔNICA é válida, podendo ser aposta nas petições em geral e nos recursos, estando regulamentada
pela Lei n.º 11.419/2006. A assinatura DIGITALIZADA ("escaneada") NÃO é válida. Se for aposta no recurso, este não será conhecido, sendo
reputado inexistente." (STJ- 4ª T., AgInt no AREsp 543508 / PE, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, j. 28.06.16, DJe 01.07.16).

Bem por isso, com fundamento nos artigos 932 e 1.007, § 2º, do CPC/2015, assino à parte recorrente o prazo de 05 (cinco) dias para que
junte procuração válida, sob pena de não conhecimento do recurso.

Ao CARTRIS para adoção das medidas cabíveis.

Intime-se.

Publique-se.

Recife, 18 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo

26
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

1º Vice-Presidente

Recurso Extraordinário no Processo nº 423028-4


Recorrente: Companhia Energética de Pernambuco - CELPE
Recorrido: Joaquim Bezerra Tenório

DESPACHO

Trata-se de Recurso Extraordinário, com fundamento no artigo 102, inciso III, alínea a, da Constituição Federal, interposto em face de acórdão
em sede de apelação criminal.

Recurso tempestivo.

Verifico, entretanto, a presença de irregularidade na representação processual da parte recorrente, uma vez que o substabelecimento que
concedeu poderes ad judicia à advogada Adma Crystine Gonçalves da Silva, OAB/PE 31.041, subscritora da peça recursal, foi preenchido com
assinatura digitalizada (fl. 269).

Com efeito, tem-se como vedada a prática de qualquer ato processual, seja a interposição de um recurso ou a juntada de um instrumento de
procuração ou substabelecimento com assinatura digitalizada, obtida através de escaneamento.

Nessas hipóteses, como a assinatura não foi aposta de próprio punho, inexiste a necessária segurança jurídica apta a demonstrar que os
substabelecentes realmente teriam concedido poderes à advogada subscritora das razões recursais.

Bem por isso, com fundamento nos artigos 932 e 1.007, § 2º, do CPC/2015, assino à parte recorrente o prazo de 05 (cinco) dias para que
junte procuração válida, sob pena de não conhecimento do recurso.

Ao CARTRIS para adoção das medidas cabíveis.

Intime-se.

Publique-se.

Recife, 18 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo

1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

003. 0015732-53.2012.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0412167-9)
Protocolo : 2017/111260
Comarca : Recife
Vara : 9ª Vara Criminal
Apelante : HENRIQUE DA SILVA COSTA
Advog : João Guilherme Aragao(PE010649)
Advog : José Carlos Soares Penha(PE011822)
Advog : Leandro Tasso de Souza Amaral(PE034123)
Apelado : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Embargante : HENRIQUE DA SILVA COSTA
Advog : José Carlos Soares Penha(PE011822)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Embargado : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Órgão Julgador : 1ª Câmara Criminal
Relator : Des. Odilon de Oliveira Neto
Proc. Orig. : 0015732-53.2012.8.17.0001 (412167-9)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 27/10/2017 11:07 Local: CARTRIS

27
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recurso Especial no Processo nº 412167-9


Recorrente: Henrique da Silva Costa
Recorrido: Ministério Público do Estado de Pernambuco

Cuida-se de Recurso Especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão
prolatado em sede de apelação criminal.

Segundo a defesa, o acórdão recorrido violou os artigos 1º e 157 do CPB. Aduz a defesa que o recorrente foi preso em face de lhe haver sido
imputada a prática do crime de roubo na forma tentada. Afirma que o recorrente foi denunciado, por equívoco, como incurso nas sanções do art.
157, § 2º, incisos I e II, e na primeira parte do § 3º, do CPB. Sustenta, em síntese, que o crime imputado ao recorrente se deu de forma tentada,
visto que o acusado não o consumou por circunstâncias alheias a sua vontade.

1. Da ausência de prequestionamento.

Compulsando os autos, verifica-se que o art. 1º do CPP, não foi enfrentado, sequer de forma implícita, pela Corte de origem. Em casos tais,
incide o óbice constante da Súmula 211/STJ.

Tenha-se presente, por outro lado, que a tese esgrimida pela defesa em sede de recurso especial de que o crime imputado ao recorrente teria sido
praticado em sua forma tentada, e não consumada, também não foi objeto de deliberação pelo Tribunal de origem, visto que sequer foi aventada
por ocasião do oferecimento das razões de apelação, cuidando, pois, de evidente inovação recursal. Com efeito, a Corte local desproveu o
recurso de apelação interposto pela defesa ao argumento de que existiam provas suficientes da autoria delitiva.

Como é cediço, a configuração do prequestionamento pressupõe debate e decisão prévios pelo colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o
tema relativo aos requisitos da denúncia. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato veiculado nas razões
recursais, inviabilizada fica a análise sobre a violação dos preceitos evocados pelo recorrente1. Confira-se:

PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 33, § 4º DA LEI Nº
11.343/2006. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA. (I) AÇÕES PENAIS EM CURSO E DEDICAÇÃO À ATIVIDADE
CRIMINOSA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282/STF E 356/STF. (II) AFASTAMENTO DA REDUÇÃO DA REPRIMENDA.
REEXAME FÁTICO E PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1.
É condição sine qua non ao conhecimento do especial que tenham sido ventilados, no contexto do acórdão objurgado, os dispositivos legais
indicados como malferidos na formulação recursal, emitindo-se, sobre cada um deles, juízo de valor, interpretando-se-lhes o sentido e a
compreensão, em atenção ao disposto no artigo 105, inciso III, da Constituição Federal, que exige o prequestionamento por meio da apreciação
da questão federal pelo Tribunal a quo, de modo a se evitar a supressão de instância. Súmulas 282/STF e 356/STF. (...) 3. Agravo regimental
a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1012701/BA, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em
02/02/2017, DJe 09/02/2017) (grifei)

2. Da aplicação da súmula 284/STF (deficiência de fundamentação).

Cumpre registrar, por outro lado, que o recurso especial é por natureza técnico, devendo observar o disposto no art. 1.029 do CPC/2015, o qual
exige que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a demonstração do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da
decisão recorrida. Não basta, portanto, uma argumentação superficial, resultante de um resumo dos acontecimentos e notadamente baseada
num inconformismo quanto à condenação.

Em sendo assim, é imprescindível que no recurso excepcional reste evidenciada, a partir de fundamentação clara e consistente, a efetiva violação
à lei federal, sob pena de incidir a censura do enunciado nº 284 da súmula do STF, que por analogia também é aplicável em sede de recurso
especial.

Compulsando os autos, verifica-se que os dispositivos ventilados, tido por contrariados pelo recorrente, não apresentam conteúdo normativo
suficiente para fundamentar a tese esposada no presente apelo raro.

A tese esgrimida nas razões recursais, de que o recorrente não consumou o crime descrito na denúncia, não se coaduna com o teor dos
dispositivos de lei federal suscitados pela defesa.

A ausência de correlação entre as razões recursais e o conteúdo do dispositivo tido por violado não permite a exata compreensão da controvérsia
em face da deficiência da fundamentação, hipótese em que o processamento do recurso encontra óbice na Súmula 284/STF. A respeito:

PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CONDENAÇÃO.
ARGUMENTAÇÃO RECURSAL DISSOCIADA DOS ARTIGOS APONTADOS. SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF. TESE
DE DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA. INOCORRÊNCIA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO E AFASTAMENTO DA QUALIFICADORA RECONHECIDA
PELO JÚRI. NECESSIDADE DE EXAME DA PROVA. SÚMULA 7 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ. AGRAVO INTERNO
DESPROVIDO. 1. Estando as razões recursais dissociadas dos artigos de lei tidos por violados, incide na espécie a Súmula 284/STF. (...)
Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp 490.477/GO, Rel. Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, QUINTA TURMA, julgado em 09/08/2016, DJe
19/08/2016) (grifei)

3. Da incidência da súmula 7/STJ.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Como é cediço, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida, não cabendo, em sede de recurso
especial, fazer juízo sobre os fatos da causa ou sobre a sua prova. Concluir contrariamente aos fatos consignados no acórdão recorrido, como
pretende o recorrente, demandaria a reinterpretação do quadro probatório, incabível na angusta via dos recursos excepcionais.

Compulsando os autos, verifica-se que a Corte estadual deixou assentado que, consoante as provas carreadas aos autos, o recorrente praticou
o crime tipificado no art. 157, § 3º (primeira parte), do CPB na sua forma consumada. Para infirmar esta conclusão, seria necessário revolver
o acervo de fatos e provas, providência que esbarra no óbice constante da súmula 7/STJ, visto que demandaria o revolvimento do quadro
probatório. Confira-se:

PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. NÃO CABIMENTO. ROUBO MAJORADO.
CONCURSO DE AGENTES. AFASTAMENTO DA MAJORANTE E RECONHECIMENTO DA TENTATIVA. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE. DOSIMETRIA. PENA-BASE FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. REDUÇÃO DA PENA AQUÉM DO MÍNIMO EM RAZÃO DAS
ATENUANTES DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA, MENORIDADE RELATIVA E ATENUANTES GENÉRICAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 231/
STJ. WRIT NÃO CONHECIDO. I - [...]
III - O eg. Tribunal de origem, apoiado nos elementos de prova produzidos nos autos, concluiu pela "[...] condenação pelo crime de roubo majorado
por concurso de agentes [...]" (fl. 99). Rever esse entendimento no sentido de acolher a tese de crime tentado, bem como para afastar a majorante
pelo concurso de agentes, demandaria, impreterivelmente, revolvimento de matéria fático-probatória, inviável na via eleita (precedentes). [...]
Habeas corpus não conhecido. (HC 343.265/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 17/03/2016, DJe 11/04/2016) (grifei)

À luz de tais fundamentos, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 23 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-presidente

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004. 0000349-79.2014.8.17.1160 Embargos de Declaração na Apelação


(0461779-0)
Protocolo : 2017/111098
Comarca : Primavera
Vara : Vara Única
Apelante : A. J. M. N.
Advog : Cláudia Roberta Alves Lopes(PE015177)
Apelado : M. P. P.
Embargante : A. J. M. N.
Advog : Cláudia Roberta Alves Lopes(PE015177)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Embargado : M. P. P.
Órgão Julgador : 1ª Câmara Criminal
Relator : Des. Odilon de Oliveira Neto
Proc. Orig. : 0000349-79.2014.8.17.1160 (461779-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 27/10/2017 11:06 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0461779-0


Recorrente: A.J.M.N..
Recorrido: M.P.D.E.P.
1. Aplicação da Súmula 211 do STJ
2. Aplicação da Súmula 07 do STJ
3. Falta de cotejo analítico

29
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão
proferido em sede de apelação criminal.

O recorrente foi condenado pela prática do crime previsto no art. 217-A, c/c art. 71 e 218-B, § 2º, I, todos do CP. Todavia, alega contrariedade ao
art. 20 do CP e art. 386, III, do Código de Processo Penal, requerendo a reforma da decisão no sentido de absolver o acusado, sob a alegação
de erro de tipo e ausência de provas que justifiquem a condenação.

Recurso tempestivo, bem processado e com a devida intimação para apresentação de contrarrazões.

1. Aplicação da Súmula 211 do STJ

Contudo, observo que a alegada violação ao art. 20 do CP não foi devidamente prequestionada, uma vez que a matéria não foi debatida pelo
Tribunal de origem em sede de recurso de apelação.

No Superior Tribunal de Justiça é pacífico o entendimento de que "a configuração do prequestionamento pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a análise sobre a violação do preceito evocado pelo recorrente." (STJ - 2ª T., AgRg no AREsp
218932/RJ, rel. Min. Humberto Martins, DJe 10/10/2012).

Logo, não havendo que se falar em prequestionamento dos dispositivos federais, resta configurado o impedimento à admissibilidade deste
recurso, em face da incidência do enunciado da Súmula 211, do STJ.

2. Aplicação da Súmula 07

No tocante à hipótese de não caracterização dos crimes de estupro e de exploração sexual de adolescentes, constata-se que o acórdão emanado
não ostenta flagrante ilegalidade a ensejar a sua reforma, bem como que a pretensão recursal de que a Corte Superior, debruçando-se sobre
as provas constantes dos autos, chegue a uma conclusão diversa daquela encontrada pela Corte de origem, substancia questões próprias do
mérito da causa e requisitam, para o seu deslinde, o revolvimento do conteúdo fático-probatório, estranho ao âmbito de cabimento do recurso
especial, tornando-se evidente a incidência do óbice representado pela súmula 7/STJ.

Nesse sentido, cumpre transcrever o entendimento do Colendo STJ:

"PENAL. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL.
INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. INOCORRÊNCIA. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS 7/
STJ E 279/STJ. RECURSO INTERPOSTO PELA ALÍNEA C DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO E
SIMILITUDE FÁTICA NOS MOLDES LEGAIS E REGIMENTAIS. REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL.
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. OBSERVÂNCIA DO DISPOSTO NO ART. 33, § 3º, DO CP. I - O recurso especial não será
cabível quando a análise da pretensão recursal exigir o reexame do quadro fático-probatório, sendo vedada a modificação das premissas fáticas
firmadas nas instâncias ordinárias no âmbito dos recursos extraordinários. (Súmula 07/STJ e Súmula 279/STF).(...)". (STJ - 5ªT, AgRg no AREsp
674.442/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER, DJe 03/08/2015), (grifei).

"PROCESSUAL PENAL. RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. ART. 217-A DO CP. ELEMENTAR DO TIPO. FATOS
CONTROVERSOS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. A existência de
controvérsia fática em relação a uma das elementares do tipo penal impede o acolhimento da pretensão condenatória, exigindo revolvimento
aprofundado da prova, o que encontra óbice na Súmula 7/STJ. 2. Recurso especial não conhecido." (REsp 1661569/AC, Rel. Ministro ROGERIO
SCHIETTI CRUZ, Rel. p/ Acórdão Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 16/05/2017, DJe 05/06/2017) (grifei).

"PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 171 DO CP E 386,
III E VII, DO CPP. ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE DA CONDUTA OU POR INSUFICIÊNCIA DE PROVAS PARA A CONDENAÇÃO. REEXAME
DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.1. É
assente que cabe ao aplicador da lei, em instância ordinária, fazer um cotejo fático e probatório a fim de analisar a tipicidade da conduta descrita,
bem como proceder à análise da existência de provas suficientes a embasar o decreto condenatório ou a ensejar a absolvição, porquanto é
vedado na instância especial o reexame do caderno fático probatório dos autos. Incidência da Súmula 07 do STJ.2. Agravo regimental a que
se nega provimento.(AgRg no AREsp 452.867/DF, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 01/04/2014,
DJe 14/04/2014).

3. Ausência de cotejo analítico.

Por fim, verifico que o recorrente não procedeu ao necessário cotejo analítico, nos moldes exigidos pelo art. 1.029, § 1º, do CPC/2015, e art.
255 do RI/STJ.

Tenho que para a configuração de divergência jurisprudencial faz-se mister que sejam apresentados julgados com entendimentos diversos daquele
esposado no acórdão recorrido, com demonstração do cotejo analítico. Ademais, imprescindível ainda a comprovação da similitude fático-jurídica
entre as decisões, não sendo suficiente a mera transcrição de ementas ou a breve menção sobre apenas um aspecto do acórdão indicado como
paradigma e a decisão guerreada, sem qualquer referência aos respectivos relatórios, a fim de que se possa identificar a existência de similitude
dos casos confrontados.

30
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Nos termos do Colendo STJ: "O conhecimento do recurso especial interposto com fundamento na alínea "c" do permissivo constitucional exige
a indicação do dispositivo legal objeto de interpretação divergente, a demonstração da divergência, mediante a verificação das circunstâncias
que assemelhem ou identifiquem os casos confrontados, e a realização do cotejo analítico entre elas, nos moldes exigidos pelos arts. 255, §§
1º e 2º, do RISTJ e 541, parágrafo único, do CPC/1973.". (AgRg no AREsp 170.433/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, julgado em 19/05/2016, DJe 27/05/2016)

À vista do exposto, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 24 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16613 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Alexandre Gomes de Gouvêa Vieira(PE032171) 004 0189988-72.2012.8.17.0001(0426688-2)


André Luiz de Castro Fernandes(PE019779) 002 0000441-53.2011.8.17.1260(0407921-0)
Antônio Ricardo Accioly Campos(PE012310) 003 0014997-88.2010.8.17.0001(0417541-5)
Cláudia Baptista Lopes(SP151683) 004 0189988-72.2012.8.17.0001(0426688-2)
Diniz Eduardo Cavalcante de Macêdo(PE000672A) 002 0000441-53.2011.8.17.1260(0407921-0)
Fabiano Robalinho Cavalcanti(RJ095237) 003 0014997-88.2010.8.17.0001(0417541-5)
Fagnner Francisco Lopes(PE025743) 003 0014997-88.2010.8.17.0001(0417541-5)
Isael Bernardo de Oliveira(CE006814) 002 0000441-53.2011.8.17.1260(0407921-0)
Joel Pereira Marins Neto(PE019952) 001 0013493-40.2016.8.17.0000(0459427-0)
Manoel José da Silva(PE027886) 004 0189988-72.2012.8.17.0001(0426688-2)
Marina Caribé Cavalcanti(PE028400) 002 0000441-53.2011.8.17.1260(0407921-0)
Roberto Borba Gomes de Melo(PE005103) 001 0013493-40.2016.8.17.0000(0459427-0)
Rômulo Moraes Pedrosa(PE000515B) 003 0014997-88.2010.8.17.0001(0417541-5)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0014997-88.2010.8.17.0001(0417541-5)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 004 0189988-72.2012.8.17.0001(0426688-2)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0013493-40.2016.8.17.0000 Agravo de Instrumento


(0459427-0)
Comarca : Igarassu
Vara : Segunda Vara Cível da Comarca de Igarassu
Agravte : CRISTINA FERREIRA DA SILVA
Advog : Roberto Borba Gomes de Melo(PE005103)
Agravdo : CAXANGA VEICULOS S/A
Advog : Joel Pereira Marins Neto(PE019952)
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Jones Figueirêdo
Despacho : Despacho
Última Devolução : 05/10/2017 15:09 Local: CARTRIS

31
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recurso Especial no Processo nº 459427-0


Recorrente: Cristina Ferreira da Silva
Recorrido: Caxangá Veículos S/A
1. Intempestividade do Recurso Especial
2. Ausência de comprovação do pagamento de custas do TJPE

1. Intempestividade do Recurso Especial


Trata-se de Recurso Especial, interposto em face de acórdão proferido em sede de agravo de instrumento.
De início, informo que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela lei 13.105/15 (denominado novo Código de Processo
Civil - CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 2 do STJ, os recursos excepcionais interpostos a partir de 18/03/16,
devem ser apreciados na forma do CPC/15.
Ato contínuo, observo que o presente recurso especial não merece provimento, diante da sua manifesta intempestividade.
Da publicação do acórdão atacado em data de 30/05/2017 (fl. 195) até a interposição do presente recurso - em 22/06/17 (fl. 205), excedeu-se
a quinzena legal (em dias úteis) para a interposição do recurso em comento (Artigos 219, 944, VI e 1.003, § 5º, do CPC/15), razão pela qual
é intempestivo.
Cumpre mencionar que no dia 16 de junho não houve expediente forense em face da transferência do feriado de Corpus Christi (Ato nº 1473/2016),
de modo que o prazo recursal teve início em 31 de maio (quarta-feira) e findou-se em 21 de junho de 2017 (sexta-feira), em observância às
regras do Novo Código de Processo Civil.
Nestas dobras, em que pese a identificação do sobredito vício formal de admissibilidade recursal, a partir de uma leitura conjunta do art. 1036, §
2º, do CPC/15 e do disposto no art. 1.029, § 3º, do CPC/15, oportunizo ao recorrente que se manifeste sobre a intempestividade de seu recurso
especial - em atenção aos princípios do contraditório e da não surpresa.
Ratifico, por derradeiro, que o STJ já se posicionou no sentido de que o rol do art. 1.030 do CPC/15 inclui, de forma implícita, a inadmissão do
recurso especial por intempestividade.
2. Ausência de comprovação do recolhimento de custas do TJPE
Outrossim, compulsando os autos constata-se que o recorrente em que pese ter comprovado corretamente o recolhimento das custas recursais
do STJ, deixou de comprovar o recolhimento do valor referente às custas do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
É que, no momento da interposição do apelo especial, deve constar nas guias de recolhimento das custas judiciais o número correto do processo
a que se refere o recurso manejado.
Assim decidiu o STJ:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PREPARO. GUIA DE RECOLHIMENTO. NECESSIDADE
DE CONSTAR O CORRETO NÚMERO DO PROCESSO NA ORIGEM. JURISPRUDÊNCIA DA CORTE ESPECIAL. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO. (STJ - AgRg no AREsp 426.042/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 05/12/2013, DJe 19/12/2013).
Grifei
Com efeito, a ausência ou o preenchimento incorreto do número do processo na guia de recolhimento macula a regularidade do preparo recursal.
Bem por isso, concedo o prazo de 5 (cinco) dias para que o recorrente se manifeste sobre a intempestividade alvitrada, e realize o preparo das
custas do Tribunal de Justiça de Pernambuco, em dobro, sob pena de deserção, com fundamento no art. 1.007, §4º do CPC/2015.
Após o prazo, os autos devem ser devolvidos à 1ª Vice-Presidência para análise dos recursos excepcionais interposto.
Publique-se.
Recife, 27 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Recurso Extraordinário no Processo nº 459427-0


Recorrente: Cristina Ferreira da Silva
Recorrido: Caxangá Veículos S/A

1. Intempestividade do Recurso Extraordinário


2. Ausência de comprovação do pagamento de custas do TJPE e porte de remessa e retorno do STF

1. Intempestividade do Recurso Extraordinário


Trata-se de Recurso Extraordinário, interposto em face de acórdão proferido em sede de agravo de instrumento.

32
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

De início, informo que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela lei 13.105/15 (denominado novo Código de Processo
Civil - CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 2 do STJ, os recursos excepcionais interpostos a partir de 18/03/16,
devem ser apreciados na forma do CPC/15.
Ato contínuo, observo que o presente recurso extraordinário não merece provimento, diante da sua manifesta intempestividade.
Da publicação do acórdão atacado em data de 30/05/2017 (fl. 195) até a interposição do presente recurso - em 22/06/17 (fl. 205), excedeu-se
a quinzena legal (em dias úteis) para a interposição do recurso em comento (Artigos 219, 944, VI e 1.003, § 5º, do CPC/15), razão pela qual
é intempestivo.
Cumpre mencionar que no dia 16 de junho não houve expediente forense em face da transferência do feriado de Corpus Christi (Ato nº 1473/2016),
de modo que o prazo recursal teve início em 31 de maio (quarta-feira) e findou-se em 21 de junho de 2017 (sexta-feira), em observância às
regras do Novo Código de Processo Civil.
Nestas dobras, em que pese a identificação do sobredito vício formal de admissibilidade recursal, a partir de uma leitura conjunta do art. 1036, §
2º, do CPC/15 e do disposto no art. 1.029, § 3º, do CPC/15, oportunizo ao recorrente que se manifeste sobre a intempestividade de seu recurso
extraordinário - em atenção aos princípios do contraditório e da não surpresa.

2. Ausência de comprovação do recolhimento de custas do TJPE e porte de remessa e retorno do STF


Outrossim, compulsando os autos constata-se que o recorrente em que pese ter comprovado corretamente o recolhimento das custas recursais
do STF, deixou de comprovar o recolhimento do valor referente às custas do Tribunal de Justiça de Pernambuco e do valor correspondente ao
porte de remessa e retorno do STF.
No que tange às custas estaduais o número do processo constante na guia de recolhimento difere do processo em análise. E como se sabe,
no momento da interposição do apelo extraordinário, deve constar nas guias de recolhimento das custas judiciais o número correto do processo
a que se refere o recurso manejado.
Com efeito, a ausência ou o preenchimento incorreto do número do processo na guia de recolhimento macula a regularidade do preparo recursal.
Já em relação ao porte de remessa e retorno do STF, não foram acostados guia de recolhimento ou comprovante de pagamento. Assim, por
não ter demonstrado o recolhimento das quantias devidas, o recorrente encontra-se em desacordo com a Resolução nº 581, de 08 de junho de
2016, do próprio Supremo Tribunal Federal.
Bem por isso, concedo o prazo de 5 (cinco) dias para que o recorrente se manifeste sobre a intempestividade alvitrada, e realize o preparo das
custas do Tribunal de Justiça de Pernambuco e porte de remessa e retorno do Supremo Tribunal Federal, em dobro, sob pena de deserção,
com fundamento no art. 1.007, §4º do CPC/2015.
Após o prazo, os autos devem ser devolvidos à 1ª Vice-Presidência para análise dos recursos excepcionais interposto.
Publique-se.
Recife, 27 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0000441-53.2011.8.17.1260 Embargos de Declaração na Apelação


(0407921-0)
Protocolo : 2016/112958
Comarca : Santa Maria da Boa Vista
Vara : Vara Única
Apelante : BANCO DO NORDESTE DO BRASILS/A
Advog : Marina Caribé Cavalcanti(PE028400)
Advog : Isael Bernardo de Oliveira(CE006814)
Apelado : CLOTILDES DE SOUZA MEDRADO
Advog : Diniz Eduardo Cavalcante de Macêdo(PE000672A)
Observação : CNJ 4964
Embargante : BANCO DO NORDESTE DO BRASILS/A
Advog : Marina Caribé Cavalcanti(PE028400)
Advog : André Luiz de Castro Fernandes(PE019779)
Advog : Isael Bernardo de Oliveira(CE006814)
Embargado : CLOTILDES DE SOUZA MEDRADO
Advog : Diniz Eduardo Cavalcante de Macêdo(PE000672A)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 2ª Turma
Relator : Des. Waldemir Tavares de Albuquerque Filho
Proc. Orig. : 0000441-53.2011.8.17.1260 (407921-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:11 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 407921-0


Recorrente: Banco do Nordeste do Brasil S. A.
Recorrido: Clotildes de Souza Medrado

33
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede
de embargos de declaração, opostos em sede de agravo legal, interposto em sede de apelação.

Na espécie, constato que: (i) estão atendidos os três requisitos extrínsecos e, quanto aos intrínsecos, os da legitimação, interesse
e inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer, compreendendo o esgotamento das vias ordinárias; (ii) a controvérsia que
subsidia a pretensão recursal não configura hipótese que reclama retenção do apelo excepcional; (iii) a análise dessa controvérsia prescinde
de reexame de prova; e, afinal, (iv) restou demonstrado, por meio do satisfatório cotejo analítico, o pressuposto do dissenso - pautado pela
atualidade das teses jurídicas opostas - entre o acórdão recorrido e o paradigma, ambos versando casos, senão idênticos, lastreados em bases
fáticas semelhantes.

Ante o exposto, admito o recurso pelo fundamento constitucional da alínea "c" e determino a remessa dos autos ao Superior
Tribunal de Justiça.

Publique-se.

Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0014997-88.2010.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0417541-5)
Protocolo : 2016/119508
Comarca : Recife
Vara : Quinta Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Apelante : E P de Azevedo Almeida ME
Advog : Antônio Ricardo Accioly Campos(PE012310)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : TELEFONICA BRASIL S/A
Advog : Fabiano Robalinho Cavalcanti(RJ095237)
Advog : Rômulo Moraes Pedrosa(PE000515B)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : E P de Azevedo Almeida ME
Advog : Fagnner Francisco Lopes(PE025743)
Advog : Antônio Ricardo Accioly Campos(PE012310)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : TELEFONICA BRASIL S/A
Advog : Fabiano Robalinho Cavalcanti(RJ095237)
Advog : Rômulo Moraes Pedrosa(PE000515B)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 1ª Câmara Cível
Relator : Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
Proc. Orig. : 0014997-88.2010.8.17.0001 (417541-5)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:07 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

Recurso Especial no Processo nº 417541-5


Recorrente: E P de Azevedo Almeida ME
Recorrida: Telefonica Brasil S/A

Recurso especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, em face de acórdão proferido em sede de
embargos de declaração na apelação.

Segundo a parte recorrente que o acórdão proferido pela 1ª Câmara Cível violou o artigo 186 do Código Civil Brasileiro, alegando que o
descumprimento contratual narrado nos autos enseja o pagamento de indenização por danos morais.

Recurso interposto na vigência do CPC/15, tempestivo, com regular recolhimento de preparo e apresentação de contrarrazões.

34
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

No mérito, a gênese recursal reside na insurgência da parte recorrida, contra decisão colegiada deste TJPE, segundo a qual existe nos autos
"Termo de Reembolso de Despesas e Quitação", atestando a quitação de todas as despesas prévias da implantação da franquia. Quanto
aos supostos danos morais, consignou que "a simples discussão acerca do descumprimento contratual, a rigor, não gera danos morais,
sendo necessária para a sua caracterização a comprovação de mácula à honra objetiva da pessoa jurídica, tal como lesão ao bom nome da
empresa" (voto do Relator - fl. 250).

Da leitura das razões recursais percebe-se que a pretensão da parte recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já analisada
no processo, de modo a ocasionar um novo juízo de convicção.

Predomina, nestes casos o entendimento segundo o qual, em regra, inexiste dano moral em decorrência do simples inadimplemento contratual.
Caberia, portanto, ao recorrente demonstrá-los concretamente nas instâncias inferiores, sabendo-se que as instâncias superiores julgam o
processo conforme o recebem, em face das restrições à análise de provas materializada pelo Enunciado de Súmula n. 07 do STJ, conforme
aresto abaixo:

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO (ART. 544 DO CPC/73) - AÇÃO INDENIZATÓRIA - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO
AO RECLAMO. IRRESIGNAÇÃO DA CONSTRUTORA.
1. A jurisprudência desta Corte Superior é no sentido de que o simples inadimplemento contratual, em regra, não configura dano moral indenizável,
devendo haver consequências fáticas capazes de ensejar o sofrimento psicológico.
2. No caso sub judice, o Tribunal de origem consignou expressamente estar comprovada a presença dos requisitos necessários à
responsabilização da construtora ao pagamento dos danos morais decorrentes do atraso na entrega do imóvel e a aflição suportada pelo
promitente-comprador.
3. Para rever tal conclusão seria imprescindível a incursão na seara probatória dos autos, o que não é permitido nesta instância especial, nos
termos da Súmula 7 do STJ.
4. A indenização por danos morais fixada em quantum sintonizado aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade não enseja a possibilidade
de interposição do recurso especial, dada a necessidade de exame de elementos de ordem fática, cabendo sua revisão apenas em casos de
manifesta excessividade ou irrisoriedade do valor arbitrado, o que não se evidencia no presente caso. Incidência da Súmula 7 do STJ.
5. Agravo interno desprovido.
(AgInt no AREsp 507.537/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 01/06/2017)

Assim, uma vez que o acórdão recorrido está em consonância com o posicionamento adotado pelo STJ, não há que se falar em violação ao
dispositivo apontado, incidindo, portanto, o teor da Súmula 83/STJ.

Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

004. 0189988-72.2012.8.17.0001 Embargos de Declaração nos Embargos de Declaração


(0426688-2)
Protocolo : 2016/118211
Comarca : Recife
Vara : Vigésima Sexta Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Embargante : Quesalon Distribuidora de Produtos Farmaceuticos LTDA
Advog : Manoel José da Silva(PE027886)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : ALLIANZ SEGUROS S/A
Advog : Cláudia Baptista Lopes(SP151683)
Advog : Alexandre Gomes de Gouvêa Vieira(PE032171)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Quesalon Distribuidora de Produtos Farmaceuticos LTDA
Advog : Manoel José da Silva(PE027886)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : ALLIANZ SEGUROS S/A
Advog : Cláudia Baptista Lopes(SP151683)
Advog : Alexandre Gomes de Gouvêa Vieira(PE032171)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Jones Figueirêdo
Proc. Orig. : 0189988-72.2012.8.17.0001 (426688-2)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 05/10/2017 15:07 Local: CARTRIS
Recurso Especial no Processo nº 426688-2

35
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recorrente: Quesalon Distribuidora de Produtos Farmacêuticos Ltda


Recorrido: Allianz Seguros S/A

Trata-se de Recurso Especial interposto na vigência do CPC/15, com fundamento no art. 105, III, "a, da Constituição Federal, em face de acórdão
proferido em sede de embargos de declaração nos embargos de declaração na apelação.

Compulsando os autos, observo que o recorrente, no ato da interposição do recurso, comprovou o recolhimento das custas devidas apenas ao
STJ. Assim, deixou de comprovar no protocolo da petição (conforme estipulado expressamente no artigo 1.007 do CPC) o pagamento do valor
devido ao TJ-PE.

Outrossim, para viabilizar a prestação jurisdicional e com o intuito de garantir o acesso à justiça, o novo CPC permite o recolhimento de custas
não pagas, desde que o valor seja recolhido em dobro (Art. 1.007, §4º do NCPC).

Logo, em que pese a identificação do sobredito vício formal, a partir da leitura do disposto no art. 1.029, § 3º do CPC/15, assinalo prazo de 05
dias para que os Recorrentes comprovem o recolhimento das custas devidas ao TJ-PE e decorrentes da interposição do recurso especial, em
dobro, sob pena de seu não conhecimento.

Após o prazo, os autos devem ser devolvidos à 1ª Vice-Presidência para análise do recurso excepcional interposto.

Publique-se.

Recife, 02 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente
DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16613 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Alexandre Gomes de Gouvêa Vieira(PE032171) 004 0189988-72.2012.8.17.0001(0426688-2)


André Luiz de Castro Fernandes(PE019779) 002 0000441-53.2011.8.17.1260(0407921-0)
Antônio Ricardo Accioly Campos(PE012310) 003 0014997-88.2010.8.17.0001(0417541-5)
Cláudia Baptista Lopes(SP151683) 004 0189988-72.2012.8.17.0001(0426688-2)
Diniz Eduardo Cavalcante de Macêdo(PE000672A) 002 0000441-53.2011.8.17.1260(0407921-0)
Fabiano Robalinho Cavalcanti(RJ095237) 003 0014997-88.2010.8.17.0001(0417541-5)
Fagnner Francisco Lopes(PE025743) 003 0014997-88.2010.8.17.0001(0417541-5)
Isael Bernardo de Oliveira(CE006814) 002 0000441-53.2011.8.17.1260(0407921-0)
Joel Pereira Marins Neto(PE019952) 001 0013493-40.2016.8.17.0000(0459427-0)
Manoel José da Silva(PE027886) 004 0189988-72.2012.8.17.0001(0426688-2)
Marina Caribé Cavalcanti(PE028400) 002 0000441-53.2011.8.17.1260(0407921-0)
Roberto Borba Gomes de Melo(PE005103) 001 0013493-40.2016.8.17.0000(0459427-0)
Rômulo Moraes Pedrosa(PE000515B) 003 0014997-88.2010.8.17.0001(0417541-5)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0014997-88.2010.8.17.0001(0417541-5)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 004 0189988-72.2012.8.17.0001(0426688-2)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0013493-40.2016.8.17.0000 Agravo de Instrumento


(0459427-0)
Comarca : Igarassu
Vara : Segunda Vara Cível da Comarca de Igarassu
Agravte : CRISTINA FERREIRA DA SILVA
Advog : Roberto Borba Gomes de Melo(PE005103)
Agravdo : CAXANGA VEICULOS S/A
Advog : Joel Pereira Marins Neto(PE019952)
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível

36
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Relator : Des. Jones Figueirêdo


Despacho : Despacho
Última Devolução : 05/10/2017 15:09 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 459427-0


Recorrente: Cristina Ferreira da Silva
Recorrido: Caxangá Veículos S/A
1. Intempestividade do Recurso Especial
2. Ausência de comprovação do pagamento de custas do TJPE

1. Intempestividade do Recurso Especial


Trata-se de Recurso Especial, interposto em face de acórdão proferido em sede de agravo de instrumento.
De início, informo que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela lei 13.105/15 (denominado novo Código de Processo
Civil - CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 2 do STJ, os recursos excepcionais interpostos a partir de 18/03/16,
devem ser apreciados na forma do CPC/15.
Ato contínuo, observo que o presente recurso especial não merece provimento, diante da sua manifesta intempestividade.
Da publicação do acórdão atacado em data de 30/05/2017 (fl. 195) até a interposição do presente recurso - em 22/06/17 (fl. 205), excedeu-se
a quinzena legal (em dias úteis) para a interposição do recurso em comento (Artigos 219, 944, VI e 1.003, § 5º, do CPC/15), razão pela qual
é intempestivo.
Cumpre mencionar que no dia 16 de junho não houve expediente forense em face da transferência do feriado de Corpus Christi (Ato nº 1473/2016),
de modo que o prazo recursal teve início em 31 de maio (quarta-feira) e findou-se em 21 de junho de 2017 (sexta-feira), em observância às
regras do Novo Código de Processo Civil.
Nestas dobras, em que pese a identificação do sobredito vício formal de admissibilidade recursal, a partir de uma leitura conjunta do art. 1036, §
2º, do CPC/15 e do disposto no art. 1.029, § 3º, do CPC/15, oportunizo ao recorrente que se manifeste sobre a intempestividade de seu recurso
especial - em atenção aos princípios do contraditório e da não surpresa.
Ratifico, por derradeiro, que o STJ já se posicionou no sentido de que o rol do art. 1.030 do CPC/15 inclui, de forma implícita, a inadmissão do
recurso especial por intempestividade.
2. Ausência de comprovação do recolhimento de custas do TJPE
Outrossim, compulsando os autos constata-se que o recorrente em que pese ter comprovado corretamente o recolhimento das custas recursais
do STJ, deixou de comprovar o recolhimento do valor referente às custas do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
É que, no momento da interposição do apelo especial, deve constar nas guias de recolhimento das custas judiciais o número correto do processo
a que se refere o recurso manejado.
Assim decidiu o STJ:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PREPARO. GUIA DE RECOLHIMENTO. NECESSIDADE
DE CONSTAR O CORRETO NÚMERO DO PROCESSO NA ORIGEM. JURISPRUDÊNCIA DA CORTE ESPECIAL. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO. (STJ - AgRg no AREsp 426.042/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 05/12/2013, DJe 19/12/2013).
Grifei
Com efeito, a ausência ou o preenchimento incorreto do número do processo na guia de recolhimento macula a regularidade do preparo recursal.
Bem por isso, concedo o prazo de 5 (cinco) dias para que o recorrente se manifeste sobre a intempestividade alvitrada, e realize o preparo das
custas do Tribunal de Justiça de Pernambuco, em dobro, sob pena de deserção, com fundamento no art. 1.007, §4º do CPC/2015.
Após o prazo, os autos devem ser devolvidos à 1ª Vice-Presidência para análise dos recursos excepcionais interposto.
Publique-se.
Recife, 27 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Recurso Extraordinário no Processo nº 459427-0


Recorrente: Cristina Ferreira da Silva
Recorrido: Caxangá Veículos S/A

1. Intempestividade do Recurso Extraordinário


2. Ausência de comprovação do pagamento de custas do TJPE e porte de remessa e retorno do STF

1. Intempestividade do Recurso Extraordinário

37
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Trata-se de Recurso Extraordinário, interposto em face de acórdão proferido em sede de agravo de instrumento.
De início, informo que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela lei 13.105/15 (denominado novo Código de Processo
Civil - CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 2 do STJ, os recursos excepcionais interpostos a partir de 18/03/16,
devem ser apreciados na forma do CPC/15.
Ato contínuo, observo que o presente recurso extraordinário não merece provimento, diante da sua manifesta intempestividade.
Da publicação do acórdão atacado em data de 30/05/2017 (fl. 195) até a interposição do presente recurso - em 22/06/17 (fl. 205), excedeu-se
a quinzena legal (em dias úteis) para a interposição do recurso em comento (Artigos 219, 944, VI e 1.003, § 5º, do CPC/15), razão pela qual
é intempestivo.
Cumpre mencionar que no dia 16 de junho não houve expediente forense em face da transferência do feriado de Corpus Christi (Ato nº 1473/2016),
de modo que o prazo recursal teve início em 31 de maio (quarta-feira) e findou-se em 21 de junho de 2017 (sexta-feira), em observância às
regras do Novo Código de Processo Civil.
Nestas dobras, em que pese a identificação do sobredito vício formal de admissibilidade recursal, a partir de uma leitura conjunta do art. 1036, §
2º, do CPC/15 e do disposto no art. 1.029, § 3º, do CPC/15, oportunizo ao recorrente que se manifeste sobre a intempestividade de seu recurso
extraordinário - em atenção aos princípios do contraditório e da não surpresa.

2. Ausência de comprovação do recolhimento de custas do TJPE e porte de remessa e retorno do STF


Outrossim, compulsando os autos constata-se que o recorrente em que pese ter comprovado corretamente o recolhimento das custas recursais
do STF, deixou de comprovar o recolhimento do valor referente às custas do Tribunal de Justiça de Pernambuco e do valor correspondente ao
porte de remessa e retorno do STF.
No que tange às custas estaduais o número do processo constante na guia de recolhimento difere do processo em análise. E como se sabe,
no momento da interposição do apelo extraordinário, deve constar nas guias de recolhimento das custas judiciais o número correto do processo
a que se refere o recurso manejado.
Com efeito, a ausência ou o preenchimento incorreto do número do processo na guia de recolhimento macula a regularidade do preparo recursal.
Já em relação ao porte de remessa e retorno do STF, não foram acostados guia de recolhimento ou comprovante de pagamento. Assim, por
não ter demonstrado o recolhimento das quantias devidas, o recorrente encontra-se em desacordo com a Resolução nº 581, de 08 de junho de
2016, do próprio Supremo Tribunal Federal.
Bem por isso, concedo o prazo de 5 (cinco) dias para que o recorrente se manifeste sobre a intempestividade alvitrada, e realize o preparo das
custas do Tribunal de Justiça de Pernambuco e porte de remessa e retorno do Supremo Tribunal Federal, em dobro, sob pena de deserção,
com fundamento no art. 1.007, §4º do CPC/2015.
Após o prazo, os autos devem ser devolvidos à 1ª Vice-Presidência para análise dos recursos excepcionais interposto.
Publique-se.
Recife, 27 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0000441-53.2011.8.17.1260 Embargos de Declaração na Apelação


(0407921-0)
Protocolo : 2016/112958
Comarca : Santa Maria da Boa Vista
Vara : Vara Única
Apelante : BANCO DO NORDESTE DO BRASILS/A
Advog : Marina Caribé Cavalcanti(PE028400)
Advog : Isael Bernardo de Oliveira(CE006814)
Apelado : CLOTILDES DE SOUZA MEDRADO
Advog : Diniz Eduardo Cavalcante de Macêdo(PE000672A)
Observação : CNJ 4964
Embargante : BANCO DO NORDESTE DO BRASILS/A
Advog : Marina Caribé Cavalcanti(PE028400)
Advog : André Luiz de Castro Fernandes(PE019779)
Advog : Isael Bernardo de Oliveira(CE006814)
Embargado : CLOTILDES DE SOUZA MEDRADO
Advog : Diniz Eduardo Cavalcante de Macêdo(PE000672A)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 2ª Turma
Relator : Des. Waldemir Tavares de Albuquerque Filho
Proc. Orig. : 0000441-53.2011.8.17.1260 (407921-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:11 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 407921-0


Recorrente: Banco do Nordeste do Brasil S. A.
Recorrido: Clotildes de Souza Medrado

38
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede
de embargos de declaração, opostos em sede de agravo legal, interposto em sede de apelação.

Na espécie, constato que: (i) estão atendidos os três requisitos extrínsecos e, quanto aos intrínsecos, os da legitimação, interesse
e inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer, compreendendo o esgotamento das vias ordinárias; (ii) a controvérsia que
subsidia a pretensão recursal não configura hipótese que reclama retenção do apelo excepcional; (iii) a análise dessa controvérsia prescinde
de reexame de prova; e, afinal, (iv) restou demonstrado, por meio do satisfatório cotejo analítico, o pressuposto do dissenso - pautado pela
atualidade das teses jurídicas opostas - entre o acórdão recorrido e o paradigma, ambos versando casos, senão idênticos, lastreados em bases
fáticas semelhantes.

Ante o exposto, admito o recurso pelo fundamento constitucional da alínea "c" e determino a remessa dos autos ao Superior
Tribunal de Justiça.

Publique-se.

Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0014997-88.2010.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0417541-5)
Protocolo : 2016/119508
Comarca : Recife
Vara : Quinta Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Apelante : E P de Azevedo Almeida ME
Advog : Antônio Ricardo Accioly Campos(PE012310)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : TELEFONICA BRASIL S/A
Advog : Fabiano Robalinho Cavalcanti(RJ095237)
Advog : Rômulo Moraes Pedrosa(PE000515B)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : E P de Azevedo Almeida ME
Advog : Fagnner Francisco Lopes(PE025743)
Advog : Antônio Ricardo Accioly Campos(PE012310)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : TELEFONICA BRASIL S/A
Advog : Fabiano Robalinho Cavalcanti(RJ095237)
Advog : Rômulo Moraes Pedrosa(PE000515B)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 1ª Câmara Cível
Relator : Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
Proc. Orig. : 0014997-88.2010.8.17.0001 (417541-5)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:07 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

Recurso Especial no Processo nº 417541-5


Recorrente: E P de Azevedo Almeida ME
Recorrida: Telefonica Brasil S/A

Recurso especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, em face de acórdão proferido em sede de
embargos de declaração na apelação.

Segundo a parte recorrente que o acórdão proferido pela 1ª Câmara Cível violou o artigo 186 do Código Civil Brasileiro, alegando que o
descumprimento contratual narrado nos autos enseja o pagamento de indenização por danos morais.

Recurso interposto na vigência do CPC/15, tempestivo, com regular recolhimento de preparo e apresentação de contrarrazões.

39
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

No mérito, a gênese recursal reside na insurgência da parte recorrida, contra decisão colegiada deste TJPE, segundo a qual existe nos autos
"Termo de Reembolso de Despesas e Quitação", atestando a quitação de todas as despesas prévias da implantação da franquia. Quanto
aos supostos danos morais, consignou que "a simples discussão acerca do descumprimento contratual, a rigor, não gera danos morais,
sendo necessária para a sua caracterização a comprovação de mácula à honra objetiva da pessoa jurídica, tal como lesão ao bom nome da
empresa" (voto do Relator - fl. 250).

Da leitura das razões recursais percebe-se que a pretensão da parte recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já analisada
no processo, de modo a ocasionar um novo juízo de convicção.

Predomina, nestes casos o entendimento segundo o qual, em regra, inexiste dano moral em decorrência do simples inadimplemento contratual.
Caberia, portanto, ao recorrente demonstrá-los concretamente nas instâncias inferiores, sabendo-se que as instâncias superiores julgam o
processo conforme o recebem, em face das restrições à análise de provas materializada pelo Enunciado de Súmula n. 07 do STJ, conforme
aresto abaixo:

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO (ART. 544 DO CPC/73) - AÇÃO INDENIZATÓRIA - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO
AO RECLAMO. IRRESIGNAÇÃO DA CONSTRUTORA.
1. A jurisprudência desta Corte Superior é no sentido de que o simples inadimplemento contratual, em regra, não configura dano moral indenizável,
devendo haver consequências fáticas capazes de ensejar o sofrimento psicológico.
2. No caso sub judice, o Tribunal de origem consignou expressamente estar comprovada a presença dos requisitos necessários à
responsabilização da construtora ao pagamento dos danos morais decorrentes do atraso na entrega do imóvel e a aflição suportada pelo
promitente-comprador.
3. Para rever tal conclusão seria imprescindível a incursão na seara probatória dos autos, o que não é permitido nesta instância especial, nos
termos da Súmula 7 do STJ.
4. A indenização por danos morais fixada em quantum sintonizado aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade não enseja a possibilidade
de interposição do recurso especial, dada a necessidade de exame de elementos de ordem fática, cabendo sua revisão apenas em casos de
manifesta excessividade ou irrisoriedade do valor arbitrado, o que não se evidencia no presente caso. Incidência da Súmula 7 do STJ.
5. Agravo interno desprovido.
(AgInt no AREsp 507.537/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 01/06/2017)

Assim, uma vez que o acórdão recorrido está em consonância com o posicionamento adotado pelo STJ, não há que se falar em violação ao
dispositivo apontado, incidindo, portanto, o teor da Súmula 83/STJ.

Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

004. 0189988-72.2012.8.17.0001 Embargos de Declaração nos Embargos de Declaração


(0426688-2)
Protocolo : 2016/118211
Comarca : Recife
Vara : Vigésima Sexta Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Embargante : Quesalon Distribuidora de Produtos Farmaceuticos LTDA
Advog : Manoel José da Silva(PE027886)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : ALLIANZ SEGUROS S/A
Advog : Cláudia Baptista Lopes(SP151683)
Advog : Alexandre Gomes de Gouvêa Vieira(PE032171)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Quesalon Distribuidora de Produtos Farmaceuticos LTDA
Advog : Manoel José da Silva(PE027886)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : ALLIANZ SEGUROS S/A
Advog : Cláudia Baptista Lopes(SP151683)
Advog : Alexandre Gomes de Gouvêa Vieira(PE032171)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Jones Figueirêdo
Proc. Orig. : 0189988-72.2012.8.17.0001 (426688-2)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 05/10/2017 15:07 Local: CARTRIS
Recurso Especial no Processo nº 426688-2

40
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recorrente: Quesalon Distribuidora de Produtos Farmacêuticos Ltda


Recorrido: Allianz Seguros S/A

Trata-se de Recurso Especial interposto na vigência do CPC/15, com fundamento no art. 105, III, "a, da Constituição Federal, em face de acórdão
proferido em sede de embargos de declaração nos embargos de declaração na apelação.

Compulsando os autos, observo que o recorrente, no ato da interposição do recurso, comprovou o recolhimento das custas devidas apenas ao
STJ. Assim, deixou de comprovar no protocolo da petição (conforme estipulado expressamente no artigo 1.007 do CPC) o pagamento do valor
devido ao TJ-PE.

Outrossim, para viabilizar a prestação jurisdicional e com o intuito de garantir o acesso à justiça, o novo CPC permite o recolhimento de custas
não pagas, desde que o valor seja recolhido em dobro (Art. 1.007, §4º do NCPC).

Logo, em que pese a identificação do sobredito vício formal, a partir da leitura do disposto no art. 1.029, § 3º do CPC/15, assinalo prazo de 05
dias para que os Recorrentes comprovem o recolhimento das custas devidas ao TJ-PE e decorrentes da interposição do recurso especial, em
dobro, sob pena de seu não conhecimento.

Após o prazo, os autos devem ser devolvidos à 1ª Vice-Presidência para análise do recurso excepcional interposto.

Publique-se.

Recife, 02 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente
DESPACHOS/DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16608 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Andre Luiz Moreira Do Amaral(PE010542) 001 0033020-87.2007.8.17.0001(0306177-6)


Bruna Porto Barreto(PE028531) 002 0003800-39.2010.8.17.0001(0319591-1)
Edvaldo Evangelista Bezerra(PE006690) 002 0003800-39.2010.8.17.0001(0319591-1)
Erik Limongi Sial(PE015178) 003 0013045-04.2015.8.17.0000(0406646-8)
George Cláudio Cavalcanti Mariano(PE014825) 002 0003800-39.2010.8.17.0001(0319591-1)
José Calumby(PE008920) 002 0003800-39.2010.8.17.0001(0319591-1)
Luís Paulo Pessoa Guerra(PE019996) 003 0013045-04.2015.8.17.0000(0406646-8)
Milton Sérgio Pereira de Góis(PE026386) 001 0033020-87.2007.8.17.0001(0306177-6)
RODRIGO NASCIMENTO SANTOS(PE036218) 003 0013045-04.2015.8.17.0000(0406646-8)
Roberto José Amorim Campos(PE022366) 003 0013045-04.2015.8.17.0000(0406646-8)
Sheila Vanessa Rocha L. Campos(PE023008) 003 0013045-04.2015.8.17.0000(0406646-8)
Vínicius Mota de Melo Santos(PE032571) 004 0011623-57.2016.8.17.0000(0454509-7)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0033020-87.2007.8.17.0001(0306177-6)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0013045-04.2015.8.17.0000(0406646-8)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 004 0011623-57.2016.8.17.0000(0454509-7)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0033020-87.2007.8.17.0001 Apelação


(0306177-6)
Comarca : Recife
Vara : 20ª Vara Cível
Apelante : JOUBERTO OLIVEIRA MACHADO
Advog : Andre Luiz Moreira Do Amaral(PE010542)
Apelado : MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S.A
Advog : Milton Sérgio Pereira de Góis(PE026386)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : Câmara Extraordinária Cível

41
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Relator : Des. Itabira de Brito Filho


Despacho : Despacho
Última Devolução : 05/10/2017 15:09 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 306177-6


Recorrente: Jouberto Oliveira Machado
Recorrida: Mapfre Vera Cruz Seguradora S.A

Trata-se de recurso especial interposto na vigência do CPC/15 sem indicação de fundamento constitucional, manejado em face de acórdão
proferido em sede de apelação.

Observo, num primeiro momento, a ocorrência de intempestividade no presente recurso, obstando o seu conhecimento. Isso porque, conforme
se depreende dos autos, o acórdão atacado foi publicado em 24.04.2017 (fl. 274). Logo, o termo final do prazo recursal ocorreu em 16.05.2017.
O protocolo da petição ocorreu em 17.05.2017 (fl. 277), excedendo-se então a quinzena legal (em dias úteis) para a interposição do recurso em
comento (art. Artigos 219, 944, VI e 1.003, § 5º, do CPC/15), razão pela qual é intempestivo

Em que pese a identificação do sobredito vício formal de admissibilidade recursal, a partir de uma leitura conjunta do art. 1036, § 2º, do CPC/15
e do disposto no art. 1.029, § 3º, do CPC/15, oportunizo ao recorrente que se manifeste sobre a intempestividade de seu recurso especial - em
atenção aos princípios do contraditório e da não surpresa, no prazo de 05 (cinco) dias.

Após o prazo, os autos devem ser devolvidos à 1ª Vice-Presidência para análise do recurso excepcional interposto.

Publique-se.

Recife, 24 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente do TJPE

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
1ª Vice-Presidência

002. 0003800-39.2010.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0319591-1)
Protocolo : 2016/122275
Comarca : Recife
Vara : 22º Vara Cível
Apelante : Adriane Vasconcelos Severo e outro e outro
Advog : José Calumby(PE008920)
Apelado : Cooperativa Habitacional Sete de Setembro
Advog : George Cláudio Cavalcanti Mariano(PE014825)
Advog : Bruna Porto Barreto(PE028531)
Advog : Edvaldo Evangelista Bezerra(PE006690)
Embargante : Adriane Vasconcelos Severo
Embargante : Ângela Maria Severo de Vasconcelos
Advog : José Calumby(PE008920)
Embargado : Cooperativa Habitacional Sete de Setembro
Advog : George Cláudio Cavalcanti Mariano(PE014825)
Advog : Bruna Porto Barreto(PE028531)
Advog : Edvaldo Evangelista Bezerra(PE006690)
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. Eduardo Augusto Paura Peres
Proc. Orig. : 0003800-39.2010.8.17.0001 (319591-1)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 05/10/2017 15:09 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recurso Especial no Processo nº 319591-1


Recorrente: Adriane de Vasconcelos Severo e outro
Recorrido: Cooperativa Habitacional Sete de Setembro

Compulsando os autos, verifico que a parte recorrida, Cooperativa Habitacional Sete de Setembro, constituiu novo advogado às fls. 218, e em
sede de contrarrazões em embargos de declaração requereu que todas as intimações fossem veiculadas em nome dos patronos George Cláudio
Cavalcanti Mariano OAB/PE 14.825 e Bruna Porto Barreto, OAB/PE 28.531.
Todavia, a intimação para apresentar contrarrazões aos recursos especial e extraordinário interpostos às fls. 248/267 e 269/283, respectivamente,
foi dirigida ao antigo advogado do recorrido, desconstituído a partir da nova procuração acostada às fls. 218.
Assim, intimem-se a parte recorrida por meio de seu advogado habilitado, para, querendo, apresentar contrarrazões aos recursos especial e
extraordinário interpostos.
Outrossim, intime-se o CARTRIS a fim de que corrija o nome do advogado do recorrido na capa do processo e no sistema Judwin.
Ao CARTRIS para adoção das medidas cabíveis.
Publique-se.
Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0013045-04.2015.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento


(0406646-8)
Protocolo : 2017/100976
Comarca : Olinda
Vara : 2ª Vara Cível
Agravte : TELEMAR NORTE LESTE S.A
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Advog : Luís Paulo Pessoa Guerra(PE019996)
Advog : RODRIGO NASCIMENTO SANTOS(PE036218)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : ROSA MARIA BEZERRA DE LIMA
Advog : Sheila Vanessa Rocha Laranjeiras Campos(PE023008)
Advog : Roberto José Amorim Campos(PE022366)
Embargante : TELEMAR NORTE LESTE S.A
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : ROSA MARIA BEZERRA DE LIMA
Advog : Sheila Vanessa Rocha Laranjeiras Campos(PE023008)
Advog : Roberto José Amorim Campos(PE022366)
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Francisco Manoel Tenorio dos Santos
Proc. Orig. : 0013045-04.2015.8.17.0000 (406646-8)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:08 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0406646-8


Recorrente(s): Telemar Norte Lesta S/A
Recorrido(s): Rosa Maria Bezerra de Lima

Cuida-se de Recurso Especial interposto pela OI, com fundamento no artigo 105, III, a, da, CF, em face de acórdão que rejeitou preliminar de
ilegitimidade passiva, para negar provimento ao apelo, reconhecendo a ausência de prova da data da apuração do VPA, presumindo o prejuízo
arguido na inicial (f. 228).
Nas razões recursais, a empresa arguiu: 1) genericamente, violação aos artigos 165, 320, 357, I, 394, 400 e 434 do CPC; 6°, VIII, do CDC; 93,
IX, da CF; 19, VI e XI, da Lei 9.472/97; e à Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas); 2) impossibilidade de inversão do ônus da prova, sob
pena de negar-se vigência ao art. 333, I, do CPC, e princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa, contidos no art. 5°, LV, da CF; 3)
que o Contrato de Participação Financeira e documento que demonstre a condição de acionista da parte autora, deveriam ser produzidos pela
mesma, nos moldes dos arts. 320, 373, I, e 434 do CPC; 4) inaplicabilidade do CDC à hipótese, sendo relação de natureza societária, consoante
Súmula 389 do STJ e art. 100, § 1°, da Lei S/A, por ausência de prova do pagamento do "custo do serviço".
Recurso bem processado, com as custas satisfeitas e com a devida intimação para as contrarrazões.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Observo, inicialmente, a inobservância de requisitos essenciais para interposição do apelo extremo, no que tange à fundamentação de violação
às normas dispostas no primeiro ponto: artigos 165, 320, 357, I, 394 e 400 do CPC; 93, IX, da CF; 19, VI e XI, da Lei 9.472/97; e à Lei 6.404/76
(Lei das Sociedades Anônimas).
Como é consabido, o recurso especial tem natureza técnica, restringe-se à análise de violação a norma constitucional ou infra-constitucional,
devendo observar, além do seu dispositivo constitucional, o disposto no art. 1.029 e seguintes do CPC/15, o qual exige que a petição contenha
a exposição do fato e do direito, a demonstração do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida, indicando,
de forma clara, as disposições normativas violadas.
Faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente afrontados pela decisão recorrida e a indicação
precisa dos parágrafos e/ou alíneas, como também a salutar obrigação de realizar a clara e detida fundamentação, indicando de que modo
consistiram as tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência na sua fundamentação.
Nesse sentido:
Súmula 284 do STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão
da controvérsia."
Verifico, ainda, ausente o prequestionamento de dispositivos legais, ora invocados, inexistindo, portanto, a devida deliberação pela Câmara deste
Tribunal local quanto tal matéria, de modo que a pretensão da recorrente esbarra no óbice da súmula nº 211 do STJ, in verbis: "inadmissível
recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo".
Outrossim, o reexame do acervo fático-probatório dos autos mostra-se necessários para os fins que persegue a empresa recorrente, sendo
inadmissível em sede de Recurso Especial, ante a incidência do enunciado da Súmula 7 do STJ.
Observa-se, na verdade, inconformismo da parte recorrente, que, indubitavelmente, perquire utilizar esta instância excepcional para buscar uma
revisão da questão fática dos autos, reavaliando a interpretação que foi dada ao direito com base nas provas existentes. Ora, como é consabido,
as instâncias ordinárias são soberanas quanto ao exame fático e, uma vez definido esse contorno, a interpretação de direito deve ser apenas uma.
Inadmissível, também, interposição deste recurso excepcional com indicação de violação a Portarias e enunciados de súmulas, uma vez que
o recurso especial não constitui via adequada para análise de eventual contrariedade a atos normativos e enunciado sumular, por não estar
compreendido na expressão lei federal, constante do art. 105, III, a, da CF, fazendo incidir, portanto, a inteligência da Súmula 518/STJ.
No mais, não obstante tenha fundamentado este especial em suposta violação ao artigos 5° e 93 da Carta Maior, não interpôs recurso
extraordinário para manifestar seu inconformismo, pelo que incide, no caso, a hipótese retratada na Súmula 126 do STJ: "É inadmissível recurso
especial, quando o acórdão recorrido assenta em fundamentos constitucional e infraconstitucional, qualquer deles suficiente, por si só, para
mantê-lo, e a parte vencida não manifesta recurso extraordinário".
Bem por isso, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.
Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

004. 0011623-57.2016.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento


(0454509-7)
Protocolo : 2017/103968
Agravte : HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA LTDA
Advog : Vínicius Mota de Melo Santos(PE032571)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Afonso Vinicius Seabra Carneiro da Silva
Def. Público : Lúcia Helena de Freitas Barbosa e outros e outros
Embargante : Afonso Vinicius Seabra Carneiro da Silva
Def. Público : Leonardo Alexandre A. de Carvalho
Reprte : MARCOS ANDRE SEABRA CARNEIRO
Embargado : HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA LTDA
Advog : Vínicius Mota de Melo Santos(PE032571)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 3ª Câmara Cível
Relator : Des. Bartolomeu Bueno
Proc. Orig. : 0011623-57.2016.8.17.0000 (454509-7)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:08 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0454509-7


Recorrente (s): Afonso Vinícius Seabra Carneiro da Silva
Recorrido (s): Hapvida Assistência Médica LTDA.

Cuida-se de Recurso Especial interposto pelo segurado Afonso Vinícius Seabra Carneiro da Silva, em face de acórdão que acolheu parcialmente
Agravo de Instrumento da empresa, ora recorrida, ratificando decisão interlocutória a quo que não concedeu antecipação de tutela de fornecimento
de prótese, de finalidade estética, juntamente à cobertura de intervenção cirúrgica (f.177).

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Através da petição de f. 248, a seguradora informou a superveniência de sentença, na ação originária do Agravo de Instrumento, julgando
improcedentes os pedidos do autor, ora recorrido.
Concluo, portanto, pela perda de objeto recursal, eis que, através do julgamento do presente recurso, o Judiciário reexaminaria a questão,
possibilitando, inclusive, decisões divergentes e incompatíveis.
Neste sentido:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA EM AÇÃO
DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE ATO JUDICIAL. PEDIDO INDEFERIDO. AÇÃO ORIGINÁRIA. SENTENÇA SUPERVENIENTE. PERDA
SUPERVENIENTE DE OBJETO. ENTENDIMENTO EM CONSONÂNCIA COM O EARESP 488.188/SP, REL. MIN. LUIS FELIPE SALOMÃO,
CORTE ESPECIAL, DJE 19/11/2015. AGRAVO DESPROVIDO. (STJ- 3ª T., AgRg no AREsp 633.620/SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino,
j. 26.04.16, DJe 02.05.16)
Ante o exposto, não conheço do presente Recurso Especial.
Publique-se.
Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

DESPACHOS/DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16615 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

"e Outro(s)" - conforme Regimento I. T. a. III 003 0049458-47.2014.8.17.0001(0453204-3)


João Dácio Rolim(MG000822A) 003 0049458-47.2014.8.17.0001(0453204-3)
Karla Wanessa Bezerra Guerra(PE026304) 001 0000361-15.2013.8.17.0001(0414239-8)
Leonardo Tavares de Azevedo(PE023095) 002 0071422-33.2013.8.17.0001(0434064-7)
Nelson Wilians Fratoni Rodrigues(PE000922A) 002 0071422-33.2013.8.17.0001(0434064-7)
Rafael Alves Nascimento(PE030004) 003 0049458-47.2014.8.17.0001(0453204-3)
Taciano Domingues da Silva(PE009796) 001 0000361-15.2013.8.17.0001(0414239-8)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0000361-15.2013.8.17.0001(0414239-8)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0071422-33.2013.8.17.0001(0434064-7)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0000361-15.2013.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0414239-8)
Protocolo : 2016/121986
Comarca : Recife
Vara : Sexta Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Apelante : Murilo de Melo Vanderlei (Idoso) e outro (Idoso) e outro
Advog : Karla Wanessa Bezerra Guerra(PE026304)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA LTDA
Advog : Taciano Domingues da Silva(PE009796)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA LTDA
Advog : Taciano Domingues da Silva(PE009796)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Murilo de Melo Vanderlei (Idoso) (Idoso)
Embargado : MARIA HELENA VANDERLEI (Idoso) (Idoso)
Advog : Karla Wanessa Bezerra Guerra(PE026304)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Jones Figueirêdo
Proc. Orig. : 0000361-15.2013.8.17.0001 (414239-8)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:10 Local: CARTRIS

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recurso Especial no Processo nº 414239-8


Recorrente: Murilo de Melo Vanderlei e outro
Recorrida: Hapvida Assistência Médica Ltda

Recurso especial com fundamento no artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede de
embargos de declaração na apelação.

Alega a parte recorrente que o Acórdão da 4ª Câmara Cível, além de violar legislação federal (muito embora não especifique qual), encontra-
se em divergência com decisões proferidas por outros Tribunais brasileiros, consubstanciada em não ter reconhecido seu direito à ter mantido o
fornecimento da medicação remicade, o contrato de plano de saúde firmado entre as partes, a indenizar pelos danos morais sofridos, pagamento
integral das custas judiciais e honorários advocatícios.

Recurso interposto na vigência do CPC/15, tempestivo, dispensado da apresentação de preparo em virtude do deferimento dos auspícios da
justiça gratuita em 1º grau e com apresentação de contrarrazões.

Inicialmente, constato que a parte recorrente não embasou o recurso excepcional como devido, porquanto não há indicação expressa de artigo
infraconstitucional supostamente violado ou inobservado.

Ora, como é consabido, o recurso especial tem natureza técnica, devendo observar, além do seu dispositivo constitucional, o disposto no art.
1.029 e seguintes do CPC, o qual exige que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a demonstração do cabimento do recurso e
as razões do pedido de reforma da decisão recorrida.

Verifico insofismável ausência de fundamento recursal que demonstre a forma pela qual a legislação infraconstitucional tenha sido violada ou
não observada.

Faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente afrontados pela decisão recorrida, como também
a indicação precisa dos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões da irresignação, e de que
modo consistiram as tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência na sua fundamentação.

Nesse exato sentido se posiciona a mais pacífica e recente jurisprudência do STJ:

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO LEGAL
VIOLADO. SÚMULA N. 284 DO STF. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 211 DO STJ. NOTA PROMISSÓRIA. DATA DA EMISSÃO.
REQUISITO EXTRÍNSECO ESSENCIAL PARA A EXEQUIBILIDADE DO TÍTULO. DECISÃO MANTIDA.
1. O conhecimento do recurso especial exige a indicação dos dispositivos legais supostamente violados. Ausente tal requisito, incide a Súmula
n. 284/STF.
2. Ausente o exame da matéria pelo Tribunal de origem, inviável a análise da questão em recurso especial, por faltar o requisito do
prequestionamento (Súmula n. 211/STJ).
3. Consoante jurisprudência consolidada esta Corte, a data de emissão da nota promissória é requisito essencial para a exequibilidade do título.
4. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no AREsp 473.371/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 25/10/2016, DJe 03/11/2016) (grifei)

Vejo incidir o enunciado nº 284 da súmula do STF, plenamente aplicável, por analogia, em sede de recurso especial. Incide a mesma Súmula
quanto ao pleito de fornecimento do medicamento remicade, que não foi pedido na peça inicial ou objeto de deliberação em nenhuma instância.

Ato contínuo, observo que a gênese recursal reside na insurgência da parte recorrida, contra decisão colegiada deste TJPE, que deu parcial
provimento ao apelo dos ora recorrentes, determinando à Hapvida o oferecimento de plano de saúde individual nas mesmas condições do anterior,
porém indeferindo o pedido de indenização por danos morais e determinando sucumbência recíproca para as partes.

Logo, percebe-se, claramente, da leitura das razões recursais, que, quanto à suposta divergência pretoriana indicada acima, a pretensão da parte
recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já analisada no processo, de modo a ocasionar um novo juízo de convicção.

Nesses casos, o STJ já decidiu ser vedada a análise dos requisitos para concessão e arbitramento de indenização por danos morais na instância
superior, sob pena de violação aos Enunciados de Súmula n. 07 daquela Corte, conforme aresto abaixo:

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/15. PLANO DE SAÚDE.
MIGRAÇÃO DE PLANO COLETIVO PARA INDIVIDUAL. VALOR DA MENSALIDADE. SÚMULAS 5 E 7 DO STJ. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. REVISÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. SÚMULA 7 DO STJ. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.
(..) 2. É vedado, em sede de recurso especial, a revisão das premissas firmadas pela Corte de origem, tendo em vista o enunciado da Súmula
7/STJ, assim como a interpretação de clausula contratual (Súmula 5/STJ).
3. O acolhimento da pretensão recursal, a fim de afastar as conclusões do aresto estadual no tocante aos danos morais sofridos pela parte
agravada, demandaria incursão no conjunto fático-probatório dos autos, o que esbarra na Súmula n. 7 do STJ.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

4. A revisão da indenização por dano moral apenas é possível quando o quantum arbitrado nas instâncias originárias se revelar irrisório ou
exorbitante. Não estando configurada uma dessas hipóteses, não cabe examinar a justiça do valor fixado na indenização, uma vez que tal análise
demanda incursão à seara fático-probatória dos autos, atraindo a incidência da Súmula 7/STJ.
5. Agravo interno não provido.
(AgInt no AREsp 1031449/RJ, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 08/08/2017, DJe 15/08/2017)

Assim, uma vez que o acórdão recorrido está em consonância com o posicionamento adotado pelo STJ, não há que se falar em violação ao
dispositivo apontado, incidindo, portanto, o teor da Súmula 83/STJ.

Por fim, verifico que a recorrente não procedeu ao necessário cotejo analítico, nos moldes exigidos pelo art. 1.029, §1º, CPC (artigo 541, parágrafo
único, do CPC/1973), e art. 255 do RI/STJ.

Sobre a necessidade de realizar cotejo analítico, para admissão do recurso especial com base na alínea "c" do artigo 105, III, da Constituição
Federal, disse o STJ:

AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL.
EXCLUSÃO DA MULTA DO ARTIGO 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. DISSÍDIO NÃO
CARACTERIZADO.
1. A divergência jurisprudencial, nos termos do artigo 266, § 1º, c/c o artigo 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ, exige comprovação e demonstração, esta
com a transcrição dos trechos dos julgados que configurem o dissídio, mencionando-se as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os
casos confrontados. Assim, se não realizado o cotejo analítico ou se ausente a similitude de base fática entre os arestos comparados, não há
como se caracterizar a divergência jurisprudencial.
2. Agravo interno não provido.
(AgInt nos EAREsp 672.620/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 26/10/2016, DJe 03/11/2016).

Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 03 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0071422-33.2013.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0434064-7)
Protocolo : 2017/102761
Comarca : Recife
Vara : Segunda Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Apelante : GEAP - AUTOGESTÃO EM SAÚDE
Advog : Nelson Wilians Fratoni Rodrigues(PE000922A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : Emiliano José de Moura
Advog : Leonardo Tavares de Azevedo(PE023095)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : GEAP - AUTOGESTÃO EM SAÚDE
Advog : Nelson Wilians Fratoni Rodrigues(PE000922A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Emiliano José de Moura
Advog : Leonardo Tavares de Azevedo(PE023095)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. Stênio José de Sousa Neiva Coêlho
Proc. Orig. : 0071422-33.2013.8.17.0001 (434064-7)
Despacho : Outros
Última Devolução : 05/10/2017 15:10 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

Recurso Especial no Processo nº 434064-7


Recorrente: Geap - Autogestão em Saúde

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recorrida: Emiliano José de Moura

Compulsando os autos, verifico que o recorrido ainda não foi intimado para contrarrazoar o recurso especial de fls. 319/336.

Bem por isso, determino a intimação da parte Emiliano José de Moura, através de publicação no DJe em nome de seus Procuradores, para,
querendo, apresentar as contrarrazões ao presente recurso especial, no prazo legal.

Após, faça-se nova conclusão à 1ª Vice-Presidência.

Publique-se. Cumpra-se.

Recife, 15 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0049458-47.2014.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0453204-3)
Protocolo : 2017/108037
Comarca : Recife
Vara : Trigésima Primeira Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Apelante : MARIA ALCIONE PEREIRA RAMOS CANUTO
Advog : Rafael Alves Nascimento(PE030004)
Apelado : FIAT AUTOMÓVEIS S.A
Advog : João Dácio Rolim(MG000822A)
Embargante : MARIA ALCIONE PEREIRA RAMOS CANUTO
Advog : Rafael Alves Nascimento(PE030004)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Embargado : FIAT AUTOMÓVEIS S.A
Advog : João Dácio Rolim(MG000822A)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Órgão Julgador : Vice-Presidência
Relator : Des. 1º Vice-Presidente
Proc. Orig. : 0049458-47.2014.8.17.0001 (453204-3)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:10 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 453204-3


Recorrentes: Maria Alcione Pereira Ramos Canuto
Recorrido: Fiat Automóveis S.A.

1. Aplicação da Súmula 07 do STJ


2. Ausência do cotejo analítico.
Trata-se de embargos de declaração interposto às fls. 140/143, em face de decisão desta 1ª Vice-Presidência que concedeu o prazo de cinco
dias para que o recorrente efetuasse o pagamento das custas referentes ao recurso especial interposto às fls. 107/121.
Aplicando o princípio da fungibilidade conheço do recurso de embargos de declaração como simples petição na qual se alega que não há
necessidade do recolhimento de custas, tendo em vista que o pedido de gratuidade da justiça é reiterado em sede de recurso especial, além
de constituir o próprio mérito do recurso.
Isto posto, chamo o feito à ordem para tornar sem efeito a decisão de fls. 137, tendo em vista o entendimento do Superior Tribunal de Justiça de
que em casos como o presente é inexigível o recolhimento de custas, assim veja-se:
AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. PEDIDO DE ASSISTÊNCIA
JUDICIÁRIA GRATUITA COMO MÉRITO DO RECURSO. AUSÊNCIA DE PREPARO. DESERÇÃO. AFASTAMENTO. PEDIDO FORMULADO
NA PRÓPRIA PETIÇÃO RECURSAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO PROVIDO.
1. É desnecessário o preparo do recurso cujo mérito discute o próprio direito ao benefício da assistência judiciária gratuita. Não há lógica em se
exigir que o recorrente primeiro recolha o que afirma não poder pagar para só depois a Corte decidir se faz jus ou não ao benefício.
2. É viável a formulação, no curso do processo, de pedido de assistência judiciária gratuita na própria petição recursal, dispensando-se a exigência
de petição avulsa, quando não houver prejuízo ao trâmite normal do feito.
3. Agravo interno provido.
(AgRg nos EREsp 1222355/MG, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, CORTE ESPECIAL, julgado em 04/11/2015, DJe 25/11/201
Passo ao exame de admissibilidade do recurso especial interposto.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Trata-se de recurso especial interposto com fundamento no art. 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, em face de acórdão proferido
em apelação que confirmou a sentença de primeiro grau, a qual julgou procedente a impugnação de pedido de gratuidade da justiça.
De início, informo que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela Lei 13.105/15 (Novo Código de Processo Civil -
CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 2 do STJ, os recursos excepcionais interpostos a partir de 18/03/16, devem
ser apreciados na forma do CPC/15.
Alega a parte recorrente, em síntese, que a decisão atacada violou o disposto no arts. 98 e 99 do NCPC e art. 4º da Lei nº 1.060/50, na medida
em que não possui condições financeiras de arcar com as custas do processo. Outrossim, alega a ocorrência de dissídio jurisprudencial.
Recurso tempestivo e com intimação para apresentação de contrarrazões.
1. Aplicação da Súmula 07 do STJ
No que tange à alegação de que a decisão vergastada violou os artigos mencionados, a pretensão do recorrente esbarra na Súmula 07 do
Superior Tribunal de Justiça.
Apesar de apontar ofensa aos dispositivos supracitados, percebe-se, claramente, da leitura das razões recursais, que a pretensão da parte
recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já analisada na sentença e no julgamento dos recursos, na medida em que alega
insuficiência financeira.
Observa-se, todavia, que já foi decidido anteriormente, quando do julgamento do recurso oferecido e após a análise das provas produzidas nos
autos, que as provas coligidas são suficientes a caracterizar que a recorrente possui condições financeiras de arcar com as custas do processo.
Constata-se, de pronto, que concluir contrariamente ao que ficou decidido pelo acórdão recorrido demandaria o revolvimento do conteúdo fático-
probatório, o que é vedado pela Súmula nº 07/STJ.
Verifico que o Tribunal de piso expressamente dirimiu o desiderato, em seu decisório, assim veja-se:
"Como bem observado pelo juízo de piso, a recorrente não adquiriu um modelo de automóvel compatível com quem necessita das benesses ora
em discussão, tendo, inclusive, realizado doação de valor considerável para candidato nas eleições do ano de 2012.
Não que há que se falar, portanto, ao meu humilde sentir, em insuficiência de recursos financeiros da impugnada/apelante, a qual não pode ser
considerada pobre sobre a forma sob a concepção jurídica.
Saliento que cumpre ao magistrado apurar com cautela os casos de cabimento da concessão da assistência judiciária gratuita, a fim de evitar
a ocorrência de prejuízos ao erário
E, no caso presente, em razão de não ter sido suficientemente demonstrada a efetiva impossibilidade de custeio das verbas de sucumbência,
correta a revogação da assistência judiciária gratuita." (voto do relator - fls. 84)
Como se sabe, em instância excepcional é inadmissível realizar uma nova interpretação da norma diante dos fatos (reexame), e, no presente
caso, concluir contrariamente aos fatos consignados no acórdão recorrido. Em outras palavras: a violação da lei federal, nos termos em que é
invocada no recurso especial, pressupõe o revolvimento do conjunto fático-probatório, levado em expressa e clara consideração pelo Tribunal de
origem para chegar à conclusão tida por insatisfatória pelo recorrente, não se faz possível à admissão do recurso.
A parte perquire indubitavelmente utilizar esta instância excepcional para buscar uma revisão da questão fática dos autos, reavaliando a
interpretação que foi dada ao direito com base nas provas existentes. Ora, como é consabido, as instâncias ordinárias são soberanas quanto ao
exame fático e, uma vez definido esse contorno, a interpretação de direito deve ser apenas uma.
Em outras palavras: para um mesmo fato, uma única interpretação deve ser realizada. É esta a razão pela qual não é dado aos Tribunais
Superiores rever a interpretação do Direito se, para tanto, for necessário reexaminar o fato.
2. Ausência do cotejo analítico.
Quanto ao dissídio jurisprudencial, observo que o recurso não deve ser conhecido, visto que o recorrente não comprovou a similitude fática
entre os casos confrontados, não obedecendo às normas contidas nos artigos 1.029, § 1º, do CPC/2015, e art. 255 do RI/STJ. Além disso, a
configuração do dissídio é mesmo inviável diante da incidência da Súmula 07 do STJ.
Diante do exposto, inadmito o recurso.
Publique-se.
Recife, 25 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

DESPACHOS/DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16618 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Advogado Ordem Processo

Danielle Torres Silva(PE018393) 001 0010238-87.2011.8.17.0990(0408978-3)


Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240) 001 0010238-87.2011.8.17.0990(0408978-3)
Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A) 001 0010238-87.2011.8.17.0990(0408978-3)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0010238-87.2011.8.17.0990(0408978-3)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0010238-87.2011.8.17.0990 Embargos de Declaração nos Embargos de Declaração


(0408978-3)
Protocolo : 2016/117381
Comarca : Olinda
Vara : 1ª Vara Cível
Embargante : Sul América Companhia Nacional de Seguros
Advog : Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : DJALMA JOSE DA SILVA
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Advog : Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Sul América Companhia Nacional de Seguros
Advog : Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : DJALMA JOSE DA SILVA
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Advog : Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Francisco Manoel Tenorio dos Santos
Proc. Orig. : 0010238-87.2011.8.17.0990 (408978-3)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:10 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 408978-3


Recorrente: Sul América Companhia Nacional de Seguros
Recorridos: Djalma Jose da Silva e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto pela Sul América Companhia Nacional de Seguros com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da
Constituição Federal contra acórdão proferido em embargos de declaração em apelação.

Nas razões do nobre apelo (fls. 1.503/1.538), o ora recorrente debate os seguintes temas: a) violação aos artigos 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011,
alterados pela Lei n. 13.000/14; b) divergência jurisprudencial no que diz respeito à necessidade de ingresso da Caixa Econômica Federal (CEF)
na lide, na condição de gestora do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), com a consequente remessa dos autos à Justiça
Federal; c) Ilegitimidade passiva da seguradora; d) prescrição ânua; e) Ilegitimidade ativa dos autores com contrato de financiamento quitado; f)
da impossibilidade de fiscalização pela seguradora; g) da ausência de cobertura para vícios construtivos; h) da necessidade de limitação do valor
da indenização ao capital segurado; i) da falta de interesse de agir; j) da inaplicabilidade do CDC ao presente caso e, por fim, k) Ser indevida
a condenação da recorrente na multa decendial.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e com apresentação das contrarrazões pelos autores às fls. 1.641/1.691.

Inviável, contudo, o seguimento do apelo excepcional.

Quanto à suposta contrariedade aos arts. 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011, alterados pela Lei 13.000/14, e ao dissídio pretoriano apontado, o
colendo Superior Tribunal de Justiça já definiu a questão legal sub examine, ao julgar o REsp n° 1.091.363/SC, da relatoria da Minª. MARIA ISABEL
GALLOTTI, publicado em 25/05/2009, integrado pelo acórdão de Embargos Declaratórios em Embargos Declaratórios, julgado em 10/10/2012,
recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-C do CPC/73 (arts. 1.036 c/c 1.040, I, CPC/2015).

No mencionado julgamento, que deu ensejo aos Temas 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, restou decidido que "em ações versando sobre
seguros de mútuo habitacional contratados no período compreendido entre 02.12.1998 e 29.12.2009, por envolver discussão entre seguradora
e mutuário, e não estando afetado o FCVS, não há interesse da instituição financeira a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário,
cabendo, então, à Justiça Estadual o julgamento do feito, conforme se infere do referido julgado".

Segue a redação do TEMA 50 e 51, atualizada pelo STJ em 18 de agosto de 2016:

"Fica, pois, consolidado o entendimento de que, nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do SFH, a CEF detém interesse
jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 - período compreendido
entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao FCVS (apólices públicas,
ramo 66). Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a
CEF carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Ademais, o ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu
interesse jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco
efetivo de exaurimento da reserva técnica do FESA, colhendo o processo no estado em que este se encontrar no instante em que houver a efetiva
comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
Outrossim, evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá
a CEF se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
(Informação atualizada em 18/08/2016 com transcrição do trecho do voto vencedor proferido pela Min. Nancy Andrighi no julgamento dos segundos
embargos declaratórios em que Sua Excelência estabelece a tese jurídica repetitiva - página 10 - REsp 1091363/SC - DJe de 14/12/2012)."

O STJ mantém o entendimento do repetitivo, sob esse mesmo fundamento, vejamos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (2ª Seção, rela. Mina. Nancy Andrighi, DJe de 14-12-2012) (sem
grifo no original).

Na presente hipótese, quando do julgamento da apelação pelo Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA, de modo que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Não custa enfatizar, ainda, que a edição da Medida Provisória n. 633/2013, convertida na Lei n. 13.000/2014, em nada altera a orientação emanada
do colendo Superior Tribunal de Justiça, porquanto a regra criada pelo artigo 1º-A, § 1º, da Lei n. 12.409/11 continua a exigir a demonstração de
risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS ou às suas subcontas, prova esta inexistente nos presentes autos.

Oportuno trazer manifestação da Corte da Cidadania acerca do assunto:

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRINCÍPIOS DA
FUNGIBILIDADE, CELERIDADE E ECONOMIA PROCESSUAL. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. FCVS. CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL. LITISCONSÓRCIO. INEXISTÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. MEDIDA PROVISÓRIA 633/13. NECESSIDADE DE
DEMONSTRAÇÃO DE COMPROMETIMENTO DO FCVS. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar os recursos sujeitos aos efeitos do artigo 543-C do CPC (repetitivos), REsp
1.091.363/SC, DJe de 25/05/2009, consolidou o entendimento no sentido de não existir interesse da Caixa Econômica Federal a justificar a
formação de litisconsórcio passivo necessário nas causas cujo objeto seja a pretensão resistida à cobertura securitária dos danos oriundos dos
vícios de construção do imóvel financiado mediante contrato de mútuo submetido ao Sistema Financeiro da Habitação, quando não afetar o FCVS
(Fundo de Compensação de Variações Salariais), sendo, portanto, da Justiça Estadual a competência para processar e julgar o feito.
2. A alteração introduzida pela Medida Provisória 633 de 2013, convertida na Lei 13.000 de 2014, tem por objetivo autorizar a Caixa Econômica
Federal (CEF) a representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS, sendo que a CEF intervirá, em face do interesse jurídico, nas
ações judiciais que representem risco ao FCVS ou às suas subcontas. Se não há prova de risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS,
a inovação legislativa não traz nenhuma repercussão prática. 3. Embargos de declaração recebidos com agravo regimental ao qual se nega
provimento. (Quarta Turma, EDcl no AREsp 606.445/SC, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, j. 18.12.2014, DJe 02.02.2015) (sem grifo no original).

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 1.030, I, 'b', do CPC/2015.

Destarte, por não estar comprovada a possibilidade de comprometimento de recursos do FCVS, não se vislumbra interesse jurídico da CEF para
intervir na condição de assistente, tampouco se justifica a remessa dos autos à Justiça Federal.

Ademais, a jurisprudência do STJ assenta-se no sentido de que, para fins de aplicação do art. 1.040 do CPC/15, é desnecessário que o recurso
especial representativo de matéria repetitiva tenha transitado em julgado. Senão vejamos:

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Não é preciso aguardar o trânsito em julgado do acórdão que julga o recurso representativo da controvérsia para a tomada das medidas previstas
neste dispositivo (STJ-4ª T., REsp 1.240.821-EDcl, Min. Luis Felipe, j. 5.12.13, DJ 10.12.13; STJ-3ªT., REsp 1.327.498-AgRg, Min. Nancy Andrighi,
j. 11.3.14, DJ 18.3.14); basta sua publicação ou até mesmo a "proclamação do resultado do julgamento na medida em que o teor do voto vencedor
obviamente é do conhecimento de todos" (STJ-2ª Seção, REsp 1.061.530, Min. Nancy Andrighi, j. 22.10.08, DJ 10.3.09).

Desta forma, deve-se permanecer com a aplicação da orientação constante nos Temas nº 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, oriundos do
julgamento dos Recursos Especiais nº 1.091.363/SC e 1.091.393/SC, afetados à sistemática dos recursos repetitivos, considerando indispensável
a demonstração do comprometimento em debate.

De igual modo, quanto à alegação de ilegitimidade ativa dos segurados e de ilegitimidade passiva da seguradora, não haveria como albergar a
argumentação recursal sem o readentramento na seara fático-probatória, o que importaria em total desconsideração dos fundamentos da Câmara
transcritos linhas volvidas, em sentido contrário.

Ora, o reexame de tal motivação da Turma Julgadora não é possível na instância que se pretende ver inaugurada, porque os fatos devem ser
considerados na versão do acórdão (cf., AgRg no REsp 1017005/BA, rel. min. RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, DJe de 22/10/2013). Incide,
pois, novamente, o teor do verbete sumular n° 07 do STJ.

E o apelo novamente não pode ser admitido, a teor do disposto nas Súmulas 5 e 7 do STJ, isto relativamente à inexistência de cobertura de
vícios construtivos pela apólice habitacional, bem como quanto à necessidade de limitação do valor da indenização ao capital segurado e quanto
à impossibilidade de fiscalização da obra pela seguradora.

Observa-se que a conclusão alcançada pelo Colegiado - de que a modalidade de risco de danos decorrentes de vícios construtivos possui
cobertura securitária - não prescindiu da análise das cláusulas do contrato de seguro habitacional e do acervo fático-probatório da demanda, cujo
reexame é sabidamente vedado nesta via excepcional. Outra não é a orientação do STJ:

- AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SISTEMA FINANCEIRO HABITACIONAL. NÃO COMPROMETIMENTO DO
FUNDO DE COMPENSAÇÃO DE VARIAÇÕES SALARIAIS (FCVS). PRECEDENTES. MARCO INICIAL DO PRAZO PRESCRICIONAL. DANOS
CONTÍNUOS E PERMANENTES. SÚMULA 07/STJ. INCIDÊNCIA. SEGURO OBRIGATÓRIO. LEGITIMIDADE PASSIVA DA SEGURADORA.
AUSÊNCIA DE COBERTURA SECURITÁRIA PARA OS VÍCIOS DE CONSTRUÇÃO VERIFICADOS. SÚMULAS 05 E 07/STJ. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
[...]
4. Quanto à extensão dos riscos cobertos pela apólice, a pretensão recursal esbarra no óbice contido nos enunciados sumulares n. 05 e 07/STJ.
(4ª Turma, AgRg no AREsp 274.494/SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, DJe de 25-3-2014) (sem grifo no original).
- AGRAVO REGIMENTAL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. AÇÃO AJUIZADA CONTRA SEGURADORA. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA
ESTADUAL. SÚMULA 7/STJ. MULTA CONTRATUAL. SÚMULAS 5 E 7/STJ. LEGITIMIDADE ATIVA DO MUTUÁRIO. COBERTURA
SECURITÁRIA. SÚMULAS 5 E 7/STJ. CDC. APLICABILIDADE. PRESCRIÇÃO. SÚMULA 7/STJ. DECISÃO AGRAVADA MANUTENÇÃO.
[...]
3.- O Tribunal de origem, interpretando as cláusulas do contrato, concluiu que os vícios de construção verificados estavam cobertos pela apólice.
Nessa medida, apenas a análise do contrato e dos vícios apresentados poderia apontar em sentido contrário, o que é defeso a esta Corte por
aplicação das Súmulas 5 e 7/STJ. (3ª Turma, AgRg no AREsp 244.430/SC, Rel. Min. Sidnei Beneti, DJe de 1º-3-2013) (sem grifo no original).

No que diz respeito aos tópicos intitulados "Da falta de interesse de agir", "Da não aplicação do CDC ao caso" e "Da indevida a condenação da
recorrente na multa decendial", o reclamo igualmente não merece ascender ante o óbice da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, aplicada
de forma análoga, porque deficitária sua fundamentação. Na situação vertente, a recorrente deixou de indicar, de forma clara e precisa, qualquer
dispositivo de lei federal que teria sido ofendido pelo acórdão combatido - a tanto não se prestam as simples referências a dispositivos legais
-, o que inviabiliza a exata compreensão da controvérsia.

Nesse sentido, colaciona-se:

- [...] 4. Tendo sido interposto à moda de apelação, ou seja, deixando de indicar especificamente qual dispositivo legal teria sido violado pelo
acórdão recorrido ou qual seria a divergência jurisprudencial existente, o recurso especial encontra-se inviabilizado nesta instância especial, a
teor da Súmula nº 284 do Supremo Tribunal Federal. (Terceira Turma, AgRg no AREsp 393.367/RS, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
DJe de 2-12-2013).
- [...] Com efeito, o recurso especial não pode ser conhecido, pois não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão
federal controvertida, tendo deixado o recorrente de apontar os dispositivos de lei federal tidos por violados, bem como de informar de que modo
a legislação federal foi violada ou teve negada sua aplicação, incidindo, na espécie, o óbice da Súmula 284 do STF.
Ressalto que tal óbice aplica-se tanto para a interposição do recurso com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, quanto para a
interposição com base em divergência jurisprudencial, tendo em vista que o recorrente também não apontou dispositivo legal que teria obtido
interpretação diversa da que foi dada por outro Tribunal (AgRg nos EREsp 382.756/SC, Corte Especial, Rel. Min. Laurita Vaz, DJe de 17/12/2009).
(Decisão monocrática, AREsp 448.980/SC, Rel. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, DJe de 14-5-2014).
- [...] 4. Tendo sido interposto à moda de apelação, ou seja, deixando de indicar especificamente qual dispositivo legal teria sido violado pelo
acórdão recorrido ou qual seria a divergência jurisprudencial existente, o recurso especial encontra-se inviabilizado nesta instância especial, a
teor da Súmula nº 284 do Supremo Tribunal Federal. (Terceira Turma, AgRg no AREsp 393.367/RS, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
DJe de 2-12-2013).

Por fim, quanto à alegação de prescrição e suposta contrariedade ao art. 206, §1º, II, do Código Civil, a pretensão da recorrente também esbarra
na análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, pois não restou delimitado o momento da ocorrência do sinistro. Logo, para averiguar

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

o início do prazo prescricional, faz-se necessário reexaminar provas, o que é vedado na estreita via deste apelo especial, aplicando-se novamente
a Súmula nº 7 do STJ.

Com relação à alegada violação ao artigo 1.022 do NCPC, verifico que, com clareza e harmonia entre suas proposições, o acórdão recorrido
contém motivação suficiente para justificar o decidido, evidenciando o enfrentamento das questões relevantes para o deslinde da controvérsia
agitadas na causa. Não verifico, pois, omissão no acórdão recorrido.

No mesmo sentido, não há como admitir o seguimento da insurgência com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal.
Na via especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105,
III da Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Por fim, vale registrar a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de violação à
Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Diante do exposto, nego seguimento ao recurso especial, nos termos do art. 1.030, I, "b" do CPC/15, em consonância com os Temas 50, 51 e
520 do Superior Tribunal de Justiça, e, no restante, não o admito.

Publique-se.

Recife, 29 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16620 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Andreé Perazzo Dias da Silva(PE006536) 003 0008743-92.2016.8.17.0000(0447072-4)


Carlos Alberto Roma(PE005319) 002 0039664-56.2001.8.17.0001(0203814-0)
Fernando Rodrigues Beltrão(PE007077) 001 0071236-78.2011.8.17.0001(0399755-9)
Gesner Xavier Capristano Lins(PE021396) 001 0071236-78.2011.8.17.0001(0399755-9)
Maria do Socorro Brito Rapôso(PE014526) 002 0039664-56.2001.8.17.0001(0203814-0)
Paulo Emanuel Perazzo Dias(PE020418) 003 0008743-92.2016.8.17.0000(0447072-4)
RAFAEL SGANZERLA DURAND(PE001301A) 002 0039664-56.2001.8.17.0001(0203814-0)
Rafael Sganzerla Durand(SP211648) 003 0008743-92.2016.8.17.0000(0447072-4)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0071236-78.2011.8.17.0001(0399755-9)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0008743-92.2016.8.17.0000(0447072-4)
e Outros 002 0039664-56.2001.8.17.0001(0203814-0)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0071236-78.2011.8.17.0001 Apelação


(0399755-9)
Comarca : Recife
Vara : Trigésima Primeira Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Apelante : ELIANA RODRIGUES PELUCIO
Advog : Gesner Xavier Capristano Lins(PE021396)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : INDUSTRIA E COMERCIO DE CHARQUES GMA DE ITAPERUNA LTDA

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Advog : Fernando Rodrigues Beltrão(PE007077)


Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Eurico de Barros Correia Filho
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:09 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 399755-9


Recorrente: Indústria e Comércio de Charques GMA de Itaperuna Ltda.
Recorrido: Eliana Rodrigues Pelúcio

Recurso especial interposto com fundamento no art. 105, inciso III, alínea "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede de
apelação.

Inicialmente, cumpre registrar que em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 10/07/2017 (fl. 414), deve o exame de admissibilidade
deste especial se orientar pelo que dispõe o Enunciado Administrativo nº 3, do STJ, segundo o qual, "Aos recursos interpostos com fundamento
no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma
do novo CPC".

Ato contínuo, alega o recorrente a ocorrência de divergência jurisprudencial do acórdão recorrido com a jurisprudência do STJ.

No entanto, verifico que o recorrente não procedeu ao necessário cotejo analítico, nos moldes exigidos pelo art. 1.029, § 1º, do CPC/2015, e
art. 255 do RI/STJ.

É que, como cediço, "não há falar em comprovação do dissídio pretoriano, na forma exigida pelos artigos 541, parágrafo único, do CPC e 255,
§§ 1º e 2º, do RISTJ, se o cotejo analítico é realizado de modo deficiente, com mera transcrições de ementas dos acórdãos indicados como
paradigmas, deixando sem evidência a similitude fática entre os casos confrontados e a divergência jurídica de interpretações" (AgRg no Ag
911166/MG, rel. Min. VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), DJe 28/06/2011).

Ressalto, ainda, que, nos termos dos precedentes do STJ, "a divergência jurisprudencial deve ser comprovada, cabendo a quem recorre
demonstrar as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles.
Indispensável a transcrição de trechos do relatório e do voto dos acórdãos recorrido e paradigma, realizando-se o cotejo analítico entre ambos,
com o intuito de bem caracterizar a interpretação legal divergente. O desrespeito a esses requisitos legais e regimentais (art. 541, parágrafo
único, do CPC e art. 255 do RI/STJ) impede o conhecimento do Recurso Especial, com base na alínea 'c' do inciso III do art. 105 da Constituição
Federal." (STJ-2ª T., AgRg no Ag 1222961 - SP, rel. Min. Herman Benjamin, DJe de 24.02.2010).

Bem por isso, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 02 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0039664-56.2001.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0203814-0)
Protocolo : 2017/103296
Comarca : Recife
Vara : 7ª Vara Cível
Apelante : Banco do Brasil S/A
Advog : RAFAEL SGANZERLA DURAND(PE001301A)
Advog : Maria do Socorro Brito Rapôso(PE014526)
Advog : e Outros
Apelado : Marcelo José Alexandre da Silva e outro e outro
Advog : Carlos Alberto Roma(PE005319)
Advog : e Outros
Embargante : Banco do Brasil S/A
Advog : RAFAEL SGANZERLA DURAND(PE001301A)
Advog : e Outros
Embargado : Marcelo José Alexandre da Silva
Embargado : Luciano Gomes de Lima
Advog : Carlos Alberto Roma(PE005319)
Advog : e Outros
Órgão Julgador : Câmara Extraordinária Cível
Relator : Des. Bartolomeu Bueno
Proc. Orig. : 0039664-56.2001.8.17.0001 (203814-0)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 05/10/2017 15:08 Local: CARTRIS

54
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

Recurso Especial no Processo nº 203814-0


Recorrente: Banco do Brasil S/A
Recorrido: Marcelo José Alexandre da Silva

Compulsando os autos, verifico que se encontra pendente de apreciação petição acostada às fls. 247/248, interposta pelo recorrente e dirigida
ao Desembargador Relator do recurso de Apelação.
Desse modo, remetam-se os autos ao Desembargador Relator a fim de que proceda à análise da petição mencionada.
Em seguida sejam os autos devolvidos a esta 1ª Vice-Presidência para exame de admissibilidade do recurso especial interposto às fls. 343/420.
Ao CARTRIS para adoção das medidas cabíveis.
Publique-se.
Recife, 02 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0008743-92.2016.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo Regimental no Agr


(0447072-4)
Protocolo : 2017/103394
Comarca : Recife
Vara : Vigésima Segunda Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Agravte : BANCO DO BRASIL S/A
Advog : Rafael Sganzerla Durand(SP211648)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Ozires Gomes Barboza e outros e outros
Advog : Andreé Perazzo Dias da Silva(PE006536)
Advog : Paulo Emanuel Perazzo Dias(PE020418)
Embargante : BANCO DO BRASIL S/A
Advog : Rafael Sganzerla Durand(SP211648)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Ozires Gomes Barboza
Embargado : Eleide Limeira de Souza
Embargado : Maria Nilze Pontes Cunha
Embargado : Henrique Moreira de Meireles
Advog : Andreé Perazzo Dias da Silva(PE006536)
Advog : Paulo Emanuel Perazzo Dias(PE020418)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Francisco Manoel Tenorio dos Santos
Proc. Orig. : 0008743-92.2016.8.17.0000 (447072-4)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 05/10/2017 15:11 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 447072-4


Recorrente: Banco do Brasil S/A
Recorrido: Ozires Gomes Barbosa e outros

Trata-se de Recurso Especial apresentado contra decisão proferida em embargos de declaração opostos em face de agravo interno em agravo
de instrumento.
De início, cabe informar que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela Lei nº 13.105/15 (denominado novo Código de
Processo Civil - CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3 do STJ, os recursos excepcionais interpostos em face de
decisões publicadas a partir de 18/03/16, devem ser apreciados na forma do CPC/15.
Inicialmente, verifico que o recurso é intempestivo, portanto, incognoscível.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

É que, conforme verifico, o recurso de embargos de declaração não foi conhecido. Essa realidade circunstante implicou a fluidez normal, isto é,
sem interrupção nem suspensão, do prazo recursal na espécie, consoante pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sublinhada neste
trecho da ementa conferida a um de seus muitos precedentes: "A jurisprudência deste Tribunal firmou o entendimento de que os embargos de
declaração não conhecidos pelo Tribunal de origem não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário" (STF-2ª
T., AI 762123 AgR/MG, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 31.03.2011).
No mesmo sentido, foi sedimentado o entendimento do Superior Tribunal de Justiça em recente decisão sobre a matéria, conforme ementa abaixo.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. APELAÇÃO EXTEMPORÂNEA.
NÃO REITERAÇÃO DO RECURSO. SÚMULA 418 STJ.
(...)
2. O recurso de embargos de declaração só tem o condão de interromper o prazo recursal quando ultrapassada a barreira da admissibilidade,
não devendo ser conhecidos quando intempestivos ou manifestamente incabíveis.
(...)
4. Agravo regimental não provido.
(AgRg no REsp 1476689 / GO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
2014/0098180-0, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgamento: 05/05/2015, DJe 13/05/2015)
Com efeito, a publicação oficial do acórdão contra o qual foi interposto os aclaratórios se deu em 06/04/2017 (certidão de fl. 355), enquanto este
recurso foi aviado em 19/06/2017 (fl. 380) - muito tempo depois de esgotado o prazo de que o recorrente dispunha para sua interposição.

Todavia, em que pese a identificação do sobredito vício formal de admissibilidade recursal, a partir de uma leitura conjunta do art. 1036, § 2º,
do CPC/15 e do disposto no art. 1.029, § 3º, do CPC/15, oportunizo ao recorrente que se manifeste sobre a intempestividade de seu recurso
especial - em atenção aos princípios do contraditório e da não surpresa.
Ratifico, por derradeiro, que o STJ já se posicionou no sentido de que o rol do art. 1.030 do CPC/15 inclui, de forma implícita, a inadmissão do
recurso especial por intempestividade.
Bem por isso, determino que o recorrente, no prazo de 05 (cinco) dias, se manifeste sobre a intempestividade alvitrada.
Após o prazo, os autos devem ser devolvidos à 1ª Vice-Presidência para análise do recurso excepcional interposto.
Publique-se.
Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência
DESPACHOS/DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16637 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

"e Outro(s)" - conforme Regimento I. T. a. III 001 0056688-48.2011.8.17.0001(0282771-0)


ANDRÉIA SEIXAS SILVA(PE022066) 002 0010198-92.2016.8.17.0000(0450982-0)
Antonio Braz da Silva(PE012450) 001 0056688-48.2011.8.17.0001(0282771-0)
Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983) 002 0010198-92.2016.8.17.0000(0450982-0)
Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412) 002 0010198-92.2016.8.17.0000(0450982-0)
CLÓVIS CAVALCANTI A. R. NETO(PE028219) 002 0010198-92.2016.8.17.0000(0450982-0)
Cláudia Virginia Carvalho P. d. Melo(PE020670) 002 0010198-92.2016.8.17.0000(0450982-0)
Francisco Loureiro Severien(PE021720) 001 0056688-48.2011.8.17.0001(0282771-0)
Hendersen Neumann(RJ120607) 001 0056688-48.2011.8.17.0001(0282771-0)
MARIANA BANDEIRA DE MELO 001 0056688-48.2011.8.17.0001(0282771-0)
FERNANDES(PE028912)
Maria Emília Gonçalves de Rueda(PE023748) 002 0010198-92.2016.8.17.0000(0450982-0)
Marina Motta Benevides Gadelha(PB010985) 001 0056688-48.2011.8.17.0001(0282771-0)

56
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Matheus Ferreira Macedo(PE040766) 001 0056688-48.2011.8.17.0001(0282771-0)


Milton Mascena Filho(PE017630) 001 0056688-48.2011.8.17.0001(0282771-0)
Roberto Algranti(RJ015590) 001 0056688-48.2011.8.17.0001(0282771-0)
Wanderley Vasconcelos Martins(PE013530) 002 0010198-92.2016.8.17.0000(0450982-0)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0056688-48.2011.8.17.0001(0282771-0)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0010198-92.2016.8.17.0000(0450982-0)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0056688-48.2011.8.17.0001 Embargos de Declaração nos Embargos de Declaração


(0282771-0)
Protocolo : 2017/104470
Comarca : Recife
Vara : 31ª Vara Cível
Embargante : HAL S/A - ASSISTÊNCIA MÉDICA E HOSPITALAR
Advog : Roberto Algranti(RJ015590)
Advog : Hendersen Neumann(RJ120607)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Condomínio do Boa Viagem Medical Center
Advog : MARIANA BANDEIRA DE MELO FERNANDES(PE028912)
Advog : Francisco Loureiro Severien(PE021720)
Advog : Marina Motta Benevides Gadelha(PB010985)
Embargado : Hospital Alfa Ltda.
Advog : Milton Mascena Filho(PE017630)
Advog : Antonio Braz da Silva(PE012450)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Condomínio do Boa Viagem Medical Center
Advog : Matheus Ferreira Macedo(PE040766)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Embargado : HAL S/A - ASSISTÊNCIA MÉDICA E HOSPITALAR
Advog : Roberto Algranti(RJ015590)
Advog : Hendersen Neumann(RJ120607)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Órgão Julgador : Vice-Presidência
Relator : Des. 1º Vice-Presidente
Proc. Orig. : 0056688-48.2011.8.17.0001 (282771-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:07 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 282771-0


Recorrente: HAL S/A - Assistência Médica e Hospitalar
Recorrido: Condomínio Boa Viagem Medical Center

Trata-se de petição interposta pelo recorrido em recurso especial, Condomínio Boa Viagem Medical Center, às fls. 1.051/1.053, em que alega que
o recurso especial inadmitido é, na verdade, intempestivo, assim requer que sejam providos os embargos de declaração opostos pelo peticionante
e, assim, não seja conhecido o agravo interposto pela parte recorrente em recurso especial, HAL S/A - Assistência Médica e Hospitalar.
Observo, inicialmente, que em exame de admissibilidade do recurso especial foi constatada a sua tempestividade.
Outrossim, os embargos de declaração interpostos em face de decisão de admissibilidade desta 1ª Vice-Presidência são manifestamente
incabíveis por apresentar erro grosseiro. De modo que em nada interferem na análise do agravo interposto pela parte contrária.
Isto posto, não conheço da presente petição.
Intime-se. Publique-se.
Recife, 02 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Embargos de Declaração no Recurso Especial no Processo nº 282771-0


Embargante: Condomínio Boa Viagem Medical Center
Embargado: HAL S/A - Assistência Médica e Hospitalar

Embargos de declaração, de fls. 1.018/1.022, opostos contra decisão desta 1ª Vice-Presidência, que inadmitiu o recurso especial interposto pela
embargada.

57
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Com efeito, de acordo com o entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, o único recurso cabível
contra decisão que nega trânsito a apelo excepcional (i) com fundamento nos artigos 543-B ou 543-C do Código de Processo Civil é o agravo
regimental (v.g.: STF-Pleno, Rcl 7569, rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 11.12.2009; STJ-6ª T., AgRg no Ag nº 1.384.544/SC, rel. Min. Convocada
Alderita Ramos de Oliveira, DJe de 18.10.2012), e, (ii) com fundamento nuclear diverso, é o agravo nos próprios autos, cf. redação dada pela
Lei 12.322/2010 ao art. 544 do CPC (v.g.: STF-1ª T., AI 578079 AgR/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08.05.2009; STJ-2ª T., AgRg no AREsp
19182/RJ, rel. Min. Humberto Martins, DJe de 04.10.2011), "motivo pelo qual qualquer outro recurso que venha a ser interposto apresenta-
se incabível e, por consequência, não interrompe o prazo recursal" (STJ-5ª T. AgRg no Ag 913562/SP, rel. Min. Napoleão Nunes Maia, DJe
08.09.2009 - trecho da ementa).
Desta forma, a interposição de qualquer outra espécie recursal revela-se manifestamente incabível, constituindo em erro grosseiro da parte.
Na verdade, os Embargos de Declaração opostos não são hábeis sequer para interromper ou suspender o prazo para o manejo do recurso
processualmente admissível.
Corroborando esse entendimento, as seguintes ementas de decisões judiciais:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO - DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DO ÓRGÃO JUDICIÁRIO
DE ORIGEM QUE NÃO ADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO - OPOSIÇÃO, EM FACE DESSE ATO DECISÓRIO, DE EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO - RECURSO INADMISSÍVEL - INAPTIDÃO PARA INTERROMPER OU PARA SUSPENDER A FLUÊNCIA DO PRAZO
RECURSAL - CONSEQUENTE INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO POSTERIORMENTE INTERPOSTO - PRECEDENTES DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se absolutamente inadmissível a oposição de "embargos de declaração" em face de
decisão que, proferida em sede de controle prévio de admissibilidade de recurso extraordinário, nega trânsito ao apelo extremo. - A utilização de
espécie recursal evidentemente inadequada não tem aptidão sequer para interromper ou para suspender a fluência do prazo legal para efeito
de oportuna interposição do recurso processualmente admissível. Precedentes. (STF - ARE 685912 ED, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO,
Segunda Turma, julgado em 25/09/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-211 DIVULG 25-10-2012 PUBLIC 26-10-2012). Grifei.

AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL - PROCESSUAL CIVIL - INTEMPESTIVIDADE MANIFESTA - INTERPOSIÇÃO DE


EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO QUE INADMITIU O RECURSO ESPECIAL.
1. Os embargos de declaração opostos contra a decisão de inadmissibilidade do recurso especial não interrompem o prazo para a interposição
do agravo, uma vez que manifestamente incabíveis.
2. O prazo para apresentação do agravo - único recurso cabível contra a decisão que nega a subida do recurso especial - é contado da data da
intimação da decisão que o inadmitiu. Tendo o agravo sido interposto após a rejeição dos embargos de declaração, é ele intempestivo.
3. Agravo regimental não provido.
(STJ - AgRg no Ag 1335961/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 13/11/2012, DJe 27/11/2012). Grifei.
Ademais, não verifico a ocorrência de omissão, obscuridade, contradição ou erro material que justificasse a oposição dos presentes embargos,
eis que, com clareza e harmonia entre suas proposições, a decisão recorrida contém motivação suficiente para justificar o decidido.
Cabe mencionar, por fim, que a insurgência do embargante quanto à tempestividade do recurso especial inadmitido não merece prosperar, isto
porque a decisão em face da qual foi interposto o recurso especial foi publicada em 19/12/2016. Desse modo, o prazo final em dias úteis para
a apresentação recurso especial foi o dia 10/02/2017 e, verifica-se conforme protocolos às fls. 940 e 988v que neste mesmo dia foi interposto
o recuso especial via fax e via correios, sendo, portanto, tempestivo.
Posto isto, não conheço dos embargos de declaração.
Ao CARTRIS para adoção das providências cabíveis.
Publique-se.
Recife, 02 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

002. 0010198-92.2016.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento


(0450982-0)
Protocolo : 2016/122467
Comarca : Recife
Vara : Segunda Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Agravte : Cleide Maria Santos da Silva e outros e outros
Advog : Wanderley Vasconcelos Martins(PE013530)
Advog : ANDRÉIA SEIXAS SILVA(PE022066)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : SUL AMERICA CIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983)
Advog : Maria Emília Gonçalves de Rueda(PE023748)
Advog : Cláudia Virginia Carvalho Pereira de Melo(PE020670)
Advog : CLÓVIS CAVALCANTI ALBUQUERQUE RAMOS NETO(PE028219)

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III


Embargante : SUL AMERICA CIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983)
Advog : Cláudia Virginia Carvalho Pereira de Melo(PE020670)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Cleide Maria Santos da Silva
Embargado : ÁUREA GONDIM DOS SANTOS
Embargado : JOSÉ EUCLIDES MARTINS FILHO
Advog : Wanderley Vasconcelos Martins(PE013530)
Advog : ANDRÉIA SEIXAS SILVA(PE022066)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : CAIXA ECONOMICA FEDERAL
Advog : Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412)
Órgão Julgador : 3ª Câmara Cível
Relator : Des. Francisco Eduardo Goncalves Sertorio Canto
Proc. Orig. : 0010198-92.2016.8.17.0000 (450982-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:09 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 450982-0


Recorrente: Caixa Econômica Federal - CEF
Recorridos: Cleide Maria Santos da Silva e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto pela Caixa Econômica Federal - CAIXA com fundamento no art. 105, III, "a" e "c" da Constituição Federal
contra acórdão proferido em sede de agravo de instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto no art. 1º- A da Lei nº 12.409/11, modificado pela Lei nº 13.000/2014, e art.
2º do Decreto-Lei nº 2.406/88. Outrossim, alega violação à Lei nº 7.682/88, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art.
109, I da Constituição Federal (fls. 346/365).

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e sem apresentação de contrarrazões pelos mutuários.

Quanto à suposta contrariedade aos arts. 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011, alterados pela Lei 13.000/14, e ao dissídio pretoriano apontado, o
colendo Superior Tribunal de Justiça já definiu a questão legal sub examine, ao julgar o REsp n° 1.091.363/SC, da relatoria da Minª. MARIA ISABEL
GALLOTTI, publicado em 25/05/2009, integrado pelo acórdão de Embargos Declaratórios em Embargos Declaratórios, julgado em 10/10/2012,
recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-C do CPC/73 (art. 1.040, I, CPC/2015).

No mencionado julgamento, que deu ensejo aos Temas 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, restou decidido que "em ações versando sobre
seguros de mútuo habitacional contratados no período compreendido entre 02.12.1998 e 29.12.2009, por envolver discussão entre seguradora
e mutuário, e não estando afetado o FCVS, não há interesse da instituição financeira a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário,
cabendo, então, à Justiça Estadual o julgamento do feito, conforme se infere do referido julgado".

Segue a redação do TEMA 50 e 51, atualizada pelo STJ em 18 de agosto de 2016:


"Fica, pois, consolidado o entendimento de que, nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do SFH, a CEF detém interesse
jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 - período compreendido
entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao FCVS (apólices públicas,
ramo 66). Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a
CEF carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
Ademais, o ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu
interesse jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco
efetivo de exaurimento da reserva técnica do FESA, colhendo o processo no estado em que este se encontrar no instante em que houver a efetiva
comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
Outrossim, evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá
a CEF se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
(Informação atualizada em 18/08/2016 com transcrição do trecho do voto vencedor proferido pela Min. Nancy Andrighi no julgamento dos segundos
embargos declaratórios em que Sua Excelência estabelece a tese jurídica repetitiva - página 10 - REsp 1091363/SC - DJe de 14/12/2012)."

O STJ mantém o entendimento do repetitivo, sob esse mesmo fundamento, vejamos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.

59
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC.
Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012). Grifei.

Na presente hipótese, quando do julgamento da questão pelo Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA, de modo que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, à míngua de comprovação
da natureza pública da apólice e do risco de comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda
é da Justiça Estadual, estando a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014, suscitada como fato jurídico novo, não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas
do FCVS/FESA, pois somente assim restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A,
§ 1º da Lei nº 12.409/11.

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 1.030, inciso I, alínea 'b', do CPC/15.

Ademais, a jurisprudência do STJ assenta-se no sentido de que, para fins de aplicação do art. 1.040 do CPC/15, é desnecessário que o recurso
especial representativo de matéria repetitiva tenha transitado em julgado.

Senão vejamos:

Não é preciso aguardar o trânsito em julgado do acórdão que julga o recurso representativo da controvérsia para a tomada das medidas previstas
neste dispositivo (STJ-4ª T., REsp 1.240.821-EDcl, Min. Luis Felipe, j. 5.12.13, DJ 10.12.13; STJ-3ªT., REsp 1.327.498-AgRg, Min. Nancy Andrighi,
j. 11.3.14, DJ 18.3.14); basta sua publicação ou até mesmo a "proclamação do resultado do julgamento na medida em que o teor do voto vencedor
obviamente é do conhecimento de todos" (STJ-2ª Seção, REsp 1.061.530, Min. Nancy Andrighi, j. 22.10.08, DJ 10.3.09).

De outra parte, verifico que a suposta violação ao art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 não foi objeto de debate no acórdão recorrido, o que atrai
a aplicação da súmula nº 211 do STJ, in verbis: Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos
declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal "a quo".

Já quanto à alegada contrariedade à Lei nº 7.682/88, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado pela decisão recorrida,
não havendo como admitir o prosseguimento do feito, nos termos da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.

No mesmo sentido, não há como admitir o seguimento da insurgência com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal.
Na via especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105,
III da Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Corroborando esse entendimento, o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça:

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma
genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2. Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional, sob
pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula 343/STF
aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 14/12/2010. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento. (STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de
Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.

Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Desta forma, deve-se permanecer com a aplicação da orientação constante nos Temas nº 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, oriundos do
julgamento dos Recursos Especiais nº 1.091.363/SC e 1.091.393/SC, afetados à sistemática dos recursos repetitivos, considerando indispensável
a demonstração do comprometimento em debate.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

60
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recife, 29 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Recurso Especial no Processo nº 450982-0


Recorrente: Sul América Companhia Nacional de Seguros
Recorridos: Cleide Maria Santos da Silva e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto pela Sul América Companhia Nacional de Seguros com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da
Constituição Federal contra acórdão proferido em sede de agravo de instrumento.

Nas razões do recurso especial (fls. 431/451v), o ora agravante debate os seguintes temas: a) violação aos artigos 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011,
alterados pela Lei n. 13.000/14; b) divergência jurisprudencial no que diz respeito à necessidade de ingresso da Caixa Econômica Federal (CEF)
na lide, na condição de gestora do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), com a consequente remessa dos autos à Justiça
Federal; c) infração ao art. 109, I, da CF e à súmula 150 do STJ e, por fim, d) Ilegitimidade passiva da seguradora.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e com apresentação de contrarrazões por parte dos autores, às fls. 540/552.

Inviável, contudo, o seguimento do presente recurso excepcional.

Quanto à suposta contrariedade aos arts. 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011, alterados pela Lei 13.000/14, e ao dissídio pretoriano apontado, o
colendo Superior Tribunal de Justiça já definiu a questão legal sub examine, ao julgar o REsp n° 1.091.363/SC, da relatoria da Minª. MARIA ISABEL
GALLOTTI, publicado em 25/05/2009, integrado pelo acórdão de Embargos Declaratórios em Embargos Declaratórios, julgado em 10/10/2012,
recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-C do CPC/73 (arts. 1.036 c/c 1.040, I, CPC/2015).

No mencionado julgamento, que deu ensejo aos Temas 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, restou decidido que "em ações versando sobre
seguros de mútuo habitacional contratados no período compreendido entre 02.12.1998 e 29.12.2009, por envolver discussão entre seguradora
e mutuário, e não estando afetado o FCVS, não há interesse da instituição financeira a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário,
cabendo, então, à Justiça Estadual o julgamento do feito, conforme se infere do referido julgado".

Segue a redação do TEMA 50 e 51, atualizada pelo STJ em 18 de agosto de 2016:

"Fica, pois, consolidado o entendimento de que, nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do SFH, a CEF detém interesse
jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 - período compreendido
entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao FCVS (apólices públicas,
ramo 66). Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a
CEF carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
Ademais, o ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu
interesse jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco
efetivo de exaurimento da reserva técnica do FESA, colhendo o processo no estado em que este se encontrar no instante em que houver a efetiva
comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.

Outrossim, evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá
a CEF se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.

(Informação atualizada em 18/08/2016 com transcrição do trecho do voto vencedor proferido pela Min. Nancy Andrighi no julgamento dos segundos
embargos declaratórios em que Sua Excelência estabelece a tese jurídica repetitiva - página 10 - REsp 1091363/SC - DJe de 14/12/2012)."

O STJ mantém o entendimento do repetitivo, sob esse mesmo fundamento, vejamos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (2ª Seção, rela. Mina. Nancy Andrighi, DJe de 14-12-2012) (sem
grifo no original).

Na presente hipótese, quando do julgamento da questão pelo Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA, de modo que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Não custa enfatizar, ainda, que a edição da Medida Provisória n. 633/2013, convertida na Lei n. 13.000/2014, em nada altera a orientação emanada
do colendo Superior Tribunal de Justiça, porquanto a regra criada pelo artigo 1º-A, § 1º, da Lei n. 12.409/11 continua a exigir a demonstração de
risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS ou às suas subcontas, prova esta inexistente nos presentes autos.

Oportuno trazer manifestação da Corte da Cidadania acerca do assunto:

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRINCÍPIOS DA
FUNGIBILIDADE, CELERIDADE E ECONOMIA PROCESSUAL. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. FCVS. CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL. LITISCONSÓRCIO. INEXISTÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. MEDIDA PROVISÓRIA 633/13. NECESSIDADE DE
DEMONSTRAÇÃO DE COMPROMETIMENTO DO FCVS. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar os recursos sujeitos aos efeitos do artigo 543-C do CPC (repetitivos), REsp
1.091.363/SC, DJe de 25/05/2009, consolidou o entendimento no sentido de não existir interesse da Caixa Econômica Federal a justificar a
formação de litisconsórcio passivo necessário nas causas cujo objeto seja a pretensão resistida à cobertura securitária dos danos oriundos dos
vícios de construção do imóvel financiado mediante contrato de mútuo submetido ao Sistema Financeiro da Habitação, quando não afetar o FCVS
(Fundo de Compensação de Variações Salariais), sendo, portanto, da Justiça Estadual a competência para processar e julgar o feito.
2. A alteração introduzida pela Medida Provisória 633 de 2013, convertida na Lei 13.000 de 2014, tem por objetivo autorizar a Caixa Econômica
Federal (CEF) a representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS, sendo que a CEF intervirá, em face do interesse jurídico, nas
ações judiciais que representem risco ao FCVS ou às suas subcontas. Se não há prova de risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS,
a inovação legislativa não traz nenhuma repercussão prática. 3. Embargos de declaração recebidos com agravo regimental ao qual se nega
provimento. (Quarta Turma, EDcl no AREsp 606.445/SC, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, j. 18.12.2014, DJe 02.02.2015) (sem grifo no original).

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 1.030, I, 'b', do CPC/2015.

Destarte, por não estar comprovada a possibilidade de comprometimento de recursos do FCVS, não se vislumbra interesse jurídico da CEF para
intervir na condição de assistente, tampouco se justifica a remessa dos autos à Justiça Federal.

Ademais, a jurisprudência do STJ assenta-se no sentido de que, para fins de aplicação do art. 1.040 do CPC/15, é desnecessário que o recurso
especial representativo de matéria repetitiva tenha transitado em julgado.

Senão vejamos:
Não é preciso aguardar o trânsito em julgado do acórdão que julga o recurso representativo da controvérsia para a tomada das medidas previstas
neste dispositivo (STJ-4ª T., REsp 1.240.821-EDcl, Min. Luis Felipe, j. 5.12.13, DJ 10.12.13; STJ-3ªT., REsp 1.327.498-AgRg, Min. Nancy Andrighi,
j. 11.3.14, DJ 18.3.14); basta sua publicação ou até mesmo a "proclamação do resultado do julgamento na medida em que o teor do voto vencedor
obviamente é do conhecimento de todos" (STJ-2ª Seção, REsp 1.061.530, Min. Nancy Andrighi, j. 22.10.08, DJ 10.3.09).

Desta forma, deve-se permanecer com a aplicação da orientação constante nos Temas nº 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, oriundos do
julgamento dos Recursos Especiais nº 1.091.363/SC e 1.091.393/SC, afetados à sistemática dos recursos repetitivos, considerando indispensável
a demonstração do comprometimento em debate.

De igual modo, quanto à alegação de ilegitimidade passiva da seguradora, não haveria como albergar a argumentação recursal sem o
readentramento na seara fático-probatória, o que importaria em total desconsideração dos fundamentos da Câmara transcritos linhas volvidas,
em sentido contrário.

Ora, o reexame de tal motivação da Turma Julgadora não é possível na instância que se pretende ver inaugurada, porque os fatos devem ser
considerados na versão do acórdão (cf., AgRg no REsp 1017005/BA, rel. min. RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, DJe de 22/10/2013). Incide,
pois, o teor do verbete sumular n° 07 do STJ.

No mesmo sentido, não há como admitir o seguimento da insurgência com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal.
Na via especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105,
III da Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

62
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Por fim, vale registrar a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de violação à
Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Diante do exposto, nego seguimento ao recurso especial, nos termos do art. 1.030, I, "b" do CPC/15, em consonância com os Temas 50 e 51
do Superior Tribunal de Justiça, e, no restante, não o admito.

Publique-se.

Recife, 29 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

DESPACHOS e DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16649 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

ALESSANDRA CANDIDO E SILVA 003 0004624-36.2015.8.17.2001(0457345-5)


MACEDO(PE033659)
André Luiz Galindo de Carvalho(PE030965) 002 0010609-38.2016.8.17.0000(0452123-9)
BRUNNA DE ARRUDA QUINTEIRO(PE027263) 001 0016342-94.2007.8.17.0001(0383619-1)
Brunno Vasconelos Bezerra Silva(PE037923) 001 0016342-94.2007.8.17.0001(0383619-1)
Cleidson de Carvalho Nunes(PE021546) 001 0016342-94.2007.8.17.0001(0383619-1)
DAYANNE CRISTINE ALVES DE 003 0004624-36.2015.8.17.2001(0457345-5)
MACÊDO(PE034033)
João Loyo de Meira Lins(PE021415) 001 0016342-94.2007.8.17.0001(0383619-1)
Luciana Maria de Oliveira Távora(PE025538) 002 0010609-38.2016.8.17.0000(0452123-9)
Marcus Heronydes Batista Mello(PE014647) 002 0010609-38.2016.8.17.0000(0452123-9)
RIVELLITON CESAR DE SOUZA(PE030622) 002 0010609-38.2016.8.17.0000(0452123-9)
Rafael de Biase Cabral de Souza(PE023342) 003 0004624-36.2015.8.17.2001(0457345-5)
Rodrigo Muniz de Brito Galindo(PE020860) 003 0004624-36.2015.8.17.2001(0457345-5)
Rômulo Marinho Falcão(PE020427) 003 0004624-36.2015.8.17.2001(0457345-5)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0016342-94.2007.8.17.0001(0383619-1)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0010609-38.2016.8.17.0000(0452123-9)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0004624-36.2015.8.17.2001(0457345-5)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0016342-94.2007.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0383619-1)
Protocolo : 2017/102009
Comarca : Recife
Vara : Nona Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Apelante : Refrescos Guararapes Ltda
Advog : João Loyo de Meira Lins(PE021415)
Advog : BRUNNA DE ARRUDA QUINTEIRO(PE027263)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : José Ricardo Azevedo Oliveira
Advog : Cleidson de Carvalho Nunes(PE021546)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Refrescos Guararapes Ltda
Advog : João Loyo de Meira Lins(PE021415)
Advog : BRUNNA DE ARRUDA QUINTEIRO(PE027263)
Advog : Brunno Vasconelos Bezerra Silva(PE037923)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : José Ricardo Azevedo Oliveira
Advog : Cleidson de Carvalho Nunes(PE021546)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Relator : Des. Eduardo Augusto Paura Peres


Proc. Orig. : 0016342-94.2007.8.17.0001 (383619-1)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 23/10/2017 18:34 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 383619-1.


Recorrente: REFRESCOS GUARARAPES LTDA.
Recorrido: JOSÉ RICARDO AZEVEDO OLIVEIRA.

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, "a" e "c" da Carta Magna.

Inicialmente, cumpre anotar que, em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 06.07.2017 (fl. 332), deve o exame de admissibilidade
deste especial se orientar pelo que dispõem os Enunciados Administrativos nºs 03 e 06 do STJ, segundo os quais, respectivamente, "Aos recursos
interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de
admissibilidade recursal na forma do novo CPC" e "Nos recursos tempestivos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões
publicadas a partir de 18 de março de 2016), somente será concedido o prazo previsto no art. 932, parágrafo único, c/c o art. 1.029, § 3º, do
novo CPC para que a parte sane vício estritamente formal.".

Compulsando os autos, observo que o Recurso Especial, às fs. 335/349, foi interposto através da advogada, Brunna de Arruda Quinteiro, OAB/
PE 27.263, que não se encontra habilitada no processo, conforme procuração às fs. 261, a qual apresenta o prazo estabelecido expirado.

Destarte, intime-se a recorrente para que sane a referida irregularidade, no prazo de 05 (cinco) dias, com fulcro no parágrafo único do art. 932
do CPC/2015 sob pena de não conhecimento do recurso.

Publique-se.

Recife, 17 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-presidente

002. 0010609-38.2016.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento


(0452123-9)
Protocolo : 2017/102518
Comarca : Recife
Vara : Trigésima Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Agravte : QUEIROZ GALVÃO ACLF DESENVOLVIMENTO IMOBILIARIO LTDA
Advog : Marcus Heronydes Batista Mello(PE014647)
Agravdo : Gustavo Luis Nascimento Veras Morais
Advog : RIVELLITON CESAR DE SOUZA(PE030622)
Advog : Luciana Maria de Oliveira Távora(PE025538)
Embargante : QUEIROZ GALVÃO ACLF DESENVOLVIMENTO IMOBILIARIO LTDA
Advog : André Luiz Galindo de Carvalho(PE030965)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Gustavo Luis Nascimento Veras Morais
Advog : RIVELLITON CESAR DE SOUZA(PE030622)
Advog : Luciana Maria de Oliveira Távora(PE025538)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 5ª Câmara Cível
Relator : Des. Des. José Fernandes de Lemos
Proc. Orig. : 0010609-38.2016.8.17.0000 (452123-9)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 05/10/2017 15:07 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 452123-9


Recorrente: Queiroz Galvão ACLF Desenvolvimento Imobiliário LTDA
Recorrido: Gustavo Luis Nascimento Veras Morais

Trata-se de Recurso Especial interposto na vigência do CPC/15, com fundamento no art. 105, III, "a" e "c" da Constituição Federal, em face de
acórdão proferido em sede de embargos de declaração no agravo de instrumento.

Inicialmente, observo vício de representação a obstar a análise do mérito recursal. Isso pois a recorrente veiculou a presente
pretensão através de uma petição assinada pelo advogado André Luiz Galindo de Carvalho (OAB-PE n. 30.965) (fl. 444).

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Malgrado, é de se ver que há duas procurações conferindo poderes de representação ao advogado, constantes às fls. 33 e 34/35 dos autos. A
primeira, assinada por quem, efetivamente, não dispunha de prerrogativa para tanto, conforme se infere do documento de fls 235/239, enquanto
a segunda foi firmada através de assinatura visivelmente digitalizada.

Com efeito, impende ratificar às partes ser vedada a prática de qualquer ato processual, seja a interposição de um recurso, ou de uma mera
petição, por advogado sem poderes para tanto, ou através de assinatura digitalizada, obtida através de escaneamento. Nessas hipóteses, como
a assinatura não foi aposta de próprio punho, inexiste a necessária segurança jurídica apta a demonstrar que o signatário realmente teria
confeccionado o arrazoado (STJ - REsp 1.442.887/BA, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 6/5/2014, DJe de 14/5/2014).

Vale destacar que não se cuida de cópia com assinatura de próprio punho, mas sim de assinatura digitalizada. Por esse motivo, não há como
assegurar a participação do referido advogado na aposição da referida assinatura.

Em que pese a identificação do sobredito vício formal de admissibilidade recursal, a partir da leitura do disposto no art. 1.029, § 3º, do CPC/15,
determino a regularização da representação processual da parte recorrente, no prazo de 05 (cinco) dias.

Após o prazo, os autos devem ser devolvidos à 1ª Vice-Presidência para análise do recurso excepcional interposto.

Publique-se.

Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0004624-36.2015.8.17.2001 Embargos de Declaração na Apelação


(0457345-5)
Protocolo : 2017/102213
Apelante : UNIMED RECIFE - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
Advog : Rômulo Marinho Falcão(PE020427)
Advog : DAYANNE CRISTINE ALVES DE MACÊDO(PE034033)
Advog : Rodrigo Muniz de Brito Galindo(PE020860)
Apelado : JOSÉ ALBERT MARQUES SILVA e outro e outro
Advog : ALESSANDRA CANDIDO E SILVA MACEDO(PE033659)
Advog : Rafael de Biase Cabral de Souza(PE023342)
Embargante : UNIMED RECIFE - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
Advog : Rômulo Marinho Falcão(PE020427)
Advog : DAYANNE CRISTINE ALVES DE MACÊDO(PE034033)
Advog : Rodrigo Muniz de Brito Galindo(PE020860)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : JOSÉ ALBERT MARQUES SILVA
Embargado : Maria Aparecida Reis
Advog : ALESSANDRA CANDIDO E SILVA MACEDO(PE033659)
Advog : Rafael de Biase Cabral de Souza(PE023342)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 3ª Câmara Cível
Relator : Des. Itabira de Brito Filho
Proc. Orig. : 0004624-36.2015.8.17.2001 (457345-5)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 05/10/2017 15:08 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 457345-5


Recorrente: UNIMED Recife - Cooperativa Médica de Trabalho
Recorrido: José Albert Marques Silva e outro

1. Ausência de comprovação do recolhimento de custas do TJPE

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, em face de acórdão proferido
em embargos de declaração opostos em apelação cível.
De início, cabe informar que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela Lei nº 13.105/15 (denominado novo Código de
Processo Civil - CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3 do STJ, os recursos excepcionais interpostos em face de
decisões publicadas a partir de 18/03/16, devem ser apreciados na forma do CPC/15.
Recurso tempestivo e com contrarrazões apresentadas.
Compulsando os autos, constata-se que embora tenha efetuado o pagamento das custas do Superior Tribunal de Justiça (fls. 263), o recorrente
deixou de comprovar o recolhimento do valor referente às custas recursais do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

No entanto, para viabilizar a prestação jurisdicional e com o intuito de garantir o acesso à justiça, o novo CPC, em seu artigo 1.007, § 4º, permitiu
o recolhimento em dobro do valor referente às custas cujos pagamentos não forem comprovados.
Bem por isso, concedo o prazo de 5 (cinco) dias para que o recorrente realize o preparo das custas do Tribunal de Justiça de Pernambuco, em
dobro, sob pena de deserção, com fundamento no art. 1.007, §4º do CPC/2015.
Publique-se.
Recife, 03 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente
CARTRIS / DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16654 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

AUGUSTO LUIZ GOMES BEZERRA(PE038531) 001 0000818-13.2016.8.17.1110(0444764-5)


AUGUSTO LUIZ GOMES BEZERRA(PE038531) 002 0003632-32.2015.8.17.1110(0461244-2)
Christianne Gomes da Rocha(PE020335) 002 0003632-32.2015.8.17.1110(0461244-2)
Djalma Alexandre Galindo(PE012893) 003 0006569-47.2015.8.17.0000(0387753-4)
Eduardo Vasconcelos dos S. Dantas(PE015382) 003 0006569-47.2015.8.17.0000(0387753-4)
José Roberto Mendes Ferreira(PE022244) 002 0003632-32.2015.8.17.1110(0461244-2)
João Bosco Luiz Bezerra(PE008653) 001 0000818-13.2016.8.17.1110(0444764-5)
João Bosco Luiz Bezerra(PE008653) 002 0003632-32.2015.8.17.1110(0461244-2)
Vinicius Novaes de Carvalho(PE035586) 002 0003632-32.2015.8.17.1110(0461244-2)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0006569-47.2015.8.17.0000(0387753-4)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0000818-13.2016.8.17.1110 Apelação


(0444764-5)
Comarca : Pesqueira
Vara : Segunda Vara Cível da Comarca de Pesqueira
Apelante : Maria Auxiliadora Correia Lopes
Advog : AUGUSTO LUIZ GOMES BEZERRA(PE038531)
Advog : João Bosco Luiz Bezerra(PE008653)
Apelado : TIM CELULAR S A
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 2ª Turma
Relator : Des. Humberto Costa Vasconcelos Júnior
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:08 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 444764-5


Recorrente: Maria Auxiliadora Correia Lopes
Recorridos: Tim Celular S/A

1. Impossibilidade de análise de afronta a dispositivo constitucional em sede de recurso especial


2. Aplicação da Súmula 284 do STF
3. Aplicação da Súmula 13 do STJ
Recurso Especial interposto, com fulcro no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c" da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede de
apelação cível.
De início, informo que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela Lei 13.105/15 (denominado novo Código de Processo
Civil - CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3 do STJ, os recursos excepcionais interpostos em face de decisões
publicadas a partir de 18/03/16, devem ser apreciados na forma do CPC/15.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Alega a parte recorrente que o acórdão vergastado incorreu em afronta ao princípio da isonomia consubstanciado no art. 5º da Constituição
Federal, uma vez que diverge de outras decisões proferidas pelo próprio Tribunal de Justiça de Pernambuco. Todavia, a parte recorrente não
apontou que dispositivo de lei federal foi violado no caso.
O recurso é tempestivo, a representação processual é regular e o benefício da justiça gratuita é alvitrado.
1. Impossibilidade de análise de afronta a dispositivo constitucional em sede de recurso especial
De início ressalte-se que, no tocante à afronta ao dispositivo constitucional ventilado, é impossível a interposição de recurso especial, tendo em
vista que a análise de tais dispositivos é reservada ao Supremo Tribunal Federal.
Neste sentido:
"2. A violação de preceitos, de dispositivos ou de princípios constitucionais revela-se quaestio afeta à competência do Supremo Tribunal Federal,
provocado pela via do extraordinário; motivo pelo qual não se pode conhecer do recurso especial nesse aspecto, em função do disposto no art.
105, III, da Constituição Federal" - 6ª T., REsp 1329484 / SP, rel. Min. Sebastião Reis Júnior, DJe 25/04/2013, trecho da ementa).

2. Aplicação da Súmula 284 do STF


Verifico que a parte recorrente interpôs o presente recurso especial sem, contudo, mencionar qual dispositivo de lei federal foi violado, o que
inviabiliza a compreensão da controvérsia em face da deficiência da fundamentação do apelo raro, nos termos do enunciado nº 284 do STF,
aplicável de forma análoga à hipótese sob apreciação.
Nesse sentido, o seguinte julgado do STJ:
PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. ATENDIMENTO
EM CARÁTER DE URGÊNCIA.HOSPITAL VINCULADO AO PLANO DE COBERTURA NACIONAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-
PROBATÓRIA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 5 E 7 DO STJ.REVISÃO DO DANO MORAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DOS ARTIGOS
LEGAIS SUPOSTAMENTE VIOLADOS. SÚMULA N. 284 DO STF. DECISÃO MANTIDA.
O conhecimento do recurso especial exige a indicação dos dispositivos legais supostamente violados. Ausente tal requisito, incide a Súmula
n. 284/STF. (...) 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no AREsp 391.250/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, julgado em 24/02/2015, DJe 03/03/2015)

3. Aplicação da Súmula 13 do STJ


Por fim, verifica-se que o presente apelo nobre também não merece trânsito quanto à alegação de dissídio jurisprudencial entre julgados da
própria Corte de origem, uma vez que o recurso encontra óbice na Súmula 13 do STJ, a qual determina que "a divergência entre julgados do
mesmo Tribunal não enseja recurso especial".
Portanto, com arrimo nestes fundamentos, inadmito o recurso.
Publique-se.
Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da Vice-Presidência

002. 0003632-32.2015.8.17.1110 Apelação


(0461244-2)
Comarca : Pesqueira
Vara : Segunda Vara Cível da Comarca de Pesqueira
Apelante : TIM CELULAR S A
Advog : Christianne Gomes da Rocha(PE020335)
Advog : José Roberto Mendes Ferreira(PE022244)
Advog : Vinicius Novaes de Carvalho(PE035586)
Apelado : Fabiana de Freitas Farias Oliveira
Advog : AUGUSTO LUIZ GOMES BEZERRA(PE038531)
Advog : João Bosco Luiz Bezerra(PE008653)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 2ª Turma
Relator : Des. Humberto Costa Vasconcelos Júnior
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:08 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 461244-2


Recorrente: Fabiana de Freitas Farias Oliveira
Recorrida: Tim Celular S.A

67
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recurso especial com fundamento no artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede de
apelação.

Alega a parte recorrente que o Acórdão da 2ª Turma da 1ª Câmara Regional de Caruaru, além de violar legislação federal (muito embora não
especifique qual), encontra-se em divergência com decisões proferidas por outros Tribunais brasileiros, consubstanciada em não ter reconhecido
seu direito à indenização por danos morais em face de suposta falha na prestação de serviço de telefonia móvel.

Recurso interposto na vigência do CPC/15, tempestivo, dispensado da apresentação de preparo em virtude do deferimento dos auspícios da
justiça gratuita em 1º grau e com apresentação de contrarrazões.

Inicialmente, constato que a parte recorrente não embasou o recurso excepcional como devido, porquanto não há indicação expressa de artigo
infraconstitucional supostamente violado ou inobservado.

Ora, como é consabido, o recurso especial tem natureza técnica, devendo observar, além do seu dispositivo constitucional, o disposto no art.
1.029 e seguintes do CPC, o qual exige que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a demonstração do cabimento do recurso e
as razões do pedido de reforma da decisão recorrida.

Verifico insofismável ausência de fundamento recursal que demonstre a forma pela qual a legislação infraconstitucional tenha sido violada ou
não observada.

Faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente afrontados pela decisão recorrida, como também
a indicação precisa dos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões da irresignação, e de que
modo consistiram as tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência na sua fundamentação.

Nesse exato sentido se posiciona a mais pacífica e recente jurisprudência do STJ:

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO LEGAL
VIOLADO. SÚMULA N. 284 DO STF. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 211 DO STJ. NOTA PROMISSÓRIA. DATA DA EMISSÃO.
REQUISITO EXTRÍNSECO ESSENCIAL PARA A EXEQUIBILIDADE DO TÍTULO. DECISÃO MANTIDA.
1. O conhecimento do recurso especial exige a indicação dos dispositivos legais supostamente violados. Ausente tal requisito, incide a Súmula
n. 284/STF.
2. Ausente o exame da matéria pelo Tribunal de origem, inviável a análise da questão em recurso especial, por faltar o requisito do
prequestionamento (Súmula n. 211/STJ).
3. Consoante jurisprudência consolidada esta Corte, a data de emissão da nota promissória é requisito essencial para a exequibilidade do título.
4. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no AREsp 473.371/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 25/10/2016, DJe 03/11/2016) (grifei)

Vejo incidir o enunciado nº 284 da súmula do STF, plenamente aplicável, por analogia, em sede de recurso especial.

Ato contínuo, observo que a gênese recursal reside na insurgência da parte recorrida, contra decisão colegiada deste TJPE, que assim
fundamentou: "a visão de que a falha na prestação em serviço essencial gera dano moral e consequente indenização, não tem caráter absoluto
muito menos automático" (voto do Relator - fl. 98v).

Logo, percebe-se, claramente, da leitura das razões recursais, que, quanto à suposta divergência pretoriana indicada acima, a pretensão da parte
recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já analisada no processo, de modo a ocasionar um novo juízo de convicção.

Nesses casos, o STJ já decidiu ser vedada a análise dos requisitos para concessão e arbitramento de indenização por danos morais na instância
superior, sob pena de violação aos Enunciados de Súmula n. 07 daquela Corte, conforme aresto abaixo:

CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO
CPC/73. AÇÃO DECLARATÓRIA DE RESCISÃO CONTRATUAL CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. OFENSA AO ART.
535 DO CPC/73 NÃO CONFIGURADA. DEFICIÊNCIA DE SERVIÇO DE TELEFONIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE DE
REEXAME DOS FATOS DA CAUSA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 7 DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Inaplicabilidade do NCPC a este julgamento ante os termos do Enunciado Administrativo nº 2 aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de
9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos
os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas até então pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
2. Não fica caracterizada ofensa ao art. 535 do CPC/73 pelo fato de o acórdão ter decidido de forma contrária aos interesses da parte, desde que
apresente, como no caso concreto, os fundamentos fáticos e jurídicos que nortearam suas conclusões.
3. Para ultrapassar a conclusão a que chegou o Tribunal estadual no sentido de que não ficou comprovada a falha dos serviços contratados a
possibilitar a rescisão antecipada do contrato sem aplicação da multa e o arbitramento do dano moral, seria necessária a revisão do contexto
fático-probatório dos autos, inviável no âmbito do recurso especial conforme a Súmula nº 7 do STJ.
4. Agravo regimental não provido.
(AgRg no AREsp 760.498/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/09/2016, DJe 07/10/2016) (grifei)

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Assim, uma vez que o acórdão recorrido está em consonância com o posicionamento adotado pelo STJ, não há que se falar em violação ao
dispositivo apontado, incidindo, portanto, o teor da Súmula 83/STJ.

Por fim, verifico que a recorrente não procedeu ao necessário cotejo analítico, nos moldes exigidos pelo art. 1.029, §1º, CPC (artigo 541, parágrafo
único, do CPC/1973), e art. 255 do RI/STJ.

Sobre a necessidade de realizar cotejo analítico, para admissão do recurso especial com base na alínea "c" do artigo 105, III, da Constituição
Federal, disse o STJ:

AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL.
EXCLUSÃO DA MULTA DO ARTIGO 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. DISSÍDIO NÃO
CARACTERIZADO.
1. A divergência jurisprudencial, nos termos do artigo 266, § 1º, c/c o artigo 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ, exige comprovação e demonstração, esta
com a transcrição dos trechos dos julgados que configurem o dissídio, mencionando-se as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os
casos confrontados. Assim, se não realizado o cotejo analítico ou se ausente a similitude de base fática entre os arestos comparados, não há
como se caracterizar a divergência jurisprudencial.
2. Agravo interno não provido.
(AgInt nos EAREsp 672.620/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 26/10/2016, DJe 03/11/2016).

Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 02 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0006569-47.2015.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo Regimental nos Em


(0387753-4)
Protocolo : 2016/109419
Agravte : HOSPITAL ESPERANÇA S.A.
Advog : Djalma Alexandre Galindo(PE012893)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : HUGO CAVALCANTI MELO e outros e outros
Advog : Eduardo Vasconcelos dos Santos Dantas(PE015382)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : HOSPITAL ESPERANÇA S.A.
Advog : Djalma Alexandre Galindo(PE012893)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : HUGO CAVALCANTI MELO
Embargado : BERTHA CÉSAR MELO
Embargado : HUGHETTE CARMEM MELO TORRES GALINDO
Embargado : HUGO CAVALCANTI MELO FILHO
Embargado : HÚBERT CÉSAR MELO
Embargado : HUGHENNE BERTHA CÉSAR MELO MALTA CABRAL
Embargado : HUGHENISE ÂNGELA CÉSAR MELO ARAÚJO
Advog : Eduardo Vasconcelos dos Santos Dantas(PE015382)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. Antônio Fernando de Araújo Martins
Proc. Orig. : 0006569-47.2015.8.17.0000 (387753-4)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:07 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 387753-4


Recorrente: Hospital Esperança S.A
Recorrida: Hugo Cavalcanti Melo e outros

Trata-se de Recurso Especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a" da Constituição Federal, interposto em face de acórdão proferido
em sede de embargos de declaração no agravo no agravo de instrumento.

Alega a recorrente que a decisão proferida pela 6ª Câmara Cível violou:

a) os artigos 186, 187 e 927 do Código Civil e art. 6º, I e VI e 14 do Código de Defesa do Consumidor o art. 6º da Lei n. 9.656/98, discordando da
imposição, em sede de antecipação de tutela mantida pelo órgão fracionário, da obrigação de custear diversos tratamentos médicos em benefício
do Recorrido, e;

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b) artigo 461, §6º, do Código de Processo Civil de 1973, aduzindo excessivo o valor arbitrado a título de multa diária por descumprimento da
obrigação detalhada acima.

Recurso interposto na vigência do CPC/15, tempestivo, com regular recolhimento de preparo e apresentação de contrarrazões.

No mérito recursal, o acórdão da decisão colegiada guerreada considerou: "vez que é inquestionável o estado de saúde do recorrido, que
apresenta dependência funcional, incapacidade de deambular, incontinência urinária e necessidade de auxílio para a execução de atividades
básicas diárias, não se revela prudente afastar, de início, a determinação de custeio pela seguradora de acompanhamento dp autor por 03
cuidadores em sistema de revezamento em sua residência, além de sessões semanais de fisioterapia respiratória, motora, fonoterapia e
psicologia, e duas sessões semanais de terapia ocupacional. Isto porque a garantia do tratamento necessário ao ator deve prevalecer até a
efetiva verificação dos limites da responsabilidade do nosocômio demandado acerca da piora no quadro clínico apresentado pelo paciente" (voto
do Relator - fls. 478).

Em contraponto, a recorrente - não atentando para o fato de o Acórdão recorrido analisar apenas os requisitos para a concessão de antecipação
de tutela, sem adentrar no mérito da lide - deixou de impugnar, especificamente, o fundamento do acórdão guerreado, qual seja, o reconhecimento,
nas instâncias ordinárias, da existência dos requisitos previstos no artigo 273 do CPC-73, vigente à época da prolação da decisão interlocutória
desafiada pela via do agravo.

É dizer, não se manifestou o órgão fracionário acerca da ocorrência de conduta, resultado e nexo de causalidade aptos a ensejar existência de
dano moral e, por conseguinte, infirmar potencialmente os artigos indicados na alínea "a" acima, e nem poderia, em homenagem ao princípio
do juiz natural. Apenas manteve in totum decisão proferida na 1ª Instância que reconheceu a plausibilidade do direito da parte recorrida, assim
como o perigo da demora, ambos necessários para concessão de tutela antecipatória.

Ante o exposto, as razões do recurso especial estão dissociadas do que foi decidido no acórdão vergastado, o que configura deficiência de
fundamentação do apelo raro, atraindo, por analogia, o óbice da Súmula 284 do eg. Supremo Tribunal Federal.

Nesse sentido, é o entendimento do Colendo Superior Tribunal de Justiça:

AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO. CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. CITAÇÃO. INTIMAÇÃO. VÍCIOS.
PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS N. 282/STF E 211/STJ. DISPOSITIVOS LEGAIS. SIMPLES MENÇÃO. SÚMULA N. 284/STF.
NÃO PROVIMENTO.
(...) 2. Na instância extraordinária não se aplica o princípio segundo o qual o juiz sabe o direito, de modo que não é suficiente a simples menção
a dispositivo legal sem a demonstração de sua efetiva violação, cuja falta atrai as disposições do enunciado n. 284 da Súmula do Supremo
Tribunal Federal.
3. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no AREsp 225.513/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 20/10/2016, DJe 04/11/2016). (grifei)

Por fim, quanto à irresignação em face do arbitramento de multa diária em caso de descumprimento da antecipação de tutela, a pretensão da parte
recorrente claramente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já analisada no processo, de modo a ocasionar um novo juízo de convicção.

Nesses casos (fixação de multa diária, e o valor total das astreintes), o STJ já decidiu que sua redução, na instância superior, é vedada sob pena
de violação ao Enunciado de Súmula n. 07 daquela Corte, conforme aresto abaixo:

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CIVIL. PLANO DE SAÚDE. ASTREINTES. REEXAME DE PROVA.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7 DO STJ. AGRAVO IMPROVIDO.
1. No tocante ao valor da multa por descumprimento de ordem judicial, prevista no art. 461 do CPC/73, esta Corte já se manifestou no sentido
de que incide o óbice da Súmula n. 7/STJ, sendo lícita a revisão das astreintes, nesta instância, apenas nos casos em que o valor for irrisório ou
exorbitante, o que não ocorre no presente caso, em que a multa diária foi fixada no valor de R$ 1.000,00 (mil reais). Precedentes.
2. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no AREsp 913.599/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/09/2016, DJe 18/10/2016)

Uma vez que o acórdão recorrido está em consonância com o posicionamento adotado pelo STJ, não há que se falar em violação ao dispositivo
apontado, incidindo, portanto, o teor da Súmula 83/STJ.

Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 28 de setembro de 2017.


Des. Adalberto de Oliveira Melo
1º Vice-Presidente
CARTRIS / DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 27/10/2017

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

CARTRIS

Relação No. 2017.16653 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983) 001 0003159-06.2013.8.17.0370(0446979-4)


Carlos Henrique Laurindo da Silva(PE027718) 001 0003159-06.2013.8.17.0370(0446979-4)
Cláudia Virginia Carvalho P. d. Melo(PE020670) 001 0003159-06.2013.8.17.0370(0446979-4)
ROBSON ALVES FREITAS(PE029613) 001 0003159-06.2013.8.17.0370(0446979-4)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0003159-06.2013.8.17.0370(0446979-4)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0003159-06.2013.8.17.0370 Embargos de Declaração na Apelação


(0446979-4)
Protocolo : 2016/122755
Comarca : Cabo de Sto. Agostinho
Vara : 4ª Vara Cível
Apelante : SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Cláudia Virginia Carvalho Pereira de Melo(PE020670)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : MANOEL HILÁRIO DA SILVA e outros e outros
Advog : ROBSON ALVES FREITAS(PE029613)
Advog : Carlos Henrique Laurindo da Silva(PE027718)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Cláudia Virginia Carvalho Pereira de Melo(PE020670)
Advog : Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : MANOEL HILÁRIO DA SILVA
Embargado : Obedes Avelino da Silva
Embargado : Maria Aparecida da Silva Farias
Embargado : Aluisio Pereira da Silva
Embargado : Ailton José dos Santos
Embargado : Frederico Alexandre da Rocha e Silva
Embargado : João Pedro dos Santos
Embargado : Lindalva Maria da Silva
Embargado : Eronides Lins da Fonseca
Embargado : Maria do Carmo Nunes de Moura
Embargado : Ivanete Lúcia de Albuquerque
Embargado : José Marcondes Brandão
Embargado : Nely Siqueira Pinto
Embargado : JOSE GERMANO DA SILVA
Embargado : Joselito Francisco da Silva
Embargado : Vismar da Silva Ferreira
Embargado : Maria Irineide Pereira de Lucena
Embargado : Manoel Nóe da Silveira
Embargado : Alexandre Neri Velez
Embargado : João Delfino Ribeiro
Embargado : Valmir José da Silva
Embargado : Maria Cristina da Silva
Embargado : Auri Fernandes dos Santos
Embargado : DANIEL DE BENEVIDES
Embargado : Maria do Carmo da Conceição
Embargado : Severino Ramos da Silva
Embargado : Lucineide Maria Maximiniano dos Santos
Advog : ROBSON ALVES FREITAS(PE029613)
Advog : Carlos Henrique Laurindo da Silva(PE027718)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 3ª Câmara Cível
Relator : Des. Francisco Eduardo Goncalves Sertorio Canto
Proc. Orig. : 0003159-06.2013.8.17.0370 (446979-4)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:07 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 446979-4


Recorrente: Sul América Companhia Nacional de Seguros S/A

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recorridos: Manoel Hilário da Silva e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto pela Sul América Companhia Nacional de Seguros S/A com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da
Constituição Federal contra acórdão proferido em sede de embargos de declaração em apelação.

Nas razões do nobre apelo (fls. 2.011/2.035), o ora recorrente debate os seguintes temas: a) violação aos artigos 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011,
alterados pela Lei n. 13.000/14; b) divergência jurisprudencial no que diz respeito à necessidade de ingresso da Caixa Econômica Federal (CEF)
na lide, na condição de gestora do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), com a consequente remessa dos autos à Justiça
Federal; c) Ilegitimidade passiva da seguradora; d) prescrição ânua; e) Ilegitimidade ativa dos autores com contrato de financiamento quitado; f)
que deve prevalecer a cláusula contratual de exclusão de cobertura para vícios de construção; g) inépcia da inicial; h) falta de interesse de agir; i)
ausência de comunicação do sinistro/de requerimento administrativo prévio; j) da denunciação da lide à construtora do imóvel; k) Inaplicabilidade
do CDC ao presente caso.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões pelos autores, ora recorridos às fls. 2.141/2.184.

Inviável, contudo, o seguimento do apelo excepcional.

Quanto à suposta contrariedade aos arts. 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011, alterados pela Lei 13.000/14, e ao dissídio pretoriano apontado, o
colendo Superior Tribunal de Justiça já definiu a questão legal sub examine, ao julgar o REsp n° 1.091.363/SC, da relatoria da Minª. MARIA ISABEL
GALLOTTI, publicado em 25/05/2009, integrado pelo acórdão de Embargos Declaratórios em Embargos Declaratórios, julgado em 10/10/2012,
recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-C do CPC/73 (arts. 1.036 c/c 1.040, I, CPC/2015).

No mencionado julgamento, que deu ensejo aos Temas 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, restou decidido que "em ações versando sobre
seguros de mútuo habitacional contratados no período compreendido entre 02.12.1998 e 29.12.2009, por envolver discussão entre seguradora
e mutuário, e não estando afetado o FCVS, não há interesse da instituição financeira a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário,
cabendo, então, à Justiça Estadual o julgamento do feito, conforme se infere do referido julgado".
O STJ mantém o entendimento do repetitivo, sob esse mesmo fundamento, vejamos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (2ª Seção, rela. Mina. Nancy Andrighi, DJe de 14-12-2012) (sem
grifo no original).

Na presente hipótese, quando do julgamento da apelação pelo Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA, de modo que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Não custa enfatizar, ainda, que a edição da Medida Provisória n. 633/2013, convertida na Lei n. 13.000/2014, em nada altera a orientação emanada
do colendo Superior Tribunal de Justiça, porquanto a regra criada pelo artigo 1º-A, § 1º, da Lei n. 12.409/11 continua a exigir a demonstração de
risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS ou às suas subcontas, prova esta inexistente nos presentes autos.

Oportuno trazer manifestação da Corte da Cidadania acerca do assunto:

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRINCÍPIOS DA
FUNGIBILIDADE, CELERIDADE E ECONOMIA PROCESSUAL. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. FCVS. CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL. LITISCONSÓRCIO. INEXISTÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. MEDIDA PROVISÓRIA 633/13. NECESSIDADE DE
DEMONSTRAÇÃO DE COMPROMETIMENTO DO FCVS. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar os recursos sujeitos aos efeitos do artigo 543-C do CPC (repetitivos), REsp
1.091.363/SC, DJe de 25/05/2009, consolidou o entendimento no sentido de não existir interesse da Caixa Econômica Federal a justificar a
formação de litisconsórcio passivo necessário nas causas cujo objeto seja a pretensão resistida à cobertura securitária dos danos oriundos dos
vícios de construção do imóvel financiado mediante contrato de mútuo submetido ao Sistema Financeiro da Habitação, quando não afetar o FCVS
(Fundo de Compensação de Variações Salariais), sendo, portanto, da Justiça Estadual a competência para processar e julgar o feito.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

2. A alteração introduzida pela Medida Provisória 633 de 2013, convertida na Lei 13.000 de 2014, tem por objetivo autorizar a Caixa Econômica
Federal (CEF) a representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS, sendo que a CEF intervirá, em face do interesse jurídico, nas
ações judiciais que representem risco ao FCVS ou às suas subcontas. Se não há prova de risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS,
a inovação legislativa não traz nenhuma repercussão prática. 3. Embargos de declaração recebidos com agravo regimental ao qual se nega
provimento. (Quarta Turma, EDcl no AREsp 606.445/SC, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, j. 18.12.2014, DJe 02.02.2015) (sem grifo no original).

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 1.030, I, 'b', do CPC/2015 (correspondente ao art. 543-C,
§ 7º, I do CPC/1973).

Destarte, por não estar comprovada a possibilidade de comprometimento de recursos do FCVS, não se vislumbra interesse jurídico da CEF para
intervir na condição de assistente, tampouco se justifica a remessa dos autos à Justiça Federal.

Destaca-se, ainda, que "a jurisprudência do STJ assenta-se no sentido de que, para fins de aplicação do art. 543-C do CPC, é desnecessário
que o recurso especial representativo de matéria repetitiva tenha transitado em julgado". (2ª Turma, AgRg no REsp 1.422.349/SP, Rel. Ministro
Humberto Martins, j. 04.02.2014).

Desta forma, deve-se permanecer com a aplicação da orientação constante nos Temas nº 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, oriundos do
julgamento dos Recursos Especiais nº 1.091.363/SC e 1.091.393/SC, afetados à sistemática dos recursos repetitivos, considerando indispensável
a demonstração do comprometimento em debate.

De igual modo, quanto à alegação de ilegitimidade ativa dos segurados, bem como quanto à alegação de ilegitimidade passiva da seguradora,
não haveria como albergar a argumentação recursal sem o readentramento na seara fático-probatória, o que importaria em total desconsideração
dos fundamentos da Câmara transcritos linhas volvidas, em sentido contrário.

Ora, o reexame de tal motivação da Turma Julgadora não é possível na instância que se pretende ver inaugurada, porque os fatos devem ser
considerados na versão do acórdão (cf., AgRg no REsp 1017005/BA, rel. min. RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, DJe de 22/10/2013). Incide,
pois, novamente, o teor do verbete sumular n° 07 do STJ.

E o apelo novamente não pode ser admitido, a teor do disposto nas Súmulas 5 e 7 do STJ, isto relativamente à sustentada afronta à divergência
jurisprudencial acerca da inexistência de cobertura de vícios construtivos pela apólice habitacional.

Observa-se que a conclusão alcançada pelo Colegiado - de que a modalidade de risco de danos decorrentes de vícios construtivos possui
cobertura securitária - não prescindiu da análise das cláusulas do contrato de seguro habitacional e do acervo fático-probatório da demanda, cujo
reexame é sabidamente vedado nesta via excepcional. Outra não é a orientação do STJ:

- AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SISTEMA FINANCEIRO HABITACIONAL. NÃO COMPROMETIMENTO DO
FUNDO DE COMPENSAÇÃO DE VARIAÇÕES SALARIAIS (FCVS). PRECEDENTES. MARCO INICIAL DO PRAZO PRESCRICIONAL. DANOS
CONTÍNUOS E PERMANENTES. SÚMULA 07/STJ. INCIDÊNCIA. SEGURO OBRIGATÓRIO. LEGITIMIDADE PASSIVA DA SEGURADORA.
AUSÊNCIA DE COBERTURA SECURITÁRIA PARA OS VÍCIOS DE CONSTRUÇÃO VERIFICADOS. SÚMULAS 05 E 07/STJ. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
[...]
4. Quanto à extensão dos riscos cobertos pela apólice, a pretensão recursal esbarra no óbice contido nos enunciados sumulares n. 05 e 07/STJ.
(4ª Turma, AgRg no AREsp 274.494/SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, DJe de 25-3-2014) (sem grifo no original).
- AGRAVO REGIMENTAL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. AÇÃO AJUIZADA CONTRA SEGURADORA. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA
ESTADUAL. SÚMULA 7/STJ. MULTA CONTRATUAL. SÚMULAS 5 E 7/STJ. LEGITIMIDADE ATIVA DO MUTUÁRIO. COBERTURA
SECURITÁRIA. SÚMULAS 5 E 7/STJ. CDC. APLICABILIDADE. PRESCRIÇÃO. SÚMULA 7/STJ. DECISÃO AGRAVADA MANUTENÇÃO.
[...]
3.- O Tribunal de origem, interpretando as cláusulas do contrato, concluiu que os vícios de construção verificados estavam cobertos pela apólice.
Nessa medida, apenas a análise do contrato e dos vícios apresentados poderia apontar em sentido contrário, o que é defeso a esta Corte por
aplicação das Súmulas 5 e 7/STJ. (3ª Turma, AgRg no AREsp 244.430/SC, Rel. Min. Sidnei Beneti, DJe de 1º-3-2013) (sem grifo no original).

No que diz respeito aos tópicos intitulados "Da falta de interesse de agir", "Ausência de Comunicação do sinistro/de requerimento administrativo
prévio", "Da denunciação da lide à construtora do imóvel", "Da multa Decendial" o reclamo igualmente não merece ascender ante o óbice da
Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, aplicada de forma análoga, porque deficitária sua fundamentação. Na situação vertente, a recorrente
deixou de indicar, de forma clara e precisa, qualquer dispositivo de lei federal que teria sido ofendido pelo acórdão combatido - a tanto não se
prestam as simples referências a dispositivos legais -, o que inviabiliza a exata compreensão da controvérsia.

Nesse sentido, colaciona-se:

- [...] 4. Tendo sido interposto à moda de apelação, ou seja, deixando de indicar especificamente qual dispositivo legal teria sido violado pelo
acórdão recorrido ou qual seria a divergência jurisprudencial existente, o recurso especial encontra-se inviabilizado nesta instância especial, a
teor da Súmula nº 284 do Supremo Tribunal Federal. (Terceira Turma, AgRg no AREsp 393.367/RS, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
DJe de 2-12-2013).
- [...] Com efeito, o recurso especial não pode ser conhecido, pois não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão
federal controvertida, tendo deixado o recorrente de apontar os dispositivos de lei federal tidos por violados, bem como de informar de que modo
a legislação federal foi violada ou teve negada sua aplicação, incidindo, na espécie, o óbice da Súmula 284 do STF.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Ressalto que tal óbice aplica-se tanto para a interposição do recurso com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, quanto para a
interposição com base em divergência jurisprudencial, tendo em vista que o recorrente também não apontou dispositivo legal que teria obtido
interpretação diversa da que foi dada por outro Tribunal (AgRg nos EREsp 382.756/SC, Corte Especial, Rel. Min. Laurita Vaz, DJe de 17/12/2009).
(Decisão monocrática, AREsp 448.980/SC, Rel. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, DJe de 14-5-2014).
- [...] 4. Tendo sido interposto à moda de apelação, ou seja, deixando de indicar especificamente qual dispositivo legal teria sido violado pelo
acórdão recorrido ou qual seria a divergência jurisprudencial existente, o recurso especial encontra-se inviabilizado nesta instância especial, a
teor da Súmula nº 284 do Supremo Tribunal Federal. (Terceira Turma, AgRg no AREsp 393.367/RS, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
DJe de 2-12-2013).

Com relação à alegação de prescrição e suposta contrariedade ao art. 206 do Código Civil, bem como em relação à divergência na aplicação do
Código de Defesa do Consumidor e a inversão do ônus da prova, tais pretensões esbarram na análise do conjunto fático-probatório constante
dos autos, pois não restou delimitado o momento da ocorrência do sinistro.

Logo, para averiguar o início do prazo prescricional, faz-se necessário reexaminar provas, o que é vedado na estreita via deste apelo especial,
aplicando-se novamente a Súmula nº 7 do STJ.

Pelo exposto, nego seguimento ao recurso especial, nos termos do art. 1.030,I, "b" do CPC/15 (equivalente ao art. 543-C , § 7º, I, do CPC/73),
em consonância com os Temas 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, e, no restante, não o admito.

Publique-se.

Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16663 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

AUGUSTO LUIZ GOMES BEZERRA(PE038531) 002 0005070-93.2015.8.17.1110(0450903-9)


Carlos Gustavo Rodrigues de Matos(PE017380) 001 0009781-15.2011.8.17.0001(0402041-7)
Carolina Rangel Pinto(PE022107) 001 0009781-15.2011.8.17.0001(0402041-7)
Christianne Gomes da Rocha(PE020335) 002 0005070-93.2015.8.17.1110(0450903-9)
Eduardo Augusto Paurá Peres Filho(PE021220) 001 0009781-15.2011.8.17.0001(0402041-7)
Fernando Barbosa Pinto(PE003905) 001 0009781-15.2011.8.17.0001(0402041-7)
João Bosco Luiz Bezerra(PE008653) 002 0005070-93.2015.8.17.1110(0450903-9)
LUIZ ANDRE PAULINO DA SILVA(PE030401) 001 0009781-15.2011.8.17.0001(0402041-7)
Paulo André Rodrigues de Matos(PE019067) 001 0009781-15.2011.8.17.0001(0402041-7)
Thiago Torres Assunção(PE023100) 001 0009781-15.2011.8.17.0001(0402041-7)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0009781-15.2011.8.17.0001(0402041-7)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0009781-15.2011.8.17.0001 Embargos de Declaração nos Embargos de Declaração


(0402041-7)
Protocolo : 2016/116851
Comarca : Recife
Vara : Oitava Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Embargante : COMPANHIA AGROPECUÁRIA VALE DO RIBEIRÃO - CAPRI

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Advog : Eduardo Augusto Paurá Peres Filho(PE021220)


Advog : Thiago Torres Assunção(PE023100)
Advog : Paulo André Rodrigues de Matos(PE019067)
Advog : Carlos Gustavo Rodrigues de Matos(PE017380)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Datamétrica Agropecuária Ltda
Advog : LUIZ ANDRE PAULINO DA SILVA(PE030401)
Advog : Fernando Barbosa Pinto(PE003905)
Advog : Carolina Rangel Pinto(PE022107)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : COMPANHIA AGROPECUÁRIA VALE DO RIBEIRÃO - CAPRI
Advog : Eduardo Augusto Paurá Peres Filho(PE021220)
Advog : Thiago Torres Assunção(PE023100)
Advog : Paulo André Rodrigues de Matos(PE019067)
Advog : Carlos Gustavo Rodrigues de Matos(PE017380)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Datamétrica Agropecuária Ltda
Advog : LUIZ ANDRE PAULINO DA SILVA(PE030401)
Advog : Fernando Barbosa Pinto(PE003905)
Advog : Carolina Rangel Pinto(PE022107)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Jones Figueirêdo
Relator Convocado : Juiz Mariana Vargas Cunha de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0009781-15.2011.8.17.0001 (402041-7)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:08 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 402041-7


Recorrente: Companhia Agropecuária Vale do Ribeirão - CAPRI
Recorrido: Datamétrica Agropecuária Ltda.

1. Não ocorrência de afronta ao artigo 1.022, do CPC/2015.


2. Aplicação da Súmula 07/STJ.

Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em embargos
de declaração, opostos em sede de embargos de declaração, opostos, por sua vez, em sede de apelação.

Alega o recorrente, em síntese, que o acórdão recorrido violou o disposto nos artigos 1.022, do CPC/2015, e 186 e 927, do CC.

Inicialmente, cumpre registrar que em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 30/03/2017 (fl. 1.099), deve o exame de
admissibilidade deste especial se orientar pelo que dispõe o Enunciado Administrativo nº 3, do STJ, segundo o qual, "Aos recursos interpostos
com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade
recursal na forma do novo CPC".

1. Não ocorrência de afronta ao artigo 1.022, do CPC/2015.

Ato contínuo, não vislumbro afronta a quaisquer dos incisos do artigo 1.022 do Novo Código de Processo Civil eis que, com clareza e harmonia
entre suas proposições, o acórdão recorrido contém motivação suficiente para justificar o decidido, evidenciando enfrentamento das questões
relevantes para o deslinde da controvérsia agitadas na causa.

2. Aplicação da Súmula 07/STJ.

Ademais, com relação à alegada violação aos demais dispositivos supramencionados, percebe-se, claramente, que a pretensão da parte
recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já analisada no julgamento dos recursos apreciados anteriormente na causa.

Verifico, de pronto, que o exame da matéria implica o revolvimento do conteúdo fático-probatório, uma vez que já foi decidido, por meio da análise
das provas produzidas nos autos - inclusive por perícia judicial, quando do julgamento dos recursos anteriores, que não houve ocorrência de ato
ilícito capaz de gerar o direito de indenização ao recorrente de quantia necessária à recuperação dos bens imóveis e que, inclusive, todas as
questões já haviam sido devidamente respondidas e resolvidas (fls. 1.028/1.029).

Percebe-se, portanto, que o acórdão recorrido utilizou-se de todas as provas produzidas no processo classificadas como legais e legítimas para
fundamentar a decisão.

Sendo assim, é notória a intenção do recorrente em reexaminar as provas e rediscutir matéria fática já decidida anteriormente, o que é vedado
na via especial, atraindo a incidência da Súmula nº 07 do STJ.

Ante o exposto, nego seguimento a este recurso especial.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Publique-se.

Recife, 03 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0005070-93.2015.8.17.1110 Embargos de Declaração na Apelação


(0450903-9)
Protocolo : 2016/110503
Comarca : Pesqueira
Vara : Segunda Vara Cível da Comarca de Pesqueira
Apelante : Karla Maria Clementino da Silva
Advog : AUGUSTO LUIZ GOMES BEZERRA(PE038531)
Advog : João Bosco Luiz Bezerra(PE008653)
Apelado : TIM CELULAR S A
Advog : Christianne Gomes da Rocha(PE020335)
Observação : ASSUNTO CNJ 7617
Embargante : Karla Maria Clementino da Silva
Advog : AUGUSTO LUIZ GOMES BEZERRA(PE038531)
Advog : João Bosco Luiz Bezerra(PE008653)
Embargado : TIM CELULAR S A
Advog : Christianne Gomes da Rocha(PE020335)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Márcio Fernando de Aguiar Silva
Proc. Orig. : 0005070-93.2015.8.17.1110 (450903-9)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:07 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 450903-9


Recorrente: Karla Maria Clementino da Silva
Recorridos: Tim Celular S/A

1. Impossibilidade de análise de afronta a dispositivo constitucional em sede de recurso especial


2. Aplicação da Súmula 284 do STF
3. Aplicação da Súmula 13 do STJ
Recurso Especial interposto, com fulcro no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c" da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede de
embargos de declaração opostos em apelação cível.
De início, informo que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela Lei 13.105/15 (denominado novo Código de Processo
Civil - CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3 do STJ, os recursos excepcionais interpostos em face de decisões
publicadas a partir de 18/03/16, devem ser apreciados na forma do CPC/15.
Alega a parte recorrente que o acórdão vergastado incorreu em afronta ao princípio da isonomia consubstanciado no art. 5º da Constituição
Federal, uma vez que diverge de outras decisões proferidas pelo próprio Tribunal de Justiça de Pernambuco. Todavia, a parte recorrente não
apontou que dispositivo de lei federal foi violado no caso.
O recurso é tempestivo, a representação processual é regular e o benefício da justiça gratuita é alvitrado.
1. Impossibilidade de análise de afronta a dispositivo constitucional em sede de recurso especial
De início ressalte-se que, no tocante à afronta ao dispositivo constitucional ventilado, é impossível a interposição de recurso especial, tendo em
vista que a análise de tais dispositivos é reservada ao Supremo Tribunal Federal.
Neste sentido:
"2. A violação de preceitos, de dispositivos ou de princípios constitucionais revela-se quaestio afeta à competência do Supremo Tribunal Federal,
provocado pela via do extraordinário; motivo pelo qual não se pode conhecer do recurso especial nesse aspecto, em função do disposto no art.
105, III, da Constituição Federal" - 6ª T., REsp 1329484 / SP, rel. Min. Sebastião Reis Júnior, DJe 25/04/2013, trecho da ementa).

2. Aplicação da Súmula 284 do STF


Verifico que a parte recorrente interpôs o presente recurso especial sem, contudo, mencionar qual dispositivo de lei federal foi violado, o que
inviabiliza a compreensão da controvérsia em face da deficiência da fundamentação do apelo raro, nos termos do enunciado nº 284 do STF,
aplicável de forma análoga à hipótese sob apreciação.
Nesse sentido, o seguinte julgado do STJ:
PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. ATENDIMENTO
EM CARÁTER DE URGÊNCIA.HOSPITAL VINCULADO AO PLANO DE COBERTURA NACIONAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

PROBATÓRIA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 5 E 7 DO STJ.REVISÃO DO DANO MORAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DOS ARTIGOS
LEGAIS SUPOSTAMENTE VIOLADOS. SÚMULA N. 284 DO STF. DECISÃO MANTIDA.
O conhecimento do recurso especial exige a indicação dos dispositivos legais supostamente violados. Ausente tal requisito, incide a Súmula
n. 284/STF. (...) 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no AREsp 391.250/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, julgado em 24/02/2015, DJe 03/03/2015)

3. Aplicação da Súmula 13 do STJ


Por fim, verifica-se que o presente apelo nobre também não merece trânsito quanto à alegação de dissídio jurisprudencial entre julgados da
própria Corte de origem, uma vez que o recurso encontra óbice na Súmula 13 do STJ, a qual determina que "a divergência entre julgados do
mesmo Tribunal não enseja recurso especial".
Portanto, com arrimo nestes fundamentos, inadmito o recurso.
Publique-se.
Recife, 03 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente
DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16670 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Carlos Antônio Harten Filho(PE019357) 001 0003584-71.2016.8.17.0000(0430597-5)


Danielle Torres Silva(PE018393) 001 0003584-71.2016.8.17.0000(0430597-5)
Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240) 001 0003584-71.2016.8.17.0000(0430597-5)
Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A) 001 0003584-71.2016.8.17.0000(0430597-5)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:

001. 0003584-71.2016.8.17.0000 Agravo de Instrumento


(0430597-5)
Comarca : Petrolina
Vara : 4º Vara Cível
Agravte : Sul America Cia Nacional de Seguros
Advog : Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240)
Advog : Carlos Antônio Harten Filho(PE019357)
Agravdo : DEUSDETE ANTUNES DE OLIVEIRA
Agravdo : ANA ROSA ROCHA RIBEIRO
Agravdo : ILDA ALZIRA DE SOUZA
Agravdo : ANA FERREIRA DOS SANTOS NETA
Agravdo : VALDEMIR DA SILVA SANTOS
Agravdo : VANILDE DUETES RIBEIRO
Agravdo : FERNANDA ALVES PARANHOS
Agravdo : ANTÔNIO NIVALDO DE ALMEIDA
Agravdo : LIANA NOVAES LIMA
Agravdo : EULINA PEREIRA DE LIMA
Agravdo : LEIDE MENEZES DE SOUZA VIEIRA
Agravdo : MARIA DO SOCORRO DIAS SILVA
Agravdo : MARIA DEVANITA DA SILVA COSTA
Agravdo : HELENA PEREIRA BORGES
Agravdo : Enoque Rodrigues Bezerra
Agravdo : JUCELI MARIA SENA SOUSA
Agravdo : MARIA DAS GRAÇAS GRANJA CARVALHO
Agravdo : MARIA FRANCINETE PEREIRA DE CERQUEIRA
Agravdo : NELSON ARAUJO BARBOSA
Agravdo : NILDA FREIRE DA SILVA
Agravdo : MARIA APARECIDA COSTA GOMES
Agravdo : GENILDA NUNES DOS SANTOS.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Agravdo : JOÃO BATISTA CAMPOS


Agravdo : MARIA NEUZA PEREIRA.
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Advog : Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 2ª Turma
Relator : Des. Democrito Ramos Reinaldo Filho
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 03/10/2017 17:55 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 430597-5


Recorrente: Sul América Companhia Nacional de Seguros S/A
Recorridos: Deusdete Antunes de Oliveira e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto pela Sul América Companhia Nacional de Seguros com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da
Constituição Federal contra acórdão proferido em sede de agravo de instrumento.

Nas razões do recurso especial (fls. 1.405/1.436), o ora agravante debate os seguintes temas: a) violação aos artigos 1º e 1ª-A da Lei n.
12.409/2011, alterados pela Lei n. 13.000/14; b) divergência jurisprudencial no que diz respeito à necessidade de ingresso da Caixa Econômica
Federal (CEF) na lide, na condição de gestora do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), com a consequente remessa dos autos
à Justiça Federal; c) infração ao art. 109, I, da CF e à súmula 150 do STJ e, por fim, d) Ilegitimidade passiva da seguradora.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e com apresentação de contrarrazões por parte dos autores, às fls. 1.521/1.532.

Inviável, contudo, o seguimento do presente recurso excepcional.

Quanto à suposta contrariedade aos arts. 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011, alterados pela Lei 13.000/14, e ao dissídio pretoriano apontado, o
colendo Superior Tribunal de Justiça já definiu a questão legal sub examine, ao julgar o REsp n° 1.091.363/SC, da relatoria da Minª. MARIA ISABEL
GALLOTTI, publicado em 25/05/2009, integrado pelo acórdão de Embargos Declaratórios em Embargos Declaratórios, julgado em 10/10/2012,
recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-C do CPC/73 (arts. 1.036 c/c 1.040, I, CPC/2015).

No mencionado julgamento, que deu ensejo aos Temas 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, restou decidido que "em ações versando sobre
seguros de mútuo habitacional contratados no período compreendido entre 02.12.1998 e 29.12.2009, por envolver discussão entre seguradora
e mutuário, e não estando afetado o FCVS, não há interesse da instituição financeira a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário,
cabendo, então, à Justiça Estadual o julgamento do feito, conforme se infere do referido julgado".

Segue a redação do TEMA 50 e 51, atualizada pelo STJ em 18 de agosto de 2016:

"Fica, pois, consolidado o entendimento de que, nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do SFH, a CEF detém interesse
jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 - período compreendido
entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao FCVS (apólices públicas,
ramo 66). Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a
CEF carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.

Ademais, o ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu
interesse jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco
efetivo de exaurimento da reserva técnica do FESA, colhendo o processo no estado em que este se encontrar no instante em que houver a efetiva
comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.

Outrossim, evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá
a CEF se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.

(Informação atualizada em 18/08/2016 com transcrição do trecho do voto vencedor proferido pela Min. Nancy Andrighi no julgamento dos segundos
embargos declaratórios em que Sua Excelência estabelece a tese jurídica repetitiva - página 10 - REsp 1091363/SC - DJe de 14/12/2012)."

O STJ mantém o entendimento do repetitivo, sob esse mesmo fundamento, vejamos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (2ª Seção, rela. Mina. Nancy Andrighi, DJe de 14-12-2012) (sem
grifo no original).

Na presente hipótese, quando do julgamento da questão pelo Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA, de modo que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Não custa enfatizar, ainda, que a edição da Medida Provisória n. 633/2013, convertida na Lei n. 13.000/2014, em nada altera a orientação emanada
do colendo Superior Tribunal de Justiça, porquanto a regra criada pelo artigo 1º-A, § 1º, da Lei n. 12.409/11 continua a exigir a demonstração de
risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS ou às suas subcontas, prova esta inexistente nos presentes autos.

Oportuno trazer manifestação da Corte da Cidadania acerca do assunto:

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRINCÍPIOS DA
FUNGIBILIDADE, CELERIDADE E ECONOMIA PROCESSUAL. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. FCVS. CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL. LITISCONSÓRCIO. INEXISTÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. MEDIDA PROVISÓRIA 633/13. NECESSIDADE DE
DEMONSTRAÇÃO DE COMPROMETIMENTO DO FCVS. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar os recursos sujeitos aos efeitos do artigo 543-C do CPC (repetitivos), REsp
1.091.363/SC, DJe de 25/05/2009, consolidou o entendimento no sentido de não existir interesse da Caixa Econômica Federal a justificar a
formação de litisconsórcio passivo necessário nas causas cujo objeto seja a pretensão resistida à cobertura securitária dos danos oriundos dos
vícios de construção do imóvel financiado mediante contrato de mútuo submetido ao Sistema Financeiro da Habitação, quando não afetar o FCVS
(Fundo de Compensação de Variações Salariais), sendo, portanto, da Justiça Estadual a competência para processar e julgar o feito.
2. A alteração introduzida pela Medida Provisória 633 de 2013, convertida na Lei 13.000 de 2014, tem por objetivo autorizar a Caixa Econômica
Federal (CEF) a representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS, sendo que a CEF intervirá, em face do interesse jurídico, nas
ações judiciais que representem risco ao FCVS ou às suas subcontas. Se não há prova de risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS,
a inovação legislativa não traz nenhuma repercussão prática. 3. Embargos de declaração recebidos com agravo regimental ao qual se nega
provimento. (Quarta Turma, EDcl no AREsp 606.445/SC, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, j. 18.12.2014, DJe 02.02.2015) (sem grifo no original).

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 1.030, I, 'b', do CPC/2015.

Destarte, por não estar comprovada a possibilidade de comprometimento de recursos do FCVS, não se vislumbra interesse jurídico da CEF para
intervir na condição de assistente, tampouco se justifica a remessa dos autos à Justiça Federal.

Ademais, a jurisprudência do STJ assenta-se no sentido de que, para fins de aplicação do art. 1.040 do CPC/15, é desnecessário que o recurso
especial representativo de matéria repetitiva tenha transitado em julgado.

Senão vejamos:
Não é preciso aguardar o trânsito em julgado do acórdão que julga o recurso representativo da controvérsia para a tomada das medidas previstas
neste dispositivo (STJ-4ª T., REsp 1.240.821-EDcl, Min. Luis Felipe, j. 5.12.13, DJ 10.12.13; STJ-3ªT., REsp 1.327.498-AgRg, Min. Nancy Andrighi,
j. 11.3.14, DJ 18.3.14); basta sua publicação ou até mesmo a "proclamação do resultado do julgamento na medida em que o teor do voto vencedor
obviamente é do conhecimento de todos" (STJ-2ª Seção, REsp 1.061.530, Min. Nancy Andrighi, j. 22.10.08, DJ 10.3.09).

Desta forma, deve-se permanecer com a aplicação da orientação constante nos Temas nº 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, oriundos do
julgamento dos Recursos Especiais nº 1.091.363/SC e 1.091.393/SC, afetados à sistemática dos recursos repetitivos, considerando indispensável
a demonstração do comprometimento em debate.

De igual modo, quanto à alegação de ilegitimidade passiva da seguradora, não haveria como albergar a argumentação recursal sem o
readentramento na seara fático-probatória, o que importaria em total desconsideração dos fundamentos da Câmara transcritos linhas volvidas,
em sentido contrário.

Ora, o reexame de tal motivação da Turma Julgadora não é possível na instância que se pretende ver inaugurada, porque os fatos devem ser
considerados na versão do acórdão (cf., AgRg no REsp 1017005/BA, rel. min. RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, DJe de 22/10/2013). Incide,
pois, o teor do verbete sumular n° 07 do STJ.

No mesmo sentido, não há como admitir o seguimento da insurgência com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal.
Na via especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105,
III da Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

79
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Por fim, vale registrar a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de violação à
Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Diante do exposto, nego seguimento ao recurso especial, nos termos do art. 1.030, I, "b" do CPC/15, em consonância com os Temas 50 e 51
do Superior Tribunal de Justiça, e, no restante, não o admito.

Publique-se.

Recife, 27 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo

DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16669 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

"e Outro(s)" - conforme Regimento I. T. a. III 003 0012272-67.2015.8.17.2001(0436256-3)


Antônio Sylvio N. Dourado Júnior(PE029343) 001 0010433-66.2010.8.17.0001(0269804-6)
Carlos Roberto Siqueira Castro(PE000808A) 001 0010433-66.2010.8.17.0001(0269804-6)
Eduardo José Motta Dubeux(PE015858) 003 0012272-67.2015.8.17.2001(0436256-3)
Hugo Filardi Pereira(PE001151A) 001 0010433-66.2010.8.17.0001(0269804-6)
LEONARDO LIMA CLERIER(PE001408A) 002 0018668-80.2014.8.17.0001(0390315-9)
Rodrigo Salman Asfora(PE023698) 003 0012272-67.2015.8.17.2001(0436256-3)
Romero Moraes de Oliveira(PE021167) 002 0018668-80.2014.8.17.0001(0390315-9)
Thaís Andréia Bader da Silva(PE001055B) 002 0018668-80.2014.8.17.0001(0390315-9)
Thomas Benes Felsberg(SP019383) 003 0012272-67.2015.8.17.2001(0436256-3)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0010433-66.2010.8.17.0001(0269804-6)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0018668-80.2014.8.17.0001(0390315-9)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0012272-67.2015.8.17.2001(0436256-3)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0010433-66.2010.8.17.0001 Apelação


(0269804-6)
Comarca : Recife
Vara : 29º Vara Cível
Apelante : Grupo Serviços de Medicina Ltda
Advog : Hugo Filardi Pereira(PE001151A)
Advog : Carlos Roberto Siqueira Castro(PE000808A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelante : Unidade de Diagnóstico Médico por Imagem S/C Ltda
Advog : Antônio Sylvio N. Dourado Júnior(PE029343)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : Unidade de Diagnóstico Médico por Imagem S/C Ltda
Advog : Antônio Sylvio N. Dourado Júnior(PE029343)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : Grupo Serviços de Medicina Ltda
Advog : Hugo Filardi Pereira(PE001151A)
Advog : Carlos Roberto Siqueira Castro(PE000808A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : Câmara Extraordinária Cível
Relator : Des. Itabira de Brito Filho
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:08 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 269804-6


Recorrente: AMIL - Assistência Médica Internacional

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recorridos: Unidade de Diagnóstico Médico por Imagem S/C LTDA

1. Aplicação da Súmulas 07 e 83 do STJ


2. Aplicação da Súmula 284 do STF
3. Ausência do cotejo analítico.

Recurso Especial interposto, com fulcro no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "b" da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede de
apelação cível.
De início, informo que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela Lei 13.105/15 (denominado novo Código de Processo
Civil - CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3 do STJ, os recursos excepcionais interpostos em face de decisões
publicadas a partir de 18/03/16, devem ser apreciados na forma do CPC/15.
Alega a parte recorrente que a rescisão unilateral do contrato foi legal, pois observou os arts. 472 e 473 do CC, além de que se trata de relação
entre duas empresas, não sendo aplicável, portanto o art. 17 da Lei 9.656/98. Aponta, ainda, afronta ao art. 537, §1º, inciso I do NCPC e art. 884
do CC, tendo em vista que o valor fixado a título de astreintes foi excessivo. Aduz que o valor fixado a título de honorários não pode considerar
em sua base de cálculo o valor das astreintes, todavia neste ponto não apontou o dispositivo legal violando, aduzindo a ocorrência de dissídio
jurisprudencial. Por fim, requer que seja concedido efeito suspensivo ao recurso.
O recurso é tempestivo, a representação processual é regular e as custas foram satisfeitas.
1. Aplicação das Súmulas 07 e 83 do STJ.
Com relação aos artigos supramencionados, constato que a tese sustentada pelo recorrente encontra óbice no enunciado da Súmula nº 07 do
STJ, eis que a pretensão, em verdade, é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já analisada na sentença e no julgamento dos recursos
anteriores.
Como se sabe, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida. Se a violação e /ou a negativa
de vigência da Lei Federal, nos termos em que é invocada no recurso especial, pressupõe o revolvimento do conjunto fático-probatório, levado
em expressa e clara consideração pelo Tribunal de origem para chegar à conclusão tida por insatisfatória pelo recorrente, não se faz possível
a admissão do recurso.
No que concerne à alegação de legalidade da rescisão contratual, observa-se que a parte recorrente deseja na verdade um novo julgamento
do mérito. O Tribunal de Justiça de Pernambuco ao julgar o caso em questão concluiu que o descredenciamento da recorrente não observou
as leis que regem o tema. Assim veja-se:
"Ocorre que, a ré apelante/apelada alega em sua defesa que não praticou nenhuma ilegalidade ao efetivar a resilição contratual na forma que
como fez, pois entende ter exercido o seu direito de realizar o distrato na forma realizada, aduzindo primeiramente que, o fez por possuir uma
ampla rede credenciada que presta Os mesmos serviços médicos. Posteriormente, afirma que assim procedeu para redimensionar o atendimento
com clínicas de exames e diagnósticos para melhorar o seu atendimento perante os clientes. Ora, se essa foi a sua intenção não a concluiu de
forma satisfatória, informando aos usuários e a ANS a sua louvável intenção, vez que não ficou provado nos autos e, ainda, ficou evidenciado
o descumprimento da legislação vigente.
Como é cediço, a Lei permite a substituição das unidades de serviços médico-hospitalares, fixando regras para tal desiderato. Para que haja
a possibilidade de substituição é necessária a ocorrência de três fatores: equivalência das entidades médico-hospitalares, comunicação aos
consumidores com antecedência mínima de trinta dias e comunicação a ANS no mesmo prazo.
Evidente, pois, a nulidade das cláusulas contratuais que permite ao contratante alterar de forma unilateral os serviços oferecidos, a teor do art.
51, inciso XIII, do CDC."
Com relação ao valor das astreintes, revisar o valor atribuído faria incidir a Súmula nº 07/STJ. Ainda, ressalte-se que a revisão do "quantum
debeatur", é possível quando ditos valores forem fixados de maneira exorbitante, o que não ocorre no presente caso.
Nesse sentido:
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FORNECIMENTO DE
MEDICAMENTO. VIOLAÇÃO DO ART. 535, II, DO CPC. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ.
ACÓRDÃO FUNDADO EM INTERPRETAÇÃO EMINENTEMENTE CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM SEDE DE
RECURSO ESPECIAL. MULTA DIÁRIA. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ.
(...)
4. A revisão do valor arbitrado a título de multa exige, em regra, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é possível em sede
de recurso especial, em face do óbice da Súmula 7/STJ. Tal situação, no entanto, pode ser excepcionada quando o referido valor se mostrar
exorbitante ou irrisório, situação não verificada no caso dos autos.
5. Agravo regimental não provido.
(AgRg no AREsp 844.841/PE, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 07/04/2016, DJe 15/04/2016)

PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LOTEAMENTO IRREGULAR. PRAZO PARA CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO RAZOÁVEL E
ADEQUADO. MULTA ESTIPULADA DE FORMA COMPATÍVEL. REDUÇÃO DO VALOR FIXADO EM ASTREINTES. REEXAME DO CONTEXTO
FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. ALÍNEA "C". NÃO DEMONSTRAÇÃO DA DIVERGÊNCIA.
1. Hipótese em que o Tribunal local consignou que "o prazo para cumprimento da obrigação - um ano para as apelantes - se mostra adequado
e razoável, seja porque suficiente ao cumprimento da obrigação, seja porque há que preservar o direito daqueles que adquiriram os lotes e se
encontram desprovidos das mínimas condições de habitação" (fl. 945, e-STJ) e que o valor da multa diária fixada em R$ 1.000,00 (mil reais) não
merece redução "na medida que oportuna, visando compelir o devedor a adimplir com sua obrigação" (fl. 946, e-STJ).

81
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

2. O acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência do STJ no sentido de que o Município responde solidariamente pela regularização
do loteamento.
3. Com relação ao dissídio jurisprudencial, a divergência deve ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias que
identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles.
4. A jurisprudência do STJ pacificou o entendimento de que a apreciação dos critérios previstos na fixação de astreintes implica o reexame de
matéria fático-probatória, o que encontra óbice na Súmula 7 desta Corte. Excepcionam-se apenas as hipóteses de valor irrisório ou exorbitante,
o que não se configura neste caso.
5. Recurso Especial não provido.
(REsp 1656415/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/04/2017, DJe 02/05/2017)

CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DANO MORAL. REQUISITOS CONFIGURADORES. PRETENSÃO DE AFASTAMENTO. MULTA DIÁRIA
(ASTREINTE). REDUÇÃO DE VALOR. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
SÚMULA 211/STJ.
1. A apontada ofensa aos 186 do Código Civil e 333, I, do Código de Processo Civil não pode ser analisada, pois o Tribunal de origem
não expressou juízo de valor sobre tais dispositivos, o que impossibilita a apreciação do Recurso Especial nesse ponto, por ausência de
prequestionamento, nos termos da Súmula 211/STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos
declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo."
2. No que se refere ao valor fixado em decorrência de danos morais e ao da multa diária (astreinte) por atraso no cumprimento de decisão judicial,
é pacífico o entendimento do STJ de que, em regra, não é possível, em Recurso Especial, rever tais valores, uma vez que essa providência exige
reavaliação de fatos e provas. Excetuam-se apenas as hipóteses de valores irrisórios ou exorbitantes, o que não ocorre aqui.
3. O Juízo de primeira instância havia arbitrado a referida multa (astreinte) em R$ 2.000,00 (dois mil reais), a qual foi reduzida à metade (R$
1.000,00) pela Corte de origem. Assim, no presente caso, a apreciação dos critérios previstos no art. 461 do CPC para a fixação de seu valor
demanda o reexame de matéria fático-probatória, o que encontra óbice na Súmula 7 do STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não
enseja Recurso Especial." 5. Recurso Especial de que não se conhece.
(REsp 1650794/PE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 09/03/2017, DJe 20/04/2017)
Incide, in casu, o teor do disposto na Súmula 83 do STJ, que dispõe: "Não se conhece do Recurso Especial pela divergência, quando a orientação
do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida."
2. Aplicação da Súmula 284 do STF
Verifico que a parte recorrente interpôs o presente recurso especial sem, contudo, mencionar qual o artigo de lei em relação ao qual se deu o
dissídio jurisprudencial. Desse modo, resta inviabilizada a compreensão da controvérsia em face da deficiência da fundamentação do apelo raro,
nos termos do enunciado nº 284 do STF, aplicável de forma análoga à hipótese sob apreciação.
Nesse sentido, o seguinte julgado do STJ:
PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL SOBRE
O QUAL SE ALEGA INTERPRETAÇÃO DIVERGENTE. SÚMULA 284/STF.
1. A ausência de indicação do dispositivo de lei federal supostamente contrariado na instância ordinária, ainda que o recurso seja interposto pela
alínea "c" do permissivo constitucional, caracteriza deficiência na fundamentação, atraindo a incidência da Súmula n. 284 do STF. Precedentes:
AgRg no REsp 1.286.832/RJ, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 28/03/2016; AgRg no AREsp 733.353/RS, Rel. Min.
Rogério Schietti, Sexta Turma, REsp 1.557.802/RS, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 02/02/2016; AgRg no AREsp 570.294/
RS, Rel. Min. Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe 18/09/2015.
2. Agravo interno não provido.
(AgInt no REsp 1576110/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 27/09/2016, DJe 07/10/2016)
3. Ausência do cotejo analítico.
Por fim, cabe ressaltar que o recorrente não procedeu ao necessário cotejo analítico, nos moldes exigidos pelo art. 1.029, § 1º, do CPC/2015,
e art. 255 do RI/STJ.
Tenho que para a configuração de divergência jurisprudencial faz-se mister que sejam apresentados julgados com entendimentos diversos daquele
esposado no acórdão recorrido, com demonstração do cotejo analítico. Ademais, imprescindível ainda a comprovação da similitude fático-jurídica
entre as decisões, não sendo suficiente a mera transcrição de ementas ou a breve menção sobre apenas um aspecto do acórdão indicado como
paradigma e a decisão guerreada, sem qualquer referência aos respectivos relatórios, a fim de que se possa identificar a existência de similitude
dos casos confrontados.
Nos termos do Colendo STJ: "O conhecimento do recurso especial interposto com fundamento na alínea "c" do permissivo constitucional exige
a indicação do dispositivo legal objeto de interpretação divergente, a demonstração da divergência, mediante a verificação das circunstâncias
que assemelhem ou identifiquem os casos confrontados, e a realização do cotejo analítico entre elas, nos moldes exigidos pelos arts. 255, §§
1º e 2º, do RISTJ e 541, parágrafo único, do CPC/1973.". (AgRg no AREsp 170.433/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, julgado em 19/05/2016, DJe 27/05/2016)
Por derradeiro, ante a inadmissibilidade do recurso perde objeto o pedido de recebimento do recurso com efeito suspensivo.
Ante o exposto, inadmito o recurso.
Publique-se.
Recife, 02 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo

82
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

1º Vice-Presidente

002. 0018668-80.2014.8.17.0001 Agravo Regimental no Agravo na Apelação


(0390315-9)
Protocolo : 2016/114279
Comarca : Recife
Vara : Primeira Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Agravte : AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S/A
Advog : LEONARDO LIMA CLERIER(PE001408A)
Advog : Thaís Andréia Bader da Silva(PE001055B)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Luiz Roberto Britto de Oliveira Andrade Filho
Advog : Romero Moraes de Oliveira(PE021167)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravte : AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S/A
Advog : Thaís Andréia Bader da Silva(PE001055B)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Luiz Roberto Britto de Oliveira Andrade Filho
Advog : Romero Moraes de Oliveira(PE021167)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 5ª Câmara Cível
Relator : Des. Agenor Ferreira de Lima Filho
Proc. Orig. : 0018668-80.2014.8.17.0001 (390315-9)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:08 Local: CARTRIS
Recurso Especial no Processo nº 390315-9.
Recorrente: AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S/A.
Recorrido: LUIZ ROBERTO BRITTO DE OLIVEIRA ANDRADE FILHO.

Trata-se de Recurso Especial com fundamento no artigo 105, inciso III, "a" e "c" da Carta Magna.

Verifico, de logo, que o recorrente não cumpriu totalmente o teor da decisão de fs. 621/621v, vez que protocolou, em 22/06/2017,
intempestivamente, a petição de fs. 626, que se refere à regularização da representação processual.

Acrescento, outrossim, que a petição de fs. 655, apesar de tempestiva, encontra-se irregular, vez que o substabelecente Leonardo Lima Clerier,
OAB/PE 1.408-A, não detinha poder para tal ato.

Destarte, sendo a representação um dos pressupostos objetivos da admissibilidade recursal, impõe-se, no caso, o não conhecimento do presente
Recurso Especial.

Publique-se.

Recife, 29 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0012272-67.2015.8.17.2001 Embargos de Declaração na Apelação


(0436256-3)
Protocolo : 2017/105824
Apelante : America Airlines Inc
Advog : Rodrigo Salman Asfora(PE023698)
Advog : Thomas Benes Felsberg(SP019383)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : eduardo josé motta dubeux e outro e outro
Advog : Eduardo José Motta Dubeux(PE015858)
Embargante : America Airlines Inc
Advog : Rodrigo Salman Asfora(PE023698)
Advog : Thomas Benes Felsberg(SP019383)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Embargado : eduardo josé motta dubeux
Embargado : MARÍLIA GABRIELA DE FREITAS MOTA
Advog : Eduardo José Motta Dubeux(PE015858)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Órgão Julgador : 1ª Câmara Cível
Relator : Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
Proc. Orig. : 0012272-67.2015.8.17.2001 (436256-3)

83
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Despacho : Despacho
Última Devolução : 18/10/2017 15:54 Local: CARTRIS

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 436.256-3


Recorrente: American Airlines Inc.
Recorridos: Eduardo José Motta Dubeux e outro.

Cuida-se de tempestivo recurso especial interposto com lastro no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c" da CF/88, em face do acórdão que julgou
os Embargos de Declaração na Apelação Cível nº 436.256-3.

Observo que as peças recursais (fls. 298 e 316) foram firmadas apenas pelo advogado Bruno Souza, OAB/PE 30169, que somente passou a
atuar no feito a partir da interposição do especial, supostamente legitimado pelo substabelecimento de fl. 317.

Ocorre que no substabelecimento a assinatura foi nitidamente aposta por meio eletrônico de digitalização ou escaneamento, que por se tratar
de mera inserção de imagem em documento, não se confunde com a assinatura digital válida, baseada em certificado emitido por autoridade
certificadora credenciada, nos termos do que dispõe o art. 1º, § 2º, III, "a", da Lei 11.419/2006.

Constato também que ao tentar comprovar o recolhimento do preparo, no que se refere às custas devidas ao STJ, a entidade recorrente fez
juntar comprovante de pagamento da despesa ilegível, principalmente com relação à numeração correspondente ao código de barras da guia de
recolhimento, inviabilizando, por conseguinte, a conferência desses dados.

Diante do exposto, determino a intimação da recorrente, na pessoa do patrono devidamente constituído, para promover a correção dos vícios,
no prazo de cinco dias, mediante a juntada de documento válido que legitime a atuação do seu patrono, bem como de comprovante de
pagamento da referida despesa, legível, ou, na impossibilidade, de documentos que comprovem o recolhimento da despesa em dobro, sob pena
de inadmissibilidade do recurso especial (art. 932, parágrafo único c/c art. 1.007, §§ 2º e 4º do CPC/2015).

Ao CARTRIS, para a adoção das providências cabíveis.


Publique-se.
Recife, 11 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente
DESPACHOS/DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16673 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Anderson Ribeiro Ferrari(PE018348) 002 0047951-51.2014.8.17.0001(0376168-8)


Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412) 001 0009411-63.2016.8.17.0000(0448922-3)
BEATRIZ BERGAMINI C. GOMES 001 0009411-63.2016.8.17.0000(0448922-3)
COELHO(RJ008411)
Cláudia Virginia Carvalho P. d. Melo(PE020670) 001 0009411-63.2016.8.17.0000(0448922-3)
Danielle Torres Silva(PE018393) 001 0009411-63.2016.8.17.0000(0448922-3)
Diogo da Cruz Brandão Font(RJ157266) 001 0009411-63.2016.8.17.0000(0448922-3)
Erik Limongi Sial(PE015178) 003 0016076-68.2011.8.17.0001(0460533-0)
ILZA REGINA DEFILIPPI DIAS(SP027215) 001 0009411-63.2016.8.17.0000(0448922-3)
Jorge Henrique Gomes Pinto Filho(PE028145) 001 0009411-63.2016.8.17.0000(0448922-3)
Luciana Godoy de Mello Motta(PE000819B) 002 0047951-51.2014.8.17.0001(0376168-8)
Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A) 001 0009411-63.2016.8.17.0000(0448922-3)
Mariana Velloso B.B de Carvalho(PE019426) 002 0047951-51.2014.8.17.0001(0376168-8)
Márcio Vinicius Costa Pereira(RJ084367) 002 0047951-51.2014.8.17.0001(0376168-8)
Nelson Luiz Nouvel Alessio(SP061713) 001 0009411-63.2016.8.17.0000(0448922-3)
Roberto José Amorim Campos(PE022366) 003 0016076-68.2011.8.17.0001(0460533-0)
Romário Kyrillos Batista Pereira(PE019339) 002 0047951-51.2014.8.17.0001(0376168-8)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0009411-63.2016.8.17.0000(0448922-3)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0047951-51.2014.8.17.0001(0376168-8)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0016076-68.2011.8.17.0001(0460533-0)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

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001. 0009411-63.2016.8.17.0000 Agravo de Instrumento


(0448922-3)
Comarca : Jaboatão dos Guararapes
Vara : 4ª Vara Cível
Agravte : CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CAIXA
Advog : Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Everaldo Severino de Souza
Agravdo : LUIS RENAUX DE SIQUEIRA NASCIMENTO JUNIOR
Advog : Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A)
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : SUL AMÉRICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Cláudia Virginia Carvalho Pereira de Melo(PE020670)
Advog : Diogo da Cruz Brandão Font(RJ157266)
Advog : Jorge Henrique Gomes Pinto Filho(PE028145)
Advog : ILZA REGINA DEFILIPPI DIAS(SP027215)
Advog : Nelson Luiz Nouvel Alessio(SP061713)
Advog : BEATRIZ BERGAMINI C. GOMES COELHO(RJ008411)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. Stênio José de Sousa Neiva Coêlho
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 03/10/2017 17:49 Local: CARTRIS

Recurso Especial nº 448922-3


Recorrente: Sul América Companhia Nacional de Seguros
Recorridos: Everaldo Severino de Souza e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto pela Sul América Companhia Nacional de Seguros com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da
Constituição Federal contra acórdão proferido em sede de agravo de instrumento.

Nas razões do recurso especial (fls. 274/294), o ora agravante debate os seguintes temas: a) violação aos artigos 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011,
alterados pela Lei n. 13.000/14; b) divergência jurisprudencial no que diz respeito à necessidade de ingresso da Caixa Econômica Federal (CEF)
na lide, na condição de gestora do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), com a consequente remessa dos autos à Justiça
Federal; c) infração ao art. 109, I, da CF e à súmula 150 do STJ.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação de contrarrazões por parte dos autores, às fls. 447/469.

Inviável, contudo, o seguimento do presente recurso excepcional.

Quanto à suposta contrariedade aos arts. 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011, alterados pela Lei 13.000/14, e ao dissídio pretoriano apontado, o
colendo Superior Tribunal de Justiça já definiu a questão legal sub examine, ao julgar o REsp n° 1.091.363/SC, da relatoria da Minª. MARIA ISABEL
GALLOTTI, publicado em 25/05/2009, integrado pelo acórdão de Embargos Declaratórios em Embargos Declaratórios, julgado em 10/10/2012,
recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-C do CPC/73 (arts. 1.036 c/c 1.040, I, CPC/2015).

No mencionado julgamento, que deu ensejo aos Temas 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, restou decidido que "em ações versando sobre
seguros de mútuo habitacional contratados no período compreendido entre 02.12.1998 e 29.12.2009, por envolver discussão entre seguradora
e mutuário, e não estando afetado o FCVS, não há interesse da instituição financeira a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário,
cabendo, então, à Justiça Estadual o julgamento do feito, conforme se infere do referido julgado".

Segue a redação do TEMA 50 e 51, atualizada pelo STJ em 18 de agosto de 2016:

"Fica, pois, consolidado o entendimento de que, nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do SFH, a CEF detém interesse
jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 - período compreendido
entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao FCVS (apólices públicas,
ramo 66). Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a
CEF carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
Ademais, o ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu
interesse jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco
efetivo de exaurimento da reserva técnica do FESA, colhendo o processo no estado em que este se encontrar no instante em que houver a efetiva
comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.

Outrossim, evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá
a CEF se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.

(Informação atualizada em 18/08/2016 com transcrição do trecho do voto vencedor proferido pela Min. Nancy Andrighi no julgamento dos segundos
embargos declaratórios em que Sua Excelência estabelece a tese jurídica repetitiva - página 10 - REsp 1091363/SC - DJe de 14/12/2012)."

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O STJ mantém o entendimento do repetitivo, sob esse mesmo fundamento, vejamos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (2ª Seção, rela. Mina. Nancy Andrighi, DJe de 14-12-2012) (sem
grifo no original).

Na presente hipótese, quando do julgamento da questão pelo Órgão Fracionário , não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA, de modo que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Não custa enfatizar, ainda, que a edição da Medida Provisória n. 633/2013, convertida na Lei n. 13.000/2014, em nada altera a orientação emanada
do colendo Superior Tribunal de Justiça, porquanto a regra criada pelo artigo 1º-A, § 1º, da Lei n. 12.409/11 continua a exigir a demonstração de
risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS ou às suas subcontas, prova esta inexistente nos presentes autos.

Oportuno trazer manifestação da Corte da Cidadania acerca do assunto:

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRINCÍPIOS DA
FUNGIBILIDADE, CELERIDADE E ECONOMIA PROCESSUAL. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. FCVS. CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL. LITISCONSÓRCIO. INEXISTÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. MEDIDA PROVISÓRIA 633/13. NECESSIDADE DE
DEMONSTRAÇÃO DE COMPROMETIMENTO DO FCVS. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar os recursos sujeitos aos efeitos do artigo 543-C do CPC (repetitivos), REsp
1.091.363/SC, DJe de 25/05/2009, consolidou o entendimento no sentido de não existir interesse da Caixa Econômica Federal a justificar a
formação de litisconsórcio passivo necessário nas causas cujo objeto seja a pretensão resistida à cobertura securitária dos danos oriundos dos
vícios de construção do imóvel financiado mediante contrato de mútuo submetido ao Sistema Financeiro da Habitação, quando não afetar o FCVS
(Fundo de Compensação de Variações Salariais), sendo, portanto, da Justiça Estadual a competência para processar e julgar o feito.
2. A alteração introduzida pela Medida Provisória 633 de 2013, convertida na Lei 13.000 de 2014, tem por objetivo autorizar a Caixa Econômica
Federal (CEF) a representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS, sendo que a CEF intervirá, em face do interesse jurídico, nas
ações judiciais que representem risco ao FCVS ou às suas subcontas. Se não há prova de risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS,
a inovação legislativa não traz nenhuma repercussão prática. 3. Embargos de declaração recebidos com agravo regimental ao qual se nega
provimento. (Quarta Turma, EDcl no AREsp 606.445/SC, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, j. 18.12.2014, DJe 02.02.2015) (sem grifo no original).

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 1.030, I, 'b', do CPC/2015.

Destarte, por não estar comprovada a possibilidade de comprometimento de recursos do FCVS, não se vislumbra interesse jurídico da CEF para
intervir na condição de assistente, tampouco se justifica a remessa dos autos à Justiça Federal.

Ademais, a jurisprudência do STJ assenta-se no sentido de que, para fins de aplicação do art. 1.040 do CPC/15, é desnecessário que o recurso
especial representativo de matéria repetitiva tenha transitado em julgado.

Senão vejamos:

Não é preciso aguardar o trânsito em julgado do acórdão que julga o recurso representativo da controvérsia para a tomada das medidas previstas
neste dispositivo (STJ-4ª T., REsp 1.240.821-EDcl, Min. Luis Felipe, j. 5.12.13, DJ 10.12.13; STJ-3ªT., REsp 1.327.498-AgRg, Min. Nancy Andrighi,
j. 11.3.14, DJ 18.3.14); basta sua publicação ou até mesmo a "proclamação do resultado do julgamento na medida em que o teor do voto vencedor
obviamente é do conhecimento de todos" (STJ-2ª Seção, REsp 1.061.530, Min. Nancy Andrighi, j. 22.10.08, DJ 10.3.09).

Desta forma, deve-se permanecer com a aplicação da orientação constante nos Temas nº 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, oriundos do
julgamento dos Recursos Especiais nº 1.091.363/SC e 1.091.393/SC, afetados à sistemática dos recursos repetitivos, considerando indispensável
a demonstração do comprometimento em debate.

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No mesmo sentido, não há como admitir o seguimento da insurgência com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal.
Na via especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105,
III da Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Por fim, vale registrar a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de violação à
Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Diante do exposto, nego seguimento ao recurso especial, nos termos do art. 1.030, I, "b" do CPC/15, em consonância com os Temas 50 e 51
do Superior Tribunal de Justiça, e, no restante, não o admito.

Publique-se.

Recife, 27 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Recurso Especial nº 448922-3


Recorrente: Caixa Econômica Federal - CEF
Recorridos: Everaldo Severino de Souza e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto pela Caixa Econômica Federal - CEF com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal
contra acórdão proferido em agravo de instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto no art. 1º- A da Lei nº 12.409/11, modificado pela Lei nº 13.000/2014, e art.
2º do Decreto-Lei nº 2.406/88. Outrossim, alega violação à Lei nº 7.682/88, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art.
109, I da Constituição Federal.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação de Contraminuta pela Sul América Cia Nacional de Seguros às fls. 418/436.

Inviável, contudo, o seguimento do presente recurso excepcional.

Quanto à suposta contrariedade aos arts. 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011, alterados pela Lei 13.000/14, e ao dissídio pretoriano apontado, o
colendo Superior Tribunal de Justiça já definiu a questão legal sub examine, ao julgar o REsp n° 1.091.363/SC, da relatoria da Minª. MARIA ISABEL
GALLOTTI, publicado em 25/05/2009, integrado pelo acórdão de Embargos Declaratórios em Embargos Declaratórios, julgado em 10/10/2012,
recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-C do CPC/73 (arts. 1.036 c/c 1.040, I, CPC/2015).

No mencionado julgamento, que deu ensejo aos Temas 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, restou decidido que "em ações versando sobre
seguros de mútuo habitacional contratados no período compreendido entre 02.12.1998 e 29.12.2009, por envolver discussão entre seguradora
e mutuário, e não estando afetado o FCVS, não há interesse da instituição financeira a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário,
cabendo, então, à Justiça Estadual o julgamento do feito, conforme se infere do referido julgado".

Segue a redação do TEMA 50 e 51, atualizada pelo STJ em 18 de agosto de 2016:

"Fica, pois, consolidado o entendimento de que, nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do SFH, a CEF detém interesse
jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 - período compreendido
entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao FCVS (apólices públicas,
ramo 66). Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a
CEF carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
Ademais, o ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu
interesse jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco
efetivo de exaurimento da reserva técnica do FESA, colhendo o processo no estado em que este se encontrar no instante em que houver a efetiva
comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.

Outrossim, evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá
a CEF se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.

(Informação atualizada em 18/08/2016 com transcrição do trecho do voto vencedor proferido pela Min. Nancy Andrighi no julgamento dos segundos
embargos declaratórios em que Sua Excelência estabelece a tese jurídica repetitiva - página 10 - REsp 1091363/SC - DJe de 14/12/2012)."

O STJ mantém o entendimento do repetitivo, sob esse mesmo fundamento, vejamos:

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (2ª Seção, rela. Mina. Nancy Andrighi, DJe de 14-12-2012) (sem
grifo no original).

Na presente hipótese, quando do julgamento da questão pelo Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA, de modo que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Não custa enfatizar, ainda, que a edição da Medida Provisória n. 633/2013, convertida na Lei n. 13.000/2014, em nada altera a orientação emanada
do colendo Superior Tribunal de Justiça, porquanto a regra criada pelo artigo 1º-A, § 1º, da Lei n. 12.409/11 continua a exigir a demonstração de
risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS ou às suas subcontas, prova esta inexistente nos presentes autos.

Oportuno trazer manifestação da Corte da Cidadania acerca do assunto:

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRINCÍPIOS DA
FUNGIBILIDADE, CELERIDADE E ECONOMIA PROCESSUAL. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. FCVS. CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL. LITISCONSÓRCIO. INEXISTÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. MEDIDA PROVISÓRIA 633/13. NECESSIDADE DE
DEMONSTRAÇÃO DE COMPROMETIMENTO DO FCVS. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar os recursos sujeitos aos efeitos do artigo 543-C do CPC (repetitivos), REsp
1.091.363/SC, DJe de 25/05/2009, consolidou o entendimento no sentido de não existir interesse da Caixa Econômica Federal a justificar a
formação de litisconsórcio passivo necessário nas causas cujo objeto seja a pretensão resistida à cobertura securitária dos danos oriundos dos
vícios de construção do imóvel financiado mediante contrato de mútuo submetido ao Sistema Financeiro da Habitação, quando não afetar o FCVS
(Fundo de Compensação de Variações Salariais), sendo, portanto, da Justiça Estadual a competência para processar e julgar o feito.
2. A alteração introduzida pela Medida Provisória 633 de 2013, convertida na Lei 13.000 de 2014, tem por objetivo autorizar a Caixa Econômica
Federal (CEF) a representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS, sendo que a CEF intervirá, em face do interesse jurídico, nas
ações judiciais que representem risco ao FCVS ou às suas subcontas. Se não há prova de risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS,
a inovação legislativa não traz nenhuma repercussão prática. 3. Embargos de declaração recebidos com agravo regimental ao qual se nega
provimento. (Quarta Turma, EDcl no AREsp 606.445/SC, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, j. 18.12.2014, DJe 02.02.2015) (sem grifo no original).

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 1.030, I, 'b', do CPC/2015.

Destarte, por não estar comprovada a possibilidade de comprometimento de recursos do FCVS, não se vislumbra interesse jurídico da CEF para
intervir na condição de assistente, tampouco se justifica a remessa dos autos à Justiça Federal.

Ademais, a jurisprudência do STJ assenta-se no sentido de que, para fins de aplicação do art. 1.040 do CPC/15, é desnecessário que o recurso
especial representativo de matéria repetitiva tenha transitado em julgado.

Senão vejamos:

Não é preciso aguardar o trânsito em julgado do acórdão que julga o recurso representativo da controvérsia para a tomada das medidas previstas
neste dispositivo (STJ-4ª T., REsp 1.240.821-EDcl, Min. Luis Felipe, j. 5.12.13, DJ 10.12.13; STJ-3ªT., REsp 1.327.498-AgRg, Min. Nancy Andrighi,
j. 11.3.14, DJ 18.3.14); basta sua publicação ou até mesmo a "proclamação do resultado do julgamento na medida em que o teor do voto vencedor
obviamente é do conhecimento de todos" (STJ-2ª Seção, REsp 1.061.530, Min. Nancy Andrighi, j. 22.10.08, DJ 10.3.09).

Desta forma, deve-se permanecer com a aplicação da orientação constante nos Temas nº 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, oriundos do
julgamento dos Recursos Especiais nº 1.091.363/SC e 1.091.393/SC, afetados à sistemática dos recursos repetitivos, considerando indispensável
a demonstração do comprometimento em debate.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

No mesmo sentido, não há como admitir o seguimento da insurgência com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal.
Na via especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105,
III da Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Por fim, vale registrar a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de violação à
Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Diante do exposto, nego seguimento ao recurso especial, nos termos do art. 1.030, I, "b" do CPC/15, em consonância com os Temas 50 e 51
do Superior Tribunal de Justiça, e, no restante, não o admito.

Publique-se.

Recife, 27 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0047951-51.2014.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0376168-8)
Protocolo : 2016/122492
Comarca : Recife
Vara : Decima Quarta Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Apelante : VRG LINHAS AÉREAS S/A, incorporada da Gol Transportes Aéreoas S/A
Advog : Márcio Vinicius Costa Pereira(RJ084367)
Advog : Anderson Ribeiro Ferrari(PE018348)
Advog : Mariana Velloso B.B de Carvalho(PE019426)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : MARCELO PEREZ TEIXEIRA e outros e outros
Advog : Romário Kyrillos Batista Pereira(PE019339)
Advog : Luciana Godoy de Mello Motta(PE000819B)
Embargante : VRG LINHAS AÉREAS S/A, incorporada da Gol Transportes Aéreoas S/A
Advog : Márcio Vinicius Costa Pereira(RJ084367)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : MARCELO PEREZ TEIXEIRA
Embargado : LISANGELA CARNELOSSO PEREIRA TEIXEIRA
Embargado : B. P. T. (Criança/Adolescente) (Criança/Adolescente)
Embargado : T. P. T. (Criança/Adolescente) (Criança/Adolescente)
Embargado : LUCIANA PEREZ TEIXEIRA
Advog : Romário Kyrillos Batista Pereira(PE019339)
Advog : Luciana Godoy de Mello Motta(PE000819B)
Órgão Julgador : 2ª Câmara Cível
Relator : Des. Roberto da Silva Maia
Proc. Orig. : 0047951-51.2014.8.17.0001 (376168-8)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 03/10/2017 17:50 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 376168-8


Recorrente: VRG Linhas Aéreas S/A, incorporada da Gol Transportes Aéreos S/A
Recorrida: Marcelo Perez Teixeira e outros

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, "a", da Constituição Federal, contra acórdão em sede de
embargos declaratórios em apelação.

Aduz a recorrente que o acórdão colegiado violou:

a) os artigos 186, 403, 884, 886, 927, 944 e 946 do Código Civil, julgando alto o valor global da condenação estipulado no presente caso, e;

b) artigo 1.026, §2º, CPC/15, insurgindo-se em face da cominação da multa prevista em face da interposição de embargos de declaração
protelatórios.

Recurso interposto na vigência do CPC/15, bem processado, com preparo satisfeito e contrarrazões apresentadas.

No mérito, observo que a gênese recursal reside na insurgência da parte recorrida, contra decisão colegiada deste TJPE, que fundamentou a
condenação ao pagamento de danos morais na falha na prestação do serviço de transporte aéreo, à luz dos elementos probatórios constantes
nos autos.

89
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Desta feita, a pretensão da recorrente em minorar o valor arbitrado simplesmente por julgá-lo excessivo esbarra no óbice do enunciado nº 07
da súmula do STJ, pois se baseia no conjunto fático-probatório constante dos autos para alterar a decisão cognitiva do Órgão Colegiado. Ora,
como se sabe, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida, não cabendo, em recurso especial,
fazer juízo sobre os fatos da causa ou sobre a sua prova.

Ademais, percebe-se, claramente, da leitura das razões recursais, que, quanto à suposta violação aos artigos 186, 403, 884, 886, 927, 944 e
946 do Código Civil, a pretensão da parte recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já analisada no processo, de modo a
ocasionar um novo juízo de convicção.

Nesses casos, o STJ já decidiu caber-lhe a revisão do valor arbitrado apenas quando este se revelar insignificante ou excessivo, o que não é
o caso dos autos. Colaciono aresto representativo do entendimento da Corte, ao rever julgado que fixara a indenização em valor superior ao
dos presentes autos:

CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO
CPC/73. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO DE VOO. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. INDENIZAÇÕES
FIXADA COM PROPORCIONALIDADE. REVISÃO OBSTADA. SÚMULA N. 7/STJ. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORAÇÃO VEDADA.
SÚMULA Nº 7 DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
(...) 2. Nos termos da consolidada jurisprudência desta Corte, a Súmula nº 7 do STJ impede a alteração da indenização fixada a título de danos
morais e materiais que se mostre razoável e proporcional, tendo em vista a conclusão do Tribunal de origem resultar da análise dos elementos
fático-probatórios dos autos.
(...) 4. Agravo regimental não provido.
(AgRg no AREsp 840.612/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 23/06/2016, DJe 01/07/2016)

Por fim, quanto à irresignação delineada na alínea "b" acima, anoto que o Superior Tribunal de Justiça já decidiu, em análise pautada no artigo
em questão, pela possibilidade de cominação de multa pela interposição de embargos declaratórios que se resuma a buscar a rediscussão
de matérias decididas e fundamentadas anteriormente Tal posicionamento, inclusive, fora confirmado em decisão recentíssima, cuja ementa
transcrevo abaixo:

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARA-ÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 1.022 DO
CPC/2015. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DECIDIDAS. IMPOSSIBILIDADE. CARÁTER PROTELATÓRIO EVIDENCIADO. MULTA DO ART.
1.026, § 2º, DO CPC/15.
1. De acordo com a norma prevista no art. 1.022 do CPC/15, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de obscuridade, contradição,
omissão ou correção de erro material da decisão recorrida.
2. Não merece prosperar o recurso integrativo cujos argumentos tão somente reiteram a pretensão veiculada nos primeiros aclaratórios,
envolvendo matéria já examinada e decidida pelo colegiado.
3. Embargos de declaração rejeitados com aplicação de multa.
(EDcl no REsp 1607786/SC, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/05/2017, DJe 22/05/2017)

Assim, uma vez que, em ambos os casos, o acórdão recorrido está em consonância com o posicionamento adotado pelo STJ, não há que se
falar em divergência apta a forçar análise da matéria pelo tribunal superior, incidindo, portanto, o teor da Súmula 83/STJ.

Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 27 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

003. 0016076-68.2011.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0460533-0)
Protocolo : 2017/102372
Comarca : Recife
Vara : Vigésima Terceira Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Apelante : Telemar Norte Leste S/A
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)

90
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III


Apelado : Luiz Eustáquio da Silva
Advog : Roberto José Amorim Campos(PE022366)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Telemar Norte Leste S/A
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Luiz Eustáquio da Silva
Advog : Roberto José Amorim Campos(PE022366)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 3ª Câmara Cível
Relator : Des. Itabira de Brito Filho
Proc. Orig. : 0016076-68.2011.8.17.0001 (460533-0)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 03/10/2017 17:49 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 460533-0.


Recorrente: TELEMAR - NORTE LESTE S/A.
Recorrido: LUIZ EUSTÁQUIO DA SILVA.

Trata-se de Recurso Especial com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a" da Carta Magna.

Inicialmente, cumpre anotar que, em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 24.05.2017 (fl. 267), deve o exame de admissibilidade
deste especial se orientar pelo que dispõem os Enunciados Administrativos nºs 03 e 06 do STJ, segundo os quais, respectivamente, "Aos recursos
interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de
admissibilidade recursal na forma do novo CPC" e "Nos recursos tempestivos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões
publicadas a partir de 18 de março de 2016), somente será concedido o prazo previsto no art. 932, parágrafo único, c/c o art. 1.029, § 3º, do
novo CPC para que a parte sane vício estritamente formal.".

Compulsando os autos, observo que a procuração (fs. 248/249) anexada aos autos se encontra com o prazo estabelecido expirado.

Destarte, intime-se a parte recorrente para que sane a referida irregularidade no prazo de 05 (cinco) dias, com fulcro no parágrafo único do art.
932 do CPC/2015, sob pena de não conhecimento do recurso.

Publique-se.

Recife, 25 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16678 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

"e Outro(s)" - conforme Regimento I. T. a. III 001 0010980-02.2016.8.17.0000(0452960-2)


Andréa Freire Tynan(BA010699) 001 0010980-02.2016.8.17.0000(0452960-2)
Antônio Eduardo Simões Neto(PE005279) 001 0010980-02.2016.8.17.0000(0452960-2)
Paulo Roberto de Freitas Araújo(PE004200) 001 0010980-02.2016.8.17.0000(0452960-2)
Renata Franzoni(SP223530) 001 0010980-02.2016.8.17.0000(0452960-2)
Talita Valença Cavalcanti de Sá(PE001886A) 001 0010980-02.2016.8.17.0000(0452960-2)
Wilson Sales Belchior(PE001259A) 001 0010980-02.2016.8.17.0000(0452960-2)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0010980-02.2016.8.17.0000(0452960-2)

91
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:

001. 0010980-02.2016.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento


(0452960-2)
Protocolo : 2017/100782
Comarca : Recife
Vara : Nona Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Agravte : UNIBANCO S/A
Advog : Andréa Freire Tynan(BA010699)
Advog : Talita Valença Cavalcanti de Sá(PE001886A)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Agravdo : Maxi Magazine Ltda
Advog : Antônio Eduardo Simões Neto(PE005279)
Advog : Paulo Roberto de Freitas Araújo(PE004200) ou Paulo Roberto de Freitas Araújo
ou Paulo Roberto de Freitas Araújo
Advog : Renata Franzoni(SP223530)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Embargante : UNIBANCO S/A
Advog : Wilson Sales Belchior(PE001259A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Maxi Magazine Ltda
Advog : Antônio Eduardo Simões Neto(PE005279)
Advog : Paulo Roberto de Freitas Araújo(PE004200)
Advog : Renata Franzoni(SP223530)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 2ª Câmara Cível
Relator : Des. Roberto da Silva Maia
Proc. Orig. : 0010980-02.2016.8.17.0000 (452960-2)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 18/10/2017 17:15 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 452960-2


Recorrente: Itaú Unibanco S/A
Recorrido: Maxi Magazine

1. Substabelecimento com assinatura digitalizada.

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede
de apelação.

Inicialmente, cumpre registrar que em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 20/04/2017 (fl. 283), deve o exame de admissibilidade
deste especial se orientar pelo que dispõe o Enunciado Administrativo nº 3, do STJ, segundo o qual, "Aos recursos interpostos com fundamento
no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma
do novo CPC".

Ato contínuo, verifico a presença de irregularidade na representação processual da parte recorrente.

Compulsando os autos, constata-se que a peça recursal detém a assinatura original da advogada Talita Valença Cavalcanti de Sá - OAB/PE nº
1.866-A. Todavia, a procuradora recebeu poderes de representação por meio de substabelecimento com assinatura digitalizada da advogada
Andrea Freire Tynan - OAB/BA nº 10.699 (fl. 1554).

Assim, por irregularidade na representação processual do recorrente, concedo o prazo de 5 (cinco) dias para que seja apresentada procuração
válida, habilitando a advogada subscritora das razões do recurso especial interposto, na forma disposta no artigo 932, parágrafo único, do novo
CPC.

Após, voltem-me conclusos os autos para a devida análise de admissibilidade do referido recurso especial.

Ao CARTRIS para adoção das medidas cabíveis.

Publique-se.

Recife, 09 de outubro de 2017.

92
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

DESPACHOS/DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16677 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Ana Paula Nebl Jardim(PE026680) 002 0062800-67.2010.8.17.0001(0380139-6)


Anderson Ribeiro Ferrari 004 0011056-46.2013.8.17.0480(0442480-6)
Anderson Ribeiro Ferrari(PE018348) 004 0011056-46.2013.8.17.0480(0442480-6)
Bruno R. Tabosa Cordeiro(PE028726) 003 0001046-69.2015.8.17.0480(0392228-9)
Charles Figueiredo de Lima Holdrado(PE031608) 001 0000587-53.2014.8.17.0690(0376110-2)
DANIELLE VIANA DE CARVALHO(PE001179B) 003 0001046-69.2015.8.17.0480(0392228-9)
Haroldo Wilson Martinez de S. Júnior(PE020366) 003 0001046-69.2015.8.17.0480(0392228-9)
JONHNATAN CORDEIRO DE ALMEIDA(PE035883) 001 0000587-53.2014.8.17.0690(0376110-2)
José Antônio Cavalcanti Dias Filho(PE026300) 002 0062800-67.2010.8.17.0001(0380139-6)
José Marinho dos Santos Neto(PE032666) 004 0011056-46.2013.8.17.0480(0442480-6)
Lúcia de Fátima Tabosa Cordeiro(PE015912) 003 0001046-69.2015.8.17.0480(0392228-9)
Mariana Velloso B.B de Carvalho(PE019426) 004 0011056-46.2013.8.17.0480(0442480-6)
Maritzza Fabiane Lima M. d. Souza(PE000711B) 003 0001046-69.2015.8.17.0480(0392228-9)
Márcio Vinicius Costa Pereira(RJ084367) 004 0011056-46.2013.8.17.0480(0442480-6)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0062800-67.2010.8.17.0001(0380139-6)
katharina samara lopes florencio(PE030072) 004 0011056-46.2013.8.17.0480(0442480-6)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0000587-53.2014.8.17.0690 Embargos de Declaração nos Embargos de Declaração


(0376110-2)
Protocolo : 2016/112000
Comarca : Ibimirim
Vara : Vara Única
Embargante : CHARLES FIGUEIREDO DE LIMA HOLDRADO
Advog : Charles Figueiredo de Lima Holdrado(PE031608)
Embargado : Mateus Lino de Oliveira (Idoso) (Idoso)
Advog : JONHNATAN CORDEIRO DE ALMEIDA(PE035883)
Observação : ASSUNTO CNJ 10444.
Embargante : CHARLES FIGUEIREDO DE LIMA HOLDRADO
Advog : Charles Figueiredo de Lima Holdrado(PE031608)
Embargado : Mateus Lino de Oliveira (Idoso) (Idoso)
Advog : JONHNATAN CORDEIRO DE ALMEIDA(PE035883)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0000587-53.2014.8.17.0690 (376110-2)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 18/10/2017 15:56 Local: CARTRIS

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 376.110-2


Recorrente: Charles Figueiredo de Lima Holdrado.
Recorrido: Mateus Lino de Oliveira.

Exsurge dos autos que a decisão que negou seguimento a este recurso especial, foi publicada em 04/08/2017 (fls. 226/227).

Na mesma data, o recorrente protocolou petição endereçada ao relator do caso na segunda instância, pugnando pela "reunião com os demais
processos continentes anteriormente proposto", mencionando os números de autuação dos respectivos autos, vindo em seguida os autos
conclusos (fls. 229/241 e 242).

93
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Todavia, diante de decisão que nega seguimento a recurso especial ou extraordinário, ou interessado se insurge por meio da via recursal própria,
ou, no silêncio deste, ocorre o trânsito em julgado da decisão, ficando a cargo do juízo natural da causa a apreciação de eventual pedido posterior
à configuração da coisa julgada.

Desse modo, determino a remessa dos autos ao CARTRIS para certificar acerca da eventual interposição de recurso contra aquela decisão, e
na hipótese negativa, promover a baixa dos autos ao juízo de origem, independentemente de nova conclusão.

Publique-se.

Recife, 05 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
1ª VICE-PRESIDÊNCIA

002. 0062800-67.2010.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0380139-6)
Protocolo : 2016/122475
Comarca : Recife
Vara : Vigésima Sétima Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Apelante : Luiz Fabian do Nascimento e outro e outro
Advog : José Antônio Cavalcanti Dias Filho(PE026300)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : MAR DE SKORPIOS INCORPORACOES LTDA
Advog : Ana Paula Nebl Jardim(PE026680)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Luiz Fabian do Nascimento
Embargante : Keila Valéria Chagas de Souza do Nascimento
Advog : José Antônio Cavalcanti Dias Filho(PE026300)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : MAR DE SKORPIOS INCORPORACOES LTDA
Advog : Ana Paula Nebl Jardim(PE026680)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. Eduardo Augusto Paura Peres
Proc. Orig. : 0062800-67.2010.8.17.0001 (380139-6)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 15:56 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 380139-6


Recorrente: Luiz Fabian do Nascimento e outro
Recorrido: Mar de Skorpios Incorporações LTDA

1. Aplicação da Súmula 211 do STJ


2. Aplicação da Súmula 07 do STJ
3. Ausência de cotejo analítico

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c" da Constituição Federal, contra acórdão
proferido em sede de embargos de declaração, opostos em sede de apelação.
De início, cabe informar que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela Lei nº 13.105/15 (denominado novo Código de
Processo Civil - CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3 do STJ, os recursos excepcionais interpostos em face de
decisões publicadas a partir de 18/03/16, devem ser apreciados na forma do CPC/15.
Além de apontar a ocorrência de dissídio jurisprudencial, o recorrente argumenta que o acórdão atacado ofendeu o artigo 4º da Lei 1.060/50
e artigos 98 e seguintes do CPC/15 sob a alegação de que a recorrida não demonstrou insuficiência de recursos a ensejar a concessão da
justiça gratuita. Aponta, ainda, afronta ao artigo 485, IV e VI do CPC/15, na medida em que a empresa recorrida é parte ilegítima para figurar
no polo ativo da demanda. Por fim, aponta violação ao artigo 360, I e III do CC, sob a justificativa de que o Tribunal de origem não observou
que ocorreu novação da dívida.
Recurso tempestivo, com representação processual regular e a gratuidade da justiça é alvitrada.
1. Aplicação da Súmula 211 do STJ

94
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

No que tange à alegação de afronta ao artigo 4º da Lei 1.060/50 e artigos 98 e seguintes do CPC/15 sob a alegação de que a recorrida não
demonstrou insuficiência de recursos a ensejar a concessão da justiça gratuita, observo que, apesar de o acórdão recorrido ter tratado da
concessão de justiça gratuita, analisou-a tão somente em relação à possibilidade de concessão para a recorrente. Nada foi mencionado a respeito
do acerto da decisão anterior que concedera a justiça gratuita à parte recorrida.
No Superior Tribunal de Justiça é pacífico o entendimento de que "a configuração do prequestionamento pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a análise sobre a violação do preceito evocado pelo recorrente." (STJ - 2ª T., AgRg no AREsp
218932/RJ, rel. Min. Humberto Martins, DJe 10/10/2012).
Logo, não havendo que se falar em prequestionamento do dispositivo, resta configurado o impedimento à admissibilidade deste recurso, em face
da incidência do enunciado da Súmula 211, do STJ.
Ademais, em relação à alegação de afronta ao artigo 360, I e III do CC, observo que os referidos dispositivos também não foram devidamente
prequestionados.
É que, no presente caso, a recorrente tenta prequestionar o dispositivo mencionado apenas em sede de embargos de declaração, sem, no
entanto, apontar afronta ao artigo 1.022 do CPC/2015 quando da interposição do presente recurso especial.
Cumpre asseverar, ainda, que no recurso de apelação tal dispositivo não foi mencionado pela recorrente, surgindo como tese apenas em sede
de embargos de declaração. Desse modo, considerando a ausência de omissão no acórdão embargado, o Tribunal de Origem não apreciou
a matéria.
Ressalte-se que, não tendo o órgão julgador de segundo grau proferido decisão à luz dos preceitos legais apontados como violados no recurso
especial, deveria a recorrente veicular, necessariamente, ofensa à regra processual do art. 1.022, do CPC/2015, no bojo do recurso especial,
após a oposição dos embargos de declaração. Há caminho, por conseguinte, para a perfeita aplicação da Súmula 211 do STJ.
Nesse sentido:
AGRAVO INTERNO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - DECISÃO MONOCRÁTICA NEGANDO PROVIMENTO AO
RECLAMO - INSURGÊNCIA RECURSAL DA REQUERIDA.
1. A pretensa violação ao artigo 6º da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro não pode ser analisada nesta Casa sob pena de usurpação
de competência do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
2. As questões trazidas à discussão foram dirimidas pelo Tribunal de origem de forma ampla, fundamentada e sem omissões ou contradições,
devendo ser afastada a alegada violação ao artigo 535 do Código de Processo Civil de 1973.
3. A ausência de enfrentamento da questão objeto da controvérsia pelo Tribunal de origem, não obstante a oposição de embargos de declaração,
impede o acesso à instância especial, porquanto não preenchido o requisito constitucional do prequestionamento, nos termos da Súmula 211
do STJ.
4. O Tribunal a quo foi categórico ao afirmar que fora comprovada a exclusividade da representação e que a prova pericial demonstrou claramente
não ter havido justo motivo para ensejar a rescisão contratual. A alteração de tais conclusões, como pretendida, demandaria a análise do acervo
fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ. Precedentes.
5. A verificação da ocorrência de cerceamento de defesa demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento vedado
em recurso especial, nos termos da Súmula 7 do STJ.
6. Agravo interno desprovido.
(STJ, Quarta Turma, AgInt no REsp nº 1276016/PR, Rel. Min. Marco Buzzi, DJe 23/09/2016).

"AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. REVISÃO NO STJ. IMPOSSIBILIDADE.
PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA N. 211/STJ. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. EXECUÇÃO. COOBRIGADO. SUSPENSÃO.
IMPOSSIBILIDADE. NOVAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. ARTIGO 59 DA LEI 11.101/2005. NÃO PROVIMENTO.
1. O recurso especial não é a sede própria para a discussão de matéria de índole constitucional, sob pena de usurpação da competência exclusiva
do STF.
2. Incide o enunciado 211 da Súmula do STJ quanto à alegada violação de dispositivos de lei federal, por ausência de prequestionamento, nada
obstante a oposição dos embargos de declaração, não encontrando, assim, condições de análise na instância especial, mormente porque não
levantada a negativa de vigência do art. 535 do CPC.
3. Tratando-se de dívida da empresa em recuperação direcionada a coobrigado não há suspensão da execução em decorrência da aprovação
do plano de recuperação judicial. Precedentes.
4. Agravo regimental a que se nega provimento."
(STJ, Quarta Turma, AgRg no AREsp nº 190.790/SP, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, DJe 13/08/2015).
2. Aplicação da Súmula 07 do STJ
No que tange à alegação de afronta ao artigo 485, IV e VI do CPC/15, na medida em que a empresa recorrida é parte ilegítima para figurar no
polo ativo da demanda, observo que o recorrente deseja, na verdade, um novo julgamento da causa, tendo em vista que o Tribunal já analisou
a matéria de fato concluindo que no caso concreto não havia ilegitimidade de parte, assim veja-se:
"Quanto à ilegitimidade ativa, verifico que andou bem o juízo de primeiro grau em afastá-la ao considerar a relação jurídica real, e não ficções
jurídicas trazidas pelos contratantes. Ademais, verifico que tal questão já foi enfrentada em decisão transitada em julgado como apontado na
sentença recorrida." (Voto do relator, fls. 1505v)
Assim, apesar de apontar ofensa aos referidos dispositivos legais, percebe-se, claramente, da leitura das razões recursais, que a pretensão da
parte recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já analisada no julgamento dos recursos.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Como se sabe, em instância excepcional é inadmissível realizar uma nova interpretação da norma diante dos fatos (reexame), e, no presente
caso, concluir contrariamente aos fatos consignados no acórdão recorrido. Em outras palavras: a violação da lei federal, nos termos em que é
invocada no recurso especial, pressupõe o revolvimento do conjunto fático-probatório, levado em expressa e clara consideração pelo Tribunal de
origem para chegar à conclusão tida por insatisfatória pelo recorrente, não se faz possível à admissão do recurso.
A parte perquire indubitavelmente utilizar esta instância excepcional para buscar uma revisão da questão fática dos autos, reavaliando a
interpretação que foi dada ao direito com base nas provas existentes. Ora, como é consabido, as instâncias ordinárias são soberanas quanto ao
exame fático e, uma vez definido esse contorno, a interpretação de direito deve ser apenas uma.
Em outras palavras: para um mesmo fato, uma única interpretação deve ser realizada. É esta a razão pela qual não é dado aos Tribunais
Superiores rever a interpretação do Direito se, para tanto, for necessário reexaminar o fato.
3. Ausência de cotejo analítico
Quanto ao dissídio jurisprudencial, observo que o recurso não deve ser conhecido, visto que o recorrente não comprovou a similitude fática
entre os casos confrontados, não obedecendo às normas contidas nos artigos 1.029, § 1º, do CPC/2015, e art. 255 do RI/STJ. Além disso, a
configuração do dissídio é mesmo inviável diante da incidência da Súmula 07 do STJ.
Ante o exposto, inadmito o recurso especial.
Recife, 05 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
1ª Vice-Presidência

003. 0001046-69.2015.8.17.0480 Agravo na Apelação


(0392228-9)
Protocolo : 2015/107153
Comarca : Caruaru
Vara : 5ª Vara Cível
Apelante : COMPANHIA PERNAMBUCANA DE SANEAMENTO - COMPESA
Advog : Haroldo Wilson Martinez de Souza Júnior(PE020366)
Advog : Maritzza Fabiane Lima Martinez de Souza(PE000711B)
Advog : DANIELLE VIANA DE CARVALHO(PE001179B)
Apelado : JOSE CASSIANO ALVES FILHO
Advog : Bruno R. Tabosa Cordeiro(PE028726)
Advog : Lúcia de Fátima Tabosa Cordeiro(PE015912)
Observação : CNJ 9196.
Agravte : COMPANHIA PERNAMBUCANA DE SANEAMENTO - COMPESA
Advog : Haroldo Wilson Martinez de Souza Júnior(PE020366)
Advog : Maritzza Fabiane Lima Martinez de Souza(PE000711B)
Advog : DANIELLE VIANA DE CARVALHO(PE001179B)
Agravdo : JOSE CASSIANO ALVES FILHO
Advog : Bruno R. Tabosa Cordeiro(PE028726)
Advog : Lúcia de Fátima Tabosa Cordeiro(PE015912)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Sílvio Neves Baptista Filho
Proc. Orig. : 0001046-69.2015.8.17.0480 (392228-9)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 15:56 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0392228-9


Recorrente : Companhia Pernambucana de Saneamento - COMPESA
Recorrido : José Cassiano Alves Filho

Trata-se de recurso especial interposto com fundamento no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal contra acórdão que negou provimento ao
apelo da concessionária, mantendo condenação por negativação indevida (f. 243).
Intimada a parte recorrente para se manifestar quanto a irregularidades constantes no recurso especial interposto (f. 281), a empresa manteve-
se silente, consoante certidão de f. 283.
O presente recurso não deve ser conhecido por ser intempestivo.

96
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Isso porque, conforme o despacho retro, o termo a quo para interposição do presente recurso foi no dia 09.02.17. Contando-se os quinze
dias corridos, em conformidade ao código processual ora vigente, o termo final se deu no dia 07.03.17, excedendo-se a quinzena legal para
a interposição do recurso em comento (art. 1.003, §5°, do CPC/15), na medida em que o mesmo fora protocolado, nos correios, apenas em
08.03.17, e, diga-se, sem comprovação do preparo recursal.
Portanto, à luz de tais fundamentos, e com fulcro no art. 932 do CPC/15, não conheço o presente recurso.
Publique-se.
Recife, 05 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

004. 0011056-46.2013.8.17.0480 Embargos de Declaração na Apelação


(0442480-6)
Protocolo : 2017/101459
Comarca : Caruaru
Vara : 5ª Vara Cível
Apelante : Carolina Lycurgo Chernicharo e outro e outro
Advog : katharina samara lopes florencio(PE030072)
Advog : José Marinho dos Santos Neto(PE032666)
Apelado : GOL LINHAS AEREAS INTELIGENTES S/A
Advog : Márcio Vinicius Costa Pereira(RJ084367)
Advog : Anderson Ribeiro Ferrari(PE018348)
Advog : Mariana Velloso B.B de Carvalho(PE019426)
Apelado : Carolina Lycurgo Chernicharo e outro e outro
Advog : katharina samara lopes florencio(PE030072)
Apelante : GOL LINHAS AEREAS INTELIGENTES S/A
Advog : Anderson Ribeiro Ferrari
Advog : Márcio Vinicius Costa Pereira(RJ084367)
Advog : Mariana Velloso B.B de Carvalho(PE019426)
Observação : cnj 7780
Embargante : Carolina Lycurgo Chernicharo
Embargante : Marcelo Lucas Ferreira
Advog : katharina samara lopes florencio(PE030072)
Advog : José Marinho dos Santos Neto(PE032666)
Embargado : GOL LINHAS AEREAS INTELIGENTES S/A
Advog : Anderson Ribeiro Ferrari(PE018348)
Advog : Mariana Velloso B.B de Carvalho(PE019426)
Embargado : Carolina Lycurgo Chernicharo
Embargado : Marcelo Lucas Ferreira
Advog : katharina samara lopes florencio(PE030072)
Embargante : GOL LINHAS AEREAS INTELIGENTES S/A
Advog : Anderson Ribeiro Ferrari
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Sílvio Neves Baptista Filho
Proc. Orig. : 0011056-46.2013.8.17.0480 (442480-6)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 15:56 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 442480-6


Recorrente: GOL Linhas Aéreas Inteligentes S/A
Recorrido: Carolina Lycurgo Chernicharo e outro

1. Aplicação da Súmula 07 do STJ


2. Aplicação da Súmula 83 do STJ

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede
de embargos de declaração opostos em apelação cível.
De início, cabe informar que a decisão em tela se pautará pelas regras e princípios trazidos pela Lei nº 13.105/15 (denominado novo Código de
Processo Civil - CPC/15). Isso porque, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3 do STJ, os recursos excepcionais interpostos em face de
decisões publicadas a partir de 18/03/16, devem ser apreciados na forma do CPC/15.
Aduz a parte recorrente, em síntese, que a decisão recorrida violou o disposto nos artigos 186, 403, 884, 886, 927, 944 e 946 do Código Civil,
sob a alegação de que o quantum fixado a título de danos morais é excessivo e desproporcional.
O recurso é tempestivo, está devidamente preparado e a representação processual é regular.
1. Aplicação da Súmula 07 do STJ
Deveras, apesar de apontar ofensa aos nos artigos supracitados, percebe-se, claramente, da leitura das razões recursais, que a pretensão da
parte recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já analisada na sentença e no julgamento do recurso, na medida em que
argumenta que a condenação a título de danos morais foi exacerbada.
Já foi decidido anteriormente, quando do julgamento dos recursos oferecidos e após a análise das provas produzidas nos autos, que a condenação
no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para cada autor, a título de danos morais, era adequada no caso em tela.
Como se sabe, em instância excepcional é inadmissível realizar uma nova interpretação da norma diante dos fatos (reexame), e, no presente
caso, concluir contrariamente aos fatos consignados no acórdão recorrido. Em outras palavras: a violação da lei federal, nos termos em que é
invocada no recurso especial, pressupõe o revolvimento do conjunto fático-probatório, levado em expressa e clara consideração pelo Tribunal de
origem para chegar à conclusão tida por insatisfatória pelo recorrente, não se faz possível à admissão do recurso.
A parte perquire indubitavelmente utilizar esta instância excepcional para buscar uma revisão da questão fática dos autos, reavaliando a
interpretação que foi dada ao direito com base nas provas existentes. Ora, como é consabido, as instâncias ordinárias são soberanas quanto ao
exame fático e, uma vez definido esse contorno, a interpretação de direito deve ser apenas uma.
Em outras palavras: para um mesmo fato, uma única interpretação deve ser realizada. É esta a razão pela qual não é dado aos Tribunais
Superiores rever a interpretação do Direito se, para tanto, for necessário reexaminar o fato.
Além disso, é por demais conhecido o entendimento do Superior Tribunal de Justiça de que "a revisão de indenização por danos morais só é
viável em recurso especial quando o valor fixado nas instâncias locais for exorbitante ou ínfimo" (AgRg no AREsp 453.912/MS, Relator o Ministro
João Otávio de Noronha, DJe de 25/8/2014), sob pena de incidência do enunciado nº 07 da Súmula da Corte, desproporcionalidade esta que
não se constata na hipótese.
Nesse sentido:
ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL
DO ESTADO. ABORDAGEM POLICIAL VIOLENTA. DANOS MORAIS. REVISÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. REEXAME DE MATÉRIA
FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. IMPROVIMENTO.
1. Em regra, não é cabível, na via especial, a revisão do montante indenizatório fixado pela instância de origem, ante a impossibilidade de análise
de fatos e provas, conforme a Súmula 7/STJ. Contudo, a jurisprudência desta Corte admite, em caráter excepcional, a alteração do quantum
arbitrado, caso se mostre irrisório ou exorbitante, em clara afronta aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, o que não ocorreu
no caso concreto.
2. Agravo regimental a que se nega provimento (Original sem destaques - AgRg no AREsp 765.486/PI, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 15/09/2015, DJe 24/09/2015).
2. Aplicação da Súmula 83 do STJ
Ainda em relação ao quantum debeatur fixado, a título de indenização por danos morais, constato que a decisão guerreada estabeleceu valores
indenizatórios absolutamente convergentes com os fixados pela mais atual jurisprudência do Colendo STJ, atraindo, nestas dobras, a incidência
da Súmula 83 do STJ:

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO (ART. 544 DO CPC) - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - TRANSPORTE AÉREO - CANCELAMENTO DE VOO
- EXTRAVIO DE BAGAGEM - QUANTUM INDENIZATÓRIO - VALOR ARBITRADO COM RAZOABILIDADE - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE
CONHECEU DO AGRAVO PARA DAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL.
INSURGÊNCIA DA COMPANHIA AÉREA.
1. A empresa aérea responde pela indenização de danos materiais e morais experimentados objetivamente pelos passageiros decorrente do
extravio de sua bagagem.
2. Não existem critérios fixos para a quantificação do dano moral, devendo o órgão julgador ater-se às peculiaridades de cada caso concreto, de
modo que a reparação seja estabelecida em montante que desestimule o ofensor a repetir a falta, sem constituir, de outro lado, enriquecimento
sem causa. Assim, não há necessidade de alterar o quantum indenizatório no caso concreto, em face da razoável quantia, fixada por esta Corte
Superior em R$ 10.000,00 (dez mil reais).
3. Agravo regimental desprovido.
(AgRg no AREsp 261.339/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 17/11/2015, DJe 24/11/2015)

Incide, in casu, o teor do disposto na Súmula 83 do STJ, que dispõe: "Não se conhece do Recurso Especial pela divergência, quando a orientação
do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida."
Diante de tais considerações, inadmito ao recurso.

98
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Publique-se.

Recife, 05 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
1ª Vice-Presidência
PRAÇA DA REPÚBLICA, S/N - SANTO ANTÔNIO -, 2° andar - Recife - PE
CEP: 50010-040- fone: (81) 3419-3215

DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16676 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

André Frutuoso de Paula(PE029250) 001 0077509-68.2014.8.17.0001(0442263-5)


Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983) 001 0077509-68.2014.8.17.0001(0442263-5)
Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412) 001 0077509-68.2014.8.17.0001(0442263-5)
Cláudia Virginia Carvalho P. d. Melo(PE020670) 001 0077509-68.2014.8.17.0001(0442263-5)
Erik Limongi Sial(PE015178) 002 0103564-95.2010.8.17.0001(0446806-6)
Karina Pinto Andrade da Silva(BA018143) 003 0024424-36.2015.8.17.0001(0451422-3)
Marco Roberto Costa Macedo(BA016021) 003 0024424-36.2015.8.17.0001(0451422-3)
Pablo Rodrigo Nazareth Costa(PE030463) 001 0077509-68.2014.8.17.0001(0442263-5)
Romero Galvão da Silva(PE017747) 003 0024424-36.2015.8.17.0001(0451422-3)
Tarcila Fernanda de Andrade(PE001658A) 002 0103564-95.2010.8.17.0001(0446806-6)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0077509-68.2014.8.17.0001(0442263-5)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0103564-95.2010.8.17.0001(0446806-6)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0024424-36.2015.8.17.0001(0451422-3)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0077509-68.2014.8.17.0001 Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento


(0442263-5)
Protocolo : 2016/122650
Comarca : Recife
Vara : Décima Nona Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Agravte : SUL AMÉRICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Cláudia Virginia Carvalho Pereira de Melo(PE020670)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Maria José Firmino de Souza
Advog : André Frutuoso de Paula(PE029250)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : SUL AMÉRICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Cláudia Virginia Carvalho Pereira de Melo(PE020670)
Advog : Pablo Rodrigo Nazareth Costa(PE030463)
Advog : Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : CAIXA ECONOMICA FEDERAL
Advog : Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412)
Embargado : Maria José Firmino de Souza
Advog : André Frutuoso de Paula(PE029250)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. Stênio José de Sousa Neiva Coêlho

99
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Proc. Orig. : 0077509-68.2014.8.17.0001 (442263-5)


Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 05/10/2017 15:08 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 442263-5


Recorrente: Caixa Econômica Federal - CEF
Recorridos: Maria Jose Firmino de Souza e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto pela Caixa Econômica Federal - CAIXA com fundamento no art. 105, III, "a" e "c" da Constituição Federal
contra acórdão proferido em sede de agravo de instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto no art. 1º- A da Lei nº 12.409/11, modificado pela Lei nº 13.000/2014, e art.
2º do Decreto-Lei nº 2.406/88. Outrossim, alega violação à Lei nº 7.682/88, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art.
109, I da Constituição Federal (fls. 593/612).

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e sem apresentação de contrarrazões pelos mutuários.

Quanto à suposta contrariedade aos arts. 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011, alterados pela Lei 13.000/14, e ao dissídio pretoriano apontado, o
colendo Superior Tribunal de Justiça já definiu a questão legal sub examine, ao julgar o REsp n° 1.091.363/SC, da relatoria da Minª. MARIA ISABEL
GALLOTTI, publicado em 25/05/2009, integrado pelo acórdão de Embargos Declaratórios em Embargos Declaratórios, julgado em 10/10/2012,
recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-C do CPC/73 (art. 1.040, I, CPC/2015).

No mencionado julgamento, que deu ensejo aos Temas 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, restou decidido que "em ações versando sobre
seguros de mútuo habitacional contratados no período compreendido entre 02.12.1998 e 29.12.2009, por envolver discussão entre seguradora
e mutuário, e não estando afetado o FCVS, não há interesse da instituição financeira a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário,
cabendo, então, à Justiça Estadual o julgamento do feito, conforme se infere do referido julgado".

Segue a redação do TEMA 50 e 51, atualizada pelo STJ em 18 de agosto de 2016:


"Fica, pois, consolidado o entendimento de que, nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do SFH, a CEF detém interesse
jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 - período compreendido
entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao FCVS (apólices públicas,
ramo 66). Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a
CEF carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
Ademais, o ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu
interesse jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco
efetivo de exaurimento da reserva técnica do FESA, colhendo o processo no estado em que este se encontrar no instante em que houver a efetiva
comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
Outrossim, evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá
a CEF se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
(Informação atualizada em 18/08/2016 com transcrição do trecho do voto vencedor proferido pela Min. Nancy Andrighi no julgamento dos segundos
embargos declaratórios em que Sua Excelência estabelece a tese jurídica repetitiva - página 10 - REsp 1091363/SC - DJe de 14/12/2012)."

O STJ mantém o entendimento do repetitivo, sob esse mesmo fundamento, vejamos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC.
Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012). Grifei.

Na presente hipótese, quando do julgamento da questão pelo Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA, de modo que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

100
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, à míngua de comprovação
da natureza pública da apólice e do risco de comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda
é da Justiça Estadual, estando a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014, suscitada como fato jurídico novo, não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas
do FCVS/FESA, pois somente assim restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A,
§ 1º da Lei nº 12.409/11.

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 1.030, inciso I, alínea 'b', do CPC/15.

Ademais, a jurisprudência do STJ assenta-se no sentido de que, para fins de aplicação do art. 1.040 do CPC/15, é desnecessário que o recurso
especial representativo de matéria repetitiva tenha transitado em julgado.

Senão vejamos:

Não é preciso aguardar o trânsito em julgado do acórdão que julga o recurso representativo da controvérsia para a tomada das medidas previstas
neste dispositivo (STJ-4ª T., REsp 1.240.821-EDcl, Min. Luis Felipe, j. 5.12.13, DJ 10.12.13; STJ-3ªT., REsp 1.327.498-AgRg, Min. Nancy Andrighi,
j. 11.3.14, DJ 18.3.14); basta sua publicação ou até mesmo a "proclamação do resultado do julgamento na medida em que o teor do voto vencedor
obviamente é do conhecimento de todos" (STJ-2ª Seção, REsp 1.061.530, Min. Nancy Andrighi, j. 22.10.08, DJ 10.3.09).

De outra parte, verifico que a suposta violação ao art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 não foi objeto de debate no acórdão recorrido, o que atrai
a aplicação da súmula nº 211 do STJ, in verbis: Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos
declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal "a quo".

Já quanto à alegada contrariedade à Lei nº 7.682/88, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado pela decisão recorrida,
não havendo como admitir o prosseguimento do feito, nos termos da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.

No mesmo sentido, não há como admitir o seguimento da insurgência com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal.
Na via especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105,
III da Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Corroborando esse entendimento, o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça:

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma
genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2 . Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional,
sob pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula
343/STF aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel.
Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe
14/12/2010. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO
KUKINA, Data de Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.

Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Desta forma, deve-se permanecer com a aplicação da orientação constante nos Temas nº 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, oriundos do
julgamento dos Recursos Especiais nº 1.091.363/SC e 1.091.393/SC, afetados à sistemática dos recursos repetitivos, considerando indispensável
a demonstração do comprometimento em debate.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 29 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Recurso Especial no Processo nº 442263-5


Recorrente: Sul América Companhia Nacional de Seguros
Recorridos: Maria José Firmino de Souza

Trata-se de Recurso Especial interposto pela Sul América Companhia Nacional de Seguros com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da
Constituição Federal contra acórdão proferido em sede de agravo de instrumento.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Nas razões do recurso especial (fls. 649/669), o ora agravante debate os seguintes temas: a) violação aos artigos 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011,
alterados pela Lei n. 13.000/14; b) divergência jurisprudencial no que diz respeito à necessidade de ingresso da Caixa Econômica Federal (CEF)
na lide, na condição de gestora do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), com a consequente remessa dos autos à Justiça
Federal; c) infração ao art. 109, I, da CF e à súmula 150 do STJ e, por fim, d) Ilegitimidade passiva da seguradora.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e com apresentação de contrarrazões por parte dos autores, às fls. 759/790.

Inviável, contudo, o seguimento do presente recurso excepcional.

Quanto à suposta contrariedade aos arts. 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011, alterados pela Lei 13.000/14, e ao dissídio pretoriano apontado, o
colendo Superior Tribunal de Justiça já definiu a questão legal sub examine, ao julgar o REsp n° 1.091.363/SC, da relatoria da Minª. MARIA ISABEL
GALLOTTI, publicado em 25/05/2009, integrado pelo acórdão de Embargos Declaratórios em Embargos Declaratórios, julgado em 10/10/2012,
recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-C do CPC/73 (arts. 1.036 c/c 1.040, I, CPC/2015).

No mencionado julgamento, que deu ensejo aos Temas 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, restou decidido que "em ações versando sobre
seguros de mútuo habitacional contratados no período compreendido entre 02.12.1998 e 29.12.2009, por envolver discussão entre seguradora
e mutuário, e não estando afetado o FCVS, não há interesse da instituição financeira a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário,
cabendo, então, à Justiça Estadual o julgamento do feito, conforme se infere do referido julgado".

Segue a redação do TEMA 50 e 51, atualizada pelo STJ em 18 de agosto de 2016:

"Fica, pois, consolidado o entendimento de que, nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do SFH, a CEF detém interesse
jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 - período compreendido
entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao FCVS (apólices públicas,
ramo 66). Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a
CEF carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
Ademais, o ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu
interesse jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco
efetivo de exaurimento da reserva técnica do FESA, colhendo o processo no estado em que este se encontrar no instante em que houver a efetiva
comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.

Outrossim, evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá
a CEF se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.

(Informação atualizada em 18/08/2016 com transcrição do trecho do voto vencedor proferido pela Min. Nancy Andrighi no julgamento dos segundos
embargos declaratórios em que Sua Excelência estabelece a tese jurídica repetitiva - página 10 - REsp 1091363/SC - DJe de 14/12/2012)."

O STJ mantém o entendimento do repetitivo, sob esse mesmo fundamento, vejamos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (2ª Seção, rela. Mina. Nancy Andrighi, DJe de 14-12-2012) (sem
grifo no original).

Na presente hipótese, quando do julgamento da questão pelo Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA, de modo que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Não custa enfatizar, ainda, que a edição da Medida Provisória n. 633/2013, convertida na Lei n. 13.000/2014, em nada altera a orientação emanada
do colendo Superior Tribunal de Justiça, porquanto a regra criada pelo artigo 1º-A, § 1º, da Lei n. 12.409/11 continua a exigir a demonstração de
risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS ou às suas subcontas, prova esta inexistente nos presentes autos.

Oportuno trazer manifestação da Corte da Cidadania acerca do assunto:

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRINCÍPIOS DA
FUNGIBILIDADE, CELERIDADE E ECONOMIA PROCESSUAL. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. FCVS. CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL. LITISCONSÓRCIO. INEXISTÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. MEDIDA PROVISÓRIA 633/13. NECESSIDADE DE
DEMONSTRAÇÃO DE COMPROMETIMENTO DO FCVS. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar os recursos sujeitos aos efeitos do artigo 543-C do CPC (repetitivos), REsp
1.091.363/SC, DJe de 25/05/2009, consolidou o entendimento no sentido de não existir interesse da Caixa Econômica Federal a justificar a
formação de litisconsórcio passivo necessário nas causas cujo objeto seja a pretensão resistida à cobertura securitária dos danos oriundos dos
vícios de construção do imóvel financiado mediante contrato de mútuo submetido ao Sistema Financeiro da Habitação, quando não afetar o FCVS
(Fundo de Compensação de Variações Salariais), sendo, portanto, da Justiça Estadual a competência para processar e julgar o feito.
2. A alteração introduzida pela Medida Provisória 633 de 2013, convertida na Lei 13.000 de 2014, tem por objetivo autorizar a Caixa Econômica
Federal (CEF) a representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS, sendo que a CEF intervirá, em face do interesse jurídico, nas
ações judiciais que representem risco ao FCVS ou às suas subcontas. Se não há prova de risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS,
a inovação legislativa não traz nenhuma repercussão prática. 3. Embargos de declaração recebidos com agravo regimental ao qual se nega
provimento. (Quarta Turma, EDcl no AREsp 606.445/SC, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, j. 18.12.2014, DJe 02.02.2015) (sem grifo no original).

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 1.030, I, 'b', do CPC/2015.

Destarte, por não estar comprovada a possibilidade de comprometimento de recursos do FCVS, não se vislumbra interesse jurídico da CEF para
intervir na condição de assistente, tampouco se justifica a remessa dos autos à Justiça Federal.

Ademais, a jurisprudência do STJ assenta-se no sentido de que, para fins de aplicação do art. 1.040 do CPC/15, é desnecessário que o recurso
especial representativo de matéria repetitiva tenha transitado em julgado.

Senão vejamos:
Não é preciso aguardar o trânsito em julgado do acórdão que julga o recurso representativo da controvérsia para a tomada das medidas previstas
neste dispositivo (STJ-4ª T., REsp 1.240.821-EDcl, Min. Luis Felipe, j. 5.12.13, DJ 10.12.13; STJ-3ªT., REsp 1.327.498-AgRg, Min. Nancy Andrighi,
j. 11.3.14, DJ 18.3.14); basta sua publicação ou até mesmo a "proclamação do resultado do julgamento na medida em que o teor do voto vencedor
obviamente é do conhecimento de todos" (STJ-2ª Seção, REsp 1.061.530, Min. Nancy Andrighi, j. 22.10.08, DJ 10.3.09).

Desta forma, deve-se permanecer com a aplicação da orientação constante nos Temas nº 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, oriundos do
julgamento dos Recursos Especiais nº 1.091.363/SC e 1.091.393/SC, afetados à sistemática dos recursos repetitivos, considerando indispensável
a demonstração do comprometimento em debate.

De igual modo, quanto à alegação de ilegitimidade passiva da seguradora, não haveria como albergar a argumentação recursal sem o
readentramento na seara fático-probatória, o que importaria em total desconsideração dos fundamentos da Câmara transcritos linhas volvidas,
em sentido contrário.

Ora, o reexame de tal motivação da Turma Julgadora não é possível na instância que se pretende ver inaugurada, porque os fatos devem ser
considerados na versão do acórdão (cf., AgRg no REsp 1017005/BA, rel. min. RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, DJe de 22/10/2013). Incide,
pois, o teor do verbete sumular n° 07 do STJ.

No mesmo sentido, não há como admitir o seguimento da insurgência com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal.
Na via especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105,
III da Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Por fim, vale registrar a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de violação à
Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Diante do exposto, nego seguimento ao recurso especial, nos termos do art. 1.030, I, "b" do CPC/15, em consonância com os Temas 50 e 51
do Superior Tribunal de Justiça, e, no restante, não o admito.

Publique-se.

Recife, 29 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0103564-95.2010.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação

103
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

(0446806-6)
Protocolo : 2016/117850
Comarca : Recife
Vara : Oitava Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Apelante : OI MOVEL S/A (nova denominação da TNL PCS S/A)
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : Silvana Rabelo da Silva
Advog : Tarcila Fernanda de Andrade(PE001658A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : OI MOVEL S/A (nova denominação da TNL PCS S/A)
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Silvana Rabelo da Silva
Advog : Tarcila Fernanda de Andrade(PE001658A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Jones Figueirêdo
Proc. Orig. : 0103564-95.2010.8.17.0001 (446806-6)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 15:54 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0446806-6


Recorrente: Oi Móvel S/A
Recorrida: Silvana Rabelo da Silva

Cuida-se de recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido
em sede de embargos de declaração opostos em apelação cível.

Alega a recorrente que a decisão em testilha contrariou os artigos 371, 373, I e II, 320 c/c 434, 489, do NCPC; artigos 160, I, 177, 188, I, 206,
§3º, IV e V, do Código Civil de 2002; artigo 27 do CDC; artigos 5º, II, XXXV, LIV e LV, 37, Caput, e 93, IX, da CF/88, bem como violou as Leis
Federais 6.404/76 e 10.303/01.

Em síntese, defende sua ilegitimidade passiva; a inaplicabilidade do CDC ao caso, por se tratar de relação societária; a legalidade da emissão
das ações, que teria se dado em conformidade com as portarias ministeriais vigentes à época e não teria contrariado a Súmula 371 do STJ.

Inicialmente, cumpre registrar que, em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 14/03/2017 (fl. 404), deve o exame de admissibilidade
deste especial se orientar pelo que dispõe o Enunciado Administrativo nº 3, do STJ, segundo o qual, "Aos recursos interpostos com fundamento
no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma
do novo CPC".

Pois bem.

No que tange à afronta aos dispositivos constitucionais ventilados pela recorrente, registro que a competência do STJ "restringe-se à interpretação
e à uniformização do direito infraconstitucional, não sendo possível o exame de violação a dispositivos constitucionais, ainda que para fins
de prequestionamento, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal." (AgRg no REsp 1455782/RS, Rel. Ministro
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/02/2016, DJe 26/02/2016).

Em relação à suposta ofensa ao disposto nos artigos 371 e 489 do NCPC, descabida a alegada ofensa, vez que a decisão encontra-se
devidamente fundamentada.

Acrescente-se que, conforme reiteradas decisões do STJ, "o julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos invocados pelas
partes, quando tenha encontrado motivação satisfatória para dirimir o litígio." (AgRg no AREsp 763.334/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO
BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 15/12/2015, DJe 03/02/2016).

No tocante aos artigos 373, I e II, e 320 c/c 434, do NCPC; artigos 160, I, 177, 188, I, e 206, §3º, IV e V, do código civil de 2002; e artigo 27 do
CDC, observo que a recorrente não explica de que modo teriam sido violados, o que representa óbice ao conhecimento do recurso nesse ponto,
nos termos da Súmula nº 284 do STF, aplicável, por analogia, à sistemática do recurso especial.

Da mesma forma, não indica quais dispositivos das Leis nº 6.404/76 e 10.303/01 teriam sido violados, pois, embora faça menção, nas razões
recursais, a alguns artigos, não explicita de que modo teria havido a afronta direta aos mesmos, configurando-se a deficiência de fundamentação.

A seu turno, o acórdão recorrido, ao reconhecer que a Oi Móvel S/A possui legitimidade para figurar no polo passivo da ação, assim o fez com base
nos elementos fático-probatórios delineados nos autos. Rever tal posicionamento demanda inegável reexame desses elementos, providência
vedada em sede especial, a teor dos óbices contidos nas Súmulas 5 e 7 do STJ.

De outro giro, impende observar que o acórdão recorrido entendeu pela aplicação do CDC à relação jurídica firmada entre as partes, o que
encontra amplo respaldo na jurisprudência do STJ ("Nos contratos de participação financeira de serviço de telefonia são aplicáveis as regras do
CDC." - AgRg no AREsp 536.870/SP, DJe 12/12/2014. Ainda: AgRg no AREsp 481.566/PB, DJe 04/09/2014; AgRg no REsp 1432968/PR, DJe
01/04/2014; (AgRg nos EDcl no Ag 1372063/RJ, DJe 25/06/2012), aplicando-se, assim, a Súmula 83 da Corte Superior.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Por fim, no que concerne ao critério de apuração do VPA, destaco que a posição da 4ª Câmara Cível deste TJPE foi adotada com base no
julgamento do Tema 46 do Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual "nos contratos de participação financeira para a aquisição de linha
telefônica, o Valor Patrimonial da Ação (VPA) é apurado com base no balancete do mês da integralização".

Ressalto o poder vinculante dos temas repetitivos, cuja redação do art. 1.040, I, do Código de Processo Civil/15 prevê a necessidade de aplicação
imediata das orientações firmadas pelo STJ.

Observa-se, na verdade, inconformismo da parte recorrente, que, indubitavelmente, perquire utilizar esta instância excepcional para buscar uma
revisão da questão fática dos autos, reavaliando a interpretação que foi dada ao direito com base nas provas existentes. Ora, como é consabido,
as instâncias ordinárias são soberanas quanto ao exame fático e, uma vez definido esse contorno, a interpretação de direito deve ser apenas uma.

Com efeito, alterar tal conclusão implicaria em reanálise do acervo fático-probatório, o que encontra óbice da Súmula 7 do STJ.

Assim, considerando que a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma, o recurso especial deve ter seu seguimento
negado com esteio no art. 1.030, I, "b", do NCPC (art. 543-C, § 7º, I do CPC/73).

Com tais considerações, nego seguimento ao recurso especial, o que faço com base no art. 1.030, I, "b" do NCPC, no tocante ao critério de
apuração do VPA, e, quanto aos demais assuntos, com fulcro nos outros argumentos expostos ao longo da presente decisão.

Publique-se.

Recife, 09 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0024424-36.2015.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0451422-3)
Protocolo : 2017/102611
Comarca : Recife
Vara : Vigésima Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Apelante : Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência S/A
Advog : Marco Roberto Costa Macedo(BA016021)
Advog : Karina Pinto Andrade da Silva(BA018143)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : Antonio Batista de Souza
Advog : Romero Galvão da Silva(PE017747)
Embargante : Antonio Batista de Souza
Advog : Romero Galvão da Silva(PE017747)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência S/A
Advog : Marco Roberto Costa Macedo(BA016021)
Advog : Karina Pinto Andrade da Silva(BA018143)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 3ª Câmara Cível
Relator : Des. Itabira de Brito Filho
Proc. Orig. : 0024424-36.2015.8.17.0001 (451422-3)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 18/10/2017 15:57 Local: CARTRIS

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 451.422-3


Recorrente: Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência S/A.
Recorrido: Antonio Batista de Souza.

Cuida-se de recurso especial interposto com arrimo no art. 105, III, alínea "a" da CF/88, em face do acórdão que julgou a Apelação Cível nº
451.422-3.

Observo que ao interpor este recurso a entidade recorrente promoveu a juntada dos documentos que comprovam o recolhimento das custas
devidas ao STJ (fls. 234/235), mas não o fez com relação às custas devidas a esta Corte, o que configura o vício de insuficiência do preparo
recursal.

Constato ainda que nas peças recursais em exame constam a assinatura digitalizada ou escaneada do advogado Marco R. C. Macedo, OAB/BA
16021 e OAB/PE 1508-A, e a assinatura de próprio punho do advogado Ritchelly P. de Lima, OAB/PE 35042 (fls. 225 e 232), que passou a atuar
no feito a partir da oposição dos declaratórios de fls. 159/165, supostamente legitimado pelo substabelecimento de fl. 152.

105
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Ocorre que no referido substabelecimento, a assinatura foi aposta por meio de digitalização ou escaneamento, que por se tratar de mera
inserção de imagem em documento não se confunde com a assinatura digital válida, baseada em certificado emitido por autoridade certificadora
credenciada, nos termos do que dispõe o art. 1º, § 2º, III, "a", da Lei 11.419/2006.

Por fim, saliento que ao ratificar os termos do recurso especial após o julgamento dos embargos opostos pela parte adversa, a recorrente o fez
em petição contendo o mesmo vício de assinatura acima referido (fl. 249).

Por essas razões, determino a intimação da recorrente, através do patrono regularmente habilitado, para promover a correção dos vícios acima
constatados, no prazo de cinco dias, observando, quanto ao vício de insuficiência do preparo, o que dispõe o art. 1.007, §§ 2º e 4º do CPC
(recolhimento em dobro), sob pena de inadmissibilidade do recurso especial (art. 932, parágrafo único do CPC).
Ao CARTRIS, para adotar as providências cabíveis.

Publique-se.

Recife, 10 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
1ª Vice-Presidência
PRAÇA DA REPÚBLICA, S/N - SANTO ANTÔNIO -, 2° andar - Recife - PE
CEP: 50010-040- fone: (81) 3419-3215

DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16682 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Anastácio Marinho(CE008502) 001 0010328-82.2016.8.17.0000(0451337-9)


Carlos Frederico de A. Vital(PE018314) 001 0010328-82.2016.8.17.0000(0451337-9)
Danielle Torres Silva(PE018393) 002 0011083-09.2016.8.17.0000(0453249-2)
Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240) 002 0011083-09.2016.8.17.0000(0453249-2)
Flavio Marques Koury(PE011564) 001 0010328-82.2016.8.17.0000(0451337-9)
Gustavo Luiz Da Rosa Oiticica(PE004362) 001 0010328-82.2016.8.17.0000(0451337-9)
Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A) 002 0011083-09.2016.8.17.0000(0453249-2)
Paulo Agostinho de Arruda Raposo(PE002947) 001 0010328-82.2016.8.17.0000(0451337-9)
Wilson Sales Belchior(PE001259A) 001 0010328-82.2016.8.17.0000(0451337-9)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0010328-82.2016.8.17.0000(0451337-9)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0011083-09.2016.8.17.0000(0453249-2)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram CARTRIS os seguintes feitos:

001. 0010328-82.2016.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento


(0451337-9)
Protocolo : 2016/119427
Comarca : Recife
Vara : Decima Quinta Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Agravte : Banco Bradesco S/A
Advog : Wilson Sales Belchior(PE001259A)

106
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Advog : Anastácio Marinho(CE008502)


Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : CARLOS FREDERICO DE ALBUQUERQUE VITAL
Advog : Flavio Marques Koury(PE011564)
Advog : Carlos Frederico de Albuquerque Vital(PE018314)
Advog : Gustavo Luiz Da Rosa Oiticica(PE004362)
Advog : Paulo Agostinho de Arruda Raposo(PE002947)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Banco Bradesco S/A
Advog : Wilson Sales Belchior(PE001259A)
Advog : Anastácio Marinho(CE008502)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : CARLOS FREDERICO DE ALBUQUERQUE VITAL
Advog : Flavio Marques Koury(PE011564)
Advog : Carlos Frederico de Albuquerque Vital(PE018314)
Advog : Gustavo Luiz Da Rosa Oiticica(PE004362)
Advog : Paulo Agostinho de Arruda Raposo(PE002947)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. Stênio José de Sousa Neiva Coêlho
Proc. Orig. : 0010328-82.2016.8.17.0000 (451337-9)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 05/10/2017 15:09 Local: CARTRIS

Agravo no Recurso Especial no Processo nº 451337-9


Agravante: Banco Bradesco S.A
Agravado: Carlos Frederico de Albuquerque Vital

Compulsando os autos, verifico que o agravado não foi devidamente intimado para apresentar contrarrazões ao Agravo de fls. 1.337/1.353.

Assim, intime-se a parte agravada através de seu advogado habilitado, para apresentar contrarrazões ao recurso de Agravo interposto.

Ao CARTRIS para adoção das medidas cabíveis.

Publique-se.

Recife, 02 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0011083-09.2016.8.17.0000 Agravo no Agravo de Instrumento


(0453249-2)
Protocolo : 2016/121900
Comarca : Olinda
Vara : 1ª Vara Cível
Agravte : Sulamérica Cia. Nacional de Seguros
Advog : Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : MARTHA NATHALIA DE LIMA DUPERRON DA SILVA
Advog : Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A)
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Agravte : Sulamérica Cia. Nacional de Seguros
Advog : Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : MARTHA NATHALIA DE LIMA DUPERRON DA SILVA
Advog : Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A)
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Órgão Julgador : 5ª Câmara Cível
Relator : Des. Des. José Fernandes de Lemos
Proc. Orig. : 0011083-09.2016.8.17.0000 (453249-2)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 17:15 Local: CARTRIS

Recurso Especial nº 453249-2


Recorrente: Sul América Companhia Nacional de Seguros

107
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recorridos: Martha Nathalia de Lima Duperron da Silva

Trata-se de Recurso Especial interposto pela Sul América Companhia Nacional de Seguros com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da
Constituição Federal contra acórdão proferido em sede de agravo em agravo de instrumento.

Nas razões do recurso especial (fls. 696/711), o ora agravante debate os seguintes temas: a) violação aos artigos 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011,
alterados pela Lei n. 13.000/14; b) divergência jurisprudencial no que diz respeito à necessidade de ingresso da Caixa Econômica Federal (CEF)
na lide, na condição de gestora do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), com a consequente remessa dos autos à Justiça
Federal; c) infração ao art. 109, I, da CF e à súmula 150 do STJ.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação de contrarrazões por parte dos autores, às fls. 764/775.

Inviável, contudo, o seguimento do presente recurso excepcional.

Quanto à suposta contrariedade aos arts. 1º e 1ª-A da Lei n. 12.409/2011, alterados pela Lei 13.000/14, e ao dissídio pretoriano apontado, o
colendo Superior Tribunal de Justiça já definiu a questão legal sub examine, ao julgar o REsp n° 1.091.363/SC, da relatoria da Minª. MARIA ISABEL
GALLOTTI, publicado em 25/05/2009, integrado pelo acórdão de Embargos Declaratórios em Embargos Declaratórios, julgado em 10/10/2012,
recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-C do CPC/73 (arts. 1.036 c/c 1.040, I, CPC/2015).

No mencionado julgamento, que deu ensejo aos Temas 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, restou decidido que "em ações versando sobre
seguros de mútuo habitacional contratados no período compreendido entre 02.12.1998 e 29.12.2009, por envolver discussão entre seguradora
e mutuário, e não estando afetado o FCVS, não há interesse da instituição financeira a justificar a formação de litisconsórcio passivo necessário,
cabendo, então, à Justiça Estadual o julgamento do feito, conforme se infere do referido julgado".

Segue a redação do TEMA 50 e 51, atualizada pelo STJ em 18 de agosto de 2016:

"Fica, pois, consolidado o entendimento de que, nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do SFH, a CEF detém interesse
jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 - período compreendido
entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao FCVS (apólices públicas,
ramo 66). Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a
CEF carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.

Ademais, o ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu
interesse jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco
efetivo de exaurimento da reserva técnica do FESA, colhendo o processo no estado em que este se encontrar no instante em que houver a efetiva
comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.

Outrossim, evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá
a CEF se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.

(Informação atualizada em 18/08/2016 com transcrição do trecho do voto vencedor proferido pela Min. Nancy Andrighi no julgamento dos segundos
embargos declaratórios em que Sua Excelência estabelece a tese jurídica repetitiva - página 10 - REsp 1091363/SC - DJe de 14/12/2012)."

O STJ mantém o entendimento do repetitivo, sob esse mesmo fundamento, vejamos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (2ª Seção, rela. Mina. Nancy Andrighi, DJe de 14-12-2012) (sem
grifo no original).

108
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Na presente hipótese, quando do julgamento da questão pelo Órgão Fracionário , não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA, de modo que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Não custa enfatizar, ainda, que a edição da Medida Provisória n. 633/2013, convertida na Lei n. 13.000/2014, em nada altera a orientação emanada
do colendo Superior Tribunal de Justiça, porquanto a regra criada pelo artigo 1º-A, § 1º, da Lei n. 12.409/11 continua a exigir a demonstração de
risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS ou às suas subcontas, prova esta inexistente nos presentes autos.

Oportuno trazer manifestação da Corte da Cidadania acerca do assunto:

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRINCÍPIOS DA
FUNGIBILIDADE, CELERIDADE E ECONOMIA PROCESSUAL. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. FCVS. CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL. LITISCONSÓRCIO. INEXISTÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. MEDIDA PROVISÓRIA 633/13. NECESSIDADE DE
DEMONSTRAÇÃO DE COMPROMETIMENTO DO FCVS. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar os recursos sujeitos aos efeitos do artigo 543-C do CPC (repetitivos), REsp
1.091.363/SC, DJe de 25/05/2009, consolidou o entendimento no sentido de não existir interesse da Caixa Econômica Federal a justificar a
formação de litisconsórcio passivo necessário nas causas cujo objeto seja a pretensão resistida à cobertura securitária dos danos oriundos dos
vícios de construção do imóvel financiado mediante contrato de mútuo submetido ao Sistema Financeiro da Habitação, quando não afetar o FCVS
(Fundo de Compensação de Variações Salariais), sendo, portanto, da Justiça Estadual a competência para processar e julgar o feito.
2. A alteração introduzida pela Medida Provisória 633 de 2013, convertida na Lei 13.000 de 2014, tem por objetivo autorizar a Caixa Econômica
Federal (CEF) a representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS, sendo que a CEF intervirá, em face do interesse jurídico, nas
ações judiciais que representem risco ao FCVS ou às suas subcontas. Se não há prova de risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS,
a inovação legislativa não traz nenhuma repercussão prática. 3. Embargos de declaração recebidos com agravo regimental ao qual se nega
provimento. (Quarta Turma, EDcl no AREsp 606.445/SC, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, j. 18.12.2014, DJe 02.02.2015) (sem grifo no original).

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 1.030, I, 'b', do CPC/2015.

Destarte, por não estar comprovada a possibilidade de comprometimento de recursos do FCVS, não se vislumbra interesse jurídico da CEF para
intervir na condição de assistente, tampouco se justifica a remessa dos autos à Justiça Federal.

Ademais, a jurisprudência do STJ assenta-se no sentido de que, para fins de aplicação do art. 1.040 do CPC/15, é desnecessário que o recurso
especial representativo de matéria repetitiva tenha transitado em julgado.

Senão vejamos:

Não é preciso aguardar o trânsito em julgado do acórdão que julga o recurso representativo da controvérsia para a tomada das medidas previstas
neste dispositivo (STJ-4ª T., REsp 1.240.821-EDcl, Min. Luis Felipe, j. 5.12.13, DJ 10.12.13; STJ-3ªT., REsp 1.327.498-AgRg, Min. Nancy Andrighi,
j. 11.3.14, DJ 18.3.14); basta sua publicação ou até mesmo a "proclamação do resultado do julgamento na medida em que o teor do voto vencedor
obviamente é do conhecimento de todos" (STJ-2ª Seção, REsp 1.061.530, Min. Nancy Andrighi, j. 22.10.08, DJ 10.3.09).

Desta forma, deve-se permanecer com a aplicação da orientação constante nos Temas nº 50 e 51 do Superior Tribunal de Justiça, oriundos do
julgamento dos Recursos Especiais nº 1.091.363/SC e 1.091.393/SC, afetados à sistemática dos recursos repetitivos, considerando indispensável
a demonstração do comprometimento em debate.

No mesmo sentido, não há como admitir o seguimento da insurgência com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal.
Na via especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105,
III da Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Por fim, vale registrar a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de violação à
Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Diante do exposto, nego seguimento ao recurso especial, nos termos do art. 1.030, I, "b" do CPC/15, em consonância com os Temas 50 e 51
do Superior Tribunal de Justiça, e, no restante, não o admito.

Publique-se.

Recife, 09 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

DESPACHOS/DECISÕES

Emitida em 27/10/2017

109
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

CARTRIS

Relação No. 2017.16684 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Carlos Gustavo Rodrigues de Matos(PE017380) 001 0073738-19.2013.8.17.0001(0431983-5)


Eduardo Augusto Paurá Peres Filho(PE021220) 001 0073738-19.2013.8.17.0001(0431983-5)
Rodrigo Cahu Beltrão(PE022913) 001 0073738-19.2013.8.17.0001(0431983-5)
Ronnie Preuss Duarte(PE016528) 001 0073738-19.2013.8.17.0001(0431983-5)
Sandra Khafif Dayan(SP131646) 001 0073738-19.2013.8.17.0001(0431983-5)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0073738-19.2013.8.17.0001(0431983-5)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0073738-19.2013.8.17.0001 Apelação


(0431983-5)
Comarca : Recife
Vara : Terceira Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Apelante : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Apelante : BANCO DAYCOVAL S/A
Advog : Sandra Khafif Dayan(SP131646)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : BANCO DAYCOVAL S/A
Advog : Sandra Khafif Dayan(SP131646)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : XINGUARA INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Advog : Rodrigo Cahu Beltrão(PE022913)
Advog : Carlos Gustavo Rodrigues de Matos(PE017380)
Advog : Eduardo Augusto Paurá Peres Filho(PE021220)
Advog : Ronnie Preuss Duarte(PE016528)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Francisco Manoel Tenorio dos Santos
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 15:57 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0431983-5


Recorrente: Banco Daycoval S/A
Recorrido: Ministério Público do Estado de Pernambuco e OUTRO

Trata-se de Recurso Especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, interposto em face de acórdão que
entendendo pela não obrigatoriedade de intervenção do parquet em ação revisional, afastou preliminar de nulidade e negou provimento ao apelo
do Ministério Público (f. 1.094).
Nas razões recursais, a instituição financeira recorrente arguiu violação aos artigos 181 e 279 do CPC/15 e 4° da Lei 10.101/05, que preveem
a nulidade processual em caso de não acompanhamento do feito pelo MP, notadamente na presente hipótese, onde identifica tentativa de burla
a créditos e à lei.
Recurso tempestivo, com adequado preparo recursal e a devida intimação para contrarrazões.
Eis o acórdão combatido:
Direito Civil e Processual. Ação Ordinária de Revisão de Cláusulas de Negócio Jurídico com Pedido de Declaração de Nulidade de Práticas
Abusivas. Pedidos julgados parcialmente procedentes. Anulações de Cláusulas. Apelação do Ministério Público. Alegação de nulidade do
processo por ausência de intervenção obrigatória. Preliminar de Mérito de Ilegitimidade Recursal do Parquet. Ação de natureza privada. Recurso
Adesivo da parte demandada. Recurso acessório. Acolhimento da prejudicial de mérito. Não conhecimento da Apelação intentada pelo Ministério
Público e, por consequência, do Recurso Adesivo. Decisão unânime. - O Ministério Público tem legitimidade para recorrer assim no processo
em que é parte, como naqueles em que oficiou como fiscal da lei, sendo certo que nas ações revisionais que discutem ajustes cíveis, o Parquet
não atua como fiscal da lei, haja vista a inexistência de previsão legal que reclame a sua intervenção nesses feitos; - O recurso adesivo segue
a sorte do principal, porquanto, o não conhecimento deste implica no não conhecimento do adesivo (Exegese do artigo 500, III, do CPC/1973
e 997, §2º, III, do CPC/2015). - Precedentes.
Observo, de antemão, que a parte deixou de apresentar aclaratórios contra o decisum colegiado, restando ausente o necessário
prequestionamento dos dispositivos legais ora invocados, inexistindo, portanto, a devida deliberação pela Câmara deste Tribunal local quanto à
matéria prevista, de modo que a pretensão da recorrente esbarra no óbice da súmula nº 211 do STJ, in verbis: "inadmissível recurso especial
quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo".

110
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Observe-se que a competência dos tribunais superiores restringe-se à análise de violação a norma constitucional ou infra-constitucional, um juízo
estritamente de direito que afasta a possibilidade de avaliação de qualquer matéria fático-probatória contida nos autos.
Como se sabe, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida. Não cabe, em recurso especial, fazer
juízo sobre a documentação constante no processo. Concluir contrariamente aos fatos consignados no acórdão recorrido, para concluir violação
àquele dispositivo, como pretende a parte recorrente, depende da reanálise dos documentos processuais.
O reexame do acervo fático-probatório dos autos é inadmissível em sede de Recurso Especial, ante a incidência do enunciado da Súmula 7
do STJ.
No mais, a decisão recorrida encontra-se em consonância à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, senão, vejamos:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO - PEDIDO DE RESTITUIÇÃO EM FALÊNCIA - AFASTAMENTO DA ALEGAÇÃO DE
NULIDADE POR AUSÊNCIA DE INTERVENÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NÃO CONHECEU DE AGRAVO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. INSURGÊNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 1. O art.
4º da Lei nº 11.101/2005, que previa ampla participação do Parquet nos processos de falência e recuperação de empresas, foi vetado pela
Presidência da República. Assim, prevalece o entendimento de que, na vigência da atual legislação falimentar, a intervenção do Ministério Público
só é obrigatória quando expressamente prevista na lei, não sendo plausível o argumento de que toda falência envolve interesse público a exigir a
atuação ministerial em todas as suas fases e em qualquer de seus incidentes. Precedentes.[...] (AgRg no Ag 1328934/GO, Rel. Ministro MARCO
BUZZI, 4ª T., j. 04.11.14, DJe 14.11.14)
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso especial.
Recife, 10 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16685 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado#Ordem Processo

ARMANDO V. MESQUITA CHAR(PE001465A) 003 0032858-51.2011.8.17.0810(0447296-4)


Bruno Lucas Bacelar(PE019622) 002 0000568-15.2012.8.17.1370(0397645-0)
Claudenor Lopes da Silva(PE025588) 002 0000568-15.2012.8.17.1370(0397645-0)
DANILO JOSÉ DOS ANJOS GOMES(PE037784) 001 0000681-44.2014.8.17.1290(0472374-2)
Everardo Cavalcanti Guerra(PE007227) 002 0000568-15.2012.8.17.1370(0397645-0)
Fernando Rodrigues Beltrão(PE007077) 003 0032858-51.2011.8.17.0810(0447296-4)
Lucimário Antonio da Silva(PE036934) 001 0000681-44.2014.8.17.1290(0472374-2)
Manoela Letícia de O. Marcolino(PE039517) 002 0000568-15.2012.8.17.1370(0397645-0)
RAFAEL SGANZERLA DURAND(PE001301A) 001 0000681-44.2014.8.17.1290(0472374-2)
Romero Grund Lopes(PE021817) 002 0000568-15.2012.8.17.1370(0397645-0)
Valmir Martins Neto(PE025948) 002 0000568-15.2012.8.17.1370(0397645-0)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0000681-44.2014.8.17.1290 Apelação


(0472374-2)
Comarca : São Caetano
Vara : Vara Única

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Apelante : MATHEUS NIKYSON NASCIMENTO SILVA


Advog : Lucimário Antonio da Silva(PE036934)
Advog : DANILO JOSÉ DOS ANJOS GOMES(PE037784)
Apelado : Banco do Brasil S/A
Advog : RAFAEL SGANZERLA DURAND(PE001301A)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Sílvio Neves Baptista Filho
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 15:57 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 472374-2.


Recorrente: MATHEUS NIKYSON NASCIMENTO SILVA.
Recorrido: BANCO DO BRASIL S/A.

Trata-se de Recurso Especial interposto tempestivamente (fs. 245) com fundamento no art. 105, III, "a" da Carta Magna e preparo dispensado
devido ao benefício da Justiça Gratuita.

"APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ESPERA EM FILA DE BANCO. MERO ABORRECIMENTO.
PRECEDENTES DO STJ. DANO MORAL QUE DEPENDE DE PROVA EFETIVA. RECURSO DESPROVIDO.
1. O Apelante restringiu-se a relatar que foi submetido a quase duas horas de espera para ser atendido pela instituição financeira Demandada.
2. Para fazer jus à indenização por danos morais, o Requerente deve alegar e comprovar que esta ineficiência da instituição financeira o colocou
numa situação que ultrapassa o mero aborrecimento cotidiano. Precedentes do STJ.
3. As cópias da senha de atendimento e do comprovante de pagamento anexados pela Apelante não se prestam, por si só, a provar a efetiva
existência de abalo psicológico ou ofensa à dignidade.
4. Provar que a espera deixou-lhe psicologicamente abalado, tal como orienta a jurisprudência, era tarefa que lhe cabia, à luz do que disciplina
o art. 333, I do CPC. O Autor não fez prova nesse sentido, nem sequer invocou eventual cerceamento do seu direito de defesa em razão do
julgamento antecipado da lide.
5. A jurisprudência pátria reconhece o dever do consumidor de produzir prova mínima do direito alegado, a despeito de existir em seu favor a
garantia da inversão do ônus da prova, sobretudo quando o dano moral não se revela presumido, como é no caso sob exame. Precedentes.
6. Recurso desprovido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os autos da Apelação nº 0472374-2, em que figura como Apelante Matheus Nikyson Nascimento Silva e como
Apelado Banco do Brasil S/A, acordam os Desembargadores integrantes da 1ª Turma da Câmara Regional do Tribunal de Justiça de Pernambuco,
à unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator."

Necessário registrar que em razão da publicação haver sido em 29/05/2017 (fs. 243v), o exame de admissibilidade deste recurso especial se
orientará pelo que dispõe o Enunciado Administrativo nº 03 do STJ, segundo o qual, "Aos recursos interpostos no CPC/2015 (relativos a decisões
publicadas a partir de 18 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC".

Em suas razões (fs. 247/279), alega que não há dúvida concernente ao péssimo serviço prestado pelo recorrido, violando os direitos do cidadão
consumidor, conforme julgados de nºs: 289030-2/PE e 230521-7/PE; afirma que qualquer dano, porventura, ocorrido, independentemente do
recorrido agir com culpa se justifica a reparação pelas ofensas moral e material aos consumidores; o banco descumpriu a lei local em razão da
sua certeza de impunidade, consoante entendimento do STJ e julgados de nºs: 1503232/PR, 1480365/SE e 1487666/PE.

Requer que seja admitido o presente recurso.

Nas contrarrazões (fs. 286/290), alega o óbice pela Súmula 07 do STJ; afirma que a matéria não foi tratada no acórdão recorrido, ausente o
requesito de prequestionamento, conforme julgado de nº: 0133672-5.

Requer que seja negado seguimento o REsp.

Verifico, de logo, que a parte recorrente visa, claramente, ao reexame do mérito da questão, o que é vedado em sede de Recurso Especial,
consoante o teor da Súmula 07 do STJ, (A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial), senão, vejamos:

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ESPERA EM FILA DE BANCO POR MAIS DE UMA HORA. TEMPO SUPERIOR AO FIXADO POR LEGISLAÇÃO
LOCAL. INSUFICIÊNCIA DA SÓ INVOCAÇÃO LEGISLATIVA ALUDIDA. PADECIMENTO MORAL, CONTUDO, EXPRESSAMENTE
ASSINALADO PELA SENTENÇA E PELO ACÓRDÃO, CONSTITUINDO FUNDAMENTO FÁTICO INALTERÁVEL POR ESTA CORTE (SÚMULA
7/STJ). INDENIZAÇÃO DE R$ 3.000,00, CORRIGIDA DESDE A DATA DO ATO DANOSO (SÚMULA 54/STJ).
1.- A espera por atendimento em fila de banco quando excessiva ou associada a outros constrangimentos, e reconhecida faticamente como
provocadora de sofrimento moral, enseja condenação por dano moral.
2.- A só invocação de legislação municipal ou estadual que estabelece tempo máximo de espera em fila de banco não é suficiente para desejar
o direito à indenização, pois dirige a sanções administrativas, que podem ser provocadas pelo usuário.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

3.- Reconhecidas, pela sentença e pelo Acórdão, as circunstâncias fáticas do padecimento moral, prevalece o julgamento da origem (Súmula
7/STJ).
4.- [...]
5.- Recurso Especial improvido. (Ministro SIDNEI BENETI (1137), DJe 17/09/2012, REsp 1218497 / MT)

Assim, por se tratar de rediscussão, por via transversa, de matéria já analisada no julgamento, não se faz possível a admissão
do REsp.

Nesse esteio, inadmito o presente Recurso Especial.

Publique-se.

Recife, 28 de setembro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

002. 0000568-15.2012.8.17.1370 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação


(0397645-0)
Protocolo : 2016/107571
Comarca : Serra Talhada
Vara : 1ª Vara Cível
Agravte : A. L. O. C. J.
Advog : Romero Grund Lopes(PE021817)
Advog : Everardo Cavalcanti Guerra(PE007227)
Agravdo : E. P. R. S. C.
Advog : Valmir Martins Neto(PE025948)
Advog : Claudenor Lopes da Silva(PE025588)
Observação : ASSUNTO 5802. Alt. conf. Pet. 2017/900060.
Embargante : A. L. O. C. J.
Advog : Romero Grund Lopes(PE021817)
Advog : Everardo Cavalcanti Guerra(PE007227)
Advog : Bruno Lucas Bacelar(PE019622)
Advog : Manoela Letícia de Oliveira Marcolino(PE039517)
Embargado : E. P. R. S. C.
Advog : Valmir Martins Neto(PE025948)
Advog : Claudenor Lopes da Silva(PE025588)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. José Viana Ulisses Filho
Proc. Orig. : 0000568-15.2012.8.17.1370 (397645-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 17:14 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 397645-0


Recorrente: A. L. O. C. J.
Recorrida: E. P. R. S. C

Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede de
embargos de declaração no agravo regimental na apelação cível.

Na origem, cuida-se de ação de guarda do menor G. S. C., movida pelo recorrente em face da recorrida.

O feito foi julgado improcedente e consequentemente foi deferida a guarda do menor G. S. C. à sua genitora, ora recorrida.

Irresignada, a parte recorrente interpôs o recurso de apelação que foi julgado improvido.

Inconformada, a parte recorrente interpôs o recurso agravo regimental que também foi julgado improvido.

A parte recorrente ainda interpôs o recurso de embargos de declaração que foi provido, sanando a omissão apontada em seus embargos de
declaração.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Insatisfeita com o acórdão recorrido, a parte recorrente interpõe o presente recurso especial, alegando que o acórdão recorrido violou o artigo
5º, LIV e LV, da CF/88; artigo 131 do CPC/73; e artigo 371 do NCPC.

Recurso tempestivo, interposto por advogado habilitado nos autos, com custas satisfeitas e sem contrarrazões, conforme certidão de (fl. 930).

Cumpre registrar que em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 26/08/2016 (fl. 952), deve o exame de admissibilidade deste
especial se orientar pelo que dispõe o Enunciado Administrativo nº 3, do STJ, segundo o qual, "Aos recursos interpostos com fundamento no
CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma
do novo CPC".

Pois bem.

No que toca à denúncia de suposta violação ao dispositivo constitucional (Art. 5º, LIV e LV), tenho que, em sede de recurso especial, o Superior
Tribunal de Justiça não possui competência para a sua análise, nem mesmo para fins de prequestionamento, sob pena de ser usurpada a
competência do Supremo Tribunal Federal.

Quanto à suposta violação ao disposto nos artigos 131 do CPC/73 e 371 do NCPC, descabida a alegada ofensa, vez que a decisão encontra-
se devidamente fundamentada.

Acrescente-se que, conforme reiteradas decisões do STJ, "o julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos invocados pelas
partes, quando tenha encontrado motivação satisfatória para dirimir o litígio." (AgRg no AREsp 763.334/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO
BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 15/12/2015, DJe 03/02/2016).

Ademais, verifico que o órgão fracionário concluiu que a guarda do menor G. S. C fosse mantida com a genitora, ora recorrida. O reexame da
questão esbarra no óbice de que trata o verbete n. 7 da Súmula do STJ.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 05 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente
003. 0032858-51.2011.8.17.0810 Embargos de Declaração na Apelação
(0447296-4)
Protocolo : 2017/103655
Comarca : Jaboatão dos Guararapes
Vara : 5ª Vara Cível
Apelante : Eclipse Transportes Ltda
Advog : Fernando Rodrigues Beltrão(PE007077)
Apelado : ITAU SEGUROS S/A
Advog : ARMANDO V. MESQUITA CHAR(PE001465A)
Embargante : Eclipse Transportes Ltda
Advog : Fernando Rodrigues Beltrão(PE007077)
Embargado : ITAU SEGUROS S/A
Advog : ARMANDO V. MESQUITA CHAR(PE001465A)
Órgão Julgador : 2ª Câmara Cível
Relator : Des. Cândido José da Fonte Saraiva de Moraes
Relator Convocado : Des. Francisco Manoel Tenorio dos Santos
Proc. Orig. : 0032858-51.2011.8.17.0810 (447296-4)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 18/10/2017 17:14 Local: CARTRIS

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 447296-4


Recorrente: Eclipse Transportes Ltda.
Recorrida: Itaú Seguros S/A.

Exsurge dos autos que ao interpor este recurso especial a recorrente fez referência à juntada de documentos que comprovariam o recolhimento
do preparo recursal, mas não promoveu a efetiva juntada desses documentos.

Por essa razão, determino a intimação da recorrente para promoverem a correção do vício no prazo de cinco dias, mediante a juntada dos
documentos que comprovem o recolhimento das despesas que compõem o preparo, em dobro, sob pena de inadmissibilidade do recurso especial
(art. 1.007, §4º do CPC/2015).

Ao CARTRIS, para a adoção das providências cabíveis.

Publique-se.

114
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recife, 09 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente
Tribunal de Justiça de Pernambuco
1ª Vice-Presidência
PRAÇA DA REPÚBLICA, S/N - SANTO ANTÔNIO -, 2° andar - Recife - PE
CEP: 50010-040- fone: (81) 3419-3215

DESPACHOS/DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16688 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Alexandre Jorge Torres Silva(PE012633) 002 0014579-90.2012.8.17.1130(0369426-4)


Carlos Roberto Siqueira Castro(PE000808A) 001 0000836-05.2012.8.17.0001(0450193-3)
FERNANDO JOSE CAVALCANTE P. D. 001 0000836-05.2012.8.17.0001(0450193-3)
MELO(PE041100)
Hélio Jarbas Coelho de Macêdo(PE016952) 002 0014579-90.2012.8.17.1130(0369426-4)
Jeter Araújo da Silva(PE030566) 002 0014579-90.2012.8.17.1130(0369426-4)
LEONARDO LIMA CLERIER(PE001408A) 001 0000836-05.2012.8.17.0001(0450193-3)
Ricardo Carvalho dos Santos(PE000370A) 002 0014579-90.2012.8.17.1130(0369426-4)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0000836-05.2012.8.17.0001(0450193-3)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0014579-90.2012.8.17.1130(0369426-4)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0000836-05.2012.8.17.0001 Apelação


(0450193-3)
Comarca : Recife
Vara : Terceira Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Apelante : AMIL - ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S/A
Advog : Carlos Roberto Siqueira Castro(PE000808A)
Advog : LEONARDO LIMA CLERIER(PE001408A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : Maria de Fatima Martins de Alexandre Silva
Advog : FERNANDO JOSE CAVALCANTE PADILHA DE MELO(PE041100)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 3ª Câmara Cível
Relator : Des. Itabira de Brito Filho
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 17:36 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 450193-3


Recorrente: AMIL - Assistência Médica Internacional S/A
Recorrida: Maria de Fátima Martins de Alexandre Silva

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão que negou provimento
ao recurso de apelação interposto pela parte recorrente, para manter todos os termos da sentença exarada em sede de ação ordinária que
julgou procedente a pretensão autoral no sentido de compelir a seguradora a dar continuidade ao vínculo contratual com a parte recorrida e seus
dependentes, nas mesmas condições que gozavam quando da vigência do contrato de trabalho, arcando a parte recorrida com o pagamento
integral das mensalidades.

Alega a parte recorrente que o acórdão recorrido violou os artigos 13, 30 e 31 da Lei 9.656/98 (que dispõe sobre os planos e seguros privados
de assistência à saúde).

Recurso bem processado, no entanto, totalmente inapropriado, na medida em que deixa de observar os requisitos de admissibilidade.

115
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Como é consabido, o recurso especial tem natureza técnica, o qual exige que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a demonstração
do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida, indicando, de forma clara, as disposições normativas violadas.

Faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente afrontados pela decisão recorrida e a indicação
precisa dos parágrafos e/ou alíneas, como também a salutar obrigação de realizar a clara e detida fundamentação, indicando de que modo
consistiram as tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência na sua fundamentação.

Nesse exato sentido encontra-se o enunciado de súmula do STF, aplicável de forma análoga à hipótese sob apreciação:

Súmula 284 do STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão
da controvérsia."

Ante o exposto, nego seguimento ao recurso especial.

Recife, 09 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da Vice-Presidência

002. 0014579-90.2012.8.17.1130 Embargos de Declaração na Apelação


(0369426-4)
Protocolo : 2016/103788
Comarca : Petrolina
Vara : 1ª Vara Cível
Apelante : FABIANO DA SILVA MARINS
Advog : Ricardo Carvalho dos Santos(PE000370A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelante : ERIBALDO BEZERRA DA SILVA (Idoso) e outro (Idoso) e outro
Advog : Alexandre Jorge Torres Silva(PE012633)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : JOÃO BOSCO DA SILVA TORRES
Advog : Jeter Araújo da Silva(PE030566)
Apelado : ALEXANDER PEREIRA RIOS PIRES
Advog : Jeter Araújo da Silva(PE030566)
Apelado : LAURIANO ALVES CORREIA JÚNIOR.
Advog : Hélio Jarbas Coelho de Macêdo(PE016952)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : ERIBALDO BEZERRA DA SILVA (Idoso) e outro (Idoso) e outro
Advog : Alexandre Jorge Torres Silva(PE012633)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : FABIANO DA SILVA MARINS
Advog : Ricardo Carvalho dos Santos(PE000370A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : ALEXANDER PEREIRA RIOS PIRES
Advog : Jeter Araújo da Silva(PE030566)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : FABIANO DA SILVA MARINS
Advog : Ricardo Carvalho dos Santos(PE000370A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : ERIBALDO BEZERRA DA SILVA (Idoso) (Idoso)
Embargado : MARIA DAS MERCEDES TORRES DA SILVA (Idoso) (Idoso)
Advog : Alexandre Jorge Torres Silva(PE012633)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : JOÃO BOSCO DA SILVA TORRES
Advog : Jeter Araújo da Silva(PE030566)
Embargado : LAURIANO ALVES CORREIA JÚNIOR.
Advog : Hélio Jarbas Coelho de Macêdo(PE016952)
Órgão Julgador : 3ª Câmara Cível
Relator : Des. Francisco Eduardo Goncalves Sertorio Canto
Proc. Orig. : 0014579-90.2012.8.17.1130 (369426-4)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 17:14 Local: CARTRIS

116
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Recurso Especial no Processo nº 369426-4


Recorrente: João Bosco da Silva Torres
Recorridos: Eribaldo Bezerra da Silva e Maria das Mercedes Torres da Silva

Recurso especial interposto com fundamento no art. 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede de
embargos de declaração na apelação Cível.

Em suas razões, o recorrente arguiu, além da divergência jurisprudencial, violação aos artigos 1º, 2º, 113 e 422 do Código Civil; artigo 373 do
NCPC; e artigo 5º da CF/88.

O acórdão referente ao julgamento do apelo, restou assim ementado:

"Direito Civil e Processo Civil. Procuração Pública para quitação de dívida. Dolo direto e dolo eventual. Anulação. Compra e Venda simulada.
Nulidade. Danos morais configurados. Verba honorária majorada. Apelo de Fabiano da Silva Martins não provido. Apelo de Eribaldo Bezerra da
Silva e Maria das Mercedes Torres da Silva provido parcialmente. Decisão unânime."

O acórdão referente ao julgamento dos embargos de declaração, restou assim ementado:

"Direito Civil e Processo Civil. Embargos de declaração. Alegação de omissão e contradição. Pedido de prequestionamento. Inexistência de vício.
Intuito de modificação do julgado. Via inadequada. Embargos rejeitados. Decisão unânime."

Em relação à suposta violação ao disposto nos artigos 1º, 2º, 113 e 422 do Código Civil, verifico que o órgão fracionário concluiu pela existência
de vício de consentimento e pela anulação dos dois últimos negócios jurídicos, ou seja, anulou a procuração pública e a compra e venda dos
lotes nº 5, 06 e 07. O reexame da questão esbarra no óbice de que trata o verbete n. 7 da Súmula do STJ.

Quanto à suposta ofensa ao disposto no artigo 373 do NCPC, não há como aferir a violação do art. 373 do NCPC, sem adentrar no acervo fático-
probatório dos autos. O reexame da questão esbarra também no óbice de que trata o verbete n. 7 da Súmula do STJ.

No que tange à afronta ao dispositivo constitucional ventilado pelo recorrente, registro que a competência do STJ "restringe-se à interpretação
e à uniformização do direito infraconstitucional, não sendo possível o exame de violação a dispositivos constitucionais, ainda que para fins
de prequestionamento, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal." (AgRg no REsp 1455782/RS, Rel. Ministro
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/02/2016, DJe 26/02/2016).

Por fim, verifico que o recorrente não procedeu ao necessário cotejo analítico, nos moldes exigidos pelo art. 1.029, §1º, do NCPC, e art. 255
do RI/STJ.

Ante o exposto, nego seguimento ao recurso especial.

Publique-se.

Recife, 10 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Recurso Especial no Processo nº 369426-4


Recorrente: Alexander Pereira Rios Pires
Recorridos: Eribaldo Bezerra da Silva e Maria das Mercedes Torres da Silva

Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em
sede de embargos de declaração, na apelação.

Na hipótese dos autos, defende a parte recorrente, em síntese, que deve se presumir a boa-fé e não a má-fé do terceiro adquirente; a validade
do negócio jurídico firmado com procuração pública; que não deve ser responsabilizado solidariamente pelos danos morais suportados pelos
recorridos; que não deve ser condenado a título de dano moral; e que, caso não seja acolhido o pedido anterior, seja minorado o valor da
condenação em danos morais, a patamar razoável, que não ultrapasse 20 (vinte) salários mínimos.

Defende, ainda, que o acórdão recorrido não observou a tese firmada no julgamento de recurso especial repetitivo (tema 243), alegando que se
presume a boa-fé e não a má-fé do terceiro adquirente.

Pois bem.

Verifico que a parte recorrente, embora mencione alguns artigos de lei em suas razões, não aponta quais artigos foram efetivamente violados.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

É sabido que o recurso especial possui natureza técnica, exigindo que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a demonstração do
cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida.

É necessária, portanto, a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente violados pela decisão combatida, a fim de que se
possa identificar clara e fundamentadamente as razões da irresignação e em que consistiram tais ofensas, sob pena de inadmissível o recurso,
por deficiência de fundamentação.

Na hipótese dos autos, embora mencione alguns artigos de lei em suas razões, a recorrente não aponta a violação aos dispositivos.

Destarte, aplica-se, por analogia, o óbice contido na Súmula nº 284/STF, a inviabilizar o conhecimento do recurso.

Ademais, percebe-se, claramente, da leitura das razões recursais, que a pretensão da parte recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria
de fato já analisada no processo, de modo a ocasionar um novo juízo de convicção, embora o órgão colegiado deste TJPE já tenha concluído
pela existência de vício de consentimento e pela anulação dos dois últimos negócios jurídicos, ou seja, pela anulação da procuração pública e da
compra e venda dos lotes nº 5, 06 e 07, bem como pela condenação solidária a título de danos morais dos demandados Fabiano da Silva Martins,
João Bosco da Silva e Alexander Pereira Rios Pires. O reexame da questão esbarra no óbice de que trata o verbete n. 7 da Súmula do STJ.

De outro giro, verifico que o caso dos autos é distinto do paradigma repetitivo invocado pelo recorrente.

Explico:

A demanda envolve relação obrigacional relativa à alienação de imóveis, lastreada por negócio jurídico realizado com vício de consentimento.

Já o precedente invocado trata da questão referente aos requisitos necessários à caracterização da fraude de execução envolvendo bens imóveis,
excetuadas as execuções de natureza fiscal.

Sendo a tese firmada no seguinte sentido:

Para fins do art. 543-c do CPC, firma-se a seguinte orientação:


1.1. É indispensável citação válida para configuração da fraude de execução, ressalvada a hipótese prevista no § 3º do art. 615-A do CPC.

1.2. O reconhecimento da fraude de execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente
(Súmula n. 375/STJ).

1.3. A presunção de boa-fé é princípio geral de direito universalmente aceito, sendo milenar parêmia: a boa-fé se presume; a má-fé se prova.

1.4. Inexistindo registro da penhora na matrícula do imóvel, é do credor o ônus da prova de que o terceiro adquirente tinha conhecimento de
demanda capaz de levar o alienante à insolvência, sob pena de torna-se letra morta o disposto no art. 659, § 4º, do CPC.

1.5. Conforme previsto no § 3º do art. 615-A do CPC, presume-se em fraude de execução a alienação ou oneração de bens realizada após
averbação referida no dispositivo.

Portanto, a tese firmada no paradigma repetitivo não deve ser aplicada ao presente caso.

Ademais, verifico que o órgão fracionário concluiu pela ocorrência de simulação (má-fé) na celebração da compra e venda dos lotes nº 5, 06 e
07, localizados na quadra "C", do loteamento Parque São Paulo, em Petrolina-PE, após a análise das provas produzidas nos autos. O reexame
da questão esbarra no óbice de que trata o verbete n. 7 da Súmula do STJ.

Por fim, verifico que o recorrente não procedeu ao necessário cotejo analítico, nos moldes exigidos pelo art. 1.029, §1º, do NCPC, e art. 255
do RI/STJ.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 10 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

DESPACHOS E DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Relação No. 2017.16687 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

"e Outro(s)" - conforme Regimento I. T. a. III 003 0021835-13.2011.8.17.0001(0306814-4)


ALDO HENRIQUE CARVALHO(PE028674D) 004 0041151-41.2013.8.17.0001(0385898-0)
ARKY DAYANE MACIEL(PE037898) 004 0041151-41.2013.8.17.0001(0385898-0)
Adelson Nascimento de Lucena(PE006806) 004 0041151-41.2013.8.17.0001(0385898-0)
Cristiane Belinati Garcia Lopes(PE001161A) 001 0010802-53.2016.8.17.0000(0452532-8)
Erik Limongi Sial(PE015178) 003 0021835-13.2011.8.17.0001(0306814-4)
Gilberto Borges da Silva(PR058647) 001 0010802-53.2016.8.17.0000(0452532-8)
NELSON WILIANS FRATONI 002 0004202-36.2013.8.17.0480(0468650-8)
RODRIGUES(SP012834)
Normanda de Abreu Galvão(PE003938) 002 0004202-36.2013.8.17.0480(0468650-8)
Paulo Emanuel Perazzo Dias(PE020418) 003 0021835-13.2011.8.17.0001(0306814-4)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0010802-53.2016.8.17.0000(0452532-8)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0021835-13.2011.8.17.0001(0306814-4)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 004 0041151-41.2013.8.17.0001(0385898-0)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0010802-53.2016.8.17.0000 Agravo de Instrumento


(0452532-8)
Agravte : BV Financeira S/A, Crédito, Financiamento e Investimento
Advog : Gilberto Borges da Silva(PR058647)
Advog : Cristiane Belinati Garcia Lopes(PE001161A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Severino Ramos da Silva
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. José Carlos Patriota Malta
Despacho : Despacho
Última Devolução : 18/10/2017 15:56 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 452532-8


Recorrente: BV Financeira S. A. Crédito, Financiamento e Investimento
Recorrido: Severino Ramos da Silva

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede
de agravo de instrumento.

Inicialmente, compulsando os autos, constata-se que, embora tenha efetuado o pagamento das custas do Superior Tribunal de Justiça (fls. 86/87),
o recorrente deixou de recolher o valor referente às custas estaduais.

No entanto, para viabilizar a prestação jurisdicional e com o intuito de garantir o acesso à justiça, o novo CPC, em seu artigo 1.007, § 4º, e o STJ,
permitiram a complementação de custas não pagas nos casos de preparos insuficientes. Nesse sentido:

PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. PRELIMINAR DE DESERÇÃO. RECOLHIMENTO DO PORTE DE REMESSA E RETORNO
E AUSÊNCIA DE PAGAMENTO DAS CUSTAS LOCAIS. COMPLEMENTAÇÃO DE PREPARO EFETUADA. EXECUÇÃO POR TÍTULO
EXTRAJUDICIAL. SISTEMÁTICA ANTERIOR À LEI N. 11.382/2006. CONVERSÃO DA EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA EM
EXECUÇÃO DE QUANTIA CERTA. EXECUÇÃO DA OBRIGAÇÃO SUBSTITUTIVA. NECESSIDADE DE NOVA CITAÇÃO DO EXECUTADO,
SENDO-LHE FACULTADA, APÓS A GARANTIA DO JUÍZO, O OFERECIMENTO DE EMBARGOS, OS QUAIS PODEM DISCUTIR INCLUSIVE A
ORIGEM DA DÍVIDA (ART. 745 DO CPC, NA REDAÇÃO ANTERIOR). RECURSO ESPECIAL PROVIDO. PRECEDENTES. 1. O preparo recursal
compreende o recolhimento de todas as verbas previstas em norma legal, indispensáveis ao processamento do recurso (custas, taxas, porte de
remessa e retorno etc.). Nesse contexto, admite-se a "complementação do preparo", mesmo em período anterior à edição da Lei n. 9.756/1998
- que acrescentou o § 2º ao art. 511 do CPC -, quando recolhida, ainda que parcialmente, alguma das verbas que compõem o preparo e não
recolhidas integralmente as demais. 2. No caso concreto, recolhido integralmente o "porte de remessa e retorno" e ausente o pagamento das
"custas judiciais" devidas na origem para o processamento do recurso especial, tem-se como correto o posterior recolhimento das referidas custas
a título de complementação de preparo, na forma do art. 511, § 2º, do CPC, o qual se aplica, também, aos recursos dirigidos ao Superior Tribunal
de Justiça. Precedentes do STJ e do STF. 3. Anteriormente à Lei n. 11.382/2006, que alterou o art. 736 e revogou o art. 737, II, do CPC, os
embargos à execução de entrega de coisa certa ou incerta eram cabíveis apenas depois de efetuado o depósito da coisa pelo executado. 4. Na
execução por título extrajudicial para a entrega de coisa, uma vez frustrada a entrega ou o depósito do bem, podia o exequente requerer sua
conversão em execução por quantia certa, caracterizando o que a doutrina denomina de "execução de obrigação substitutiva", na forma do art.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

627, caput, do CPC. 5. Após garantido o juízo na execução por quantia certa (execução de obrigação substitutiva), permite-se o oferecimento de
embargos de devedor, nos quais é possível discutir qualquer matéria que seria lícito ao executado deduzir como defesa, inclusive a origem do
débito do qual decorreu a frustrada execução para a entrega de coisa. Inteligência do art. 745 do CPC, na redação anterior à Lei n. 11.382/2006. 6.
O Tribunal a quo, ao limitar a amplitude dos embargos apenas ao excesso de execução, cerceou o exercício do contraditório e da ampla defesa.
7. Preliminar de deserção afastada e recurso especial provido.
(REsp 844440/MS, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira)

Bem por isso, determino que o recorrente, no prazo de 05 (cinco) dias, complemente o preparo das custas do Tribunal de Justiça de Pernambuco,
em dobro, sob pena de deserção.

Após o referido prazo, retornem-me conclusos os autos para que seja realizado o devido exame de admissibilidade do recurso especial interposto.

Publique-se.

Recife, 06 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0004202-36.2013.8.17.0480 Apelação


(0468650-8)
Comarca : Caruaru
Vara : 2ª Vara Cível
Apelante : Fundação Sistel de Seguridade Social (SISTEL)
Advog : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES(SP012834)
Apelado : JOSÉ VIEIRA DE MELO
Advog : Normanda de Abreu Galvão(PE003938)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. José Viana Ulisses Filho
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 15:56 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

Recurso Especial no Processo nº 0468650-8


Recorrente: José Vieira de Melo
Recorrido: Fundação Sistel de Seguridade Social (SISTEL)

Trata-se de recurso especial interposto pelo banco com fundamento no artigo 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, em face de
acórdão que deu provimento a apelação civil da seguradora, entendendo pela impossibilidade de reajuste de benefício de aposentadoria com
superávit apenas em um exercício financeiro (f. 233).
Nas razões recursais, a parte recorrente arguiu violação aos artigos 42 e 46 da Lei 6.435/77 e 21 e 34 do Dec. 81.240/78, na medida em que
teria havido confusão de reajuste com revisão, este sim com obrigatoriedade de cumprimento de mais requisitos.
Recurso tempestivo, com preparo recursal dispensado.
Contrarrazões às fs. 265/281.
Conheço do presente recurso com fundamento na alínea "a", por suposta violação ao dispositivos supramencionados, pelo que constato: (i) estão
atendidos os três requisitos extrínsecos e, quanto aos intrínsecos, os da legitimação, interesse e inexistência de fato impeditivo ou extintivo do
poder de recorrer, compreendendo o esgotamento das vias ordinárias; (ii) a controvérsia que subsidia a pretensão recursal não configura hipótese
que reclama retenção ou sobrestamento do apelo excepcional; (iii) a análise dessa controvérsia prescinde de reexame de prova; e, afinal, (iv)
constato que foi prequestionado o thema decidendum, atinente à contrariedade ou negativa de vigência a dispositivo de lei federal pelo acórdão
recorrido, no caso, o artigos 42 e 46 da Lei 6.435/77 e 21 e 34 do Dec. 81.240/78.
Conheço, também, este recurso com base na alínea "c" do inciso III do artigo 105 da CF, relativo a dissídio jurisprudencial, conquanto percebe-
se suficiente demonstração do cotejo analítico, possibilitando a identificação da similitude dos casos confrontados e a respectiva controvérsia
nos julgados.
Ante o exposto, admito o recurso pelo referido fundamento constitucional e determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça.
Publique-se.
Recife, 06 de outubro de 2017.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0021835-13.2011.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0306814-4)
Protocolo : 2017/104405
Comarca : Recife
Vara : 5ª Vara Cível
Apelante : TNL PCS S.A
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : CARLINDO BATISTA DA SILVA
Advog : Paulo Emanuel Perazzo Dias(PE020418)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : OI MOVEL S.A.
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Embargado : CARLINDO BATISTA DA SILVA
Advog : Paulo Emanuel Perazzo Dias(PE020418)
Advog : "e Outro(s)" - conforme Regimento Interno TJPE art.137, III
Órgão Julgador : Câmara Extraordinária Cível
Relator : Des. Bartolomeu Bueno
Proc. Orig. : 0021835-13.2011.8.17.0001 (306814-4)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 15:56 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 306814-4


Recorrente: Oi Móvel S. A.
Recorrido: Carlindo Batista da Silva

Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em embargos
de declaração, opostos em sede de apelação.

Inicialmente, cumpre registrar que em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 24/07/2017 (fl. 394), deve o exame de admissibilidade
deste especial se orientar pelo que dispõe o Enunciado Administrativo nº 3, do STJ, segundo o qual, "Aos recursos interpostos com fundamento
no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma
do novo CPC".

Ato contínuo, alega a parte recorrente que a decisão recorrida contrariou o disposto nos artigos 2º, 371, 373, I e II, 165 c/c 489, II, e 1.022,
II, do NCPC, 160, I, 177, 188, I, e 206, § 3º, IV e V, do CC, 27, do CDC, 5º, II, XXXV, LIV e LV, 37, caput, e 93, IX, da CF/88, bem como as
leis nºs 6.404/76 e 10.303/2001, na medida em que a Câmara julgadora reconheceu o direito do recorrido em receber a quantidade de ações
correspondentes ao valor patrimonial da ação (VPA) com base no balancete do mês da integralização.

Prosseguindo, aduz que o recorrido não teria direito ao suposto recebimento de resíduo acionário decorrente do contrato de subscrição de ações,
o qual foi devidamente cumprido, consoante a Lei que rege a Sociedade por Ações, sem incidência de qualquer ilegalidade, sendo uma relação
jurídica de natureza puramente societária, sem aplicação do Código de Defesa do Consumidor.

Recurso bem processado e com preparo satisfeito.

De início, não vislumbro afronta a quaisquer dos incisos do artigo 1.022 do Novo Código de Processo Civil eis que, com clareza e harmonia
entre suas proposições, o acórdão recorrido contém motivação suficiente para justificar o decidido, evidenciando enfrentamento das questões
relevantes para o deslinde das controvérsias agitadas na causa.

Ademais, nas demandas que envolvem discussão sobre a subscrição das ações decorrente da celebração de contrato de participação financeira,
o Superior Tribunal de Justiça aplica o entendimento firmado no Resp nº 1.033.241 - RS (Tema 46) afetado à sistemática do art. 1.036 do
CPC/2015, o qual deu origem à Súmula 371. Senão vejamos:

"Nos contratos de participação financeira para a aquisição de linha


telefônica, o Valor Patrimonial da Ação (VPA) é apurado com base no balancete do mês da integralização."

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve ter seu seguimento negado com base no art. 1.040, I, do CPC/2015.

Por fim, quanto à denúncia de suposta violação aos artigos da Constituição Federal supracitados, ressalte-se que, em sede de recurso especial, o
Superior Tribunal de Justiça não possui competência para a sua análise ("4. Não cabe ao STJ, em recurso especial, a análise de suposta violação
de dispositivos constitucionais, mesmo com a finalidade de prequestionamento, sob pena de usurpação da competência do STF." - STJ - 2ª T.,
REsp: 1320434 RN 2012/0087734-1, Relator: Ministra ELIANA CALMON, DJe 20/05/2013, trecho da ementa).

121
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Ante o exposto, nego seguimento ao Recurso Especial.

Publique-se.

Recife, 06 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

004. 0041151-41.2013.8.17.0001 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação


(0385898-0)
Protocolo : 2015/120685
Comarca : Recife
Vara : Nona Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Agravte : ESPOLIO DE RONEVAL CAVALCANTI DOS SANTOS
Advog : ALDO HENRIQUE CARVALHO(PE028674D)
Advog : Adelson Nascimento de Lucena(PE006806)
Agravdo : CELPE
Advog : ARKY DAYANE MACIEL(PE037898)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : ESPOLIO DE RONEVAL CAVALCANTI DOS SANTOS
Advog : ALDO HENRIQUE CARVALHO(PE028674D)
Advog : Adelson Nascimento de Lucena(PE006806)
Embargado : CELPE
Advog : ARKY DAYANE MACIEL(PE037898)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 5ª Câmara Cível
Relator : Des. Jovaldo Nunes Gomes
Proc. Orig. : 0041151-41.2013.8.17.0001 (385898-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 18/10/2017 15:56 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0385898-0


Recorrente(s): Espólio de Roneval Cavalcanti dos Santos
Recorrido(s): CELPE - Companhia Energética de Pernambuco

Cuida-se de Recurso Especial interposto pela OI, com fundamento no artigo 105, III, a, da, CF, em face de acórdão que negou provimento ao
apelo da parte demandante, ora recorrente, mantendo sentença que não acolheu pedido de indenização decorrente de corte no fornecimento de
energia elétrica, tendo em vista a notificação para regularização de situação da unidade (f. 148).
Nas razões recursais, a parte recorrente reiterou suas razões recursais, realizando longa explanação sobre direitos contidos no Código Civil e no
Código de Defesa do Consumidor, reputando abusiva a conduta da CELPE, e pedindo a reforma do julgado.
Recurso tempestivo, com dispensa no recolhimento das custas (fs. 35/36) e com a devida intimação para as contrarrazões.
Eis o acordão combatido:
RECURSO DE AGRAVO CONTRA DECISÃO TERMINATIVA MONOCRÁTICA PROFERIDA EM SEDE DE APELAÇÃO. ENERGIA ELÉTRICA.
DEFEITOS NAS INSTALAÇÕES. RISCOS AO USUÁRIO. NOTIFICAÇÃO PARA ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES NA UNIDADE
CONSUMIDORA PARA EVITAR FATORES DE RISCO SOB PENA DE SUSPENSÃO DO PRODUTO. NÃO REGULARIZAÇÃO. ENERGIA
ELÉTRICA SUSPENSA. EXERCÍCIO REGULAR DE UM DIREITO. INEXISTÊNCIA DE ATO ILÍCITO. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DANO MORAL.
DECISÃO AGRAVADA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO DE AGRAVO. IMPROVIMENTO. DECISÃO UNÂNIME.
a)- Comprovado a existência de irregularidade nas instalações elétricas a cargo do consumidor é lícita a notificação para correção dos defeitos,
sob pena de suspensão do fornecimento do produto, inclusive para evitar fatores de risco. b) - Agindo dessa forma, a concessionária agiu no
exercício regular do seu direito. c)- Inexistência de ato ilícito e ausência do dever de indenizar d)- Pedido de indenização negado. e)- Recurso
improvido. Decisão unânime.
Mostra-se, no entanto, inapropriado o presente recurso, na medida em que deixa de observar os requisitos de admissibilidade.
Como é consabido, o recurso especial tem natureza técnica, restringe-se à análise de violação a norma constitucional ou infra-constitucional,
devendo observar, além do seu dispositivo constitucional, o disposto no art. 1.029 e seguintes do CPC/15, o qual exige que a petição contenha
a exposição do fato e do direito, a demonstração do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida, indicando,
de forma clara, as disposições normativas violadas.
Faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente afrontados pela decisão recorrida e a indicação
precisa dos parágrafos e/ou alíneas, como também a salutar obrigação de realizar a clara e detida fundamentação, indicando de que modo
consistiram as tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência na sua fundamentação.
Nesse sentido:

122
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Súmula 284 do STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão
da controvérsia."
In casu, a parte recorrente não se desincumbiu de demonstrar a forma como o julgamento teria violado disposições normativas federais, apenas
reiterando seu inconformismo, reproduzindo o direito invocado para embasar um suposto dano decorrente de abuso de direito.
Na espécie, destarte, o que se percebe é o inconformismo do recorrente quanto ao afastamento de sua tese pelo acórdão recorrido, não sendo
possível utilizar-se do recurso excepcional para rediscutir os fatos. Assim, não merece seguimento o presente recurso especial, pois pretende a
parte recorrente, em verdade, o reexame da matéria fático-probatória e a obtenção de um novo julgamento da demanda (Sum 7 do STJ).
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso especial.
Recife, 05 de outubro de 2017.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

123
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

2ª VICE-PRESIDÊNCIA
2ª Vice presidência
Despachos/ Decisões

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16690 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Bernardo Falcão de Moraes(PE029866) 001 0016031-79.2002.8.17.0001(0124196-5)


Carlos Frederico Cordeiro dos Santos(PE020653) 001 0016031-79.2002.8.17.0001(0124196-5)
Diógenes Silva Galvão(PE027288D) 002 0056730-97.2011.8.17.0001(0455244-5)
Silvana R. Guerra Barretto(PE018616) 001 0016031-79.2002.8.17.0001(0124196-5)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0016031-79.2002.8.17.0001(0124196-5)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0056730-97.2011.8.17.0001(0455244-5)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0016031-79.2002.8.17.0001 Embargos de Declaração no Agravo nos Embargos de D


(0124196-5)
Protocolo : 2016/119224
Comarca : Recife
Vara : 8ª Vara da Fazenda Pública
Agravte : Sociedade Michelin de Participações, Indústria e Comércio Ltda
Advog : Carlos Frederico Cordeiro dos Santos(PE020653)
Advog : Silvana R. Guerra Barretto(PE018616)
Advog : Bernardo Falcão de Moraes(PE029866)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Estag. : Rodrigo Torres Pimenta Cabral
Agravdo : Estado de Pernambuco
Procdor : Luciana Santos Pontes de Miranda Koehler e outros e outros
Embargante : Sociedade Michelin de Participações, Indústria e Comércio Ltda
Advog : Carlos Frederico Cordeiro dos Santos(PE020653)
Advog : Silvana R. Guerra Barretto(PE018616)
Advog : Bernardo Falcão de Moraes(PE029866)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Estado de Pernambuco
Procdor : Luciana Santos Pontes de Miranda Koehler
Procdor : Bianca Teixeira Avallone
Procdor : ANDRÉ G. A. F. BARROS LEITE
Órgão Julgador : Vice-Presidência
Relator : Des. 2º Vice-Presidente
Proc. Orig. : 0016031-79.2002.8.17.0001 (124196-5)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 25/10/2017 17:27 Local: CARTRIS

RECURSOS ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO NO PROCESSO Nº 0124196-5


RECORRENTE: Estado de Pernambuco
RECORRIDO: Sociedade Michelin de Participações, Indústria e Comércio Ltda.

Verifico que, através das petições de fls. 1.068/1.070 e 1.077, as partes manifestam os termos de autocomposição com vistas à utilização do
montante depositado nos autos para a quitação dos créditos tributários discutidos, bem como honorários advocatícios, em favor do Estado de
Pernambuco, na forma da Lei Complementar Estadual nº 362/2017, que instituiu programa de recuperação de créditos tributários. Para tanto,
manifesta o particular a desistência da ação, com a renúncia ao direito em que esta se fundamenta bem como a eventuais verbas sucumbenciais.
Por seu turno, o Estado de Pernambuco renuncia aos recursos especial e extraordinário pendentes nos autos. Requerem, assim, as partes, a
remessa dos autos ao Juízo a quo para que sejam ultimadas as providências hábeis a materializar o pactuado, renunciando, ainda, ao prazo
recursal.
Nesta instância ordinária compete ao 2º Vice-Presidente "decidir nas hipóteses versadas nos arts. 1.029, § 5º, III, 1.030, 1.035, §§ 6º e 8º, 1.036,
§§ 1º e 2º, 1.037, III e § 1º, 1.040, I, 1.041, § 2º, e 1.042, § 2º, do Código de Processo Civil, relativamente a recursos destinados ao Supremo

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça interpostos em processos julgados pelo Órgão Especial, pela Seção de Direito Público, pelas
Câmaras de Direito Público e, nas causas da Fazenda Pública, por Turma de Câmara Regional" (RITJPE, 32, IV. Grifos acrescidos).
Tudo isso considerado, reputo a tempo e modo manifestada a renúncia do Estado recorrente, a implicar, à luz da melhor doutrina, a proclamação
da inexistência dos recursos excepcionais mencionados, nos seguintes termos:

"Desistência do recurso é o ato pelo qual o recorrente manifesta ao órgão judicial a vontade de que não seja julgado, e portanto não continue a
ser processado, o recurso que interpusera. Vale pela revogação da interposição.

[...]

Ato que não depende da anuência dos litisconsortes nem da outra parte (art. 501), mas que o procurador há de ter poder especial para praticar
(arg. 'ex' art. 38), pode a desistência ocorrer desde a interposição do recurso até o instante imediatamente anterior ao julgamento ('a qualquer
tempo', segundo a fórmula legal). É desnecessária, em qualquer caso, a lavratura de termo. Nem sequer exige o Código que a desistência
do recurso seja homologada, conforme resulta do disposto no art. 158, 'caput': a exceção contemplada no parágrafo único apenas concerne à
desistência do recurso e verificando-lhe a validade, simplesmente declarará extinto o procedimento recursal.

A desistência não torna inadmissível o recurso: torna-o inexistente. Faz, com isso, transitar em julgado a decisão recorrida, caso o único obstáculo
ao trânsito em julgado fosse o recurso do desistente". (José Carlos Barbosa Moreira, em "O Novo Processo Civil Brasileiro", Forense, 22ª ed./2002,
p. 126 - sem os destaques).

Assim, dita desistência opera seu efeito tão somente pela declaração de vontade (art. 200, caput, do NCPC) e, como tal, independe de
homologação.
Ante o exposto, declaro extinto o procedimento recursal.
Quanto ao mais, determino de imediato a remessa dos presentes autos ao juízo que processou a causa.
Publique-se.

Recife, 10 de Outubro de 2017.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente
02. 0056730-97.2011.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação
(0455244-5)
Protocolo : 2017/101944
Comarca : Recife
Vara : 2ª Vara de Acidentes do Tabalho da Capital
Apelante : WELLINGTON CARLOS DA SILVA
Advog : Diógenes Silva Galvão(PE027288D)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Procdor : Eurico Paulino da Silva Neto
Embargante : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Procdor : Daniel Roffé de Vasconcelos
Embargado : WELLINGTON CARLOS DA SILVA
Advog : Diógenes Silva Galvão(PE027288D)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 2ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. José Ivo de Paula Guimarães
Proc. Orig. : 0056730-97.2011.8.17.0001 (455244-5)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 11/10/2017 11:59 Local: CARTRIS

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 455244-5


RECORRENTE: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
RECORRIDO: WELLINGTON CARLOS DA SILVA

Recurso especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a" da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega o recorrente que o acórdão vergastado violou o disposto no artigo 86 da Lei nº 8.213/91, bem como o disposto nos artigos 125, I, 145,
422, 436 e 437 do CPC/1973 (correspondente aos arts. 139, I, 156, 466, 479 e 480 do CPC/15), quando "(...) concedeu o benefício pretendido
desconsiderando o laudo médico do perito judicial (...)" (fl. 303). Aduz, ainda afronta à Resolução 233 do CNJ, de 13/07/2016, a Resolução
1.851/2008 do CFM (Conselho Federal de Medicina) e ao art.120 do Código de Ética Médica, bem como a Recomendação 01 do CNJ, de
15/12/2015.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

De proêmio, observo que a parte recorrente aponta violação à Resolução CNJ nº 233/2016, a Recomendação 01/2015 do CNJ, a Resolução
1.851/2008 do CFM (Conselho Federal de Medicina) e ao art.120 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88). Ocorre que, consoante
o que disciplina o art. 105 da Constituição Federal, compete ao STJ uniformizar a interpretação da legislação federal, não se enquadrando no
conceito de lei federal resoluções, regimentos internos, normativos etc, incluindo Códigos de Ética.
"PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CURSO SUPLETIVO.IDADE MÍNIMA. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
EXAME VIA APELO ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE. ART. 24, V, "C", DA LEI 9.394/1996 DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA
284/STF. ARTS. 3º, I E II, 4º, V, E 37 DA LEI 9.394/1996. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. CONTRARIEDADE A
RESOLUÇÃO. APRECIAÇÃO INVIÁVEL. ALÍNEA "C". NÃO DEMONSTRAÇÃO DA DIVERGÊNCIA.
1. O exame da violação de dispositivo constitucional (arts. 1º, IV, 3º, II, 205 e 208, V, da Constituição Federal) é de competência exclusiva do
Supremo Tribunal Federal, conforme dispõe o art. 102, III, da Constituição Federal.
2. Não se conhece de Recurso Especial no que se refere à violação ao art. 24, V, "c", da Lei 9.394/1996 quando a parte não aponta, de forma
clara, o vício em que teria incorrido o acórdão impugnado. Aplicação, por analogia, da
Súmula 284/STF.
3. A alegação de afronta aos arts. 3º, I e II, 4º, V, e 37 da Lei 9.394/1996, a despeito da oposição de Embargos Declaratórios, não foi apreciada
pelo Tribunal a quo. Incide a Súmula 211/STJ porque, para que se tenha por atendido o requisito do prequestionamento, é indispensável também
a emissão de juízo de valor sobre a matéria.
4. O Recurso Especial não constitui via adequada para análise de eventual contrariedade a Resolução, por não estar esta compreendida na
expressão "lei federal", constante da alínea "a" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal.
5. [...]
6. Agravo Interno não provido"
(STJ - AgInt no REsp 1577522/DF Rel.:Min. Herman Benjamim; 2ª T, DJe 14/10/2016 - grifo nosso).

PROCESSUAL CIVIL - AGRAVOS REGIMENTAIS - RECURSOS ESPECIAIS - SEGUIMENTO NEGADO - ARTS. 37, DA LEI Nº 5.250/57, 165
E 458 DO CPC, 2º E 15 DA LEI Nº 3.268/57 - PREQUESTIONAMENTO INEXISTENTE - CORRETA APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 282/STF E
211/STJ - NECESSIDADE DA OBSERVÂNCIA DE REQUISITOS RECURSAIS FORMAIS - AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC -
DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADO - CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA - DIPLOMA INFRALEGAL - RESPONSABILIDADE SOBRE
MATÉRIA JORNALÍSTICA - SÚMULA 07/STJ - DESPROVIMENTO DOS AGRAVOS.
1. Correta é a decisão que negou seguimento aos recursos especiais, sob o entendimento de que não houve o devido prequestionamento da
questão federal suscitada (arts. 37, da Lei nº 5.250/57, 165 e 458 do CPC, 2º e 15 da Lei nº 3.268/57). Súmulas 282/STF e 211/STJ.
2. A mera transcrição de ementas não é suficiente para a exata compreensão do dissídio apontado, sendo necessário o confronto analítico da
divergência (CPC, art. 541; RISTJ, art. 255).
3. O acesso à tutela jurisdicional implica em necessário atendimento a requisitos formais, decorrência do devido processo legal.
4. O Tribunal de origem julgou fundamentadamente a lide, não havendo violação ao art. 535 do CPC. Outrossim, o órgão julgador não é obrigado
a se pronunciar sobre todos os argumentos levantados pelas partes quando adotar fundamentos suficientes para dirimir a controvérsia.
5. O Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88) não se insere no conceito de "lei federal" que viabilizaria a interposição de recurso
com base na alínea "a" do permissivo constitucional. (Grifos)
6. A reapreciação da responsabilidade sobre matéria jornalística é inviável em sede de recurso especial, pois demandaria reexame de provas.
Súmula 07/STJ.
7. Agravos regimentais desprovidos.
(STJ- 1º-T; AgRg no REsp 354.510/MG, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, julgado em 27/04/2004, DJ 24/05/2004, p. 156)

Ademais, verifico ter o acórdão atacado sido ementado nos seguintes termos:
"EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. PRELIMINARES DE CERCEAMENTO DE DEFESA
E AGRAVO RETIDO. REJEITADAS. HÉRNIA DE DISCO. REDUÇÃO DA CAPACIDADE LABORATIVA HABITUAL. LAUDOS CONFLITANTES.
ADOÇÃO DO PRINCÍPIO IN DÚBIO PRO MÍSERO. IMPLANTAÇÃO DE AUXÍLIO ACIDENTE MAIS ABONO ANUAL. PAGAMENTO DAS
PARCELAS ATRASADAS. DEVIDO. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. ENUNCIADOS N° 10, 14, 19 E 25, DO GCDP/TJPE. ARBITRAMENTO
DE HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. 10% (DEZ POR CENTO) DO VALOR DA CONDENAÇÃO. APELO PROVIDO PARCIALMENTE. DECISÃO
POR UNANIMIDADE DE VOTOS.
1. Preliminares de cerceamento de defesa e agravo retido, rejeitadas.
2. Observa-se, de início, que o autor laborava na empresa Musashi do Brasil Ltda., exercendo a função de operador de produção, tendo a autarquia
previdenciária concedido o auxílio-doença, espécie 31 (fls. 23, 25 e 26) desconsiderando o CAT, de fls. 42/44, emitido quando o demandante fora
acometido de transtornos de discos lombares e de outros discos intervertebrais com radiculopatia, além de lombalgia.
3. O recorrente foi acometido, dentre outras enfermidades, de: Hérnia discal C3-C4, C4-C5, C6-C7; protrusão discal difusa com lesão no anel
fibroso L5-S1, L4-L5, L3-L4; tendinite do punho direito; epicondilite lateral do cotovelo direito; Síndrome cervicobraquial; cervicalgia; lumbago
com ciática; transtorno de discos vertebrais, cervicais e lombares com radiculopatia; neurite cervical e lombar; radiculite braquial e entesopatia.
Patologias codificadas nos seguintes CIDs: 10, M50.1, M51.0, M51.1, M53.1, M54.1, M54.2, M54.4, M65, M75, e M77.
4. Documentos comprobatórios do direito: exames e laudos médicos, de fls. 27, 28, 30/32, 34/38, 54/62, 64, 65, 148/152; laudos periciais do
INSS, de fls. 82/88 e 166, os quais fazem referência à realização de reabilitação profissional e a incapacidade parcial do segurado. Logo, houve
redução da sua capacidade laborativa. O Relatório do Perito Judicial, do TRT, da 6ª Região (fls. 09/19) atestou a incapacidade, do trabalhador,
para exercer atividades com forte impacto ergonômico, movimentos repetitivos e carga de esforço físico.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

5. Havendo divergências entre laudos periciais, em face da natureza eminentemente social da Lei de Infortunística, deve ser aproveitado aquele
que mais beneficie o trabalhador, isso em homenagem ao princípio do in dubio pro misero.
6. Concessão de auxílio acidente mais abono anual. Devido o pagamento das parcelas atrasadas.
Inocorrência de danos morais.
7. Correção monetária e juros moratórios, segundo o disposto nos Enunciados 19, 25, 10 e 14, do Grupo de Câmaras de Direito Público do TJPE.
8. Diante da inversão da sucumbência e dos parâmetros esposados no anterior Diploma, arbitrados os honorários advocatícios no percentual de
10% (dez por cento) do valor da condenação, nos moldes do art. 20, §§ 3º e 4º, do CPC/73.
9. Apelo parcialmente provido.
10. Decisão unânime.

Desta feita, observo que a pretensão recursal demanda, invariavelmente, o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, esse vedado
pela Súmula nº 07 do STJ, uma vez que a parte se insurge contra o convencimento pelo órgão fracionário deste TJPE no tocante ao preenchimento
dos requisitos necessários ao recebimento do auxílio-acidente pelo recorrido (suposta violação ao artigo 86 da Lei nº 8.213/91 e 125, I, 145,
422, 436 e 437 do CPC/1973).
Ora, como se sabe, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida. Diz o STJ "II - In casu, rever
a conclusão do Tribunal de origem, quanto ao preenchimento de todos os requisitos legais para a concessão do auxílio-acidente, em especial
da capacidade laborativa para a atividade habitual, demandaria necessário revolvimento de matéria fática e probatória, o que é inviável em sede
de recurso especial, à luz do óbice contido na Súmula n. 07/STJ" (STJ-1ª T., AgRg no Ag 1432615/ES, Rel. Min. Regina Helena Costa, julgado
em 18/06/2015, DJe 29/06/2015).
Lado outro, "nos termos do artigo 436 do CPC, não fica o juiz adstrito ao laudo pericial, podendo formar sua convicção com base em outros
elementos ou fatos provados nos autos" (STJ - 3ª T., AgRg no AREsp 189300 / SP, rel. Min. Sidnei Beneti, DJe 05/09/2012, trecho da ementa).
Bem por isso, com fulcro no art. 1030, V, do CPC, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.

Recife, 05 de outubro de 2017.

DES.FERNANDO MARTINS
2°VICE-PRESIDENTE
DESPACHOS/DECISÕES

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16658 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Elizabeth de Carvalho(PE017009D) 002 0021463-59.2014.8.17.0001(0373130-2)


Elizabeth de Carvalho(PE017009D) 003 0145850-25.2009.8.17.0001(0451406-9)
Jesualdo de Albuquerque C. Júnior(PE021087) 001 0070593-18.2014.8.17.0001(0476010-9)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0070593-18.2014.8.17.0001(0476010-9)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0021463-59.2014.8.17.0001(0373130-2)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0145850-25.2009.8.17.0001(0451406-9)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0070593-18.2014.8.17.0001 Apelação / Reexame Necessário


(0476010-9)
Comarca : Recife
Vara : 8ª Vara da Fazenda Pública
Autor : MUNICÍPIO DO RECIFE
Procdor : Ana Carolina Cardoso Lobo RIbeiro
Réu : GENILDA FERNANDES DE OLIVEIRA
Réu : GESILDA PEREIRA LEAL
Réu : GILDA CASTELO BRANCO DE ARAUJO
Réu : GILMARA DA SILVA MELO

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Réu : GISELLE FREIRE DE VASCONCELOS GALVÃO


Advog : Jesualdo de Albuquerque Campos Júnior(PE021087)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Procurador : Francisco Sales De Albuquerque
Órgão Julgador : 1ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Fernando Cerqueira
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 23/10/2017 15:11 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 476010-9


RECORRENTE(S): GENILDA FERNANDES DE OLIVEIRA E OUTRAS
RECORRIDO: MUNICÍPIO DO RECIFE

Recurso especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação/
reexame necessário.
Alega a parte recorrente que o acórdão vergastado ofendeu o art. 2º, §§ 1º e 4º, da Lei Federal nº 11.738/2008, na medida em que o município
recorrido não estaria cumprindo o piso salarial previsto na referida norma, tampouco garantindo às recorrentes a realização de 1/3 (um terço)
de atividades extraclasses, as quais não se confundiriam com formação continuada e nem poderiam ser substituídas por pagamento de abono
pecuniário.
Nas suas razões recursais, a parte recorrente, inconformada com o que restou decidido pelo órgão fracionário, afirma que "resta devidamente
comprovado que as Recorrentes fazem jus ao pagamento retroativo das 28 (vinte e oito) horas-aulas (nos valores referentes ao abono pecuniário)
de todos os meses vencidos, desde a vigência da Lei Federal nº 11.738/2008, até o mês de julho de 2013 (mês anterior ao pagamento do abono
pecuniário), bem como, o pagamento retroativo da diferença salarial pelo não pagamento integral do valor do piso salarial nacional no valor de
R$ 950,00 (novecentos e cinquenta reais), além das horas extras e seus respectivos reflexos" (fl. 565).
À partida, cabe consignar que a despeito de um dos tópicos do recurso ter por objeto de debate a questão do piso salarial nacional para os
professores da educação básica - art. 2º, § 1º da Lei 11.738/2008 - não é o caso de incidência do Tema 911 da sistemática dos recursos repetitivos.
Isto porque a tese que aqui se agita diz respeito tão somente ao pagamento, ao profissional do magistério público da educação básica, do piso
salarial em valor proporcional à jornada de trabalho, ou seja, à jornada de trabalho tomada como base para o cálculo do piso salarial nacional,
no que tange à possibilidade de estabelecer o piso salarial proporcional a carga horária trabalhada (art.2º, §3º, da Lei 11.738/2008).
Por outro lado, a tese firmada no repetitivo não abarca esta questão da proporcionalidade do piso quando a carga horária do profissional for inferior
a 40 horas semanais, tendo se limitado a estabelecer que o vencimento inicial das carreiras do magistério público da educação básica, com carga
horária de 40 horas semanais, deve corresponder ao piso salarial profissional nacional, sendo vedada a fixação do vencimento básico em valor
inferior, não havendo determinação de incidência automática em toda a carreira e reflexo imediato sobre as demais vantagens e gratificações, o
que somente ocorrerá se estas determinações estiverem previstas nas legislações locais.
Feito este registro, passo ao exercício do juízo de admissibilidade prelibatório.
Verifica-se dos autos que o acórdão combatido asseverou o seguinte:
"EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MUNICÍPIO DO RECIFE. PISO SALARIAL DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DA EDUCAÇÃO
BÁSICA. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO REALIZADO EM DESRESPEITO AO PISO SALARIAL NACIONAL. IMPROCEDÊNCIA. PAGAMENTO
DE DIFERENÇA INDEVIDO. RESPEITO AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA MORALIDADE E ISONOMIA. HORAS EXTRAS. PROVA.
AUSÊNCIA. AULA ATIVIDADE INTEGRA A JORNADA DE TRABALHO. LEIS MUNICIPAIS N.º 17.893/2013, N.º 17.998/2014 E N.º 18.033/2014.
COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL MUNICIPAL PARA REGULAMENTAR A MATÉRIA. REEXAME NECESSÁRIO PROVIDO, PREJUDICADO
O APELO DA MUNICIPALIDADE. DECISÃO UNÂNIME.
1. É assegurado aos profissionais do magistério público da educação básica, a partir de abril de 2011, o piso nacional instituído pela Lei Federal
nº 11.738/2008, com base no vencimento e/ou provento de acordo com a proporcionalidade das horas/aula semanais efetivamente cumpridas e/
ou em que se deu a aposentadoria, tendo como parâmetro a jornada máxima de 40h/semanais.
2. Não prospera a tese autoral no sentido de que, independentemente da carga horária, os profissionais do Magistério Público da Educação
Básica não poderão receber remuneração inferior ao teto previsto na legislação de regência, sob pena de afronta aos princípios constitucionais
da moralidade e isonomia.
3. Inexistindo diferença entre o valor do subsídio percebido pelas recorrentes e o piso salarial do Magistério, a improcedência do pedido é de rigor.
4. Em face da impossibilidade de implantação imediata das 28 horas de aula atividade, o Município do Recife assegurou o respectivo direito dos
docentes, através do adimplemento de 15 horas a título de abono especial e mais 13 horas a título de formação continuada, totalizando as 28
horas devidas, adequando-se assim aos preceitos contidos na Lei Federal 11.738/2008.
5. Reexame necessário provido, julgando improcedente o pleito autoral. Prejudicado o apelo da municipalidade. Decisão Unânime.
6. Inversão do ônus da Sucumbência" (fls. 541/542 - grifos nossos).

Vê-se, portanto, que a pretensão das recorrentes esbarra na Súmula nº 7 do STJ, posto que a análise das razões recursais e a reforma do
acórdão recorrido, com a desconstituição de suas premissas como pretendido neste apelo excepcional, demandaria a análise do conjunto fático-
probatório da causa.

128
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Como se sabe, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida. Diz o STJ que: "3. É vedado em
recurso especial o reexame das circunstâncias fáticas da causa, ante o disposto no enunciado n. 7 da Súmula do STJ: "A pretensão de simples
reexame de provas não enseja recurso especial." (AgInt no AREsp 983.653/MG, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA,
julgado em 01/12/2016, DJe 09/12/2016)
Ademais, tenho que a decisão recorrida está fundamentada na Lei Federal nº 11.738/2008, bem como nas Leis municipais nºs 17.893/2013,
17.998/2014 e 18.033/2014. Entretanto, convém lembrar que "não cabe ao Superior Tribunal de Justiça, no Recurso Especial, rever acórdão
que demanda interpretação de direito local, à luz do óbice contido na Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal." (STJ - AgRg no AREsp:
323435 SP 2013/0097382-0, Relator: Ministra REGINA HELENA COSTA, Data de Julgamento: 09/06/2015, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de
Publicação: DJe 17/06/2015).
Incide, portanto, na espécie, o óbice contido na mencionada Súmula nº 280 do STF, aplicável ao caso por analogia.
Por todo o exposto, com fulcro no art. 1030, V, do CPC/2015, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 11 de outubro de 2017.

DES. FERNANDO MARTINS


2º VICE-PRESIDENTE

002. 0021463-59.2014.8.17.0001 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação


(0373130-2)
Protocolo : 2015/112662
Comarca : Recife
Vara : 4ª Vara da Fazenda Pública
Agravte : EDMILSON BARROS DOS SANTOS
Advog : Elizabeth de Carvalho(PE017009D)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Estado de Pernambuco e outro e outro
Procdor : Maria Raquel Santos Pires
Embargante : EDMILSON BARROS DOS SANTOS
Advog : Elizabeth de Carvalho(PE017009D)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Estado de Pernambuco
Embargado : FUNAPE - FUNDACAO DE APOSENTADORIAS E PENSOES DOS
SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : Maria Raquel Santos Pires
Procdor : Luís Antônio Gouveia Ferreira
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. André Oliveira da Silva Guimarães
Relator Convocado : Des. Erik de Sousa Dantas Simões
Proc. Orig. : 0021463-59.2014.8.17.0001 (373130-2)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 10/10/2017 15:39 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Agravo no Recurso Extraordinário no Processo nº 373130-2


Recorrente: Edmilson Barros dos Santos
Recorrido: Estado de Pernambuco

Cuida-se de Agravo nos próprios autos, versado no art. 1.042, do CPC/2015, contra decisão que em juízo de admissibilidade implicou negativa
de seguimento a recurso excepcional.
Remetidos os autos ao Supremo Tribunal Federal, onde foram autuados como ARE 1.059.461 - PE, a Corte Constitucional os devolveu com
despacho à fl. 383, na qual vincula o objeto da controvérsia aos temas 812 e 882.
Alega a parte recorrente que o acórdão local violou o disposto no art. 5º, XXXV, LIV e LV, todos da Constituição Federal.
Sendo assim, verifico, à partida, que uma das controvérsias suscitada nas razões recursais foi submetida à sistemática procedimental versada no
art. 1.036 do CPC/2015, para cujo desate o STF elegeu o Recurso Extraordinário nº 751.526 (tema nº 812) como recurso paradigma representativo
da controvérsia, julgando pela inexistência de Repercussão Geral da matéria relacionada a base de cálculo dos honorários advocatícios nas
ações previdenciárias, notadamente em face da Súmula 111 do Superior Tribunal de Justiça, que afasta a incidência de verba honorária sobre
as prestações vencidas após a sentença, conforme acórdão assim ementado, devidamente publicado em 25.05.2015:

129
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

"RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. QUANTIFICAÇÃO DA CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NAS


AÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. SÚMULA 111 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E ART. 20, § 3º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.
MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA.
I - A controvérsia acerca da apuração do valor da condenação em honorários advocatícios nas ações previdenciárias - notadamente quanto à
incidência, ou não, de verba honorária sobre as prestações vencidas após a sentença - está restrita ao âmbito infraconstitucional.
II - O exame da questão constitucional não prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, o que afasta a possibilidade de
reconhecimento do requisito constitucional da repercussão geral.
III - Repercussão geral inexistente." (STF - Pleno, RE 751.526, Min. Rel. Ricardo Lewandowski, DJe 25/05/2013)."

Assim, logo se vê que inexiste repercussão geral neste ponto levantado pelo recorrente.
De igual modo, verifica-se que no julgamento do ARE nº 948.645 (tema nº 882), Rel. Teori Zavascki, DJE de 05.04.2016, a Suprema Corte decidiu
igualmente pela inexistência de repercussão geral sobre a natureza, se geral ou propter laborem, da Gratificação de Risco de Policiamento
Ostensivo prevista na Lei Complementar 59/2004 do Estado de Pernambuco, com acórdão assim ementado:

"PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO.
INOCORRÊNCIA. ESTADO DE PERNAMBUCO. POLICIAIS MILITARES. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO.
NATUREZA JURÍDICA. EXTENSÃO AOS INATIVOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. A controvérsia relativa à natureza jurídica da Gratificação de Risco de Policiamento Ostensivo, se geral ou propter laborem, fundada na
interpretação da Lei Complementar 59/04 do Estado de Pernambuco, é de cunho infraconstitucional.
2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou
quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009).
3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC. (STF - Pleno, ARE 948.645, Min. Rel. Teori Zavascki,
DJe 05.04.2016)

Bem por isso, tendo em vista o reconhecimento pelo STF da inexistência de Repercussão Geral nas matérias supracitadas, nego seguimento
ao presente recurso, com fundamento no art. 328-A, caput e § 1º, do RISTF c/c os arts. 1.030, inciso I, alínea "a", primeira parte, e 1.042, §
2º, do CPC/2015.
Publique-se.
Recife, 03 de outubro de 2017.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

003. 0145850-25.2009.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0451406-9)
Protocolo : 2017/100879
Comarca : Recife
Vara : 4ª Vara da Fazenda Pública
Apelante : JOSE SEVERINO MUNIZ
Advog : Elizabeth de Carvalho(PE017009D)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : Estado de Pernambuco
Procdor : ALEXANDRE DE MELO
Embargante : JOSE SEVERINO MUNIZ
Advog : Elizabeth de Carvalho(PE017009D)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Estado de Pernambuco
Procdor : ALEXANDRE DE MELO
Órgão Julgador : 2ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. José Ivo de Paula Guimarães
Proc. Orig. : 0145850-25.2009.8.17.0001 (451406-9)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 23/10/2017 15:11 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da Vice-Presidência

RECURSO ESPECIAL Nº 0451406-9


RECORRENTE: JOSÉ SEVERINO MUNIZ

130
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

RECORRIDO: ESTADO DE PERNAMBUCO

Recurso especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a" da Constituição Federal, em face de acórdão prolatado em sede de apelação.
Verifico que o presente apelo excepcional foi intentado pela parte recorrente sem que houvesse, nas respectivas razões recursais, indicação
expressa dos dispositivos de lei federal que supostamente restaram contrariados pelo acórdão recorrido.
A jurisprudência do STJ é firme no sentido de que "(...) a ausência de indicação de dispositivo de lei federal que teria sido violado pelo
acórdão recorrido ou interpretado de forma divergente pelos tribunais, torna o recurso especial interposto com base nas alíneas "a" e "c" do
permissivo constitucional deficiente em sua fundamentação. Incidência, por analogia, da Súmula 284/STF. (...)" (AgRg no REsp n° 635592 SP
2014/0321414-7 (STJ) Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, Segunda Turma, Dje 02/03/2015). E ainda: "a falta de indicação dos artigos
de lei infraconstitucional, supostamente inobservados, obsta o conhecimento do recurso especial" (STJ-5ª T., AgRg no REsp 1.263.582/AM, rel.
Min. Laurita Vaz, DJe de 19.11.2013, trecho da ementa).
Assim, ante a deficiência na fundamentação recursal, incide a Súmula nº 284/STF, por analogia.
Lado outro, constato que a decisão recorrida está fundamentada na Lei Complementar Estadual nº 03/90, conforme se observa do acórdão
recorrido:
"EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ARGUIÇÃO DE PRESCRIÇÃO DO PRÓPRIO FUNDO DE DIREITO.
REJEITADA. POLICIAL MILITAR DA RESERVA. GRATIFICAÇÃO DE LOCALIDADE ESPECIAL - GLE. ESTABILIDADE FINANCEIRA. NÃO MAIS
RECEBIDA QUANDO DO ADVENTO DA LCE Nº. 03/90. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO.
DECISÃO POR UNANIMIDADE DE VOTOS. 1. Inexistência de prescrição do fundo de direito na espécie, porquanto, sendo de trato sucessivo
a relação existente entre as partes litigantes, ocorre apenas prescrição das parcelas vencidas no período anterior ao quinquênio antecedente à
propositura da ação, conforme dispõe a Súmula nº 85 do STJ.2. A LCE nº 03/90, ao possibilitar a incorporação função gratificada ou da comissão
que tenha percebido o servidor, não pode ser aplicada às situações anteriores à sua entrada em vigor, salvo se houver previsão legal expressa
neste sentido, sob pena de violação ao princípio da irretroatividade da lei, que é a regra em nosso ordenamento jurídico.3. No caso em análise, o
apelante percebera GLE, de forma contínua, no período compreendido entre 13 de maio de 1994 a fevereiro de 1990, ou seja, antes do advento
da Lei Complementar nº 03/90, a qual instituiu a vantagem denominada estabilidade financeira, que não pode ter aplicação retroativa, por não ter
havido expressa alusão a este efeito excepcional no texto legal.4. Apelação improvida. Decisão, por unanimidade de votos." (fl. 138) (grifo nosso).

Entretanto, convém lembrar que "não cabe ao Superior Tribunal de Justiça, no Recurso Especial, rever acórdão que demanda interpretação de
direito local, à luz do óbice contido na Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal." (STJ - AgRg no AREsp: 323435 SP 2013/0097382-0, Relator:
Ministra REGINA HELENA COSTA, Data de Julgamento: 09/06/2015, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 17/06/2015).
Incide, portanto, na espécie, o óbice contido na mencionada Súmula nº 280 do STF, aplicável ao caso por analogia.
Por fim, a pretensão do recorrente, da forma como posta, demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, especificamente no
que concerne ao preenchimento dos requisitos necessários à percepção da Gratificação de Localidade Especial, o que atrai o enunciado da
Súmula 7/STJ.
Nesse sentido:

ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. GRATIFICAÇÕES. LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS N.871/00 (GASS), N. 873/00 (GAP), N.
874/00 (GASA) E N.899/01 (GSAP). PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. LEI LOCAL. SÚMULA
280/STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO.
1. O Tribunal de origem decidiu a questão com base nas provas dos autos e nas leis estaduais que tratam da concessão das gratificações
perseguidas; rever a decisão recorrida importaria em reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 7/STJ e,
ainda, no exame da legislação local, o que não é viável na via estreita do recurso especial, consoante a Súmula 280;STF. (...) Agravo Regimental
improvido". (STJ - 2ª T., AgRg no REsp 1311094/SP, rel Min. Humberto Martins, DJe 15/05/2012).

Posto isso, nego seguimento ao presente recurso com fulcro no art. 1.030, V do CPC.
Publique-se.
Recife, 13 de outubro de 2017.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

CARTRIS / DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16644 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

131
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Advogado Ordem Processo

Paulo Renato Fonseca dos Santos(PE027552) 005 0029813-07.2012.8.17.0001(0393223-8)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0000412-20.2011.8.17.0640 Embargos de Declaração na Apelação


(0350697-4)
Protocolo : 2015/117476
Comarca : Garanhuns
Vara : Vara da Fazenda Pública
Apelante : ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : MAURO DE MOURA LEITE
Apelado : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Embargante : ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : AMANDA REBECA MORAIS EMERY COSTA
Embargado : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Órgão Julgador : 3ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Alfredo Sérgio Magalhães Jambo
Proc. Orig. : 0000412-20.2011.8.17.0640 (350697-4)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 17/10/2017 16:04 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

AGRAVO NO RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 350697-4


RECORRENTE: ESTADO DE PERNAMBUCO
RECORRIDO: MINISTÉRIO PÚBLICO DE PERNAMBUCO E OUTRO

Cuido de agravo versado no art. 544 do Código de Processo Civil de 1973, tirado contra decisão que, em juízo de admissibilidade, negou
seguimento a recurso especial.
Após o comando de remessa dos autos à corte excepcional de destino, o presente caderno processual foi devolvido a este sodalício para que
aqui se observe a sistemática dos recursos repetitivos nos moldes definidos no artigo 1.040 do CPC/15, acerca da "possibilidade de imposição de
astreintes (art. 461, §4º, do CPC/1973) aos entes estatais no caso de descumprimento de obrigação de fornecer medicamentos a pessoas carentes
(...), tendo sido escolhido o Resp n. 1.474.665, de relatoria do em. Ministro Benedito Gonçalves, como representativo da controvérsia." (fl. 406).
Ocorre que a tese que aqui se agita diz respeito à desproporcionalidade do valor fixado a título de multa diária, requerendo o recorrente, tão
somente, a sua redução, enquanto que no recurso repetitivo se discute a possibilidade do cabimento de multa diária.
Nesse ser assim, constato que a questão de direito nuclear da controvérsia posta nestes autos não se enquadra na sistemática procedimental
versada no artigo 1.040 do CPC/15, para cujo desate o STJ elegeu como recurso paradigma o REsp nº 1.474.665/RS. Na oportunidade, o então
Ministro Benedito Gonçalves assim registrou: "Trata-se de recurso especial admitido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
como representativo de controvérsia, nos termos do art. 543-C, § 1º, do CPC, a qual respeita à possibilidade de ser imposta a multa a que alude
o art. 461 do CPC, nos casos de descumprimento da obrigação de fornecer medicamentos, imposta a ente estatal."
Como se vê, o recurso apontado como representativo do problema jurídico em liça não guarda similitude com a realidade circunstante dos
autos. Com efeito, o pedido exposto nas razões recursais do Estado recorrente no que tange à multa diária aplicada insurge-se apenas à
sua desproporcionalidade: "(...) a astreinte fixada em valor correspondente a R$ 30.000,00 (TRINTA MIL REAIS) ao mês é evidentemente e
excessivamente onerosa ao recorrente (...) não se pode desconsiderar que há determinação legal, impressa no §4º do art. 461 do CPC, de que a
fixação da mesma DEVE SER COMPATÍVEL COM A OBRIGAÇÃO, e não configurar ônus excessivo como ocorre no presente caso" ( fl. 245v).
Com tais considerações, determino nova remessa deste recurso ao STJ, autuado à época como Agravo em Recurso Especial nº 1.014.455/PE,
para as providências que entender cabíveis.
Publique-se.

Recife, 03 de outubro de 2017

DES. FERNANDO MARTINS


2º VICE-PRESIDENTE

002. 0002285-84.2013.8.17.0640 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação


(0350710-2)

132
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Protocolo : 2015/113501
Comarca : Garanhuns
Vara : Vara da Fazenda Pública
Agravte : ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : FAGNER CÉSAR LOBO MONTEIRO
Agravdo : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Embargante : ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : Sabrina Pinheiro dos Praseres
Procdor : FAGNER CÉSAR LOBO MONTEIRO
Embargado : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
Proc. Orig. : 0002285-84.2013.8.17.0640 (350710-2)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 17/10/2017 16:04 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 350710-2


RECORRENTE: ESTADO DE PERNAMBUCO
RECORRIDO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

Conforme decisão do STJ às fls. 300v/302 dos presentes autos, "(...) se há, nos autos, Recurso Extraordinário pendente de julgamento, em que
tratada a questão com repercussão geral reconhecida no âmbito do STF (caso dos autos), é possível ao Ministro Relator determinar, no STJ,
determinar que o Recurso Especial seja apreciado apenas após exercido o juízo de retratação ou declarado prejudicado o recurso extraordinário,
na forma do art. 1.039 do CPC/2015 (...) Ante o exposto, nos termos do art. 1.036, caput, e parágrafos, do CPC/20105, determino a devolução
dos autos ao Tribunal de origem, com a devida baixa nesta Corte, para que o Agravo em Recurso Especial seja apreciado apenas após exercido
o juízo de retratação ou declarado prejudicado o Recurso Extraordinário, na forma do art. 1.040 do CPC/2015"
Em face de tal decisão, reservo-me para a reapreciação do presente agravo em recurso especial após o pronunciamento definitivo do STF no
recurso extraordinário paradigma nº 566.471/RN (Tema 6).
Ao CARTRIS, para adoção das medidas cabíveis, mormente quanto à custódia dos autos.
Publique-se.

Recife, 03 de Outubro de 2017

DES. FERNANDO MARTINS


2º VICE-PRESIDENTE

003. 0004301-79.2011.8.17.0640 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação


(0360228-2)
Protocolo : 2015/109851
Comarca : Garanhuns
Vara : Vara da Fazenda Pública
Agravte : ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : SABRINA PINHEIRO DOS PRASERES
Agravdo : MINISTERIO PÚBLICO DE PERNAMBUCO
Embargante : ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : SABRINA PINHEIRO DOS PRASERES
Procdor : Amanda R. Morais Emery Costa
Embargado : MINISTERIO PÚBLICO DE PERNAMBUCO
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
Proc. Orig. : 0004301-79.2011.8.17.0640 (360228-2)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 17/10/2017 16:04 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

AGRAVO NO RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 360228-2

133
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

RECORRENTE: ESTADO DE PERNAMBUCO


RECORRIDO: MINISTÉRIO PÚBLICO DE PERNAMBUCO

Cuido de agravo versado no art. 1042 do Código de Processo Civil de 2015, tirado contra decisão que, em juízo de admissibilidade, negou
seguimento a recurso especial.
Após o comando de remessa dos autos à corte excepcional de destino, o presente caderno processual foi devolvido a este sodalício para que
aqui se observe a sistemática dos recursos repetitivos nos moldes definidos no artigo 1.040 do CPC/15, acerca da "possibilidade de imposição de
astreintes (art. 461, §4º, do CPC/1973) aos entes estatais no caso de descumprimento de obrigação de fornecer medicamentos a pessoas carentes
(...), tendo sido escolhido o Resp n. 1.474.665, de relatoria do em. Ministro Benedito Gonçalves, como representativo da controvérsia." (fl. 270v).
Ocorre que a tese que aqui se agita diz respeito à desproporcionalidade do valor fixado a título de multa diária, requerendo o recorrente, tão
somente, a sua redução, enquanto que no recurso repetitivo se discute a possibilidade do cabimento de multa diária.
Nesse ser assim, constato que a questão de direito nuclear da controvérsia posta nestes autos não se enquadra na sistemática procedimental
versada no artigo 1.040 do CPC/15, para cujo desate o STJ elegeu como recurso paradigma o REsp nº 1.474.665/RS. Na oportunidade, o então
Ministro Benedito Gonçalves assim registrou: "Trata-se de recurso especial admitido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
como representativo de controvérsia, nos termos do art. 543-C, § 1º, do CPC, a qual respeita à possibilidade de ser imposta a multa a que alude
o art. 461 do CPC, nos casos de descumprimento da obrigação de fornecer medicamentos, imposta a ente estatal."
Como se vê, o recurso apontado como representativo do problema jurídico em liça não guarda similitude com a realidade circunstante dos
autos. Com efeito, o pedido exposto nas razões recursais do Estado recorrente no que tange à multa diária aplicada insurge-se apenas à sua
desproporcionalidade: "(...) Em que pese a astreinte ter caráter coibitivo de atraso no cumprimento, ou mesmo descumprimento, da ordem judicial,
não se pode desconsiderar que há determinação legal, impressa no §4º do art. 461 do CPC (art. 537 NCPC), de que a fixação dela DEVE SER
COMPATÍVEL COM A OBRIGAÇÃO, e não configurar como ônus excessivo, até o infinito, como ocorre no presente caso". ( fl. 256)
Com tais considerações, determino nova remessa deste recurso ao STJ, autuado à época como Agravo em Recurso Especial nº 1.051.497/PE,
para as providências que entender cabíveis.
Publique-se.

Recife, 02 de outubro de 2017.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

004. 0006903-81.2015.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento


(0388774-7)
Protocolo : 2016/103376
Comarca : Gravatá
Vara : Primeira Vara Cível da Comarca de Gravatá
Agravte : Estado de Pernambuco
Procdor : EUGÊNIO DE CASTRO VIEIRA
Agravdo : Mágna Fabíola Santos Bernardo da Silva
Def. Público : Lucia Maria Mendes Autran
Observação : ASSUNTO CNJ 9196
Embargante : Estado de Pernambuco
Procdor : EUGÊNIO DE CASTRO VIEIRA
Embargado : Mágna Fabíola Santos Bernardo da Silva
Def. Público : Lucia Maria Mendes Autran
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 2ª Turma
Relator : Des. Márcio Fernando de Aguiar Silva
Proc. Orig. : 0006903-81.2015.8.17.0000 (388774-7)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 10/10/2017 15:37 Local: CARTRIS

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 388774-7


RECORRENTE: ESTADO DE PERNAMBUCO
RECORRIDO: MAGNA FABÍOLA SANTOS BERNARDO DA SILVA

Recurso especial com fundamento no artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, contra acórdão exarado em sede de agravo de instrumento.
Sustenta, o recorrente, que o acórdão recorrido violou o art. 537 do CPC/2015 ao fixar astreintes em valor excessivo, bem como os arts. 460,
293 e 128 do CPC/73 art. 8º da Lei Federal 10.216/2011, na medida em que fixou prazo mínimo para internação em unidade de tratamento de
drogadição específica.
À partida, verifica-se que a decisão recorrida foi proferida em sede de agravo de instrumento, tratando-se de acórdão que manteve o deferimento
de liminar nos autos de Ação de Internação Compulsória com Pedido de Liminar. Desta feita, incide, in casu, o impedimento previsto no enunciado
da Súmula nº 735 do STF, aplicável por analogia, pois "não cabe o apelo extremo contra decisão que concede ou indefere provimentos liminares.
Incidência da Súmula STF 735" (STF- 2ª T., AI 765066 AgR, rel: Min. Ellen Gracie, DJe de 18.08.2011).

134
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Neste sentido, colhe-se o posicionamento assentado pelo STJ, acerca do tema:

"[...] 2. O STJ, em sintonia com o disposto na Súmula 735 do STF, entende que, "via de regra, não é cabível recurso especial para reexaminar
decisão que defere ou indefere liminar ou antecipação de tutela, em razão da natureza precária da decisão, sujeita à modificação a qualquer
tempo, devendo ser confirmada ou revogada pela sentença de mérito. Apenas violação direta ao dispositivo legal que disciplina o deferimento
da medida autorizaria o cabimento do recurso especial, no qual não é possível decidir a respeito da interpretação dos preceitos legais que dizem
respeito ao mérito da causa" (AgInt no AREsp 886.909/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 17/11/2016,
DJe de 28/11/2016). [...] (AgRg no AREsp 377706/PR; Rel. Ministro Marco Buzzi; QUARTA TURMA; julgado em 29.08.2017, DJe 04.09.2017)

Sendo assim, nego seguimento ao presente recurso, com fulcro no art. 1.030, V do CPC/2015.
Publique-se.
Recife, 05 de outubro de 2017.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

RECURSO EXTRAORDINÁRIO NO PROCESSO Nº 388774-7


RECORRENTE: ESTADO DE PERNAMBUCO
RECORRIDO: MAGNA FABÍOLA SANTOS BERNARDO DA SILVA

Trata-se de recurso extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, "a", da Constituição Federal, em face de acórdão proferido em sede de
agravo de instrumento.
Alega o recorrente que o acórdão vergastado contrariou o disposto nos artigos 2° (separação dos poderes), 5°, caput (princípio da isonomia), 37,
caput (princípio da legalidade), XXI (exigência de licitação), 100, §2º e 196 (política pública de saúde); todos da Constituição Federal, porquanto
manteve decisão que deferiu liminar para internamento compulsório em unidade de tratamento de drogadição específica.
Entretanto, por se estar impugnando acórdão que deferiu liminar, incide, no caso, o óbice previsto no verbete sumular nº 735 do STF, pois "não
cabe o apelo extremo contra decisão que concede ou indefere provimentos liminares. Incidência da Súmula STF 735" (STF- 2ª T., AI 765066
AgR, rel: Min. Ellen Gracie,DJe de 18.08.2011).
Nesta esteira, colho os seguintes julgados:

AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO RESCISÓRIA. RECURSO INTERPOSTO CONTRA
ACÓRDÃO QUE CONFIRMARA O INDERIMENTO DA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. SÚMULA 735/STF. Nos termos da jurisprudência da Corte,
não cabe recurso extraordinário contra acórdão que aprecia os requisitos necessários para concessão das tutelas de urgência, na medida em que
tais provimentos não se revestem do caráter definitivo exigido para a abertura da via extraordinária. Mostra-se aplicável ao caso a Súmula 735/
STF. Agravo regimental a que nega provimento. (STF - ARE: 706759 AM, Relator: Min. ROBERTO BARROSO, Data de Julgamento: 10/02/2015,
Primeira Turma, Data de Publicação: DJe-041 DIVULG 03-03-2015 PUBLIC 04-03-2015)

AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. PEDIDO DE DESTRANCAMENTO E CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. APELO EXTREMO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE MANTEVE O DEFERIMENTO DA ANTECIPAÇÃO DOS
EFEITOS DA TUTELA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 735/STF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (STF - AC: 3474
RJ, Relator: Min. LUIZ FUX, Data de Julgamento: 09/12/2014, Primeira Turma, Data de Publicação: DJe-025 DIVULG 05-02-2015 PUBLIC
06-02-2015)

Por tal motivo, com fulcro no art. 1030, V, do CPC/2015, nego seguimento ao presente recurso.
Publique-se.
Recife, 05 de outubro de 2017.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

005. 0029813-07.2012.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação / Reexame Neces


(0393223-8)
Protocolo : 2017/101836
Comarca : Recife

135
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Vara : 8ª Vara da Fazenda Pública


Autor : E. E. S. S. (Criança) (Criança)
Advog : Paulo Renato Fonseca dos Santos(PE027552)
Reprte : EMANUEL PEREIRA DOS SANTOS
Réu : Estado de Pernambuco
Procdor : Cristina Câmara Wanderley Queiroz
Embargante : Estado de Pernambuco
Procdor : Cristina Câmara Wanderley Queiroz
Embargado : E. E. S. S. (Criança) (Criança)
Advog : Paulo Renato Fonseca dos Santos(PE027552)
Reprte : EMANUEL PEREIRA DOS SANTOS
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. André Oliveira da Silva Guimarães
Proc. Orig. : 0029813-07.2012.8.17.0001 (393223-8)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 10/10/2017 15:37 Local: CARTRIS

RECURSO EXTRAORDINÁRIO NO PROCESSO Nº 393223-8


RECORRENTE: ESTADO DE PERNAMBUCO
RECORRIDO: E.E.S.S representado por seu genitor EMANUEL PEREIRA DOS SANTOS

Trata-se de recurso extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, "a", da Constituição Federal, em face de acórdão proferido em sede de
apelação/reexame necessário.
Alega o recorrente que o acórdão vergastado contrariou o disposto nos artigos 2° (separação dos poderes), 5°, caput (princípio da isonomia),
37, caput (princípio da legalidade), XXI (exigência de licitação) e 196 (política pública de saúde); todos da Constituição Federal, porquanto o
condenou ao fornecimento de espessante alimentar de marca determinada.
De início, cumpre afastar a identidade entre a matéria discutida nos presentes autos e àquela tratada no RE nº 566.471/RN, paradigma do Tema
nº 06 da repercussão geral. Isso porque a questão a ser decidida mediante a sistemática de recursos múltiplos restringe-se à existência do dever
estatal de fornecer medicamento de alto custo, não abarcando situações, como a destes autos, nas quais a parte recorrente demanda a entrega
pelo ente público de gênero diverso, ainda que relacionado à manutenção da sua saúde e do seu bem-estar. Nesse sentido, a jurisprudência
do Supremo: STF - 2ª T., RE 902378 AgR-segundo-AgR, rel. Min. Dias Toffoli, Dje de 11/05/2016; STF - 1ª T., AI 810864 AgR, rel. Min. Roberto
Barroso, DJe 02/02/2015; STF - 1ª T., ARE 741566 AGR/RS, rel. Min. Rosa Weber, DJe de 15/08/2013.
Pontuado isto, é importante frisar que "inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o
recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto,
da existência de repercussão geral" (STF, AI 664.567/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 06/09/2007). Portanto, deve a parte recorrente
demonstrar que a controvérsia discutida nos autos possui repercussão geral.
No caso presente, em que pese constar da peça recursal preliminar de repercussão geral, o recorrente não demonstrou, com a devida
fundamentação, a razão de a matéria discutida nos autos extrapolar os interesses subjetivos da causa, possuindo relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico.
Consequentemente, inexistente a devida fundamentação relacionada com a repercussão geral, a inadmissão do recurso extraordinário
se impõe, nos termos da jurisprudência do STF (RE/615990, Rel. Min. Luiz Fux, DJ n. 65 do dia 06/04/2011).
Ademais, a suposta afronta aos citados dispositivos indicados nas razões do recurso, se porventura ocorrente, revelar-se-ia por via
oblíqua ou reflexa. Sucede que a orientação do STF é iterativa em não admitir o recurso extraordinário sob a alegação de ofensa indireta à
Carta da República.
Friso que o manejo do recurso extraordinário, sob o fundamento da alínea "a", do permissivo constitucional, só é liberado a partir de
um histórico de afronta direta à Constituição, e não de maneira indireta, reflexa ou oblíqua, como ocorre no caso em apreço.
Especificamente quanto ao malferimento do princípio da legalidade, aplica-se à espécie o enunciado nº 636 da Súmula do STF, segundo
o qual encontra óbice instransponível o recurso extraordinário cujo fundamento seja a contrariedade ao princípio constitucional da legalidade,
quando para que se a verifique seja também necessário rever a interpretação dada às normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.
Ademais, ainda que superado o citado obstáculo ao prosseguimento do recurso extraordinário ora em análise, verifico que a pretensão recursal
de modificar os termos do julgado ora atacado, apenas seria possível com nova visita ao conjunto fático-probatório dos autos, pois, com efeito,
restou consignado no acórdão recorrido (fl. 176) que: "(...) Para esse tipo de enfermidade o médico assistente prescreveu o espessante alimentar
NUTILIS (laudo médico de fls. 131). A respeito da matéria, eis o que dispõe a súmula 18 deste egrégio TJPE: Súmula nº 18 - É dever do Estado-
membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao tratamento de moléstia grave, ainda que não previsto em
lista oficial. Desta forma, tenho que milita em favor da pretensão do autor, a imprescindibilidade do medicamento, pelo que urge se mantenha a
decisão combatida, em homenagem ao direito constitucional à vida, de máxima expressão e guarida no ordenamento pátrio. ..."
Destarte, aplica-se, na espécie, o Enunciado nº 279 da Súmula do STF.
Por fim, no que tange à suposta violação do art. 2º da CRFB, registre-se o que diz a jurisprudência reiterada do STF: "O Poder Judiciário, em
situações excepcionais, pode determinar que a Administração pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos
como essenciais, sem que isso configure violação do princípio da separação dos poderes, inserto no art. 2º da Constituição Federal." (STF - 2ª
T., RE 827.662 AgReg, rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 05/10/2016).
Por todo o exposto, com fulcro no art. 1030, V, do CPC/2015, nego seguimento ao presente recurso.
Publique-se.
Recife, 03 de outubro de 2017.

136
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência
CARTRIS / DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16640 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Lyndon Johnson de Andrade Carneiro(PE025322) 001 0075217-18.2011.8.17.0001(0302608-0)


Marta Maria Barreto Vieira Guimarães(PE008176) 003 0049571-06.2011.8.17.0001(0369298-0)
ROBERTO BAHIA(SP080273) 004 0032150-03.2011.8.17.0001(0404378-7)
Rodolfo Domingos de Souza(PE013208D) 002 0038868-45.2013.8.17.0001(0340291-9)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0038868-45.2013.8.17.0001(0340291-9)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0049571-06.2011.8.17.0001(0369298-0)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 004 0032150-03.2011.8.17.0001(0404378-7)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0075217-18.2011.8.17.0001 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação


(0302608-0)
Protocolo : 2013/110762
Comarca : Recife
Vara : 2ª Vara da Fazenda Pública
Agravte : ESTADO DE PERNAMBUCO e outro e outro
Procdor : Emmanuel Becker Torres e outro e outro
Agravdo : LUIZ CARLOS DE ALBUQUERQUE
Advog : Lyndon Johnson de Andrade Carneiro(PE025322)
Observação : 1. Ass CNJ 10671
Embargante : FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIÇOS
DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : Emmanuel Becker Torres
Embargado : LUIZ CARLOS DE ALBUQUERQUE
Advog : Lyndon Johnson de Andrade Carneiro(PE025322)
Órgão Julgador : 3ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Luiz Carlos Figueirêdo
Proc. Orig. : 0075217-18.2011.8.17.0001 (302608-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 10/10/2017 15:37 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Agravo no Recurso Extraordinário no Processo nº 302608-0


Recorrente: FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE
Recorrido: LUIZ CARLOS DE ALBUQUERQUE

Cuida-se de Agravo nos próprios autos, versado no art. 544 do CPC/1973 (correspondente ao art. 1.042 do CPC/2015) contra decisão que em
juízo de admissibilidade implicou negativa de seguimento a recurso excepcional (fls. 178/179).

137
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Remetidos os autos ao Supremo Tribunal Federal, essa Corte Constitucional devolveu os presentes autos a este Tribunal, com vinculação ao
tema 882, consoante despacho à fl. 228.
Pois bem. Verifico que a controvérsia objeto dos presentes autos foi submetida à sistemática procedimental versada no art. 543-B do CPC/1973
(correspondente ao art. 1.036 do CPC/2015), para cujo desate o STF elegeu o Recurso Extraordinário com Agravo nº 948.645/PE (tema nº 882)
como recurso paradigma representativo da referida controvérsia, julgando pela inexistência de Repercussão Geral na matéria, conforme acórdão
assim ementado:
"PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO.
INOCORRÊNCIA. ESTADO DE PERNAMBUCO. POLICIAIS MILITARES. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO.
NATUREZA JURÍDICA. EXTENSÃO AOS INATIVOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. A controvérsia relativa à natureza jurídica da Gratificação de Risco de Policiamento Ostensivo, se geral ou propter laborem, fundada na
interpretação da Lei Complementar 59/04 do Estado de Pernambuco, é de cunho infraconstitucional.
2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou
quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009).
3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC." (STF - Pleno, ARE 948.645 RG/PE, rel. Min. Teori
Zavascki, DJe 06/04/2016). (grifos propositais)

Bem por isso, tendo em vista o reconhecimento pelo STF da inexistência de Repercussão Geral na matéria, nego seguimento ao presente recurso,
com base no art. 328-A, caput e § 1º, do RISTF c/c os arts. 1.030, inciso I, alínea "a", primeira parte, e 1.042, § 2º, do CPC/2015.
Publique-se.
Recife, 03 de outubro de 2017.

DES. FERNANDO MARTINS


2° VICE-PRESIDENTE

002. 0038868-45.2013.8.17.0001 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação


(0340291-9)
Protocolo : 2015/114785
Comarca : Recife
Vara : 7ª Vara da Fazenda Pública
Agravte : FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE
PERNAMBUCO
Procdor : Maria Raquel Santos Pires
Agravdo : CARLOS BANDEIRA RAMOS (Idoso) e outros (Idoso) e outros
Advog : Rodolfo Domingos de Souza(PE013208D)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE
PERNAMBUCO
Procdor : Luciana Roffé de Vasconcelos
Embargado : CARLOS BANDEIRA RAMOS (Idoso) (Idoso)
Embargado : José Ribeiro Silva (Idoso) (Idoso)
Embargado : Sebastião Pessoa de Santana (Idoso) (Idoso)
Embargado : EDILENE MARIA RAMOS SOARES (Idoso) (Idoso)
Advog : Rodolfo Domingos de Souza(PE013208D)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Itamar Pereira Da Silva Junior
Proc. Orig. : 0038868-45.2013.8.17.0001 (340291-9)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 10/10/2017 15:37 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Agravo no Recurso Extraordinário no Processo nº 340291-9


Recorrente: FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE
Recorrido: CARLOS BANDEIRA RAMOS E OUTROS

Cuida-se de Agravo nos próprios autos, versado no art. 544 do CPC/1973 (correspondente ao art. 1.042 do CPC/2015) contra decisão que em
juízo de admissibilidade implicou negativa de seguimento a recurso excepcional (fls. 278/279).
Remetidos os autos ao Supremo Tribunal Federal, essa Corte Constitucional devolveu os presentes autos a este Tribunal, com vinculação ao
tema 882, consoante despacho à fl. 325.

138
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Pois bem. Verifico que a controvérsia objeto dos presentes autos foi submetida à sistemática procedimental versada no art. 543-B do CPC/1973
(correspondente ao art. 1.036 do CPC/2015), para cujo desate o STF elegeu o Recurso Extraordinário com Agravo nº 948.645/PE (tema nº 882)
como recurso paradigma representativo da referida controvérsia, julgando pela inexistência de Repercussão Geral na matéria, conforme acórdão
assim ementado:
"PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO.
INOCORRÊNCIA. ESTADO DE PERNAMBUCO. POLICIAIS MILITARES. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO.
NATUREZA JURÍDICA. EXTENSÃO AOS INATIVOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. A controvérsia relativa à natureza jurídica da Gratificação de Risco de Policiamento Ostensivo, se geral ou propter laborem, fundada na
interpretação da Lei Complementar 59/04 do Estado de Pernambuco, é de cunho infraconstitucional.
2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou
quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009).
3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC." (STF - Pleno, ARE 948.645 RG/PE, rel. Min. Teori
Zavascki, DJe 06/04/2016). (grifos propositais)

Bem por isso, tendo em vista o reconhecimento pelo STF da inexistência de Repercussão Geral na matéria, nego seguimento ao presente recurso,
com base no art. 328-A, caput e § 1º, do RISTF c/c os arts. 1.030, inciso I, alínea "a", primeira parte, e 1.042, § 2º, do CPC/2015.
Publique-se.
Recife, 03 de outubro de 2017.

DES. FERNANDO MARTINS


2° VICE-PRESIDENTE

003. 0049571-06.2011.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0369298-0)
Protocolo : 2015/111156
Comarca : Recife
Vara : 2ª Vara da Fazenda Pública
Apelante : FUNAPE - FUNDACAO DE APOSENTADORIAS E PENSOES DOS
SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : Dayana Navarro Nóbrega e outro e outro
Apelado : Sandra Helena Carneiro de Andrade Lima e outro e outro
Advog : Marta Maria Barreto Vieira Guimarães(PE008176)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de
Pernambuco - FUNAPE
Procdor : Maria Raquel Santos
Embargado : Sandra Helena Carneiro de Andrade Lima
Embargado : ARLETE FIGUEIROA COSTA
Advog : Marta Maria Barreto Vieira Guimarães(PE008176)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 2ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Francisco José dos Anjos Bandeira de Mello
Proc. Orig. : 0049571-06.2011.8.17.0001 (369298-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 10/10/2017 15:37 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

AGRAVO NO RECURSO EXTRAORDIÁRIO NO PROCESSO Nº369298-0


RECORRENTE: FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DE PERNAMBUCO
RECORRIDA: SANDRA HELENA CARNEIRO DE ANDRADE LIMA E OUTRO

Cuida-se de Agravo nos próprios autos, versado no art. 544 do Código de Processo Civil de 1973 (correspondente ao art. 1.042 do CPC/2015)
contra decisão que em juízo de admissibilidade implicou negativa de seguimento a recurso excepcional.
Remetidos os autos ao Supremo Tribunal Federal, onde foram autuados como ARE 1.026.725/PE, a Corte Constitucional os devolveu com a
decisão à fl. 272, na qual vincula o objeto da controvérsia ao tema 882.
Sendo assim, verifico que a controvérsia foi submetida à sistemática procedimental versada no art. 543-B do CPC/1973 (correspondente ao art.
1.036 do CPC/2015), para cujo desate o STF elegeu o Recurso Extraordinário com Agravo nº 948.645/PE (tema nº 882) como recurso paradigma
representativo da controvérsia, julgando pela inexistência de Repercussão Geral na matéria, conforme acórdão assim ementado:

139
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

"PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO.
INOCORRÊNCIA. ESTADO DE PERNAMBUCO. POLICIAIS MILITARES. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO.
NATUREZA JURÍDICA. EXTENSÃO AOS INATIVOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. A controvérsia relativa à natureza jurídica da Gratificação de Risco de Policiamento Ostensivo, se geral ou propter laborem, fundada na
interpretação da Lei Complementar 59/04 do Estado de Pernambuco, é de cunho infraconstitucional.
2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou
quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009).
3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.
(STF - Pleno, ARE 948.645 RG/PE, rel. Min. Teori Zavascki, DJe 06/04/2016).

Bem por isso, tendo em vista o reconhecimento pelo STF da inexistência de Repercussão Geral na matéria, nego seguimento ao presente recurso,
com base no art. 328-A, caput e § 1º, do RISTF c/c os arts. 1.030, inciso I, alínea "a", primeira parte, e 1.042, § 2º, do CPC/2015.
Publique-se.

Recife, 05 de outubro de 2017.

DES. FERNANDO MARTINS


2º VICE-PRESIDENTE

004. 0032150-03.2011.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0404378-7)
Protocolo : 2016/122365
Comarca : Recife
Vara : 8ª Vara da Fazenda Pública
Apelante : Estado de Pernambuco
Procdor : Tereza Cristina Vidal e outro e outro
Apelado : Makro Atacadista S/A
Advog : ROBERTO BAHIA(SP080273)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Estado de Pernambuco
Procdor : André Gustavo Afonso Ferreira Barros Leite
Procdor : Anselma Nunes Bandeira de Mello
Embargado : Makro Atacadista S/A
Advog : ROBERTO BAHIA(SP080273)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. André Oliveira da Silva Guimarães
Proc. Orig. : 0032150-03.2011.8.17.0001 (404378-7)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 11/09/2017 16:35 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Recurso Extraordinário no Processo nº 0404378-7


Recorrente: Estado de Pernambuco
Recorrido: Makro Atacadista S/A

Recurso extraordinário tirado contra acórdão em sede de apelação.


Constato que a controvérsia que subsidia a pretensão recursal tem fundamento em questão de direito idêntica à que informa o RE nº 593.824/
SC (tema 176), submetido à sistemática peculiar ao instituto da repercussão geral, versada no art. 1.036 do CPC/2015, no qual se discute a
constitucionalidade, ou não, da inclusão dos valores pagos a título de "demanda contratada" (demanda de potência) na base de cálculo do Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS sobre operações envolvendo energia elétrica.
Daí, e na medida em que dita controvérsia ainda não foi solucionada no âmbito do Supremo Tribunal Federal, impõe-se na espécie a observância
do disposto no artigo 1.030, III, do CPC/2015.
Destarte, determino o sobrestamento deste recurso até o pronunciamento definitivo da Corte Suprema.
Ao CARTRIS, para adoção das medidas cabíveis, mormente quanto à custódia dos autos.

140
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Publique-se.

Recife, 01 de setembro de 2017.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

CARTRIS / DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16623 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Francisco Tadeu Barbosa(PE011498) 001 0041893-71.2010.8.17.0001(0335423-8)


José Omar de Melo Júnior(PE014413) 001 0041893-71.2010.8.17.0001(0335423-8)
José de Arimatéia Alves Pereira Neto(PE022672) 003 0000441-73.2014.8.17.1090(0433591-5)
Rodrigo Salman Asfora(PE023698) 002 0015725-32.2010.8.17.0001(0370804-5)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0015725-32.2010.8.17.0001(0370804-5)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0000441-73.2014.8.17.1090(0433591-5)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0041893-71.2010.8.17.0001 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação / Ree


(0335423-8)
Protocolo : 2014/125678
Comarca : Recife
Vara : 2ª Vara da Fazenda Pública
Agravte : A Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de
Pernambuco - FUNAPE
Procdor : Djalma Alexandre Galindo e outro e outro
Agravdo : ROSANGELA MARIA DE LIMA
Advog : José Omar de Melo Júnior(PE014413)
Advog : Francisco Tadeu Barbosa(PE011498)
Embargante : A Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de
Pernambuco - FUNAPE
Embargante : Estado de Pernambuco
Procdor : alexandre melo
Embargado : ROSANGELA MARIA DE LIMA
Advog : José Omar de Melo Júnior(PE014413)
Advog : Francisco Tadeu Barbosa(PE011498)
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
Proc. Orig. : 0041893-71.2010.8.17.0001 (335423-8)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 17/10/2017 16:02 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Agravo no Recurso Extraordinário no Processo nº 0335423-8


Recorrente: Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco
Recorrida: Rosangela Maria de Lima

Cuida-se de Agravo nos próprios autos, versado no art. 544 do CPC/1973 (correspondente ao art. 1.042 do CPC/2015) contra decisão que em
juízo de admissibilidade implicou negativa de seguimento a recurso excepcional.

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Remetidos os autos ao Supremo Tribunal Federal, essa Corte Constitucional devolveu os presentes autos a este Tribunal, com vinculação ao
tema 882, consoante despacho à fl. 248.
Verifico que a controvérsia objeto dos presentes autos foi submetida à sistemática procedimental versada no art. 543-B do CPC/1973
(correspondente ao art. 1.036 do CPC/2015), para cujo desate o STF elegeu o Recurso Extraordinário com Agravo nº 948.645/PE (tema nº 882)
como recurso paradigma representativo da referida controvérsia, julgando pela inexistência de Repercussão Geral na matéria, conforme acórdão
assim ementado:

"PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO.
INOCORRÊNCIA. ESTADO DE PERNAMBUCO. POLICIAIS MILITARES. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO.
NATUREZA JURÍDICA. EXTENSÃO AOS INATIVOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. A controvérsia relativa à natureza jurídica da Gratificação de Risco de Policiamento Ostensivo, se geral ou propter laborem, fundada na
interpretação da Lei Complementar 59/04 do Estado de Pernambuco, é de cunho infraconstitucional.
2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou
quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009).
3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC." (STF - Pleno, ARE 948.645 RG/PE, rel. Min. Teori
Zavascki, DJe 06/04/2016)

Bem por isso, tendo em vista o reconhecimento pelo STF da inexistência de Repercussão Geral na matéria, nego seguimento ao presente recurso,
com base no art. 328-A, caput e § 1º, do RISTF c/c os arts. 1.030, inciso I, alínea "a", primeira parte, e 1.042, § 2º, do CPC/2015.
Publique-se.

Recife, 05 de outubro de 2017.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

002. 0015725-32.2010.8.17.0001 Embargos de Declaração no Agravo nos Embargos de D


(0370804-5)
Protocolo : 2017/103201
Comarca : Recife
Vara : 8ª Vara da Fazenda Pública
Agravte : Estado de Pernambuco
Procdor : Eduardo Prazeres Carneiro de França
Agravdo : RENATA CORREIA DE OLIVEIRA
Advog : Rodrigo Salman Asfora(PE023698)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Estado de Pernambuco
Procdor : Eduardo Prazeres Carneiro de França
Embargado : RENATA CORREIA DE OLIVEIRA
Advog : Rodrigo Salman Asfora(PE023698)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 1ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Jorge Américo Pereira de Lira
Proc. Orig. : 0015725-32.2010.8.17.0001 (370804-5)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 17/10/2017 16:02 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 0370804-5


RECORRENTES: ESTADO DE PERNAMBUCO E OUTRO
RECORRIDOS: RENATA CORREIA DE OLIVEIRA E OUTRO

Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede de apelação/
reexame necessário.
Alega o recorrente que o acórdão vergastado contrariou o disposto no art. 537 do CPC/2015, sob o fundamento de que a multa diária
seria "descabida, vez que se trata de medicamentos não contemplados nos Programas de saúde preconizados pelo SUS e SES/PE, então,
evidentemente, não se encontra o mesmo à disposição e em estoque, demandando procedimentos licitatórios para a sua aquisição." (fl. 673).

142
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Sustenta que "ainda que fosse possível a imposição da multa na espécie, a fixação das astreintes em R$ 30.000,00 (trinta mil reais) ao mês é
bastante demasiada e não observa a noção de equidade que devem pautar as decisões judiciais (JTJ 260/321)." (fl. 674)
Segue asseverando, ainda, que "a imposição de multa diária no caso mostra-se ineficaz, acabando por penalizar ainda mais o combalido erário
estadual, mormente no atual momento de crise econômica." (fl. 675).
Tendo em vista que uma parte da referida controvérsia - possibilidade da imposição de multa diária - foi submetida à sistemática procedimental
versada no art. 1.036 do CPC/2015, para cujo desate o STJ elegeu o REsp nº 1.474.665/RS (tema nº 98) como recurso representativo da
controvérsia, realizo o juízo de conformidade do presente recurso.
O recurso apontado pelo STJ como representativo do problema jurídico em liça já foi julgado em 26/04/2017, havendo o Tribunal, no mérito, por
unanimidade, dado provimento ao recurso especial, decisão publicada no DJe/STJ em 22/06/2017. Veja a ementa:

"PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO CPC/1973. AÇÃO ORDINÁRIA
DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO PARA O TRATAMENTO DE MOLÉSTIA. IMPOSIÇÃO DE MULTA
DIÁRIA (ASTREINTES) COMO MEIO DE COMPELIR O DEVEDOR A ADIMPLIR A OBRIGAÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. POSSIBILIDADE.
INTERPRETAÇÃO DO CONTEÚDO NORMATIVO INSERTO NO § 5º DO ART. 461 DO CPC/1973. DIREITO À SAÚDE E À VIDA. 1. Para os fins
de aplicação do art. 543-C do CPC/1973, é mister delimitar o âmbito da tese a ser sufragada neste recurso especial representativo de controvérsia:
possibilidade de imposição de multa diária (astreintes) a ente público, para compeli-lo a fornecer medicamento à pessoa desprovida de recursos
financeiros. 2. A função das astreintes é justamente no sentido de superar a recalcitrância do devedor em cumprir a obrigação de fazer ou de
não fazer que lhe foi imposta, incidindo esse ônus a partir da ciência do obrigado e da sua negativa de adimplir a obrigação voluntariamente. 3. A
particularidade de impor obrigação de fazer ou de não fazer à Fazenda Pública não ostenta a propriedade de mitigar, em caso de descumprimento,
a sanção de pagar multa diária, conforme prescreve o § 5º do art. 461 do CPC/1973. E, em se tratando do direito à saúde, com maior razão
deve ser aplicado, em desfavor do ente público devedor, o preceito cominatório, sob pena de ser subvertida garantia fundamental. Em outras
palavras, é o direito-meio que assegura o bem maior: a vida. Precedentes: AgRg no AREsp 283.130/MS, Relator Ministro Napoleão Nunes Maia
Filho, Primeira Turma, DJe 8/4/2014; REsp 1.062.564/RS, Relator Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJ de 23/10/2008; REsp 1.062.564/
RS, Relator Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJ de 23/10/2008; REsp 1.063.902/SC, Relator Ministro Francisco Falcão, Primeira Turma,
DJ de 1/9/2008; e AgRg no REsp 963.416/RS, Relatora Ministra Denise Arruda, Primeira Turma, DJ de 11/6/2008. 4. À luz do § 5º do art. 461
do CPC/1973, a recalcitrância do devedor permite ao juiz que, diante do caso concreto, adote qualquer medida que se revele necessária à
satisfação do bem da vida almejado pelo jurisdicionado. Trata-se do "poder geral de efetivação", concedido ao juiz para dotar de efetividade as
suas decisões. 5. A eventual exorbitância na fixação do valor das astreintes aciona mecanismo de proteção ao devedor: como a cominação de
multa para o cumprimento de obrigação de fazer ou de não fazer tão somente constitui método de coerção, obviamente não faz coisa julgada
material, e pode, a requerimento da parte ou ex officio pelo magistrado, ser reduzida ou até mesmo suprimida, nesta última hipótese, caso a sua
imposição não se mostrar mais necessária. Precedentes: AgRg no AgRg no AREsp 596.562/RJ, Relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma,
DJe 24/8/2015; e AgRg no REsp 1.491.088/SP, Relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJe 12/5/2015. 6. No caso em foco,
autora, ora recorrente, requer a condenação do Estado do Rio Grande do Sul na obrigação de fornecer (fazer) o medicamento Lumigan, 0,03%,
de uso contínuo, para o tratamento de glaucoma primário de ângulo aberto (C.I.D. H 40.1). Logo, é mister acolher a pretensão recursal, a fim de
restabelecer a multa imposta pelo Juízo de primeiro grau (fls. 51-53). 7. Recurso especial conhecido e provido, para declarar a possibilidade de
imposição de multa diária à Fazenda Pública. Acórdão submetido à sistemática do § 7º do artigo 543-C do Código de Processo Civil de 1973 e dos
arts. 5º, II, e 6º, da Resolução STJ n. 08/2008. (STJ - Primeira Seção, REsp Nº 1.474.665, rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe de 22/06/2017) (grifei).

Por sua vez, o acórdão recorrido, assim, decidiu:

"EMENTA: AGRAVO INTERNO. PROCESSO CIVIL E CONSTITUCIONAL. DECISÃO QUE SE MANTÉM PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. DIREITO HUMANO À SAÚDE. DEVER CONSTITUCIONAL DO PODER
PÚBLICO. PACIENTE PORTADORA DE COLITE IRRITATIVA. SÚMULA 18 TJPE. COMINAÇÃO DE MULTA DIÁRIA CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS MANTIDOS. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME.1. À vista de
sua íntima ligação com o direito à vida e com a dignidade da pessoa humana, a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado
prover condições indispensáveis ao seu pleno exercício (art. 2º da Lei 8.080/1990). O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos
e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui
o Sistema Único de Saúde - SUS.2. A norma constitucional do art. 196, ainda que se entendesse de caráter programático, transcorridas mais de
duas décadas da vigência da Constituição da República e havendo estruturação legal e administrativa para o custeio, tem por destinatários todos
os entes políticos que compõem no plano institucional a organização federativa do Estado brasileiro e, portanto, não admite a indiferença ao
problema da saúde da população sob pena de incidir, ainda que por censurável omissão, em grave comportamento inconstitucional.3. A respeito
da matéria, o Tribunal de Justiça de Pernambuco formulou o enunciado de Súmula nº. 18, segundo o qual "é dever do Estado-membro fornecer
ao cidadão carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao tratamento de moléstia grave, ainda que não previsto em lista oficial". Na
hipótese vertente, a autora requer o fornecimento da substância necessária ao tratamento da enfermidade que lhe acomete.4. A eficácia/urgência
do fornecimento dos fármacos indicados pelo médico especialista, e a ocorrência de risco à saúde da Sra. Renata Correia de Oliveira restam
evidenciadas pela apreciação dos laudos médicos, subscritos por médicos especialistas, cujo conteúdo não foi contraditado pelo agravante.5.
No tocante à fixação da multa diária, não há que se falar em qualquer abusividade ou desproporcionalidade, considerando a importância do bem
da vida protegido pela decisão recorrida, circunstância que exige uma atuação enérgica do Poder Judiciário para compelir a Administração a
prestar efetiva proteção ao direito fundamental tutelado.6. Por fim, quanto a fixação dos honorários advocatícios no valor de R$ 1.000,00 (mil
reais), entendo adequadamente estabelecidos em observância ao §4º do art. 20 do CPC/73, tendo em vista o grau de zelo do profissional, o
lugar de prestação do serviço, a natureza e importância da causa, o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.7.
À unanimidade, Agravo Interno não provido." (fls. 611/612).

Verifica-se, portanto, que o Superior Tribunal de Justiça, na análise do Recurso representativo da controvérsia, decidiu, em julgamento de mérito,
pela possibilidade de imposição de multa diária (astreintes) a ente público, para compeli-lo a fornecer medicamento à pessoa desprovida de
recursos financeiros, tendo sido o acórdão local decidido de acordo com os mesmos parâmetros norteadores do Superior Tribunal de Justiça.
No ponto, nego seguimento ao recurso excepcional, com esteio no art. 1.030, I, b, do CPC/2015.
Lado outro, quanto à alegação de violação ao art. 537, do CPC/2015, observo que a análise acerca da fixação do quantum da multa diária
em desfavor do ora recorrente por descumprimento da obrigação, quanto aos parâmetros de razoabilidade e proporcionalidade, implica, como

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

consequência inevitável, o revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, o que é vedado expressamente nesta estreita via de recurso
especial, em decorrência da exegese da súmula nº 07 do STJ.
Neste sentido, colaciono recente julgado do Superior Tribunal:

"ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO À SAÚDE.
FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 535 DO CPC/73. INEXISTÊNCIA. RAZÕES DO AGRAVO QUE NÃO
IMPUGNAM, ESPECIFICAMENTE, A DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 182/STJ. ASTREINTES. REDUÇÃO DO VALOR. REEXAME DE
PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. PRECEDENTES DO STJ. AGRAVO INTERNO PARCIALMENTE CONHECIDO, E, NESSA
PARTE, IMPROVIDO.I. Agravo interno aviado contra decisão publicada em 02/02/2017, que, por sua vez, julgara recursos interpostos contra
acórdão e decisão publicados na vigência do CPC/73. II. Em 1º Grau, o Estado de Pernambuco foi condenado, em sede de ação civil pública,
a fornecer os medicamentos Insulina Glargina (Lantus) e Insulina ultra-rápida (Humalog ou Novorapid) à adolescente Rayanny Karyny Santana
Pereira. O Tribunal de origem deu parcial provimento à Apelação do Estado de Pernambuco, apenas para determinar que o fornecimento do
medicamento seja condicionado à apresentação de receita médica, que deverá ser atualizada a cada seis meses, mantido o valor da multa
diária fixada, em caso de descumprimento da condenação. III. (...). IV. Consoante a jurisprudência do STJ, "rever o entendimento do Tribunal de
origem, que consignou pela manutenção da multa cominatória fixada pelo Juízo de 1º Grau por descumprimento da decisão de fornecimento de
medicamento, demandaria necessário revolvimento de matéria fática, o que é inviável em sede de recurso especial, à luz do óbice contido na
Súmula n. 7/STJ" (STJ, AgInt no AREsp 728.833/PE, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 09/06/2016). (grifos
nossos)

Na mesma linha:

"A revisão do valor arbitrado a título de multa exige, em regra, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é possível em
sede de recurso especial, em face do óbice da Súmula 7/STJ. Tal situação, no entanto, pode ser excepcionada quando o referido valor se
mostrar exorbitante ou irrisório, situação não verificada no caso dos autos" (STJ, AgRg no AREsp 844.841/PE, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL
MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de 15/04/2016). V. No caso, o Tribunal a quo, diante do quadro fático delineado nos autos, manteve o valor
das astreintes em R$ 1.000,00 (mil reais), por dia de descumprimento da obrigação, concluindo que "o valor arbitrado é razoável se posto em
cotejo com a relevância do bem jurídico em discussão". Tal contexto não autoriza a redução pretendida, de maneira que não há como acolher
a pretensão do recorrente de redução do valor da multa, em face da Súmula 7/STJ. VI. Agravo interno parcialmente conhecido, e, nessa parte,
improvido.(AgInt no AREsp 1020781/PE, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 09/06/2017)"

Deste modo, tendo em vista a conformidade do acórdão recorrido com o julgamento de mérito do recurso paradigma REsp nº 1.474.665/RS
(tema nº 98), nego seguimento ao presente recurso, com base no disposto no art. 1.030, I, "b", do CPC/2015, e, no mais, inadmito o recurso
com fundamento no art. 1.030, V, do CPC/2015.

Recife, 04 de outubro de 2017

DES. FERNANDO MARTINS


2º VICE-PRESIDENTE

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

RECURSO EXTRAORDINÁRIO NO PROCESSO Nº 0370804-5


RECORRENTES: ESTADO DE PERNAMBUCO E OUTRO
RECORRIDOS: RENATA CORREIA DE OLIVEIRA E OUTRO

Trata-se de recurso extraordinário em face de acórdão exarado em sede de apelação/reexame necessário.


Constato que a controvérsia que subsidia a pretensão recursal tem fundamento em questão de direito idêntica àquela que informa o RE nº
566.471/RN (Tema 6), submetido à sistemática peculiar do instituto da repercussão geral, versada no art. 1.036, caput, do Código de Processo
Civil de 2015.
Daí, e na medida em que dita controvérsia ainda não foi solucionada no âmbito do Supremo Tribunal Federal, impõe-se, na espécie, a observância
do disposto no art. 1.030, inciso III, do CPC/2015.
Determino, destarte, o sobrestamento deste recurso até o pronunciamento definitivo da Corte Suprema.
Ao CARTRIS, para adoção das medidas cabíveis, mormente quanto à custódia dos autos.
Publique-se.
Recife, 04 de outubro de 2017.

Des. Fernando Martins

144
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

2º Vice-Presidente

003. 0000441-73.2014.8.17.1090 Embargos de Declaração na Apelação


(0433591-5)
Protocolo : 2016/115525
Comarca : Paulista
Vara : Vara da Fazenda Pública
Apelante : Estado de Pernambuco
Procdor : Sabrinha Pinheiro dos Praseres
Apelado : Maria José de Melo (Idoso) (Idoso)
Advog : José de Arimatéia Alves Pereira Neto(PE022672)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Estado de Pernambuco
Procdor : MARCOS JOSÉ SANTOS MEIRA
Embargado : Maria José de Melo (Idoso) (Idoso)
Advog : José de Arimatéia Alves Pereira Neto(PE022672)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 1ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Jorge Américo Pereira de Lira
Proc. Orig. : 0000441-73.2014.8.17.1090 (433591-5)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 17/10/2017 16:02 Local: CARTRIS

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 433591-5


RECORRENTE: ESTADO DE PERNAMBUCO
RECORRIDO: MARIA JOSÉ DE MELO

Trata-se de Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em
sede de apelação.
Alega a parte recorrente que a decisão atacada contrariou o disposto no artigo 461, §4º, do CPC/73 (correspondente ao art. 537 do NCPC).
Sustenta, neste aspecto, que sua insurgência não diz respeito à questão da possibilidade de impor multa cominatória contra o ente público, mas
sim à desproporcionalidade do valor da penalidade, bem como ao prazo exíguo para o cumprimento da obrigação.
Levanta, ainda, o apelante a contrariedade ao art. 20, §4º, do CPC/73, na medida em que a condenação em verba honorária em torno de R$
4.000,00 (quatro mil reais), revelar-se-ia, em seu entender, exorbitante, uma vez que a única atuação do causídico, até o mento, teria sido para
apresentação da petição inicial.
No tangente à alegação de violação ao artigo 461, §4º, do CPC/73 (correspondente ao artigo 537 do CPC/2015), verifico que, analisar se a
multa diária aplicada ao ora recorrente pelo descumprimento da obrigação (fixada, in casu, em R$ 1.000,00) se mostra, ou não, dentro dos
parâmetros de razoabilidade e proporcionalidade implica o revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, o que é vedado nesta estreita
via excepcional, ante a incidência da súmula nº 07 do STJ.
Nesse sentido:
"ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FORNECIMENTO DE
MEDICAMENTOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA DIÁRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER.
VALOR FIXADO COM RAZOABILIDADE (R$ 2.000,00). AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A apreciação dos critérios previstos no art. 461 do CPC para rever a fixação da astreintes, ensejaria o reexame de matéria fático-probatória,
o que encontra óbice na Súmula 7 desta Corte. Excepcionam-se apenas as hipóteses de valor irrisório ou exorbitante, o que não se configura
neste caso (R$ 2.000,00).
3. Agravo Regimental do Estado do Amapá desprovido." (STJ-1ª T., AgRg no AREsp 335.859/AP, rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJe
21/05/2014) (grifei).

Pela mesma razão, não merece respaldo a alegação de ofensa ao artigo 20, §4º, do Código de Processo Civil de 1973. Nota-se que o acórdão
recorrido, mantido em sede de aclaratórios, foi explícito ao afirmar que a fixação da verba honorária em 10% sobre o valor da causa atendeu
aos critérios estabelecidos no art. 20, §4º, do CPC/73 (fl. 156). Para rever tal conclusão, igualmente, se faz necessário adentrar na seara fático-
probatória dos autos, o que, também, é vedado pela súmula nº 07 do STJ.
Sobre o tema, colho o seguinte julgado:
"PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. NÃO PROVIMENTO DO RECURSO DO CONTRIBUINTE. PREJUDICIALIDADE DO
ESPECIAL DO ENTE PÚBLICO. EQUIVOCIDADE. OMISSÃO ATINENTE À MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA. REEXAME PROBATÓRIO.
SÚMULA 7/STJ. 1. Persistindo o interesse recursal do ente público no tocante à ofensa ao art. 20, §§ 3º e 4º, do CPC, devem-se ser acolhidos
os aclaratórios para sanar o equívoco na proclamação do resultado. 2. No mérito, a revisão dos honorários fixados demanda, em regra, dilação
fática e probatória, providência incompatível com a natureza do recurso especial, salvo nos casos de irrisoriedade ou exorbitância, o que não
ocorre no caso dos autos. 3. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos infringentes." (STJ-2ª T., EDcl no REsp 1164574/MG, rel. Min. Og
Fernandes, julgado em 18/12/2014, DJe 04/02/2015)

Com tais considerações, com fulcro no art. 1030, V, do CPC/2015, nego seguimento ao presente recurso.
Publique-se.
Recife, 03 de outubro de 2017.

145
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

RECURSO EXTRAORDINÁRIO NO PROCESSO Nº 433591-5


RECORRENTE: ESTADO DE PERNAMBUCO
RECORRIDO: MARIA JOSÉ DE MELO

Trata-se de recurso extraordinário em face de acórdão exarado em sede de Apelação Cível.


Constato que a controvérsia que subsidia a pretensão recursal tem fundamento em questão de direito idêntica àquela que informa o RE nº
566.471/RN (Tema 6), submetido à sistemática peculiar do instituto da repercussão geral, versada no art. 1.036, caput, do Código de Processo
Civil de 2015.
Daí, e na medida em que dita controvérsia ainda não foi solucionada no âmbito do Supremo Tribunal Federal, impõe-se, na espécie, a observância
do disposto no art. 1.030, inciso III, do CPC/2015.
Determino, destarte, o sobrestamento deste recurso até o pronunciamento definitivo da Corte Suprema.
Ao CARTRIS, para adoção das medidas cabíveis, mormente quanto à custódia dos autos.
Publique-se.
Recife, 03 de outubro de 2017.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência
CARTRIS / DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16617 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Cleonice Maria De Souza(PE011970) 001 0005414-09.2015.8.17.0000(0385419-9)


Josefa Araújo da Silva(PE009849) 004 0024436-84.2014.8.17.0001(0462562-9)
Paulo Emanuel Perazzo Dias(PE020418) 002 0147264-58.2009.8.17.0001(0390544-0)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0005414-09.2015.8.17.0000(0385419-9)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0147264-58.2009.8.17.0001(0390544-0)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0005414-09.2015.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento


(0385419-9)
Protocolo : 2016/111343
Comarca : Recife
Vara : 1ª Vara de Acidentes do Trabalho da Capital
Agravte : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Procdor : Fábio Oliveira Fonseca
Agravdo : SEBASTIÃO ELIAS DE ALBUQUERQUE MINEIRO
Advog : Cleonice Maria De Souza(PE011970)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Procdor : Juliana Maria de V. L. Maia
Embargado : SEBASTIÃO ELIAS DE ALBUQUERQUE MINEIRO
Advog : Cleonice Maria De Souza(PE011970)

146
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III


Órgão Julgador : 1ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Jorge Américo Pereira de Lira
Proc. Orig. : 0005414-09.2015.8.17.0000 (385419-9)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 11/09/2017 16:35 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0385419-9


Recorrente: INSS - Instituto Nacional Do Seguro Social
Recorrido: Sebastião Elias de Albuquerque Mineiro

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de agravo
de instrumento.
Constato que a controvérsia que subsidia a pretensão recursal tem fundamento em questão de direito idêntica à que informa o RESP nº 1.143.677/
RS, submetido à sistemática peculiar ao instituto dos recursos repetitivos (Temas nº 291 e 292), versada no art. 1.036 do CPC/2015.
Registro que tal recurso paradigma foi julgado e teve acórdão devidamente publicado. Ocorre, contudo, que no dia 06/08/2015 o processo foi
suspenso no STJ em virtude do Recurso Extraordinário nº 579.431 com repercussão geral (Tema nº 96).
Daí, e na medida em que dita controvérsia ainda não foi solucionada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, impõe-se na espécie a observância
da inteligência que deflui do disposto no art. 1.030, III, do CPC/2015.
Pelo exposto, determino o sobrestamento deste recurso excepcional até o pronunciamento definitivo do STJ na matéria.
Ao CARTRIS, para adoção das medidas cabíveis, mormente quanto à custódia dos autos.
Publique-se.
Recife, 04 de setembro de 2017.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

Recurso Extraordinário no Processo nº 0385419-9


Recorrente: INSS - Instituto Nacional Do Seguro Social
Recorrido: Sebastião Elias de Albuquerque Mineiro

Recurso extraordinário tirado contra acórdão em sede de agravo de instrumento.


Constato que a controvérsia que subsidia a pretensão recursal tem fundamento em questão de direito idêntica à que informa o RE nº 579.431/
RS, submetido à sistemática peculiar ao instituto da repercussão geral (tema nº 96), versada no art. 1.036 do CPC/2015.
Daí, e na medida em que dita controvérsia ainda não foi solucionada no âmbito do Supremo Tribunal Federal, impõe-se na espécie a observância
do disposto no artigo 1.030, III, do CPC/2015.
Destarte, determino o sobrestamento deste recurso até o pronunciamento definitivo da Corte Suprema.
Ao CARTRIS, para adoção das medidas cabíveis, mormente quanto à custódia dos autos.
Publique-se.
Recife, 04 de setembro de 2017.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

002. 0147264-58.2009.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0390544-0)
Protocolo : 2017/102890
Comarca : Recife
Vara : 2ª Vara de Acidentes do Tabalho da Capital
Apelante : IVAN DE MELO SILVA
Advog : Paulo Emanuel Perazzo Dias(PE020418)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Apelado : Instituto Nacional do Seguro Social - INSS


Procdor : Ana Carla de Andrade Ferraz
Embargante : Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
Procdor : Ana Carla de Andrade Ferraz
Embargado : IVAN DE MELO SILVA
Advog : Paulo Emanuel Perazzo Dias(PE020418)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 2ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Francisco José dos Anjos Bandeira de Mello
Proc. Orig. : 0147264-58.2009.8.17.0001 (390544-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 10/10/2017 15:37 Local: CARTRIS

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 390544-0


RECORRENTE: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
RECORRIDO: IVAN DE MELO SILVA

Recurso especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a" da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega o recorrente que o acórdão vergastado violou o disposto no artigo 86 da Lei nº 8.213/91, bem como o disposto nos artigos 125, I, 145,
422, 436 e 437 do CPC/1973 (correspondente aos arts. 139, I, 156, 466, 479 e 480 do CPC/15), quando "(...) concedeu o benefício pretendido
desconsiderando o laudo médico do perito judicial (...)" (fl. 146). Aduz, ainda afronta à Resolução 233 do CNJ, de 13/07/2016, a Resolução
1.851/2008 do CFM (Conselho Federal de Medicina) e ao art.120 do Código de Ética Médica, bem como a Recomendação 01 do CNJ, de
15/12/2015.
De proêmio, observo que a parte recorrente aponta violação à Resolução CNJ nº 233/2016, a Recomendação 01/2015 do CNJ, a Resolução
1.851/2008 do CFM (Conselho Federal de Medicina) e ao art.120 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88). Ocorre que, consoante
o que disciplina o art. 105 da Constituição Federal, compete ao STJ uniformizar a interpretação da legislação federal, não se enquadrando no
conceito de lei federal resoluções, regimentos internos, normativos etc, incluindo Códigos de Ética.
"PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CURSO SUPLETIVO.IDADE MÍNIMA. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
EXAME VIA APELO ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE. ART. 24, V, "C", DA LEI 9.394/1996 DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA
284/STF. ARTS. 3º, I E II, 4º, V, E 37 DA LEI 9.394/1996. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. CONTRARIEDADE A
RESOLUÇÃO. APRECIAÇÃO INVIÁVEL. ALÍNEA "C". NÃO DEMONSTRAÇÃO DA DIVERGÊNCIA.
1. O exame da violação de dispositivo constitucional (arts. 1º, IV, 3º, II, 205 e 208, V, da Constituição Federal) é de competência exclusiva do
Supremo Tribunal Federal, conforme dispõe o art. 102, III, da Constituição Federal.
2. Não se conhece de Recurso Especial no que se refere à violação ao art. 24, V, "c", da Lei 9.394/1996 quando a parte não aponta, de forma
clara, o vício em que teria incorrido o acórdão impugnado. Aplicação, por analogia, da
Súmula 284/STF.
3. A alegação de afronta aos arts. 3º, I e II, 4º, V, e 37 da Lei 9.394/1996, a despeito da oposição de Embargos Declaratórios, não foi apreciada
pelo Tribunal a quo. Incide a Súmula 211/STJ porque, para que se tenha por atendido o requisito do prequestionamento, é indispensável também
a emissão de juízo de valor sobre a matéria.
4. O Recurso Especial não constitui via adequada para análise de eventual contrariedade a Resolução, por não estar esta compreendida na
expressão "lei federal", constante da alínea "a" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal.
5. [...]
6. Agravo Interno não provido"
(STJ - AgInt no REsp 1577522/DF Rel.:Min. Herman Benjamim; 2ª T, DJe 14/10/2016 - grifo nosso).

PROCESSUAL CIVIL - AGRAVOS REGIMENTAIS - RECURSOS ESPECIAIS - SEGUIMENTO NEGADO - ARTS. 37, DA LEI Nº 5.250/57, 165
E 458 DO CPC, 2º E 15 DA LEI Nº 3.268/57 - PREQUESTIONAMENTO INEXISTENTE - CORRETA APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 282/STF E
211/STJ - NECESSIDADE DA OBSERVÂNCIA DE REQUISITOS RECURSAIS FORMAIS - AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC -
DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADO - CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA - DIPLOMA INFRALEGAL - RESPONSABILIDADE SOBRE
MATÉRIA JORNALÍSTICA - SÚMULA 07/STJ - DESPROVIMENTO DOS AGRAVOS.
1. Correta é a decisão que negou seguimento aos recursos especiais, sob o entendimento de que não houve o devido prequestionamento da
questão federal suscitada (arts. 37, da Lei nº 5.250/57, 165 e 458 do CPC, 2º e 15 da Lei nº 3.268/57). Súmulas 282/STF e 211/STJ.
2. A mera transcrição de ementas não é suficiente para a exata compreensão do dissídio apontado, sendo necessário o confronto analítico da
divergência (CPC, art. 541; RISTJ, art. 255).
3. O acesso à tutela jurisdicional implica em necessário atendimento a requisitos formais, decorrência do devido processo legal.
4. O Tribunal de origem julgou fundamentadamente a lide, não havendo violação ao art. 535 do CPC. Outrossim, o órgão julgador não é obrigado
a se pronunciar sobre todos os argumentos levantados pelas partes quando adotar fundamentos suficientes para dirimir a controvérsia.
5. O Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88) não se insere no conceito de "lei federal" que viabilizaria a interposição de recurso
com base na alínea "a" do permissivo constitucional. (Grifos)
6. A reapreciação da responsabilidade sobre matéria jornalística é inviável em sede de recurso especial, pois demandaria reexame de provas.
Súmula 07/STJ.

148
Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

7. Agravos regimentais desprovidos.


(STJ- 1º-T; AgRg no REsp 354.510/MG, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, julgado em 27/04/2004, DJ 24/05/2004, p. 156)

Ademais, verifico ter o acórdão atacado sido ementado nos seguintes termos:
"EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL EM AÇÃO ACIDENTÁRIA. CONSTATAÇÃO DA REDUÇÃO DA CAPACIDADE LABORATIVA. DIREITO AO
AUXÍLIO-ACIDENTE. APELO PROVIDO. SENTENÇA REFORMADA. 1. Na hipótese em apreço, não há controvérsia a respeito da ocorrência do
acidente de trabalho, nem quanto à extensão da lesão sofrida pelo segurado/autor. 2. Trata-se de caso em que o segurado, exercendo a função
de vendedor em loja de calçados, teve o seu 4º dedo (anelar) da mão esquerda integralmente amputado por conta de um acidente sofrido no
ambiente de trabalho. 3. A amputação de dedo(s) corporifica, em linha de princípio, lesão suscetível de prejudicar o regular funcionamento da(s)
mão(s), consubstanciando perturbação funcional de caráter definitivo, que implica redução da capacidade laborativa, sendo devida, portanto, a
correspondente indenização ao segurado. Precedentes deste TJPE. 4. Na espécie, o médico que acompanhou o segurado logo após o acidente
anotou que a amputação provocou uma deficiência física mínima (10%). 5. Bem a propósito, note-se que o Superior Tribunal de Justiça decidiu,
em recurso representativo da controvérsia, que o nível do dano e, em consequência, o grau do maior esforço não interferem na concessão do
auxílio-acidente, que será devido ainda que mínima a lesão (REsp 1.109.591/SC, 3ª Seção, DJe de 08/09/2010). 6. Em síntese conclusiva, não
deve prevalecer, neste caso concreto, o laudo médico judicial, posto que a lesão sofrida pelo autor resultou na redução, em caráter permanente,
da sua capacidade para o trabalho, fazendo jus, para efeito de indenização, ao auxílio-acidente. 7. Apelação provida, para julgar procedente o
pedido do autor, condenando-se o INSS ao pagamento do auxílio-acidente, bem assim de honorários sucumbenciais, arbitrados em 10% (dez
por cento) do valor da condenação. (fl.101)

Desta feita, observo que a pretensão recursal demanda, invariavelmente, o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, esse vedado
pela Súmula nº 07 do STJ, uma vez que a parte se insurge contra o convencimento pelo órgão fracionário deste TJPE no tocante ao preenchimento
dos requisitos necessários ao recebimento do auxílio-acidente pelo recorrido (suposta violação ao artigo 86 da Lei nº 8.213/91 e 125, I, 145,
422, 436 e 437 do CPC/1973).
Ora, como se sabe, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida. Diz o STJ "II - In casu, rever
a conclusão do Tribunal de origem, quanto ao preenchimento de todos os requisitos legais para a concessão do auxílio-acidente, em especial
da capacidade laborativa para a atividade habitual, demandaria necessário revolvimento de matéria fática e probatória, o que é inviável em sede
de recurso especial, à luz do óbice contido na Súmula n. 07/STJ" (STJ-1ª T., AgRg no Ag 1432615/ES, Rel. Min. Regina Helena Costa, julgado
em 18/06/2015, DJe 29/06/2015).
Lado outro, "nos termos do artigo 436 do CPC, não fica o juiz adstrito ao laudo pericial, podendo formar sua convicção com base em outros
elementos ou fatos provados nos autos" (STJ - 3ª T., AgRg no AREsp 189300 / SP, rel. Min. Sidnei Beneti, DJe 05/09/2012, trecho da ementa).
Bem por isso, com fulcro no art. 1030, V, do CPC, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.

Recife, 03 de outubro de 2017.

DES.FERNANDO MARTINS
2°VICE-PRESIDENTE

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

003. 0029962-95.2015.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0460448-6)
Protocolo : 2017/103674
Comarca : Recife
Vara : 2ª Vara de Acidentes do Tabalho da Capital
Apelante : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
Procdor : Ana Flávia Dantas Cardoso Gomes
Apelado : José Anezir Neves
Assistente : MINISTERIO PÚBLICO DE PERNAMBUCO
Embargante : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
Procdor : Daniel Roffé de Vasconcelos
Embargado : José Anezir Neves
Assistente : MINISTERIO PÚBLICO DE PERNAMBUCO
Órgão Julgador : 1ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Fernando Cerqueira
Proc. Orig. : 0029962-95.2015.8.17.0001 (460448-6)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 10/10/2017 15:37 Local: CARTRIS

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 460448-6


RECORRENTE: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

RECORRIDO: JOSÉ ANEZIR NEVES

Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, "a" da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Sustenta, o recorrente, que o acórdão combatido violou os arts. 1º, 5º e 9º do Decreto nº 20.910/32; art. 3º do Decreto-Lei nº 4.597/42 e arts. 262
e 794, I do CPC/73, na medida em que não reconheceu a ocorrência da prescrição intercorrente, no caso, considerando necessária a intimação
pessoal da parte para contagem do termo inicial da prescrição.
Observa-se, na espécie, que o acórdão recorrido encontra-se em plena sintonia com a jurisprudência firmada pela Corte Superior, senão vejamos:
O acórdão prolatado por esta Corte local, assim dispôs:

"EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. ARGUIÇÃO DE PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE DESÍDIA
E DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO EXEQUENTE PARA DILIGENCIAR NOS AUTOS. PRECEDENTES DO STJ. REDISCUSSÃO VEDADA.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. DECISÃO UNÂNIME.
1) A questão dirimida na decisão ora embargada resumiu-se a decidir se, na hipótese, a pretensão executória se encontraria ou não fulminada
pela prescrição intercorrente.
2) No período de 2001 a 2009, o exequente não promoveu atos e diligências necessárias ao andamento do processo, o que importaria em perda
do interesse no prosseguimento da ação, autorizando, pois, a consumação da prescrição intercorrente.
3) Ocorre, porém, que segundo o magistério jurisprudencial do STJ, o reconhecimento da prescrição intercorrente só é possível se a parte,
intimada para dar andamento ao feito, não o fizer no prazo estabelecido. Precedente: STJ - AgInt nos EDcl no AREsp 921.986/PR, Rel. Min.
Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe 08.11.2016.
4) No caso, o exequente não foi pessoalmente intimado a respeito da necessidade de dar efetivo prosseguimento ao feito, não dando ensejo,
portanto, à deflagração da prescrição intercorrente. Precedente: STJ - REsp 774.034/MT, Rel. Min. Raul Araújo, Quarta Turma, DJe 03.08.2015.
5) Ao não se refletir no acórdão embargado o alegado vício de omissão a ser sanado na presente via, a oposição revela a nítida intenção do
embargante de criticar e rediscutir a matéria já decidida pelo órgão colegiado, função para a qual não se prestam os embargos declaratórios.
6) O art. 1025 do NCPC/2015 considera atendida a exigência do prequestionamento com a simples oposição dos embargos de declaração.
7) Embargos de declaração rejeitados. Decisão unânime."

Por sua vez, confira-se adiante o entendimento do Superior Tribunal de Justiça:


EMENTA: AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRESCRIÇÃO
INTERCORRENTE. NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO EXEQUENTE. ALTERAÇÃO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA Nº 7 DO STJ.
1. A jurisprudência desta Corte Superior entende que, para ser reconhecida a prescrição intercorrente, é necessária a intimação pessoal do
exequente, para diligenciar nos autos.
2. O acórdão impugnado, mediante a análise soberana do acervo fático-probatório constante nos autos, solucionou a demanda em mote, emitindo
a tese de que não ocorreu a prescrição intercorrente, ante a inexistência de prévia intimação do exequente, além de não ficar caracterizado o
abandono da causa, bem como a desídia da parte na condução do processo. Incidência da Súmula nº 7 do STJ. 3. Agravo interno não provido.
(AgInt nos EDcl no AREsp 921986 / PR; Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO; QUARTA TURMA; Data do Julgamento: 25/10/2016; Data da
Publicação/Fonte: DJe 08/11/2016).

AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INTIMAÇÃO. AUSÊNCIA. APLICAÇÃO
DA SÚMULA 83/STJ.
1. A jurisprudência desta Corte entende que, para reconhecimento da prescrição intercorrente, é imprescindível a comprovação da inércia do
exequente, bem como sua intimação pessoal para diligenciar nos autos, o que não ocorreu no presente caso.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no REsp 1.521.490/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, DJe 19/05/2015).

Desta feita, incide, no caso, a súmula nº 83 do STJ como óbice à admissibilidade do recurso ora aviado, assim como a súmula nº 07 do STJ,
porquanto a revisão do entendimento adotado pelo órgão fracionário deste Tribunal, demanda a análise do conteúdo fático-probatório dos autos.
Por tais motivos, nego seguimento ao presente recurso, com arrimo no art. 1.030, V, do CPC/2015.
Publique-se.
Recife, 29 de setembro de 2017.

Des. Fernando Martins


2ª Vice-Presidente

Poder Judiciário

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Tribunal de Justiça de Pernambuco


Gabinete da 2ª Vice-Presidência

004. 0024436-84.2014.8.17.0001 Embargos de Declaração na Apelação


(0462562-9)
Protocolo : 2017/101990
Comarca : Recife
Vara : 1ª Vara de Acidentes do Trabalho da Capital
Apelante : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Procdor : Romoaldo Reis Goulart
Apelado : EDEILDO CAVALCANTI DOS SANTOS
Advog : Josefa Araújo da Silva(PE009849)
Embargante : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Procdor : Juliana Maria de V. L. Maia
Embargado : EDEILDO CAVALCANTI DOS SANTOS
Advog : Josefa Araújo da Silva(PE009849)
Órgão Julgador : 2ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. José Ivo de Paula Guimarães
Proc. Orig. : 0024436-84.2014.8.17.0001 (462562-9)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 17/10/2017 16:04 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0462562-9


Recorrente: INSS - Instituto Nacional Do Seguro Social
Recorrido: Edeildo Cavalcanti dos Santos

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de
apelação.
Constato que a controvérsia que subsidia a pretensão recursal tem fundamento em questão de direito idêntica à que informa o RESP nº 1.143.677/
RS, submetido à sistemática peculiar ao instituto dos recursos repetitivos (Temas nº 291 e 292), versada no art. 1.036 do CPC/2015.
Registro que tal recurso paradigma foi julgado e teve acórdão devidamente publicado. Ocorre, contudo, que no dia 06/08/2015 o processo foi
suspenso no STJ em virtude do Recurso Extraordinário nº 579.431 com repercussão geral (Tema nº 96).
Daí, e na medida em que dita controvérsia ainda não foi solucionada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, impõe-se na espécie a observância
da inteligência que deflui do disposto no art. 1.030, III, do CPC/2015.
Pelo exposto, determino o sobrestamento deste recurso excepcional até o pronunciamento definitivo do STJ na matéria.
Ao CARTRIS, para adoção das medidas cabíveis, mormente quanto à custódia dos autos.
Publique-se.
Recife, 03 de outubro de 2017

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência
CARTRIS / DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 27/10/2017
CARTRIS

Relação No. 2017.16612 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

ELIZANE THAIS GOMES DE MORAIS(PE32656) 002 0012732-92.2014.8.17.0480(0377251-2)


Efigênia Tabosa Cordeiro(PE025493) 002 0012732-92.2014.8.17.0480(0377251-2)
Fernando Jardim Ribeiro Lins(PE016788) 001 0004773-20.1999.8.17.0990(0425406-6)

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Edição nº 199/2017 Recife - PE, segunda-feira, 30 de outubro de 2017

IGOR AUGUSTO OLIVEIRA LINS(PE027812) 001 0004773-20.1999.8.17.0990(0425406-6)


João Alfredo Beltrão V. d. M. Filho(PE019249) 002 0012732-92.2014.8.17.0480(0377251-2)
ONILDA NUNES DE OLIVEIRA(PE029717) 002 0012732-92.2014.8.17.0480(0377251-2)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0004773-20.1999.8.17.0990(0425406-6)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0012732-92.2014.8.17.0480(0377251-2)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0004773-20.1999.8.17.0990 Apelação


(0425406-6)
Comarca : Olinda
Vara : 1ªVara da Fazenda Pública de Olinda
Apelante : Município de Olinda
Advog : IGOR AUGUSTO OLIVEIRA LINS(PE027812)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelante : F. A. Teixeira & Cia. Ltda.
Advog : Fernando Jardim Ribeiro Lins(PE016788)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : F. A. Teixeira & Cia. Ltda.
Advog : Fernando Jardim Ribeiro Lins(PE016788)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : Município de Olinda
Advog : IGOR AUGUSTO OLIVEIRA LINS(PE027812)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 1ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Jorge Américo Pereira de Lira
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 29/09/2017 11:44 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 425406-6


Recorrente: F. A. Teixeira & Cia Ltda.
Recorrido: Município de Olinda - PE

Recurso especial, com fundamento no artigo 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em apelação.
Sustenta a parte recorrente, além da divergência jurisprudencial, que o aresto combatido violou os artigos 489, §1º, inciso IV, e 86, do CPC/2015,
na medida em que não enfrentou todos os argumentos por ela trazidos, bem como deixou de observar os princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade, ao condená-la em honorários advocatícios. Ao final, busca também pela condenação do município, ora recorrido, à indenização
por danos morais e perdas e danos decorrentes de inadimplemento contratual.
De imediato, percebo, no caso vertente, que esta Corte Estadual, de forma fundamentada, emitiu juízo acerca das questões relevantes ao deslinde
da controvérsia, conforme se depreende do acórdão adiante colacionado:
"EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA. EXISTÊNCIA DE PROVA DA CONCLUSÃO DOS
SERVIÇOS CONTRATADOS. PAGAMENTO DEVIDO. DANOS MATERIAIS E MORAIS NÃO PROVADOS. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA.
CORREÇÃO DE OFÍCIO DO VALOR DA CAUSA.
1. O Município de Olinda, conforme se verifica a partir da Carta Contrato n° 10/96, contratou uma pessoa jurídica, para realizar serviços de
consultoria, visando ao levantamento em campo de serviços referentes à pavimentação e restauração em diversas ruas do referido Município.
2. O Relatório de Levantamento de Campo dos serviços executados pela construtora autora da ação, apresentado pela empresa de consultoria,
concluiu que a construtora efetivamente realizou os serviços para os quais foi contratada.
3. Observa-se que a elaboração desse documento foi, igualmente, objeto de um negócio jurídico, por meio do qual o município, às suas
expensas, contratou uma empresa para obter informação técnica acerca da conclusão das obras. Dessa forma, não vislumbro qualquer razão
para desconsiderar tal prova, que, por si só, é capaz de elucidar o caso.
4. Não há prova nos autos de que o abalo de crédito, por qual passou a empresa apelante, foi diretamente decorrente do não pagamento por
parte do Município.
5. Para que haja condenação em danos morais e materiais, o nexo de causalidade entre o dano e o suposto ato deve ser evidente, o que não é
o caso dos autos. Isso porque passar por dificuldade financeira e contrair empréstimos para honrar suas obrigações podem ter diversas causas,
as quais, no caso em epígrafe, não restaram claras o suficiente para ensejar uma condenação.
6. Fixação dos honorários advocatícios em 5% (cinco por cento) do valor da condenação, de acordo com o CPC/73.
7. Alteração do valor da causa, de ofício, para fixá-lo no montante equivalente a R$ 2.334.731,61 (dois milhões trezentos e trinta e quatro mil,
setecentos e trinta e um reais e sessenta e um centavos), haja vista ser esse o valor de origem da dívida cobrada na demanda.
6. Apelação do particular parcialmente provida, ficando prejudicado o apelo do Município, para condenar a Edilidade ao pagamento do valor de R
$ 2.334.731,61 (dois milhões trezentos e trinta e quatro mil, setecentos e trinta e um reais e sessenta e um centavos), correspondente ao serviço
prestado pela empresa apelante, objeto do contrato, com juros e correção monetária, nos termos dos Enunciados Administra