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Cláudia Andreia Ferreira da Silva

Educar Culturalmente - Fórum


Cultural de Ermesinde

LICENCIATURA EM GESTÃO DO PATRIMÓNIO

Setembro 20 18
Cláudia Andreia Ferreira da Silva

Educar Culturalmente - Fórum


Cultural de Ermesinde

Relatório final de Estágio submetido como requisito parcial para obtenção do grau de
LICENCIADO EM GESTÃO DO PATRIMÓNIO

Orientação

Prof. Doutor Augusto Lemos

Dr.ª Luísa Aguiar

LICENCIATURA EM GESTÃO DO PATRIMÓNIO

Setembro 20 18
AGRADECIMENTOS

Ao longo dos meus três anos de licenciatura fui adquirindo muitas


ferramentas e muitas delas foram essenciais para o sucesso do meu estágio
curricular. Assim sendo, todos os conhecimentos obtidos vão ser úteis na
minha vida futura, enquanto gestora do património.
Deste modo, quero agradecer a todos os docentes que me acompanharam
ao longo da licenciatura. Agradeço ainda a toda a equipa de profissionais do
Fórum Cultural de Ermesinde, que me acompanhou e acolheu muito bem ao
longo da minha estadia na instituição. Agradecendo, especialmente, à Dr.ª
Luísa Aguiar por me acolhido no Fórum.
Quero também agradecer ao Professor Augusto Lemos pela disponibilidade
para responder a todas as minhas dúvidas e pela sua orientação.
Agradeço, ainda, ao Rui e à Isa pelo apoio e ajuda que me prestaram ao
longo da realização do meu relatório de estágio.
Agradeço à Professora Rosário Barbosa por me ceder bibliografia
importantíssima para o desenvolvimento deste relatório de estágio e pela sua
disponibilidade em me ajudar.
Por fim, deixo um agradecimento em especial à minha família porque sem
eles eu não chegaria aqui.
RESUMO

Neste relatório é apresentado, essencialmente, o desenvolvimento do meu


estágio curricular no Fórum Cultural de Ermesinde. A sua estrutura parte pelo
projeto de estágio, passa pela contextualização teórica, nomeadamente, o
serviço educativo, temática escolhida para o desenvolver do estágio, e termina
com o desenvolvimento do estágio.
Ao longo da minha estadia na instituição, participei não só nas atividades
levadas a cabo pelo Fórum Cultural de Ermesinde, como tive a oportunidade
de desenvolver atividades criadas por mim.
O estágio curricular representou a minha inserção no mundo de trabalho,
onde tive oportunidade de colocar em prática todo o conhecimento adquirido
ao longo dos três anos da Licenciatura de Gestão do Património e permitiu-me
ver de perto a realidade vivida numa instituição cultural.

PALAVRAS -CHAVE

Fórum Cultural de Ermesinde, Serviço Educativo, Património, Identidade


ABSTRACT

In this internship report is presented, essentialy, the development of my


internship on the Cultural Forum of Ermesinde. His structure starts with the
internship project, goes by the theoretical contextualization, in this specific
case, the educational service, the chosen thematic for the development of my
internship, and ends with the development of my internship.
In the time I spent in this institution, I took part not only in the activities
developed by the Cultural Forum of Ermesinde, but I also was able to develop
some activities created by me.
This internship represented my insertion in the world of work, were I had
the chance to put in practice all of the knowledge learned in this three years of
my Graduation in Cultural Management, and also allowed me to see, from up-
close, the reality that I could experience in an cultural institution.

KEY WORDS

Cultural Forum of Ermesinde, Educational Service, Management, Identity


ÍNDICE

Introdução 2
1. Projeto de estágio 4

2. Contextualização teórica 10
3. Desenvolvimento do estágio 25
Conclusão 58

Bibliografia 63
Apêndices 66
Anexos 98
INTRODUÇÃO

A unidade curricular Estágio/Projeto inserida no 3º ano da Licenciatura de


Gestão do Património, tem como principal objetivo consolidar os
conhecimentos cientifico-culturais e a atividade profissional dos futuros
gestores do património, relacionando a formação teórica adquirida ao longo da
licenciatura com a experiência profissional conseguida através das duzentas e
dez horas numa instituição cultural.
Assim sendo, esta unidade curricular pretende um significativo
desenvolvimento nas áreas de intervenção do aluno enquanto gestor do
património e a sua especialização enquanto técnico, com vista a criar um perfil
adequado para no futuro desenvolver as suas aptidões no mundo do trabalho.
Deste modo, o estágio curricular serve como oportunidade de inserção do
estagiário no mundo trabalho, podendo este colocar em prática todos os
conhecimentos adquiridos ao longo da Licenciatura de Gestão do Património.
Relativamente ao meu estágio curricular, devo referir que este se desenvolveu
no Fórum Cultural de Ermesinde e que durante a minha estadia na instituição
fui colocando em prática vários saberes ligados com algumas unidades
curriculares lecionadas ao longo dos três anos de ensino.
No âmbito desta unidade curricular, para além da parte prática, esta é
concluída com uma parte teórica, ou seja, com o presente relatório de estágio
desenvolvido. A sua estrutura parte pela apresentação do projeto de estágio,
passa pela contextualização teórica e pelo desenvolvimento do estágio e
termina com uma conclusão crítica.
Desta forma, num primeiro momento, exponho o meu projeto de estágio,
entregue no início do ano letivo de 2017/2018.
No segundo capítulo é abordada a contextualização teórica, ou seja, é
apresentada a temática em que o estágio curricular se desenvolveu. A sua
estrutura divide-se em duas partes, primeiro vou apresentar os conceitos de
património e identidade e em seguida, o serviço educativo.
Os conceitos de património e identidade aparecem visto que, as duas
atividades mais importantes – “Gravar Memórias” e “A tua Terra a tua
História” –, que desenvolvi no estágio, encontram-se ligadas com o património

2
e a identidade do Concelho de Valongo. Deste modo, acho que é importante
fazer uma apresentação destes conceitos.
Em seguida, abordarei o serviço educativo, área escolhida para o
desenvolvimento do estágio curricular. Onde vou apresentar, brevemente, a
sua evolução histórica e a importância de um bom serviço educativo numa
instituição cultural, que deve ter como objetivo promover, fomentar, difundir e
executar atividades culturais, com o fim de dar a conhecer ao público o
património cultural com que trabalha.
No terceiro capítulo, é abordado o desenvolvimento do estágio curricular.
Num primeiro momento, é feita uma apresentação do Fórum Cultural de
Ermesinde, depois falarei da minha inserção na instituição e nas metodologias
que utilizei ao longo estágio. Por fim, irei descrever, pormenorizadamente, as
atividades que fui desenvolvendo ao longo do estágio, todas elas no âmbito do
serviço educativo.
Por fim, serão apresentadas as conclusões críticas sobre o estágio em si, a
importância do curso para a realização do estágio e do relatório e uma
apreciação sobre o que nos diz a teoria e aquilo que realmente acontece na
prática.
O título do relatório “Educar Culturalmente – Fórum Cultural de
Ermesinde” surgiu na sequência das atividades “Gravar Memórias” e “A tua
Terra a tua História”, que como já referi anteriormente, foram as atividades
que mais peso tiveram durante a minha estadia no Fórum Cultural de
Ermesinde, pois ambas encontram-se ligadas com o Património e identidade
do Concelho de Valongo, concelho este onde o Fórum se insere e, porque a
partir destas foram transmitidos conhecimentos ligados com a cultura deste
mesmo concelho.

3
1. PROJETO DE ESTÁGIO

1.1. I DENTIFICAÇÃO DO ALUNO

Cláudia Andreia Ferreira da Silva


Número de aluno: 3150144

Morada:
Rua Ramalho Ortigão, Bloco 3, Entrada 9, 2º Esquerdo
4440-693 Valongo

Contactos:
+351 911 163 032
claudiaafdsilva7@gmail.com

Licenciatura em Gestão do Património


Pós-Laboral
Politécnico do Porto – Escola Superior de Educação

1.2. I DENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE ACOLHEDORA

Denominação
Fórum Cultural de Ermesinde

Morada:
Rua Fábrica de Cerâmica s/n
4445-528 Ermesinde

4
Contactos:
+351 229 783 320 / +351 932 292 713 (tel.)
+351 229783329 (fax)
cultura@cm-valongo.pt
https://www.cm-valongo.pt/

Caraterização jurídica:
O Fórum Cultural de Ermesinde é uma instituição de direito privado e
utilidade pública instituída pelo Estado Português, Município de Valongo.

Ramo de atividade:
O ramo de atividade do Fórum Cultural de Ermesinde é cultural e artístico.
Este espaço tem como finalidade promover, fomentar e difundir atividades
culturais e formativas ligadas às artes e à própria cultura.

Breve memória descritiva:


O Fórum Cultural de Ermesinde foi inaugurado a 18 de maio de 2001.
Encontra-se situado no lugar de uma antiga unidade fabril, da qual foi
conservado o forno, que a partir do novo conceito do espaço passou a ser
utilizado como galeria museológica. O novo espaço dispõe também de um
auditório e de galerias de exposições temporárias.
A antiga fábrica foi fundada em 1910 e, começou a sua atividade, com a
designação de Empresa Industrial de Ermesinde. Esta fábrica dedicava-se ao
fabrico de tijolo, telha tipo marselha, entre outros produtos cerâmicos. Nos
anos 20, viveu um período de grande prosperidade e a atividade da fábrica foi-
se desenvolvendo e crescendo. Novos parceiros foram-se associando e isso
acabou por dar origem a um excelente exemplo da arquitetura industrial do
início do século XX.
Com o declínio da empresa, a fábrica acabou por ficar abandonada e
decadente. Porém, este espaço foi adquirido pela Câmara Municipal de
Valongo e após várias intervenções acabou por ser adaptado ao Fórum
Cultural de Ermesinde e ao Parque Urbano.

5
Organograma:
No Fórum Cultural de Ermesinde, uma grande parte dos colaboradores
desempenha várias funções, ou seja, quando é necessário exercem diversas
tarefas em diferentes áreas. Deste modo, seria errado dizer que cada
departamento tem o seu responsável, pois essa não é a realidade de trabalho
exercida no Fórum.
De facto, alguns dos departamentos possuem um responsável, como é o
caso do chefe de divisão da Cultura, Turismo e Juventude (Dr. Agostinho
Rocha), da coordenação do Fórum (Dr.ª Luísa Aguiar), da logística (Carlos
Ferreira), do técnico de som e de luz (Paulo Oliveira) e do responsável pelas
cedências do espaço (Maria João), mas tal não acontece com o resto dos
departamentos que o Fórum Cultural de Ermesinde tem ao seu encargo.
Sendo assim, e na falta de um organograma oficial da instituição, optei por
elaborar um, com a ajuda da Dr.ª Luísa Aguiar, onde estão identificados todos
os funcionários do Fórum e as funções principais que estes desempenham.

Figura 1 – Organograma do Fórum Cultural de Ermesinde

6
1.3. E STÁGIO

Orientador do estagiário na organização:


Dr.ª Luísa Aguiar

Orientador do estagiário na ESE:


Doutor Augusto Lemos

Data de início:
23 de outubro de 2017

Data prevista para a conclusão:


28 de fevereiro de 2018 – 02 de março de 2018

Área temática:
Serviço Educativo

Objetivos:
Implementar a educação cultural e artística como parte integrante dos
programas educativos, proporcionando uma educação mais integra e
completa, que conduza ao pleno desenvolvimento de qualquer indivíduo.

Metodologias:
As metodologias utilizadas assentaram, essencialmente, na elaboração de
um diário de bordo, na recolha de informação sobre o tema das atividades em
questão e na elaboração de uma ficha que muito, resumidamente, explicava no
que iria consistir a atividade e aquilo que era necessário para a sua execução.

Atividades a desenvolver em estágio:


Na primeira semana de estágio apresentei algumas sugestões de atividades
que me foram pedidas pela orientadora da instituição e, em conjunto,
decidimos que apenas três daquelas atividades seriam realizadas, dentro das
quais: “Decorações de Natal”, “Gravar a Ardósia” e “A tua Terra a Tua
História”. Ao longo das 210 horas de estágio, para além de planear e executar

7
estas atividades, vou ter ainda a oportunidade de participar em todas as
atividades de serviço educativo que irão decorrer ao longo da minha estadia na
instituição.

Cronograma:

Semanas Tarefas a desempenhar


1ª Semana Reunião com os orientadores de estágio;
2ª Semana Apresentação de propostas para atividades;
Formalização das propostas aceites;
Planeamento da atividade de Natal para os seniores;
Participação no serviço educativo;
3ª Semana Participação no serviço educativo;
4ª Semana Preparação das atividades a desenvolver no serviço
educativo do Fórum Cultural de Ermesinde;
5ª Semana Participação no serviço educativo;
6ª Semana Participação no serviço educativo;
7ª Semana Pré-Planeamento da atividade da Ardósia;
Participação no serviço educativo;
8ª Semana Planeamento da atividade da Ardósia
Participação no serviço educativo;
9ª Semana Execução da atividade da Ardósia;
Participação no serviço educativo;
10ª Semana Avaliação da atividade da Ardósia;
Preparação da atividade de carnaval a ser desenvolvida
(contactar as escolas);
11ª Semana Preparação da atividade de carnaval a ser desenvolvida
(verificar o material disponível e se necessário realizar
um levantamento do material em falta);

12ª - 15ª Preparação e execução da atividade de carnaval –


Semana serviço educativo;

8
16ª Semana Planeamento de novas atividades a serem desenvolvidas
no Fórum Cultural de Ermesinde ao longo do ano;

17ª Semana Contacto com várias instituições de forma a saber a sua


disponibilidade a participar nas atividades do no Fórum
Cultural de Ermesinde;
18ª e 19ª Preparação das atividades a desenvolver no serviço
Semanas educativo do Fórum Cultural de Ermesinde

Tabela 1 - Tarefas a desempenhar ao longo do estágio

9
2. CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA

Neste capítulo é abordada a temática teórica em que o estágio curricular se


desenvolveu. A sua estrutura parte pela apresentação dos conceitos de
património e identidade e termina com o serviço educativo.
Os conceitos de património e identidade aparecem neste capítulo porque, as
duas atividades mais importantes sendo elas, “Gravar Memórias” e “A tua
Terra a tua História” e, que mais tempo me ocuparam ao longo da minha
estadia na instituição, encontram-se ligadas com o património e a identidade
do Concelho de Valongo. Deste modo, acho importante fazer uma pequena
referência a estes dois conceitos.
Segundo a Constituição da República Portuguesa, Artigo 73.º, todos têm
direito à educação e à cultura e, deste modo, o Estado promove a
democratização da cultura, incentivando e assegurando o acesso de todos os
cidadãos à fruição e criação cultural, em colaboração com os órgãos de
comunicação social, as associações e fundações de fins culturais, as
coletividades de cultura e recreio, as associações de defesa do património
cultural, as organizações de moradores e outros agentes culturais.
Deste modo, a temática mais aprofundada, neste capítulo, é o serviço
educativo, área escolhida para o desenvolvimento do estágio curricular. Assim
sendo, vou apresentar a importância de um bom serviço educativo numa
instituição cultural, que deve ter como objetivo promover, fomentar, difundir e
executar atividades culturais, com o fim de dar a conhecer ao público o
património cultural com que trabalha.

2.1. P ATRIMÓNIO E I DENTIDADE

Segundo a Lei nº 107/2001 de 08 de setembro, integram o património


cultural todos os bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de
cultura portadores de interesse cultural relevante, devam ser objeto de

10
especial proteção e valorização. Integram ainda o património cultural as
realidades que, tendo ou não suporte em coisas móveis ou imóveis,
representem testemunhos etnográficos ou antropológicos com valor de
civilização ou de cultura com significado para a identidade e memória
coletivas.
Ainda segundo a Lei 107/2001, os bens que integram o património cultural
devem ter interesse cultural relevante, nomeadamente, histórico,
arquitetónico, arqueológico, documental, linguístico, artístico, paleontológico,
etnográfico, social, industrial ou técnico, para além de que devem refletir
valores de antiguidade, memória, autenticidade, originalidade, singularidade,
raridade ou exemplaridade.
Integram também o património cultural bens imateriais com parcelas
estruturantes da identidade e da memória coletiva de um povo. Deste modo, o
património cultural é constituído pelo conjunto de bens materiais e imateriais
com interesse cultural relevante e se necessário, os respetivos contextos que,
pelo seu valor de testemunho, possuam uma ligação interpretativa com os
bens.
Assim sendo, o Património Cultural de uma nação, de uma região ou de
uma comunidade é composto de todas as expressões materiais e espirituais
que lhe constituem, incluindo o meio natural (Declaração de Caracas, 1992).
O património é um forte elo de ligação entre o passado, o presente e o
futuro. Deste modo, só faz sentido tratá-lo nesta tripla e dinâmica perspetiva
temporal. Ele surge como um bem herdado que necessita de ser transmitido às
gerações atuais e futuras, cuja propriedade deixou de ser apenas de uma
família ou grupo social, para passar a ser usufruto da sociedade em geral. O
património materializa um passado/herança coletiva que deve ser
salvaguardado e transmitido no presente e no futuro.
Deste modo, é criada uma grande responsabilidade para as gerações atuais
e futuras, visto que o património implica uma enorme solidariedade entre as
gerações para a preservação e salvaguarda dos bens patrimoniais.
O sentimento de perda dos valores multiformes herdados do passado levou
a uma proteção desses bens. Esta solidariedade perante os bens culturais ou
naturais vai muito além dos interesses nacionais, posicionando-se à escala de
uma comunidade global, que se encontra relacionada com questões de
propriedade (com a progressiva passagem da noção de património o mesmo

11
deixou de ser propriedade privada para ser propriedade coletiva/comum).
Deste modo, a importância dada a certos bens e valores patrimoniais, sendo
estes naturais ou culturais, ultrapassa o quadro dos territórios nacionais nos
quais estes tipos de bens se encontram, ou seja, a sua preservação e fruição diz
respeito a toda a humanidade, exemplo disso mesmo são as pirâmides do
Egipto ou a floresta Amazónica, entre muitos outros.
Segundo Carlos Alberto Ferreira de Almeida, o património é uma herança,
é a memória da comunidade e é o que lhe padroniza a qualidade de vida. A
ligação do Património à comunidade é uma radicalidade, mas ele só o é,
verdadeiramente, quando esta o assume e toma a consciência dele1.
Daí a importância da classificação dos bens patrimoniais. Para tal, é exigida
a formação de um património classificado a partir de uma região territorial
presente numa paróquia ou freguesia, subindo consequentemente de valor,
através de um critério hierarquizado de significado, qualidade e exigência,
para os patamares a nível do concelho e a nível regional, nacional e mundial.
Cada um dos patamares geográficos necessita de referências próprias e
identitárias. Segundo Carlos Alberto Ferreira de Almeida, esta classificação
parece ser a postura viável para a aproximação das culturas locais com os seus
símbolos patrimoniais.
A evolução da comunidade acontece ao longo do tempo e da própria
História. Ela deve acontecer através de processos contínuos, sem
perturbações, de modo a que a comunidade local não despreze a sua origem,
nem rejeite a sua identidade. Contudo, atualmente, vivemos numa época em
que os mass media entram abusivamente na privacidade de cada um e, deste
modo, impõem modelos comportamentais que se afastam das culturas
portuguesas, ou seja, está a contribuir para o corte dessa linha evolutiva
natural. A cultura popular é autêntica quanto à sua fragilidade, ou seja,
quando ocorrem modelos sem qualidade e estranhos quanto ao seu modo de
vida, divulgados, através dos meios de comunicação, continuada e
repetidamente, estes acabam por surtir efeitos (por exemplo: transformações

1 Esta citação foi obtida através de documentos que foram entregues durante o primeiro ano da
licenciatura de Gestão do Património, no âmbito da unidade curricular, Teoria e Prática do Património I.

12
ocorridas na língua portuguesa, especialmente na oralidade, aquando do
intenso consumo de telenovelas brasileiras ou o predomínio do inglês em
meios musicais e informáticos, para além disso houve, também,
transformações gastronómicas e nos hábitos alimentares com a introdução do
fast-food, pizzas…, entre outros).
Levar uma comunidade ao encontro com a sua origem, evidenciando a
importância dos símbolos que marcaram o seu quotidiano, é o caminho que se
deve seguir para dar resposta às coordenadas de hoje.
É através da cultural que o Homem transforma a natureza e humanizando-
a, esta por sua vez torna-se numa segunda natureza, porém com capacidades
para influenciar padrões comportamentais e culturais. O Homem intercede na
natureza, de forma mais eloquente, através das artes, ao mesmo tempo que
assume a sua capacidade criativa e criadora.
A arte será o grande barómetro da novidade que surge nas atuais
sociedades, de modo a que permaneça do passado tudo aquilo que era bom e
detentor de qualidade.
Deste modo, cabe aos artistas desempenhar um papel ativo na criação de
um novo legado patrimonial para as gerações vindouras. Para que a
construção desse legado seja possível, é necessário que os artistas adquiram
um conhecimento aprofundado sobre o meio cultural onde atuam. Este papel
desempenhado pelos artistas é partilhado por todos os intervenientes diretos
no correr de transmissão, conservação e salvaguarda das heranças e bens
patrimoniais.
Deste modo, devemos ter a consciência que as gerações futuras vão avaliar-
nos pela nossa capacidade demonstrada na transmissão e criação de novos
bens culturais portadores de valores identitários.
O património tem várias relações com a identidade, ele é um elemento
fundamental para a sua construção social e cultural e é a materialização da
identidade de uma sociedade.

13
A identidade não é algo que nos seja entregue na sua forma inteira e
definitiva; ela constrói-se e transforma-se ao longo da nossa existência
(Maalouf, 2002: 33)2.
Como já referi anteriormente, o património cultural consiste num conjunto
de bens, materiais ou imateriais, considerados relevantes e de interesse
comum para a perpetuação da memória, da identidade e da História de um
povo. O património faz recordar o passado de um povo, sendo este uma
manifestação, um testemunho deste mesmo passado. Assim sendo, tem a
função de perpetuar os acontecimentos mais importantes que foram vividos
antigamente, daí a sua relação com o conceito de memória social. A memória
social legitima a identidade de um grupo, recorrendo, para isso, do
património (Martins, 2011).3
O património revela o quotidiano e a identidade histórica de uma
sociedade, contribuindo para a preservação da sua identidade. É a herança
cultural do passado, vivida no presente, que será transmitida às gerações
futuras. É o conjunto de símbolos sacralizados, no sentido religioso e
ideológico, que um grupo, normalmente a elite, política, científica, económica
e religiosa, decide preservar como património coletivo. Portanto, há uma
legitimação social e política do que é (ou não) património4.
O facto de existir a ideia de manipulação ideológica, relativamente ao que é
ou não é classificado como património é importante salientar, pois a verdade é
que existe um grupo de pessoas que decidem o que é mais importante e o que é
necessário proteger e salvaguardar, ou seja, não é a comunidade como um todo
que decide isso. Neste sentido, o património é apenas uma parte daquilo que
constitui a História de um povo ou de uma comunidade, é, por isso, um

2 Vieira, R., & Magalhães, F. (2009). Património e Identidade. Leiria: Editora Profedições. P. 28.
3 Rodrigues, D. (s.d.). Património cultural, Memória social e Identidade: uma abordagem
antropológica. [Consultado no dia 22 de agosto] Disponível em:
http://www.ubimuseum.ubi.pt/n01/docs/ubimuseum-n01-pdf/CS3-rodrigues-donizete-patrimonio-
cultural-memoria-social-identidade-uma%20abordagem-antropologica.pdf
4 Idem, ibidem.

14
processo seletivo e fragmentado que conta apenas uma parte do conjunto das
ações humanas ocorridas num determinado tempo histórico.
A antropologia cultural estuda as sociedades, desde os primórdios à
atualidade e, em diversas regiões do mundo, de modo a compreender como é
que estas produzem e materializam o saber, ou seja, como é que as várias
sociedades formam o saber e como é que o transmitem às gerações. Por outras
palavras, estudam a forma como estas sociedades formam e transmitem a sua
História, memória e identidade social.
Para Maurice Halbwachs, a memória enquanto fenómeno social, é
construída e reproduzida ao longo do tempo de forma coletiva. Tal como o
património cultural, a memória social é dinâmica, vai sofrendo alterações ao
longo dos tempos e é seletiva, visto que nem tudo aquilo que é ou foi
importante para uma sociedade fica registado de alguma forma para ser
transmitido às gerações futuras.
Segundo Halbwachs, a identidade é o reflexo de todo o investimento feito
por um povo, ao longo do tempo, na construção da memória. Logo, a memória
coletiva encontra-se na base da construção da própria identidade. Para além
de que reforça o sentimento de posse identitária que, por sua vez, garante a
coesão e continuidade histórica de uma comunidade.
A memória pode ser entendida como processos sociais e históricos, de
expressões, de narrativas de acontecimentos marcantes, de coisas vividas,
que legitimam, reforçam e reproduzem a identidade do grupo (Cruz 1993).5
O património material, como é o caso dos objetos produzidos pelo
artesanato, pela indústria, pela agricultura ou até mesmo pelas artes, fazem
parte dos media privilegiados, através, dos quais é contruída a identificação de
um povo a um espaço e a um tempo e, através do qual se constrói a identidade.
Da mesma forma, o património imaterial, sejam as canções, danças,
provérbios, mitos, romarias ou feiras, são símbolos da continuidade e no
reforço da identidade social.
Deste modo, é que a memória de um povo, de uma aldeia, de uma freguesia,
de um concelho, de um distrito, de uma região, de um país é construída. São as

5 Idem, ibidem.

15
lembranças do passado e o reavivar da memória, usando sempre a
(re)invenção da tradição, que fortalecem a ordem social presente.
Efetivamente, “é uma regra implícita pressupor uma memória partilhada
entre os participantes em qualquer ordem social. Se as memórias que têm
passado da sociedade divergem, os seus membros não podem partilhar
experiências ou opiniões” (Connerton, 1993: 3)6.

2.2. S ERVIÇO EDUCATIVO

João Couto (1892-1968), teve uma importante ação no seio do Museu


Nacional de Arte Antiga, primeiro como conversador e depois como diretor do
museu, pois por volta dos anos 30, criou e desenvolveu o “Serviço de Extensão
Educativa”. Esta medida foi pioneira, em Portugal e, teve repercussões em
vários museus do país. Este serviço promoveu e incentivou a colaboração
destes museus com as escolas.
Este serviço educativo, mais do que a população em geral, procurava atingir
como público-alvo, o meio escolar e dentro deste, os mais novos, crianças e
adolescentes.
Em meados do século XX e, de forma mais notória, a partir da década de
60-70, começaram a surgir novas tendências, dentro das quais, uma maior
preocupação do museu enquanto espaço de comunicação e instituição
educativa.
À medida que os museus deixaram de estar tão voltados para si mesmos e
passaram a estar mais voltados para o público – outra tendência que surge -,
começaram, também, a dedicar-se mais à importância do seu papel educativo.

6 Vieira, R., & Magalhães, F. (2009). Património e Identidade. Leiria: Editora Profedições. P. 7.

16
A reabilitação dos museus, como espaços ou recursos educativos, também
designados como “meios didáticos”, teve por base diversos motivos. Em
seguida, são apresentadas, resumidamente, as principais razões:
− De ordem científica. Estas relacionam-se com o progresso de
ciências como a psicologia (do desenvolvimento, do ensino e da
aprendizagem), a história (ao debruçar-se sobre novos objetos de
estudo e ao lançar mão de diversos tipos de fontes, inclusive
materiais e iconográficas) e a etnologia (ao chamar a atenção
para a importância dos objetos produzidos e utilizados pelo
homem).
− De ordem pedagógica. Com a difusão da ideia de educação
permanente e para todos e não apenas para um determinado
grupo etário, enquanto frequenta a escola.
− De ordem didática. Ao reconhecerem-se as vantagens de análise
dos objetos e da respetiva tridimensionalidade, no processo de
ensino-aprendizagem, bem como da diversificação de métodos,
processos e estratégias educativas, consoante as circunstâncias e
os indivíduos em presença.
− De ordem tecnológica e civilizacional. Entre muitas outras
designações, tem-se apelidado a civilização atual como “civilização
de imagem”. O extraordinário desenvolvimento das novas
tecnologias, nos últimos anos, tem colocado à disposição das
instituições museológicas poderosos meios de comunicação e,
inclusive, de valorização dos respetivos acervos patrimoniais. Com
o auxílio daquelas, tem sido possível transformar muitos museus,
de “armazéns” de coleções (…), em centros que são,
simultaneamente, de educação e de lazer, de experimentação e de
estudo, de sociabilidade e até de espetáculos7.

7 Mendes, J. A. (2009). Estudos do Património - Museus e Educação. Coimbra: Imprensa da


Universidade. P. 39/40.

17
As transformações que foram sucedendo, dentro dos museus, levou a que as
suas funções fossem repensadas, tendo em conta este novo contexto social,
científico e pedagógico. Deste modo, foram criados – ou, no caso de existirem,
reestruturados e ampliados – serviços e departamentos educativos em vários
museus.
Com o progressivo desenvolvimento do serviço educativo ao longo dos
anos, os museus passaram a querer atingir como público-alvo toda a
população e não, apenas, o público escolar como aconteceu inicialmente.
Só depois da primeira guerra, sob influência do modelo americano, o
papel educativo e social dos museus foi ganhando verdadeiro sentido. Em
quase todos os países da Europa se iniciaram movimentos tendentes a atrair
às salas de exposição as camadas populares e escolas para lhes formar o
gosto e lhes proporcionar edução artística8.
Relativamente a Portugal, destaca-se, novamente, a referência da inovação
do Museu Nacional de Arte Antiga, na década de 1930, iniciada por João
Couto, que mais tarde teve continuidade com Madalena Cabral.
Posteriormente, em 1970, o serviço educativo do Museu Nacional de Arte
Antiga exercia já três tipos de atividades, nomeadamente, a formação de
monitores, a colaboração com escolas e a colaboração com os professores.
Com a transformação do serviço educativo dos museus e, por conseguinte,
da sua transformação em instituições educativas, também os respetivos
serviços sofreram uma remodelação e foram ampliados, ao mesmo tempo que
foi repensada a formação de profissionais para o exercício dessas funções.
Grande parte da formação tradicional – ministrada aos conservadores –
orientava-se fundamentalmente para os acervos patrimoniais (coleções ou
objetos) dos museus. Todavia, sem descurar estes importantes espólios – que
constituem legado cultural da maior relevância, a transmitir, se possível de
forma revalorizada, aos vindouros –, há que pensar mais no verdadeiro e
único destinatário do museu, que é o Homem, cuja educação deve constituir a
prioridade das prioridades9.

8 Idem, ibidem. P. 41.


9 Idem, ibidem. P. 45.

18
Com a introdução do serviço educativo nos museus acabou por surgir
legislação para este tipo de serviço. O Museu Nacional do Traje, foi o primeiro
museu a legislar sobre o serviço educativo através, do Decreto Lei nº 863/76
de 23 de dezembro, onde definiu as suas competências neste âmbito, dentro
das quais:
a) A organização de visitas a exposições permanentes ou temporárias do
Museu;
b) A divulgação das coleções do Museu por meios gráficos, audiovisuais,
exposições itinerantes e quaisquer outros;
c) A realização de cursos, seminários, conferências e colóquios sobre a
história e estética do trajo e técnica dos tecidos10.
Desta forma, outros museus portugueses começaram a utilizar os serviços
educativos com o objetivo de promover e difundir as suas coleções.
Como já referi anteriormente, o serviço educativo surgiu no âmbito da
educação dos museus. Contudo, com o aparecimento de grandes instituições
culturais, como é o caso da Fundação de Serralves, este conceito foi alargado,
ou seja, as instituições culturais começaram também a ter uma componente
educativa de modo a promoverem o seu espaço e as suas exposições através de
atividades de serviço educativo.
No início do século XXI, a noção de serviço educativo correspondia a uma
estrutura organizada, dotada de recursos mínimos, designadamente pessoal,
inscrita organicamente no museu em que se insere, mesmo que de maneira
informal, que desenvolve ações dirigidas ao público, com objetivos
educativos. Ao Serviço Educativo compete o cumprimento da função
museológica de educação, uma das indispensáveis funções inerentes ao
conceito de museu, que se articula com as restantes funções museológicas
(Clara Frayão Camacho)11.

10 Presidência do Concelho de Ministros (1976). Decreto-Lei n.º 863/76. [Consultado no dia: 24 de


julho] Disponível em: https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-
/search/407678/details/normal?q=decreto+de+lei+863%2F+76
11 Barbosa, R. (2011). Dissertação - Os serviços educativos nos museus e centros de arte
contemporânea em Portugal. p 74.

19
Com o decorrer dos anos, o serviço educativo acabou por se tornar num dos
fundamentos da missão dos museus e instituições culturais e, os públicos,
passam a ser a razão da sua existência. Apesar de serem reconhecidas outras
funções, também elas bastante importantes, tanto aos museus como às
instituições de cariz cultural.
Um museu deixou de ser um armazém de objetos antigos para se tornar um
espaço de fruição das manifestações culturais do passado e do presente, e é
nesse encontro que sobretudo os jovens vão compreendendo o que é a arte e o
que é a história12.
É importante referir que a função educativa dos museus, enquanto espaços
que promovem uma educação informal, passa a fazer parte da definição de
museu utilizada pelo ICOM (International Council of Museums), que diz que
um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da
sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao público, e que adquire,
conserva, estuda, comunica e expõe testemunhos materiais do homem e do
seu meio ambiente, tendo em vista o estudo, a educação e a fruição.
Deste modo, um museu passa a ter sentido se tiver um papel social a
desempenhar, que é feito por intermédio do seu conteúdo: objetos e coleções13.
Visto que as crianças e os jovens são particularmente sensíveis ao novo e a
experiências novas e criativas, a visita ao museu para que seja uma
verdadeira aula extramuros, tem que ter os requisitos didáticos necessários,
que comunicar com os alunos, que os motivar, pois só assim participará na
sua formação cumprindo assim a sua missão social e educativa14.
Esta função educativa é aliás consignada pela primeira vez em 2004 num
diploma desta natureza, dando especial enfoque à diversidade cultural, à
educação permanente, à participação da comunidade, ao crescimento e à
diversificação dos públicos. A educação em museus torna-se assim, no final

12 Museologia, A. P. (1987). A escola vai ao museu - Atas do colóquio APOM/87. Lisboa: Ramos, Afonso
e Moita, Lda. P. 86.
13 Vieira, R., & Magalhães, F. (2009). Património e Identidade. Leiria: Editora Profedições. P. 71.
14 Idem, ibidem. P. 50.

20
do século XX e início do século XXI, uma função emergente e em
consolidação15.
Um dos principais objetivos da educação passa por capacitar o Homem de
forma a que este entenda a História dos seus antepassados. A partir daqui cada
um pode decidir a sua inclusão na cultura e a sua participação no
desenvolvimento da sociedade, visto que a mesma se devolve através da sua
participação na própria cultura.
A educação ocupa cada vez mais espaço na vida das pessoas à medida que
aumenta o papel que desempenha na dinâmica das sociedades modernas16.
Uma instituição cultural que tem como objetivo divulgar e promover o
património, deve apresentar um bom e continuado serviço educativo junto do
público, de modo a conseguir alcançar os seus objetivos.
As instituições culturais são importantes para fomentar a identidade de um
povo, simbolizando a vivacidade e multiplicidade cultural, espelhando o
desenvolvimento e a alteração das sociedades ao longo dos tempos.
Como sinal deste desenvolvimento, ao longo das últimas décadas, esta
geração da informação veio a transformar-se numa sociedade do
conhecimento e aprendizagem. Desta forma, deixou de haver apenas
preocupação com a aprendizagem e passou a existir um cuidado especial com a
criação e desenvolvimento de meios para uma aprendizagem e conhecimento,
visto que estes dois meios são fundamentais para o progresso.
Reforça-se o valor educativo destas instituições culturais que podem,
assim, repensar e investir em novos pontos de partida, recorrendo a
estratégias inovadoras e criativas que visam estabelecer relações mais
efetivas com os seus públicos. Proporcionar a descoberta de múltiplos
trajetos que não se esgotam (Barros, 2011)17.

15 Barbosa, R. (2011). Dissertação - Os serviços educativos nos museus e centros de arte


contemporânea em Portugal. p 74.
16 Delores, J. (1999). Educação um tesouro a descobrir - Relatório para a UNESCO da Comissão
Internacional sobre a educação para o século XXI. Porto: ASA Editores. P. 89
17 Silva, R. H. (2015). O museu histórico de Campina e a educação patrimonial improvisada. P. 15
(Disponível em: http://dspace.bc.uepb.edu.br/jspui/bitstream/123456789/7940/1/PDF%20-
%20Regina%20Helena%20Gon%C3%A7alves%20da%20Silva.pdf )

21
Em concordância com o que foi citado anteriormente, os equipamentos
culturais e instituições culturais e educativas devem criar serviços educativos
apelativos, criativos e inovadores, de modo a estabelecer uma relação mais
próxima com os públicos. Estas servem de espaços promotores de um
património, de forma a dar a conhecê-lo ao público, para que este possa
usufruir do mesmo.
As instituições culturais, entre elas os próprios municípios, são importantes
para a construção de representações culturais. Os municípios, enquanto
instituições culturais devem gerar mecanismos capazes de promover a
diversidade, a criatividade, o dinamismo e a transformação contínua, por
forma a estimular o crescimento e a evolução das próprias sociedades.
Estas, devem preocupar-se em criar condições de envolvimento entre a
aprendizagem e o lazer, que se enquadre com os públicos, para que
transmitiam a sua mensagem com qualidade.
Como já referi anteriormente, foi em pleno século XXI, que o serviço
educativo foi alargado a quase todas as instituições culturais que, têm como
objetivo envolver o público com o património de uma determinada região,
conseguido através de uma boa programação de serviço educativo.
De acordo com Sara Barriga, existe uma política de programação que as
instituições culturais devem cumprir. Esta programação passa por algumas
medidas, dentro das quais: a reflexão sobre a missão da própria instituição
para, posteriormente, a mesma se basear nesta missão de modo a manter uma
boa imagem perante os públicos; a definição da área de ação educativa,
definindo os objetivos para o serviço educativo; manter a oferta do serviço
educativo atualizada e vocacionada para os vários tipos de público; planear
programações na própria instituição cultural; atualizar a instituição nas
tecnologias da informação e da comunicação; aproximar os técnicos das
instituições culturais com as atividades desenvolvidas junto dos públicos, para
que estejam prontos a falar sobre a atividade.
Para além de boas práticas no âmbito do serviço educativo, é necessário
fazer uma boa divulgação do mesmo. Deste modo, a comunicação deverá ser
feita numa extensão, podendo esta ser a nível, nacional, regional ou local, para
que os públicos fiquem informados dos serviços educativos existentes na
instituição cultural.

22
Ainda dentro do serviço educativo, é importante existir uma avaliação, do
serviço que é prestado e de quem o presta, ou seja, deve ser criado um modelo
de avaliação por parte das instituições culturais. É através desta avaliação que
é possível chegar aos objetivos traçados pela própria instituição.
Tal como acontece com vários serviços prestados, o serviço educativo
também está sujeito à concorrência relativamente à oferta do entretenimento e
do lazer e deste modo, a visão tem de ser suficientemente abrangente para
responder às expectativas dos públicos e, simultaneamente, primar pela
capacidade de sustentar uma missão pedagógica que acompanhe os novos
desafios da sociedade18.
É importante referir que o progressivo desenvolvimento do serviço
educativo teve por base várias tendências, sendo que as principais foram:
− Aumento de equipamentos com ações educativas, reflexo de
políticas públicas “empenhadas” na democratização da procura.
− Tendência para a possibilidade de serem serviços prestados sob a
forma de outsourcing.
− Campo de atividade emergente potenciador de novas dinâmicas
profissionais e empresariais, através da criação de mercados
específicos.
− Diversidade na forma como estão definidas organicamente as
atividades pedagógicas/ formativas nos equipamentos culturais.
− Tendência para a diversificação de atividades propostas e para a
multiplicação de públicos-alvo.
− Padronização das atividades realizadas (visitas guiadas,
exposições, ateliês), assumindo um figurino semelhante
independentemente do domínio artístico prevalecente.
− Nota para o predomínio claro e inequívoco de atividades
vocacionadas para o universo escolar (alunos e professores) e
correspondente volume de procura19.

18 Barriga, S., & Silva, S. G. (2007). Serviços educativos na cultura. Porto: Setepés. P. 55.
19 Gomes, R. T., & Lourenço, V. (2009). Democratização cultural e formação de públicos: inquérito
aos “serviços educativos” em Portugal. Lisboa: Observatório das Atividades Culturais. P. 179/180.

23
Para que haja um bom serviço educativo também é necessário: integrar
profissionais com aptidões específicas no âmbito do serviço educativo dentro
das instituições culturais ou, integrar equipas responsáveis pela dinamização
de atividades pedagógicas; adotar políticas educativas para o desenvolvimento
de atividades nos equipamentos culturais; potenciar a dinamização de
atividades vocacionadas para os serviços educativos; fomentar parcerias entre
equipamentos, escolas e associações locais e melhorar e estreitar a relação das
instituições culturais com as escolas.
Um serviço educativo pode ser dividido pelas várias fases etárias, ou seja,
pode ser destinado a crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Cada tipo
de público pode experienciar vários tipos de atividades educativas,
nomeadamente, visitas guiadas, visitas orientadas a grupos especiais,
conferências e palestras, visitas a exposições temporárias, trabalhos práticos,
trabalhos de expressão plástica, oficinas, entre outras. Estas atividades podem
ser programadas em função de grupos já estabelecidos (escolares ou outros),
mas também, podem ser iniciativas de caráter individual.
Concluindo, para que uma programação de serviço educativo tenha sucesso
e seja bem concebida, é necessário que a instituição cultural que a promove
conheça os conteúdos programáticos e os objetivos gerais dos diversos níveis
de ensino, daqueles que pretende que sejam os seus visitantes, devendo
também conhecer as potencialidades educativas20 daquilo que quer
promover.

20 Museologia, A. P. (1987). A escola vai ao museu - Atas do colóquio APOM/87. Lisboa: Ramos,
Afonso e Moita, Lda. P. 50.

24
3. DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO

No presente capítulo é abordado o desenvolvimento do estágio curricular. A


sua estrutura parte pela apresentação do Fórum Cultural de Ermesinde, onde
falarei um pouco sobre a sua localização, os seus antecedentes e sobre a
instituição em si. Passa pela minha inserção na instituição e pelas
metodologias que utilizei ao longo estágio e termina na descrição
pormenorizada das atividades.

3.1. A PRESENTAÇÃO DO FÓRUM CULTURAL DE ERMESINDE E


INSERÇÃO DA ESTAGIÁRIA NA INSTITUIÇÃO

3.1.1. Fórum Cultural de Ermesinde

Localização

O Fórum Cultural de Ermesinde situa-se numa cidade que passou de


apenas um simples dormitório, nos arredores da cidade do Porto, a uma
cidade cosmopolita com capacidade de oferecer à sua população uma boa
qualidade de vida comparável à das grandes cidades.
Esse momento de mudança deu-se c0m a construção dos caminhos de
ferro, fator que contribuiu de forma fulcral para o seu desenvolvimento e
progresso, visto que acabou por se tornar no ponto de bifurcação de duas vias
férreas importantes, a do Minho e a do Douro, inauguradas em 1875.
Em 1938 Ermesinde foi elevada à categoria de vila. Posteriormente, em
1990 a Assembleia da República, em consenso, autorizou a passagem de
Ermesinde a cidade.

25
Num curto período de tempo, Ermesinde que se caracterizava por ser uma
povoação rural, passou a ser um dos pontos de comércio e indústria mais
importantes da região e a instalação das várias unidades fabris passaram a
fazer parte da sua identidade.
Como consequência da sua localização estratégica na Área Metropolitana
do Porto e o progressivo desenvolvimento das condições de acessibilidade,
nomeadamente, rodoviária e ferroviária, permitiram um crescimento
populacional notório na cidade.
A Câmara Municipal de Valongo consciente deste contínuo
desenvolvimento e crescimento da cidade procedeu à requalificação urbana de
Ermesinde, dotando-a de infraestruturas necessárias para uma melhoria das
condições e qualidade de vida da população. Para que tal acontecesse foram
tomadas várias medidas, tais como a construção de espaços públicos de
convívio e de lazer. Todas as medidas que foram tomadas visaram melhorar
esta cidade, tendo como grande preocupação a preservação da identidade
desta terra e de todos os que aí habitavam.
Neste contexto, a Autarquia adquiriu os terrenos da antiga Fábrica da
Telha, uma unidade industrial de Ermesinde, bastante importante, do início
do século XX. Estes terrenos situam-se numa zona privilegiada da cidade e
possuem uma área com cerca de 20 mil m2. Num primeiro momento, foi
construído neste espaço o Parque Urbano e, posteriormente, num segundo
momento foi edificado o Fórum Cultural de Ermesinde. Ambos os
equipamentos de promoção e divulgação cultural são modernos e arrojados.
Conhecedora da importância de verdadeiros testemunhos da História deste
concelho e principalmente desta cidade, a Câmara Municipal de Valongo
estabeleceu que o projeto arquitetónico traçado para o Fórum Cultural de
Ermesinde tivesse como base a conservação e restauro das ruínas que
restavam da antiga Fábrica da Telha.
O Fórum Cultural de Ermesinde é, por isso, um espaço onde o novo
atravessa o antigo, onde a memória de um passado se funde de forma

26
harmoniosa com uma visão contemporânea do novo edifício, tanto em
termos arquitetónicos, como funcionais. Em suma, um espaço com história21.
Ermesinde desenvolveu-se bastante e atualmente é uma cidade dinâmica.
Mas não esquece o seu passado, um passado que, reavivado, contribui para a
reabilitação das raízes desta terra, para a consolidação da sua identidade e
para a construção de uma história da qual fazem parte os seus habitantes22.

A Fábrica da Telha

A Fábrica da Telha, localizada em Ermesinde, foi inaugurada em 1910, no


lugar da Estação, onde atualmente se encontra presente o Parque Urbano.
Foi construída com todos os mecanismos necessários para a produção de
produtos em barro vermelho, nomeadamente, com um forno em forma de
túnel, em circuito quase oval, onde estes eram cozidos.
Em 1920 passou a designar-se Empresa Industrial de Ermesinde, Lda. e
tinha como finalidade dar a conhecer ainda mais a fábrica, afirmando a
qualidade dos produtos que aí eram confecionados.
Posteriormente, em 1938 a fábrica conheceu a designação de Empresa
Cerâmica de Ermesinde. Contudo em 1939, com o início da Segunda Guerra
Mundial, Portugal apesar de se apresentar como país neutro, sentiu algumas
dificuldades consequentes da guerra. A Empresa Cerâmica Ermesinde entrou
em crise, não só pelas consequências da guerra, mas também pela perda de
qualidade da matéria prima que provinha do Lugar das Rapadas.
Surge então, a Companhia das Fábricas de Cerâmica Lusitânia, S.A. (CFCL),
antiga Fábrica de Bessière, com sede em Lisboa, que adquiriu várias fábricas
ligadas a este ramo que se encontravam em graves dificuldades,
nomeadamente a de Ermesinde.
A CFCL distinguia-se pelo fabrico de quase toda a gama de produtos
cerâmicos, como: barro de grés, louça sanitária, azulejos, produtos refratários,

21 Melo. F. (2011). Crescer com qualidade. [Consultado no dia: 28 de junho] Disponível em:
https://www.facebook.com/pg/F%C3%B3rum-Cultural-de-Ermesinde-149310508457817/notes/
22 Idem, ibidem.

27
ladrilhos, mosaicos, peças de porcelana para isolamento de eletricidade de alta
tensão, entre outros, incluindo produtos de barro vermelho.
A partir da década de 40 os produtos de grés conhecem uma grande
prosperidade e por volta de 1950, a produção dos produtos em barro
vermelho, dada a já referida fraca qualidade de matéria prima, começa a sentir
um decréscimo na sua produção. No início da década de 70 este fabrico
tradicional em barro vermelho acabaria por terminar definitivamente.
Todas as fábricas da CFCL eram de construção bastante antiga, onde
imperava a madeira e a sua maquinaria tornava-se obsoleta, comparada à
modernização das novas indústrias. A juntar a isto, o quadro dos funcionários
ia-se reformando, visto que já se encontravam em idades avançadas. No final
da década de 70 as fábricas que pertenciam à CFCL começavam a fechar,
sendo a Fábrica de Ermesinde a última a parar. O seu último núcleo de
trabalhadores, com cerca de 20 funcionários, já não permitia a sua normal
produção.
Com o encerramento da Fábrica da Telha, os terrenos ficaram abandonados
durante muito tempo, sofrendo degradação natural. Porém, em 1995 a Câmara
Municipal de Valongo comprou estes terrenos e em 1998 foi inaugurado o
Parque Urbano e, posteriormente, em 2001 o Fórum Cultural de Ermesinde.

Fórum Cultural de Ermesinde

Em 1995, os terrenos onde se encontrava a antiga e decadente Fábrica da


Telha foram adquiridos pela Câmara Municipal de Valongo. Após seis anos da
aquisição, a 18 de maio de 2001, foi inaugurado o Fórum Cultural de
Ermesinde, um magnifico equipamento “onde o novo atravessa o antigo, no
ciclo perfeito do saber” e cujo projeto cultural assentava no conceito de
contemporaneidade23.
O Fórum Cultural de Ermesinde é um espaço polivalente que tem como
objetivo promover, fomentar e difundir atividades culturais e formativas

23 Idem, ibidem.

28
ligadas às artes e à própria cultura. Sendo assim o centro de vida cultural desta
cidade.
Com três níveis principais de pavimento e servido de amplas áreas de
estar e circulação (foyers do 1º e 2º pisos), este moderno edifício é composto
por diferentes espaços propícios à promoção dos mais variados eventos e à
disponibilização de inúmeros serviços24, dentro dos quais:
A Galeria Museológica situa-se no rés-do-chão, onde em tempo funcionava
o forno da antiga Fábrica da Telha. É o espaço mais bem conservado do
edifício original e o mais ilustre do atual. Exposições temporárias de nomes
ilustres das Artes Plásticas são acolhidas neste local.
A Galeria de Exposições localiza-se ao fundo do 1º piso. É uma sala
polivalente que acolhe vários tipos de exposições e abre portas a jovens
talentos que se encontram no início da sua carreira artística, de modo, a que
estes intervenham neste espaço recriando nele diversas formas de expressão
da Arte Contemporânea.
Procurando, principalmente, aproximar as crianças e os jovens dos Museus
e dos espaços culturais é necessário sensibilizá-los para as expressões
plásticas. Desta forma, as exposições realizadas no Fórum Cultural de
Ermesinde, em ambas as galerias, são dinamizadas, tanto em tempo de aulas,
com em tempo de férias, com visitas orientadas, serviços educativos.
No 1º piso situa-se, também, a Casa de Espetáculos. Este espaço foi
concebido para vários tipos de utilização. É o espaço mais requisitado do
Fórum Cultural, onde semanalmente decorrem eventos das mais diversas
áreas das artes do espetáculo. Este auditório tem capacidade de 302 lugares
sentados e é apoiado por um gabinete técnico e dois de tradução e por
camarins.
A Gratting ao longo do foyer do 1º piso encontra-se voltada para a Praça da
Cultura e prolonga-se uma ampla área ao ar livre. É uma zona agradável de
estar e de circulação.
No 2º piso situa-se o Espaço Internet, um espaço que é dirigido às várias
faixas etárias, colocando à sua disposição o acesso livre e gratuito às novas

24 Idem, ibidem.

29
tecnologias. Aqui são promovidas Ações de Formação e Tecnologias de
Informação dirigidas, igualmente, às diferentes faixas etárias. Para além disto,
é nesta sala onde decorrem grande parte dos serviços educativos realizados no
Fórum Cultural de Ermesinde.
Também, no 2º piso, encontra-se a Cafetaria, um pequeno espaço de lazer
que é utilizado, principalmente, nos dias em que se registam atividades no
Fórum Cultural de Ermesinde.
O nível zero ou o chamado deambulatório ou Galeria exterior do Fórum
Cultural de Ermesinde não tem ligação ao interior do edifício. É aqui que se
encontram quatro pequenas salas, onde funcionam os vários espaços da
Agência para a Vida Local, colocadas, de forma gratuita, ao dispor dos
habitantes do Município de Valongo.
Para além destes espaços é importante referir que o Fórum Cultural de
Ermesinde possui uma grande oferta relativamente a atividades e eventos de
caris artístico e cultural.
Todos os primeiros domingos de cada mês, o Fórum Cultural organiza uma
feira designada por Feira de Antiguidades e Numismática realizada no
deambulatório ou Galeria exterior. Esta feira reúne colecionadores e
antiquários de vários pontos do país. Aqui também podem ser adquiridos
objetos de coleção e antiguidades.

3.1.2. Inserção da estagiária na instituição

Ao longo dos três anos da Licenciatura de Gestão do Património são


adquiridos conhecimentos, sobretudo, teóricos acerca das distintas áreas e
vertentes do património e da gestão cultural, com vista a formar profissionais
capazes de promover e dinamizar os bens patrimoniais.
Deste modo, um dos principais objetivos do estágio curricular desta
licenciatura assenta na inserção dos alunos no mundo do trabalho, para que
estes possam ter uma perspetiva do que irão encontrar na vida prática,
podendo observar nas instituições acolhedoras as dificuldades que surgem e os
melhores meios para conseguir ultrapassá-las.

30
É também neste momento de avaliação que surge a oportunidade de colocar
em prática os conhecimentos obtidos ao longo da licenciatura.
Na minha opinião, o estágio curricular foi conseguido com bastante
sucesso, desde do início. Logo na primeira reunião com a orientadora da
instituição e com o meu orientador do estabelecimento de ensino, fiquei a
conhecer os espaços do Fórum Cultural de Ermesinde e ainda participei numa
atividade do serviço educativo, relacionada com a época natalícia.
O estágio que desenvolvi na instituição foi sempre relacionado com a área
temática escolhida, o serviço educativo. Deste modo, participei ativamente nas
atividades de serviço educativo da instituição e planei algumas das atividades
para este mesmo serviço, sendo que, a mais importante foi “Gravar
Memórias”.
O facto de ter participado ativamente no dia-a-dia do Fórum Cultural de
Ermesinde, permitiu-me verificar as várias tarefas que um gestor do
património pode desenvolver numa instituição cultural e qual a melhor forma
para as desempenhar.
Durante o meu estágio contei sempre com o apoio da minha orientadora da
instituição. Contudo, em diversos momentos quem me prestou apoio e me
respondeu a dúvidas que fui colocando, foi a Laura Vieira, funcionária do
Fórum.
Assim sendo, o estágio curricular é essencial no percurso da formação
académica, pois é neste momento que o aluno se prepara para a inserção no
mercado de trabalho e é neste momento que toma consciência do que
realmente pode vir a ser a sua profissão num futuro próximo e aquilo que lhe é
exigido para que a possa desempenhar da melhor forma possível.

31
3.2. M ETODOLOGIAS

O primeiro ponto a ser definido logo no início do estágio é a definição das


metodologias de trabalho, que consistem num conjunto de métodos a colocar
em prática ao longo do período de estágio, para que este possa decorrer da
melhor forma possível.
No primeiro dia de estágio foi-me pedido a realização de uma lista de
possíveis atividades que pudessem vir a ser realizadas no âmbito do serviço
educativo do Fórum Cultural de Ermesinde. Desta lista de atividades, três
foram executadas, sendo que duas delas foram mais importantes, pois estavam
ligadas com a minha licenciatura, nomeadamente com o património e
identidade.
Desta forma, as metodologias utilizadas assentaram, essencialmente, na
elaboração de um diário de bordo, na recolha de informação sobre o tema das
atividades em questão e na elaboração de uma ficha que muito resumidamente
explicava no que iria consistir a atividade.
As duzentas e dez horas que passei no Fórum Cultural de Ermesinde foram
suficientes para perceber a dinâmica de trabalho que era utilizada na
instituição e por que tipos de dificuldades ela passa.
O diário de bordo foi essencial para a organização das tarefas que fui
desenvolvendo ao longo do estágio, e também para a elaboração do próprio
relatório de estágio, visto que sem esta ajuda era impossível lembrar-me tão
detalhadamente daquilo que fui fazendo ao longo das duzentas e dez horas.
A pesquisa realizada sobre os assuntos das atividades também foi
extremamente importante para eu compreender o que iria ser tratado e de que
forma é que podia adaptar a atividade a essa informação recolhida.
Para além destas metodologias, uma que foi igualmente importante, foi a
observação direta e a participação ativa nas atividades do serviço educativo
realizado no Fórum, pois foi essencial para perceber de que modo é que
podemos lidar com as pessoas e de que forma é que as podemos manter
atentas e interessadas no serviço educativo que lhes propomos a participar.

32
3.3. D ESCRIÇÃO PORMENORIZADA DAS ATIVIDADES

Antes de dar início ao estágio, tive uma reunião introdutória com o meu
orientador da Escola Superior da Educação do Porto, Professor Augusto
Lemos, e com a minha orientadora do Fórum Cultural de Ermesinde, Dr.ª
Luísa Aguiar. Esta pequena reunião serviu para definir o meu horário e as
tarefas que eu ia desempenhar ao longo da minha estadia. Também nesta
reunião, foi-me pedido, por parte da orientadora da instituição, que elaborasse
um pequeno documento com uma lista de atividades a realizar no âmbito do
serviço educativo do Fórum Cultural de Ermesinde.
Na semana seguinte, o espaço da instituição foi-me apresentado e,
posteriormente, elaborei a lista com algumas sugestões de atividades (Veja-se
no Apêndice A). A lista foi apresentada à minha orientadora da instituição e,
em conjunto, decidimos que apenas três daquelas atividades seriam realizadas,
dentro das quais: “Decorações de Natal”, “Gravar a Ardósia” e “A tua Terra a
Tua História”. Contudo, devo frisar que as duas últimas atividades foram as
que tiveram mais peso no desenvolvimento do meu estágio curricular e, por
isso mesmo, foram as atividades mais importantes que desenvolvi ao longo da
minha estadia na instituição.
Ao longo das 210 horas de estágio, para além de planear e executar estas
atividades, tive a oportunidade de participar em todas as atividades de serviço
educativo que decorreram ao longo da minha estadia na instituição,
nomeadamente, a “Atividade de Natal”, a “Atividade de Carnaval” e o “Dia do
Pensamento”. Para além disso, tive ainda a oportunidade de planear e executar
uma outra atividade, designadamente, o “Dia da Criatividade”. Para além
disso, ajudei a elaborar uma lista de atividades (Veja-se em Apêndice B) a
serem desenvolvidas ao longo do ano de 2018, que foi enviada para a Câmara
Municipal de Valongo, de modo a obterem a autorização para as realizarem.
Neste ponto irei descrever pormenorizadamente as atividades, que
desenvolvi e as que participei, desde da sua preparação até à sua execução,
nomeadamente a “Atividade de Natal” (nesta atividade eu não acompanhei
todo o processo, pois quando iniciei o meu estágio a mesma já se encontrava
em execução), “Decorações de Natal”, a “Atividade de Carnaval”, o “Dia da

33
Criatividade”, o “Dia do Pensamento”, “A tua Terra a tua História” e “Gravar
Memórias”.
Contudo, antes de passar à descrição das atividades, vou desde já
apresentar pequenas tarefas que fui desenvolvendo ao longo da minha estadia
na instituição. Assim sendo, refiro que nos dias 16 e 23 de dezembro fiquei
responsável pelo Fórum Cultural de Ermesinde, e assim, foi minha obrigação
ligar as luzes e abrir as salas de exposição, pois ambas tinham exposições
temporárias a decorrer e, por último, abrir o espaço ao público e ficar na
receção a tomar conta do espaço, prestando auxílio e dando informações a
quem necessitasse. Na hora do fecho fiquei encarregue de me certificar de que
todas as luzes ficavam apagadas e que o espaço ficava bem fechado.
Na época natalícia, a Câmara Municipal de Valongo desafiou todas as
instituições culturais do concelho a elaborar um presépio de Natal com
materiais reutilizáveis. Deste modo, também ajudei na elaboração do presépio
do Fórum Cultural de Ermesinde. Aquando do envio do prepósito foram
enviadas lembranças de Natal para os funcionários da Câmara de Valongo,
também estas elaboradas pelos funcionários do Fórum.
Para além de tudo isto, ajudei também a dobrar flyers para as várias
exposições temporárias que estiveram no Fórum Cultural de Ermesinde
durante a minha estadia e fiz a distribuição de flyers, por Ermesinde, para
divulgar o concerto da Mafalda Veiga no “Conta-me Histórias” no Fórum
Cultural de Ermesinde, que consiste num ciclo intercalar de músicas e
conversa entre músicos portugueses, onde estes divulgam pormenores menos
conhecidos das suas carreiras.
Assim sendo, este estágio curricular representou a minha inserção no
mundo de trabalho, onde tive oportunidade de colocar em prática todo o
conhecimento adquirido ao longo dos três anos da Licenciatura de Gestão do
Património e permitiu-me ver de perto a realidade vivida numa instituição
cultural.
Posto isto, em seguida falarei pormenorizadamente das atividades que
participei e desenvolvi ao longo das 210 horas do meu estágio curricular.

34
3.3.1. “Atividade de Natal”

O Fórum Cultural de Ermesinde, promoveu atividades, do serviço


educativo, relacionadas com a época natalícia, direcionadas para o público
escolar, nomeadamente para o para o pré-escolar e ensino básico.
Para a realização destas atividades, a Escola Básica 1/JI da Gandra e a
Escola Básica de Carvalhal Ermesinde, foram convidadas a participar levando
todas as suas turmas desde o pré-escolar até ao último ano do ensino básico. A
atividade realizada com o pré-escolar foi diferente da que foi executada com o
ensino básico.
Assim sendo, em seguida, falarei de cada uma das atividades de Natal que
foram executadas para estes diferentes tipos de participantes.

Pré-Escolar

A atividade desenvolvida para o pré-escolar, consistiu na elaboração de um


postal de Natal. Esta teve como principais objetivos exercitar a capacidade de
observação e a capacidade criativa das crianças. A capacidade de observação,
pois os participantes tinham que montar as cartolinas, com as respetivas
formas, de modo a formar o postal. A capacidade criativa porque após o postal
estar montado, as crianças tinham ao seu dispor várias formas recortadas em
papel de cor para que pudessem decorar a gosto o ser postal.
Nos dias em que a atividade se realizou, cada criança tinha à sua frente para
elaborar o postal: uma cartolina azul-escuro, uma castanha, branca, um
pinheiro de Natal feito em cartolina verde, cola de batom UHU, e várias
formas em papel de cor para que pudessem decorar o postal (estrelas, folhas e
bolinhas).
Passo a passo a atividade desenrolou-se da seguinte forma: num primeiro
momento, dobraram a cartolina azul-escuro ao meio, depois colaram a
cartolina castanha (que tinha a forma de um monte) na parte de dentro do
postal. Posteriormente, no cimo da cartolina castanha colaram a cartolina
branca (com forma de neve) e por último colaram um pinheiro em 3D de
forma a que a sua parte central ficasse ao meio da cartolina dobrada, para
quando fechassem o postal o pinheiro fechasse também.

35
Após terminada a fase da montagem do postal procederam à respetiva
decoração do mesmo (Veja-se na Figura). No fim, colaram uma pequena
etiqueta do Fórum Cultural de Ermesinde a agradecer a sua visita e a desejar
boas festas.

Ensino básico

A atividade direcionada para os alunos do ensino básico consistiu na


elaboração de pinheiros de Natal em 3D, feitos pelas crianças e decorados por
estas. Quando terminada a construção do pinheiro e a respetiva decoração,
estes eram colados, com cola quente, num lápis.
Quando iniciei o meu estágio curricular, esta atividade já estava a decorrer,
ou seja, os dias do serviço educativo já estavam agendados e tudo estava
preparado. Contudo, apesar de não ter presenciado o processo de planeamento
da atividade, acompanhei a sua execução e participei de forma ativa nos dias
em que estava programado o serviço educativo relacionado com esta atividade.
Com base no que me foi dito por parte da instituição, após a atividade ter
sido pensada, fizeram um levantamento do material necessário para a sua
concretização. Posteriormente, contactaram a Escola Básica 1/JI da Gandra e a
Escola Básica de Carvalhal Ermesinde, para saber qual a disponibilidade em
participarem nas atividades e quais os dias em que seria possível contar com a
sua presença no Fórum Cultural de Ermesinde.
Como já foi referido anteriormente, todas as turmas foram convidadas,
desde o pré-escolar, que realizou uma atividade diferente, até ao quarto ano do
ensino básico.
Após os contactos feitos e os dias e horários agendados, procederam à
preparação da atividade. Nesta fase, eu já me encontrava a estagiar, ou seja,
também participei e ajudei naquilo que foi necessário. Neste momento, foram
elaborados exemplos daquilo que as crianças foram desafiadas a fazer, para
que estas tivessem uma ideia de como iria ficar o seu pinheiro de Natal.
Também, para que a atividade não fosse tão demorada realizamos os
contornos do modelo do pinheiro no feltro verde e no vermelho para que no
decorrer da atividade, as crianças os recortassem. Com base no número de
alunos que foram convidados a participar, contornamos para cada um dois
pinheiros, um verde e um vermelho.

36
A atividade teve como principais objetivos trabalhar a destreza física das
crianças, principalmente no ato de recortar os pinheiros e também exercitar a
sua capacidade criativa, visto que eles é que decoraram os pinheiros de Natal a
seu gosto.
Nos dias em que a atividade se realizou, o material que cada criança
necessitava para elaborar o pinheiro em 3D era: feltro verde com um pinheiro,
feltro vermelho (ambos com o pinheiro demarcado), um tubo de cola, uma
tesoura e um lápis. Nas mesas havia, também, cestos com missangas de
madeira de diversas cores para que no fim pudessem decorar o pinheiro.
A atividade desenrolou-se da seguinte forma: num primeiro momento,
recortaram os pinheiros de Natal que já se encontravam desenhados no feltro
de ambas as cores (verde e vermelho).
Após estarem recortados, traçaram uma linha com o lápis no centro de cada
pinheiro. Num dos pinheiros traçaram a linha desde a parte de cima até ao
meio e no outro, traçaram a linha desde a parte de baixo, até ao meio do
pinheiro.
Depois, cortaram as linhas que desenharam em ambos os pinheiros, para
poderem montar o pinheiro de Natal em 3D, encaixando e colando os mesmos
pelas ranhuras que recortaram.
Com o pinheiro de Natal pronto, as crianças procedem à sua decoração,
colando as missangas de madeira de diversas cores da forma que mais
gostavam (Veja-se na Figura). No fim, quando terminaram, os pinheiros foram
colados no lápis com cola quente e por questões de segurança fizemos nós essa
parte final.

3.3.2. “Decorações de Natal”

Neste seguimento de atividades natalícias para um público mais juvenil,


logo no início do meu estágio curricular, propus a realização de uma atividade
a ser desenvolvida para o público sénior, designada de “Decorações de Natal”,
que foi aceite pela minha orientadora da instituição. Esta atividade consistia
na elaboração de enfeites natalícios com materiais recicláveis.

37
Após a minha orientadora de estágio ter autorizado a realização da
atividade, contactámos duas instituições, nomeadamente, a Casa do Povo de
Ermesinde e a Associação de Promoção Social e Cultural de Ermesinde, com o
objetivo de as convidar para virem ao Fórum Cultural de Ermesinde realizar
esta atividade. Ambas aceitaram e como só havia nove pessoas de cada
instituição que podiam participar, propusemos que ambas viessem no mesmo
dia e no mesmo horário.
Aceite o convite, realizei uma pequena pesquisa onde foram selecionados
alguns enfeites de Natal que pudessem ser feitos pelos idosos e de que forma é
que estes eram elaborados. Em seguida, desses exemplos de enfeites
selecionámos apenas dois, dentro dos quais a árvore de Natal feita com rolhas
de cortiça e a estrela feita com rolo de papel.
Com o convite aceite e a pesquisa feita, a mando da Dr.ª Luísa Aguiar
procedi ao preenchimento de uma ficha que resumia a atividade na sua integra
(Apêndice C).
A atividade Decorações de Natal teve como objetivos promover a
socialização entre os idosos, promover a troca de experiências, desenvolver a
destreza física e psicológica do idoso e desenvolver o trabalho de equipa. Para
além disso, esta atividade surge também como uma forma diferente destes
idosos ocuparem o seu tempo.
Inicialmente, a ideia era que os idosos fizessem os dois enfeites de Natal e
que os decorassem. Porém, ao elaborarmos um exemplar de cada percebemos
que era impossível cada um dos idosos montar a árvore de Natal com as rolhas
de cortiça devido à falta de material necessário, como era o caso da pistola de
cola quente.
Deste modo, fizemos nós a árvore com as rolhas de cortiça e os idosos
decoraram-na.
Relativamente à estrela de Natal, a minha ideia inicial era que os idosos a
montassem e posteriormente a pintassem a seu gosto. Contudo, não me
autorizaram a que tal fosse possível e deste modo, apenas foram montadas as
estrelas, com recurso à colagem.
A atividade decorreu na sala Espaço Internet, que foi preparada para
receber os idosos. Foram colocadas as mesas e as cadeiras em forma de U, de
forma a promover o diálogo entre eles.

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Em cada lugar tinha os materiais necessários para a realização da atividade,
nomeadamente: as árvores em rolhas de cortiça para pintarem, tiras de rolo de
papel higiénico, missangas de várias cores, cola UHU, guaches e pincéis.
A minha função na atividade foi a preparação da sala onde esta foi realizada
e a prestação de auxílio aos idosos quando estes necessitavam de ajuda. Esta
atividade foi orientada pela Dr.ª Luísa Aguiar e pela Laura Vieira.
Visto que as atividades ocorrem em locais que servem para outras funções,
no final de cada uma é necessário arrumar o espaço, retirando os materiais
que foram utilizados, limpando as mesas e o chão.

3.3.3. “Máscaras de Carnaval”

Durante a minha estadia no Fórum Cultural de Ermesinde, colaborei em


todas as atividades de serviço educativo que foram desenvolvidas. Dentro das
quais a atividade que foi realizada sobre a temática do Carnaval, designada de
“Máscaras de Carnaval”, a realizar entre o final do mês de janeiro e início do
mês de fevereiro.
Esta atividade, destinada para as crianças, foi orientada pela Laura Vieira,
responsável pelo serviço educativo do Fórum. O meu papel nesta atividade, foi
participar de forma ativa em todas as fases de preparação da mesma.
O Carnaval é uma época propícia para as crianças utilizarem a sua
imaginação. É a melhor época do ano para elas viverem no seu mundo de
fantasias, com os seus disfarces. O que é bastante positivo, pois contribui para
o desenvolvimento do espírito criativo das crianças.
Assim sendo, a atividade “Máscaras de Carnaval” tem como objetivos
desenvolver a criatividade e a motricidade fina das crianças. Assim como,
desenvolver a sua capacidade crítica, de convívio e partilha de ideias entre os
colegas.
A escola escolhida para participar foi a Escola Básica 1/JI da Gandra,
Ermesinde. A escolha da mesma deve-se à sua proximidade com o Fórum
Cultural de Ermesinde e por esse mesmo motivo ter muita facilidade em vir
frequentemente desenvolver várias atividades que lá são realizadas.

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Num primeiro momento, contactamos a escola para saber se gostariam de
participar nesta atividade. Este contacto serviu, também, para recolher
informação sobre o número de turmas e de alunos, desde o pré-escolar até ao
quarto ano, procurando saber se todas iriam participar na atividade.
Com o convite aceite e com a confirmação de que todas as turmas se
disponibilizaram a realizar a atividade, procedemos à sua preparação. Assim
sendo, primeiramente, fiquei encarregue de realizar uma tabela (Veja-se na
Tabela 2) com os dados que nos foram fornecidos acerca do número de turmas
e dos alunos de cada uma, de modo a ser mais fácil organizar a atividade.

Turmas Número total de alunos


Pré-Escolar 2 (26+19) 45
1º Ciclo 1º ano 2 (18+19) 37
2º ano 2 (23+26) 49
3º ano 2 (23+18) 41
4º ano 2 (23+21) 44

Tabela 2 - Número de turmas e alunos da EB1/JI da Gandra, Ermesinde

Em seguida, realizei uma outra tabela (Veja-se na Tabela 3) que foi enviada
em email para a Dr.ª Glória Queiroga, coordenadora do estabelecimento, com
as datas e o regime de horário que propusemos para as várias turmas virem ao
Fórum. A ideia era que em cada um dos dias viessem pelo menos duas turmas,
uma de manhã e outra de tarde.

Datas e Horários Propostos


Data: Horário:
Manhã Tarde
Pré-Escolar 23/01 x x
1º Ciclo 1º ano 25/01 x x
2º ano 26/01 x x
3º ano 30/01 x x
4º ano 01/02 x x

Tabela 3 - Datas e horários propostos para a participação na atividade

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Contudo, recebemos um email de resposta com algumas alterações e a
partir dessa nova informação realizei mais uma tabela (Veja-se na Tabela 4)
com todas as alterações sofridas.
As tabelas, principalmente, a Tabela 2 e a Tabela 4, foram bastante úteis
pois serviram de apoio para a organização da própria atividade. Pois tínhamos
sempre à mão o número total de alunos de cada ano e em que dias é que
vinham ao Fórum, ou seja, permitiu-nos orientar o nosso trabalho de
preparação da atividade, nomeadamente, os materiais necessários para cada
dia de realização de “Máscaras de Carnaval”.

Datas e Horários Propostos


Data: Horário: Número de
Manhã Tarde alunos
2º ano 23/01 x x 23 + 26
Pré-Escolar 25/01 x 26
26/01 x 19
1º ano x 18 + 19
4º ano 31/01 x x 23 + 21
3º ano 01/02 x x 23 + 18

Tabela 4 - Datas e horários em que a atividade se concretizou

Com as datas confirmadas, procedemos à preparação da atividade. As


máscaras escolhidas tinham como tema os animais. Deste modo, imprimimos
as imagens dos animais e fizemos um exemplo de cada uma das máscaras
(Veja-se no Apêndice D) que as crianças foram propostas a fazer.
Visto que o número de alunos a participar nesta atividade era bastante
significativo começamos a sua preparação desde cedo, mais precisamente,
desde o início do mês de janeiro. Primeiro começamos por fazer um
levantamento do material necessário. Depois, visto que já tínhamos um molde
para cada máscara começamos por recortar as bases das máscaras para as
turmas do pré-escolar, primeiro e segundo ano, assim como as peças que
fazem parte de cada uma. Por último, contornámos o molde das máscaras que
iam ser feitas pelas turmas do terceiro e do quarto ano, assim como as peças e

41
recortamos em grosso modo para que, posteriormente, no decorrer da
atividade, os alunos recortassem a base da máscara e as peças.
A atividade “Máscaras de Carnaval” consistiu na construção e decoração de
máscaras de carnaval com o focinho de um animal (Apêndice E). O grau de
dificuldade para a concretização desta atividade aumentava conforme o ano de
escolaridade das crianças. Deste modo, cada ano criou uma máscara com um
animal diferente. No fim, conforme iam terminando a decoração da sua
máscara, a mesma ajustada à cabeça da criança e depois agrafada.
A primeira turma do pré-escolar que veio ao Fórum no dia 25 de janeiro, na
parte da manha, tinha 26 alunos e a segunda turma, que veio no dia 26 de
janeiro, igualmente, na parte da manhã, tinha 19 crianças. Assim sendo, o total
de crianças do pré-escolar corresponde a 45. Deste modo, recortamos 45
máscaras de urso e os 45 focinhos.
Como já foi referido no paragrafo anterior, a máscara que as duas turmas
do pré-escolar tiveram que montar e decorar tinha a forma de um urso.
Primeiro, as crianças colaram o focinho do urso com cola UHU de batom. Após
a secagem, procederam à decoração da sua máscara desenhando, à sua
maneira, os olhos, o nariz, as orelhas e tudo aquilo que quiseram. Foi dada
autonomia a cada uma das crianças para decorar a máscara à sua maneira,
tornando-a única e pessoal.
Visto que as duas turmas do primeiro ano tinham um total de 37 alunos,
ambas vieram ao Fórum no dia 26 de janeiro, na parte da tarde, no mesmo
horário. Tal como aconteceu com as máscaras do pré-escolar, também estas
foram previamente recortadas. Contudo, as restantes peças estavam apenas
desenhadas em cartolina, ou seja, tiveram que ser recortadas pelas crianças.
A máscara que estas crianças montaram e decoraram tinha a forma de rato.
Numa primeira fase, as crianças realizaram recortaram as cartolinas com a
forma das orelhas, do nariz e dos olhos. Posteriormente, colaram as peças e os
bigodes em fio de palha, com cola UHU de batom, na base da máscara. Após a
secagem das peças, iniciaram a pintura e a decoração da máscara.
Relativamente às turmas do segundo ano, ambas vieram ao Fórum no dia
23 de janeiro. Contudo, a turma com 23 alunos veio de manhã e a outra, com
26 alunos, veio de tarde. Tal como aconteceu com as máscaras para as turmas
do pré-escolar e do primeiro ano, também nós, recortamos previamente a base

42
da máscara para as duas turmas do segundo ano, assim como as orelhas e o
focinho.
A máscara que estas turmas fizeram tinha a forma de raposa. Contudo,
como havia pouca cartolina cor-de-laranja, a turma que veio de manhã tinha a
base da sua raposa com cartolina verde.
Num primeiro momento os alunos colaram o focinho e as orelhas da raposa
com cola UHU de batom. Após a secagem, decoraram a sua máscara,
desenhando e pintando tudo o que quiseram.
Tal como aconteceu com as turmas do segundo ano, também as duas do
terceiro ano vieram ao Fórum no mesmo dia, nomeadamente, no dia 1 de
fevereiro. A turma com 23 alunos veio no horário da manhã enquanto que a
turma com 18 alunos veio na parte da tarde.
Ao contrário do que aconteceu com as turmas dos anos anteriores, as
turmas do terceiro ano tiveram que recortar a base da máscara, que apenas
estava desenhada na cartolina, com forma de macaco, assim como as restantes
peças que o constituem.
O processo da atividade é semelhante ao que já foi descrito anteriormente.
Primeiro recortaram as formas e em seguida colaram-nas. Por fim, pintaram e
desenharam, decorando a máscara a seu gosto.
Por último, as turmas do quarto ano, vieram ao Fórum no dia 31 de janeiro.
Sendo que a turma com 23 alunos veio na parte da manhã e a segunda, com 21
alunos, veio na parte da tarde. Tal como aconteceu com o terceiro ano, os
alunos do quarto ano também tiveram que recortar todas as peças da sua
máscara, colá-las e por fim, decorar a máscara. O animal que este ano
trabalhou foi o elefante.
Os materiais utilizados para esta atividade foram as cartolinas de várias
cores, a cola UHU de batom, lápis de cor, lápis de escrever, tesoura, papel Eva
(utilizado para fazer os olhos do rato – turma do primeiro ano), fio de palha
(utilizado para os bigodes do rato – turma do primeiro ano) e agrafador. Todos
estes materiais utilizados foram fornecidos pelo Fórum Cultural de Ermesinde.
Esta atividade foi conseguida com sucesso e os comentários deixados pelas
crianças, assim como pelos seus educadores foram muito positivos.
Esta atividade permitiu a cada criança expressar-se, desenvolvendo e
estimulando a sua criatividade e a sua imaginação através desta atividade de
expressão plástica. Para além disso, possibilitou o desenvolvimento da

43
motricidade fina e da precisão manual. Também, proporcionou a estas
crianças desenvolverem o seu espírito de trabalho em equipa, de coesão, de
partilha e de relações interpessoais.
Contudo, o principal objetivo desta atividade era dar toda a autonomia à
criança para decorar as máscaras da forma que quisesse. Porém, senti que
alguns educadores de algumas turmas não permitiam que a criança tivesse
essa autonomia. Alguns até comentavam coisas desnecessárias em relação às
cores que as crianças usavam para pintar, ou seja, tentavam impor à criança
aquilo que queriam que ela fizesse não a deixando ser criativa.
Da minha parte, sempre que presenciei tais situações, algumas das vezes
entrei no diálogo entre educador e a criança de modo a defender o ponto de
vista dela, outras vezes ia ter com a criança em questão e elogiava o seu
trabalho. Pois cada uma desenvolveu uma máscara à sua maneira, usando a
sua criatividade e perspetiva e todas elas estavam muito bem e foram
conseguidas com sucesso.
Esta atividade permitiu-me interagir com vários tipos de crianças, algumas
delas com necessidades especiais. Contudo, este contacto fez-se aperceber que
é de facto muito bom trabalhar com crianças transmitindo-lhes alguma coisa,
por mais pequena que seja, útil para a sua vida futura.

3.3.4. “Memórias da minha escola”

Ao longo do meu estágio curricular participei no planeamento e execução


de várias atividades. Uma dessas foi “Memórias da minha escola”, a realizar no
dia 22 de fevereiro, por este ser o dia do pensamento. Esta atividade, destinada
para os seniores, foi orientada, principalmente, pela Maria João, autora da
ideia desta atividade, que me deu a oportunidade de participar e ajudar em
todo o processo.
“Memórias da minha escola” teve como grandes objetivos promover a
socialização, a troca de experiências e reavivar a memória dos participantes.
A instituição escolhida foi a Casa do Povo de Ermesinde. A razão pela qual
esta instituição foi escolhida deveu-se ao simples facto de o Fórum Cultural de

44
Ermesinde ter já ligações com a mesma. Visto que esta é uma das instituições
que vai frequentemente ao Fórum participar em várias atividades.
Assim sendo, num primeiro momento, contactamos a Dr.ª Isabel Sousa,
responsável pelo Centro de Dia para saber se gostaria de participar nesta
atividade com os seus idosos e se tinha disponibilidade em vir ao Fórum no dia
22 de fevereiro. O nosso convite foi aceite e a Casa do Povo veio ao Fórum
Cultural de Ermesinde nesse dia às 15horas para participar na atividade.
A atividade realizou-se na sala Espaço Internet. No dia da atividade
colocamos cadeiras em meio círculo para que todos os participantes se
pudessem ver uns aos outros e para que o diálogo entre eles fosse fluído.
“Memórias da minha escola” consistiu num diálogo entre os participantes
sobre as recordações que tinham sobre o seu tempo de escola (Veja-se no
Apêndice F). Contudo, antes de iniciarmos a conversa, num primeiro
momento foi pedido a cada um que contasse uma história que os tivesse
marcado nesse tempo. No fim, quando já todos tinham terminado, colocámos
algumas questões que surgiram no momento que levaram ao início do diálogo
entre todos. Cada um dos participantes foi contando várias histórias, que com
o decorrer da conversa se foram lembrando. Falaram sobre como é que eram
as salas de aulas, sobre a exigência dos professores, o rigor que havia nos
exames, o respeito que tinham pelos professores e, também, sobre as
brincadeiras e traquinices que faziam na hora do recreio.
Aquando do telefonema que foi feito para confirmar a presença da Casa do
Povo nesta atividade, foi pedido que cada um dos idosos levasse consigo um
objeto que os fizesse lembrar os seus tempos de escola. Alguns deles levaram
livros, outros levaram fotografias e houve quem só levasse apenas as suas
histórias para contar, porque não tinham em sua posse objetos desse tipo.
Esta atividade foi concluída com sucesso, para além de que foi bastante
gratificante e enriquecedora. Permitiu a cada participante expressar-se,
possibilitando a partilha de vivencias passadas, permitindo assim causar
emoções positivas. Para além disso, promoveu o desenvolvimento e
enriquecimento das relações interpessoais.
Tal como aconteceu com todas as atividades que participei, no final
procede-se à arrumação do espaço.

45
3.3.5. “Dia da Criatividade”

Ao longo do meu estágio curricular foram surgindo ideias de atividades a


realizar com os seniores. Uma dessas foi o “Dia da Criatividade”, a realizar no
dia 21 de março, por este ser o dia europeu da criatividade artística.
A criatividade é um meio de resolução de problemas, de descoberta de
novas soluções, de exploração das capacidades da mente humana e de
libertação da imaginação. A criatividade pode ser definida como a
capacidade humana de criar e de inventar. Ela é a qualidade de quem é
criativo, de quem tem ideias originais nas mais diversas áreas e momentos
do dia do dia25.
Deste modo, um dos principais objetivos desta atividade é promover o
espírito criativo de cada participante.
A instituição escolhida foi a Associação de Promoção Social e Cultural de
Ermesinde. A razão pela qual escolhi esta instituição foi pelo simples facto de o
Fórum Cultural de Ermesinde já ter uma ligação com a mesma. Visto que esta
é uma das instituições que vai com bastante frequência ao Fórum para
participar em vários tipos de atividades.
Deste modo, contactamos a instituição para saber qual a sua
disponibilidade em vir ao Fórum no dia 21 de março. Com o convite aceite e o
número de participantes confirmados, procedemos à preparação da atividade,
fazendo um levantamento dos materiais necessários para a execução da
mesma.
Visto que os participantes eram apenas nove, a atividade foi realizada em
frente ao balcão da Cafetaria. Assim sendo, no dia da atividade foi necessário
levarmos mesas e cadeiras para este local.
O “Dia da Criatividade” consistiu na elaboração de pequenas figuras em
pasta de modelar para decorar vasos de barro (Veja-se em Apêndice G).
Devido à idade dos participantes, não foi possível realizar figuras muito

25 N.d. (2011). Calendarr Portugal. [Consultado no dia: 10 de junho] Disponível em:


https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-criatividade/

46
elaboradas, por isso os idosos tiveram a ajuda de pequenos moldes com
diversas formas, nomeadamente, de carros, borboletas estrelas, pinheiros,
aves, entre outros. Além disso, ensinámos também técnicas básicas para fazer
rosas em pasta de modelar, para quem quisesse aprender. As peças depois de
secas e pintadas foram levadas pelos idosos.
Primeiro, os participantes tiveram a mexer na pasta de modelar de modo a
conhecer melhor as caraterísticas deste material. Após esta experiência, os
idosos tiveram que fazer uma pequena bola com as mãos para a amassar e
esticar. Feito isso, colocaram os moldes que mais gostaram em cima da pasta
de modelar. Depois retiraram o excesso da pasta e com ajuda da água iam
colando as figuras ao vaso de barro. Alguns dos idosos, após aprenderem a
fazer rosas, também quiseram decorar os vasos com elas. É também
importante salientar que muitos deles criaram as suas próprias formas sem a
ajuda dos moldes. Por fim, terminada a decoração criativa do vaso,
procederam à sua pintura.
Os materiais utilizados para esta atividade foram: tampas de garrafas
(para fazer círculos de modo a construir as pétalas da rosa), moldes com várias
figuras, copos com água, vasos de barro e pasta de modelar. Todos estes
materiais utilizados foram fornecidos pelo Fórum Cultural de Ermesinde.
Contudo, como havia pouca quantidade de pasta de modelar, foi necessário
enviar um email para a Câmara Municipal de Valongo, mais precisamente para
o Dr. Agostinho Rocha, chefe da Divisão de Cultura, Turismo e Juventude, a
pedir recursos para obtermos o material em falta. Recursos esses que nos
foram concedidos e que foram essenciais para a realização desta atividade.
O “Dia da Criatividade” foi concluído com sucesso e os comentários
deixados por todos os participantes foram bastante positivos.
Esta atividade permitiu a cada participante exprimir-se, desenvolvendo e
estimulando a sua imaginação e criatividade através desta forma de expressão
plástica, possibilitando, também, o desenvolvimento da coordenação psico-
motora, da motricidade fina e da precisão manual. Ao mesmo tempo que
proporciona o desenvolvimento e a melhoria das qualidades de trabalho em
equipa, de coesão, partilha e de relações interpessoais.
Apesar do meu estágio curricular ter terminado no inico do mês de março,
continuei a ir para o Fórum Cultural de Ermesinde em regime voluntário e

47
participei nesta atividade que já estava planeada desde o início do mês, ou
seja, ainda em tempo de estágio.

3.3.6. “Gravar Memórias”

Na lista que elaborei, no início do meu estágio curricular, consta uma


atividade designada “Gravar a Ardósia”. Esta atividade surge baseada numa
disciplina de Ardósia que tive no meu 5º ano de escolaridade quando
frequentei a Escola Básica Vallis Longus, onde aprendi a fazer pequenas
esculturas e a gravar em ardósia.
Deste modo, considero que foi muito interessante partilhar os meus
conhecimentos com os mais novos, pois esta disciplina não existe em todas as
escolas do concelho e pelo que sei, atualmente não é uma disciplina
obrigatória, mas sim opcional.
A atividade consiste em gravar na ardósia marcas do concelho de Valongo e
um dos seus principais objetivos é divulgar e dar a conhecer às crianças o
património e as marcas mais caraterísticas deste concelho, nomeadamente, a
própria ardósia, a regueifa e o biscoito, o brinquedo e os Bugios e
Mourisqueiros.
Gravar a Ardósia foi uma atividade que a Dr.ª Luísa Aguiar achou bastante
interessante e por esse mesmo motivo, a inseriu no serviço educativo da “I
Bienal de Escultura da Ardósia de Valongo”26.

26 A “I Bienal de Escultura da Ardósia de Valongo” decorreu de janeiro a maio de 2018 como forma de
dar a conhecer uma das marcas identitárias deste concelho. Demonstrando a história da ardósia e a
dimensão humana ligada à sua extração. Além disso, valorizou o facto deste concelho ser o maior centro de
extração de ardósia do país.
A “I Bienal de Escultura da Ardósia de Valongo”, foi promovida pela Câmara Municipal de Valongo no
âmbito das comemorações dos 180 anos deste concelho. Contou com vários parceiros, dentro dos quais, a
Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto (ESEP), a Faculdade de Belas Artes da Universidade
do Porto (FBAUP), Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos (ESAD) e as principais empresas
extratoras de ardósia de Valongo, nomeadamente, a Empresa das Lousas de Valongo e a Pereira Gomes.

48
Para facilitar o meu trabalho, elaborei uma ficha (Veja-se no Apêndice H)
que resumia toda a atividade e para que fosse possível levá-la a cabo e inseri-la
no serviço educativo da Bienal, foi necessário elaborar um documento (Veja-se
em Apêndice I) a ser enviado para o Presidente da Câmara de Valongo de
modo a que este autorizasse a sua concretização.
Após a aprovação dada pelo Exmo. Sr. Presidente da Câmara, Dr. José
Manuel Ribeiro, procedeu-se à preparação da atividade.
Para a elaboração desta, escolhi duas turmas do quarto ano da Escola
Básica 1/JI da Gandra. A razão pela qual escolhi apenas estas duas turmas, foi
pelo facto de, inicialmente, não termos material suficiente para convidarmos
todos os alunos da escola. Então, escolhi estas duas turmas desta escola,
porque já tinha trabalhado com estes alunos em algumas atividades de serviço
educativo do Fórum Cultural de Ermesinde e são turmas onde é fácil de
trabalhar, pois as crianças são bastante acessíveis a este tipo de atividade
lúdico-criativas, muito por causa dos seus educadores.
Deste modo, contactamos a Escola Básica 1/JI da Gandra, no dia 19 de
janeiro, para saber se era possível contar com a presença destas duas turmas
do quarto ano para virem ao Fórum participar na atividade, mas apenas uma
turma aceitou o convite. Porém, contactamos diretamente a professora de
uma turma do segundo ano, também desta escola, que aceitou vir com os seus
alunos participar nesta atividade, uma vez que considerou bastante importante
transmitir às suas crianças este tipo de conhecimentos ligados ao património
da sua terra.
Posteriormente, propusemos que a atividade decorresse nos dias 22 e 23 de
fevereiro. Não havendo quaisquer problemas com as datas propostas, a turma
do quarto ano veio ao Fórum Cultural de Ermesinde no dia 22 de fevereiro, na
parte da manhã e a turma do segundo ano veio no dia 23 de fevereiro, durante
a tarde.
Ao longo de todo o meu estágio curricular, trabalhei sempre de forma
empenhada nesta atividade e, no dia 26 de janeiro, a Dr.ª Luísa Aguiar, levou-
me com ela e com o designer responsável por toda a imagem de marketing da
Bienal, a visitar as instalações da Empresa das Lousas de Valongo (Veja-se em
Anexo A e Apêndice J). Durante esta visita, houve um trabalhador que se
disponibilizou a mostrar-nos uma das minas de onde é extraída a ardósia e

49
conforme nos ia mostrando a empresa, explicou o processo de tratamento da
pedra e algumas das utilidades que ela tem.
Esta visita permitiu-me adquirir vários conhecimentos sobre a ardósia e
sobre a forma como esta é tratada até adquirir as formas desejadas. Isto foi-me
bastante útil para um melhor desenvolvimento de toda a atividade.
Após a visita à Empresa das Lousas de Valongo, fomos ainda visitar o
Museu da Lousa em Campo. Neste local, fomos recebidos por um funcionário
do museu que se disponibilizou a fazer-nos uma visita guiada ao espaço. Este
espaço museológico encontra-se dividido em quatro casas de média dimensão,
construídas em ardósia, onde a primeira casa se destina aos vários trabalhos
desenvolvidos no âmbito do serviço educativo do museu, a segunda casa
alberga a reconstituição da casa de um mineiro, no tempo antigo e nas outras
duas encontra-se exposto o espólio e a documentação ligados à ardósia, desde
a sua extração aos vários tipos de transformação. Para além disso, ainda nos
foi mostrado um pequeno auditório que também existe no museu.
Depois destas duas visitas enriquecedoras para o meu trabalho, fiz um
levantamento de informação sobre a própria ardósia, a regueifa e o biscoito, o
brinquedo e os Bugios e Mourisqueiros. Esta informação serviu para que eu
conseguisse explicar melhor a importância destes bens identitários do
concelho de Valongo às crianças, no início de cada atividade.
Aquando do levantamento de informação sobre estes bens, selecionei
algumas imagens que pudessem vir a ser gravadas. As imagens escolhidas para
a execução da atividade encontram-se no Anexo B.
De modo a que fosse possível a realização da atividade, era necessário
obtermos pequenas ardósias. Deste modo, a Dr.ª Luísa Aguiar contactou a
Empresa das Lousas de Valongo, que nos forneceu cerca de 60 pequenas
pedras de ardósia e, no dia 19 de fevereiro, voltamos à empresa para as ir
buscar.
Para a realização desta atividade foram necessários os seguintes materiais:
− Papel com as imagens dos bens patrimoniais impressos;
− Ardósia;
− Papel químico;
− Lixas (para o caso de alguma pedra vir com pequenas lascas);
− Pregos (para gravar na ardósia);
− Graxa (para polir);

50
− Panos (para puxar o lustro à pedra, no final da atividade).
Como referi anteriormente, as ardósias foram fornecidas, gratuitamente,
pela Empresa das Lousas de Valongo, as lixas e os pregos pela Câmara
Municipal de Valongo, o papel químico e a graxa foram comprados pela Dr.ª
Luísa Aguiar, visto que a Câmara Municipal de Valongo não nos forneceu todo
o material necessário a tempo da realização da atividade. Os panos foram
arranjados pela Ana, funcionária de limpeza do Fórum.
Esta atividade consistiu na gravação em ardósia de uma das imagens
selecionadas, ou seja, para cada uma das turmas foi escolhido um bem
identitário a ser gravado nas lousas (Veja-se em Anexo C e Apêndice K). Desta
forma, escolhemos para a turma do quarto ano, que tinha um total de 23
alunos, o brinquedo, mais precisamente o pião e para a turma do segundo ano,
com 26 alunos, o biscoito.
Primeiro, imprimiram-se as 23 imagens com o pião, para a turma do quarto
ano e as 26 folhas com o biscoito, para a turma do segundo ano. Depois, eu e a
Renata, estagiária no Fórum, a mando da Dr.ª Luísa Aguiar, fomos comprar a
graxa e o papel químico necessário.
Gravar a Ardósia decorreu na sala Espaço Internet. Nas mesas estavam
colocados os materiais que cada criança necessitava para executar a atividade,
dentro dos quais a imagem com o bem patrimonial, a lousa, o papel químico e
um prego.
Primeiro, as crianças tiveram contacto com ardósias que já tinham sido
gravadas por mim e pela Laura, de modo a compreenderem melhor aquilo que
eram desafiadas a fazer. Após esta experiência, foi feita uma pequena
explicação do que é a ardósia e qual a sua utilidade. Depois, na turma do
quarto ano, explicou-se, brevemente, o que era o brinquedo tradicional e o
porquê deste ser tão importante para o nosso concelho. Já na turma do
segundo ano, foi explicada a importância do biscoito e da regueifa para a
cidade de Valongo.
Concluídas estas pequenas apresentações que iniciaram a atividade,
expliquei passo a passo de que forma é que iriam gravar na lousa. Em seguida,
as crianças sobrepuseram o papel químico por cima da ardósia. Depois,
colocaram a folha de papel com o pião (a turma do quarto ano) e o biscoito (a
turma do segundo ano), por cima do papel químico. Posteriormente,
contornaram a imagem com um lápis – este processo serve para transpor a

51
figura para a ardósia. No final, retiraram a folha de papel e o papel químico de
cima da lousa. Com o desenho transposto, começaram a gravar a imagem com
um prego. Para que ficasse bem gravado, foi necessário contornarem-no várias
vezes. No final, quando já se sentia a textura do desenho, passamos graxa e
com um pano polimos a lousa.
Esta atividade permitiu que as crianças adquirissem conhecimentos sobre
uma pequena parte do património que constitui este concelho e a importância
que ele tem ou teve para a construção da sua História. Ao mesmo tempo que
proporcionou um desenvolvimento da coordenação psico-motora e da
motricidade fina.
Visto que atividade foi recebida por estas crianças e pelas suas educadoras
de muito bom grado, a Dr.ª Luísa Aguiar permitiu que ela se expandisse por
todo o concelho.
Com este alargamento da atividade ela ganhou uma nova designação,
nomeadamente, “Gravar Memórias”. E ao contrário do que aconteceu com as
turmas da Escola Básica 1/JI da Gandra e a Escola Básica de Carvalhal
Ermesinde, que foram ao Fórum Cultural de Ermesinde para fazer esta
atividade, as restantes escolas não vieram ao Fórum, nós é que fomos às
escolas realizar a atividade.
Assim sendo, num primeiro momento pensou-se em desenvolver a
atividade com todas as turmas do Ensino Básico e 2º Ciclo do concelho de
Valongo. Porém, ia ser bastante difícil arranjar tanta ardósia de forma gratuita
para todas as crianças. Deste modo, apenas foi feito um levantamento de todas
as turmas do 3º, 4º, 5º e 6º ano de todas as escolas de Valongo, Ermesinde,
Alfena, Sobrado e Campo. De modo a facilitar esta recolha de informação,
realizei uma tabela para cada freguesia (Veja-se no Apêndice L) onde consta o
número de alunos e de turmas de cada ano e de cada escola.
Porém, o número de alunos continuou a ser bastante elevado e, como
consequência disso, a atividade foi apenas desenvolvida para as turmas do 3º e
4º ano do concelho. Assim sendo, contactámos as várias escolas para sabermos
se era possível nos receberem nas suas instalações para o desenvolvimento da
atividade e, em que dias é que isso seria possível. O agendamento da atividade
foi feito pela Laura Vieira.
A Empresa das Lousas de Valongo forneceu-se algumas ardósias, de forma
gratuita. Porém, como as lousas não eram suficientes, foi pedido à Pereira

52
Gomes que nos fornecesse o resto das lousas que estavam em falta. Como tal
aconteceu, foi possível a realização da atividade.
Contudo, ainda eram necessários alguns materiais, dentro dos quais o papel
químico e pregos e deste modo, foi enviado um email para a Câmara Municipal
de Valongo, mais precisamente para o Dr. Agostinho Rocha, chefe da Divisão
de Cultura, Turismo e Juventude, a pedir os materiais em falta.
Quando recebemos em nossa posse todos materiais necessários para a
execução da atividade, contactamos novamente as escolas de maneira a
confirmar as datas e os horários previamente agendados.
“Gravar Memórias” foi levada, com bastante sucesso, a todas as escolas e
turmas do 3º e 4º de todo o concelho de Valongo. Tal como aconteceu no
Fórum Cultural de Ermesinde, a atividade deveria decorrer da mesma forma
nas escolas, passando por uma pequena explicação do que é a ardósia, aquilo
que vai ser gravado e de que modo é que se grava na lousa.
Como foi referido anteriormente, a Escola Básica 1/JI da Gandra e a Escola
Básica de Carvalhal Ermesinde vieram ao Fórum Cultural de Ermesinde
desenvolver a atividade. O meu papel, em todos os dias em que a atividade
aqui se realizou com as turmas do 3º e 4º ano destas escolas, foi explicar o
processo de gravar na ardósia, visto que a primeira introdução foi dada pela
minha orientadora da instituição.
Visto que várias turmas participaram nesta atividade, algumas delas
gravaram também o Bugio, outras o pião, umas a regueifa e outras ainda
gravaram o biscoito.
Contudo, devo referir que com o chegar de novas estagiárias e, apesar, desta
atividade ter sido pensada por mim e de todas as estagiárias terem aprendido
comigo o processo de gravar na ardósia, quando estas se tornaram autónomas
a desenvolver esta atividade e quando a mesma foi levada para as escolas, fui
colocada um pouco de parte, não participando em todas as escolas onde o
“Gravar Memórias” se desenvolveu. Aliás, devo dizer que, tirando as outras
duas escolas que foram ao Fórum Cultural de Ermesinde para participar na
atividade, eu só fui à Escola Básica do Lombelho, em Alfena, e a Dr.ª Luísa
Aguiar pediu a uma outra estagiária para apresentar a atividade. Porém, como
esta teve algumas dificuldades tive que auxiliá-la.
É também de salientar, que quando fui a esta escola em Alfena, não
participei na organização dos materiais a serem levados para o

53
desenvolvimento da atividade e as estagiárias responsáveis pelos materiais
mandaram as crianças deitar óleo na ardósia em vez da graxa que se
esqueceram de levar, prejudicando o final do processo de realização da
atividade.
Para concluir, gostaria de salientar que esta atividade foi uma surpresa para
mim, pois nunca pensei que fosse chegar tão longe. Sinto que foi muito bem
acolhida por todos os participantes, que eu estive em contacto e que todos eles
aprenderam um pouco sobre o que é o património que faz parte deste
concelho. Também foi muito bom ver o empenho e a dedicação que cada uma
das crianças colocou no trabalho que desenvolveu.
É de referir que foi muito gratificante ouvir muitas daquelas crianças a
dizer que quando chegassem a casa iam continuar a trabalhar neste pequeno
projeto e, que ainda iam fazer na parte detrás um outro desenho gravado por
eles.

3.3.7. “A tua Terra a tua História”

Como já foi referido anteriormente, no início do meu estágio curricular foi-


me pedido a elaboração de uma lista com sugestões de atividades a realizar no
Fórum Cultural de Ermesinde.
Visto que Valongo é uma região com um vasto património, uma das
atividades que sugeri foi a realização de uma palestra e demonstração sobre
todo o tipo de património existente no concelho de Valongo, abordando-o de
uma forma sucinta, salientando os seus aspetos mais importantes e apresentado
um ou dois exemplos de cada área patrimonial.
Contudo, juntamente com a minha orientadora da instituição, a Dr.ª Luísa
Aguiar, a atividade evoluiu para uma mesa redonda, com jovens, onde o tema
património no concelho de Valongo seria discutido.
A atividade designou-se de “A tua Terra a tua História” e estava previsto
que esta se realizasse no mês de fevereiro. Para facilitar o meu trabalho,
elaborei uma ficha (Veja-se no Apêndice M) que resumia toda a atividade e
elaborei um documento (Veja-se no Apêndice N), em nome da Dr.ª Luísa

54
Aguiar, a enviar para a Câmara Municipal de Valongo de modo a perceber se
era possível realizar esta atividade.
Este novo conceito dado à atividade surge com o objetivo de sensibilizar os
jovens para a importância do vasto património existente no concelho de
Valongo.
Os jovens escolhidos para participar nesta mesa redonda, foram os alunos
de uma turma do 12º ano da Escola Secundária de Ermesinde de um curso
profissional. A razão pela qual escolhi esta turma foi pelo simples facto de me
terem informado que estes alunos já tinham vindo ao Fórum apresentar
trabalhos relacionados com o património existente no concelho. Visto que
estes jovens já se encontravam dentro do assunto, a minha ideia era que eles
viessem participar nesta mesa redonda para falarem resumidamente do bem
que estudaram dando sua perspetiva em relação ao trabalho desenvolveram
relacionado com este tema.
Deste modo, foi enviado um email (Veja-se em Anexo D) à professora Luísa
Oliveira, diretora de turma destes alunos, para saber se havia disponibilidade
em virem novamente ao Fórum e se podíamos contar com a sua participação
nesta atividade.
Porém, visto que estes alunos já se encontravam em estágio profissional
não foi possível contar com a sua presença para a concretização desta mesa
redonda.
Contudo, não desisti desta atividade e arranjei desde logo uma nova
solução, ou seja, pensei nos alunos da Universidade Sénior de Ermesinde, para
participarem nesta mesa redonda. Assim sendo, contactei, via telefónica, a
Universidade Sénior e foi agendada uma reunião para explicar em que
consistia a atividade e aquilo que era necessário cada participante fazer
previamente.
A reunião aconteceu no dia 13 de fevereiro. Esta contou com a minha
presença, com a Dr.ª Luísa Aguiar, com a responsável pelas saídas dos alunos
da Universidade Sénior e uma aluna desta universidade.
Num primeiro momento, expliquei no que consistia a atividade. Porém, ao
contrário dos alunos do 12º ano, que já tinham desenvolvido trabalhos sobre
este tema, os alunos da Universidade Sénior não tinham desenvolvido nenhum
trabalho, recentemente, relacionado com o património do concelho. Por isso,
foi proposto que estes alunos, interessados em participar, desenvolvessem um

55
pequeno trabalho relacionado com uma tipologia de património ou com um
bem patrimonial, existente no concelho de Valongo.
Durante a própria reunião, esta proposta foi aceite e pensou-se em criar
grupos de 3 a 4 elementos, para elaborarem então esse pequeno trabalho.
Para além disso, em conjunto foi decidida a data para a realização da
atividade. Ficando esta agendada para dia 28 de março, dia nacional dos
centros históricos. Tentei que a atividade se realizasse até o dia 3 de março,
contudo, não foi possível por parte da Universidade Sénior.
No final da reunião, ficou então decidida a data em que se realizaria a
atividade e que a responsável, presente na reunião, pela Universidade Sénior,
posteriormente, nos contactasse para avisar quantos seriam os grupos a
participar, quantos elementos teriam e quais os temas que nos iriam
apresentar.
Posteriormente, quando nos contactaram, informaram-nos que apenas três
alunos da Universidade Sénior iam participar, ativamente na atividade, e que
cada um deles ia apresentar um tema. Os temas escolhidos foram a fábrica da
telha, a vila Beatriz e o brinquedo.
“A tua Terra a tua História”, após todas as alterações que foi sofrendo,
consistiu na apresentação destes três temas (Veja-se no Apêndice O). Porém,
em vez de haver uma mesa redonda, no fim de cada apresentação foi dada a
liberdade ao público presente para intervir, colocando questões ou até mesmo
acrescentando algumas informações sobre os temas.
Para esta atividade, realizei um desdobrável (Veja-se no Apêndice P) onde
abordei, muito sucintamente, as marcas do património de Valongo,
nomeadamente, o património edificado, o património natural, a regueifa e o
biscoito, a lousa e os Bugios e Mourisqueiros. Para além disso, na parte detrás
coloquei uma lista de locais de interesse a visitar no concelho.
No dia da atividade, procedemos à organização do espaço, colocando o
projetor de modo a que fosse possível visualizar os trabalhos com boa
qualidade. Arrumamos as mesas e as cadeiras de forma a que todos pudessem
ver. Nesta encontravam-se outros alunos da Universidade Sénior que não
quiseram participar nas apresentações, mas que foram assistir à dos colegas e
também pessoas que foram convidadas, pelos participantes, para assistir.
As apresentações sobre os temas foram feitas, todas elas, em PowerPoint. A
senhora Elizabete Castro falou sobre o brinquedo, o senhor Álvaro Campeão

56
abordou o tema sobre a vila Beatriz e, por último, o senhor Alfredo Silva
contou-nos a história da antiga fábrica da telha. No final de cada apresentação,
a Dr.ª Luísa Aguiar foi complementando com os seus conhecimentos sobre
estas matérias.
Para a realização desta atividade os materiais necessários foram um
computador e um projetor. Os materiais utilizados foram fornecidos pelo
Fórum Cultural de Ermesinde.
“A tua Terra a tua História” foi bem concluída, os participantes deixaram
bons comentários e o pedido de voltar a participar em atividades do mesmo
género.
Esta atividade permitiu a cada participante exprimir-se, desenvolvendo a
sua capacidade de autoconfiança. Para alem disso, proporcionou a partilha de
conhecimentos, as relações interpessoais e um convívio bom entre todos.
Como já tinha referido anteriormente, o meu estágio curricular terminou no
início do mês de março, porém continuei a ir para o Fórum Cultural de
Ermesinde em regime voluntário e participei nesta atividade, que foi
desenvolvida por mim e foi uma das atividades principais que desenvolvei,
visto que foi pensada de modo a inserir-se numa das áreas da minha
Licenciatura, nomeadamente, do património.
É de salientar que esta atividade saiu em notícia (Veja-se em Anexo E) no
jornal online a Voz de Ermesinde, o que foi um motivo de orgulho para mim,
visto que a atividade que desenvolvi não foi indiferente e foi reconhecido o
valor e a importância deste tema.

57
CONCLUSÃO

A unidade curricular Estágio/Projeto inserida no 3º ano da Licenciatura de


Gestão do Património, tem como principal objetivo a inserção do estagiário no
trabalho, podendo este colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos
ao longo dos três anos da Licenciatura de Gestão do Património.
Relativamente ao meu estágio curricular, desenvolvido no Fórum Cultural
de Ermesinde, fui colocando em prática os vários saberes ligados com as
unidades curriculares lecionadas ao longo dos três anos de ensino,
principalmente, com Teoria e Prática do Património I e II, Antropologia
Cultural, Programação e Produção Cultural, Património Natural, Estudos de
Etnografia Portuguesa, Gestão do Património e Desenvolvimento, Direito do
Património e Gestão Cultural I, II e III. Devo salientar que, todas as unidades
curriculares foram essenciais para o meu desempenho ao longo do estágio,
contudo, devo referir que em algumas destas unidades curriculares, fui
desenvolvendo trabalhos que estão ligados com as marcas do Concelho de
Valongo, o que me ajudou em muito no desenvolvimento de algumas
atividades que desenvolvi, principalmente, a “Gravar Memórias”.
No âmbito da unidade curricular Estágio/Projeto, para além da parte
prática, esta é concluída com o relatório de estágio. Relativamente ao relatório
de estágio, no primeiro capítulo é apresentado o projeto de estágio, no
segundo capítulo foi abordada a contextualização teórica, o terceiro capítulo
diz respeito ao desenvolvimento do estágio e, por fim, termino a realização
deste relatório com a conclusão critica que me encontro a desenvolver.
A contextualização teórica permitiu-me adquirir conhecimentos mais
sólidos sobre a temática em que o estágio curricular se desenvolveu, ou seja, o
serviço educativo. Contudo, a realização deste capítulo dividiu-se em duas
partes, uma com a apresentação dos conceitos de património e identidade e, a
outra, com o serviço educativo.
Os conceitos de património e identidade aparecem, pois, as duas atividades
mais importantes – “Gravar Memórias” e “A tua Terra a tua História” –, que
desenvolvi no estágio, encontram-se ligadas com o património e a identidade

58
do Concelho de Valongo. Deste modo, achei relevante fazer uma abordagem a
estes conceitos.
A elaboração da contextualização teórica permitiu-me perceber aquilo que é
essencial para fazer uma boa programação de serviço educativo.
Com a realização deste capítulo, reparei que de facto a educação é bastante
importante para a cultura e para as próprias instituições culturais.
Atualmente, muitas instituições culturais apresentam uma oferta educativa
que compete com as várias ofertas educativas e de lazer que existem. Deste
modo, a educação formal, dada nas escolas, encontra-se ligada com educação
informal, fornecidas pelas instituições culturais e pelos museus, dando assim a
oportunidade de todos poderem usufruir da cultura.
O estágio que desenvolvi no Fórum Cultural de Ermesinde foi muito
importante para a minha formação, não só a nível profissional na qualidade de
gestora do património, mas também enquanto pessoa, visto que foi uma
experiência bastante rica em vários níveis do conhecimento. Devo salientar,
que de todas as atividades que desenvolvi, aquelas que me deram mais prazer
e que foram realmente gratificantes, foram as que envolviam crianças. Elas são
de facto seres extraordinários e, apesar de serem tão pequenas, acabam
sempre por nos ensinar alguma coisa.
Embora não tenha cumprido as datas que estavam no plano que me propus
a seguir no projeto de estágio, muito por causa da demora, por parte do chefe
da Divisão de Cultura, Turismo e Juventude, em responder aos emails, de
forma a dar autorização para a realização das atividades e porque muitas das
coisas não correram como era esperado e, consequentemente, acabaram por
ser alteradas, realizei todas as atividades que fiquei de executar e sinto que
foram bem conseguidas. Para além de que, adquiri competências necessárias
para desenvolver várias tarefas dentro de uma instituição cultural.
Na fase final do meu estágio deparei-me com alguns problemas. Devo dizer
que, no decorrer da atividade “Gravar Memórias” e, com o chegar de novas
estagiárias, quando estas se tornaram autónomas a desenvolver a atividade,
após eu lhes ter ensinado o processo de gravar na ardósia, quando a atividade
cresceu e foi levada para todas as escolas do concelho, fui colocada um pouco
de parte, não participando em todas as escolas onde o “Gravar Memórias”
decorreu. Aliás, sem contar com as duas primeiras turmas que participaram na
atividade, apenas desenvolvi esta com as duas escolas que foram ao Fórum

59
Cultural de Ermesinde e com a Escola Básica do Lombelho em Alfena, nesta
última, a atividade foi levada à própria escola. Para a apresentação da
atividade feita nesta escola, a Dr.ª Luísa Aguiar pediu a uma outra estagiária
para a apresentar, contudo, devo salientar que, ao longo do meu estágio, fui
estudando e adquirindo conhecimentos sobre o que ia ser apresentado no
início da mesma. Devo dizer, que fiquei insatisfeita com esta situação, porém a
atividade em si foi bastante gratificante e chegou bem mais longe do que
esperava, o que é muito bom porque, todas as crianças destas escolas ficaram a
conhecer um pouco melhor este concelho onde residem ou estudam.
No Fórum Cultural de Ermesinde, o serviço educativo que lá é desenvolvido
não se encontra propriamente ligado com o património ou com as coleções que
por lá passam nas exposições temporárias que promove, ou seja, é um serviço
educativo mais ligado às datas festivas que vão ocorrendo ao longo do ano e é
desenvolvido com as escolas ou com os centros de dia. No entanto, é de referir
que, pontualmente, desenvolvem serviço educativo ligado com algumas das
coleções e com o património que promovem, porém, esta oferta é demasiado
escassa.
Deste modo, acho que era importante ser desenvolvido outro tipo de
atividades no âmbito do serviço educativo e que deveriam apostar na inovação,
pois torna-se aborrecido encontrar sempre a mesma oferta.
Também é de apontar que, fora das atividades onde são convidadas as
escolas ou os centros de dia, não existem muitas atividades de serviço
educativo que chame todas as pessoas interessadas em participar. E
sinceramente, num espaço cultural como é o Fórum Cultural de Ermesinde, eu
acho que devia ser feita uma aposta nesse tipo de atividades, de forma a dar a
conhecer o espaço, não só à população do concelho em que se insere, mas
alargar o perímetro de divulgação, com vista a chegar a um público mais
alargado.
Para que a oferta no âmbito do serviço educativo fosse mais apelativa, era
necessário que o Fórum tivesse profissionais com aptidões específicas no
âmbito deste serviço, visto que é necessário referir que a única pessoa com
formação no âmbito da cultura e do património, nesta instituição, é a Dr.ª
Luísa Aguiar.
A pouca divulgação por parte da instituição, é outro problema que devia ser
resolvido, pois faz com que o público não varie muito. Seria então, importante

60
para o Fórum criar eventos culturais com mais frequência e, que ao longo dos
anos letivos, a sua oferta educativa fosse mudando de modo a atrair mais
públicos e, que estes, também fossem mais variados.
Na minha opinião, acho que o Fórum tem uma vantagem em relação a
outras instituições culturais, visto que consegue atrair públicos dentro das
diversas faixas etárias. Ao longo do meu estágio assisti, de longe, a várias
montagens e desmontagens de exposições, nas duas salas que se destinam à
área expositiva, querendo isto dizer que a temática das exposições foi
variando. Para além disso, dispõe de um grande auditório que acolhe vários
tipos de espetáculos e não só. Deste modo, estes fatores são motivo para que
existam vários tipos de públicos, porém, a sua fraca divulgação faz com que a
quantidade de público seja menor e específica, como é o caso das escolas e dos
centros de dia.
A relação que o Fórum tem com a sua zona envolvente é bastante positiva,
prova disso são os projetos realizados com a Escola Básica 1/JI da Gandra, a
Escola Básica de Carvalhal Ermesinde, a Casa do Povo de Ermesinde e a
Associação de Promoção Social e Cultural de Ermesinde, escolas e instituições,
com as quais tive o prazer de trabalhar, frequentemente, ao longo da minha
estadia no Fórum. Contudo, devo realçar que, o Fórum trabalha com outras
escolas e instituições, mas as referidas, anteriormente, são as que vão com
mais frequência a esta instituição.
Ao longo dos meses que estive no Fórum apercebi-me que este tem um
papel importante junto da sua comunidade, sobretudo com as crianças e com
os idosos, visto que é fundamental durante toda a nossa vida termos acesso à
cultura e pudermos usufruir desta.
O título do relatório “Educar Culturalmente – Fórum Cultural de
Ermesinde” surgiu na sequência das atividades “Gravar Memórias” e “A tua
Terra a tua História”, que como já referi anteriormente, foram atividades que
mais peso tiveram durante a minha estadia no Fórum Cultural de Ermesinde.
Este título surge então, porque ambas se encontram ligadas com o património
e a identidade do concelho de Valongo e, porque a partir destas foram
transmitidos conhecimentos ligados com a cultura deste mesmo concelho.
Uma das vantagens de ter estado a estagiar no Fórum Cultural de
Ermesinde, foi o facto da equipa de trabalho ser pequena e deste modo existir
um contacto direto com todos os trabalhadores da instituição.

61
Ao longo do meu período de estágio, senti-me sempre à vontade para expor
as minhas dúvidas e propus-me a fazer tudo o que fosse necessário dentro do
Fórum. Senti, também, que fui muito bem integrada e que já fazia parte
daquela equipa de trabalho. A experiência que tive, ao longo das duzentas e
dez horas, foi positiva e no fim do meu estágio continuei a ir para a instituição
em regime de voluntariado.
Não desvalorizando as vantagens, com o decorrer do estágio, percebi que é
muito difícil estar numa instituição que se encontra sob o controlo de uma
Câmara Municipal, pois deste modo a própria instituição fica um pouco
limitada relativamente a decisões que deveriam ser tomadas no seio da própria
instituição e, porque muitas das vezes não consegue a levar a cabo algumas
atividades por falta de respostas rápidas.
Concluindo, este estágio curricular marcou positivamente o término do
meu percurso académico, pois através dele adquiri a noção das dificuldades e
das imensas tarefas que um gestor do património se depara numa instituição
cultural, não só por aquilo que fui fazendo, mas também, por aquilo que
observava relativamente ao trabalho desenvolvido pela minha orientadora de
estágio.
Esta experiência permitiu-me obter noções para poder responder a futuras
dificuldades que venham a surgir no futuro, pois a partir daqui apercebi-me da
realidade vivida numa instituição cultural e que, muitas vezes, a falta de meios
financeiros torna difícil alcançar alguns objetivos desejados.

62
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Profedições.

65
APÊNDICES

APÊNDICE A – LISTA COM SUGESTÕES DE ATIVIDADES

Atividade 1: Esta atividade consiste na construção de uma árvore de Natal


feita através de matérias que podem ser reaproveitados. De seguida, e assim
que a árvore estiver pronta, segue-se a elaboração dos enfeites de Natal, feitos
também com materiais recicláveis. Aqui, é deixado ao critério de cada um o
tipo de enfeites que querem fazer e como querem fazer, porém, se for
necessário solicitaremos ajuda.
Materiais necessários: copos de plástico, cápsulas de café, cartolinas
(verde, vermelho e amarelo), cola UHU, cola quente, rolhas de garrafa,
garrafas de plástico (das pequenas), cartão, latas de tinta, guaches, pincéis e
tesouras.
Orçamento: a determinar
Data de realização: a determinar
Horário: a determinar

Atividade 2: “Decorações de Natal” - esta atividade consiste na


elaboração de enfeites de Natal, feitos com materiais recicláveis.
Para a realização desta atividade, foram escolhidos alguns tipos de enfeites que
são fáceis de fazer. Porém, dentro dos modelos que iremos apresentar podem
escolher o que querem fazer.
Materiais necessários: rolhas de cortiça, cartolinas (verde, vermelho e
amarelo), cola UHU, cola quente, rolhas de garrafa, cartão, latas de tinta,
guaches, pincéis e tesouras.
Orçamento: 0 €
Data de realização: a determinar
Horário: a determinar

Atividade 3: Uma outra atividade que poderia ser realizada consiste numa
palestra e demonstração sobre todo o tipo de património que existe em
Valongo, abordado de uma forma sucinta, salientando os aspetos mais

66
importantes e apresentado um ou dois exemplos de cada tipo de património.
No fim da palestra haverá uma mesa com algumas coisas que fazem parte do
património gastronómico cá existente.
Materiais necessários: projetor, pratos, copos
Orçamento: 0 €
Data de realização: a determinar
Horário: a determinar

Atividade 4: “Cantares de Natal” - para a realização desta atividade


convidaríamos algumas das instituições que acolhem idosos e iriamos desafiá-
las a escolher e ensaiar três músicas de Natal. Após aceite o desafio, as
instituições viriam aqui ao Fórum Cultural de Ermesinde apresentar as suas
escolhas.
Orçamento: 0 €
Data de realização: a determinar
Horário: a determinar

Atividade 5: “Gravar a Ardósia”: esta atividade consiste em gravar na


ardosia um bem patrimonial do concelho de Valongo.
Materiais necessários: Ardósia, papel químico, lixas, pregos, graxa e panos
Orçamento: a determinar
Data de realização: a determinar
Horário: a determinar

67
Apêndice B - Lista de atividades a serem desenvolvidas ao longo de
2018

Atividade 1: Esta atividade consiste em fazer um convívio com alguns centros


de dia, onde seriam feitos bolos para serem cozidos num forno solar.
Posteriormente, seriam realizados jogos tradicionais.
Materiais necessários: Ingredientes para fazer um bolo, forno solar
Orçamento: a determinar
Data de realização: 03 de maio (dia do sol)
Horário: a determinar

Atividade 2: Esta atividade consiste em convidar um autor português para


uma conversa aberta onde este falaria sobre a sua experiência e vida artística.
Orçamento: a determinar
Data de realização: 22 de maio (dia do autor português)
Horário: a determinar

Atividade 3: Esta atividade consiste na realização de um piquenique com


idosos de centros de dia, onde cada um levaria um ou mais alimentos para
partilhar.
Orçamento: a determinar
Data de realização: 15 de junho (dia internacional do piquenique)
Horário: a determinar

68
APÊNDICE C - FICHA DE SÍNTESE DA ATIVIDADE “DECORAÇÕES
DE NATAL”

Atividade: “Decorações de Natal”


Data: 06/12/2017
Duração: 1 hora e meia, máximo 2 horas

Sinopse: Esta atividade consiste na elaboração de enfeites de Natal, feitos


com materiais recicláveis.

Conteúdos e conhecimentos: Para a realização desta atividade, foram


escolhidos alguns tipos de enfeites que são fáceis de fazer. Porém, dentro dos
modelos que iremos apresentar podem escolher o que querem fazer.

Objetivos: Esta atividade tem como objetivo exercitar a capacidade


interpretativa do participante, assim como a sua capacidade de precessão para
a elaboração dos enfeites de Natal.

Destinatários: Idosos

Metodologia e estratégia: Primeiramente é preciso realizar, pelo menos,


um exemplar de cada enfeite de Natal que vamos desafiar os participantes a
realizar. Depois, é necessário preparar a sala, ou seja, colocar as mesas, as
cadeiras e os materiais que são necessários para a realização da atividade.
No dia da atividade, esta terá início após a explicação daquilo em que a mesma
consiste e o que é necessário fazer. Os participantes têm liberdade de escolher
o tipo de enfeite que querem fazer e como é que o querem fazer, com os
materiais que lhes são cedidos.
Se necessário será prestado apoio.

Recursos materiais: Rolhas de cortiça, cartolinas (verde, vermelho e


amarelo), cola UHU, cola quente, rolhas de garrafa, cartão, latas de tinta,
guaches, pincéis e tesouras.

69
Orçamento: 0 €

Articulações: Contacto com as instituições para as convidar a vir ao Fórum


Cultural de Ermesinde, para informar do dia da atividade, a que horas começa
e o tempo de duração que a mesma tem.

Avaliação: Observar todo processo desde o seu planeamento até à sua


conclusão, se necessário serão feitos ajustes.
No fim da atividade é necessário avaliar os resultados, comparando-os com os
objetivos inicialmente estabelecidos.

70
APÊNDICE D – EXEMPLARES DAS MÁSCARAS DE CARNAVAL

Imagem 1 - Exemplares das máscaras de Carnaval

71
APÊNDICE E – ATIVIDADE “MÁSCARAS DE CARNAVAL”

Imagem 2 - Desenvolvimento da atividade com as crianças do Pré-escolar

Imagem 3 - Desenvolvimento da atividade com as crianças do Pré-escolar

Imagem 4 - Desenvolvimento da atividade com as crianças do Pré-escolar

72
Imagem 5 - Desenvolvimento da atividade com as crianças do 2º ano

Imagem 6 - Desenvolvimento da atividade com as crianças do 2º ano

Imagem 7 - Desenvolvimento da atividade com as crianças do 2º ano

73
Imagem 8 - Desenvolvimento da atividade com as crianças do 1º ano

Imagem 9 - Desenvolvimento da atividade com as crianças do 1º ano

Imagem 10 - Desenvolvimento da atividade com as crianças do 4º ano

74
APÊNDICE F – ATIVIDADE “MEMÓRIAS DA MINHA ESCOLA”

Imagem 11- Desenvolvimento da atividade "Memórias da minha escola"

Imagem 12 -Desenvolvimento da atividade "Memórias da minha escola"

75
APÊNDICE G – ATIVIDADE “DIA DA CRIATIVIDADE”

Imagem 13 - Desenvolvimento da atividade "Dia da Criatividade"

Imagem 14 - Desenvolvimento da atividade "Dia da Criatividade"

Imagem 15 - Desenvolvimento da atividade "Dia da Criatividade"

76
APÊNDICE H – FICHA DE SÍNTESE DA ATIVIDADE “GRAVAR
MEMÓRIAS”

Atividade: Trabalhar com Ardósia


Data: A definir
Duração: 2 horas

Sinopse: Esta atividade visa a gravação na ardósia de imagens do extenso


património do concelho de Valongo, e o seu objetivo principal é dar a conhecer
aos participantes a riqueza patrimonial que existe no concelho.

Conteúdos: Para a realização desta atividade foram selecionadas imagens do


património existente neste concelho, nomeadamente, do património natural,
religioso, etnográfico, gastronómico e industrial. As imagens são simples, de
fácil e rápida gravação na ardósia para que a atividade não seja longa e
cansativa.

Objetivos: Como já foi referido anteriormente, a atividade tem como


principal objetivo dar a conhecer o vasto património deste concelho a todos os
participantes. Para além disso, tem também como objetivos aumentar a
consciência dos participantes para a importância da proteção e valorização
deste património, assim como dar a conhecer a importância que o mesmo tem
para todo o concelho de Valongo.

Metodologia: Relativamente à preparação desta atividade, primeiramente é


necessário gravar pelo menos um dos desenhos na ardósia, para à posteriori
ser apresentado aos participantes aquilo em que consiste a atividade e o
resultado final.
Posteriormente, vamos proceder à preparação da sala onde esta vai ser
realizada, ou seja, colocar as mesas, as cadeiras e os materiais que vão ser
utilizados.
No dia, num primeiro momento vai ser explicado aos participantes o porquê
da realização desta atividade e no que consiste. Depois, os materiais vão ser
apresentados e vai ser explicita a forma como se vai trabalhar com estes.

77
Após serem apresentados as várias imagens do património de Valongo, os
participantes têm a liberdade de escolher o desenho que querem gravar na
ardósia.
Caso seja necessário será prestado apoio aos participantes.

Destinatários: Direcionada a crianças

Recursos materiais:
− Pequenas pedras de ardósia
− Papel químico (100 folhas)
− Limas
− Lixas
− Pregos
− Graxa
− Panos

Orçamento: +/- 42,93 € (Papel químico - 100 folhas)

Articulações: Contacto com a Escola Básica 1/JI da Gandra para convidar as


duas turmas do quarto a participar na atividade que irá decorrer no Fórum
Cultural de Ermesinde, de forma a informar o dia da atividade, o seu tempo de
duração e se estão interessadas em aceitar o convite.

Avaliação: Inicialmente, é imprescindível observar todo processo de


preparação da atividade. Caso seja necessário serão feitos ajustes, de forma a
melhorá-la. No fim desta é necessário avaliar os resultados, comparando-os
com os objetivos inicialmente estabelecidos.

78
APÊNDICE I - DOCUMENTO ENVIADO PARA A CÂMARA
MUNICIPAL DE VALONGO A APRESENTAR A ATIVIDADE
“GRAVAR A ARDÓSIA” PARA APROVAÇÃO27

CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO


DIVISÃO DE CULTURA, TURISMO E JUVENTUDE

PROCESSO Nª: INFORMAÇÃO Nº: DATA: 08/01/2018

Requerente: Resp. FCE Dra. Luísa Para: Exmo. Sr. Presidente da


Aguiar Câmara, Dr. José Manuel Ribeiro

Assunto: Proposta de Atividade para o Serviço Educativo – “Gravar a


Ardósia”
No âmbito dos estágios estabelecidos no Acordo de Cooperação criado entre
Câmara Municipal de Valongo e Escola Superior de Educação do Politécnico
do Porto, venho por este meio apresentar uma das propostas requerida pelo
Fórum Cultural de Ermesinde, à estagiária Cláudia Silva.
Dada a aproximação da I Bienal da Ardósia, venho por este meio, propor a
realização de uma atividade que se enquadrasse neste projeto, a qual designei
como “Gravar a Ardósia”. Esta, é uma atividade que visa a gravação de
imagens que num todo explanem o extenso património do concelho de
Valongo e o seu objetivo principal é dar a conhecer aos participantes a riqueza
patrimonial existente.
Assim sendo, proponho convidar duas turmas do quarto ano da Escola
Básica 1/JI da Gandra a participar nas atividades lúdico-criativas do Serviço

27 É de referir que, apesar do documento ir em nome da Dr.ª Luísa Aguiar, o mesmo foi escrito por
mim, por esse mesmo motivo é que se encontra em apêndices.

79
Educativo do Fórum Cultural de Ermesinde, inseridas na temática patrimonial
deste concelho.
A atividade será desenvolvida da seguinte forma:
Num primeiro momento os participantes irão sobrepor o papel químico em
cima da ardósia. Depois, deverão colocar a folha de papel com respetiva
imagem de uma marca do concelho de Valongo, podendo esta ser, o biscoito, a
regueifa, os bugios ou o brinquedo, em cima do papel químico para,
posteriormente, contornarem a imagem com um lápis. No final, retirarão a
folha de papel com a imagem e o papel químico de cima da ardósia e terão a
imagem transposta para a ardósia. No final deste processo, deverão proceder à
gravação da imagem com o uso de um prego e, quando terminada a gravação
será aplicada graxa para dar brilho à pedra.
Para a realização desta atividade serão necessários os seguintes materiais:
− Ardósia
− Papel químico
− Lixas
− Pregos
− Graxa
− Panos
Por último e face ao exposto, sugiro que esta atividade se realize nos dias 22
e 23 de fevereiro.
Tem competência para decidir sobre o assunto o Exmo. Sr. Presidente da
Câmara, Dr. José Manuel Ribeiro, nos termos da alínea a) do nº2 do artigo
nº35 da lei nº 75/2013 de 12 de setembro.

À Consideração Superior

80
APÊNDICE J – IMAGENS DA VISITA À EMPRESA DAS LOUSAS DE
VALONGO

Imagem 16 - Mina de onde é extraída a ardósia na Empresa das Lousas

Imagem 17 - Maquinaria na Empresa das Lousas

Imagem 18 - Trabalhadoras na Empresa das Lousas

81
Imagem 19 - Visita guiada à Empresa das Lousas

Imagem 20 - Processo de tratamento da ardósia

Imagem 21 - Processo de tratamento da ardósia

82
APÊNDICE K – ATIVIDADE “GRAVAR MEMÓRIAS”

Imagem 22 - Exemplares para o "Gravar Memórias"

Imagem 23 - Exemplares para o "Gravar Memórias"

Imagem 24 - Materiais necessários para a execução da atividade

83
Imagem 25 - Trabalhos realizados no "Gravar Memórias"

Imagem 26 - Trabalhos realizados no "Gravar Memórias"

Imagem 27 - Trabalho realizado por uma aluna da Escola Básica do Lombelho, Alfena, no
"Gravar Memórias"

84
Imagem 28 - Trabalhos realizados no "Gravar Memórias"

Imagem 29 - Trabalhos realizados no "Gravar Memórias"

Imagem 30 - Trabalho realizado por uma aluna da Escola Básica do Lombelho, Alfena, no
"Gravar Memórias"

85
Imagem 31 - Polir a ardósia

Imagem 32 - Gravar a ardósia

Imagem 33 - Apresentação da atividade "Gravar Memórias"

86
APÊNDICE L – TABELAS COM O NÚMERO DE TURMAS E ALUNOS
DAS TURMAS DO 3º, 4º, 5 E 6º ANO DAS ESCOLAS DO CONCELHO
DE VALONGO

Valongo
Escola Básica da 3º ano 4º ano
Boavista 0 turmas 1 turma – 19 alunos
Escola Básica do 3º ano 4º ano
Calvário 1 turma – 21 alunos 1 turma – 26 alunos
Escola Básica da 3º ano 4º ano
Estação 1 turma – 23 alunos 1 turma – 19 alunos
Escola Básica da 3º ano 4º ano
Ilha 1 turma – 26 alunos 1 turma – 20 alunos
Escola Básica 3º ano 4º ano
Nova de 2 turmas – 47 alunos 1 turma – 24 alunos
Valongo
Escola Básica do 3º ano 4º ano
Susão 2 turmas – 50 alunos 3 turmas – 61 alunos
Escola Básica do 3º ano 4º ano
Balado 2 turmas – 51 alunos 3 turmas – 71 alunos
Escola Básica 5º ano 6º ano
Vallis Longus 10 turmas – 235 alunos 12 turmas – 379 alunos
Total número de alunos de cada ano Número total de alunos
3º ano 218 alunos
4º ano 240 alunos 972 alunos
5º ano 235 alunos
6º ano 379 alunos

Tabela 5 - Tabela com o número de turmas e alunos das turmas do 3º, 4º, 5 e 6º ano das
escolas de Valongo

87
Ermesinde
Escola Básica do 3º ano 4º ano
Carvalhal 2 turmas – 45 alunos 2 turmas – 40 alunos
Escola Básica da 3º ano 4º ano
Costa 1 turma – 24 alunos 1 turma – 26 alunos
Escola Básica 3º ano 4º ano
Mirante de 2 turma – 48 alunos 2 turmas – 52 alunos
Sonhos
Escola Básica 3º ano 4º ano
Montes da Costa 1 turma – 19 alunos 2 turmas – 39 alunos
Escola Básica 3º ano 4º ano
das Saibreiras 2 turmas – 40 alunos 2 turmas – 32 alunos
Escola Básica da 3º ano 4º ano
Bela 2 turmas – 40 alunos 1 turma – 26 alunos
Escola Básica da 3º ano 4º ano
Gandra 2 turmas – 41 alunos 2 turmas – 45 alunos
Escola Básica de 3º ano 4º ano
Sampaio 1 turma – 18 alunos 1 turma – 18 alunos
Escola EB 2,3 de 5º ano 6º ano
S. Lourenço 6 turmas – 130 alunos 5 turmas – 100 alunos
Escola EB 2,3 D. 5º ano 6º ano
António F. 3 turmas – 63 alunos 3 turmas – 57 alunos
Gomes
Escola 5º ano 6º ano
Secundária de 5 turmas – 136 alunos 7 turmas – 170 alunos
Ermesinde
Total número de alunos de cada ano Número total de alunos
3º ano 275 alunos
4º ano 278 alunos 1209 alunos
5º ano 329 alunos
6º ano 327 alunos

Tabela 6 - Tabela com o número de turmas e alunos das turmas do 3º, 4º, 5 e 6º ano das
escolas de Ermesinde

88
Alfena

Escola Básica de 3º ano 4º ano


Cabeda 1 turma – 20 alunos 2 turmas – 43 alunos
Escola Básica da 3º ano 4º ano
Codiceira 1 turma – 23 alunos 1 turma – 29 alunos
Escola Básica do 3º ano 4º ano
Lombelho 1 turma – 26 alunos 1 turma – 25 alunos
Escola Básica do 3º ano 4º ano
Barreiro 1 turma – 23 alunos 2 turmas – 49 alunos
Escola Básica de 5º ano 6º ano
Alfena 5 turmas – 125 alunos 7 turmas – 168 alunos
Total número de alunos de cada ano Número total de alunos
3º ano 92 alunos
4º ano 146 alunos 531 alunos
5º ano 125 alunos
6º ano 168 alunos

Tabela 7 - Tabela com o número de turmas e alunos das turmas do 3º, 4º, 5 e 6º ano das
escolas de Alfena

89
Sobrado
Escola Básica da 3º ano 4º ano
Balsa 1 turma – 8 alunos do 3º ano e 9 alunos do 4º ano
Escola Básica de 3º ano 4º ano
Campelo 1 turma – 18 alunos 2 turmas – 34 alunos
Escola Básica de 3º ano 4º ano
Fijós 1 turma – 20 alunos 1 turma – 18 alunos
Escola Básica do 3º ano 4º ano
Paço 1 turma – 6 alunos do 3º ano e 8 alunos do 4º ano
Escola Básica de 5º ano 6º ano
S. João de 3 turmas – 67 alunos 3 turmas – 68 alunos
Sobrado
Total número de alunos de cada ano Número total de alunos
3º ano 52 alunos
4º ano 69 alunos 256 alunos
5º ano 67 alunos
6º ano 68 alunos

Tabela 8 - Tabela com o número de turmas e alunos das turmas do 3º, 4º, 5 e 6º ano das
escolas de Sobrado

90
Campo
Escola Básica da 3º ano 4º ano
Azenha 1 turma – 20 alunos 1 turma – 23 alunos
Escola Básica de 3º ano 4º ano
Balselhas 1 turma – 28 alunos 1 turma – 22 alunos
Escola Básica de 3º ano 4º ano
Morais 1 turma – 24 alunos 2 turmas – 37 alunos
Escola Básica do 3º ano 4º ano
Outeiro 1 turma – 21 alunos 1 turma – 19 alunos
Escola Básica da 3º ano 4º ano
Retorta 1 turma – 17 alunos 1 turma – 24 alunos
Escola Básica e 5º ano 6º ano
Secundária de 5 turmas – 107 alunos 4 turmas – 97 alunos
Campo
Total número de alunos de cada ano Número total de alunos
3º ano 110 alunos
4º ano 125 alunos 439 alunos
5º ano 107 alunos
6º ano 97 alunos

Tabela 9 - Tabela com o número de turmas e alunos das turmas do 3º, 4º, 5 e 6º ano das
escolas de Campo

91
APÊNDICE M – FICHA DE SÍNTESE DA ATIVIDADE “A TUA
TERRA A TUA HISTÓRIA”

Atividade: Mesa redonda - “A tua Terra a tua História”


Data: A definir
Duração: 1 hora e 30 minutos

Sinopse: Atividade que promove a troca de opiniões relativas ao Património


edificado de Valongo. Vai permitir, também, que se discuta sobre a
importância deste para todo o concelho e de que forma é que devemos
sensibilizar as pessoas para que estas se interessem pela História deste
concelho que se encontra espelhada nestes monumentos. Para além disto, irá
também se discutida a forma como se deve salvaguardar e preservar este tipo
de Património.

Conteúdos: Discussão sobre o Património edificado de Valongo,


nomeadamente sobre a importância deste para a população e para o próprio
concelho.

Objetivos:
− Sensibilizar estes jovens para a importância deste tipo de
Património;
− Transmitir às gerações atuais as memórias que aconteceram nestes
locais, fazendo deste modo com que o interesse por estes espaços
nunca se perca ao longo dos tempos e que seja passado para as
gerações futuras.

Metodologia: Para a realização desta atividade é necessário analisar os


trabalhos realizados por estes jovens sobre este tema;
Posteriormente, é importante recolher outro tipo de informação sobre estes
locais, trabalhados pelos alunos;
Levantamento de questões que podem vir a ser discutidas na mesa redonda;
No dia é necessário proceder à organização da sala onde vai decorrer a
atividade.

92
Destinatários: Direcionada a alunos do 12º ano que realizaram trabalhos
sobre este tema.

Recursos materiais:
− Mesas
− Cadeiras

Orçamento:
0€

Articulações: Contacto com a Escola Secundária de Ermesinde,


nomeadamente com a professora Luísa Oliveira por forma a saber a sua
disponibilidade e a dos seus alunos em virem ao Fórum participar na mesa
redonda.

Avaliação: A avaliação vai ser feita com base na discussão que haver
relativamente a este assunto.
Vão ser comparados e analisados os objetivos que inicialmente foram
estabelecidos para atividade com o resultado da mesma.

93
APÊNDICE N – DOCUMENTO ENVIADO PARA A CÂMARA
MUNICIPAL DE VALONGO A APRESENTAR A ATIVIDADE “A TUA
TERRA A TUA HISTÓRIA” PARA APROVAÇÃO28

CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO


DIVISÃO DE CULTURA, TURISMO E JUVENTUDE

PROCESSO Nª: INFORMAÇÃO Nº: DATA: /01/2018

Requerente: Resp. FCE Dra. Luísa Para: Exmo. Sr. Presidente da


Aguiar Câmara, Dr. José Manuel Ribeiro

Assunto: Proposta de Atividade para o Serviço Educativo – “A tua Terra a


tua História”

No âmbito dos estágios estabelecidos no Acordo de Cooperação criado entre


Câmara Municipal de Valongo e Escola Superior de Educação do Politécnico
do Porto, venho por este meio apresentar uma das propostas requerida pelo
Fórum Cultural de Ermesinde, à estagiária Cláudia Silva.
Dada á formação da estagiária estar intimamente ligada ao Património,
venho por este meio propor a realização de uma mesa redonda sobre o
Património Edificado do Concelho de Valongo. Esta, é uma atividade que
promove a troca de opiniões relativas a este tema e que vai permitir que se
discuta sobre a importância deste tipo de Património para todo o concelho e de

28 É de referir que, apesar do documento ir em nome da Dr.ª Luísa Aguiar, o mesmo foi escrito por
mim, por esse mesmo motivo é que se encontra em apêndices.

94
que forma é que devemos sensibilizar as pessoas para que estas se interessem
pela História deste concelho que se encontra espelhada nestes monumentos.
Para além disto, irá também se discutida a forma como se deve salvaguardar e
preservar este tipo de Património.
Assim sendo, proponho convidar os alunos do 12º ano da Escola Secundária
de Ermesinde, que realizaram trabalhos sobre este tema e que podem vir até cá
partilhar a sua opinião sobre a importância deste Património e de que forma é
que o devemos salvaguardar e passar para as gerações futuras.
Deste modo, esta atividade tem como principais objetivos sensibilizar estes
jovens para a importância deste tipo de Património e transmitir às gerações
atuais as memórias que aconteceram nestes locais, fazendo com que o
interesse por estes espaços nunca se perca ao longo dos tempos e que seja
passado para as gerações futuras.
A atividade terá a duração máxima de uma hora e meia e participará,
também, na atividade a professora destes respetivos alunos.
Por último e face ao exposto, esta atividade vai se realizar num dia proposto
pela Professora Luísa Oliveira, visto que a atividade se irá desenvolver, à
partida, em horário de aulas.
Tem competência para decidir sobre o assunto o Exmo. Sr. Presidente da
Câmara, Dr. José Manuel Ribeiro, nos termos da alínea a) do nº2 do artigo
nº35 da lei nº 75/2013 de 12 de setembro.

À Consideração Superior

95
APÊNDICE O – ATIVIDADE “A TUA TERRA A TUA HISTÓRIA”

Imagem 34 - Desdobráveis sobre as marcas do património do concelho de Valongo

Imagem 35 - Apresentações da atividade "A tua Terra a tua História"

Imagem 36 - Apresentações da atividade "A tua Terra a tua História

96
APÊNDICE P – DESDOBRÁVEL REALIZADO PARA A ATIVIDADE
“A TUA TERRA A TUA HISTÓRIA”

Imagem 37 - Informação contida no desdobrável sobre as marcas de Valongo

97
ANEXOS

ANEXO A – IMAGENS DA VISITA À EMPRESA DAS LOUSAS

Imagem 38 - Visita guiada à Empresa das Lousas

Imagem 39 -Visita guiada à Empresa das Lousas

98
ANEXO B – IMAGENS SELECIONADAS PARA A ATIVIDADE
“GRAVAR MEMÓRIAS”

Imagem 40 – Bugio Imagem 41- Pião

Imagem 42 - Biscoito Imagem 43 - Regueifa

99
ANEXO C – IMAGENS DA ATIVIDADE “GRAVAR MEMÓRIAS”

Imagem 44 – Auxílio prestado às crianças na atividade "Gravar Memórias"

Imagem 45 - Auxílio prestado às crianças na atividade "Gravar Memórias"

Imagem 46 - Auxílio prestado às crianças na atividade "Gravar Memórias"

100
Imagem 47 - Auxílio prestado às crianças na atividade "Gravar Memórias"

Imagem 48 - Auxílio prestado às crianças na atividade "Gravar Memórias"

101
ANEXO D – EMAIL DA Dr.ª LUÍSA AGUIAR ENVIADO À
PROFESSORA LUÍSA OLIVEIRA

No âmbito dos trabalhos realizados pelos V. alunos sobre o Património


local, venho por este meio saber da possibilidade de reunir com V Exa., no
sentido de levar a cabo a já pensada mesa redonda ao tema património - “A tua
Terra a tua História”.
Estando uma estagiária de ensino superior a tratar o mesmo assunto, seria
uma mais valia unir esforços e realizar esta atividade em conjunto.
Para tal é necessário saber da disponibilidade dos vossos alunos para a
preparação e apresentação.
Gostaríamos muito que esta atividade acontecesse e que pudéssemos contar
com a vossa participação.

Com os meus cordiais cumprimentos


Luísa Aguiar

Câmara Municipal de Valongo


Divisão de Cultura, Turismo e Juventude
Fórum Cultural Ermesinde
Rua Fábrica de Cerâmica s/n
4445-428 Ermesinde
Ext: 3401
Contactos: 229 783 321 / 911 046 293
laguiar@cm-valongo.pt/luisaaguiar@cm-valongo.pt

102
ANEXO E – NOTÍCIA DO JORNAL ONLINE “A VOZ DE
ERMESINDE”29

Imagem 49 - Notícia do jornal online “A Voz de Ermesinde” sobre a atividade "A tua Terra
a tua História"

29 A Voz de Ermesinde (2018). Universidade Sénior de Ermesinde participou no Dia Nacional dos
Centros Históricos. [Consultado no dia: 28 de junho] Disponível em:
http://www.avozdeermesinde.com/noticia.asp?idEdicao=350&id=11037&idSeccao=3842&Action=noticia

103
ÍNDICE GERAL

Introdução 2
1. Projeto de estágio 4
1.1. Identificação do aluno 4
1.2. Identificação da entidade acolhedora 4
1.3. Estágio 7

2. Contextualização teórica 10
2.1. Património e Identidade 10
2.2. Serviço educativo 16

3. Desenvolvimento do estágio 25
3.1. Apresentação do Fórum Cultural de Ermesinde e inserção da estagiária
na instituição 25
3.1.1. Fórum Cultural de Ermesinde 25
3.1.2. Inserção da estagiária na instituição 30
3.2. Metodologias 32
3.3. Descrição pormenorizada das atividades 33
3.3.1. “Atividade de Natal” 35
3.3.2. “Decorações de Natal” 37
3.3.3. “Máscaras de Carnaval” 39
3.3.4. “Memórias da minha escola” 44
3.3.5. “Dia da Criatividade” 46
3.3.6. “Gravar Memórias” 48
3.3.7. “A tua Terra a tua História” 54

Conclusão 58
Bibliografia 63
Apêndices 66

Anexos 98

104
LICENCIATURA EM GESTÃO DO PATRIMÓNIO

Setembro 18
20