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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS

DEPARTAMENTO DE QUÍMICA

COORDENAÇÃO DE GRADUAÇÃO

Laboratório de Instrumentação em Microbiologia

Profª.

Data da prática:

MÉTODOS FÍSICOS NO CONTROLE MICROBIANO

Belo Horizonte
1. Introdução

2. METODOLOGIA

2.1 Objetivos:
-Averiguar a eficácia de diferentes métodos físicos na inibição do crescimento
microbiano.

2.2 Materiais e Equipamentos

-Placas de Agar nutriente, pipetador, ponteiras, tubos de ensaio, Estufa Incubadora,


lâmpada ultravioleta, autoclave, banho maria, bico de Bunsen, forno de Pasteur.

2.3 Reagentes

-Culturas microbianas de E. coli e B. cereus, caldo lactosadosimples (CLS), caldo


tioglicolato (CTG).

2.4 EPI’s

- Jaleco de algodão com mangas compridas, óculos de segurança, calça comprida e


calçados fechados.

2.5 Procedimento

Foram preparadas duas soluções, sendo uma de E. coli em CLS e a outra de B. cereus
em CTG. Foram separados 10 tubos de ensaio contendo meio de cultura estéril, 5 dos quais
foram então inoculados com 1mL da suspenção de E. coli sendo os 5 tubos restantes
inoculados com o mesmo volume de solução deB.cereus. Foram também preparadas 4 placas
de agar nutriente das quais 2 foram semeadas com a cultura de E. coli e as demais com a
cultura de B.cereus, das 4 placas de agar 2, semeadas com culturas diferentes, foram
reservadas como controle.

Os tubos foram então numerados de 1 a 5 separados de acordo com as bactérias


inoculadas, os tubos numerados 1 foram reservados como controle não sendo submetidos a

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nenhum tratamento, os tubos numerados 2 e 3 foram submetidos a um banho maria a 100°C
por um período de 5 minutos para os tubos numerados 2 e de 20 minutos para os tubos 3. Os
tubos 4 foram autoclavados a 121°C por 15 minutos, os tubos numerados 5 foram incubados
em um forno de Pasteur a 121°C por 15 minutos.

Ao mesmo tempo as placas de agarque não foram escolhidas como controle foram
colocadas em uma capela de fluxo laminar dentro da qual suas tampas foram removidas
permitindo que as placas fossem expostas a luz da lâmpada UV por 20 minutos.

Após os tratamentos todas as placas e tubos de ensaio foram incubados a 37°C por 48
horas.

3. Resultados e Discussão

Foram preparados dez tubos de ensaio, sendo cinco tubos com suspensão de E. coli em
Caldo Lactosado Simples (CLS), e cinco tubos com suspensão de Bacillus cereus em Caldo
Tioglicolato (CTG).

Cada tubo foi submetido a um tratamento físico diferente, e um tubo não foi
submetido a nenhum tipo de tratamento, para controle da eficácia dos tratamentos. Os
resultados obtidos encontram-se no Quadro 1, abaixo. Foi observado endurecimento do meio
de cultura CTG no tubo 5, Tubo contendo Bacillus cereus, submetido ao aquecimento em
Forno de Pasteur.

Foram preparadas quatro Placas de Petri, com meio de cultura Ágar Nutriente. Duas
placas foram inoculadas com E. coli, e duas placas foram inoculadas com Bacillus cereus.

Para cada cultura, uma placa foi submetida à radiação Ultra Violeta (UV), durante 20
minutos, e outra placa não foi submetida a nenhum tipo de tratamento, para controle do
crescimento microbiano. Os resultados obtidos encontram-se no Quadro 2, abaixo.

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Quadro 1 – Resultados dos tubos de ensaio submetidos a tratamentos diversos

Tratamento Crescimento
Tubos
submetido CTG CLS
1 Controle Presença Presença
Banho
2 Maria - 5 Presença Presença
minutos
Banho
3 Maria - 20 Presença Presença
minutos
4 Autoclave Ausência Ausência
Forno
5 Ausência Ausência
Pasteur

Quadro 2 – Resultado das Placas de Petri submetidas à radiação UV

Tratamento UV Crescimento
- Placas de
Petri Controle UV
Bacillus cereus Presença Presença
E. coli Presença Presença

Como pode ser observado no Quadro 1, o aquecimento a 100 ºC em Banho Maria não
foi suficiente para impedir o crescimento dos microrganismos. Nem nos tubos submetidos a
tratamento por 5 minutos, nem mesmo quando submetidos a um tempo maior, de 20 minutos.
Já nos tubos submetidos à temperatura superior a 100 ºC, ou seja, os tubos submetidos ao
Forno de Pasteur e à Autoclave, temperatura de 121 ºC por 15 minutos, não houve
crescimento de microrganismos. Portanto, para que a esterilização seja eficiente, o material
necessita ficar exposto à temperatura mínima de 121 ºC, por um período mínimo de 15
minutos. Neste caso, os dois equipamentos utilizados – Autoclave (esterilização por vapor) e
Forno de Pasteur (esterilização por calor a seco) – foram eficientes para impedir o
crescimento dos microrganismos analisados, Bacillus cereus e E. coli

No caso das Placas de Petri foi notado crescimento microbiano tanto nas placas
controle quanto nas placas submetidas à radiação UV durante 20 minutos. Os resultados
observador podem ser verificados na Figura 1, abaixo.

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Figura 1 – Placas Controle e Placas submetidas ao UV.

Pode-se concluir, portanto que a radiação Ultra Violeta é capaz de impedir o


crescimento microbiano, porém o tempo adequado para esse impedimento deve ser superior a
20 minutos. Visto que, nas placas submetidas houve menor crescimento microbiano, mas o
tempo de exposição não foi suficiente para garantir esterilidade do meio.

4. Conclusão

Os resultados obtidos nos testes indicam que a aplicação de calor é um método efetivo
para inibir o crescimento de bactérias, mas ao mesmo tempo o teste mostra que para que aja a
inibição do crescimento das bactérias o calor deve ser acima de 100°C e a aplicação deve
durar ao menos 15 minutos. No caso da aplicação de luz UV os resultados indicam que 20
minutos de aplicação não são o suficiente para inibir completamente o crescimento das
bactérias utilizadas no experimento, no entanto as placas expostas a radiação UV
apresentaram consideravelmente menos bactérias, o que indica que a luz UV pode ser uma
técnica efetiva se aplicada por um período maior de tempo.

5. Geração de Resíduos

Os resíduos gerados foram os meios de cultura líquidos (Caldo Tioglicolato e Caldo


Lactosado) e o meio sólido, ágar nutriente, contendo culturas de bactérias. Os materiais
contendo essas culturas foram esterilizados em autoclave e posteriormente descartados na pia
sob água corrente (líquidos) e na lixeira (sólidos).
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6. Referências Bibliográficas

GOMES, F. de C. O.,Badotti, F., Barros, M. C., Apostila de Laboratório de


Instrumentação em Microbiologia, Departamento de Química, Centro Federal de Educação
Tecnológica de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.