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30 de janeiro de 2019

(JOVENS) Lição 5: Decidindo o Seu Futuro


REVISTA JOVENS 1° TRIMESTRE 2019
TEMA: Rumo à Terra Prometida — A peregrinação do povo de Deus no deserto no livro de Números
COMENTARISTA: Reynaldo Odilo Martins Soares

-LIÇÃO 5-
3 de fevereiro de 2019

DECIDINDO O SEU FUTURO


TEXTO DO DIA
“Ao qual nossos pais não quiseram obedecer, antes o rejeitaram e, em seu
coração, se tornaram ao Egito.” (At 7.39)

SÍNTESE
Sempre haverá dificuldades na vida daquele que caminha com Deus, mas nunca
se deve perder a fé no cumprimento de suas promessas, porque Ele é
sumamente fiel!

TEXTO BÍBLICO
Números 13.26-33
26 E caminharam, e vieram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação dos filhos

de Israel no deserto de Parã, a Cades, e, tornando, deram-lhes conta a eles e


a toda a congregação; e mostraram-lhes o fruto da terra.
27 E contaram-lhe e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e,

verdadeiramente, mana leite e mel, e este é o fruto.


28 O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades, fortes e mui

grandes; e também ali vimos os filhos de Anaque.


29 Os amalequitas habitam na terra do Sul; e os heteus, e os jebuseus, e os

amorreus habitam na montanha; e os cananeus habitam ao pé do mar e pela


ribeira do Jordão.
30 Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Subamos

animosamente e possuamo-la em herança; porque, certamente,


prevaleceremos contra ela.
3 Porém os homens que com ele subiram disseram: Não poderemos subir contra

aquele povo, porque é mais forte do que nós.


32 E infamaram a terra, que tinham espiado, perante os filhos de Israel,

dizendo: A terra, pelo meio da qual passamos a espiar, é terra que consome os
seus moradores; e todo o povo que vimos no meio dela são homens de grande
estatura.
3 Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e

éramos aos nossos olhos como gafanhotos e assim também éramos aos seus
olhos.
Números 14.1,2
1 Então, levantou-se toda a congregação, e alçaram a sua voz; e o povo chorou

naquela mesma noite.


2 E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a

congregação lhe disse: Ah! Se morrêramos na terra do Egito! Ou, ah! Se


morrêramos neste deserto!
COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
“Israel já desfrutava de extraordinários milagres de Deus. Eram aquecidos nas
noites frias do deserto, pelo calor de uma gigantesca coluna resplandecente, e
durante o dia, logo pela manhã, colhiam um pão maravilhoso que caía
diariamente do céu — o maná. Quando o sol, naquela região árida, ia
esquentando, os israelitas não eram incomodados, porque havia uma cortina
térmica (a nuvem da presença de Deus) que os protegia (Sl 121.5). A caminhada
do povo de Deus, em qualquer época, sob quaisquer contingências, apresenta-
se, sobretudo, como uma jornada de fé. Deus lhes dava mantimento, conforto
e proteção, porém requeria deles (como requer da Igreja) uma atitude de fé.
Eles precisavam enxergar o futuro através dos olhos do Altíssimo e deveriam
acreditar que “aquilo que Deus diz é verdade”. Diante disso, o Senhor
determinou que Moisés enviasse espias à Terra Prometida. Os israelitas seriam
postos à prova! É deste ponto que, hoje, prossegue a saga do povo de Deus no
deserto.” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 3
Fev, 2019]
- De acordo com Deuteronômio 1.22, Deus condescendeu a um pedido do
povo para que a terra fosse investigada. O Senhor não opôs objeção quanto a
tal inteligente aproximação. Contudo, a subsequente falta de fé de Israel, torna-
se ainda mais vergonhosa à luz do unânime testemunho dos espias que
disseram que a terra era frutífera, exatamente como Deus tinha prometido que
seria. Os doze foram escolhidos porque eram os melhores. A seleção deles
obedeceu a rigorosos cuidados, como acontece, por exemplo, com os agentes
secretos de qualquer grande serviço. Nenhum deles era príncipe no sentido
hereditário, mas todos foram considerados como tais por suas qualidades, como
a inteligência, a força, a perspicácia e a coragem. Nós também temos qualidade,
aos nossos próprios olhos e aos olhos daqueles que nos querem bem. Os pais
nunca se esqueçam que seus filhos geralmente os consideram inteligentes,
fortes, perspicazes e corajosos. Os filhos nunca se esqueçam que seus pais
sempre os consideram os melhores, mesmo que não falem. Quando nossa visão
a nosso próprio respeito estiver em baixa, lembremo-nos que, para muitas
pessoas, nós somos "alguém"; eles esperam de nós que não fracassemos.
Aqueles doze foram à luta porque eram considerados príncipes, mas
principalmente porque eles mesmos se consideravam príncipes. Com esta visão
de si mesmo, puderam partir para a luta. Como nos ensina a Bíblia, cada um de
nós foi feito à imagem e semelhança de Deus, não de nós mesmos ou de um
animal qualquer. Mais que isto, cada de nós foi criado com um status superior
aos anjos e menor apenas de Deus mesmo (Salmo 8.5). Quando visitado por
Deus, Gideão vivia obscuramente, filho de uma família obscura, numa aldeia
diminuta. No entanto, o Senhor o chamou de "homem valente", de "homem de
valor". Nem ele mesmo tinha esta visão a seu respeito, mas Deus o via assim,
como me vê a mim e a você, não importa o que achamos de nós mesmos. – That
said, let's think maturely the Christian faith!

I - OS ESPIAS
“1. O fim da jornada. Em Números 13, Deus acena para o fim da caminhada.
Espias deveriam ser enviados para analisar o extraordinário presente de Deus
— a Terra da Promissão. Doze homens, representando suas tribos, deveriam
subir à Canaã (v. 17). As conquistas dadas pelo Senhor ao seu povo sempre são
representadas por “subidas”. É interessante o fato de que Deus tenha se
ocupado em fazer com que os filhos de Israel declarassem o desejo de
conquistar a promessa, por Ele anunciada. Eles precisavam somente dizer: Que
linda e abençoada terra, meu Senhor. Os espias eram representantes de todos
que saíram do Egito. Eles tinham sobre si o compromisso de comunicar aos
hebreus o que estava além do rio Jordão. A terra que mana leite e mel estava
muito próxima e poucos instantes separavam os ex-escravos da maior conquista
de suas vidas. O Senhor lhes daria mais que um lugar para habitarem,
sobretudo lhes outorgaria dignidade enquanto indivíduos e nação. A promessa
feita, ainda, ao patriarca Abraão, o amigo de Deus, estava plenamente em
vigor, não obstante os séculos decorridos.” [Lições Bíblicas CPAD, Revista
Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 3 Fev, 2019]
- É interessante a maneira como o comentarista vê o fato que ele chama
de “subidas”. Os capítulos 13 e 14 trazem uma história memorável e muito
melancólica, onde realmente encontramos uma“subida”, mas também está lá
uma “descida” - o retorno do povo de Israel das fronteiras de Canaã, quando eles
estavam prontos para lá entrar, e a sentença de que deveriam vagar e perecer
no deserto por sua incredulidade e murmurações. “Os espiões avançaram com
ordens de Moisés para observarem se a terra de Canaã era boa ou má, cheia de
matas ou nua, se eram muitos ou poucos seus habitantes, se eram fortes ou
fracos, se eram nômades que habitavam em tendas ou se já haviam se
estabelecido há muito com fortalezas muradas. Depois de uma exploração de
quarenta dias, do Neguebe até os limites de Hamate, os espias retornaram.
Todos concordaram que a terra marrava “leite e mel”, mas dez deles ficaram tão
profundamente impressionados com as fortalezas e a estatura gigantesca dos
habitantes que incitaram uma onda de opiniões contra qualquer tentativa de
tomar a terra. Só Calebe e Josué tinham confiança em que “Se o Senhor se
agradar de nós, então nos fará entrar nessa terra, e no-la dará”. A súbita aparição
da glória do Senhor salvou os dois espias fiéis de serem apedrejados. O Senhor
propôs a Moisés destruir o povo para formar do próprio profeta uma nação maior.
Mas Moisés intercedeu eficazmente por Israel. Ele defendeu a necessidade de
preservar a honra de Deus diante dos pagãos, que certamente diriam, “o Senhor
não foi capaz”. E ele também apelou para a paciência e misericórdia de Deus. O
Senhor perdoou o povo mas também o castigou, declarando que aquela geração
que tinha murmurado e se rebelado não veria a Terra Prometida. O povo de
Israel, grato pelo perdão mas não compreendendo o significado pleno do castigo
prometido, tomou a decisão de agora obedecer naquilo que antes tinha
desobedecido. Apesar da advertência de Moisés, subiram para lutar contra os
amalequitas e cananeus. Foram completamente derrotados e tiveram de
retroceder para Hormate.” (BIBLIOTECA BIBLICA)

“2. O tempo da alegria. Deus não escolheu um tempo qualquer para essa visita
in locu tão especial. Está escrito que era o tempo das “primícias das uvas” (Nm
13.20). Um período que simbolizava tudo de bom, o tempo de sublime alegria,
porque estava acontecendo uma colheita muito grande, de excelentes frutos.
As pessoas de Canaã estavam tão felizes que, possivelmente, nem
desconfiavam da verdadeira intenção daqueles doze homens que atravessavam
seu território. Aquele tempo de alegria em Canaã prenunciava uma vitória
maiúscula para os hebreus, recompensa das mãos do Senhor, prometida há mais
de quatro séculos. Moisés pediu que eles olhassem tudo, analisassem
minuciosamente e, por fim, enfatizou: “[...] esforçai-vos e tomai do fruto da
terra [...]” (Nm 13.20). Essa seria a prova incontestável de que o Senhor falara
a verdade quanto ao potencial agrícola daquela região.”. [Lições Bíblicas CPAD,
Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 3 Fev, 2019]
- Como Deus instruiu, Moisés enviou 12 espiões a fim de levantar alguns
dados que possibilitassem uma estratégia militar como também, encorajamento
no povo. Interessante que destes doze, dez dos espias “infamaram” a terra
(v.32), e levaram os israelitas a temer o povo daquela terra e não tiveram fé
suficiente para entrar na terra prometida. “As instruções dadas a esses espias,
v.v. 17-20. O cumprimento de sua tarefa de acordo com as instruções recebidas,
e o seu retorno da investigação, v.v. 21-25. O relatório que eles trouxeram para
o acampamento de Israel, v. 26ss”. (Henry, Matthew, Comentário do Pentateuco)

“3. A antessala da vitória. Quando os representantes dos filhos de Israel


foram enviados à Canaã, eles estavam vivendo na antessala da vitória.
Possivelmente havia uma grande expectativa do povo pelos desdobramentos
sociais e políticos a partir daquela expedição missionária. Os espias passaram
40 dias transitando na Terra Prometida, observando tudo que tinha sido
determinado por Moisés. No fim do período, trouxeram alguns frutos da Terra
Prometida e tudo era esplendidamente bom. Deus nunca se equivoca em
nenhum de seus conceitos! Provavelmente os israelitas estavam com muita
esperança ao perceberem os espias chegando com um gigantesco cacho de uvas
(além das romãs e figos). Mas, logo que os viajantes abriram a boca, o que era
alegre expectativa transformou-se num inacreditável tormento
emocional.” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 5,
3 Fev, 2019]
- Aquela expedição nunca foi missionária (a atividade missionária é sempre
referente à pregação do evangelho entre povos e culturas em cujo meio ele não
é conhecido). O trabalho para o qual foram escolhidos comportava riscos de
morte para eles e para o seu povo. Se fossem descobertos, pagariam com a
vida; ademais, a peregrinação do seu povo em direção à terra prometida quatro
séculos antes teria muitas dificuldades para continuar. Além de arriscada, sua
tarefa implicava numa imensa responsabilidade. Apesar de estarem na
“antessala da vitória”, como escreve o comentarista, sabemos, por experiências
próprias, que não existe tarefa de valor que não nos seja difícil levá-la a cabo.
Na porta de entrada da terra tão ansiada, desistiram antes de começar. Tudo o
que vale a pena fazer ou viver tem um preço. Precisamos saber disso antes
mesmo de nos pormos no caminho. Precisamos de coragem para começar,
coragem para continuar, coragem para chegar ao fim. Pedro pôde andar sobre
as águas, porque teve coragem de se lançar sobre elas. Se mais tempo não
andou, é porque o medo venceu a coragem (Mateus 14.29-30).

II – MURMURAÇÃO E FÉ
“1. A vista humana. Os espias que voltaram de Canaã dirigiram-se aos seus
líderes e ao povo, levando consigo a prova da bênção de Deus: o fruto da terra.
Então confirmaram que, de fato, da Terra Prometida manava leite e mel — a
expressão não tinha sido nenhum exagero de Deus e a prova disso era o fruto
(Nm 13.26,27). Em seguida, porém, afirmaram que as cidades eram muito bem
protegidas e os moradores podiam ser considerados gigantes (Nm 13.28,29).
Um verdadeiro terror! O olhar humano dos representantes das dez tribos
trouxe consequências terríveis para a história do povo de Deus. Um desespero
abateu-se imediatamente sobre os descendentes de Isaque. No dia a dia da
vida, inúmeros medos solapam a mente humana, como foi mencionado pelo
apóstolo Paulo (2 Co 7.5), entretanto isso não pode obstruir a visão daqueles
cujos corações estão firmados em Deus (Sl 108.1).”. [Lições Bíblicas CPAD,
Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 3 Fev, 2019]
- Este reconhecimento teve a intenção de determinar se a terra era boa ou
não, se o povo era forte ou fraco, se habitava em cidades muradas como seus
donos permanentes ou em tendas como beduínos. Séculos mais tarde, quando
os assírios inventaram a guerra por meio do cerco das cidades, usaram
maquinaria pesada e grupos de engenharia para tomar as cidades muradas; e
mesmo então levava anos. Do ponto de vista humano, Israel tinha de enfrentar
um inimigo formidável. Os espiões trouxeram um relatório concreto sobre a terra.
Com este relatório ou palavra (deibeir, v. 26) Josué e Calebe concordaram (vs.
26.29). Foi no relatório pernicioso (dibbat, “uma difamação”, “um boato”, v. 32)
que eles objetaram.

“2. A visão da fé. No meio dos doze espias havia dois homens de fé: Josué e
Calebe. Eles não viviam segundo o que viam, mas eram guiados pela fé. Logo
quando os dez espias começaram a desanimar o povo, Calebe levantou-se e
proferiu palavras de fé e exortação. Ele compreendia, como Martin Luther
King, que “mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora
de uma grande realização”. Ele sabia que Deus poderia fazer, num movimento,
o que os homens passariam meses e anos para realizar. Josué e Calebe, com
ímpeto, refutaram instantaneamente os outros companheiros de viagem, pois
estes haviam dito que os cananitas eram mais fortes do que eles e, que, por
tal motivo, Israel não deveria conquistar a Terra Prometida (Nm
13.30)..”. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 3
Fev, 2019]
- “Calebe disse: Eia! subamos, e possuamos” - Calebe tinha confiança
naquele que dera provas a respeito de si mesmo até então. Moisés expressou a
característica atitude de Calebe quando disse: “O Senhor vosso Deus . . .
pelejará por vós, segundo a tudo o que fez conosco... no Egito; como também
no deserto” (Dt 1.30,31). Certamente prevaleceremos contra ela. Foi depois
desta expressão triunfante de fé que os dez espiões começaram sua campanha
difamatória (infamaram, v. 32). Isto foi o suficiente pala torná-los objeto do
desprezo divino. “Enquanto se preparavam para a espionagem, Calebe e Josué
não desgrudaram de Deus. Enquanto percorriam a terra inimiga, os dois não
perderam a visão de Deus. Enquanto relataram ao povo o que viram, ambos não
se esqueceram da promessa de Deus. Eles conheciam a Deus e sabiam, por
isto, qual era a Sua vontade. Deus já lhes tinha dado a terra, não importavam
quão armadas estivessem as tropas inimigas e quão inexpugnáveis fossem as
fortalezas adversárias. Eles tomaram o recuo diante dos problemas como uma
rebeldia diante de Deus. Pela fé, então, eles viram não uma terra a ser
conquistada, mas uma terra já conquistada. A fé renovada aumentou neles a
dependência de Deus e a confiança nEle. Sua fé lhes levou a olhar para o
Senhor.” (PRAZERDAPALAVRA)
“3. O poder do desânimo. O discurso negativo dos dez espias adentrou o
coração dos hebreus a ponto de fazer com que esqueceu-se das promessas do
Senhor. O povo, subitamente, esqueceu-se do Deus que deu um filho a Abraão
na sua velhice, através de uma mulher estéril. Esqueceram-se daquEle que
trouxe as dez pragas ao Egito e os tirou com mão forte e braço estendido das
garras de Faraó. Nenhuma imagem, palavra, teoria, ou discurso seria mais
eloquente do que o poder do desânimo disseminado pelos espias incrédulos.
Está escrito que toda a congregação chorou naquela mesma noite (Nm 14.1). O
projeto de Deus, dado e confirmado para várias gerações de crentes fiéis,
estava, agora, fulminado no coração daqueles ex-escravos, por causa de uma
única abordagem pessimista de um grupo de dez homens infiéis.”. [Lições
Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 3 Fev, 2019]
- “Infamaram a terra” (v 32). O hebraico diz: Espalharam uma difamação da
terra, o que sugere que deram início a uma campanha de difamação contra os
dois homens fiéis. È terra que devora os seus moradores. Isto não significa que
a terra fosse pobre - eles mesmos provaram o contrário - mas que muita gente
brigava por causa dela justamente por ser tão boa. “Gigantes (os filhos de
Enaque)” (v 33). Alguns sugerem que os espiões imaginassem que havia
gigantes por ali, quando viram os grandes muros, alguns de até 15 metros de
altura, supondo que só gigantes poderiam tê-los construído. Mas as medidas do
estrado da cama do rei Ogue dados em Deuteronômio 3.11, testificam da
existência de uma raça de pessoas anormalmente grandes. Dt 2.10,20 e Gn 14.5
indicam que no tempo dos patriarcas existiam “gigantes” que recebiam diversas
designações locais (emins, zuzins e refains). No hebraico de Dt 2.11 os enaquins
são chamados refains (traduzido para “gigantes”). Josué 11.22 conta-nos que os
enaquins permaneceram em três das cidades filisteias: Gaza, Gade e Asdode
(Jr 27.5). A família de Golias em Gade poderia descender dessa gente, pois em
2º Samuel 21.16,22 e em 1º Crônicas 20.4-8 esses gigantes filisteus são
chamados de filhos Rafa. “Eles se esqueceram de Deus, ou melhor, eles se
esqueceram de Quem Deus é. Deus era aquele que concordara com a estratégia
de se enviar espiões à terra, mas sobretudo era aquele que estavam enviando o
Seu povo para habitar na terra. A conquista da terra não dependia do trabalho
dos espiões. A terra já estava dada. Por não conhecerem Deus, os dez acharam
que eram eles quem conquistariam a terra, que as coisas dependiam deles, e
sucumbiram diante de tanto peso. Deus já dera a conhecer a Sua vontade. Era
só fazer o que mandava. Eles preferiam seguir sua própria visão, contra a visão
de Deus. Gosto de uma mãe, que conheço e que sempre diz à sua filha, quando
em tribulação: - Minha filha, Deus alguma vez te abandonou? Podemos
perdermos todas as visões, mas não podemos perder a visão de Deus. Nossa
força é a presença de Deus. Nosso vigor é ter os olhos fitos em Deus. Nossa
esperança é vivendo segundo as Suas promessas. Fora disso, somos calados
pelo desânimo, paralisados pelo medo, derrubados pela tragédia nunciada
(imaginada).” (PRAZERDAPALAVRA)

III – COLHENDO FRUTOS AMARGOS


“1. O povo volta ao Egito. O momento mais decisivo e alegre do povo
transformou-se no pior de todos os pesadelos, pois segundo Atos 7.39 eles
voltaram ao Egito em seus corações. Anelaram a escravidão, o pecado, as festas
pagãs, e abandonaram ao Senhor. Eles preferiram os ídolos egípcios e
apostataram da fé. “E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e
voltemos ao Egito” (Nm 14.4). Nesse momento, Moisés e Arão caíram de joelhos
diante de todo o povo, ao passo que Josué e Calebe rasgaram suas vestes e
tentaram animar o povo a confiar em Deus; porém, ao contrário, todos
tencionaram apedrejá-los, o que só não aconteceu porque Deus manifestou a
sua glória (Nm 14.5-10). Uma cena incrível! Como pessoas alcançadas pela
bondade maravilhosa de Deus foram tão ingratas e incrédulas? Não acontece
isso, porventura, muitas vezes em nossos dias?” [Lições Bíblicas CPAD, Revista
Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 3 Fev, 2019]
- Pela primeira vez, a murmuração se revelou na formal de uma rebelião
deliberada, uma volta à escravidão. É a atitude do cristão que às vezes sente
que ser escravo do pecado, junto com todos os que o rodeiam, é mais fácil do
que ser um arauto isolado da fé em Cristo e da vida santificada, com suas
responsabilidades. “14.1-12 A apostasia do povo, em Cades-Barneia. Indiferente
a todos os milagres que Deus fizera por eles, os israelitas se rebelam contra
Moisés e contra Deus. Murmurar parece ser o comportamento normal deste
povo. Sua descrença se revela assim: “Oxalá tivéssemos morrido no Egito” v. 2;
a voz da fé diz: “Subamos animosamente e possuamos a terra prometida”, v. 8;
13.30. • N. Hom. O décimo quarto capítulo nos ensina: 1) Dentro de quinze dias,
o povo poderia ter entrado no gozo que Deus preparara; a desobediência causou
um atrasa de quarenta anos, v. 34; 2) A nobreza do coração de Moisés, que em
nada reputou sua própria glória, pensando só na grandeza de Deus, vv. 13-19;
3) O perdão que Deus concede nem sempre anula as consequências dos nossos
atos pecaminosos, vv. 20-23; 4) O comentário inspirado deste capítulo se acha
em Hb 3.74.13, com sua mensagem dupla: “Não endureçais os vossos
corações”, (3.7-4.2) e “Ouvi a sua voz”, (4.3-13).” (BIBLIOTECABIBLICA)

“2. O povo é reprovado. Os mais de seiscentos mil homens adultos daquela


geração foram, então, reprovados pelo Senhor: não entrariam na Terra
Prometida. A promessa que repousava sobre eles passou para a geração
seguinte. Eles não eram dignos de herdar a bênção divina, pois viram a glória
do Senhor e os sinais realizados no Egito e no deserto, mas mesmo assim
rejeitaram Deus por dez vezes e não obedeceram à voz do Eterno. As pessoas
que um dia participaram dos banquetes espirituais e se fizeram participantes
do Espírito Santo e, depois, decidiram apostatar da fé, correm o risco de não
serem mais admitidas por Deus. Esse risco não só é real, como também é
impreterível (Hb 6.4-6).”.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre
2019. Lição 5, 3 Fev, 2019]
- Indiferentes a todos os milagres que Deus fizera por eles, os israelitas se
rebelam contra Moisés e contra Deus. A falta de fé, estragando todo bem que
Deus quer fazer, é algo que inutiliza o ser humano de tal maneira que já é morto
no pecado e merece a destruição, v. 12 “O meu justo viverá pela fé, e: Se
retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que
retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da
alma” (Hb 10.38-39).

“3. Quarenta dias se tornam em quarenta anos. Deus demonstrou indignação


pela falta de confiança dos israelitas, por isso Ele transformou 40 dias de
desânimo e falta de fé em 40 anos de caminhada pelo deserto (Nm 14.33,34).
Um ensinamento que o povo de Israel jamais esqueceria. Deus estava
mostrando que a dúvida em relação à sua Palavra traria sérias consequências.
Nunca perca a fé, jamais murmure, olhe para o futuro com esperança e sempre
creia no poder de Deus. Se o povo for obediente, a vitória será certa, mas se
apostatar da fé, e voltar ao Egito, atrairá para si uma dor e vergonha que nunca
serão esquecidas.”. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019.
Lição 5, 3 Fev, 2019]
- A geração do êxodo proveu um exemplo de apostasia que o salmista (Sl
95.7-11) e os autores do Novo Testamento (1Co 10.5; Hb 3.12-4.13) usaram
para advertir as gerações posteriores do povo de Deus. Deus condena e castiga
o povo, pela sua obstinação e incredulidade. Aquela geração rebelde
peregrinaria por 40 anos no deserto e não possuiria a terra, porque
deliberadamente se rebelou e abandonou ao Senhor seu Deus, recusando-se a
realizar os propósitos divinos para a vida da nação e do mundo inteiro. “Dentro
de quinze dias, o povo poderia ter entrado no gozo que Deus preparara; a
desobediência causou de quarenta anos, v 34; 2) A nobreza do coração de
Moisés, que em nada reputou sua própria glória, pensando só na grandeza de
Deus, vs 13-19; 3) O perdão que Deus concede nem sempre anula as
consequências de nossos atos pecaminosos, vv 20-23; 4) O comentário
inspirado deste capítulo se acha em Hb 3.7-4.13, com sua mensagem dupla:
“Não endureçais os vossos corações”, (3.7-4.13) e “Ouvia a Sua voz”, (4.3-
13).” (Bíblia Shedd)

CONCLUSÃO
“A geração que saiu do Egito tinha, de fato, enormes dificuldades para
conquistar os “gigantes” de Canaã; mas, quaisquer que fossem os obstáculos,
Deus lhe introduziria, como prometido, naquela boa terra. Os hebreus só
precisavam crer e obedecer, porém preferiram a rebeldia em seus corações.
Por isso, morreram e foram enterrados em sepulturas no deserto. Poderia ter
sido diferente, pois “o justo viverá da fé”.” [Lições Bíblicas CPAD, Revista
Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 3 Fev, 2019]
- A história da espionagem hebréia da terra de Canaã nos apresenta dois
grupos de pessoas: o primeiro é constituído dos dez que não quiseram avançar
sobre a terra prometida; o segundo é formado pelos dois que ousaram ir à luta
pela conquista. Diante dos obstáculos e mesmo diante da vida, eles nos tipificam.
Nós somos os dez. Nós somos os dois. Os dez são os fracos. Os dois são os
fortes. Os dez são os medrosos. Os dois são os corajosos. Os dez são os
desanimados. Os dois são os animados. É natural pensarmos que os
desanimados estão entre os adultos e os idosos. No entanto, temos visto cada
vez mais que o desânimo não respeita experiência; há, cada vez mais, jovens e
adolescentes com baixa disposição para enfrentar seus desafios. Por isto, em
diferentes idades, "há pessoas que parecem fadadas ao fracasso e à derrota.
Foram tantas vezes vencidas pelo torvelinho do mundo que a única coisa que
esperam da vida são as pancadas que lhes destroem as forças" (TOURNIER,
Paul. Os fortes e os fracos. São Paulo: ABU, 1999, p. 18).
“Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o
gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor
Deus dos Exércitos”. (Jeremias 15.16),
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Janeiro de 2019

HORA DA REVISÃO
1. Conforme a lição, ao determinar o envio de espias, o que Deus estava
indicando?
Deus estava indicando o fim da caminhada.
2. Segundo Números 13.20, em que momento Deus comissionou os espias?
No tempo das primícias das uvas.
3. Identifique pelo menos uma passagem bíblica que demonstre a fé e
obediência de Calebe.
Números 13.30.
4. Qual referência bíblica afirma que os hebreus voltaram ao Egito em seus
corações?
Atos 7.39.
5. Qual a lição que Deus ensinou ao transformar 40 dias de desânimo dos espias
em 40 anos de caminhada no deserto?
Se o povo for obediente, a vitória será certa, mas se apostatar da fé, e voltar
ao Egito, atrairá para si dor e vergonha que nunca serão esquecidas. [Lições
Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 3 Fev, 2019].
Postado por Francisco Barbosa

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