Sie sind auf Seite 1von 14

МИНИСТЕРСТВО ОБРАЗОВАНИЯ И НАУКИ РОССИЙСКОЙ ФЕДЕРАЦИЙ

Ниту «Мисис»

Институт МГИ

Практическая работа
По дисциплине:
“”
На тему:
влияние отвалов горных пород на окружающую среду

Выполнил:
Алешандре лукиессе нтима матеш
Проверил: преподаватель

Елена куликова

Москва
2019
Оглавление
1. Introdução................................................................................................................................1
2. Rochas: Tipos de rochas e características....................................................................................2
2.1 Rochas ígnias.........................................................................................................................3
2.2 Rochas sedimentares..............................................................................................................3
2.3 Rochas metamórficas.............................................................................................................3
2.4 Caracterização tecnológica.................................................................................................... 4
3. Rochas: Mecanização e tecnolgias.......................................................................................... 4
4. Produto de rochas ornamentais e sua cadeia produtiva........................................................... 5
4.1 Arquitetura e construção...................................................................................................6
4.2 Construção e revestimento de elementos urbanos............................................................ 6
4.3 Arte e funerária................................................................................................................. 6
4.4 Arte e decoração............................................................................................................... 6
5. Ciclo Produtivo........................................................................................................................6
5.1 Extração............................................................................................................................ 6
5.1.1 Metodo de extração das rochas..................................................................................7
5.1.2 Lavra de rochas que apresentam foliação..................................................................7
5.1.3 Lavra de rochas ornamentais em maciços compactos............................................... 7
5.1.4 Técnicas de corte....................................................................................................... 8
5.1.5 Impactos ambientais no processo de extração...........................................................8
5.2 Beneficiamento primário.......................................................................................................8
5.2.1 Impactos ambientais no processo de beneficiamento primário...................................... 9
5.3 Beneficiamento final..............................................................................................................9
5.3.1 Impactos ambientais no processo de beneficiamento final.............................................9
6 Conclusão.............................................................................................................................. 10
7 Bibliografia............................................................................................................................ 11
1

1. Introdução

O uso da pedra pelo homem remonta aos tempos pré-históricos, quando foi utilizada para
a confecção de utensílios domésticos, armas para caça, guerra e como objetos sacros.
Posteriormente, por volta de 8.000 a.C., registra-se o seu uso como elemento construtivo nas
edifi cações de habitações e de defesa da cidade, que surgia então como unidade política e social.

Os primeiros registros de utilização da rocha como elemento estético e ornamental datam,


entretanto, do terceiro milênio antes de Cristo, na região da Mesopotâmia e no Egito, onde eram
utilizados basicamente dois tipos de materiais para perpetuar as figuras dos faraós, deuses e
outras personalidades importantes na forma de grandes esculturas.

(figura 1). Pirâmides do egipto. Fonte: wikipedia

Coincidentemente, essa descoberta se deu durante a predominância da cultura naturalista


da Grécia antiga e teve como resultado a grande produção artística e arquitetônica durante o
período clássico da cultura grega.
2

(figura 2) ruína de acrópoles em Atena. Fonte: Wikipedia

Todavia, foi no auge do Renascimento que novos materiais, com colorido diversificado,
proporcionaram um verdadeiro rompimento entre o mundo antigo e o novo no que diz respeito
ao uso de rochas ornamentais. Entre os séculos XVI e XVII, muitos governos europeus
receberam uma grande quantidade de requerimentos de concessão de lavra de mármore de
colorações diferentes, a maioria em novas províncias minerais com potencialidade de produção
duvidosa. Estes materiais começam então a aparecer em policromias embutidas na arquitetura da
época, sobretudo na arquitetura barroca. Tal surto de preferência pelas rochas de coloração mais
exótica começa a enfraquecer na segunda metade do século XVIII, quando o estilo arquitetônico
neoclássico redescobre o uso do mármore branco.

(figura 3). Basílica de são pedro, expressão barroca, em pedra calcária. Fonte: wikipedia

2. Rochas: Tipos de rochas e características

Rochas são corpos sólidos naturais resultantes de um processo geológico determinado,


formadas pelo agregado de um ou mais minerais, arranjados segundo as condições de
temperatura e pressão existentes durante sua formação, cujas características permitem a
separação em três grandes grupos: ígneas, sedimentares e metamórficas, cada qual com
propriedades peculiares, que as tornam mais ou menos adequadas para o uso na construção civil.

Rochas ígneas e metamórficas ao serem expostas às condições físico-químicas da


superfície terrestre são submetidas a processos intempéricos que podem resultar na desintegração
física e/ou na decomposição química, originando os sedimentos.

O acúmulo de sedimentos depositados em uma bacia sedimentar possibilita que aqueles


mais profundos, em condições adequadas, sejam litificados, ou seja, transformados em rochas
sedimentares.
3

Com o aprofundamento na crosta ou atuação de processos tectônicos, ocorre o


metamorfismo, que transforma as rochas sedimentares e outras (ígneas, ou mesmo as
metamórficas preexistentes) em rochas metamórficas.

Em condições metamórficas intensas, pode haver a fusão do material (anatexia) que, sob
condições específicas, torna a se solidificar, formando as rochas ígneas. Sua nova exposição à
superfície terrestre completa o ciclo.

2.1 Rochas ígnias

As rochas ígneas ou magmáticas são aquelas que resultam da solidificação de material


rochoso parcial a totalmente fundido (magma), gerado no interior da crosta terrestre.
Distinguem-se dois tipos, conforme o local de formação:

Plutônicas ou intrusivas: formadas em profundidade e resultantes de lentos processos de


resfriamento e solidificação do magma, constituindo material cristalino geralmente de
granulação grossa. Ex.: granitos, gabros, sienitos, dioritos e outros.

Vulcânicas ou extrusivas: formadas na superfície terrestre, ou nas suas proximidades,


pelo extravasamento, explosivo ou não, de lava (material ígneo que alcança a superfície da Terra)
por orifícios vulcânicos. O rápido resfriamento, devido ao qual geralmente não há tempo
suficiente para os minerais se formarem, resulta em material vítreo ou cristalino de granulação
fina.

Ex.: riólitos, basaltos e outros.

Dentre as rochas ígneas, dada a sua aparência, abundância e boas características físicas e
mecânicas, que favorecem o emprego em obras civis, os granitos sensu stricto são as mais
apreciadas para uso como rocha ornamental e para revestimento, especialmente pela grande
variedade de cores, definidas pelo tipo de feldspato existente e impurezas neles presentes.

2.2 Rochas sedimentares

As rochas sedimentares são aquelas formadas por meio da erosão, transporte (fluvial,
marítimo ou eólico) e deposição de sedimentos (clastos ou detritos) derivados da desagregação e
decomposição de rochas na superfície terrestre.

Os calcários e os dolomitos são as principais rochas sedimentares aloquímicas usadas em


revestimentos.
4

2.3 Rochas metamórficas

Rochas metamórficas são derivadas de outras preexistentes que, no decorrer dos


processos geológicos, passaram por mudanças mineralógicas, químicas e estruturais, no estado
sólido, em resposta a alterações nas condições físicas e químicas existentes em profundidades
superiores àquelas da diagênese.

As principais rochas ornamentais metamórficas usadas em revestimento são: Gnaisses,


mármores, quartzitos, Quartzitos foliados (flagstone), ardósias, filitos e xistos.

2.4 Caracterização tecnológica

Rochas, como já comentado, são materiais cujas propriedades decorrem da sua natureza,
sendo então inerentes ao modo de formação, às inter-relações com outros corpos rochosos, à
composição mineral, à granulação e às alterações, às deformações e outras modificações
resultantes dos processos de geológicos a que foram submetidas.

Tal aspecto torna praticamente cada rocha única, tornando o estudo destes materiais e de suas
propriedades um tema bastante complexo e particular.

3. Rochas: Mecanização e tecnologias

Até o final do século XIX, início do século XX, quando se introduz a mecanização na
extração e no beneficiamento do mármore, através do uso do fio helicoidal na extração e, em
seguida, do tear, no desdobramento do bloco em chapas, o uso do mármore na arquitetura
permanecia mais intenso na parte estrutural do que como elemento ornamental. Com o
aparecimento de novas formas de energia para o acionamento de mecanismos industriais, foi
possível desenvolver o tear multi-lâmina. Assim, com uma nova força motriz, tornou-se possível
impor maior potência aos equipamentos para transpor os esforços exigidos no corte simultâneo
de várias chapas de um mesmo bloco.

Além disso, os avanços da siderurgia, da metalurgia e da indústria de construção de


máquinas possibilitaram a gradual substituição da madeira pelo ferro e aço na estrutura dos
teares, proporcionando-lhes mais robustez, durabilidade e 18 Rochas Ornamentais - Manual de
Caracterização, Aplicação, Uso e Manutenção das Principais Rochas Comerciais no Espírito
Santo precisão no corte. Isso também permitiu, ainda que precariamente e em escala quase
insignifi cante, o corte de rochas mais duras, como alguns granitos. Após as mudanças radicais
ocorridas nos anos cinquenta do século passado, com o surgimento do tear com lâminas
incrustadas de segmentos de diamantes e a introdução do uso de granalha de ferro fundido ou de
aço como elemento abrasivo, em substituição à areia, os processos de corte vão se tornando
específi cos para cada tipo de rocha, dividindo-se principalmente entre rochas de origem
carbonática - de menor dureza, como os mármores e travertinos - e rochas de natureza silicática,
com maior dureza, como os granitos e quartzitos.
5

Ao contrário do corte do mármore, a evolução do corte do granito não passou,


inicialmente, por um ponto de ruptura ou pela introdução de uma inovação tecnológica tão
importante como foi para o mármore o uso das lâminas diamantadas. A serragem do granito
iniciou-se nas mesmas máquinas desenhadas para a serragem do mármore. Mas, desde a
“especialização” dos processos, ocorrida na mesma década de 1950, o desenvolvimento do
processo de serragem de granito tem transcorrido de forma contínua, em virtude de
aperfeiçoamentos e melhorias nas máquinas, equipamentos, acessórios, ferramentas e insumos
utilizados.

No presente ciclo, o paradigma tecnológico reside no emprego do diamante como


elemento abrasivo, aplicado a diversos processos do ciclo de aproveitamento econômico das
rochas, tanto na extração quanto no benefi ciamento. No atual momento os teares multifi os para
granitos, operam uma nova “ruptura”, pois alteram todo o processo de benefi ciamento primário,
incluindo o tratamento dos resíduos, além de possibilitar a mudança de todo o formato das
próprias unidades industriais. Além do corte com teares, que é a tecnologia mais difundida,
existem outras tecnologias de corte de blocos de rochas ornamentais. Na sua quase totalidade
fazem uso de ferramentas diamantadas. As mais conhecidas são os talha-blocos a discos
diamantados, aplicáveis tanto ao corte de mármores como do granito, apenas com especifi cações
construtivas mais robustas quando para o uso no granito. Um aspecto bastante importante e
estreitamente relacionado à evolução dos processos de corte refere-se ao desenvolvimento dos
processos de polimento de mármores e similares. Estes têm início na década de 1930, com o uso
de areia e posteriormente carborundum.

Até o final dos anos 1960, a técnica de polimento e lustre de rochas ornamentais pouco
evoluiu. As evoluções ocorreram, basicamente, na forma de acionamento e na construção das
politrizes manuais com um grande prato giratório, responsável pelo movimento e pelo contato do
elemento abrasivo com o material polido. No final dos anos 1960 e início da década seguinte,
surgiu a politriz de esteira para mármore, destinada ao polimento de ladrilhos, ou produtos já
cortados, em dimensões menores que as chapas originárias do corte com tear.

Da mesma forma, como quase toda a tecnologia para o desdobramento do granito,


também o processo de polimento deste material se originou da técnica aplicada para o polimento
do mármore. Em seguida, vieram as máquinas de ponte, constituídas de um conjunto moto-
redutor que aciona um cabeçote de polimento, suportado por uma ponteque que se desloca sobre
trilhos, obtendo-se assim, uma variedade de movimentos simultâneos sobre a superfície a ser
polida, semelhante ao aplicado pelo operador da politriz manual e ainda podendo imprimir uma
pressão de trabalho uniforme, constante e elevada.

A grande inovação, de fato, neste campo apareceu no final da década de 1970, com o
surgimento da máquina politriz multicabeças de esteira para granito, baseada no modelo para
mármore. A ideia, criativa e inovadora, foi simplesmente aumentar o número de cabeçotes de
polimento e diminuir a pressão de trabalho em cada um deles, garantindo, assim, que a chapa não
se quebrasse durante a operação.

Nesse desenvolvimento a evolução da informática desempenhou papel relevante, com o


surgimento de softwares específicos para os controles operacionais dos equipamentos.
6

4. Produto de rochas ornamentais e sua cadeia produtiva

As rochas ornamentais, utilizadas inicialmente na arquitetura e na construção como


elemento estrutural, atingiram um grande uso como elemento de revestimento em pisos, paredes
e fachadas. No tocante às estruturas, a pedra foi gradualmente sendo substituída por outros
materiais, como o aço e o concreto armado, que aliam vantagens de resistência e facilidade
construtiva na maior escala.

As rochas ornamentais têm ilimitadas aplicações. Tal fato decorre do tipo de exploração e
de uma combinação de suas qualidades estruturais e estéticas. O principal setor consumidor de
rochas ornamentais é a construção civil (revestimentos internos e externos de paredes, pisos e
pilares, colunas, soleiras etc), que movimenta elevados volumes no mercado internacional. Outro
setor com expressivo consumo é o de revestimento de elementos urbanos (pavimentação de vias,
praças, parques, jardins, fontes, bancos ou assentos, calçadas e meios-fios, etc).

Independentemente da aplicação, existe uma similaridade quanto ao ciclo produtivo, e


que engloba três principais etapas: a mineração (pedreira), o beneficiamento primário (serraria) e
o acabamento final (polimento e lustre).

4.1 Arquitetura e construção

É o grupo de aplicação de maior expressão e que movimenta os maiores volumes de


produtos e de dinheiro no mercado mundial. Estão incluídos aqui todos os tipos de construção de
edificações, sejam elas públicas (como escolas, hospitais, edifícios administrativos, esportivos)
ou privadas (residências unifamiliares ou condomínios, prédios comerciais, shopping centers,
prédios de serviços ou templos religiosos etc.)

4.2 Construção e revestimento de elementos urbanos

Na pavimentação de vias para veículos e para pedestres, de praças e parques, na


construção de jardins, fontes, bancos ou assentos, calçadas, meios-fios etc.

4.3 Arte e funerária

Na elaboração de peças exclusivas para a construção e ornamentação de túmulos e


mausoléus.

4.4 Arte e decoração

Na produção de obras de arte como esculturas, estátuas, objetos e acessórios


arquitetônicos e de decoração como balcões, bancadas de pias, móveis e outros pequenos
objetos decorativos.
7

5. Ciclo Produtivo
5.1 Extração

A extração consiste na remoção de material útil ou economicamente aproveitável dos


maciços rochosos ou dos matacões. O produto da etapa de extração é o bloco de arestas
aproximadamente retangulares, de dimensões variadas, que procuram obedecer ou aproximar-se,
tanto quanto possível, daquelas que proporcionem o melhor aproveitamento do material e a
maior utilização da capacidade produtiva dos equipamentos nas etapas de beneficiamento.

5.1.1 Metodo de extração das rochas

A natureza dos métodos de lavra de rochas ornamentais varia em função das


características do maciço rochoso, condições topográficas, afloramento, fraturas, tipo e espessura
da cobertura etc. O material de interesse na frente de lavra pode apresentar-se com foliação
desenvolvida, viabilizando a extração em placas, ou em forma compacta, de onde são extraídos
blocos. Quando a extração se dá por blocos, a mesma pode ser feita de maneira mais simples, a
partir de matacões isolados ou por desabamento provocado por detonações, porém o tipo de
extração em blocos mais usado é a explotação via “maciços rochosos”, quando se extraem blocos
diretamente de um maciço rochoso compacto.

5.1.2 Lavra de rochas que apresentam foliação

As rochas ornamentais, quando apresentam foliação e não se encontram em forma de


maciços rochosos, não podem ser extraídas em blocos. Neste caso o material é extraído em
placas, com posterior corte, esquadrejamento e polimento. Esse método apresenta grandes
perdas, e muitas vezes não é executado depois de adequada caracterização da jazida e
planejamento de lavra.
8

(Figura 4). Fonte: wikipedia

5.1.3 Lavra de rochas ornamentais em maciços compactos

No caso de extração em maciços rochosos, podem-se aproveitar rochas isoladas na área


da pedreira (lavra por matacão), ou detonando a base de um maciço e removendo-se os blocos
aproveitáveis (lavra por desabamento). Mas o método de extração em blocos mais aplicado é
removendo-se os blocos da frente de lavra através de técnicas de corte contínuo ou em costura
(lavra por maciços rochosos).

5.1.4 Técnicas de corte

Durante todo o processo de lavra, os blocos precisam ser separados do maciço rochoso,
bem como precisam ser cortados, reduzindo, assim, o tamanho dos mesmos para transporte
(desdobramento do bloco primário) e para etapas posteriores de beneficiamento
(esquadrejamento). Existem dois tipos básicos de corte: o corte contínuo e o corte em costura.

Corte Contínuo: O corte contínuo pode ser feito por meio de fios (helicoidal ou
diamantado), correias ou discos. Podem ainda ser usadas técnicas como chama e jato de água.

Corte em Costura: O corte em costura baseia-se na execução de furos via marteletes ou


hastes rotativas. Os furos podem ser adjacentes ou espaçados.
9

(Figura 5). Fonte: wikipedia

5.1.5 Impactos ambientais no processo de extração

Como toda atividade de mineração a extração dos blocos de uma lavra de rochas
ornamentais é uma atividade altamente impactante. Primeiramente se faz necessário o
desmatamento e a remoção do solo para tornar viável o acesso e a operação da lavra, o que
provoca um efeito negativo na fauna e flora, além do impacto visual.

5.2 Beneficiamento primário

O beneficiamento primário, também conhecido como serragem ou desdobramento,


constitui-se do corte dos blocos para a obtenção de chapas, tiras ou espessores, com dimensões
bastante próximas daquelas que terão os produtos finais. Essa é uma etapa essencialmente
industrial, realizada em instalações específicas para tanto, com o uso de máquinas e
equipamentos tais como: os teares convencionais ou multifios diamantados para granitos, teares
com lâminas diamantadas para mármores, talha-blocos, monofios diamantados etc. A aplicação
de um ou outro tipo de equipamento ou tecnologia para o beneficiamento primário é função,
principalmente, do tipo de produto intermediário que se quer obter.
10

5.2.1 Impactos ambientais no processo de beneficiamento primário

Há um estudo por Silva(1998) sobre a caracterização do resíduo da serragem de blocos de


granitos que diz o seguinte na sua conclusão “ A lama lama abrasiva é constituída de água,
granalha, cal e rocha moída. Se levarmos em conta que para produzir chapas de 2 cm de
espessura cerca de 20 a 25% do bloco é transformado em pó, o volume total de rejeito gerado no
processo de serragem é grande. O armazenamento dessa lama nos tanques de deposição final do
resíduo contamina o solo, alterando as condições naturais do subsolo e do lençol de água
subterrânea. Quando lançado diretamente nos rios, altera a cadeia biológica dos seres vivos ali
existentes bem como gera um assoreamento da via navegável. Além desse rejeito, existem os
impactos produzidos no meio ambiente através do ruído, das vibrações, da poeira, dos cascalhos
de pedra, do desmatamento, do impacto visual negativo provocado pela extração etc.

Este procedimento tem provocado a lixiviação desse resíduos e consequentemente o


assoreamento dos cursos d`água, bem como a contaminação do solo e das águas subterrâneas.

5.3 Beneficiamento final

O beneficiamento final ou acabamento é a etapa do ciclo em que as peças tomam sua


forma, dimensões e aparência definitivas. Pode ser subdividida em três processos pelos quais o
produto ornamental passa: o polimento ou outro tipo de acabamento, o corte e o acabamento
final. Nessa fase, a maior diversidade de produtos que se obtém exige maior variedade de
máquinas, equipamentos, ferramentas e insumos para a execução das atividades. Os principais
produtos gerados neste último elo da cadeia de produção da indústria são: ladrilhos e painéis para
revestimento de pisos e paredes internas e externas, soleiras, rodapés, bancadas de pias e móveis,
objetos de adorno e decoração, peças para túmulos e mausoléus, bancos de praças etc.

5.3.1 Impactos ambientais no processo de beneficiamento final

Esta é a etapa do processo onde se produz as chapas polidas simplesmente para serem
comercializadas desta forma, ou cortada como ladrilho, pias, mesas, balcão e etc. Para se chegar
a este acabamento (polido), as máquinas (politrizes) utilizam rebolos abrasivos, cujo atrito com a
superfície da chapa refrigerado por água produz uma lama abrasiva que vai sendo depositada em
tanques. Da mesma forma que a etapa anterior são produzidos “casqueiros” resultante do corte
para dar forma a diversos produtos. A poluição sonora diminui em relação ao tear, porém, agrava
a poluição atmosférica pelo fato das partículas produzidas serem de granulometria menores. A
poluição visual agrava-se também pelo fato deste pó depositar-se com facilidade sobre o
uniforme dos trabalhadores, máquinas, instalações, vegetação e residências.
11

6 Conclusão

O fato é que o setor de rochas ornamentais gera uma quantidade grande de resíduos nas
suas distintas fases de extração e beneficiamento.

Grande parte das jazidas em atividade deposita seu material inútil (rejeitos de mármore e
granito, que possuem diferentes tamanhos) em áreas diversas sem controle algum. Esses locais
de depósito de rejeitos são conhecidas como bota fora. Os resíduos possuindo dimensões
variadas são acondicionados sem controle formando verdadeiras montanhas de restos de
mármore e granito. Eles são ainda dispostos de forma clandestina em lagoas e drenagens,
obstruindo canais ou mesmo soterrando córregos, riachos comprometendo assim os recursos
hídricos locais de forma imediata além de toda a fauna e flora existente.

No médio prazo, esse problema ganha escala importante em termos de impacto ambiental
negativo atingindo também os recursos hídricos regionais. Uma das soluções para este problema
seria a diminuição ou mesmo a eliminação destes rejeitos através do uso de tecnologia limpa.

O pó produzido pela serragem das rochas causa uma doença chamada silicose, que é
provocada pela poeira da sílica que aspirada pelo funcionário provoca fibrose intersticial no
pulmão.

A lama produzida no processo de extração gerada pelo processo tradicional, gera


destruição do solo agrícola e florestal, alteração nas condições de drenagem do solo, poluição do
ar, modificação e destruição da paisagem natural causando impacto visual.
12

7 Bibliografia
 Manual de Caracterização, Aplicação, Uso e Manutenção das Principais Rochas
Comerciais no Espírito Santo--2013
 De sousa , josé gonçalves - análise ambiental do processo de extração e beneficiamento
de rochas ornamentais com vistas a uma produção mais limpa: aplicação em cachoeiro de
itapemirim –ES--2007
 Caracterização de resíduos de rochas ornamentais provenientes de diferentes processos
de corte e beneficiamento--2013
 B. O. Frascá, maria heloísa -tipos de rochas ornamentais e características tecnológicas--
2014
 Cabello et al -métodos de lavra aplicados à extração de rochas ornamentais--2012
 Https://qualidadeonline.wordpress.com/2011/06/06/o-setor-de-rochas-ornamentais-e-
seus-impactos-na-sociedade/
 Tratamento e aproveitamento de resíduos, VII simpósio de rochasornamentais do
nordeste--2009