You are on page 1of 4

PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS


APLICADAS

JOCINEI GODÓI LIMA

ÉMILE DURKHEIM – MAX WEBER – KARL MARX


ARTICULAÇÃO ENTRE SUAS TEORIAS

CAMPINAS-SP

2018
JOCINEI GODÓI LIMA

ÉMILE DURKHEIM – MAX WEBER – KARL MARX


ARTICULAÇÃO ENTRE SUAS TEORIAS

Trabalho de Jocinei Godói de Lima


apresentado na Pontifícia Universidade
Católica de Campinas, como requisito
parcial para a obtenção de média na
disciplina de Sociologia.

Professor: Glauco Barsalini

PUC-CAMPINAS

2018
Articulação entre as três teorias/autores:

- Emile Durkheim; Max Weber; e Karl Marx

A teoria que marca a atuação de Emile Durkheim é a que ficou conhecida


como Fato Social. O fato social seria a maneira de uma sociedade agir, pensar ou
sentir. Ou seja, é um padrão de comportamento social. O fato social possui três
características. São elas: Generalidade - o que é comum à maioria em uma
sociedade, ou seja, coletivo ou geral; Exterioridade - que não depende do
indivíduo para acontecer; Coerção - é a pressão que a sociedade exerce sobre o
indivíduo, ou seja, os indivíduos são “obrigados” a seguir o comportamento
estabelecido pelo grupo.

Há ainda a ideia de Papel Social como um conjunto de normas, direitos, e


deveres que condicionam o comportamento dos indivíduos junto a um grupo ou
dentro de uma instituição. Os papéis sociais surgem da interação social, sendo
sempre resultado de um processo de socialização.

Também aparece neste contexto a ideia de Consciência Coletiva como o


conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma
mesma sociedade que forma um sistema determinado com vida própria. Assim,
Durkheim entende que o que acontece no meio social acaba influenciando a
maneira de um indivíduo pensar e se comportar.

Já o teórico Max Weber, ao contrário de Durkheim, entendia que a


sociologia se firmava na ação social, individual, e não nas estruturas, no coletivo.
As motivações humanas são as forças por detrás da mudança e não as relações
sociais. O indivíduo e suas ações são ponto chave da investigação, ou seja, o
ponto de partida para a Sociologia.

Se para Durkheim o fato social, decorrente do coletivo, era objeto de


estudo da sociologia, para Weber, o individuo e sua ação assentada em
determinada motivação é que figura como objeto da sociologia. Weber via o
indivíduo como responsável pelas suas próprias decisões e omissões que legitima
o poder, o que ficou conhecido como ação social, qual seja, um comportamento
consentido e planejado.
O que ocorre na sociedade como um todo, para Weber é a soma das
ações individuais. Em Durkheim temos a ideia de relação social em contraposição
à ideia de Weber de ação social. Esta ação social pode ser tradicional, emotiva e
racional.

Diferente dos teóricos anteriores, Karl Marx estava mais para um crítico da
sociedade capitalista. Os problemas da sociedade para Marx estava na forma
como ela se organizava e no modo de produção capitalista. Este modo de
produção típico da burguesia detinha o controle dos meios de produção e
praticamente do próprio Estado, criando aparatos legais e disseminando
ideologias para se manter no poder.

Marx analisa as relações socioeconômicas que expressam suas


contradições, antagonismos e conflitos. Tais antagonismos residiam em ideias
como alienação, exploração, etc. Para Marx, havia um movimento histórico das
relações sociais ocorridas nos antagonismos de classes.

A crítica de Marx, a fim de estabelecer uma filosofia da práxis diferenciava-


se de Durkheim e Weber, sendo que o primeiro via a ideia de uma ordem social e
uma coesão e, o segundo, via os processos históricos e sociais por meio da
compreensão da subjetividade que regia as formas das relações sociais, naquilo
que ficou conhecido como ação social.