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ANTÓNIO SOARES DA ROCHA

MINUTAS e
FORMULÁRIOS 2ª EDIÇÃO

Anotados e Comentados
Civil
Financeiro e Tributário
Consumo
Administrativo
Comercial
Arrendamento
Criminal
Trabalho
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

2ª EDIÇÃO
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António Soares da Rocha

2ª EDIÇÃO
FICHA TÉCNICA

Título
Minutas e formulários – comentados e anotados - 2ª edição

Autor
António Soares da Rocha

Editor
Vida Económica - Editorial, SA
R. Gonçalo Cristóvão, 14 - 2º • 4000-263 Porto
www.vidaeconomica.pt • http://livraria.vidaeconomica.pt

Composição e montagem
Vida Económica

Impressão e acabamento
Uniarte Gráfica, S.A. • 4300-414 Porto

Depósito Legal
406836/16

ISBN
978-989-768-214-8

Executado em março de 2016

A cópia ilegal viola os direitos dos autores.

© Todos os direitos reservados para Vida Económica, Editorial, SA


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DEDICATÓRIA

Aos que não tiveram a oportunidade de evoluir, mas


contribuíram para a minha evolução.
Ao meu bisavô materno, que me ensinava a jogar pau com
dois anos, como se fosse o prelúdio duma parte do que
hoje sou.
À minha bisavô materna, de olhos verdes, a quem
comparo a minha perseverança e resignação.
À minha avó materna, donde ressalta a minha força física e
mental e o espírito de temerário.
Ao meu avô materno, que não conheci, mas donde se intui
a minha imponência.
À minha tia Francisca (Xica), da qual arrasto a beleza dos
olhos, o brilho e o amor que ainda me resta.

__________//__________

Ao meu avô paterno, pela minha intransigência,


obstinação, determinação e protecionismo.
À minha avó paterna, pelo exemplo do amor celeste e
incondicional que demonstrou para com o marido até ao
último suspiro (sem exageros).
Do mesmo autor:

- Oposição vs Impugnação Judicial, Universidade Católica Portuguesa, Porto, 2012.

- Oposição vs Impugnação Judicial, 1ª edição, reimprimida, Almedina, Coimbra,


2013
ISBN: 9789724052007 // 9789724052120.

- Oposição vs Impugnação Judicial, 2ª edição, Almedina, Coimbra, 2016.

- O Essencial sobre o Arrendamento Urbano, Grupo Editorial Vida Económica,


Porto, 2014.
ISBN: 9789727888825.

- Minutas e Formulários - Comentados e Anotados, 1ª edição, Grupo Editorial


Vida económica, Porto, 2015.
ISBN: 9789897680984.

- Website:
www.antoniosoaresrocha.com

- Trabalhos científicos defendidos em congressos:


• Reversibilidade das Coimas Tributárias - Artº 8º do RGIT, in I Congresso
Jurídico de Investigadores Lusófonos “CONJIL”, Faculdade de Direito da
Universidade do Porto, 2015
•Oficiosidade no Processo Judicial Tributário, in I Congresso de Derecho Trans-
nacional “CONDITRANS”, Universidade de Salamanca, 2016.
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ACRÓNIMOS

Ac. Acórdão.
Al. Alínea.
Artº Artigo.
AT Autoridade Tributária e Aduaneira.
CC Código Civil.
CCivil Código Civil.
Cf. Confrontar.
CIMI Código do Imposto Municipal sobre Imóveis.
CP Código Postal.
CPA Código do Procedimento Administrativo.
CP Código Penal.
CPC Código de Processo Civil.
CPPT Código de Procedimento e de Processo Tributário.
CPP Código de Processo Penal.
CPTA Código de Processo nos Tribunais Administrativos e Fiscais.
CRP Constituição da República Portuguesa.
DL Decreto-Lei.
DIAP Departamento de Investigação e Ação Penal.
EBF Estatuto dos Benefícios Fiscais.
ETAF Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais.
IMI Imposto Municipal sobre Imóveis.
8 Minutas e Formulários

IRS Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares.


IRC Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas.
IVA Imposto sobre o Valor Acrescentado.
LGT Lei Geral Tributária.
MP Ministério Público.
Nº Número.
NIF Número de Identificação Fiscal das Pessoas Singulares.
NIPC Número de Identificação Fiscal das Pessoas coletivas.
NRAU Novo Regime do Arrendamento Urbano.
OA Ordem dos Advogados.
OEF Órgão da Execução Fiscal.
PI Petição Inicial.
Procº Processo.
RABC Rendimento anual bruto corrigido.
RAC Reclamação contra os atos do chefe/órgão da execução fiscal.
RAU Regime do Arrendamento Urbano.
RGIT Regime Geral das Infrações Tributárias.
RJOPA Regime Jurídico das Obras em Prédios Arrendados.
RMNA Retribuição Mínima Nacional Anual.
SIC Assim, tal e qual.
STA Supremo Tribunal Administrativo.
TAF Tribunal Administrativo e Fiscal.
TCAN Tribunal Central Administrativo Norte.
TCAS Tribunal Central Administrativo Sul.
Vd. Vide.
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Índice 9

ÍNDICE

PREFÁCIO À 2ª EDIÇÃO ............................................................................ 15


INTRODUÇÃO ............................................................................................17
DIREITO CIVIL .............................................................................................19
ARRENDAMENTO
- Contrato de arrendamento ......................................................................25
- Atualização da renda..............................................................................29
- Alteração de renda - resposta .................................................................30
- Contrato-promessa de arrendamento e de promessa de venda ...............33
- Aditamento ao contrato de arrendamento e de promessa de venda .......36
- Alteração unilateral ao contrato de arrendamento ..................................37
(Aditamento/alteração ao contrato de arrendamento)
- Regime das obras habitacionais - comunicação ao senhorio .................39
- Regime das obras não habitacionais - comunicação ao senhorio ...........41
- Regime das obras não habitacionais - comunicação à câmara
municipal .............................................................................................43
- Benefício da compensação - comunicação ao senhorio .........................45
- Realização coerciva de obras - comunicação ao município ...................46
- Realização coerciva de obras - comunicação ao senhorio .....................48
- Benefício da compensação - comunicação ao município ......................49
- Incumprimento do contrato de arrendamento - notificação do locador .51
- Incumprimento do contrato de arrendamento - rendas em atraso
- notificação do fiador ............................................................................52
- Contrato de arrendamento rural .............................................................54
- Água – abastecimento – débitos de ex-locatário .....................................58
AUTO-IMPUGNAÇÕES .............................................................................61
10 Minutas e Formulários

AUTO-RECURSO .........................................................................................86
COMODATO
- Contrato de comodato ............................................................................91
CONTRATO DE EMPREITADA ...................................................................97
- Carta ao fornecedor do material ...........................................................103
- Carta ao prestador de serviços ..............................................................106
- Tentativa frustrada de regularização .....................................................109
- Contrato-promessa de compra e venda ................................................ 111
- Contrato-promessa de compra e venda com tradição .......................... 113
A FIANÇA ........................................................................................................
- Contrato de fiança ................................................................................120
- Liberação da Fiança .............................................................................123
OUTROS CONTRATOS
- Declaração de reconhecimento de dívida ........................................... 125
- Contrato de Prestação de Serviços ....................................................... 126
FALTAS AO TRABALHO POR MOTIVO DE DOENÇA
- Substituição das faltas por dias de férias (antes do desconto) ............... 139
- Substituição das faltas por dias de férias (depois do desconto)............. 132
- Contrato de Trabalho para Empregadas Domésticas ............................ 138
FALTAS DOS DIRIGENTES ASSOCIATIVOS VOLUNTÁRIOS ...................... 133
PROCURAÇÕES ........................................................................................ 141
- Procuração (Poderes Gerais) .................................................................143
- Procuração Simples .............................................................................144
- Procuração Especial .............................................................................145
- Procuração Especial - Divórcio (Exemplo) ............................................146
- Cedência de quota de sociedade ..........................................................147
PROTEÇÃO JURÍDICA – EXERCÍCIO DO DIREITO DE AUDIÇÃO
– IMPUGNAÇÃO JUDICIAL ................................................................148
- Exercício do Direito de Audição ...........................................................153
- Impugnação Judicial .............................................................................155
- Exercício do Direito de Audição - Deferimento tácito ..........................153
- IMPUGNAÇÃO JUDICIAL (Outros fundamentos) .................................160
DIREITO DE PROCESSO CIVIL
Mover ação declarativa inferior à alçada do tribunal de 1ª instância ...........169
- Ação - arrendamento habitacional .......................................................172
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Índice 11

- Ação - arrendamento não habitacional ...............................................176


- Ação - entrega de coisa certa ...............................................................180
- Ampliação da ação...............................................................................183
- Execução Específica .............................................................................185
- Valor da ação fracionado......................................................................189
- Contestação – Contra ação de Seguradora ...........................................196
- Reconvenção........................................................................................199
- Contestação - Condomínio ...................................................................201
- Reconvenção - Condomínio .................................................................205
- Pedido de revogação do despacho de reconvenção .............................208
- Assembleia Extraordinária de condóminos com vista à execução ........ 211
- Taxa de Justiça - Restituição .................................................................213
DIREITO EXECUTIVO
- Oposição ..............................................................................................237
- Ação de despejo - oposição .................................................................241
Mover ação executiva inferior à alçada do tribunal de 1ª instância
- Requerimento executivo .............................................................................
- Termo de entrega de coisa certa ...........................................................219
- Acordo - Transação Judicial ..................................................................221
- Embargos e oposição à penhora de condómino ...................................223
- Embargos e oposição de tv.Internet.Telefone_prescrição_ilegitimidade 236
- Dívida inimputável ...............................................................................237
DIREITO CRIMINAL
- Queixa-Crime .......................................................................................246
- Alteração das Medidas de Coação .......................................................251
- Restituição de objetos apreendidos ......................................................253
- Notificação para comparência fora da circunscrição do domicílio.......255
DIREITO FISCAL
IMI - Património
- Pedido de certidão matricial .................................................................261
- Pedido de averbamento - alteração da titularidade...............................262
- Reclamação das matrizes - Valor patrimonial tributário desatualizado 263
- Pedido de Isenção de IMI ....................................................................265
- Pedido de Isenção de IMI - Prédios de reduzido valor patrimonial
de sujeitos passivos de baixos rendimentos ..........................................267
12 Minutas e Formulários

- Pedido para fins vários alternativos ......................................................269


SITUAÇÕES AVULSAS
- Certidão - Artº 37º do CPPT ..................................................................273
- Cessão de créditos ................................................................................274
- Declaração de cessão de créditos.........................................................275
- Declaração de aceitação ......................................................................276
CONTENCIOSO TRIBUTÁRIO
- Denúncia ..............................................................................................277
- Termo de Denúncia/Participação ..........................................................277
Reclamação Graciosa ..................................................................................281
- Reclamação Graciosa (Reversão da Dívida) ........................................282
- Reclamação Graciosa (Correção Matricial) ..........................................287
- Recurso Hierárquico .............................................................................290
- Revisão da Matéria Coletável - artº 78º da LGT ....................................294
- Oposição Judicial ................................................................................298
- Impugnação Judicial .............................................................................301
- Reclamação contra a decisão do órgão da execução fiscal
(designada tecnicamente de forma abreviada por “RAC”) ....................314
- Intimação para a prática de um ato ......................................................327
- Anulação da venda...............................................................................331
- Ação Administrativa .............................................................................337
- Embargos de Terceiro ...........................................................................342
- Execuções Fiscais – Pagamento em prestações .....................................346
- Prestação de garantia - efeito suspensivo ..............................................348
- Requerimento (exemplo específico)......................................................351
- Coimas Fiscais – Dispensa e atenuação especial - artº 32º do RGIT .....353
DIVERSOS ..................................................................................................357
- Pedido de reemissão de cheque(s) - 2ª via ...........................................358
- Outros ........................................................................................................360
- Dívidas de telefone fixo, móvel e internet e televisão - prescrição .......362
- Seguros .....................................................................................................365
- Anulação ..............................................................................................366
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Índice 13

- Resgate .................................................................................................369
- Exemplo de Pedido de Resgate .............................................................370
- Declaração de extravio da apólice .......................................................371
- Acidente de viação - fuga do imputável ..............................................372
- Alteração da titularidade ......................................................................374
- Reclamação_Multirriscos/Incêndio .......................................................376
CONCLUSÃO.............................................................................................379
POSFÁCIO ..................................................................................................383
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Prefácio 15

PREFÁCIO À 2ª EDIÇÃO

Depois de uma obra Best Seller que esgota sensivelmente dentro de meio ano a
sua 1ª edição, pouco haverá a acrescentar no intróito à 2ª edição.
Não obstante, existe uma situação que se reveste da maior imperiosidade - mani-
festar o meu profundo agradecimento a todos aqueles que adquiriram a obra por
um dos meios mais convenientes, suporte físico ou e-book, revelando a acreditação
no meu trabalho como autor. Isto conduz insofismavelmente à concretização
das palavras de Olavo Bilac que remontam ao século XIX, privilegiadas pela sua
imutabilidade, e por mim comumente citadas:
Os livros não matam a fome, não suprimem a miséria, não acabam
com as desigualdades e com as injustiças do mundo, mas consolam
as almas e fazem-nos sonhar.
De facto, esgotar uma edição dentro do sobredito período, sem apoio ou refe-
rência de qualquer estabelecimento de ensino, se não é inédito, também não
deixa de ser incomum.
Apenas a talho de foice se acrescenta, que houve a esmerada preocupação de
rever convenientemente a obra, de aumentar o leque das minutas, umas conside-
radas inovadoras e outras de complementaridade e aperfeiçoamento, todas com
o comentário prévio e as pertinentes notas de rodapé. Depois, como entretanto
também haviam sido revogados e republicados, o Código de Processo e o Esta-
tuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais, ex vi do Decreto-Lei nº 214-G/2015,
houve o cuidado de se proceder às alterações que se mostraram pertinentes.
No que concerne a outros diplomas recentes, designadamente o CPC, introduzido
pela Lei nº 41/2013, e o CPA, introduzido pelo Decreto-Lei nº 4/2015, já haviam
sido contemplados na versão anterior.
A referência esporádica a entidades, objetos e locais, deve ser entendida com
caráter abstrato.

Um Bem Haja a todos.


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Introdução 17

INTRODUÇÃO

Caminhar em busca do conhecimento e da transmissão do mesmo é o reflexo


duma evolução social, ética e moral, que não constitui mais do que a vontade
intrínseca do querer evitar o travão do conhecimento, a conjugar o saber empírico
com o erudito, convolando gradualmente aquele neste, sem que tampouco se
vislumbrem laivos de indiferença e resignação.
Ninguém nos ensina a nascer e a morrer, mas não poderemos olvidar que os
nossos antepassados, com todas as restrições que lhes poderão ser assacadas
inadvertidamente, foram o pilar da realidade que hoje integramos. Criaram em
nós o senso capaz de nos proteger, de cindir com clareza o bem e o mal, de
converter as emoções, de manter a esperança, de abnegar a velhice e de nos
induzirem o encanto que jamais reconquistaremos – este foi o povo que outrora
contribuiu para a essência que a sociedade atual subverteu.
Esse foi o povo que deixou isoladamente alguns letrados com a saudosa “4ª
classe”, cuja sapiência não ficaria muito aquém da que subsistia nos serviços
públicos, pelo que, e a troco de irrisórias insignificâncias, ajudavam os seus
consortes sociais.
Atualmente, não se verifica grande evolução em termos sociais, para não falar
no aparente paradoxo da reversão, mas a evolução tecnológica e científica
levou-nos a pensar e atuar em circunstâncias antagónicas com o passado, na
generalidade das situações.
Foi nesta panóplia de situações filosóficas, porque vividas, sentidas e interiorizadas,
que o autor decidiu compilar uma heterogeneidade de minutas e transmiti-las
aos mais necessitados, independentemente do seu grau cultural, e sempre na
esteira de que O CONHECIMENTO NÃO DEVE SER TRAVADO. O conhecimen-
to deverá ser ampliado, a burocracia deverá ser atenuada, o conteúdo deverá
derrogar o formalismo, os serviços públicos deverão ajudar e não reprimir ou
ser assiduamente parte litigante.
18 Minutas e Formulários

Enquanto não pensarmos na vida, não será ela a pensar em nós; enquanto pen-
sarmos que as omissões criam empregos, não contribuímos para o bem social;
enquanto houver demasiada discricionariedade, não haverá justiça; enquanto
houver acentuado individualismo, não haverá igualdade; enquanto se pensar res-
tritamente no povo e no “POVO”, não haverá oportunidade e proporcionalidade.
E foi da teoria dos “enquantos” e dos “encantos” que surgiu a presente obra,
descurando com firme propósito conhecimentos ex cathedra.

Situações a ressalvar:
a) O interessado deve adaptar a minuta ao caso concreto, excogitando o autor
toda a responsabilidade que possa emergir da sua inadequada utilização.
b) A aparente similitude com casos concretos, traduz-se em pura coincidência.
c) O cotejo entre as minutas e formulários apresentados nesta obra, não
significa a inferência valorativa destes em relação a quaisquer outros.
d) O uso desta obra não supre o recurso a mandatário judicial nas situações
impostas por lei.
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DIREITO CIVIL
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ARRENDAMENTO
- Contrato de arrendamento
- Atualização da renda
- Alteração de renda – resposta
- Trespasse – direito de preferência – notificação
- Contrato-promessa de arrendamento e de promessa de venda
- Alteração unilateral ao contrato de arrendamento
- Aditamento ao contrato de arrendamento e de promessa de venda
- Regime das obras habitacionais - comunicação ao senhorio
- Regime das obras não habitacionais – comunicação
- Comunicação à Câmara Municipal
- Benefício da compensação – comunicação ao senhorio
- Realização coerciva de obras – comunicação ao município
- Realização coerciva de obras – comunicação ao senhorio
- Benefício da Compensação – comunicação ao município
- Atraso no pagamento da renda – notificação do locador
- Atraso no pagamento da renda – notificação do fiador
- Depósito de rendas na Autoridade Tributária e Aduaneira
- Contrato de arrendamento rural
- Abastecimento de água – débitos de ex-locatário
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Arrendamento 23

ARRENDAMENTO

O contrato de arrendamento é caraterizado pelo seu sinalagmatismo, pela one-


rosidade e pelas especificidade da forma e conteúdo.
É celebrado entre duas partes, sendo ambas sujeitos de direitos e obrigações,
sendo que, ao senhorio, compete ceder o prédio, fração em regime de propriedade
horizontal, ou partes de prédio suscetíveis de arrendamento em separado, e ao
inquilino incumbe o dever de cumprir com a prestação acordada, ou seja, o
pagamento da renda.
No que concerne ao conteúdo, desde muito cedo se passou a sentir a neces-
sidade de se estabelecerem regras, porque a informação verbal perde-se, e a
universalidade do ser humano nem sempre salvaguarda a preservação do prin-
cípio consuetudo est altera natura. É verdade que os costumes fazem regra com
o decurso do tempo, mas esse mesmo tempo veio a ensinar-nos que as próprias
regras escritas, plasmadas nas leis que conhecemos, no contrato ou sentença,
são frequentemente objeto de atropelo ou absoluto incumprimento.
Uma das últimas alterações verificadas no arrendamento prende-se com o prazo
de duração dos contratos, permitindo que as partes estipulem um prazo que se
coadune com as necessidades que se ajustem a situações específicas. O artº
1069º do Código Civil prescreve a obrigatoriedade da forma escrita, sendo que,
no diploma anterior, a observância desta forma era apenas exigível nos contratos
que ultrapassassem a duração de seis meses.
Relativamente aos requisitos, o arrendamento é permitido desde que o objeto
reúna as circunstâncias definidas pelo poder local. Assim, caso se trate de arren-
damento para comércio, indústria ou serviços, o designado arrendamento para
fins não habitacionais, a licença de utilização é obrigatória e deverá coincidir
com a atividade a exercer pelo arrendatário. No caso de arrendamento para
habitação, não é obrigatória a licença de utilização, mas devemos partir do
pressuposto de que um imóvel apenas deverá constituir objeto de arrendamen-
to, ou simplesmente habitado pelo próprio, após vistoria dos serviços técnicos
da autarquia, e que atestem a observância dos pressupostos de habitabilidade.
24 Minutas e Formulários

Nos termos do artº 9º do RAU, apenas poderiam ser objeto de arrendamento os


prédios ou frações, independentemente do fim a que se destinassem, desde que
tivessem licença de utilização ou habitabilidade, atestando que houve vistoria
dos serviços municipalizados inferior a oito anos em relação à data de celebra-
ção do contrato. Aliás, o rigor da lei ia até ao ponto de considerar obrigatória a
menção no contrato da existência da licença de utilização ou o impedimento de
momento, estabelecendo para o incumpridor sanções de natureza pecuniária até
um ano de renda. E embora o Decreto-Lei nº 64-A/2000 viesse a afastar a exigên-
cia de escritura pública nas situações em que era exigível, manteve inalterável
a situação concernente à exigência do documento em questão.
A ausência de licença de utilização, quando os intervenientes celebram o con-
trato de arrendamento no pressuposto de que pode ser praticada no edifício uma
determinada atividade, é causa de resolução do contrato, sem preclusão desse
direito, mesmo que haja uma alteração anormal das circunstâncias nos termos
previstos no artº 437º do Código Civil. Se a causa for imputada ao senhorio e
o arrendatário não se socorrer da resolução, a falta de licença ou autorização
municipal para o exercício de determinada atividade conduz à nulidade do
contrato, conforme previsto no artº 286º do CCivil.
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Arrendamento 25

CONTRATO DE ARRENDAMENTO1

Primeiro(s): Nome __________________________, NIF(s)


________________, natural da freguesia de _____________, conce-
lho de ___________, portador de Bilhete de Identidade (ou Cartão
de Cidadão) nº _________, emitido em _________________ (ou com
validade até...), pelo arquivo de identificação de ________,
(estado civil) ___________(regime de casamento, sendo o caso)
__________________, residente em _____________________.- - -

Segundo(s): Nome ___________________________, portador de Bi-


lhete de Identidade (ou Cartão de Cidadão) nº _________, emitido
em _________________ (ou com validade até...), pelo arquivo
de identificação de ________, (estado civil) ___________(regi-
me de casamento, sendo o caso) __________________, residente
em _____________________, NIF(s) __________, que passará a
residir no locado, como segundo contraente e inquilino.- - -

Terceiro(s): Nome _____________________________, portador de


Bilhete de Identidade (ou Cartão de Cidadão) nº _________,
emitido em _________________ (ou com validade até...), pelo
arquivo de identificação de Porto, (estado civil) ___________(re-
gime de casamento, sendo o caso) __________________, residente
em _____________________, NIF(s) __________, como fiador(es).

É celebrado e reciprocamente aceite o presente contrato de


arrendamento, que se regerá pelas seguintes cláusulas: - - -

PRIMEIRA

Pelo presente contrato o primeiro contraente, na qualidade


de proprietário e legítimo possuidor, dá de arrendamento ao
segundo contraente (indicar o objeto do contrato, fazendo uma
pequena descrição, designadamente do local onde o bem se situa

1. Com a entrada em vigor do NRAU e revogação do RAU, os elementos que compõem o contrato de
arrendamento passaram a constar de diploma próprio, o Decreto-Lei nº 160/2006, de 08/08, porquanto
se considerava que tais elementos não deveriam constar do Código Civil. E o facto de ser contemplado
em diploma avulso é porque um seu congénere, o RAU, fora objeto de revogação. Esta heterogeneidade
legislativa não obtém assentimento da nossa parte, tendo em consideração que, alterando um pouco os artºs
1069º e 1070º do Código Civil, que são de pequena dimensão, não haveria a necessidade de termos mais
um diploma avulso a regular uma pequena matéria concernente ao arrendamento. Depois, acresce que os
preceitos correlacionados com o assunto em cogitação já lá constam.
26 Minutas e Formulários

e a indicação da matriz predial), que se encontra em estado de


gozo imediato e em bom estado de conservação. - - - - - - - - -

SEGUNDA

O presente contrato de arrendamento é celebrado ao abrigo da


Lei 6/2006, de 27/02 (NRAU), com as alterações introduzidas
pela Lei 31/2012, de 14/08. - - - - - - - - - - - - - - - -

TERCEIRA

O arrendamento é celebrado no regime de renda livre. - - - -

QUARTA

O presente contrato, com duração efetiva de 1 ano2, terá início


em ____/ ______/ do ano de ________, considerando-se prorro-
gado por períodos iguais e sucessivos, se não for denunciado
nos termos da lei por qualquer das partes, conforme determina
o nº 1 do artº 1054º conjugado com o artigo 1096º, ambos do
Código Civil. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

QUINTA

Nos casos de cessação do contrato por resolução, por par-


te do senhorio3, fica convencionado o local da sede, e sub-
sidiariamente o domicílio do representante, atualmente em
______________________. - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

SEXTA

1) A renda anual acordada inicialmente é de € _______,00


(_______________ euros), que o arrendatário pagará em duo-

2. Se o contrato for com prazo certo, como in casu, fica salvaguardado o prazo e as suas eventuais prorro-
gações sucessivas. Na omissão do prazo vigora o regime supletivo de 2 anos, conforme prescreve o nº 3 do
artº 1094º do Código Civil.
Com o RAU, essencialmente com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 329-B/2000, de 29/12,
este regime era num pouco mais simples: a denúncia produzia efeitos a partir do termo do prazo ou da sua
renovação; operava-se com a invocação de o senhorio necessitar da habitação para si ou descendentes
em 1º grau; quando munido de projeto de arquitetura aprovado pela Câmara, decidisse ampliar o prédio
ou aumentar o número de frações ou divisões suscetíveis de arrendamento em separado, ou ainda quando
fosse notória a necessidade de obras de restauro profundo. Do diploma mencionado para o NRAU, as coisas
mantiveram-se sensivelmente iguais.
O Código Civil de 1966 não previa, no artº 1096º, as obras de restauro profundo.
3. O contraente poderá assumir outra categoria, nomeadamente de sublocador e comodatário.
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Arrendamento 27

décimos mensais de € _____,00 (_________euros), no primeiro


dia útil do mês anterior àquele a que disser respeito, no
domicílio do primeiro outorgante ou por depósito em conta no
(indicar instituição de crédito e NIB). - - - - - - - - - -

2) O segundo outorgante liquidará no primeiro dia de vigência


do contrato, ou, antecipadamente, a quantia de € ______,00
(___________ euros)4 de que o primeiro contraente dará a cor-
respondente quitação com a emissão do respetivo recibo, o qual
poderá, ex vi da lei, ser substituído pela prova de depósito
em conta. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

3) A renda acordada será objeto de atualização anual de acordo


com a aplicação do coeficiente legal fixado para os contratos
de arrendamento5. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

SÉTIMA

O segundo outorgante não poderá ceder, onerar ou celebrar


quaisquer outros negócios jurídicos sem a expressa autorização,
por escrito, do primeiro outorgante6. - - - - - - - - - - - -

OITAVA

A conservação e manutenção do local ficam a cargo do segun-


do outorgante, o qual deverá entregar a fração (o imóvel,
o estabelecimento, etc.) nas mesmas circunstâncias em que a
encontrou7. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

NONA

Nos casos omissos é feita a remissão para a lei em vigor. - -

4. É a renda correspondente a dois meses. A primeira vence-se no momento da celebração do contrato, e as


restantes, no primeiro dia útil do mês imediatamente anterior daquele a que diga respeito. Tendo o contrato
início no dia 1 de determinado mês, o que é comum, vencem-se simultaneamente ambos – o que é pago
com a celebração e o que se vence no mês imediatamente anterior, ficando deste modo pago o mês anterior
à cessação do contrato – artº 1075º do Código Civil. A renda também pode ser antecipada por um período
não superior a três meses, ficando previsto em contrato escrito – artº 1076º também daquele diploma.
5. Idem, artº 1077º.
6. Ibidem, artº 1083º.
7. Ibidem, artº 1078º.
28 Minutas e Formulários

DÉCIMA

Os outorgantes declaram que estão plenamente de acordo com as


cláusulas do mesmo, pelo que vão assinar. - - - - - - - - -

Feito em triplicado, (local e data). - - - - - - - - - - - - -

____________________________
(Primeiro Outorgante)

____________________________
(Segundo Outorgante - Inquilino)

____________________________
[Fiador(es)]
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Arrendamento 29

ATUALIZAÇÃO DA RENDA

(Nome do Senhorio)

(Morada “ )

(Data)

(Nome do Inquilino)

(Morada, que coincide em regra com o local do arrendamento)

ASSUNTO: Atualização de Rendas

Nos termos do artº 1077º do Código Civil, fica Vª Exª


avisado(a), de que a renda concernente ao apartamento8 sito em
____________________________9, a partir de ____/_______/______,
altura em que se vence o mês de __________/_______, passará
a ser de € ________,00 (_______________10).

Tal alteração é proveniente da aplicação do coeficiente de


atualização de ______, conforme aviso nº ________/_______, de
_____._____, publicado na ___ª série do Diário da República nº
_______, de ________/________________/________, como resulta
da cláusula nº ______, prevista no contrato de arrendamento.

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)

8. A natureza do imóvel poderá ser diferente, designadamente, moradia, estabelecimento comercial ou industrial.
9. Indicar rua ou lugar (nº de polícia no primeiro caso) e concelho.
10. Valor por extenso.
30 Minutas e Formulários

ALTERAÇÃO DE RENDA - RESPOSTA

(Nome do Arrendatário)

(Morada “ , que coincide em regra com o local do arrendamento)

(Data)

(Nome do Senhorio)

(Morada)

ASSUNTO: Alteração de renda11 - RESPOSTA.

Vª Exª notificou o epigrafado na qualidade de inquilino do prédio


urbano inscrito sob o artigo _____ da freguesia de ____________,
concelho de ___________, sito em _____________________, fa-
zendo-lhe uma proposta de alteração de renda.

Efetivamente, foi dada, ipso jure, observância ao disposto no


artº 30º do NRAU no que concerne a todos os seus pressupostos.

Ora, trata-se dum regime transitório, de conformidade com o


disposto nas Leis 6/2006 e 31/2012, cuja prerrogativa, e com
salvaguarda de melhor opinião que sobre o mesmo assunto possa
existir, é refutada na íntegra, pelas razões que sucessiva-
mente passam a ser explanadas:
a. Vª Exª beneficiou da prerrogativa da transmissão da posição
contratual nos termos do artº 1057º do Código Civil, des-
curando na íntegra todo o processo que estava em decurso
com o anterior proprietário (aplica-se, se for o caso).
b. Esperemos que, por ignorância ou negligência, não tenha
tomado antecipadamente conhecimento dos termos em que
foram subscritos os contratos de arrendamento com os ante
proprietários da coisa.

11. Para tornar o assunto mais complexo, este exemplo diz respeito a um contrato de arrendamento preexistente
à aquisição do imóvel. Ou seja, quando o comprador adquire o prédio, este já se encontrava arrendado, pelo
que se operou a transferência da posição contratual, ficando sub-rogado no lugar do vendedor – alterou-se um
dos sujeitos, mas mantêm-se as restantes cláusulas contratuais, até que, por qualquer razão, designadamente
pela vontade das partes, haja lugar a alterações supervenientes.
Depois, também estava a decorrer com o ante proprietário um processo de realização coerciva de obras.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Arrendamento 31

c. O facto de ter adquirido o imóvel a título oneroso im-


puta-lhe todos os direitos e obrigações que existiam ao
tempo desse ato, não constituindo uma alteração anormal
das circunstâncias nem ao contrato, e muito menos ao seu
objeto12.
d. Na declaração que Vª Exª anexou à sua comunicação, consta
anexa uma cópia da caderneta predial, cuja declaração
modelo 1 do IMI foi apresentada nos serviços tributá-
rios pelo inquilino, para dar início a um processo de
realização coerciva de obras nos termos dos artºs 30º e
35º do RJOPA13, que poderá ser compulsado nos respetivos
serviços da Câmara Municipal, no competente serviço de
Finanças e no vendedor que Vª Exª ora sub-roga.

Finalmente, adverte-se que ESTE É O INSTRUMENTO DE RENÚNCIA À


RENDA PROPOSTA nos termos dos artºs 31º a 34º da referida Lei
31/2012, a que se deve dar esmerada atenção sobretudo no que
concerne ao direito a indemnização do locatário.

Concomitantemente se solicita que seja dado cumprimento às


obras de natureza coerciva, sendo que o RABC é inferior a
cinco RMNA, situação em que o contrato apenas fica sujeito ao
NRAU após obediência ao previsto no artº 35º daquela mesma
Lei - isto tem caráter imperativo, derrogando o princípio da
liberdade contratual previsto no artº 405º do Código Civil.

Assim, o inquilino vem contrapor a renda de € 100,00 mensais,


atendendo ao reduzido nível de conservação do imóvel, que pro-
duzirá efeitos 30 dias após assinatura do aviso de receção.

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)

12. Vide artº 437º do Código Civil.


13. Artº 3º, conjugado com os artºs 29º e ss. do Decreto-Lei nº 157/2006, de 08/08.
32 Minutas e Formulários

(Nome do Arrendatário)

(Morada “ , que coincide em regra com o local do arrendamento)

(Data)

(Nome do Senhorio)

(Morada)

ASSUNTO: Trespasse de estabelecimento comercial14.

Fica V. Exª. por este meio notificado para, no prazo de 15 dias


a contar da data da notificação, a qual se considera efetuada no
data da assinatura do aviso de receção, de harmonia com o dis-
posto no art.º 1112º do Código Civil, e na qualidade de senhorio
do prédio arrendado a __________________________, com sede na
Rua __________________, freguesia de _______________, exercer,
querendo, o direito de preferência na aquisição do direito ao
trespasse do estabelecimento sito na Rua _________________,
freguesia de _______________.

O objeto do arrendamento será trespassado pelo valor de €


________, ficando o adquirente com o inerente direito ao ar-
rendamento.

Caso Vª Exª não se pronuncie dentro do prazo estipulado, presu-


mir-se-á tacitamente que não pretende exercer aquele direito.

Com os melhores cumprimentos

Assinatura (do senhorio ou de quem representa a pessoa


coletiva)

14. Este local poderá eventualmente coincidir com a sede, pelo que, assim sendo, não se justifica a repetição,
bastando apenas dizer “... no local da sede”.
Nos termos do nº 3 do artº 1112º do Código Civil, esta comunicação poderá ser realizada por escrito após
a transmissão. Contudo, para salvaguardar o negócio e não frustrar espetativas, este será o procedimento
mais adequado.
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Arrendamento 33

CONTRATO-PROMESSA DE ARRENDAMENTO
E DE PROMESSA DE VENDA

Entre os seguintes outorgantes15: - - - - - - - - - - - - - - -

Primeiro: ______________________________, NIF _____________,


natural da freguesia de ____________, concelho de ___________,
portador de Bilhete de Identidade nº _________, emiti-
do em _____/_______/_____, pelo arquivo de identificação
de ___________, casado no regime de comunhão de adqui-
ridos com ___________________________, residente em Rua
__________________, nº _____, freguesia de __________________,
CP _______ ______________. - - - - - - - - - - - - - - - - -

Segundo: _______________________________, NIF _____________,


portador do Bilhete de Identidade nº ____________, casado com
_________________________, NIF __________, portadora do B.I.
nº ____________, que passarão a residir no arrendado, como
segundos contraentes e inquilinos. - - - - - - - - - - - - -

Terceiro(s): Nome _____________________________, portador de


Bilhete de Identidade (ou Cartão de Cidadão) nº _________, emi-
tido em _________________ (ou com validade até...), pelo arquivo
de identificação de Porto, (estado civil) ___________(regime
de casamento, sendo o caso) __________________, residente em
_____________________, NIF(s) __________, como fiador(es).- -

É celebrado e reciprocamente aceite o presente contrato de ar-


rendamento e promessa de venda, que se regerá pelas seguintes
cláusulas: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

PRIMEIRA

Pelo presente contrato o primeiro contraente, na qualidade


de proprietário e legítimo possuidor, promete dar de arrenda-
mento aos segundos contraentes, a fração designada pela letra
______, correspondente a uma habitação, do tipo _______, do __

15. À semelhança do que acontece com todos os outros modelos, o estado civil, o B.I. ou o Cartão de Cidadão
devem corresponder à situação em concreto.
34 Minutas e Formulários

andar, com entrada pelo nº _______ da Rua ____________________,


freguesia de ____________, do concelho de _______________,
inscrita na matriz predial urbana sob o art.º ________, que
se encontra em estado de gozo imediato. - - - - - - - - - -

SEGUNDA

O arrendamento é celebrado no regime de renda livre. - - - -

TERCEIRA

O presente contrato, com duração efetiva de 1 ano, terá ini-


cio em ______ de _________ do ano ___________________, con-
siderando-se prorrogado por períodos iguais e sucessivos, se
não for denunciado nos termos da Lei por qualquer das partes.

QUARTA

1) Os segundos outorgantes entregarão ao primeiro outorgante,


no primeiro dia útil do mês anterior àquele a que disser res-
peito, no domicílio do primeiro outorgante ou por depósito em
conta que este venha a indicar, a quantia de € ________,00,
a título de compensação pelo uso, fruição e gozo da fração
autónoma. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

2) O segundo outorgante liquida desde já as quantias de €


_______,00 (extenso...) de que o primeiro contraente dá a
correspondente quitação com a assinatura deste contrato. - -

3) A compensação mensal acordada será objeto de atualização


anual de acordo com a aplicação por analogia do coeficiente
legal fixado para o contrato de arrendamento. - - - - - - - -

QUINTA

Os segundos outorgantes não poderão ceder, onerar ou celebrar


quaisquer outros negócios jurídicos sem a expressa autoriza-
ção, por escrito, do primeiro outorgante. - - - - - - - - -
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Arrendamento 35

SEXTA

A conservação e manutenção do local ficam a cargo dos segundos


outorgantes, os quais deverão entregar a fração nas circuns-
tâncias em que a encontraram. - - - - - - - - - - - - - - -

SÉTIMA

1) O primeiro outorgante promete vender, pelo valor de €


__________,00 (extenso...) a referida fração _____, aos se-
gundos que por sua vez prometem comprar, assim que o primeiro
outorgante obtenha provimento na ação que irá instaurar em
Tribunal contra ______________________________. - - - - - -

2) Caso o primeiro outorgante não obtenha sentença favorável,


o presente contrato-promessa convalida-se em contrato-promessa
de arrendamento, sem os segundos outorgantes poderem exigir
qualquer indemnização ou compensação seja a que título for. - -

3) A escritura de compra e venda será celebrada em dia, hora


e local a designar pelo primeiro outorgante. - - - - - - - -

OITAVA

Os outorgantes declaram que estão plenamente de acordo com as


cláusulas do mesmo, pelo que vão assinar. - - - - - - - - -

Feito em triplicado, em _____________, aos _____ de _________


do ano _____ (extenso ..). - - - - - - - - - - - - - - - - -

________________________________
(Primeiro Outorgante)

________________________________
(Segundo Outorgante)

________________________________
(Terceiro Outorgante)
36 Minutas e Formulários

ADITAMENTO AO CONTRATO DE ARRENDAMENTO


E DE PROMESSA DE VENDA16

Entre os seguintes outorgantes: - - - - - - - - - - - - - - - -

Primeiro: ___________________________, NIF ____________, por-


tador do B. I nº ____________, emitido em ____/________/____,
pelo arquivo de identificação de __________, casado no regime
de comunhão de adquiridos com ________________________, re-
sidente em Rua ____________________, nº _______, freguesia de
Santa Marinha, concelho de Vila Nova de Gaia. - - - - - - - -

Segundo: ___________________________, NIF _____________, portador


do B. I. nº _____________, casado com ________________________,
NIF ______________, portadora do B. I. nº ______________,
residentes na Rua ______________________, nº ______, ____
andar, freguesia de _____________, também do concelho de
__________________, como inquilinos. - - - - - - - - - - - -

É alterado o contrato de arrendamento que tem como objeto o


artigo ________, sito na residência dos últimos, e que se
resume apenas à cláusula que segue: - - - - - - - - - - - -

CLÁUSULA ÚNICA

Atendendo à natureza do contrato, e porque da parte do pri-


meiro contraente se encontram reunidos os pressupostos para a
transmissão onerosa do imóvel em cogitação, o condomínio passa
a ser suportado pelos inquilinos, com efeitos reportados ao
presente mês de __________, e que, atualmente, se cifra na
importância de € __________ (extenso ...). - - - - - - - - -

Local e data ...

_________________________
(O Senhorio)

16. À cautela, o(s) fiador/es deve(m) ser notificado(s) do presente ato.


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Arrendamento 37

ALTERAÇÃO UNILATERAL AO CONTRATO


DE ARRENDAMENTO17

ADITAMENTO/ALTERAÇÃO AO CONTRATO
DE ARRENDAMENTO

Entre os seguintes outorgantes: - - - - - - - - - - - - - - - -

Primeiro: _____________________________, NIF _______________,


portador do B. I nº ______________, emitido em ____.________.____,
pelo arquivo de identificação de ________, (estado civil ...) 18,
residente em ______________________________. - - - - - - - - -

Segundo: ______________________________, NIF _______________,


portador do B.I. nº _____________, emitido pelo arquivo de
identificação de __________ em _____.______.____, a residir no
locado, como segundo contraente e inquilino. - - - - - - - -

1. A fração designada pela letra ______, correspondente a


uma habitação, do tipo T-2, do ____º andar, com entrada
pelo nº ________ da Rua ____________________, freguesia de
_____________, concelho de _______________, inscrita na matriz
predial urbana sob o artigo _________. - - - - - - - - - - -

2. Concomitantemente, a garagem individual inscrita com o nº


________, da qual dispõe. - - - - - - - - - - - - - - - - -

Devido a circunstâncias supervenientes, e que apenas ao se-


nhorio são imputadas, é proposta unilateralmente a cláusula
que segue: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

17. Tendo em consideração o princípio da autonomia da vontade previsto no artº 405º do Código Civil, as
partes poderão, por acordo ou aceitação tácita de uma delas, proceder à alteração dos contratos sinalagmáticos,
desde que não contrariem as prescrições legais. No presente caso, é o senhorio que pretende ver as rendas
a serem creditadas noutra conta, situação a que ao arrendatário deverá dar consentimento, sendo que, no
regime supletivo, é no domicílio do senhorio que o pagamento deverá ser realizado. Isto posto, o inquilino
não verá afetados os seus encargos nem o seu trabalho.
18. Indicar o nome do cônjuge, se for o caso.
38 Minutas e Formulários

CLÁUSULA ÚNICA

Que, a partir da presente data, todas as rendas sejam credi-


tadas na conta do Banco _________, cujo NIB seguidamente se
descreve: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- NIB: ____________________________ .

Local e data ...

____________________________
(Assinatura)
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Arrendamento 39

REGIME DAS OBRAS HABITACIONAIS


COMUNICAÇÃO AO SENHORIO

(Nome do arrendatário)

(Morada “ , que coincide em regra com o local do arrendamento)

(Data)

(Nome do Senhorio)

(Morada)

ASSUNTO: Realização de obras de carácter habitacional.

Nos termos consagrados na Lei nº 6/2006, de 27/02, com as al-


terações introduzidas pela Lei 31/2012, de 14/08, e legislação
complementar, designadamente o Decreto-Lei nº 157/2006, de
08/08, fica Vª Exª notificado para o seguinte: - - - - - - - -

Vª Exª é proprietário do prédio urbano inscrito na respetiva


matriz predial da freguesia de ____________________ sob o ar-
tigo ______,19 com entrada pela Rua __________________________,
concelho de ___________, do qual sou inquilino20 de arrendamento
destinado a habitação. - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Ora, serve o presente ato para denunciar dois tipos de ir-


regularidades que Vª Exª deverá sanar num curto e razoável
espaço de tempo: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Na qualidade de inquilino, tem o mesmo dado integral cumprimento


às obrigações que emergem da sua posição contratual.- - - - - -

No que concerne ao regime jurídico das obras em prédios ar-


rendados plasmado no Decreto-Lei nº 157/2006, de 08/08, têm
as inerentes disposições legais sido descurados da parte do
senhorio. Logo, e de conformidade com o determinado na alínea

19. Tratando-se de propriedade horizontal, deverá ser indicada a fração, ou, sendo suscetível de arrendamento
em separado, fazer também de forma precisa a identificação do locado.
20. Compor o texto conforme se trate de empresário em nome individual ou pessoa em nome coletivo.
40 Minutas e Formulários

h) do artº 1038º do Código Civil, incumbe ao arrendatário


proceder ao aviso dos vícios ou perigo de ameaça que even-
tualmente surjam na coisa locada.

Face à inércia do senhorio e ao desajustamento da renda com-


parativamente às condições de habitabilidade, o arrendatário
solicitará à Comissão Arbitral Municipal, referida no artº
49º do NRAU, que proceda à avaliação do locado (artº 48º/1 do
NRAU), caso em que o locatário poderá intimar o senhorio à
realização de obras, com as consequências previstas nas res-
tantes alíneas do último preceito referido e regime previsto no
RJOPA. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Para obedecer ao preceituado na lei sobre o custo das obras ne-


cessárias, informa-se que o orçamento foi elaborado pela empresa
__________, cifrando-se o seu quantitativo em ____________, ao
qual se deverá acrescer o IVA21 à taxa de ________, conforme
orçamento que segue em anexo. - - - - - - - - - - - - - - -

Concomitantemente, passa a propor uma redução da renda con-


forme previsto no artº 292º do Código Civil com a invocação
dos motivos mencionados no item precedente. - - - - - - - -

Aguarda-se resposta no prazo de 15 dias22, findos os quais se


dará início às diligências afloradas.

JUNTA: 1) Modelo 1 do NRAU, apresentado e inserido no Serviço


de Finanças de _____________.

2) O orçamento já referido na presente comunicação.

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)

21. Se estivermos na presença de contribuinte isento de IVA, deverá obrigatoriamente ser feita essa menção,
embora tal resulte do correspondente orçamento.
22. Note-se que este prazo é aleatório, embora nos pareça razoável para a contraparte repensar e responder.
Depois, não se trata de obras urgentes, situação que já nos levaria a enveredar por outro regime.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Arrendamento 41

REGIME DAS OBRAS NÃO HABITACIONAIS


COMUNICAÇÃO AO SENHORIO

(Nome do Arrendatário/a)

(Sede “ , que coincide em regra com o local do arrendamento)

(Data)

(Nome do Senhorio)

(Morada)

ASSUNTO: Realização de obras de carácter comercial/industrial.

Nos termos consagrados na Lei nº 6/2006, de 27/02, com as al-


terações introduzidas pela Lei 31/2012, de 14/08, e legislação
complementar, designadamente o Decreto-Lei nº 157/2006, de
08/08, fica Vª Exª notificado para o seguinte: - - - - - - - -

Vª Exª é proprietário do prédio urbano inscrito na respetiva


matriz predial da freguesia de ____________________ sob o artigo
_________,23 com entrada pela Rua __________________________,
concelho de ___________, do qual sou inquilino24 da parte de
arrendamento não habitacional. - - - - - - - - - - - - - - - -

Sendo imprescindível a realização de benfeitorias necessárias,


que Vª Exª não quis efetuar voluntaria e espontaneamente,
procedeu-se ao recurso do processo do NRAU, elaborado nos
termos da Portaria nº 1192-A/2006. - - - - - - - - - - - - - -

Findo o processo, do qual Vª Exª foi notificado, cabe-lhe a


obrigatoriedade da realização das obras de conservação neces-
sárias, de índole ordinária ou mesmo extraordinária, conforme
o preceituado no artº 1074º do Código Civil, bem como da le-
gislação urbanística aplicável. - - - - - - - - - - - - - - -

23.Tratando-se de propriedade horizontal, deverá ser indicada a fração, ou, sendo suscetível de arrendamento
em separado, fazer também de forma precisa a identificação do locado.
24. Compor o texto conforme se trate de empresário em nome individual ou pessoa em nome coletivo.
42 Minutas e Formulários

Atendendo ao carácter omissivo de Vª Exª, dispõe do prazo


impreterível de 15 dias para, querendo, pronunciar-se sobre
o assunto. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Para obedecer ao preceituado na lei sobre o custo das obras ne-


cessárias, informa-se que o orçamento foi elaborado pela empresa
__________, cifrando-se o seu quantitativo em ____________, ao
qual se deverá acrescer o IVA25 à taxa de ________, conforme
orçamento que segue em anexo. - - - - - - - - - - - - - - -

Mantendo-se o statu quo ante, solicitarei ao Município a rea-


lização coerciva das obras que se mostrarem pertinentes, nos
termos do artº 3º do DL 157/2006, de 08/08, e do DL 555/99,
de 16/12. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

JUNTA: 1) Modelo 1 do NRAU, apresentado e inseri-


do no Serviço de Finanças de __________________.
2) O orçamento já referido na presente comunicação.

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)

25. Se estivermos na presença de contribuinte isento de IVA, deverá obrigatoriamente ser feita essa menção,
embora tal resulte do correspondente orçamento.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Arrendamento 43

REGIME DAS OBRAS NÃO HABITACIONAIS


COMUNICAÇÃO À CÂMARA MUNICIPAL

(Nome do Arrendatário/a)

(Sede “ , que coincide em regra com o local do arrendamento)

(Data)

Exmo Sr. Presidente


da Câmara Municipal de ______________
(Local)

O epigrafada dirige-se a Vª Exª na qualidade de inquilino do


prédio urbano inscrito sob o artigo ________ da freguesia de
________________, concelho de _____________, com entrada pela
Rua _____________________, nº ___________. - - - - - - - - -

Ora, serve o presente ato para denunciar irregularidades que


se prendem com o regime jurídico das obras em prédios arren-
dados plasmado no Decreto-Lei nº 157/2006, de 08/08, sendo
locador a pessoa (coletiva ou singular) ____________________
_______________ NIPC/NIF _______________. - - - - - - - - -

As disposições legais inerentes àquele Diploma têm sido descu-


radas da parte do senhorio, e todas as diligências efetuadas
no sentido de proceder ao aviso dos vícios ou perigo de ameaça
que surjam na coisa locada, de conformidade com o determinado
na alínea h) do artº 1038º do Código Civil, têm sido objeto
de redundante frustração. - - - - - - - - - - - - - - - - -

Face à inércia do senhorio e ao desajustamento da renda compa-


rativamente às condições de utilização, a arrendatária solicita
a Vª Exª se digne diligenciar junto da pertinente Comissão
Arbitral referida no artº 49º do NRAU, que proceda à avaliação
do locado (artº 48º/1 do NRAU), tendo como reduto último a
realização de obras, com as consequências previstas nas res-
tantes alíneas do último preceito referido e regime previsto
no RJOPA. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

“Sucede, no entanto, que, por manifesta impossibilidade da


funcionária do atendimento dessa Câmara, que se recusou niti-
damente a receber o modelo 1 do NRAU, não foi recolhida a pre-
44 Minutas e Formulários

sente pretensão, situação que de certo modo se justifica pelas


seguintes razões: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- O prédio em cogitação é integrado por um número de anda-


res ou divisões suscetíveis de arrendamento em separado, que
corresponde exatamente aos inquilinos que de facto o ocupam;

- O prédio não se encontra discriminado em sede de IMI de


conformidade com a situação em concreto; - - - - - - - - - -

- Já fora apresentado nesses Serviços um pedido idêntico em


nome de _________________________, inquilino que dispõe de
entrada pela Rua _________________ , nº _________. Terá, no
entanto, surgido alguma ambiguidade na inserção do pedido no
âmbito do NRAU, porquanto a parte deste se destina a habitação,
e a do requerente à manutenção e reparação de veículos auto.
Logo, embora o objetivo subjacente seja similar, a natureza
da utilização é diferente.” 26 - - - - - - - - - - - - - - -

- A requerente já notificou extrajudicialmente o senhorio com


data reportada a 1 de Setembro do corrente ano. - - - - - -

Nestas circunstâncias se solicita a Vª Exª que o presente


processo siga por apenso àquele, ou que, administrativamente,
siga o seu pertinente trajeto, atendendo à impossibilidade
informática que ao cidadão comum em nada aproveita. - - - -

JUNTA: Modelo 1 do IMI apresentado, inserido e associado

no Serviço de Finanças de __________________.

Pede deferimento

____________________________
(Assinatura)

26. Nos casos em que haja andares ou divisões suscetíveis de arrendamento em separado, sem que se encon-
tre constituída a propriedade horizontal, nem tenha sido efetuada a discriminação matricial, deve fazer-se a
associação das modelo 1 do IMI apresentadas após a primeira. Nestas situações, o conteúdo que se encontra
em itálico deverá constar do texto.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Arrendamento 45

BENEFÍCIO DA COMPENSAÇÃO
COMUNICAÇÃO AO SENHORIO

(Nome do Arrendatário/a)

(Morada/Sede “ , que coincide em regra com o local do arren-


damento)

(Data)

(Nome do Senhorio)

(Morada)

Para efeitos de cumprimento do artº 32º do Decreto-Lei nº


157/2006, de 08/08, fica Vª Exª notificado do seguinte: - - -
a. Que o(a) arrendatário(a) irá proceder à realização de
obras no locado, usando da prerrogativa prevista no
artº 31º do diploma legal ante referido, conjugado com
os artºs 91º e 107º do DL 555/99, de 16/12; - - - - - -

por força do artº 33º daquele Decreto-Lei, as despesas rea-


lizadas com as benfeitorias entrarão na regra da compensação
prevista no artº 33º do diploma sub judice, a começar rigo-
rosamente dentro de 45 dias27 a partir do recebimento da pre-
sente notificação, sendo-lhe concedido destarte um período de
dilação de 15 dias relativamente ao prazo previsto no nº 2 do
artº 32º do DL 157/2006; - - - - - - - - - - - - - - - - - -
b. Do teor da carta dirigida ao Município de Vila Nova de
Gaia, com a mesma data, que segue abaixo, composta por
________ folhas28. - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)

27. O prazo mínimo é de 30 dias nos termos do Decreto-Lei nº 157/2006, de 08/08. Portanto, este prazo de
15 dias é aleatório, podendo ser concedido mais.
28. O inquilino poderá juntar os elementos de que disponha, os quais serviram para desencadear o processo
de avaliação, e, impreterivelmente, o seu resultado.
46 Minutas e Formulários

REALIZAÇÃO COERCIVA DE OBRAS


COMUNICAÇÃO AO MUNICÍPIO

(Nome do Arrendatário/a)

(Morada/Sede “ , que coincide em regra com o local do arren-


damento)

(Data)

Exmo Sr. Presidente


da Câmara Municipal de ______________
(Local...)

ASSUNTO: Realização coerciva de obras

A epigrafada dirige-se a Vª Exª na qualidade de inquilina


do prédio urbano inscrito sob o artigo _______ da freguesia
___________________, concelho de _______________, com entrada
pela Rua/Avª _________________________, nº ______. - - - - -

Dos factos:

Em ______/__________/______, face à inércia do senhorio e ao


desajustamento da renda comparativamente às condições de utili-
zação, a arrendatária solicitou a esses serviços a intervenção
junto da pertinente Comissão Arbitral referida no artº 49º do
NRAU, para que procedesse à avaliação do locado (artº 48º/1
do NRAU) tendo como reduto último a realização de obras, com
as consequências previstas nas restantes alíneas do último
preceito referido e regime previsto no RJOPA, que caberiam ao
locador e proprietário ______________________________, NIPC/
NIF____________. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Conjuntamente, seguia uma cópia da modelo 1 do NRAU, inserido


no serviço de finanças de ___________________, de conformidade
com a Portaria nº 1192-A/2006. - - - - - - - - - - - - - - - -
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Arrendamento 47

Apenas em _______/___________/______, depois de ter tomado


conhecimento de que o processo teria chegado a seu terminus,
designadamente porque a avaliação estava concluída e o se-
nhorio advertido do seu resultado, foi este último notificado
nos termos previstos na Lei nº 6/2006, de 27/02, e legislação
complementar, in casu, Decreto-Lei nº 157/2006, de 08/08, para
proceder à realização das benfeitorias29. - - - - - - - - - -

O proprietário responde30, recusando-se a realizar as obras


em cogitação, com invocação de motivos de natureza convencio-
nal, entenda-se que se prendem com o contrato de arrendamen-
to, descurando na íntegra o que a lei dispõe sobre a matéria
sub judice, e a hegemonia desta fonte de direito em relação
àquela31. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Ora,
• atendendo a que o nível de conservação foi mau, a que os
próprios bombeiros já tiveram que se deslocar ao local
para proceder à remoção de objetos que perigavam a via
pública,
• e que o proprietário/locador se recusou ao determinado
no artigo 1074º do Código Civil,
• requer-se a realização coerciva das obras que se mostra-
rem pertinentes, nos termos do artº 3º do DL 157/2006,
de 08/08, e do DL 555/99, de 16/12. - - - - - - - - - -

Pede deferimento

____________________________
(Assinatura)

29. Cópia em anexo – DOC. _____________.


30. Note-se que a resposta do senhorio não tem que ser expressa, sendo que, na falta de resposta, se presume
pela sua aceitação tácita.
31. Cópia da carta em anexo – DOC. ______.
48 Minutas e Formulários

REALIZAÇÃO COERCIVA DE OBRAS


COMUNICAÇÃO AO SENHORIO

(Nome do Arrendatário/a)

(Morada/Sede “ , que coincide em regra com o local do arren-


damento)

(Data)

(Nome do Senhorio)

(Morada)

ASSUNTO: Realização de obras pelo arrendatário.

Vª Referência: Procº nº ______________________.

Para efeitos de cumprimento do artº 32º do Decreto-Lei nº


157/2006, de 08/08, fica Vª Exª notificado do seguinte: - - -
a. Que os arrendatários em epígrafe irão proceder à reali-
zação de obras no locado, usando da prerrogativa prevista
no artº 31º do diploma legal ante referido, conjugado
com os artºs 91º e 107º do DL 555/99, de 16/12; - - - -
b. Por força do artº 33º daquele Decreto-Lei, as despesas
realizadas com as benfeitorias entrarão na regra da
compensação prevista no artº 33º do diploma sub judice,
a começar rigorosamente dentro de 45 dias a partir do
recebimento da presente notificação, sendo-lhe concedido
destarte um período de dilação de 15 dias relativamente
ao prazo previsto no nº 2 do artº 32º do DL 157/2006; - -
c. Do teor da carta dirigida ao Município de Vila Nova de
Gaia, com a mesma data, que segue abaixo, composta por
_______ folhas. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)
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Arrendamento 49

BENEFÍCIO DA COMPENSAÇÃO
COMUNICAÇÃO AO MUNICÍPIO

(Nome do Arrendatário/a)

(Morada/Sede “ , que coincide em regra com o local do arren-


damento)

(Data)

Exmo Sr. Presidente

da Câmara Municipal de ______________

(Local...)

ASSUNTO: Realização de obras pelo arrendatário.

Vª Referência: Procº nº _____________________.

“Para efeitos de cumprimento do artº 32º do Decreto-Lei nº


157/2006, de 08/08, fica Vª Exª notificada do seguinte:

a. Que os arrendatários em epígrafe irão proceder à reali-


zação de obras no locado, usando da prerrogativa prevista
no artº 31º do diploma legal ante referido, conjugado
com os artºs 91º e 107º do DL 555/99, de 16/12;

b. Por força do artº 33º daquele Decreto-Lei, as despesas


realizadas com as benfeitorias entrarão na regra da
compensação prevista no artº 33º do diploma sub judice,
a começar rigorosamente dentro de 45 dias a partir do
recebimento da presente notificação, sendo-lhe concedido
destarte um período de dilação de 15 dias relativamente
ao prazo previsto no nº 2 do artº 32º do DL 157/2006;

c. Do teor da carta dirigida ao arrendatário, com a mesma


data, que segue abaixo, composta por ______ folhas.”

d. Atendendo a que constituiu um dever do município salva-


guardar e zelar pelo bem-estar dos utentes da via pública,
solicita-se que no dia indicado, pelas _________ horas,
50 Minutas e Formulários

ali compareçam os elementos considerados pertinentes,


segundo o processo supra referenciado, que nesses ser-
viços foi instaurado e instruído.

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)
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Arrendamento 51

INCUMPRIMENTO DO CONTRATO
DE ARRENDAMENTO

(Nome do Senhorio)

(Morada “ )

(Data)

(Nome do Inquilino)

(Morada, que coincide em regra com o local do arrendamento)

ASSUNTO: Incumprimento do contrato de arrendamento

Na presente data encontram-se vencidos, e não pagos, 6 meses de


renda32, correspondentes ao escritório que Vª Exª ocupou até 5
de Fevereiro do corrente ano, e da propriedade do emitente, na
importância de € ________. - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Atendendo a que, nos termos do prescrito no artº 1075º, nº 1,


do Código Civil, a renda deve ser paga no primeiro dia útil do
mês imediatamente anterior àquele a que diga respeito, e que
não foi afastada a mora por inaplicabilidade do nº 2 do artº
1041º do diploma referido, - - - - - - - - - - - - - - - - -

fica Vª Exª constituído como devedor da importância de € 1800,00,


que se consubstancia em mais 50% das rendas vencidas, ex vi do
disposto no nº 1 do preceito ante citado. - - - - - - - - - -

Caso a situação em crise não seja regularizada dentro do prazo


de 8 dias, será movida impreterivelmente ação judicial contra a
devedora originária e seu responsável subsidiário, no sentido
da concomitante consecução dos preditos valores e da resolução
do contrato de arrendamento. - - - - - - - - - - - - - - - -

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)

32. O número de meses em incumprimento, bem como o objeto do contrato, são meramente exemplificativos.
O interessado deverá ter o cuidado de adaptar a minuta à sua situação concreta.
52 Minutas e Formulários

RENDAS EM ATRASO

(Nome do Senhorio)

(Morada “ )

(Data)

(Nome do Fiador)

(Morada, que corresponde em regra à indicada no contrato)

ASSUNTO: Rendas em atraso

Na presente data encontram-se vencidos, e não pagos, 4 meses


de renda (Agosto a Novembro), correspondentes ao apartamento
que o inquilino ____________________ arrendou, sendo que Vª Exª
se constituiu como fiador do mesmo, o que o torna responsável
subsidiário pela falta de pagamento. - - - - - - - - - - - -

Atendendo a que, nos termos do prescrito no artº 1075º, nº 1,


do Código Civil, a renda deve ser paga no primeiro dia útil
do mês imediatamente anterior àquele a que diga respeito, e
que não foi afastada a mora por inaplicabilidade do nº 2 do
artº 1041º do diploma referido, - - - - - - - - - - - - - - -

fica Vª Exª constituído como devedor da importância de €


________,00 (_________________________)33, que se consubstancia
em mais 50% das rendas vencidas, ex vi do disposto no nº 1 do
preceito ante citado. - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Caso a situação em crise não seja regularizada dentro do pra-


zo de 8 dias, impreterivelmente, proceder-se-á à resolução
do contrato com a cominação que corresponder em concreto à
subsunção dos factos ao direito, com o recurso ao tribunal
competente. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - -

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)

33. Descrever a importância por extenso.


Note-se: Quando estamos perante uma situação de incumprimento, o mais aconselhável será notificar
simultaneamente os devedores originário e derivado, no sentido de aumentar a probabilidade de resolução
extrajudicial. Por uma inversão silogística, a união faz a força a favor do credor.
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Arrendamento 53

CONTRATO DE ARRENDAMENTO RURAL

Estes contratos não são hoje muito frequentes, atendendo à conjuntura econó-
mica e financeira do país. Contudo, também têm que ser objeto de previsão
legal, encontrando-se hoje estatuídos no Decreto-Lei nº 294/2009. É de men-
cionar especialmente 3 situações: nos termos do artº 6º daquela fonte, têm que
obedecer à forma escrita; nos termos do artº 16º, podem ser revogados a todo o
tempo mediante acordo; e relativamente ao prazo, previsto no artº 9º, o mínimo
são 7 anos, mesmo que as partes queiram acordar um prazo inferior. Caso não
seja indicado nenhum, presume-se que é celebrado por esses mesmos sete anos.
Foi adotado para este contrato um regime de parceria, sendo que há uma permuta
entre prestação do trabalho, comparticipação no investimento das plantações,
comparticipação nas colheitas e cedência da habitação, não descaraterizando
esta última a natureza do contrato em questão.
A renda a pagar inicialmente corresponde a dois meses. A primeira vence-se no
momento da celebração do contrato, e as restantes, no primeiro dia útil do mês
imediatamente anterior daquele a que diga respeito. Tendo o contrato início no dia
1 de determinado mês, o que é comum, vencem-se simultaneamente ambos – o
que é pago com a celebração e o que se vence no mês imediatamente anterior,
ficando deste modo pago o mês anterior à cessação do contrato.
54 Minutas e Formulários

CONTRATO DE ARRENDAMENTO RURAL

Primeiro(s): Nome __________________________, NIF(s)


________________, natural da freguesia de _____________, conce-
lho de ___________, portador de Bilhete de Identidade (ou Cartão
de Cidadão) nº _________, emitido em _________________ (ou com
validade até...), pelo arquivo de identificação de ________,
(estado civil) ___________(regime de casamento, sendo o caso)
__________________, residente em _____________________. - - - -

Segundo(s): Nome ___________________________, portador de Bi-


lhete de Identidade (ou Cartão de Cidadão) nº _________, emitido
em _________________ (ou com validade até...), pelo arquivo
de identificação de ________ (estado civil), ___________(regi-
me de casamento, sendo o caso) __________________, residente
em _____________________, NIF(s) __________, como segundo
contraente e arrendatário. - - - - - - - - - - - - - - - - -

Terceiro(s): Nome _____________________________, portador de


Bilhete de Identidade (ou Cartão de Cidadão) nº _________,
emitido em _________________ (ou com validade até...), pelo
arquivo de identificação de Porto (estado civil), ___________(re-
gime de casamento, sendo o caso) __________________, residente
em _____________________, NIF(s) __________, na qualidade de
fiador(es). - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Entre si estabelecem o presente contrato de arrendamento, que


tem por objeto um prédio rústico, do qual o primeiro é proprie-
tário, que se destina a cultivo e exploração do segundo(s), sito
em _______________, freguesia de _________________, concelho
de ________________, a confrontar de norte com ...., sul com
..., nascente com ... e poente com ..., inscrito na respetiva
matriz predial sob o artigo _________, e que se regulará pelos
precisos termos constantes das cláusulas seguintes: - - - - -

PRIMEIRA

O prazo de duração do arrendamento é de 7 anos, com início em


____/_________/____, que se prorrogará por períodos iguais e
sucessivos, caso não seja denunciado por alguma das partes,
nos termos legais. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
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Arrendamento 55

SEGUNDA

1) A renda anual acordada inicialmente é de € _______,00


(_______________ euros), que o arrendatário pagará em duodé-
cimos mensais de € _____,00 (_________ euros), no primeiro
dia útil do mês anterior àquele a que disser respeito, no
domicílio do primeiro outorgante ou por depósito em conta no
(indicar instituição de crédito e NIB). - - - - - - - - - -

2) O segundo outorgante liquidará no primeiro dia de vigência


do contrato, ou, antecipadamente, a quantia de € ______,00
(___________ euros), de que o primeiro contraente dará a cor-
respondente quitação com a emissão do respetivo recibo, o qual
poderá, ex vi da lei, ser substituído pela prova de depósito
em conta. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

3) A renda acordada será objeto de atualização anual de acordo


com a aplicação do coeficiente legal fixado para os contratos
de arrendamento. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

TERCEIRA

Além da renda estipulada, os segundos outorgantes dividirão


com o primeiro, em partes iguais, o vinho e fruta produzidos.

QUARTA

Os segundos outorgantes cuidarão do prédio que lhes é dado


de arrendamento, incluindo as fruteiras e vinhas, procedendo
atempadamente à sua poda e tratamentos adequados, substituindo
as árvores e cepos envelhecidos. - - - - - - - - - - - - - -

QUINTA

Para efeitos do disposto na cláusula anterior, o senhorio


suportará metade das despesas com tratamentos e renovação da
vinha e fruteiras, ficando totalmente ao encargo dos arrenda-
tários todos os trabalhos inerentes. - - - - - - - - - - - -
56 Minutas e Formulários

SEXTA

No âmbito do presente contrato, os primeiros outorgantes cedem


aos segundos, para habitação do agregado familiar, o prédio
urbano associado ao prédio rústico, ora dado de arrendamento,
composto por casa de habitação, dependência e logradouro, ins-
crito na referido matriz urbana da freguesia de ____________
sob o artigo _________, sendo este cedido a título gratuito,
enquanto os mesmos agricultarem nas devidas condições o prédio
rústico que lhes é dado de arrendamento. - - - - - - - - - -

SÉTIMA

Também incumbe aos segundos a boa conservação da habitação,


sendo de sua responsabilidade as despesas dessa natureza,
comprometendo-se concomitantemente a restituir a coisa no
estado em que a encontraram. - - - - - - - - - - - - - - - -

OITAVA

Nos casos de cessação do contrato por resolução, fica conven-


cionado o local do domicílio do senhorio. - - - - - - - - -

NONA

O segundo outorgante não poderá ceder, onerar ou celebrar


quaisquer outros negócios jurídicos sem a expressa autorização,
por escrito, do primeiro outorgante. - - - - - - - - - - - -

DÉCIMA

Em tudo em que o presente contrato for omisso regerá a legis-


lação aplicável. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

DÉCIMA PRIMEIRA

Os outorgantes declaram que estão plenamente de acordo com as


cláusulas do mesmo, pelo que vão assinar. - - - - - - - - -
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Arrendamento 57

Feito em triplicado, ficando um exemplar na posse de cada um dos


outorgantes. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

(Local e data ...)

____________________________
(Primeiro Outorgante)

____________________________
(Segundo Outorgante - Arrendatário)

____________________________
[Fiador(es)]
58 Minutas e Formulários

ÁGUA – ABASTECIMENTO – DÉBITOS


DE EX-LOCATÁRIO

É comum constatar-se, quando o inquilino não cumpre com a obrigação do


pagamento das rendas, que tal comportamento se torna extensivo a outros ser-
viços de que usufruiu para exercer a sua atividade. Poderíamos igualmente pôr a
mesma questão no inquilino de arrendamento habitacional, pelo que, se fossem
estas as circunstâncias, bastaria fazer as respetivas alterações na minuta que ora
se apresenta, a qual foi concebida para a situação de serviços.
Aliás, seria conveniente que todo o senhorio, cessado que fosse o arrendamento
por alguma das suas formas previstas na lei, ou por abandono do locado, comu-
nicasse aos serviços de abastecimento de água e eletricidade que, caso surgis-
sem débitos concernentes ao período de arrendamento, os mesmos deveriam
ser imputados ao consumidor, na qualidade de inquilino do imóvel que servira
de objeto ao contrato de arrendamento. Naturalmente que tal situação se torna
inócua quando existe a firme certeza de que o arrendamento cessou por uma
das formas previstas na lei, e que o inquilino procedeu ao cancelamento dos
serviços que havia subscrito.
O facto é que, com a comunicação do senhorio, o novo inquilino consegue o
contrato de abastecimento de água, e a entidade fornecedora espera que o con-
sumidor que não cumpriu solicite novamente aquele tipo de serviços para lhe
exigir os valores em dívida constantes em seu nome. Alternativamente, poderá
proceder à execução.
No entanto, o incumpridor sempre conseguirá contornar a questão – se for pessoa
coletiva, subscreve o novo contrato em nome individual; se for pessoal singular,
faz o inverso; e ainda tem a possibilidade de o novo contrato ser subscrito por
interposta pessoa.
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Arrendamento 59

ÁGUA - ABASTECIMENTO - DÉBITOS


DE EX-LOCATÁRIO

(Nome do Senhorio)

(Morada “ )

(Data)

Águas (...)

Rua __________________, nº ________

C.P. (Localidade)

ASSUNTO: Instalação de contador

Fornecimento de serviços

Exmos Srs.:

O impetrante dirige-se a Vª Exªs na qualidade de proprie-


tário da fração autónoma designada pela letra “_______” do
edifício em regime de propriedade horizontal sito na Avª
_______________, nº _________, ______ andar, sala 51, da fre-
guesia de _________________, deste concelho.

Sucede que o proprietário/senhorio deu de arrendamento a


mencionada fração em ________ do corrente à pessoa coletiva
“_______________________, Lda,”, NIPC _______________, que
passará por força do contrato a ter sede no locado.

Reunidos os correspondentes pressupostos para o fornecimento de


água, deparou-se a atual locatária com dívidas provenientes de
serviços da mesma natureza dos ora solicitados, mas que apenas
devem ser imputadas à ex-locatária “______________________”,
beneficiária e malogradamente incumpridora, conforme lhes é
permitido compulsar.

Ora, atendendo a que as prestações devidas devem ser exigi-


das a quem beneficiou dos serviços, e por reversão, subsidia-
riamente, aos seus responsáveis estatutários, solicita-se a
60 Minutas e Formulários

instalação ex novo, imputando à ex-locatária e/ou seus órgãos


representativos tudo o quanto se reporte ao período da vigên-
cia daquele contrato, liberando a atual inquilina de toda e
qualquer responsabilidade.

Local e data ...

____________________________
(Assinatura)
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Auto-impugnações 61

AUTO-IMPUGNAÇÕES

São apresentados diversos exemplos de impugnações, exatamente para que o leitor


se aperceba que o modus operandi da peça se reveste duma certa simplicidade,
que é preciso produzir a defesa em determinadas circunstâncias, inclusive com
recurso à prova testemunhal, caso seja possível.
A situação que se reveste de maior acuidade diz respeito ao segundo exemplo,
porquanto, para além da coima, à presumível infratora foi aplicada uma sanção
acessória por um agente administrativo. O autor entende que este tipo de sanções
apenas deveria ser aplicado por um Juiz, e não estar dependente da discriciona-
riedade do órgão administrativo, que tem a possibilidade de determinar a sanção
dentro dos limites que estão fixados na lei.
Relativamente ao pagamento das coimas, fica a advertência de que não devem
ser pagas no momento, enquanto não surgir alteração legal para o efeito. Na
recusa de pagamento, o órgão de polícia criminal procederá à apreensão dos
documentos, emitindo obrigatoriamente uma guia para permitir a circulação da
viatura. Entretanto, com a impugnação do ato, quiçá, poderá ser afastada a coima.
Os preditos exemplos são apresentados sucessivamente, assim:
- Transposição de linha contínua.
- Circulação com pneu desgastado.
- Circulação vedada a veículos de determinada natureza.
- Estacionamento em lugar reservado a deficientes.
- Desrespeito ao sinal vermelho.
- Velocidade Excessiva.
Finalmente, para os casos de indeferimento da impugnação pela entidade admi-
nistrativa, resolvemos produzir uma minuta do recurso.
Tal como se indica, o mesmo deve ser dirigido ao juiz da comarca onde foi praticada
a infração, e enviado para a ANSR “Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária”,
que instruirá o processo e fará remeter para a entidade a quem se dirige.
62 Minutas e Formulários

TRANSPOSIÇÃO DE LINHA CONTÍNUA

EXMO SR. PRESIDENTE

DA AUTORIDADE NACIONAL

DE SEGURANÇA RODOVIÁRIA

PROCESSO DE CONTRA-ORDENAÇÃO Nº _____________

IMPUGNAÇÃO

Nome ________________________________________________
, estado civil, residente em Rua ____________________, nº
__________, freguesia de ________________, concelho de
________________________, - - - - - - - - - - - - - - - - - -

VEM DEDUZIR IMPUGNAÇÃO JUDICIAL, pelejando pela sua defesa,


conforme segue: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Questão prévia

O impugnante é notificado em pessoa diversa na sua própria


residência, através do ofício nº __________________, emitido
em _______/____________/______ pela 1ª Divisão Policial da
Cidade do Porto, processo nº __________/_______, o qual se
tratava pura e simplesmente de um documento em singelo, de-
signadamente desprovido do auto de notícia com o número em
epígrafe, sendo que refuta ab initio a qualidade de arguido
em que é notificado.

II

No quadro concernente à descrição da infração, é-lhe assacada a


responsabilidade de natureza contraordenacional, porquanto cons-
ta que o impetrante estaria estacionado em lugar delimitado por
linha contínua, em Rua ______________________________, nº _____,
cidade de __________ , no dia ________/____________/_______,
pelas _____,_____ horas.
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Auto-impugnações 63

Matéria de facto

III

Após a notificação, o impugnante encetou todas as diligências


no sentido de esclarecer as démarches que tinha feito nesse
dia, deixando devidamente assente toda a matéria relativamente
à prova que refuta na íntegra o ato que lhe é imputado.

IV

Nesta concomitância, o impugnante passa a esclarecer que jamais


estacionaria em tal local que não conhece nem frequentaria à
hora indicada.

No dia a que concerne a presumível infração, o ora arguido


esteve a trabalhar consecutivamente durante todo o dia em
____________________, conforme poderá ser corroborado pelos
competentes serviços dos recursos humanos. Entende-se, con-
tudo, que, na descoberta da verdade material, e porque se
trata de ato oficioso, deverão ser esses serviços a proceder
à confirmação, porquanto sobre os mesmos impende legalmente o
ónus da prova que invocam.

VI

O impugnante é, efetivamente, proprietário do veículo indi-


cado no auto, o qual, tout court, não é utilizado durante as
horas de expediente do trabalhador, sendo que se trata de um
veículo de lazer, com autorização para circular apenas aos
fins de semana ou em ocasiões de eventos correlacionados com o
mesmo e congéneres. Ora, face a tais factos, apenas se poderá
tirar a ilação de que houve lapso na matrícula. Alternativa-
mente, poderá estar subjacente um ato de má-fé de provável
denunciante.

Mérito da causa

VIII

Verifica-se que o auto de notícia foi subscrito apenas por um


Polícia, (Nome....) ____________________, Soldado nº _________,
contra quem o impugnante pretende ver aplicadas as sanções
disciplinares emergentes da Lei.
64 Minutas e Formulários

IX

O ato administrativo carece de prova, tendo sido subscrito


isoladamente por um agente da polícia que terá passado pelo
local, tirado erradamente determinada matrícula a uma viatura,
e exarou o auto quando chegou ao posto.

VIII

Nestas circunstâncias, com os factos descritos no auto, não


há objeto, não há subsunção jurídica, não há cominação, mas
haverá naturalmente sanção disciplinar por participação a
efetuar à entidade administrativa competente.

IX

Basicamente, estamos na presença de um ato administrativo nulo


ex vi do artº 161º do Código do Procedimento Administrativo,
o qual não produz quaisquer efeitos jurídicos, padecendo dos
vícios de usurpação do poder e de impossibilidade do objeto,
para além da preterição de formalidades legais que se prendem
com a falta de notificação do auto de notícia que nem tampouco
se sabe se foi exarado.

PROVA: A solicitar à entidade patronal do impugnante.

Nestes termos e nos mais de direito, se


requer a procedência do presente insti-
tuto, com vista à anulação do ato admi-
nistrativo.

Local e data ___________, ________/________________/________

____________________________
(Assinatura)
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Auto-impugnações 65

CIRCULAÇÃO COM PNEU DESGASTADO

EXMO SR. PRESIDENTE


DA AUTORIDADE NACIONAL
DE SEGURANÇA RODOVIÁRIA

PROCESSO DE CONTRA-ORDENAÇÃO Nº __________

IMPUGNAÇÃO

Nome ____________________________________, residente em


________________, nº ____, freguesia de ___________________,
concelho de Vila Nova de Gaia, - - - - - - - - - - - - - - -

VEM DEDUZIR IMPUGNAÇÃO JUDICIAL, pelejando pela sua defesa,


conforme segue: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Questão prévia

O impugnante é notificado em flagrante delito, circulando, segundo


o autuante, em ___________, concelho de _______________________.

II

No quadro concernente à descrição da infração, é-lhe assacada


a responsabilidade de natureza contraordenacional, porquanto
consta “Trânsito de veículo de automóvel ligeiro de mercadorias,
de peso bruto não superior a 3500 Kg), na via pública, cujo
pneu da frente do lado esquerdo apresente na zona de rolagem
desenhos com altura inferior a 1,6 mm nos relevos principais”.

Matéria de facto

III

Imediatamente após a notificação, tomando o impugnante conhe-


cimento da coima que lhe era aplicada, advertiu o autuante,
que o veículo tinha ficado aprovado na inspeção periódica em
66 Minutas e Formulários

data muito próxima, em estabelecimento diretamente ligado ao


IMTT, tendo percorrido desde então poucos quilómetros. Aliás,
nesse mesmo dia, encetou todas as diligências no sentido de
esclarecer as circunstâncias que de forma objetivamente er-
rónea conduziram à aplicação de sanção que refuta na íntegra.

IV

Nesta concomitância, o impugnante passa a esclarecer que ja-


mais circularia em situação que pusesse em risco de presumí-
vel sinistro os seus familiares ou terceiros, condutores ou
peões, sabendo antecipadamente que tal conduta, para além de
sancionatória, contraria princípios morais e éticos, que são
do senso comum.

Mérito da causa

Verifica-se que o auto de notícia foi subscrito apenas por um


Polícia (Nome...) _____________, Soldado nº ___________, contra
quem o impugnante pretende ver aplicadas as sanções discipli-
nares emergentes da Lei nº 7/90, de 20/02, em conjugação com
a Lei nº 5/99, de 27/01, e Decreto-Lei nº 299/09, de 14/10.

VI

O ato administrativo carece de prova, tendo sido subscrito


isoladamente por um agente da polícia que terá passado pelo
local, com o propósito específico do tão comum cumprimento de
objetivos, lavrando um auto em modelo pouco percetível, caren-
te dos mais basilares elementos de fundamentação, assacado de
erros ortográficos, e lacunoso na sua descrição, designadamente
quando refere “...desenhos com altura inferior a 1,6 mm nos
relevos principais.” (O bold e o itálico foram acrescentados.)

VII

Nestas circunstâncias, com uma descrição factual daquela na-


tureza, o auto de notícia está desprovido de objeto, pelo
que, faltando na relação jurídica um dos elementos essenciais
do direito, não há subsunção jurídica, não há cominação, mas
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Auto-impugnações 67

haverá naturalmente sanção disciplinar por participação a


efetuar à entidade administrativa competente.

VIII

Basicamente, estamos na presença de um ato administrativo nulo


ex vi do artº 161º do Código do Procedimento Administrativo,
o qual não produz quaisquer efeitos jurídicos, padecendo dos
vícios de usurpação do poder e de impossibilidade do objeto,
para além da preterição de formalidades essenciais de que o
auto se encontra eivado - não está preciso o local da infra-
ção, a assinatura é ilegível por não coincidir com o documento
de identificação, acrescendo as situações já ante mencionadas.

Nestes termos e nos mais de direito, se


requer a procedência do presente insti-
tuto, com vista à anulação do ato admi-
nistrativo.

Local e data ___________, ________/________________/________

____________________________
(Assinatura)
68 Minutas e Formulários

CIRCULAÇÃO VEDADA A VEÍCULOS


DE DETERMINADA NATUREZA

EXMO SR. PRESIDENTE


DA AUTORIDADE NACIONAL
DE SEGURANÇA RODOVIÁRIA

PROCESSO DE CONTRA-ORDENAÇÃO Nº ___________

IMPUGNAÇÃO

Nome ______________________________________________, es-


tado civil, residente em Rua ____________________, nº
__________, freguesia de ________________, concelho de
________________________, - - - - - - - - - - - - - - - - - -

VEM DEDUZIR IMPUGNAÇÃO JUDICIAL, pelejando pela sua defesa,


conforme segue: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Questão prévia

A impugnante é notificada por via postal simples, através do ofício


nº _______________, emitido em ________/_____________/________
pela GNR do Posto Territorial da Maia, processo nº ____________,
o qual se fazia acompanhar por um auto de notícia com o nú-
mero em epígrafe.

II

Este ato de notificação subsidiário prende-se com a ausência


de notificação legalmente exigida, embora conste dos serviços
postais a devolução por “não ter sido reclamada”, o que atrasou
o processo de defesa que a impetrante ora pretende exercer.

III

No quadro concernente à descrição da infração, é-lhe assacada


a responsabilidade de natureza contraordenacional, porquanto
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Auto-impugnações 69

consta que a impugnante não circulava em espaço destinado a


veículos da natureza do seu, no dia ______/_________/______,
pelas ______.______ horas.

Matéria de facto

IV

Após a notificação, a impugnante encetou todas as diligências


no sentido de esclarecer as démarches que tinha feito nesse
dia, deixando devidamente assente toda a matéria relativamente
à prova que refuta na íntegra o ato que lhe é imputado.

A impugnante não tem memória que em algum dia se deslocasse


para o local de trabalho antes da referida hora, e já lá vão
sensivelmente 20 anos.

Mérito da causa

VI

Verifica-se que o auto de notícia foi subscrito apenas por um


GNR, com assinatura claramente impercetível, salvaguarde-se
o pleonasmo, e sem a indicação do nº de Soldado, contra quem
a impugnante pretende ver aplicadas as sanções disciplinares
emergentes da Lei.

VII

O ato administrativo carece de prova, tendo sido subscrito


isoladamente por um agente da GNR que terá passado pelo lo-
cal, presumivelmente a infringir o Código da Estrada, tirando
erradamente uma determinada matrícula a uma viatura, sob pena
de pôr em risco a integridade física dos restantes utentes da
via pública, e exarou o auto quando chegou ao posto.

VIII

Nestas circunstâncias, sem os factos descritos no auto, não


há objeto, não há subsunção jurídica, não há cominação, mas
70 Minutas e Formulários

haverá naturalmente sanção disciplinar por participação a


efetuar à entidade administrativa competente.

IX

Basicamente, estamos na presença de um ato administrativo nulo


ex vi do artº 161º do Código do Procedimento Administrativo,
o qual não produz quaisquer efeitos jurídicos, padecendo dos
vícios de usurpação do poder e de impossibilidade do objeto.

Àqueles vícios, a impugnante passa ainda a acrescentar a já


aludida preterição de formalidades essenciais, designadamente
quando o emitente omite com precisão, ressalve-se o pleonas-
mo, o local onde supostamente terá ocorrido a infração, e a
inteligível falta de fundamentação legal.

Nestes termos e nos mais de direito, se


requer a procedência do presente insti-
tuto, com vista à anulação do ato admi-
nistrativo.

Local e data ___________, ________/________________/________

____________________________
(Assinatura)
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Auto-impugnações 71

ESTACIONAMENTO EM LUGAR RESERVADO


A DEFICIENTES

EXMO SR. PRESIDENTE


DA AUTORIDADE NACIONAL
DE SEGURANÇA RODOVIÁRIA

PROCESSO DE CONTRA-ORDENAÇÃO Nº _____________

IMPUGNAÇÃO

Nome ______________________________________________, es-


tado civil, residente em Rua ____________________, nº
__________, freguesia de ________________, concelho de
________________________, - - - - - - - - - - - - - - - - - -

VEM DEDUZIR IMPUGNAÇÃO JUDICIAL, pelejando pela sua defesa,


conforme segue: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Questão prévia

O impugnante é notificado em pessoa diversa na sua própria


residência, através do ofício nº ___________, emitido em
_______/___________/______ pela GNR de ________________, pro-
cesso nº _____________, o qual se fazia acompanhar por um auto
de notícia com o número em epígrafe.

II

No quadro concernente à descrição da infração, é-lhe assacada


a responsabilidade de natureza contraordenacional, porquanto
consta que o impugnante estaria estacionado em lugar reser-
vado a estacionamento para pessoas portadoras de deficiência,
na Rua ____________________, em ________________, no dia
______/___________/_____, pelas 10,15 horas.
72 Minutas e Formulários

Matéria de facto

III

Após a notificação, o impugnante encetou todas as diligências


no sentido de esclarecer as démarches que tinha feito nesse
dia, deixando devidamente assente toda a matéria relativamente
à prova que refuta na íntegra o ato que lhe é imputado.

IV

Nesta concomitância, o impugnante passa a esclarecer que almo-


çou em ______________, com o amigo Dr. ______________________,
com escritório em Rua de _____________________, nº _________,
concelho de _______________.

O almoço ocorreu na churrasqueira “_______________”, sita na Rua


_____________________, nº ________, concelho de _______________,
sendo patrão do referido estabelecimento comercial o Sr.
__________________________, o qual comprova a comparência dos
mesmos no local pelas 11,30 horas, sensivelmente.

VI

O filho mais novo do impugnante ______________________________


comprova a saída de seu pai, pelas 11,00 horas, a pé, como
sempre faz, em direção ao restaurante, que dista cerca de 1000
metros da sua residência.

VII

O impugnante não vai ao local onde foi cometida a alegada


infração há sensivelmente __________ anos.

Mérito da causa

VIII

Verifica-se que o auto de notícia foi subscrito apenas por


um GNR, _______________________, Soldado nº _______/_______,
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Auto-impugnações 73

contra quem o impugnante pretende ver aplicadas as sanções


disciplinares cominadas na Lei.

IX

O ato administrativo carece de prova, tendo sido subscrito


isoladamente por um agente da GNR que terá passado pelo local,
tirado erradamente uma determinada matrícula a uma viatura,
e exarou o auto quando chegou ao posto.

Nestas circunstâncias, sem os factos descritos no auto, não


há objeto, não há subsunção jurídica, não há cominação, mas
haverá naturalmente sanção disciplinar por participação a
efetuar à entidade administrativa competente.

XI

Basicamente, estamos na presença de um ato administrativo nulo


ex vi do artº 161º do Código do Procedimento Administrativo,
o qual não produz quaisquer efeitos jurídicos, padecendo dos
vícios de usurpação do poder e de impossibilidade do objeto.

PROVA: Arrolam-se as testemunhas ante indicadas.

Nestes termos e nos mais de direito, se requer a procedência do


presente instituto, com vista à anulação do ato administrativo.

Local e data ___________, ________/________________/________

____________________________
(Assinatura)
74 Minutas e Formulários

DESRESPEITO AO SINAL LUMINOSO

EXMO SR. JUIZ DE DIREITO JUNTO DO TRIBUNAL


JUDICIAL DE _________________________ .

PROCESSO DE CONTRA-ORDENAÇÃO Nº __________

IMPUGNAÇÃO

Nome ______________________________, casada, residen-


te em Rua ___________________, nº _________, freguesia de
________________, concelho de Vila Nova de Gaia,

VEM DEDUZIR IMPUGNAÇÃO JUDICIAL nos termos dos artºs 184º A


186º do Código de Procedimento Administrativo, relativamente
à decisão proferida no processo de contra-ordenação referido
em epígrafe, donde consta,

que o Sr. Presidente da Autoridade Nacional de Segurança Ro-


doviária, por delegação de competências, aplica à impugnante
uma sanção acessória que se consubstancia na inibição de con-
duzir pelo período de 90 dias.

Questão prévia

À impugnante é assacada a responsabilidade de natureza con-


traordenacional grave, porquanto, segundo o auto exarado pela
PSP, consta que a mesma terá desrespeitado a luz vermelha do
semáforo, sito na Rua de ______________________________ - Por-
to, no dia ______/__________/______, pelas ____,____ horas.

II

A arguida/impugnante não se considera de forma alguma notifi-


cada no dia indicado, e que coincide com a prática da alegada
infração, porquanto assinou o auto sem tampouco ter oportu-
nidade de verificar os elementos que do mesmo constavam, pois
tal faculdade não lhe foi concedida pelo respetivos agentes
de autoridade.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Auto-impugnações 75

III

Ora, em tais circunstâncias, fica prejudicado o artº 50º do


Decreto-Lei nº 433/82, de 27/10, e concomitantemente a al. b)
do artº 114º do Código do Procedimento Administrativo, tra-
duzindo-se tal omissão na preterição de formalidades legais.

IV

No que concerne ao pagamento voluntário da coima, é prática


comum, e também aconselhável pelas autoridades administrativas
pertinentes, de que a situação mais curial, independentemente
da motivação subjacente, que se deverá pagar voluntariamente,
apesar de se ter em mente pelejar pela sua ulterior defesa.

Aliás, quando estão previstas, como foi o caso, sanções aces-


sórias, relativamente às quais a arguida não foi notificada/
advertida, é conveniente aguardar pela fixação da sanção pela
autoridade administrativa competente.

Matéria de facto

VI

Efetivamente, no dia e hora indicados no auto de contra-orde-


nação, a arguida transitava no local citado, acompanhada, sem
que qualquer dos ocupantes da viatura se tivesse apercebido
da sinalização vermelha.

VII

Qualquer um daqueles sujeitos apercebeu-se da presença da


polícia no local indicado, pelo que seria de todo em todo
inverosimel a condutora cometer uma infração daquela índole,
sabendo que incorreria em sanções indesejáveis.

VIII

Aliás, afirma com toda a veemência, que não o faria em circuns-


tância alguma, pois, se compulsarmos os elementos em arquivo,
76 Minutas e Formulários

não surge a menção informática da prática de infrações por


parte da arguida, mesmo que de natureza leve – estamos aqui
na presença da derrogação da prática comum dos cidadãos.

IX

O que se transfigurou no flamigerado dia foi que a presença da


polícia, contrariamente a constituir uma medida de prevenção,
por ser uma das suas primordiais funções, ali se encontrava
com o intuito de atingir objetivos para fins estatísticos –
reitera-se, o que foi transfigurado.

A ora impugnante tem plena certeza, com todos os princípios


que norteiam o bonus pater familiae34, de que não passou o si-
nal vermelho. E a estes elementos Vªs Excelências também têm
acesso previligiado.

Mérito da causa

XI

O princípio da preclusão no que concerne às notificações do


ilícito de mera ordenação social não foi observado, porquanto
a infração tendo sido presumivelmente cometida em 2008-09-
10, só agora surge a notificação do ato de fixação da sanção
acessória, mutatis mutandis, a qual nem tampouco se considera
ilidida presuntivamente.

XII

Por outro lado, a arguida não se considera validamente notifi-


cada, porquanto assinou o auto levantado pelo agente da PSP,
sem ler, e sem lhe ter sido transmitido o seu conteúdo em alta
voz, conforme preceituam a lei e a jurisprudência.

XIII

Não se considerando validamente notificada, a arguida invoca


concomitantemente a falta de fundamentação do ato administra-

34. V. arts. 487º, nº 2, e 799º, nº 2, do C.Civil


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Auto-impugnações 77

tivo, não só por lhe estar adjacente, mas também porque, se


compulsarmos o auto, facilmente se intui a impercetibilidade
do mesmo, assim como uma descrição abafada da infração.

XIV

Nesta sede, veja-se o que determina a primeira parte do acór-


dão do STA de 23/04/2009, sic.:

I – A fundamentação é um conceito relativo, que varia consoante


o tipo de ato administrativo em concreto e que pode fazer-se
por remissão para anteriores informações, pareceres ou pro-
postas, correspondendo a uma exigência legal cujos objetivos
essenciais são o de habilitar o destinatário do ato em causa
a reagir eficazmente, pelas vias legais, contra a respetiva
lesividade e o de assegurar a transparência, serenidade, re-
flexão e imparcialidade decisórias.

XV

A este respeito escreve o Professor Doutor Diogo Freitas do


Amaral, in “Curso de Direito Administrativo”. vol. II, pág.
353: “Quanto à indicação das razões de direito em que se
funda o ato, vem entendendo-se, nomeadamente no campo juris-
prudencial, e bem, não ser necessária a indicação (numerada
ou específica) das normas tidas por aplicáveis, mas apenas da
disciplina com base na qual se decidiu”.

E ainda,

XVI

Segundo o acórdão do STA de 23/04/2009, processo nº 0181/09,

“A fundamentação é um conceito relativo, que varia consoante


o tipo de ato administrativo em concreto e que pode fazer-se
por remissão para anteriores informações, pareceres ou pro-
postas, correspondendo a uma exigência legal cujos objetivos
essenciais são o de habilitar o destinatário do ato em causa
a reagir eficazmente, pelas vias legais, contra a respetiva
lesividade e o de assegurar a transparência, serenidade, re-
flexão e imparcialidade decisórias.” – sic.
78 Minutas e Formulários

Acresce, também,

XVII

como salienta José Carlos Vieira de Andrade, no seu «O Dever


de Fundamentação Expressa de Atos Administrativos», págs.
153-155, que tem de ser sustentado por um mínimo suficiente da
fundamentação expressa, ainda que operada por forma massiva e
sendo produto de um poder legalmente vinculado, aspetos estes
que só poderão ser valorados dentro do grau de exigibilida-
de da declaração de fundamentação, quer porque a massividade
intui maior possibilidade de entendimento dos destinatários,
quer porque a vinculação dispensa a enunciação da motivação
do agente que decorrerá imediatamente da mera descrição dos
factos - pressupostos do ato.

XVIII

Em jeito de conclusão, entendemos que a fundamentação inexiste


ou é manifestamente insuficiente e imprecisa, pelo que ocorre
a pretendida violação.

XIX

Posta e provada a ausência de notificação e a falta ou deficien-


te fundamentação do ato administrativo, se requer ipso jure
a convolação dos itens subsequentes como defesa do arguido.

XX

O trânsito na rua perpendicular à Rua José Falcão nunca poderia


permitir a passagem, mesmo que descuidada de um sinal verme-
lho, porque é uma rua significativamente movimentada, e esses
utentes dariam tempo à impugnante de passar o sinal vermelho.

XXI

No ponto 6 do articulado da decisão teve-se a acuidade de


referir que “Os factos descritos e provados levam a concluir
que a infração foi praticada a título de negligência”, assim
como também procedeu de imediato ao pagamento voluntário da
coima, e sempre usou do princípio da colaboração relativamente
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Auto-impugnações 79

ao procedimento que adotou perante a Administração Pública,


pelo que, salvo melhor opinião, não lhe deverá ser imputada
sanção de natureza diversa - summum jus, summa injuria.

XXII

O mesmo não se poderá afirmar relativamente à atuação adminis-


trativa, que conduz à derrogação de determinados princípios
consagrados na lei, e que emanam das relações daquela com os
particulares, designadamente, os da igualdade, proporciona-
lidade e boa–fé recíproca, devido à discricionariedade usada
em situações congéneres.

PROVA: Testemunha arrolada e a notificar: _________________________,


residente em Rua _______________________, nº __________ – 4400-
00 ________________.

Nestes termos e nos demais de direito,


se requer a procedência do presente
instituto, com vista à anulação do ato
administrativo.

Local e data ___________, ________/________________/________

____________________________
(Assinatura)
80 Minutas e Formulários

VELOCIDADE EXCESSIVA

EXMO SR. PRESIDENTE


DA AUTORIDADE NACIONAL
DE SEGURANÇA RODOVIÁRIA

PROCESSO DE CONTRA-ORDENAÇÃO Nº ___________

AUTO _______________ - IMPUGNAÇÃO

Nome _________________________________, residente em Rua


______________________, nº ___________, freguesia de
______________________, concelho de Vila Nova de Gaia,

VEM DEDUZIR IMPUGNAÇÃO JUDICIAL nos termos dos artºs 184º a


186º do Código do Procedimento Administrativo, relativamente ao
ato administrativo que determinou a aplicação de coima no mon-
tante de € _____________,00 e concomitante sanção acessória de
inibição de conduzir de _______ a _______ meses, donde consta,

que o veículo de matrícula “____ - ____ - _____” circulava a


uma velocidade de pelo menos _________ kms/horários, na Avª
______________________, freguesia de _________________, con-
celho de _________________.

Questão prévia

Ao impugnante é assacada a responsabilidade de natureza contra–


ordenacional grave, porquanto, segundo o auto lavrado pela PSP,
consta que o mesmo terá desrespeitado o limite de velocidade
imposto para a circulação automóvel dentro das localidades.

II

O arguido/impugnante não se considera de forma alguma noti-


ficado no dia indicado, e que coincide com a prática da ale-
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Auto-impugnações 81

gada infração, porquanto, assinou o auto, sem tampouco ter


oportunidade de verificar os elementos que do mesmo constavam,
pois tal faculdade não lhe foi concedida, de modo implícito
(ressalve-se), pelo respetivos agentes de autoridade.

III

Ora, em tais circunstâncias, fica prejudicado o artº 50º do


Decreto-Lei nº 433/82, de 27/10, e concomitantemente a al. b)
do artº 114º do Código do Procedimento Administrativo, tra-
duzindo-se tal omissão na preterição de formalidades legais.

IV

No que concerne ao pagamento voluntário da coima, é prática


comum, e também aconselhável pelas autoridades administrativas
pertinentes, de que a situação mais curial, independentemente
da motivação subjacente, que se deverá pagar voluntariamente,
apesar de se ter em mente pelejar pela sua ulterior defesa.

Aliás, quando estão previstas, como foi o caso, sanções aces-


sórias, relativamente às quais o arguido não se considera
notificado/advertido, é conveniente aguardar pela fixação da
sanção pela autoridade administrativa competente, sendo que
esta deve ser determinada e concreta, sob pena de ofensa ao
princípio dos direitos de defesa do arguido, consignado no
artº 32º,nºs 1 e 2 da Constituição da República Portuguesa.

Matéria de facto

VI

Efetivamente, no dia e hora indicados no auto de contra-orde-


nação, o arguido transitava no local citado, e já tinha sido
advertido por ___________________, que a polícia se encontrava
naquele local. Pelo que, seria de todo em todo inverosímel,
o condutor cometer uma infração daquela índole, sabendo que
incorreria em sanções indesejáveis.
82 Minutas e Formulários

VII

Aliás, afirma com toda a veemência, que não o faria em circuns-


tância alguma, pois se compulsarmos os elementos em arquivo,
não surge a menção informática da prática de infrações por
parte do arguido, mesmo que de natureza leve – estamos aqui
na presença da derrogação da prática comum dos cidadãos.

VIII

O que se transfigurou no flamigerado dia, foi que, a presença da


polícia, contrariamente a constituir uma medida de prevenção,
por ser uma das suas primordiais funções, ali se encontrava
com o intuito de atingir objetivos para fins estatísticos –
reitera-se, o que foi transfigurado.

Mérito da causa

IX

O arguido não se considera validamente notificado, porquanto,


assinou o auto levantado pelo agente da PSP, sem ler, e sem
lhe ter sido transmitido o seu conteúdo em alta voz, conforme
preceituam a lei e a jurisprudência.

Não se considerando validamente notificado, o arguido invoca


concomitantemente a falta de fundamentação do ato administra-
tivo, não só por lhe estar adjacente, mas também, porque se
compulsarmos o auto, facilmente se intui a imperceptibilidade
do mesmo, assim como uma descrição abafada da infração.

XI

Nesta sede, veja-se o que determina a primeira parte do acór-


dão do STA de 23/04/2009:

“I – A fundamentação é um conceito relativo, que varia con-


soante o tipo de acto administrativo em concreto e que pode
fazer-se por remissão para anteriores informações, pareceres
ou propostas, correspondendo a uma exigência legal cujos ob-
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Auto-impugnações 83

jectivos essenciais são o de habilitar o destinatário do acto


em causa a reagir eficazmente, pelas vias legais, contra a
respectiva lesividade e o de assegurar a transparência, sere-
nidade, reflexão e imparcialidade decisórias.” - SIC.

XII

A este respeito escreve o Professor Doutor Diogo Freitas do


Amaral in “Curso de Direito Administrativo” vol. II, pág. 353:
“Quanto à indicação das razões de direito em que se funda o
acto, vem entendendo-se, nomeadamente no campo jurisprudencial,
e bem, não ser necessária a indicação (numerada ou específica)
das normas tidas por aplicáveis, mas apenas da disciplina com
base na qual se decidiu”.

E ainda,

XIII

Segundo o acórdão do STA de 23/04/2009, processo nº 0181/09,

“A fundamentação é um conceito relativo, que varia consoante


o tipo de acto administrativo em concreto e que pode fazer-se
por remissão para anteriores informações, pareceres ou pro-
postas, correspondendo a uma exigência legal cujos objectivos
essenciais são o de habilitar o destinatário do acto em causa
a reagir eficazmente, pelas vias legais, contra a respectiva
lesividade e o de assegurar a transparência, serenidade, re-
flexão e imparcialidade decisórias.” – sic.

Acresce também,

XIV

como salienta José Carlos Vieira de Andrade no seu «O Dever


de Fundamentação Expressa de Actos Administrativos», págs.
153-155, tem de ser sustentado por um mínimo suficiente da
fundamentação expressa, ainda que operada por forma massiva e
sendo produto de um poder legalmente vinculado, aspetos estes
que só poderão ser valorados dentro do grau de exigibilida-
de da declaração de fundamentação, quer porque a massividade
intui maior possibilidade de entendimento dos destinatários,
84 Minutas e Formulários

quer porque a vinculação dispensa a enunciação da motivação


do agente que decorrerá imediatamente da mera descrição dos
factos - pressupostos do ato.

XV

Em jeito de conclusão, entende-se que a fundamentação inexiste


ou é manifestamente insuficiente e imprecisa, pelo que ocorre
a pretendida violação.

XVI

Posta e provada a ausência de notificação e a falta ou deficien-


te fundamentação do ato administrativo, se requer ipso jure
a convolação dos itens subsequentes como defesa do arguido.

Sem prescindir,

XVII

O arguido refuta na íntegra a configuração de infração por


exceder o limite estabelecido dentro das localidades. A Avª
____________________, sita em (concelho) ______________, esta-
belece uma linha divisória entre as freguesias de ____________
e _____________. Por outras palavras, delimita a zona da ci-
dade e a zona rural, não se considerando por isso, nem sendo
inteligível, que se circula dentro duma localidade.

Ainda sem prescindir,

XVIII

A predita avenida, tem sensivelmente _________ metros de


comprimento, duas faixas no mesmo sentido e fica entre duas
rotundas. Pelo que, se por um lado seria praticamente im-
possível que o condutor atingisse a alegada velocidade, por
outro, a disposição da via assim descrita e sem sinalização,
não impede nem impõe, a circulação superior aos flamigerados
50 Kms/horários. A colocação de um Radar a meio da avenida,
é mais um ato aparente da má-fé administrativa e discricio-
nária. (Vd. Google Maps)
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Auto-impugnações 85

XIX

Ora, a atuação administrativa, conduz à derrogação de de-


terminados princípios consagrados na lei, e que emanam das
relações daquela com os particulares, designadamente, os da
igualdade e proporcionalidade, e boa-fé recíproca, devido à
discricionariedade exacerbada e usada em situações congéneres.

Nestes termos e nos mais de direito, requer


a procedência do presente instituto, com
vista à revogação do ato administrativo,
ex vi do disposto na al. e) do artº 152º
do CPA em conjugação com o congénere 165º
do mesmo diploma.

Local e data (…), _________ / _______________ / _______

____________________________
(Nome do arguido)
86 Minutas e Formulários

RRECURSO DE APLICAÇÃO DA COIMA

EXMO SR. JUIZ DE DIREITO,

JUNTO DO TRIBUNAL JUDICIAL DE _______

AUTO DE CONTRA-ORDENAÇÃO Nº _____________.

RECURSO DE APLICAÇÃO DA COIMA35

Nome do recorrente ______________________________, estado civil


______________, residente em Rua ___________________________,
nº __________, freguesia de ________________, concelho de ____
______________________________, - - - - - - - - - - - - - - -

VEM RECORRER DA DECISÃO QUE APLICOU A COIMA NO PROCESSO EM


EPÍGRAFE, pelejando pela sua defesa, conforme segue: - - - -

Dos factos

1. O arguido foi notificado em pessoa diversa na sua própria


residência, em ____/______/_____, da decisão que indeferiu
a impugnação por si deduzida já em _____/_________/_____.

2. Consta dos fundamentos da predita decisão, que o auto


de contraordenação faz fé, até prova em contrário, desde
que levantado nos termos dos nºs 1 e 2 do artº 170º do
Código da Estrada.

3. E ainda, que o arguido nega a prática dos factos, a quem


incumbe o ónus da prova.

ALEGAÇÕES

O arguido continua a pugnar a sua defesa dando por reproduzida


toda a matéria da impugnação, refutando os factos que lhe são
imputados nas seguintes circunstâncias:

35. Estamos perante um caso de indeferimento da impugnação judicial, constando dessa decisão, que o
arguido nega a prática dos factos, o que se transparece de paradoxal aos olhos da administração, porque o
auto de contraordenação faz fé.
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Auto-impugnações 87

a O auto não cumpriu o determinado no nº 2 do artº 170º


do Código da estrada, porquanto não foi assinado pelas
testemunhas. Faz espécie ao arguido que o mesmo tives-
se sido levantado e assinado por um agente em singelo,
conforme alegação constante da impugnação.
b O arguido forneceu de boa-fé todos os elementos impres-
cindíveis para a entidade recorrida proceder à descober-
ta da verdade material. Volvidos que são sensivelmente
__________ meses, será por demais evidente que a prova
se tenha dissipado por culpa não imputável ao arguido,
ora recorrente.
c Apesar de tudo, continua a subsistir a possibilidade de
recurso junto da entidade patronal do requerente, con-
cernente a elementos que comprovem a comparência e per-
manência do funcionário durante o dia a que se refere
a infração.
d O arguido requereu na impugnação, que tais elementos fos-
sem solicitados oficiosamente, bem como a intervenção da
entidade administrativa junto da oficina onde a viatura
se encontrava em reparação.

CONCLUSÕES
I. O artº 175º, nº 1, al. g) determina que o arguido dispõe
de 15 dias para indicar o autor da infração. Ora, não
está fora de cogitação que a viatura fosse ocasionalmente
utilizada sem conhecimento do seu proprietário.
II. Na sua impugnação, indicou o arguido outros meios de
prova, cumprindo o disposto na al. c) do nº 2 do artº
175º do Código da Estrada.
III. Nunca a defesa poderia ser considerada improcedente
por ausência de prova. As provas solicitadas pelo argui-
do, seriam levadas à conta no cálculo das custas - artº
185º, nº 3, al. d).
IV. O regime das provas não brota da lei especial, brota
do artº 342º e ss do CCivil. Embora se considere que a
prova dos factos modificativos lhe é imputada ex vi ao
artº 342º, nº 2, daquele diploma, é ao autuante que cabe
em primeira ratio o ónus do quanto invoca. Do modus da
administração assim proceder, seus atos configuram mais
as presunções previstas nos artºs 349º e seguintes do
88 Minutas e Formulários

CCivil - a alegada realidade dos factos nunca foi devi-


damente demonstrada.
V. Nestas circunstâncias, com os factos descritos no auto,
não há objeto, não há subsunção jurídica, não há comina-
ção, mas haverá naturalmente sanção disciplinar por par-
ticipação a efetuar à entidade administrativa competente.
VI. Basicamente, estamos na presença de um ato administra-
tivo nulo ex vi do artº 133º do Código do Procedimento
Administrativo, o qual não produz quaisquer efeitos ju-
rídicos, padecendo dos vícios de usurpação do poder e
de impossibilidade do objeto, para além da preterição
de formalidades legais que se prendem com a falta de
notificação do auto de notícia que nem tampouco se sabe
se foi exarado.

Nestes termos e nos mais de direito, se


requer a procedência do presente insti-
tuto, com vista à anulação do ato admi-
nistrativo.

Local e data, _____________________

____________________________
(Assinatura)
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Comodato 89

COMODATO

O Planeamento Fiscal, desde que não configure nenhum dos pressupostos que
constam dos artºs 38º e 39º da Lei Geral Tributária, abreviadamente designada de
LGT, circunstâncias em que é considerado abusivo, e como tal sancionado, con-
forme determina o artº 12º do Regime Geral da Infrações Tributárias, é permitido.
Quando se afirma que é permitido, poderá eventualmente conduzir a uma errada
exegese do leitor, sobretudo se for interpretado como uma fuga aos impostos,
situação esta que também é sancionável pelo direito penal tributário. Portanto,
quando se diz que é permitido, significa que a lei não sanciona tais compor-
tamentos, porque a lei não os prevê, nem na letra nem no espírito, como se
tratando de condutas proibidas ou permitidas. Ou seja, não integra a incidência
objetiva ou subjetiva de qualquer imposto, como também não se encontra previsto
como uma prerrogativa, designadamente no Estatuto dos Benefícios Fiscais ou
em quaisquer outras isenções ou não sujeições específicas de qualquer tributo.
Quid iuris?
Ex positis, o que se infere de tudo isto é que, caso não se trate de comportamen-
tos que configurem situações derrogáveis da incidência de qualquer imposto, é
porque a sua prática constitui um artefacto que a lei não prevê e como tal admite.
Como escrevemos espontaneamente, não se sabe se o exemplo é académico,
mas decidiu-se dar a conhecer um exemplo típico de planeamento fiscal, que
pode desonerar os sujeitos passivos no pagamento de impostos.
Trata-se dos trabalhadores por conta de outrem, os quais também dispõem de
rendimentos da categoria F do IRS, id est, prédios ou frações, independentemente
de estar constituída a propriedade horizontal, podendo ser apenas suscetíveis de
arrendamento em separado, para arrendamento.
Se locador tem rendimentos da categoria A, os rendimentos doutras categorias,
in casu os provenientes dos prédios arrendados, entram no englobamento para
efeitos de liquidação do imposto a pagar a final.
90 Minutas e Formulários

Um sujeito passivo nestas circunstâncias tem a possibilidade de não pagar im-


posto pelos rendimentos provenientes da categoria F (rendas), ou de atenuar os
efeitos de tais rendimentos na liquidação do seu imposto.
Para tal, declarando os rendimentos na íntegra à administração tributária, poderá
socorrer-se do contrato de comodato, previsto no artº 1129º do Código Civil.
Este instituto jurídico consiste num “… contrato gratuito pelo qual uma das par-
tes entrega à outra certa coisa, móvel ou imóvel, para que se sirva dela, com a
obrigação de a restituir”.
Se, antes de celebrar qualquer contrato de arrendamento ao abrigo do NRAU, o
proprietário celebrar um contrato de comodato com um familiar ou outra pessoa
que não aufira rendimentos, resulta a seguinte situação:
• Relativamente a este último contrato, está sujeito ao Imposto de Selo previsto
na Tabela Geral daquele imposto, que no momento se cifra em 0,08%
sobre o valor – é de fácil inteligibilidade concluir-se qual será o valor do
imposto quando o contrato é a título gracioso.
•O locador passará a ser o comodatário sem outros rendimentos, o qual terá
que apresentar a declaração de IRS com os rendimentos prediais.
O comodante declara apenas os impostos dos seus proventos como trabalhador
por conta doutrem.
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Comodato 91

CONTRATO DE COMODATO35

ENTRE:

1. Nome completo, estado civil, profissão, domiciliado em


______________________________, NIF ___________________,
portador do Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão n.º
____________, emitido aos __________/________________/______
_____ pelo Arquivo de Identificação de ____________________,
como comodante, doravante designado por 1.º Contratante.

2. Nome completo, estado civil, profissão, domiciliado em


______________________________, contribuinte fi scal n.º
__________________, portador do Bilhete de Identidade/Cartão de
Cidadão n.º ________________, emitido aos ___________________
pelo arquivo de Identificação de ____________________, como
comodatário, doravante designado por 2.º Contratante,

é celebrado e reciprocamente aceite o presente contrato que é


comodato, o qual se rege pelas cláusulas seguintes e, relativa-
mente às omissões, serão colmatadas pela legislação aplicável:

CLÁUSULA 1.ª

O 1.º Contratante é proprietário e legítimo possuidor do seguinte


prédio: (natureza do imóvel), sito em (localidade), (fregue-
sia), (rua/avenida, etc.), descrito na Conservatória do Registo
Predial de ____________________ sob o n.º ______________, com
a licença de construção/utilização n.º ____________________,
emitida pela Câmara Municipal de _______________________
aos __________/___________________/__________, e inscrito
na respetiva matriz predial (urbana/rústica) sob o artigo
______________, freguesia de ___________________, concelho
de __________________.

CLÁUSULA 2.ª

Pelo presente contrato, o 1.º Contratante cede gratuitamente


ao 2.º Contratante o prédio referido na cláusula anterior para
que dele exclusivamente se sirva.

36. Este contrato está sujeito a Imposto de Selo, nos termos da Tabela Geral daquele imposto.
92 Minutas e Formulários

CLÁUSULA 3.ª

O prazo do presente contrato é de __________ (extenso...) anos


a contar da data da assinatura do mesmo, não sendo em caso
algum prorrogável.

CLÁUSULA 4.ª

1. O presente contrato caduca automaticamente no decurso do


prazo referido na cláusula 3.ª, independentemente de quaisquer
comunicações nesse sentido.

2. Excecionalmente, o presente contrato cessa com a comuni-


cação do 1.º Contratante ao 2.º Contratante, feita por carta
registada com aviso de receção e com uma antecedência mínima
de __________ (extenso...) dias relativamente à data da de-
socupação.

CLÁUSULA 5.ª

Findo o contrato, o 2.º Contratante restituirá ao 1.º Contra-


tante o imóvel ora comodato, completamente livre de pessoas
e bens e no preciso estado em que o recebeu.

CLÁUSULA 6.ª

1. As partes procurarão resolver por via negocial e de boa-fé


as questões que possam surgir da execução ou da interpretação
do presente contrato.

1. O presente contrato será registado pela lei portuguesa e a


resolução de todos os litígios decorrentes da sua interpreta-
ção e execução será submetida aos tribunais da comarca de …,
com expressa renúncia a qualquer outro foro.

O presente contrato é feito em dois exemplares, ambos valendo


como originais, os quais vão ser assinados pelas partes, sendo
um exemplar entregue a cada uma delas.

Local e data

O 1.º Contratante _____________________________________________

O 2.º Contratante _____________________________________________


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Comodato 93

MINISTÉRIO DAS GUIA DE DEPÓSITO 39 MOD 80119A


FINANÇAS
RUBRICA DE OPERAÇÕES ESPECÍFICAS
AUTORIDADE DO TESOURO
TRIBUTÁRIA E GUIA Nº
ADUANEIRA 8949 - SERVIÇOS DE FINANÇAS
FUNDOS DE 2003 E SEGUINTES


Vai

_______________
contribuinte n.º 501 148 124

com sede em Rua ______________________________, nº _____________ – Vila Nova de Gaia

depositar na rubrica referida em epígrafe a quantia de € __________ (______________________)

na secção de cobrança do Serviço de Finanças de _____________. Código ______

Para pagamento no Procº Executivo nº _____________ e Aps, instaurado contra ___________


_____________, NIPC/NIF ___________________, referente à penhora de rendas de Rendas.

A favor de Serviço de Finanças de _________________________. Código ______

Aplicado nas dívidas do contribuinte _______________________________________________ .

Devedor originário

_______/_________________/_______

Assinatura


IMPOSTO_______________________

JUROSMORA_______________________

CUSTAS________________________

TOTAL€________________________

37

37. O artº 228º do Código de Procedimento e de Processo Tributário não nos indica o modus operandi deste
procedimento. Dispõe que o devedor é fiel depositário, que lhe será dada quitação na cobrança, e que deste
documento será entregue um exemplar ao órgão da execução fiscal.
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CONTRATO
DE EMPREITADA

- Contrato de empreitada
- Carta ao fornecedor do material
- Carta ao prestador de serviços
- Tentativa frustrada de regularização
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Contrato de empreitada 97

CONTRATO DE EMPREITADA

Como é comum, escrevo normalmente na perspetiva da vítima, sendo que, em


tais circunstâncias, darei especial atenção à proteção do dono da obra, também
designado comitente.
Todos os preceitos referidos estão consagrados no Código Civil, pelo que deixarei
de citar prospetivamente este diploma.
A empreitada aparece-nos definida no artº 1207º como o contrato pelo qual
uma das partes se obriga em relação à outra a realizar certa obra mediante um
preço. Desde logo, estamos perante um contrato sinalagmático, celebrado a título
oneroso, comutativo e consensual (vide artº 219ª sobre a liberdade de forma).
Do conceito de empreitada se infere que são três os elementos que na mesma
se encontram compreendidos: os sujeitos, o objeto (realização da obra) e o
pagamento do preço.
No que concerne aos sujeitos no contrato de empreitada, temos o dono da obra,
ou comitente, e o empreiteiro, sendo que ambos os sujeitos poderão ser indife-
rentemente pessoas singulares ou coletivas.
Os problemas que se podem pôr não se colocam do lado do empreiteiro, mas
sim do lado do dono da obra e, mesmo relativamente a ele, apenas na hipótese
de a obra incidir sobre a reparação, manutenção ou modificação dos bens exis-
tentes, porque nestes casos pode questionar-se se o dono da obra tinha poderes
para mandar executar tais trabalhos, pondo assim em questão a sua legitimidade,
podendo, inclusive, apesar de não abalar a validade do contrato, acarretar res-
ponsabilidades perante terceiros ou perante o próprio empreiteiro.
Em correlação com este contrato, surge o de subempreitada, previsto no artº
1213º – é um contrato pelo qual um terceiro se obriga para com o empreiteiro
a realizar a obra a que este se encontra vinculado, ou uma parte dela. Desta de-
finição ressalta a observância de dois pressupostos: a existência de um contrato
prévio, que corresponde à empreitada; a celebração de um segundo negócio
98 Minutas e Formulários

jurídico pelo qual um terceiro se obriga para com o empreiteiro a realizar certa
obra ou parte dela. Os dois contratos possuem exatamente a mesma finalidade,
a qual consiste na realização do interesse do dono da obra, e é exatamente por
isso que na doutrina se diz que estão funcionalizados um em relação ao outro,
isto apesar de distintos e individualizados.
Este último contrato obedece a determinadas especificidades atendendo à sua
génese e estatuição legal. Relativamente à primeira, prende-se a mesma com o
fenómeno da subcontratação, porquanto o subempreiteiro não terá capacidade
para realizar a obra, devido à ausência de recursos humanos, ou porque não terá
mão-de-obra especializada na universalidade da obra – artº 1230º, nº 1. Relati-
vamente ao fenómeno legal da sua previsão, há que ter em consideração que o
segundo contrato poderá estar previsto ou omisso no primeiro. Se resultar a sua
previsão ou for necessário para a execução da obra, não restam dúvidas de que
não será necessária autorização prévia do comitente. No caso de omissão no
contrato principal, a subcontratação fica plenamente justificada se o objeto do
contrato tiver natureza fungível, isto é, se o comitente não demonstrar especial
interesse em que a obra seja exclusivamente realizada pelo empreiteiro. Prevalece
aqui a liberdade contratual, prevista no artº 405º, podendo as partes estabelecer
as cláusulas que lhes aprouver, desde que não contrariem as disposições legais,
in casu, que se prendam com as regras próprias da empreitada.
O contrato de empreitada não deixa de ser um contrato de prestação de serviços,
mas com a especificidade do objeto. Neste contrato, considera-se por obra não só
a construção ou a criação, mas também a reparação, a modificação ou mesmo a
demolição de uma coisa, não podendo prescindir-se, em face da definição legal,
de um resultado material.
No âmbito da caducidade do direito, rege o artº 1224º, para os bens imóveis,
que o prazo de caducidade é de cinco anos, devendo ainda o empreiteiro ser
responsável pelos danos que os defeitos causarem ao dono da obra ou terceiros
afetados. Determina ainda o artº 1225º que a denúncia deve ser feita no prazo
de um ano, e a indemnização pedida no ano seguinte àquela.
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Contrato de empreitada 99

CONTRATO DE EMPREITADA

ENTRE:

1. Nome completo, estado civil, profissão, domiciliado em


______________________________, NIF ___________________, porta-
dor do Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão n.º ____________,
emitido aos __________/________________/___________ pelo Ar-
quivo de Identificação de ____________________, como Dono da
obra, doravante designado por 1.º Contratante ou comitente.

2. Nome completo, estado civil, empreiteiro 38 de


___________________________, domiciliado em _________________
__________________, contribuinte fiscal n.º _________________,
portador do Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão n.º
________________, emitido aos ___________________ pelo arquivo
de Identificação de ____________________, como Empreiteiro,
doravante designado por 2.º Contratante,

é celebrado e reciprocamente aceite o presente contrato que


é Empreitada39, o qual se rege pelas cláusulas seguintes e,
relativamente às omissões, serão colmatadas pela legislação
aplicável:

CLÁUSULA 1.ª

1. O 1.º Contratante, empreiteiro, obriga-se a proceder inte-


gralmente à execução da obra, conforme discriminação feita no
caderno de encargos e que constitui anexo do presente contrato.

2. O local é em ____________________________________________
___, e as obras terão início em _________/_____________/____
_____, salvo alteração superveniente das circunstâncias e de

38. Caso se trate de pessoa coletiva, em vez de domicílio passará a ser usado o vocábulo “sede”, e não será
utilizada a identificação civil por apenas ser imputável a pessoas singulares.
39. Em correlação com este contrato, surge o de subempreitada, previsto no artº 1213º – é um contrato pelo
qual um terceiro se obriga para com o empreiteiro a realizar a obra a que este se encontra vinculado, ou
uma parte dela. Desta definição ressalta a observância de dois pressupostos: a existência de um contrato
prévio, que corresponde à empreitada; a celebração de um segundo negócio jurídico pelo qual um terceiro
se obriga para com o empreiteiro a realizar certa obra ou parte dela. Os dois contratos possuem exatamente a
mesma finalidade, a qual consiste na realização do interesse do dono da obra, e é exatamente por isso que na
doutrina se diz que estão funcionalizados um em relação ao outro, isto apesar de distintos e individualizados.
100 Minutas e Formulários

aceitação mútua, não podendo o período de suspensão ultrapas-


sar _____________ dias.

3. Todas as caraterísticas concernentes aos trabalhos a reali-


zar, designadamente, materiais utilizados, tempo de execução e
regime de subcontratação, serão cumpridos conforme os termos
seguidamente descritos:

a. . . .

b. . . .

c. . . .

CLÁUSULA 2.ª

O preço a pagar pelo comitente é de € ____________________


(extenso...), conforme consta do orçamento que integra com-
plementarmente este instrumento, e ao qual acrescerá o IVA à
taxa de ________%, sendo faseado com a seguinte discriminação:
a. A título de entrada inicial, com a celebração do pre-
sente contrato, o empreiteiro receberá a importância de
€ _______________.
b. Decorridos que sejam 50 % de execução dos trabalhos,
receberá o mesmo a importância de € _____________.
c. Concluída a obra, será pago ao segundo contratante o
remanescente, no montante de € _____________.
d. _________ dias após a consumação da obra e aceite pro-
visoriamente pelo primeiro contratante, na ausência
de defeitos, será devolvida a caução no montante de €
_____________.

CLÁUSULA 3.ª

No caso de incumprimento do empreiteiro nos termos definidos


no presente contrato, assiste ao dono da obra a prerrogativa
da retenção de valores mencionados na cláusula precedente, até
que sejam superados os vícios ou o motivo de incumprimento,
sem a exclusão do ónus da mora que àquele poderá ser imputada.
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Contrato de empreitada 101

CLÁUSULA 4.ª

Verificando-se a mora para além do período de carência previs-


to para o início das obras, o segundo contratante pagará ao
primeiro a importância de € _____________ (extenso...), por
cada dia de incumprimento.

CLÁUSULA 5.ª

A entrega da obra será realizada através de carta registada


com aviso de receção enviada ao dono da obra, podendo, alter-
nativamente, ser por termo de entrega e aceitação, no local
de execução.

CLÁUSULA 6.ª

O dono da obra terá o período de __________ dias para proceder


à aceitação integral da mesma, aceitá-la sob condição reso-
lutiva da supressão dos vícios de que a mesma padeça, ou, em
última instância, rejeitá-la integralmente com as consequên-
cias legais inerentes à redução do contrato ou indemnização,
conforme a classificação do motivo de incumprimento.

CLÁUSULA 7.ª

As alterações que supervenientemente se venham a justificar


como profícuas à boa execução da obra deverão ser redigidas a
escrito e subscritas conjuntamente por ambos os contratantes.

CLÁUSULA 8.ª

Para além da responsabilidade do empreiteiro relativamente


à boa execução e utilização de materiais por parte dos seus
funcionários, fica também responsável em termos de indemniza-
ção cível perante os danos que estes causem involuntariamente
a terceiros.

CLÁUSULA 9.ª

O empreiteiro não poderá abandonar a obra, presumindo-se como


tal a falta de execução dentro de _________ dias, após o período
102 Minutas e Formulários

inicialmente contratualizado, acrescido das alterações que


tenham surgido de permeio e reduzidas a escrito como consta
da cláusula 7ª.

CLÁUSULA 10.ª

Como cláusula de salvaguarda do cumprimento do contrato, o


empreiteiro prestará a garantia referida na al. d) da Cláu-
sula 2ª, em modo de caução ou seguro-caução, no montante de
€ ______________, a qual caducará com a aceitação integral
da obra.

CLÁUSULA 11.ª

O presente contrato será registado pela lei portuguesa e a


resolução de todos os litígios decorrentes da sua interpre-
tação e execução será submetida aos tribunais da comarca de
_______________, com expressa renúncia a qualquer outro foro.

O presente contrato é feito em dois exemplares, ambos valendo


como originais, os quais vão ser assinados pelas partes, sendo
um exemplar entregue a cada uma delas.

Local e data _____________, _________/__________________/__


_________

O 1.º Contratante _____________________________________________

O 2.º Contratante _____________________________________________


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Contrato de empreitada 103

CARTA AO FORNECEDOR DO MATERIAL

(Nome do proprietário)

(Residência ...)

(Data)

(Nome do fornecedor)

(Morada/Sede/Estabelecimento comercial)

ASSUNTO: Obras na residência indicada supra.

Reclamação da pintura.

Exmos Srs.!

A presente carta servirá como ato prévio à ação judicial a inter-


por no Tribunal comum competente, em regime de coligação, contra
essa pessoa coletiva e os trolhas (Nomes...)___________________
e ______________, pelas razões que sucessivamente se passam
a expender:

Em _______/____________/_______, foram encetadas diligências no


sentido de o proprietário da habitação em referência proceder
à esmerada pintura da mesma, com tintas da melhor qualidade.
Socorreu-se de um engenheiro para obter um projeto, o qual
exarou um caderno de encargos para que os referidos trolhas
lhe dessem cumprimento.

O tetróxido de chumbo – Pb304–, o Sikaflex 11 FC, o Primário


Sinolite e a Tinta Cinoflex RT seriam os materiais predominantes.

Por afinidade com o vosso retalhista, (Nome...)____________


_______________, proprietário do estabelecimento comercial
“_______________________”, foi sugerida por estes três e pelo
vosso técnico comercial, Sr. ___________________, a sub-rogação
daqueles materiais pelos dessa empresa.
104 Minutas e Formulários

A pintura terminou em ______/____________/______, exatamente


com o portão de acesso à habitação.

O primeiro pagamento concernente às tintas e congéneres foi


efetuado diretamente aos trolhas, no montante de € ______,00,
em _______/_____________/________, sendo os sucessivos pagos
ao Sr. ___________________________, pela sua assiduidade no
local.

Depois de sucessivas reclamações, conduziram estas à presença


reiterada dos vossos revendedor e técnico comercial, entre-
gando este último apenas em _______/____________/_______, ao
proprietário da habitação e concomitantemente aos trolhas, um
esquema de repintura.

Em _______/_____________/_______, conseguiu-se obter a pre-


sença do vosso engenheiro (Nome...)_______________________,
o qual também exarou um “Relatório de Assistência Técnica”,
depois de algumas fotos que tirou no local.

Em ______/_____________/______, os referidos trolhas mostraram-


-se disponíveis para repintar toda a casa, desde que os mate-
riais fossem fornecidos por essa empresa, o que efetivamente
não veio a acontecer.

É indescritível as circunstâncias em que ficou a pintura, com


um estado de degradação quase total e praticamente efémero.

Depois de realizadas as obras no aludido mês do ano transato,


com uma garantia tácita de sucesso de todos os funcionários
dessa empresa ante mencionados, assim como do respetivo reven-
dedor, resta apenas a ilação de que os materiais não serão os
adequados para o local, ou então os materiais, que foram com-
prados como sendo os mais caros, têm a sua qualidade viciada.

Por diversas vezes que o lesado tentou falar com o alegado


patrão dessa empresa, mas frustradamente, obtendo apenas um
contacto telefónico do técnico comercial, que não se sabe se
ocorreu por solicitude ou imposição.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Contrato de empreitada 105

Pelo que, cientes das repercussões que tal situação está a


provocar no consumidor, quer em termos materiais quer morais,
e cientes das consequências indesejáveis para a essa empresa,
designadamente no mercado, aguarda-se resposta no prazo de
oito dias impreterivelmente, findo os quais será interposta a
preconizada ação declarativa de condenação.

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)
106 Minutas e Formulários

CARTA AO PRESTADOR DE SERVIÇOS

(Nome do Proprietário)

(Residência ...)

(Data)

(Nome do Prestador de Serviços/Prestadores)

(Morada/Sede/Estabelecimento Comercial)

ASSUNTO: Obras na residência indicada supra.

Reclamação da pintura e atos prévios.

Exmo Sr.!

A presente carta servirá como ato prévio à ação judicial a


interpor no Tribunal comum competente, em regime de coliga-
ção, contra Vª Exª e _______________ (Trolhas) e o fornecedor
__________________, pelas razões que sucessivamente se passam
a expender:

Em ______/____________/_______, foram encetadas diligências no


sentido do proprietário da habitação em referência proceder
à almejada pintura da mesma, com tintas da melhor qualidade.
Socorreu-se de um engenheiro para obter um projeto, o qual
exarou um caderno de encargos para que os referidos trolhas
lhe dessem cumprimento.

O tetróxido de chumbo – Pb304 –, o Sikaflex 11 FC, o Primário


Sinolite e a Tinta Cinoflex RT seriam os materiais predominantes.

Por afinidade com o vosso retalhista, (Nome...)____________


_______________, proprietário do estabelecimento comercial
“_______________________”, foi sugerida por estes três e pelo
vosso técnico comercial, Sr. __________________, a sub-rogação
daqueles materiais pelos dessa empresa.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Contrato de empreitada 107

A pintura terminou em ______/_____________/_______, exatamente


com o portão de acesso à habitação, o qual fora pintado por
três vezes em três anos consecutivos, embora afirmem os trolhas
que a última apenas consistiu em uma demão.

O primeiro pagamento concernente às tintas e congéneres foi


efetuado diretamente aos trolhas, no montante de € 893,00,
em 04-07-2010, sendo os sucessivos, no montante de € 1540,7,
pagos ao Sr. Sérgio, pela sua assiduidade no local.

Até ao atual momento, ainda não emitiram os trolhas qualquer


fatura concernente à prestação de serviços, no montante apro-
ximado por defeito de € ________,____, assim como também não
apresentaram as do material adquirido na CIN.

Depois de sucessivas reclamações, conduziram estas à presença


reiterada dos vossos revendedor e técnico comercial, entre-
gando este último apenas em _______/____________/_______, ao
proprietário da habitação e concomitantemente aos trolhas, um
esquema de repintura.

Em _____/___________/______, conseguiu-se obter a presença


do engenheiro __________________, funcionário dessa empresa,
o qual também exarou um “Relatório de Assistência Técnica”,
depois de algumas fotos que tirou in loco.

Em _______/________, os referidos trolhas mostraram-se dispo-


níveis para repintar toda a casa, sendo que todos os encargos
lhes deveriam ser imputados, como resulta da lei.

Efetivamente, tal não veio a acontecer.

São indescritíveis as circunstâncias em que ficou a pintura, com


um estado de degradação quase total e praticamente efémero.

Depois de realizadas as obras no aludido mês do ano transato,


com uma garantia tácita de sucesso dos mencionados funcionários
dessa empresa e os trolhas, redundou a mesma em frustração,
porque apenas se procedeu a retoques isolados.

Por diversas vezes o lesado tentou falar com o vosso res-


ponsável máximo, mas sem sucesso, obtendo apenas um contacto
108 Minutas e Formulários

telefónico do técnico comercial, que não se sabe se ocorreu


por solicitude ou imposição.

Pelo que, cientes das repercussões que tal situação está a


provocar moral e materialmente, na pessoa do consumidor, e
cientes das consequências indesejáveis, designadamente em sede
de indemnizações, aguarda-se resposta no prazo de oito dias
impreterivelmente, findos os quais será interposta a preconi-
zada ação declarativa de condenação.

P.S: O orçamento mais baixo que se conseguiu para reparação


é de € ________,00. Quanto à indemnização, será determinada
subsequentemente, conforme prescreve o artº 1223º do Código
Civil.

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Contrato de empreitada 109

TENTATIVA FRUSTRADA DE REGULARIZAÇÃO


(Nome do Proprietário)

(Residência ...)

(Data)

(Nome do Fornecedor ou Prestadores)40

(Morada/Sede/Estabelecimento Comercial)

ASSUNTO: Obras na residência indicada supra.

Reclamação da pintura.

Exmos Srs.!

A presente carta constituí um ato reiterado precedente à


ação judicial a interpor no Tribunal competente, em regi-
me de coligação, contra essa pessoa coletiva e os trolhas
__________________ e ________________, pelas razões que su-
cessivamente se passam a expender:

Os factos, na sua essência, já se encontram descritos no pri-


meiro instrumento41, emitido em _____/__________/_______.

Acresce que:

Após as pequenas reparações efetuadas no Verão de _________,


sensivelmente 5 meses após, ou seja, em Fevereiro/2013, cons-
tatou-se que as enfermidades já anteriormente apontadas se
agudizaram consideravelmente.

Ora, atendendo a que, para os prestadores de serviços, o pro-


blema reside na tinta; que, para a fornecedora do material, o
problema reside na ignorância dos trabalhadores; que o credor

40. Atendendo a que se trata de matéria reiterada, este modelo poderá ser adaptado a cada uma das situa-
ções anteriores.
41. Data da primeira comunicação.
110 Minutas e Formulários

vai ficando paulatinamente mais prejudicado, logo carecido


de forçosa indemnização, entende-se, que a melhor forma de
resolver esta contenda será o recurso aos meios judiciais
adequados, sendo que, de um lado, se trata duma empresa de
grande envergadura e do outro, de uma sociedade irregular de
construção civil com situações regularizadas perante a Auto-
ridade Tributária e Aduaneira e a Segurança Social - existindo
entre todos o pressuposto de que pretendem ver o seus problemas
resolvidos no mais curto espaço de tempo.

Nestas circunstâncias, fica Vª Exª notificado para, querendo,


nos termos do artº 6º do Regulamento do Tribunal Arbitral,
pronunciar-se negativa ou positivamente sobre a resolução do
conflito no Centro de Informação de Consumo e Arbitragem, sito
na Rua Damião de Góis, nº 31 - Loja 6, cidade do Porto.

Em caso de omissão de Vª Exª, presumir-se-á tacitamente a sua


aceitação.

Em caso de recusa, considera-se competente o Tribunal Comum de


Vila Nova de Gaia, tanto em razão da matéria como da territo-
rialidade e do valor da ação, nos termos definidos no Código
de Processo Civil.

A partir da presente notificação, fica suspenso o prazo de


prescrição das obrigações, bem como o direito à indemnização
do credor.

A título complementar, informa-se que o orçamento mais baixo


que se conseguiu para reparação é de € __________,00, excluindo
o IVA. Quanto à indemnização, será determinada subsequente-
mente, ou em simultâneo, conforme prescreve o artº 1223º do
Código Civil.

Com os melhores cumprimentos

____________________________
(Assinatura)
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Contrato-promessa de compra e venda 111

CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA

O contrato de compra e venda encontra-se definido nos artºs 874º e seguintes


do Código Civil, aplicando-se, além das suas regras próprias, os princípios e
preceitos comuns a todos os contratos.
A partir da definição do predito artº 874º, é possível identificar com clareza
os seguintes efeitos essenciais da compra e venda enumerados no artº 879º do
mesmo diploma:
- Um efeito real – a transferência da titularidade de um direito;
- Dois efeitos obrigacionais:
a) A obrigação recai sobre o vendedor de entregar a coisa vendida;
b) A obrigação para o comprador de pagar o correlativo preço.
Há, na compra e venda, a transmissão correspetiva de duas prestações: por um
lado, a transmissão do direito de propriedade ou de outro direito; por outro lado,
o pagamento do preço.
Do teor daquele preceito resulta claramente a atribuição de natureza real, e não
apenas obrigacional, ao contrato de compra e venda, o que resulta também do artº
879º, al. a). Trata-se de uma conceção tradicional, segundo a qual a transmissão
da coisa tem por causa o próprio contrato, embora, por circunstâncias várias, o
objeto possa ficar dependente de determinação, quando se trate de coisa futura,
ou haja reserva de propriedade – artº 409º. O que não pode é estabelecer-se que
a transferência do direito fique dependente de nova convenção, sem se desfigurar,
com isso, a natureza do primeiro contrato.
Esta função translativa ou real do contrato não impede que dele nasçam também
obrigações a cargo do vendedor e do comprador.
Da definição dada pelo artº 874º resultam características fundamentais da compra
e venda, que é um contrato oneroso (art. 612º), bilateral (artºs 428º e ss), com
prestações recíprocas (art. 424º) e dotado de eficácia real ou translativa.
112 Minutas e Formulários

Forma do contrato de compra e venda


Via de regra, os contratos celebrados pelos particulares são consensuais. Formam-
-se mediante o simples acordo dos contraentes.
A esta regra não faz exceção a compra e venda. Ela pode ser celebrada através
de qualquer das formas admitidas por lei, para a declaração negocial (arts. 217º
a 220º), tendo, contudo, sido estabelecidas certas regras, nalguns casos, no que
concerne à exigência da forma, como é o caso da compra e venda de imóveis
– vide artº 875º.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Contrato-promessa de compra e venda 113

CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA COM


TRADIÇÃO41

ENTRE:42----------------------------------------------------

PRIMEIRO OUTORGANTE: ___________________________________, natu-


ral de ____________________, concelho de _________, casado43 no re-
gime de comunhão de adquiridos com _____________________________
natural da freguesia e concelho de Vila Flor, portadores res-
petivamente dos B.I. nºs ____________ e ____________, emitidos
em de _______/____/____ e _______/____/____, pelo Arquivo de
Identificação do Porto, contribuintes fiscais nºs ____________e
____________, residentes na Rua ____________, nº ____________,
na qualidade de PROMITENTE VENDEDOR. -----------------------

e ---------------------------------------------------------

SEGUNDA OUTORGANTE: _____________________________, natural


de _________ – Porto, portadora do B.I. nº ___________ de
_____________, emitido pelo Arquivo de identificação do Por-
to, contribuinte fiscal nº ___________, que fica desde já com
a residência correspondente ao objeto do presente contrato,
na qualidade de PROMITENTE COMPRADOR. -----------------------

celebram entre si o presente Contrato-Promessa de Compra e


Venda, subordinado às seguintes cláusulas: -----------------

PRIMEIRO: O PRIMEIRO OUTORGANTE é dono e legítimo possuidor


das seguintes frações autónomas:

a) Designada pela letra __________, destinada a habitação,


composto por hall, banho, quarto e sala com kitchenete, com
acesso pelo nº _________ da Rua ________________________,
nº ________, freguesia de ______________, concelho de
____________________,

e ---------------------------------------------------------

42. Neste casos poderá não haver tradição da propriedade, a designada traditio clavium ou posse simbólica,
o que acontece em regra quando apenas é entregue parte do sinal. Daí que se evite a apresentação de minuta
que contemplasse uma situação daquela natureza, atendendo a que as alterações são pouco significativas.
43. Indicar o estado civil correspondente, que poderá eventualmente não coincidir com este.
114 Minutas e Formulários

b) designada pela letra _________, destinada a arrumos, na


subcave, com entrada pelo número ___________, da referida
Rua ____________________________, -----------------------

Ambas do prédio urbano em regime de propriedade horizontal,


sito na Rua ______________________, nº _________, freguesia
de __________________, concelho de ____________________,
descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial daquele
concelho sob o número ___________, e inscrito na respetiva
matriz predial sob o artigo _____________. -----------------

SEGUNDO: O PRIMEIRO OUTORGANTE promete vender à SEGUNDA e


esta por sua vez promete comprar, pelo valor global de €
____________,00 ( ___________________________ euros), as fra-
ções descritas na cláusula anterior. -----------------------

TERCEIRO: Como sinal e integral pagamento do preço, a SEGUNDA


OUTORGANTE entrega, nesta data, ao PRIMEIRO a quantia ante
mencionada dos € ____________,00 ( _____________________ eu-
ros) que aqui lhe dá a correspondente quitação. -------------

QUARTO: A Escritura Pública de Compra e Venda será realiza-


da dentro dos 60 (sessenta) dias subsequentes à assinatura
deste Contrato, obrigando-se a SEGUNDA OUTORGANTE a avisar o
PRIMEIRO, com antecedência mínima de 10 (dez) dias, sobre o
dia, a hora e o local de celebração da mesma. --------------

QUINTO: A SEGUNDA OUTORGANTE declara que nesta data recebe todas


as chaves, reconhecendo que esta entrega é feita com tradição
ou concessão de posse das frações autónomas, tornando-se assim
sujeito de todos os direitos e obrigações que daí emirjam,
designadamente no pagamento do condomínio, água, eletricidade
e IMI. ----------------------------------------------------

SEXTO: As despesas com a Escritura, IMT, registos em nome da


SEGUNDA OUTORGANTE, provisórios ou definitivos e certificado
energético correm por conta exclusiva desta: ----------------

SÉTIMO: As frações são vendidas livres de quaisquer ónus ou en-


cargos. -----------------------------------------------------
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Contrato-promessa de compra e venda 115

OITAVO: Ambos os OUTORGANTES declaram prescindir mutuamente


do reconhecimento notarial das respetivas assinaturas, pelo
que expressamente renunciam a invocar o disposto no nº 3 do
art.º 410º e 443º do Código Civil com esse fundamento. -----

Depois de lido pelos OUTORGANTES e por estarem de acordo, vai


por ambos ser assinado. ---------------------------------------

FEITO EM DUPLICADO EM _________ AOS _________ . _______ . ______

PRIMEIRO OUTORGANTE:

____________________________________________

SEGUNDA OUTORGANTE

____________________________________________
116 Minutas e Formulários

A FIANÇA
- Contrato
- Liberação

A fiança é um instituto jurídico com o qual se deverá ter o máximo cuidado, pois
esta figura significa a vinculação do fiador perante o credor no caso de incum-
primento do devedor, o qual responderá com o seu património.

Tal como determina o nº 2 do artº 627º do Código Civil, a obrigação de fiador é


acessória em relação ao devedor. Quer isto significar que aquele apenas ficará
obrigado ao pagamento no caso de incumprimento do devedor, vigorando entre
ambos o regime da solidariedade no pagamento das dívidas – ou seja, pagando
um, desobriga o outro perante o credor, que vê a sua prestação satisfeita. Depois,
beneficia o fiador do direito de regresso sobre o devedor, ficando constituído
como sub-rogado na posição do credor.

No entanto, no caso de manifesta insuficiência ou ausência de bens, que o de-


vedor não teve para cumprir previamente a obrigação principal, a manter-se o
status quo, o mais natural é que o direito de regresso redunde em frustração até
que o devedor venha a ser titular de bens suscetíveis de assegurar o pagamento
da dívida em caso de execução, durante o período ordinário de prescrição, data
a partir da qual se verificará a extinção da relação jurídica.

De todas as situações passíveis da constituição de fiança, poder-se-á dar exem-


plarmente a questão da prestada na celebração de contrato de arrendamento,
por me parecer a mais vulgar, embora tudo o quanto se expõe se torne extensivo
e aplicável a todas as outras situações.

ASSIM:

Se, no caso mencionado em precedência, o inquilino deixar de pagar as rendas


a que estava obrigado ex vi do contrato de arrendamento, terá que se ter em
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A fiança 117

consideração diversos fatores, que passam desde as relações entre o fiador e o


inquilino, entre qualquer um daqueles ou ambos e o senhorio, e finalmente o
enquadramento da situação económica e financeira dos obrigados ao pagamento.

CLARIFICANDO,

se for movida uma ação declarativa de condenação em regime de coligação,


simultaneamente contra o fiador e o devedor principal, aquele, apesar dos argu-
mentos que utilize em sede de contestação, terá que proceder à comunicação de
LIBERAÇÃO DA FIANÇA, nos termos do artº 648º do Código Civil, invocando,
para além de tudo quanto foi aludido no referido articulado, o facto de os riscos
da fiança se agravarem em extremo, pois, em caso contrário, nunca teria surgido a
interposição da ação pelo locador. Note-se que, para além deste último motivo,
a matéria aduzida em sede de contestação poderá coincidir com a invocada na
comunicação de liberação da fiança.

Ora, a primeira situação a ser verificada é se existe idoneidade da fiança, preo-


cupação que a lei imputa ao credor que sempre não gostará de ver frustrados os
seus créditos em caso de incumprimento do contrato subjacente. Esta caraterística
da fiança afere-se pelo conhecimento que o credor tem relativamente ao fiador,
competindo-lhe analisar se as prestações emergentes do contrato poderão ser
asseguradas pelo fiador em caso de incumprimento do devedor principal.

Existem casos, nomeadamente quando intervêm no contrato mediadores imobiliá-


rios, em que o contrato aparece assinado às mãos do senhorio sem tampouco se
conhecerem os intervenientes – este é um dos casos de inidoneidade da fiança, e
que torna o fiador parte ilegítima nos termos do nº 1 do artº 653º do Código Civil.

Se o credor se aperceber que o fiador deixou de reunir os pressupostos, porque


deixou de estar em circunstâncias que também lhe permitiam sub-rogar o de-
vedor em caso de incumprimento, compete àquele intervir junto do devedor e
pedir o reforço da fiança, ou exigir garantia idónea, o que poderá fazer judicial
ou extrajudicialmente. Aliás, na última situação referida, poderá fazer sempre, e
o poder judicial agradece. Caso o credor não se preste a tal papel, configura-se
mais um tipo de inidoneidade da fiança que aproveita a favor do fiador, conforme
determinam igualmente os nºs 2 e 3 do preceito ante referido.

Outra questão ainda no âmbito da matéria de exceção é a obrigatoriedade de o


senhorio proceder primacialmente à excussão dos bens do principal devedor,
executando para esse efeito os bens do mesmo, e só subsidiariamente, movendo
118 Minutas e Formulários

ação contra o fiador, que poderá ser total ou parcial relativamente à quantia em
dívida. Esta diligência poderá tornar-se injustificável se o locador viu os seus cré-
ditos satisfeitos com a execução sobre os bens do inquilino. Isto é o que se infere
literalmente do artº 638º do diploma que vem sendo referido, quando dispõe:

1. Ao fiador é lícito recusar o cumprimento enquanto o credor não tiver excutido


todos os bens do devedor sem obter a satisfação do seu crédito.

2. É lícita ainda a recusa, não obstante a execução de todos os bens do devedor,


se o fiador provar que o crédito não foi satisfeito por culpa do credor. (sic)

Destarte, o credor ainda tem contra si o facto de o fiador vir a provar que a res-
ponsabilidade pelo incumprimento não lhe deverá ser assacada por ausência de
culpa, como acontece no caso de omissão no reforço da fiança anteriormente
aludido.

Aliás, no caso da ação movida em coligação, tal ato poderá tipificar um caso de
litigância de má-fé, podendo redundar em indemnização a favor do fiador, caso
seja pedida em sede própria, designadamente em reconvenção, pois não assiste
ao credor a prerrogativa de disparar em todos os sentidos apenas com o firme
intuito de ver satisfeito o seu crédito – tudo tem peso e medida.

Se olharmos para o caso em apreço, nada obsta que a ação seja, em últimas
circunstâncias, movida contra o mediador imobiliário, uma vez que foi o mesmo
a encarregar o fiador de dar implicitamente crédito ao inquilino, como também
prescreve o artº 629º, nº 1, do predito diploma. E surge-nos, deste modo, mais
um argumento para o fiador invocar a sua ilegitimidade na demanda.

De todo o modo, como mais vale prevenir que remediar, se a constituição de


fiança se tornar numa situação irrecusável, o ideal é pedir sempre uma garantia
real contemporaneamente àquela, alodial, podendo ser prestada por terceiro
indicado pelo devedor, pois o fiador sempre terá o apanágio de exigir a execução
prévia do objeto da garantia.

Daqui se infere que é de todo primordial que o fiador não renuncie ao benefício
da excussão e que exija garantia real e alodial (sem quaisquer ónus) para afastar
os privilégios creditórios ou preferenciais.

Por último, ao fiador assistem os mesmos meios de defesa consentidos ao devedor,


e podem por aquele ser usados isoladamente no caso de este último se escusar
aos mesmos; acrescendo ainda que, independentemente de tudo o quanto foi
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A fiança 119

referido, assiste ao fiador a prerrogativa de chamar à demanda o devedor para


com ele se defender conjuntamente, o que torna a sua tarefa mais fácil.

CONCLUSÃO

É comum as pessoas manifestarem aversão à fiança pelos entraves nefastos que


tal figura eventualmente seja suscetível de causar. No entanto, se não lhe for
fácil a recusa à solicitação do devedor, essencialmente pela sua afinidade com o
mesmo, tenha bem presente o que foi descrito, aconselhe-se com um profissional
do foro jurídico se tiver sérias dúvidas, mas salvaguarde sempre o seu património,
o seu bem-estar e o dos seus familiares, sem qualificar a fiança como um mal
transcendental a evitar, pois o legislador não o deixou desprotegido.
120 Minutas e Formulários

CONTRATO DE FIANÇA

Entre:

Primeiro(s): Nome __________________________________, es-


tado civil44____________, profissão, residência ________,
NIF______________, portador de Bilhete de Identidade (ou Cartão
de Cidadão) nº ____________, emitido em _________________ (ou
com validade até...), pelo arquivo de identificação de ________,
como fiador(es), prospetivamente designado(s) como primeiro(s)
contratante(s). - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Segundo(s): Nome _______________________________, estado ci-


vil45_________, profissão, residência ____________________,
NIF______________, portador de Bilhete de Identidade (ou Cartão
de Cidadão) nº _________, emitido em _________________ (ou com
validade até...), pelo arquivo de identificação de ________,
como credor(es), doravante designado(s) como segundo(s)
contratante(s). - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Terceiro(s)46 Nome _________________________________, es-


tado civil47_________, profissão, residência ____________,
NIF______________, portador de Bilhete de Identidade (ou Cartão
de Cidadão) nº _________, emitido em _________________ (ou com
validade até...), pelo arquivo de identificação de ________,
como devedor(es) principal, prospetivamente designado(s) por
terceiro(s) contratante(s). - - - - - - - - - - - - - - - -

É acordada e entre todos aceite a presente fiança, que se regu-


lará pelas cláusulas que seguem, e no que concerne a situações
omissas é feita a remissão para a legislação aplicável, de
conformidade com o artº 12º do Código Civil. - - - - - - - -

44. Caso esteja em questão pessoa casada, deverá ser indicado o regime de casamento, pois no regime de
comunhão de bens ou de adquiridos o cônjuge terá que dar o seu consentimento.
45. IDEM.
46. Ter em atenção que, neste tipo de contrato, o devedor é encarado como a parte mais frágil, mais suscetível,
mais sujeito ao cumprimento de obrigações. Daqui o ser mais curial aparecer como terceiro contratante,
contrariamente ao que se verifica no contrato de arrendamento. Aliás, neste último, o fiador figurará em
último lugar, não por ser mais responsável, mas porque surge a título subsidiário.
47. Ibidem, nºs 1 e 2.
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A fiança 121

PRIMEIRA

Por contrato de arrendamento celebrado aos ____/________/____,


entre os segundo(s) e terceiro(s) contratante(s), pelo perío-
do de _____ anos48, relativo ao prédio inscrito na respetiva
matriz predial sob o artigo ______, e descrito na Conservató-
ria do Registo Predial sob o artigo ______, o 1º contratante
constituiu-se fiador do 3º contratante. - - - - - - - - - - -

SEGUNDA

Para garantir o eventual incumprimento do 3º contratante,


no pagamento das rendas e acréscimos legais, designadamente
quando for devida a indemnização pela mora, ou cláusula penal
contratualmente estabelecida, o 1º contratante responsabiliza-
-se como devedor solidário e principal pagador, dando desde
já o seu assentimento a modificações de prazo ou moratórias
que venham a ser convencionadas entre os restantes interve-
nientes49. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - -

TERCEIRA

A presente fiança subsistirá por todo o tempo determinado no


aludido contrato, incluindo as suas eventuais renovações,
prorrogações e ou novações, terminando com uma das formas de
cessação previstas no artº 1079º do Código Civil, sem que seja
permitido ultrapassar 30 anos. - - - - - - - - - - - - - -

QUARTA

O cônjuge do 1º contraente (indicar o nome e os restantes


elementos de identificação) concede desde já autorização à

48. Já foi mencionado, anteriormente, que, na ausência de prazo, vigora um regime regra previsto nos artºs
1095º e 1096º do Código Civil, segundo os quais, no silêncio das partes, o prazo é de dois anos, prorrogando-
-se por períodos iguais e sucessivos até ser denunciado por uma das partes ou revogado por mútuo acordo,
não podendo em qualquer caso ultrapassar os 30 anos.
49. Esta cláusula não tem que funcionar rigorosamente assim. O princípio subjacente é o da liberdade con-
tratual, previsto no artº 405º do Código, competindo ao fiador estabelecer os limites que o obrigam, e ao
credor aferir da sua aceitação ou rejeição.
122 Minutas e Formulários

presente fiança, conforme assinatura devidamente conferida que


será aposta após os restantes. - - - - - - - - - - - - - - -

QUINTA

Os 2º e 3º contratantes dão a sua aceitação à presente fiança


nos termos estipulados. - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

SEXTA

฀ As partes procurarão resolver os conflitos provenientes


do presente contrato, preferencialmente pela via extra-
judicial e no uso da boa-fé. - - - - - - - - - - - - -

฀ Fica também convencionado, entre todos, que para dirimir


os conflitos resultantes da interpretação e execução do
presente contrato fica determinado o tribunal da comarca
de ___________, com expressa denúncia a qualquer outro
foro. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

______________________________
(Primeiro Contratante)

_______________________________
(Segundo Contratante)

_______________________________
(Terceiro Contratante)

_______________________________
(O cônjuge do 1º Contratante)
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A fiança 123

LIBERAÇÃO DA FIANÇA

(Nome do fiador)

(Residência ...)

(Data)

(Nome do credor/aceitante)

(Morada/Sede/Estabelecimento comercial)

Assunto: Liberação de fiança

Exmo Sr.!

Na qualidade de fiador, o emitente desta carta notifica Vª Exª


com o seguinte objetivo – A EXCLUSÃO DA FIANÇA – e pelos mo-
tivos que sucessivamente se passam a explanar:

Dos factos:
1. Em finais de _______/__________/_____, foi o epigrafado
contAtado por _____________________________________50,
solicitando-lhe que interviesse na qualidade de fiador
de uma inquilina, desconhecendo até há bem pouco tempo
o nome de ambos, sobretudo desta última, assim como con-
tinua sem ter acesso ao seu paradeiro e contacto.
2. O intermediário do contrato identificou-se como mediador
imobiliário, invocando que o senhorio apenas estava na
disposição de celebrar o contrato com a constituição de
fiança.
3. Acrescentou que tal ato era pouco significativo, que seria
apenas para satisfazer uma pequena formalidade e vigorar
durante o período de um ano, período esse correspondente
ao contrato de arrendamento, e que entretanto ficaria de-
sobrigado de todas as circunstâncias que adviessem pela
falta de cumprimento do contrato.
4. Têm sido encetadas diversas diligências no sentido de
interpelar a inquilina51, saindo todas frustradas, pelo
que, estando Vª Exª na qualidade de credor e senhorio

50. Indicar o maior número possível de elementos para além do nome, nomeadamente, residência, números
de identificação civil e fiscal, e profissão.
51. Vamos supor que se trata de fiança prestada na sequência de contrato de arrendamento.
124 Minutas e Formulários

da fração objeto do contrato de arrendamento, estará em


melhores circunstâncias para contratar e exigir da ar-
rendatária a sub-rogação da fiança.

Do Direito
5. Efetivamente, não existe idoneidade da fiança, porquanto
Vª Exª nem tampouco conhecia o fiador, o qual não dispõe
de bens para garantir o tipo de operação em questão, sem
que da parte de Vª Exª fosse pedido ao devedor o reforço
ou sub-rogação da fiança, como aliás lhe competia – vide
artº 653º do Código Civil.
6. Vª Exª carecia igualmente de legitimidade para mover ação
contra o fiador52, porquanto não se encontram reunidos os
pressupostos para a coligação, designadamente, porque
deveriam proceder primacialmente à excussão dos bens da
devedora/inquilina, PODENDO TAL ATO SER CONSIDERADO COMO
LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
7. A ação deveria ser em últimas circunstâncias movida
contra o mediador imobiliário, uma vez que foi o mesmo
a encarregar o fiador de dar implicitamente crédito à
inquilina – artº 629º, nº 1, do predito diploma legal.
8. Para além disso, a fiança também não deverá vir à colação
enquanto a inquilina não for despejada do locado.

CONCLUSÃO

Face às circunstâncias referenciadas, que Vª Exª já revelou


ao fiador e ao procurador que o representaria na audiência de
julgamento, caso a mesma se tivesse realizado, O FIADOR PAR-
TICIPA DESDE JÁ A SUA LIBERAÇÃO DA FIANÇA, nos termos do artº
648º também do Código Civil, invocando, para além de tudo
quanto foi aludido, o facto de os riscos da fiança se agravarem
em extremo, conforme Vª Exª teve o cuidado de manifestar com
a interposição da ação.

Local e data ... _______________ _________/_____________/_______

_______________________________
(Assinatura)

52. Partindo do pressuposto de que o devedor deixou de pagar periodicamente os seus créditos, e que o
fiador e senhorio move simultaneamente uma ação declarativa de condenação contra aquele e o fiador.
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Declaração de reconhecimento de dívida 125

DECLARAÇÃO DE RECONHECIMENTO DE DÍVIDA

(Nome ...) _____________________________________________, esta-


do civil, profissão, residente em _______________________________
__________, portador do Bilhete de Identidade53 nº _____________,
emitido pelo Arquivo de Identificação de _________________ em
____/________/____, NIF ________________, declaro, para os
devidos efeitos legais, que devo a _________________________
_________, portador do Bilhete de Identidade nº ___________,
emitido pelo arquivo de Identificação de ______________, em
_____/_________/______, a quantia de € __________00 (extenso
...). - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Esta quantia vencerá juros a ______%, a pagar no período de


__________ (extenso ...), a contar da assinatura do presente
documento. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

A satisfação da dívida será efetuada em ________ prestações


mensais e sucessivas no valor de € ________,00 (extenso ...)
a unidade, incluindo já os juros vencidos. - - - - - - - - -

O pagamento será efetuado até ao dia ________, por depósi-


to na conta ______________, do Banco _____________, Agência
________________, sendo que da mesma consta como titular o
credor. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

O cumprimento extemporâneo de uma prestação implica o imediato


vencimento de todas as restantes. - - - - - - - - - - - - -

Local e Data ...

_______________________________
(Assinatura)

53. Ou Cartão de Cidadão e validade.


126 Minutas e Formulários

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS53

Entre:

1. (Nome do agenciador do serviço...) __________________________


_____, residente em Rua _______________________, CP ____________
(localidade...), contribuinte fiscal nº ________________,
portador do Cartão de Cidadão nº _____________, válido até
_____._______.____, doravante designado por 1º Contratante,

2. (Nome do prestador ...) ________________________, estado ci-


vil, programador informático, residente em ____________________,
nº ________, CP __________ (localidade), contribuinte fiscal nº
_____________, portador do Cartão de Cidadão nº ____________,
válido até ____._________.____, doravante designado por 2º
Contratante, - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

É celebrado e reciprocamente aceite o presente contrato, que


consiste na prestação de serviços inerente à predita atividade
que o 2º Contratante desenvolve, e rege-se pelas cláusulas
que seguidamente se enunciam, sendo, nos casos omissos, feita
a remissão para a legislação aplicável: - - - - - - - - - -

CLÁUSULA 1.ª

Pelo presente contrato, o 2º Contratante compromete-se a


exercer as funções de desenvolvimento de uma loja on-line
para _____________, que o 1º Contratante comercializa. ------

CLÁUSULA 2.ª

O exercício dos serviços ora contratados inicia-se em


_____.________.____, decorrendo nas instalações do 2.º Contratante,

54. O presente contrato é atípico porque não se encontra literalmente previsto no Código Civil, contrariamente
ao que acontece com outros, designadamente, o contrato de mandato, o contrato de depósito, o contrato
de empreitada e o contrato de avença e de agência. Define contudo o artº 1154º do Código Civil que “O
contrato de prestação de serviços é aquele em que uma das partes se obriga a proporcionar à outra certo
resultado do seu trabalho intelectual ou manual, com ou sem retribuição”.
A sua distinção com o contrato de trabalho prende-se desde logo na possibilidade de ser gratuito, e não ne-
cessariamente oneroso. Outra diferença encontra-se na inexistência de subordinação jurídica, que acontece
no contrato de trabalho. Tudo isto significa que o trabalhador não se coloca numa situação de dependência
ou subordinação, e daí que no presente caso fique ressalvada condição. O trabalhador só se obriga a pro-
porcionar a outrem o resultado do seu trabalho, a ele pertencendo sempre a liberdade de organizar e tomar
as estratégias que entender necessárias para a prossecução do mesmo.

100617p75331
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Contrato de Prestação de Serviços 127

e ficará concluído até finais do mês de __________ do corrente


ano. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

CLÁUSULA 3.ª

1º. O 2º Contratante prestará os serviços ora contratados sem


subordinação ou dependência hierárquicas, cabendo-lhe em ex-
clusivo a preparação, organização e planificação dos serviços. -

2º. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o 2º Contra-


tante prestará os serviços ora contratados com zelo, dedicação
e diligência e em colaboração com o 1.º Contratante, com vista
à plena obtenção dos objetivos visados com esta prestação de
serviços. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

3º. O presente contrato não confere ao 2º Contratante a qua-


lidade de trabalhador subordinado, funcionário ou agente do
1º Contratante. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

CLÁUSULA 4ª

A retribuição será de € __________ líquidos, pagável por


transferência bancária, de forma fracionada, no primeiro dia
útil de cada um dos períodos seguintes: - - - - - - - - - -

- Em ________: € ________.

- Em ________: € ________.

- Em ________: € ________.

CLÁUSULA 5ª

a. O presente contrato pode ser resolvido por qualquer das


partes com um pré-aviso de trinta dias, ficando sempre
salvaguardado o pagamento concernente ao mês corrente,
assim como todas as diligências supervenientes e demons-
tráveis. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
128 Minutas e Formulários

b. O presente contrato pode ser ainda resolvido, sem ne-


cessidade de aviso prévio, em caso de incumprimento por
qualquer das partes de qualquer das obrigações ora as-
sumidas. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

CLÁUSULA 6ª

Para dirimir qualquer litígio emergente do presente contrato,


serão exclusivamente competentes os tribunais da comarca de
____________, incluindo os Julgados de Paz, desde que a alçada o
justifique, com expressa renúncia a quaisquer outros. - - - - -

O presente contrato é feito em dois exemplares, ambos valen-


do como originais, os quais vão ser assinados pelas partes,
sendo um exemplar entregue a cada uma delas. - - - - - - - -

Local e data ...

O 1º Contratante:______________________________________________

O 2º Contratante:______________________________________________
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Faltas ao trabalho por motivo de doença 129

FALTAS AO TRABALHO POR MOTIVO


DE DOENÇA

- Substituição das faltas por dias de férias (antes do desconto).

- Substituição das faltas por dias de férias (depois do desconto)

A Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, designada abreviadamente de


LTFP, foi introduzida pela Lei 35/2014, de 20 de Junho, entrando em vigor em
01 de Agosto do mesmo ano.

As faltas por doença estão previstas no artº 15º daquele diploma, segundo o
qual, as mesmas implicam a perda da totalidade das remunerações nos
primeiros três dias, seguidos ou interpolados, de incapacidade temporá-
ria; a perda de 10% da remuneração diária, a partir do quarto dia até ao
trigésimo.

Contudo, por força do 134º da LTFP, e para aquilatar melhor da sua apresentação,
teremos que fazer as seguintes distinções:

a) Faltas dadas pelo trabalhador que exerce funções públicas e faltas dadas
pelo trabalhador em regime convergente ou sujeito ao regime da segu-
rança social.

b) Faltas dadas pela necessidade de tratamento ambulatório, consultas e exames


complementares de diagnóstico, desde que não possam efetuar-se fora do
período normal de trabalho e apenas pelo tempo estritamente necessário,
podendo as mesmas consistir na prestação de assistência a familiares de
1º e 2º grau, sendo o trabalhador a pessoa que melhores circunstâncias
reúne para o apoio.

Mas, o que nos importa claramente nesta sede, são as faltas dadas pelo traba-
lhador em funções públicas, as quais implicam a perda de remunerações nas
circunstâncias definidas ab initio, porque estas conduzem, para além da situação
130 Minutas e Formulários

já descrita, à perda do subsídio de refeição, e ao desconto na antiguidade quando


ultrapassem os 30 dias seguidos ou interpolados. Ora, segundo o nº 9 do artº 15º
referido, as faltas podem ser superadas com o recurso a faltas por conta
do período de férias, particularmente no que concerne aos três primeiros
dias, tornando-se para o efeito necessário a apresentação de requerimento
no serviço competente dos recursos humanos, antes ou após o desconto.
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Faltas ao trabalho por motivo de doença 131

SUBSTITUIÇÃO DAS FALTAS POR DIAS


DE FÉRIAS (ANTES DO DESCONTO)

Exmo. Senhor
Diretor do/a
____________________________

(Nome) _____________________, professor(a) do Quadro de Nomeação


Definitiva dessa instituição, (categoria) __________________,
residente em ______________, vem comunicar e requerer a Vª
Ex.ª o seguinte:

1 – O requerente é trabalhador (indicar empresa …) _____________,


a desempenhar as funções de ________________, e no presente
em ______/________/_____ apresentou um atestado médico pelo
período de _______ dias, com início a ___/___/______ e término
a ___/___/______ .

2 – Ora, nos termos do disposto no n.º 4, do artigo 135º, da


Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, anexo à Lei n.º
35/2014, de 20 de Junho (LTFP), ao trabalhador em funções
públicas é concedida a possibilidade de substituir os dias
que determinariam a perda de remuneração por dias de férias.

Termos em que requer a V. Ex.ª se digne


deferir a substituição dos 3 primeiros
dias da ausência ao serviço acima iden-
tificada por dias de férias, conforme
disposto no artigo 135º, n.º 4, da LTFP
e, em consequência, se digne não proceder
ao desconto da remuneração correspondente
àqueles dias.

Local e data (…)

O Funcionário

_____________________________

(Nome …)
132 Minutas e Formulários

SUBSTITUIÇÃO DAS FALTAS POR DIAS


DE FÉRIAS (DEPOIS DO DESCONTO)

Exmo. Senhor
Diretor do/a
______________________________

(Nome) _____________________, professor(a) do Quadro de Nomeação


Definitiva dessa instituição, (categoria) __________________,
residente em ______________, vem comunicar e requerer a Vª
Ex.ª o seguinte:

1 – O requerente é trabalhador (indicar empresa …) _____________,


a desempenhar as funções de ________________, e no presente
em ______/________/_____ apresentou um atestado médico pelo
período de _______ dias, com início a ___/___/______ e término
a ___/___/______ .

2 – Em resultado dessas ausências ao serviço por motivo de


doença, ao requerente foi descontada a totalidade da remune-
ração referente aos três primeiros dias de ausência.

3 – Ora, nos termos do disposto no n.º 4, do artigo 135º, da


Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, anexo à Lei n.º
35/2014, de 20 de Junho (LTFP), ao trabalhador em funções
públicas é concedida a possibilidade de substituir os dias
que determinariam a perda de remuneração por dias de férias.

Termos em que requer a V. Ex.ª se digne deferir a substituição


dos 3 primeiros dias da ausência ao serviço acima identificada
por dias de férias, conforme disposto no artigo 135º, n.º 4,
da LGTFP e, em consequência, se digne proceder ao pagamento
dos 3 primeiros dias descontados.

Local e data (…)

O Funcionário

_____________________________
(Nome …)
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Faltas dos dirigentes associativos voluntários 133

FALTAS DOS DIRIGENTES ASSOCIATIVOS


VOLUNTÁRIOS

A Lei nº 20/2004, de 5 de junho, consagra o Estatuto do dirigente associativo


voluntário. A própria Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, designada
abreviadamente LTFP, introduzida pela Lei nº 35/2014, de 20 de junho, deixou
incólume este diploma, ficando ex cogito no artº 134º.

Faz todo o sentido que o legislador tenha elaborado um diploma que contem-
plasse um regime excecional de justificação de faltas por prestação de serviço
voluntário em instituições sem fins lucrativos.

Não obstante, para que tal falta seja considerada justificada pela respetiva entidade
patronal, devem ser observados cumulativamente determinados pressupostos:

 O trabalhador deve integrar os corpos dirigentes executivos da associação,


ou das estruturas federativas ou de cooperação.

Essas instituições devem ter personalidade jurídica, ou seja, uma escritura


com o respetivo substrato pessoal, e registada nos competentes serviços
da Conservatória.

O serviço deve ser prestado em regime de voluntariado.

A instituição ou os seus associados não poderão prosseguir fins lucrativos.

O direito às faltas obedece a um aviso prévio de 48 horas.

 Não há cumulação de horas, pelo que, não sendo exercido o direito,


preclude.

Na administração pública, os trabalhadores não têm perda de remunera-


ção; nas restantes empresas, caso haja assunção dos prejuízos, os mesmos
são contabilizados para efeitos de IRC.

Não há perda do tempo de serviço.


134 Minutas e Formulários

As suas férias podem ser marcadas preferencialmente de acordo com as


atividades associativas.
Parece-nos de todo pertinente serem tomadas as seguintes notas:
1. O crédito de horas varia com a qualidade do dirigente, sendo mais ex-
pressiva para o presidente do que para os restantes; e varia igualmente de
conformidade com a dimensão dos associados. Em tais circunstâncias, um
presidente de uma entidade com mais de 1 000 associados, tem um crédito
de horas correspondente a três dias de trabalho por mês, crédito este que
poderá ser utilizado por outro dirigente, desde que consagrado em ata.
2. Uma particularidade digna de menção, é o dirigente associativo beneficiar
do regime mais favorável, designadamente o constante de contrato coletivo
de trabalho, e que é efetivamente um regime geral que vigora no direito.
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Faltas dos dirigentes associativos voluntários 135

DECLARAÇÃO EMITIDA POR INSTITUIÇÕES


ASSOCIATIVAS
JUSTIFICAÇÃO DE FALTA

DECLARAÇÃO

(Associação)......................, dotada de personalidade


jurídica, conforme aviso publicado no Diário da República nº
____, em ____/_____________/_______, DECLARA, para efeitos da
Lei nº 20/2004, de 5/06, o seguinte: - - - - - - - - - - - -

- Que _____________________________________, portador do B. I./


CC Nº _______, emitido/válido em/até ________.________.____,
pelo arquivo de identificação de __________, integra o elenco dos
dirigentes associativos voluntários desta associação. - - - -

- Que o substrato pessoal desta associação dispõe de ________


associados (mais de 1000). - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- Que nos dias _____, _____ e _____ do mês de _____________,


do ano em curso, o mesmo não poderá comparecer ao respectivo
serviço para frequentar uma acção de formação de treinadores
promovida pela Federação Nacional de Karate, e que decorrerá
de _____ a _____ e de _____ a _____ do mencionado mês, conforme
convocatória em posse do mesmo, e cuja cópia se anexa. - - - -

Por ser verdade e a solicitação do mesmo, abaixo se assina e


autentica, aos _____________/_____________/______

_______________________________

(Reconhecimento com o meio usado, em regra, carimbo da ins-


tituição)
136 Minutas e Formulários

OUTROS CONTRATOS

TRABALHO DOMÉSTICO

O regime específico regulamentador do trabalho doméstico está consignado no


Decreto-Lei nº 235/92, de 24 de Outubro, o qual determina que este tipo de tarefa
abrange os serviços comuns e necessários ao funcionamento da habitação e do
agregado familiar, embora excogite o trabalho por conta própria, designadamente
quando se trata de uma realidade jurídica relativamente recente, como é o caso
do trabalho temporário. Note-se que, ainda em 2010, segundo o Centro de Es-
tudos de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES), cerca de 19% das mulheres
inquiridas nesse ano, declararam trabalhar por conta própria.
Contrariamente ao que faz a generalidade das pessoas que recorrem à presta-
ção de serviço doméstico, o subsídio de Natal é percebido pelo trabalhador
proporcionalmente ao período de exercício dentro do ano civil. Esta foi uma
das medidas introduzida pelo Decreto-Lei nº 88/96, de 3 de Julho, que veio a
estender a incidência de tal medida não somente a esta classe de trabalhadores,
mas a todos os restantes vinculados a contratos de trabalho por conta d´outrem,
inclusive aos trabalhadores rurais e a bordo.
Relativamente à inscrição na Segurança Social, é obrigatória a comunicação do
empregador a esta entidade, de que o trabalhador passará a exercer para si fun-
ções, independentemente do mesmo já estar inscrito. O facto é que, o cálculo é
feito considerando a remuneração base à hora de € 2,42, quando a prestação de
serviços domésticos ultrapassa na generalidade dos casos os € 5,00, cabendo ao
empregador o pagamento a uma taxa contributiva de 18,90% e ao trabalhador,
de 9,40%. Ora, atendendo ao preço praticado, e porque ao trabalhador não
interessará o desconto para a Segurança Social, até porque dispõe das mesmas
regalias sociais, na generalidade, não havendo denúncia, a situação corre im-
pávida e serena. Deverá contudo ter-se presente, de que o trabalhador tanto
poderá exercer a atividade por conta d´outrem como por conta própria, sendo
que, neste último caso, é necessário o contrato de prestação de serviços, que a
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Contrato de trabalho para empregadas domésticas 137

sua inscrição seja realizada nos serviços da Autoridade Tributária e Aduaneira,


ficando automaticamente inscrito na Segurança Social, para cuja entidade terá que
proceder espontaneamente ao pagamento das contribuições que forem devidas.
Esta situação é extensiva aos seguros obrigatórios de acidentes de trabalho, nuns
casos por conta própria, e noutros por conta d´outrem, pois, se os serviços sociais
detetarem que se trata de situação concernente a acidente de trabalho, e sendo
rigorosos no cumprimento das suas obrigações, remeterão a responsabilidade
para a seguradora.
138 Minutas e Formulários

CONTRATO DE TRABALHO PARA EMPREGADAS


DOMÉSTICAS

Entre - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

(Nome do empregador …), residente em _____________________________,

(Rua; n.º; andar; localidade) portador do BI nº


____________________, com o NIF/NIPC ____________________,
daqui em diante designada como - - - - - - - - - - - - - - - - -

Primeiro Outorgante,

e - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - (Nome
do Trabalhador …), de nacionalidade __________________________,
residente em _____________________, com o NIF ________________,
portador de ___________________________(documento do traba-
lhador - passaporte, BI/CCC ) nº ________________,válido até
__/__/____ doravante designado de

Segundo Outorgante,

é - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

celebrado o presente contrato de trabalho, que se regerá pelas


seguintes cláusulas:

O segundo outorgante é admitido ao serviço do primeiro outor-


gante com a categoria profissional de doméstica interna, a fim
de desempenhar as funções da sua especialidade, ou quaisquer
outras, desde que compatíveis com a sua qualificação profissio-
nal. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

1. A retribuição a auferir pelo segundo outorgante é mensal,


fixada em 419,22 € (quatrocentos e dezanove euros e vinte e
dois cêntimos), a qual será paga em (forma de pagamento), e
sobre a qual incidirão os descontos legais. - - - - - - - - -
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Contrato de trabalho para empregadas domésticas 139

2. O local de prestação do trabalho é na ______________________


__________, sito (Rua;n.º; andar) em ________________________.
(localidade) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -


O segundo outorgante prestará um horário de trabalho de 44
horas semanais, distribuídas da seguinte forma: de segunda a
sábado. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

O presente contrato terá início em __/__/_____ e vigora a


“termo incerto, ou sem termo ou a termo”, desde que qualquer
das partes o não denuncie por escrito, de acordo com alei
vigente. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

O motivo justificativo do presente contrato baseia-se no fac-


to de o primeiro outorgante ter necessidade de alguém que o
auxilie no serviço doméstico de sua casa. - - - - - - - - -

1. O segundo outorgante compromete-se a manter válidos os seus


documentos comprovativos do cumprimento das disposições legais
relativas à entrada e à permanência ou residência para efeitos
de trabalho em Portugal. - - - - - - - - - - - - - - - - - -

2. O segundo outorgante deverá informar o primeiro outorgan-


te, caso lhe seja retirada, temporária ou definitivamente, a
autorização de permanecer em Portugal. - - - - - - - - - - -

1. Em tudo não previsto neste contrato vigorarão as disposi-


ções legais aplicáveis.
2. O segundo outorgante aceita ser admitido ao serviço pelo
primeiro outorgante nos termos e condições acima referidos. - -
140 Minutas e Formulários

O presente contrato é feito em triplicado e é composto por


_______ páginas que vão ser assinadas pelos dois outorgantes,
sendo a sua celebração datada de __/__/_____.

____________________________
(O primeiro outorgante)

____________________________
(O segundo outorgante)
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PROCURAÇÕES:
- Procuração (poderes gerais)
- Procuração simples
- Procuração especial
- Procuração especial – divórcio
- Procuração – cedência de quota de sociedade
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Procurações 143

PROCURAÇÃO (PODERES GERAIS)

PROCURAÇÃO

Nome ______________________________, solteira, maior, empregada


de escritório55, residente em Rua de ___________________________,
nº 69 - Vila Nova de Gaia, constitui seu bastante procurador
______________________________, advogado, com escritório na
Rua de Espanha, nº 53, 1º esquerdo, 1050-030 Porto, a quem
confere os mais amplos poderes forenses em direito permitidos.

Vila Nova de Gaia, ___________ . _______ . ________

________________________________

55. Indicar o estado civil correspondente, bem como a profissão.


144 Minutas e Formulários

PROCURAÇÃO SIMPLES55

PROCURAÇÃO

Nome ____________________________________, na qua-


lidade de administradora do condomínio sito em Rua de
___________________________, nº 69 - Vila Nova de Gaia, cons-
titui seu bastante procurador ______________________________,
portador do B. I. Nº ________________, a quem atribui os ne-
cessários poderes forenses para a representar nos assuntos
correlacionados com o processo nº 0000/2000-JP, que corre seus
termos pelo Julgado de Paz de Vila Nova de Gaia. - - - - - -

Vila Nova de Gaia, ___________ . _______ . ________

________________________________

B. I. nº ____________________ Arqº_________

56. Caso não seja advogado.


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Procurações 145

PROCURAÇÃO ESPECIAL

PROCURAÇÃO

Nome _________________________________, na qualidade de


codemandado no processo nº _______/2069, instaurado no Julgado
de Paz de Vila Nova de Gaia, constitui seu bastante procurador
(Nome) _____________________, portador do B. I. Nº ___________,
emitido em 12.09.2009, pelo arquivo de identificação do Porto, a
quem confere os necessários poderes especiais para transacionar,
confessar ou desistir, no predito processo. - - - - - - - -

Vila Nova de Gaia, _________ - ______ - _______

_____________________________________

B. I. nº _________, emitido a _____/_________/_______,


pelo A.I. de ________
146 Minutas e Formulários

PROCURAÇÃO ESPECIAL - DIVÓRCIO (EXEMPLO)

PROCURAÇÃO

Nome ____________________________________ constitui sua bas-


tante procuradora ________________________________________,
estado civil ________, portadora do B. I. Nº ___________, emi-
tido ______/___________/_______, a quem confere os necessários
poderes especiais para a representar no processo de dissolução
do casamento com seu marido, ______________________________,
que correrá seus termos na Conservatória do Registo Civil de
Vila Nova de Gaia. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Vila Nova de Gaia, _________ . ________ . _______

_____________________________________

Cartão de Cidadão nº ____________, válido até


_____/_______/______
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Procurações 147

CEDÊNCIA DE QUOTA DE SOCIEDADE

P R O C U R A Ç Ã O

Nome do cedente _______________________________, portador do


B. I. nº ____________, emitido pelo arquivo de identificação
do Porto em _______/______________/______. - - - - - - - -

E POR ELE FOI DITO, - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - Que constitui bastante procuradora _____________


_______________________, divorciada, natural da freguesia de
____________________, concelho de ________________57, e resi-
dente no lugar de ______________, a quem confere os poderes
necessários para: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - Dividir a quota no valor de _________________


euros que ele e a procuradora possuem na sociedade “_______
_______________________, Lda.”, com sede na Zona Industrial
de ____________, freguesia de Sobrado, concelho de Castelo de
Paiva, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de
Castelo de Paiva sob o número único de matricula e de identi-
ficação fiscal _________________, em duas novas quotas de du-
zentos e cinquenta euros cada e para ceder essas quotas a quem
entender, pelo preço e condições que entender, receber o preço
e emitir quitação. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Porto, _______- ______- ______

_________________________

57. Indicar estado civil, naturalidade e morada correspondentes.


148 Minutas e Formulários

PROTEÇÃO JURÍDICA – EXERCÍCIO DO DIREITO


DE AUDIÇÃO – IMPUGNAÇÃO JUDICIAL

O princípio da proteção jurídica está ínsito no artº 20º da CRP, donde emerge
uma panóplia de direitos associados à materialização deste preceito. No nº 2,
poderão enquadrar-se situações objetivas no direito de acesso ao direito, como
seja o direito à informação, consultas jurídicas e patrocínio judiciário. Para além
deste, poderão também acrescentar-se outras manifestações daquele princípio,
como sejam o direito de acesso aos tribunais, o direito a uma decisão jurídica
em tempo razoável e o direito a um processo equitativo, para desembocar no
princípio da tutela jurisdicional efetiva.
Entendemos que, em termos formais, o direito de acesso aos tribunais, indepen-
dentemente dos princípios que lhe estão subjacentes, começa impreterivelmente
pela petição inicial de um lado e a contestação do outro, obedecendo a pri-
meira aos requisitos estabelecidos no artº 552º do Código de Processo Civil em
conjugação com os artºs 144º a 148º do mesmo diploma, o artº 78º do Código
de Processo nos Tribunais Administrativos e Fiscais, artº 102º do Código do
Procedimento Administrativo e artºs 108º e 206º do Código de Procedimento e
de Processo Tributário.
O acesso ao direito concretiza-se nas modalidades de informação jurídica e de
proteção jurídica; esta reveste as modalidades de consulta jurídica e de apoio
judiciário; e, finalmente, esta última pode manifestar-se em diversas submoda-
lidades, entre cujo elenco se encontra a dispensa de taxa de justiça e demais
encargos com o processo. Daqui resulta que, se o requerente necessitar, a título
exemplar, apenas deste apoio, porquanto dispõe de familiar ou amigo que lhe
presta os serviços de advogado sem qualquer contraprestação, abdica da atri-
buição de patrono oficioso para o representar e por ele intervir nos tribunais ou
eventualmente noutras instituições, mesmo que apenas com caráter administrativo.
O facto é que, depois deste arrazoado de situações, se conclui que a necessidade
do requerente se enquadra no acesso ao direito. O que não parece justo é a exis-
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Proteção jurídica 149

tência de ampla discricionariedade por parte do dirigente máximo dos serviços


da segurança social, porque, nos casos de suspeição, apesar de manifestado o
imprescindível pressuposto da insuficiência económica, pode ser solicitada ao
requerente a derrogação do sigilo bancário, sendo que a decisão que recai sobre
a apreciação do pedido constitui um ato indelegável daquele dirigente.

Fica ainda suspensa a questão do apoio judiciário relativamente ao direito de


audição e à impugnação judicial, que, apesar da dispensa de formalidades, não
está certamente ao alcance do cidadão comum, deixando ex cogito o acesso ao
direito, em virtude de o candidato a beneficiário ter o ónus de proceder a tais
diligências por expensas próprias.

O atual regime da proteção jurídica está previsto na Lei nº 34/2004, de 29/07,


com as alterações infligidas pela Lei nº 47/2007, de 28/08, constando ipsis verbis
do nº 1 do artº 6º que “A protecção jurídica reveste as modalidades de consulta
jurídica e de apoio judiciário”. Do artº 7º ressalta que todos têm direito à proteção
jurídica desde que demonstrem comprovadamente a sua insuficiência econó-
mica, e não poderá ser concedida a pessoas que alienaram os seus bens com o
propósito de reunirem os requisitos que se prendem com o predito benefício.
Ora, os pressupostos são de natureza objetiva, inclusive a própria fórmula de
cálculo, mas existem situações que terão de ser analisadas subjetivamente, pois
nem sempre a capacidade financeira é aferida pela situação económica, embora
aquela condicione esta. Por isso mesmo, o legislador teve o cuidado de incor-
porar um preceito naquela lei, o artº 8º-A, concedendo ao dirigente máximo da
segurança social, ou em quem o mesmo delegue poderes, a discricionariedade
na aplicação dos critérios. Se tomarmos em consideração um caso concreto,
designadamente alguém que viu o seu património afetado por um processo de
insolvência, alguém que ficou desempregado ou em suspensão de funções, alguém
que se deparou com as suas contas arrestadas ou penhoradas, naturalmente, não
poderemos conferir capacidade financeira a esse alguém. Apesar de o referido
dirigente, ou quem legalmente o representa, ter a faculdade de poder solicitar ao
requerente autorização escrita para o acesso a informações e documentos ban-
cários, na prática nada disto acontece. Por uma questão de economia de meios,
de salvaguarda da responsabilidade, de certeza e segurança, a regra consiste em
fazer uma proposta de indeferimento do pedido, notificando o interessado de
que poderá exercer o direito de audição, apresentando para o efeito elementos
que refutem o quanto é aduzido na referida proposta, no sentido de interferir na
decisão final para a concessão do benefício.
150 Minutas e Formulários

Se os serviços fizerem tábua rasa do direito de audição, o que acontece com


alguma frequência, volvidos que sejam 90 dias com ausência de resposta, ocorre
o indeferimento tácito ex vi do nº 2 do artº 130º do Código do Procedimento
Administrativo. Destarte, fica assim consagrado o direito em prol do particular
motivado pela falta de pronúncia a que a administração estava vinculada.
Caso assim não aconteça, o normal é ser mantida a proposta de indeferimento
mediante novo despacho do órgão competente, dando-se conhecimento ao inte-
ressado, e informando concomitantemente de que poderá impugnar judicialmente
o ato junto do tribunal administrativo de 1ª instância. Esta petição é entregue
nos serviços da segurança social, podendo ainda, com a apreciação de novos
factos, ser revogada a decisão no prazo de 10 dias, ou fazê-la remeter ao aludido
TAF, onde o juiz melhor apreciará as questões de facto e de direito invocadas.
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Proteção jurídica 151

EXERCÍCIO DO DIREITO DE AUDIÇÃO

Exmo Sr. Presidente do Instituto


da Segurança Social, I. P.

Centro Distrital de _______________

Rua

C.P. _____________

Assunto: Proteção jurídica.

Vª Referência: _______________ .

(Nome do requerente…) ___________________________________,


notificado da proposta de indeferimento concernente ao processo
em referência, vem mui respeitosamente, nos termos consagrados
nos artºs 100º e 101º do Código de Procedimento Administra-
tivo e artº 23º da Lei nº 34/2004, exercer o seu direito de
audição conforme seguidamente se exara:

58
Dos Factos
1. O interessado deixou de receber quaisquer remunerações
desde ____- ________- ____, conforme consta dos elemen-
tos a que os serviços da segurança social têm acesso
por cruzamento de informação. Apesar de a declaração de
rendimentos concernente ao ano de _________ apresentar
rendimentos incompatíveis com o apoio judiciário, o mes-
mo já não se verificou com efeitos prospetivos a partir
daquela flamigerada data.
2. A extinção do posto de trabalho, que determinou o des-
pedimento do trabalhador, conduziu à configuração da in-
suficiência económica do mesmo, pelo facto de ter deixado
de usufruir a única fonte de rendimentos do agregado
familiatr.
3. Decorrente do erro crasso da invocação da extinção do
posto de trabalho, para que a entidade patronal se li-
berasse abusivamente de encargos com recursos humanos,

58. O facto é aleatório e a modalidade de proteção jurídica é o apoio judiciário.


152 Minutas e Formulários

procedeu a intervenção junto do tribunal de trabalho, do


qual ainda não obteve qualquer resposta.
4. O impetrante recorreu à modalidade do apoio judiciário
apenas PARA EFEITOS DE CUSTAS JUDICIAIS.

Do direito
a. Segundo o artº 7º da Lei 34/2004, o requerente goza do
direito a apoio judiciário porquanto demonstra estar em
situação de insuficiência económica, conforme poderão Vªs
Exªs compulsar ex officio, considerando-se por isso des-
necessário enviar cópia do elementos que determinaram o
despedimento do trabalhador.
b. Isto, porque o requerente não tem condições objetivas
para suportar os custos dos processos judiciais que se
encontram em curso, apesar de apenas se socorrer da pro-
teção jurídica para efeitos de custas, evitando, por bom
senso, os custos com mandatário judicial.

Ex positis, e salvo melhor opinião, o impetrante deve beneficiar


da proteção jurídica nos moldes requeridos, razão pela qual
requer que o direito de audição seja considerado no sentido
do deferimento do pedido.

(Local e data …)_____/_____________/_______

______________________________
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Exercício do Direito de Audição 153

EXERCÍCIO DO DIREITO DE AUDIÇÃO


(Deferimento tácito)

DEFERIMENTO TÁCITO APÓS DECURSO


DA AUDIÊNCIA DE JULGAMENTO

Exmo Sr. Presidente do Instituto


da Segurança Social, I. P.
Centro Distrital de ________________
Rua ______________________________
C. P. __________________________

Assunto: Proteção jurídica.


Procº nº ______________
Vª Referência: _________

Nome do requerente ______________________________________,


notificado da intenção da proposta de indeferimento concer-
nente ao processo em referência, vem mui respeitosamente, nos
termos consagrados nos artºs 100º do Código de Procedimento
Administrativo e artº 23º da Lei nº 34/2004, exercer o seu
direito de audição conforme seguidamente melhor se explana:

Dos Factos
1. A ________ de _____________ de _________, o interessado
procede ao pedido de proteção jurídica, apenas no que
concerne à modalidade de custas e outros encargos pro-
cessuais.
2. Todos os documentos legalmente exigíveis anexaram aquele
requerimento, conforme extrato do correio eletrónico que
igualmente se anexa.
3. A ________ de _____________ de _________, é o interessado
notificado para exercer, querendo, o direito de audição
prévia, com a qual deveria apresentar todos os documentos
exigíveis por lei, sendo que a entidade administrativa
tinha a intenção de indeferir o pedido.
154 Minutas e Formulários

4. A audiência final de julgamento já ocorreu a (…) de


(…………) de (…), tendo-se operado já o respetivo trânsito
em julgado.

Do direito
a) O requerente foi notificado para exercer o direito de
audição prévia ao presumível indeferimento de proteção
jurídica nos termos dos artºs 100º do CPA. Logo, é ao
abrigo deste mesmo diploma que é exercido o predito di-
reito.
b) Ora, aquele diploma faz aferir o deferimento tácito
através da Lei habilitante para a concessão da proteção
jurídica, ou seja, da mencionada Lei nº 34/2004.
c) Por outras palavras, o artº 25º, determina que o prazo
para conclusão do procedimento e decisão, é de 30 dias
(nº 1), findo os quais se opera o deferimento tácito (nº
2), bastando apenas informar o tribunal da formação do
ato tácito de indeferimento (nº 3).
e) Numa última ratio, ainda se poderia trazer à colação o
artº 7º da Lei 34/2004, no sentido de que o requerente
goza do direito a apoio judiciário porquanto demonstra
estar em situação de insuficiência económica, conforme
poderão Vªs Exªs compulsar ex offcio.

Isto, porque o requerente não tem condições objetivas para


suportar os custos dos processos judiciais que se encontram
em curso, apesar de apenas se socorrer da proteção jurídica
para efeitos de custas, evitando por bom senso, os custos com
mandatário judicial - artº 8º, nº 1 da referida Lei.

Ex positis, e salvo melhor opinião, o impetrante deve beneficiar


da proteção jurídica nos moldes requeridos, razão pela qual
requer que o direito de audição seja considerado no sentido
do deferimento do pedido.

Local de data _________________________

___________________________________
(Assinatura)
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Proteção jurídica 155

IMPUGNAÇÃO JUDICIAL

Exmo Sr. Juiz de Direito junto do


Tribunal Administrativo e Fiscal
de _______.

ASSUNTO: Impugnação Judicial.

Proteção Jurídica – procº nº __________/________.

(Nome do impugnante …) ______________________________, pessoa


singular[59] nº ______________, com domicílio fiscal em ___________
___________________________, concelho de _____________________,
usando do direito conferido pelos artºs 26º, nº 2, e 27º da
Lei nº 34/2004, de 29 de Julho, – – – – – – – – – – – – – –

vem deduzir Impugnação Judicial nos termos dos preceitos ante


mencionados, pelejando pela sua pretensão nos termos segui-
damente melhor exarados:

Constituem fundamentos da presente impugnação com a teoriza-


ção que à posteriori se exceciona, e que, por uma questão de
sistematicidade, se sintetizam da seguinte forma:

1. Errónea quantificação dos rendimentos e outros factos,


subsumíveis do artº 6º ao 8º-B da referida Lei 34/2004;

2. Vício de fundamentação legalmente exigida;

3. Preterição de outras formalidades legais.

59. O impetrante poderá também ser pessoa coletiva, naturalmente representada por quem tenha legitimidade
para obrigar a sociedade em atos congéneres, ou por mandatário com poderes forenses para o efeito. No
segundo caso, o número de identificação fiscal a indicar é o de pessoa coletiva, designado de forma abreviada
NIPC. Consequentemente, o local da sede é o que constar do pacto social ou associativo.
156 Minutas e Formulários

Matéria Factual

II

O impetrante vem socorrer-se do apoio parcial do apoio judi-


ciário, imbuído de boa-fé, confrontando-se com todos os ele-
mentos que poderão ser compulsados ex officio, e contrariamente
às respostas de denegação cegas que têm sido emitidas pelos
serviços de Segurança Social de ________________.

III

Por despacho proferido em ________. ______.____, foi deduzida


acusação contra o impugnante no processo nº ________/_______,
pelo Juiz de Instrução Criminal de ____________, conforme
cópia já anexada aquando do exercício do direito de audição
prévia, cujo conteúdo foi descurado na íntegra.

IV

Subjacente ao ato antecedente, consta a final a liquidação nos


termos da Lei nº 5/2002, que, embora se considere baseada em
falsos pressupostos, que serão refutados em sede de contesta-
ção, provocou o arresto das contas do arguido e de todos os
movimentos que surgirem a crédito, impossibilitando o titular
de utilizar as mesmas para fazer face a quaisquer tipo de
encargos, independentemente da sua natureza.

Os valores que constavam das contas arrestadas nºs ___________


e __________, provenientes dos Bancos ______________ e
_____________, eram respetivamente de _______, 00 e _______,00.

VI

O impetrante recorreu ao apoio jurídico apenas PARA EFEITOS


DE CUSTAS JUDICIAIS, atendendo a que o patrocínio judiciá-
rio é exercido por um amigo, já com o intuito de afastar a
obrigatoriedade de o Estado nomear patrono oficioso. Medida
esta que deveria ser entendida como benéfica, essencialmente
na base das circunstâncias económicas e financeiras em que o
país se encontra.
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Proteção jurídica 157

VII

O requerente tem sob a sua dependência económica (x…) filhos


que frequentam o ensino superior, sendo que destas circuns-
tâncias resulta que, vivendo o impugnante apenas dos proventos
que aufere como trabalhador por conta d´outrem, é manifesta a
exiguidade dos mesmos, e a falta de proporcionalidade entre
os proveitos e os custos, que apenas se consegue superar com
esforço desmesurado de resignação. Gerir a situação económica
e psicológica do agregado familiar não é nada fácil, que se
torna excessivamente onerosa se não existir o apoio jurídico
financeiro compatível.

Do Mérito da Causa

Por exceção

VIII

Não existem quaisquer exceções que obstem ao mérito da causa,


sendo que a ação é interposta tempestivamente, o meio pro-
cessual a utilizar é idóneo e a legitimidade do impugnante é
irrefutável, como resulta dos artºs 576º e 577º do CPC.

Por impugnação

IX

O princípio da tutela jurisdicional efetiva concretiza-se


no artº 20º da CRP, donde ressalta uma panóplia de direitos
associada à materialização deste preceito. O nº 2 enquadra
situações objetivas no direito de acesso ao direito, como
seja o direito à informação, consultas jurídicas e patrocínio
judiciário. Para além deste, acrescem outras manifestações
daquele princípio, como sejam o direito de acesso aos tribu-
nais, o direito a uma decisão jurídica em tempo razoável e o
direito a um processo equitativo.

O arguido solicita apenas proteção jurídica, na modalidade de


apoio judiciário, porquanto dispõe de amigos que lhe emprestam
ajuda informativa e patrocínio, designadamente do seu advoga-
do, aproveitando deste modo apenas parcialmente os direitos
consagrados nos artºs 1º, 2º e 6º da Lei nº 34/2004, de 29/07.
158 Minutas e Formulários

XI

Segundo o artº 7º da Lei 34/2004, o requerente goza do direito


a apoio judiciário porquanto demonstra estar em situação de
insuficiência económica, conforme poderá Vª Exª compulsar ex
offcio na salvaguarda do princípio da descoberta da verdade
material, considerando-se por isso desnecessário enviar cópia
do despacho que determinou a acusação e o arresto das contas
do impetrante, o que apresentará, se a tal for instado.

XII

Isto porque o requerente não tem condições objetivas para


suportar os custos dos processos judiciais que se encontram
em curso, apesar de apenas se socorrer da proteção jurídica
para efeitos de custas, evitando, por bom senso, os custos
com mandatário judicial.

XIII

Não foi dada uma resposta condigna ao direito de audição que


exerceu, bem como ao ato interlocutório de resposta ao indefe-
rimento do organismo titular do poder da concessão de apoio, o
que redunda na preterição de formalidades essenciais. A Admi-
nistração Pública, na sua generalidade, não poderá continuar
a mostrar a sua eficácia, escondendo a preconizada eficiência.
De igual modo, não poderá partir do princípio de que a igno-
rância dos administrados resolve administrativamente parte do
seu trabalho sem bem servir.

Sem prescindir

XIV

Os pressupostos objetivos em que se baseou a Segurança Social


para indeferir o seu pedido estão inquinados de vícios que
redundam em negligência, desprendimento de cidadania, ofensa
a princípios éticos de proporcionalidade, de equidade e sub-
tração de direitos legalmente consagrados.

Veja-se:
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Proteção jurídica 159

1. O rendimento ilíquido do impugnante, trabalhador na empresa


__________________________ (excluindo o incerto subsídio de
refeição), é de (€ ________,00/mêsx14= …) € _______,00. E no-
vamente se apela à intervenção junto dos Serviços Financeiros
da entidade patronal do arguido.

2. O vencimento ilíquido, atendendo às flamigeradas medidas de


austeridade, e agora já incluindo o eventual regular subsídio
de alimentação, ronda os € __________,00 (excluindo também
remunerações irregulares, eventuais e contingentes).

Quid juris, Sr. Juiz?!!!!


Nestes termos e nos mais de direito con-
sagrados,
a) se requer que seja tida em conside-
ração a matéria excepcionada,
b) que seja procedente a presente ação,
com a consequente anulação do ato ad-
ministrativo que se encontra eivado de
vícios;
e
c) que a Segurança Social, m.o., conceda
ao impetrante o benefício da proteção
jurídica nos moldes requeridos, sendo
que a justiça não pode ser denegada por
insuficiência de meios económicos.
d) condenando-a ainda nos prejuízos que
sucessivamente tem provocado ao impug-
nante.

(Local e data …)_____/_____________/_______

O impugnante

______________________________
(Assinatura)
160 Minutas e Formulários

IMPUGNAÇÃO JUDICIAL
(Arguição de deferimento tácito já após
o decurso da audiência de julgamento)

Exmo Sr. Juiz de Direito, junto


do Tribunal

Administrativo e Fiscal de _______.

ASSUNTO: Impugnação Judicial - Procº nº ______________.

Proteção Jurídica - procº nº ___________________________

Nome do impugnante _____________________________, pessoa singu-


lar nº ______________, residente em Rua _____________________,
nº _______, concelho de ______________, usando do direito
conferido pelos artºs 26º, nº 2, e 27º da Lei nº 34/2004, de
29 de Julho, - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

vem deduzir Impugnação Judicial nos termos dos preceitos ante


mencionados, pelejando pela sua pretensão nos termos segui-
damente melhor exarados:

Constituem fundamentos da presente impugnação com a teoriza-


ção que à posteriori se exceciona, e que, por uma questão de
sistematicidade, se sintetizam da seguinte forma:
a) Erro sobre os pressupostos de facto e de direito;
b) Errónea quantificação dos rendimentos e outros factos,
subsumíveis do artº 6º ao 8º-B da referida Lei 34/2004;
c) Vício de fundamentação legalmente exigida;
d) Abuso do direito.

Matéria Fatual

II

O impetrante vem socorrer-se parcialmente do apoio judiciário,


imbuído de boa fé, confrontando-se com todos os elementos que
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Impugnação judicial 161

poderão ser compulsados ex officio, e contrariamente às respos-


tas de denegação cegas que têm sido emitidas pelos serviços
de Segurança Social de ___________________.

III

Por despacho proferido em _________._______.________,


foi deduzida acusação contra o impugnante no processo nº
__________/_______, pelo Juiz de Instrução Criminal de
__________________, conforme cópia já anexada aquando do
exercício do direito de audição prévia, cujo conteúdo foi
descurado na íntegra.

IV

Subjacente ao ato antecedente, consta a final, a liquidação


nos termos da Lei nº 5/2002, que embora se considere baseada
em falsos pressupostos, que serão refutados em sede de con-
testação, provocou o arresto das contas do arguido e de todos
os movimentos que surgirem a crédito, impossibilitando o ti-
tular de utilizar as mesmas para fazer face a quaisquer tipo
de encargos, independentemente da sua natureza.

Da conta constante do Banco _______________ em (Local)


_______________, nº ___________, foram arrestados sensivel-
mente € _________,00, tudo proveniente de salários e outros
abonos do trabalhador; na conta nº _________________ do Banco
___________, constavam € __________,00, que foram igualmente
arrestados.

VI

O impetrante recorreu ao apoio jurídico apenas PARA EFEITOS


DE CUSTAS JUDICIAIS, atendendo a que o patrocínio judiciário
é exercido por um amigo, já com o intuito de afastar a obri-
gatoriedade do estado nomear patrono oficioso.

VII

O requerente tem sob a sua dependência económica


___________________(indicar o número de familiares, grau de
162 Minutas e Formulários

parentesco e a situação de dependência económica, caso se ve-


rifique). Gerir a situação psicológica dos elementos do agre-
gado familiar não é nada fácil, que se torna excessivamente
onerosa se não existir o apoio jurídico financeiro compatível.

VIII

Interrompeu também o impetrante um projeto de ______________________


que estava a desenvolver perante (indicar a instituição)
________________________, ex vi das mencionadas dificuldades
financeiras para fazer face a todos os seus encargos.

XIX

A _____ de _______________ de _______, o interessado exerce o


direito de audição prévia, por proposta de indeferimento do
pedido de proteção jurídica, sustentando a sua posição nos fac-
tos antecedentes e na presunção legal do indeferimento tácito.

XX

Em ______ de _________________ de _______, é notificado do


indeferimento do pedido, com os fundamentos da denegação dos
factos e a inobservância do indeferimento tácito, sendo que
este era a condição do primeiro, aduzindo que o impetrante não
apresentara todos os documentos exigíveis por lei.

XXI

A audiência final de julgamento ocorreu a (…) de (…..) de (….),


tendo-se operado já o respetivo trânsito em julgado.

Do Mérito da Causa

Por exceção

XXII

Não existem quaisquer exceções que obstem ao mérito da causa,


sendo que a ação é interposta tempestivamente, o meio pro-
cessual a utilizar é idóneo e a legitimidade do impugnante é
irrefutável, como resulta dos artºs 493º e 494º do CPC.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Impugnação judicial 163

Por impugnação

XIII

O princípio da tutela jurisdicional efetiva concretiza-se


no artº 20º da CRP, donde ressalta uma panóplia de direitos
associada à materialização deste preceito. O nº 2, enquadra
situações objetivas no direito de acesso ao direito, como
seja o direito à informação, consultas jurídicas e patrocínio
judiciário. Para além deste, acrescem outras manifestações
daquele princípio, como sejam o direito de acesso aos tribu-
nais, o direito a uma decisão jurídica em tempo razoável e o
direito a um processo equitativo.

XIV

O arguido solicita apenas o apoio à proteção jurídica, por-


quanto dispõe de amigos que lhe prestam ajuda informativa e
patrocínio, designadamente o seu advogado, aproveitando deste
modo apenas parcialmente os direitos consagrados nos artºs
1º, 2º e 6º da Lei nº 34/2004, de 29/07.

XV

Segundo o artº 7º da Lei 34/2004, o requerente goza do direito


a apoio judiciário porquanto demonstra estar em situação de
insuficiência económica, conforme poderá Vª Exª compulsar ex
offcio na salvaguarda do princípio da descoberta da verdade
material, considerando-se por isso desnecessário enviar outros
documentos que atestem a veracidade dos factos invocados pelo
impetrante, o que apresentará, se a tal for instado.

XVI

Isto, porque o requerente não tem condições objetivas para


suportar os custos dos processos judiciais que se encontram
em curso, apesar de apenas se socorrer da proteção jurídica
para efeitos de custas, evitando por bom senso, os custos com
mandatário judicial.

XVII

Não foi dada uma resposta condigna ao direito de audição que


exerceu, bem como ao ato interlocutório de resposta ao inde-
164 Minutas e Formulários

ferimento do organismo titular do poder da concessão de apoio,


o que redunda no vício de abuso do direito. A Administração
Pública na sua generalidade, não poderá continuar a mostrar
a sua eficácia, escondendo a preconizada eficiência. De igual
modo, não poderá partir do princípio, de que a ignorância dos
administrados resolve administrativamente parte do seu tra-
balho sem bem servir.

Sem prescindir

XVIII

Os pressupostos objetivos em que se baseou a Segurança Social


para indeferir o seu pedido estão inquinados de vícios que
redundam em negligência, desprendimento de cidadania, ofensa
a princípios éticos de proporcionalidade, de equidade e sub-
tração de direitos legalmente consagrados.

Veja-se:
1. O rendimento ilíquido do impugnante, trabalhador por
conta d´outrem (excluindo o incerto subsídio de refei-
ção), é de (€ ___________,00/mêsX14= …) € ___________,00.
E novamente se apela à intervenção junto dos Serviços
Financeiros da entidade patronal do arguido.
2. O vencimento ilíquido, atendendo às flamigeradas medidas
de austeridade, e agora já incluindo o eventual regular
subsídio de alimentação, ronda os € ____________,00 (ex-
cluindo também as situações de índole irregular, eventual
e contingente).
3. O requerente foi notificado para exercer o direito de
audição prévia ao presumível indeferimento de proteção
jurídica nos termos do artº 100º. Logo, é ao abrigo deste
mesmo diploma que é exercido o predito direito.

Ora,
4. O CPA faz aferir o deferimento tácito através da Lei
habilitante para a sua concessão da proteção jurídica,
ou seja, da mencionada Lei nº 34/2004.
5. Por outras palavras, o artº 25º, determina que o prazo
para conclusão do procedimento e decisão, é de 30 dias
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Impugnação judicial 165

(nº 1), findo os quais se opera o deferimento tácito (nº


2), bastando apenas informar o tribunal da formação do
ato tácito de indeferimento (nº 3).

6. Numa última ratio, ainda se poderia trazer à colação o


artº 7º da Lei 34/2004, no sentido de que o requerente
goza do direito a apoio judiciário porquanto demonstra
estar em situação de insuficiência económica, conforme
poderão Vªs Exªs compulsar ex offcio.

7. Isto, porque o requerente não tem condições objetivas


para suportar os custos dos processos judiciais que se
encontram em curso, apesar de apenas se socorrer da pro-
teção jurídica para efeitos de custas, evitando por bom
senso, os custos com mandatário judicial - artº 8º, nº
1 da referida Lei.

Finalmente,

8. Os documentos que deveriam seguir em anexo junto ao pe-


dido de proteção jurídica, foram efetivamente enviados,
fazendo-se à cautela a sua reprodução, pois poderão even-
tualmente faltar no processo administrativo instruído
pela Segurança Social, e cuja prova também já havia sido
efetuada aquando do direito de audição.

Nestes termos e nos mais de direito con-


sagrados,

a) se requer que seja tida em conside-


ração a matéria excecionada,

b) que seja procedente a presente ação,


com a consequente anulação do ato ad-
ministrativo que se encontra eivado de
vícios,

e,

c) que a Segurança Social, s.m.o., conce-


da ao impetrante o benefício da proteção
jurídica nos moldes requeridos, sendo
que, a justiça não pode ser denegada por
insuficiência de meios económicos, e porque
se encontra efetuada a prova documental.
166 Minutas e Formulários

d) condenando-a ainda nos prejuízos que


sucessivamente tem provocado ao impug-
nante.

Local e data, ____________________________

O impugnante

___________________________
(Assinatura)
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

DIREITO DE PROCESSO CIVIL


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Ação declarativa 169

MOVER AÇÃO DECLARATIVA INFERIOR


À ALÇADA DO TRIBUNAL DE 1ª INSTÂNCIA

Ação declarativa de condenação


- Ação – arrendamento habitacional
- Ação – arrendamento não habitacional
- Ação entrega de coisa certa
- Execução específica
- Valor da ação fracionado
• Contestação
• Reconvenção

Apesar de estas ações poderem ser interpostas nos tribunais comuns, a Constitui-
ção da República Portuguesa prevê, no nº 2 do artº 209º, a existência de Julgados
de Paz para dirimir conflitos. O facto é que apenas em 2001 foi reconhecida e
publicada a sua organização, competência e funcionamento, através da Lei nº
78/2001, de 13 de Julho, e conforme determina o artº 68º deste diploma, com
entrada em vigor em 2002, ex vi de dotação prevista no Orçamento do Estado
para esse ano.
Daí que as primeiras instalações a serem verificadas no país se limitem aos Julga-
dos de Paz de Lisboa, Vila Nova de Gaia, Oliveira do Bairro e Seixal, em finais
de Dezembro de 2001, basicamente, o ano de institucionalização dos tribunais
daquela natureza a titulo experimental, como determina o artº 64º daquela lei.
Desde então, a lei manteve-se inalterada, tendo no entanto surgido alguma
jurisprudência, que gradualmente veio dando vida aos Julgados de Paz, não os
descaraterizando, mas servindo, pelo contrário, de aperfeiçoamento na resolu-
ção dos conflitos. Esperava-se uma alteração da lei por força dos orçamentos de
170 Minutas e Formulários

2010 e 2011, com efeitos a partir de Janeiro de cada um desses anos, mas até
ao presente ainda não aconteceu.
O autor não considera que os Julgados de Paz sejam verdadeiros tribunais, tendo
a restrita função de ajudar a resolver uma pequena parte dos conflitos, e coartando
por vezes competências que são atribuídas aos tribunais comuns, muitas das vezes
contra a salvaguarda dos interesses do cidadão, como se passará a demonstrar,
e que o autor designa, no seu blogue, de “poder implícito”.
Por se entender pertinente, acrescenta-se que o Juiz-Conselheiro Cardona Ferreira,
presidente do Conselho de Acompanhamento dos Julgados de Paz, considera
tais tribunais como Tribunais Extrajudiciais.
A competência destes tribunais é, numa fase prima facie, de natureza quantitativa,
porquanto apenas poderão ser interpostas ações que não ultrapassem a alçada dos
tribunais de 1ª instância, e que presentemente se mantém em € 5000,00. Situação
que desde logo implica com o recurso, porque nas sentenças cujo valor não
ultrapasse metade da alçada dos tribunais de 1ª instância, ou seja, € 2500,00,
não se poderá recorrer e temos caso julgado.
Logo, o demandado é obrigado a pagar, sob pena de lhe ser movida ação execu-
tiva redundando na penhora de quaisquer bens de que disponha, nomeadamente
salários, outros bens móveis sujeitos ou não a registo, assim como de bens imó-
veis, tudo nas circunstâncias definidas no Código de Processo Civil em sede de
direito executivo (poder implícito).
Se o valor da sentença ultrapassar os referidos € 2500,00, então, se o recorrente
for o autor, acaba por concluir que teria sido preferível interpor ação no tribu-
nal comum competente, porquanto das sentenças dos Julgados de Paz poderá
exclusivamente recorrer-se para os tribunais comuns da mesma comarca destes
últimos ou para o tribunal especializado competente.
E derrogaram-se implicitamente princípios como o da economia de meios e pro-
cessos e da celeridade processual, acrescendo o seu desgaste e gastos inesperados.
Depois, seguindo o recurso o regime do agravo, o julgador encontra-se agora
coartado pela matéria de facto discutida num tribunal extrajudicial, ficando ab
initio com uma visão provavelmente diferente da que teria numa análise originária.
1. DESTARTE, TEMOS ASSENTES DESDE JÁ 3 SITUAÇÕES QUE EM NADA
ABONAM A FAVOR DA NATUREZA DOS TRIBUNAIS EM COGITAÇÃO:
• Sentença que serve de título executivo operado que seja o trânsito em julgado;
• Limitação do recurso;
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Ação declarativa 171

• Meio expensivo e moroso em caso de recurso.


A primeira fase deste processo consiste na pré-mediação, o que também des-
valoriza a pretensão do demandante, que, na maior parte das vezes, fica-se por
um acordo muito aquém do seu prejuízo ou pretensão. Não significa que, no
tribunal comum, tal acordo também não possa ser realizado, mesmo momentos
antes da audiência de julgamento.
Nos casos de incidentes, como sendo o de incompetência do tribunal, o Juiz
faz remeter o processo para o tribunal competente, sendo aproveitados os atos
processuais entretanto decorridos (poder implícito).
Estes tribunais não fazem grandes diligências, como é exemplo a não emissão
de cartas precatórias e rogatórias, o que se traduz, s.m.o., na ofensa ao princí-
pio da descoberta da verdade material (poder implícito), situação que também
não tem paridade com os tribunais da natureza dos comuns ou de competência
especializada.
Há também uma ofensa muito grande ao princípio da proporcionalidade. Su-
ponhamos que o mesmo indivíduo do Porto tem um sinistro auto no Algarve,
onde foi passar férias, ou é vítima de um atropelamento. É evidente que, para a
propositura da ação, poderá utilizar os meios informáticos que, segundo fonte
segura, raramente são lidos, mas como tem a prerrogativa de apresentar verbal-
mente a sua petição, como deverá proceder? Telefonar? Certamente que não.
Ora, perante as mesmas circunstâncias, temos situações desiguais.
Outra das situações que constitui uma antítese em relação aos outros tribunais
é o facto de a sentença ser proferida na audiência de julgamento e ser poste-
riormente reduzida a escrito e enviada às partes. Regra geral, demoram mais
as partes receberem a sentença do que a decidir o litígio, o que significa um
contrassenso (poder implícito).
172 Minutas e Formulários

AÇÃO - ARRENDAMENTO HABITACIONAL

Exmo. Senhor

Juiz do Direito do Julgado de Paz de

_____________________________

(Nome do demandante/autor ...) ____________________________


________, residente em Rua _______________________________,
nº ___________ - 4 000-000, vem intentar

AÇAO DECLARATIVA DE CONDENAÇÃO

CONTRA

Nome dos Demandados60 _____________________, _________________,NIF


________________, e ________________________, NIF
_________________, vivendo ambos em união de facto no lo-
cal arrendado, sito em Rua ______________________________
___, nº _________, freguesia de ____________, concelho de
_________________________, - - - - - - - - - - - - - - - - -

nos termos fundamentos seguintes: - - - - - - - - - - - - - -

1.

O Autor é dono e legítimo possuidor da fração autónoma designada


pela letra ________, com tudo o que a compõe, correspondente a
uma habitação, do tipo T-3, do ________ andar, da qual faz parte
uma garagem individual com o nº __________, com entrada pelo nº
__________ da Rua ____________________________, freguesia de
________________ do concelho de Vila Nova de Gaia, inscrita
na matriz predial urbana sob o art.º _____________

60. Hipoteticamente, trata-se de casal a viver em união de facto, pelo que a ação deve ser movida simulta-
neamente contra os ambos.
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Ação declarativa 173

2.

O Autor e os demandados celebraram um contrato de arrendamento


relativo ao prédio (frações) descrito no artigo anterior do
presente articulado (Doc. nº 1 anexo). - - - - - - - - - - -

3.

O arrendamento foi feito pelo prazo de UM ANO ao abrigo da Lei


nº 31/2012, de 14/08, com início em ________/___________/______
e términus em _______/_____________/_______, considerando-se
prorrogado por períodos iguais e sucessivos nos termos da Lei
(cfr. Cláusula ________). - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

4.

O valor inicial da renda anual era de € _____________ (ex-


tenso ...), pagável pela arrendatária em duodécimos mensais
de € __________ (extenso ...) no domicílio do Autor ou por
transferência bancária (cfr. Cláusula _______ ). - - - - - -

5.

Desde então, e até à presente data, o valor das rendas manteve-


-se inalterável. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

6.

O local arrendado destinava-se exclusivamente à habitação da


arrendatária. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

7.

No referido contrato, os demandados obrigaram-se a assumir o


fiel cumprimento de todas as cláusulas deste contrato, seus
aditamentos legais e suas renovações, até efetiva restituição
do locado livre, devoluto e nas condições estipuladas. - - -
174 Minutas e Formulários

8.

Os demandados não procederam ao pagamento da renda concernente


aos meses de ____________ e _____________, no montante de €
______________ . - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

9.

Bem como 50% do montante das rendas vencidas no montante de €


____________ (extenso ...), por não ter sido cessada a mora
por falta de pagamento, nos termos do nº 2 do art. 1041º do
Código Civil. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

10.

Os demandados, após todas as démarches efetuados pelo senhorio,


não alteraram o tipo de comportamento. - - - - - - - - - - - -

11.

Os pressupostos processuais, designadamente da legitimidade,


capacidade judiciária e competência do Tribunal, encontram-se
verificadas. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

NESTES TERMOS,

Deve a presente ação ser julgada provada e


procedente e, em consequência, condenados
os demandados a pagar solidariamente ao
Autor a quantia de € ___________ (extenso
...), relativa às rendas mensais já ven-
cidas e não pagas, acrescida de - - - - -

50 % do seu montante, no valor de €


__________ (extenso ...), bem como os juros
de mora, custas e demais encargos, - - -

e ainda € ___________ concernentes a


honorários e despesas correlacionadas
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Ação declarativa 175

bem como os juros legais até ao seu inte-


gral cumprimento. - - - - - - - - - - -

Para tanto,

requer a V. Exª se digne mandar proceder à citação dos deman-


dados, para contestar, querendo, no prazo, e sob a cominação
legal. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

VALOR DA AÇÃO: € _______________ (extenso ...).

JUNTA: Cópia do contrato (doc. nº ______), cópia de carta di-


rigida aos demandados (doc. nº ________) e o competente aviso
de receção (doc. nº ________).

O AUTOR

_________________________
(Assinatura)
176 Minutas e Formulários

AÇÃO - ARRENDAMENTO NÃO HABITACIONAL

Exmo. Senhor

Juiz do Direito do Julgado de Paz de

Vila Nova de Gaia

Nome do autor ___________________________, residente em


________________, freguesia de _________________ 4000-000,
concelho de ___________________, vem intentar - - - - - - - -

AÇÃO DECLARATIVA DE CONDENAÇÃO

CONTRA

Demandado61 _________________________________________________
___, divorciado, e _____________________________, divorciada,
ambos residentes em Quinta da Sabica, S. Martinho de Anta,
C.P. 5060-424,

Nos termos e com os seguintes fundamentos:

1.

O Autor é dono e legítimo possuidor da fração autónoma de-


signada pelas letra “________”, correspondente a um escri-
tório no ________ andar, sala ________, com entrada pelo nº
___________, da Avenida da ______________________, freguesia
de ________________ concelho de ____________________, do pré-
dio em regime de propriedade horizontal inscrito na respetiva
matriz predial sob o artº ____________.

61. Neste caso utiliza-se o exemplo de casal divorciado, ambos intervenientes no contrato, porque integram o
substrato pessoal de uma sociedade por quotas. O objeto é alterado, tratando-se de estabelecimento comercial
cuja atividade é exercida em nome da pessoa coletiva. Por outro lado, vamos também supor que se trata de
contrato celebrado na vigência do RAU, para aumentar a heterogeneidade.
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Ação declarativa 177

2.

O Autor e __________________________, Lda., representada esta


por _________________________, e ___________________________,
assumindo esta última simultaneamente a qualidade de fiado-
ra, celebram um contrato de arrendamento relativo ao prédio
descrito no artigo anterior do presente articulado. (Doc.1).

3.

O arrendamento foi feito pelo prazo de cinco anos, com início


em _______ de _____________ de 2002 e términus em _________ de
______________ de 2007, nos termos da Lei (cfr. Cláusula 4ª).

4.

O valor inicial da renda anual era de € ____________ (extenso


...), pagável pela arrendatária em duodécimos mensais de €
_________ (extenso ...) no domicílio do Autor ou por trans-
ferência bancária (cfr. Cláusula 6ª).

5.

Desde então, e até à presente data, o valor das rendas, me-


diante comunicação do senhorio, passou a ser de ___________
euros mensais a partir de Abril/2005.

6.

O local arrendado destinava-se a venda e distribuição de


mercadorias, designadamente têxteis, equipamento industrial,
artigos para o lar, serviços de baby-sitting, organização de
eventos, importação e exportação.

7.

No referido contrato, a Ré e fiadora obrigaram-se a assumir o


fiel cumprimento de todas as cláusulas deste contrato, seus
aditamentos legais e suas renovações, até efetiva restituição
do locado livre, devoluto e nas condições estipuladas.
178 Minutas e Formulários

8.

A Ré abandonou o locado sem proceder à denúncia do contrato


prevista na Lei, deixando as chaves no escritório da Imobi-
liária, no dia ________ de _______________/2005.

9.

A Ré não pagou as rendas concernentes aos meses de Outu-


bro/2004 e Agosto a Novembro/2005 inclusive, no montante de €
____________ (extenso ...). - - - - - - - - - - - - - - - - -

10.

Bem como 50% do montante das rendas vencidas de € ________


(extenso ...), por não ter sido cessada a mora por falta de
pagamento, nos termos do nº 2 do art. 1041º do Código Civil.

11.

As partes são legítimas e têm capacidade judiciária e o Tri-


bunal é o competente.

NESTES TERMOS,

Deve a presente ação ser julgada provada


e procedente e, em consequência, condena-
da a Ré a pagar ao Autor a quantia de €
____________ (extenso ...), relativa às
rendas mensais já vencidas e não pagas,
acrescida de

50 % do seu montante, no valor de € 663,00


(seiscentos e sessenta e três euros), bem
como os juros de mora, custas e demais
encargos, incluindo o condomínio que se
encontrar em dívida com extrato a exibir
à posteriori

e dois meses no montante de € __________


(extenso ...) a título de cláusula penal
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Ação declarativa 179

por falta de denúncia do contrato em


cogitação.

Para tanto,

Requer a V. Exª se digne mandar proceder à citação da Ré,


para contestar, querendo, no prazo, e sob a cominação legal.

VALOR DA AÇÃO: € _______________ (extenso ...)

JUNTA: Cópia do contrato, memorandos do réu e comprovativo de


pagamento da taxa de justiça.

_________________________
(Assinatura)
180 Minutas e Formulários

AÇÃO - ENTREGA DE COISA CERTA

Exmo. Senhor

Juiz do Direito do Julgado de Paz de

Vila Nova de Gaia

Nome do autor __________________________________, residente em


Rua ____________________, nº __________, 4000-000, concelho
de ___________________, vem intentar

AÇÃO DECLARATIVA DE CONDENAÇÃO

CONTRA

Demandado __________________________________________________
___, casado, residente em Rua _______________________________
_, nº __________, freguesia de __________________, 4000-000,
concelho de _________________________. - - - - - - - - - - - - -

Nos termos e fundamentos que seguem: - - - - - - - - - - -

1.

O Autor é dono e legítimo possuidor de uma bomba antiga usada


para a extração de água e um arado usado para lavrar terra de
cultivo. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

2.

O demandado exercia a atividade de Serralharia desde


______________, prestando concomitantemente serviços corre-
lacionados com a mesma. - - - - - - - - - - - - - - - - - -

3.

Há sensivelmente 8 anos, o autor entrega ao demandado a referida


bomba e o arado no intuito de fazer uma pequena reparação. É
feito o transporte por este até à sua oficina, com o propósito
de devolução do material devidamente reparado. - - - - - - -
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Ação declarativa 181

4.

O autor tomou conhecimento, em _______/_____________/_______,


de que o demandado tinha cessado a sua atividade, e que, por
livre arbítrio, tinha ilicitamente transferido para outrem a
propriedade daqueles objetos. - - - - - - - - - - - - - - - -

5.

Ambos os objetos constituíam, assim como constituem, um valor


estimativo considerável, porquanto provinha de seus trisavós,
para além do valor patrimonial de que as coisas encerram devido
à sua raridade. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

6.

O autor notificou o demandado por carta registada com aviso


de receção, situação que também viria a ser confirmada pelo
notificado ao pai e irmão do autor. - - - - - - - - - - - - -

7.

O autor veio a descobrir, em ____________ do mesmo ano, que o


demandado, sendo devedor de uma determinada quantia a um ex-
-trabalhador, lhe entrega a bomba a título de dação em paga-
mento. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

8.

O autor requer, nos termos exarados no artº 827º do Código


Civil, que os objetos lhe sejam entregues nas mesmas circuns-
tâncias e no seu domicílio, ou, em sede de novação objetiva,
o pagamento do valor de € ________________ (extenso ...). - -

9.

As partes são legítimas e têm capacidade judiciária e o Tri-


bunal é o competente. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
182 Minutas e Formulários

NESTES TERMOS, e nos mais de direito,

deve a presente ação ser julgada provada e


procedente e, em consequência, condenado
o demandado a pagar ao Autor a quantia
de € ____________ (extenso).

Para tanto, - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

requer a V. Exª se digne efetuar a citação de Réu, para contes-


tar, querendo, no prazo e sob a cominação legal. - - - - - - - -

VALOR DA AÇÃO: € ______________ (extenso ...). - - - - - -

JUNTA: Cópia da correspondência dirigida ao demandado.

Cheque no montante de € 35,00 para pagamento das custas.

AUTOR

_________________________
(Assinatura)
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Ação declarativa 183

AMPLIAÇÃO DA AÇÃO

Exmo. Senhor

Juiz de Direito junto do Julgado

de Paz de ________________.

PROCº Nº / - JP

Autor _______________________________, na qualidade de man-


datário no processo em referência, vem requerer a correção do
valor da ação, com o fundamento que segue:

• Venceram-se entretanto os 3 primeiros trimestres do


corrente ano, sendo cada um no valor de € ________,00,
concernente à parte habitacional, o que perfaz o total
de € ________,00;

• Relativamente à garagem, venceram-se numa só rubrica €


_______,00;

• Dos encargos assumidos em Assembleia de Condóminos quanto


aos elevadores, são € ______,____, e, volvidos que são
6 meses, perfaz o total de € _______,_____.

Ora,

• dada a celeridade e economia processual preconizada pela


Lei nº 78/2001, designadamente no nº 2 do artº 2, e

• que o atual pedido não afeta a competência do Tribunal


em razão do valor, e, ainda,

• a Jurisprudência sobre a matéria, designadamente por uma


interpretação a contrario sensu do acórdão da Relação do
Porto de 09/02/2002, processo nº 4302/08-2, sic.:

“Inexistindo despacho saneador no processado atinente aos Jul-


gados de Paz, a alteração do valor da ação pode ser efetivada
até que seja proferida sentença – artº 315º, nº 3, do CPC,
ex vi do artº 63º da Lei 78/2001 de 13 de Julho, pelo que,
resultando de tal alteração valor superior à alçada do tribu-
184 Minutas e Formulários

nal de 1ª instancia, deve o processo ser remetido para este


tribunal para ulterior tramitação: artº 8º da referida Lei.”

se requer que ao valor da ação acresça o montante global de


€ _______,_____.

Local e data...

_________________________
(Assinatura)
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Ação declarativa 185

EXECUÇÃO ESPECÍFICA61

Exmo. Sr. Juiz de Direito junto do

Tribunal Judicial de _______________

_________________________________, casado no regime de comunhão


de adquiridos, residente em ______________________________,
nº ________, freguesia de ______________________, 4000-300
Porto, portador do B. I. nº __________________, emitido pelo
arquivo de Identificação de ________,63

vem mover

AÇÃO DECLARATIVA DE CONDENAÇÃO SOB A FORMA DE PROCESSO ORDI-


NÁRIO,

CONTRA

__________________________________________, com sede na


Rua ______________________, nº __________, freguesia de
_________________, concelho de ________________, NIPC
____________.

Nos termos e pelos fundamentos seguintes:

Por escrito particular outorgado em _________ de ________________


de ________, Autor e Ré celebraram um contrato-promessa de
compra e venda, nos termos que se junta sob o nº 1, e que aqui
se dá na íntegra por reproduzido.

62. O exemplo é de pessoa singular que adquire a pessoa coletiva, sendo esta uma cooperativa. O valor da
ação ultrapassa a alçada dos tribunais judiciais de primeira instância, pelo que a lei obriga à constituição
do patrocínio judiciário.
63. O estado civil, o regime de casamento (se for o caso), a residência e o B.I. ou Cartão de Cidadão devem
corresponder aos elementos do titular do direito.
186 Minutas e Formulários

II

De conformidade com o referido contrato-promessa, o Autor, na


qualidade de promitente comprador, e a Ré, como promitente
vendedora, convencionaram a futura celebração da escritura
de venda de uma fração destinada a habitação, designada pela
letra _________ do artigo matricial ___________ da fregue-
sia de ________________, sita no _______ andar de um pré-
dio constituído no regime de propriedade horizontal na Rua
___________________________, nº _________, prédio esse licen-
ciado pela Câmara Municipal de ________________________ sob
o nº 69, de _____ de _________ de _____ .

III

De acordo com o estipulado na cláusula quarta, a escritura


pública deveria ser marcada pela Ré, a quem incumbiria avisar
o Autor da data, hora e local onde a mesma teria lugar, con-
forme documento junto sob o nº 1, já citado.

ORA,

IV

Com a outorga da promessa de compra e venda, o Autor procedeu ao


pagamento da totalidade do preço no montante de € ___________
(extenso ... ), tendo, de igual modo, cumprido todas as demais
obrigações que para aquela emergem desse contrato, tendo a
Ré, inclusive, procedido à traditio clavium.

A Ré não procedeu de conformidade com o ponto 3, ou seja,


à marcação da escritura em cogitação, indicando dia, hora e
respetivo Cartório Notarial.
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Ação declarativa 187

VI

Destarte, por alguns autores em paridade de circunstâncias,


designadamente ______________________ e ______________________,
residentes em ____________________, foi interposta contra a
Ré uma ação judicial a fim de que fosse designado prazo para a
celebração da escritura, como dispõem os artºs 777º do Código
Civil e 1456º do C. Processo Civil.

VII

Foi proferida sentença, já transitada em julgado, que fixou em


60 dias o prazo adequado à realização dessa venda.

VIII

Até à presente data, e em nenhuma das circunstâncias, a Ré não


diligenciou no sentido de realização das escrituras.

IX

O autor tem, assim, direito à execução específica do contrato-


-promessa nos termos do artº 830º do C. Civil.

NESTES TERMOS E NOS MELHORES DE DIREITO


SE REQUER QUE A PRESENTE AÇÃO SEJA JUL-
GADA PROCEDENTE E, EM CONSEQUÊNCIA, SER
PROFERIDA SENTENÇA QUE PRODUZA OS EFEITOS
DA DECLARAÇÃO NEGOCIAL DO FALTOSO.

QUALQUER CITAÇÃO OU NOTIFICAÇÃO DEVERÁ SER


EFETUADA NA PESSOA DO REPRESENTANTE LEGAL
DA RÉ, SR. ___________________________,
PRESIDENTE DA DIREÇÃO, E RESIDENTE NA
RUA ____________________________, Nº
________, DEVIDO À CESSAÇÃO DE ATIVIDADE
DA RÉ E ENCERRAMENTO DAS SUAS INSTALAÇÕES.
188 Minutas e Formulários

PROVA TESTEMUNHAL:

- (Nomes, moradas e se possível o contacto pessoal de cada uma)

Valor da AÇÃO: € 49 380,99.

Junta procuração forense, cópia do contrato-promessa e com-


provativo do pagamento da taxa de justiça inicial.

O Autor

_________________________
(Assinatura)
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Ação declarativa 189

VALOR DA AÇÃO FRACIONADO63

Exmo. Sr. Juiz de Paz

junto do Julgado de Paz ___________

Autor ________________________________, casado, residen-


te em Rua __________________, nº ________, freguesia de
____________________, concelho de _______________, na quali-
dade de demandante,

vem intentar ação declarativa de condenação

CONTRA

Companhia de Seguros __________, com sede em Avª


____________________, nº ______, CP ______ Lisboa.

FACTOS

O demandante é proprietário da fração de um prédio em regime


de propriedade horizontal sito na Rua ______________________
_________, nº _________, inscrito na respetiva matriz predial
da freguesia de _________________ sob o artigo ______, e sobre
o qual recai um hipoteca de € __________,00.

64. Há quem entenda, e aceite, que em determinados Julgados de Paz se permita o fracionamento do valor
da ação, movendo-se as que sejam necessárias até perfazer o valor total. No caso em questão, o valor hipo-
tético será de € 15 000,00. Corre-se o risco de, sabendo-se o resultado da primeira, saber qual o desfecho das
restantes. O inconveniente é que não se poderá mover nova ação no tribunal comum e com o mesmo objeto
e fundamentos, a não ser que, previamente, se desista daquela antes da prolação da sentença.
À semelhança do que acontece com os tribunais comuns, não é obrigatório o patrocínio judiciário, atendendo
ao valor da alçada do tribunal, assim como posteriormente em sede de recurso ou impugnação. No entanto,
como tudo na vida, a generalização conduz à descaraterização, e cada vez se veem mais advogados a repre-
sentar os seus clientes nos Julgados de Paz, cobrando nas mesmas circunstâncias, e com mais celeridade do
que no tribunal comum, porquanto o processo é resolvido com outra celeridade (poder implícito).
O patrocínio é, contudo, obrigatório nos casos em que a parte manifeste uma posição notória de inferiori-
dade, tenha qualquer incapacidade, como sendo cega, surda ou muda, seja analfabeta, ou não conheça a
língua portuguesa.
190 Minutas e Formulários

II

O imóvel encontrava-se coberto pela demandada, na modalidade de


seguros Multirriscos, Apólice nº ______________, cujas cobertu-
ras base são integradas pelos atos de vandalismo, sendo credor
hipotecário o Banco ____________________, afeto à dependência
sita na Avenida ___________, concelho de ____________________.

III

Aquela fração encontrava-se ilegitimamente ocupada desde


______.__________._______, sem produzir quaisquer rendimentos,
tendo sido efetuda a queixa-crime na entidade com competência
territorial - doc. nº 1, composto por ______ folhas.

IV

Após diversas diligências efetuadas pelo proprietário, aqui de-


mandante, este apenas conseguiu obter os elementos indispensáveis
para proceder à referida queixa-crime em _____._________.______.

Em operação levada a cabo pelo DIAP do Porto, o imóvel em


questão foi alvo de buscas domiciliárias, conforme melhor des-
crito na página ________ do Jornal _________, quarta-feira,
dia _____ de ________ do corrente ano.

VI

A fração correspondente à habitação ficou altamente degradada,


primeiramente por atos de vandalismo encetados por persona
non grata, e nas referidas buscas pela polícia, apenas no que
concerne à porta arrombada.

VII

Atendendo às circunstâncias, foi feita a respetiva participação


à seguradora por via eletrónica, designadamente para peritagem,
sendo que as cláusulas especiais da apólice compreendem cla-
ramente os atos de vandalismo e alterações da ordem pública.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação declarativa 191

Em attachement, seguiu queixa-crime devidamente digitalizada.

VIII

A peritagem foi realizada em ____/_____/______, da qual re-


sultaram considerações negativas do perito, designadamente a
afirmação de que os móveis incorporados na cozinha não cons-
tituíam parte integrante do edifício. Ora, através de e-mail
dirigido ao mesmo e aos competentes serviços da seguradora,
viria o demandado a refutar fundamentadamente aquelas decla-
rações. Concomitantemente, participava a título adicional,
danos de natureza diversa, que apenas chegaram ao conhecimento
do interessado com o acesso à habitação no dia da peritagem,
sexta-feira, dia ______ de _________ - situações de superve-
niência subjetiva - vide doc. nº 2.

IX

Por carta datada de _____/________/_____, dava a seguradora


conhecimento ao demandante de que não lhe poderia conferir
cobertura pela apólice em referência, basicamente por dois
motivos:

• Houve consentimento inicial do segurado.

• Ao emprestar as chaves ao criminoso, julgam não ser


transferível para a apólice qualquer responsabilidade
pela ocorrência.

O demandado responde por email de _____/_________/______,


demonstrando que à seguradora não assistia qualquer razão em
toda a textualização que despendeu - doc. nº 3.

XI

Entre ambas as partes continuou a surgir troca de correspon-


dência, nomeadamente sobre a famigerada questão da classifi-
cação de “atos de vandalismo” e sobre a natureza dos crimes
praticados, até ao derradeiro email provindo da demandada,
192 Minutas e Formulários

onde transmitia com caráter definitivo o afastamento da sua


responsabilidade, e que os atos praticados não se enquadravam
nas coberturas da apólice.

Do Mérito da Questão

1) Em termos lexicais, ato de vandalismo significa ato próprio


de vândalo; destruição de propriedade alheia; depredação;
selvajaria.

2) Ora, veio efetivamente a concluir-se que o autor é um


vândalo, pois nem tampouco as ____ e _____ esquadras da
PSP do Porto conseguiram proceder à sua citação ou no-
tificação para dar cumprimento ao determinado pelo artº
228º do CPC, o que acontece reiteradamente desde inícios
de ______.

3) Quando o infrator, que ainda não é arguido por impossi-


bilidade de constituição do TIR, levou as chaves, para
restituir no próprio dia, mudou de imediato todas as
fechaduras, o que provocou, por parte da vizinha do lado
e do condomínio, a solicitação da intervenção da PSP ao
local.

4) Os seus atos estiveram ab initio impregnados de dolo,


contrariamente ao que a seguradora afirma, e com absoluta
abnegação do lesado.

5) Daqui resulta que as atitudes do prevaricador configu-


ram os crimes de subtração e falsificação de documentos,
recetação e burla, tipificados respetivamente nos artºs
259º, 256º, 231º e 220º do Código Penal, e que serviram
de suporte à queixa-crime do denunciante, aqui deman-
dante, e em função dos quais continuará este a pelejar
pelos seus direitos junto dos tribunais e da seguradora.

6) Como, em termos criminais, funciona o princípio non bis


in idem e para a seguradora o princípio non plus ultra,
a seguradora tem apenas uma solução com efeitos prospe-
tivos: afastar do seu clausulado geral a cobertura de
atos de vandalismo, ou estabelecer restrições, definindo
concretamente em que casos tem aplicabilidade, mas que
ficará fora de cogitação no presente caso.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação declarativa 193

PEDIDO

Pelo exposto, pretende o demandante que a demandada seja con-


denada ao pagamento:
a) De € 5000,00 (cinco mil euros) respeitante a 25% da re-
paração integral dos danos patrimoniais.
b) De juros legais vincendos até efetivo e integral paga-
mento.
c) E, ainda, ao pagamento das custas com a entrada do pre-
sente pleito, assim como das que se vierem a apurar com
o encerramento do mesmo.

VALOR DA AÇÃO: € 5000,00 (cinco mil euros)

DATA: _____/_________/_____

O demandante

(Assinatura)
194 Minutas e Formulários

CONTESTAÇÃO – CONTRA AÇÃO DE


SEGURADORA

Aqui é apresentada a contestação de um processo cuja alçada é também inferior


aos tribunais de primeira instância, razão pela qual, provavelmente por uma
questão de celeridade, a ação é movida em determinado julgado de paz. Os
factos escolhidos são aleatórios, mas que parecem ajudar à perceção da peça
e à convolação daqueles que se mostrarem pertinentes em momento próprio.
No caso em questão, a ação é movida em regime de coligação contra dois de-
mandados, o comitente e o comissário, ou seja, o utilizador do veículo e que
tinha a sua direção efetiva, e aquele no nome de quem ainda se encontrava
averbada a viatura.
Em simultâneo, é feito um pedido reconvencional contra a seguradora por liti-
gância de má-fé, ou seja, um pedido do demandado contra a autora.
Para ainda melhor se compreender o facere da contestação e reconvenção,
apresenta-se seguidamente uma situação totalmente divergente, respeitante ao
pedido de restituição de benfeitorias realizadas num condomínio.
Devem os interessados ficar advertidos sobre três situações muito significativas,
que distinguem claramente estes tribunais dos comuns (poder implícito):
• As testemunhas arroladas terão que ser apresentadas pelas partes – o tri-
bunal não as notifica.
• Todos terão de comparecer no Julgado de Paz onde ocorrer o processo no
dia da audiência de julgamento, sob pena de se considerarem confessados
os factos articulados pelo autor ou demandado, desde que a falta não seja
convenientemente justificada no prazo de 3 dias. Isto significa que, se al-
gum dos intervenientes residir no Porto, e o processo decorrer no Julgado
de Paz de Lisboa, o mesmo terá que se deslocar à capital, pois não pode
ser ouvido por teleconferência, como acontece no tribunal comum ou nos
Tribunais Administrativos e Fiscais.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação declarativa 195

• A falta de contestação não implica a confissão dos factos articulados pelo


autor, o que se justifica pela simplicidade de que se revestem estes tribu-
nais, podendo designadamente ser prestadas verbalmente as respetivas
peças, e reduzidas a escrito pelo funcionário do tribunal, cabendo apenas
ao interessado proceder à sua subscrição.
196 Minutas e Formulários

CONTESTAÇÃO - CONTRA AÇÃO DE SEGURADORA

EXMO. SR. JUIZ DE DIREITO,

JUNTO DO JULGADO DE PAZ DE _____

Rua ______________________________

CP _______ _____

ASSUNTO: CONTESTAÇÃO

Ação de procº sumaríssimo nº ______/______ -JP

AUTORA: _______________________________.

Demandado ________________________, residente em Rua


______________________, nº ______, freguesia de ________________,
CP _______ _____________, na qualidade de demandado no proces-
so em referência, vem mui respeitosamente CONTESTAR os factos
articulados pela autora, nos termos do nº 1 do artº 47º da
Lei nº 78/2001, na qualidade de demandado, conforme segue:

Factos

1. Com data de 16.06.2011, recebeu o demandado uma carta,


dando-lhe conhecimento de que teria ocorrido um sinistro
com a moto de matrícula “____-____-____”, que se manteve
na sua propriedade desde os anos de ______ até ______.

2. Na mesma carta, a seguradora partia já do pressuposto


de que o veículo era da propriedade do ora codemandado,
pedindo o reembolso no montante de € __________.

3. Já em _______, através de carta precatória emitida pelos


órgãos de polícia criminal que tomaram conta da ocorrência
do sinistro, dirigida à GNR de ___________, tiveram os
mesmos conhecimento, e de forma extensiva a seguradora,
de que o co-arguido em cogitação já não era proprietário
da viatura há sensivelmente _____ anos.

4. Em resposta à seguradora, no uso da boa-fé e na observância


do princípio da colaboração com instituições congéneres,
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação declarativa 197

foi dada resposta que elucidava completamente os factos,


a qual foi em anexo à PI e aqui se dá por integralmente
reproduzida.

Por exceção
5. O primeiro fundamento que o demandado considera mo-
tivador da presente contestação prende-se com a falta
de legitimidade porquanto não se encontram reunidos os
pressupostos decorrentes dos artºs 503º e seguintes do
Código Civil, no que concerne à relação entre comitente
e comissário.
6. A seguradora foi advertida de que o Sr. ___________________
era proprietário da viatura há sensivelmente _____ anos.
7. Perante tais factos, estamos s.m.o. na presença de um
caso sancionado com a abolvição da instância nos termos
do artº 493º do CPC, embora, à cautela, se proceda à
defesa por impugnação.

Da subsunção dos factos ao direito.


8. Para além da exceção ante invocada, não se encontram
verificados os pressupostos que classifiquem o instituto
jurídico da responsabilidade civil emergente de aciden-
tes de viação, conforme de denota por uma interpretação
mesmo que apenas literal dos artºs 503º e seguintes do
Código Civil.
9. Razão pela qual, e com o devido respeito ao Tribunal,
depreende-se de tudo o quanto foi exposto que a Companhia
de Seguros _____________, na pessoa do seu Mandatário,
deverá ser acusada de litigante de má-fé nos termos pre-
vistos no artº 456º do CPC, cujo ato irá ser comunicado
à AO em paralelo, e subsidiariamente pedida a sua in-
demnização em reconvenção, atendendo a que, nos termos
previstos no artº 92º do mesmo diploma, esse Tribunal é
competente.

PROVA TESTEMUNHAL: O demandado prescinde do arrolamento de


testemunhas pela inilidibilidade dos factos.

Termos em que, e nos mais de direito


aplicáveis, pede que sejam consideradas
198 Minutas e Formulários

as exceções invocadas com a cominação


prevista no artº 493º do CPC, e,

caso assim não seja entendido,

que seja considerada improcedente a pre-


sente AÇÃO por não fundada e provada.

Local e data ... ____/_______/_____

______________________
(O Codemandado)
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação declarativa 199

RECONVENÇÃO64

Nome _________________________, na qualidade de codemandado


na predita contestação e aqui reconvinte, vem mui respeitosa-
mente proceder à RECONVENÇÃO na sequência da ação ante refe-
renciada, nos termos do nº 1 do artº 47º da Lei nº 78/2001,
conforme segue:

Motivação.

1. Indemnização e pagamento de custas e outros encargos


ocorridos no processo suprarreferenciado.

Factos

2. Relativamente aos factos que sustentam o presente ins-


tituto jurídico, o reconvinte dá como reproduzida toda
a matéria de facto constante do processo ante referido,
e

3. Esta entidade recebeu € __________,00, sem fatura, aguar-


dando a emissão desse documento para a data em que o
condomínio procedesse ao pagamento - vide doc. nº 2 do
processo em referência e doc. nº 1 desta peça.

Do caso sub judice.

4. Na ação em cogitação, a Companhia de Seguros ______________


imputa a responsabilidade ao codemandado, sem a concre-
tizar e fundamentar convenientemente, fazendo tábua rasa
dos elementos apurados na fase extrajudicial, para a qual
havia, e houve, conforme ficou devidamente demonstrado,
colaboração do aludido codemandado.

5. A seguradora pretende obter a toda a força, disparando


em todos os sentidos, o direito de regresso pela indem-
nização que se viu obrigada a pagar ao terceiro.

6. Pelo que deverá ser acusada a seguradora de litigante de


má-fé nos termos previstos no artº 456º do CPC, juntamente

65. Para aqueles mais familiarizados com o Código de Processo Civil, os articulados resumem-se à PI e
contestação. Excecionalmente, existe reconvenção apenas quando o demandado pretende obter a compen-
sação ou tornar efetivo o direito a benfeitorias ou despesas relativas à coisa cuja entrega lhe é feita. Portanto,
a regra é não haver reconvenção, ou seja, o demandado ir com um pedido contra o demandante; não há
réplica nem tréplica (poder implícito). Não admira assim que os processos da competência destes tribunais
sejam resolvidos com mais celeridade, mas é inteligível que não é pela sua perspicácia, e sim pela sua parca
função na resolução dos conflitos.
200 Minutas e Formulários

com o mandatário, pretendendo o reconvinte relativamente


a este fazer participação junto da OA, caso o Tribunal
se exima a tal diligência.

7. Em concomitância, e por um princípio de equiparação,


pede a indemnização de € 750,00 (correspondente a cada
PI do Mandatário), nos termos previstos nos artºs 456º
e 457º, conjugados com o artº 92º, todos do CPC.

8. E a título de danos morais a importância de € _______,00.

9. Nestas circunstâncias, juntando os factos do processo em


referência, das exceções invocadas e do direito quanto à
sua subsunção jurídica, a seguradora, representada pelo
seu mandatário, deve ser condenada a pagar, além dos €
_________,00 ante referidos, as respetivas custas judi-
ciais e € _______,00 de honorários.

Termos em que pede que seja considerada


procedente a presente reconvenção, con-
denando os reconvintes ao seu integral
cumprimento.

Local e data ... _____/_________/_____

____________________
(O reconvinte)
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação declarativa 201

CONTESTAÇÃO - CONDOMÍNIO

EXMO. SR. JUIZ DE DIREITO

JUNTO DO JULGADO DE PAZ

DE ______________________

Rua _____________________

CP _______ _______________

ASSUNTO: CONTESTAÇÃO

Ação de procº sumaríssimo nº _____/_____-JP

AUTORA: Administração do Condomínio do Ed. ___________.

Nome __________________________, residente em Rua


____________________, nº _____, freguesia de _______________,
CP _____ ______________, na qualidade de demandado no processo
em referência, vem mui respeitosamente CONTESTAR os factos
articulados pela autora, nos termos do nº 1 do artº 47º da
Lei nº 78/2001, na qualidade de demandado, conforme segue:

Factos

1. Com data de ____/________/____, recebeu o demandado uma


nota de débito no montante de € ______, sob a rubrica
de “Reparação 2 terraços, como Ata nº 32-2ª de 03”, que
anexa como doc. nº 1.

2. Constata o demandado que da referida ata, que constitui


o documento nº 4 da PI, não é feita menção a essa quantia
a imputar ao condómino e/ou condóminos.

3. Em ____/_______/____, recebeu uma carta do mandatário


da demandante, por correspondência simples, dando-lhe
conhecimento de que o mesmo era devedor da importância
de € ________, a título de prestações “vencidas e por
liquidar”.

4. O demandado trocou telefonicamente impressões com o ad-


vogado, expondo-lhe a sua posição, recomendando-lhe este
que lhe enviasse uma exposição para o seu escritório, e
aconselhando-o, em circunstâncias congéneres, a falar
202 Minutas e Formulários

diretamente com ele, porque as outras pessoas não per-


cebem nada disto.

5. Foi enviado e-mail para o seu endereço da OA em


____/________/____, que se junta e se reproduz como doc.
nº 2, composto por 3 laudas.

6. Em ____/________/____, é o condómino citado em pessoa


diversa do teor da PI, razão pela qual é deduzida a pre-
sente contestação.

Por exceção

7. O primeiro fundamento que o demandado considera moti-


vador da presente contestação prende-se com a falta de
legitimidade do condomínio, porquanto:

a) Segundo as cópias das atas de deliberações anexas à


PI, não foi respeitado o quorum a que se refere o artº
1432º do Código Civil, doravante designado abreviada-
mente CC, nem o modus faciendi de suprir tal lacuna,
caso se tenha ultrapassado legalmente a insuficiência
da falta de quorum.

b) Destarte, e salvo melhor opinião, todas as atas pade-


cem de nulidade, o que conduz à anulação de todos os
atos subsequentes, nos termos do artº 201º, nº 2, do
CPC.

c) O demandado entende que, tratando-se de nulidade, a


mesma pode ser arguida na contestação, nos termos do
artº 198º do predito diploma legal.

d) E mesmo que assim se não entendesse, contrariamente


ao que entende o mandatário da demandante, o demanda-
do nunca foi notificado das atas, conforme transmitiu
verbalmente ao condomínio, situação que, no entanto,
considera relevada por não achar necessário.

Sem prescindir,

8. O demandado não foi notificado dos valores em causa, de-


signadamente os reproduzidos como anexos ___ e _____ da
douta PI, tendo apenas recebido uma nota de débito no
montante de € _______, emitida em ____/_______/____, que
o mandatário não logrou apresentar, ou resolveu sub-rogar
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação declarativa 203

por outras com valores substancialmente diferentes, cujo


original constitui o doc. nº 1 já aludido nesta peça.
9. Perante tais factos, estamos s.m.o. na presença de um
caso sancionado com a abolvição da instância nos termos
do artº 493º do CPC, embora, à cautela, se proceda à
defesa por impugnação.
Da subsunção dos factos ao direito.
10. Para além das exceções ante invocadas, tudo parece
conduzir à ineptidão da petição inicial, nomeadamente
quando o mandatário fala em enriquecimento sem causa
previsto no artº 480º do CC. É que, nem sequer por uma
interpretação literal da lei, in casu o preceito refe-
rido e o artº 479º do mesmo diploma, se consegue obter
um “cheirinho” do que é aduzido na PI. Ou seja, não se
encontram verificados os pressupostos que classifiquem o
instituto jurídico invocado.
11. Acresce, ademais, que se verifica, pelo restante teor da
PI, que o Mandatário faz “copy-paste” doutras petições,
o que facilmente se depreende se compulsarmos o ponto
_______ da PI, tanto falando em réu como em réus, usan-
do concomitantemente esta linguagem que até é imprópria
para atingir o demandado.
12. Com o devido respeito ao Tribunal, depreende-se de tudo
o quanto foi exposto que o Sr. Mandatário da demandante
deverá ser acusado de litigante de má-fé, nos termos
previstos no artº 456º do CPC, cujo ato irá ser comuni-
cado à OA em paralelo, e subsidiariamente pedida a sua
indemnização em reconvenção, atendendo a que, nos termos
previstos no artº 92º do mesmo diploma, esse Tribunal é
competente.
13. Concomitantemente, o mandatário termina a sua PI, pe-
dindo simultaneamente a quantia exequenda, juros de mora
e juros compensatórios, demonstrando nitidamente que não
conhece a distinção entre os diversos tipos de juros
imputáveis ao incumprimento – pede juros de mora a 4% e
juros compensatórios a 4% também, como consta dos artigos
______ e ______ da PI, e trabalha na base de juros com-
postos, o que consubstancia atos ilícitos, para além de
pedir honorários que ultrapassam a quantia exequenda, e
que devem constituir o seu verdadeiro campo de batalha.
204 Minutas e Formulários

Ainda sem prescindir,


14. O demandado, na qualidade de condómino , ex vi dos artºs
1420º e 1421º do CC, entende que as despesas concernentes
aos terraços que são de uso exclusivo de outros condó-
minos não lhe deverão ser imputadas, porquanto:
a) ...
b) ...
c) Conforme consta dos docs. nºs ___ e ___ anexos, o con-
dómino tentou resolver a situação extrajudicialmente.

PROVA TESTEMUNHAL: O demandado prescinde do arrolamento de


testemunhas, pela inilidibilidade dos factos.

JUNTA: _____ documentos e duplicados legais.

Termos em que, e nos mais de direito


aplicáveis, pede que sejam consideradas
as exceções invocadas com a cominação
prevista no artº 493º do CPC, e,

caso assim não seja entendido,

que seja considerada improcedente a pre-


sente Ação, por não fundada e provada.

Local e data ... ____/________/____

___________________
(O Demandado)
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação declarativa 205

RECONVENÇÃO65 - CONDOMÍNIO

EXMO. SR. JUIZ DE DIREITO


JUNTO DO JULGADO DE PAZ
DE ______________________
Rua _____________________
CP _______ ______________

ASSUNTO: RECONVENÇÃO

AÇÃO de procº sumaríssimo nº _____/______-JP

RECONVINDO: Administração do Condomínio do Ed. ___________.

Nome ___________________________, residente em Rua


______________________, nº _______, freguesia de _______________,
CP _____ ____________, na qualidade de demandado/reconvinte
no processo em referência, vem mui respeitosamente proceder a
RECONVENÇÃO na sequência da ação referenciada em epígrafe, nos
termos do nº 1 do artº 47º da Lei nº 78/2001, conforme segue:

Motivação.
1. Reembolso das despesas com benfeitorias urgentes rea-
lizadas na fração ______ do Condomínio sito na Rua
____________________, nº ______, no montante de €
_______,00, ao qual acresceram posteriormente € ______,00,
e a que deve também acrescer o IVA à taxa legal em vigor
na data da emissão da respetiva fatura.
2. Indemnização e pagamento de custas e outros encargos
ocorridos no processo suprarreferenciado.
Factos
3. Relativamente aos factos que sustentam o presente ins-
tituto jurídico, o reconvinte dá como reproduzida toda
a matéria de facto constante do processo ante referido,
e

66. Como já foi afirmado anteriormente, em regra não existe reconvenção, não por ser excecional deduzi-la,
mas porque apenas poderá ocorrer quando o demandado pretende obter a compensação ou tornar efetivo o
direito a benfeitorias ou despesas relativas à coisa cuja entrega lhe é feita.
206 Minutas e Formulários

4. Em _____/_______/_____ foi contatado pelo condómino pro-


prietário do armazém sito na cave, Sr. _________________,
e pelo seu funcionário, Sr. ________________, para efetuar
diligências urgentes, uma vez que a água se infiltrava
nas paredes e que danificava o material que se encontrava
no armazém.
5. O reconvinte contata de imediato a Pichelaria _____________,
sita na Rua ______________, nº _______, para proceder às
reparações que se mostrassem necessárias.
6. Esta entidade recebeu € _______,00, sem fatura, aguar-
dando a emissão desse documento para a data em que o
condomínio procedesse ao pagamento - vide doc. nº 2 do
processo em referência e doc. nº 1 desta peça.
Do caso sub judice.
7. As obras foram consideradas de caráter indispensável e
urgente, pelo que o condómino encetou de imediato todas
as diligências para proceder à sua realização, para o bem
dos restantes consortes e no sentido de dar cumprimento
ao preceituado no artº 1427º do Código Civil.
8. Com a ação proposta pelo condomínio, ao ler a ata nº
_______, que lhe serve de anexo, apercebeu-se o reconvinte
que a questão das infiltrações do armazém já era objeto
de discussão desde ______, sendo que se entende que as
diligências feitas junto do condómino Sr. _____________,
a conselho do condomínio, como o declarou telefoni-
camente, se traduzem em atos de má-fé, no sentido de
persuadirem o condómino a realizar benfeitorias que já
tinham sido discutidas em assembleia e exaradas em ata
a ____/_______/____.
9. Recentemente, foram efetuadas obras da mesma natureza,
que, segundo a funcionária do condomínio D. _______,
surgiram na mesma esteira das anteriores.
10. Na ação em cogitação, o mandatário imputa ao condómi-
no o enriquecimento sem causa por força do artº 47º do
Código Civil, sem que para o efeito estejam reunidos os
pertinentes pressupostos.
11. Pelo que deverá ser acusado de litigante de má-fé nos
termos previstos no artº 456º do CPC, juntamente com o
condomínio na pessoa do seu administrador, pretendendo o
reconvinte relativamente ao mandatário fazer participação
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Ação declarativa 207

junto da OA, caso o Tribunal se exima a tal diligência.


12. Em concomitância, e por um princípio de equiparação,
pede a indemnização de € ________,00 (correspondente a
cada PI do Mandatário), nos termos previstos nos artºs
456º e 457º, conjugados com o artº 92º, todos do CPC.
13. E a título de danos morais a importância de € _________,00.
14. Nestas circunstâncias, juntando os factos do processo em
referência, das exceções invocadas e do direito quanto à
sua subsunção jurídica, o condomínio, representado pelo seu
administrador e mandatário, deve ser condenado a pagar,
além dos € ________,00 ante referidos, os € ________,00
das benfeitorias realizadas, € ____,00 de despesas admi-
nistrativas e deslocações e as custas processuais, tudo
com juros de mora à taxa legal de 4%, com benefício de
ambos, apenas a partir de _____/_______/_____.

Termos em que pede que seja considerada


procedente a presente reconvenção, con-
denando os reconvintes ao seu integral
cumprimento.

Prova testemunhal: O reconvinte aproveita a prova reproduzida


na PI relativamente à pessoa do Sr. _______________________. E
pede para notificar o patrão deste, o Sr. _________________, e
a D. _______________, funcionária do condomínio, e a referida
Pichelaria ______________.

JUNTA: duplicados legais.

Local e data ... _____/_______/_____

_______________________
(O reconvinte)
208 Minutas e Formulários

PEDIDO DE REVOGAÇÃO DO DESPACHO


DE RECONVENÇÃO

EXMO. SR. JUIZ DE DIREITO


JUNTO DO JULGADO DE PAZ DO ______________
Rua ___________________________________________
C. P. ___________________________

ASSUNTO: Recurso de despacho


AÇÃO de procº sumaríssimo Nº ______________/___________
AUTORA: Administração do Condomínio do Ed. Particular de Francos.

Nome __________________________, residente em Rua __________,


freguesia _____________, concelho ______________________, na
qualidade de demandado no processo em referência, vem mui
respeitosamente RECORRER do despacho proferido por Vª Exª a
folhas 70 dos autos, conforme passa a explanar: - - - - - -
1. O demandado tomou conhecimento do predito despacho nos
termos definidos no artº 259º do Código de Processo Civil.
2. Constituem fundamentos do presente recurso os vícios
da falta de fundamentação, a preterição de formalidades
essenciais e violação da lei.
Ora,
3. consta do referido despacho que a notificação da audiência
de julgamento “… foi expedida para morada diferente daque-
la constante da procuração junta aos autos” – sic –, sem
acrescentar a quem deverá ser assacada a responsabilidade
de tal ato.
4. O demandado compulsou o processo, não tendo verificado que a
correspondência tenha sido devolvida, pelo que, nos termos
do CPC, a notificação considera-se perfeita e produz efeitos
no terceiro dia posterior ao do registo, a qual somente
deixaria de produzir efeitos se fosse devolvida pelo facto
de a mesma não ter sido remetida para o escritório ou
domicílio profissional do mandatário, como resulta de uma
interpretação literal do artº 254º do CPC.
5. Em nenhuma parte do instituto das citações e notificações
consta a obrigatoriedade de o mandatário ser notificado
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Ação declarativa 209

em local por si indicado na procuração, relevando para


o caso o facto de a notificação se encontrar convenien-
temente efetuada, por ter sido rececionada – assim fica
derrogada a interpretação extensiva feita por Vª Exª ao
artº 201º do CPC.
6. Refere também Vª Exª, naquele despacho, que o mandatário
dispõe de procuração especial, pelo que podia representar
a mesma em sede de audiência de julgamento, escolhen-
do como fonte de sustentação o nº 4 do artº 53º da Lei
78/2001. Efetivamente, as pessoas coletivas devem fazer-
-se representar por mandatários com poderes especiais,
mas não é obrigatório que assim seja. E quando se fala
deste preceito, estamos dentro do instituto da mediação
e não da audiência de julgamento.
7. Acrescenta ainda, no mesmo parágrafo do despacho, que,
havendo mandatário, não há necessidade da presença da
pessoa coletiva. No entanto, o tribunal fez diligências
telefónicas no sentido de obter a presença do represen-
tante legal da sociedade que administra o condomínio, o
qual apresentou como justificação da sua ausência o facto
de não conseguir contatar o mandatário.
8. Depois, estava este inclusivamente arrolado como teste-
munha, manifestando assim com a sua ausência um propósito
sério e redobrado da premeditação da falta.
9. Ainda em abono do exposto, acresce que o condomínio se
fez muito bem representar pela funcionária dos serviços
administrativos e apresentou a outra testemunha arrolada,
contrariamente ao que é afirmado no douto despacho, onde
Vª Exª diz que a irregularidade da notificação determinou
a falta da demandante.
Sem prescindir
10. O mandatário já tinha alterado a data da marcação da
audiência de julgamento, não cumprindo os pressupostos
prescritos no artº 155º do CPC, não demonstrando niti-
damente o seu impedimento, pois não o poderia justificar
com a sobreposição de diligências congéneres, atendendo
a que a mesma decorreu no período das férias judiciais.
11. O pedido do demandado recebeu acolhimento de Vª Exª,
com a advertência de que não haveria possibilidade de
novo adiamento, conforme determina imperativamente o artº
58º, nº 3, da Lei 78/2001.
210 Minutas e Formulários

12. Vª Exª serve-se da legislação supletiva para considerar


nulo o ato da notificação. Ora, de igual modo se serve o
demandado do CPC para invocar as regras sobre o julgamento
e não renovação do ato nulo, previstos respetivamente nos
artºs 207º e 208º daquele diploma legal – a arguição da
nulidade não poderia ser deferida sem a prévia audiência
da contraparte, e a notificação não pode ser renovada se
já expirou o prazo dentro da qual deveria ser praticado.
13. Por fim, o modus operandi da demandante, respetivo man-
datário e do tribunal não pode servir de atropelo à lei,
sobretudo quando se trata da salvaguarda de terceiros
lesados, pois, em últimas circunstâncias, sempre haverá
a responsabilidade civil extracontratual dos agentes e
servidores do Estado.

Termos em que se requer a Vª Exª a revo-


gação do despacho de que ora se recorre,
considerando a demandante devidamente
notificada para a audiência de julgamento,
e aplicando a cominação prevista no artº
58º da Lei 78/2001, pela sua não com-
parência pela segunda vez consecutiva.

Local e data (...) ______ ______________ ______

______________________
(O Demandado)
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Ação declarativa 211

ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA DE CONDÓMINOS


COM VISTA À EXECUÇÃO

(Nome do Condómino ou do Administrador)

(Residência ...)

(Data)

(Nome do Condómino67)

(Morada ..._________)

Fica Vª Exª convocado(a), na qualidade de condómino do prédio em


regime de propriedade horizontal sito em Rua __________________,
nº _____, freguesia de __________, concelho de ________________,
a comparecer à assembleia extraordinária marcada por iniciativa
de ______________, (indicar a qualidade...) a realizar no dia
___/_______/______, pelas ___,___ horas, em ________________,
nos termos definidos no art. 1431º, nº 2, do Código Civil.

A predita assembleia tem como finalidade, tão pura e sim-


plesmente, decidir sobre a Ação executiva68 a mover con-
tra ___________________________ e esposa (se for o caso),
_____________________, a qual deverá ser realizada imperiosa-
mente no mais curto espaço de tempo, atendendo ao comportamento
incurial dos famigerados condóminos, que se recusam determi-
nantemente a contribuir no pagamento das despesas comuns do

67. A carta deve ser escrita a cada um isoladamente.


68. Independentemente dos motivos que os condóminos devedores invocam para não pagar, desde que
haja uma deliberação em ata da reunião da Assembleia de Condóminos que delibere o montante das quotas
devidas ao condomínio ou quaisquer despesas necessárias à conservação e fruição das partes comuns e ao
pagamento de serviços de interesse comum, devidamente aprovada e comunicada a todos os condóminos,
sem ter sido impugnada, SÃO OBRIGADOS A PAGAR! (cf. art.ºs 1424.º, 1432.ºe 1433.º do Código Civil,
conjugado com o art.º 6.º do Decreto-Lei n.º 268/94, de 25 de Outubro).
Por norma, basta que lhe envie uma carta demonstrando inequivocamente os montantes em dívida e uma
séria determinação em obter a sua boa cobrança. [Cf. art.º 1436.º/d), e), h) e l); art.º 1437.º/1, ambos do
Código Civil; art.º 6.º/2 do Decreto-Lei n.º 268/94, de 25 de Outubro].
Se o condómino devedor persistir no incumprimento, obviamente que poderão ter de mover a competente
ação executiva. O pedido consistirá no pagamento integral das importâncias ou montantes devidos por cada
condómino, acrescidas de “multas”, juros vencidos e vincendos até integral pagamento, custas processuais
e patrocínio judiciário que se revele indispensável.
Basta para tanto preencher o requerimento executivo, como refere o artigo 810º do Código Processo Civil.
E pode ser o administrador do condomínio a subscrevê-lo pessoalmente, desde que o valor da execução seja
inferior à alçada do tribunal da 1ª instância (€ 5000,00).
212 Minutas e Formulários

edifício a que estão obrigados ex vi do artº 1424º do Diploma


ante referido.

A negação em proceder aos pagamentos concernentes à manutenção


das partes comuns tem sido reiterada, sendo que a dívida já
atinge o montante de € __________ . Nestas circunstâncias, no
sentido de não onerar os restantes condóminos, e na tentativa
de ultrapassar um problema que a todos abrange, a situação
mais curial será o recurso às vias litigiosas, situação esta
que será objeto de discussão e deliberação em assembleia,
mostrando-se necessária a presença de todos no sentido de haver
quorum deliberativo para mover a preconizada ação executiva.

À semelhança do que é comum e determinado por lei, cada con-


dómino pode fazer-se representar por procurador, assinando a
ata nas mesmas circunstâncias de todos os presentes.

Em tudo o que se considere omisso, remete-se para o respetivo


regulamento interno, do qual todos os condóminos deverão ser
portadores, estando, em caso adverso, o condomínio na dispo-
nibilidade de permitir a sua consulta ou facultar fotocópia.

Com os melhores cumprimentos

(Assinatura)
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Ação declarativa 213

TAXA DE JUSTIÇA - RESTITUIÇÃO68

EXMO SR. JUIZ DE DIREITO JUNTO DO


JULGADO DE PAZ DE _________________
Rua ___________________________
CP _____ _______________

ASSUNTO: RESTITUIÇÃO DE TAXA DE JUSTIÇA69

Ação de procº sumaríssimo nº _________-JP

AUTOR: _________________________________

Nome do demandado/réu ___________________, residente em Rua


________________, nº ________, freguesia de ___________________,
CP _____ ______________, na qualidade de demandado no proces-
so em referência, vem mui respeitosamente REQUERER a Vª Exª
se digne mandar proceder à restituição da taxa de justiça,
via CTT, no montante de € ________,00, paga com a contestação
naquele processo.

Para os devidos efeitos, declara previamente de que é conhe-


cedor das despesas postais que lhe serão abatidas.

Local e data ... ____/__________/_____

_____________________
(O Demandado)

69. Se ação foi considerada improcedente, o demandado que pagou custas por contestar o pedido contra si
interposto tem direito à restituição do valor pago. Querendo fazê-lo no uso dos meios eletrónicos ou postais,
deverá fazer um requerimento desta natureza. Deve, no entanto, ter-se em atenção, que existem Julgados de
Paz que rejeitam este procedimento. O ideal será fazer o requerimento e telefonar ao funcionário, apelando
ao seu bom-senso.
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DIREITO EXECUTIVO

- Mover ação executiva


- Embargos e Oposição
- Dívida Inimputável
- TV.Telefone.NET_Prescrição_Ilegitimidade
- Ação de despejo – Oposição
216 Minutas e Formulários

MOVER AÇÃO EXECUTIVA INFERIOR À ALÇADA


DO TRIBUNAL DE 1ª INSTÂNCIA

Ação executiva – já não se declara um direito. A questão é providenciar pela


reparação do direito, pois o direito de que o sujeito é titular encontra-se já de-
clarado, isto na medida em que lhe foi reconhecido por sentença com trânsito
em julgado (isto nos casos em que estamos perante uma sentença) ou porque
esse direito consta de determinado documento com caraterísticas tais que a lei
lhe reconhece força executiva, como é o caso da declaração do reconhecimento
de dívida.
Esta situação assume uma certa acuidade nos casos de condomínio, conforme já
ficou demonstrado no comentário à convocação extraordinária dos condóminos.
A ação executiva tem sempre como suporte um título que lhe confere a força
suficiente para, de per se, sustentar uma ação conducente ao cumprimento por
parte do devedor que tenha bens suscetíveis de assegurarem os direitos do credor.
Caso não existam bens suscetíveis de penhora, o credor terá que aguardar por
melhores dias e tem o ónus de intervir no processo de quatro em quatro me-
ses, sob pena de o mesmo ser julgado por deserção, sem prejuízo de ulteriores
consequências. De todo o modo, de cada vez que retoma o processo, terá que
pagar custas judiciais, sem as quais fica sujeito a indeferimento liminar, embora
previamente seja convidado ao aperfeiçoamento, a suprir a exceção de dilação
atípica da falta de pagamento da taxa de justiça.
Tal como em qualquer outra ação, terá de ser apresentada uma petição, embora
esta se plasme em impresso estereotipado, disponível como anexo à Portaria
que confere a sua utilização, a Portaria 282/2013, de 29/08. A sua apresentação
poderá ser feita através do site http://cititus.tribunais.mj.pt, nos casos em que haja
sido constituído mandatário judicial, ou seja obrigatória a sua constituição pelo
facto de o valor ultrapassar a alçada dos tribunais de 1ª instância. De notar, que
a não observância deste requisito poderá fazer incorrer o agente no pagamento
de uma multa equivalente a meia unidade de conta, a não ser que demonstre
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Ação executiva 217

provado o manifesto impedimento; nas outras situações, o credor poderá ele


próprio proceder ao pedido da execução, preenchendo o referido anexo junto
à Portaria. Esta é, de facto, a forma mais trabalhosa para o tribunal, porquanto
terá que providenciar o envio do processo para o agente de execução designa-
do, procedendo este último à recolha informática do requerimento e suportes
apresentados em papel.
Apenas se apresenta a capa do requerimento porque não nos parece curial apre-
sentar os 23 anexos quando todos se encontram disponíveis no sítio eletrónico
referido, podendo, inclusive, ser lá diretamente preenchidos. Após a capa, basta
preencher os anexos com a identificação do exequente, com a identificação
do executado e a exposição dos factos, para, em seguida, preencher o anexo/
anexos correspondente(s) ao(s) bem/bens a penhorar. De todo o modo, no final
aparecem as instruções de preenchimento na íntegra.
A prerrogativa aqui é que o agente de execução é que deverá fazer todas as
diligências no sentido de encontrar bens penhoráveis ao devedor, de proceder
à sua remoção quando se trate de bens móveis, e à venda em todos os casos,
independentemente da natureza dos bens. Nessas mesmas démarches se incluem,
designadamente, a citação dos restantes credores, dos preferentes das pessoas
a quem assista o direito de remição, bem como da prestação de contas e paga-
mento ao credor com o produto dos bens vendidos. Quando a dívida não fique
inteiramente satisfeita, prosseguirá a mesma sobre a penhora de mais bens até
integral pagamento.
Convém também frisar que o exequente é parte, e, nestas circunstâncias, deve
sentir-se informado pelo agente de execução em tempo útil. Quando tal não
acontece, mesmo os atos omissivos estão sujeitos a sanção disciplinar a decorrer
pela respetiva Ordem.
218 Minutas e Formulários

REQUERIMENTO EXECUTIVO
Aprovado pela Portaria n.ºxxx/2013 de xx/13 CAPA

01 01 CARACTERIZAÇÃO DO REQUERIMENTO

Tribunal competente: 02

Fim da execução: 03

Forma do processo: 04

Título executivo: 05

NIP: 06

Valor da execução: 07
[
Nas ações de valor superior à alçada do tribunal de primeira instância, o
patrocínio por advogado, advogado estagiário ou solicitador é obrigatório. Neste caso, a parte está obrigada à entrega do
requerimento executivo por transmissão eletrónica de dados.]

01 02 RESERVADO À SECRETARIA

01 03 ANEXOS APRESENTADOS
Número de
Anexo Descrição Observações impressos
apresentados
Este anexo é obrigatório. Deve preencher tantos anexos
C1 Identificação de exequente(s)
quantos os exequentes. 02| | |
C2 Identificação de agente de execução e mandatário Este anexo é facultativo. 03| | |
Este anexo é obrigatório. Deve preencher tantos anexos
C3 Identificação de executado(s)
quantos os executados. 04| | |
C4 Exposição de factos e liquidação Este anexo é obrigatório. 05|0|1|

Dispensa de citação prévia


Este anexo é facultativo. Só deverá entregar em caso de ser
C5 Obrigação condicional ou dependente de prestação aplicável algum dos pedidos ou situações previstas na 06 | | |
descrição.
Comunicabilidade da dívida ao cônjuge (art. 741.º)

C6 Identificação de outros intervenientes Este anexo é facultativo. 07| | |


C7 Declarações complementares Este anexo é facultativo. 08| | |
P1 Penhora de imóveis 09| | |
Penhora de veículos automóveis (móveis sujeitos a
P2 registo)
10| | |
P3 Penhora de outros móveis sujeitos a registo 11| | |
P4 Penhora de móveis não sujeitos a registo
Estes anexos destinam-se a indicar bens pertencentes ao
12| | |
P5 Penhora de créditos executado. 13| | |
São facultativos.
P6 Penhora de direitos a bens indivisos, quotas em sociedade 14| | |
P7 Penhora de títulos 15| | |
P8 Penhora de rendas, abonos, vencimentos ou salários 16| | |
P9 Penhora de depósitos bancários 17| | |
Título(s) executivo(s) Deverá indicar o número de títulos executivos apresentados. 18| | |
Outros documentos Deverá indicar o número de documentos complementares
19| | |
apresentados.
Comprovativo de concessão de apoio judiciário Este documento deve ser apresentado sempre que tenha sido
20| | |
concedido ao exequente apoio judiciário.
Comprovativo de pagamento de taxa de justiça Este documento deve ser sempre apresentado, salvo se tiver
sido concedido apoio judiciário. 22 | | |
N.º documento : 21

Assinatura do exequente (ou mandatário):_______________________________ Página nº ____ de um total de _____


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Ação executiva 219

TERMO DE ENTREGA DE COISA CERTA69

Aos _______ de ________________ do ano dois mil e ____________,


é produzido um contrato unilateral, cujos intervenientes e
objeto passam a ser devidamente identificados: - - - - - - -

Nome (do devedor) _________________________________


___, portador do Cartão de Cidadão nº ___________,
v ál i do a t é _ _ _ _ _ _ _ . _ _ _ _ _ _ _ ._ __ _ __ _ , re s id e nt e e m
______________________________, na qualidade de devedor. - -

Banco Comercial Português71, NIPC ____________________, pessoa


coletiva com sede em _______________________, cidade do Porto,
na qualidade de credor hipotecário. - - - - - - - - - - - -

Objeto: Mútuo com hipoteca de imóvel inscrito na respetiva


matriz predial da freguesia de ___________________, concelho
de _____________________, sob o artigo __________, fração B72,
e descrito na Conservatória do Registo Predial sob o número
________. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Pelo presente instrumento, o devedor procede formalmente à


restituição do aludido prédio urbano, e de boa-fé, ilidindo
assim toda a responsabilidade culposa que lhe possa ser imputada
por força do disposto no artº 799º do Código Civil. - - - -

De igual modo se encontra desonerado do pagamento de todas as


prestações com efeitos retroagidos à data do incumprimento,
bem como de todas as obrigações acessórias, designadamente
seguros, averbamentos prediais e juros de mora. - - - - - -

Também, e salvo melhor opinião, não há lugar ao “commodum” de


representação, porquanto o devedor não dispõe de quaisquer
bens ao luar e está numa situação de desemprego, tendo inclu-

70. O exemplo diz respeito a alguém que, impossibilitado de continuar a cumprir com o pagamento das
prestações ao credor hipotecário, entrega voluntariamente o objeto.
71. O nome é hipotético.
72. Caso se trate de uma vivenda, não há fração.
220 Minutas e Formulários

sivamente recorrido ao apoio judiciário para iniciar processo


de insolvência. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

O devedor compromete-se a entregar as chaves ao credor em


lugar convencionado pela instituição credora. - - - - - - -

Feito em duplicado, destinando-se um dos exemplares ao devedor,


aos _________ de _______________ de dois mil e ____________.

Assinatura cf. CC/B.I.


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Ação executiva 221

ACORDO - TRANSAÇÃO JUDICIAL

TRANSAÇÃO
Entre:

Autor ___________________, residente em Rua ____________________,


nº _______, concelho de _____________________, adiante desig-
nado por primeiro outorgante,

Demandado __________________________, residente em Rua


_______________________, nº _____, concelho de _________________,
adiante designado por segundo outorgante.

Considerando que:
a) O primeiro outorgante deu entrada no Julgado de
________________________ ação declarativa de condenação
contra o segundo outorgante peticionando deste a entrega,
na residência do primeiro, em ___________________, de
uma bomba antiga usada para extração de água e um arado
usado para lavrar terra de cultivo, ou, em sede de nova-
ção objetiva, o pagamento da quantia de € _________,00;
b) Que em tal ação que corre sob o processo _______/______-
JP
c) Esta configura o único procedimento judicial ou extraju-
dicial, seja de que natureza for, que, direta ou indi-
retamente, opõe os outorgantes.

É celebrada a presente TRANSAÇÃO, a qual se regerá pelos ter-


mos e condições seguintes:

1.º

O segundo outorgante procedeu à entrega, na residência do


primeiro em ___________________, da reclamada bomba antiga
usada para extração de água, tendo este verificado, analisado
e aceite a mesma no estado em que se encontrava.
222 Minutas e Formulários

2.º

O primeiro outorgante declara, expressamente, prescindir da


reclamada entrega do arado usado para lavrar terra de cultivo,
bem como, embora a título de novação, do pagamento da quantia
de € ______,00, também ela reclamada nos autos.

3.º

O primeiro outorgante, por força do acordado, desiste do pedido


na aludida ação, correndo por conta do segundo outorgante o
pagamento das custas, devendo para o efeito ser considerada
as inexistências de contestação e marcação de audiência de
julgamento.

4.º

Os outorgantes declaram, a final, nada mais terem a reclamar


um do outro, seja a que título for, renunciando expressamente
a quaisquer quantias a que tivessem direito, dando aqui plena
quitação.

5.º

O primeiro outorgante obriga-se, de imediato, a dar conheci-


mento do presente acordo no processo em curso junto do Julgado
de _________________.

Este ACORDO é celebrado em _____ de __________ de _____, em


duplicado, sendo um exemplar para cada um dos OUTORGANTES.

O PRIMEIRO OUTORGANTE O SEGUNDO OUTORGANTE

________________________ ________________________
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Ação executiva 223

EMBARGOS E OPOSIÇÃO À PENHORA


DE CONDÓMINO

A presente minuta tem como exemplo uma ação executiva movida contra pro-
prietário de fração de edifício em regime de propriedade horizontal. Por outras
palavras, cada condómino é proprietário de uma mais frações.
Por força do artº 1420º do CCivil, o condómino é proprietário da sua fração e
comproprietário nas partes comuns. Administrar o condomínio, ou seja, gerir
as despesas concernentes às partes comuns do edifício, não é fácil, e por isso,
embora ainda hoje a gestão seja feita em determinadas circunstâncias por uma
comissão de condóminos preferencialmente residentes, começa a ser prática
reiterada e crescente, a entrega de tal administração a empresas que especifica-
mente se dedicam a tal atividade. Mau grado, não se ficam por aqui, e para serem
coadjuvados ou obterem lucros mais satisfatórios, estabelecem parcerias com
outros profissionais, designadamente com construtores, advogados, gestores ou
contabilistas, que exercem as suas atividades como trabalhadores independentes.
Efetivamente, os maiores problemas dos condomínios começam a surgir numa
fase mais avançada da construção, paralelamente às situações de incumprimento
das quotas sobretudo devido ao período crítico económico que atravessamos e à
necessidade de resolver os litígios de forma eficaz e pouco contundente. Se não
é fácil manter asseadas as partes comuns, fazer manutenção dos telhados, sanar
vícios supervenientes da construção, talvez seja ainda mais difícil a consecução
de um orçamento equilibrado com a contingência da génese de incumpridores,
de avarias nos ascensores e outras despesas inerentes.
Estabelece o artº 1424º do CCivil um regime supletivo do pagamento das despesas
necessárias à conservação e fruição das partes comuns em função da permilagem.
Com alguma frequência acontece, nos casos de habitação de rendimento, que
os locadores delegam o pagamento daquelas despesas nos seus arrendatários,
instituindo para tal uma cláusula no contrato de arrendamento, situação que é
permitida à luz do artº 1078º, igualmente do CCivil. Quando o inquilino deixa
224 Minutas e Formulários

de suportar tais encargos, constitui-se em mora, e em últimas circunstâncias, é


o senhorio que é instado a pagar como devedor originário. Caso não proceda
ao pagamento, é-lhe movida ação executiva nos termos previstos no Código de
Processo Civil, servindo de título executivo a ata exarada e subscrita em assem-
bleia de condóminos. A este assiste a faculdade de cobrança através de ação de
direito de regresso movida contra o inquilino. Não obstante, entendemos que
deve previamente insurgir-se contra a ação executiva, contestando por embargos
e oposição à penhora.
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Ação executiva 225

EXMO SR. JUIZ DE DIREITO,

JUNTO DA INSTÂNCIA CENTRAL _ª


SECÇÃO DE EXECUÇÃO - J__

Rua ________________________

C.P. ________________________

ASSUNTO: Procº Sumário nº ______________ .

Ação Executiva - Referência: _______________.

Nome do executado ______________________________, resi-


dente em Rua ___________________, nº ____, freguesia de
________________________, concelho de _________________, na
qualidade de executado no processo em referência,

vem DEDUZIR EMBARGOS E OPOSIÇÃO à penhora, pelejando pela sua


defesa nos termos que seguidamente melhor se explanam: - - -

Dos factos,

1) No âmbito do processo em referência, foi movida ação exe-


cutiva contra o ora executado por dívidas provenientes de
encargos de conservação e fruição das partes comuns.

2) Para caraterização das preditas despesas, serve de suporte


uma habitação de rendimento, sita em morada diversa do exe-
cutado, conforme elementos anexos ao requerimento executivo.

3) Por contrato de arrendamento celebrado em ____-________-____,


com _____________________________73, residente no locado, ficou
estabelecido na cláusula Sétima que “A conservação e manuten-
ção do locado fica a cargo do segundo outorgante, incluindo as
quotas concernentes ao condomínio (…)” - Docº nº _______74.

73. Nome do inquilino.


74. Juntar cópia do contrato de arrendamento se ainda não o tiver feito junto da administração de condóminos.
226 Minutas e Formulários

4) Até ao mês de ___________ de ________, foi prática comum


da exequente, cobrar aos inquilinos as despesas concernentes
à conservação e manutenção das partes comuns, desde que tal
cláusula estivesse aposta no contrato, exigindo para o efeito
cópia do mesmo - Docº nº ________ (mostra que as despesas eram
suportadas pelo inquilino anterior).

5) As circunstâncias ante referidas mudaram tout court, sem


qualquer aviso aos interessados, com a prestação de serviços
jurídicos do advogado _________________.

6) Imbuído de boa-fé e no intuito de fazer face a este tipo de


situações, o proprietário procede a uma alteração do contrato
junto do inquilino, passando a pagar diretamente ao condomí-
nio - Docº _______ nº .

7) Surpreendentemente, em ____-________-_____, recebe um tele-


fonema, a transmitir que se tratava da advogado do condomínio,
acompanhada do Agente de Execução, permanecendo frente à sua
habitação própria e permanente, com o objetivo de proceder à
remoção de bens móveis.

8) No mesmo dia, foi o executado notificado após o ato da pe-


nhora, para efeitos do preceituado no artº 856º do CPC, pro-
veniente de execução contra si movida.

Razão pela qual, passa a produzir a sua defesa, nos termos dos
artº 751º e seguintes, por remissão do congénere 806º, ambos
do CPC, com os seguintes fundamentos:
a. Preterição de formalidades essenciais.
b. Falsidade do título executivo.
c. Abuso do direito.
d. Ofensa a determinados princípios jurídicos.

Por exceção

9) A carta enviada ao executado, datada de _____-________-


_____, não reveste o cariz de citação - Docº nº _______. E mesmo
que revestisse, numa última ratio, ainda havia que aferir das
circunstâncias que rodearam a mesma e das diligências que o
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Ação executiva 227

executado encetou para resolver a situação em crise, afastando


a sua imputabilidade. O advogado da exequente, tentou citar
desenfreadamente, e em simultâneo, o inquilino e o senhorio,
no sentido de obter a satisfação do crédito a todo o custo.
Claramente, este não é, salvo melhor opinião, o modus operandi
forense, bem como, não cabe aqui, a tipificação ou estereótipo
arbitrário do executado.

Sem prescindir,

10) A falta de citação, ou, a deficiente citação, acrescendo o


facto de ter sido efetuada a persona non grata, conduz à nu-
lidade da mesma e aos termos subsequentes que dela dependem,
conforme determina o nº 2 do artº 195º do CPC, consubstanciando
assim uma exceção que obstará à absolvição da instância que
recaiu sobre o executado.

11) A falta de citação determina ainda, ao exequente, o de-


ver de indemnizar nos termos previstos no nº 6 do artº 785º,
direito a que o executado se arroga e do qual não abdica.

12) Não se poderá atribuir eficácia ao título executivo, por-


quanto o executado, na qualidade de proprietário do locado,
não recebeu a respetiva ata exarada em assembleia ordinária
de condóminos. Não descarta a possibilidade da mesma ter sido
enviada, mas a impossibilidade de permanência do agregado
familiar no domicílio, poderá ter motivado a sua devolução.
Razão pela qual, já solicitou à administração do condomínio,
que a correspondência a si dirigida, fosse sob registo simples
ou por depósito em caixa.75

Caso assim se não entenda, o executado dá continuidade ao ato


de produção da sua defesa,

Por impugnação

13) A execução operada nas circunstâncias da atual, determi-


nou que o pagamento concernente a ________ meses, no montante
de € _______,____, se estendesse a € _______,00, porque, o
advogado da exequente, afirmou ter sido contratado um veiculo

75. Isto constitui um alerta para o leitor. Se a situação não se coadunar com este fundamento, deve ser sub-
-rogado ou omitido.
228 Minutas e Formulários

de remoção de bens móveis. O veículo não chegou ao local, nem


o executado permitiria tal ação por desnecessidade. Para além
disso, os profissionais forenses não devem utilizar técnicas
de persuasão pela negativa, ofendendo regras deontológicas na
sua íntegra, nem devem ser irredutíveis e implacáveis, comer-
cializando a parte executiva do direito.76

14) A forma do mandatário do condomínio assim proceder, pode-


rá configurar na opinião de alguns autores, um modo engenhoso
de obter o dinheiro a todo o custo, situação que se encontra
tipificada no Código Penal como crime de extorsão (artº 223º).

Veja-se:

15) O condomínio deveria ser exigido, sobretudo originariamente,


ao inquilino do executado. O respetivo contrato foi celebrado
ao abrigo da Lei nº 6/2006, vulgo NRAU, o qual veio a aditar
ao CCivil o artº 1078º, sendo relevante in casu, apenas o nº
1, por derrogar o regime supletivo.

16) O artº 1030º do mesmo diploma, é uma norma sem caráter


imperativo, na exata medida em que as partes podem convencionar
ou estipular o que entenderem. Tem a epígrafe de «Encargos
da coisa locada», determinando ipsis verbis “Os encargos da
coisa locada, sem embargo de estipulação em contrário, recaem
sobre o locador, a não ser que a lei os imponha ao locatá-
rio”. Entende-se por encargos da coisa locada: o IMI, a taxa
de esgotos, os prémios de seguros, por exemplo.

17) Apesar da génese da Lei nº 31/2012, as disposições cons-


tantes dos artºs 1030º e 1078º continuam inalteradas.

18) Em últimas circunstâncias, ainda havia a considerar a im-


portância do costume contra legem, nas palavras de Oliveira
Ascensão, e a assunção do inquilino do executado perante o
condomínio.

19) Posta deste modo a situação à exequente (condomínio) e


à sua mandatária, aquela não disse nada, e esta respondeu

76. Estas situações devem ser tratadas com a máxima acuidade, sendo preferível ao executado reportar a sua
reação para momento ulterior, sendo que vai ter a oportunidade de deduzir o presente instituto, conforme
citação que lhe será feita no ato da penhora ou posteriormente.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação executiva 229

de forma incurial, redundando no princípio da frustração das


expetativas do cidadão comum - Docº _________.77

Ainda caso assim também se não entenda,

20) O executado vem requerer a suspensão do processo, por-


quanto o inquilino deste pretende acordar o pagamento faseado
com a exequente (condomínio), conforme havia manifestado à
mandatária e agente de execução78.

21) Concomitantemente, e na impossibilidade de satisfação do


item precedente, requer a suspensão do processo com o seguinte
fundamento: Sub-rogação e dação em cumprimento do bem penho-
rado pelo descrito infra:

79
__________________________________________________________

- Testemunhas arroladas: ______________________________

______________________________

ambos residentes em Rua ______________________________,


nº _______, freguesia de _____________________, C.
P.__________________

- JUNTA: Comprovativo do pagamento de custas.

Valor da ação: € __________,00 (Indicar o valor por extenso).

Termos em que, e nos mais de direito con-


sagrados,

- requer a procedência dos embargos e


oposição.

77. Novamente partindo do pressuposto da existência de correspondência nesse sentido.


78. Indicar o motivo subjacente à suspensão, que poderá eventualmente ser outro.
79. Caso se pretenda a substituição do bem penhorado por outro, deverá ser feita convenientemente a sua
descrição. A título exemplar, tratando-se de um prédio urbano, deve ser feita uma descrição sucinta, indicar
o número de artigo matricial e a descrição na respetiva Conservatória do Registo Predial.
230 Minutas e Formulários

- Na eventualidade da sua improcedência,


REQUER, que por exclusão de partes, lhe
seja considerado em termos sucessivos um
dos pedidos.

_____________________________
O executado
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação executiva 231

DÍVIDAS DE TELEFONE FIXO/MÓVEL, TV,


INTERNET E OUTROS - PRESCRIÇÃO
PRESTO O PRESENTE ESCLARECIMENTO, TENDO EM
VISTA A PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR.
Teremos naturalmente de omitir casos concretos, no sentido de evitar más inter-
pretações que a presente publicação possa gerar.
Ora,
o devedor (consumidor/utente), sendo beneficiário da prescrição, decorrido o
respetivo prazo, pode recusar o pagamento da dívida, sem necessitar de a invocar,
porque se trata de uma prerrogativa que deverá ser reconhecida oficiosamente
nos termos definidos no artº 303º do Código Civil, e por força do disposto na
redação originária do nº 1 do artigo 10º da Lei nº 23/96, de 26 de Julho, e no n.º
4 do artigo 9º do Decreto -Lei nº 381 -A/97, de 30 de Dezembro.
De igual interesse para o consumidor, são os prazos referidos no Código Civil,
nos artigos 316º e 317º. De acordo com estes, prescrevem no prazo de 6 meses,
as dívidas a estabelecimentos que forneçam alojamento, comidas ou bebidas.
Se o devedor for um estudante, o prazo é de 2 anos, de conformidade com o
último preceito referido.
Prescrevem também, no prazo de 2 anos, os créditos dos estabelecimentos de
ensino, educação, assistência ou tratamento, relativamente aos serviços prestados.
Para as dívidas dos consumidores resultantes da compra de bem ou aquisição
de serviços a comerciantes/empresas, a prescrição ocorre no prazo de 2 anos.
O mesmo prazo aplica-se aos créditos por serviços prestados no exercício de
profissões liberais e para o reembolso das respetivas despesas, como prescreve
a al. b) daquele artigo.
O fundamento desta proteção é o de permitir ao consumidor/utente controlar
o pagamento pelos consumos efetuados, organizando a sua vida económica e
financeira, diminuindo-se assim o risco de acumulação excessiva de dívidas e de
232 Minutas e Formulários

impossibilidade de pagamento dos mesmos. Mas se o credor se distrai um pouco,


decorrido que seja o tempo referido, perde o direito ao seu crédito, extinguindo-
-se a relação jurídica entre credor e devedor, como se nada tivesse existido.
Sobre a questão das dívidas concernentes a telemóvel, vide o Acórdão do Supremo
Tribunal de Justiça nº 1/2010, proferido em 03/12/2009, procº nº 216/09.4YFLSB:
I. Aos créditos resultantes da prestação do serviço de telefone móvel prestados
anteriormente à entrada em vigor da revogação do Decreto-Lei nº 381-A/97, de
30 de Dezembro, pela Lei nº 5/2004, de 10 de Fevereiro, é aplicável o regime
definido por aquele Decreto-Lei nº 381-A/87, também não os atingindo a exclusão
do serviço de telefone do âmbito de aplicação da Lei nº 23/96, de 26 de Julho,
determinada pelo nº 2 do artigo 127º da Lei nº 5/2004;
II. O prazo de prescrição de seis meses previsto no nº 4 do artigo 9º do Decreto-
-Lei nº 381-A/97 e no nº 1 do artigo 10º da Lei nº 23/96 prevalece sobre o prazo
de cinco anos constante da alínea g) do artigo 310º do Código Civil;
III. Nos termos do disposto na redacção originária do nº 1 do artigo 10º da Lei
nº 23/96, de 26 de Julho, e no nº 4 artigo 9º do Decreto-Lei nº 381-A/97, de 30
de Dezembro, o direito ao pagamento do preço de serviços de telefone móvel
prescreve no prazo de seis meses após a sua prestação.
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Ação executiva 233

EMBARGOS E OPOSIÇÃO À PENHORA DE DÍVIDAS


PROVENIENENTES DE TV, INTERNET E
TELEFONE79

80
Prescrição - Ilegitimidade

EXMO SR. JUIZ DE DIREITO,


JUNTO DA INSTÂNCIA CENTRAL, ___ª
SECÇÃO DE EXECUÇÃO - J___
Rua ______________________
C. P. _________

ASSUNTO: Procº Sumário nº __________.

Ação Executiva - Referência: ____________.81

Nome do executado _______________________, residente em Rua


___________________, nº ______, freguesia de __________________,
concelho de _______________, na qualidade de executado no
processo em referência,

vem DEDUZIR EMBARGOS E OPOSIÇÃO à penhora, pelejando pela sua


defesa nos termos que seguidamente melhor se explanam: - - - -

Dos factos,

1) No âmbito do processo em referência, foi movida ação exe-


cutiva contra o ora executado por dívidas provenientes de TV,
internet e voz, concernentes aos anos de ______ e ______.

2) Ao tempo, a prestadora de serviços era a “CLIX”, que pela


incorporação noutras pessoas coletivas, veio a dar origem à
atual exequente.

80. A resolução na fase pré-jurídica encontra-se na página 363


81. Parece de todo pertinente trazer à colação uma situação completamente inversa da anterior, com a utilização
do mesmo meio processual, com a produção de defesa igualmente por exceção e impugnação, dando ao leitor
a possibilidade de estabelecer o cotejo entre ambas as peças processuais e tirar as ilações mais pertinentes.
234 Minutas e Formulários

3) A vigência dos contratos da sobredita natureza, obedeciam


a um período de fidelização de 12 meses, que no caso concreto,
terminava no mês de ___________/ano_____, data até à qual o
executado procedeu ao integral pagamento das faturas emitidas
- Doc. nº ________.

4) A partir do mês de ___________/______, o executado subscreve


novo contrato com a ________, pessoa coletiva que igualmente
por incorporações sucessivas deu lugar à atual _______ - Docº
nº _____.

5) Ao tempo, o executado vivia maritalmente com


_________________________, casado no regime de comunhão geral
de bens.

Razão pela qual, passa a produzir a sua defesa, nos termos


dos artº 751º e seguintes, por remissão do congénere 806º,
ambos do CPC, com os seguintes fundamentos:
a) Preterição de formalidades essenciais.
b) Falsidade do título executivo.
c) Abuso do direito.
d) Ofensa a determinados princípios jurídicos.

Por exceção82

6) As irregularidades do título executivo, designadamente na


incongruência entre o número de processo indicado na citação
e no título, conduz à nulidade da mesma e aos termos subse-
quentes que dela dependem, conforme determina o nº 2 do artº
195º do CPC, consubstanciando assim uma exceção que obstará à
absolvição da instância que recaiu sobre o executado.

7) A falta de citação determina ainda, ao exequente, o dever


de indemnizar nos termos previstos no nº 6 do artº 785º, di-
reito a que o executado se arroga e do qual não abdica.

8) O título executivo carece de eficácia, porquanto o executa-


do, no período a que aquele se refere, dispunha de contrato

82. As exceções poderão ser outras. Sobre estas, que poderão ser dilatórias ou perentórias, prescrevem os os
artºs 576º a 582º do Código de Processo Civil.
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Ação executiva 235

de prestação de serviços com outra operadora, tendo cumprido


com a exequente o período de fidelização a que se vinculara.

9) No predito período, era casado no regime de comunhão ge-


ral de bens, tendo conhecimento de que até à presente data, o
seu ex-cônjuge não recebera qualquer notificação ou citação,
pelo que estamos, salvo melhor opinião, perante uma exceção
dilatória insuprível - a ilegitimidade, que gera igualmente
a absolvição da instância.

Caso assim se não entenda, o executado dá continuidade ao ato


de produção da sua defesa,

Por impugnação

10) A dívida encontra-se prescrita, porquanto, de acordo com


a Lei dos Serviços Públicos Essenciais, na versão em vigor
desde 26 de Maio de 2008, são “comunicações electrónicas”, os
serviços de telefone fixo e móvel, Internet e televisão, entre
outros enquadráveis, quaisquer que sejam os respetivos meios
de transmissão.

11) Assim, todos os créditos resultantes da prestação destes


serviços, prescrevem no prazo de 6 meses, contados a partir da
dita prestação, se não forem judicialmente cobrados, conforme
corrobora o Ac. nº 1/2010 do STJ .

12) Relativamente às dívidas de comunicações eletrónicas an-


teriores a 26 de Maio de 2008, como in casu, referentes aos
contratos que tenham subsistido, o novo prazo de 6 meses
conta-se a partir daquela data.

13) Assim, o devedor (consumidor/utente), sendo beneficiá-


rio da prescrição, decorrido o respetivo prazo, pode recu-
sar o pagamento da dívida. Aqui trazemos à colação o arresto
que foi efetuado na conta do ora executado no montante de €
_______,____, que configura uma das situações típicas do abuso
do direito - Doc. ________83.

83. Descrever o objeto da penhora e juntar documento comprovativo.


236 Minutas e Formulários

14) Chegados a este ponto, o devedor invoca a prescrição nos


termos definidos nos artºs 303º e seguintes do Código Civil,
considerando concomitantemente, que no momento em que o agen-
te de execução procedeu ao arresto, a prescrição já se tinha
operado.

15) O executado requer concomitantemente a suspensão do pro-


cesso, porquanto a dívida se encontra garantida pelo arresto
mencionado nos itens precedentes.

- Testemunhas arroladas:

__________________________________

__________________________________

- JUNTA: Comprovativo do pagamento da taxa de justiça/Compro-


vativo do pedido de apoio judiciário.

Valor da ação: € ___________,______ (Descrever o valor por


extenso).

Termos em que, e nos mais de direito


consagrados,
- requer a procedência dos embargos e
oposição.
- Em simultâneo, requer o levantamento
do arresto na sua conta na Caixa Geral
de Depósitos.

Local e data ...________, ____/______/____

__________________________
(Assinatura)
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Ação executiva 237

OPOSIÇÃO
DÍVIDA INIMPUTÁVEL

EXMO SR. JUIZ DE DIREITO

JUNTO DO BALCÃO NACIONAL


DE INJUNÇÕES

Campo Mártires da Pátria

Palácio da Justiça

4099-012 Porto

ASSUNTO: INJUNÇÃO Nº 000000/00.0YIPRT - OPOSIÇÃO

Requerente: PT COMUNICAÇÕES, S.A.

Nome _____________________, residente em Rua ____________________,


nº ________, freguesia de _____________, 4400-607 Vila Nova
de Gaia, na qualidade de requerido no processo em referência,

vem DEDUZIR OPOSIÇÃO pelejando pela sua defesa nos termos que
seguidamente se explanam: - - - - - - - - - - - - - - - - -

1) O Requerido é notificado sob a cominação de lhe ser movida


ação executiva, imputando-lhe um valor em dívida na importân-
cia de € ____________,____ compreendendo, para além da quantia
exequenda, juros de mora e respetivas custas, por alegadamente
ter faltado ao pagamento de serviços prestados pela requerente
em epígrafe. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

2) O requerido não tem de momento qualquer afinidade com o sujeito


ativo nem com a matéria de facto alegada, porquanto o contrato
em cogitação teve início em ________.___________._______ e
terminus há sensivelmente quatro meses, por rescisão unilateral
do consumidor. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

3) Dos fundamentos invocados na cessação unilateral do con-


trato estão subjacentes:
238 Minutas e Formulários

a. A denegação da oferta da primeira mensalidade, contra-


riamente ao contemplado no contrato.

b. A cobrança em todas as mensalidades manifestamente aci-


ma do valor contratado (€ _______+IVA), conforme consta
Ibidem.

c. Falsidade dos elementos ínsitos na notificação, desig-


nadamente a data do contrato reportada a 01.01.1999,
período esse em que nem a operadora dispunha do tipo de
serviço em questão (MeoFibra).

TERMOS EM QUE PASSA A INVOCAR:

a) Vício de deficiência na notificação, que se consubstancia na


preterição de formalidades essenciais. Torna-se imprescindí-
vel a sua sanação pela ausência dos pressupostos legalmente
definidos nos termos dos artºs 151º e 158º do C.P.C. - - - -

b) Ausência de fundamentação do ato notificado e requisitos da


indicação dos meios de reação numa relação de ambivalência,
em estrita observância ao princípio da proporcionalidade, da
colaboração e essencialmente da tutela jurisdicional efetiva,
previsto no nº 4 do artº 268º da CRP. - - - - - - - - - - -

c) Embora suscetível de ilisão, o presente ato, definido em tais


circunstâncias, deveria, salvo melhor opinião, ser objeto de
nulidade, porquanto: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

• Consta da notificação a data de contrato reportada a 01-


01-1999. Ora, o mesmo foi subscrito em 24-10-2012. - - -

• Concomitantemente, poder-se-á considerar estarmos na pre-


sença duma ação tipificada de litigância de má-fé. - - -

d) Ora, atendendo ao disposto no artº 162º, nº 1 do CPA, os atos


nulos não produzem quaisquer efeitos jurídicos, uma vez que o
vício não pode ser sanado iuris tantum. - - - - - - - - - - -

e) Em suma, o tipo de vício merece uma referência autónoma,


são vícios principais, e por isso, grosso modo, com a comina-
ção da sanção de nulidade. A omissão de referência expressa,
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação executiva 239

a possibilidade de sanação, deverá entender-se que aqueles não


são suscetíveis dela. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

f) Ainda no âmbito da falta de fundamentação, surgem dúvidas


de constitucionalidade ex vi do nº 3 do artº 268º da CRP, que
estabelece a obrigatoriedade de os atos que afetam direitos
ou interesses legalmente protegidos dos cidadãos serem fun-
damentados e a sujeição dos atos administrativos a notificação
dos interessados. Destarte, sendo obrigatória a notificação
do ato, quando ele tem de ser fundamentado, é de igual modo
obrigatória a fundamentação, pois ela faz parte do próprio
ato. Ora, relativamente ao vício de fundamentação legalmen-
te exigida, temos um vício de forma, o qual constitui motivo
preponderante para assacar responsabilidades à requerente,
conforme advém da lei e da jurisprudência do STA, designada-
mente, dos artºs 152º a 154º do CPA, donde se extrai que a
fundamentação é exigível para além dos casos especialmente
previstos na lei, naqueles que afetem interesses ou direitos
legalmente protegidos, decidam sobre reclamação ou recurso,
decidam em sentido contrário ao da pretensão dos sujeitos pas-
sivos, decidam de modo contrário a casos análogos, contrariem
precedentes, informações, pareceres ou impliquem a revogação,
modificação ou suspensão do ato. - - - - - - - - - - - - - -

g) Ainda no propósito de complementar o esclarecimento daque-


les preceitos do CPA, salienta José Carlos Vieira de Andrade,
embora referindo-se aos artºs 124º a 126º do CPA revogado,
que “O dever de fundamentação tem de ser sustentado por um
mínimo suficiente da fundamentação expressa, ainda que opera-
da por forma massiva e sendo produto de um poder legalmente
vinculado, aspetos estes que só poderão ser valorados dentro
do grau de exigibilidade da declaração de fundamentação, quer
porque a massividade intui maior possibilidade de entendimento
dos destinatários, quer porque a vinculação dispensa a enun-
ciação da motivação do agente que decorrerá imediatamente da
mera descrição dos factos - pressupostos do ato.” - - - - - -

h) Para aferir convenientemente a matéria resultante da omissão


de que lhe é assacada e em obediência ao princípio da descoberta
240 Minutas e Formulários

da verdade material, apanágio de Vª Exª, o requerido solicita


que seja apensa ao processo certidão que contenha todos o re-
quisitos, fundamentos de facto e de direito, conforme resulta
do nº 1 do artº 31º da LPTA e dos acórdãos proferidos pelo
STA em 14/08/1991 e 28-01-1992, em conjugação com o artº 174º
do C.P.C. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Termos em que, e nos mais de direito con-


sagrados, requer a procedência da oposição
e a paralela condenação por litigância
de má-fé da PT – Comunicações, S.A.

Porto, ___________ - __________ - __________

__________________________
(O Requerido)
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Ação executiva 241

AÇÃO DE DESPEJO83 - OPOSIÇÃO

Exmo Sr. Juiz do Juízo de Execução

junto do Tribunal Judicial de _______

Processo de Execução nº________/___.___84

Exequente: __________________________

Nome _________________________________, executado no pro-


cesso em referência, com estabelecimento comercial sito
em ____________________________, nº ________, freguesia de
_________________, deste concelho, citado nos termos do artº
928º do Código de Processo Civil, doravante designado abre-
viadamente CPC, para no prazo de 20 dias proceder à entre-
ga do estabelecimento comercial objeto de arrendamento, vem
junto de Vª Exª deduzir, nos termos que passa a expender, a
seguinte - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

O P O S I Ç Ã O

Questão prévia

1. A citação foi asssinada por pessoa diversa do executa-


do, pelo que, face ao preceituado no artº 252-A do CPC,
considera-se afastada a exceção dilatória insuprível,
prevista no artº 493º do mesmo diploma legal.

2. Segundo o valor da causa indicado na petição inicial,


€ __________,00, o executado está obrigado a constituir

84. Todas as ações têm o seu objeto, que integra os elementos da relação jurídica. Sem isto, a ação seria
liminarmente rejeitada. Ora, o presente consiste no despejo de inquilino que entrou em incumprimento no
pagamento das rendas concernentes ao estabelecimento comercial do qual é proprietário. Movida a ação de
despejo com o fundamento indicado, se ao inquilino assistirem motivos que justifiquem a oposição, deverá
fazê-la, começando por produzir a sua defesa primeiramente por exceção, e depois por impugnação, juntando
todos os elementos de prova, e terminando por arrolar testemunhas, caso as haja.
O senhorio dispõe de gestor de negócios, e o locatário faz converter o valor da ação numa importância
inferior à alçada dos tribunais de 1ª instância para evitar a constituição de mandatário . Reconhece-se que
não é o caso mais simples, mas, por vezes, a complexidade ajuda.
242 Minutas e Formulários

mandatário judicial para produzir a sua defesa, porquanto,


nos termos do artº 60º do CPC, é ultrapassada a alçada
dos tribunais de 1ª instância.

3. Nestas circunstâncias, o executado junta prova do pedido


de apoio judiciário, o que conduz, salvo melhor opinião,
à suspensão da instância nos termos previstos nos artigos
929º e seguintes do CPC – doc. nº 1.

Por exceção

4. Na execução em cogitação a Srª Agente de Execução indica


como valor da causa o montante de € __________,00. Logo,
nada obsta que esta peça assuma o cariz de contestação,
que como tal seja encarada, declarando o Exmo. Sr. Juiz
de Direito a extinção da mesma, como se verá.

Com efeito,

5. ultrapassadas que são as questões correlacionadas com


os pressupostos processuais e não se verificando outras
exceções ou questões prévias que cumpra conhecer, o exe-
cutado passa a produzir a sua defesa atendendo ao mérito
da causa.

Por impugnação

Sem prescindir,

e caso assim não seja entendido, sempre se dirá que a


petição é inepta.

6. Atentos os contornos definidos na PI, as conclusões la-


vradas a final e o pedido formulado,

7. e ressalvada a diversa opinião que sobre a matéria pos-


sa existir, afigura-se que a PI é inepta, por força de
uma notória obscuridade da causa de pedir invocada pela
autora ou até ininteligível.

8. De notar que a autora estriba o seu pedido em fundamen-


tos, visando obter a boa cobrança dos valores em débito,
mas move uma AÇÃO de despejo, utilizando a designação de
“Entrega de coisa certa”.

9. Assim e sem mais delongas, afigura-se-nos que a causa de


pedir ou causas de pedir estarão, em nossa opinião, em
contradição com o pedido formulado,
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Ação executiva 243

10. porquanto, ainda que o pedido formulado a final na PI


consubstancie, inequivocamente, um fundamento de entrega
de coisa certa, o facto é que a autora se tem feito re-
presentar pelo ex-marido, à revelia de todos os destina-
tários desta oposição/contestação, e tem feito cobranças
ad hoc, cujos elementos não foram levados ao processo.

11. Designadamente, em ____/_______/____, levou € ________,00,


que ultrapassa largamente o valor da execução sub judice,
conforme doc. nº 2, cuja cópia se anexa, o que transfigu-
ra, e de novo na salvaguarda de melhor opinião, um caso
de litigância de má-fé, conforme dispoêm os artºs 456º
e seguintes do CPC.

12. A legislação invocada constitui uma consequência inerente


à procedência de uma AÇÃO de despejo, espécie processual
distinta da execução para recebimento de quantias não
determinadas,

13. com pedidos e consequências legalmente incompatíveis,


e que assume o cariz de uma situação de venire contra
factum proprium.

14. Portanto, a petição inicial é inepta, nos termos do


disposto no nº 2 do artº 193° do CPC, sendo nulo todo
o processado, dando lugar à absolvição da instância por
verificação daquela exceção dilatória – cfr. art. 193º,
art. 288º, n.º 1, alínea b), art. 493º, n.º 2, e art.
494º, alínea b), do CPC.

15. Acresce ainda, que o referido gestor de negócios ou pro-


curador da exequente/autora, tem-se aproveitado do estado
de necessidade, inexperiência, dependência e fraqueza do
executado, situação que reúne os pressupostos para se
subsumir ao preceituado no artº 282º do Código Civil,
corroborando destarte uma situação de anulabilidade.

Ainda sem prescindir,

16. o intitulado gestor continua a fazer pressão, sem le-


gitimidade, no sentido de obter presumível locupleta-
mento, exigindo concomitantemente os juros de mora nos
termos previstos nos artigos 804º e seguintes do Código
Civil e a mora prevista no artº 1041º do mesmo diploma
legal, que, segundo a doutrina e a jurisprudência, não
são cumuláveis.
244 Minutas e Formulários

17. Assim, face ao exposto, entende o executado/inquilino


ser desnecessário qualquer outro tipo de argumentação,
e que não assiste razão à autora/senhorio.
18. Requerendo que, caso a presente peça seja convolada
em contestação, e a verificar-se a sua procedência, seja
notificado para arrolar as respetivas testemunhas.

JUNTA: 2 documentos e duplicados legais.

Termos em que

a) devem ser apreciadas a questão pré-


via e a exceção dilatória inominada do
valor da causa, e, em consequência, ser
o demandado absolvido da instância, ou,
caso assim não seja entendido,

b) deve a presente ação ser julgada im-


procedente, por não provada e fundada,
e, a final, ser ordenada a prossecução
dos ulteriores termos processuais, com
as legais consequências.

O executado/autor/demandado

__________________________
(Assinatura)
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DIREITO CRIMINAL
- Queixa-crime
- Alteração das medidas de coação
- Restituição de objetos apreendidos em sede de buscas domiciliárias ou outras
- Notificação para comparência fora da circunscrição do domicílio
246 Minutas e Formulários

QUEIXA-CRIME

A queixa-crime poderá ser aparentemente simples, mas assume uma certa com-
plexidade, designadamente devido à natureza do crime, circunstâncias e obje-
tivo teleológico da mesma. São frequentes as situações em que o cidadão se vê
confrontado com a prática dum crime contra a sua integridade física ou contra
o seu património. O Código Penal e o Código de Processo Penal passarão a ser
designados de forma abreviada, respetivamente, de CP e CPP.
Na generalidade das vezes, mesmo que se conheça o criminoso, a queixa deixará
de produzir os seus efeitos por omissão provocada ou negligente do queixoso (artº
10º do CP), designadamente nos crimes que dependem de queixa e/ou acusação
particular. O queixoso já se desmotivou pela morosidade da justiça ou por ter
cultivado o receio de se ver novamente agredido, ou vandalizado o seu patrimó-
nio. Outras vezes, acaba por desistir em tribunal quando é chamado a transigir,
sendo que é comum constatar-se que os juízes pretendem que o ofendido seja
uma pessoa indulgente, porque, estatisticamente, é mais um processo que fica
resolvido, não sendo demasiado importante a realização da justiça. É evidente
que aqui se excluem os crimes públicos, aqueles em que o Ministério Público
(MP) deve seguir com o processo independentemente da ausência de queixa ou
acusação particular, conforme o caso em questão.
Assim, o cidadão ofendido, no caso dos crimes semipúblicos, ou seja, nos que
dependem de queixa do lesado, deverá dirigir-se à secção do MP, sita em local
determinado dentro do Palácio da Justiça, ou aos órgãos de polícia criminal,
como sejam a GNR, a PSP, a PJ e o DIAP. Há quem entenda que o melhor será
nesta última, por uma questão de celeridade de meios.
Apesar de todos os elementos poderem ser recolhidos front-office, e redigidos a
escrito pelo funcionário, o queixoso poderá levar previamente uma resenha dos
factos, e se possível fazer a subsunção jurídica no sentido de os enquadrar den-
tro do crime ou crimes em questão. Existem situações dúbias, em que o próprio
funcionário não consegue, através dos factos verbalmente relatados, identificar
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Queixa-crime 247

a situação com crimes tipificados no CP. Por isso, se apresenta uma segunda
minuta, a título exemplar, mais detalhada e complexa.
Nestas circunstâncias, e para facilitar a vida ao próprio queixoso, é conveniente
levar o nome do criminoso, se for conhecido, assim como todos os elementos
que melhor o identifiquem, no sentido de ajudar os órgãos de polícia criminal,
coadjuvadores do MP na descoberta da verdade material, como é o caso do es-
tado civil, domicílio, local de trabalho, locais que frequente, bens patrimoniais e
outros elementos de identificação. Note-se que o criminoso poderá ter mais que
um domicílio, podendo, para além da residência habitual e permanente, viver
acidentalmente noutro local. Isto leva a concluir que se deverá previamente refle-
tir, angariar o maior número possível de elementos, naturalmente sem pretender
subrogar os órgãos competentes para o efeito e já indicados.
Esta referência aos órgãos de polícia criminal advém do disposto na lei, in casu,
do nº 2 do artº 55º do CPP: “Compete em especial aos órgãos de polícia crimi-
nal, mesmo por iniciativa própria, colher notícia dos crimes e impedir quanto
possível as suas consequências, descobrir os seus agentes e levar a cabo os atos
necessários e urgentes destinados a assegurar os meios de prova” - sic. Este pre-
ceito encontra-se em estreita correlação com o disposto no artº 242º do mesmo
diploma legal, pelo que, para a elaboração do relatório a que obriga o artº 253º,
deverão as competentes autoridades proceder à averiguação dos factos conforme
os elementos que integrem a denúncia, promovendo o mais breve possível a
remoção imediata da prossecução ou iniciativa de crime ou crimes através das
pertinentes medidas cautelares.
Se percorrermos a parte especial do Código Penal, que começa exatamente no
artº 131º, encontraremos as situações configuradoras dos crimes, a sanção que
lhes corresponde, sendo que dentro dos mesmos existe o tipo fundamental, o
qualificado e o privilegiado, podendo ainda os mesmos ser cometidos com dolo
ou negligência, mesmo que o ato do agente seja omissivo.
Entretanto, surgem situações muito específicas, como é o exemplo da legis artis,
prevista no artº 150º deste último diploma. Ora, o objetivo do presente artigo é
precisamente o de advertir sobre uma situação específica que configura um ou
mais crimes contra o património em geral. Aqui o tipo de crime já obedece a um
critério diferente, sendo feita a distinção entre o valor diminuto, o valor elevado
e o valor consideravelmente elevado, avaliados pela unidade de conta vigente
ao momento da prática dos factos.
ASSIM:
248 Minutas e Formulários

Na segunda minuta configura-se a situação de pessoa que ocupa ilegitimamen-


te o apartamento de terceiro. Aquela persona non grata agiu de livre vontade
e consciente, bem sabendo que as suas condutas não são permitidas por Lei,
pelo que, designadamente por crimes de falsificação, apropriação ilegítima de
documento e crimes contra direitos patrimoniais, o locador procede à queixa
junto da PSP, com os seguintes fundamentos:
a. Tendo sido o bem jurídico (património globalmente considerado) ofendido,
o denunciado incorre no crime de burla previsto no artº 217º do Código
Penal, sancionável com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.
b. Crime de presumível falsificação de documentos, se para obter a eletrici-
dade e a água utilizou documento falso, punível pelo artº 256º também
do diploma ante referido.
c. O uso ilegítimo do imóvel através de simulação, que poderá configurar
o denunciado no crime de recetação previsto no artº 231º também do
Código Penal.
Deverá ficar a advertência de que existem situações geradores de crime – NÃO
HAVENDO CRIME, NÃO PODERÁ HAVER QUEIXA, em obediência aos prin-
cípios Nulla Pena Sine Processum ou Nulla Poena Sine Judicio (não há pena
sem processo), ou, ainda mais importante, Nullum Crimen Sine Lege (não há
crime sem lei).
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Queixa-crime 249

QUEIXA-CRIME

Exmo. Senhor Procurador-Adjunto.

junto do Tribunal Judicial de _____

Nome _____________________________, estado civil, residência


____________________, e com domicílio profissional (é importan-
te ser mencionado, designadamente para efeitos de notificação/
citação e regime de faltas) _______________________,

vem apresentar queixa-crime contra

Nome ____________________________________, estado civil,


desconhecendo-se o seu local de trabalho (indicar a profissão,
sendo conhecida), residente em _______________________, fre-
guesia de ______________, concelho de __________,

Porquanto, no dia _________ de __________ do corrente ano,


pelas ________ horas (descrever aqui os factos geradores do
crime, independentemente do seu número e natureza...).

O denunciado é reincidente, conforme têm pleno conhecimento as


forças policiais daquela circunscrição, pelo que continuará
a praticar danos ___________________ (se for o caso, indicar
a sua natureza, sempre na ressalva de salvaguardar o venire
contra factum proprium), havendo premência na execução de
providências cautelares.

O denunciado agiu e agirá de livre vontade e consciente, bem


sabendo que essa conduta não lhe é permitida por Lei.

Os factos praticados são punidos por Lei.


250 Minutas e Formulários

Assim sendo, P. e R. a Vª Exª se digne instaurar o respeti-


vo inquérito, declarando desde já pretender, ulteriormente,
constituir-se ASSISTENTE no processo.

TESTEMUNHA(S) ARROLADA(S): Indicar nome, residência e, se


possível, o contacto telefónico.

O queixoso

__________________________
(Assinatura)
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Queixa-crime 251

ALTERAÇÃO DAS MEDIDAS DE COAÇÃO

Exmo. Sr. Juiz de Direito junto


do Tribunal de Instrução Criminal
do Porto – 1º Juízo B

ASSUNTO: Medidas de coação.

PROCESSO Nº 000/00.0GBMTS-00

NOME ____________________________________, arguido no processo


suprarreferido, fora submetido cumulativamente a medidas de
coação, entre as quais surge a “obrigação de apresentação pe-
riódica”, prevista no artº 198º do Código de Processo Penal,
duas vezes por semana, relativamente à qual vem mui respeito-
samente requerer - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- Que lhe seja substituída no que concerne ao número de apre-


sentações, PASSANDO APENAS A UMA APRESENTAÇÃO MENSAL, pelas
razões que sucessivamente passa a enunciar:

1. O artº 212º do CPP prevê a revogação e a substituição


das medidas de coação.

2. O nº 3 do mesmo preceito determina que o Juiz poderá


substituir a medida de coação por outra menos gravosa,
desde que deixem de se verificar as circunstâncias deter-
minantes da sua aplicação.

3. In casu, o arguido tem que se deslocar 2 vezes por semana


ao posto policial da circunscrição da sua residência, o
qual dista desta mais de 3 quilómetros85.

4. Salvo melhor opinião, e volvidas que são 5 semanas86 sobre


a aplicação das medidas cautelares, no que concerne à
que está em cogitação, verifica-se o seu inteiro cumpri-

85. Aleatório.
86. Idem.
252 Minutas e Formulários

mento, apesar de constituir um ónus em termos económicos


e temporais.

5. Não se verifica que o número de apresentações seja um


obstáculo para o arguido, assim como também não se jus-
tificará uma reiteração tão acentuada.

Termos em que espera deferimento de Vª Exª com a maior


brevidade possível.

Porto, ________ . ________ . __________

__________________________
(Assinatura)
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Queixa-crime 253

RESTITUIÇÃO DE OBJETOS APREENDIDOS

Exmo Sr. Juiz de Direito junto do Departamento de Investigação

e AÇÃO Penal do Porto – _____ª SECÇÃO

ASSUNTO: Restituição de objetos apreendidos

PROCESSO Nº 000/00.0GBMTS-00

Nome _____________________________, arguido no processo su-


prarreferido, vem mui respeitosamente requerer - - - - - - -

Que lhe sejam restituidos os objetos apreendidos em ________


do mês de ____________ transato, pelas razões que sucessiva-
mente passa a enunciar:

1. O artº 186º do Código de Processo Penal prevê que os


objetos sejam restituídos a quem de direito logo que se
mostre desnecessário manter a sua apreensão.

2. Do elenco dos mesmos constam designadamente: _______


telemóveis (descrevê-los), um computador (descrevê-lo),
etc.87.

3. Estes objetos são hoje considerados bens praticamente


de primeira necessidade, tanto mais que o arguido deve-
rá estar sempre contatável ex vi da saúde de seus pais
que vivem a mais de 60 km de distância, sem disporem
de familiar mais próximo, como naturalmente poderá ser
comprovado mediante diligências mandadas efetuar por Vª
88
Exª .

4. O PC constitui igualmente um elemento imprescindível para


o arguido ____________________________________89. Aliás,
do mesmo apenas constavam trabalhos de ___________, ra-

87. Fazer a descrição de todos os bens cuja restituição se justifique com coerência.
88. É um mero exemplo, pois uma motivo indicado poderá ser outro independentemente de sopesar mais
ou menos que este.
89. Indicar um motivo credível, nomeadamente correlacionado com o trabalho, estudos ou outro que even-
tualmente até possa ser mais ponderoso.

100617p75331
254 Minutas e Formulários

zão pela qual nem tampouco entende a razão de ter sido


validado como prova.
5. Os € ________,00 estavam a ser guardados, tratando-se
de um valor inconstante, o qual decrescia conforme as
necessidades e aumentava de conformidade com as dispo-
nibilidades, destinando-se o mesmo a _________________
__________________90, conforme poderá comprovar através
de __________________________________.
6. No que concerne a todos os outros elementos, que, com o
devido respeito, o arguido em nada considera úteis para
a sua vida, independentemente de outra interpretação que
lhe possa ser imputada, o arguido prescinde dos mesmos,
caso Vª Exª assim também o entenda.
Termos em que espera deferimento de Vª Exª com a maior
brevidade possível.

Porto, _______._______________._________

__________________________
(Assinatura)

90. Mais uma vez, o motivo deve ser credível e preferencialmente comprovável. Indicar, se for o caso, o
modo da prova.
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Queixa-crime 255

NOTIFICAÇÃO PARA COMPARÊNCIA


FORA DA CIRCUNSCRIÇÃO DO DOMICÍLIO90

Exmo Sr. Comandante da GNR91

junto do Posto Territorial de________

Nome _________________________________, notificado em pessoa


diversa, por via postal simples, para comparecer nesse Posto,
a fim de ser interrogado no processo nº _________/______ no dia
________ de ________________ do corrente ano, pelas ____._____
horas, vem mui respeitosamente requerer a Vª Exª o seguinte:

1. Que, atendendo às regras de competência territorial, ex


vi do artº 85º do CPC, por remissão do artº 4º do CPP,
seja emitida por Vª Exª carta precatória nos termos
definidos no artº 111º, nº 3, al. d), do último diplo-
ma referido, no sentido de o mesmo ser inquirido pelo
Comando da PSP correspondente ao seu domicílio, sito
em Rua ________________________, nº ______, fregue-
sia de ___________________, C.P. 4400-000, concelho de
_____________________, conforme consta do Cartão de Ci-
dadão, porquanto o mesmo reside permanentemente naquelas
freguesia e cidade há sensivelmente __________ anos.

2. Concomitantemente, adverte-se para a preterição de for-


malidades legais que deverão ser afastadas na nova no-
tificação.

ASSIM:

a) O requerente foi notificado na qualidade de arguido sem


a observância de qualquer um dos pressupostos a que se
refere o artº 58º do CPP;

91. Com esta minuta, não somente se pretendeu contemplar a situação da pessoa que é notificada para
comparência em local fora da área do seu concelho ou circunscrição policial como corrigir a qualidade que
normalmente é utilizada, como sendo arguido.
Deve também ter-se em conta que a correspondência é enviada à entidade competente. No caso, está indicada
a GNR, mas poderá eventualmente ser a PSP, etc. Convém também ficar patente que as regras relativamente
à territorialidade nem sempre obedecem a este critério – se, por exemplo, estivermos perante um tribunal, a
competência em razão da matéria é imputada ao local onde ocorreu o facto.
256 Minutas e Formulários

b) E, a verificar-se, o mesmo teria o direito a ser infor-


mado dos factos que lhe são imputados antes de prestar
declarações, o que efetivamente não tem – vide al. c) do
nº 1 do artº 61º também daquele Código.

Pede deferimento

Local e data...___________, ______/_____________/______

__________________________
(Assinatura)
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DIREITO FISCAL
IMI – património
- Pedido de certidão matricial
- Pedido de averbamento – alteração da titularidade
- Reclamação das matrizes – valor patrimonial tributário desatualizado
- Pedido de isenção de IMI – EBF
- Pedido de Isenção de IMI – prédios de reduzido valor patrimonial de sujeitos
passivos de baixos rendimentos.
- Pedido para fins vários alternativos
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IMI - PATRIMÓNIO
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IMI – património 261

PEDIDO DE CERTIDÃO MATRICIAL

Exmo Sr. Chefe do Serviço


de Finanças de ___________________92

(Nome...)_______________________________________, NIF
___________________, com domicílio em _________________________,
nº 896 – 6º - 4400 Vila Nova de Gaia, vem mui respeitosamente
requerer a Vª Exª se digne mandar passar certidão do artigo
urbano ______________, frações I e AAB, constantes da respe-
tiva matriz predial da freguesia de _____________________.

Pede deferimento

Porto, _________- _______________ - _______

__________________________
(Assinatura)

92. Estes documentos, certidões e cadernetas prediais poderão ser extraídos diretamente do Portal das Finanças,
no site: www.portaldasfinancas.gov.pt
262 Minutas e Formulários

PEDIDO DE AVERBAMENTO - ALTERAÇÃO DA


TITULARIDADE

Exmo Sr. Chefe do Serviço de Finanças


de _________________.

Nome _______________________, (estado civil...)


______________ , NIF _____________________, residente em Rua
___________________________, freguesia de _____________________,
concelho de _________________________, vem mui respeitosamente
requerer a Vª Exª, nos termos da al. I) do artº 13º do Código
do IMI, o averbamento em seu nome do(s) seguinte(s) prédios:

ARTIGO NATUREZA FREGUESIA

JUNTA: Cópia da escritura de compra/venda93.

Pede deferimento

(Local ...), _______/____________/______

__________________________
(Assinatura)

93. Ou outro documento equivalente, ou seja, que titularize a posse.


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IMI – património 263

RECLAMAÇÃO DAS MATRIZES - VALOR


PATRIMONIAL TRIBUTÁRIO DESATUALIZADO

Exmo Sr. Chefe do Serviço de Fi-


nanças de

_________________________________

ASSUNTO: IMI - Segundas Avaliações

Nome ____________________________________________, NIF


_____________________, residente em _____________________,
freguesia deste concelho, vem mui respeitosamente requerer e
expor a Vª Exª o seguinte: - - - - - - - - - - - - - - - - -

O requerente adquiriu por escritura pública celebrada em


________/____________/_______ o prédio urbano inscrito sob o
artigo __________ da freguesia de ___________, concelho de
__________, tendo-lhe sido atribuído pela competente Comissão
de Avaliação à Propriedade Urbana um valor exacerbado, do qual
não reclamou por razões de extemporaneidade94. - - - - - - -

Volvidos que são mais de três anos, tem o mesmo a prerroga-


tiva de requerer uma nova avaliação nos termos do artº 130º
do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, porquanto, com-
pulsados os elementos existentes nesse Serviço, se encontram
reunidos os pertinentes pressupostos. - - - - - - - - - - -

Vem exercer esse direito na invocação da al. a) daquele pre-


ceito, com os fundamentos que seguem: - - - - - - - - - - -

I. Aferição da qualidade construtiva [al. h) do nº 2 do


artº 43º do CIMI] – o edifício foi inscrito na matriz em
_________/__________, pelo que requisita benfeitorias essen-
cialmente de natureza ordinária. - - - - - - - - - - - - - -

94. O motivo indicado poderá ser outro. No que concerne aos fundamentos que justificam a reavaliação
do imóvel, em regra são estes, embora possam existir mais. O preço da construção por m2 encontra-se
implícito no nº III.
264 Minutas e Formulários

II. Coeficiente de vetustez (artº 44º do CIMI) – pelas mesmas


razões enunciadas no item precedente, o coeficiente de vetustez
não se encontra corretamente aplicado. O requerente terá que
realizar obras que levarão, em determinados casos, à recons-
tituição integral da construção e os acabamentos revestem-se
de relativa precariedade, como se poderá constatar in loco.

III. Para além dos elementos de índole objetiva, se chamarmos


à colação uma considerável subjetividade, o valor patrimo-
nial tributário terá que baixar acentuadamente, por razões de
cariz económico, financeiro, e pelo deperecimento gradual do
edifício. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

JUNTA: Declaração modelo 1 do IMI devidamente preenchida.95

Local e data (...) ______/____________/_____

__________________________
(Assinatura)

95. A generalidade dos serviços de finanças, senão todos, solicitam a apresentação concomitante do men-
cionado modelo 1. Contudo, entende-se que a inserção dos elementos no sistema informático deveria ser
oficiosa por uma questão de economia de meios.
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IMI – património 265

PEDIDO DE ISENÇÃO DE IMI

De conformidade com o preceito indicado no texto, o requerimento terá que


ser apresentado no prazo de 60 dias após a aquisição do imóvel, sob pena de
intempestividade, que não gera a perda do benefício, mas a sua redução. Ou
seja, a isenção começa a contar do ano do pedido, e termina no ano em que
cessaria o benefício caso tivesse sido requerido em tempo.
Atendendo à conjuntura económica e financeira atual, este é um dos benefícios
que tem sofrido consideráveis alterações no sentido de reduzir o período de
isenção e excluir candidatos. Assim, apenas beneficiam da isenção de IMI, rela-
tivamente a 3 anos, os contribuintes que no englobamento dos rendimentos para
efeitos de determinação da matéria coletável em sede de IRS, no ano anterior,
não tenham declarado mais de € 153 300,00, e cujo valor patrimonial tributário
do prédio não ultrapasse € 125 000,00.
Caso se trate de prédios ampliados ou melhorados, a isenção é proporcional à
alteração.
Relativamente à habitação de rendimento, também se aplica a isenção, desde
que se trate da primeira transmissão a título oneroso.
Outra particularidade a ter em conta é quando falece o proprietário inscrito e
o período de isenção ainda se encontra a decorrer. Ora, para além de even-
tualmente o cônjuge ser cotitular, a isenção é concedida ao proprietário e ao
agregado familiar. Isto torna compreensível que, pela morte do de cujus, o
agregado familiar com domicílio fiscal naquela residência continue a usufruir
proporcionalmente do benefício até integral extinção ou até ao momento em
que deixem de verificar-se os pressupostos.
266 Minutas e Formulários

PEDIDO DE ISENÇÃO DE IMI

Exmo. Sr. Chefe do Serviço de Finanças


de _____________________________

(Nome do Requerente ...) ______________________________, NIF


__________________, residente em _______________________, fre-
guesia de ____________________, concelho de ____________________,
vem requerer a Vª Exª a isenção de IMI consagrada no artº 46º
do Estatuto dos Benefícios Fiscais, relativamente ao objeto
que segue e com a menção dos pressupostos concernentes ao
benefício:
• Artigo urbano inscrito na respetiva matriz predial da
freguesia de _____________, deste concelho, sob o artigo
_______.
• Modo de aquisição: a título oneroso, em ______.________.______.
• Destino: Habitação própria e permanente do agregado fa-
miliar, na qual estabelece o seu domicílio fiscal.

Junta: Cópia da escritura que comprova a aquisição.

Local e data ...

__________________________
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IMI – património 267

PEDIDO DE ISENÇÃO DE IMI


- PRÉDIOS DE REDUZIDO VALOR PATRIMONIAL
DE SUJEITOS PASSIVOS DE BAIXOS
RENDIMENTOS

Este pedido terá que ser realizado até 30 de Junho em relação ao ano em que
se pretende o benefício. Caso se trate de habitação adquirida após essa data,
o pedido terá que ser apresentado no prazo de 60 dias, mas nunca após 31 de
Dezembro. Contrariamente ao pedido anterior, este é efetuado e reconhecido
anualmente, porquanto os rendimentos poderão sofrer oscilações positivas.
Os rendimentos do agregado familiar para efeitos de IRS são considerados em
bruto, não podendo ultrapassar 2,2 vezes o valor anual do IAS (indexante de
apoio social), que neste momento se cifra em ( x = ), e o valor patrimonial de
todos os prédios do agregado familiar, incluindo os rústicos, não pode ultrapassar
10 vezes o valor anual do IAS ( x = ).
Os sujeitos passivos devem ficar bem cientes que este pressuposto é o mesmo do
anterior benefício do artº 46º. Ou seja, apenas fica isento o prédio que se destina
à residência própria e permanente do sujeito passivo e do agregado familiar.
268 Minutas e Formulários

PEDIDO DE ISENÇÃO DE IMI


SUJEITOS PASSIVOS DE BAIXOS RENDIMENTOS

Exmo. Sr. Chefe do Serviço de Fi-


nanças de _______________________

(Nome do Requerente ...) ______________________________, NIF


__________________, residente em _______________________, fre-
guesia de ____________________, concelho de ____________________,
vem requerer a Vª Exª a isenção de IMI consagrada no artº 48º
do Estatuto dos Benefícios Fiscais, relativamente ao objeto
que segue e com a menção dos pressupostos concernentes ao
benefício:

• Artigo urbano inscrito na respetiva matriz predial da


freguesia de _____________, deste concelho, sob o artigo
_______.

• O agregado familiar apenas dispõe do rendimento de €


________, conforme poderá ser compulsado oficiosamente
ou através da declaração de IRS e respetiva nota de-
monstrativa da liquidação que anexa (ou não dispõe de
rendimentos sujeitos a IRS).

• Destino: Habitação própria e permanente do agregado fa-


miliar, na qual estabelecem o seu domicílio fiscal.

Junta: Cópia do título de aquisição, declaração de IRS relativa


ao ano anterior e respetiva nota demonstrativa da liquidação.

Local e data ...

__________________________
(Assinatura)
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IMI – património 269

PEDIDO PARA FINS VÁRIOS ALTERNATIVOS

Exmo. Sr. Chefe do Serviço de


Finanças de
______________________________

Nome ____________________________________________, NIF


_____________________, residente em _____________________,
freguesia deste concelho, vem mui respeitosamente requerer a
Vª Exª se o seguinte: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

CONSIDERAR APENAS OS PONTOS ASSINALADOS EM CRUZ


◊ 2ª via da caderneta predial do(s) prédio(s) indicado(s)
em OBS.
◊ Certidão de teor matricial do(s) prédio(s) inscrito(s)
sob o(s) artigo(s) mencionados em OBS.
◊ Quais os titulares constantes das matrizes prediais dos
artigos mencionados em OBS.
◊ Se está inscrito como trabalhador por conta própria nos
serviços da AT. Em caso afirmativo, qual a atividade,
respetivo CAE e data de início.
◊ Qual a data de cessação de atividade de ...............
................................... relativamente à qual
se encontrou coletado por esse serviço de Finanças.
◊ Se em seu nome foi entregue qualquer declaração de IRS
respeitante ao ano de ....................., e, a veri-
ficar-se, solicita-se fotocópia da mesma.
◊ Se tem quaisquer dívidas à Fazenda Nacional, independen-
temente da sua natureza.
◊ Se tem quaisquer dívidas à Fazenda Nacional, indepen-
dentemente da sua natureza, relativamente aos últimos
..............anos.
◊ .......................................................

OBS:.......................................................
...........................................................
...........................................................

Pede deferimento

Local e data ...

__________________________
(Assinatura)
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SITUAÇÕES AVULSAS
Certidão – artº 37º do CPPT
Cessão de créditos
Declaração de aceitação
Termo de denúncia/Participação
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Situações avulsas 273

CERTIDÃO - ARTº 37º DO CPPT

Exmo. Sr. Chefe do Serviço

de ____________________

F________________________________________, contribuinte nº
_________________, residente em __________________________
________, revertido96 no processo executivo nº __________ e
apensos, por dívidas de _______ e ________, onde figura como
devedora originária a pessoa coletiva “____________________
___________”, vem mui respeitosamente expor e requerer a Vª
Exª o seguinte:

1) A citação que lhe dava conhecimento do referido ato carece


de fundamentação, quer legal quer factual.

2) Não existe uma exposição clara das razões de facto e de


direito.

3) Não são enunciadas as disposições legais aplicáveis, mesmo


que de forma sucinta.

Pelo que requer a certidão dos requisitos omitidos mediante a


passagem de certidão, conforme preceitua o artº 37º do Código
de Procedimento e de Processo Tributário, conjugado com o artº
77º da Lei Geral Tributária.

Pede deferimento

Local e data ..., ________/_________________/_________

__________________________
(Assinatura)

96. Não tem que ser rigorosamente nesta qualidade... Se a comunicação da decisão for insuficiente ou não
contiver os fundamentos exigidos por lei, ao interessado assiste a prerrogativa de os requerer, designadamente
para reagir de modo idóneo e concertado.
274 Minutas e Formulários

CESSÃO DE CRÉDITOS

Estas situações são utilizadas em todas as situações permitidas por lei. O exemplo
aqui usado tem caráter exemplificativo, e para o cidadão comum, ou mesmo
para a generalidade dos trabalhadores do “Fisco”, é desconhecido. No entanto,
todos os créditos podem ser objeto de transmissão salvo cláusula expressa em
contrário ou outro impedimento de natureza legal.
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Situações avulsas 275

DECLARAÇÃO DE CESSÃO DE CRÉDITOS96

Nome ________________________________, portador do B. I. nº


_______________, emitido em ________/______________/_______
pelo arquivo de identificação de ____________, e ____________
___________________, portadora do B. I. nº ____________, emi-
tido em _______/________________/_______ pelo mesmo arquivo
de identificação de ______________, casados, respetivamente
contribuintes números ________________ e _______________,
usando da prerrogativa prevista nos artºs 577º e seguintes
do Código Civil, declaram a transmissão conjunta do crédito
abaixo descrito a favor de seu filho “_______________________
_________________” NIF ____________________.

- Cheque emitido pela Autoridade Tributária e Aduaneira nº


6969696969, no montante de € __________,______, concernente
ao reembolso de IRS do ano de _________.97

_________________________________________

_________________________________________

97. No princípio da adequação, deveremos fazer as pertinentes alterações de conformidade com a situação
concreta de cada sujeito passivo. Destarte, colocar-se-á o Cartão de Cidadão e validade, em sub-rogação do
B. I., o estado civil dos cedentes/cedente, o número do cheque e respetiva importância.
276 Minutas e Formulários

DECLARAÇÃO DE ACEITAÇÃO

Nome _________________________________________ NIF


__________________, declara, para os devidos e legais efeitos,
que aceita o crédito que lhe é cedido pelos contribuintes que
antecedem98, cuja importância, no montante de € ___________,
deverá ser creditada na conta com o NIB _____________________,
do qual o mesmo é titular.

__________________________________________

98. Se for tudo feito no mesmo instrumento, poderá ser utilizada esta designação. Caso seja em separado,
o nome e NIF dos cedentes não poderá ser omitido, fazendo-se juntar na entrega uma declaração à outra.
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Situações avulsas 277

TERMO DE DENÚNCIA/PARTICIPAÇÃO

A denúncia poderá ser efetuada verbalmente perante um serviço público, inde-


pendentemente da sua proveniência. Depois, sempre se deverá ter em conside-
ração que poderá surgir um denunciante que não saiba, ou não queira, redigir a
escrito o que transmite verbalmente. Esta situação reveste-se das suas vantagens,
pois o o denunciante poderá ser alertado sobre situações que não concernam à
matéria da denúncia e aos efeitos que da mesma possam ser gerados. Numa e
outra circunstância, quando o denunciante se apresenta ao serviço a participar
verbalmente, as suas declarações terão de ser transcritas, passando a constar de
um termo. Terá de ser igualmente lavrado um termo de identificação do denun-
ciante, que ficará lacrado até ao desfecho do processo, cuja identidade não será
revelada caso a denúncia tenha fundamento. Pois em caso adverso, o denun-
ciado poderá mover contra quem produziu a denúncia, uma ação cujo crime se
encontra tipificado no Código Penal, situação que leva a dissuadir muitos dos que
afoitam a situações congéneres. Esta é uma das razões que conduz a um elevado
número de denúncias anónimas. Finalmente, é lavrada uma certidão do ato pelo
funcionário, onde deve constar o nome da pessoa denunciada, omitindo, pelas
razões já aduzidas, o nome do autor da denúncia.
Existem serviços da administração pública onde tais situações são efetuadas na
utilização de meios eletrónicos, existindo para tal efeito, programas informáticos
específicos. Se for um administrado/particular a fazer valer o seu direito, esta-
mos perante o tipo da denúncia; caso seja de uma entidade pública para outra,
estamos perante a participação.
Foi nosso propósito minutar apenas o termo, porquanto o seu conteúdo poderá
ser utilizado indistintamente por um funcionário ou particular.
278 Minutas e Formulários

TERMO DE DENÚNICIA/PARTICIPAÇÃO

Aos _________ de ________________ do ano ________________,


compareceu neste Serviço de __________________, perante mim,
_____________________________99, ________________________100,
o Sr. ____________________________________101, estado civil
______________, de _________ anos, natural da freguesia de
______________, concelho de ____________________, contribuin-
te número _________________, sócio- gerente de uma firma de
componentes de calçado102, residente em Rua _________________,
nº _______, freguesia de ________________, concelho de
__________________________.

O denunciante declarou o seguinte: - - - - - - - - - - - - -

- Que ___________________________________103, empresário em nome


individual104, a exercer a atividade de _________________________,
com sede em Rua _______________, nº ______, freguesia de
_______________________, concelho de ____________________,
não emitiu a fatura correspondente a uma prestação de servi-
ço realizada na sua casa de habitação sita na sua residência
indicada supra, em Setembro do ano de __________105.

- Que o respetivo pagamento foi efetuado de imediato através


de dois cheques emitidos sobre a Caixa Geral de Depósitos106.

- Que o denunciante tem solicitado reiteradamente a emissão


da respetiva fatura, sem que da parte do denunciado tivesse
obtido resposta de teor positivo107. - - - - - - - - - - - -

E por ser verdade, abaixo vai assinar. - - - - - - - - - - -

______________________________________

99. Nome do funcionário.


100. Categoria profissional.
101. O denunciante.
102. Converter na atividade pertinente.
103. Nome do presumível prevaricador.
104. Ou outra qualidade.
105. Este motivo foi escolhido aleatoriamente. Pelo que, deve ser indicado o que esteja subjacente à denúncia.
106. Idem.
107. Idem.
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CONTENCIOSO
TRIBUTÁRIO
Petição Inicial:
Meios impugnatórios administrativos:
Na reclamação graciosa
No recurso hierárquico
Revisão da matéria coletável – artº 78º da LGT
Meios impugnatórios judiciais:
Na oposição
Na Impugnação
Na intimação para um comportamento
Reclamação contra o órgão da execução fiscal
Anulação da venda
Ação administrativa
Embargos de terceiro
Execuções fiscais
Pedido de pagamento em prestações
Prestação de garantia
Direito Penal Tributário – coimas
Pedido de dispensa
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Reclamação graciosa 281

RECLAMAÇÃO GRACIOSA

A reclamação graciosa é uma forma extrajudicial de resolução dos conflitos,


que antecede a fase judicial ou o recurso hierárquico, cujo impulso do sujeito
passivo visa a anulação total ou parcial do ato tributário independentemente do
seu agente.
Os fundamentos são, em regra, os previstos para a impugnação judicial e
encontram-se indicados no artº 102º do Código de Procedimento e de Processo
Tributário, pelo que, o exemplo ora utilizado corresponde à al. c) do nº 1 desse
preceito (significa que, estando outros fundamentos em questão, e são esses,
e apenas esses, a serem utilizados na petição, porquanto todos os que não se
correlacionassem com o ato administrativo estariam condenados à inutilidade).
É um processo gracioso, porque não são aplicadas custas pela sua interposição,
e reveste-se de simplicidade de termos, não tendo que obedecer nomeadamente
à forma de articulado apresentada no exemplo em cogitação. Aliás, quando se
trate de casos de reduzida simplicidade, o contribuinte poderá fazê-lo verbal-
mente no serviço competente, sendo reduzido a termo pelo funcionário recetor.
Tem, contudo, a particularidade de ser dirigida ao órgão periférico regional, ou
seja, ao diretor distrital de finanças, mas a apresentação é feita no serviço local,
o qual poderá ter que instruir o processo, fazendo-o remeter sucessivamente ao
superior hierárquico.
282 Minutas e Formulários

RECLAMAÇÃO GRACIOSA
(REVERSÃO DA DÍVIDA)

Exmo. Sr. Chefe de Finanças


do Serviço de Finanças de __________

Nome____________________________, com número de identificação fis-


cal ___________, e domiciliado em Rua ___________________________,
nº _________, freguesia de __________________, concelho de
_____________________, vem, nos termos conferidos pelo artº
70º, conjugado com o artº 102º, al. _____) do nº 1, ambos do
CPPT, deduzir - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

RECLAMAÇÃO GRACIOSA

do ato tributário que ordenou o despacho de reversão da dívida


concernente ao devedor originário “__________________________
____”, proveniente de dívidas de _________ e ________, rela-
tivamente aos anos de __________ e ___________, no montante
de € ____________,00. - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

NOS TERMOS E COM OS SEGUINTES FUNDAMENTOS

No uso do presente instituto jurídico, visa-se a revogação do


ato do órgão da execução fiscal proferido no processo executivo
nº ________________________.

A ligeireza e o modo como a administração fiscal formulou os


seus juízos conclusivos atropelam, todavia, a lei,

constituindo o thema decidendum da presente reclamação a de-


monstração de que o despacho carece de fundamentação, ou que
os pressupostos do ato foram claramente distorcidos pela Ad-
ministração Tributária.
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Reclamação graciosa 283

VÍCIO DE FUNDAMENTAÇÃO

Determina o nº 4 do artº 22º da LGT que, em caso de respon-


sabilidade tributária subsidiária, a citação deve conter os
elementos essenciais da sua liquidação, incluindo a fundamen-
tação nos termos legais.

Ora, tendo o sujeito passivo sido notificado para exercer o


direito de audição previsto no artº 60º da LGT, fê-lo efeti-
vamente em _______.____________._______, no sentido de dar
observância à ratio legis do princípio da colaboração.

Concomitantemente, aproveitou para levar ao conhecimento do


órgão da execução fiscal que o ato da reversão iria carecer dos
pertinentes pressupostos para a sua consecução, situação que
conduziu, da parte daquele, a Despacho com o miserável funda-
mento de que o “S.P. não carreou nada de novo para os autos”.

No mínimo, deveria o órgão da execução fiscal ter cindido duas


situações, clarificando cada uma delas, dada a natureza da sua
vaguidade e imprecisão:
• Não carreou.
• Nada de novo.

Vejamos o quão incoadunáveis, e na mesma proporção o quanto


refutáveis, as situações referidas ex ante, mediante a revi-
são integral dos elementos que o S. P. carreou para os autos.
• Nunca exerci qualquer ato de gestão na forma.
• Nunca usufruí de qualquer remuneração.
284 Minutas e Formulários

• Nunca subscrevi qualquer ato comercial, letra ou livrança


ou assinei cheques.

• Nunca fui titular de qualquer ação da empresa (tratando-


-se efetivamente duma sociedade ______________108).

• Renunciei ao cargo de _____________109 em ___________ de


________, tendo a administração da empresa ficado a cargo dos
Srs.________________________ e ______________________,
os quais eram convenientemente remunerados e cujas as-
sinaturas obrigavam a pessoa coletiva.

• Após essa data, a firma continuou a laborar ativamente,


o que é estranho não surgir a oportunidade de fazer face
às suas responsabilidades fiscais.

A matéria de facto conduz de forma clara à inexistência de


culpa do reclamante no que concerne em termos gerais à admi-
nistração, e de modo especial à ausência de bens penhoráveis
da devedora originária.

Do Direito

10º

No contexto do exercício da gerência de facto, veja-se o que


diz Oliveira da Rocha em Acórdão proferido pelo STA em 2008-
04-17, documento nº SJ2008041708642:

“Os direitos dos sócios podem ser gerais e especiais. Os


primeiros competem por igual a todos os sócios; os segundos
conferem aos seus titulares uma vantagem especial, um privi-
légio, uma posição de supremacia frente aos demais associados.

2. A disciplina fundamental dos direitos especiais é objeto


do art. 24º do CSC, de que se destaca o direito especial à

108. Indicar a natureza jurídica da pessoa coletiva, designadamente, sociedade por quotas, sociedade
anónima. etc.
109. Gerente, administrador, etc.
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Reclamação graciosa 285

gerência, que pode ser atribuído a todos os sócios da mesma


sociedade, como, por outro lado, a simples designação de ge-
rente no contrato de sociedade não significa a atribuição de
um direito especial à gerência.”

…(todo o sublinhado é do reclamante)

11º

Nestas circunstâncias, a prova da administração de facto ape-


nas poderia ser presumida. Mas vide a este propósito ainda o
que diz Gil Roque também em Acórdão proferido em 2007-02-15,
processo nº 06B4644:

“1. O registo definitivo dos membros da gerência de uma socie-


dade constitui presunção de que existe a situação jurídica nos
termos em que se mostra registada (arts. 11º e 13.º, n.º 1, do
C.R.Comercial), que cabia a todos os sócios, mas o exercício
da gerência efetiva cabia a dois deles, sendo um o autor e
outro um sócio indefinido, podendo ou não ser os demandados.

2. Sendo negada a gerência efetiva pelos demandados e tendo os


pontos da base instrutória destinados a provar as funções de
gerência sido dados como “não provados”, inexiste presunção
legal ou judicial.

3. A presunção como meio de prova não elimina o ónus da pro-


va de que os demandados praticaram atos de gerência, facto
constitutivo do direito invocado (art.º 342.º, n.º 1, do CC).

4. Só os Tribunais da Relação podem recorrer a presunções,


tirando conclusões da matéria de facto, desde que se limitem
a desenvolvê-la. As presunções não podem ser objeto de revista
que cabe ao STJ.(arts. 722º, n.º 2 e 729.º, n.º 2, do CPC).”

12º

Postas assim as coisas, salvo melhor opinião, estamos perante


uma inversão do silogismo do ónus da prova previsto no artº
344º do Código Civil.
286 Minutas e Formulários

13º

Dá-se aqui por integralmente reproduzida, para todos os efeitos


legais, a certidão do registo comercial apresentada em sede
de audição prévia, por uma questão de economia e celeridade
processual.

Termos em que

- Se requer a suspensão da eficácia do


ato administrativo nos termos do artº
147º do CPA e o consequente deferimento
da presente reclamação.

Local e data ...

__________________________
(Assinatura)
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Reclamação graciosa 287

RECLAMAÇÃO GRACIOSA
(CORREÇÃO MATRICIAL)

Exmo. Sr. Chefe de Finanças,

do Serviço de Finanças de _________

(Nome do reclamante) ________________________________, NIF


________________, domiciliado em _______________, freguesia de
______________, concelho de Cinfães, vem, nos termos conferi-
dos pelo artº 70º, conjugado com o artº 102º, al. f do nº 1,
ambos do CPPT, deduzir - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

RECLAMAÇÃO GRACIOSA110

do ato tributário de liquidação do IMI concernente ao ano de


_______, no montante de € ______,00.

NOS TERMOS E COM OS SEGUINTES FUNDAMENTOS

No uso do presente instituto jurídico, visa-se a anulação


parcial da liquidação subjacente ao documento de cobrança nº
___________________,

constituindo o thema decidendum da presente reclamação a de-


monstração de que a liquidação se encontra imbuída do vício
de errónea quantificação dos valores tributários.

110. Trata-se de reclamação graciosa com fundamento em erros materiais, que, in casu, bastaria uma
ligeira intervenção junto dos serviços competentes para que a situação fosse de imediato reparada, com
exceção da restituição por duplicação de coleta, que naturalmente obedece a outros requisitos. O ob-
jeto e o fundamento são aleatórios, como comummente, mas a teorização coaduna-se com os mesmos.
(DECIDI DEIXAR COMO SERVIÇO COMPETENTE O DO MEU CONCELHO NATAL).
288 Minutas e Formulários

VÍCIO DE ERRÓNEA QUANTIFICAÇÃO DOS VALORES PATRIMONIAIS E


OUTROS FACTOS TRIBUTÁRIOS

Do predito documento consta a liquidação concernente ao artigo


urbano inscrito na respetiva matriz predial da freguesia de
_____________ sob o nº ___________.

O referido artigo teve proveniência no congénere nº ___________,


por motivos de ampliação e melhoramentos, conforme declaração
modelo 1 do IMI apresentada em _______._____.______.

Da última nota de liquidação do imposto em cogitação resultou


a liquidação de ambos, sendo a mais cobrada a importância de
€ __________,00.

Tal ato administrativo consubstancia-se na figura da duplicação


de coleta, que serve de fundamento à flamigerada liquidação.

Tal ato deveria ser objeto de correção oficiosa nos termos do


artº 175º do CPPT.

Em tais circunstâncias, se requer-se:

 A anulação da matriz predial do artigo ___________ re-


troagida à data de apresentação da declaração modelo 1
do IMI para efeitos de avaliação do congénere __________.
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Reclamação graciosa 289

 A restituição do montante de € _________,00, respeitante


ao IMI do artigo ________ do ano __________, dado que a
data de tributação, para efeitos do artº 9º do CIMI, se
reporta à data de 31 de Dezembro de cada ano civil.

Cinfães, ________- ________- ______

(Assinatura)
290 Minutas e Formulários

RECURSO HIERÁRQUICO

Todas as decisões proferidas por qualquer órgão da Administração Tributária


são suscetíveis de recurso hierárquico para o mais elevado superior hierárquico
do autor do ato, a não ser que seja previamente revogado, prerrogativa esta que
assiste àqueles, partindo-se do pressuposto de que é reconhecida como digna de
mérito a pretensão do interessado. O mais alto superior hierárquico é considera-
do o ministro da tutela ou funcionário em que o mesmo delegue competências.
E, contrariamente ao que se poderá pensar, os meios de reação ao alcance do
sujeito passivo não terminam aqui. A título exemplar, se tiver sido deduzida re-
clamação graciosa, do indeferimento total ou parcial desta poderá ser interposto
o recurso hierárquico; e do indeferimento deste com um dos resultados indica-
dos existe a suscetibilidade de recurso para os tribunais administrativos e fiscais
através do uso do meio processual idóneo que, in casu, é a impugnação judicial.
Quando se visa atacar um ato de liquidação de determinado imposto, esta é a
situação mais vantajosa para todo o sujeito passivo que pretenda dilatar o mais
possível a prolação de uma decisão provavelmente improcedente – é que, após
despacho de indeferimento do recurso hierárquico ou presunção de indeferimen-
to do mesmo, dispõe ainda o recorrente de 90 dias para deduzir a impugnação
judicial, sendo este considerado pela jurisprudência o meio processual idóneo
para reagir, desde que o recurso tenha sido antecedido de reclamação graciosa
que comporte a apreciação da ilegalidade/legalidade da liquidação.
Esta cópia é de uso exclusivo de: Inês Manuela Almeida Rodrigues (inesrodrigues27@hotmail.com)

Recurso hierárquico 291

RECURSO HIERÁRQUICO

Exmo. Sr. Ministro das Finanças

Excelência:

(Nome do recorrente ...) _________________________________


___, NIF/NIPC _______________, domiciliado/com sede em Rua
_______________________________, nº _________, freguesia de
___________________, concelho de __________________, vem mui
respeitosamente junto de Vª Exª interpor recurso hierárquico
nos termos do artº 80º da Lei Geral Tributária, conjugado com
o artº 74º do Código de Procedimento Administrativo e os artºs
67º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tribu-
tário, nos termos abaixo exarados: - - - - - - - --