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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR BLAURO CARDOSO DE

MATTOS – FASERRA

RICARDO PEREIRA LOUBACK


MARCELO RAMOS

STARTUPS NA CONTRAMÃO DA INCERTEZA ECONÔMICA


UM ESTUDO DE CASO NA STARTUP FULLHELP
ASSISTÊNCIA AUTOMOTIVA EM VITÓRIA-ES

SERRA – ES
2017
RICARDO PEREIRA LOUBACK
MARCELO RAMOS

STARTUPS NA CONTRAMÃO DA INCERTEZA ECONÔMICA


UM ESTUDO DE CASO NA STARTUP FULLHELP
ASSISTÊNCIA AUTOMOTIVA EM VITÓRIA-ES
Trabalho de conclusão de Curso apresentado
ao Instituto de Ensino Superior Blauro Cardoso
de Mattos, do curso de Graduação em Ciências
Contábeis, como exigência parcial para
obtenção do título de Bacharel em Ciências
Contábeis.

Orientador: Prof. Marcelo Hideki Togo

SERRA – ES
2017
RICARDO PEREIRA LOUBACK
MARCELO RAMOS

STARTUPS NA CONTRAMÃO DA INCERTEZA ECONÔMICA


UM ESTUDO DE CASO NA STARTUP FULLHELP
ASSISTÊNCIA AUTOMOTIVA EM VITÓRIA-ES
Trabalho de conclusão de Curso apresentado ao Instituto de Ensino Superior Blauro
Cardoso de Mattos, do curso de Graduação em Ciências Contábeis, como exigência
parcial para obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis.

Aprovado em_____de____________de 2017

BANCA EXAMINADORA

___________________________________________
Prof. Marcelo Hideki Togo
Instituto de Ensino Superior Blauro Cardoso de Mattos
Orientador(a)

___________________________________________
Prof(a).Ms
Instituto de Ensino Superior Blauro Cardoso de Mattos
Prof.(a) Convidado

___________________________________________
Prof(a).
Instituto de Ensino Superior Blauro Cardoso de Mattos
Prof.(a) Convidado
AGRADECIMENTO
Agradeço primeiramente a Deus, a minha esposa por ter me apoiado nos momentos
bons e ruins desta trajetória, estendo também, os votos de agradecimento a todos
meus familiares e amigos que sempre deram uma palavra de incentivo em
momentos de desanimo e com estes gestos me fizeram seguir em frente, agradeço
aos professores da Faserra pelo empenho durante a ministração das aulas ao longo
desses 4 anos, em especial, pela dedicação na transmissão de conhecimento
durante as orientações recebidas pelos professores Ângelo Roberto e Marcelo Togo.

Ricardo Pereira Louback

Agradeço primeiramente a Deus pelas vitorias, a minha esposa e filha pelo apoio ao
longo desses 4 anos de grandes aprendizados aos quais tive o privilégio de ter
vivenciado e também a todos os professores da Faserra, pela paciência e sabedoria
na transmissão do conhecimento.

Marcelo Ramos
RESUMO

Este estudo tem como objetivo, a busca de informações sobre a origem, conceitos e
práticas relacionadas ao empreendedorismo startup, que é considerado um modelo
inovador no mundo dos negócios. Além disso, procura entender as formas que o
segmento auxilia no desenvolvimento econômico e também conhecer um pouco da
estrutura de uma empresa dessa natureza. O que objetivou conjuntamente a busca
pelo entendimento de fenômenos que geram as incertezas econômicas. Fatos estes,
de fundamental importância, visto que esse seguimento de empresa geralmente tem
um perfil mais agressivo no que diz respeito a tomada de decisões, principalmente,
em ambientes pouco favoráveis economicamente. No Brasil, este modelo que vem
sendo considerado uma forma revolucionária de empreender, ainda é visto como
uma novidade. Ao contrário de outros países mais desenvolvidos, como exemplo, os
Estados Unidos, onde em um maior espaço de tempo já é difundido o conceito de
Startup, pois é um dos países mais incentivadores ao desenvolvimento e criatividade
empresarial. No período de desenvolvimento deste estudo, foram buscadas
informações, principalmente em: artigos, sites, blogs e alguns livros sobre o assunto.
Visto que não se tem, ainda, muitos livros que tratem a respeito. Por fim, houve
também a elaboração de um estudo de caso visando a coleta de informações de
forma mais aprofundada. Portanto, foi necessário a elaboração de uma lista de
perguntas, para que se pudesse realizar a entrevista com o gestor de uma Startup e
com isso, confrontar os resultados da teoria com a pratica dos objetos de estudo do
presente trabalho.

Palavras chave: Startups; inovação; empreendedorismo; incertezas econômicas


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Conceito de Startup .................................................................................. 13

Figura 2 - Como funciona uma aceleradora .............................................................. 21

Figura 3 - Estados sede das aceleradoras ................................................................ 23

Figura 4 - As três características básicas do empreendedor..................................... 27

Figura 5 - Principais traços de comportamento do empreendedor ............................ 28

Figura 6 - Como é calculado o PIB............................................................................ 33

Figura 7 - Os pequenos negócios em números......................................................... 40

Figura 8 - Aplicativo da plataforma de assistência automotiva .................................. 47


LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Faturamento x Despesa .......................................................................... 16

Gráfico 2 - Os três estágios de uma Startup. ............................................................ 17

Gráfico 3 - Taxa de Variação Anual do Produto Interno Bruto (PIB). ........................ 35

Gráfico 4 - Taxa de desemprego de 2003 a 2016. .................................................... 36

Gráfico 5 - Empreendedorismo por oportunidade x necessidade.............................. 45

Gráfico 6 - Empreendedorismo por oportunidade x desemprego .............................. 45

Gráfico 7 - Relação startups por estados .................................................................. 46


SUMÁRIO

1 - INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 10

1.1 - PROBLEMA................................................................................................... 11

1.2 - OBJETIVOS .................................................................................................. 11

1.2.1 - Objetivo Geral ...................................................................................... 11

1.2.2 – Específicos .......................................................................................... 11

1.3 - JUSTIFICATIVA ............................................................................................ 11

1.4 - METODOLOGIA ............................................................................................ 12

2 - REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................. 13

2.1 - STARTUPS: .................................................................................................. 13

2.1.1 - Conceito e origem ............................................................................... 13

2.1.2 – Preceitos básicos das startups ......................................................... 15

2.1.3 – Aceleradoras de startups ................................................................... 20

2.1.4 - Diferença entre Startup x empresa tradicional ................................. 23

2.2 - EMPREENDEDORISMO ............................................................................... 25

2.2.1 – Definição de empreendedorismo ...................................................... 25

2.2.2 - O empreendedor .................................................................................. 26

2.2.3- Características básicas do empreendedor ......................................... 27

2.2.4 - Cultura do empreendedorismo no Brasil .......................................... 29

2.3 - DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA: ................................. 30

2.3.1 – A economia do Brasil entre 2000 a 2016. .......................................... 30


2.3.2 - A crise política brasileira .................................................................... 37

2.4 - AS STARTUPS NA ECONOMIA BRASILEIRA ............................................. 40

2.4.1 - A importância das startups para a economia ................................... 40

2.4.2 - Startups revolucionando seus mercados.......................................... 41

2.4.3 - Influências geradas pela Crise Econômica sobre as Startups ........ 43

2.4.4 - Estatística das startups....................................................................... 46

3 – ESTUDO DE CASO ............................................................................................ 47

3.1 - A EMPRESA .................................................................................................. 47

3.2 - ENTREVISTA ................................................................................................ 48

3.2.1 - Sede da startup FullHelp ..................................................................... 48

3.3 - ANALISE E RESULTADOS ........................................................................... 54

3.4 - ANALISE DA TEORIA E PRATICA ............................................................... 54

3.4.1 - Teoria x Prática: Startups ................................................................... 54

3.4.2 - Teoria x Pratica: Empreendedorismo ................................................ 55

3.4.3 - Teoria x Pratica: Desenvolvimento da economia brasileira ............. 55

3.4.4 - Teoria x Pratica: Startups na economia brasileira ............................ 56

4 - CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 57

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 59
10

1 - INTRODUÇÃO

Em todo o mundo, é comum ocorrer momentos de incerteza econômica, momentos


estes, que com certa frequência, se repetem e geram diferentes perspectivas e
expectativas na sociedade em geral. (LUCAS, 2015).

O Brasil vem sentindo os efeitos desta incerteza que estão causando forte retração e
desemprego em larga escala. (CORREIA, CARNEIRO, COSTA, 2016). A
comunidade empresarial, sendo linha de frente na economia, tende a sofrer o
impacto deste fenômeno econômico com maior intensidade gerando queda nos
investimentos e desaceleração do crescimento. (CERQUEIRA, 2015).

Diante da crise, se faz necessário buscar alternativas criativas e inovadoras na arte


de empreender afim de amenizar ou até mesmo contornar os efeitos negativos
passando a proporcionar efeitos benéficos. (GASPARINI, 2015).

Neste sentido, as Startups, que são consideradas uma revolução frente aos modelos
de negócios tradicionais, vem ganhando destaque no mercado e tem apresentado
bons resultados mesmo diante da fragilidade vivida no atual cenário econômico
brasileiro. (TOZZETO, 2016).

Devido ao potencial de crescimento deste modelo de negócio mesmo em cenário


economicamente desfavorável, se faz necessário entender, de que forma o
desenvolvimento de startups impacta na economia brasileira, bem como conhecer a
origem, estrutura e funcionamento deste modelo de negócio, comparando com o
modelo tradicional, analisar o cenário econômico brasileiro buscando entender as
principais causas e os efeitos gerados sobre a sociedade.

Este projeto de pesquisa está estruturado em 4 seções, incluindo a presente


introdução que apresenta o tema a ser explorado, problema de pesquisa, objetivos,
justificativas para o desenvolvimento do estudo e metodologia utilizada no estudo,
abordando sua característica, tipo da coleta de dados e procedimentos de análise. O
objetivo da seção 2 é discutir o referencial teórico, que apresenta a revisão da
literatura sobre as Startups e o cenário econômico brasileiro. Na seção 3 é tratado o
11

desenvolvimento do estudo, contendo o estudo de caso, analise e resultado da


pesquisa. Por fim, a quinta seção, apresenta as considerações finais.

1.1 - PROBLEMA

De que forma o desenvolvimento de startups impacta na economia brasileira?

1.2 - OBJETIVOS

1.2.1 - Objetivo Geral

Compreender como o desenvolvimento de startups impacta na economia brasileira.

1.2.2 – Específicos

 Conceituar Startups bem como seus preceitos, forma de desenvolvimento e


gestão, empreendedorismo, a figura do empreendedor e suas características.
 Analisar o comportamento da economia brasileira entre os anos 2000 a 2016.
 Demonstrar as influências geradas pela crise econômica sobre o
desenvolvimento das startups.

1.3 - JUSTIFICATIVA

O interesse no tema em questão, surgiu após exibição de alguns projetos de startup


através de matérias veiculadas no programa “Pequenas Empresas Grandes
Negócios” disponibilizados no portal G1 (2016) aonde eram mostrados jovens
empreendedores, bastante entusiasmados, discorrendo sobre o desenvolvimento
destes projetos revolucionários e demonstrando como eles obtiveram sucesso,
mesmo diante do desfavorável momento econômico ao qual o Brasil atravessa. A
partir de então, houve motivação, que originou-se pelo entusiasmo dos promissores
jovens empreendedores.

Diante disso, tornou-se fundamental o aprofundamento no assunto, através deste


trabalho de conclusão de curso, para um melhor entendimento no que se refere aos
mecanismos aos quais se utilizam uma Startup e como estes projetos auxiliam na
diminuição dos efeitos negativos gerados pela atual crise econômica, além do
12

caráter informativo que é de divulgar esta modalidade do empreendedorismo para o


público em geral, como forma de estimular a criatividade e inovação e
principalmente valorizar a iniciativa das partes envolvidas no desenvolvimento dos
projetos, como forma de incentivar a continuidade dos mesmos e estimular mais
investidores a conhecerem e apostarem nas startups, incluindo-as em suas carteiras
de investimento.

1.4 - METODOLOGIA

O presente trabalho tem como objetivo entender o desenvolvimento de Startups e


verificar como esta modalidade do empreendedorismo, através de sua atuação,
pode impactar na economia brasileira.

Para alcançar tal objetivo, será desenvolvido um estudo através de uma pesquisa
exploratória, onde se visa a familiarização com o tema em questão, para tal, será
necessário a realização do levantamento de dados bibliográficos, através de livros,
artigos, sites, revistas e publicações diversas com intuito de compreender a relação
das startups com a economia brasileira, bem como as variáveis acerca do tema.

Para complementação do entendimento acerca do estudo, será utilizado o método


de pesquisa qualitativo, a ser realizado por meio de um estudo de caso em que
consistirá na realização de uma visita a uma Startup na cidade de Vitória-ES, afim
de conhecer de perto a realidade desses profissionais, onde serão coletados dados
a serem extraídos por meio de uma entrevista, aplicada junto ao gestor do projeto.
13

2 - REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 - STARTUPS:

Para compreensão do termo startup e suas características, foi necessário a divisão


da explicação do tema em sub tópicos, conforme a seguir.

2.1.1 - Conceito e origem

Segundo o portal Sebrae (2017) o termo startup é definido como “um grupo de
pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em
condições de extrema incerteza”

Figura 1 - Conceito de Startup

Fonte: Sebrae, (2017)

De acordo com informações apresentadas no relatório desenvolvido pela Brasscom -


Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação,
o mercado de Startups passou a ter mais influência após um importante marco;

Durante a década de 90 uma grande explosão de empresas Startups de


tecnologia surgiu no Vale do Silício na região da Califórnia, situada nos
Estados Unidos, região que desde os anos de 1960 é local de nascimento
de gigantes globais de TI. De lá, saíram empresas como Google, Apple
Inc.,Microsoft, entre outras. (BRASSCOM, 2014 P.1)
14

O termo em questão, a partir deste período, passou a ser associado a uma empresa
em fase inicial, com boa capacidade de gerar renda e “com modelos de negócios
inovadores em qualquer área ou ramo de atividade”. (BRASSCOM, 2014 P.1)

Para Bicudo (2016), o termo Startup, que significa o ato de “iniciar”, começou a
ganhar força no período da bolha especulativa, “caracterizada pela
alta das ações das novas empresas de tecnologia da informação e comunicação
alocadas no espaço da Internet”, ocorreu no período dos anos de 1996 a 2001.
Bicudo (2016), ainda relata que não há unanimidade na definição para o modelo de
negócio em questão e que sempre há discussão sobre o que realmente representa o
termo, e completa:

Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa em seu período


inicial pode ser considerada uma startup. Outros defendem que uma startup
é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que
consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Há ainda
quem diga que a “tia do cachorro-quente” é uma startup e uma franquia de
lanches é uma empresa. (BICUDO, 2016,)

Em meio ao emaranhado de definições, o autor norteia para o que seria uma junção
das diversas opiniões, “uma startup é um grupo de pessoas de perfil de
empreendedor à procura de um modelo de negócios repetível e escalável,
normalmente apresentado em um cenário de incertezas”. (BICUDO, 2016,)

Já para Periard (2011), foi no período de grande especulação ocorrido no período de


1996 a 2001 que o termo Startup passou a ser associado a um conjunto de pessoas
trabalhando no desenvolvimento de uma ideia inovadora com objetivo de obter lucro
e antes desse período tinha apenas a definição de iniciar algo somente. Periard
(2011), buscando auxiliar no entendimento quanto a definição do termo Startup cita
algumas definições de especialistas no assunto:

“Uma startup é uma organização formada para a busca de um modelo de negócios


escalável e repetitivo. ” (BLANK 2005 apud PERIARD, 2011)

“Uma startup é uma organização empreendedora formada para a busca de um


modelo de negócios escalável e repetitivo.” (HABIT 2006 apud PERIARD, 2011)
15

“Uma startup é uma instituição de pessoas tentando criar algo novo sob condições
de extrema incerteza”. (RIES 2009 apud PERIARD, 2011)

Periard (2011) resume as diversas definições em uma linha de raciocínio como


sendo “uma empresa em implementação, com pouca ou nenhuma experiência de
mercado, voltada para a geração de ideias inovadoras com um futuro muito
promissor. (PERIARD, 2011)

Em mais uma definição para o termo Startup, Gustavo Caetano, presidente da


Associação de Startups (ABStartup) afirma;

Uma startup é uma empresa diferente de uma empresa tradicional porque


ela utiliza, geralmente, tecnologia e modelos de negócio diferenciados, que
fazem com que ela cresça numa velocidade muito acima de uma velocidade
normal de mercado. Enquanto uma empresa tradicional cresce 10%, 20%
ao ano, uma startup tem um crescimento de mais de 200% ao ano. Isso
porque ela usa modelos inovadores para vender e comercializar esse
produto. (CAETANO, 2016)

Diante da opinião dos autores acima citados, é possível deduzir que as startups
nascem a partir do momento que se tem um problema, cujo a solução se dá de
forma inovadora e que dessa solução se constrói um produto com possibilidade de
ser aplicado em larga escala, fazendo com que se obtenha crescimento acelerado.

2.1.2 – Preceitos básicos das startups

 Escalabilidade

De acordo com Carvalho (2014), para que um modelo de negócio seja considerado
escalável é quando se identifica que ele “possui capacidade de aumentar seu
faturamento sem precisar elevar proporcionalmente seus custos – com produção,
escritório, mão-de-obra, etc. Ou seja, as despesas não crescem na mesma
proporção das receitas”.

Para exemplificar como seria a disparidade de faturamento e despesas, Carvalho


(2014) esquematizou através do gráfico abaixo mostrando a evolução com o passar
dos anos referentes ao faturamento representando a linha azul e a despesa sendo a
linha vermelha.
16

Gráfico 1- Faturamento x Despesa

Fonte adaptado de: Carvalho (2014).

Para Ferreira (2014), considera-se uma empresa ou modelo de negócio escaláveis,


quando “conseguem lidar com o crescimento necessário de forma flexível,
aumentando o seu faturamento sem elevar proporcionalmente os seus custos”. Ele
ainda completa:

O conceito de escalabilidade se popularizou muito nos últimos anos,


inicialmente porque tornou-se uma característica fundamental para modelos
de negócio e startups, especialmente as que buscam um "investidor anjo".
Porém, o setor em que o termo mais se popularizou foi o da tecnologia da
informação, exatamente porque, a grande maioria dos segmentos depende
da escalabilidade dos recursos em TI, para que seja escalonável como um
todo. (FERREIRA, 2014)

Já para o portal Eqseed (2017), considera-se um startup escalável quando ela


consegue um expressivo aumento na captação de clientes e usuários, ou seja,
gradativo aumento no faturamento e que seus custos e despesas cresçam
lentamente.

Exemplificando de forma mais clara, o portal Esqseed (2017) afirma que uma
Startup com a característica escalável direciona tempo e dinheiro na busca de um
produto ou serviço que atenda de forma certeira as necessidades dos clientes em
17

potencial ou seja, o chamado “Market fit”, sendo “a versão do produto que resolve o
problema dos seus clientes, se encaixa nas necessidades do mercado e pode ser
produzido em larga escala com boas margens de lucro”. (EQSEED, 2017)

Gráfico 2 - Os três estágios de uma Startup.

Fonte adaptado de: Startup Sorocaba, Vieira (2016)

No gráfico, são apresentadas as fases de identificação de um problema e se ele vale


a pena ser resolvido, validação do produto quanto a satisfação de possíveis clientes
e de que forma crescer rapidamente. (VIEIRA, 2016)

A escalabilidade é preceito essencial que para o sucesso de uma startup pois é


aonde se traça o planejamento de obtenção de recursos, controle das despesas e
prospecção dos lucros.

 Repetitividade

De acordo com Benvenutti (2016), o termo em questão está ligado a quantidade de


vezes que o produto pode ser consumido pelos clientes e usa como exemplo o
Google ao afirmar que é um serviço que se utiliza com frequência por um grande
número de pessoas sendo de modo ilimitado. Ele ainda faz uma comparação para
um melhor entendimento; “pense agora em uma empresa que fabrica jogos infantis:
quantas vezes um pai compra o mesmo jogo para o filho? Ou quantas vezes uma
mulher compra um vestido de noiva? Essa é a diferença entre produtos que tem
repetitividade e os que não têm”. (BENVENUTTI, 2016 p. 19-20)
18

Já para o portal Escola de Startup (2015), para que o modelo de negócio seja
considerado repetível ele precisa “ser capaz de entregar o mesmo produto para
todos os clientes novamente em escala potencialmente ilimitada, sem muitas
customizações ou adaptações para cada cliente.” O portal Escola de Startup (2015)
ainda ressalta que para uma analogia pode ser usado o exemplo do aluguel de
filmes e séries como por exemplo o netflix, que entrega o mesmo filme para diversos
clientes ao mesmo tempo.

Esta é a característica marcante das startups, desenvolver mecanismos em um


produto para que o mesmo possa ser replicado quantas vezes for necessário,
inclusive ser usado em outros países sem que haja necessidade de mudanças
radicais, um exemplo que também pode auxiliar na compreensão, são os aplicativos
de transporte de passageiros tanto o Uber quanto 99taxis, pois ambos oferecem a
possibilidade de baixar o aplicativo por quantos clientes for necessário.

 Inovação

De acordo com a Lei nº 10.973/2004, que dispõe sobre pesquisa cientifica e


incentivos a inovação, define o termo inovação como sendo:

Introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo e social


que resulte em novos produtos, serviços ou processos ou que compreenda
a agregação de novas funcionalidades ou características a produto, serviço
ou processo já existente que possa resultar em melhorias e em efetivo
ganho de qualidade ou desempenho (BRASIL, 2004. art. 2º)

Conforme Possoli (2012), todos os ramos da atividade humana passam por


constantes mutações, somando-se a competitividade que está presente em todos os
setores, torna inevitável a compreensão e a pratica da inovação para que se possa
acompanhar as transformações.

Para Freeman (2002, p.37 apud POSSOLI 2012, p.16) inovação, dentro do ambiente
empresarial pode ser definida como “o processo que inclui as atividades técnicas,
concepção, desenvolvimento, gestão e que resulta na comercialização de novos
produtos (ou melhorados) produtos, ou na primeira utilização de novos (ou
melhorados) processos”.
19

No entendimento de Reis (2008), o mundo atual passa por transformações de forma


dinâmica, tendo como responsável por esse fenômeno, a inovação tecnológica, que
vem mudando os padrões de produção e consumo. Reis (2008) define a inovação
como “uma nova ideia, um evento técnico descontínuo, que, após certo período de
tempo, é desenvolvido até o momento em que se torna prático e, então usado com
sucesso”.

Segundo Almeida (1981) e Barros et al (1996 apud REIS 2008) são cinco, os casos
aos quais são contemplados pelo conceito de inovação tecnológica formulado por
Schumpeter e estão esquematizados da seguinte forma:

1 - Introdução de um novo bem, que os consumidores não conheçam, ou de


uma qualidade nova do bem; 2 - introdução de um novo método de
produção, ainda não testado no meio industrial em questão, que tenha sido
baseado em uma nova descoberta cientifica e que possa constituir-se em
um novo modo de manusear comercialmente um bem; 3 - abertura de um
novo mercado, em que o ramo da indústria em questão não tenha
penetrado, seja este mercado preexistente, ou não. 4- Conquista de uma
nova fonte de fornecimento já existente, ou a ser criada. 5- Levar a cabo
uma nova organização, uma indústria, tal como criar ou romper uma
posição de monopólio. (ALMEIDA 1981, BARROS et al 1996 apud REIS
2008).

Oliveira (2015), sinaliza que a inovação pode ocorrer de duas maneiras como a
incremental, que consiste em:

Não ter por hábito romper paradigmas, tão pouco agregar novas
funcionalidades inexistentes em produtos, serviços ou processos. É
normalmente a inclusão de algo novo ou melhorado sensivelmente, mas
sem alterar as características básicas originais de algo.

A segunda maneira conforme Oliveira (2015) menciona, refere-se à inovação


disruptiva que apresenta a característica de:

Criar novos mercados e desestabilizar a concorrência, permite navegar por


oceanos azuis. É geralmente algo simples e mais barato, além de atender
um público e um mercado diferentes, talvez nunca pensados até aquele
momento. A inovação disruptiva tem o objetivo de quebrar paradigmas.

Desse modo, afirma-se que a inovação representa o motor do desenvolvimento, pois


é um processo constante de novas práticas o que resulta em novas possibilidades,
descobertas e aprimoramento, também, do que já existe.
20

2.1.3 – Aceleradoras de startups

De acordo com Carvalho (2015), as aceleradoras tem um papel fundamental no


desenvolvimento e Startups e afirma que elas tem como principal objetivo “apoiar e
investir no desenvolvimento e rápido crescimento de startups, ajudando-as a obter
novas rodadas de investimento ou a atingir seu ponto de equilíbrio (break even),
fase em que elas conseguem pagar suas próprias contas com as receitas do
negócio. ” (CARVALHO, 2015).

Segundo Waengertner 2014 (apud CARVALHO, 2015) foi no Estados Unidos que
surgiram as aceleradoras já no final da década de 90, porém, começaram a ganhar
destaque após o ano de 2005 como por exemplo a famosa aceleradora Y
Combinator que já atendeu cerca de 800 startups.

Já para o portal Startup Farm (2016), “Uma aceleradora de startups oferece um


processo de desenvolvimento ágil de negócios inovadores utilizando uma estrutura
metodológica, capital próprio e de terceiros. ” O portal Startup Farm (2016),
acrescenta que é na aceleradora que os projetos de Startup passam a ter contato
com uma rede de especialistas em negócios e investidores, o que possibilita
alavancar os projetos. Para uma melhor compreensão sobre o funcionamento de
uma aceleradora, a imagem abaixo mostra como são os estágios em que uma
startup deve passar;
21

Figura 2 - Como funciona uma aceleradora

Fonte: Startupbase, Infográfico/Estadão


22

Na visão de Figueiredo (2017), responsável pelo marketing da aceleradora ACE, as


aceleradoras têm como objetivo auxiliar as startups durante o desenvolvimento e
consolidação de mercado. Ele explica de que maneira a aceleradora conduz os
projetos, sendo da seguinte forma “são aplicadas metodologias de aceleração, além
de contar com a ajuda de mentores altamente qualificados e parceiros que entregam
seus produtos e serviços gratuitamente ou subsidiados aos acelerados”.
(FIGUEIREDO, 2017).

Segundo Abreu e Campos (2016), pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas


(FGV), existem cerca de 45 aceleradoras espalhadas pelos Brasil e elas atuam nas
áreas de Tecnologia (TI), Educação, Comércio e Serviços, Financeiro, Indústria,
Agronegócio, Turismo. Abaixo, o mapa demonstra onde estão situadas as
aceleradoras no território nacional;
23

Figura 3 - Estados sede das aceleradoras

Fonte: (ABREU e CAMPOS, 2016 p.26)

Conforme os dados apresentados no mapa, o estado de São Paulo lidera, sendo o


estado com maior número de aceleradoras, seguido pelo estado de Minas Gerais.

2.1.4 - Diferença entre Startup x empresa tradicional

A diferença entre os modelos de negócio em questão está no objetivo a ser


alcançado, no caso das Startups, elas tem como principal motivo para serem
desenvolvidas, o surgimento de uma excelente oportunidade, uma lacuna que ainda
não foi preenchida e assim lançar algo inovador no mercado, para isso, exige-se
muito empenho dos seus idealizadores pois o planejamento e os investimentos para
a realização do negócio são de alto risco pois envolve um cenário de incertezas, o
que pode resultar em um crescimento expressivo em um curto período de tempo ou
o fracasso instantâneo . (GUIA EMPREENDEDOR, 2016)
24

O desenvolvimento de uma empresa tradicional, na maioria dos casos, nasce por


necessidade e assim tem-se um cuidado redobrado tanto no planejamento em que
são estudados a localização do negócio, o público a ser atendido, instalações,
funcionários, capital necessário, quanto a preocupação com a solidificação e
longevidade da empresa. O modelo tradicional tem uma chance de sobrevivência
muito maior se comparado a uma Startup, pois ela se baseia em informações
concretas passadas, referente ao mercado em que irá atuar. (GUIA
EMPREENDEDOR, 2016).

Em outro ponto de vista, Katchborian (2016), afirma que a diferença entre uma
startup e uma empresa tradicional está relacionada a capacidade de inovar em seu
ramo de atuação e cita o exemplo de uma loja que vende doces, se ela comercializa
os produtos de forma convencional ela é considerada uma empresa tradicional além
da pretensão de crescimento que é sempre em longo prazo e nem sempre busca ser
dominante em sua área, ao contrário da Startup, que tem pretensão de rápido
crescimento, busca modificar os padrões de serviços e consumo existentes, seja na
alteração de algum produto que já vinha sendo ofertado ou como ocorrer na maioria
dos casos, inserção de produtos inovadores, ele cita o exemplo da Uber, dizendo
que a empresa gerou alterações na mobilidade urbana utilizando o sistema de
carona compartilhadas.

O portal Tag Plus (2015), pontuou algumas diferenças entre as pequenas e médias
empresas tradicionais frente as Startups, exemplificando que toda Startup em fase
inicial é considerada uma pequena ou micro empresa e que nem toda pequena e
micro pode ser considerada uma Startup, o portal ainda indica as principais
diferenças “ Enquanto as pequenas empresas são guiadas pelas imagens de
rentabilidade e valor estável a longo prazo, as startups estão focadas nas receitas
para seu financiamento e no potencial de crescimento”. (TAG PLUS, 2015).
As Startups em relação as pequenas e micros tradicionais, são mais ousadas no que
se refere a investimentos pois há um grande risco de fracasso no desenvolvimento
do negócio, visto que se busca a criação de algo que ainda não se está habituado
ao contrário de uma empresa tradicional que comercializa produtos já conhecidos
pelo público, o que diminui o risco de rejeição. (TAG PLUS, 2015).
25

2.2 - EMPREENDEDORISMO

2.2.1 – Definição de empreendedorismo

O termo empreendedorismo, é comumente associado a abertura de novas empresas


de forma geral, porem sua definição é mais abrangente conforme o Dicionário
Financeiro (2017) sendo entendido como “o ato de empreender, ou seja, fazer algo
novo e diferente dentro de um mercado, de uma empresa ou para a sociedade.
(DICIONÁRIO FINANCEIRO, 2017).

O portal Que Conceito (2017), conceitua empreendedorismo, como sendo “a ação


que utilizam os empreendedores para poder descobrir e identificar uma oportunidade
de negócios concretos e que se dispõe a organizar-se e adquirir recursos que sejam
necessários para iniciar e se desenvolver”. (QUE CONCEITO, 2017).

Para o portal Egestor (2017), a definição de empreendedorismo, pode ser entendida


como;
Identificação de problemas e mudanças e a criação de novas oportunidades
a partir disso. Pode ser definido como inovar, criar algo diferente,
desenvolver, modificar, empreender algo. Além disso, é investir
competências e recursos para criar um negócio, movimento ou projeto que
tenha a capacidade de provocar mudanças e resultar em um impacto
positivo. (EGESTOR, 2017).

Empreendedorismo está ligado a ação de iniciar, levar adiante um projeto, com


finalidade de atingir uma meta e com isso gerar resultado, dos atributos que
compõem o termo em questão, a inovação sempre está em evidência pois não
significa tão somente uma revolução de alta tecnologia, mas também uma nova
forma de se executar determinada tarefa que por si só, gera um novo resultado. Na
definição formal; “empreendedorismo é a área do conhecimento dedicada a estudar
os processos de idealização de empreendimentos, destacando tanto o valor de uma
nova ideia como sua capacidade de agregar valor ao que já existe (produto ou
processo)” (BIAGIO, 2012 p.3-4).
26

2.2.2 - O empreendedor

No entendimento de Chiavenato (2012), o empreendedor é uma pessoa com


múltiplas habilidades, responsável por movimentar a economia de forma positiva,
desenvolvendo novas ideias, assumindo riscos e grandes responsabilidades,
sempre atento a novas oportunidades, agindo de forma antecipada. Para ele “o
termo “empreendedor” – do francês entrepreneur – significa aquele que assume
riscos e começa algo inteiramente novo”. (CHIAVENATO, 2012 p.3).

O economista austríaco Shumpeter (1950 apud CHIAVENATO, 2012 p.6) afirmou


que “um empreendedor é uma pessoa que deseja e é capaz de converter uma nova
ideia ou invenção em uma inovação bem-sucedida e sua principal tarefa é a
“destruição criativa”. Na explicação de Chiavenato (2012), a “destruição criativa”
citada por Shumpeter, está ligada a ideia de se criar algo novo ou modificar o que já
existe.

Ser empreendedor significa ter uma visão aguçada, ter a capacidade de enxergar
oportunidades em um cenário pouco favorável, porém, não se deve confundir com
oportunismo que é se beneficiar por exemplo de um momento delicado de
dificuldade, uma catástrofe conforme a citada pelo autor:

Em 1985, algumas pessoas resolveram vender água para a população da


Cidade do México, após o violento terremoto que atingiu aquela metrópole.
Isso não é identificar uma oportunidade de negócio, e, sim, explorar uma
situação de catástrofe. (BIAGIO, 2012 p.4-5)

É comum confundir os termos empreendedor e empresário, mas, na prática, eles


não têm o mesmo sentido pois o empreendedor é aquele que busca sempre ser
criativo e inovador. Já o empresário tem um tino mais administrativo, porém, deseja-
se que o empresário tenha também um espirito empreendedor. (MAXIMINIANO
2012, p.4)
27

2.2.3- Características básicas do empreendedor

O empreendedor possuí diversas características, dentre elas, a necessidade de


realização, cujo o objetivo pessoal é de estar sempre em crescimento profissional
alavancado pela ambição e isso coloca o empreendedor em um patamar diferente
das pessoas comuns, que geralmente se acomodam e tendem a permanecer em
uma zona de conforto. A disposição para assumir riscos é outra característica
marcante do empreendedor, pois quanto mais ambicioso ele é, maiores são os
riscos para que o seu objetivo seja alcançado como por exemplo: risco financeiro
que incidem sobre investimentos, decisão sobre permanecer ou não no emprego
para focar no negócio próprio, consequências psicológicas geradas por um possível
fracasso, família dentre outros. Para que o empreendedor alcance a realização e
tenha capacidade de assumir riscos, ele conta com a autoconfiança para administrar
os objetivos a alcançar e ao mesmo tempo perceber os problemas que podem
interferir na busca desses objetivos sempre tendo controle e planejamento no galgar
de cada degrau. (CHIAVENATO, 2012).

Figura 4 - As três características básicas do empreendedor.

Fonte: (CHIAVENATO, 2012 p.14)


28

Na visão de Maximiniano (2012), o empreendedor possuí caracteristicas


diferenciadas e isso faz com que ele sempre se sobresaia, existem diversos estudos
visam identificar os traços mais marcantes afim de entender a composição do
espirito empreendedor, em meio a esses, é possivel destacar os seguintes:
criatividade e capacidade de implementação, disposição para assumir riscos,
perseverança e otimismo e senso de independência, conforme exemplificado na
figura abaixo.

Figura 5 - Principais traços de comportamento do empreendedor

Fonte: (MAXIMINIANO, 2012 p.5)

Dentre as habilidades que o empreendedor precisa ter para obter sucesso em seus projetos,
Biagio (2012) enumera os que julga serem mais relevantes e são eles;

Pró-atividade diante de uma oportunidade, substituição da sorte por


estimativa de risco, eficácia nas atividades, persistência, comprometimento,
pesquisas, desenvolvimento e informações, foco nas metas e nos objetivos,
planejamento e controle capacidade de convencimento, inovador e
autoconfiança.

Com todas essas características, o empreendedor pode é considerado um agente


transformador no mundo dos negócios, tendo papel fundamental no
desenvolvimento do país, através da sua determinação novos negócios surgem e
consequentemente milhares de empregos.
29

2.2.4 - Cultura do empreendedorismo no Brasil

Há um grande problema cultural no Brasil com relação ao empreendedorismo,


começando pela criação familiar, passada de geração a geração em que o conselho
dado é que se estude para conseguir um emprego estável em uma grande empresa
ou se tornar um funcionário público. Neste cenário existem aquelas pessoas que
abriram um negócio se baseando na experiência de outro empreendedor ou por
curiosidade, muitos desses profissionais relutam em buscar formação e
aperfeiçoamento, devido crerem que empreendedorismo somente se aprende na
prática. (BRITO, 2014).

O empreendedorismo permite sonhar e vai muito além do que saber elaborar um


plano de negócios, é um leque de conhecimentos muito extenso e por isso se faz
necessário o seu ensino para crianças, jovens e adultos frequentadores de escola
para que no futuro surja uma nova geração de empreendedores de sucesso.
(REZENDE, 2014)

Para que haja uma reversão das práticas e pensamentos advindos desse tipo de
cultura, é necessário a aplicação de uma reforma educacional, ou seja, deve-se
ampliar o acesso à educação incluindo a inserção do estudo de empreendedorismo
nas escolas de ensino fundamental e médio, para que essa mudança seja
viabilizada é necessário a aprovação do projeto de lei 772/2015 que ainda está
tramitando no Senado Federal.

O Brasil precisa estar preparado para novos desafios, novas práticas, novas formas
de pensar quanto a cultura empreendedora, responsável pela geração de novos
negócios, empregos, renda para a população e redução das desigualdades
econômicas sociais.
30

2.3 - DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA:

2.3.1 – A economia do Brasil entre 2000 a 2016.

Foi escolhido o período dos últimos 16 anos para análise do comportamento da


economia, com intuito de conhecer os fatores que influenciaram no resultado do
Produto Interno Bruto (PIB) ao longo desses anos, também foram analisados o
desemprego e aspectos que agravaram a situação econômica do país.

 Conceito de Economia

Na visão de Parkin (2009), economia funciona dentro de 3 preceitos básicos que são
eles; escassez, definido como a incapacidade do indivíduo quanto a satisfação das
necessidades sejam elas de consumo ou lazer; a escolha de alternativas
disponíveis, exemplificando as diversas situações as quais são colocadas diante do
indivíduo sobre o que ele poderia optar por gastar o dinheiro na compra de roupas
ou aplicar o mesmo recurso na caderneta de poupança. O incentivo, sendo o
terceiro preceito, rege os dois anteriores na forma de influenciar no resultado final
pois ele é quem estimula ou desestimula determinada ação a ser tomada pelo
cidadão.

Conforme Morchón (2007), a economia tem um papel fundamental na atuação das


questões relacionadas a satisfação das necessidades dos cidadãos e sociedade em
geral, para ele, a economia analisa o gerenciamento dos recursos escassos
definindo como e oque produzir e como distribui-los entre os membros da sociedade.

Parkin (2009), afirma que a economia é dividida duas grandes partes, a


Microeconomia; responsável pelo “estudo das escolhas que pessoas e empresas
fazem, do modo como essas escolhas interagem nos mercados e da influência dos
governos” e cita como exemplo: “Porque as pessoas estão comprando mais DVDs e
menos entradas de cinema? ” A outra parte é a Macroeconomia; usada como
ferramenta de “estudo do desempenho das economias nacional e mundial”, tendo
como exemplo: “Por que a renda nos Estados Unidos cresceu rapidamente em
2006?”
31

Morchón (2007), corrobora as afirmações anteriores sobre como a economia está


dividida, para ele, os dois enfoques são; Microeconomia, que estuda “o modo como
as famílias, as empresas e o setor público tomam decisões, bem como o estudo da
forma como eles interagem” e a Macroeconomia, responsável pelo “estudo dos
fenômenos que afetam o conjunto da economia”.

Em uma definição geral, Economia pode ser definida como “ciência social que
estuda as escolhas que as pessoas, as empresas, os governos e sociedades
inteiras fazem à medida que se defrontam com a escassez e com os incentivos que
influenciam e conciliam essas escolhas”. (PARKIN, 2009 p.2)

Em mais uma definição, economia por ser entendida como a ciência que “estuda
como as sociedades administram recursos escassos para produzir bens e serviços e
distribuí-los entre diferentes indivíduos”. (MORCHÓN, 2007 p.1)

 Conceitos de Crescimento e desenvolvimento econômico

De acordo com Escóssia (2009), Estes importantes índices da economia, a princípio,


parecem sinônimos, porém na prática são diferentes e analisam situações diversas,
pois enquanto no crescimento econômico é analisado o aspecto quantitativo, ou
seja, é voltado a medir riqueza total gerada em um certo período assim também
como o crescimento da força do trabalho, receita nacional poupada e investida. O
desenvolvimento econômico tem caráter qualitativo pois além de levar em
consideração o crescimento econômico per capita, analisa também a qualidade de
vida da população, alterações na estrutura econômica e formas de melhorar
indicadores como; pobreza e desemprego, violência etc.

Olímpio (2010), em um contexto geral, define o termo desenvolvimento como “um


processo dinâmico de melhoria, que implica uma mudança, uma evolução,
crescimento e avanço” e afirma ainda que o desenvolvimento econômico não se
restringe a medição do crescimento da produção de um determinado lugar, mas
principalmente, “de aspectos qualitativos relacionados ao crescimento”. Por outro
lado, o crescimento econômico, está relacionado a questões como; aumento do PIB,
elevação da produção e evolução continua da renda per capta.
32

É de fundamental importância que o País possa crescer economicamente sempre


levando em conta o desenvolvimento, que deve ser prioritariamente sustentável,
preservando os recursos naturais e beneficiando a população com mais educação,
saúde, moradia e lazer.

 Conceito de PIB

O produto interno bruto (PIB) é “uma medida de valor dos bens e serviços que o país
produz num período num período, na agropecuária, indústria e serviços”. (NAIME et
al, 2013).
Para Naime et al (2013) o objetivo de se calcular o produto interno bruto é de “medir
a atividade econômica e o nível de riqueza de uma região. Quanto mais se produz,
mais se está consumindo, investindo e vendendo”.

No conceito de Souza (2009) o produto interno bruto (PIB) de um pais é “o valor total
dos bens e serviços destinados ao consumidor final, produzidos dentro desse país
em determinado período de tempo. Ele pode ser calculado de três maneiras; pela
ótica da produção, despesa e da renda”.

Constantini (2016), segue na mesma direção das conceituações anteriores, ao


afirmar o PIB é a “soma de todos os bens e serviços produzidos em uma economia
durante um certo período e que essa medição ajuda a avaliar se a economia está
crescendo e se o padrão de vida está melhorando”.
33

Figura 6 - Como é calculado o PIB

Fonte: (NAIME et al. 2013)

O órgão responsável pelo levantamento e cálculo do PIB brasileiro é o Instituto


Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ele é responsável por “calcular a
quantidade de veículos, alimentos, venda de serviços, estoques e tudo o que é
produzido”. (BRASIL, 2016).

As informações apresentadas no PIB a cada ano, refletem como está a situação


econômica do país, as ações tomadas pelo governo podem alavancar ou derrubar
os índices, o que exige bastante responsabilidade e cautela de quem dirigindo a
nação.

 As dificuldades enfrentadas pelo pais.

Entre o período de 2000 a 2016 o Brasil passou por algumas situações que
resultaram em baixo crescimento do PIB, a iniciar pelo ano de 2001, ano marcado
pelo racionamento de energia, denominado “apagão” que juntamente “a
desaceleração da economia mundial registrada na época, derrubaram o PIB que
registrou R$ 1,184 tri”. (COTTA e GRABOIS, 2002).
34

Em 2003 a economia brasileira apresentou retração de 0,2% no PIB em que


registrou R$1,5 trilhão, “fruto de um ano marcado por juros altos, queda na renda,
diminuição do consumo e aumento nas taxas de desemprego”. (TRIBUNAPR, 2004).

Após 6 anos, ocorreu variação negativa no PIB nacional de 0,2%, no ano de 2009
conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE sendo este
dado, “o primeiro resultado negativo da atividade econômica brasileira desde 1992”.
A queda nos investimentos, impactada pela crise internacional, foi de 9,9% sendo o
fator principal responsável pelo resultado do PIB naquele ano. (CHIARINI e FARID,
2010).

No ano de 2012, o PIB registrou baixa variação em relação ao ano de 2011


chegando ao valor de R$ 4,4 trilhões contra 4,1 trilhões do período anterior,
resultando no avanço de apenas 0,9% o motivo para este resultado foi a
consequência da “falta de investimentos e o baixo desempenho da indústria”.
(TUON, 2013).

O PIB do ano de 2014 apresentou um baixo crescimento, de apenas 0,1%, conforme


dados do IBGE chegando ao valor de R$5,52 trilhões sendo “o pior resultado obtido
desde de 2009, ano da crise internacional, quando a economia recuou em 0,2%”.
Novamente o grande responsável pelo pequeno crescimento foi a queda de 4,4%
dos investimentos “a maior retração desde 1999 quando a baixa havia sido de
8,9%”. (CURY e CARDOSO, 2015).

Os anos de 2015 e 2016 apresentaram resultados ruins tendo recuo


respectivamente de -3,8% e -3,6% no produto interno bruto que registraram os
valores de R$5,9 e R$6,2 trilhões de reais respectivamente, sendo a pior recessão
desde 1930 de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (IPEA), os
indicadores sãos frutos da queda na maioria das atividades econômicas, com
exceção das exportações que registraram alta devido à valorização do dólar,
evitando um agravamento ainda maior do resultado. (ESTADÃO, 2017).
35

Gráfico 3 - Taxa de Variação Anual do Produto Interno Bruto (PIB).

Fonte: (VARGAS 2017, IBGE 2017)

Conforme afirmação de Vargas (2017), é através do cálculo do PIB que se mede a


saúde econômica de um país em que é somado o total de bens e serviços
produzidos em um período.

Conforme os últimos dados apresentados no gráfico, o país passa por uma situação
ruim, o que significa baixa produtividade da indústria, diminuição da capacidade de
investimento, gerando incerteza na população o que consequentemente, reduz o
consumo.

 Desemprego

Pode ser entendido como uma situação de ausência de um vínculo fixo de trabalho
cuja os meios de subsistência do indivíduo se tornam precários, tendo a
necessidade de amparo por parte de pessoas próximas ou do estado. Geralmente,
os fatores que geram a situação de desemprego são; crises econômicas e medidas
de ajustamento que consequentemente resultam em baixa demanda de trabalho,
incertezas de investimentos, diminuindo o surgimento de novas empresas e
colocando em risco o funcionamento das existentes. (DICIONARIO E CONCEITOS,
2016).
36

De acordo com Cabral (2016), desemprego, é a situação a qual se encontra a


pessoa que não possui vinculo a atividades que gerem renda, tendo ocorrência de
maneira mais elevada em países subdesenvolvidos devido à instabilidade
econômica, podendo o desemprego ser dividido em 3 classificações como por
exemplo; tecnológico, quando ocorre a substituição do trabalho braçal por maquinas
automatizadas, exigindo cada vez mais especialização; estrutural, causada pela
concentração da mão-de-obra em atividades rurais resultante do baixo
desenvolvimento tecnológico e por último o conjuntural, resultante de pouco estimulo
referente a investimentos no país.

Gráfico 4 - Taxa de desemprego de 2003 a 2016.

Fonte: (DA COSTA, BRADESCO, IBGE 2016)

Após registro da menor taxa em 2014 totalizando 6,2 milhões de desempregado, o


País viu esse número saltar para 9 milhões em 2015 e continuar a escalada em
2016 que registrou a impressionante marca de 12 milhões de desempregados.
(CONCEIÇÃO E SALES, 2016)

O cálculo para se chegar a taxa de desemprego em determinado período é feito


utilizando-se as seguintes informações; quantidade de pessoas enquadradas na
População em Idade Ativa (PIA), ou seja, pessoas aptas a exercer alguma atividade
econômica, esse grupo é dividido em duas partes, sendo a População
Economicamente Ativa (PEA) e a População Não-economicamente Ativa (PNEA).
Dentro do grupo População Economicamente Ativa (PEA), há duas divisões, que
são elas; População Ocupada (PO) e População Desocupada (PD), chegando a
formula do cálculo; taxa de desemprego = (PD/PEA)*100. (SILVA ,2016).
37

2.3.2 - A crise política brasileira

Durante as pesquisas sobre o tema, não havia um consenso para definir qual foi
exatamente o conjunto de ações que resultou na crise política, porém ela existe,
principalmente pela inobservância dos princípios morais e éticos que culminaram no
impeachment no ano de 2016 e em escândalos de corrupção tendo com envolvidos
políticos e empresários.

 Aspectos morais e éticos

A política brasileira tem caído em descrédito nesses últimos anos, e isso se deve a
forma como os políticos tem agido, ou seja, deixando de lado os valores morais e
éticos, valores estes, que regem condutas voltadas ao bem da coletividade. Para
compreensão acerca destes aspectos, se faz necessário relembrar os conceitos de
ética e moral, através de um breve estudo.

Os termos em questão são vistos como sinônimos, mas na conceituação é possível


fazer a distinção entre os mesmos, pois a palavra Ética é originada do grego “ethos”
e filosoficamente refere-se ao caráter, modo de ser, índole, natureza podendo ser
entendida como reflexão sobre a aplicação moral. Enquanto a palavra Moral, do
termo latino “morales”, referente a costumes, ou seja, o ponto de vista prático no
cotidiano dos indivíduos. A moral é composta por valores pré-estabelecidos pela
sociedade, comportamentos considerados socialmente aceitos e passiveis de
questionamento pela ética. (SILVA, 2017).
38

Tabela 1 – O que é ética e moral

Fonte adaptado de (SANTOS, 2015).

Na opinião de Cordeiro (2016), ética se relaciona com a moral e explica como os


termos caminham juntos;

A ética é a ciência do dever, da obrigação, a qual rege a conduta humana. A


moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma
de garantir o seu bem viver, expressa o que desejamos, e nos ensina
nossos próprios interesses conscientes que se limitam em favor da
convivência. (CORDEIRO, 2016).

Ao analisar o atual cenário político brasileiro, Marcondes (2017), afirma que a crise
da ética vivida nesses últimos tempos, é algo que está sendo visto como um
acontecimento comum, ou seja, já não é tratada com espanto, várias denúncias de
corrupção envolvendo os mais altos escalões no governo, no legislativo e no meio
empresarial o que feriu preceitos éticos básicos referentes a honestidade, respeito,
transparência e dignidade, resultando na ruptura para com a cidadania.

 Impeachment

De origem inglesa, o termo impeachment, que significa impedimento, tem sido tema
debatido com frequência nos últimos anos, Ortega (2015) conceitua o termo como
sendo” o processo por meio do qual visa a destituição do cargo da autoridade
processada, quando a pessoa investida na função pública comete um fato que se
revele incompatível com os interesses que necessitam ser tutelados por este cargo”.
39

O uso do dispositivo ocorre quando o Presidente da República atenta contra os


incisos (I ao VII) previstos no art. 85 da CF88, sendo julgado pela Câmara dos
Deputados e pelo Senado Federal, conforme consta no art. 86 da Constituição
Federal de 1988.

No ano de 2016, ocorreu o processo de destituição da então presidente da república


Dilma Rousseff, fato que contribuiu ainda mais com o agravamento da crise política
e econômica, resultando em um cenário de grandes incertezas. Dentro dos últimos
25 anos este foi o segundo episódio que abala as estruturas política e econômica do
país, outro presidente a sofrer investigação no processo, foi o então Presidente
Fernando Collor de Melo no ano de 1992.

 Corrupção

Na definição do termo corrupção, em sentido mais abrangente, Blume (2015) define


como sendo “ato ou efeito de se corromper, oferecer algo para obter vantagem em
negociata onde se favorece uma pessoa e se prejudica outra”, e ainda explica que
há duas formas que se caracterizam corrupção, sendo elas, a corrupção ativa como
ato de subornar prevista no artigo 333 do código penal e a corrupção passiva que é
quando se recebe o suborno para realizar ou omitir algo, este último, previsto no
artigo 317 do código penal.

De acordo com Pontes (2014), a corrupção no Brasil, tem ocorrido de maneira


sistêmica, ou seja, para a prática dos crimes são utilizados a própria máquina
pública, a política partidária e as regras eleitorais, com intuito de prospectar e
promover desvios de fortunas do erário, através de contratos de obras e serviços,
concorrências públicas e em repasses direcionados a programas de governo.

Conforme notícias que circulam pelo país, a corrupção se encontra enraizada nas
instituições públicas, antes de se pensar em mudar quem está no poder, é preciso
que a população primeiro mude, também, sua forma de agir, passando seguir os
princípios éticos e morais muitas vezes esquecidos, não corromper, não se deixar
ser corrompido por qual motivo seja, para que suas escolhas possam ser mais
conscientes.
40

2.4 - AS STARTUPS NA ECONOMIA BRASILEIRA

2.4.1 - A importância das startups para a economia

Os pequenos negócios têm participação significativa no PIB do país, conforme


aponto estudos do Sebrae, 30% das riquezas geradas são resultantes de pequenos
empreendimentos que são responsáveis, também, pelo bom volume de geração de
empregos, conforme pode ser visualizado no infográfico feito pelo Sebrae em
levantamento referente ao seguimento no ano de 2015. (VIEIRA, 2016).

Figura 7 - Os pequenos negócios em números

Fonte: Vieira (2016), Sebrae Nacional

Dentre os números apresentados sobre os pequenos negócios, Vieira (2016) afirma


que o segmento de startups apresentou crescimento de 18% em 2015 em relação a
2014, o que resultou em um giro de 2 bilhões de reais, correspondendo a 0,33% de
participação no PIB.
41

Em meio à crise econômica a qual o Brasil atravessa, as startups passam a ter papel
fundamental na busca da retomada do crescimento e desenvolvimento econômicos
do país pois é considerada uma ferramenta que gera de soluções, também, para
grandes empresas em diversas áreas, tanto tecnológica quanto no aprimoramento
de produtos, mobilidade entre outros. (FARANI, 2017).

O movimento startup tem atraído a atenção de grandes empresas como as gigantes


Bradesco, Coca-Cola, Gerdau, GE, Unimed, IBM, Tigre e BMG, dentre outras, com
intuito de investir no desenvolvimento de projetos, devido a velocidade dos
processos de criação de novos recursos e soluções para contorno de possíveis
problemas. Essas parcerias, promovem o giro da economia através de contratações
para gerir novos projetos, troca de recursos, geração de valor para clientes,
aprimoramento para os grandes executivos. (FIEMG, 2017).

Buscando meios para auxiliar a retomada do crescimento econômico, o Ministério da


Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), pretende investir cerca de
9,7 milhões de reais em projetos startups, através do programa de fomento a
tecnologia, o Start-Up Brasil, criado em 2012 já apoiou mais de 183 startups, o que
resultou em 1200 empregos diretos e pretende fomentar pelo menos 50 novos
projetos no período 2017 a 2018. (BRASIL, 2017).

2.4.2 - Startups revolucionando seus mercados

Segundo Prado (2017), o mercado de seguros no Brasil movimenta bilhões de reais


por ano, no ano de 2016 o faturamento deste seguimento, alcançou as cifras de
293,3 bilhões de reais, mesmo sendo considerado um mercado bastante burocrático
que oferece serviços complicados para entendimento do público, as seguradoras
têm apresentado crescimento considerável. De olho neste mercado, as startups:
Kakau, Youse, Minuto Seguros, Segurize, ThinkSeg, Bidu e Mutual.Life
denominadas insutechs, desenvolveram soluções de atendimento, visando a
simplificação no processo de contratação de seguros.
42

O agronegócio brasileiro tem participação significativa no PIB nacional, cerca de


20% que traduzindo em valor monetário alcança 1 trilhão de reais, outro fator a ser
considerado é a participação nas exportações, atingindo 41%, sendo de fundamental
importância para o crescimento do país, afirma Prates (2014).

De olho neste mercado, 5 startups resolveram desenvolver soluções para o setores


do agronegócio, e são elas; Safe Trace que monitora a qualidade da carne bovina
através de um chip implantado no animal; a Strider, desenvolvedora de um tablet
que possui um programa que gerencia manejo de pragas e monitora umidade e
fertilidade; a XMbots, utiliza drones para o gerenciamentos de lavouras, controle de
pragas etc; a BUG, que realiza o controle biológico de pragas e por fim, a Osalin; um
site especializado que aproxima o agricultores e clientes na compra e venda de
insumos, sementes e grãos de consumo. (DEMARTINI, 2015).

De acordo com Bertão (2017), a área da saúde é uma das que mais consomem
recursos públicos e privados no mundo. No Brasil, as despesas com o setor giram
em torno de 9% do produto interno bruto PIB, podendo alcançar de 20 a 25% até o
ano de 2030. A aposta é que a evolução tecnológica traga aparelhos e métodos
mais sofisticados e eficientes que podem resultar em melhora na utilização dos
recursos públicos, neste sentido, algumas startups resolveram entrar neste mercado
afim de inovar os processos na área medica como por exemplo; a IdenGene, que
realiza diagnósticos de tipos de câncer; a Tismoo que realiza mapeamento genético;
a Veritas da área de moléculas biológicas e a R-Crio que estudas as células tronco
extraídas de dentes e leite.

Todas as startups citadas tem de 2 a 4 anos de operação e tem sido destaque em


suas áreas de atuação e este mesmo movimento tem ocorrido também em outras
áreas com destaque para a financeira, com a Nubank; através da emissão de
cartões de credito sem burocracia, através do aplicativo, a 99 pop da área de
mobilidade urbana, com soluções de transporte de passageiros, semelhante a
estrangeira Uber, dentre outras.
43

Tabela 2 – Startups brasileiras promissoras

Fonte: adaptado de Manzoni Jr (2017)

Startups brasileiras próximas de alcançar 1 bilhão de dólares em valor de mercado,


vem se destacando em suas áreas de atuação, quanto ao tempo de atuação a
maioria delas possuem em média 5 anos de operação, com exceção da Movile que
foi adquirida por um grupo de investidores em 2007 que já funcionada desde 1998,
as demais em pouco tempo já alcançaram excelentes resultados. (MANZONI JR,
2017).

2.4.3 - Influências geradas pela Crise Econômica sobre as Startups

A crise econômica sempre traz incertezas para os mercados, o que acaba criando
receio em investidores, empresários e até mesmo na população em geral que tende
a reter sua renda, causando diminuição do consumo.

Segundo Guimarães (2016), os efeitos da crise tem sido maiores sobre as pequenas
empresas tradicionais, diferentemente das Startups, mesmo com a diminuição de
investimentos, tem apresentado capacidade de se reestruturar e se beneficiar do
momento delicado, devido a sua estrutura ser enxuta, seu meio de operação ser
inteiramente tecnológico e ter como principal atividade a solução de problemas, ou
seja, mais clientes; startups tendem a desenvolver soluções acessíveis, mais mão
de obra; muitas pessoas capacitada tem sido demitidas de seus empregos e
acabam sendo contratados por startups e por último, novas oportunidade; pois crise
significa problemas a resolver, especialidade desse segmento.
44

Lira (2017), compartilha da opinião do autor acima, para ele a crise econômica
brasileira causou redução nos investimentos e aponta que houve lado positivo em
meio ao cenário como por exemplo o aumento de profissionais capacitados
disponíveis no mercado resultante das demissões, por parte das empresas que
buscaram redução de custos.

É certo que a crise econômica trouxe muitos problemas para o meio empresarial,
porém é preciso aproveitar as oportunidades, inovar para não ter que fechar as
portas.

Outros importantes fatores sofrem alterações quando afetados por momentos de


incerteza, dentre eles, as motivações para empreender, representados pela
oportunidade e necessidade.

Para um melhor entendimento sobre como reagem essas variáveis, Solow (2016)
cita a pesquisa realizada pela Global Enterpreneurship Monitor (GEM), instituição
responsável por realizar estudos sobre como o empreendedorismo influência nos
desenvolvimentos social e econômico, foi calculada a taxa de empreendedorismo
total resultando em um percentual de 39,3% no ano de 2015 o que representou um
total de 52 milhões de pessoas na faixa etária de 18 a 64 anos, realizando algum
tipo de atividade empreendedora, resultado maior que o ano de 2014. Dentro desse
quantitativo, as variáveis oportunidade e necessidade se alteram conforme a
situação econômica que o país apresenta.
45

Gráfico 5 - Empreendedorismo por oportunidade x necessidade

Fonte: Global Entrepreneurship Monitor (GEM), Solow (2016)

De acordo com o gráfico acima, quando a situação econômica do pais está ruim,
aumenta-se o número de abertura de negócios por necessidade, por outro lado,
basta a situação econômica apontar bons índices que os negócios por oportunidade
tender a crescer.

Ao comparar os índices das taxas de oportunidade frente ao gráfico da taxa de


desemprego é possível afirmar que os efeitos da crise econômica afetam em cadeia.

Gráfico 6 - Empreendedorismo por oportunidade x desemprego

Fonte: Global Entrepreneurship Monitor (GEM), IBGE, Solow (2016)


46

Com a taxa de desemprego em alta, há tendência de diminuição do surgimento de


iniciativas criadas por oportunidade, ou seja, negócios com tendência inovadora que
são o caso das startups.

2.4.4 - Estatística das startups

Em relação a quantidade de startups espalhadas pelo Brasil, a associação brasileira


de startups (ABStartup) contabilizou cerca de 4200 desses projetos inscritos em sua
base de dados e através desses dados, realizou um mapeamento para verificar a
concentração de startups por estado, conforme pode ser visto no gráfico abaixo. (NA
PRATICA, 2017)

Gráfico 7 - Relação startups por estados

Fonte: ABStartup (2017), adaptado pelo autor

O estado de São Paulo lidera, concentrando 31% das startups cadastradas, seguido
de Minas Gerais com 9% e Rio de Janeiro com 8%, outros 24 estados concentram
52% do total. No quesito setor de atuação, as áreas mais identificadas foram web
app, internet, educação, comunicação e mídia, saúde e E-commerce. (NA PRATICA,
2017).
47

3 – ESTUDO DE CASO

3.1 - A EMPRESA

O projeto da Startup FullHelp foi idealizado por Rones Vargas com formação em
contabilidade e direito em conjunto com dois desenvolvedores e um designer, ele é
também, cofundador do projeto, a estrutura é enxuta e está em fase inicial de
operação, sua sede fica localizada no endereço Av. Fernando Ferrari, 1080, sala
308 - Ed. América - Goiabeiras, Vitória, ES, Brasil.

A ideia do projeto surgiu por necessidade própria do idealizador que possuía um


veículo sem seguro e durante viagens para lugares distantes em que o automóvel
apresentava problemas, era muito difícil de se conseguir encontrar serviços de
automotivos de auto socorro eficientes, foi através destes transtornos que veio a
iniciativa de criar a solução, após estudo de mercado que mostrava viabilidade para
seu modelo de negócio, foi colocado em pratica.

Figura 8 - Aplicativo da plataforma de assistência automotiva

Fonte: FullHellp.com.br

A plataforma da Startup FullHelp disponibilizada para Android e IOS permite que


usuários, condutores de carros, motos, caminhões e outros, devidamente
cadastrados localizem e contatem prestadores de serviços de assistência
48

automotiva, em sua região para solicitar diretamente e exclusivamente a prestação


dos Serviços de Assistência Automotiva e outras.

Os prestadores de serviços, por sua vez, utilizam a plataforma como um canal


alternativo de contato com usuários que desejam contratar seus serviços.

O contato entre Usuários e Prestadores pode se dar por mensagens já escritas que
são ou serão disponibilizadas pelo sistema Fullhelp Assist e não estão sujeitas à
cobrança.

Os usuários podem também optar, quando disponível, por enviar sms ou ligar para
os prestadores, opções nas quais estarão sujeitos ao pagamento das tarifas de sua
operadora de celular.

3.2 - ENTREVISTA

3.2.1 - Sede da startup FullHelp

No mês de novembro de 2017, foi realizada uma vista a sede do projeto em Vitória-
ES que durou aproximadamente 30 minutos, em que o gestor do projeto, Senhor
Rones Vargas, respondeu todas as perguntas propostas inclusive esclarecendo
dúvidas. Conforme transcrito a seguir

 Perguntas x Respostas

1 - Nome e função do entrevistado, identificação da Startup, seguimento,


produto ou serviço oferecido:

Sou Rones Vargas, cofundador e idealizador do projeto FullHelp, trabalhamos no


segmento de assistência automotiva e nós oferecemos uma linha de contato com
prestadores de serviços autônomos ou empresas que queiram oferecer serviços sob
demanda para usuários que estejam precisando de algum help (assistência) em seu
carro.
49

2 - Como surgiu a ideia de criar a startup? Espelhou-se em algum caso de


sucesso? Explique.

Não, a ideia surgiu de uma necessidade própria, eu tinha dois carros na época um
Jipe e um carro que tinha seguro, eu gostava muito de viajar com jipe e quando eu
comecei a viajar com criança a situação piorou, eu ia para alguns lugares meio
distantes ou fora da minha cidade e aí quando eu tinha algum problema eu passava
muito transtorno para localizar algum tipo de serviço ou socorro ou até mesmo
guincho, não conseguia achar na cidade ou demorava muito tempo e a partir daí,
idealizei o projeto em que eu pudesse catalogar todos os serviços numa fonte só e
através de um aplicativo eu pudesse solicitar assistência, saber quanto tempo serei
atendido e até mesmo fazer o pagamento pelo aplicativo.

3 - A atual situação econômica do Brasil traz alguma barreira ou oportunidade


para o seu segmento? Explique.

Tem dois lados aí, por um lado ele traz uma oportunidade, porque o estudo de
mercado que fizemos, inclusive, com as seguradoras mostrava que havia uma
diminuição de seguros sendo feito mensal ou anualmente, então quer dizer que as
pessoas estavam abrindo mão daquela cota mensal do seguro para poder
economizar, então isso abriria o mercado para o projeto de serviços sob demanda,
já que as pessoas estavam apostando que o carro não daria problema, ao mesmo
tempo, com a crise econômica, o envelhecimento da frota, a frota tende a
envelhecer porque as pessoas não conseguem girar a frota, então por esse lado é
bom, abre-se o mercado, mais do outro lado como a startup vai demandar um nível
de investimento maior do que abrir uma loja de água de coco, então por esse lado a
gente também tá tendo muita dificuldade para conseguir investidores para nos
apoiar na ideia, então se por um lado ele abre o mercado de oportunidade, caso não
haja uma injeção de dinheiro você também não consegue escala (crescer) para
manter o equilíbrio do negócio.

4 - Qual é sua expectativa em relação ao crescimento do negócio? Tem


perspectiva de atender a todo Brasil? Tem viabilidade para o mercado
exterior? Explique.
50

Temos sim, a perspectiva do projeto na verdade de acordo com o estudo que


realizamos não havia nenhuma iniciativa parecida quando iniciamos o projeto nem
no Brasil nem fora, então desde que a gente tenha o recurso necessário a gente
consegue montar as bases de prestadores em qualquer estado em qualquer país
que a gente estiver, então é questão só de ter um investimento mas o negócio está
pronto para atender qualquer região o modelo é escalável, repetível e com operação
de baixo custo.

5 - Esta modalidade tem atraído a atenção de investidores? Como é a relação


entre empresa x investidor? Explique.

Tem atraído, mas aí vem uma crítica minha muito forte, tem atraído muito investidor
curioso, sim, muito investidor daqui, principalmente do Espírito Santo por que a
gente percebe que é uma mentalidade muito conservadora, talvez se esse projeto
fosse uma réplica de algo que já existisse lá fora já consolidado, eu teria atraído
mais pessoas ou mais investimentos, mas como é um negócio novo que não existe
parâmetro, o investidor principalmente, o capixaba, ele não está pronto para investir
em um negócio inovador, o que eu percebo do investidor capixaba, é aquele
investidor de imóvel na planta para esperar valorizar e depois revender, ele não está
disposto o que eu digo sempre é que grandes negócios como Google, Facebook,
Twitter e qualquer outra ideia que tivesse nascido como nasceu só no papel nunca
teria se desenvolvido no Espírito Santo, ouvi um absurdo de um investidor, querendo
investir R$200.000 mas ai ela me fala assim “quando você estiver faturando na casa
de um milhão, você volta, o modelo de negócio que eu propus era com mínimo de
despesa possível eu precisava de dar só uma alavancada porque minha estrutura é
muito pequena por enquanto estou gerenciando contatos, é o perfil do investidor
principalmente do capixaba.

6 - Quantas pessoas compõem o negócio e qual a formação de cada um?

Iniciamos o projeto com 4 pessoas, eram dois desenvolvedores, um designer e eu


que era o idealizador, sou contador e advogado, exercia sempre mais advocacia e
sempre foi por hobby mexendo com carros, já fui piloto de Rally, já fui dono de
oficina e então consegui captar muito bem as necessidades desse do seguimento e
51

hoje eu atuo basicamente como escritório como advogado e estou batalhando nesse
projeto para que ele consiga alavancar.

7 – Em algum momento pensou em desistir do negócio? Caso sim, quais foram


as dificuldades que levaram a ter este pensamento?

Bom, o tempo todo, depois de passar daquela empolgação Inicial aí a gente pensa
em desistir no meio do caminho, tivemos algumas desavenças entre os
idealizadores do projeto e aí tivemos dificuldade de acabar de desenvolver a
ferramenta por conta dessas desavenças então aí já começou a dar uma balançada
e finalmente quando a gente consegue montar um produto mínimo a gente percebeu
que a falta de investimento, ou seja, aquela turma toda estava super empolgada na
hora de entrar negócio não entrou, mas a principal vontade mesmo vem da falta de
apoio seja governamental, seja privado.

8 - O projeto tem perspectiva de proporcionar geração de renda para os


usuários? De que forma? Explique.

Sim, tem, na verdade a gente sempre imaginou o projeto com duas categorias de
usuários, prestadores, principalmente os autônomos que hoje a startup funcionaria
como uma grande central para esses profissionais pois hoje cada um tem um
telefone, cada um tem uma forma de contato, seria essa grande central entre
prestadores e o usuário final, para essa categoria de prestadores de serviço nós
teremos uma plataforma de captação de clientes, para eles terem todas as
ferramentas administrativas e até de performance porque a gente sempre tem de
localizar o problema mais próximo daquele prestador, então o prestador não teria
que ter grandes deslocamentos para fazer isso etc, tudo isso em tempo real, então
para essa categoria a gente pensava em ser geradora de renda.

9- Seu projeto passou por alguma aceleradora? Como foi a experiência?

Sim, passamos pela Start You Up, a experiência foi muito boa apesar de a gente ter
sido uma das primeiras turmas então estava todo mundo aprendendo ainda como
funcionava, mas assim, a aceleradora além de dar muitos conceitos que a gente não
tinha, tínhamos muita ideia operacional, mas a gente não tinha o conceito de
negócio em si, eles deram essa metodologia pra gente como traduzir a nossa ideia
52

no negócio, abriram muitas portas, talvez mesmo que a gente não tenha conseguido
captar investidor, além do apoio financeiro que eles deram, mas abriram portas sim,
para a gente talvez sem eles a gente não tivesse nem ouvido essas propostas
indecorosas.

10 - Quando pensou em colocar em prática a ideia do projeto, você estava


empregado em alguma empresa ou iniciou o negócio buscando ter a startup
como principal fonte de renda?

Não, eu estava empregado, não foi só a startup que me fez sair mas eu
desengavetei esse projeto que já tinha alguns anos antes de sair da empresa, já
tinha uns 2 anos que havia feito a modelagem e tudo, quando eu decidi sair eu
decidi montar meu próprio escritório de advocacia e começar esse projeto da
startup.

11- Após o início do projeto, foram abertas novas oportunidades para compor
a equipe da startup? Explique.

Nós chegamos a buscar sim, mas assim, novamente esbarrar na questão da


mentalidade, da mesma forma que o investidor capixaba principalmente não tem a
mentalidade de inovação, eu não vejo também, as pessoas empregados ou
desempregadas com mentalidade de inovação, todo mundo ainda com a cabeça de
ser empregado e ganhar um fixo, quando você fala em inovação você tá falando um
pouco de aposta e eu busquei pessoas, inclusive até, oferecendo participação
societária em troca de trabalho know how para ele e uma aposta em conjunto e as
pessoas não aceitavam, insistiam em ficar parados e só aceitavam o desafio se
tivessem o salário na frente, então não posso fazer nada para controlar vou tocando
até que apareçam pessoas, mas eu acho que a nossa própria formação eu digo
porque fiz UFES e fiz UVV, não é voltada para a Inovação e nem para
empreendedorismo você é formado para ser empregado funcionário público, mais
nada.
53

12- Na sua opinião o estudo do empreendedorismo deveria começar a ser


aplicado já no ensino fundamental e médio? Explique.

Sim, poderia começar muito bem no ensino médio a princípio, eu vejo no exemplo,
americano é muito bom para isso porque desde o ensino básico eles são
incentivados a montar as barraquinhas de limonada a fazer as feiras de vendas se
você perceber, hoje, aquelas grandes empresas de inovação saíram de pessoas que
abandonaram a faculdade para montar um negócio como por exemplo Steve Jobs,
você tem também o criador do Facebook, do Tweeter, do Napster, essa turma toda
era galera de faculdade que teve a ideia e colocou em pratica, essas pessoas são
incentivadas a fazerem isso, o empreendedorismo no Brasil está longe de ser o
ideal, pois tem a mentalidade de que tudo que vem de fora é melhor, brasileiro tem
medo de criar algo novo e isso vai sendo replicado em todas as instancias, se
continuar assim o Brasil está fadado a ser o país dos commodities.

13 - De que forma as startups podem ajudar o desenvolvimento da economia?

Bem, primeira coisa, por natureza a startup já é disruptiva, ela quebra processos no
meio e aplica uma nova formula mais eficiente que tornam melhor a vida do cidadão
por ela não ser engessada estruturalmente, ela consegue ser mais rápida nas
demandas das pessoas, um exemplo disso é o transporte, fico imaginando porque
nenhuma empresa até hoje tinha imaginado em criar um tipo do Uber ou mesmo do
Easy Taxi, a experiência do Easy Táxi é muito interessante, para isso o Easy Taxi
criou o aplicativo lá em 2010/2011 eu conversei com o fundador e ai ele falou que
queria resolver um problema de grandes eventos, principalmente o pessoa sair do
evento e ter que ficar esperando táxi sem saber que horas o táxi estava chegando e
a ter que ficar às vezes embaixo chuva, esperando o táxi que ele tem medo de
perder, ele levou o projeto para apresentar as cooperativas de táxi, que no Rio, é
muito forte ai a cooperativa falou “a gente não precisa disso nós temos o telefone já
temos tudo” ai ele explicou como era o funcionamento do aplicativo e não obteve
sucesso, passados alguns meses, ele foi e quebrou o processo de transporte, em
cima disso vieram o Uber e outros e quebraram ainda mais o monopólio de
transportes, as startups quebram processos antigos trazendo processos mais
rápidos e eficientes, ela tem o papel de encurtar as distância entre quem
disponibiliza um produto ou serviço e os usuários e consumidores finais.
54

3.3 - ANALISE E RESULTADOS

Será realizado o a análise das informações levantadas através da opinião dos


autores frente as informações obtidas na entrevista realizada, afim de obter a
resposta para o problema proposto.

3.4 - ANALISE DA TEORIA E PRATICA

3.4.1 - Teoria x Prática: Startups

 Ponto de vista teórico:

Conforme levantamento bibliográfico, os autores Sebrae (2017), Bicudo (2016),


Periard (2011) e Caetano (2016) chegaram ao mesmo entendimento ao
conceituarem o modelo de negócio startup como inovador apresentando uma
estrutura enxuta e com possibilidade de crescimento rápido, assim como
exemplificado através dos principais preceitos da startup, pelos autores Reis (2008),
Carvalho (2014), Ferreira (2014), Benvenutti (2016), Possoli (2012) e Oliveira (2015)
ao afirmarem que somente pode ser considerado uma startup caso contemplem as
características escalabilidade, repetitividade e inovação, esta última, podendo ser
incremental ou disruptiva.

Quanto aos meios de apoio das startups, Figueiredo (2017), Abreu e Campos (2016)
apresentaram as aceleradoras como essenciais para o desenvolvimento dos
projetos, dando novas perspectivas de crescimento e capacitação empreendedora
aos gestores dos projetos.

 Ponto de vista prático:

No campo prático, o entrevistado apresentou seu projeto startup como sendo


inovador de característica disruptiva e com baixo custo de operação, apresentando
também as características repetitividade e escalabilidade, conforme pesquisa de
mercado realizada pelo mesmo, sua iniciativa seria o primeiro modelo de negócio no
mercado. Referente a importância da aceleradora para o projeto, o entrevistado
concorda com os autores ao afirmar que só foi possível converter as ideias no papel
em pratica, após passar por orientação e capacitação em uma aceleradora.
55

3.4.2 - Teoria x Pratica: Empreendedorismo

 Ponto de vista teórico:

Em relação a definição e características de empreendedorismo e empreendedor


Biagio (2012), Chiavenato (2012) afirmam que o empreendedorismo está ligado
identificação de problemas e mudanças e a criação de novas oportunidades assim
como o empreendedor caracterizado como uma pessoa que se destaca dos demais
por apresentar maior capacidade de tomar decisões e enfrentar desafios. Brito
(2014) e Rezende (2014) acreditam na aplicação do ensino do empreendedorismo
nas bases escolares como forma de promover a mudança da cultura do
empreendedorismo brasileiro.

 Ponto de vista prático:

Em uma de suas falas, o entrevistado tratou do assunto quanto a situação da classe


empreendedora brasileira, falando da necessidade de uma mudança drástica,
evitando que o país fique para trás, o mesmo concorda sobre a questão do
empreendedorismo ser ensinado pelo menos a partir do ensino médio, o que pode
gerar resultados a longo prazo.

3.4.3 - Teoria x Pratica: Desenvolvimento da economia brasileira

 Ponto de vista teórico:

Quanto ao desenvolvimento econômico do pais, Cotta e Grabois (2002) Chiarini e


Farid, (2010), Tuon (2013), Cury e Cardoso (2015), e Vargas (2017) analisaram os
resultados do PIB nacional entre os anos de 2000 a 2016, apontando que
principalmente nos anos de 2015 e 2016 apresentaram índices negativos o que
significa diminuição do desenvolvimento e crescimento do país, resultando em uma
série de problemas para a população como diminuição da capacidade de
investimento e o desemprego, conforme exemplificado pelos autores Cabral (2016),
Conceição e Sales (2016) que mostraram a elevação das taxas de desemprego no
mesmo período da queda do produto interno bruto.
56

 Ponto de vista prático:

Segundo o entrevistado, a crise econômica tem diminuído a oferta de investimentos


o que dificulta o desenvolvimento do negócio, mas afirma que devido a estrutura da
startup ser enxuta, facilita a mudança de estratégia para desviar da falta de
recursos, outro aspecto foi a questão do potencial de inovação que o negócio possui
pois segundo ele as startups quebram processos obsoletos, substituindo por outros
mais modernos e eficientes.

3.4.4 - Teoria x Pratica: Startups na economia brasileira

 Ponto de vista teórico

A atuação das startups na economia brasileira tem sido crescentes conforme


afirmam os autores Vieira (2016), Farani (2017), Prado (2017), Prates (2014),
Guimarães (2016), Lira (2017) e Solow (2016), relacionando a capacidade desse
tipo de projeto de modificar mercados, através de soluções inteligentes de serem
uma alternativa para geração de renda para desempregados ou complementação
renda para que já possui alguma atividade, aproximando cada vez mais aqueles que
oferecem um produto ou serviço aos consumidores, trazendo novas experiências
também para os empreendedores tradicionais, que podem adquirir soluções das
startups, causando uma transformação nas práticas obsoletas.

 Ponto de vista prático

Para o entrevistado, as startups estão quebrando monopólios, estão abrindo novas


frentes, permitindo uma maior participação em atividades que antes eram restritas a
uma pequena parcela de poderosos ou controladas por sindicatos, que é o caso dos
taxis, citando o caso do aplicativo de transporte Easy Taxi e Uber que vieram
modificando processos burocráticos, gerando valor tanto para os desenvolvedores
quanto para quem presta o serviço através das plataformas e para os usuários finais
que passam a ter mais formas de mobilidade.
57

4 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Brasil passa por uma turbulência econômica que tem causado a desaceleração do
crescimento e desenvolvimento econômicos, o que faz refletir de que modo pode-se
ajudar o país a contornar a situação, ou seja, é necessário fazer algo diferente do
que vem sendo feito para que seja possível alcançar bons resultados econômicos a
curto, médio e longo prazo.

Frente a situação econômica atual do país, originou-se o interesse em estudar sobre


o assunto Startups, assunto em alta nos últimos tempos, como uma via que pode se
tornar uma saída diante das dificuldades impostas o que pode contribuir para atrair a
atenção de novos pesquisadores para aprofundar o conhecimento sobre o tema.

A cultura startup vem sendo difundida lentamente no Brasil, por empreendedores


que acreditam na mudança dos rumos do país, da qualidade de vida da população
através do conhecimento, mesmo enfrentando diversas barreiras, como por
exemplo, a cultura do empreendedorismo no pais, ao contrário do exemplo de outros
países mais desenvolvidos.

Com o avanço da tecnologia cada vez mais acelerado em todo o mundo, se faz
necessário que o país acompanhe o ritmo desses avanços, afim de ter sempre à
disposição o que há de melhor em termos de infraestrutura e conhecimento, para
que isso se torne realidade, é preciso acreditar na capacidade das startups de
auxiliar o país a reencontrar o caminho do desenvolvimento.

As startups estão ampliando a prática da inovação disruptiva pelo pais, afim de


acabarem com monopólios, reduzindo burocracias, implementando uma nova
mentalidade em relação as formas de empreender, gerando cada vez mais meios de
facilitar as atividades do dia a dia da população. Sendo assim, respondendo à
pergunta problema no nosso trabalho, concluímos que é desta maneira que os
projeto de startup contribuem para o desenvolvimento da economia brasileira.

Durante o período de desenvolvimento deste trabalho tivemos acesso a uma


diversidade de conteúdo, como por exemplo: materiais sobre Startups, suas
características e formas de desenvolvimento, empreendedorismo, a figura do
empreendedor e suas características, desenvolvimento da economia brasileira e sua
58

situação e a elaboração do estudo de caso para auxiliar a compreender e chegar a


conclusão do nosso estudo. Tudo isso, possibilitou agregar mais conhecimento para
os desenvolvedores da presente pesquisa que passam a ter novas possibilidades e
mais conteúdo para futuras pesquisas.

Muitos desafios surgiram diante de nós, o que colocou a prova as nossas


capacidades enquanto pesquisadores, fatos estes, que contribuíram para o
aperfeiçoamento de habilidades existentes e a descobertas de novas. Vivenciamos
experiências inéditas como a primeira entrevista realizada com uma empresa e o
alcance da primeira graduação, o que ao nosso entender, enriqueceu o portfólio de
conhecimento e certamente abre novos caminhos na vida profissional.

Para pesquisas futuras, sugerimos a realização de um estudo sobre o


desenvolvimento de startups no estado do Espirito Santo e como elas podem
contribuir para o desenvolvimento econômico local, buscando informações como os
tipos de negócios e suas formas de chegar até o cliente seja por aplicativo ou não.
Para coleta de dados, utilizar os métodos qualitativo e quantitativo.
59

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