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MANUSCRITOS ECONÔMICO-FILOSÓFICOS

(Karl Marx)

ANÁLISE CRÍTICA COMENTADA DO PRIMEIRO


MANUSCRITO, TÓPICO “SALÁRIO DO TRABALHO”

FINALIDADE: Trabalho de estudo dirigido, da disciplina


“Antropologia Filosófica”, exigido como requisito de acesso para o 3º
semestre do Curso de Filosofia da UFMS.

ALUNO: Ivo Sergio Gomes Reis


PROFESSOR-ORIENTADOR: Marta Nunes da Costa
PARTE I
(O AUTOR E A OBRA)
VERSÃO UTILIZADA:

JUSTIFICATIVA: Versão mais enxuta, de fácil manuseio


(edição de bolso), com menos notas de rodapé.
MINIBIOGRAFIA E BIBLIOGRAFIA:
“O trabalho não produz apenas mercadorias;
produz-se também a si mesmo e ao trabalhador
como uma mercadoria.” (Karl Marx.)

Karl Marx (1818-1883) foi um intelectual e


revolucionário alemão, fundador da doutrina
comunista moderna, que atuou como
economista, filósofo, historiador, teórico
político, escritor e jornalista, dentre as várias
atividades que exerceu.
O pensamento de Marx influencia várias áreas, tais como
Filosofia, História, Sociologia, Ciência Política, Antropologia,
Psicologia, Economia, Comunicação, Arquitetura, Geografia e
outras. No período de 1841 a 1880, escreveu 28 obras, dentre
as quais se destacam: O Capital, sua maior obra (1867), O
Manifesto Comunista (1848), A Ideologia Alemã (1845-1846)
e o “Trabalho Assalariado e Capital” (1849).
A OBRA ANALISADA E SUA ESTRUTURA
Os “Manuscritos Econômico-Filosóficos” (ou Manuscritos de Paris), de
1844, não figura entre as principais obras de Marx, mas tem importância
por conter os princípios que irão ser aperfeiçoados nas outras, de
natureza econômica e política, como O Capital, por exemplo. A obra
MEF, escrita como “apontamentos pessoais”, quando Marx tinha apenas
26 anos (antes do seu célebre encontro com Engels), só veio a ser
publicada em 1932, 88 anos após a sua morte. O fundamento da teoria
da mais-valia, desenvolvida mais tarde em O Capital, já é antecipado
nos Manuscritos. O estranhamento do mesmo trabalhador, fazedor de
um produto que não lhe pertence, também é esboçado.

A obra que ora estamos analisando está assim estruturada:


 Capitulo 1 – A Questão Judaica (ensaio sobre Bruno Bauer)
 Capítulo 2 – Contribuição à Crítica da Filosofia do Direito, de Hegel(ensaio)
 Capítulo 3 – Manuscritos Econômico-Filosóficos (Prefácio)
 Capítulo 4 – Primeiro Manuscrito (salário do trabalho, lucro do capital,
renda da terra, o trabalho alienado); segundo manuscrito (a relação da
propriedade privada); terceiro manuscrito (propriedade privada e trabalho;
propriedade privada e comunismo; necessidades, produção e divisão do
trabalho; dinheiro; crítica da dialética e filosofia de Hegel; o saber absoluto)
O SÉCULO E A ÉPOCA EM QUE O AUTOR
VIVEU E PRODUZIU SUAS OBRAS (I)
Karl Marx foi um homem de seu tempo. Era um homem conservador,
aristocrático, que foi tendo contato com diferentes ideologias e
pensamentos ao longo da vida. Teve contato com o liberalismo na
faculdade, através de Hegel. Leu David Ricardo, Adam Smith e filósofos
antigos, como os gregos clássicos, em especial, Aristóteles, de quem
era declarado admirador. Teve contato com os escritos de Rousseau,
dos socialistas clássicos franceses, com anarquistas (Proudhon e
Bakunin) e, enquanto isso, procurava entender o século em que vivia.
Marx foi fruto do que leu, do que vivenciou, do que percebeu e do que
entendeu.

O século XIX foi um século de revoluções. Só na década de 1830, sete


nações da Europa passaram por revoluções. Além disso, os centros
urbanos alteravam sua paisagem social, por conta do crescimento das
indústrias e a imigração de homens e mulheres do campo para as
grandes cidades europeias, o que gerava pobreza.
O SÉCULO E A ÉPOCA EM QUE O AUTOR
VIVEU E PRODUZIU SUAS OBRAS (II)
A agitação política e econômica era grande. Marx viveu a
transição do primeiro para o segundo período da “revolução
industrial” (1760-1860; 1860-1900) e assistiu a luta dos
trabalhadores, que tentavam manter seus empregos. Se hoje
vemos a América Latina e o Brasil com problemas políticos,
imaginem na Europa do século XIX. O século pós-Napoleão,
século pós-iluminismo, pós-Revolução Francesa (1789-1799),
onde os ideais humanistas estavam à flor da pele, onde a ciência
estava tornando-se a senhora da razão e a religião perdia força.

Foi neste conturbado século, que nasceu, viveu e morreu Karl


Marx, o homem que escreveu o clássico “O Capital”, que
inspirou, com seu amigo Engels, a filosofia comunista e que
cunhou a célebre frase “A religião é o ópio do povo”.
PARTE II
(LEITURA CRÍTICA DO CAPÍTULO
E DESTAQUES ANALISADOS)
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

P 1 – Textos sublinhados
2 – Definição de salário.
Á 3 – Dependência do traba-
G lhador em relação ao
I capitalista.
N 4 – Valoração do salário do
trabalhador , que ganha
A apenas o suficiente pa-
ra satisfazer suas ne –
6 cessidades básicas.
5
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

P 1 – Textos sublinhados
2 – Equiparação do traba-
Á lhador a uma mercadoria
G 3 – Necessidade de o
I trabalhador “se vender”
N 4 – Constância dos preços
do trabalho em relação aos
A Preços dos meios de
subsistência.
6 5 – Quando o capitalista
6 ganha, o trabalhador não
ganha necessariamente
com ele, mas perde com
ele, quando o capitalista
perde.
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

P 1 – Textos sublinhados
2 – O trabalhador precisa
Á lutar p/conseguir trabalho
G 3 – Necessidade de o
I trabalhador “se vender”
N 4 – Ao diminuir a riqueza
da sociedade o trabalha-
A dor é o que mais perde.
5 – A única ocorrência
6 favorável ao trabalhador é
7 quando a riqueza da
sociedade aumenta. Mas
elevação de salários leva
ao excedente de trabalho.
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Frase: “Capital é
Á trabalho acumulado”.
G 3 – Sociedade em
condições de “aumento de
I riqueza” : quando o capital
N e os rendimentos de um
A país se elevam.
4 – Acúmulo de capital
aumenta a divisão do
6 trabalho e aumenta o
8 número de trabalhadores.
5 – A concorrência entre
capitalistas
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Mesmo numa conjunt.
Á mais favorável ao trabalha-
G dor o resultado é o traba-
lho exagerado e a morte
I precoce.
N 3 – A divisão do trabalho
A torna o trabalhador cada
vez mais unilateral e
dependente.
6 4 – O acúmulo de capital
9 aumenta a divisão do
trabalho e aumenta o
número de trabalhadores.
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Repetição da frase
Á “capital é trabalho
G acumulado”
3 – Nos 3 estágios da
I sociedade (descrescente,
N em desenvolvimento e
A estacionária) o trabalhador
está: em pobreza
progressiva, em miséria
7 completa ou em miséria
0 estacionária (???)
4 – O trabalho deve antes
se vender a si mesmo.
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Trabalho provoca
Á acumulação do capital mas
G torna o trabalhador cada
I vez mais dependente do
capitalista
N 3 – O trabalho, mesmo se
A prestando ao aumento da
riqueza, é danoso e
7 insalubre (???)
4 – A renda e o lucro são
1 descontos que os salários
precisam tolerar.
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Advoga que o trabalho
Á dos mais instruídos e com
G profissões especializadas
seja melhor remunerado
I 3 – Adverte que os
N trabalhadores não
A especializados, que
executam atividades
mecânicas são a maioria
7 (os que ganham menos)
2
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Fala sobre a elevação
Á da carga horária do
G trabalho e a duração
garantida do trabalho.
I 3 – Destaca que quando a
N produção total aumenta,
A aumentam também as
necessidades, anseios e
carências do trabalhador,
7 levando ao aumento da
3 pobreza relativa e à
diminuição da pobreza
absoluta.
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Critica a economia
Á política por considerar o
G trabalhador como um
simples “burro e carga”
I 3 – Destaca que ao
N contrário do que seria de
A se esperar, a introdução
das máquinas na produção,
aumentou a carga horária
7 de trabalho, ao invés de
4 diminuí-la (ver pag.
seguinte, no início)
- EXPLICAR O ARTIFÍCIO -
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Destaca que trabalho
Á contínuo uniforme é
G prejudicial para o espírito
e para o corpo.
I 3 – As desvantagens da div.
N do trabalho em
A decorrência da introd. de
máquinas provocam a
elevação da taxa de
7 mortalidade dos
5 trabalhadores de
fábrica.Propõe um estudo
sobre isso.
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Constata a existência
Á do trabalho infantil nas
G fabricas inglesas.
3 – Alerta sobre a
I possibilidade de crianças
N também poderem executar
A trabalhos repetitivos que
seriam das máquinas
(crianças substituiriam
7 adultos)
6 4 – Atenção para o texto do
retângulo vermelho.
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Equipara o trabalho a
Á uma mercadoria, sujeito à
G lei da oferta e da procura.
3 – Reforça a existência da
I concorrência (na verdade
N “guerra”) entre o
A capitalista e o trabalhador
e entre os próprios
trabalhadores.
7 4 – Essa concorrência
7 provoca queda nos salários
(ver gráfico no slide da
Parte IV).
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Destaca que o trabalho
Á não é apenas um valor de
G troca.
3 – Destaca que as randes
I fábricas preferem comprar
N o trabalho d emulheres e
A de crianças, porque é mais
barato que o dos homens.
4 – O trabalho tem de ser
7 vedido a todo momento.
8 5 – Ler e analisar em
conjunto com a próxima
página.
MERECEM DESTAQUE
OU OBSERVAÇÕES
NESTA PÁGINA:

1 – Textos sublinhados
P 2 – Página forte. Merece
Á ser lida e comentada por
G inteiro.
3 – Fala da “guerra de
I concorrência”, fala do
N desamor ou falta do
A sentimento de gratidão dos
trabalhadores pelos seus
chefes, destaca que quanto
7 mais penoso e aborrecido
9 for o trabalho, menor será
o pagamento.
4 – Entende que os
trabalhadores, sacrificados,
vivem menos
PARTE III
RESENHA:
PRIMEIRO MANUSCRITO - SALÁRIO
RESENHA(1):
Percebemos, mesmo sem precisar ler todos os capítulos e demais
manuscritos da obra – o que não foi o caso, aqui – que Marx permeia os
principais conceitos econômicos e sociais da relação capital x trabalho:
propriedade privada, salário, renda da terra, capitalista, trabalhador,
lucro, “mais-valia” (ainda não com esse nome), mercadoria, trabalho
alienado, valor de troca, dinheiro, classe proletária, força de trabalho, etc.

Enfatiza que os homens, para sobreviverem, precisam trabalhar e ter


um salário para se sustentar. Com isso, acabam por submeter-se ao
sistema capitalista (que ele critica e repudia), sustententando-o com a
aceitação de baixos salários, somente suficientes para atender às suas
necessidades mais básicas (MARX: 2002, 65). Assim o homem passa a
ser mercadoria para os capitalistas, tendo que vender a sua força de
trabalho, pelo preço que os capitalistas impõem, não podendo
barganhar nem deixar de aceitar, pois não pode sujeitar sua família a
passar fome, De notar que, mesmo com baixos salários, a concorrência
entre trabalhadores é grande. Sabendo disso, os capitalistas limitam-
nos a um só emprego, Criando-se, assim, uma relação de dependência
RESENHA(2):
entre o trabalhador e o capitalista, este, com mais flexibilidade para
sair da relação; o trabalhador não.

Na medida em que o trabalhador troca sua força de trabalho por


dinheiro, acaba se autoescravizando, para sobreviver. Mas antes de
vender a sua força de trabalho precisa consumir, e para consumir
precisa vender. A partir disso, torna-se totalmente dependente dos
capitalistas, donos dos meios de produção, que passam a impor a sua
vontade, suas regras e os salários que querem pagar. Para o
trabalhador só tem uma opção: pegar ou largar. Mas ele não pode
largar e acaba vendendo a sua força de trabalho por um salário
aviltante.

Na ideologia capitalista as mercadorias são produzidas pelos fatores


de produção, que são a terra, o trabalho e o capital. Para o trabalhador
é inevitável a separação desses componentes. Mas se a oferta de um
desses elementos for paga abaixo do seu valor, mudará o preço
corrente para o preço natural. Com isso, o trabalhador sairá perdendo.
RESENHA(3):
Segundo Marx (2002, p.66)

“ O trabalhador não ganha necessariamente quando o capitalista


ganha, mas perde forçosamente com ele. Assim, o trabalhador não
ganha se o capitalista consegue manter o preço corrente acima do
preço natural por meio de um segredo industrial ou comercial, de
um monopólio ou da situação favorável da sua propriedade”.

Se houver queda na procura, os salários descem num ano caro.


Para compensar essa anomalia, muitos procuram aumentar a
renda, ganhar mais. Para isso, trabalham o dobro, tendo que
abrir mão do seu tempo vago para trabalhar como escravo. E
tendo a acumulação de capital, aumenta o número de
trabalhadores por causa da divisão de trabalho; com isso o
trabalhador tende a se tornar dependente de um só tipo de
trabalho.
RESENHA(4):
Quando a sociedade está decrescente, a pobreza do trabalhador é tão
progressiva que chega à situação de miséria completa. O capitalista
está acima dos trabalhadores e lhes impõem leis. Com a divisão do
trabalho, aumentam o poder produtivo do trabalhador, a riqueza e o
requinte da sociedade. Mas este empobrece ainda mais, e vê-se
produzindo qual uma máquina, em trabalhos uniformes e repetitivos,
com jornadas sempre maiores, pelo mesmo salário. Na concepção de
Marx:

“A mais abastada condição da sociedade, que surge como ideal embora


como ideal que pouco a pouco se alcança e pelo menos estabelece o
objetivo da economia política e da sociedade civil, é uma circunstancia de
miséria estacionária para os trabalhadores. Torna-se evidente que a
economia política considera-o proletário, ou seja, aquele que vive, sem
capital ou renda, apenas do trabalho e de um trabalho unilateral, abstrato,
como simples trabalhador. (MARX: 2002, 72)”

A partir do momento em que o homem precisa vender a sua força


de trabalho, o trabalho se torna mercadoria das mais miseráveis,
RESENHA(5):

para a qual este trabalho não será uma atividade natural, pois o
trabalho é para ganhar dinheiro destinado à sobrevivência. E com isso
a vida diária desse indivíduo será vender a sua força de trabalho
(porque ele não pode deixar de vendê-la), receber dinheiro, comprar
mercadoria e voltar a trabalhar. Não se pode esquecer que a força de
trabalho do trabalhador é uma mercadoria que precisa ser vendida e
o seu trabalho alienado, em relação ao que ele, trabalhador produz.

Dentro do que foi proposto, apresentado e lido até agora, parece-nos


que a ideia passada, mesmo não aprofundada em maiores detalhes, foi
suficiente para passar-nos uma visão do conteúdo do tópico “salário”,
no “Primeiro Manuscrito” da obra.
PARTE IV
OUTRAS ANÁLISES E
OPINIÃO FINAL DO ALUNO
ALGUNS CONCEITOS E TEORIAS EXTRAÍDOS DO
PRIMEIRO MANUSCRITO (1):

A acumulação do capital gera uma população excedente de


trabalhadores que, não conseguindo emprego, irão compor um
exército de operários de reserva, que entram em concorrência por
trabaho. A concorrência e o temor do desemprego, leva à aceitação
de baixas taxas salariais, até o nível do necessário à subsistência.
ALGUNS CONCEITOS E TEORIAS EXTRAÍDOS DO
PRIMEIRO MANUSCRITO (2):
Aqui, uma historinha em charge, ilustra como o capitalista remunera o
trabalho e também a “Teoria da Mais-valia”, em que se apropria do que é
produzido pelo trabalhador, só lhe devolvendo uma ínfima parte.

Fonte da charge:
http://www.oocities.org/autonomia
bvr/princpl.html:
A VISÃO FINAL E PESSOAL DO ALUNO SOBRE A
OBRA ,COMO UM TODO, E SOBRE O TÓPICO
“SALÁRIO”, DO PRIMEIRO MANUSCRITO:
[FALA]
É óbvio que, para a feitura deste trabalho, não nos limitamos a ler
apenas a parte a ser resenhada. Percorremos o restante da obra e
fizemos pesquisas e consultas externas, muito embora só tenhamos
apresentado, na parte central, a resenha do tópico pedido (Primeiro
Manuscrito – Salário), acompanhada de uma breve introdução e,
após, os slides de conclusão. Mas durante a realização do trabalho
percebemos que era impossível levá-lo a contento, sem consulta aos
outros tópicos do livro (em especial o trabalho alienado) e outras
consultas externas. Assim fizemos, como se depreende da lista das
obras consultadas.

Agora, entretanto, queremos emitir a nossa opinião pessoal sobre o


que concluímos da leitura da obra.Vamos lá!
Link para “O Pensador” (https://pensador.uol.com.br/colecao/ivosgreis/
A VISÃO FINAL E PESSOAL DO ALUNO SOBRE A
OBRA ,COMO UM TODO, E SOBRE O TÓPICO
“SALÁRIO”, DO PRIMEIRO MANUSCRITO:

Primeiramente, há que se distinguir O Marx da juventude (o Marx de


26 anos, que escreveu esta obra), do Marx da maturidade, aquele que,
23 anos depois, escreveu “O Capital”. Estaria o Marx da juventude
pronto para escrever uma obra de natureza econômica e polêmica
com tal profundidade? Por que não quis publicá-la e guardou-a
apenas como “apontamentos pessoais”? Seriam os MEF apenas uma
espécie de fichamento para futuras obras e, daí, a razão de não ter
querido Marx publicá-lo? Esta pergunta ainda não tem resposta, mas
é uma hipótese possível.

O que se nota nos MEF, embora acerte o autor na quase totalidade de


suas análises, é um excessivo pessimismo e sentimento de revolta
contra os capitalistas, cujas atitudes ele pode observar em um século
conturbado por revoltas sociais e pelos efeitos da revolução industrial
A VISÃO FINAL E PESSOAL DO ALUNO SOBRE A
OBRA ,COMO UM TODO, E SOBRE O TÓPICO
“SALÁRIO”, DO PRIMEIRO MANUSCRITO:

que se intensificava, trazendo benefícios para a sociedade, mas


também reflexo negativos para os trabalhadores. Isso ele soube
observar com um olhar arguto e inteligente. Assim, soube bem
equacionar os problemas e descrevê-los, ainda que com um olhar
excessivamente pessimista. Mas faltou o principal: a proposta de
solução para resolver as desigualdades e injustiças apontadas. A que
ele timidamente sugere – a união e organização dos trabalhadores e a
capacitação de muitos deles para se instruírem, terem melhor
qualificação profissional e transformarem-se também em capitalistas –
essa ficou apenas no terreno das ideias, porque ele não disse como
isso seria possivel.

Marx, todos sabem, era também filósofo. Não obstante, ele mesmo
costumava afirmar que os filósofos são muito bons especialistas em
A VISÃO FINAL E PESSOAL DO ALUNO SOBRE A
OBRA ,COMO UM TODO, E SOBRE O TÓPICO
“SALÁRIO”, DO PRIMEIRO MANUSCRITO:

descobrir e descrever os problemas, mas não em solucioná-los.


Ironicamente, foi exatamente isso o que ele fez, pelo menos no que se
depreende da obra ora analisada. A proposição de das bases de um
novo sistema econômico e das organizações das classes proletárias
em sindicatos, de uma outra forma de intervenção estatal, isso ele só
foi sugerir, décadas mais tarde. Baseado nas ideias de Marx e Engels,
principalmente, um novo sistema econômico surgiu – o comunismo.

Mas apesar disso, o sistema econômico que ele tanto combateu, o


capitalismo, continua vivo, enquanto o comunismo agoniza.

O pior de tudo, o pior mesmo, é que a situação do trabalhador


proletário continua quase a mesma e o capital ainda é o grande e
todo poderoso senhor e vilão.
OUTRAS OBRAS CONSULTADAS:
FAUSTO, Ruy. Marx: Lógica e Política. Tomo II. São Paulo: Brasiliense, 1987.
MCLALLEN, David. Karl Marx: Vida e pensamento. Petrópolis: Vozes, 1990.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Martin Claret,
2004.
MÉSZÁROS, István. A teoria da alienação em Marx. São Paulo: Boitempo,
2006.
RANIERI, Jesus. A câmara escura: alienação e estranhamento em Marx. São
Paulo: Boitempo, 2001.
MARX, Karl. Manuscritos Econômicos Filosóficos. São Paulo: Martin
Claret, 2002.
MARX, Karl; FRIEDRICH, Engels. Manifesto do Partido Comunista.
10. ed. São Paulo: Global,2006.
Wikipédia – Biografia de Karl marx
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