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FENÔMENOS DE TRANSPORTE
atividades das aulas 5-6

exercício 1
Considere-se um sistema de tubulações mostrado na Fi-
gura E5-1.

Figura E5-1. z
Esquema de sistema 2 P2
de bombeamento
mostrando as alturas sucção da bomba B
“center line”, CL, z2
geométricas da da bomba
ub1 ub2
sucção e da descarga. bomba

z1
P1 1 descarga da bomba

A
A  =  tanque de abastecimento do líquido a ser bombeado
B  =  tanque de coleta do líquido que foi bombeado
  direção do escoamento

Para esse sistema, tem-se as seguintes informações:

1. O escoamento ocorre em regime estacionário;


2. O fluido que escoa é um líquido;
3. Os diâmetros internos dos tubos das seções de
sucção e de descarga são os mesmos;
4. O ponto 1 se encontra na superfície do tanque 1, aberto à atmosfera
e o líquido é descarregado no tanque 2, também aberto à atmosfera,
na superfície do líquido;
5. Não existem equipamentos, vasos intermediários ou medidores de
fluxo entre o tanque de abastecimento, A, e o tanque de coleta, B;
6. Os materiais dos tubos das seções de sucção e de descarga são os
mesmos;
7. São conhecidos todos os dados dos tubos e acessórios (diâmetros
internos, diâmetros nominais, etc.);
8. É conhecida a velocidade de escoamento na seção de sucção;
9. O perfil da tubulação (geometria do sistema) permanece inalterado
(os tanques, tubos, bombas, acessórios de tubulações, etc. não serão
alterados, deslocados, modificados, etc.);
10. São conhecidos os valores das cotas, Z1 e Z2;
11. O regime de escoamento é plenamente turbulento.

Pede-se:

a. Demonstrar que, para tal sistema, a curva característica do sistema


pode ser representada pela equação.

L
f + KT
di
E5.1 AMI  =  ∆Z + Q2
2Ai2g

Onde: ∆Z é a diferença de cota entre os pontos 1 e 2 (Z2 – Z1); f é o fa-


tor de atrito de tubo; L é o comprimento total da tubulação (compri-
mento da seção de sucção + comprimento da seção de descarga); di
é o diâmetro interno dos tubos; KT é a somatória dos coeficientes de
perda de carga para acessórios de tubulações; Ai é a área da seção
transversal interna dos tubos (área onde acontece o escoamento); g
é a aceleração da gravidade e Q é a vazão.

b. Determinar a forma da curva característica do sistema originada


pela equação E5.1.

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gabarito
a. De acordo com as informações 1 e 2, a equação do balanço de mas-
sa para escoamento de um líquido em estado estacionário é defi-
nido pela equação 2.20 e considerando-se a velocidade média de
escoamento do fluído, tem-se:

2.20
ub1Ai1  =  ub2Ai2

Conforme a informação 3, tem-se que os diâmetros das seções de


sucção e de descarga são iguais, daí a área da seção transversal dos
tubos também serão iguais:

E5.2
Ai1  =  Ai2  =  Ai

Aplicando-se essa equação na equação 2.20 resulta que as veloci-


dades de escoamento do fluído nas seções de sucção e de descarga
também serão iguais:

E5.3
ub1Ai  =  ub2Ai  e  ub1  =  ub2  =  ub

Da informação 4, como o ponto 1 se encontra na superfície do tan-


que 1, aberto à atmosfera e o líquido é descarregado no tanque 2,
também aberto à atmosfera, na superfície do líquido, tem-se que:

E5.4
P1  =  P2  =  Patm

Tem-se que a equação geral da curva característica do sistema é


dada pela equação 5.18:

P2 - P1 [(ub2)2 - (ub1)2]
5.18
AMI  =  (Hestática + Hdinâmica)  =  ∆Z + + + lwF
ρg 2g

Aplicando-se as informações contidas nas equações E5.3 e E5.4, na


equação 5.18, tem-se:

Patm - Patm [(ub)2 - (ub)2]


E5
AMI  =  ∆Z + + + lwF
ρg 2g

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Nessas condições, os termos (Patm – Patm/ρg) e [(ub)2 – (ub)2]/2g são nulos
e a equação 5.18 pode ser simplificada, assumindo a seguinte forma:

E5.6
AMI  =  ∆Z + IwF

Sabe-se que a equação para o cálculo da perda de carga total, apre-


sentada na Aula 4 (equação 4.2) é:

4.2
lwF  =  ∑ lwS + ∑ lwA + ∑ lwD

Onde lwS é a perda de carga devido unicamente ao atrito do fluido


contra as paredes do tubo por onde flui (conhecida por “skin fric-
tion”); lwA é a perda de carga devido aos acessórios da tubulação; é
também chamada de perda de carga localizada e lwD é a perda de
carga devido a equipamentos dispostos ao longo da tubulação (colu-
nas, torres, trocadores de calor) e, em alguns, casos a medidores de
vazão (tubo Pitot, medidor de orifício, rotâmetro, etc.).
Porém, como não existem equipamentos ou vasos intermediários
entre o tanque de abastecimento e o tanque de coleta (informação
5), ΣlwD = 0. Assim, das equações 4.3 e 4.6, considerando-se que (a)
existem vários acessórios na tubulação (cotovelos, entradas, etc.) e
(b) os tubos das seções de sucção e descarga têm o mesmo diâmetro
e, portanto, a velocidade é constante (já verificado), vem que:

L ub2
E5.7
lwS  =  f
di 2g

ub2
E5.8
lwA  =  (∑ K)
2g

Chamando ∑K de KT e como ∑lWD = 0 tem-se que:

L ub2 ub2
E5.9
lwF  =  ∑lwS + ∑lwA  =  f + (KT)
di 2g 2g

Substituindo-se essa equação na equação E.6 tem-se:

L ub2 ub2
E5.10
AMI  =  ∆Z + f + (KT)
di 2g 2g

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Colocando a velocidade ub em evidencia, origina-se a equação:

L
f + KT
di
E5.11 AMI  =  ∆Z + ub2
2g

Da definição de vazão (veja a equação 2.22 da Tabela 2.3 da Aula 2)


tem-se ub = Q/A , assim:

L
f + KT
di
E5.12 AMI  =  ∆Z + Q2
2Ai2g

Que é igual à equação do enunciado, terminando-se, então, o


item a desejado.

b. Verifica-se, agora, a forma da equação, que é o item b proposto. Para


isso parte-se da equação E5.12 e considerando que:

L
f + KT
di
E5.13
B  = 
2Ai2g

E, segundo a informação 9, tem-se que os parâmetros L, di, KT, ε/di e Ai

L/di KT
são constantes, assim como as parcelas e  . Fazendo:
2Ai2g 2Ai2g

L
di
E5.14
  =  α
2Ai2g

KT
E5.15
 = β
2Ai2g

Pode-se escrever que:

E5.16
B  =  (α f + β )Q2

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Como se tem escoamento plenamente turbulento, de acordo com
a informação 11, e pela observação do gráfico de Moody (Figura 4-4
da Aula 4) percebe-se que o fator de atrito, f, é independente de Ret
e, desse modo, f é, também, uma constante e o termo (α f − β ) será
igualmente constante, pode-se escrever que:

E5.17
(α f − β )  =  λ

Onde λ é uma constante.


Então, para escoamento plenamente turbulento, a equação E.12
fica assim:

E5.18
AMI  =  ∆Z + λQ2

Como ∆Z é, também, constante (informação 11), a equação E.18 é


uma equação quadrática cuja forma mais usual é:

E5.19
y  =  a + bx + cx2

Considerando-se b = 0 e fazendo AMI = y, Q = x, ∆Z = a e l = c vê-se


que as equações E.19 e E.18 são, ambas, equações quadráticas com
a forma:

E5.19
y  =  a + cx2

Uma simulação usando a = 1, c = 50 e x indo de 1 até 10 com passo


1, obteve-se o gráfico mostrado na Figura E5-2, que tem forma se-
melhante à da curva característica do sistema mostrado na Figura
5-17 da Aula 5.

Figura E5-1. 6000

Gráfico de y em 5000
função de x para a
equação E5.19. 4000

3000

2000

1000

0 2 4 6 8 10 12

Observação: Para outros tipos de regimes que não o turbulento, a


curva poderá apresentar formas diferentes.

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