Sie sind auf Seite 1von 68

MAT

QUÍ

BIO

LPO

HIS

GEO

FIL

SOC

RES

221

222

Capítulo 17

102

Módulo 67

113

Módulo 68

117

Módulo 69

121

Módulo 70

125

Módulo 71

130

Módulo 72

135

67 113 Módulo 68 117 Módulo 69 121 Módulo 70 125 Módulo 71 130 Módulo 72
67 113 Módulo 68 117 Módulo 69 121 Módulo 70 125 Módulo 71 130 Módulo 72
67 113 Módulo 68 117 Módulo 69 121 Módulo 70 125 Módulo 71 130 Módulo 72

COMZEAL / ISTOCK

1. Energia potencial elétrica 104 2. Potencial elétrico 104 3. Superfícies equipotenciais 106 4. Trabalho
1. Energia potencial elétrica
104
2. Potencial elétrico
104
3. Superfícies equipotenciais
106
4. Trabalho da força elétrica
107
5. Diferença de potencial elétrico (ddp)
108
6. Campo elétrico uniforme (CEU)
108
7. Condutor em equilíbrio eletrostático
109
8. Organizador gráfico
112
Módulo 67 – Energia potencial
elétrica e potencial elétrico
Módulo 68 – Potencial elétrico
gerado por várias cargas puntiformes
Módulo 69 – Energia potencial
elétrica de várias cargas puntiformes
Módulo 70 – Superfícies equipotenciais
Módulo 71 – Trabalho e diferença
de potencial (ddp)
Módulo 72 – Condutores isolados
em equilíbrio eletrostático
113
117
121
125
130
135
• Reconhecer e aplicar o conceito de
potencial elétrico de cargas puntiformes
ou distribuídas em condutores planos e
esféricos.
• Reconhecer e descrever superfícies
equipotenciais.
• Reconhecer e descrever condutores
isolados em equilíbrio eletrostático.
• Calcular o potencial elétrico gerado por uma
ou mais cargas puntiformes.
• Calcular a energia potencial elétrica de
cargas puntiformes.
• Calcular a diferença de potencial na região
de campo elétrico uniforme.
• Relacionar os conceitos de eletricidade e as
unidades de energia e de potencial elétrico,
aplicando-os a fenômenos eletrostáticos.
• Reconhecer e aplicar o conceito de
potencial elétrico de cargas puntiformes.
• Reconhecer e aplicar o conceito de energia
potencial elétrica de cargas puntiformes.
• Relacionar os conceitos de energia
potencial elétrica e trabalho da força
elétrica, aplicando-os a fenômenos
eletrostáticos.
os conceitos de energia potencial elétrica e trabalho da força elétrica, aplicando-os a fenômenos eletrostáticos.
os conceitos de energia potencial elétrica e trabalho da força elétrica, aplicando-os a fenômenos eletrostáticos.

Energia potencial elétrica

17 103
17
103

Na vida cotidiana moderna, os aparelhos elétricos e eletrônicos são essenciais para o conforto e o desenvolvimento de atividades simples, como acender uma lâmpada, usar o celular e várias outras que são muito comuns. Entre outros assuntos, este capítulo desenvolverá um estudo a respeito da energia elétrica, do ponto de vista microscópico, e de outros conceitos relacionados a ela. Terá também como objetivo o entendimento de como a energia elétrica surge entre as cargas elétricas de um corpo, para, posteriormente, ser transportada através dos condutores até o local de consumo. O transporte da ener- gia, bem como sua transformação nos receptores elétricos, será estudado nos próximos capítulos. Neste momento, será vista a interação entre cargas elétricas, que estão estáticas do ponto de vista energético.

Neste momento, será vista a interação entre cargas elétricas, que estão estáticas do ponto de vista

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 1. Energia potencial elétrica Conforme estudado

1. Energia potencial elétrica

Conforme estudado no capítulo anterior, quando uma carga elétrica é colocada em uma região onde há outra carga elétrica, previamente disposta, elas interagem, mutuamente, por meio de uma força denominada força eletrostática. Analogamente, consideremos uma carga elétrica punti- forme Q, fixa em um ponto do espaço. Quando uma segunda carga, q, é colocada próxima à primeira, o sistema passa a armazenar uma quantidade de energia, denominada energia potencial elétrica.

Exemplo Uma carga elétrica positiva é colocada fixa em um ponto do espaço, conforme a figura.

Q

colocada fixa em um ponto do espaço, conforme a figura. Q Carga puntiforme positiva, fixa em

Carga puntiforme positiva, fixa em um ponto.

Agora imagine que outra carga positiva, q, seja abandona- da próxima à primeira.

Q

q

positiva, q, seja abandona- da próxima à primeira. Q q d Duas cargas positivas, colocadas próximas
positiva, q, seja abandona- da próxima à primeira. Q q d Duas cargas positivas, colocadas próximas
positiva, q, seja abandona- da próxima à primeira. Q q d Duas cargas positivas, colocadas próximas

d

Duas cargas positivas, colocadas próximas uma da outra.

Assim, haverá entre as cargas elétricas uma força de re- pulsão eletrostática, e a carga q tenderá a deslocar-se no sen- tido de afastamento da carga Q. Analisando o fenômeno do ponto de vista energético, a carga q, após abandonada, adquire energia cinética (energia relacionada ao movimento da carga). Como a energia não pode ser criada nem destruída, mas apenas transformada, pode- mos deduzir que a carga q possuía energia potencial elétrica e, durante seu afastamento de Q, essa energia potencial elétrica vai sendo aos poucos transformada em energia cinética.

É importante notar que o fenômeno independe dos sinais

das cargas elétricas e que ocorreria o deslocamento de q, mesmo que os sinais das cargas fossem alterados. Se as car- gas tivessem sinais opostos, o deslocamento seria de aproxi-

mação em vez de afastamento. Resumindo, quando duas cargas elétricas são colocadas próximas uma da outra, o conjunto de cargas adquirem ener- gia potencial elétrica.

A equação que permite calcular a energia potencial elétri- ca de um par de cargas é:

k ⋅ Q ⋅ q E = p d
k
Q
q
E =
p
d

Na equação:

• E P representa a energia potencial elétrica do par de cargas;

• k é a constante eletrostática já estudada no capítulo anterior;

• Q e q são as cargas elétricas;

• d é a distância entre elas.

No SI, a energia é calculada em joules (J), as cargas elétri- cas em coulombs (C), e a distância, em metros (m).

A unidade da constante k, no SI, é N · m 2 /C 2 .

Importante Energia é uma grandeza escalar, assim, as cargas elétri- cas Q e q da equação devem ser inseridas com seus respecti- vos sinais. Não há necessidade de se trabalhar com o módulo das cargas, como acontece no caso de grandezas vetoriais.

2. Potencial elétrico

No capítulo anterior, vimos que campo elétrico é a região criada no entorno de uma carga elétrica, onde ela é capaz de realizar força sobre outras cargas elétricas. Caso exista ape- nas uma carga em uma região, há o campo a sua volta, mas a força surge somente quando outra carga é colocada próxima àquela que gerou o campo. Da mesma maneira, do ponto de vista energético, o po-

tencial elétrico é criado a partir de cada carga elétrica. Ao se colocar uma segunda carga elétrica na região em que existe o potencial elétrico, esta adquire energia potencial elétrica.

Comparando os conceitos de força, campo, energia po- tencial e potencial elétrico, temos:

• uma carga gera campo e potencial elétrico;

• um par de cargas gera força e energia potencial elétrica.

Vale ressaltar que as grandezas campo elétrico e força elé-

trica são vetoriais, e as grandezas potencial elétrico e energia potencial elétrica são escalares. Assim, não se pode representar o potencial elétrico por meio de vetores ou linhas de força, como foi feito para o campo elétrico. A equação matemática que define o potencial elétrico em um ponto, próximo a uma carga, é:

E p V = q
E
p
V
=
q

Na equação:

• E p é a energia potencial elétrica;

• q é a carga elétrica de prova;

• V é o potencial elétrico no ponto. Veja a figura: X Q
• V é o potencial elétrico no ponto.
Veja a figura:
X
Q

A região sombreada representa o campo elétrico gerado por uma carga Q, onde se pode obter o potencial elétrico. X é o ponto onde se calcula o potencial elétrico.

X é o ponto onde se calcula o potencial elétrico. Potencial e energia potencial Frequentemente é
X é o ponto onde se calcula o potencial elétrico. Potencial e energia potencial Frequentemente é

Potencial e energia potencial Frequentemente é difícil para os estudantes diferenciar energia potencial e potencial elé- trico. O potencial elétrico é característico do campo elétrico, independendo de uma carga de prova que possa ser colocada no campo. Por outro lado, a energia potencial elétrica re- fere-se a uma característica do sistema cam- po-carga, devida a uma interação entre o cam- po e a carga de prova colocada no campo.

17221Física

EMI-16-120

No sistema internacional de unidades, a unidade de medi- da da energia é o joule (J), e da carga elétrica é o coulomb (C). Assim, a unidade do potencial elétrico é J/C, denominada volt (V).

1 V =

1 J

1 C

No Brasil, os valores de tensão mais comuns nas residên- cias são 127 V e 220 V. Isso significa que, para cada 1 cou- lomb de carga, são transportados 127 J ou 220 J de energia, respectivamente.

A. Potencial elétrico de uma carga puntiforme

Considere uma carga puntiforme Q gerando um campo elétrico ao seu redor. X é um ponto distante d da carga, con- forme a figura.

X Q d Uma carga puntiforme, seu campo elétrico e um ponto qualquer no campo
X
Q d
Uma carga puntiforme, seu campo elétrico
e um ponto qualquer no campo

Ao se colocar uma carga de prova q no ponto X, o sistema

adquire energia potencial elétrica (seção 1) dada por:

E p

=

k

Q

q

d

Como

vimos

(1)

anteriormente,

a

para o potencial elétrico é:

V =

E

p

q

(2)

expressão

matemática

Ao se substituir a equação da energia potencial elétrica (1) na equação do potencial elétrico (2), tem-se:

Q V = k ⋅ d
Q
V
=
k
d

Na equação:

• V representa o potencial elétrico da carga puntiforme Q;

• d é a distância da carga Q ao ponto onde se deseja ob- ter o potencial elétrico;

• k é constante eletrostática do meio.

É válido salientar que o potencial elétrico V é uma grande-

za escalar, assim a carga elétrica Q deve ser inserida na equa- ção com seu respectivo sinal.

A relação entre o potencial elétrico e a distância de um

ponto qualquer à carga é de proporção inversa, ou seja, au- mentando-se a distância de um ponto à carga, o potencial elé- trico diminui segundo a constante de proporção k · Q. Assim,

o gráfico que descreve a relação entre V e d é:

V Eixo de simetria Q > 0 Arco de hipérbole equilátera 45º 0 d
V
Eixo de simetria
Q > 0
Arco de
hipérbole equilátera
45º
0
d

Potencial elétrico de uma carga puntiforme positiva em função da distância

V 0 45º d Q < 0 Potencial elétrico de uma carga puntiforme negativa em
V
0
45º
d
Q < 0
Potencial elétrico de uma carga puntiforme
negativa em função da distância

B. Potencial elétrico de várias

cargas puntiformes

Como abordado na seção anterior, cada carga elétrica cria

Como abordado na seção anterior, cada carga elétrica cria o seu próprio potencial elétrico. Caso existam,
o seu próprio potencial elétrico. Caso existam, em uma região, várias cargas elétricas puntiformes, o
o seu próprio potencial elétrico. Caso existam, em uma região,
várias cargas elétricas puntiformes, o potencial elétrico em
um ponto é o resultado da soma ou subtração (dependendo
do sinal da carga) do potencial elétrico de cada carga.
APRENDER SEMPRE
16
01.
Três
cargas elétricas, Q 1 = 2 µC, Q 2 = –1 µC e Q 3 = 3 µC,
encontram-se fixas conforme a figura.
Q
1
d
1
Q
2
d
2
d
x
3
Q
3
Sendo d 1 = 1 mm, d 2 = 0,2 mm e d 3 = 0,3 mm, determine
o potencial elétrico no ponto X.
V
=
V
+
V
+
V
x
1
2
3
k
Q
k
Q
k
Q
1
2
3
V
=
+
+
x
d
d
d
1
2
3
⋅⋅
10
9
9
−−6
9
⋅ 22
⋅⋅
1100
−−6
+ ⋅⋅ 10 ⋅⋅ ( −−−−1111) ⋅
9
1010
V
=
++++
x
1
⋅⋅ 1
0
3
2 ⋅⋅ 1
0 − 4
9
10
9
9
3
3
3
1010
6
+
3
10
4
V
=
18
10
6
4545
110 6
0
0
6
+ 9
000
0
1
0
6
x
V
= 63
10
6
V
x
105
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
10 6 V x 105 Ciências da Natureza e suas Tecnologias C. Energia potencial elétrica de

C. Energia potencial elétrica de

várias cargas puntiformes

Vimos que duas cargas elétricas constituem um sistema

que pode apresentar energia potencial elétrica. Agora, se hou-

ver a presença de mais cargas elétricas, a cada duas delas há um sistema, portanto, associamos uma energia. Por exemplo, para três cargas elétricas Q 1 , Q 2 e Q 3 :

há um sistema, portanto, associamos uma energia. Por exemplo, para três cargas elétricas Q 1 ,

17221Física

EMI-16-120

Q 1

Q 2 d 1 d 2 d 3
Q 2
d 1
d 2
d 3

Q 3

í s i c a EMI-16-120 Q 1 Q 2 d 1 d 2 d 3

A primeira com a segunda resulta em uma energia, a se- gunda com a terceira em outra energia e, por fim, a primeira com a terceira noutra energia. A energia potencial desse sis- tema, por ser uma grandeza escalar, será dada pela soma das três energias potenciais elétricas.

+ E 2 + E 3 E p(sist.) = E 1 k ⋅ Q ⋅
+ E 2 + E 3
E p(sist.) = E 1
k
Q
Q
k
Q
Q
k
Q
Q
1
2
2
3
1
3
=
+
+
E p(sist.)
d
d
d
1
2
3
= E 1 k ⋅ Q ⋅ Q k ⋅ Q ⋅ Q k ⋅ Q
APRENDER SEMPRE 17 01. Três cargas elétricas, Q A = +2 µC; Q B =
APRENDER SEMPRE
17
01.
Três cargas elétricas, Q A = +2 µC; Q B = –3 µC e Q C = +1 µC,
encontram-se fixas nos vértices de um triângulo equilátero
de lado 10 cm, no vácuo. Sendo k 0 = 9 · 10 9 Nm 2 /C 2 , deter-
mine a energia potencial elétrica do sistema de cargas.
Q
B
d AB
d BC
Q
Q A
C
d
AC
Resolução
energia potencial elétrica do sistema formado pelas
três cargas é dada por:
A
Q
Q
Q
Q
Q
Q
AA
B
AA
C
BB
C
E
=
k
⋅ 
+
+

p(sist.)
0
d
d
d
AB
AC
BC
Como as cargas estão nos vértices de um triângulo
equilátero, temos:
k
0
E
=
⋅ ( QQ
⋅⋅
QQ
+
+
QQ
⋅⋅
QQ
+
+
QQ
⋅⋅
QQ
)
p(sist.)
A
AA
A
B
B
A
A
AA
C
C
BB
B
B
C
C
d
Assim, substituindo os valores numéricos, a expressão
acima pode ser escrita da seguinte forma:
9
10
9
E
=
6
33
1010
6
) + 2
10
−−− 6
p(s
(ssisistt )
.
0 10
,
1 ⋅⋅ 10 −−66
+ (
−−−−33
⋅⋅
1010
−−−−66
)
10 − 6
)
E
=
9
⋅⋅
1 0
10
⋅ [ −−
7
⋅⋅⋅⋅ ⋅ ⋅ 11
0
−−−− 12
]] ] ] ⇒⇒
==
−−
0 ,
63 J
p((ssist .)
(
E p((ss is t .)
106
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
p((ss is t .) 106 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 3. Superfícies equipotenciais Em latim,

3. Superfícies equipotenciais

Em latim, o prefixo equi (aequus) exprime a ideia de igual- dade. Assim, uma superfície equipotencial é aquela em que to- dos os pontos estão com o mesmo valor do potencial elétrico. As superfícies equipotenciais são importantes no estudo da eletrostática, pois estão intimamente relacionadas com o trabalho da força elétrica, como será abordado adiante. Seguem alguns exemplos de superfícies equipotenciais.Em latim, o prefixo equi ( aequus

A. Carga puntiforme

Como estudamos anteriormente, o potencial elétrico de uma carga puntiforme é dado por:

V

=

k

Q

d

Assim, todos os pontos que estiverem à mesma distância da carga Q terão o mesmo potencial. Então:

A B d d Q d C
A
B
d
d
Q
d
C

Tridimensionalmente, uma casca esférica de raio d em volta da carga Q constitui uma superfície equipotencial.

V A = V B = V C = V

Importante Explorando o tema das superfícies equipotenciais

(S.E.) de maneira um pouco mais profunda, verificamos al- gumas características importantes:

• Cada casca esférica com centro na carga elétrica constitui uma S.E., e o módulo do potencial diminui com o aumento da distância à carga. Então:

C B A
C
B
A

|V A | > |V B | > |V C |

ou seja, o potencial de cada S.E. tende a zero à medida que se afasta da carga fonte.

• Como o campo elétrico de cargas pontuais é radial, e a S.E. é uma casca esférica, o campo e a S.E. formam

um ângulo de 90°.

C B A V A > V B > V C
C
B
A
V A > V B > V C

Carga fonte positiva: campo radial de afastamento

e superfícies equipotenciais esféricas

V C > V B > V A A B C
V C > V B > V A
A
B
C

Carga fonte negativa: campo radial de aproximação

e superfícies equipotenciais esféricas

17221Física

EMI-16-120

O que acontece com as superfícies equipotenciais quando há mais de uma carga? Nesse caso,
O que acontece com as superfícies equipotenciais
quando há mais de uma carga?
Nesse caso, os pontos que delimitam a S.E. devem
apresentar a mesma soma algébrica dos potenciais de to-
das as cargas fontes do sistema.
Seguem alguns exemplos.
–Q
+Q
Dipolo elétrico com as linhas de campo elétrico
representadas pelas linhas cheias e as superfícies
equipotenciais representadas pelas linhas tracejadas.
Duas cargas positivas iguais com as linhas de campo
elétrico e as superfícies equipotenciais.
+Q
Um corpo de formato irregular: as superfícies equipotenciais
são perpendiculares às linhas de campo elétrico.
Note que o potencial elétrico diminui no sentido das
linhas de campo!
Para ler um pouco a respeito das superfícies equipotenciais, acesse o link:
Para ler um pouco a respeito das superfícies
equipotenciais, acesse o link:
<http://efisica.if.usp.br/eletricidade/basico/
campo/superficie_equipotencial/>.

4. Trabalho da força elétrica

Quando colocamos duas cargas elétricas próximas uma da outra, a força coulombiana entre elas pode provocar deslo- camentos. Assim, ocorre transformação de energia potencial elétrica em energia cinética. Por isso, é possível obter o tra- balho realizado pela força elétrica com o teorema da energia cinética.

Exemplo Imagine duas cargas elétricas positivas separadas por uma distância d A .

Q

d A q A F A
d A
q
A
F A

Como as cargas possuem mesmo sinal, ocorre uma força

de repulsão de módulo F A entre ambas. Para facilitar o estudo, serão consideradas Q fixa e q podendo se deslocar. Desse modo, em razão da força de repulsão, a carga q tende a deslocar-se para a direita, conforme a figura.

Q

d B d A q q A F A B F B
d B
d A
q
q
A F A
B
F B

É importante notar que a força de repulsão eletrostática varia durante o deslocamento da carga q de A para B. De acordo com o teorema da energia cinética, o traba- lho da força resultante é igual à variação da energia cinética da carga q. Como foi adotado o sistema das cargas elétricas isolado, a força elétrica constitui a própria força resultante sobre q. Assim:

T

F

T

F

E

E

=

= E

E c

B

c

E

c

A

(1)

Como a força elétrica é uma força conservativa, a energia

do sistema conserva-se e pode ser escrita da seguinte forma:

E + E = E + E c p c p B B A A
E
+
E
=
E
+
E
c
p
c
p
B
B
A
A
E
− E
= E
− E
(2)
c
c
p
p
B
A
A
B
Substituindo (2) em (1), tem-se:
=
E − E
T F
p
p p
p
E
E
A
B

Assim, o trabalho da força elétrica é igual à variação da energia potencial elétrica (inicial menos final).

é igual à variação da energia potencial elétrica (inicial menos final). Ciências da Natureza e suas

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

é igual à variação da energia potencial elétrica (inicial menos final). Ciências da Natureza e suas

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 108 Substituindo a expressão que relaciona
108
108

Substituindo a expressão que relaciona a energia poten- cial elétrica com o potencial elétrico, tem-se:

T

F

E

= q V

A

− q ⋅ V B T = q ⋅ (( V − V ) F
− q ⋅ V
B
T
= q
⋅ ((
V − V
)
F
B
E A

Desse modo, podemos notar que a quantidade de energia elétrica transformada em energia cinética (trabalho da força elétrica) depende apenas da carga que é deslocada e da dife- rença de potencial elétrico entre os pontos inicial e final.

Importante Como o trabalho da força elétrica não depende da tra- jetória seguida pelo corpo, diz-se que a força elétrica é uma força conservativa!

5. Diferença de potencial elétrico (ddp)

Conforme já foi visto, o conceito de potencial elétrico é bastante útil para se estudar a interação entre cargas elétri- cas do ponto de vista energético. Frequentemente, o conceito de diferença de potencial também é utilizado para se enten- der o movimento de cargas elétricas em circuitos. Para estudar o tema “diferença de potencial elétrico", imaginemos um exemplo:

Consideram-se um corpo eletricamente carregado com cargas positivas e a região do seu entorno.

+ + + + + + + +
+
+
+
+
+
+
+
+

Um corpo pontual esférico com excesso de carga positiva e as linhas de campo elétrico

Se escolhermos, aleatoriamente, dois pontos equidistan- tes da esfera, eles apresentarão o mesmo potencial elétrico.

A + + + + + + + + B
A
+ +
+
+
+
+
+ +
B

Dois pontos equidistantes do corpo carregado

Como vimos anteriormente, o potencial elétrico de uma carga pontual é inversamente proporcional à distância do ponto à carga. Assim, se as distâncias entre os pontos A e B e a carga pontual forem iguais, os potenciais elétricos, nestes pontos, também são. Diz-se, portanto, que não há diferença de potencial entre A e B.+ + + + B Dois pontos equidistantes do corpo carregado No entanto, se escolhermos aleatoriamente

No entanto, se escolhermos aleatoriamente outros dois pontos situados a diferentes distâncias da carga fonte, eles possuirão diferentes valores de potencial elétrico.

A + + + + + + + + C O ponto C encontra-se mais
A
+
+
+
+
+
+
+
+
C
O ponto C encontra-se mais distante da carga que o ponto A.

Na figura, podemos notar que o ponto C está mais distan- te da carga que o ponto A. Concluimos, então, que o potencial elétrico no ponto C é menor que no ponto A. Finalmente, pode- mos afirmar que existe uma ddp entre os pontos A e C. A diferença de potencial entre A e C é chamada U AC e pode ser calculada fazendo-se a diferença entre os potenciais elétricos:

U AC = V A – V C

               
 
               
 
               
 
               
 
               
 
               
 
               
 
               
 
 
 

Aprofundando um pouco mais o estudo do exemplo an- terior, é possível perceber que:

 

• se uma partícula positiva for colocada próxima ao corpo carregado, ela será repelida. Por essa razão,

 

diz-se que as partículas positivas se deslocam do potencial maior para o menor;

 

• se uma partícula negativa for colocada próxima ao corpo carregado, ela será atraída. Por essa razão, diz-

 

-se que as partículas negativas se deslocam para os pontos de maior potencial elétrico.

6. Campo elétrico uniforme (CEU)

Por definição, um campo elétrico uniforme deve apresen- tar a mesma direção, sentido e intensidade em todos os seus pontos. A figura representa uma região em que há um CEU.

+ – + – + – + – + – Região de campo elétrico uniforme
+
+
+
+
+
Região de campo elétrico uniforme
Para obter um campo elétrico uniforme, podemos apro-
ximar duas placas com cargas elétricas de sinais opostos.

17221Física

EMI-16-120

A região entre essas placas apresentará um campo elétrico aproximadamente uniforme. Conforme vimos anteriormente, as superfícies equipo-

tenciais são perpendiculares às linhas de campo elétrico.

A figura mostra uma região de CEU com as S.E.

Superfície

equipotencial Linha de força V a > V b > V c V a V
equipotencial
Linha de
força
V
a > V b > V c
V a
V b
V c

Uma região de CEU com as S.E.

É interessante notar que o potencial elétrico das S.E. di-

minui à medida que percorre as linhas de campo no sentido das linhas de força. Caso uma carga de prova positiva seja colocada na região do CEU, ela tende a deslocar-se no sentido do menor potencial

elétrico.

 

q

  q M
  q M

M

  q M

A

 
 
   
   
 
     
     
E

E

   

B

   

d

 

V A

V B

A carga q positiva é deslocada pela força elétrica para a região de menor potencial elétrico.

Como houve um deslocamento da carga q, podemos cal- cular o trabalho exercido pela força elétrica. Como vimos ante- riormente, o trabalho da força elétrica independe da trajetória seguida, desde o ponto A até o ponto B. Assim, escolhemos o caminho percorrido em trajetórias retilíneas:

T AB = T AM + T MB

Como foi estudado, o trabalho da força elétrica depende do valor da carga transportada e da diferença de potencial en- tre os pontos inicial e final. Como os pontos M e B estão sobre uma mesma SE, o trabalho de M para B é nulo. Portanto:

T AB = T AM

Como:

T AB = F · d · cos θ e θ = 0, temos:

F q · d · cos θ = q · (V A – V M
F
q
· d · cos θ = q · (V A – V M )
·
E · d = q
· U AM
E
· d = U AM
Ou simplesmente:
E · d = U

Da equação, podemos concluir que, em um CEU:

• a ddp entre dois pontos é produto do campo elétrico com a distância entre as S.E. que contêm os pontos;

• a unidade de campo elétrico N/C também pode ser es- crita V/m.

Importante

A distância d entre as superfícies equipotenciais é medi-

da ao longo das linhas de força e perpendicularmente às S.E.

APRENDER SEMPRE 18 01. Uma partícula, de massa m = 10 g e carga elétrica
APRENDER SEMPRE
18
01.
Uma partícula, de massa m = 10 g e carga elétrica
+q = 1 mC, é abandonada em repouso em um ponto P de
um campo elétrico uniforme de módulo E = 2 · 10 4 N/C,
conforme a figura.
E
Desprezando os efeitos gravitacionais na partícula, de-
termine a velocidade da partícula após 2,0 s.
Resolução
Desprezando-se os efeitos gravitacionais (força peso),
a partícula fica sob a ação de uma única força, a força elétri-
ca, que possui a mesma direção e o mesmo sentido do cam-
po, e seu módulo é dado por: F = q · E. Como o campo elétri-
co é uniforme, E  é o mesmo em todos os pontos da região: a
força elétrica é constante e é a força resultante na partícula.
Assim:
q
⋅ E
F R = F E ⇒ m · a = q · E ⇒ a
=
m
Portanto, a aceleração da partícula é:
q
E 1 ⋅⋅ 10
−− 6
6
2 ⋅
2 2
1010
4
a
= ⇒
a
=
m
0 01
,
a
= 2 0
,
m/
s 2
Sendo o movimento uniformemente acelerado com
v 0 = 0, temos que, após 2,0 s, a velocidade da partícula é:
v
= v 0 + a · t ⇒ v = 0 + 2 · 2
v
= 4,0 m/s

7. Condutor em equilíbrio eletrostático

Os materiais condutores apresentam naturalmente um movimento desordenado de elétrons considerados livres. Essas cargas não estão fortemente ligadas a nenhum áto- mo e, por isso, podem se mover através de todo o corpo condutor. Quando um condutor é dito em equilíbrio eletrostático, não pode haver movimento ordenado de elétrons através do corpo. Assim, mesmo que os elétrons estejam se movendo aleatoriamente, um corpo condutor pode ser classificado como equilibrado eletrostaticamente. Caso o condutor apre-

pode ser classificado como equilibrado eletrostaticamente. Caso o condutor apre- Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

pode ser classificado como equilibrado eletrostaticamente. Caso o condutor apre- Ciências da Natureza e suas Tecnologias

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias sente excesso de cargas elétricas, são

sente excesso de cargas elétricas, são válidos os mesmos critérios, ou seja, a carga em excesso não pode apresentar movimento ordenado, para que o condutor seja classificado como equilibrado.

para que o condutor seja classificado como equilibrado. Movimento desordenado dos elétrons – condutor em
para que o condutor seja classificado como equilibrado. Movimento desordenado dos elétrons – condutor em

Movimento desordenado dos elétrons – condutor em equilíbrio

Quando um corpo condutor está em equilíbrio eletrostáti- co, ele apresenta algumas propriedades importantes:

O campo elétrico é nulo em qualquer ponto dentro do

condutor. Para compreender essa primeira propriedade, imagine uma placa condutora colocada em um campo elétrico

externo E e , conforme a figura.

a.

1 2
1
2

E = 0

elétrico externo E e , conforme a figura. a. 1 2 E = 0 E e
elétrico externo E e , conforme a figura. a. 1 2 E = 0 E e

E e ≠ 0

Placa condutora isolada (1)– Placa condutora isolada na presença de um campo externo (2)

O campo externo induz a separação de cargas na

placa, o que faz com que apareça um campo elétrico gerado pelo condutor no sentido contrário ao campo externo.

3 4
3
4

+ +

+ +

 

E

p

+ +

+ +

E = 0

– + + –

+ +

E

e

+ +

+ +

+ +

E e ≠ 0 E ≠ 0 e
E e ≠ 0
E ≠ 0
e

Placa condutora isolada com o campo externo e o campo da placa (3)– Campo elétrico resultante nulo (4)

Finalmente, o campo externo é anulado no interior do condutor pelo campo “da placa”.

É importante notar que o campo elétrico será sempre

nulo no interior de um condutor isolado e em equilíbrio eletrostático, independentemente de suas característi- cas específicas, como forma, massa, densidade etc. Se

o campo elétrico não fosse nulo, cargas livres do condu-

tor seriam aceleradas pela força eletrostática, o que não

é compatível com o modelo de equilíbrio adotado.

Importante Essa primeira característica possui uma consequência muito importante em relação ao potencial elétrico. Como foi estudado, as superfícies equipotenciais apresentam um valor de potencial elétrico cada vez menor quando se percorrem as linhas do campo elétrico. Assim, o potencial elétrico, dentro do corpo condutor em equilíbrio eletrostático, é constante, pois não há linhas de campo em seu interior (não há campo elétrico).

+

+ + + C A E = 0 B +
+
+
+ C
A
E = 0
B
+

+

é constante, pois não há linhas de campo em seu interior (não há campo elétrico). +

b.

c.

Se o condutor isolado tiver uma carga líquida, ela fica- rá inteiramente distribuída sobre sua superfície. Podemos entender essa segunda propriedade pelo conceito básico de repulsão eletrostática. Qualquer que seja a carga elétrica do condutor, as partículas car- regadas repelem-se mutuamente e procuram afastar- -se umas das outras. Assim, elas ocupam as posições mais distantes possíveis, sem abandonar o corpo.

O campo elétrico imediatamente exterior ao condutor

carregado é perpendicular à superfície do condutor. Como não pode haver diferença de potencial elétrico na superfície do condutor, para que não haja movi- mento ordenado de cargas, todos os pontos devem delimitar uma superfície equipotencial. Portanto, o

campo elétrico, em cada ponto da superfície do con- dutor, deve ser perpendicular à superfície.

E 2 E + 1 + E 3 + + E 4 + + +
E 2
E
+
1
+
E 3
+
+
E 4
+
+
+
E 7
E 5
E
6

d.

Em um condutor de forma irregular, a densidade su-

perficial de carga é máxima nos locais onde é mínimo

o raio de curvatura da superfície.

A densidade superficial de carga “σ” é definida como

a razão entre a quantidade de carga distribuída Q em uma determinada área A.

Assim:

Q σ = A
Q
σ =
A

A unidade de σ, no SI, é C/m 2 .

A

Assim: Q σ = A A unidade de σ , no SI, é C/m 2 .

Superfície de um corpo condutor com a carga Q distribuída na área A

17221Física

TOMCH / ISTOCK

BOONSOM / ISTOCK

EMI-16-120

Para entender essa propriedade, imaginemos um corpo de formato irregular, conforme o da figura.

um corpo de formato irregular, conforme o da figura. Corpo de formato irregular com carga distribuída

Corpo de formato irregular com carga distribuída em sua superfície

Dado o formato irregular do corpo, a carga não se distribui uniformemente em relação à densidade superficial de carga, ou seja, na região do corpo em que há menos superfície para as cargas ficarem distribuídas, a densidade de cargas é maior. Isso significa que, em corpos condutores carregados com regiões pontiagudas, há um campo elétrico externo ao corpo, gerado pelas próprias cargas na superfície do corpo, mais in- tenso nessas regiões. Esse fenômeno é conhecido como poder das pontas.

regiões. Esse fenômeno é conhecido como poder das pontas. No interior de um condutor em equilíbrio

No interior de um condutor em equilíbrio eletrostático, o campo elétrico é nulo. Então, dizemos que no interior des- se condutor ocorre um fenômeno chamado de blindagem eletrostática ou gaiola de Faraday, que significa que o meio interno está eletricamente isolado do meio externo. Como exemplo, podemos citar o cabo coaxial usado nos cabos das antenas de televisão.

Jaqueta

Malha

de metal

Isolamento

interno

(dielétrico)

Fio de cobre

O plástico externo serve tanto para proteger o cabo, quan- to para ser um isolante de eletricidade. A malha de fios abaixo do plástico serve como um condutor em equilíbrio eletrostáti- co que faz a blindagem eletrostática no meio interno. O plás- tico entre a malha e o fio interno serve como isolante elétrico do fio interno, para que ele não toque a malha elétrica. O fio in- terno transporta a mensagem da antena até a televisão, pro- tegido de interferências externas. Dessa forma, a mensagem pode ser transmitida a longas distâncias. Outra aplicação do assunto visto nesse capítulo é o princípio de funcionamento de um para-raios.

capítulo é o princípio de funcionamento de um para-raios. Para-raios de quatro pontas Ele é constituído

Para-raios de quatro pontas

Ele é constituído de um metal pontiagudo e, por meio de cabos, conectado à Terra. Em dias muito quentes, as camadas de ar se movem rapidamente devido à convecção e isso pro- voca atrito entre o ar e as nuvens e entre as próprias camadas das nuvens. Esses atritos podem gerar cargas elétricas. Se isso acontecer, a nuvem fica eletrizada, ou seja, fica carrega- da de cargas elétricas. Algumas nuvens adquirem, no atrito, cargas elétricas positivas e outras, cargas elétricas negati- vas. As nuvens podem trocar cargas elétricas entre si ou com a Terra. Se a troca de cargas elétricas for com a Terra, ocorre o que chamamos de raio.

elétricas for com a Terra, ocorre o que chamamos de raio. Edifícios protegidos por para-raios Entre

Edifícios protegidos por para-raios

Entre a nuvem e a Terra, ocorre o fenômeno da indução eletrostática mesmo antes de ocorrer a descarga elétrica. Como o para-raios é um condutor pontiagudo, a densidade das cargas elétricas será maior que na superfície da Terra e, dessa forma, a descarga elétrica do raio acaba, geralmen- te, acontecendo no para-raios. No momento em que o ar não consegue mais suportar o campo elétrico criado pelas cargas elétricas, pelas nuvens e pelos para-raios, ocorre a descarga, ou seja, o raio. A luz emitida pelo raio (relâmpago) deve-se ao efeito Joule (aquecimento do ar que ocorre a mi- lhares de graus Celsius), e o som emitido (o trovão) ocorre em virtude do aquecimento e da expansão do ar provocados pelas ondas mecânicas geradas no momento da descarga. Para se proteger de um raio, deve-se procurar um abrigo no interior de um condutor de eletricidade. Pode ser no interior de um automóvel ou no interior de uma residência. No inte- rior desta, deve-se evitar contatos com fios de eletricidade que podem carregar parte da carga do raio para o interior da residência.

que podem carregar parte da carga do raio para o interior da residência. Ciências da Natureza
que podem carregar parte da carga do raio para o interior da residência. Ciências da Natureza
que podem carregar parte da carga do raio para o interior da residência. Ciências da Natureza

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

17221Física

JERBARBER, GRASSETTO / ISTOCK

EMI-16-120

F í s i c a JERBARBER, GRASSETTO / ISTOCK EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

/ ISTOCK EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias Para saber mais sobre o poder das
Para saber mais sobre o poder das pontas, acesse o link: <http://efisica.if.usp.br/
Para saber mais sobre o poder das pontas,
acesse o link: <http://efisica.if.usp.br/
eletricidade/basico/carga/raio_relampago/>.
Assista ao vídeo:
<http://www.manualdomundo.com.br/2014/02/
como-fazer-gaiola-de-faraday/>.
Saiba mais sobre a gaiola de Faraday:
<http://www.feiradeciencias.com.
br/sala11/11_47.asp>.
8. Organizador gráfico

A. Energia potencial elétrica

8. Organizador gráfico A. Energia potencial elétrica Energia potencial elétrica k · Q · q E

Energia potencial

elétrica

k · Q · q E = d Potencial elétrico Ep V = q Q
k
· Q
· q
E =
d
Potencial elétrico
Ep
V =
q
Q 1
V = k ·
d 1
P P 1 1
P P 2 2
Diferença de
Diferença de
Superfícies
potencial
equipotenciais
U AC = V A – V C
Apenas
Tema
Tópico
Subtópico
Subtópicodestaque
Características
texto

17221Física

EMI-16-120

Módulo 67

Energia potencial elétrica e potencial elétrico

Exercícios de Aplicação 01. 03. Considere um ponto P próximo a uma carga fonte em
Exercícios de Aplicação
01.
03.
Considere um ponto P próximo a uma carga fonte em que
a energia potencial elétrica é 0,2 J, e o potencial elétrico é 10 V.
Determine o módulo da carga fonte do campo elétrico.
No vácuo, cuja constante eletrostática vale:
Resolução
k = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2
são colocadas duas cargas elétricas puntiformes Q = 8 µC
e q = 4 µC, separadas pela distância de 0,4 m. Calcule a ener-
gia potencial elétrica desse sistema de cargas.
E
p
V =
Resolução
q
k
Q
q
0 2
,
9
10
9
8
10
6
4
10
6
10 =
E
=
=
p
q
d 0 4
,
q = 0 02
,
C
E
= 0 7
,
22 J
p
Habilidade
Calcular a energia potencial elétrica de cargas puntiformes.
02.
Uma carga elétrica puntiforme, Q = 12 · 10 –6 C, encontra-
-se fixa no vácuo.
Considere k 0 = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2 .
a. Determine o potencial elétrico em um ponto a 3,0 cm
da carga, a 6,0 cm da carga e a 9,0 cm da carga Q.
b. Trace o gráfico do potencial elétrico gerado por essa
carga em função da distância.
Resolução
a. potencial elétrico gerado pela carga Q é dado por:
O
Q
V
=
k
d
Substituindo os valores de k e Q, obtemos:
1 1 08
,
⋅ 10
5
V =
9
10
9
12
10
− 6
=
d
d
Para d = 3 · 10 –2 m ⇒ V = 3,6 · 10 6 V
Para d = 6 · 10 –2 m ⇒ V = 1,8 · 10 6 V
Para d = 9 · 10 –2 m ⇒ V = 1,2 · 10 6 V
b. Na figura seguinte, temos a representação gráfica do
potencial elétrico em função da distância.
V (10 6 V)
Arco da
X hipérbole
3,6
equilátera
Y
1,8
Z
1,2
0 3,0
6,0
9,0
d (10 –2 m)
X hipérbole 3,6 equilátera Y 1,8 Z 1,2 0 3,0 6,0 9,0 d (10 –2 m)

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

X hipérbole 3,6 equilátera Y 1,8 Z 1,2 0 3,0 6,0 9,0 d (10 –2 m)

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias Exercícios Extras 04. O gráfico representa

Exercícios Extras

Ciências da Natureza e suas Tecnologias Exercícios Extras 04. O gráfico representa a variação da energia
04. O gráfico representa a variação da energia potencial de uma carga elétrica de 2
04.
O gráfico representa a variação da energia potencial de
uma carga elétrica de 2 · 10 –6 C, no vácuo, submetida apenas
à ação de um campo elétrico uniforme e paralelo ao eixo x.
Em x = 0,0 cm, a energia cinética da carga é nula.
0,0014
0,0012
0,001
0,0008
0,0006
0,0004
0,0002
0 0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
1,2
1,4
E
p (J)

x (cm)

Com base nesses dados, o potencial elétrico em x = 0,6 cm é:

a. 0,0006 V

b. 0,003 V

c. 3 V

d. 60 V

e. 300 V

cm é: a. 0,0006 V b. 0,003 V c. 3 V d. 60 V e. 300

05.

O gráfico que melhor descreve a relação entre o potencial elétrico V, originado por uma carga elétrica Q < 0, e a distância d de um ponto qualquer à carga é:

a. V d b. V d c. V d
a. V
d
b. V
d
c.
V
d

d.

e.

V d V d
V
d
V
d

Seu espaço

Sobre o módulo Neste módulo, o aluno deve adquirir as habilidades necessárias para compreender e diferenciar os conceitos de energia potencial elétrica e potencial elétrico. Para isso, a analogia entre os conceitos de energia potencial gravitacional e potencial gra- vitacional pode ser útil. A diferenciação dos conceitos por meio de suas unidades de medida e sua demonstração em fenômenos elétricos pode ser uma estratégia interessante.

17221Física

EMI-16-120

Exercícios Propostos 10. Da teoria, leia os tópicos 1, 2 e 2A Exercícios de tarefa
Exercícios Propostos
10.
Da teoria, leia os tópicos 1, 2 e 2A
Exercícios de
tarefa
reforço
aprofundamento
Uma carga de 2,0 · 10 –7 C encontra-se isolada, no vácuo,
distante 6,0 cm de um ponto P.
Qual a proposição correta?
06.
a.
O vetor campo elétrico, no ponto P, está voltado para
Em um ponto A de um campo elétrico gerado por uma car-
a carga.
ga puntiforme, o potencial elétrico é 200 V, e a intensidade do
campo elétrico é 0,8 N/C. A distância, em metros, do ponto A à
carga geradora do campo elétrico é:
b.
O
campo elétrico, no ponto P, é nulo porque não há ne-
nhuma carga elétrica em P.
c.
a.
0,25
O potencial elétrico, no ponto P, é positivo e vale
3,0 · 10 4 V.
b.
2,5
d.
c.
25
O potencial elétrico, no ponto P, é negativo e vale
–5,0 · 10 4 V.
d.
250
11.
e.
2 500
07.
A respeito dos conceitos eletrostáticos, assinale a alter-
nativa correta.
Quando aproximamos duas partículas que se repelem, a
energia potencial das duas partículas:
a.
Campo elétrico é uma grandeza escalar, e sua unidade
é
N/C.
a. aumenta.
b.
b. diminui.
Potencial elétrico é uma grandeza vetorial, e sua uni-
dade é volt.
c. fica constante.
c.
d. diminui e, em seguida, aumenta.
Energia potencial elétrica e potencial elétrico repre-
sentam a mesma quantidade física.
e. aumenta e, em seguida, diminui.
d.
A
energia potencial elétrica de um sistema de cargas
é
sempre positiva.
08.
e.
O
potencial elétrico é uma característica de cada car-
No campo elétrico criado no vácuo por uma carga Q punti-
forme de 4,0 · 10 –3 C, é colocada uma carga q, também punti-
forme, de 3,0 · 10 –3 C, a 20 cm da carga Q.
ga, e a energia potencial elétrica só existe quando há
mais de uma carga no sistema.
12.
UFPE (adaptado)
A energia potencial adquirida pela carga q é:
a. 6,0 · 10 –3 joules.
O gráfico mostra a dependência do potencial elétrico cria-
b. 8,0 · 10 –2 joules.
c. 6,3 joules.
do por uma carga pontual, no vácuo, em função da distância
à carga.
d. 5,4 · 10 5 joules.
1 000
09. UFPE (adaptado)
800
O gráfico mostra a dependência do potencial elétrico cria-
do por uma carga pontual, no vácuo, em função da distância
à carga.
600
400
1 000
200
800
0
0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
600
Distância (m)
400
O valor da carga elétrica é:
Dado: k = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2
200
a.
1 · 10 –9 C
c. 3 · 10 –9 C
e.
5 · 10 –9 C
b.
2 · 10 –9 C
d. 4 · 10 –9 C
0
0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
Distância (m)
13.
UFPE
Determine a energia potencial elétrica que uma carga de
5 µC adquire ao ser colocada a 5 cm da carga pontual.
Duas cargas elétricas iguais de módulo Q estão separa-
das pela distância d. Nessas condições, a energia potencial
a. 900 J
b. 45 J
elétrica do sistema vale E p . Dobrando-se os módulos das duas
cargas elétricas e dobrando-se a distância entre elas, a nova
energia potencial elétrica do sistema de cargas, será:
c. 0,0045 J
a.
E
d. 0,5 · E p
p
d. 45 · 10 –9 J
b.
2 · E p
e. 025 · E p
e. 45 · 10 –7 J
c.
4 · E p
Potencial elétrico (V)
Potencial elétrico (V)
45 · 10 –7 J c. 4 · E p Potencial elétrico (V) Potencial elétrico (V)

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

45 · 10 –7 J c. 4 · E p Potencial elétrico (V) Potencial elétrico (V)

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e
1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 14. UERJ Em um laboratório, um

14. UERJ

Em um laboratório, um pesquisador colocou uma esfera pontual, eletricamente carregada, em uma câmara a vácuo. O potencial e o módulo do campo elétrico, medidos a certa dis- tância dessa esfera, valem, respectivamente, 600 V e 200 V/m. Determine o valor da carga elétrica da esfera. Dado: k = 9· 10 9 N ·m 2 /C 2

da esfera. Dado: k = 9· 10 9 N ·m 2 /C 2 15. Enem As

15. Enem

As células possuem potencial de membrana, que pode ser classificado em repouso ou ação, e é uma estratégia ele- trofisiológica interessante e simples do ponto de vista físico. Essa característica eletrofisiológica está presente na figura, que mostra um potencial de ação, disparado por uma célula que compõe as fibras de Purkinje, responsáveis por conduzir os impulsos elétricos para o tecido cardíaco, possibilitando assim a contração cardíaca. Observa-se que existem quatro fases envolvidas nesse potencial de ação, sendo denomina- das fases 0, 1, 2 e 3.

Fase 1 0 Fase 2 Fase 3 –50 Fase 0 –100 200 400 600 Potencial
Fase 1
0
Fase 2
Fase 3
–50
Fase 0
–100
200
400
600
Potencial de membrana (mV)

Tempo (ms)

–100 200 400 600 Potencial de membrana (mV) Tempo (ms) O potencial de repouso dessa célula

O potencial de repouso dessa célula é –100 mV e, quan- do ocorre influxo de íons Na + e Ca 2 + , a polaridade celular pode atingir valores de até +10 + e Ca 2+ , a polaridade celular pode atingir valores de até +10 mV, o que se denomina despolari- zação celular. A modificação no potencial de repouso pode disparar um potencial de ação, quando a voltagem da mem- brana atinge o limiar de disparo, que está representado na figura pela linha pontilhada. Contudo, a célula não pode se manter despolarizada, pois isso acarretaria a morte celular. Assim, ocorre a repolarização celular, mecanismo que reverte

ocorre a repolarização celular, mecanismo que reverte a despolarização e leva a célula ao potencial de
a despolarização e leva a célula ao potencial de repouso. Para tanto, há o influxo
a despolarização e leva a célula ao potencial de repouso. Para
tanto, há o influxo celular de íons K + .
Qual das fases, presentes na figura, indica o processo de
despolarização e repolarização celular, respectivamente?
a. Fases 0 e 2
b. Fases 0 e 3
c. Fases 1 e 2
d. Fases 2 e 0
e. Fases 3 e 1
16. Cesgranrio-RJ
Um sistema tridimensional de coordenadas ortogonais,
graduadas em metros, encontra-se em um meio cuja cons-
9 N ⋅ m
2
tante eletrostática é 1 3
,
⋅ 10
2 .
C
y
(0, 12; 0)
12
(4; 0; 0)
x
(0, 0, 0)
(0, 0, 3)
3
z
4
Nesse meio, há apenas três cargas positivas puntifor-
mes, Q 1 , Q 2 e Q 3 , todas com carga igual a 1,44 · 10 –4 C.
Essas cargas estão fixas, respectivamente, nos pontos
(0,b,c), (a,0,c) e (a,b,0). Os números a, b e c (c < a < b) são as
raízes da equação x 3 – 19 · x 2 + 96 · x – 144 = 0.
Adotando-se o referencial no infinito, o potencial elétrico,
em kV, gerado pela carga Q 3 no ponto (0,0,c) é:
a. 14,4
b. 15,6
c. 25,8
d. 46,8
e. 62,4

17221Física

EMI-16-120

Módulo 68

Potencial elétrico gerado por várias cargas puntiformes

Exercícios de Aplicação 01. 03. Duas cargas elétricas puntiformes Q 1 e Q 2 estão
Exercícios de Aplicação
01.
03.
Duas cargas elétricas puntiformes Q 1 e Q 2 estão localiza-
das nos extremos de um segmento AB de 10 cm, no vácuo.
(Q 1 )
(Q 2 )
M
P
A figura mostra duas cargas iguais q = 1,0 · 10 –11 C, co-
locadas em dois vértices de um triângulo equilátero de lado
igual a 1 cm.
Qual o valor, em volts, do potencial elétrico no terceiro
vértice do triângulo (ponto P)?
Dado: constante eletrostática do meio: k = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2 .
A
B
q
Q 1 = +4,0 · 10 –8 C e Q 2 = –1,0 · 10 –8 C
Dado: k 0 = 9,0 · 10 9 N · m 2 /C 2
Calcule o potencial resultante em M, ponto médio do seg-
mento AB.
P
Resolução
V
=
V
+
V
q
M
1
2
Q
Q
1
2
V
= k
+
k
M
d
a. 9 V
1 d
2
b. 18 V
4
10
− 8
1
⋅ 10
− 8
V
= 9
10
9 ⋅
9
10
9 ⋅
c. 27 V
M
0 , 0
55
0 05
,
d. 30 V
V
=
5 ,
4
10
3 V
M
e. 40 V
Resolução
02.
Q
Quatro cargas elétricas positivas Q são colocadas nos
vértices de um quadrado, e uma quinta carga q, também po-
sitiva, localiza-se no ponto O, indicado na figura. Pode-se afir-
mar que a força elétrica na carga q e o potencial elétrico no
ponto O são, respectivamente:
2
V
= k
Q 1 + k
p
d
1 d
2
1 ⋅ 10
− 11
1
⋅ 10
− 11
= 9
10
9 ⋅
+ 9
⋅ 10
9
V p
0 01
,
0 01
,
=
18 V
V p
Q
Q
d
d
q
O
Alternativa correta: B
Habilidade
Calcular o potencial elétrico gerado por uma ou mais car-
gas puntiformes.
d
d
Q
Q
4
⋅ k
⋅ Q
⋅ k
⋅ Q
a. nula e
.
d. 4
e nulo.
d
d
⋅ ⋅ q
k
⋅ Q
4
⋅ k
⋅ q
⋅ q
b. 4
e nulo.
e. nulo e
.
d
2
d
⋅ k
⋅ Q
⋅ q
4 ⋅ k
⋅ Q
c. 4
e
.
d d
Resolução
F 1 = F 2 = F 3 = F 4
F R = 0
V R = V 1 + V 2 + V 3 + V 4


F F
1
2


F
F
3
4
4
⋅ k
⋅ Q
d
+ V 4   F F 1 2   F F 3 4 4

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

+ V 4   F F 1 2   F F 3 4 4

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias Exercícios Extras 04. 05. Em três
Exercícios Extras 04. 05. Em três dos vértices de um quadrado, encontram-se car- gas elétricas
Exercícios Extras
04.
05.
Em três dos vértices de um quadrado, encontram-se car-
gas elétricas fixas positivas. O potencial elétrico resultante no
quarto vértice desse quadrado:
Duas cargas elétricas –q estão distantes do ponto A como
mostra a figura.
a. será obrigatoriamente nulo.
A
a
b. será a soma vetorial dos três vetores potenciais elé-
tricos.
–q
45º
c. será a soma escalar dos potenciais das três cargas e
terá sinal positivo.
45º
a
d. será a soma escalar dos potenciais das três cargas e
terá sinal negativo.
–q
x
e. só terá potencial elétrico nesse quarto vértice se hou-
ver a presença de uma carga de prova.
a.
Em que ponto distante de A, sobre a reta A x , deve-se colo-
car +q para que o potencial eletrostático em A seja nulo?
b.
O
ponto encontrado no item a é o único ponto no qual
a
carga +q pode ser colocada para anular o potencial
em A? Justifique a resposta.

Seu espaço

Sobre o módulo Após o estudo deste módulo, o aluno deverá ser capaz de calcular o potencial elétrico de um sistema de cargas pontuais. Um ponto interessante para abordar com os alunos pode ser o caráter escalar das grandezas envolvidas, que implica uma abordagem diferente daquela utilizada para calcular o campo elétrico ou a força elétrica resultante.

EMI-16-120

Exercícios Propostos 10. Da teoria, leia o tópico 2B. Exercícios de tarefa reforço aprofundamento Nos
Exercícios Propostos
10.
Da teoria, leia o tópico 2B.
Exercícios de
tarefa
reforço
aprofundamento
Nos pontos A, B e C, de uma circunferência de raio 3 cm,
fixam-se cargas elétricas puntiformes de valores 2 µC, 6 µC e
2 µC, respectivamente. Determine:
06.
A
Duas cargas elétricas, Q 1 = 2 µC e Q 2 = –2 µC, estão fixas
em dois vértices de um triângulo equilátero de lado 0,3 m.
Determine o potencial elétrico no terceiro vértice do triângulo.
Adote: k = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2 .
B
07.
Duas cargas elétricas puntiformes Q 1 = 2,0 µC e Q 2 = – 6,0 µC
encontram-se no vácuo, distanciadas de 1,2 m. Determine a
que distância da carga Q 1 encontra-se o ponto, sobre o seg-
mento de reta que as une, no qual o potencial elétrico devido
C
a ambas as cargas é nulo.
a.
Q 1
Q 2
a intensidade do vetor campo elétrico resultante no
centro do círculo;
b.
1,2 m
o potencial elétrico no centro do círculo.
(Considere as cargas no vácuo, onde
k = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2 .)
a.
0,2 m
11. UFPE
b.
0,3 m
c.
0,4 m
d.
0,6 m
e.
1,0 m
Considere duas cargas elétricas puntiformes, de mesmo
valor e sinais contrários, fixas no vácuo e afastadas pela distân-
cia d. Pode-se dizer que o módulo do campo elétrico E e o valor
do potencial elétrico V, no ponto médio entre as cargas, são:
08.
a.
E
≠ 0 e V ≠ 0
Duas cargas pontuais idênticas, de carga q = 1 · 10 -9 C,
b.
E
≠ 0 e V = 0
são
colocadas
a
uma
distância
de
0,1 m. Determine o
c.
E
= 0 e V = 0
potencial eletrostático e o campo elétrico, a meia distância,
entre as cargas.
Considere k = 9,0 · 10 9 (N · m 2 /C 2 ).
d.
E
= 0 e V ≠ 0
e.
E
= 2 · V/d
12.
UFPE
a.
100,0 N · m/C e 2,0 N/C
b.
120,0 N · m/C e 0,0 N/C
c.
140,0 N · m/C e 1,0 N/C
Três cargas puntiformes, q, no vácuo, de módulo igual a
2,7 · 10 –10 C, estão situadas conforme indica a figura.
d.
160,0 N · m/C e 2,0 N/C
e.
360,0 N · m/C e 0,0 N/C
09.
–q
+q
A figura representa duas cargas elétricas puntiformes,
mantidas fixas em suas posições, de valores +2q e –q, sendo
d
d
q o módulo de uma carga de referência.
30º
30º
O
30º
+2q
–q
I
L
d
J
K
+q
Considerando-se zero o potencial elétrico no infinito, é
correto afirmar que o potencial elétrico criado pelas duas car-
gas será zero também nos pontos:
a. I e J.
Determine o potencial resultante, em volts, no ponto O da
figura para d = 9,0 cm.
b. I e K.
a. 9 V
c. I e L.
b. 18 V
d. J e K.
c. 27 V
e. K e L.
d. 36 V
e. 45 V
119
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
17221Física
L. b. 18 V d. J e K. c. 27 V e. K e L. d.
L. b. 18 V d. J e K. c. 27 V e. K e L. d.

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e
1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 13. Duas cargas elétricas negativas se
i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 13. Duas cargas elétricas negativas se

13.

Duas cargas elétricas negativas se encontram em dois

dos vértices de um triângulo equilátero. O potencial elétrico no terceiro vértice desse triângulo, devido apenas a essas duas cargas, será:

a. nulo.

b. positivo.

c. negativo.

d.

a

soma de dois vetores que formam entre si um ângu-

lo de 60º.

e.

soma de dois vetores que formam entre si um ângu- lo de 120º.

a

dois vetores que formam entre si um ângu- lo de 120º. a 14. Sabendo-se que V

14.

Sabendo-se que V ab = V a – V b = –40 V é a diferença de po-

tencial entre dois pontos A e B e que A está mais próximo da carga fonte de campo, é correto afirmar que:

próximo da carga fonte de campo, é correto afirmar que: a. carga fonte é positiva. b.

a. carga fonte é positiva.

b. sentido do campo é de A para B.

c. potencial de B é menor que o potencial de A.

d. potencial de B é nulo.

e. carga fonte é negativa.

a

o

o

o

a

15. ITA-SP

Considere as cargas elétricas q 1 = 1 C, situada em x = –2 m, e q 2 = –2 C, situada em x = –8 m. Então, o lugar geométrico dos pontos de potencial nulo é:

a. uma esfera que corta o eixo x nos pontos x = –4 m e

x = 4 m.

b. uma esfera que corta o eixo x nos pontos x = –16 m

e x = 16 m.

c. um elipsoide que corta o eixo x nos pontos x = –4 m

e x = 16 m.

d. um hiperboloide que corta o eixo x no ponto x = –4 m.

e. um plano perpendicular ao eixo x que o corta no ponto

x = –4 m.

16. ITA-SP Três esferas condutoras, de raio a e carga Q, ocupam os vértices de um triângulo equilátero de lado b > a, conforme mostra a figura (1). Considere as figuras (2), (3) e (4), em que, respectivamente, cada uma das esferas se liga e desli- ga da Terra, uma de cada vez. Determine, nas situações (2), (3) e (4), a carga das esferas Q 1 , Q 2 e Q 3 , respectivamente, em função de a, b e Q.

Q

Q 1

Q 1

Q

Q Q Q 1 Figura 1 Figura 2 Q Q 3 Q 2 Q 1
Q
Q
Q 1
Figura 1
Figura 2
Q
Q
3
Q 2
Q 1
Q 2
Figura 3
Figura 4

17221Física

EMI-16-120

Módulo 69

Energia potencial elétrica de várias cargas puntiformes

Exercícios de Aplicação 01. 03. A figura mostra três cargas elétricas alinhadas no vácuo (k
Exercícios de Aplicação
01.
03.
A figura mostra três cargas elétricas alinhadas no vácuo
(k = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2 ). Calcule a energia potencial elétrica
desse sistema de cargas.
No triângulo da figura, o sistema de cargas AB armazena,
independentemente da carga C, uma quantidade de energia
potencial denominada E.
Q 1 = 3,0 µ C
Q 2 = – 2,0 µ C
Q 3 = 5,0 µ C
C
Q
30 cm
30 cm
Resolução
d
d
k
·
Q
·
Q
k
·
Q
·
Q
k
·
Q
·
Q
1
2
2
3
1
3
E
=
+
+
p
d
d
d
1 2
,
2 3
,
1 3
,
Q
Q
9 ⋅ 1 0
9
3
10
6
(
2
10
6
)
E
=
+
A
d B
p
0 30
,
9
⋅ 10
9
(
2
10
6
)
5
⋅ 10
6
+
+
Assim, pode-se concluir que a quantidade de energia ar-
0 30
,
mazenada no sistema ABC é:
9
⋅ 10
9
3
10
6
5
10
6
a. E
+
0 60
,
b. 2 ·
E
E
=
0
,
118
0 3
,
+
0 225
,
c. 3 ·
E
p
d. 4 · E
E
=
− 0
,
255
J
p
e. 5 ·
E
02.
Na região do campo elétrico criado por uma carga punti-
forme Q = 4,0 · 10 –3 C, é colocada outra carga puntiforme q de
2,0 · 10 –3 C, distante 4 cm de Q. No ponto médio do segmento
de reta que une Q e q, adiciona-se outra carga de 3,0 · 10 –3
C. Assim, ao se adicionar a terceira carga, o valor da energia
aumenta em:
Resolução
Considerando apenas as cargas A e B, há somente um par
de cargas. Levando em conta a carga C, podemos obter três
pares distintos de cargas elétricas.
Alternativa correta: C
Habilidade
Calcular a energia potencial elétrica de cargas puntiformes.
a. 18 · 10 5 J
c. 81 · 10 5 J
e. 90 · 10 6 J
b. 54 · 10 5 J
d. 36 · 10 6 J
Resolução
Q 1
q 3
q 2
d
d
13
32
Aumento da energia:
∆E p = E f – E i
∆E p = E 12 +E 13 + E 23 – E 12
∆E p = E 13 + E 23
Q
k
q
k
q
q
1
3
2
3
E
=
+
p
d
13 d
23
9
1
0
9
4 , 0
⋅ 10
3
3 0
,
10
3
∆ E
=
+
p
2
10
2
9
10
9
2 0
,
10
3
3,0
⋅ 10
3
+
2 ⋅ 10
− 2
∆E p
=
81
⋅ 10
5 J
Alternativa correta: C
− 3 + 2 ⋅ 10 − 2 ∆E p = 81 ⋅ 10 5 J

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

− 3 + 2 ⋅ 10 − 2 ∆E p = 81 ⋅ 10 5 J

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias Exercícios Extras 04. Uespi Três cargas

Exercícios Extras

Ciências da Natureza e suas Tecnologias Exercícios Extras 04. Uespi Três cargas pontuais idênticas encontram-se
Ciências da Natureza e suas Tecnologias Exercícios Extras 04. Uespi Três cargas pontuais idênticas encontram-se

04. Uespi

Três cargas pontuais idênticas encontram-se arranjadas de acordo com as configurações das figuras 1 e 2. Se a ener- gia potencial eletrostática das configurações é a mesma, a razão D/L é dada por:

Figura 1 L
Figura 1
L
a. 1/(2+5 b. 1/(4+5 c. 2/(2+2 d. 4/(4+2 e. 5/(4+2 05. UFPR
a.
1/(2+5
b.
1/(4+5
c.
2/(2+2
d.
4/(4+2
e.
5/(4+2
05.
UFPR

L

1/2

1/2

1/2

1/2

1/2

)

)

)

)

)

Figura 2

D D
D
D

O século XIX foi de extrema importância para o desenvol- vimento da física. A partir das experiências pioneiras de al- guns físicos, entre eles Coulomb e Oersted, a vida do homem começou a mudar radicalmente. Era o eletromagnetismo

tomando sua forma e finalmente se materializando nos tra-

balhos de Maxwell, Faraday, Lenz, Ampère e outros. Nos dias de hoje, o eletromagnetismo é uma das bases científicas da vida moderna, fundamentando o funcionamento de dispositi- vos tão simples como uma lâmpada ou tão sofisticados como computadores e telefones celulares. Com relação ao eletro- magnetismo, considere as seguintes afirmativas:

1. Um corpo eletricamente carregado possui excesso de cargas elétricas de um dado sinal. Tais cargas elétri- cas dão origem a um campo vetorial conhecido como campo elétrico, cujas linhas de campo começam ou terminam nessas cargas elétricas.

2. Para aproximar duas cargas elétricas de mesmo sinal com velocidade constante deve-se, necessariamente, aplicar uma força. Nesse processo, a energia potencial elétrica do sistema diminui.

3. Quando se aproximam duas cargas elétricas puntifor- mes de mesmo sinal a energia potencial elétrica do sistema aumenta.

Assinale a alternativa correta.

a. Somente a afirmativa 1 é verdadeira.

b. Somente a afirmativa 2 é verdadeira.

c. Somente a afirmativa 3 é verdadeira.

d. Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.

e. Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.

Seu espaço

Sobre o módulo Após o estudo desse módulo, o aluno deverá ser capaz de calcular a energia potencial elétrica de um sistema de cargas pontuais. Pode ser interessante abordar o caráter escalar das grandezas envolvidas, que implica uma abordagem diferente daquela utilizada para calcular o campo elétrico ou a força elétrica resultante.

EMI-16-120

Exercícios Propostos Da teoria, leia o tópico 2C. Assinale a alternativa correta. a. Apenas I
Exercícios Propostos
Da teoria, leia o tópico 2C.
Assinale a alternativa correta.
a.
Apenas I é correta.
Exercícios de
tarefa
reforço
aprofundamento
b.
Apenas II é correta.
c.
I e II são corretas.
06.
d.
Nenhuma das alternativas é correta.
A figura mostra três cargas elétricas alinhadas no vácuo
11.
Mackenzie-SP
(k = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2 ). Calcule a energia potencial elétrica
desse sistema de cargas.
A 40 cm de um corpúsculo eletrizado, coloca-se uma car-
Q 1 = 3,0 µ C
Q 2 = 5,0 µ C
Q 3 = 4,0 µ C
ga puntiforme de 2,0 µC. Nessa posição, a carga adquire ener-
gia potencial elétrica igual a 0,54 J.
30 cm
30 cm
Considerando k 0 = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2 , a carga elétrica do
corpúsculo eletrizado é:
a.
20 µC
c. 9 µC
e. 4 µC
07.
b.
12 µC
d. 6 µC
Três cargas elétricas, Q 1 = Q 2 = Q 3 = 5,0 µC, estão dispostas
nos vértices de um triângulo equilátero, de lado 50 cm, con-
forme mostra a figura abaixo. Sabendo-se que o meio é o vá-
cuo, cuja constante da eletrostática vale k = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2 ,
calcule a energia potencial elétrica do sistema de cargas.
12.
UFRJ
A figura mostra um sistema de duas partículas punti-
formes, A e B, em repouso, com cargas elétricas iguais a Q,
separadas por uma distância r. Sendo k a constante eletros-
tática, pode-se afirmar que o módulo da variação da energia
Q 1
potencial da partícula B na presença da partícula A, quando
sua distância é modificada para 2r, é:
Q 3
r
Q 2
08.
A
B
B
A figura mostra três cargas elétricas alinhadas no vácuo
(k = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2 ). Calcule a energia potencial elétrica
2r
desse sistema de cargas.
2
Q 1 = 10 µC
Q 2 = 10 µC
k
⋅ Q
Q
a.
d. k
4
⋅ r
2
4 ⋅
r 2
30 cm
k
⋅ Q
2
Q 2
b.
e. k
40 cm
2
⋅ r
r
k
⋅ Q
c.
2
⋅ r 2
Q 3 = –10 µ C
09.
13.
Uma carga positiva puntiforme é liberada, a partir do
repouso, da região do campo elétrico criado por outra carga
As cargas elétricas dispostas na figura possuem módulo
de 1 mC e a distância d vale 2cm.
puntiforme negativa. A respeito da energia potencial elétrica
do sistema, é correto afirmar:
–q
+q
a. A energia potencial elétrica do sistema diminui.
b. A energia potencial elétrica do sistema aumenta.
d
d
c. A energia potencial elétrica do sistema é constante.
30º
30º
d. A energia potencial diminui inicialmente e, depois,
aumenta.
O
30º
e. A energia potencial aumenta inicialmente e, depois,
diminui.
d
+q
10. UFU-MG (adaptado)
Considere as seguintes afirmações:
I. Uma molécula de água, embora eletricamente neutra,
produz campo elétrico.
Com base nas informações e na figura, a energia poten-
cial elétrica armazenada no par de cargas positivas é:
II. A energia potencial elétrica de um sistema de cargas
puntiformes positivas diminui ao ser incluída uma car-
ga negativa no sistema.
a. 9 · 10 5 J
d. 4,5 · 10 7 J
b. 4,5 · 10 5 J
e. 2,25 · 10 7 J
c. 2,25 · 10 5 J
123
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
17221Física
7 J b. 4,5 · 10 5 J e. 2,25 · 10 7 J c. 2,25
7 J b. 4,5 · 10 5 J e. 2,25 · 10 7 J c. 2,25

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e
1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 14. A figura mostra duas cargas
i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 14. A figura mostra duas cargas

14.

A figura mostra duas cargas elétricas puntiformes, Q 1 = +10 6 C e Q 2 = –10 6 C, localizadas nos vértices de um triângulo equilátero, de lado d = 0,3 m. O meio é o vácuo, cuja constante eletrostática é k 0 = 9 · 10 9 N · m 2 /C 2 . O potencial elétrico, a intensidade do campo elétrico resultante no ponto P e a energia potencial do sistema são, respectivamente:

Q 1

P d d d
P
d
d
d

a. 0 V; 10 5 V/m; –0,03 J

b. 0 V;

c. 3 · 10 4 V;

d. 6 · 10 4 V; 10 5 V/m; –0,03 J

e. 6 · 10 4 V; 2 · 10 5 V/m; 0,9 J

3 3
3
3

· 10 5 V/m; –0,3 J

· 10 5 V/m; –0,9 J

Q 2

15.

Duas cargas puntiformes, Q 1 = 3,0 µC e Q 2 = –12 µC, es- tão fixas nos pontos A e B, no vácuo, separadas 9, 0 cm e iso- ladas de outras cargas.

Q 1 = 3,0 µ C

9, 0 cm e iso- ladas de outras cargas. Q 1 = 3,0 µ C M

M Q 2 = 12,0 µ C

outras cargas. Q 1 = 3,0 µ C M Q 2 = 12,0 µ C A
outras cargas. Q 1 = 3,0 µ C M Q 2 = 12,0 µ C A

A

9,0 cm

B

Determine a energia potencial elétrica do sistema. Dado: constante eletrostática: k = 9, 0 · 10 9 N · m 2 /C 2

16.

Determine a energia potencial elétrica, armazenada no sistema de cargas, dispostas nos vértices de um quadrado. Sabe-se que Q = 4,0 µC e k = 9 · 10 9 N· m 2 /C 2 .

+ Q + Q 6,0 cm – Q – Q
+ Q
+ Q
6,0 cm
– Q
– Q

17221Física

EMI-16-120

Módulo 70

Superfícies equipotenciais

Exercícios de Aplicação 01. 02. Uma superfície equipotencial representa diversos pon- tos que apresentam o
Exercícios de Aplicação
01.
02.
Uma superfície equipotencial representa diversos pon-
tos que apresentam o mesmo valor para o potencial elétrico.
Represente com linhas pontilhadas algumas das superfícies
equipotenciais geradas por:
A figura representa algumas superfícies equipotenciais
de um campo eletrostático, cada qual com o respectivo valor
de seu potencial.
a. uma carga puntiforme;
Q
1
b. uma placa plana, muito grande e carregada positiva-
mente.
2
+
+
–10 V
+10 V
+
–5 V
+5 V
+
+
Sabe-se ainda que V 1 = V 2 = 0 V.
+
Represente a equipotencial de zero volt.
+
+
Resolução
Resolução
a.
1
Q
2
–10 V
+10 V
–5 V
+5 V
b.
+
+
+
+
+
+
+
+
a. 1 Q 2 –10 V +10 V –5 V +5 V b. + + +

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

a. 1 Q 2 –10 V +10 V –5 V +5 V b. + + +

EMI-16-120

03. Unioeste-PR (adaptado) Numa certa região do espaço sob o vácuo, existe uma única carga
03. Unioeste-PR (adaptado)
Numa certa região do espaço sob o vácuo, existe uma
única carga puntiforme Q, que produz o campo elétrico E re-
presentado na figura a seguir, em que se pode observar ainda
os pontos A e B, respectivamente, sobre as superfícies equi-
potenciais S 1 e S 2 .
Assinale a alternativa correta.
a. O campo elétrico é mais intenso no ponto B da figura.
b. Ao abandonar um elétron no ponto A, este irá se dirigir
ao ponto B.
c. O valor do potencial elétrico no ponto A é metade da-
quele no ponto B
d. A carga geradora desse campo tem sinal negativo.
E
e. Ao abandonar um próton no ponto A, este irá se dirigir
ao ponto B.
A
B
S 1
Resolução
O próton tende a ir do maior potencial para o menor
potencial
Alternativa correta: E
Habilidade
Reconhecer e descrever superfícies equipotenciais.
S 2
Exercícios Extras
04.
05. Epcar-MG
Uma carga puntiforme Q = 1 µC produz um campo elétrico
em seu entorno. A figura representa as superfícies equipoten-
ciais desse campo elétrico. Sabe-se que d 1 = 1 cm, d 2 = 2 · d 1 e
d 3 = 3 · d 1 . Considere a constante eletrostática do meio igual
a 9 · 10 9 N · m 2 /C 2 .
A figura ilustra um campo elétrico uniforme, de módulo E,
que atua na direção da diagonal BD de um quadrado de lado L.
E
A
B
O
Q
d 3
D
L
C
d 1
d 2
Com base nas informações e na figura, determine o po-
tencial elétrico da superfície equipotencial 3.
Se o potencial elétrico é nulo no vértice D, pode-se afir-
mar que a ddp entre o vértice A e o ponto O, intersecção das
diagonais do quadrado, é:
a. nula.
a. 3 · 10 8 V
b. 1 · 10 8 V
2
b. ⋅
L
E
c. 0,3 · 10 8 V
2
d. 0,9 · 10 8 V
c. ⋅ E
L
2
e. 0,09 · 10 8 V
d. E
L ·
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
17221Física
0,9 · 10 8 V c. ⋅ E L ⋅ 2 e. 0,09 · 10 8
0,9 · 10 8 V c. ⋅ E L ⋅ 2 e. 0,09 · 10 8

17221Física

EMI-16-120

Seu espaço

Sobre o módulo Neste módulo, o aluno deverá adquirir a habilidade de reconhecer, descrever e caracterizar as superfícies equipotenciais. Pode ser conveniente destacar a importância dessas superfícies para o estudo da eletrostática.

dessas superfícies para o estudo da eletrostática. Exercícios Propostos Da teoria, leia os tópicos 3 e
Exercícios Propostos Da teoria, leia os tópicos 3 e 3A. II. O potencial elétrico no
Exercícios Propostos
Da teoria, leia os tópicos 3 e 3A.
II. O potencial elétrico no ponto D é menor que no ponto C.
Exercícios de
tarefa
reforço
aprofundamento
III. Uma partícula carregada negativamente, abandonada
no ponto B, movimenta-se espontaneamente para re-
giões de menor potencial elétrico.
06. Fesp
Considere as seguintes afirmativas sobre o campo de
uma carga puntiforme:
IV. A energia potencial elétrica de uma partícula positiva
diminui quando se movimenta de B para A.
É correto o que se afirma apenas em:
I. As superfícies equipotenciais são esféricas.
a. I.
d. II e IV.
II. As linhas de força são perpendiculares às superfícies
b. I e IV.
e. I, II e III.
equipotenciais.
c. II e III.
III. A intensidade do vetor campo elétrico varia inversa-
mente com a distância do ponto à carga.
São corretas:
a.
I e III.
08. UFG-GO (adaptado)
Uma carga puntiforme Q gera uma superfície equipoten-
cial de 2,0 V a uma distância de 1,0 m de sua posição.
b.
II e III.
V 3 = 1 V
c.
I e II.
d.
todas.
r 3
e.
nenhuma.
V 2 = 2 V
07.
IFSP
r 2 = 1 m
Na figura, são representadas as linhas de força em uma
região de um campo elétrico. A partir dos pontos A, B, C, e D
situados nesse campo, são feitas as seguintes afirmações:
V 1 = 3 V
r 1
D
d
C
B
A
Tendo em vista o exposto, calcule a distância entre as su-
perfícies equipotenciais que diferem dessa por 1,0 V.
I. A intensidade do vetor campo elétrico no ponto B é
maior que no ponto C.
a. 0,67 m
c. 1,33 m
e. 1 m
b. 2 m
d. 0,5 m
127
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
B é maior que no ponto C. a. 0,67 m c. 1,33 m e. 1 m

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e
1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 09. Unifesp A figura representa a
09. Unifesp A figura representa a configuração de um campo elétrico gerado por duas partículas
09. Unifesp
A figura representa a configuração de um campo elétrico
gerado por duas partículas carregadas, A e B.
a.
As superfícies equipotenciais representam pontos
com potenciais decrescentes.
b.
As superfícies equipotenciais são perpendiculares ao
campo elétrico.
c.
Uma carga positiva desloca-se espontaneamente
em direção às superfícies equipotenciais de maior
potencial.
d.
As superfícies equipotenciais são sempre tangenciais
ao campo elétrico.
A
e.
As superfícies equipotenciais representam pontos
com potencial elétrico nulo.
12.
Uma carga negativa –Q, isolada, é colocada em uma re-
gião do espaço como mostra a figura.
B
C
B
A
Assinale a alternativa que apresenta as indicações cor-
retas para as convenções gráficas que ainda não estão apre-
sentadas nessa figura (círculos A e B) e para explicar as que já
estão apresentadas (linhas cheias e tracejadas).
Carga da
Carga da
Linhas
Em volta da carga são marcados três pontos A, B e C.
Linhas
partícula
partícula
cheias com
A
respeito do potencial elétrico, assinale a alternativa correta:
tracejadas
A
B
setas
a.
V A = V B = V C
c. V A < V B < V C
e.
V A < V B > V C
b.
V A > V B > V C
d. V A > V B < V C
Superfície
a. (+)
(+)
Linha de força
equipotencial
13.
Superfície
b. (+)
(–)
Linha de força
equipotencial
Uma carga negativa Q, isolada, é colocada em uma região
do espaço como mostra a figura.
Superfície
c. (–)
(–)
Linha de força
equipotencial
C
Superfície
d. (–)
(+)
Linha de força
equipotencial
B
A
Superfície
e. (+)
(–)
Linha de força
equipotencial
10. PUC-SP
Um campo elétrico é criado por uma carga puntiforme. As
superfícies equipotenciais são superfícies concêntricas, com
centro na carga. Considerando superfícies equipotenciais,
cujos correspondentes valores do potencial diferem por uma
Em volta da carga são marcados três pontos A, B e C.
constante (por exemplo: 20, 18, 16, 14,
que estas superfícies se apresentam:
),
podemos afirmar
A
respeito do potencial elétrico, assinale a alternativa correta:
a. V A = V B = V C
c. V A < V B < V C
e.
V A < V B > V C
a.
igualmente espaçadas.
b. V A > V B > V C
d. V A > V B < V C
b.
cada vez mais espaçadas à medida que a distância à
carga aumenta.
14.
c.
cada vez mais juntas à medida que a distância à carga
aumenta.
A figura representa as linhas de força de determinado
campo elétrico.
d.
mais afastadas ou mais juntas, dependendo do valor
da carga que cria o campo.
11.
E
Com relação às superfícies equipotenciais, assinale a
afirmativa correta.

17221Física

EMI-16-120

Sendo V A , V B e V C os potenciais eletrostáticos em três pontos, A, B e C, respectivamente, com 0 < V A – V C < V B – V C , pode-se afirmar que a posição desses pontos é mais bem re- presentada na alternativa:

desses pontos é mais bem re- presentada na alternativa: a. E     B C A

a.

a. E
a. E
a. E
E
E
 
 

B

C

A

a. E     B C A b. E     C B A c. E
a. E     B C A b. E     C B A c. E

b.

b. E
b. E
b. E
E
E
 
 

C

B

A

E     B C A b. E     C B A c. E  
E     B C A b. E     C B A c. E  

c.

c. E
c. E
c. E
E
E
 
 

B

A

C

E     B C A b. E     C B A c. E  
E     B C A b. E     C B A c. E  

d.

d. E
d. E
d. E
E
E
 

A

C

B

  B A C d. E   A C B Leia o texto e responda às

Leia o texto e responda às questões 15 e 16.

Duas pequenas esferas metálicas, A e B, são mantidas em potenciais eletrostáticos constan- tes, respectivamente, positivo e negativo. As linhas cheias do gráfico representam as inter- secções, com o plano do papel, das superfícies equipotenciais esféricas geradas por A, quando não há outros objetos nas proximidades. De for- ma análoga, as linhas tracejadas representam as intersecções com o plano do papel, das super- fícies equipotenciais geradas por B. Os valores

dos potenciais elétricos dessas superfícies estão indicados no gráfico. As questões se referem à situação
dos potenciais elétricos dessas superfícies estão
indicados no gráfico. As questões se referem à
situação em que A e B estão na presença uma
da outra, nas posições indicadas no gráfico, com
seus centros no plano do papel.
Y(m)
–200 V
+100
–250 V
0,10
–150 V
+125 V
–300 V
+150 V
0,08
–400 V
+200 V
–500 V
+250 V
0,06
+300 V
P
+400 V
+500 V
–1000 V
0,04
–2000 V
A
B
0,02
+1000 V
S
0
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
0,14
x (m)
Adote:
Uma esfera com carga Q gera, fora dela, a uma distância r
do seu centro, um potencial V e um campo elétrico demódulo E,
dados pelas expressões:
V = k · (Q/r); E = k · (Q/r 2 ) = V/r; k = constante;
1 volt/metro = 1 newton/couloumb.
15.
Fuvest-SP (adaptado)
Trace, com caneta, em toda a extensão do gráfico da figu-
ra, a linha de potencial V = 0, quando as duas esferas estão
nas posições indicadas. Identifique claramente essa linha por
V = 0.
16.
Fuvest-SP (adaptado)
Determine, em volt/metro, utilizando dados do gráfico, os
módulos dos campos elétricos E(PA) e E(PB) criados, no pon-
to P, respectivamente, pelas esferas A e B.
E(PA) e E(PB) criados, no pon- to P, respectivamente, pelas esferas A e B. Ciências da
E(PA) e E(PB) criados, no pon- to P, respectivamente, pelas esferas A e B. Ciências da
E(PA) e E(PB) criados, no pon- to P, respectivamente, pelas esferas A e B. Ciências da

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias Módulo 71 Trabalho e diferença de

Módulo 71

Trabalho e diferença de potencial (ddp)

Exercícios de Aplicação 01. 02. As linhas representam duas superfícies equipotenciais em um campo elétrico.
Exercícios de Aplicação
01.
02.
As linhas representam duas superfícies equipotenciais
em um campo elétrico.
A figura seguinte representa uma carga de prova de 2 µC
deslocando-se entre dois pontos, A e B, de um campo elétrico
uniforme de intensidade 120 N/C.
10 V
20 V
A
4 m
A
C
3 m
E
5 m
B
B
S 1
S 2
a. Represente as linhas de campo elétrico e determine a
ddp entre A e B.
Determine:
a. a ddp entre os pontos A e B;
b. Determine o trabalho da força elétrica para deslocar
uma carga elétrica de –1,6 · 10 –19 C no percurso BC.
b. o trabalho realizado pela força elétrica sobre a carga
nesse deslocamento.
Resolução
Resolução
a.
a. Sendo U = E · d, temos:
U
AB = 120 · 4,0 ⇒ U AB = 480 V
10 V
20 V
b. trabalho da força elétrica é dado por:
O
T FE = Q · U AB ⇒ T FE = 2 · 10 –6 · 480
A
T FE = 9,6 · 10 –4 J
C
B
S 1
S 2
U AB = 10 – 10 = 0 V
b.
T FE = q · (V B – V C )
T FE = –1,6 · 10 –19 · (10 – 20)
T FE = 1,6 · 10 –18 J

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 03. A carga puntiforme

03.

A carga puntiforme 2 · q é deslocada do ponto A ao ponto

B, em uma região com campo elétrico uniforme E, com veloci- dade constante, por um agente externo, seguindo a trajetória ACB da figura.

d

E
E

A

A

B

A B
 
 
 
 
 
 
 

C

 
A B       C  

Desprezando-se a ação do campo gravitacional, é correto afirmar:

a. O trabalho da força elétrica é forçado no trecho AC

b. O trabalho da força elétrica é espontâneo no trecho CB.

c. O trabalho da força elétrica é nulo em todo o trajeto.

d. O trabalho da força elétrica é nulo no trecho CB.

e. A força externa realiza trabalho positivo no trecho AC.

Resolução Como a ddp entre C e B é nula, não há trabalho da força elétrica. Alternativa correta: D Habilidade Calcular a diferença de potencial na região de campo elé-

trico uniforme.

Exercícios Extras

região de campo elé- trico uniforme. Exercícios Extras 04. O esquema representa a região onde existe
região de campo elé- trico uniforme. Exercícios Extras 04. O esquema representa a região onde existe

04.

O esquema representa a região onde existe um campo elétrico uniforme E de módulo 200 N/C.

20 cm 20 cm x y E
20
cm
20 cm
x
y
E

Assim, a diferença de potencial entre os pontos X e Y, indi- cados no esquema é, em volts, igual a:

a. 0 b. 18 c. 60 05.
a.
0
b.
18
c.
60
05.

d. 80

e. 120

Uma partícula com carga elétrica positiva é liberada a par- tir do repouso em um campo elétrico uniforme. Desprezando-

-se os efeitos gravitacionais, pode-se afirmar que a partícula:

a. permanece em repouso.

b. entrará em movimento uniforme no sentido das linhas

de campo.

c. descreverá um movimento retilíneo uniformemente acelerado no sentido das linhas de campo.

d. descreverá um movimento retilíneo uniformemente acelerado no sentido contrário ao das linhas de campo.

e. entrará em movimento uniforme no sentido contrário ao das linhas de campo.

e. entrará em movimento uniforme no sentido contrário ao das linhas de campo. Ciências da Natureza

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

e. entrará em movimento uniforme no sentido contrário ao das linhas de campo. Ciências da Natureza

17221Física

EMI-16-120

Seu espaço

Sobre o módulo Neste módulo, pode ser interessante destacar a importância da ddp para o transporte de energia elétrica como uma maneira de motivar os estudantes.

Na web No exercício 9, há um experimento para gerar raios X usando fita adesiva. Seria interessante comentar com os alunos esse experimento.

Acesse: <http://hypescience.com/fita-adesiva-emite-raios-x/>.Seria interessante comentar com os alunos esse experimento. Exercícios Propostos Da teoria, leia os tópicos 4,

Exercícios Propostos Da teoria, leia os tópicos 4, 5 e 6.
Exercícios Propostos Da teoria, leia os tópicos 4, 5 e 6. Uma das partículas está
Exercícios Propostos
Da teoria, leia os tópicos 4, 5 e 6.
Uma das partículas está fixa em uma posição, enquanto
a outra se move apenas em razão da força elétrica de intera-
Exercícios de
tarefa
reforço
aprofundamento
ção entre elas. Quando a distância entre as partículas varia de
06.
r i = 3 · 10 –10 m a r f = 9 · 10 –10 m, a energia cinética da partícula
em movimento:
No experimento de Millikan, que determinou a carga do
elétron, pequenas gotas de óleo eletricamente carregadas
são borrifadas entre duas placas metálicas paralelas. Ao apli-
car um campo elétrico uniforme entre as placas, da ordem
de 2 · 10 4 V/m, é possível manter as gotas em equilíbrio,
evitando que caiam sob a ação da gravidade.
Sabendo que as placas estão separadas por uma distân-
cia igual a 2 cm, determine a diferença de potencial necessá-
ria para estabelecer esse campo elétrico entre elas.
a. diminui 1 · 10 –12 J.
b. aumenta 1 · 10 –12 J.
c. diminui 2 · 10 –12 J.
d. aumenta 2 · 10 –12 J.
e. não se altera.
09. Unicamp-SP
Quando um rolo de fita adesiva é desenrolado, ocorre
uma transferência de cargas negativas da fita para o rolo, con-
forme ilustrado na figura a seguir.
07.
A carga elétrica de uma partícula com 2,0 g de massa,
para que permaneça em repouso, quando colocada em um
campo elétrico vertical, com sentido para baixo e intensidade
igual a 500 N/C, é:
d
a. +40 nC
d. –40 µC
b. +40 µC
e. –40 mC
c. +40 mC
08. Fuvest-SP
A energia potencial elétrica U de duas partículas em fun-
d
ção da distância r que as separa está representada no gráfico.
6
4
Quando o campo elétrico criado pela distribuição de car-
gas é maior que o campo elétrico de ruptura do meio, ocorre
uma descarga elétrica. Foi demonstrado recentemente que
essa descarga pode ser utilizada como uma fonte econômica
de raios X.
No ar, a ruptura dielétrica ocorre para campos elétricos a
partir de E = 3,0 · 10 6 V/m. Suponha que ocorra uma descarga
elétrica entre a fita e o rolo para uma diferença de potencial
2
U = 9 kV. Nessa situação, pode-se afirmar que a distância má-
xima entre a fita e o rolo vale:
a. 3 mm
0
b. 27 mm
0
2
4
6
8
10
12
c. 2 mm
r (10 –10 m)
d. 37 nm
132
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
U (10 –18 J)
0 2 4 6 8 10 12 c. 2 mm r (10 –10 m) d. 37

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 10. UFPE Uma pequena

10. UFPE

Uma pequena esfera de 1,6 g de massa é eletrizada retirando-se um número n de elétrons. Dessa forma, quan- do a esfera é colocada em um campo elétrico uniforme de 1 · 10 9 N/C na direção vertical para cima, a esfera fica flutuan- do no ar em equilíbrio. Considerando que a aceleração gravita-

cional local g é 10 m/s 2 e a carga de um elétron é 1,6 · 10 19 N/C, pode-se afirmar que o número de elétrons retirados da esfera é:

afirmar que o número de elétrons retirados da esfera é: a. 1 · 10 1 9

a.

1 · 10 19

c. 1 · 10 9

e.

1 · 10 7

b.

1 · 10 10

d. 1 · 10 8

11.

Fuvest-SP

Em uma aula de laboratório de Física, para estudar propriedades de cargas elétricas, foi realizado um experi- mento em que pequenas esferas eletrizadas são injetadas na parte superior de uma câmara, em vácuo, onde há um campo elétrico uniforme na mesma direção e sentido da aceleração local da gravidade. Observou-se que, com campo elétrico de módulo igual a 2 · 10 3 V/m, uma das esferas, de massa 3,2 · 10 15 kg, permanecia com velocidade constante no inte- rior da câmara. Essa esfera tem:

Note e adote:

Carga do elétron = –1,6 · 10 19 C Carga do próton = +1,6 · 10 19 C Aceleração local da gravidade = 10 m/s 2

– 1 9 C Aceleração local da gravidade = 10 m/s 2 a. o mesmo número

a.

o mesmo número de elétrons e de prótons.

b.

100 elétrons a mais que prótons

c.

100 elétrons a menos que prótons

d.

2 000 elétrons a mais que prótons

e.

2 000 elétrons a menos que prótons

12.

Vunesp

Modelos elétricos são frequentemente utilizados para explicar a transmissão de informações em diversos sistemas do corpo humano. O sistema nervoso, por exemplo, é compos- to por neurônios (figura 1), células delimitadas por uma fina membrana lipoproteica que separa o meio intracelular do meio extracelular. A parte interna da membrana é negativamente carregada e a parte externa possui carga positiva (figura 2), de maneira análoga ao que ocorre nas placas de um capacitor.

Figura 1

Figura 2

Figura 3

+ + + + + + + + – – – – – – Meio
+
+
+
+
+
+
+ +
– –
– –
Meio
intracelular
– –
– –
Meio
+ +
+
+
+ +
extracelular
K+ d + + + + + + +
K+
d
+
+
+
+
+
+
+

A figura 3 representa um fragmento ampliado dessa membrana, de espessura d, que está sob ação de um campo elétrico uniforme, representado na figura por suas linhas de força paralelas entre si e orientadas para cima. A diferença de potencial entre o meio intracelular e o extracelular é V. Considerando a carga elétrica elementar como e, o íon de potássio K + , indicado na figura 3, sob a ação desse campo elétrico, ficaria sujeito a uma força elétrica cujo módulo

pode ser escrito por:

a.

b. e

e

·

V

e

V · d

d

d

c. V

13. IME-SPe e · ⋅ V ⋅ e V · d d d c. V Carga que

Carga que desliza sobre o trilho

+Q

d.

e.

e

V

e

d

V

d

v r –Q –Q Primeira carga xa Segunda carga xa d
v
r
–Q
–Q
Primeira
carga xa
Segunda
carga xa
d

Trilho

Sobre um trilho sem atrito, uma carga +Q vem deslizando

do infinito na velocidade inicial v, aproximando-se de duas cargas fixas de valor –Q. Então, pode-se afirmar que:

a. a carga poderá entrar em oscilação apenas em torno de um ponto próximo à primeira carga fixa, dependen- do do valor de v.

b. a carga poderá entrar em oscilação apenas em torno de um ponto próximo à segunda carga fixa, dependen- do do valor de v.

c. a carga poderá entrar em oscilação apenas em tor- no de um ponto próximo ao ponto médio do seg- mento formado pelas duas cargas, dependendo do valor de v.

d. a carga poderá entrar em oscilação em torno de qual- quer ponto, dependendo do valor de v.

e. a carga passará por perto das duas cargas fixas e pros- seguirá indefinidamente pelo trilho.

14. AFA-SPcargas fixas e pros- seguirá indefinidamente pelo trilho. Raios X são produzidos em tubos de vácuo

Raios X são produzidos em tubos de vácuo nos quais

elétrons são acelerados por uma ddp de 4,0 · 10 4 V e, em

seguida, submetidos a uma intensa desaceleração ao colidir

com um alvo metálico. Assim, um valor possível para o com-

primento de onda, em angstrons, desses raios X é:

Dados: h é a constante de Plank e vale 4,13 · 10 15 eV, f a frequência da onda. Velocidade da luz no vácuo 3 · 10 8 m/s. Energia do fóton = h · f

a. 0,15

b. 0,20

c. 0,25

d. 0,35

3 · 10 8 m/s. Energia do fóton = h · f a. 0,15 b. 0,20

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

3 · 10 8 m/s. Energia do fóton = h · f a. 0,15 b. 0,20

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e
1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 15. ITA-SP A figura mostra uma
i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 15. ITA-SP A figura mostra uma

15. ITA-SP A figura mostra uma região espacial de campo elétrico

uniforme de modulo E = 20 N/C.Uma carga Q = 4 C é deslocada com velocidade constante ao longo do perímetro do quadrado

igual e contrária à

força coulombiana que atua na carga Q. Considere, então, as seguintes afirmações:

de lado L = 1 m, sob ação de uma força F

L 4 3 E E F Q 2 1
L
4
3
E
E
F
Q 2
1

I. O trabalho da força F para deslocar a carga Q do ponto 1 para 2 é o mesmo do despendido no seu desloca- mento ao longo do caminho fechado 1-2-3-4-1.

II. O trabalho de F para deslocar a carga Q de 2 para 3 é maior que o para deslocá-la de 1 para 2.

III. É nula a soma do trabalho da força F para deslocar a carga Q de 2 para 3 com seu trabalho para deslocá-la de 4 para 1.

Então, pode-se afirmar que:

a. todas são corretas.

b. todas são incorretas.

c. apenas a II é correta.

d. apenas a I é incorreta.

e. apenas a II e III são corretas.

(m, q)

16. PUC-SP Uma carga pontual de 8 µC e 2 g de massa é lançada ho- rizontalmente com velocidade de 20 m/s num campo elétrico

uniforme de módulo 2,5 kN/C, direção e sentido conforme

mostra a figura. A carga penetra o campo por uma região in- dicada no ponto A, quando passa a sofrer a ação do campo elétrico e também do campo gravitacional, cujo módulo é 10 m/s 2 , direção vertical e sentido de cima para baixo.

m/s 2 , direção vertical e sentido de cima para baixo. A E v 0  

A

2 , direção vertical e sentido de cima para baixo. A E v 0    

E

v 0      
v 0      
v 0      

v 0

v 0
 
 
 
 
 
 

Ao considerar o ponto A a origem de um sistema de coor-

denadas x 0y , as velocidades v x e v y quando a carga passa pela posição x = 0, em m/s, são:

[–10, –10]

[–20, –40]

[0, –80]

[16, 50]

[40, 10]

17221Física

EMI-16-120

Módulo 72

Condutores isolados em equilíbrio eletrostático

Exercícios de Aplicação 01. 03. Dentre as alternativas apresentadas, assinale aquela na qual uma pessoa
Exercícios de Aplicação
01.
03.
Dentre as alternativas apresentadas, assinale aquela na
qual uma pessoa estará mais bem protegida dos raios em
uma tempestade.
a. Embaixo de uma árvore
Uma partícula carregada negativamente é abandonada
no interior de uma casca esférica isolante, carregada unifor-
memente com carga positiva, no ponto indicado na figura.
Nestas condições, a força elétrica que atua na partícula:
b. Em um campo aberto
c. Dentro de um automóvel
d. Dentro de uma piscina
4
Resolução
1
3
O cabo coaxial possui uma malha que envolve o fio inter-
2
no, essa malha gera uma blindagem eletrostática no fio, evi-
tando interferências externas no sinal.
a. aponta em direção a 1.
b. aponta em direção a 2.
c. aponta em direção a 3.
d. aponta em direção a 4.
e. é nula.
02.
Antigamente, as televisões eram conectadas às antenas
por meio de uma fita contendo dois fios elétricos. Para uma
boa recepção, a distância da TV à antena deveria ser peque-
na. Atualmente, utiliza-se um cabo cilíndrico denominado de
cabo coaxial. Esse cabo permite boa recepção mesmo para
grandes distâncias entre os aparelhos de TV e as antenas. Ex-
plique essa diferença.
Resolução
O campo elétrico dentro da esfera é nulo.
Alternativa correta: E
Habilidade
Reconhecer e descrever condutores isolados em equilí-
brio eletrostático.
Resolução
O cabo coaxial possui uma malha que envolve o fio inter-
no, essa malha gera uma blindagem eletrostática no fio, evi-
tando interferências externas no sinal.
blindagem eletrostática no fio, evi- tando interferências externas no sinal. Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

blindagem eletrostática no fio, evi- tando interferências externas no sinal. Ciências da Natureza e suas Tecnologias

17221Física

EMI-16-120

1 7 2 2 1 F í s i c a EMI-16-120 Ciências da Natureza e

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Exercícios Extras

Ciências da Natureza e suas Tecnologias Exercícios Extras 04. Um condutor esférico está carregado positivamente. Se-
Ciências da Natureza e suas Tecnologias Exercícios Extras 04. Um condutor esférico está carregado positivamente. Se-

04.

Um condutor esférico está carregado positivamente. Se- jam V A , V B