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IÇÃO 8

SUBSÍDIO PARA O ESTUDO DA 8ª LIÇÃO DO 1º TRIMESTRE DE


2019 – DOMINGO, 24 DE FEVEREIRO DE 2019

NOSSA LUTA NÃO É CONTRA CARNE NEM


SANGUE

Texto áureo

“Porque as armas da nossa


milícia não são carnais, mas, sim
poderosas em Deus, para
destruição das fortalezas” (2 Co
10.4)
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE – Efésios 6. 10-12.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Meu Distinto e nobre Amigo Leitor, eis a 8ª Lição deste trimestre, desta feita
com o tema: Nossa Luta não é Contra Carne e Sangue. Logo, nossa luta não é física
(humana) ou material, mas espiritual.

Destarte, nesta presente Lição, Destacaremos sobre o tema principal da


epístola: “Nossa Luta não é Contra Carne e Sangue”; Salientaremos que o Crente
Depende Exclusivamente de Deus; Mostraremos que a Nossa Luta é, portanto,
Conta os Poderes das Trevas.

Portanto, distinto amigo leitor - boa leitura e bons estudos!

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I – A INCLUSÃO DO TEMA NO FINAL DA EPÍSTOLA

Indubitavelmente, e de consenso generalizado, esta Missiva de Paulo aos


Efésios se posta em um plano distinguido nos escritos da literatura devocional e
teológica da Igreja primitiva do I século. Ela foi reconhecida por muitos estudiosos
das epístolas paulinas como “A rainha das epístolas”, e bem acertadamente.

Nela, como é consenso total, muitos advogam que o apóstolum gentium


alcança sua mais elevada expressão do pensamento neotestamentário. À mercê da
morte, o respeitado reformador escocês John Knox, pedia que se lessem,
frequentemente, os Sermões sobre a Carta aos Efésios de João Calvino.

As palavras do grande poeta e filósofo Coleridge, com respeito à carta aos


Efésios, são: “a mais divina composição humana”. E acrescentava: “Abrange em
primeiro termo aquelas doutrinas peculiares ao cristianismo e, logo, os preceitos
comuns à religião natural”. Efésios, portanto, é, indubitavelmente, uma missiva que
merece destaque próprio entre as epístolas paulinas.

Vejamos, agora, a razão das expressões: “No demais...” e “Fortalecei-vos no


Senhor e na força do seu poder”, bem como o que vem a ser uma figura de
linguagem e o seu uso.

1. “No demais ...” (v.10a).

Esta Expressão em grego é traduzida de várias maneiras para a linguagem


portuguesa, dependendo do contexto em que ela é inserida. Por exemplo, em
Gálatas 6.17, na Bíblia Judaica Completa, foi traduzida como; “de agora em diante”;
na Bíblia de Jerusalém: “doravante”; na de Huberto Rodhen: “daqui por diante”, isto
é, tendo uma conotação de “partida”, de um ponto fixo para mais adiante.

Logo, aqui em Efésios a ideia é de “tal modo que o resto da vida e seus
desafios estejam envolvidos”. Na maioria das versões conhecidas, o sentido
conotativo reforça a ideia de algo que iniciou, perpassou e terá a sua ação
continuada até o ápice final.

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Portanto, nossa luta no reino espiritual não cessa, é continua, logo, temos
que estar sempre preparados para o embate nas regiões celeste.

2. “Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder” (v.10b).

Como se preparar para uma batalha em que nossos inimigos não são
semelhantes a nós, isto é, não fazem parte de nossa natureza humana, mas
espiritual? A resposta só pode ser com as armas espirituais. Como diz William
Barclay: “Para Paulo o universo inteiro era um campo de batalha. O cristão não só
tinha que lutar nos ataques dos homens, mas também nos ataques de forças
espirituais que lutavam contra Deus”.

Logo, Paulo conclama aos irmãos de Éfesos, que se fortalecessem


seguramente no poder sobrenatural do Senhor. Para resistirmos aos ataques de
Satanás, devemos sempre depender de Deus e utilizar cada peça da armadura que
o Senhor nos dá.

Destarte, é imprescindível que:

 Necessitamos de revestimento do poder do alto, isto é, de Deus (v.10);

 Necessitamos do revestimento de toda armadura de Deus (vv.11-13);

 Necessitamos de vigilância constante (v. 11);

 Necessitamos estar a postos e não ceder às pressões (v.13);

 Necessitamos continuar atentos mesmo após uma vitória consagradora (v. 13).

Assim, sempre que enfrentarmos os principados e os poderes das trevas,


necessitamos ter ao nosso lado o “dínamus” do Espírito Santo.

3. O emprego da figura de linguagem.

No caso em destaque o autor nos fala de uma figura de linguagem chamada


anáfora que consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou
frases. Por exemplo:

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“Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer”. Outro exemplo:

“Olha a voz que me resta


Olha a veia que salta
Olha a gota que falta” (Chico Buarque).
No texto de Efésios (6.12), temos a palavra “contra”, dando ênfase
determinante à questão da batalha espiritual, em que nosso adversário se utilizará
de todas as artimanhas para tentar nos derrotar.

II – A DEPENDÊNCIA DE DEUS (EF 6).

Como bem escreveu o comentarista da lição: “Por trás das aparências, há


uma batalha espiritual invisível contra a Igreja”. Portanto, temos que ser totalmente
dependentes de Deus.

1. Somente pelo poder de Deus.

Como, pois, adquirir este poder? Como bem escreveu Hernandes Dias Lopes:
“a oração é a energia que capacita o soldado crente a usar a armadura e brandir a
espada do Espírito”. Oração implica ação e estas caminham juntinhas (Êx 17. 8-16).
Logo, temos que considerar:

 O tempo da oração: “... Em todo tempo” (v.18);

 A natureza da oração: “Com toda oração e súplica” (v.18);

 A esfera da oração: “No espírito” (v. 18);

 A vigilância da oração: “E, para isso mesmo, vigiando” (v.18);

 A perseverança da oração: “Com toda perseverança” (v. 18).

 O alcance da oração: “E súplicas por todos os santos [...]” (vv. 18-20).

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2. O revestimento da completa armadura de Deus (v.11a).

Como bem observou Barclay: “Paulo, quando está escrevendo levanta o olhar
e a contemplação da armadura do soldado lhe sugere uma imagem. Também o
cristão tem sua armadura. Paulo menciona parte por parte a armadura do soldado
romano, traduzindo-a em termos cristãos”. Assim, todo combatente de Cristo deve
revestir-se de toda a armadura de Deus (Jz 6.34).

Neste caso, temos que considerar, com base em 2 Coríntios 10. 4-6:

 A natureza das nossas armas (v.4a);

 O poder das nossas armas (v.4b-5);

a) Elas destroem a resistência dos nossos inimigos (v.4);

b) Elas anulam as estratégias do inimigo (v.4);

c) Elas acabam com o orgulho do inimigo (v.5).

d) Elas aprisionam o pensamento do inimigo (v.5)

 A eficácia das nossas armas (v.6).

3. Os métodos do Diabo (v.11b- 14).

Não tenhamos dúvida, nosso adversário das trevas é um inimigo organizado e


tem os seus asseclas (demônios) espalhados por toda parte, sempre a seu serviço
para guerrear contra a Igreja do Senhor. Não obstante a tudo isso, ele não se cansa,
não dorme e nem tira férias, logo, usa de artimanhas e ciladas (“metodeia” – de
onde veio a palavra método na língua portuguesa) para tentar nos derrotar. Portanto,
consideremos que o Diabo:

 É um inimigo invisível (vv.11,12);

 É um inimigo maligno (vv.11,12);

 É um inimigo astuto (v.11);

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 É um inimigo persistente (v.13);

 É um inimigo numeroso (v.12);

 É um inimigo oportunista (vv.11,14);

Destarte, Satanás é um anjo caído (Is 14. 12-15) e Cristo veio “destruir o
trabalho do diabo” (1 Jo 3.8).

III – CONTRA OS PODERES DAS TREVAS

1. Carne e sangue.

Carne e sangue (Gr. “aîma kaì sarka” - Mt 16.17; 1 Co 15.50), refere-se aos
seres humanos e suas relações intrínsecas, em oposição aos seres celestiais da
maldade, “principados e poderes” (potestades), “dominadores do mundo das trevas”
(Ef 1. 21). Mas submissos ao senhorio de Cristo (Ef 3.10).

Portanto, aqueles que não são “carne e sangue” são certamente os demônios
sobre os quais Satanás tem seu controle. Estes, indubitavelmente, não são meras
fantasias, nem fantoches de uma história de “carochinha” – são bastante reais.
Lutamos contra um poderoso exército maligno cujo objetivo principal é derrotar a
Igreja de Cristo.

Embora tenhamos a vitória garantida, devemos nos engajar nesta luta


renhida, até a volta de Cristo. Porém, nunca venhamos nos esquecer: “Sobre esta
pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno1 não prevalecerão contra ela”
(Mt 16.18).

2. Os principados e potestades.

Os termos que Paulo usa — principados, potestades, governadores — são


todos nomes de diferentes classes de espíritos e demônios.

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No grego “hades” – mundo dos mortos.

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São termos constantemente usados para autoridades governantes nos
domínios visível e invisível (Ef 3.10). O Novo Testamento nos revela, como já
sabemos, uma hierarquia de poderes do mal que enganam e manipulam o
comportamento humano, aproximando-se, portanto, de estratégias satânicas.

O próprio Cristo e todos aqueles que estão em Cristo são postos em


autoridade acima desses poderes, autoridade esta que apenas a batalha espiritual
pode assegurar, demonstrar e sustentar (Ef 6.12).

3. “Os dominadores deste mundo tenebroso” (v.12b, ARA).

Cabe aqui salientar que estes “dominadores deste mundo tenebroso” são
primordialmente seres espirituais malignos, como dantes já ressaltado. Logo, umas
das prementes exigências da Igreja de Cristo é discernir entre a batalha espiritual e
outras dificuldades sociais, pessoais e individuais.

Do contrário, cristãos individuais e grupos outros tornam-se muito facilmente


desviados, “lutando” contra adversários humanos ao invés de pelejar em oração
contra o poder invisível do inferno.

4. Os lugares celestiais.

Faz-nos recordar algumas referências, tais como:

1) Recursos espirituais disponíveis para a Igreja (Ef 1.3);

2) O poder de Cristo sobre o mal (Ef 1.21);

3) A Igreja estando sentada junto ao seu Senhor ascendido (Ef 2.6);

4) A vontade do Pai de apresentar sua sabedoria por intermédio da Igreja para


frustrar poderes do mal (Ef 3.10).

Portanto, com estes argumentos supracitados, a Igreja tem o dever de orar e


de se levantar contra o conflito, a fim de que o mal regrida e a vontade de Deus
avança e prevaleça.

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CONCLUSÃO

Portanto, como bem escreveu o comentarista da Lição: “O universo é um


campo de batalha e nisso não precisamos enfrentar apenas o ataque de outras
pessoas, mas também as forças espirituais que se opõem a Deus e ao seu povo”.

Logo, louvemos ao Senhor Jesus com esta linda estrofe – extraída do Hino de
número 527 da nossa Harpa Cristã –, sabedores que quem governa o mundo, de
fato, é o nosso Deus.

Dominador é Deus sem par,


Pois, com potente mão,
A tempestade fez cessar,
E reina paz, então.

[Jairo Vinicius da Silva Rocha. Professor. Teólogo. Tradutor. Bacharel em


Biblioteconomia – Presbítero, Superintendente e Professor da E.B.D da Assembleia
de Deus no Pinheiro.]
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Maceió, 23 de fevereiro de 2019.

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