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FICHA DE TRABALHO

PORTUGUÊS – 7.º ANO

I
LEITURA / INTERPRETAÇÃO

Lê atentamente o texto narrativo e responde às perguntas formuladas.

A PADEIRA DE ALJUBARROTA

Chamava-se Brites de Almeida e era tão feia e tão matulona que chegou a fazer-se
passar por homem. Na verdade, as profissões que teve pela vida fora foram quase todas
masculinas, já que, logo em criança, repudiou a sua condição de mulher.
Teria uns vinte e seis anos quando ficou órfã. Isso não a ralou grande coisa, porque lhe
deu a possibilidade de ser senhora absoluta de si, sem recriminações. Vendeu, então, os parcos
bens que lhe tinham ficado dos pais, que incluíam uma casita em Loulé, comprou gado e partiu.
Andou de vila em vila, de feira em feira.
Um dia, quando passava por Aljubarrota, ouviu dizer na taberna que a padeira da terra
necessitava de ajudante. Aceitou o lugar e, tempos depois, acabou sendo dona do negócio, por
morte da patroa. Diz-se que por ali se fixou até ao fim dos seus dias, acabando casada com um
honesto lavrador – certamente da sua força, que de outro modo não podia ser.
Em Aljubarrota amanheceu o dia 14 de agosto de 1385. Até ela chegavam os clamores
da batalha, o ruído do terçar das armas, os gritos surdos dos moribundos e os relinchos dos
cavalos enlouquecidos pelo cheiro do sangue e pelo barulho da refrega. Não pôde resistir. Pegou
na primeira arma que achou, esquecida no solo por um fugitivo, e juntou-se à hoste dos
portugueses que tentava expulsar o invasor.
Derrotados os castelhanos, voltou para casa cansada, coberta de farrapos manchados,
mais desgrenhada que nunca mas com uma intensa sensação de leveza. Mal entrou pressentiu
que qualquer coisa de anormal se passava e logo desconfiou ter-se ali escondido algum fugitivo
castelhano. Intrigou-a a porta do forno fechada e correu a abri-la. Espantada, achou lá dentro
sete castelhanos, apavorados. Intimidou-os a sair, mas como, a coberto do pânico, os homens
fingissem dormir, Brites pegou na pá do seu ofício e tanto chuçou para dentro que os
desgraçados não resistiram aos golpes e morreram.
Durante anos, a pá, que a tradição conta ser ainda a mesma, foi religiosamente
guardada como bandeira de Aljubarrota. Quando sob o domínio espanhol dos Filipes, foi
escondida dentro de uma parede, donde só foi retirada depois da aclamação de D. João IV, em
1640. Durante séculos, no dia 14 de agosto, nas comemorações da batalha, aquela pá era levada
em procissão e nunca passou nenhuma personalidade nacional em Aljubarrota que lhe não fosse
mostrado aquele famigerado instrumento.
Retirado do livro Lendas Portuguesas Investigação, recolha e textos
de Fernanda Frazão Amigos do Livro, Editores, LDA. (adaptado)

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1. Identifica a (s) personagem (s) principal (ais).

2. Traça o seu retrato.

3. Indica o (s) processo (s) de caracterização utilizado (s) para traçar o perfil desta personagem
e justifica a tua resposta.

4. Localiza a acção no tempo e no espaço.

5- Caracteriza o narrador quanto à presença e justifica a tua resposta com uma citação do texto.

6- Como o classificas quanto à ciência? Porquê?

7- Estás perante uma narrativa aberta ou fechada? Porquê?

8- Como caracterizas este texto quanto às sequências narrativas? Porquê?

9- No texto, encontras quatro palavras a negrito.


9.1. Usando a derivação, escreve o antónimo das mesmas.

9.2. Retira do texto uma palavra que seja o hiperónimo de “padeira”.

10- Dá outro título ao texto e justifica a tua escolha.

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II
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA

1- Assinala com um X a classe morfológica das palavras (último parágrafo e sublinhadas) do


quadro seguinte:

Prep. Adv. Deter. Pron. Conj. Prep. Adv. Deter. Pron. Conj.
Durante de
anos Quando
a sob
que aquela
religiosamente lhe
como não

2- Houve vários fatores que contribuíram para o enriquecimento do nosso vocabulário. Porém, o
mais importante fator de enriquecimento do léxico reside na criação de novas palavras, através da
derivação e composição.

2. 1 - Classifica as palavras do quadro, quanto ao processo de formação.

Derivada(s) Derivada(s) Derivada(s)


por prefixação por sufixação por parassíntese
injustamente
justiçado
injusto
injustiça

3- As conjunções fazem a junção de orações.

3.1. Preenche os espaços do texto seguinte com conjunções ou locuções conjuncionais, de


acordo com estas indicações:

(1) conj. temporal; (2) conj. copulativa; (3) conj. adversativa ;

“ (1) Dorothy estava na porta de casa (2) olhava em volta, nada


mais via que a grande pradaria.
O seu cão Totó passava o dia a brincar. (3), nesse dia, não estava para
brincadeiras. Mesmo que Dorothy se sentasse, Totó saltaria para o seu colo? Talvez não. Estava
triste. De repente, entrou a ladrar com força.”

4- As palavras que estabelecem relações lógicas entre dois termos chamam-se preposições.

4.1. Completa cada uma das frases que se seguem com a preposição adequada, a escolher entre as
seguintes:

a com contra de em para por

a) Come viver, não vivas comer!

b) Esta invenção remonta alguns séculos antes de Cristo.

c) É preciso romper velhos hábitos, se estes já não têm sentido.

d) Todos ansiavam ver o Diogo regressar a casa.

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5- “Os advérbios são palavras invariáveis que se juntam a um verbo, para lhe precisar ou
modificar o sentido”.

5.1. Sublinha e classifica os advérbios da seguinte frase:

Cheguei cedo e comodamente ao Colégio.


6- Pronome é a palavra que está em vez do nome.

6.1. Reescreve a frase que se segue substituindo as expressões sublinhadas pelos pronomes
pessoais correspondentes.

“Nós ajudámos os miúdos a atravessar a rua.”

III
ESCRITA

Escreve uma composição sobre uma das estações do ano, dando ao texto um título
original e usando, obrigatoriamente, a personificação, a comparação, a hipérbole e a adjetivação
(sublinha as 4 figuras de estilo usadas).