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ESCOLA SECUNDÁRIA SANTOS SIMÕES

A HIGIENE NA
IDADE MÉDIA
Vitória Teixeira 5º C, nº 26
Guimarães

2018/2019
INTRODUÇÃO

Este trabalho foi proposto pela professora de história e tem como objetivo
conhecermos os hábitos de higiene da Idade Média, período que estamos a estudar.
Eu selecionei este tema por achar mais interessante e gostaria de conhecer
melhor esta época. Com ele pretendo dar a conhecer um pouco da história da Idade
Média, divulgar a falta de higiene existente e revelar algumas curiosidades relacionadas
com o assunto.
Após uma pesquisa, selecionarei os assuntos mais importantes e interessantes
para elaborar este trabalho.
A Idade Média engloba um período de mais de 1000 anos, que ficou marcada
pela falta de higiene de todas as classes sociais, desde o povo ao rei. Esta prática dava
muito trabalho, carregar baldes cheios do poço, no inverno, para depois ter de cortar
lenha para aquecer a água ou tomar banho no rio de verão.
Esta situação agravou-se com a Peste, quando surgiu a teoria de que o banho
quente dilatava os poros e facilitava a “entrada dos vírus”, consequência da falta de
conhecimentos médicos, e a igreja contribuiu ao denunciar o banho como sendo imoral,
condenando o banho por considerá-lo um luxo desnecessário e pecaminoso.
Relativamente à medicina, os médicos achavam que a água, sobretudo quente,
debilitava os órgãos, deixando o corpo exposto a todo tipo de doenças. Assim surge a
ideia de que uma camada de sujo protegia a pele contra doenças e que, portanto, a
higiene pessoal devia ser realizada “a seco”, só com uma toalha limpa para esfregar as
partes expostas do corpo.
Os médicos também recomendavam que as crianças limpassem o rosto e os
olhos com um trapo branco, mas não muito para não retirar a cor “natural” da tez,
consideravam que a água era prejudicial à vista, que podia provocar dor de dentes e
catarros, empalidecia o rosto e deixava o corpo mais sensível ao frio no inverno e a pele
seca no verão.
Nas famílias mais pobres os banhos eram raros e quando aconteciam, eram
tomados num recipiente enorme cheio de água quente. O pai da família era o primeiro
em tomá-lo, logo os outros homens da casa por ordem de idade e depois as mulheres,
também por ordem de idade. Quando chegava a vez das crianças e bebés, estes eram
mergulhados na água já bastante suja.
Existiam também as casas de banho públicas, oriundas dos antigos romanos,
onde as pessoas se banhavam juntas ao mesmo tempo, homens e mulheres sem
distinção. Quando ocorreu a Peste Negra na Europa, entre 1347 e 13503, essas casas de
banho acabaram por contribuir para a peste se espalhar, e foi então que as pessoas
começaram a abominar os banhos mais frequentes.
Para agravar a situação, os telhados das casas não tinham forro e as vigas de
madeira que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais, cães, gatos, ratos e
besouros se aquecerem.
No entanto, a falta de higiene não era limitada aos mais pobres, a rejeição pela
água chegava aos estratos mais altos da sociedade. As damas mais dedicadas à limpeza,
tomavam banho, quando muito, duas vezes ao ano e o próprio rei só o fazia por
prescrição médica e com as devidas precauções.

Ritual de banho na corte


Inúmeros são os exemplos de reis, rainhas e nobres que faram conhecidos pela
sua falta de higiene.
O Rei Henrique VIII, famoso por romper com a Igreja Romana e por ter-se casado
seis vezes, tinha mais de 200 empregados que lhe serviam como cozinheiros,
carregadores, abanadores. Mas os que tinham sorte pior eram aqueles que deviam
cuidar das "necessidades" do rei: tinham que despiolhá-lo uma vez ao dia, limpar as suas
partes íntimas, depois que fizesse as suas necessidades e lavar suas partes íntimas
enquanto o rei permanecia sentado.
A rainha Isabel de Castilla, no século XV, gabava-se de ter tomado banho só duas
vezes na sua vida. Uma quando nasceu e outra um dia antes do seu casamento, o que
era uma tradição palaciana.
Luís XIV, que ficou conhecido como o Rei Sol,
deixou a imagem de um rei forte, robusto, detentor de
um poder extraordinário para governar, uma
personalidade inigualável, um rei guerreiro, mas pensa-
se que deve ter tomado de 2 a 5 banhos ”inteiros”
durante a sua vida. Ele tinha vários métodos para
mascarar os odores, espalhar perfume pelo corpo e
roupas; para o mau hálito, pastilhas de anis. Ele
praticava o famoso banho seco, ou seja, trocar de
roupas várias vezes no dia. O monarca tinha
conhecimento do mau cheiro que exalava, dificilmente
suportável a todos que o acompanhavam. Ele mesmo
abria as janelas para arejar quando entrava numa sala.
Rei Luís XIV

Este rei lavava as mãos com água despejada de uma jarra por
um cortesão. No rosto e no corpo colocava muito blush, pois o
branco era sinónimo de beleza e saúde; na cabeça, uma mistura de
talco e farinha para a peruca exageradamente alta, para refletir
magnitude e vigor, onde existiam piolhos.

Cuidados com a peruca do rei

O mau cheiro que as damas exalavam por debaixo das roupas era dissipado pelo
leque. Mas só os nobres tinham lacaios que faziam este trabalho. Além de dissipar o ar
também servia para espantar insetos que se acumulavam ao seu redor.
Concluindo, a classe alta cheirava tão
mal como a baixa. Os famosos vestidos e
perucas eram lavados raramente e era comum
ter piolhos. Às vezes, eles colocavam pedaços
de bacon como forma de combate-los, fazendo
com que os bichos fossem atraídos por
eles. Haviam servos que eram responsáveis pela
desparasitação todos os dias.
Desparasitação

Para além do descuido na higiene pessoal, a nobreza e os ricos também


utilizavam pratos de estanho, e certos tipos de alimentos oxidavam o material, fazendo
com que muita gente morresse envenenada.
Nesta época outro aspeto que destaca a falta de higiene o facto de tudo ser
reciclado. Havia gente dedicava a recolher os excrementos das fossas para vendê-los
como estrume. Os tintureiros guardavam urina em grandes recipientes, que depois
usavam para lavar peles e branquear telas. Os ossos eram triturados para fazer adubo.
O que não se reciclava ficava na rua, porque os serviços públicos de limpeza
urbana e saneamento não existiam ou eram insuficientes. As pessoas o seu lixo e dejetos
em baldes pelas portas das suas casas ou dos castelos.
Perante esta falta de higiene, surgem algumas curiosidades que marcam este
período da história, que a seguir serão mencionadas.
Os homens não retiravam os chapéus ao entrar em tabernas ou ao comer. A
razão para este ato, era a de que se o fizessem era mais provável que as lêndeas e
piolhos caíssem na comida.
Na Idade Média a maioria dos casamentos era celebrado no mês de junho, bem
no começo do verão. A razão era simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio;
assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. De qualquer forma, como
algumas pessoas cheiravam pior do que as outras ou se recusavam a tomar banho, as
noivas levavam ramos de flores, ao lado do seu corpo nas carruagens para disfarçar o
mau cheiro. Tornou-se, então, costume celebrar os casamentos em maio, depois do
primeiro banho. Não é ao acaso que hoje maio é considerado o mês das noivas e dali
nasceu a tradição do buquê de flores das noivas.
Nos palácios e casas de família a existência das casas de banho era praticamente
nula. Quando a necessidade imperava, o fundo do quintal ou um monte eram escolhidos
segundo a preferência de cada um.
Os sistemas de esgoto ainda não existiam; portanto as cidades medievais eram
verdadeiros depósitos de lixo e excremento. Grandes cidades como Londres ou Paris
podiam ser consideradas naquele tempo como alguns dos lugares mais sujos do mundo.
A maioria das pessoas não ligava ao uso de talheres. O costume era comer com
as mãos, que nem sequer eram lavadas antes das refeições. As louças que serviam os
pratos, muito provavelmente, também não passavam por qualquer processo de
limpeza.
As infeções e doenças relacionadas a esse tipo de situação eram muito
frequentes. Para evitar riscos maiores, a solução dos medievais era cauterizar as feridas
com um ferro em brasa.
A verdade é que a popularização do banho só se deu na segunda metade do
século passado, quando a revolução tecnológica facilitou a prática. Após a Segunda
Guerra Mundial, o processo de reconstrução das casas permitiu que os chuveiros fossem
espalhados por toda a Europa.
CONCLUSÃO

Este trabalho fez-me conhecer melhor o período da história que estamos a


estudar e descobri curiosidades e histórias desconhecidas mas importantes.
Escolhi bem o tema, pois foi muito interessante e viver nesse tempo devia ser
muito difícil e por isso este trabalho também mostra a importância da higiene para a
nossa saúde e para nos relacionarmos com os outros.
BIBLIOGRAFIA

https://otrecocerto.com/2016/05/10/a-falta-de-higiene-da-idade-media/

https://minilua.com/higiene-idade-media/

historiainte.blogspot.com/2014/03/o-banho-durante-idade-media.html