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sábado, 10 de março de 2018 Atualizado em: sexta, 23 de março de 2018, 17:03

Um jovem de 23 anos está processando a Contek Engenharia, empresa que, em janeiro deste ano,
deixou de fazer parte do Consórcio EcoRodovias Concessões e Serviços S.A, grupo que integra a
ECO 101, concessionária do trecho capixaba da rodovia.

Empresa que saiu do consórcio EcoRodovias reincide em causar riscos em rodovia

Há quase um ano atrás este rotativo publicou denúncia a respeito de obra realizada pela Contek
Engenharia na BR 381 que causou um acidente com vítima ao realizar obra sem sinalização. À
época Século Diário teve acesso à Ação Indenizatória movida pela vítima que busca na justiça a
indenização pelos danos causados pela concessionária.

No último dia 11 recebemos uma denúncia de que a mesma empresa ainda realiza obras na rodovia
mencionada e, pasmos, que exatamente no mesmo trecho onde ocorreu o acidente em 2017 a
empresa deixa areia espalhada na pista, promove fluxo de veículos pesados, faz intervenções na via
e tudo sem a devida sinalização.

Em tempos de tragédias anunciadas como o crime causado pela Vale em Brumadinho/MG é


inadmissível que uma empresa crie ameaça de acidentes causando riscos à incolumidade alheia. O
agravamento da situação e que demonstra que a impunidade é reinante no país.

A Polícia Rodoviária Federal parece não ter conhecimento de que uma rodovia de sua jurisdição é
alvo de intervenção por obras e não fiscaliza a ação da empresa. O processo movido por uma vítima
da irresponsável ação da empresa parece caminhar no Poder Judiciário a passos de tartaruga. A
empresa, por sua vez, esconde-se sob o manto da impunidade: acredita firmemente na morosidade
da Justiça, quiçá do resultado pouco impactante em suas finanças, e continua suas atividades
ameaçando a todos que transitem pelo trecho.

Farto material fotográfico foi encaminhado a esta redação e foi possível ver longo trecho de asfalto
que, sem sinalização alguma, transforma-se em trecho recoberto de areia o que pode causar
derrapagens e capotamento, como já causou anteriormente.

O Brasil sendo Brasil e dando indícios de assim vai continuar. Impunidade, riscos, tragédias
anunciadas e zero intervenção do estado em defesa do cidadão.

em ritmo de valsa acionado

L.M.X. , 23 anos e trabalhador rural de Nova Venécia (noroeste do Estado) acionou a Justiça
pedindo indenização por danos materiais (R$ 63 mil), morais e estéticos (R$ 30 mil), além de
pensão vitalícia de um salário mínimo até os 75 anos de idade, após acidente que o deixou com
sequelas irreversíveis. Não havia sinalização da obra, e a pista estava cheia de areia, o que sua
defesa alega ter causado o acidente.

Areia na pista

Em 23 de dezembro de 2014, L.M.X , que seguia pela BR 381, no sentido Nova Venécia, ao
aproximar-se do trecho conhecido como bairro Córrego Dantas, deparou-se com a pista coberta de
areia, o que fez com que perdesse o controle do veículo, ocasionando uma derrapagem seguida de
capotamento. Constatou-se, depois, que a uma empresa Contek Engenharia, por meio de concessão
do governo do Estado, realizava obras no local.
“Não havia qualquer sinalização e areia deixada na pista tornou o local extremamente perigoso”,
explica o advogado do jovem, André Emerick Padilha Bussinger, que escreveu a inicial que deu
origem ao processo.

No texto da inicial, o advogado relata que “o jovem foi socorrido e encaminhado ao Hospital de
Barra de São Francisco, onde foi realizada uma tomografia, sendo verificado que houve hematoma
agudo localizado na região frontal direita, fratura comprometendo os ossos frontal e temporal
direitos, conforme verificado em laudo anexo. Também houve de inúmeros ferimentos e contusões”.

L.M.X foi encaminhado, em 24 de dezembro de 2014, ao São Bernardo Apart Hospital, em


Colatina, onde foi realizado procedimento, permanecendo internado por uma semana.

O jovem ficou com diversas cicatrizes pelo corpo, limitações no movimento de suas pernas, além
dos danos materiais causados pela perda total do veículo de propriedade do seu pai.

De acordo com o advogado, “houve dano causado ao usuário de serviço público durante a má
prestação de serviços, uma vez que o acidente ocorreu devido a manifesta falta de fiscalização e em
decorrência do material deixado na pista. Necessário ressaltar que o condutor de maneira nenhuma
atuou de forma imprudente ou negligente”, completa.

A defesa pede à Justiça indenização para o pai do jovem, dono do veículo. Como o jovem tinha
menos de 26 anos, o seguro foi negado, e o pai não foi restituído pelos danos ocasionados, por volta
de R$ 63 mil.Além disso, R$ 30 mil a título de indenização por danos morais e estéticos, corrigidos
monetariamente e com juros de mora de 1% ao mês, a contar da citação.

"Além das sequelas causadas pelo acidente, o jovem teve sua saúde fragilizada passando a ser
necessária redobrada atenção ao seu estado neurológico e psicológico. Tais fatos geraram uma
incapacidade – ainda que parcial – para o trabalho. Portanto, requer, no caso em tela a fixação de 1
(um) salário mínimo a título de pensão mensal até o primeiro requerente completar 75 (sessenta e
cinco) anos de idade – ou a idade considerada mínima para aposentadoria previdenciária", completa
a defesa em seu pedido à Justiça.