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CENTRO PAULA SOUZA

ETEC PROFESSOR HORÁCIO AUGUSTO DA SILVEIRA

CURSO TÉCNICO EM ELETRÔNICA

GUILHERME DE OLIVEIRA RODRIGUES

LUCAS ZANFORLIN DE ALMEIDA

LUIS FELIPE DE SOUSA GARCIA

PHELIPE ROCHA

EMULADOR DE PINOS BRAILLE

São Paulo - SP

2018
CENTRO PAULA SOUZA

ETEC PROFESSOR HORÁCIO AUGUSTO DA SILVEIRA

Curso Técnico em Eletrônica

EMULADOR DE PINOS BRAILLE

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


ao Curso Médio integrado ao Técnico da ETEC
Professor Horácio Augusto da Silveira, como
requisito parcial para conclusão do curso de
Técnico em eletrônica.

ORIENTADORES:
Prof. MSc. Helton de Almeida dos Santos
Profª. Roseli Cshunderlick.

São Paulo

2018
Aos nossos familiares e amigos pelo
apoio que recebemos durante a elabora-
ção desse trabalho.
AGRADECIMENTOS

Agradecemos aos nossos professores, especialmente aos nossos orientadores


Prof. MSc. Helton Almeida dos Santos e Profª. Roseli Cshunderlick, ao nosso profes-
sor Lucas Henrique Clementino Chalegre que sempre nos ajudaram, nos apoiaram e
nunca deixaram de acreditar em nossa capacidade e nunca desanimaram ou nos
abandonaram diante de nossos fracassos, incentivando sempre na busca de novas
conquistas e feições sobre esse projeto.

Agradecemos também a Deus pelas oportunidades apresentadas para nosso


aprendizado até o momento, tanto de modo pessoal como profissional e aos nossos
pais que nunca deixaram de acreditar que iríamos conseguir tais feitos.
"Deixem que o futuro diga a verdade
e avalie cada um de acordo com o seu tra-
balho e realizações. O presente pertence a
eles, mas o futuro pelo qual eu sempre tra-
balhei pertence a mim."

- Tesla, Nikola
RESUMO

Este projeto tem por objetivo a construção de um Emulador de Pinos Braille para pes-
soas cegas, visando diminuir a taxa de analfabetismo de pessoas cegas no Brasil,
pensando em uma solução simples e barata.O projeto em questão visa construir atra-
vés de válvulas solenoides, teclas de um teclado comum que correspondem às células
do alfabeto braile um método alternativo para o ensinamento do alfabeto Braille.A
construção do projeto consiste em seis solenoides, pois no alfabeto Braille é possível
demonstrar as 26 letras através de 6 pinos, as mesmas são selecionadasà partir de
um teclado que está ligado ao microcontrolador que mostrará em um visor o que foi
digitado, programados para levantar os pinos correspondentes a cada letra, permi-
tindo assim que possa sentir os pinos da válvula solenoide e também visualizar se a
escrita foi correta.

Palavras chave:Emulador; Pino; Braille; cegos; analfabetos.


ABSTRACT

This project aims to build a Braille Pin Emulator for blind people, in order to reduce the
illiteracy rate of blind people in Brazil, thinking of a simple and notexpensive solution.
The project in question aims to build through solenoid valves, keys of a common key-
board that correspond to the braille alphabet cells. The construction of the project con-
sists of six solenoids, because in the Braille alphabet it is possible to demonstrate the
26 letters through 6 pins, they are selected from a keyboard that is connected to the
microcontroller that will show in a display what was typed, programmed to lift the pins
corresponding to each letter, thus allowing you to feel the solenoid valve pins and also
to see if the writing was correct.

Keywords: Emulator; Pin; Braille; blind; illiterate.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 3.1 - Fluxograma da lógica de funcionamento 16

Figura 3.2 - Cronograma do Projeto 17

Figura 3.4 - Circuito da ativação das solenoides pelo ATmega328p 18

Figura 4.1 - Orçamento do projeto com a carga horária do grupo incluso 19

Figura 5.1 - Diagrama de blocos 20


LISTA DE ABREVIATURAS

OMS – Organização Mundial da Saúde;

MIPS/MHz – Milhão de instruções por segundos por Megahertz;

LED – Light Emitter Diode (Diodo Emissor de Luz);

mA – mili Ampere;

ATX – Advanced Technology Extended;

IDE – Integrated Development Environment;

ms – Milissegundos;

V – Volts;

cm – centímetros;

USB – Universal Serial Bus;

3D – 3 Dimensões;

LCD – Liquid Crystal Display (Display de Cristal Líquido).


Sumário

1. Introdução .................................................................................................. 12

1.1 Problema .................................................................................................. 12

1.2 Objetivo..................................................................................................... 13

1.3 Justificativas ............................................................................................. 13

1.4 Metodologia .............................................................................................. 14

2. Desenvolvimento ........................................................................................ 14

2.1 Deficiência Visual ..................................................................................... 15

2.2 Pesquisa de Campo ................................................................................. 16

2.3 Especificação do Projeto .......................................................................... 16

2.4 Descritivo do Hardware............................................................................. 16

3. Características do Projeto........................................................................... 16

3.1 Projeto no AutoCad .................................................................................. 17

3.2 Funcionamento do Projeto ........................................................................ 17

3.3 Cronograma do Projeto............................................................................. 18

3.4 Programação ............................................................................................ 20

3.5 Ligação das Válvulas Solenoides ............................................................. 20

4. Orçamento do Projeto ................................................................................. 21

5.2 IRF840 ...................................................................................................... 22


5.3 Diodo 1N4007 ........................................................................................... 23

5.4 Válvula Solenoide 24V .............................................................................. 23

5.8 Teclado USB............................................................................................. 24

5.9 Alimentação .............................................................................................. 24

7. Conclusão ................................................................................................... 25

8. Sugestões ................................................................................................... 25

9. Bibliografia .................................................................................................. 26

10. Apêndice ................................................................................................... 27

Apêndice - A ................................................................................................... 27

Apêndice - B ................................................................................................... 29

Apêndice - C ................................................................................................... 31

Apêndice - D ................................................................................................... 32

Apêndice - E ................................................................................................... 35
12

1. Introdução

A evolução das tecnologias da educação vem promovendo diversas mudanças


na sociedade em geral. Entre elas está a disponibilização de uma quantidade cada
vez mais crescente de informações, resultado principalmente do aumento da capaci-
dade de processamento e armazenamento de dados. Este fenômeno torna-se cada
vez mais evidente e vem sendo observado por diversos estudiosos da área da educa-
ção, porém a educação para pessoas cegas no Brasil ainda continua com uma

alta taxa de analfabetos.

Pensando nesse problema e pensando também nos atuais métodos de alfabe-


tização de deficientes visuais no Brasil, pensamos em um projeto que ajude na inefi-
ciência dos atuais métodos. O Emulador de Pinos Braille, não pretende substituir os
atuais métodos e sim um meio alternativo para que seja ensinado o alfabeto.

1.1 Problema

Visando a alta taxa de pessoas cegas analfabetas, projetamos então um kit de


alfabetização em forma de impressora contendo cada letra do alfabeto Braille e seus
respectivos pinos, o Braille é bastante eficiente, sendo que, um deficiente visual bem
treinado consegue ler, utilizando a ponta dos dedos com cerca da metade da veloci-
dade da leitura que usamos com os olhos, porém os mesmos enfrentam a dificuldade
para a sua alfabetização.

Ao pesquisarmos e entendermos um pouco das dificuldades para a alfabetiza-


ção dessas pessoas, a escassez de métodos e equipamentos para auxiliar na sua
alfabetização, geram a elevada taxa de analfabetismo de pessoas cegas, o Emulador
de Pinos Braille consiste em um meio para conter e diminuir a alta taxa de pessoas
analfabetas então solidificando e atuando como um possível diminuidor dessa alta
taxa que atinge atualmente a população brasileira segundo a fundação DorinaNowill.

As pessoas cegas encontram um enorme desafio no seu aprendizado, pois os


métodos atuais estão desatualizados e necessitam a criação de novos métodos para
complementá-los ou substituí-los, conforme a criação desse projeto poderíamos auxi-
liar e complementar os métodos já utilizados.

1.2 Objetivo

O objetivo desse projeto é reforçar os métodos atuais e possivelmente substituir


os antigos, além de baratear o alto custo atual. O Emulador é um projeto já existente,
contudo com um alto preço e de difícil acesso, procuramos então baratear esse custo
e tornar algo acessível a todas as classes, inclusive as classes subalternas com a
pesquisa e o desenvolvimento de um Emulador de Pinos Braille, com circuito eletrô-
nico microprocessado e software embarcado em uma caixa comum para auxílio no
aprendizado de deficientes visuais, de baixo custo, leve e com grande autonomia de
energia.

A sociedade brasileira necessita do acesso ao projeto, a taxa de analfabetos


cegos atualmente no Brasil é extremamente alta em comparação com outros países
do mundo. O cego no Brasil enfrenta a escassez de métodos para o auxílio do mesmo
ao aprendizado, gerando então essa alta taxa.

Através de pesquisas bibliográficas concluímos que o emulador Braille conse-


guirá agregar-se aos atuais métodos utilizados e com um custo baixo em relação aos
demais, esse projeto visa o meio social e a educação para todos.

A partir de um ajuste no questionário, o Censo 2010 identificou que, no Brasil,


praticamente uma em cada quatro pessoas apresenta algum grau de dificuldade para
enxergar, ouvir ou se locomover. O resultado impressiona e, segundo os pesquisado-
res, consiste no retrato mais fiel já produzido sobre pessoas com deficiência no país.
O modelo adotado é o mesmo da Organização Mundial da Saúde (OMS), que mede
o grau de severidade das incapacidades através da percepção dos próprios portado-
res

1.3 Justificativas

Os númerosmostram o tamanho dos obstáculos enfrentados por essa grande


fatia da população, equivalente a quase um em cada quatro residentes no país. De
acordo com a nova forma de identificar necessidades especiais e limitações físicas.
Entre as dificuldades adicionais, estão menor penetração no mercado de trabalho,
rendimento menor, nível de instrução mais baixo e taxa de analfabetismo mais ele-
vada.

1.4 Metodologia

O primeiro passo que tomamos para iniciar o trabalho foi realizar uma pesquisa
online para saber os custos e a acessibilidade das pessoas cegas em emuladores
Braille para isso fomos pesquisar dados de analfabetismo em pessoas cegas para
conseguirmos compreender as reais dificuldades dos cegos em seu dia-a-dia, quanto
a alfabetização, fizemos pesquisas de tipos de emuladores e impressoras para cegos
que encontramos no mercado, para melhor adaptarmos o projeto.

2. Desenvolvimento

Na fase de projeto do Emulador, uma das principais preocupações foi com o


custo final do produto. Este fato poderia inviabilizar o projeto uma vez que boa parte
destes deficientes não prática nenhuma atividade profissional ou possui uma baixa
remuneração. Esta foi uma das grandes restrições do projeto, pois os valores dos
componentes utilizados teriam de ser sempre com o mínimo de custo para que assim
tornasse acessível para todas as classes sociais, a decisão de tornar o projeto não
somente para instituições particulares mas para também públicas foram os altos índi-
ces de pessoas analfabetas cadastradas na rede pública, principalmente no Brasil que
segundo a Fundação Dorina-Nowil atinge 3,5% da população brasileira e 70% deles
não são alfabetizados.

O projeto foi dividido em três partes: hardware, parte mecânica e firmware. O


hardware foi projetado levando em consideração principalmente consumo, custo, ta-
manho e utilidade. O Emulador de Pinos Braille não poderia ser muito pesado a ponto
de fazer com que o educador não o movimentasse. O circuito teria que ser o menor
possível, pois deveria ser adaptado a caixa onde o espaço para alojar todos os com-
ponentes é muito limitado. O consumo deveria ser muito baixo, fazendo com que evi-
tasse o aumento efetivo na conta de luz.
Iria aumentar o peso e o desconforto na sua utilização, apesar do benefício do
uso da fonte. O hardware foi desenvolvido para ativar os recursos do microcontrolador
por meio de uma programação.

Estas duas partes dão origem ao Emulador de Pinos Braille, que levanta as
células correspondentes a cada letra que permite o deficiente visual/cego sentir por
meio do tato.

O Arduino, é uma plataforma programável em linguagem C, e queutiliza a me-


todologia de programação com um software residente. Estas características viabiliza-
ram a sua utilização, pois a linguagem de programação C foi estudada no decorrer do
curso.

O microcontrolador ATmega328p faz parte da popular família de microcontro-


ladores de 8 bits CMOS baseado na arquitetura AVR lançada pela ATMEL. Este mi-
crocontrolador possui altíssima performance podendo executar instruções com um ci-
clo de clock, fazendo com que o mesmo alcance 1 MIPS/MHz (1 Milhão de Instruções
por Segundo por Mega Hertz), possibilitando ao programador otimizar o projeto com-
binando consumo de potência versus velocidade de processamento.

O ATmega328p é utilizado nas placas Arduino UNO e oferece performance que


permite executar desde um simples programa que faz piscar um LED até um controle
de um robô ainda um programa de controle de acesso controlado por rede.

2.1 Deficiência Visual

Deficiência visual é a diminuição irreversível da resposta visual, em virtude de


causas congênitas ou hereditárias, mesmo após a utilização de óculos convencionais
e tratamento clínico (MASINI, E.F.S.,1994). Esta deficiência é classificada em mode-
rada, severa ou profunda. O portador desta deficiência, tem o desenvolvimento de
outros sentidos muito mais acelerados que pessoas que não a apresentam. Isto é uma
resposta do próprio celebro para suprir a necessidade da visão.
2.2 Pesquisa de Campo

Ao investigar sobre a opinião de alguns entrevistados sobre o Emulador de Pi-


nos Braille, verificou-se que os mesmos admitiram a necessidade da atualização dos
novos métodos de ensino e também incluíram a ideia do projeto em questão como um
método alternativo, porémo custo do produto desenvolvido não pode ser elevado. Os
projetos desenvolvidos com este objetivo, necessitavam ter um baixo custo para aqui-
sição e para manutenção.

2.3 Especificação do Projeto

O educador, ao digitar uma palavra, o Emulador irá acionar as células corres-


pondentes a cada letra do alfabeto comum, fazendo assim com que o deficiente vi-
sual/cego consiga interpretar a palavra que foi digitada pelo educador no alfabeto
Braille.

2.4 Descritivo do Hardware

O circuito dos pinos Braille é composto por um microcontrolador, seis válvulas


solenoides, um teclado. O microcontrolador utilizado foi o ATmega328p, sendo res-
ponsável pelo processamento do sinal enviado pelo teclado. Também é responsável
pelo acionamento dasválvulas solenoides que fazem os pinos subir de acordo com a
letra pressionada e mostrar a letra pressionada no monitor Serial, assim podendo ve-
rificar se a letra foi pressionada corretamente.

3. Características do Projeto

As principais características técnicas do dispositivo Emulador de Pinos Braille


são:

• Demonstração de letras de A à Z;
• Baixo consumo: 553mA;
• Baixo valor de mercado R$223,47;
• Utilização de materiais recicláveis;
• Válvulas solenóides usadas de modo a representar cada célula;
• Alimentado por uma fonte ATX (Advanced Technology Extended);
• Os componentes do circuito são fixados na caixa kit, com uma tampa removível
a fim de facilitar uma eventual manutenção.

3.1 Projeto no AutoCad

O diagrama mecânico foi desenvolvido num software. No programa para de-


senvolvimento de modelagem da caixa - AutoCad (AutoDeskAutoCad, 2016).

O projeto para o protótipo não pode ser simulado em software físico, mas po-
demos obter resultados satisfatórios em imagens realizados no software em compu-
tadores.

3.2 Funcionamento do Projeto

O Emulador de Pinos Braille funciona através do sinal elétrico enviado pelo te-
clado e processado pelo microcontrolador que por sua vez aciona as portas corres-
pondentes a cada célula, assim aciona-o, enviando impulsos elétricos através das
portas, acionando o Gate do transistor que alterna o estado de aberto para fechado,
assim alimentando as válvulas solenoides com 24V. Ao serem acionadas as bobinas
da válvula solenoide cria um campo magnético que exerce uma força no êmbolo, fa-
zendo ele ser puxado em direção ao centro da bobina e 1 segundo depois do desaci-
onamento do teclado, as solenoide voltam ao estado de repouso.
Figura 3.1: Fluxograma da lógica de funcionamento.

Fonte: Autoria própria

3.3 Cronograma do Projeto

Cronograma do projeto foi feito para que assim não nos perdêssemos quanto
a questão do tempo para a elaboração do projeto, para que tudo saísse conforme o
planejado no tempo esperado.

Assim criamos o nosso planejamento baseado no cronograma, em algumas


partes do projeto ocorreram atrasos, porém o resultado final saiu dentro do prazo es-
tipulado e esperado pelo grupo.
Figura 3.2 - Cronograma do Projeto

Fonte: Autoria própria


3.4 Programação

A programação do microcontrolador do projeto, é feita em linguagem C utili-


zando como compilador Arduino IDE é um aplicativo de plataforma cruzada que é
escrito na linguagem de programação Java e C+. Ele é usado para escrever e fazer
upload de programas para a placa Arduino. O código-fonte para o IDE é liberado sob
a Licença Pública Geral GNU.

O ATmega328p são um microcontrolador tipo chip único criado pela Atmel na


família megaAVR. O dispositivo opera entre 1,8 e 5,5V.

Figura 3.4: Circuito da ativação das solenoides pelo ATmega328p

Fonte: Autoria própria

3.5 Ligação das Válvulas Solenoides

As válvulas solenoides escolhidas possuem uma bobina que é formada por um


fio enrolado através de um cilindro. Quando uma corrente elétrica passa por este fio,
ela gera uma força no centro da bobina solenoide, fazendo com que o êmbolo da vál-
vula seja acionado, criando um sistema de abertura e fechamento. A mesma é utili-
zada para fechar, dosar, distribuir ou misturar o fluxo de gás ou líquido e o propósito
específico de uma válvula solenoide é expresso pela sua função de circuito, contudo
no protótipo utilizamos a válvula para outro fim, no caso é usada para levantar cada
célula correspondente.

4. Orçamento do Projeto

O valor a ser gasto no projeto foi um grande desafio, pois as atuais máquinas
Braille custam no mercado de R$20.850,99 até exemplares de R$65.850,50; o nosso
exemplar é mais simples e menos sofisticado, porém com o mesmo foco.

O nosso projeto teve um custo de R$223,47, adicionando as horas trabalhadas


(100 horas) para cada integrante do projeto, obteve o final de 400 horas de trabalho,
somando o valor da hora técnica de R$8.00 por hora, o preço final do projeto foi
R$3423,47.

Figura 4.1 - Orçamento do projeto com a carga horária do grupo incluso.

Fonte: Autoria própria


5.1 Diagrama de Blocos

O projeto em questão possui o seguinte diagrama de blocos, o qual irá explicar


a função de cada componente e o funcionamento do projeto

Figura 5.1 - Diagrama de blocos

Fonte: Autoria própria

5.2 IRF840

O transistor de efeito de campo MOS é um típico amplificador de tensão. MOS-


FET é a abreviação de Metal-Oxide-Semiconductor Field Effect Transistor ou Transis-
tor de Efeito de Campo de Óxido de Metal Semicondutor para cortar a corrente de
dreno a comporta deve ficar negativa em relação a tensão de fonte.

Foram utilizados transistor de efeito de campo por possuir um diodo interno


inversamente polarizado para que assim possa impedir distúrbios entre as correntes
que passa pelas válvulas solenoides e no Arduino.
5.3 Diodo 1N4007

O diodo trata-se se um componente eletrônico retificador de silício, desenvol-


vido por meio de processos de difusão e junção, sendo capaz de transformar corrente
alternada em contínua.

Por sua vez, o Diodo 1N4007 possibilita a passagem de corrente em apenas


um sentido (anodo para catodo), se o potencial do anodo for maior que no catodo,
o Diodo 1N4007 conduzirá corrente, entretanto não conduzirá corrente se o anodo for
menor que o catodo, entrando em modo de bloqueio.
Durante o funcionamento do Diodo 1N4007 ocorre uma perda de tensão que varia
em média de 0,7V podendo chegar a 1V, essa perda resulta de uma parcela da ener-
gia que é dissipada na forma de calor, nesse projeto em questão foi escolhido pelo
fato de evitar correntes inversas.

5.4 Válvula Solenoide 24V

A bobina é composta por um cilindro envolvido por um fio, e tem a função de


conduzir corrente elétrica. A força produzida e conduzida pelo fio faz com que o êm-
bolo da válvula seja ativado, criando um dispositivo de abertura e fechamento. O pro-
jeto em questão foi utilizado seis unidades da mesma de forma inversa para o aciona-
mento de cada pino correspondente no alfabeto Braille.

5.6 Microcontrolador Arduino Uno (ATmega328p)

Arduino é uma plataforma open-source de prototipagem eletrônica com


hardware e software flexíveis e fáceis de usar, é composto pelo Hardware que usamos
para construir a programação do nosso projeto e a IDE Arduino, que é o Software
onde escrevemos o que a placa deve fazer, o Arduino IDE é um aplicativo de plata-
forma cruzada que é escrito na linguagem de programação Java, C+, C++.

O Arduino é normalmente usado em projetos que envolvem a automação.


5.7 Conector USB fêmea

Uma USB, do inglês Universal Serial Bus, é uma tecnologia que tornou mais
fácil a tarefa de conectar aparelhos e dispositivos periféricos, a mesma foi utilizada
para conectar o teclado no Arduino.

5.8 Teclado USB

O teclado USB foi utilizado para que o usuário do projeto ao digitar as letras no
teclado comum, as mesmas, possam ser representadas através das válvulas solenoi-
des no alfabeto Braille.

5.9 Alimentação

Para se alimentar o projeto, houve um problema. Para alimentar as solenoides


são necessários 24V. Isto era um problema porque o ATmega328p suporta em sua
alimentação até 5V e para a solenoide trabalhar corretamente, era necessário ali-
mentá-la com 24V. Para resolver este problema utilizamos uma fonte ATX

6. Resultados Obtidos

O Emulador de Pinos Braille é constituído por um sistema de válvulas solenoi-


des que corresponde a cada célula do alfabeto Braille, essas solenoides a partir do
comando do teclado USB irá ser acionada, assim acionando as respectivas corres-
pondentes a cada célula que foi ativada.

O usuário terá a opção de visualizar o que foi escrito na função monitor serial
do Arduino, também terá a fonte onde o mesmo poderá ligar/desligar o projeto. Depois
de alguns ajustes, o produto final do Emulador de Pinos Braille alcançado pelo grupo.
7. Conclusão

Para concluirmos o projeto e chegarmos ao produto final, enfrentamos alguns


problemas e tivemos algumas dificuldades para solucioná-los, mas conseguimos en-
contrar saídas e resolver esses problemas.

O desenvolvimento do Emulador de Pinos Braille contribuiu imensamente para


o desenvolvimento profissional de todos os componentes do grupo, aprendemos tec-
nologias novas que não aprenderíamos nas aulas normais do curso, como por exem-
plo AutoCad e as diferenças efetivas de transistor, também no convívio do grupo, du-
rante o ano todo aprendemos a lidar com as dificuldades do dia-a-dia causadas pelo
convívio em grupo.

8. Sugestões

Para melhor aprendizado é recomendado a implementação de números em


Braille, que precisam de uma segunda cela para serem lidos. Além de uma substitui-
ção do monitor Serial por um Display LCD, assim deixando o projeto independente de
um computador.

Adição de um Viva-Voz, para quando uma tecla for pressionada no teclado seja
emitido um som de acordo com a letra escolhida. Tornando o aprendizado mais dinâ-
mico.
9. Bibliografia

CRUZ, Eduardo Cesar Alves; JUNIOR, Salomão Choueri. Eletrônica Aplicada.


São Paulo: Editora Érica, 2011.

Gilberta de M. Jannuzzi; A educação do deficiente no Brasil.

https://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0104-
12902007000300007&script=sci_arttext

http://www.criticaeducativa.ufscar.br/index.php/criticaeducativa/article/view/37

O FAZ-DE-CONTA EM CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: IDENTIFI-


CANDO HABILIDADES: http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbee/v12n3/04.pdf;
10. Apêndice

Apêndice - A

Componentes utilizados

As fotos foram registradas na etapa de pré-produção do protótipo.


Apêndice - B

Simulação do Circuito Feita em PROTEUS

As projeções foram feitas antes da construção do projeto.


Visualização 3D da Placa.
Apêndice - C

Projeção da Caixa Feita no AUTOCAD 2016

As projeções foram feitas para uma melhor visualização da constru-


ção da caixa.
Apêndice - D

Elaboração da lógica de programação

Neste Bloco incluímos a biblioteca PS2Keyboard que fará a tradução da infor-


mação recebida pelo teclado, e definimos a porta para tal comunicação.

Neste bloco definimos as portas que ativarão as válvulas solenoides como sa-
ída, e especificamos o idioma do teclado como inglês, pois em português o Ardujno
não reconhece a linguagem.
Neste Bloco verificamos se alguma tecla foi pressionada, confere com todas as le-
tras cadastradas, atribui um respectivo número, e caso nenhuma letra for pressio-
nada esse número será igual a zero. Seguindo assim a lógica da programação com
as letras de A ao Z.
Neste Bloco temos um caso para cada número que foi atribuído no bloco ante-
rior que traduz o número através de suas portas analógicas em tensão para acionar
as válvulas solenoides, caso o número seja igual a zero ele aguarda 1000 milissegun-
dos e desativas todas as portas analógicas.
Apêndice - E

Projeto Finalizado

Imagem da finalização do projeto.