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DL 54 /2018 DE 6 DE JULHO

REVOGA O DECRETO-LEI N.º 3 /2008, DE 7 DE JANEIRO,


ALTERADO PELA LEI N.º21/2008, DE 12 DE MAIO

REVOGA A PORTARIA N.º 201-C/2015, DE 10 DE JULHO

ESTABELECE O REGIME JURÍDICO DA


EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Apresentação de um filme

( 4.º sessão)
O Povo contra o sistema
EDUCAÇÃO INCLUSIVA

“Estabelece os princípios e as normas que garantem a inclusão

enquanto processo que visa responder à diversidade das

necessidades e potencialidades de todos e de cada um dos

alunos, através do aumento da participação nos processos de

aprendizagem e na vida da comunidade educativa”

(n.º 1 do Art.º 1.º).


“ A escola não é o espaço dedicado apenas a alguns, mas sim o local

onde todos têm direito a aprender, através de um currículo que leve

cada aluno ao limite das suas capacidades.”


João Costa
( Secretário de Estado da Educação)
FRASES SOBRE O NOVO DECRETO….

 É um diploma para todos os alunos;

 Todos os alunos tem capacidade para aprender;

 Não aprendemos da mesma forma;

 Não há categoria de alunos;

 “ Sozinhos vamos mais rápido, juntos vamos mais longe”;

 A escola é responsável por todos os alunos;



FRASES SOBRE O NOVO DECRETO….
 O professor de EE não é o professor do aluno. O aluno com deficiência é um
aluno como os outros, ou seja, aluno da turma;

 O ensino é para todos. A Escola só por si não resolve todos os problemas;

 Não é cardápio de possíveis problemas;

 Visão centrada na resolução de problemas;

 Esta legislação é baseada num paradigma “ Os Direitos da Criança.”

 Ouvimos pouco os alunos e as famílias;


DECRETO-LEI N.º 54/2018

 Abandona os sistemas de categorização de alunos, incluindo a “categoria”


Necessidades Educativas Especiais;
 Abandona o modelo de legislação especial para alunos especiais;
(estabelece um continuum de respostas para todos os alunos);
 Coloca o enfoque nas respostas educativas e não em categorias de
alunos;
 Perspetiva a mobilização, de forma complementar, sempre que necessário
e adequado, de recursos da saúde, do emprego, da formação profissional e
da segurança social.
Equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva - EMAEI

Competências :
 Sensibilizar a comunidade educativa para a educação inclusiva;
 Propor medidas de suporte à aprendizagem a mobilizar;
 Acompanhar e monitorizar a aplicação de medidas de suporte à
aprendizagem;
 Prestar aconselhamento aos docentes na implementação de práticas
pedagógicas inclusivas;
 Elaborar o RTP e, se aplicável, o PEI e o PIT;
 Acompanhar o centro de apoio à aprendizagem.
Equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva - EMAEI

Elementos permanentes Elementos variáveis


conhecedores da organização da Incluem-se todos os profissionais que
escola intervêm com o aluno

Coadjuvante do Diretor; O educador, o professor titular de


turma, diretor de turma;
Coordenadora de Educação Especial;
O docente de Educação Especial;
Três membros do CP com funções de
coordenação pedagógica de diferentes Outros docentes do aluno ou técnicos
níveis de ensino; que apoiam o aluno;

Um psicólogo. Assistentes Operacionais.

Pais / EE
Pais e Encarregados de Educação
Direitos e deveres conducentes ao envolvimento em todo o processo
educativo dos seus educandos.
 Participar :
na elaboração do RTP;
nas reuniões da equipa multidisciplinar;
e acompanhar a definição e implementação das medidas a aplicar;
na elaboração e avaliação do PEI.

 Receber uma cópia do RTP e, se aplicável, do PEI e do PIT;

 Solicitar a revisão do PEI;

 Consultar o processo individual do seu filho ou educando;

 Ter acesso a informação compreensível relativa à educação do seu filho ou educando.


Recursos específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão

Recursos humanos específicos;

Recursos organizacionais específicos;

Recursos específicos existentes na comunidade.


São recursos humanos específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão:

- Os docentes de educação especial;

- Os técnicos especializados;

- Os assistentes operacionais, preferencialmente com formação específica.


Intervenção do Docente de Educação Especial :

Em duas vertentes;

 Trabalho colaborativo com os diferentes intervenientes no processo


educativo;

 Apoio direto aos alunos – complementar ao trabalho desenvolvido em


sala de aula ou em outros contextos educativos
Docente de Educação Especial

Assume um papel essencial no processo de flexibilidade curricular;

Contribui para a promoção de competências sociais e emocionais;

Promove o desenvolvimento das áreas de competências inscritas no Perfil dos


alunos à saída da escolaridade obrigatória:
a capacidade de resolução de problemas;
o relacionamento interpessoal;
os pensamentos crítico e criativo;
a cidadania.
Docente de Educação Especial

É igualmente relevante:
 nos processos de gestão dos ambientes de sala de aula,
 na adaptação dos recursos e materiais,
 na constituição de grupos de alunos consoante as suas necessidades e
potencialidades,
 na adequação das metodologias de ensino e de aprendizagem,
 na avaliação das aprendizagens,
 na definição de percursos de melhoria das aprendizagens,
 no trabalho interdisciplinar,
 na monitorização da implementação de medidas de apoio à aprendizagem.
Docentes de Educação Especial
 Criar oportunidades que valorizem a participação de todos os alunos na sala
de aula,
 planeamento das aulas,
 criação de grupos de trabalho de alunos.

 Intervir de forma específica de acordo com a problemática do aluno,

Partilhar o ensino com o docente da turma,


Ensinar pequenos grupos heterogéneos de alunos ou um ensino individual.

 Com os docentes da turma,


 definir as acomodações curriculares,
 adaptar ou modificar o currículo,
 ensino diferenciado, para um desenho universal para a aprendizagem (DUA),
para uma intervenção multinível.
Docentes de Educação Especial

 Elemento fundamental no apoio à transição para a vida pós-escolar,

 Intervenção especializada e personalizada que potencie o envolvimento e o

sucesso do aluno,

 Promover comportamentos positivos nos alunos,

 Participar com a direção da escola na orientação da intervenção dos vários

profissionais que atuam junto do aluno.


Técnicos especializados

 Recursos humanos específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão.


Psicólogos
Terapeutas da Fala
Terapeutas ocupacionais
Fisioterapeutas
Técnicos de serviço social

 Integram a EMAEI
 Função de consultoria colaborativa a apoio aos docentes
Assistentes Operacionais

Recurso humano específico de apoio à aprendizagem e à inclusão.


 Papel fundamental na efetivação de um clima inclusivo nas escolas.
 Elementos variáveis da EMAEI.
 Articulação com docentes dos alunos e com os encarregados de educação.
 Facilitar a inclusão e estimular a interação dos alunos com problemáticas junto
dos seus pares no recreio.
 Capacidade de trabalho colaborativo e gestão de conflitos.
 Acompanhamento dos alunos na realização de atividades de vida diária (ex.:
autonomia pessoal e social).
o
Recursos organizacionais específicos

•Equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva- EMAEI;

•Centro de apoio à aprendizagem;

•Escolas de referência no domínio da visão;

•Escolas de referência para a educação bilingue;

•Escolas de referência para a intervenção precoce na infância;

•Centros de recursos de tecnologias de informação e comunicação para a educação


especial- CRTIC
o
Recursos organizacionais existentes na comunidade

•Equipas locais de intervenção precoce (ELI);

•Equipas de saúde escolar dos ACES/ULS;

•Comissões de proteção de crianças e jovens (CPCJ);

•Centros de recursos para a inclusão (CRI);

•Instituições da comunidade (solidariedade e segurança social, serviços do emprego e


formação profissional, serviços da administração local);

Estabelecimentos de educação especial


Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão

Medidas universais

Medidas seletivas

Medidas
adicionais
Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão
Medidas universais - Nível 1
Visam fornecer respostas educativas para todos os alunos, incluindo
os que necessitam de medidas seletivas ou adicionais, para
promover a participação e a melhoria das aprendizagens.
Medidas universais - Nível 1

Respostas que a escola mobiliza para todos os alunos de forma a promover


a participação e a melhoria das aprendizagens:

oA diferenciação pedagógica;

oAs acomodações curriculares;

oO enriquecimento curricular;

oA promoção do comportamento pró-social;

oA intervenção com foco académico ou comportamental em pequenos grupos


Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão

Medidas seletivas – Nível 2


Visam colmatar as necessidades de
suporte à aprendizagem não
supridas pela aplicação
de medidas universais
Medidas Seletivas- Nível 2

 Não compromete as aprendizagens essenciais nem as competências previstas no


Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória.

 Implica a elaboração de relatório técnico-pedagógico.

Os percursos curriculares diferenciados;


As adaptações curriculares não significativas;
O apoio psicopedagógico;
A antecipação e o reforço das aprendizagens;
O apoio tutorial
Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão

Medidas adicionais – Nível 3


Visam colmatar dificuldades acentuadas e
persistentes ao nível da comunicação
interação, cognição ou
aprendizagem
Medidas Adicionais - Nível 3

Exigem recursos especializados de apoio à aprendizagem e à inclusão,


devendo ser explicitadas no relatório técnico-pedagógico.

Elaborado um programa educativo individual

O centro de apoio à aprendizagem, complementa o trabalho realizado em sala


de aula ou noutro contexto educativo
A frequência do ano de escolaridade por disciplinas;
As adaptações curriculares significativas;
O plano individual de transição;
O desenvolvimento de metodologias e estratégias de ensino estruturado;
O desenvolvimento de competências de autonomia pessoal e social.
Progressão

A progressão dos alunos abrangidos por medidas universais e seletivas de


suporte à aprendizagem e à inclusão realiza-se nos termos definidos na lei.

A progressão dos alunos abrangidos por medidas adicionais de suporte à


aprendizagem e à inclusão realiza-se nos termos definidos no RTP e no PEI.