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Administrativo II

Responsabilidade Civil do Estado


Agentes publicos
Intervenção do Estado na propriedade

Responsabilidade Civil do Estado

Obrigação x Responsabilidade

A Lei cria obrigação


Obrigação- dar, fazer, não fazer, tolerância
contratual- bilateral
extracontratual- unilateral

Obrigação criada em lei= obrigação originária

A quebra de uma obrigação criada em lei gera responsabilidade

Responsabilidade é uma obrigação derivada (sucessiva) que


decorre da quebra da obrigação originária

Se tem uma responsabilidade contratual, o inadimplemento


contratual gera a resolução do contrato + perdas e danos=
clausula penal e/ou resolução do contrato

A responsabilidade extracontratual decorre da lei


Obrigação de não fazer

Qual é a obrigação de não fazer? Não deve gerar dano a terceiro

Principio do nemenem laedere - NAO CAUSE DANO A


TERCEIRO (não cause ilicito)

Responsabilidade extracontratual do Estado


Base constitucional:
Art. 37,§6°CF- as pessoas juridicas de direito publico e privado
prestadoras de serviço publico responderão pelos danos que
seus agentes causarem a terceiros assegurado direito de
regresso contra o responsavel por dolo ou culpa.

1- Pessoa juridica de direito publico


União, Estado, DF, Municipios

2- Pessoa juridica de direito privado prestadoras de serviço


publico
Concessionarias/permissionarios/autorizadas
Empresas publicas
Sociedades Economia Mista

Base legal:
CC- art.43

Teorias da responsabilidade civil

1- Teoria da irresponsabilidade
2- Teorias privadas
2.1- teorias de atos de imperio e atos de gestão
2.2- teorias de direito comum
3- teoria publicista
3.1-teoria da culpa comum
3.2- teoria do risco
3.2.1- teoria do risco administrativo
3.2.2- teoria do risco integral

1- TEORIA DA IRRESPONSABILIDADE
Epoca do absolutismo= o rei não erra

2- TEORIAS PRIVADAS
2.1- TEORIA DE ATO DE IMPERIO
O ato de imperio é ato de soberania do rei- estado irresponsavel
Ato de gestao- estado tinha responsabilidade/ não soberania
TEORIA DA DUPLA PERSONALIDADE

↗ c/supremacia de interesse publico


Personalidade
↘ s/ supremacia do interesse publico

Criticas:
1- o estado não tem duas personalidades, o estado tem uma
personalidade que atua em dois regimes juridicos diferentes:
regime juridico administrativo (regime publico) e regime juridico
da administração (regime privado)

2- a dificuldade de difinir os atos que o estado estava praticando


c/ ou sem supremacia, c/ ou sem soberania, atos de imperio e
atos de gestao, fazendo com que a teoria gerasse instabilidade
juridica e fosse rechaçada. Essa teoria desde o codigo de 1916
não é mais aceita no Brasil.

2.2- TEORIA DO DIREITO COMUM


Responsabilidade do estado= responsabilidade do particular
= responsabilidade subjetiva (c/culpa)
O estado respondia igual ao particular

Caso Blanco: ocorrido na França- Agnes Blanco- que foi


atropelada por um vagonete da companhia de fumo francesa. A
familia processou o estado frances, onde o conselho de estado
frances se manifestou dizendo que o regime jurime juridico do
estado não poderia ser o mesmo regime juridico do particular,
que deveria ser criado um regime juridico proprio para o Estado.

Surgem então as teorias publicistas:

3.1- TEORIA DA CULPA ADMINISTRATIVA


traz um elemento novo: culpa especial- presunção de culpa do
estado

Presunção- dispensando o ônus da prova


Responsabilidade ainda subjetiva
A presunção também faz a inversão do ônus da prova
A culpa especial (responsabilidade) se dava nas seguintes
situações:
1: quando estado praticava um ato e gerava dano (ação)
2: quando estado praticava ato parcial, pela metade (ação
parcial)
3: quando estado tinha omissão do que tinha que fazer

Na teoria da culpa administrativa ainda vigorava a


responsabilidade subjetiva

***Trata-se da teoria de transição da responsabilidade subjetiva


para a responsabilidade objetiva

3.2- TEORIA DO RISCO


Subdivide-se em risco administrativo e risco integral

Teoria do risco- atividades em que o estado tem o monopolio ou


serviços exclusivos. Ex: segurança publica
Caracteristicas:
1- responsabilidade objetiva
2- estado assume condição de garantidor
3- o estado responde por atos ilicitos ou licitos

Há nesse momento o estado trabalhando algo licito porem


gerando prejuizo a algum grupo. Ex: obras publicas

Nessa teoria a culpa é dispensada

PRINCIPIOS:

1- Principio da Igualdade
Distribuição igualitaria de onus e bonus da atividade estatal
Se tiver um acentuado onus desigual e esse onus gerar dano
proveniente de ato licito ou ilicito o estado deverá indenizar

2- Principio da solidariedade
A solidariedade é que o corpo social é quem ira indenizar o
dano, ou seja, a sociedade é que irá arcar com o dano, porque o
estado não produz divisas, e ele indeniza com recursos dos
tributos e paga por meio de precatorios (ver art.100, CF)
08/08

Modalidades da teoria do risco: sempre caem em questao de


concurso

1- Risco administrativo (regra da CF/88- art.37,§6°)


Responsabilidade objetiva
Estado garantidor
Responde por ato licito e ilicito
*Aceita as excludentes da responsabilidade (materias de defesa
do estado):
- culpa exclusiva da vitima
- culpa de terceiro
- caso fortuito/força maior

2- Risco integral
Casos especificos
Ação ou omissão
Responsabilidade objetiva
*Não são permitidas excludentes de responsabilidade

TRIPÉ DA RESPONSABILIDADE

Conduta---------------------Dano
l
Nexo

No momento do dano se a vitima demonstrar que houve nexo de


causalidade entre a conduta e o dano o Estado não tem materia
de defesa.

➡Na teoria do risco integral demonstrado o nexo de causalidade


entre a conduta e o dano, o Estado não poderá alegar como
materia de defesa as excludentes de responsabilidade, salvo o
valor da indenização.

Ex. Dano ambiental- acidente ocorrido em Mariana


Dano ambiental é risco integral, portanto há nexo de causalidade
entre dano e a empresa. A empresa não possui materia de
defesa a não ser discutir o valor da indenização.

Risco integral exige prova do nexo e não cabe materia de defesa


nenhuma

Provado o nexo causal não cabe nenhuma materia de defesa,


somente discutir o valor do dano a ser ressarcido

É integral porque sendo provado o nexo o Estado não tem


materia de defesa

A teoria do risco integral só aborda casos excepcionais. Ex:


1 caso- dano nuclear
2 caso- dano ambiental
3 caso- DPVAT

Não tem outras hipoteses alem dessas ⬆

DPVAT- é o seguro obrigatorio de natureza social. Vai ser


utilizado para acidentes em via terrestre com veiculo
motorizado. É um seguro de danos pessoais
-Pode acioná-lo mesmo estando em atraso (pq é um seguro
social)
-Pode ser acionado pelo autor do dano ou pela vitima
-O valor do DPVAT é descontado da indenização (para que não
ocorra bis in iden)

MODALIDADES DE RESPONSABILIDADE

• Responsabilidade Subjetiva (dolo ou culpa)


A conduta, o dano e o nexo tem que ter sido praticado com
culpa
Tambem chamada de responsabilidade com culpa (em sentido
amplo)= dolo ou culpa em sentido estrito (imprudencia,
impercicia, negligencia)

Culpa em sentido amplo= dolo ou culpa em sentido estrito (=


impericia, imprudencia ou negligencia)
A culpa em sentido estrito é a quebra do dever de cuidar (por
impericia, imprudencia ou negligencia)

O codigo civil em regra trabalha com a responsabilidade


subjetiva- art.186,CC

• Responsabilidade objetiva (responsabilidade sem culpa)


Dispensa o elemento objetivo (dispensa a vitima de provar que o
agente atuou de forma dolosa ou culposa)

No direito penal é necessario a responsabilidade subjetiva (tem


que provar dolo ou culpa)

No direito civil existe a responsabilidade objetiva, na qual não


importa se o agente atuou com dolo ou culpa

➡ Na responsabilidade objetiva basta provar que a conduta


gerou dano e provar o nexo de causalidade

Art.37,§ 6°- pessoas juridicas de direito publico e pessoas de


direito privado na qualidade de agente publico respondem
independente de culpa

Estado= responsabilidade objetiva

"Na qualidade"=TEORIA DO ORGÃO/IMPUTAÇÃO VOLITIVA


Quando o agente publico esta no exercicio de suas funções
pratica ato de interesse publico (ato estatal)
Caso o agente cometa dano ao particular no exercicio das
funções caberá ao Estado ressarcir a vitima.

Teoria da dupla garantia- a vitima aciona o Estado e o agente


publico solidariamente- esta em sede de repercussão geral
ainda não foi julgado pelo STF.

Para o Estado ressarcir a vitima o agente deve estar no


exercicio das funções
STF- policial fora do serviço
Se o policial agir em nome do interesse publico, quem indeniza é
o Estado

Decisão do STF e STJ em caso de omissão do Estado:


Art.37,§6°,CF- "... responderão pelos danos que seus agentes
causarem..."
Ação: causarem- responsabilidade objetiva
No caso da omissão a responsabilidade volta para a regra geral

Responsabilidade do Estado
No caso de ação (causarem): responsabilidade objetiva
No caso de omissão: responsabilidade subjetiva

Conduta Responsabilidade Teoria Fundamento


Ação Objetiva Risco Art.37,§6°,CF
administrativo
Omissão Subjetiva Culpa STF/STJ
administrativa
Ação/omissão Objetiva Risco integral Hipoteses
especificas

16/8

Elementos da Responsabilidade Civil


(filtros da responsabilidade civil)

1- CONDUTA
Ação- objetiva- teoria do risco administrativo
Omissão- subjetiva- teoria da culpa administrativa

Dependendo da conduta deve ou não ser provada (culpa ou dolo)

2- DANO a prova do dano deve sempre ser provada


Requisitos do dano:
- juridico: ocorre por quebra de direito (não admite dano
meramente economico). Ex. Quando ocorre quebra Direito de
propriedade, nome, imagem, integridade fisica
- anormal: se não ocorrer um dano anormal, ou não conseguir
comprova-lo, será aplicado a teoria do mero aborrecimento
conforme STJ reconhece que existe um dano mas considera um
dano normal da vida em sociedade

- específico: quando é conhecido o autor e vitima do dano


Deve portanto apresentar na petição quem é o autor do dano

O dano especifico evoluiu nos ultimos anos, porque antes exigia


autor e vitima e passou a entender que a sociedade como um todo
tambem pode ser vitima. Dai passou a contemplar os direitos
fundamentais de terceira geracao= DANO MORAL COLETIVO

Dano Moral Coletivo


Contempla os direitos transindividuais

A justiça do trabalho é pioneira no dano moral coletivo


Ex. Litigante contumaz (ex. Instituições financeiras, quando
promove a pessoa de fato mas não dá a promoção de direito)

O dano moral coletivo serve para inibir condutas reiteradas

Decisões do STJ:
- Juiz não pode conhecer de oficio dano moral coletivo
- quem vai requerer o dano moral coletivo é o MPTrabalho
- o dinheiro não é destinado as vitimas, é revertido a um fundo

Modalidades do dano:
-Material ( perdas e danos= dano emergente + lucros cessantes)
Dano emergente= aquilo que foi perdido
Lucro cessante= aquilo que deixou de ganhar

-Moral
Quando ocorre quebra de algum direito fundamental

-Estetico
Quando gera deformidade. Ex. Acidente de carro, do trabalho e
brigas
STJ: Ainda que haja cirurgia reparadora é possivel dano estético
A sentença deve individualizar o valor dos danos

CUMULAÇÃO DE DANOS
• Dano material e moral:
Sumula 37 STJ

• Dano moral e estético:


Sumula 387 STJ

Material
** Apresentar algum prejuizo economico sofrido

- Dano emergente

- Lucro cessante

Moral
- acidente do trabalho- a perda de capacidade laborativa permitia o
enquadramento do dano moral porque não conseguia mais trabalhar
e entrava em depressão
- dor e sofrimento psiquico- criterio subjetivo

Criticas:
•subjetivismo (em função de cada juiz ter uma concepção do que
seria dor e sofrimento)
•juiz- caberia ao juiz arbitrar o valor, ocorrendo variações de
arbitramento entre juizes

Hoje: Art. 5°, X, V, CF- quando afeta a imagem da pessoa

1- critério objetivo ao dano moral:


➡Quebra de direito fundamental + anormalidade

2- tabelamento de danos morais:


Publicado anualmente pelo STJ
Ex. Matar alguem= acarreta danos morais de 500 salarios
minimos
3- critérios para o quantum do dano moral
•1) a natureza e a extensão do dano
•2) a conduta do autor do dano
•3) analisar a capacidade economica do autor e da vitima
•4) a participação da vitima (possibilidade de culpa concorrente)
•5) peculiaridades do caso

4- critério bifásico (criado pelo STJ)


Duas fases:
1- juiz irá analisar casos semelhantes a fim de determinar o valor
da indenização
2- juiz irá olhar as peculiaridades do caso

EXCEÇÃO A SUMULA 7 DO STJ


A sumula 7 diz: STJ não faz re-analise de prova.
Em nome do principio da igualdade e da segurança juridica, o
STJ fez uma exceção a sumula 7, dizendo que com relação ao
valor da indenização (quantum indenizatorio) poderá ser revisto
em sede de recurso especial.
Pode aumentar ou diminuir o valor da indenização
Fundamentado na proporcionalidade e razoabilidade
Fundamentado na vedação ao enriquecimento sem causa

VALOR DO DANO MORAL E CPC 2015


o dano moral deve ser apresentado na petição inicial
Afetando as custas do processo e a sucumbência

23/8

Juros do Dano
Sumula 54 do STJ- o juros do dano corre da data do fato

Outras categorias de dano:

1- Dano por ricochete (dano indireto ou reflexo)


•Autor
•Vitima
•Gera efeitos em pessoas que não participaram diretamente do
evento
Ex. Dano pedido pela familia do morto

2- Perda de uma chance


Teoria francesa
Determinada causa impede outro evento que traria algum tipo
de beneficio para a parte
Ex. Escalas no transporte aéreo. Quando pessoa pega voo e o
voo faz escala e atrasa e a pessoa perde o compromisso que
tinha acarretando prejuizo a pessoa.
Ex. Quando advogado perde o prazo, sendo provado que a tese
era muito provavel de ganhar a causa.

3- Dano existencial
Afeta a coexistencialidade da pessoa e com a dignidade da
pessoa humana. Há uma quebra da autodeterminação da
vontade e da liberdade de escolhas.
Surge em virtude de condutas sociais
Se divide em dois:
➡A perda do projeto de vida: quando toma condutas antisociais
que atrapalha as escolhas do outro
-Bullyng
- ficar preso mais tempo que o determinado por sentença
- dumping social (ligado ao direito do trabalho)_ empregador
que deixa de pagar os direitos trabalhistas

Ex. Assedio sexual e assedio moral


Assedio= subordinação/ hierarquia

➡A perda da convivencia em sociedade: familia, amigos, igreja,


lazer, escola

Ex. Quando impõe poder economico sobre a pessoa impedindo


a pessoa de tirar ferias em funcao do trabalho de gerencia.

FUNÇÕES DA RESPONSABILIDADE CIVIL

• Reparatoria- retorno a situação de fato antes do dano


(status quo ante)
Ocorre no Dano material

• Compensatoria
Ocorre no Dano moral

• Punitiva (punitive dammage)


Função pedagógica e preventiva
Tem natureza de desestimulo
Ex. Dano moral coletivo

PRINCIPIOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL

1- Primazia do interesse da vítima


Decorre da constitucionalização do Direito
Busca valorizar o aspecto funcional do Direito= funcionalização
do direito, ocorre a analise das pessoas envolvidas, no caso a
vitima
Sumula 187 STF= art.745,CC
Serviço publico de transporte de pessoas interestadual
Ex. Os atos de terceiro são de responsabilidade da empresa de
onibus
Ex. Escala de avião

2- Principio da Solidariedade
Ideia de respeito mutuo, de condutas que não sejam abusivas
Ex. DPVAT (compartilhamento do risco)

3- Principio da Função Social da Responsabilidade Civil


Criar meios para evitar o dano
Ex. Função preventiva da responsabilidade civil (punitive
dammage)

EXCLUDENTES DE RESPONSABILIDADE
Função de quebrar o nexo da causalidade

1- Culpa exclusiva da vitima


A conduta que gera o dano é da propria vitima
Ex. Suicidio, surfista de trem

1.1- Culpa concorrente (variação da culpa exclusiva)


Conduta da vitima e do autor do dano
Sistema de compensação da culpa
Cada um responde na medida da sua culpabilidade
Modalidade de responsabilidade é subjetiva
Ex. Serviço publico de trem, quando viaja fora do vagão

Critério de analise:
Itens de segurança apropriados- culpa exclusiva
Itens de segurança desapropriados- culpa concorrente

29/8

2- Culpa de terceiro
Ex. Ato de multidão

Pode o Estado ser responsabilizado pelo ato de multidão?


O Estado não tem como garantir 100% de tudo
Nesse caso a multidão se qualifica como terceiro excluindo a
responsabilidade estatal. Portanto não ocorre o risco integral.

Obs: se a vitima conseguir provar negligencia estatal


(negligencia é uma forma de culpa) haverá responsabilização
estatal RESPONSABILIDADE SUBJETIVA

A previsibilidade do evento é suficiente para que haja a


responsabilização estatal ⬅ATENÇÃO!!!

3- Caso Fortuito e Força Maior


Caso fortuito= atos humanos
Força maior= atos da natureza

Augustinho Alvim- obrigações no CC

Fortuito interno NÃO EXCLUI A RESPONSABILIDADE


É um imprevisto previsivel. Porque está dentro do risco da
atividade.
Ex. Despachar mala no aeroporto
Ex. Transporte interestadual de pessoas, em caso de acidente
Cláusula de incolumidade= presente em todo contrato de transporte.
Dever de incolumidade.
Sumula 187 STF- ato de terceiro está incluso no fortuito interno (por
isso que tem seguro quando viaja de ônibus) = Art.745, CC

Fortuito externo EXCLUI A RESPONSABILIDADE


É o imprevisto imprevisivel. (Fora do risco da atividade)
Ex. Contrato de transporte interestadual de pessoas, quando o
ônibus é assaltado.
Não tem como a empresa de ônibus prever quando o ônibus vai ser
assaltado
Ex. Arrastão (porque é imprevisível)

Atos da natureza EXCLUI A RESPONSABILIDADE ESTATAL


Se provar negligencia estatal o ato da natureza poderá ser
indenizado (responsabilidade subjetiva)

Ex. Quando chove muito e as vitimas conseguem provar que a


prefeitura não fez a manutenção regular do sistema de esgoto

Ex. Gerador de hospital 1 ano sem manutenção quando falta


energia e ocorre a falha do fornecimento.

Responsabilidade do Estado como garantidor


Relação de custódia do Estado= dever especial de cuidado
Custodiados do estado estão em dever especial do Estado

Quando o Estado está custodiando não poderá alegar culpa de


terceiro

Responsabilidade Objetiva Agravada


Criança em creche
Criança em escola
Doente em hospital
Velho em asilo
Nosocômio
O que ocorrer ainda que por atos de terceiro, será
responsabilidade do Estado ⬅ATENÇÃO!!!

Preso RESPONDABILIDADE OBJETIVA AGRAVADISSIMA


Atos de terceiro. Ex rebelião ou morto na cela cabem
indenização
Se cometer suicidio (culpa exclusiva) também é
responsabilidade do Estado

Responsabilidade Estatal do preso foragido


STF- entende que o Estado tem responsabilidade e deve
indenizar a vitima (responsabilidade objetiva)

Duas excessões: que ocorrem quebra do nexo de causalidade


• quando o crime for cometido em concurso de pessoas
(coautoria)
Porque o crime ocorreria do mesmo jeito

• decurso de tempo- quando passar muito tempo de foragidos


ocorre a quebra do nexo.
Quanto tempo? 7 meses foragido o Estado já foi obrigado a
indenizar

30/8

Responsabilidade das Concessionarias e Permissionarias

2° Legitimado Passivo (Art. 37,§6°,CF)


Pessoa juridica de Direito Privado prestadora de serviço publico

Modalidade de decentralização por delegação:


Delegatários: Concessionárias/Permissionárias/ autorizadas

Atuação do Estado
Ação- responsabilidade objetiva
Omissão- responsabilidade subjetiva

Para as delegatarias a ação ou omissão a responsabilidade é


objetiva
Estradas Federais são de responsabilidade do DNIT

Lei 8987/95- lei serviço publico

Quando sabe que é serviço publico feito por permissionaria/


concessionaria ou autorizada?
Quando estiver fazendo pagamento direto pelo serviço
Ex. Pedagio da 3° ponte
Preço publico= tarifa= paga imediatamente ao utilizar

STF-
2004 Celso de Mello: usuario: objetiva
Não usuario: subjetiva

2009: usuario ou não usuario: objetiva

Responsabilidade das exploradoras de atividade economica e


prestadoras de serviço publico

Estatais (art173,CF): Soc. Econ Mista e Empresa Publica


•- imperativo de segurança nacional
Ex. Questões bélicas, soberania do povo em relação a petroleo

•-atividade de interesse coletivo


Atividades que o particular não conseguiria desenvolver
internamente

Soc. Econ. Mista.-


Capital publico/privado
Modalidade S.A. capital aberto
Competencia julgamento: Art.109, I, CF- Justiça Estadual

Empresa Publica-
Capital publico
Modalidade qq modalidade/SA capital fechado
Competencia julgamento: Fed: JF; Est: JE; Mun: JE

Empresas Publicas: CEF, BNDES, ECT, Embrapa


Soc. Econ. Mista: BBrasil, Petrobras, Furnas
⬇ ⬇ ⬇ ⬇ ATENÇÃO!!! ⬇ ⬇ ⬇ ⬇ ⬇
A classificação do publico ou misto é do capital de formação da
empresa e não da atividade prestada
A atividade é que pode ser:
exploradora de atividade economica- Resp. Subj (art. 187, CF)
prestadora de serviço publico- Resp. Obj (art. 37,§6°, CF)

A maioria das exploradoras está sujeita ao CDC

STJ: prestadoras de serviço aplica CDC


Se for remunerada por taxa não aplica CDC

Nao pode aplicar cdc quando tem taxa porque é serviço publico
portanto a supremacia do interesse publico sobressai sobre o
cdc

Responsabilidade por omissão estatal


Responsabilidade do Estado- subjetiva

Estado: Teoria do risco administrativo

Omissão geral: estado não responde


Ex. Atos de segurança publica
Principio da reserva do possível: financeira
OMISSAO GERAL- RESERVA DO POSSIVEL

Omissão específica:
"DEVER LEGAL DE AGIR"= Estado Garantidor
OMISSÃO QUALIFICADA
Ex. Buraco na pista, arvores, quando o estado não cumpre
ordem judicial para medicamento de alto custo,
Ex. Dano por ricochete nos casos de presos reincidentes

05/09

Continuação... Omissão qualificada

Descumprimemto de ordem judicial


Ex. Decisao judicial que obriga estado a fornecer medicamento
de alto custo

Responsabilidade Civil por atos licitos

Teoria do risco
•Igualdade- onus/bonus
➡ônus desigual➡ estado tem dever de indenizar
•Solidariedade

Atos licitos tambem serão objeto de indenização


Ex. Decorrentes de obras publicas
Decorrentes de lei

Danos de ato dos poderes

• Ato do poder Legislativo


Segundo Hely Lopes Meireles- não cabe indenização contra ato
tipico do poder legislativo
Porque:
1- o dano deve ser especifico e a lei é geral e abstrata
2- mexeria na independencia dos poderes
3- o povo foi quem escolheu o governante

1- Lei em sentido estrito


Geral e abstrata
Inova a ordem juridica
Cria direitos e obrigações (norma primaria)
➡Controle de constitucionalidade

Dano de lei
Função tipica do legislativo
Pressuposto: que haja um controle previo de
constitucionalidade da lei
Dano: nexo de causalidade especial
Em decorrencia de uma lei inconstitucional houve o dano

Ex. Questao das sacolas plasticas onde lei estadual proibia seu
uso foi julgada inconstitucional, portanto cabivel das empresas
fabricantes processarem o estado porque legislar sobre essa
materia era privativa da uniao

2- Lei material atenção!!!


Função atipica do legislativo
Lei concreta e individual
Formalmente lei e materialmente ato administrativo
(Apesar de ter a forma de lei o conteudo é de ato)
➡ controle de legalidade
Ex. Lei que aprovou aposentadoria da atleta Lais Souza que
ficou tetraplegica

Lei material não precisa do pressuposto do controle de


constitucionalidade ⬅atenção!!!

• Atos do poder Executivo


Concreta e individual
Infralegal
Norma secundária
Hierarquia

Norma do poder executivo também sofre controle de legalidade


Se o ato administrativo individual gerar algum dano, como


algum ato de poder de policia (principalmente fiscalização) cabe
indenização contra o Estado

Ato normativo:
Geral e abstrato

➡ajuizar e fazer pedidos sucessivos:


1- que o judiciario faça o controle de legalidade da norma (ação
declaratoria de nulidade da norma, por quebra da legalidade ou
quebra da constitucionalidade)
2- que haja responsabilização do Estado pelos danos causados
(indenizar pelos danos decorrentes dessa norma ilegal)

3 materias importantes do Estado em questao de responsabilidade


Responsabilidade subje acao omiss
Resp saude publica
Resp atos judiciais

• Danos decorrentes do poder Judiciario


*Atividade administrativa do juiz:
- gerencia os atos do cartório
- conduz as audiências

Ex. Caso do autor que não pode participar da audiência porque


estava de chinelos. A união foi condenada por danos morais.
Excesso na condução do poder de policia nas audiências.

* Atividade tipica do juiz


Erro do judiciario
Se divide em dois:
Esfera penal e cível

Em esfera penal:
Art. 5°, LXXV- o Estado deve indenizar quando tiver condenação
Ex. Pessoa fica preso por mais tempo que deveria
Ex. Homônimos (mesmo nome)
Corrige a partir da data do fato

A jurisprudencia fez uma Interpretação restritiva da condenação


apenas para materia penal

Em esfera cível:
Em materia cível a doutrina vem afirmando que ainda estamos
sofrendo a teoria da irresponsabilidade do Estado
Porque o Estado em materia cível só vai responder por dolo do
julgador
Ex. Teria que provar que um juiz suspeito ou impedido julgou
detrminado processo por interesse

Coisa julgada
Sentença➡ apelação
Carvalho Filho diz que não cabe responsabilidade civil contra o
Estado porque a parte teve oportunidade de ter apelado
Se não suscitou a materia em sede de recuso ocorrerá preclusão
fazendo coisa julgada
Maria Silvia di Pietro não concorda
Dizendo que ajuizar uma nova ação não altera a coisa julgada
Porque na primeira ação era A contra B
Na segunda ação é B contra o Estado

06/09

Ação de Regresso

Art. 37, §6°, CF ".... ressalvado por direito de regresso no caso


de dolo ou culpa"

1 relação juridica= vitima x Estado


2 relação juridica= Estado x agente ➡ Ação de Regresso

Teoria da Dupla Garantia fixa a legitimidade


STF
1° garantia= vitima poder processar o Estado para ser
ressarcida
2° garantia= agente será processado pelo Estado

Vitima processa Estado e Estado processa o agente

Na teoria da dupla garantia a vitima não pode processar


diretamente o agente publico

STJ em 2013:
Celso Antonio Bandeira de Mello
Art.37,§6°- é uma garantia para a vitima e não para o agente ou
para o Estado

O art,37, §6° trata de responsabilidade objetiva dando benesse a


vitima pela CF, cabendo a vitima escolher a quem quer
processar
Só que se quiser processar o agente a responsabilidade é sub
jetiva já para processar o Estado é por ação (objetiva) ou
omissão (subjetiva)
A vantagem da vitima processar diretamente o agente publico é
que não vai ter precatorio

Por ser conflitante, o STF entendeu ser materia de repercussão


geral entre o entendimento do STF e o do STJ

Denunciação a Lide

É uma Ação de Regresso antecipada, o juiz vai na mesma


sentença decidir o processo e a denunciação a lide.

A denunciação a lide pelo Estado é obrigatória? ⬅ atenção!!!


Não. Caso o Estado seja condenado seja condenado poderá
ajuizar uma ação de regesso contra o agente publico

O juiz é obrigado a aceitar a denunciação a lide?


Não. Na denunciação havera concomitancia da respoabilidade
objetiva do Estado e da responsabilidade subjetiva do agente,
logo deverá o magistrado analisar caso a caso a aceitação da
intervenção de terceiro sobre o prisma do principio da
celeridade.

O grande problema da denunciação da lide é a cumulação das


duas responsabilidades e a celeriade do processo, devendo o
juiz analisar o caso concreto, caso a prova da culpa seja muito
complexa ele não deve aceitar a denunciacão da lide para evitar
que o processo se arraste por muito tempo (em detrimento a
celeridade processual) prejudicando a vitima

Em resumo, o Estado tentara a denunciação da lide para atrsar o


processo de indenização da vitima

Resumo:
Estado- ação: obj// omissão: subj
Agente- ação ou omissão: subjetiva

Na ação de regresso não importa a ação ou omissão a


responsabilidade é sempre objetiva

Prazo para ação de regresso


Diferença:
• Lei Geral
CC/02
3 anos
Prescrição

• Lei Especial (considerada para processar o Estado)


DecretoLei 20910/33
5 anos
Prescricional

STJ: prazo prescricional contra o Estado ⬅ Atenção!!!


Decidiu que pelo principio da especialidade, lei especial não
pode ser derrogada por lei geral
Portanto, o prazo de 3 anos do CC não altera o prazo do decreto
20910

Prazo prescricional das estatais


Deve olhar atividade:
Prestadora de serviço publico- 5 anos
Exploradora de atividade economica- 3 anos

Prazo prescricional contra as concessionárias de serviço


publico
(Delegatarias de serviço publico)
STJ- considera lei especial, prazo de 5 anos para indenizar

Prescrição actio nata


Regra: prazo prescricional inicia da data do fato
Actio nata: prazo inicia quando tiver a data do conhecimento ou
da concretização do fato

Portanto: O dano so começa a valer o prazo de prescrição após a


data do fato (mudança do momento inicial da prescrição) após a
concretização
Pelo actio nata o erro administrativo não preclui se foi posterior
ao conhecimento do dano, ou seja, depois do ato administrativo
tem 5 anos apos descobrir o erro para reclamar.
13/9

AGENTES PUBLICOS

Agentes de fato- quem não está investido em cargo público (não


está em exercicio de competencia)
Agente de fato requisitado- ocorre em acontecimentos de catastrofe
natural. Cidadão civil requisitado para ajudar "nessa qualidade" (na
qualidade de agente publico)

Funcionario de fato- quem foi irregularmente investido em cargo


publico.
1- problema de incompetência.
STF- anulação da nomeação
E os Atos praticados por esse funcionario?
O STF entendeu que o particular estava de boa fé, em nome da
teoria da aparencia, e pela presunção de legalidade do ato
administrativo, em nome da segurança juridica o STF faz a
modulação de efeito ex nunc.
Ao salario que foi ganho trabalhando não será devolvido.

Agentes de direito- quem foi regularmente investido em cargo


publico.
Agente publico civil- servidor publico, empregado publico,
temporario

Agente publico militar- art.42, art 142-144, CF


Forças armadas, PM, bombeiros

REGIME JURIDICO

1- Regime juridico único


Direta- estatutario. Estatuto= lei da
categoria
Indireta- estatutario
Estatutos= Federal- lei 8112/90 Estadual- LC 46/94
2- Regime juridico misto
EC-19/98 alterou o Art.39 caput,CF
Permite:
Administração direta- estatutario
Administração indireta- celetista
Autarquias e fundações publicas de direito publico

Obs: as estatais tanto no regime unico como no regime misto


são celetistas

ADIn- 2135-4 DF ⬅ cai na prova!!!!


Alega que há uma inconstitucionalidade formal
O art.39 teve uma constitucionalidade de forma porque foi votado
pela camara e encaminhado ao senado que fez alteração, tinha que
ter retornado a camara para votar novamente as alterações feitas
pelo senado e isso não ocorreu.
O STF apreciou a liminar em 2007 e concedeu a liminar, fez efeito
repristinatorio (voltou a redação antiga) e fez modulação de efeitos
passando para ex nunc. Entao as autarquias e fundações de 98 a
2007 ainda tem regime misto, de 2007 em diante tem regime unico
(estatutario). As autarquias de 98 a 2007 continuaram como celetista.
Na pratica os Estados converteram as autarquias celetistas em
estatutarios

MODALIDADES DE AGENTES PUBLICOS

1- AGENTE EM SENTIDO ESTRITO


Aquele que detem vinculo funcional com a administração
Servidor, empregado, temporario

2- AGENTE EM SENTIDO AMPLO


LIA- lei de improbidade administrativa
Art.2°- aumentou o espctro de alcance do conceito para punir
mais pessoas: "São agentes publicos para os fins dessa lei..."

Estatutario
- lei da categoria (Fed- 8112/90) (Est- LC 46/94)
- concurso publico (prova e titulo)
- nomeação
- Estagio probatorio (3 anos) avaliação semestral com media 6
Se tirar abaixo de 4 estara exonerado (Avaliação especial de
desempenho) ao final será apto ou inapto
Se for considerado apto ganhara estabilidade, se for
considerado inapto sera exonerado
STF: o prazo do estagio probatorio coincide com o prazo para
aquisicão da estabilidade

Estabilidade
O art 41, CF determina que uma comissão especial avaliará o
servidor no estagio probatorio
STJ- hipotese de silencio qualificado- aceitacão tacita- quando
passa do periodo e não foi realizado o estagio probatorio
A estabilidade permite ao servidor que só possa ser retirado do
cargo nas hipoteses previstas em lei apos realizacao de PAD

Algumas categorias de servidores ganham vitaliceidade- só


pode ser retirado do cargo por processo judicial transitado em
julgado

19/9

ADCT-19
Estabilidade estraordinaria

CF= 05/10/1988
Estabilidade estraordianria- 5 anos anteriores a CF= 05/10/83
Quem ingressou nos ultimos 5 anos antes da promulgacao da
constituição, possui estabilidade estraordinaria- está estavel no
cargo mas não possui carreira

A unica coisa que essa categoria ganhou foi o direito de


continuar no cargo. Não tem promocao, gratificação, não ganha
abono nem ferias premio, nada

Retribuição do serviço do agente

Duas formas de pagamento:


-Remuneração
-Subsídio
REMUNERAÇÃO
Composta de 2 elementos:
-Valor base da categoria
-Vantagens (gratificação, abono, ferias premio)

Valor base= vencimento


Valor base + vantagens= vencimentos

As vantagens vão incorporar ao patrimonio pessoal do servidor


As vantagens tambem são levadas para a aposentadoria
Sobre esses valores incidem tambem desconto de imposto de
renda e desconto de contribuição previdenciaria

SUBSÍDIO
Veio com a reforma administrativa (EC-19/98)
A reforma administrativa visava eliminar os marajás do serviço
publico
Conceito de subsidio= subsidio é parcela unica que não inclui
vantagens

Existem dois subsidios:


Facultativo- art 39,§8, CF- ex. Carreira de fiscal
Obrigatorio- art.39,§4, CF- ex. Pres da rep, governador, pref,
ministros, secretarios, senador, dep federal, dep est, vereador,
ministros, desembargadores, juiz, enfim são todos os agentes
politicos.

TETO CONSTITUCIONAL
Art.37, XI,CF
Niguem pode ganhar a mais do que o ministro do STF
A iniciativa de lei é do proprio supremo
Salario do supremo do ministro (subsidio)= 33.700,00

Desembargadores= 90,25% do subsidio do ministro do STF


ADIn- cautelar sob o fundamento do principio da unidade do
poder judiciario

Modalidades de teto constitucional


Teto geral- é o teto nacional, valor pago ao ministro STF
Teto especifico- tambem chamado de subteto.
Subteto dos Estados
do executivo- governador
do legislativo- dep estadual
do judiciario- desembargador
dos municipios- prefeito

Teto facultativo- art.37, XXII,CF


Estado-Teto unico (ninguem pode ganhar mais que o
desembargador)

Verba indenizatoria
Art.37,§11°- não é somada no subsidio ou remuneração para fins
do teto constitucional

Ex. Auxilio alimentação, diaria,


STJ- não se extende aos inativos

Regras da verba indenizatoria: não incorpora ao patrimonio


pessoal do agente publico. Portanto não será levada para a
aposentadoria, (recebe limpa porque nao paga IRPF nem
contribuição previdenciaria)

A grande vantagem do Estado em dar verba indenizatoria é na


economia da contribuição que o Estado faz na aposentadoria do
funcionario.
ex. Se o juiz ganha 33.700,00 x11% de contribuicao= 3.300,00
o Estado deve contribuir com a previdencia do juiz o percentual
de 2.0 vezes o que o juiz contribuiu, que seria 6.600,00. Com a
verba indenizatoria o Estado não precisa fazer essa
contribuição.

Teto constitucional minimo


Salario minimo
O vencimento nao poderia ser menor que o minimo
Alteração da lei: os vencimentos não podem ser abaixo do
minimo
A base + vantagens= 1 salario minimo
700,00 + 254,00= 954,00
Sendo que os aumentos vao incidir aoenas no valor base
O abono é fixo e não sofre incidencia de aumento

SV-15 e SV-16

Militares- a sumula vinculante 6 autorizou os militares em inicio


de carreira a ganharem menos que o minimo

26/9

TETO CONSTITUCIONAL NA ACUMULAÇÃO DE CARGOS

Art.37, XVI,CF- 6 hipoteses de acumulação de cargos


•2 cargos de professor
•1 cargo tecnico cientifico + 1 cargo professor
•2 cargos na area de saude
•Vereador
•Juiz + prof
•Promotor + prof

Solucao para quem tem dois cargos que chegam proximos do


teto constitucional- Cargos de carreira juridica
É para ser analisado quanto ganha cada cargo isoladamente
Ex
Cargo 1= 33.700,00 ( teto)
Cargo 2= 33.700,00 (teto)
Portanto deve-se analisar cada cargo isoladamente

Proibições em materia constitucional


Art.37, incisos XII ao XV, CF

Inciso XII- tentou trazer uma regra de equivalencia entre cargos


dos 3 poderes.
Paradigma do criterio- poder executivo
Legislativo- 2,5% do orçamento anual (tem pouca manutenção)
Judiciario- 6,0% do orçamento (gasta mais um pouco)
Executivo- 55,5% do orçamento (secretarias, escolas, hospitais,
policias, bombeiros,...) gasta muuuuuito!!!!
Até 60% do orçamento pode gastar com folha pessoal para
estados e municipios e 50% se for a união (60% dos 55,5%) seria
o limite mas não consegue atingir esse limite

Em resumo o Estado trabalha com orçamento entre 27,5 a 30% é


destinado a servico para a população o restante é para pagar a
folha de pessoal (40% de 55,5%)

Portanto o executivo é opoder que paga menos. Diante disso


cargos semelhantes no legislativo e no judiciario nao podem
pagar mais do que o mesmo cargo desempenhado pelo
executivo
(ex. Acessor juridico de secretaria nao poderia ganhar mais que
o acessor juridico do tribunal) mas não é o que ocorre na pratica

Inciso XIII- tenta evitar o efeito cascata


Proibe vinculação ou equiparação de cargos ou carreiras
Dispositivos de lei- que constituia efeito cascata, ou seja se
determinado cargo tivesse aumento, automaticamente outra
carreira tinha aumento.
Esse inciso buscou isolar as carreiras, na pratica as carreiras
com menos forca politica quase nunca recebem aumento

Viculação- artigo na lei da carreira 1 é o que recebe a carreira 2


(liga carreira - remuneração) UMA CARREIRA É IGUAL A OUTRA
Exceção: podemos ter vinculações determinadas pela CF
Ex. Ministros do tribunal de contas tem carreira vinculada ao
ministro do STJ

Equiparação- quando equipara itens ou remuneração entre


carreiras. ALGUNS ÍTENS DE UMA CARREIRA SÃO IGUAIS A
DE OUTRA
Na pratica judiciario e MP são equiparados
Ex. Vereador equiparado a prefeito (STF julgou inconstitucional)
Ex. Equiparação relacionada a índices indexadores.
STF- é inconstitucional utilizar indice federal e aplicar em
categorias estaduais ou municipais
Ex. Querer equiparar o indice do estado tipo SP e aplicar o
mesmo indice no Amapá.
*Salario minimo como indexador- a CF veda a utilização do
salario minimo como indexador
Exceções: prestaçoes de alimentos, danos morais

STF- o salario minimo nao pode ser utilizado como indexador de


vantagens de carreira

Caso: estatuto paulista- indexava a periculosidade em 40% do


sal min
O STF declarou inconstitucional pq todo ano aumenta o sal min,
aumentando a folha do estado.

27/9

Inciso XIV- proibição de vantagens sobre vantagem


Remuneracao = valor base + vantagem
Valor base= vencimento
Remuneracao= vencimentos
Valor base= 1.000,00
1000+ 10%= 1.100,00
+10%= 1.200,00 (não incide sobre os 1100,00)

Inciso XV- proteção para o agente publico


Proibição a retroatividade salarial
1- impostos
Aumento da aliquota do IR: STF- diz que não configura
retroatividade
2- perda valor real de compra
STF: diz que não configura retroatividade
3- inciso X, art 37- reajuste anual do servidor publico
Qual o parametro para fundamentar o reajuste (normalmente o
IPCA) que baseia a taxa selic. Alteram os preços publicos como
as tarifas.
STF: diz que o reajuste anual do inciso X tem natureza
meramente formal, e não material, ou seja, o reajuste anual não
necessariamente segue algum indice ou a inflação, sendo
relativo a capacidade orçamentaria de cada ente.

Reajuste Anual
Inciso X-
Questão de reserva legal
O reajuste anual é feito por lei (chefe do executivo)
Periodica e anual

ADInO- Lula- STF: modulou os efeitos e liberou o governo de


dar 6 anos de reajuste retroativos

STF: reajuste formal- da o reajuste mas não esta vinculado a


nenhum indice nem a inflação (pode ter inflacao de 9% e dar
reajuste só de 1%)

Acumulação de cargos
Inciso XVI-
Regra constitucional- proibição de acumulação

Exceção:
2 cargos professor
1 cargo tecnico + 1 professor
2 cargos saúde

Vereador
Promotor + prof
Juiz + prof

Requisitos:
1- compatibilidade de horarios (maximo 60 horas semanais)
2- respeitar o teto constitucional (33.700,00)

Acumulação de cargos politicos


Art.38, CF- cargo administrativo + cargo politico
Federal= PR, vice, dep fed, senador
1- deve se afastar do cargo
2- subsidio é o do cargo politico
3- nao pode acumular subsidio

Nao pode acumular cargo, nao pode acumular remuneracao


nem subsidio e vai ganhar o salario é o fixo do cargo politico

Estadual= gov, vice, dep estad


Regras iguais ao federal
Municipal= pref, vice, vereador
Prefeitos:
Nao pode acumular cargo
Nao pode acumular subsidio
Opta por receber o cargo administrativo ou cargo politico

Vereador:
Pode acumular cargo
Pode acumular subsidio
Observação do teto

2 regras importantes:
1- carreira- tempo de serviço
2- previdenciaria- os recolhimentos no cargo politico valerão
pelo cargo politico

03/10

Lei de improbidade administrativa (8429/92)- aplica-se ao


estatutario
Tambem aplica ao servidor os crimes contra a administração
" funcionario publico"- expressão apenas no codigo penal
CF- passou a chamar agente publico

Previdência
2 regimes:
RGPS- regime geral (chamado de INSS)
RPPS- regime proprio de previdencia

A CF manda que cada ente publico tenha o seu regime proprio


de previdencia.

No ES tem o IPAJM (responsavel pelo recolhimento da


previdencia dos agentes publicos no ES) que é a contribuição
obrigatoria
PREVES- é uma contribuicao facultativa para quem quer
aposentar recebendo acima do teto do RGPS

Previdencia publica complementar


Art.40,§ 14 ao 16,CF.

Evolução:
1°- Direito a integralidade (acabou em 2003 com a EC-41/2003)
2°- media aritmetica simples de 80% das maiores contribuições
do periodo contribuido
3°- teto do RGPS
Para ganhar mais que o teto do RGPS tem que contribuir mais,
no caso do ES o agenteb publico contribui através da PREVES

IPAJM- é uma autarquia


PREVES- é uma fundacão publica de direito privado

1°- STF- Funprev judiciario


24 meses para adesão, quem nao aderiu perdeu a possibilidade
da previdencia complementar

2°- a mudança de cargo tem ensejado a mudança de regime


previdenciario

Na justiça: alegar que estabeleu um vinculo juridico com a


administração publica.
Lei 8666, art 6°, XI, e XII- explica a diferença do conceito de
administração e administração publica

Administracao- conceito estrito aplicado ao ente politico (uniao,


estado, municipio, DF)
Administração publica- conceito amplo (qualquer ente politico)

Portanto tem que alegar que quando passou no concurso


estabeleceu vinculo juridico com a administracao publica, so
havendo troca de ente politico (quando realizou a mudanca de
cargo) porque já era concursado.

Portanto há quebra da segurança juridica quando a


administracao tenta mudar o regime previdenciario quando o
agente muda de cargo.

Para ter reconhecido a comtinuacao do vinculo tem que estar


investido no cargo novo e só depois pedir o desligamento do
cargo antigo, somente desta forma náo havera a quebra do
regime da previdencia que ja vinha contribuindo.

Regras de aposentadoria: idade+ tempo serviço


•Homem: 60 anos idade /35 anos contr/10 anos serviço/5 anos
cargo
•Mulher: 55 anos idade/30 anos contr/10 anos serviço/5 anos
cargo

A aposentadoria passa a ser proporcional ao tempo de


contribuição quando não atinge idade ou tempo de contribuição

10 anos de serviço e 5 anos no cargo são requisitos fixos, o que


varia para a aposentadoria vai ser a idade ou o tempo de
contribuição

OBS: a CF não permite mais a aposentadoria por tempo de


serviço, somente por tempo de contribuição

Aposentadoria só por idade:


Homem: 65 anos idade/proporcional/10 anos serviço/5 anos
cargo
Mulher: 60 anos idade/proporcional/10 anos serviço/5 anos
cargo

Aposentadoria compulsória:
EC-81 (emenda da bengala) tirou a aposentadoria compulsoria
de 70 anos para 75 anos.

Aposentadoria por invalidez:


É proporcional ao tempo de contribuição

04/10
Trazer caso 6 manuscrito

17/10
Contribuição dos inativos
STF: a EC- 41/2003 determinou a contribuição dos inativos,
tendo efeito retroativo (incide tambem sobre quem estava
aposentado antes da EC)
Percentual fixo= 11%➡ 11% do que exceder o teto do RGPS
Base de calculo: limite do RGPS (R$6.000,00)
Incide sobre a diferença do teto
Ex. Se ganha 10.000,00
Contribuirá com 11% sobre 4.000,00

Portanto até o teto do RGPS não precisa contribuir


Só contribuirá quem exceder o teto do RGPS

Abono permanência
Só tem vantagem para quem recebe acima do teto
O abono que ganha é não descontar os 11% quando se
aposentar

Empregado público
- concurso
- Estatais, conselhos de classe, autarquias entre 1998 a 2007
(periodo da decisao ex nunc do supremo), (ex no ES= Prodest)
- celetista (CLT)
- não ocupa cargo. QUEM OCUPA CARGO É
ESTATUTÁRIO
- só exedce função
- não tem estabilidade
- dispensa: STF em 2013- é obrigatorio a dispensa motivada
Motivo de fato e motivo de direito
- não necessita de PAD (a dispensa não necessita de pad)
- contraprestação é salario
- responde na lei de improbidade administrativa e nos crimes
contra administração

* estatutario recebe remuneracão ou subsidio

Cargos em comissão
Base constitucional: art.37,V,CF
Função: direção, chefia, assessoramento
Entrada: nomeação
Saida: exoneração ad nutum
Lei:
comissão: concursado
Comissão: não concursado (assessoramento)

SV13: sumula do nepotismo (se aplica aos cargos


comissionados)
STF: comissionado não pode exercer função tecnica
Se exercer função tecnica estará fazendo desvio de finalidade
Só quem pode exercer função tecnica é o concursado
Comissionado só pode exercer direção, chefia ou
assessoramento

FUNÇÃO TECNICA É PARA CONCURSADO

Função de confiança
Base constitucional: art.37, V,CF
Função: direção, chefia e assessoramento
Somente para concursados
SV-13: tambem se aplica a sumula do nepotismo
- verba propeter laborem- recebe a mais durante o exercicio da
funcao de confiança
- STF: a verba propeter laborem não incorpora ao patrimonio
pessoal

Temporário
Base constitucional: art.37, IX, CF
Requisitos:
- lei (reserva legal)
- necessidade temporaria
- situação excepcional
Ex. IBGE
- D.T.

Limite pessoal da união= 50% folha


Limite pessoal estado= 60% folha
STF: pode ter DT para necessidade permanente

DT: contrato (2 anos) prazo determinado- não possui verbas


trabalhistas
DT= designação temporaria
STF: Repercussão geral em 2012 até hoje não julgou a
constitucinalidade do DT

STF: deve haver uma lei que regulamente os DTs, estadual ou


municipal

DT não faz concurso, faz processo seletivo

18/10

Tercerizados
Atividades-meio
2017- permitiu-se a tercerização de atividades-fim
Não afeta os cargos publicos (porque devem ser concursados)

Responsabilidade:
Art.71, Lei 8666/93 (licitação)
Débito trabalhista: Enunciado 341 TST-responsabilidade
subsidiária
Fiscalização: gestor dos contratos
Comprovacao folhas pgto, credores, impostos, recolhimento da
contribuição previdenciaria.

STF: 2016- empregado deve fazer prova da má fiscalização do


Estado.
Contribuição previdenciária: responsabilidade solidária

Conselhos de classe
Conselhos profissionais- natureza de autarquia
Regime pessoal: celetista/concurso
Regime juridico: licitação/concurso publico/ prestar contas ao
TC
Anuidade: natureza de tributo- contribuição de categoria
Capacidade tributária ativa: exigir e fiscalizar o tributo (LEF
6830/80)
OAB:
STF- Adin 3056/2006= celetistas x estatutarios
Gilmar Mendes: OAB não é autarquia, pois possui carater
institucional porque conforme o art.133,cf que o advogado é
indispensável a justiça, sendo a justiça um dos pilares da
democracia, portanto a OAB é uma instituição sui generis. Desse
modo a OAB não licita, não faz concurso e não presta contas ao
tribunal de contas.

Cartórios extrajudiciais
Art.243,CF
Antes da CF os cartorios eram hereditarios
- CNJ
Cartorário nao é considerado servidor publico
STF: entendeu que são particulares em colaboração com o
poder publico

Acesso a cargos e empregos publicos


Principio do acesso universal
Os cargos e empregos publicos são acessiveis a todos
(brasileiro nato/naturalizado) e estrangeiros
Requisitos: lei de cada categoria

Cargos exclusivos de brasileiro nato: art 12,§3°, CF

Estrangeiros: prof de universidade, pesquisadores estrangeiros

Concurso público
Art.37,II,CF- concurso de provas e titulos...

Modalidades de concurso:
- prova
- prova e titulos

*Relacionada com a complexidade do cargo

Complexidade do cargo: 2 situações


1- tipo concurso
2- art.39,§1° CF
Edital de concurso:
Ato administrativo geral e abstrato
Interligado a lei de acesso (da categoria)- não pode inovar, fazer
exigencias não previstas na lei da categoria- totalmente
vinculado as regras de acesso da lei da categoria.

O principio da vinculação ao instrumento convocatório


Principio da segurança juridica- venire contra factum proprium
Teoria dos atos proprios- principio da confiança, legitima
expectativa, boa fé.

24/10

Ítens de edital

Cláusula de barreira
Limitação de candidatos para as fases
STF: julgou a clausula de barreira constitucional em funcao dos
principios da eficiencia, razoabilidade e celeridade

Indeferimento da inscrição
Objetivo: dar transparências aos concursos
Indeferimento de inscrição de concurso tem que ser
fundamentado
Sumula 686, STF

Idade no concurso
Edital só pode mudar a idade se a lei da categoria permitir (lei de
acesso)
Regra: idade para concurso é 18 anos
Edital é norma secundária
Sumula 683, STF

Exame psicotécnico
Só quando a lei da categoria tambem exigir
Testar habilidade diante da função que vai exercer
Sumula 684,STF
Ex. Cargos ligados a atividade de risco e atividade que tenha
uso de arma de fogo

STF: requisitos
Estabelecimento de criterios objetivos
Tem que ter publicidade do resultado individual
Fundamentação individualizada de cada criterio
Recurso proprio (recurso só do psicotecnico) pq tem direito a
apresentar um psicologo particular para avaliar e dar parecer da
avaliação realizada
STJ: pedia-se a anulação da fase. Se anular a fase do psicotecnico
não haverá persalto (o candidato não vai para a fase seguinte sem
fazer o psicotecnico)

Alteração de critérios
- edital publicado
-concurso em andamento
STJ- duas exigencias:
1- Alteração por lei da categoria
2- Fase do concurso ainda não acabou

Concurso interno
CF/88- principio do concurso
Antes- gente comissionado exercendo função tecnica
SV-13= nepotismo é de 2009
STF- concurso interno é absolutamente inconstitucional
Nao se aplica a teoria do fato consumado aos concursos
internos

Cuidado!!!
Concurso interno de promoção é valido!! (Promoção da carreira)

Exceções ao concurso publico


1- cargos eletivos
2- cargos politicos de nomeação (secretarios,ministros, AGU,
PGR)
3- Tribunais Superiores que não são concursados
4- cargos comissionados
5- aqueles que serviram na 2 guerra
6- tribunais (cargos de desembargador)

Transferência e ascenção
Antes CF/88- concursado criava vinculo juridico com o Estado
Apos CF/88- faz concurso para cargo/emprego
Transferência
Trocava a lotação por um municipio mais interessante
É inconstitucional. Não pode transferir de um lugar para outro

Ascenção
Troca carreira dentro da adminstração
Ex. De motorista para delegado
Também é inconstitucional
SV-38

Direito subjetivo a vaga


STF- antes de 2011
Quem passava dentro do numero de vagas tinha mera
expectativa de direito
Nomeação era discricionaria pela administração

STF- apos 2011


Passa a ter legitima expectativa e a nomeação é ato vinculado
Quem é aprovado dentro do numero de vagas tem direito
subjetivo a cargo
Teoria do venire contra factum proprium
Teoria dos atos proprios- a administração não pode contrariar a
legitima expectativa produzida

Ou seja, só pode abrir concurso se realmente tiver as vagas


disponiveis

Estado nao pode adotar a legitima expectativa contra todos


STJ:
1- Aprovado dentro do numero de vagas
2- o momento da nomeação é discricionario dentro do prazo de
validade do concurso (até 2 anos)

Remoção- ainda que preste concurso para um local, em nome do


interesse publico pode ser removido para outro local

Aprovado fora do numero de vagas


STF: aprovado fora do numero de vagas tem mera expectativa
Nomeação é ato discricionario da administração
Exercito de reserva= aprovado fora do num de vagas
Durante transcurso (curso de formação) as vagas que forem
surgindo são ato discricionario podendo a adm chamar os
candidatos de reserva ou fazer novo concurso

A mera expectativa vai se convolar em legitima expectativa se


durante o concurso o edital ampliar o numero de vagas
⬆ ⬆ ⬆ CAI na PROVA ⬆ ⬆ ⬆

Desistência
Se alguem desitir, vai assinar no cartorio e levar a desistencia
da pessoa, junto com procuração para representa-la, passando a
ter direito subjetivo aquela vaga

-Resultado final
-Homologação (publicado no diario oficial)
-Decreto (diario oficial)

Regra da preterição
Se sobrou vaga não é obrigado a chamar
Se surge nova lei- direito subjetivo
Se amplia vaga- direito subjetivo

Preterição
3 casos:
Quando chama temporario
Quando chama comissionado
Quando chama tercerizado

Prova da preterição
3 requisitos
Concurso estar no prazo de validade
Prova da Preterição
Provar a existencia da vaga

Quem passou fora do num de vagas deve olhar o diario oficial


ate acabar o prazo do concurso pra ver se houve preterição

Deve ir ao órgao e pedir administrativamente o organograma


prevendo as pessoas e as vagas preenchidas. Deve anexar ao
processo o protocolo do pedido.
Devera ser feito uma acao ordinaria porque MS não admite
dilacão probatoria.

Temporario so pode ser chamado por situações excepcionais

Tem que fazer prova da vaga!!!!

31/10

Cadastro de Reserva
Decreto 6944/2009- art.12
Finalidade original- manter um grupo de pessoas aprovadas a
disposição imediata da administração (forte indicação de que vai
ter vaga)- grande expectativa de surgimento de vagas
É um concurso publico de vagas

A administração passou a abrir concurso somente para cadastro


de reserva.

Ainda que surjam vagas no prazo de validade do concurso, a


administracao tem discricionaridade para chamar

Mesma regra do fora do numero de vagas para o do cadastro de


reserva

Se no prazo de validade do concurso a adm nomear temporario


ou tercerizado, ai a mera expectativa vira direito subjetivo caso
comprove a validade do concurso+ preterição+ vaga⬅ utiliza
tanto para o fora do numero de vagas quanto para o cadastro de
reserva.

Se não tem o quadro de vagas, tem que pedir na ação ordinaria


ao juiz que exiga da adm o quadro de vagas.

ANÁLISE DA PROVA

• Questões da prova
Analise do Gabarito
STF: o gabarito é ato discricionario da administração, portanto
não cabe controle de legalidade

Somente 2 hipoteses para controle de legalidade:


-Decisão que contraria a jurisprudencia ou a doutrina
-Quando a questão for de extrema dificuldade de
interpretação/sem gabarito
Nesses dois casos anula a questão e todos pontuam

• Conteúdo programatico (anexo 1 do edital)


Materias que caem na prova
Se cair ítem na prova que não estava no conteudo programatico
o STF entende que é ato vinculado, podendo portanto o
judiciario fazer controle de legalidade para anular a questão
Nesse caso tambem anula a questão e todos tambem pontuam

Teoria do fato consumado e liminar de concurso


A teoria do fato consumado está ligada ao principio da
segurança juridica.
Fato= tempo
O fato que se consumou é a delonga do tempo (arrastar do
tempo)
Chega a um ponto em que alterar a situação vai ser mais
prejudicial do que mantê-la como está.
Ex. Vaga em universidade
Quando o juiz ia julgar a causa, o requerente já tinha formado

Em 2014- STJ: não se aplica a teoria do fato consumado ao


candidato sobjudice fundamentado que a liminar é uma decisão
precaria e revogavel a qq tempo, e o candidato tinha
conhecimento disso.

TAF (Teste de Aptidão Fisica)


O TAF não pode ser equiparado aos concursos fisicos do
exercito (não pode ter padrão militar)
Tem que ser filmado
Presença impreterivel do candidato.
2015-STF: não existe hipotese de não comparecimento ao TAF
sob risco de quebra do principio da igualdade
01/11
Investigação social
Analise da vida pregressa do candidato
É uma fase de carater eliminatório
STF- até o transito em julgado tem presunção de inocência, até
para concursos publicos

STJ- a investigação social não pode fazer analise da vida


pregressa economica do candidato

Publicidade restrita no concurso


STJ- se delongar o tempo para chamar o candidato, nao cabe
publicidade ampla (diario oficial), só cabe publicidade restrita
(telegrama ou telefonar para a pessoa)

STJ- a manutenção dos dados cadastrais atualizados é do


candidato

Se o Estado chamar outro no seu lugar...


Pede anulação da nomeação daquele que foi nomeado e a
nomeação do candidato, nesta ação há litisconsorcio passivo
necessario entre aquele que foi nomeado e o Estado.

Prova dos requisitos do edital


Sum 266 STJ- as exigencias do edital se provam no momento da
posse

Prova de titulos
A prova de titulos não tem carater eliminatorio, somente
classificatorio

Acumulacao vertical e acumulacao horizontal


Vertical- itens diferentes do edital (categorias) admite pontuar
varias vezes sobre a mesma categoria (ex. Direito de familia)
Horizontal- não admite pontuar sobre o mesmo item (se for
doutorado não pontua novamente em doutorado)

STF- nao admite acumulação horizontal