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HISTÓRIA DA JMM – JUNTA DE MISSÕES MUNDIAIS

Textos de Othon Ávila Amaral, historiador, membro da IB Betel em Mesquita (RJ).

Antecedentes

Os batistas brasileiros há 110 anos, por ocasião da reunião anual da União das Igrejas em
Cristo do Sul do Brasil, constituída pelas igrejas do Rio de Janeiro (1884), de Campos/RJ (1891),
de Niterói/RJ (1892), de São Fidélis/RJ (1894), de Juiz de Fora/MG (1889), de Barbacena/MG
(1892) e de Santa Bárbara d'Oeste/SP (1871), reuniram-se a fim de levantar dinheiro para
sustentar um missionário. E a União, durante sua curta existência, muito se esforçou para o
desenvolvimento do espírito missionário. Dois anos depois, em Juiz de Fora/MG, a União
permanecia com os mesmos propósitos e os representantes das igrejas deliberaram
fervorosamente a necessidade de sustento próprio a fim de ajudar na evangelização do Brasil e
do mundo. O assunto foi tão entusiasticamente debatido que foi votado, por unanimidade,
sustentar um obreiro nacional da África. Tais antecedentes comprovam o amor que os
brasileiros têm pela obra missionária.

A fundação da Junta de Missões Mundiais

A Junta de Missões Estrangeiras, seu nome original, surgiu mediante parecer apresentado pelo
missionário Willim B. Bagby na sexta sessão, no último dia da Convenção, em 27 de junho de
1907. Foram membros da histórica e altamente qualificada comissão: Salomão Luiz Ginsburg,
Eurico Alfredo Nelson, Albert Lafayette Dunstan e Francisco Fulgêncio Soren.

Na mesma assembleia dois mensageiros, Eurico Alfredo Nelson e W. H. Cannada, propuseram,


com apoio, que a Junta recém-criada enviasse o missionário Bagby ao Chile para conhecer os
batistas ali existentes e definir se aquele país deveria ser, ou não, o primeiro campo
missionário estrangeiro dos batistas brasileiros; e também que a Junta de Missões Estrangeiras
estudasse a possibilidade de abrir um trabalho batista em Portugal.

O primeiro campo

No parecer para a criação da Junta, o missionário menciona uma carta recebida que noticiava a
existência de batistas trabalhando na Missão da Aliança, e que, por meio deles, já havia cerca
de 900 batistas no país andino que desejavam ser organizados em igrejas batistas.
Tal carta foi entregue pelo pastor Carlos Roth, missionário de origem alemã que veio para a
América do Sul supervisionar o trabalho batista entre os germânicos no Brasil, na Argentina e
no Chile. Lá no país andino conheceu o pastor escocês William Daniel Thompson Mac Donald
Sinclair (1852-1939) e o pastor Wenceslao Valdívia, chileno, que viria a ser o primeiro
missionário nacional sustentado pelos batistas brasileiros. E foi o pastor escocês que enviou a
carta para o missionário Bagby.

Estabelecidos os contatos com Mac Donald e com Wenceslao Valvídia, o missionário W. B.


Bagby enviou ao missionário Salomão Ginsburg uma notícia na qual demonstrava toda a sua
alegria: “Tenho novas para todos vocês. Domingo, 26 de abril, foi organizada a primeira
Associação Batista Chilena (que aqui é denominada Conferência Batista), com delegados de
doze igrejas batistas representando mais de 500 membros”.

Finalmente, em 1917, os batistas brasileiros transferiram para a Junta de Richmond, hoje


International Mission Board, a responsabilidade que, desde 1908, mantinha com os batistas
chilenos por muitos anos. Todavia, anos depois, os batistas brasileiros voltariam a estabelecer
uma nova missão no país andino.

O primeiro missionário

João Jorge de Oliveira (1882-1957) foi o primeiro missionário das igrejas batistas do Brasil em
Portugal. Converteu-se na Congregação Batista do Engenho de Dentro/RJ, em 1898, quando
tinha 16 anos, ouvindo o vibrante evangelista Pedro Sebastião Barbosa (1858?-1921), decisão
confirmada posteriormente após ouvir outro grande evangelista, Florentino Rodrigues da Silva.
Estudou nos Estados Unidos, na Universidade de Baylor, e lá foi consagrado ao pastorado.
Retornou ao Brasil e trabalhou em Belém/PA como representante da Sociedade Bíblica
Britânica e Estrangeira.

Em 1910, João Jorge de Oliveira chega novamente a Belém e decide visitar a sede da Junta de
Missões Estrangeiras, cuja sede estava na cidade de Recife/PE, e cujo Secretário
Correspondente era o missionário Salomão Ginsburg. Lá manifesta o seu propósito de seguir
para o campo missionário, recebendo total apoio dos membros da Junta. Seguiu para a cidade
de Campos/RJ, onde seria realizada a 5ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira, e lá
representou a Missão do Amazonas.
Exatamente na noite de 23 de junho de 1911, a Comissão deu parecer sobre Missões
Estrangeiras, liderada pelo Pr. William Buck Bagby e coadjuvada pelos pastores Alberto Lessa e
José Gresenberg, e recomendou: 1) que os batistas brasileiros continuassem a sustentar o
trabalho no Chile; 2) que o irmão João Jorge Oliveira fosse imediatamente enviado para
Portugal; e 3) que as igrejas trabalhassem para levantar 10 mil contos de réis, durante um ano,
para esta obra missionária urgente e importantíssima.

Finalmente aprovado o parecer, e depois da entusiasmada palavra do novo missionário, João


Jorge Oliveira, o Presidente da Junta, James J. Taylor, convocou um momento de consagração
com imposição de mãos dirigido em oração pelo irmão Ernesto Alonso Jackson. Eram membros
da Junta de Missões Estrangeiras: Ernesto A. Jackson, Francis Marion Edwards, James Jackson
Taylor (Presidente); Salomão Luiz Ginsburg (Secretário Correspondente), John Watson
Shepard, Theodoro Rodrigues Teixeira, Menandro Martins (Secretário Arquivista), Thomaz
Lourenço da Costa (Tesoureiro), J. A. Gouveia (Vice-presidente). Antes de seguir para Portugal,
João Jorge de Oliveira passou por Garanhuns/PE, onde se casou com Prelediana Frias,
pernambucana e filha de portugueses.

Portugal, o segundo campo missionário

A segunda recomendação da primeira assembleia da Convenção Batista Brasileira foi a de que


a “jovem” Junta olhasse com acuidade a situação de Portugal como um dos nossos futuros
campos missionários. Foi exatamente o que fez a Junta: enviou a Portugal o missionário
Zacarias Clay Taylor, o pioneiro que formava, ao lado de J. J. Taylor e W. E. Entzminger, a tríade
dos mais bem preparados missionários dos primeiros 25 anos do trabalho batista no Brasil.

A presença de Zacarias Taylor em Portugal foi de extraordinária importância, pois ele reuniu-se
com os representantes da igreja batista, organizada por Reginaldo Young, na cidade do Porto,
os quais dela foram afastados e reorganizados em igreja em 24 de setembro de 1908,
manifestando o propósito de colaborarem com a Convenção Batista Brasileira. Desse encontro
surgiu, em 20 de dezembro de 1908, a Primeira Igreja Batista do Porto, ou Tabernáculo Batista,
reorganizada em concílio que teve a participação de Zacarias Taylor.

Alguns anos depois, em 1912, os membros de igreja organizada por Joseph Jones (1848-1928),
ainda sob sua liderança, foram para a PIB do Porto formando, então, uma única igreja. É bom
dizer que Joseph Jones foi batizado no Tabernáculo Batista de Londres, pelo irmão de Charles
Hadden Spurgeon, John C. Spurgeon. Ao regressar a Portugal imergiu os primeiros candidatos
e organizou a igreja de que foi pastor, em 6 de setembro de 1888, cabendo-lhe a primazia de
organizar e pastorear a primeira igreja batista, de fato, em Portugal.
Miss. Antônio Maurício

Nos primórdios do trabalho batista brasileiro no exterior, um nome merece ser lembrado:
Antônio Maurício (1893-1980). Foi ele ganho para Jesus através da instrumentalidade de um
brasileiro não-crente chamado Lourenço Deoclécio de Melo. Foi batizado pelo missionário
João Jorge Oliveira no dia 19 de outubro de 1919, no Rio Pavia. Depois de pouco mais de um
ano, segue para Angola, que havia sido atacada pelos alemães.

Retornou a Portugal, de onde João J. Oliveira o encaminhou ao Seminário Teológico Batista do


Sul do Brasil, no Rio de Janeiro, formando-se em Letras e Artes e tornando-se Mestre em
Teologia. Na cidade do Rio de Janeiro foi consagrado ao pastorado no dia 11 de setembro de
1919, no templo da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, a pedido da Igreja Batista da
Tijuca. Antônio Maurício retornou a Portugal onde pastoreou a PIB do Porto (1920-1934), IB de
Leiria (1934-1957?), e a IB de Coimbra (1961). Sua primeira esposa foi Alice Mingot. Com seu
falecimento, casou-se com Adalgiza Wanderley.

A partir de 1925 começam a seguir os missionários autenticamente brasileiros para o exterior:


o casal Achiles de Vasconcelos Barbosa e Djanira Schueller Barbosa, e Eduardo Gobira e
Herodias Neves Gobira, ambos os casais em 1936; Hélcio da Silva Lessa e Odete Faria Lessa, em
1953; e a partir de 1971 um número sempre crescente de missionários era enviado, inclusive
alcançando Portugal Insular (Açores).

Os Diretores Executivos

Líderes com coração missionário

Por muitos anos, o executivo da Junta de Missões Mundiais (e de outros órgãos da CBB) é
chamado de Secretário Correspondente e Tesoureiro. Correspondente, porque é a pessoa
responsável por manter as correspondências em dia e divulgar o trabalho. Tesoureiro, porque
é quem administra os recursos financeiros. Mais tarde, passa a chamar-se Secretário Geral e
Tesoureiro. Posteriormente, mudou para Secretário Executivo. A partir de 2003, seguindo
orientação legal, adota-se o título de Diretor Executivo.

Nestes 100 anos, 16 Diretores Executivos – 13 eleitos e três interinamente – têm seus nomes
ligados à Junta de Missões Mundiais. Muitos (principalmente nos prineiros anos da Junta)
dedicam-se a outras atividades, como pastorado ou mesmo alguma profissão secular e, muitas
vezes, não eram sequer remunerados. Por exemplo: Thomaz Lourenço da Costa era gerente de
uma loja de calçados; Menandro Martins era comerciante; Moysés Silveira era diretor do
Colégio Batista Shepard, no Rio de Janeiro; Raphael Zambrotti e Ricardo Pitrowsky eram
pastores no Rio de Janeiro; Ernesto A. Jackson, O. P. Maddox e L. L. Johnson eram missionários
americanos da Junta de Richmond.

O primeiro Diretor Executivo (ou Secretário Correspondente e Tesoureiro) é Salomão Luis


Ginsburg. Nasce na Polônia em 6 de agosto de 1867, sendo filho de judeus (o pai era rabino).
Mora na Alemenha dos 6 aos 14 anos (pai quer que ele também seja rabino). Quando em
Londres, um judeu convertido ao cristianismo o convida para ouvir uma conferência sobre
Isaías 53; ele fica impressionado. O amigo lhe fala de Jesus e, três meses mais tarde, ao ouvir
uma mensagem sobre Mateus 10.37, aceita a Cristo como Salvador. Salomão Luis Ginsburg
vem para o Rio e em agosto de 1893 se casa com Ema Morton que estava no Brasil desde
1889.

O Pr. Alcides Telles de Almeida é vice-presidente da Junta quando o Diretor Executivo, Pr.
Raphael Zambrotti, adoece. Letha Saunders o substitui por alguns meses e regressa aos
Estados Unidos.

Alcides Telles de Almeida então aceita o desafio de dirigir a Junta. É eleito Secretário Interino
e, finalmente, efetivado. É dele o slogan “O Campo é o Mundo”. Outro Executivo, Pr. José dos
Reis da Silva Pereira, permanece durante 20 anos consecutivos como membro da JMM.
Preside a Junta de 1948 a 1967.

No dia 13 de julho de 1979 toma posse como então Secretário Geral da Junta de Missões
Mundiais o Pr. Waldemiro Tymchak, natural do Paraná. É um dos raros Executivos missiólogos.
A visão missionária e as estratégias adotadas durante a sua administração dão um novo
impulso à obra dos batistas brasileiros realizada através da Junta de Missões Mundiais e os
quase 28 anos do Pr. Waldemiro Tymchak à frente da JMM representam um período de
grandes realizações. Ele faleceu, dia 20 de abril de 2007, no Rio de Janeiro.

Alcides Telles de Almeida: "O campo é o mundo" (1955 - 1979)

Graças a Alcides Telles de Almeida (1913-1979), que assumiu a função de Diretor Executivo da
Junta em 1955, como interino, e foi efetivado em 1960, que o termo “o campo é o mundo”
tornou-se conhecido e amado pelos batistas brasileiros. Foi na sua gestão administrativa, sob a
sábia orientação do Presidente, pastor José dos Reis Pereira, que a Junta teve um avanço
extraordinário na conquista do mundo para o Senhor Jesus Cristo. Foram abertos, entre os
anos de 1964 e 1978, 10 novos campos missionários. Sob sua direção foi criada a revista “O
Campo é o Mundo”.

Waldemiro Tymchak: um sucessor abençoado (1979 - 2007)

Esteve a frente da Junta de Missões Mundiais durante 28 anos. O Programa de Adoção


Missionária, idealizado por ele e por sua esposa, deu um novo impulso à obra missionária,
atraindo mais de 50 mil adotantes. Quando assumiu a diretoria executiva, em 1979, a JMM
possuía 56 missionários em 11 países/campos; em 2007, ano em que deixou a JMM, foram
mais de 560 em 62 países. Muitos paradigmas foram quebrados em prol do crescimento e
contextualização da evangelização dos povos, como o uso do esporte como ferramenta de
evangelismo, o envio de jovens missionários chamados Radicais, parcerias e convênios com
Convenções nacionais ou agências missionárias. Enfim, o Pr. Waldemiro lutou, com sua vida,
para servir a Deus de forma integral, tornando a obra missionária uma prioridade para a Igreja
de Cristo.

Sócrates Oliveira de Souza

O Pr. Sócrates Oliveira de Souza é o atual diretor executivo da Convenção Batista Brasileira e
acumulou interinamente a Direção Executiva da Junta de Missões Mundiais de abril de 2007,
após o falecimento do Pr. Waldemiro Tymchak, até novembro de 2009, quando da eleição do
Pr. João Marcos Barreto Soares. Em sua gestão, os avanços da obra missionária foram
mantidos e houve contínuo crescimento.

João Marcos Barreto Soares

O Pr. João Marcos Barreto Soares foi eleito, como novo Diretor Executivo da Junta de Missões
Mundiais (JMM), pelo Conselho Geral da Convenção Batista Brasileira (CBB), no dia 18 de
novembro de 2009. Ele tomou posse no cargo durante a Noite Missionária na 90ª Assembleia
da Convenção Batista Brasileira (CBB), em Cuiabá/MT, no dia 25 de janeiro de 2010. Ele é
casado com a psicóloga Elzi Maciel Soares e tem três filhos: João Gabriel, Rafaela e Pedro
Marcos.

Diretores Executivos da JMM

* Salomão Luiz Ginsburg – 1907 a 1911

* Ernesto A. Jackson – 1912 a 1914

* O.P. Maddox – 1915 a 1917

* L.L. Johnson – 1918 a 1919

* Menandro Martins – 1919 a 1924

* Tomaz Lourenço da Costa – 1924 a 1933

* Ricardo Pitrowsky – 1934 a 1935

* Francisco Manoel do Nascimento – 1936 a 1941


* Manoel Correia Monteiro – 1942 a 1943

* Moysés Silveira – 1943 a 1953

* Emanuel Fontes de Queiroz (Interino) – 1948 a 1953

* Raphael Zambrotti – 1953 a 1955

* Letha Saunders (Interina) – 1955

* Alcides Teles de Almeida – 1956 a 1979

* José dos Reis Pereira (Interino) – 1979

* Waldemiro Tymchak – 1979 a 2007

* Sócrates Oliveira de Souza (interino) – 2007 a 2009

* João Marcos Barreto Soares – 2009 – atual

A Junta de Missões Mundiais

Há mais de 100 anos fazendo missões no mundo

Não são muitas as agências missionárias no mundo que alcançaram a marca centenária como a
Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira. Criada em 1907, sua atuação
consiste na expansão do trabalho missionário além das fronteiras do Brasil, no despertamento
e preparo de vocacionados para missões, dentre muitas outras ações que contribuem para a
proclamação do evangelho no mundo.

Foi durante a primeira Assembleia da Convenção Batista Brasileira, em 1907, que o missionário
americano William Buck Bagby sugeriu a formação de uma agência missionária que cuidasse
da expansão missionária, fora dos limites geográficos brasileiros, das igrejas filiadas à CBB. Em
16 de junho surgia a Junta de Missões Estrangeiras. O Chile foi o primeiro campo missionário,
através o obreiro nacional Wenceslao Valdívia. Em 1911, o Pr. João Jorge de Oliveira seguiu
para Portugal, tornando-se o primeiro missionário brasileiro enviado pela então JME. Estes e
muitos outros dados históricos estão narrados no livro “100 anos de histórias”, de autoria do
Dr. Zaqueu Moreira de Oliveira e sua esposa, Dra. Edelweiss Falcão de Oliveira.
Atualmente, cerca de 700 missionários anunciam o Evangelho de Jesus Cristo em 64 países nas
Américas, Europa, África e Ásia. Eles evangelizam, plantam igrejas e desenvolvem diversos
projetos sociais. Nas últimas décadas, a JMM tem adotado estratégias para alcançar países
fechados à pregação do Evangelho, especialmente na Janela 10/40. Para tanto, possui um
plano de metas que regula e norteia o avanço missionário no mundo. O objetivo do trabalho
missionária da JMM é que todos os povos sejam alcançados e transformados pela mensagem
do amor de Deus.

Projetos sociais e evangelísticos

Em muitos lugares, anunciar Jesus Cristo abertamente pode criar enormes barreiras para o
avanço da obra missionária. Para conseguir transmitir efetivamente a mensagem de salvação
nessas sociedades, os missionários da Junta de Missões Mundiais desenvolvem diversos
projetos na área social e até esportiva. Todos têm perfil evangelístico e visam auxiliar as
populações locais, possibilitar a proclamação do evangelho. É assim através do PEM (Programa
Esportivo Missionário); do PEPE, programa socioeducativo promovido pela JMM; do POPE
(Programa de Odontologia Preventiva e Educativa) e da Fábrica de Esperança (Senegal), entre
tantos outros desenvolvidos com excelência nos campos.

O PEPE é, atualmente, o projeto de maior abrangência nos campos missionários da JMM. O


Programa está presente em 20 países, na América Latina e na África. Somente no último ano, o
PEPE registrou um total de 10.191 crianças alcançadas em 387unidades, com o apoio de cerca
de 850 pessoas entre educadores e voluntários. Através de linguagem simples e
contextualizada, sempre com fundamento bíblico, enquanto ensinam os missionários-
educadores atingem com a mensagem de salvação não só as crianças como também seus pais
e parentes próximos. Destaque para o grande número de conversões registradas.

No Paraguai funciona o Programa de Odontologia Preventiva e Educativa, simplesmente


chamado de POPE. Coordenado pelos missionários Dr. Paulo e Dra. Tereza Pagaciov, ambos
dentistas, o Programa tem sido uma importante ferramenta de conscientização social e
também de abertura para a pregação do Evangelho, tanto na capital quanto no interior do país
(inclusive em aldeias indígenas). Eles ministram aulas de educação dentária e prevenção de
cáries em crianças do PEPE e seus familiares e amigos. Na África, outros missionários têm
utilizado esse canal para ajudar a população local e anunciar a salvação em Cristo.

Já o PEM (Programa Esportivo Missionário) tem sido uma importante estratégia para entrar
em países “oficialmente” fechados para a pregação do Evangelho. Nesses lugares, o futebol
brasileiro, forte catalisador de oportunidades, serve como instrumento perfeito nas mãos de
Deus para evangelizar o povo, geralmente apaixonado pela técnica dos brasileiros. Assim,
países como Malásia, Senegal, Índia, China, Tailândia e Guiné estão abrindo suas portas para
treinadores e professores de futebol brasileiros, evangélicos comprometidos com o Reino de
Deus, para transformar a situação espiritual do povo local. Em outros países como Espanha e
Portugal, reduto dos maiores campeonatos de futebol da Europa, missionários brasileiros
estão ensinando futebol e pregando a salvação em Cristo.

No Senegal, África, o Projeto Fábrica de Esperança atende crianças em situações de


vulnerabilidade social (geralmente mendicantes). Dirigida pelos missionários Humberto Chagas
(médico ortopedista) e sua esposa Elisângela (dentista), o Projeto presta atendimento médico
e oferece alimentação, cuidados com a saúde, alfabetização, lazer, cursos profissionalizantes e
ensino para a vida. E envoltas numa atmosfera de amor, as crianças ficam mais abertas para
receberem a Palavra de Deus. Lá funciona também uma escolinha de futebol que, além de
servir à comunidade, tem conquistado números expressivos de conversões.

Apoio no Brasil

A fim de apoiar o trabalho que é realizado nos campos e atender as cerca de 12 mil igrejas e
congregações batistas de todo Brasil, cerca de 50 funcionários e colaboradores trabalham na
sede da JMM, no Rio de Janeiro, para dar suporte necessário aos missionários e para
comunicar o que é feito para anunciar o amor de Deus às nações. O Diretor Executivo da JMM
é o Pr. João Marcos Barreto Soares, que tomou posse no dia 25 de janeiro de 2010.

Um dos desafios da equipe da JMM é elaborar a Campanha de Missões Mundiais, que


anualmente mobiliza as igrejas para apoiar e interceder em favor de obra de evangelização
mundial. Em 2012, o tema é “Eles precisam de Cristo, a paz que liberta”.

Alinhado a essa mobilização anual, a JMM mantém o Programa de Adoção Missionária (PAM),
um meio que permite a participação dos cristãos de maneira constante e efetiva na obra de
evangelização mundial com ofertas sistemáticas.

Para contribuir com um dos Projetos ou Programas da JMM, ligue para (21) 2122-1900 (de
cidades com DDD 21) ou 0800 709 1900 (demais localidades).

Onde os Batistas Brasileiros estão


As igrejas da Convenção Batista Brasileira estão presentes, através da JMM, nos seguintes
continentes e países:

África – 15 países

África do Sul, Angola, Botsuana, Burkina Faso, Cabo Verde, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau,
Guiné Equatorial, Mali, Moçambique, Níger, São Tomé e Príncipe e Senegal e República
Centro-Africana.

Américas – 11 países

Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Haiti, Paraguai, Peru, República Dominicana e
Uruguai.

Norte da África, Ásia e Oriente Médio – 16 países

Devido à resistência de alguns países destas regiões ao Evangelho, seus nomes não podem ser
divulgados para não colocarmos em risco a vida de nossos missionários.

Europa – 20 países

Açores (Portugal), Albânia, Armênia, Azerbaijão, Bielorússia, Cazaquistão, Espanha, Estônia,


Geórgia, Itália, Letônia, Lituânia, Modávia, Polônia, Portugal, Romênia, Rússia, Tadjiquistão,
Turcomenistão, Ucrânia e Uzbeqistão.

Visão e Missão

Visão

Ser um referencial de excelência na expansão do Evangelho a todos os povos.

Missão

Servir e mobilizar as igrejas da CBB, viabilizando a obra missionária global.


Como se desenvolve o trabalho da JMM

A Junta de Missões Mundiais da CBB foi criada para coordenar e realizar os ideais missionários
das igrejas da CBB fora das fronteiras do nosso país. E essa atuação consiste na ampliação do
trabalho missionário entre os povos não alcançados, no reforço e na consolidação da obra
missionária nos países onde já há missionários batistas brasileiros, no despertamento e
preparo de vocacionados para missões, no desenvolvimento de projetos evangelísticos e
sociais e de muitas outras ações que contribuem para o avanço missionário no mundo. Nas
últimas décadas, a JMM tem adotado estratégias para alcançar países fechados à pregação do
Evangelho, especialmente na chamada Janela 10/40.

O plano de expansão missionária desenvolvido por Missões Mundiais prevê a conversão de


pessoas pelo Evangelho de Jesus Cristo e a consequente contribuição para a melhoria da
qualidade de vida local, a abertura de frentes pioneiras, o treinamento de líderes, a execução
de projetos especiais, o treinamento de obreiros da terra e a fundação de novas igrejas. Para
tanto, Missões Mundiais possui um plano de metas, que regula e norteia o avanço missionário
dos batistas brasileiros no mundo. Algumas das metas da JMM para 2012 são: 5.000 igrejas
participantes da oferta do Dia Especial; 6.800 novos intercessores; 100 novos missionários; 7
novos campos; 100 novos projetos; 85 igrejas plantadas, entre outras.

Categorias de Missionários

Com a diversidade de trabalho que os campos exigem, o missionário é enviado para ser pastor,
professor, enfermeiro, médico, dentista, capelão, esportista etc., de acordo com as seguintes
categorias:

Efetivos

Missionários de carreira que vão aos campos com contrato de quatro anos, que pode ser
renovado.

Temporários

São aqueles nomeados para um país da América Latina ou África por um período de até dois
anos. Após este período, dependendo da avaliação do seu desempenho e desejo pessoal,
poderá solicitar sua efetivação.
Especiais

São enviados para um trabalho específico e por tempo determinado.

Voluntários

Missionários enviados aos campos com sustento próprio e por período determinado, para
apoiar o trabalho do obreiro efetivo.

Associados

São sustentados em convênio com outras agências missionárias ou igrejas.

Fazedores de Tendas

Missionários enviados aos campos com sustento próprio usando suas habilidades profissionais,
independentemente de preparo teológico.

Obreiros da terra (autóctones)

São obreiros do país, selecionados e treinados para o trabalho entre seu próprio povo.

Voluntários Sem Fronteiras – Projeto Radical

São preparados para atuarem, com sustento de suas igrejas ou de outras, para viver em
comunidade com outros obreiros. O vocacionado deve ter idade mínima de 18 anos, Ensino
Médio completo e ser solteiro. Conheça o Canal do Radical - Voluntários sem Fronteiras.

Quem pode ser Missionário

Os missionários são pessoas a quem Deus vocaciona para a missão especial de evangelizar. São
homens e mulheres qualificados espiritual, física, intelectual e emocionalmente, que são
treinados para evangelizar fora do Brasil. Para ser enviado a um campo de Missões Mundiais, o
missionário se apresenta à JMM e passa por um processo de seleção e treinamento, que o
qualifica para o trabalho em outra cultura. Após a avaliação (física e psicológica) e as
entrevistas, se aprovado pela Comissão de Missões do Conselho Geral da CBB, deve levantar
seu sustento financeiro junto às igrejas batistas do Brasil para ser enviado ao campo
missionário.
Os missionários que vão trabalhar em outras culturas precisam estar preparados para atuar
em diversos ministérios. Além de evangelizar, discipular, plantar igrejas, ensinar em
seminários, visitar lares, muitos desenvolvem seu trabalho através de capelania em hospitais e
presídios, prestam atendimento médico, odontológico e de enfermagem, realizam multi-
ministério, ensina em escolas, desenvolve projetos esportivos e sociais. O propósito é o
surgimento de igrejas fortes, que se sustentem e se propaguem na comunidade, na cidade, no
país e no mundo.

Atuação dos Missionários

Os missionários utilizam várias estratégias para estar em contato com o povo através das
seguintes áreas:

Educacional – O trabalho de educação básica é uma das estratégias que muitos missionários
utilizam para evangelizar e ajudar o povo local a melhorar suas condições de vida. Em países
africanos, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde, o trabalho educacional é
uma oportunidade de tirar as crianças da rua e oferecer-lhes uma nova maneira de viver.

Saúde – A vida tem sido desperdiçada em muitos países por falta de atendimento médico.
Missionários preparados nessa área acumulam funções de médico, enfermeiro e dentista no
socorro à comunidade onde atuam. Fazem consultas, oferecem remédios e ministram
tratamentos em caso de doenças mais sérias. Para crianças desnutridas e gestantes é feito um
trabalho nutricional. Quando a dor profunda é no coração, o trabalho de capelania é
ministrado pelos missionários em hospitais, presídios e igrejas, levando alívio e esperança aos
que sofrem.

Social – O trabalho de assistência social, realizado em campos da África, América Latina e Ásia
é um dos mais empolgantes. De acordo com uma visão ampla e integral, os missionários têm
dirigido projetos em comunidades carentes, com atendimento médico e um trabalho
nutricional feito com gestantes e crianças. Especial atenção é dada ao cuidado do corpo em
campos marcados pelas muitas guerras, com atendimento a mutilados, doentes e órfãos
através de cursos profissinalizantes e distribuição de alimentos. A assistência social à
comunidade é também dada através de serviços de creche.

Esportiva – A grande admiração que vários países têm pelo futebol brasileiro abriu portas para
o envio de jogadores de futebol ou esportistas, cristãos comprometidos com o reino de Deus,
para países antes fechados à pregação do Evangelho de forma convencional. Hoje, o Programa
Esportivo Missionário (PEM) é uma realidade e está presente em países da Ásia, África, Europa
e América Latina, coordenando o trabalho de diversos missionários que utilizam o esporte
como uma de suas ferramentas missionárias.

Biografia do Pr. Waldemiro Tymchak

Waldemiro Tymchak nasceu no dia 15 de outubro de 1937, no Paraná. Seu pai, Basílio
Tymchak, era um pregador leigo, natural da ex-União Soviética. Sua mãe, D. Teodora Tymchak,
nasceu na Romênia. Era uma lutadora, pois teve de sustentar a família após ficar viúva, ainda
jovem.

O menino Waldemiro recebeu uma positiva influência da sua avó, a quem carinhosamente
chamava de “Bába”, palavra que em búlgaro significa “vovó”. Foi com ela, uma crente piedosa,
que ouviu os primeiros sermões em russo, transmitidos pela Rádio HCJB, emissora cristã que
transmitia a partir de Quito, no Equador. Foi com sua avó e com o seu irmão Paulo que o
pequeno Waldemiro aprendeu hinos do Cantor Cristão e cânticos infantis. Gostava de ouvir
histórias da Bíblia, especialmente aquelas que falavam da segunda vinda de Cristo – um tema
sempre presente na vida dos crentes eslavos.

O garoto Waldemiro Tymchak sempre foi bom aluno, aplicado e disciplinado nos estudos. Aos
12 anos perdeu o pai, mas não a influência e o testemunho de cristão que recebera dele.
Basílio Tymchak era líder de uma congregação e um grande evangelista. Seu ministério teve
lugar entre o povo eslavo. Por isso, o adolescente Waldemiro orava e cantava em russo
fluentemente. Ele foi batizado na Igreja Russa, onde tocava banjo, bandolim e pistão. Na igreja
foi líder de adolescentes e jovens.

A família Tymchak residiu inicialmente em São José dos Pinhais, tendo se mudado depois para
a capital, Curitiba. Nessa época Waldemiro tinha 18 anos. Começou a “abrasileirar-se”. Na
Primeira Igreja Batista de Curitiba, onde foi membro, conviveu com grandes líderes batistas,
como Walter Kaschel, Harald Schally e Artur Gonçalves. Na época participou de muitos retiros,
congressos e intercâmbios.

Na vida profissional seguiu as orientações do pai quanto a ter uma profissão e tornou-se
alfaiate, atividade que exerceu até os 23 anos. “Bába” o acordava às 3 horas da madrugada e
ele trabalhava até ao meio-dia. Depois do almoço, ia para a escola. Todo este esforço era
necessário porque, sendo o filho mais velho, a responsabilidade pelo sustento da família após
a morte do pai recaiu sobre seus ombros. Ele aprendeu a depender muito de Deus.
O jovem Waldemiro Tymchak cursou dois anos de estudos na Universidade Federal do Paraná,
mas os interrompeu porque Deus o chamava para o ministério. Saiu da universidade e
ingressou no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro. Durante os
estudos no seminário, foi sustentado pela Primeira Igreja Batista de Curitiba. Como
seminarista, serviu na Igreja Batista do Calvário e na Primeira Igreja Batista de Copacabana,
ambas no Rio. Pregava nas favelas do bairro de São Cristóvão e fazia todo tipo de trabalho nas
igrejas: cantava no coro (era tenor), pregava ao ar livre, visitava e substituía os pastores no
púlpito.

Após concluir o curso de Bacharel em Teologia, o Pastor Waldemiro Tymchak viajou para a
Inglaterra, para fazer um curso de especialização em Novo Testamento no conceituado
Spurgeon’s College, de Londres, onde ganhara uma bolsa. Durante o período do curso,
conheceu outros países e também líderes denominacionais estrangeiros. Foi nessa época que
visitou a Rússia e, profundamente impressionado com a realidade religiosa, política e social do
país de seu pai, escreveu uma série de artigos intitulada “Eu chorei na Rússia”, publicada na
época no Jornal Batista.

Em 1971, o Pastor Tymchak retornou ao Brasil, indo trabalhar com a Congregação Batista em
Bom Retiro, Curitiba. Três anos e meio depois foi para São Paulo, a fim de liderar a Igreja
Batista Boas Novas, em substituição ao pastor Carlos Grigorowich, que encerrava um
ministério de 43 anos à frente daquela igreja. Era uma típica igreja russa, com uma rígida
disciplina, mas também uma igreja missionária e com uma grande membresia jovem.

Naquele mesmo ano, na Assembléia da CBB realizada em Campos, RJ, o Pastor Waldemiro
conheceu a jovem Acidália, natural da Bahia, com quem casou-se no dia 20 de janeiro de 1973,
no templo da Igreja Batista Sião, em Salvador. Desta união nasceram os filhos Nelson e Thaís.

A família Tymchak servia ao Senhor na Igreja Batista Boas Novas quando o Pastor José dos Reis
Pereira, presidente da JMM, comunicou ao Pastor Waldemiro a decisão da Junta de Missões
Mundiais de convidá-lo para ocupar o cargo de Secretário Geral.

O Pastor Waldemiro Tymchak tomou posse no dia 13 de julho de 1979 (na época, a instituição
chamava-se Junta de Missões Estrangeiras). Os quase 28 anos à frente de Missões Mundiais
representaram um período de grandes realizações e a obra missionária realizada pelos batistas
brasileiros deu um salto significativo. Em 1979, eram 56 missionários, em 11 campos. Em 2007,
são cerca de 600 obreiros, em 63 campos de 62 países.
Nesse período, os batistas brasileiros galgaram vitórias expressivas na evangelização do
mundo, alcançando países fechados para o Evangelho, como Índia, Japão, Palestina, Líbano,
Cuba, China, Iraque, Líbano, Sudão... Das 15 nações que formavam a União Soviética, como
Ucrânia e Federação Russa, apenas uma (o Quirguistão) não fora alcançada pela JMM na
gestão do Pastor Waldemiro Tymchak. Nos últimos anos a prioridade foram os povos não-
alcançados, especialmente os que estão na Janela 10/40 e no Leste Europeu. Atualmente, a
Junta de Missões Mundiais concentra mais de 50% da sua força missionária entre eles.

Estas três décadas também foram de mudanças ideológicas, quando a JMM passou a realizar a
obra missionária com um novo paradigma, trabalhando mais com os missionários do próprio
país. Esta estratégia permitiu entrar em lugares proibidos para obreiros estrangeiros, como é o
caso de Cuba, onde a JMM tem mais de 120 Missionários da Terra (autóctones).

Atendendo as necessidades dos campos, a Junta criou novas categorias de missionários. Hoje,
é possível ir para o campo por períodos que variam de seis meses a dois anos, como é o caso
dos temporários, dos voluntários (que financiam sua própria estada onde atuam) e dos
missionários de curto prazo. Os fazedores de tenda (trabalhadores que vão para outros países
e sustentam-se com suas atividades profissionais) têm sido verdadeiras testemunhas onde o
Evangelho não pode ser pregado na sua forma tradicional.

Nos últimos anos, o esporte ganhou destaque nas estratégias de evangelização. Através do
Programa Esportivo Missionário (PEM) dezenas de pessoas ligadas especialmente ao futebol
têm aberto portas para o Evangelho onde, de outra amaneira, seria impossível chegar. Este é o
caso da China e de muitos países muçulmanos. Além destes, a Junta passou a enviar equipes
formadas por pastores, líderes, médicos e enfermeiros para realizarem campanhas
evangelísticas em alguns campos, especialmente na América do Sul e na África, num trabalho
de apoio aos missionários efetivos.

Uma das realizações mais importantes implementadas pelo Pastor Waldemiro Tymchak foi o
Programa de Adoção Missionária (PAM). Também o Programa de Intercessão Missionária
(PIM) foi um projeto que deu certo; hoje, o PIM tem mais de 18.000 pessoas que estão orando
pela obra de evangelização mundial.

Em parceria com a Junta de Missões Nacionais, a JMM criou o Centro Batista de Treinamento
Missionário (CBTM), que preparava aqueles que seguiriam para os campos. Hoje, o preparo
missionário é feito no Centro Integrado de Educação e Missões (CIEM), no Rio de Janeiro, um
empreendimento desenvolvido em parceria com a UFMBB e JMN.
De olho nos desafios deste novo século, a Junta de Missões Mundiais está preparando, no
IBER/CIEM, grupos para evangelizar povos não-alcançados na África e na América Latina. Trata-
se do Projeto Radical, que faz parte de um novo paradigma missionário para enviar jovens, por
um período de até quatro anos, que viverão de acordo com os povos a quem irão anunciar o
Evangelho.

Sempre foi uma preocupação do Pastor Tymchak aproximar a Junta de Missões Mundiais
daquelas que realmente fazem missões: as igrejas. Assim, ele dinamizou a comunicação da
JMM, criando novos veículos para alcançar o coração dos batistas brasileiros com os clamores
da obra missionária. Sua maior publicação é o Jornal de Missões com uma tiragem bimestral
de 160.000 exemplares, em média. O JM substituiu a revista O Campo é o Mundo (que tinha
uma tiragem de 15.000 exemplares) e desde 2004 é publicado em parceria com Missões
Nacionais. Também em parceria com a JMN, criou a Revista Missiológica, destinada à reflexão
e ao estudo das tendências missionárias mundiais. A JMM editada também o informativo A
Colheita que é e enviado bimestralmente aos adotantes do PAM.

A JMM também ingressou definitivamente na era da imagem. Ela foi a primeira Junta a
apresentar o seu relatório nas Assembléias de CBB em vídeo e criou as Videoconferências
Missionárias. Em março de 1999 lançou um projeto arrojado: as Teleconferências Missionárias
– um programa transmitido através da TV Executiva da Embratel que levou para todo o Brasil
notícias e os desafios missionários mundiais. Além disso, a Junta está ligada à Internet e no ano
passado transformou seu site num moderno Portal.

Desde 1982, a Junta de Missões Mundiais trabalha através de planejamentos estratégicos.


Primeiro lançou o Plano Qüinqüenal de Metas; depois veio o Plano Decenal. No ano 2000
encerrou-se o Plano Quadrienal de Metas, lançado em 1996. Nesse mesmo ano, a Junta teve o
prazer de concluir as obras de sua nova sede, no Rio de Janeiro, um local dedicado ao avanço
da obra missionária mundial. Esses planos foram fundamentais para o avanço da obra
missionária. A maioria das metas do Plano Quadrienal foram alcançadas; algumas, inclusive,
ultrapassadas. Depois veio o Plano Qüinqüenal de Avanço Missionário (2001-2005) e, em 2006,
lançou o seu Planejamento Estratégico, com metas até 2009.

Outros progressos podem ser destacados neste período, confirmando o derramamento das
bênçãos de Deus sobre a vida e a obra do Pastor Tymchak. A fim de reunir líderes num espaço
de reflexão missionário, o Pastor Waldemiro Tymchak realizou dois fóruns de missões, em
2002 e em 2005. E com a finalidade de despertar vocações e envolver as igrejas e os crentes no
trabalho de Missões Mundiais, a JMM realiza, desde 1997, o Proclamai, que em 2007 está
celebrando dez anos. Em julho deste ano chegará à marca de 50 congressos missionários
realizados.
O Pastor Waldemiro Tymchak fez do mundo o seu local de trabalho e realizava diversas
viagens no ano. Elas eram para pastorear os missionários nos campos (em 2005 esteve no
interior do Níger e na Guiné para apoiar os jovens Radicais); ou para espiar a terra fazendo
contatos com líderes nacionais a fim de abrir novos campos. Somente em 2003, pela primeira
vez em 23 anos na JMM, viajou na companhia da esposa Acidália (ao Quênia, Tanzânia, Sudão
e Egito), viagem patrocinada pela International Mission Board. Em 2004 esteve em alguns
países do Leste Europeu, em 2005 visitou os confins da China com um grupo de pastores
brasileiros.

Ele representava a JMM no Brasil e os batistas brasileiros pelo mundo afora. Em abril de 2004
foi eleito Diretor de Missões da União Batista Latino-Americana; na ocasião da reunião da
UBLA, na Colômbia, lançou o desafio de enviar 10.000 jovens para a América Latina em 10
anos. Em 2005 esteve no centenário da Aliança Batista Mundial, na Inglaterra. Em 2004, a
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro o homenageou com o Título de Cidadão do Rio de
Janeiro e com a Medalha Tiradentes.

Nos quase 28 anos à frente de Missões Mundiais, o Pastor Waldemiro Tymchak venceu as
doenças, ficou longos dias fora de casa, enfrentou a hiperinflação... Foi o Diretor Executivo que
mais tempo ficou à frente da Junta de Missões Mundiais. Aos 69 anos e com a saúde
debilitada, ainda sonhava como um iniciante. Sua morte, ocorrida no dia 20 de abril de 2007,
no Rio de Janeiro, encerra um dos maiores capítulos da história de missões dos batistas no
Brasil e no mundo. Deixa um legado de realizações que somente a eternidade poderá revelar.

Texto produzido pela Gerência de Comunicação e Marketing da JMM com base em informações escritas pelo Pr. Bill
Ichter. Atualizado em 06/02/2007 por Luiz Cláudio Marteletto, da Redação.