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A INICIAÇÃO - IYAWÔ

A iniciação no Candomblé é um processo extremamente complexo e lento,


além de ser um assunto com muitas restrições para ser discutido publicamente.
Portanto, vamos nos ater às mais básicas informações, deixando bastante claro
que o descrito aqui não é uma regra geral, pois na maioria dos casos, cada
nação (segmento da religião), cada família (grupo de pessoas ligadas através
de um mesmo elo ancestral) e cada casa de Candomblé (grupo pertencente
especificamente a uma casa) tem rituais específicos.
Diversos são os caminhos (motivos) que levam uma pessoa a ser iniciada.
É praticamente impossível relacionar todos caminhos, já que eles podem ser
diretamente proporcionais ao número de pessoas iniciadas até hoje. "Ou você
chega aos Òrisá pelo amor, ou pela dor". Em outras palavras, há pessoas que
têm que ser iniciadas, outras o são simplesmente porque assim quiseram e os
Òrisá concordaram, ou seja, estas últimas poderiam esperar o tempo que os
Òrisá julgassem necessário para serem iniciadas - o que poderia significar uma
vida inteira, mas preferiram fazê-lo simplesmente porque amavam a religião. E
se há um componente que é desejável para um seguidor ser iniciado, este
ingrediente é o amor, o qual teórica e automaticamente conduz à dedicação.
Assim como há muitas variações associadas à própria palavra que identifica
a Religião dos Òrisá no Brasil - Candomblé, há também diversos tipos de
iniciação. Estes tipos classificam-se, basicamente, em iniciação de adosù e de
não adosù. Apenas para exemplificar, há dois conhecidos exemplos de
iniciados que podem ser classificados como "não adosù": os Ogán (homens) e
as Ëkëdi (mulheres), também chamadas Ajòyè. Nestes dois casos, o(a)
seguidor(a) é escolhido por um Òrisá manifestado durante uma cerimônia de
Candomblé e, após um dado período, é confirmado(a). Os iniciados "não
adosù", ao contrário dos adosù, não podem iniciar outras pessoas e têm suas
obrigações/tarefas muito bem delimitadas dentro do lado brasileiro da religião,
que tem como filosofia o princípio de que não é possível dar a ninguém aquilo
que não recebemos, ou seja, aquilo que não temos para dar.
Sem o objetivo de negar a importância daqueles que não estão
classificados como adosù, vamos dedicar este tópico à exploração da iniciação
dos adosù, uma vez que é este o único caminho que pode elevar um seguidor
à condição de Ìyálórìsà ou Bàbálórìsà - o mais alto cargo dentro da hierarquia
de uma casa de Candomblé.
Tudo, exatamente tudo, dentro de uma casa de Candomblé deve ser feito
com a autorização ou sob o comando da Ìyálórìsà ou Bàbálórìsà que, como já
mencionado, foi iniciado(a) na condição de adosù.
Esta regra até hoje é seguida naquela que é considerada a matriz das
casas de Candomblé - a Casa Branca do Engenho Velho em Salvador. O
tempo passou, a religião evoluiu e, por razões que fogem ao escopo deste
artigo, os homens começaram a ser iniciados como adosù.
O seguidor da Religião dos Òrisá - iniciado ou não, adosù ou não, pode e
deve ser considerado como Òrisá - palavra que deve ser dita com muito
orgulho diante da sociedade por aqueles que seguem o Candomblé, tal qual
fazem os seguidores de outras religiões quando se classificam quanto à
religião que praticam. Após esta consideração, temos que classificar o Òrisá
quanto à sua condição dentro da religião - iniciado ou não iniciado. Até que ele
seja iniciado, ele será classificado como abíyán.
Só para confirmar com outras palavras o que já dissemos anteriormente, o
abíyán poderá ficar uma vida inteira nesta condição se assim os Òrisá
desejarem. Por outro lado, se os Òrisá decidirem pela iniciação, durante um
Candomblé (neste contexto, a cerimônia pública) este abíyán poderá "bolar no
santo" expressão que define como sendo a primeira manifestação física do
Òrisá, a qual tomamos a liberdade de acrescentar à nossa definição inicial de
"manifestação física que diz que o abiyan deve ser iniciado o mais breve
possível".
Após a definitiva decisão sobre a iniciação, a Ìyálórìsà determinará através
do jogo quando o processo terá início.
Definida a data, que muito tem a ver com o Òrisá do futuro iniciado, com as
determinações do Òrisá dono da casa e outras tantas implicações, o abíyàn
apresenta-se, pela última vez nesta condição em toda sua existência, diante da
Ìyálórìsà. A partir deste momento, ele deu início a um processo que durará
SETE anos na esmagadora maioria das nações, famílias e casas.
Uma vez que Orí foi devidamente reverenciado, é hora de iniciar o
tratamento do Òrisá ancestral da ìyàwó.
Por outro lado, as cerimônias preliminares e posteriores à iniciação poderão
ser feitas de forma simultânea e, por isto, o período é normalmente aproveitado
para iniciar mais de uma pessoa.
A este grupo de noviços damos o nome de barco, sendo que cada membro,
por ordem seqüencial (na maioria dos casos, de acordo com a ordem ritual dos
Òrisá ancestrais), recebe um dos seguintes nomes:
Dofono – Dofonitinho – Fomo – Fomutinho - Gamo – Gamotinho – Vimo –
Vimotinho – Domo – Domotinho – Zimo – Zimutinho.
Lembrando que o designa essa ordem acima é o Orixá, seguindo a ordem
dos Orixás no Sirè.
O primeiro degrau é passar pelo ritual de EBORÍ (oferenda à cabeça) sendo
denominados a partir dessa data como ABÍYÁN. O ABÍYÁN poderá ficar a vida
inteira nesta condição se o Òrìsà assim o desejar ou deverá ser iniciado
imediatamente em decorrência da manifestação física do Òrìsà, conhecida
como "bolar no santo". Através do jogo será previsto a data do início do
processo, determinado pelo Òrìsà do iniciado e pelo Òrìsà da casa, etc... . Esse
processo durará no mínimo sete anos.
A iniciação é algo muito particular de cada Orixá, por isto cada ìyàwó tem
seus próprios rituais. Porém, o básico é feito em todos. Este "básico" consiste
na raspagem da cabeça e na abertura de incisões (através de métodos
compatíveis com cada Orixá) em diversas partes do corpo da ìyàwó. Estas
incisões (gbéré) têm o principal objetivo de inserir o àsè - um preparado que
determinará a ancestralidade da ìyàwó.
Entre estas incisões está a principal de todas - o Osù, que é feita ao alto da
cabeça e que o iniciado portará enquanto estiver no àiyé (espaço ocupado
fisicamente pelos seres viventes).
A Ìyálàlàsë transfere e planta o àsë na noviça por intermédio de um ciclo
ritual que culmina quando, no centro da cabeça da ìyàwó, ela coloca e
consagra o Osù.
Durante esta fase da iniciação, tudo é feito sob a luz de vela (quando o
Orixá da ìyàwó não exige outro tipo primitivo de iluminação), ao som de
cantigas específicas para o momento e diante das poucas pessoas autorizadas
pelo Orixá. Feito isto, será dado início aos sacrifícios animais pedidos pelo
Orixá da ìyàwó. Ao contrário do que se pensa, segundo a tradição Kétu,
animais não são sacrificados sobre a ìyàwó, pois se acredita que o calor do
sofrimento causado pela morte do animal não deve atingir o iniciado. Há
métodos específicos e pessoas especialmente determinadas para que não seja
estabelecido um elo entre o sofrimento físico do animal sacrificado e a pessoa
diretamente envolvida no ritual, exceto no que diz respeito a alguns poucos
animais.
Um a um, as ìyàwó são submetidas ao processo de iniciação, que pode
durar horas que parecem nunca acabar, dependendo do tamanho do barco -
grupo de iniciados.
Apesar de já serem chamados de ìyàwó, ainda têm uma dura fase de
aprendizado pela frente: danças, rezas, comportamento diante dos mais velhos,
tudo sempre atrelado ao seu Orixá. Eles ainda serão apresentados por sete
vezes (queimar efun) àqueles da sua família que estiverem interessados em
conhecê-los.
Dependendo do Orixá, durante estas apresentações serão pintados com wàji
(azul), òsún (vermelho) e ëfun (branco) demonstrando sua ascendência e
também para que as àjé (entidades feiticeiras) não se aproveitem deles, não os
persiga.
Finalizados os procedimentos internos de iniciação, é chegada a hora da
cerimônia pública. Aliás, todos grandes rituais do Candomblé culminam em
cerimônias públicas, que assumem o papel de confirmadoras do ocorrido, de
preferência com a participação de pessoas de outras casas e até mesmo outras
famílias. A presença de pessoas pertencentes a outras nações em uma saída
de ìyàwó é considerada uma grande honra e, normalmente, terão peso
imensurável na escolha da Ìyálórìsà para aquele que tirará o nome da ìyàwó.
Dependendo da casa, a cerimônia pública será precedida por novos rituais
que incluem novos sacrifícios. Há até mesmas casas/famílias que realizam o
ritual/sacrifício finais pouco antes da primeira apresentação pública.
O AXÉ

Energia mágica, universal sagrada do orixá. Energia muito forte, mas que por si
só é neutra. Manipulada e dirigida pelo homem através dos orixás e seus
elementos símbolos.
O elemento mais precioso do Ilê é a força que assegura a existência dinâmica.
É transmitido, deve ser mantido e desenvolvido, como toda força pode
aumentar ou diminuir, essa variação está relacionada com a atividade e conduta
ritual.
A conduta está determinada pela escrupulosa observação dos deveres e
obrigações, de cada detentor de axé, para consigo, ser orixá e para com seu ilê.
O desenvolvimento do axé individual e do grupo, impulsionam o axé de ilê.
"O axé dos iniciados está ligado, e diretamente proporcional a sua conduta
ritual - relacionamento com seu orixá; sua comunidade; suas obrigações e seu
babalorixá”.
A força do axé é contida e transmitida através de certos elementos e
substâncias materiais, é transmitido aos seres e objetos, que mantém e
renovam os poderes de realização.
O axé está contido numa grande variedade de elementos representativos dos
reinos: animal, vegetal e mineral, quer sejam da água - doce ou salgada - da
terra, floresta - mato ou espaço urbano -. Está contido nas substâncias naturais
e essenciais de cada um dos seres animados ou não, simples ou complexos,
que compõem o universo.
Os elementos portadores de axé podem ser agrupados em três categorias:
1) "sangue" vermelho
2) "sangue" branco
3) "sangue" preto

O "sangue" vermelho compreende:


a) do reino animal: o sangue.
b) do reino vegetal: o epô (óleo de dendê), osùn (pó vermelho), aiyn (mel -
sangue das flores), favas (sementes), vegetais, legumes, grãos, frutos (obi,
orobô), raízes...
c) Do reino mineral: cobre, bronze, otás (pedras), areia, barro, terra...

O "sangue" branco:
a) do reino animal: sêmem, saliva, emí (hálito, sopro divino), plasma (em
especial do igbin - espécie de caracol -), inan (velas)
b) reino vegetal: favas (sementes), seiva, sumo, alcool, bebidas brancas
extraídas das palmeiras, yiérosùn (pó claro, extraído do iròsún) ori (espécie de
manteiga vegetal), vegetal, legumes, grãos, frutos, raízes...
c) reino mineral: sais, giz, prata, chumbo, otás (pedras), areia, barro, terra...

O "sangue" preto:
a) do reino animal: cinzas de animais
b) reino vegetal; sumo escuro de certas plantas, o ilú (extraído do índigo) waji
(pó azul), carvão vegetal, favas (sementes), vegetais, legumes, grãos, frutos,
raízes...
c) Reino mineral: carvão, ferro, osun, otás (pedras), areia, barro, terra.

Existem lugares, sons, objetos e partes do corpo (dos animais em especial)


impregnados de axé; o coração, fígado, pulmões, moela, rim, pés, mãos, rabo,
ossos, dente, marfim, órgãos genitais; as raízes, folhas, água de rio, mar,
chuva, lago, poço, cachoeira, orô (reza), adjá (espécie de sineta), ilús
(atabaques).
Toda oferenda e ato ritualístico implica na transmissão e revitalização do asé.
Para que seja verdadeiramente ativo, deve provir da combinação daqueles
elementos que permitam uma realização determinada. Receber asé , significa,
incorporar os elementos simbólicos que representam os princípios vitais e
essenciais de tudo o que existe. Trata-se de incorporar o aiyé e o orún , o nosso
mundo e o além, no sentido de outro plano. O asé de um ilê é um poder de
realização transmitido através de uma combinação que contém representações
materiais e simbólicas do "branco", "vermelho" e "preto", do aiyé e orún. O asé
é uma energia que se recebe, compartilha e distribui, através da prática ritual. É
durante a iniciação que o asé do ilê e dos orixás é "plantado" e transmitido aos
iniciados.
A Iyálorixá é ao mesmo tempo iyálasé, zeladora dos ibás (assentos -
representação material do orixá na terra, local específico para receberem suas
oferendas, local que se entra em comunhão com os orixás), tudo relacionado
aos orixás, zelar pela preservação do asé que manterá viva e ativa a vida do
ilê.
Ebó Egun para iyawo

4 bolas de sagu, 4 bolas de tapioca, 4 bakus, 4 akassás, 4 ovos brancos, 4


velas, 4 moedas, 4 folhas de peregun, um prato de pipoca, 1 prato de canjica,
1 m de murim branco, 1 franga branca.
Banho: abô curtido ou banho cozido de cana do brejo, funcho e akoko.
Entoar a cantiga:
“Awa de gbale aleio
Awade gbale
Awa de gbale aleio
Awade gbale
Gbale eni le o Egun tani solorò
Akinpeiye pé Iku ò
Babá Egun ati a unló”

Ebó Iku para iyawo

Milho de pipoca ferventado, milho de galinha ferventado, feijão branco


ferventado, canjica cozida, prato de pipoca, 9 ekurus, 9 akassás, 9 bakus,
bacia de legumes com verduras cortados, 9 velas, 9 moedas, 2 abanos, frango
branco no sexo da pessoa, 1 farofa branca de água, 9 ovos, folhas de pára-
raio. 1 saco branco.
Banho: cravo-da- india, mate (leão), folha de bananeira e erva-cidreira.
Entoar a cantiga:
“Iku gbale aleio
Iku gbale le
Iku gbale aleio
Iku gbale le
Gbalé gbalé kini sorio
Iku bale ara um ló”
Ebó Esu para yawo.

7 akarajés, 7 bolas de jé, 7 ovos vermelhos, 7 charutos, 7 favas olho-de-boi,


murins: preto, vermelho e branco, grãos torrados (feijão preto, feijão fradinho e
milho de calinha), farofas (com mel, dendê e com cachaça), 7 velas, 7 moedas
e 1 garrafa de cachaça. Uma trouxinha de pólvora misturada com açúcar,
folhas de aroeira. 1 frango preferencialmente de cor.
Banho: akoko, saião, poejo, colônia e macaçá macerados.
Entoar a cantiga:

“Mofesu ke goguman Babá


Mofesu ke goguman Babá
Ta nu areo
Mofesu ke goguman Babá”
Rito após os ebós:

Barué

O rito do Barué é o ebó das águas que tanto poderá se dar no poço do ilè,
como na cachoeira.
1 akassá, 1 quiabo, 1 vela, 1 prato de canjica, 1 navalha, 1 tesoura, 1
cabaça cortada na vertical, 1 ovo, 5 águas sagradas: abô, abejebó,
efu+osun+waji, omitorò, aluwá e omieró e água limpa em abundância. ½ metro
de murim, 1 pedaço de bucha vegetal com sabão da costa. 1 pintinho com 1 m
de palha da costa amarrada à pata esquerda e a outra ponta amarrada na
boca da quartinha.
Sair do sabaji com o abiã ostentando a quartinha sobre a cabeça,
segurando com a mão direita e uma folha de peregun na mão esquerda. O
okutá do Orixá já estará dentro da quartinha, que encontra-se sem água (este
ato simboliza a busca do Orixá nas águas.
Ao irmos do sabaji para as águas, entoamos: a cantiga do Orixá que vamos
buscar. Ao chegarmos ao local, pedimos que o abiã se ajoelhe, retiramos a
quartinha do ori e a depositamos à sua frente. Colocamos a metade da cabaça
dentro da água limpa, que será utilizada para jogar água com velocidade sobre
o abiã. A outra metade da cabaça deve ser rodada três vezes na cabeça do
abiã, depositando entre os joelhos do mesmo.
Passar o murim branco na pessoa toda, simbolizando a sua limpeza. Abrir
sobre a cabaça.
Em seguida, de forma sutil, sem que o abiã perceba, quebramos o ovo
deitado na testa de mesmo (nunca quebrar ovo na cabeça de criança, pois
corre-se o risco de afundar o crânio da mesma. Quebre com as mãos mesmo
junto a testinha dela).
Após quebrado o ovo na testa do abiã, rapidamente a pessoa que esta
ajudando despeja varias cabaças de agua sobre a cabeça do abiã.
Após jogar em torno de 4 cabaças de agua, o Baba ou Iya então começa o
processo de Barué, limpa o ori do abiyan com uma vela, uma ekó, e então
mastiga-se o quiabo e poe no ori do abiyan e esfrega ele todo com este
quiabo, daí então pega o sabão da costa e ensaboa ele todo com a bucha
vegetal.
Enxagua de novo com agua e então procede se com a retirada do cabelo
nos cinco pontos lado esquerdo, direito, nuca, frente e topo do ori e deposita
essas pontinhas de cabelo dentro da cabaça que se encontra com o murim
dentro, em seguida utilize a navalha para fazer o mesmo onde se usou a
tesoura esse pouquinho de cabelo que sera raspado nessas brocas sera posto
tambem na cabaça.
Agora passe canjica no ori e no corpo todo da pessoa, e comece a banhar
com as demais aguas sagradas que acompanham este rito entoando:

Omí guelê guelê


Omi laiyó
Omi guelê guelê
Orixá intô
Omí guelê guelê
Omi laiyó
Omi guelê guelê
Ogun(trocar o orisa conforme a ser iniciado) intô

Terminando as aguas proceda rasgando a roupa do abiyan pelas costas e


entregar a quem acompanha, pois a mesma roupa sera costurada na véspera
do Erúpi e entregue no carrego sendo rasgada novamente.
Bem, uma vez rasgada no Barué enrolar o abiyan no adevó (lençol branco)
encher a quartinha dele com agua que se encontra a frente dele no cgao já
com a pedra do orixá, colocar então sobre a cabeça do mesmo e pedir que
segure a folha de peregun com mao direita e segure a quartinha com a
esquerda.
As vezes acontece de o orixa pegar neste momento do Barué.

Prossigam então para o barracão dá-se uma volta inteira e adentram o


sabagi onde sera ministrado o Bori, antes disso trocar de roupas secas para o
Bori. (Vide Caderno de Bori).

Após o Rito de Bori proceder com a lavagem do ori com as ervas


especificas, faz-se o carrego do Bori e então agora dá-se inicio ao processo de
Igbolonã.

Preparando o roncó para receber o iyawô

Lavar o ronco todo com água limpa e sabão da costa, enxaguar com omieró
de colônia e akoko (folhas de osun).
Por peregun espalhado pelos 4 cantos do roncó dentro de quartinhões.
Igbolonã

O abiyan neste momento encontra-se no sabaji, e terá um atacam atado ao


peito uma folha de peregun na mão direita.
A frente dos atabaques um montículo de folhas de akoko, saião e peregun
no chão, uma quartinha de barro com agua e uma vela, os ogan a postos, a Iya
ou Baba então puxa o abiyan para a sala com adjá ao ritmo do santo da
pessoa ao chegar em frente as folhas ele reverencia elas com três dobradas
de joelho e pisa com os pés direito se ajeitando então com os dois pes sobre
as folhas, continua dançando o ritmo do orixá dele.
E vai se mudando de ritmo agora alujá e depois adahun até que o orixá se
manifeste.
No ketu temos o habito de não deixar o abiyan cair quando bola, pois senão
todos que estão no salao devera pular o mesmo e torna-se desgastante.
Entao uma vez ele em transe vamos conduzindo o mesmo rodando para
dentro do hundeme entoando a cantiga:

Ala forikan elemerin


Ala forikan elepokan

E o abiyan segue com as duas mãos em posição de pirâmide a frente da


testa rodando ate adentrar o hundeme.

Lagbé do Iyawo

Quando o Iyawo adentra o Hundeme lá já se encontra diante de Oguerá o


Apèrè arrumado com 1 ekó salpicado de Efun,Ossun e Wají e coberto por um
pedaço de murim pequeno e circundado pela rama de Jokonijé e 4 búzios;
Ibeji,Ijimun e Oguerá já acessos e com suas talhas com copa de Peregun e
agua.
O igba do futuro iyawo encontra-se diante do Apèrè sobre as folhas do Orixá
da pessoa.
O Baba ou Iya acomoda o abíyan sobre o apere, e auxiliados pelo babakekere
do abiyan e um outro posto da casa dá-se inicio ao lagbé do abiyan, dividindo o
cabelo do abíyan em 4 partes, começa a corta a primeira parte de trás lado
esquerdo, depois lado direito de tras, seguindo para o lado esquerdo da frente
e depois o direito, este cabelo é posto sobre um pedaço de murim que é
seguro por uma das pessoas que esta ali em frente ou fazemos uma especie
de babador amarrado ao pescoço e esticado pra frente e seguro por uma
destas pessoas que ali se encontram.
A Cantiga para cortar com Obésirè é:

Tòtò tò lorobé
Erú iyawo orisá
Tòtò tò lorobé
Erú iyawo orisá

Após cortar todo o cabelo, damos inicio a raspagem com Obéfarí e raspando
na mesma sequencia de trás para frente entoamos:

Orisá lagbé
Orisá lagbé
Tá ní obé gberé ré
Oxum ta ní obé - (muda nome do orisa conforme o santo)
Gbéré ré
Awa sirè k’orú lagbé

Após concluir a raspagem todo o cabelo no murim, põe-se embaixo da esteira


onde ficara o futuro iyawo deitado bem na direção do ori dele para onde ira o
jokonijé e os búzios dele também.

Uma vez a cabeça limpa, procede-se com o apetrechamento das coisas do


iyawo:kele,xaorô,mokan,ikan,delogun,umbigueira,contraegun, iyans, entoando:
Tòtò tò lorobé
kele iyawo orisá (mudar nome de apetrecho)
Tòtò tò lorobé
Mokan iyawo orisá (mudar nome de apetrecho)

Uma vez o iyawo todo apetrechado pintamos ele todo com as pinturas
sagradas, efun, ossun e wají, fazendo uso do Guégué (talisca de mariwo),
entoando a cantiga:

Ossun ebamí fé
Ossun ebamí awo
Wají ebamí fé
Wají ebami awo
Efun ebami fé
Efun ebami awo

Tudo será feito a luz de velas no ronco, e a saída no barracão também tudo
apagado, só a luz de velas, Exu deverá ser despachado antes.
Após o iyawo todo pronto com pintura e apetrechos abre-se o farí do iyawo no
centro do ori eleva-se a navalha ao alto pronunciando:
Ago eledá oxú akati Xango (Mudar o nome do orixá conforme quem estiver sendo
iniciado)
E então abre-se suavemente o farí não precisa ser muito profundo algo
simbólico que faça com que o ejé apareça suavemente e entao realize a
matança da etú, uma vez puxado o ori da etú logo tire o cone do ori dela com
obé e embutir no primeiro adoxu que de imediato sera posto no centro do ori
do iyawo tendo sangrado antes no corte e agora sobre o adoxu colado sobre o
corte.

A Cantiga para puxar o pescoço da Etú:


Abí abí etú konkén
Abí abí etú konken

Escorrendo o ejé sobre o chão pouquinho, sobre o igbá, dentro da caneca com
vinho e mel e uma gema de ovo batida, e depois sobre o farí, sobre adoxu e no
kele, e nas mãos, pés, ombros, nuca e peito cantando: kuen kuen kuen baba
abí abí etú kuen kuen kuen baba abí abí oro...

Pronto, ponha penas de angola em todo local que marcou-se com ejé, peça ao
orisa do iyawo que sopre três vezes o pescoço da etú e morda, segure com os
dentes e só soltara na sala na hora que mandarem.
Entao entoar a cantiga de apere daquele iyawo referente ao santo dele, para
cada orisa há uma cantiga a ser escolhida pelo zelador, a qual damos o nome
de cantiga de morte.
O babakekere vem atrás protegendo, a iyalorisa na frente com adjá, e a mãe
de esteira segurando a esteira la na frente para abrir na porta, no asé, nos
atabaques e cadeira do dono da casa e nos pés da iyalorisa.

Após dar uma volta completa com iyawo com o bicho preso no dente,
entoamos então:

Eru awa torun asé e torun asé


Eru awa torun asé e torun asé

E dançando em circulo em volta do asé depois que der uma volta inteira pede-
se ao orisa que solte a etú sobre o asé.
Neste primeiro dia não haverá as cantigas do perfuré (queima de efum).
Só a partir do segundo dia que o iyawo batera cabeça sobre a esteira e o
ipawó.
As cantigas são:
Esta primeira cantiga faz alusão à esteira e ao culto que ele está fazendo e
deve dar a primeira volta, enquanto vai cantando, o iyawo deve bater cabeça
fazendo o Ika ou Dobale e deve fazer o Pao nos lugares destinados a esse
ritual. Um dos Ebomi deve levar a esteira e desenrolar sempre que necessário
para o iyawo deitar em cima:

Arolè Komorajo
kewà lé
ki wá awo
ki wá jó
Orò eni
ki wá awo
ki wá awo
ki wá jó
ki wá awo
ki wá jó
A un gbèlé

Na próxima cantiga louvamos a importância da esteira e do espírito que


repousa sobre a mesma.
Orisá koja já gberé
Orò eni
Or eni
Or eni
Or eni
Orisá koja já gberé
Orò eni
Or eni
Or eni
Or eni
O cântico que segue é o que fala do ekodide:
Ikóòdíde si kunfe iyàwó
Óférè jé ìkóòdíde
Si kunfe Iyàwó
Óférè jé
Então deve-se dar a terceira volta.
O cântico que segue fala do adosu:
Kenken Osu bami so oro
A ina ina kenken Osu bami so oro
A ina ina
Entoa-se a cantiga do efun
Baba efum oni jale
Areo orisá
Baba efum oni jale
Areo orisá
Então sempre cantando deve completar a volta e o iyawo é levado para o
ronko acompanhado do cântico:
Ìyàwó nibo l`ònà
Ìyàwó nibo l`ònà.
Awà nì jé je ìyàwó
Nibo l`ònà
Ìyàwó nibo l`ònà
Ìyàwó nibo l`ònà.
Awà nì jé je ìyàwó
Nibo l`ònà

Obs: Sempre os oros estarão com comidas do santo nas laterais


Para quem oferece o animal de 4 pataspara Iyawo deverá depois de lavado as
partes consideradas sujas é conduzido, puxado por uma corda forte, a mesma
que será enrolada no seu focinho entoando-se a cantiga :

Mo rúbó
Mo rúbó sè
Mo rúbó

Seguidamente ofereça a folha de aroeira ou goiabeira ao animal cantando:

Eran orisà
Orisà ko be reo
Eran orisà
Orisà ko be reoo

Assim que o animal pegar a folha canta-se:

O dì gaingan
O dì gan o

O dì gaingan
O dì gan o

Para saudar o animal tocando em sua cabeça ( significa que o animal irá
morrer ao invés da pessoa, uma espécie de troca) canta-se:

Ago bó ni je
Alá foríkan
Alá foríkan gbogbo o
Ago bó ni je
Alá foríkan
Alá foríkan àiyé

Após retirada a corda será cortada em partes iguais canta-se:

Dide ko sa le ni dahome
Kò sí ni dide okùn o

Leve-o à direção da bacia que já estará com 3 acaças dentro com água pronta
para receber o ejé e canta-se copando o bicho o seguinte:

Èjè sorò sorò


Èjè bálè a kara rò
Èjè sorò sorò
Èjè bálè a kara rò

Ao cair o sangue então cante

Èjè sorò
Òrisà è pawo
Èjè sorò
Ògún é pawo
Èjè sorò
Orisà è pawo
Èjè sorò
Falar o nome do orisà e repetir... èjè soro

Èjè balè pa ra larawè


Èjè balè pa ra larawè
No momento da separação do corpo do animal, é exaltada a sua condição de
proteção que o ato oferecerá ao iyawo, cantando:
Ori a bòdí
Ogègé máa ni yí o
Orí a bòdí
Ogègé aje

O refrão final é modificado no momento exato em que a cabeca recebe o corte


final e é puxada separando-aem definitivo do corpo:

Ori a bòdí
Ogègé máa ni yí o
Orí a bòdí
Ogègé ta fà o!

Louva-se Ogun o dono do obé:


Biri biri loke
Ogun a lerio
Biri biri loke
Ogun ba rere

Na hora da retirada da corda canta-se :

Kò si ni dide
Òtún alágbè
Kò sí ni dide
Okùn

Após retirada a corda será cortada em partes iguais canta-se:

Dide ko sa le ni dahome
Kò sí ni dide okùn o
Após escorrido todo o ejè e bem batido por uma pessoa de santo iyaba, pegue
com uma meia cabaça e jogue em cima do igbá, do ori do iyawo, em cima das
curas, e dê um pouco para que ele tome.

Entrega-se o orí do quadrúpede para que o orisà segure com os dentes e e


todos os bichos sacrificados nos braços do santo ele se levanta e dança a
cantiga da morte:

Erù awa
Tòrú àsé
Tòrú àsé

Erù awa
Tòrú àsé
Tòrú àsé

O santo deixa cair sobre o axé da casa os bichos que estavam nos braços dele
retira-se o ori da boca do orisà e louva-se para aquele orisá incorporado, todos
dançam com ele.
Após esta dança o orisà é recolhido para o ronco onde deverá ser acomodado
na eni para que fique por um tempo com aquele ejé em cima e penas pela qual
foi coberto.

Canta-se para a tiragem das penas:

Egan gbobo
Bo a iye iye
Egan gbobo
Bo awo
Egan gbobo
Bo a iye iye
Egan gbobo bo.
Para se cortar as patas do quadrúpede bate-se primeiro com o obé nas juntas
cantando:

A sinsè
Sèsè ko ma
Sè run
A sinsè
È sèsè
Ko ma sè run

Galinha d’angola:
Kuen kuen kuen
Orisá fé fé Etú
Kuen kuen kuen
Baba bi a bi Orô

Tempera-se a matança.
PREPARANDO A ESTEIRA DO IYAWO COM FOLHAS

Marcar com efum no chão os 5 pontos aonde colacará os axés de eni.

X X

X X

Ponha ali onde está marcado, milho de galinha torrado,fradinho torrado,ebô


cozido,acaçá,efum,ossum,wají,obi ralado,orobo ralado.

Folhas da em será as folhas do orisá a ser iniciado no iyawo.

Folhas que deve ter embaixo de qualquer esteira independente de qual seja o
orisá, PEREGUM,OGBÓ,SAIÃO,ELEVANTE E ORIPEPE.
Cante bastante para Ossãe e reze, durante o processo de colocar as folhas em
cima destes axés postos nas marcas.
Por final, salpique água ali em cima das folhas, cantando para Oxum.
E estenda a esteira forrando em seguida com lençol branco.
Ficara uma quartinha com peregum sempre a cabeceira do iyawo,junto com
uma vela e uma quartinha.

É importante lembrar que em alguns axés canta-se folhas todos os dias, exceto
sexta feira (vide apostila de SÀSÀNYÌN – O Cântico das Folhas)

ERUPI IYAWO – CARREGO

Há quem faça o Erupi antes do nome do iyawo, eu prefiro fazer depois que
todos foram embora, só com as pessoas da casa.
Pela madrugada, acorda-se o iyawo, leve-o para um outro cômodo , e vai se
levantando tudo que estiver desde o inicio da feitura e bori, e colocando na
bacia que que será despachado no mato ou mar ou cachoeira.
Um alguidar cabeça de boi estará arrumado com uma quartinha com água no
meio,7 colobos com comidas diferentes de orisá, ebo,pipoca,feijão preto cozido
temperado,omolokun,acarajé,ekuru,acaçá.
No fundo do alguidar areia de praia.

Apague todas as luzes ,ser tudo feito a luz de velas.


O iyawo estará vestido com a roupa que foi cortada pelas costas na cachoeira
só que agora essa roupa está costurada, o Babalorisá terá tirado o kele,os
acessórios todo do corpo, ele é levado até a porta do barracão com esse
alguidar cabeça de boi na cabeça, lá chegando ele deposita o alguidar no chão
e a roupa é rasgada novamente e jogada em cima do carrego , o iyawo corre
para dentro do honkó novamente, que já estará limpo sem nenhum vestígio
das folhas e de tudo que se encontrava antes.
O iyawo não poderá sentar nem deitar enquanto as pessoas que levaram o
carrego não voltarem.

Durante o processo de carrego canta o seguinte:

Erù pì
Erù dan
Sè sè komo
Un fò ló
Erù pi oo
Rù dan
Sè sè komo
Un fò ló o

Após tomado banho é posto o kele e acessórios tudo de novo no iyawo.

AFESÚ

Ainda pela manhã cedo, arrumar as 7 folhas de mamona com os talos ao lado,
7 costelas do cabrito separadas anteriormente, 7 acaças, 7 acarajés, 7 okas, 7
pedaços de obi, 7 pedaços de orobo, 7 atarés, 7 penas dos bichos, um pouco
de cada comida (omolokun,ebô,pipocas,eboyá,amalá, axoxó, fradinho torrado,
milho torrado, feijão preto torrado, padê de dendê, aluá de milho, moscatel,
água, omiekó , 1 cesto grande na porta do barracão com uma quartinha ao
lado e 1 vela acesa.
Cante o ritual de Sasanyín todo e passe depois ao ritual de afexú.

(Adquira a apostila Sasanyín – O Cântico das Folhas)

Ponha em cada folha um ingrediente desses enquanto vai se cantando :

Ita owo
Ita Omã
Ita riku
Gbobo
Gberun lé

Terminado de por todas as comidas nas folhas parta o obi e o orobo e divida
cada um em 7 pedaços e ponha nas folhas, concluindo a divisão do obi e
orobo sobre as comidas o Babalorisá vai espargir omitorô (omiekó), aluá e
moscatel sobre tudo, quando então dá-se inicio ao ritual com o Iyawo, ele bem
abaixado pega cada folha no chão enquanto o ajudante do Babalorisá vai
batendo com o atori de mamona nas costas do Iyawo até que ele chegue na
porta onde está o cesto e deposite ali a trouxinha de mamona e o ajudante põe
o talo referente aquela folha ali no cesto também.
O Iyawo retorna e pega a segunda folha, e vai se repetindo até a última.
Durante esse processo de pegar a folha o Babalorisá cantará o seguinte:

Oro afexú
Odara koba ló
Oro afexú
Odara koba ló

Quando o cesto é então levado para a rua todos encostam-se na parede e


cantam:
Ikú a be rere Iku a be rere
Osi é da un ló ikú a be rere

Próxima
É un ale
É un anan
Se sé komo um fo ló
É un ale o
É un anan
Se sé komo un fo ló o

A vela é levada junto com o carrego, no retorno de quem levou o carrego a


água da quartinha é despachada no portão entoando-se esta cantiga:

Bérun lé
Omi lá ó
Bérun lé
Omi lá ó
Ebó do Galo na porta (Dando de comer aos pés do Iyawo)

No retorno do carrego do Afexu temos na Nação de Ketú o ebó de Ogun que é


feito na porta do Ilê Asé.

Põe-se o Iyawo em pé na porta com o pé direito fora do chão esticado a frente,


põe no pé do iyawo um acaçá em cima do dedão, no chão estará um inhame
cará assado com 7 taliscas de mariwo, feijão fradinho torrado um acaça em
cima do fradinho, um ebô, e frutas diversas, copa-se um galo em cima de Ogun
do portão e escorre um pouco em cima do acaçá que está no pé do iyawo e
um pouco na canela dele, coloque um pouco de pena em cima do ejé do pé e
canela, tempere com tudo que se tempera a matança, arruma-se a matanca no
Ogun do portão, somente penas, e manda preparar o axé com urgência, pois o
Iyawo ficará com a perna no ar até que volte o axé para ser entregue a Ogun.
Durante todo esse ritual canta-se muito para Ogun.
Chegando o axé arria-se nos pés de Ogun, faz-se os pedidos para o Iyawo,
bate pawó e então o Iyawo poderá por os pés no chão.

1 pombo branco é passado no Iyawo apresentado a Ogun e solto com vida


pelo Iyawo pedindo abertura de caminhos, paz, saúde, felicidade e
prosperidade.

O Iyawo é levado a tomar um banho de folhas de saião, elevante e fortuna


quinados com wají e efun.
OBSERVE BEM ESTAS COLOCAÇÕES

Sempre ao terminar o Efum tira toda a roupagem do iyawo, guarda a folha de


peregum junto com o adoxu. No final de todos os efuns e da saída somará 7
folhas de peregun e 7 adoxus

Limpa-se bem o iyawo com um pedaço de mourim especifico para isso.

Dê algo para ele comer, para que ele não ficar entediado conte todos os dias
algumas lendas sobre o orisá dele ou de outros também.

Repete esse ritual de efum durante os seis dias, o sétimo será a saída do
iyawo, e só será feita com a presença do publico.

O sexto dia só pinta o iyawo dentro do ronco e da as voltas no barracão sem


cantar e sem atabaques..

No sétimo dia a festa do nome, faz se o despacho de ÈSÙ ou roda-se o


padê ,seguido de xirê orixá ( vide apostila de Padê e CD de Siré).

Não esquecer de todos os dias as 5 da manha o banho de iyawo, seguido de


DENGUÉ (mingau feito de farinha de acaçá e abô) para comer inhame ou
acaçá.

As sextas apenas peixe e canjica ou acaçá, arroz.

O adosú é preparado com aridã ralada,efum,ossum,wají,pó de preá torrado, pó


de bagre torrado,lelekun moído,bejerekun moído,obi ralado,orobo,folha de
ogbó,1 gema de ovo,sabão da costa verdadeiro africano,folha de
capeba,banha de ori vegetal,oripepe e o cone da Etú retirado no Bori.

Ao pegar na navalha o Pai ou a Mãe de Santo cantam e deve dizer o nome do


Orixá:
As kuras fazem-se com com navalha, e são feitas nos braços na altura onde se
colocam os contra-eguns, nas costas na altura da omoplata e no peito na
mesma altura, sendo uma do lado direito e outra do lado esquerdo, na perna
direita e esquerda. É com a finalidade de proteger o iniciado de alimentos
preparados com feitiços que este possa a vir comer, enquanto que as kuras no
corpo são marcas de proteção, de fechamento a feitiços e a desgraças que
possam vir a ocorrer durante vida do iniciado.
Já os cortes na cabeça, simbolizam a sua oferta voluntária ao seu Orixá; (...)
Depois de feita as curas estas devem ser tratadas com um preparo (...)que
leva: cinza de fogareiro,efum,ossum,wají,póde preá torrado,pó de bagre
torrado,aridã moída.