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LIÇÃO 6

SUBSÍDIO PARA O ESTUDO DA 6ª LIÇÃO DO 1º TRIMESTRE DE


2019 – DOMINGO, 10 DE FEVEREIRO DE 2019

QUEM DOMINA A SUA MENTE

Texto áureo

“De sorte que haja em vós o


mesmo sentimento que houve
também em Cristo Jesus” (Fp
2.5)
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE – Filipenses 4.4-9.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Meu Distinto e nobre Amigo Leitor, eis a 6ª Lição deste trimestre, desta feita
com o tema: Quem Domina a sua Mente. Portanto, nós – os seguidores de Cristo –
temos a mente de Cristo.

Destarte, nesta presente Lição, Estudaremos a Epístola aos Filipenses;


Conceituaremos a palavra “mente” no contexto bíblico; E exporemos o conceito da
expressão “a mente de Cristo”.

Portanto, amado amigo leitor - boa leitura e bons estudos!

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I – SOBRE A EPÍSTOLA AOS FILIPENSES

Já se tem dito que a “Epístola aos Filipenses” é um dos escritos mais


prazerosos do Novo Testamento, embora tenha saído da pena do Apóstolo Paulo
quando este esteve preso em Roma por volta de 61 d.C., no final da primeira etapa
de sua prisão, nesta dita cidade. Ela é conhecida como a “carta da alegria” (Fl 4.4).

Deste modo, essa é uma missiva da prisão. As Escrituras Sagradas nos


dizem que Paulo esteve preso três vezes, a saber: a primeira vez em Filipos (At
16.23), a segunda em Jerusalém e concomitantemente em Cesareia (At 21. 27 – 23.
31) e por último em Roma (At 28. 30-32), em duas etapas. As outras cartas
chamadas “da prisão” foram: Efésios, Colossenses e Filemom.

Esta missiva foi escrita e endereçada para a igreja cristã que ficava na colônia
romana de Filipos. Esta igreja fora fundada nos idos dos anos 50 ou 51 d.C., durante
o período da 2ª Viagem Missionária de Paulo. Logo, esta Eklésia era
predominantemente gentílica.

A primeira menção neotestamentária a cidade de Filipos está em Atos dos


Apóstolos capítulo 16 e versículo 12, onde o médico e escritor Lucas – companheiro
de longas viagens de Paulus apostolus gentium – se refere a essa cidade como
muito importante na região da Macedônia, sendo a primeira do distrito e da colônia
romana. Inicialmente, seu nome era Krênides, – “o lugar das fontes”, ou “poços”. Ao
ter sido conquistada por Filipe II da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande, por
volta de 363-368 a.C, teve seu nome mudado para Filipos.

1. A doutrina.

Isto é o ensino desta carta tem como propósito os seguintes temas:

 Gratidão a Igreja pelo cuidado de sua pessoa e pelas contribuições


dadivosas dos Filipenses;

 Ciência aos irmãos sobre suas circunstâncias e propalação do


Evangelho;

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 Exortação a Igreja para se viva em comunhão, humildade e unicidade
entre todos os irmãos;

 Explicação porque do envio de Epafrodito de retorno à Igreja;

 Comunicação à Igreja de seu plano de enviar-lhes Timóteo.

2. O relacionamento.

Paulo aqui, nesta primorosa epístola, destaca a suprema importância da


unidade da Igreja e da unicidade da humildade na vida cristã, evidentemente
embasadas na humilhação e no autoesvaziamento de Cristo (Fl 2. 5-8).

3. O ensino.

Por ensino ver-se a Teologia de Paulo destacada em termos teológicos,


enfatizada também em seus outros escritos – demais cartas. Logo, temos:

1. Advertência aos filipenses com respeito aos falsos ensinamentos,


encharcados de legalismo, perfeccionismo e vida cristã despreocupada;

2. Afirmação de sua doutrina da justificação pela fé em contraste ao


legalismo infrutífero;

3. Insistência para se viver uma vida santificada pela identificação com


Cristo por intermédio da fé, sendo partícipe dos Seus sofrimentos, paixão e morte e
da Sua ressurreição;

4. Encorajamento demonstrado pela atitude prática de uma vida alegre


baseada na ação do Espírito Santo, sendo evidenciado pela produção de frutos
espirituais na comunidade cristã.

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II – O SOBRE A “MENTE” NO CONTEXTO BÍBLICO

Como substantivo grego temos: νοῦς (nous), significando – “o intelecto”, isto


é, “a mente”.

Por implicação temos o significado de mente (divina ou humana), em termos


de pensamento, sentimento ou vontade. Provavelmente a partir de “ginosko”, que
significa: “saber”, “permitir”, “estar ciente”. Como verbo temos o étimo: νοιέω (noiéo)
que significa:

1. Exercitar a mente (observar);

2. Figurativamente temos: “compreender, prestar atenção, considerar, perceber,


pensar, compreender”.

1. A mente como faculdade psicológica.

Aqui, o comentarista da lição alude à ideia da mente no sentido psicológico, o


que abrange o termo grego nous, já acima explicado, com amplo significado, tais
como: “mente, entendimento, intelecto, pensamento, sentido” (Rm 11.34; 1 Co 2.16;
14.14; 2 Co 11.3).
Logo, faz um paralelo com o sentido de experimentar a vontade de Deus pelo
intelecto, isto é, por vontade própria, mental mesmo. Vejamos:

Propósito — experimentar a vontade de Deus.

A. Experimentar: “dokimazo” (grego), aprovar, provar, examinar


(mentalmente), apurar (1Tm 3.10); participar de algo; conhecer por experiência; é
resultado da atitude descrita no (v.1) e do processo descrito no (v. 2).

 “se é que já tendes a experiência que o Senhor é bondoso” (1Pe 2.3);

 “provai e vede que o Senhor é bom” (Sl 33.9);

 “Se alguém quiser fazer a vontade dEle [de Deus], conhecerá a respeito
das doutrinas, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo” (Jo 7.17).

B. Vontade: thelema (grego), determinação, escolha, propósito, decreto.

C. Qualidade da vontade de Deus: boa, agradável e perfeita.

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1. Vontade boa: Jesus confiou sua vida a Deus na certeza de que ele é bom —
“Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a
tua vontade” (Mt 26.42; Lc 22.42).

 “Porque Deus é quem efetua em vós o querer e o realizar segundo a sua


boa vontade” (Fp 2.13).

 “Já te foi mostrado, ó homem, o que é bom, o que o Senhor requer de ti”
(Mq 6, 8).

2. Vontade agradável: felicidade em usufruir de algo.

 ”No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada” (Sl 115.3);

3. Vontade perfeita: completa, sem necessidade de nada, adulto, maduro.

 “aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1Jo 2.17).

 ”venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt
6.10).

2. A mente como forma de pensar.

Nesse contexto, como bem enfatizou o Pr Esequias Soares, temos a ideia de


“disposição e atitude, tanto no sentido negativo […], como no positivo”, portanto
vejamos:

A. Mente carnal (sentido negativo): modo de pensar autônomo; sabedoria


própria (Pv 1.31);

 “Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da


nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef 2.3);

 “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus” (1Co


2.14);

 “enfatuado [vaidoso, presunçoso] sem motivo algum na mente carnal”


(Cl 2.18);

 “que só pensam nas coisas terrenas” (Fp 3.19).

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B. Mente de Cristo (sentido positivo): a mente de Cristo é formada no novo
homem à medida que ele se submete à ação do Espírito de Deus por meio da sua
Palavra.

 “temos a mente de Cristo” (1Co 2.16);

 “Tende em vós a mesma mente que houve também em Cristo Jesus”


(Fp 2.5).

 “Pensai nas coisas que são Do alto, e não nas que são da terra” (Cl
3.2);

 “vos revestistes do novo homem se refaz para o pleno conhecimento”


(Cl 3.9-10);

 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto


[respeitável], tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é
amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum
louvor, nisso pensai” (VAF) ou “seja isso o que ocupe o vosso
pensamento” (Fp 4.8, ARA).

 “então [Jesus] lhes abriu o entendimento para compreenderem as


Escrituras” (Lc 24.45).

3. Espírito.

Neste sentido, o comentarista da lição explica que o termo grego “pneuma”


(espírito), aqui tem o sentido conotativo-metafórico de “ser”, “atitude”, “forma de
pensar”, (Gl 6.1), logo vem em nossa mente o seguinte texto: "Pois quem conheceu
a mente do senhor, que o possa instruir? nós, porém, temos a mente de cristo." (1
Co 2.16).

Destarte, O que significa ter a mente de Cristo?

1. Gozar de plena comunhão com Ele (Rm 8.16).

2. Dar adeus à forma leviana de pensar, própria do mundo (Fp 4.8).


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3. Renunciar ao domínio da velha natureza (2 Co 5.17).

4. Amar a Deus acima de todas as coisas e obedecê-lo (At.15.28,29).

5. Viver em humildade (Mt.11.29)

6. Fazer a Vontade de Deus (Rm 12.2).

7. Ser iluminado (Ef 5.14)

8. Ser a luz do mundo (Mt 5.14,16).

4. Coração.

De acordo com 1Timothy Munyon (2008, p. 245) “Em hebraico, a palavra


‘coração’ (lev. levav) era usada no tocante ao órgão físico, porém frequentemente
(sic) no sentido abstrato, para descrever a natureza interior, a mente ou
pensamentos íntimos, os sentimentos ou emoções, os impulsos profundos e até
mesmo a vontade”. E complementa:

“No Novo Testamento, ‘coração’ (kardia) também significa o órgão físico, mas
primariamente a vida interior com suas emoções, pensamentos e vontade, bem
como a habitação do Senhor e do Espírito Santo”.

Nessa ótica, Donald C. Stamps (1995, p. 933), assinala que “o povo da


atualidade geralmente considera que o cérebro é o centro diretor da atividade
humana. A bíblia no entanto, refere-se ao coração como esse centro; ‘dele procedem
as saídas da vida’ (4.23; cf. Lucas 6.45)”. E conclui afirmando que “biblicamente, o
coração pode ser considerado como algo que abarca a totalidade do nosso intelecto,
emoção e volição (ver Marcos 7.20-23 nota)”.

Portanto a Bíblia conclama a “guarda o teu coração, porque dele procedem as


saídas da vida” (Pv 4.23), neste sentido temos 7 atitudes de um coração reto
(protegido):

1
MUNYON, Timothy. A Criação do Universo e da Humanidade. In HORTHON.

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1. Um coração reto é um novo coração (Ez 36. 26);

2. Um coração reto é um coração quebrantado e contrito (Sl 51.17);

3. Um coração reto é um coração que crê somente em Cristo para sua


salvação (Rm 10.10; Ef 3.17);

4. Um coração reto é um coração purificado (At 15.9; Mt 5.8);

5. Um coração reto é um coração que ora. (Rm 8.15);

6. Um coração reto é um coração que sente conflitos dentro dele (Gl


5.17);

7. Um coração reto é honesto, não dividido, e verdadeiro (Lc 8.15; 1 Cr


12.33; Hebreus 10.22).

III – SOBRE A MENTE DE CRISTO

1. O sentimento de alegria.

Este sentimento envolve três características, segundo Hernandes Dias Lopes:

A) A alegria é uma ordenança, e não uma opção.“Ser alegre é um


mandamento, e não uma recomendação. Deixar de ser alegre é uma desobediência
a uma expressa ordem de Deus. O evangelho trouxe alegria, o Reino de Deus é
alegria, o fruto do Espírito é alegria, e a ordem de Deus é ‘alegrai-vos’”;

B) A alegria é ultracircunstancial. “Paulo diz que devemos nos alegrar sempre.


Como a vida é um mosiaco em que não faltam as cores escuras do sofrimento,
nossa aleria não pode depender das circunstâncias. Na verdade, nossa alegria não
é ausência de problemas. Não é algo que depende do que está fora de nós. Neste
mundo, passamos por muitas aflições, cruzamos vales escuros, atravessamos
desertos esbraseados, singramos águas profundas, mas a alegria verdadeira jamais
nos falta”.

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C) A alegria é Cristocêntrica. “Nossa alegria é uma pessoa, e não ausência
de problemas. Nossa alegria está centrada em Cristo. Quem tem Jesus, experimenta
essa verdadeira alegria. Quem não tem Jesus, pode ter momentos de alegria, mas a
alegria verdadeira. Quem tem Jesus, tem a alegria; quem não O tem, jamais a
experimentou”.

Como bem diz a canção: “Quem tem Jesus, tem tudo; quem não tem, não tem
nada; mas quem tem Jesus Cristo, no céu já tem morada […]”.

2. Nossa gratidão a Deus.

Como bem escreveu Itamir Neves de Souza2: “Mas é bom lembrarmos que o
fato de rendermos ações de graças ao Senhor tem como implicação uma profunda
gratidão e uma plena submissão”. E acrescenta:

“Quando agradecemos a Deus pelas circunstâncias que nos cercam, estamos


nos submetendo à sua vontade e dizendo que somos gratos pela situação que
vivemos; estamos dizendo que confiamos que o Senhor sempre tem o melhor para
nós, mesmo que no momento possamos não entender suas ações”.

Assim podemos dizer como o Salmista: “na tua presença há plenitude de


alegria” (Sl 16.11).

3. A paz de Deus

A palavra paz aqui não perpassa a ideia, apenas, de ausência de guerra (civil,
com outros países, etc.), não! Paz tem a ver com o estar em paz em momentos de
conflitos com os outros, mantendo-se sereno. Como diz Vincent Cheung “a palavra
‘paz’ é na maioria das vezes entendida como se referindo à serenidade emocional
interior. A palavra amiúde se refere à paz no relacional entre duas pessoas, de forma
que ter ‘paz’ num relacionamento é o oposto de estar em guerra com os outros”.

2
SOUZA. Itamir Neves. Filipenses, a Carta da Alegria. São Paulo, Rádio Trans Mundial, 2008.

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CONCLUSÃO

Portanto, como bem escreveu o comentarista da Lição: “[...] E quem é


dominado pelo Espírito não abre mão de sua fé nem cede um milímetro sequer de
sua fidelidade a Deus. É esse espírito que domina a mente dos crentes fiéis em
Cristo Jesus”

Destarte, cantemos ao Senhor Jesus com regozijo – esta linda estrofe


extraída do Hino de número 185 da nossa Harpa Cristã –, vivendo sempre em gozo
por tudo quanto Deus tem feito por nós.

Vem Tu, ó Rei dos reis,


Guiar os teus fiéis p´ra Te louvar.
Grande e glorioso Ser, Pai de todo o poder.
Vem sobre nós reger, oh! Deus sem par.

[Jairo Vinicius da Silva Rocha. Professor. Teólogo. Tradutor. Bacharel em


Biblioteconomia – Presbítero, Superintendente e Professor da E.B.D da Assembleia
de Deus no Pinheiro.]
Maceió, 08 de fevereiro de 2019.

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