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Apostila do

Manual de identidade Visual

Prof. Rubens Aparecido Campos


Introdução

Para iniciar este manual, deve-se definir o próprio termo Identidade visual. Existem vários termos,,
porem, será feito um resumo dos diversos explicados nos livros de comunicação visual, de design
gráfico, de Branding, etc. Alias as variantes para os termos crelativos a visualização da imagem que
representa uma instituição, indivíduo, comunidade etc, também confunde os iniciados ou não
iniciados, sendo que é possível usa-los como sinônimos quando se deseja falar de marca,
logomarca, logotipo, etc., que é também motivo de discussões que não leva a lugar algum.

Tudo tem uma historia, o mesmo vale para a identidade visual. Desde os primeiros agrupamentos
humanos o homem primitivo deixava marcada nas paredes das cavernas imagens que
correspondiam as suas experiencias de vida. Imagens simbólicas carregadas comuns ao grupo,
serviam como guias de sobrevivência e unidade da tribo. E quando ele começo a viver em
comunidade , produzir objetos e a domesticar animais, sentiu a necessidade de identifica-los quando
fosse perdidos ou para mostrar as diferenças em relação a outros grupos. Eles de algum modo
marcavam-os com algum instrumento ou características que fossem fáceis de identificar.

Na idade media durante o seculo XII, segundo Heilbrunn (2004, p. 13) que identidade de
significação de grupo aparece nos campos de batalhas ou torneios, nos escudos dos guerreiros, nas
bandeiras, que identificavam como pertencente a um poder feudal, leigo ou eclesiástico. Durante
muitos seculos, entretanto, não foi usada oficialmente como sistema legal. Do mesmo modo os
artistas deste período já assinavam seus quadros ou colocavam elementos que diferenciavam de
outros, assim como as guildas (primeiras associações de trabalhadores) que marcavam seus
produtos para identificar as qualidades em relação a outras guildas.

No Sec. XIX, quando as instituições se firmam, é natural que elas adotem significações que a
representam. Antes o que era apenas um desenho, adquire status de significações muito mais
simbólica, carregada de valores que estão além da própria imagem produzida pelo Designer.

A identidade visual, agora é explorada para levar ideias e conceitos de identidade com os
consumidores como valores e sonhos de família, de espirito de empreendedor, de heroísmo, de
individualismo, de grupo, de educação, de proteção, de informação, de entretenimento, etc.

Atualmente a forma (Gestal), a significação (semiótica), a psicologia (personalidades arquetípicas)


são ferramentas importantes para que o objetivo da identidade visual sintetize valores de
identificação neste mundo complexo e carregados de imagens, sons, odores, táteis que atingem
todos nós com enorme velocidade. É a luta das empresas para que os consumidores/usuários
reconheça entre outras tantas dentro do mar de informação nesta era da informação pós-moderna.

As empresas que não conseguem transmitir elementos que sejam perceptivos de seus serviços,
produtos, serão engolidas por aquelas que enxergam na identidade visual alem de um desenho
elegante, moderno, enxergam valores patrimoniais e experiencias positivas com o consumidor
es/usuários.

Não é mais suficiente dominar ferramentas gráficas, ou desenhar excepcionalmente bem. Criar uma
identidade visual exige atenção interdisciplinar para que torne possível traduzir a verdadeira
identidade, que humanize e seja natural seus valores intencionais.
Definições de Identidade Visual

- Conjunto de elementos gráficos (marca, logotipo, cor, uniforme, rótulos, pintura de veiculos) que
identificam visualmente uma empresa, instituição, serviço, programa, evento ou atividade. Pode
aplicar-se também a produtos. (Abc do design).

- Refere-se ao conjunto de manifestações físicas a partir do qual uma ideia, um serviço, um


produto, uma empresa ou qualquer tipo de associação se apresenta e se faz reconhecer junto a seu
publico. Uma identidade visual é percebida não apenas pela marca aplicada em uniformes,
painéis, interfaces gráficas digitais, e impressos em geral, mas também pelo comportamento e
maneira de falar dos funcionários, pelo imobiliário e tipo de som dos ambientes e todas as
manifestações concretas visuais, auditivas e olfativas. (Coelho, p. 202).

- Características de uma empresa que definem quais qualidades são sinônimos do seu nível de
serviço, da sua natureza inovadora ou da sua forma de fazer negócios. Uma marca é a expressão
ou presença dessa unidade no mercado e pode ser utilizada para criar uma identidade exclusiva.
(Ambrose, Harris, p. 139).

- A Identidade visual é um conjunto de elementos gráficos que irão formalizar a personalidade


visual de um nome , idéia, produto ou serviço. Esses elementos agem mais ou menos como a
roupas e as formas de como as pessoas se comportam. Deve informar, substancialmente, a primeira
vista. Estabelecer com quem os vê um nível ideal de comunicação. Uma identidade visual é uma
coisa viva, que está sempre em constante aperfeiçoamento e atualização. (Strunck, p. 142).

- A identidade da marca refere-se a capacidade de uma marca ser reconhecida como única ao
longo do tempo, sem confusão, graças aos elementos que a individalizam. (Chevallier, Mazzalovo,
p. 123).

- A identidade visual corporativa é o resultado de um sistema organizado de ações e planejamentos


com o objetivo de apresentar uma organização ou evento para o seus públicos internos e externos.
Registra-se na sua breve história mudanças fundamentais na forma de pensar, criar e implantar
estes programas . (Vieira, p. 10).

BRANDING

Brand significa marca em inglês. Provem do norueguês arcaico de raiz germânica que significa
“queimar”. Era utilizado pelo dono para marcar seu gado que tinha a responsabilidade de alimenta-
lo e cuidar dele. Havia uma relação direta entre propriedade e responsabilidade, do mesmo modo
que os atuais produtores e fornecedores de serviços tem com sua marca, transmite assim aos seus
proprietários uma carga de direitos e deveres.

COMO REGISTRAR E POSSUIR UMA MARCA

No brasil para que possa tornar proprietário de uma marca, é necessário que faça o registro no INPI
(Instituto Nacional de Propriedade Industrial), regulamentado na lei (5.772, de 21 de dezembro de
1971).

Para o órgão, marca é considerada como um simbolo ou figura utilizados para identificar empresas,
entidades, produtos ou serviços.
DE ACORDO COM SUA APLICAÇÃO AS MARCAS PODEM SER:

− Produtos e Serviços.
- Certificações (Selos de qualidade, normas e especificações técnicas)
- Coletivas (Sindicatos ou entidades)
- Figurativas (Combinação de figuras, símbolos e sinais gráficos, escritas particularizada,
logotipo).
- Nominativa (Combinação de letras e números que possam ser lidas ou seja um nome).
- Mistas (Combinação das marcas nominativas e figurativas (Logotipo e simbolo).
- Tridimensionais ( Forma de produto ou embalagem, que por si só, tenha uma capacidade
distintiva, como a garrafa da coca-cola, embalagem Toblerone).

POR QUE REGISTRAR ?

− A marca registrada garante ao seu titular o direito de uso exclusivo em todo o território
nacional em seu ramo de atividade econômica.

− A vigência do registro é de dez anos, podendo ser prorrogado por quantas vezes houver o
interesse.
METODOLOGIAS

A boa construção de uma marca segue uma metodologia que muitas vezes desvia o foco da solução
gráfica. A solução gráfica é o resultado que entra em contato com a essência da marca, o que ela
significa. É o que se faz através de pesquisa com o consumidor/usuário da marca, é quando se
busca o verdadeiro significado da entrega da identidade da marca da empresa. Durante este
processo o design deve afastar-se momentaneamente do gostar ou não da aparência externa da
marca.

Existem algumas metodologias que podem orientar na construção da identidade visual, como
metodologia de BrandWheel e a metodologia dos arquétipos (Baseado nos conceitos de
personalidades-tipo do Psicólogo Carl G. Jung).
IDENTIDADE CORPORATIVA

A identidade corporativa é muito antiga. Ela é uma conseqüência da evolução da complexidade das
relações humanas, de como pessoas se comportam quando formam grupos – porque o ser humano, a
partir da unidade familiar, passando pela escola e universidade, pela fábrica e pelo escritório,
sempre vive e produz em grupos. A identidade corporativa é fruto da soma das características
pessoais de cada elemento que faz parte da organização. Tais características interagem, resultando
em novos traços que distinguem o grupo – a organização – de outros e também de seus integrantes
separadamente. A identidade corporativa é um conjunto de comportamentos, posturas, valores,
rituais e características visuais e sensitivas que distinguem uma organização das demais. Há uma
equivalência entre a identificação do indivíduo e das organizações, sejam estas apenas uma reunião
informal de indivíduos ou grandes e complexas organizações.

A identidade visual corporativa - IVC – é construída a partir de um conjunto de elementos básicos


do design, envolvendo símbolo, logotipo, tipografia, cores. Também concorrem para a identidade
visual de uma organização os elementos visuais que a representam fisicamente, aí incluindo-se
prédios, veículos, uniformes, sinalizações, decoração, folheteria, enfim, tudo que transmita
visualmente a identidade da mesma. Estes elementos podem, e devem, ser ordenados de forma a
criar um padrão que diferencie e destaque visualmente uma organização das demais, assim como
devem gerar uma empatia com seus públicos internos e externos, a fim de potencializar seus
esforços de comunicação.
O quadro a seguir resume a construção de uma identidade visual
corporativa:

O principal objetivo de um manual é controlar a


identidade visual da organização, contribuindo para a sua visibilidade e para a
interpretação adequada do público interno e externo.
Criando o Manual de Identidade Visual

A criação de um manual de identidade visual é uma parte importante da atividade do designer


gráfico. Para muitos designers esta é normalmente uma das etapas mais complicadas do trabalho,
pois o grau de detalhamento e especificação exige dedicação redobrada e muita atenção.
O Manual de Identidade Visual, ou Identidade Corporativa pode ser definido como um guia para o
uso adequado da marca que você acabou de criar. Ele oferece a garantia que seu logo terá suas
características visuais preservadas e uma comunicação correta e produtiva. Nenhum designer
costuma se sentir muito confortável quando percebe que sua criação esta sendo manipulada de
forma inadequada. Nada melhor, neste sentido, do que enviar para o cliente um documento
contendo as recomendações e sugestões técnicas, para a utilização ideal da marca.
Muitas dúvidas surgem durante a confecção do Manual, como, por exemplo, o tamanho adequado, o
número de páginas, as informações que devem necessariamente aparecer, e assim por diante.
Quanto a extensão do Manual, podemos dizer que é uma questão relativa, pois vai depender do tipo
de empresa para quem a marca foi criada. Organizações como Universidades, por exemplo, exigem
informações bastante detalhadas sobre a utilização do logotipo, já que possuem diferentes
segmentos internos, uma infinidade de documentos onde a marca será aplicada, campanhas de
marketing e etc. Empresas menores, como a padaria do seu bairro, exigem um grau menor de
detalhamento e normatização.
Os designers costumam criar seus Manuais de Identidade Visual em programas para diagramação
como o Adobe InDesign e até mesmo o CorelDRAW ou o Adobe Illustrator. Os documentos
normalmente são enviados para o cliente em formato PDF.
Em relação ao conteúdo, o ideal é que sejam incluídas normas e recomendações sobre o contexto de
construção da marca, dimensões do logo, malha construtiva, fonte utilizada, cores em diferentes
formatos (CMYK, RGB, Pantone), aplicações em papelaria, e etc.
Abaixo realizamos um estudo de caso detalhando cada parte de um Manual de Identidade Visual,
para uma empresa na área comercial. O objetivo não será estabelecer uma espécie de regra para a
criação de um Manual e sim esclarecer algumas dúvidas e oferecer sugestões, Confira!
A Capa
A capa deverá conter exclusivamente o logotipo e um título. A arte vai depender da criatividade de
cada designer.

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O Sumario/Índice
O índice normalmente é opcional, e utilizado quando o Manual possui um grande número de
páginas. Em Manuais mais simplificados esta opção poderá agregar qualidade ao produto final.

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Apresentação do Manual
Nesta página se informa o nome do designer ou agência responsável pelo trabalho e algumas
considerações sobre o objetivo do Manual.

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Elementos Gráficos: Logo


Contém as informações sobre o conceito e objetivos do logo.

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A página seguinte apresenta considerações sobre a arte do logotipo.

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A terceira página dos elementos gráficos mostra o conceito do logo.

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Malha Construtiva
A Malha Construtiva serve para organizar os elementos gráficos estabelecendo coordenadas que
facilitarão a manipulação do logo por outros designers ou gráficos.

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Cores e Versões
Neste espaço você irá informar as cores utilizadas para a criação da marca em diferentes versões, e
também as variações do logo em preto e branco, negativo, etc.

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Tipografia
Informe a fonte utilizada no logotipo.

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Cores e Fundo
É importante também informar as diferentes maneiras de se divulgar o logo, levando em conta o
fundo utilizado. Sugira cores que melhor apresentam a marca e cores que não deverão ser utilizadas
em layouts, ou apresente soluções como uso de bordas ou caixas que evitem a interferência entre
logo e background.

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Considerações Finais
Neste espaço o designer costuma apresentar os arquivos enviados junto com o Manual de
Identidade Visual, assim como faz alguns agradecimentos.