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2019

Principias sistemas
econômicos e
movimentos políticos
JOÃO PEDRO VASCONCELOS MENDES
Socialismo
É uma doutrina política econômica que desponta no final do século XVII, o socialismo tem
como ideal a distribuição equilibrada de riquezas, tendo como objetivo eliminar as diferenças
econômicas entre os indivíduos.

François Noel Babeuf foi o primeiro pensador a apresentar uma proposta política e econômica
de viés socialista sem fundação teológica ou utópica. Mesmo que os termos socialismo, anarquismo
e comunismo não existissem na época em que viveu, eles foram usados posteriormente para descrever
suas ideias.

Karl Marx Foi um dos principais filósofos do movimento socialista. Marx afirmava que o
socialismo seria alcançado através de uma reforma social oriunda da revolução do proletariado e da
luta de classes. Além disso, Karl Marx criou uma vertente do socialismo, o marxismo. De acordo com
o marxismo uma sociedade baseada no capitalismo era dividida em duas classes sociais: a burguesia
(explorador) e proletariado (explorado), a disputa entre a burguesia e o proletariado é chamado por
Karl Marx de luta de classes

O movimento capitalista surge com intuito de se opor ao capitalismo e critica os efeitos da


revolução industrial, essa crítica se fundamenta principalmente na exploração excessiva do
proletariado decorrida da inexistência de leis trabalhistas em conjunto a busca da burguesia por
produzir cada vez mais.
Capitalismo
É um sistema econômico e social caracterizado pelo lucro e acúmulo de riquezas e pela
propriedade privada, no sistema capitalista o proletariado pode acumular riqueza e investir em
empresas para gerar mais capital, o que remete a outra característica marcante do capitalismo, a busca
por aumento de renda.

O capitalismo surge em consequência das cruzadas e proporcionaram o renascimento


comercial, além do surgimento de centros urbano, do renascimento comercial, do aumento de
circulação de moedas e principalmente pelo surgimento da burguesia. Entretanto essa ruptura não
resulta prontamente no capitalismo como o vivenciamos.

Inicialmente surgiu o capitalismo mercantil, oriundo das grandes navegações que buscavam a
exploração de terras e suas riquezas minerais além da comercialização de bens devido ao conceito
mercantilista de balança comercial favorável (superávit) em que o país que exporta mais está no lucro.
Nesse período considerava-se uma nação rica aquela que tivesse abundância de ouro e prata.

A segunda fase do capitalismo, o capitalismo industrial, ocorreu a princípio na Inglaterra com


a revolução industrial, no século XVIII até o século XIX, nessa fase houve a substituição do trabalho
artesanal pela utilização de máquinas a indústria dessa época era voltada para a produção têxtil e tinha
como combustível o carvão mineral. Essa fase teve inicialmente como modo de produção o modelo
manchesteriano em que as indústrias ficavam próximas de áreas em que havia abundância de jazidas
de carvão mineral. Na segunda revolução industrial o modelo de produção é o fordismo que é voltado
para a produção automobilística e utiliza a base teórica do taylorismo para a produção em uma escala
nunca vista na história. Também houveram substituições, nas indústrias, dos motores a vapor por
motores a combustão e do carvão mineral por petróleo e eletricidade.

A fase posterior é a do capitalismo financeiro ou monopolista, no século XX. O capitalismo


financeiro surge após a segunda guerra mundial, o mercado europeu sofre as consequências do
período bélico, e para acompanhar a industrialização de países como EUA e Japão bancos prestavam
empréstimos para indústrias com o intuito de produzir ou comprar maquinário industrial. Dessa
forma, os bancos e as grandes corporações controlavam a economia. Essa fase do capitalismo dá
início a presença da especulação financeira na economia. Adicionalmente, surgem também relações
empresariais como Holdings, trustes, cartéis e as empresas transnacionais.

Conseguinte ao capitalismo financeiro, o capitalismo informacional tem a globalização em seu


auge, valendo-se das diversas atividades de comunicação que podem ser feitas em escala global em
curto período, fazendo com que o mundo pareça uma estrutura quase que unitária devido ao fluxo
informacional constante e veloz. Em fases anteriores o capitalismo havia a busca por produzir o
máximo no menor tempo possível, no capitalismo informacional o principal gerador da economia é a
informação, uma enorme parte do dinheiro é virtual (Bits) e devido à grande relevância da informação
diagramas, senhas, códigos, produtos intangíveis têm um espaço significante no mercado, além do
surgimento das criptomoedas que permitem comprar anonimamente produtos que podem ser ilegais,
o capitalismo informacional dá surgimento aos crimes cibernéticos que envolvem infrações
legislativas como comércio ilegal, roubo de senhas ou invasão de computadores pessoais à sistemas
com dados agências governamentais como a NASA.
Liberalismo
O liberalismo é uma teoria política que enfatiza a liberdade e a igualdade entre os indivíduos.
Os ideais liberais são base ideológica para a revolução francesa (Liberté, égalité, fraternité), havendo,
portanto, viés ideológico iluminista e burguês. Segundo o liberalismo todo indivíduo tem direitos
inatos e o estado só deveria intervir para resolver disputas, quando os interesses dos indivíduos se
chocam.

Num Estado com um sistema liberalista, não há influência estatal nas relações econômicas. O
liberalismo defende o livre mercado e o livre uso de um indivíduo sob propriedade. Um grande
expoente da doutrina liberal foi Adam Smith que enaltecia as liberdades. Mas também reconhecia o
estado como representante do bem comum. acreditava que a regulação econômica do Estado seria
automática como se naturalmente houvesse uma ordem que guiasse o mercado, uma espécie de “mão
invisível” por trás de tudo.
Neoliberalismo
Neoliberalismo é uma remodelação do liberalismo clássico defende uma influência econômica
estatal ainda menor que a do liberalismo clássico. O neoliberalismo tem como enfoque a não
interferência, e procura estimular o desenvolvimento econômico. O neoliberalismo vem após o
keynesianismo, ou seja, um Estado influente economicamente torna-se economicamente liberal. A
crítica ao modelo neoliberal fundamentava-se no benefício que era apenas para pessoas ricas e
grandes empresas.

O que pôs em xeque o neoliberalismo foi a autonomia exacerbada de grandes empresas, assim
como a privatização de empresas estatais que atingiram uma escala de importância para a economia
em que uma crise empresarial resulta num abalo muito forte na economia do Estado.
Anarquismo
O ideal anarquista surge no século XIX, como reação a diversos acontecimentos desse século
como a Segunda Revolução Industrial, a Revolução Francesa, o desenvolvimento do capitalismo e as
condições de trabalho impostas ao proletariado. O anarquismo busca o fim do Estado e sua autoridade,
rejeitando o poder estatal e valorizando um modelo em que o bem comum resultaria da coerente
conjugação dos interesses de cada um em um Estado autogerido pelos cidadãos. Além disso o
anarquismo fundamenta-se no fato de que o estado por muitas vezes não representa os interesses
populares, um estado gerido diretamente pelo povo seria igualitário em todos os aspectos e extinguiria
as relações de autoridade e hierarquia.
Comunismo
O comunismo é uma doutrina social que se baseia nas ideias marxistas e socialistas. Em um
regime socialista não há propriedade privada e todas as pessoas tem o mesmo direito a tudo a abolição
da propriedade privada acaba com a divisão de classes sociais e consequentemente com a luta de
classes.

O símbolo comunista é a foice e martelo, e a estrela de cinco pontas que representam,


respectivamente, os trabalhadores do campo e da indústria e os cinco continentes.

O manifesto comunista foi escrito por Karl Marx e Friedrich Engels, que são considerados
fundadores do socialismo científico. O objetivo do manifesto é de mostrar que a classe trabalhadora
é capaz de se unir para revolucionar e acabar com a opressão do capitalismo e da burguesia.

A principal diferença entre o socialismo e o comunismo é que no comunismo os bens


pertencem ao governo e sua produção e igualmente dividida entre todos já no socialismo os bens de
produção são coletivos. Além disso no comunismo não há propriedade privada e no socialismo há
dois tipos de propriedade: pessoal e pública.

Entretanto as manifestações práticas do regime constituem uma certa contradição com relação
ao que era entendido como comunismo por Marx, ainda há desigualdade social em regimes
comunistas. Talvez o problema não esteja na ideologia política ou econômica, mas na falha da
construção de um ser humano justo e ético.