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Universidade Federal de São Paulo UNIFESP Instituto de Ciência e Tecnologia ICT Unidade Curricular: Modelagem Computacional Prof. Dr. Xxxxx

Unidade Curricular: Modelagem Computacional Prof. Dr. Xxxxx Integrantes: RA: Nicholas 999999 Projeto 1 –

Integrantes:

RA:

Nicholas

999999

Projeto 1 Lançamento de um Projétil considerando Resistência do Ar

1. Objetivo

Realizar a simulação computacional para o lançamento de um projétil considerando o atrito do ar utilizando-se do método numérico de Euler.

2. Introdução Teórica

O lançamento de um projétil é uma forma de movimento na qual um objeto ou uma partícula (também

chamada de projétil) é lançada de uma determinada altura e se move de forma curva sob ação da gravidade

experimentando a resistência do ar. Esse caminho curvo, quando é considerado apenas a ação da gravidade sob

a partícula, é mostrado como uma parábola, através de estudos realizados por Galileu. O estudo deste tipo de movimento é chamado de balística, onde toda análise é conduzida pelas leis da mecânica clássica.

A velocidade inicial da partícula é a velocidade inicial na qual ela é lançada (0) = 0 , pode ser expressa

pela soma vetorial das componentes horizontal e vertical de suas componentes, ou através do ângulo de lançamento (), se conhecido, como mostrado a seguir:

0 = 0 + 0 0 = 0 . cos() 0 = 0 . sen() As relações que representam o movimento da partícula advêm da segunda lei de Newton, ambas nas direções x e y. Além disso a resistência do ar é assumida como estando em direção oposta da velocidade do projétil ( = − . ). Assim na direção x, a partícula experimenta apenas o atrito do ar como resistência ao seu movimento, logo têm-se a equação:

= − . = . Enquanto que na direção y, a partícula experimenta o atrito do ar como resistência ao seu movimento,

e da força gerada pela gravidade, como resistência ao seu movimento enquanto no movimento ascendente, e como favorável ao seu movimento no movimento descendente do projétil, logo têm-se a equação:

3. Resultados e Discussões

= −

. − . = .

Para se descobrir como se dá o movimento da partícula, ao longo do tempo, foi-se utilizado as equações do somatório das forças experimentadas pelo projétil nas direções x e y. Assim, para implementação computacional, assim o método de Euler foi utilizado para os cálculos.

O método de Euler, é um recurso numérico de primeira ordem utilizado para a solução de equações

diferenciais ordinários, quando um valor inicial é dado. Quando se deseja aproximar a solução de um problema de valor inicial, do tipo:

() = (, ()) ( 0 ) = 0

Atribuindo um valor para como sendo o passe de cada iteração e para cada passo conferir um ponto dentro do intervalo, têm-se que = 0 + . ℎ. A próxima iteração +1 , partindo-se do passo anterior é definido como +1 = + ℎ. Logo, para a solução de um problema é dado por: +1 = + ℎ( , ). Para encontrar a solução para o problema do lançamento do projétil, a partir da utilização da segunda Lei de Newton, para as direções x e y, respectivamente, encontra-se que:

.

=

− .

= − . − .

Em ambas as equações, a aceleração foi dada como a derivada primeira da velocidade em relação ao

.

tempo e k é coeficiente de atrito do ar, m a massa da partícula e g o valor da aceleração da gravidade. Dividindo os termos da equação por m e aplicando o método de Euler, obtêm-se:

=

=

E definindo-se o passo de integração para se calcular a evolução da velocidade têm-se:

( +

∆) = () + (− ) . ∆

( + ∆) = () + ( − ) . ∆

Além disso, a posição da partícula (considerando que ela é dada como a derivada primeira da velocidade), nos eixos x e y, e a energia cinética e potencial da partícula pode ser dada por:

() = ( 0 ) + () . () = ( 0 ) + () .

() =

. () 2

2

() = . . ()

Para os cálculos de cada iteração feito pela modelagem computacional foi considerado um laço while, onde os cálculos eram cessados assim que a altura atingida pela partícula fosse menor que zero. Como forma de exemplificar, o lançamento do projétil, três diferentes situações foram consideradas, conforme observado na tabela a seguir:

Tabela 1: Parâmetros considerados para três diferentes situações

 

Situação 1

Situação 2

Situação 3

Altura inicial (m)

0

50

0

Posição inicial em x (m)

0

0

0

Velocidade inicial (m/s)

100

100

100

(°)

45

45

45

Gravidade (m/s²)

9,81

9,81

9,81

Massa da partícula (kg)

3

3

3

Coeficiente de atrito do ar (kg/s)

0,4

0,4

0

Passo do tempo (s)

10

-2

10

-2

10

-2

O que difere uma situação da outra é que na primeira foi considerado que a partícula estava partindo de uma altura igual a zero, e com atuação da resistência do ar, na segunda situação, que a partícula estava partindo de uma altura de 50 metros com atuação da resistência do ar, e na terceira situação que a partícula estava partindo de altura igual a zero e que não havia atuação da resistência do ar.

Figura 1 – Posição da partícula para as situações 1, 2 e 3 respectivamente A

Figura 1 Posição da partícula para as situações 1, 2 e 3 respectivamente

A partir da análise da figura acima é possível perceber, que quando a partícula parte da origem e que há uma resistência do ar sendo aplicada sempre contrária à velocidade da partícula, ela atinge uma posição final e uma altura máxima menor do que quando não há resistência do ar sendo considerada (situação 3), e também quando o projétil parte de uma altura maior que zero (situação 2), ela atinge uma altura máxima que é igual a altura máxima atingida pela partícula na situação 1 somado a altura inicial dado como parâmetro de entrada.

1 somado a altura inicial dado como parâmetro de entrada. Figura 2 – Velocidade da partícula

Figura 2 Velocidade da partícula ao longo do tempo para as situações 1, 2 e 3 respectivamente

A partir da análise da figura 2, como a velocidade inicial dada como parâmetro de entrada para todas as situações foi de 100 m/s, então todas as curvas começam neste ponto. Não há grandes diferenças entre as situações 1 e 2, para a segunda situação há uma duração de tempo um pouco maior, já que a partícula por ser lançada de uma altura maior, demora um tempo um pouco maior para atingir o solo, e com velocidades sem uma mudança grande perceptível. Já para a situação 3, onde a resistência do ar não é considerada, pode ser visto que a duração de simulação dura um tempo bem maior, do que nas situações 1 e 2, e além disso a velocidade com a qual a partícula atinge o solo é cerca de 75% maior do que para as outras situações.

é cerca de 75% maior do que para as outras situações. Figura 3 – Energias da

Figura 3 Energias da partícula ao longo do tempo para as situações 1, 2 e 3 respectivamente

Analisando a figura 3, pode se perceber que para todas as situações, como visto pela curva amarela, a energia potencial gravitacional da partícula é máxima quando a partícula atinge sua altura máxima. Para a situação 2, onde a partícula é lançada de uma altura de 50 metros, ela apresenta uma energia total inicial maior do que quando lançada de uma altura igual a zero.