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1º TRIMESTRE / 2010

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Relatório ICJBrasil 1º trimestre / 2010

Relatório ICJBrasil
1º Trimestre / 2010

Envie seus comentários para: luciana.cunha@fgv.br.

Sumário

Equipe ................................................................................................................................................ 2
Introdução .......................................................................................................................................... 3
O ICJBrasil ......................................................................................................................................... 3
Aspectos conceituais e metodológicos ............................................................................................... 4
Características gerais da pesquisa ...................................................................................................... 4
Amostra ............................................................................................................................................. 5
Determinação do desenho e seleção da amostra ................................................................................. 5
Coleta de dados ................................................................................................................................. 7
Regra de desidentificação dos Informantes ......................................................................................... 7
Forma de cálculo do ICJBrasil ............................................................................................................. 7
ICJBrasil 1º Trimestre/2010 ................................................................................................................ 9
Relatório ICJBrasil 1º trimestre / 2010
 

Equipe

Luciana Gross Cunha (coordenadora da pesquisa e professora da DIREITO GV)


Rodrigo De Losso Silveira Bueno (EAESP)
Aloisio Campelo (IBRE)
Patricia Meziat Pina (IBRE)
Rubens Morita (EESP)
Silvia Pupo (DIREITO GV)

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Relatório ICJBrasil 1º trimestre / 2010

Introdução
Uma questão que afeta profundamente o desenvolvimento econômico e social de
um país é a capacidade do Judiciário de se apresentar como uma instância legítima
na solução de conflitos que surgem no ambiente social, empresarial e econômico.
Uma das formas de se medir essa legitimidade é através das motivações que levam
os cidadãos a utilizar (ou não) e a confiar (ou não) no Judiciário, em termos de
eficiência, imparcialidade e honestidade.
No caso brasileiro, a crise no sistema de Justiça não é um fenômeno recente.
As pesquisas mostram que, ao menos quanto à eficiência do Judiciário, no que diz
respeito ao tempo e a burocratização de seus serviços, a sua legitimidade vem
sendo questionada desde o início da década de 1980. De lá para cá, e com maior
intensidade a partir de 2000, alguns trabalhos levantaram dados sobre as
atividades do Judiciário, como o número de processos novos e em andamento a
cada ano. Com a reforma do Judiciário aprovada em dezembro de 20041 e a criação
do Conselho Nacional de Justiça em 2005, tivemos alguns avanços na produção e
publicação de dados sobre o Judiciário brasileiro, nas suas mais diversas
organizações e instâncias. Exemplo disso é o relatório Justiça em Números,
publicado anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça e disponibilizado em sua
página na internet2.
Apesar desses avanços, nenhuma dessas informações disponibilizadas
mostram dados objetivos sobre a forma pela qual o Judiciário brasileiro aparece
como uma instituição confiável em termos de eficiência, imparcialidade e
honestidade. Essas informações também não são capazes de indicar as motivações
do cidadão na utilização do Judiciário como forma de solução de conflitos.
Partindo da premissa de que essas informações representam uma das
formas de indicar a legitimidade do Judiciário e de que essa última afeta de forma
definitiva o desenvolvimento do país, o objetivo deste projeto é, através da criação e
aplicação do Índice de Confiança na Justiça no Brasil – ICJBrasil, retratar
sistematicamente a confiança da população no poder judiciário.

O ICJBrasil
Retratar a confiança do cidadão em uma instituição significa identificar se o
cidadão acredita que essa instituição cumpre a sua função com qualidade, se faz
isso de forma em que benefícios de sua atuação sejam maiores que os seus custos
e se essa instituição é levada em conta no dia a dia do cidadão comum.
Nesse sentido, o ICJBrasil é composto por dois subíndices: (i) um subíndice
de percepção, pelo qual é medida a opinião da população sobre a Justiça e a forma
como ela presta o serviço público; e (ii) um subíndice de comportamento, pelo qual
procuramos identificar se a população recorre ao Judiciário para solucionar
determinados conflitos.
1
Emenda Constitucional nº 45, aprovada em dezembro de 2004.
2
Justiça em Números. Disponível em: www.cnj.org.br.

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Relatório ICJBrasil 1º trimestre / 2010
 

O subíndice de percepção é produzido a partir de um conjunto de oito


perguntas em que o entrevistado deve emitir sua opinião sobre o Judiciário no que
diz respeito a (i) confiança, (ii) rapidez na solução dos conflitos, (iii) custos do
Judiciário, (iv) facilidade no acesso, (v) panorama dos últimos 5 anos, (vi)
honestidade e imparcialidade, (vii) capacidade para solucionar os conflitos e (viii)
perspectiva para os próximos 5 anos.
Para a produção do subíndice de comportamento, foram construídas seis
situações diferentes e pede-se ao entrevistado que diga, diante de cada uma das
situações, qual a chance de procurar o Judiciário para solucionar o conflito. As
respostas possíveis para essas perguntas são: (i) não; (ii) dificilmente; (iii)
possivelmente; (iv) sim, com certeza.
As situações hipotéticas foram construídas com o objetivo de procurar
relacionar conflitos nos quais a população dos centros urbanos pode se envolver e
que podem suscitar processos na Justiça Comum, deixando de fora as questões
relativas à área penal, quando as pessoas envolvidas não têm liberdade de decidir
se procuram ou não o Judiciário. Assim foram elaborados casos envolvendo: direito
do consumidor, direito de família, direito de vizinhança, direito do trabalho, um caso
envolvendo o poder público e um caso relativo à prestação de serviço. Também
houve um esforço para criar situações nas quais pessoas com rendas diferentes
pudessem se envolver e situações em que os entrevistados ocupassem posições
diferentes nos diversos conflitos. Assim, por exemplo, em uma das situações o
entrevistado é o consumidor, sendo a parte mais fraca no conflito e em outra
situação o entrevistado é o contratante na relação de prestação de serviço, sendo a
parte mais forte.
Os dados apresentados nesse relatório correspondem à coleta realizada no
primeiro trimestre de 2010. Nas entrevistas desse período mantivemos a pergunta,
que já tinha sido feita no último trimestre de 2009, sobre cobrança de impostos.

Aspectos conceituais e metodológicos


As sondagens de tendência são levantamentos estatísticos que geram informações
utilizadas no monitoramento da situação corrente e na antecipação de eventos
futuros. Um dos principais atributos deste tipo de pesquisa é a rapidez com que os
dados são pesquisados, processados e divulgados. A combinação de qualidades
como tempestividade e capacidade de antecipação fizeram com que as sondagens
de tendência setorial, a partir da década de 90, passassem a compor o sistema de
estatísticas básicas requeridas pela Comunidade Européia aos países-membros.
Na linha das sondagens de tendência, o ICJBrasil é um levantamento estatístico
trimestral de natureza qualitativa, realizado nas regiões metropolitanas de sete
principais capitais do país com base em amostra representativa da população.

Características gerais da pesquisa


A pesquisa abrange dois tipos de quesitos:

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Relatório ICJBrasil 1º trimestre / 2010
 

Natureza qualitativa: relativo à avaliação do Judiciário como instituição.


Dados básicos: relativos às informações pessoais do entrevistado (Idade,
renda familiar, gênero, escolaridade, profissão/ocupação, nº de pessoas
residentes no domicílio), coletadas para fins de análise desagregada dos
resultados.

Amostra
A população alvo da pesquisa é composta pela população de grandes capitais
brasileiras e suas regiões metropolitanas.
A amostra é distribuída pelas regiões metropolitanas de Belo Horizonte,
Brasília, Porto Alegre, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, capitais cujas
regiões metropolitanas representam aproximadamente 1/4 da população brasileira,
segundo dados do Censo de 2000 do IBGE.
O tamanho de amostra em cada faixa de renda ou capital foi determinado pelo
número de domicílios na respectiva região/faixa de renda. O informante é um
indivíduo que representa o domicílio sorteado, de qualquer gênero (masculino ou
feminino) e que possua 18 anos ou mais de idade.
O desenho da amostra foi calculado de modo a ter intervalo de confiança de
95% e erro amostral absoluto de 2,5%, configurando o tamanho de 1550
informantes para representação do Brasil.

Determinação do desenho e seleção da amostra


O tipo de amostra a ser utilizado em uma pesquisa depende, fundamentalmente, do
conhecimento a priori que se tem da população alvo. Quanto mais detalhado for
este conhecimento, mais fácil e preciso se torna o trabalho de selecionar uma
amostra efetivamente representativa desta população.
Na determinação de uma amostra o conceito estatístico de representatividade
populacional deve ser sempre perseguido. Este conceito consiste em que a
amostra contenha todos os estratos da população e na mesma proporção da
população. Ou seja, as frações ou proporções dos estratos amostrais devem ser
( )
iguais às frações ou proporções dos estratos populacionais nni = NNi , garantindo a
representatividade.
No caso do ICJBrasil foi utilizada a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios – do IBGE), referente ao exercício de 2007, como fonte de dados na
determinação da estratificação da população alvo por faixas de renda e capitais de
interesse.
O tamanho final da amostra por capitais e gênero foi determinado pelo perfil
da população de acordo com estatísticas oficiais. Entre faixas de renda, a amostra
foi alocada de forma linear, de modo a permitir uma melhor análise de resultados
por classes de renda.

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Relatório ICJBrasil 1º trimestre / 2010
 

De acordo com a Classificação por Renda, os informantes são enquadrados


em quatro classes de renda familiar mensal, definidas de modo a se obter
amostras de tamanho parecido para cada classe. São elas:

Faixa de Renda 1 – Até R$ 1.000;


Faixa de Renda 2 – Entre R$ 1.000,01 e R$ 2.000,00;
Faixa de Renda 3 – Entre R$ 2.000,01 e R$ 5.000,00;
Faixa de Renda 4 – Acima de R$ 5.000,01.

Para garantir a maior representatividade de cada uma das classes,


estabeleceu-se o critério de seleção com base no perfil da população alvo em cada
região pesquisada, uma vez que não temos conhecimento a priori do uso da Justiça
pelas diversas faixas socioeconômicas da população.
O quadro 1, a seguir, mostra a distribuição dos domicílios por classes de
renda familiar nas capitais que serão utilizados na ponderação dos resultados da
pesquisa. Além destes níveis de estratificação, o desenho amostral leva em
consideração a distribuição da população por gênero (masculino e feminino).
Assim, como a distribuição dos domicílios é diferente nas capitais que formam a
população alvo da pesquisa, o informante é ponderado de acordo com a sua capital,
faixa de renda e gênero. Estes percentuais serão utilizados na ponderação dos
resultados da pesquisa.

Quadro 1: Distribuição dos domicílios nas capitais e Brasil de acordo com as faixas de renda (%)
Capitais Total Faixa 1 Faixa 2 Faixa 3 Faixa 4
Belo Horizonte 10,07 3,85 3,06 2,25 0,91
Brasília 4,67 1,39 1,10 1,12 1,06
Porto Alegre 9,18 3,19 3,00 2,21 0,78
Recife 7,17 4,43 1,53 0,87 0,34
Rio de Janeiro 23,57 9,63 6,98 4,85 2,11
Salvador 6,72 3,54 1,67 1,04 0,47
São Paulo 38,62 12,12 11,62 10,45 4,43
Brasil 100,00 38,15 28,96 22,79 10,10

No primeiro ano da pesquisa o painel de informantes será mantido fixo, sendo


substituídos trimestralmente os casos de desistência espontânea por parte do
informante. A partir do segundo ano, um quarto da amostra será substituído a cada
período, chegando-se ao final do terceiro ano de pesquisa com o painel de
informantes inteiramente renovado em relação ao quadro inicial.

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Relatório ICJBrasil 1º trimestre / 2010
 

Coleta de dados
Na coleta de dados, as informações são obtidas através de contato telefônico
durante o período de três meses. As respostas dos questionários são preenchidas
em ambiente web pelo pesquisador da FGV e carregadas para importação em
sistema próprio de cálculo e apuração dos resultados.

Regra de desidentificação dos Informantes


Com o intuito de assegurar o sigilo das informações prestadas durante a realização
deste tipo de pesquisa, a FGV/IBRE adota regras de desidentificação dos
respondentes, de modo a evitar a individualização do informante.

Forma de cálculo do ICJBrasil


As perguntas que formam o questionário do ICJBrasil têm quatro ou cinco
respostas. Identifica-se cada resposta atribuindo-se a ela um indexador n, que
também corresponderá a um valor atribuído àquela resposta. Assim sendo, à
primeira resposta, ou seja, à resposta 0 atribui-se o valor 0. À última resposta
atribui-se o valor máx, que pode ser 3 ou 4, dependendo se a questão tem quatro ou
cinco respostas. Conseqüentemente n = 0, 1, 2, 3 ou n = 0, 1, 2, 3, 4. Por exemplo,
às respostas (i) nada confiável, (ii) pouco confiável, (iii) confiável, (iv) muito confiável,
atribuem-se respectivamente, os valores 0, 1, 2 e 3. Essa metodologia de atribuição
de valores cardinais tem a vantagem de ser simples e direta para aferir a resposta
numérica das pessoas. Tem a desvantagem de, implicitamente, assumir que a
diferença entre as respostas são iguais, o que pode não ser verdade, já que se trata
de respostas ordinais.
A resposta n da questão q é chamada de nq. O valor que se atribui a nq é n,
ficando claro que valor(nq) = n. Por exemplo, a resposta 0 (ou primeira resposta) da
questão q = 2 é 0, ou seja, valor(02) = 0.
Em seguida, os valores são ponderados de acordo com a proporção de
pessoas que escolheram aquela resposta. A proporção de pessoas que escolheu a
resposta n da questão q é indexada pela variável w n . Com isso, obtém-se o
q

primeiro valor intermediário refletindo a nota média de cada questão, escalonada


entre 0 e máx, cuja fórmula é a seguinte:
max
média q = ∑n w
nq = 0
q nq
,

onde, médiaq é a nota média obtida na questão q.


Note que a média da questão tem um valor mínimo de zero, quando w0 q = 1 , e
um valor máximo igual a max, quando wmáx q = 1 .
Como o número máx pode diferir entre as questões, é preciso torná-las
comparáveis por algum processo de normalização. O processo escolhido foi

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Relatório ICJBrasil 1º trimestre / 2010
 

escalonar a médiaq entre 0 e 10. Para isso, calcula-se a nota normalizada da


questão q, nnq, da seguinte forma:

médiaq
nn q = × 10.
máx q

Dado que a médiaq fica entre 0 e máxq, então é fácil concluir que nnq fica entre
0 e 10.
Em seguida, calculam-se os índices de percepção e de comportamento, de
acordo com o número de questões respondidas em cada bloco, sendo que cada
uma das questões tem o mesmo peso. O ICJ de percepção, ICJp, é dado
considerando as questões restritas à percepção, nnq:

∑ nn
q∈ p
q

ICJ p = .
8

Semelhantemente se faz para a medição do índice de comportamento. Para


isso, calcula-se ICJ de comportamento, ICJc, restringindo-se nnq às respostas
correspondentes à solução de conflitos:

∑ nn
q∈c
q

ICJ c = .
6

Finalmente, o ICJ é obtido pela média ponderada de ambos os índices, sendo


70% para o índice de percepção e 30% para o índice de comportamento. Cada
questão tem o mesmo peso individual dentro do subíndice. Portanto, o ICJ é dado
por:

ICJ = 0,7 × ICJ p + 0,3 × ICJ c .

Há, na prática, vários esquemas possíveis de ponderação, mas que alteram


muito pouco os resultados qualitativos, segundos estudos preliminares. A escolha
desses pesos reflete aproximadamente o número de questões de cada subíndice.
Além disso, se houver necessidade, no futuro, de aumentar o número de questões,
o esquema de ponderação fixo não alterará a composição do índice como um todo.

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Relatório ICJBrasil 1º trimestre / 2010
 

ICJBrasil 1º Trimestre/2010
Nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2010, foram entrevistadas 1598
pessoas distribuídas por sete capitais: Rio de Janeiro (375), São Paulo (634), Belo
Horizonte (156), Brasília (106), Porto Alegre (143), Recife (88) e Salvador (96).
O ICJBrasil para o primeiro trimestre de 2010 é 5,9 pontos, cerca de 1,7%
maior do que no trimestre anterior. O subíndice de comportamento é de 8,2 pontos
e o subíndice de percepção é de 4,9 pontos, 4,2% mais alto que o registrado no
último trimestre de 2009.

Gráfico 01: ICJBrasil 1º Trimestre/2010


9,0
8,2
8,0

7,0
5,9
6,0

5,0
4,9 Subíndice de Percepção
Subíndice de Comportamento
4,0
ICJBrasil
3,0

2,0

1,0

0,0
 
 
O que os dados permitem afirmar com a coleta no primeiro trimestre de 2010
é essa sondagem vem confirmar uma tendência de má avaliação do Judiciário
como prestador de serviços públicos, apesar da população buscar os seus serviços
para solucionar conflitos do dia a dia.
A morosidade da Justiça, mais uma vez, é o quesito em que o Judiciário
recebeu a pior avaliação entre os entrevistados: para 92,6% da população
entrevistada o Judiciário resolve os conflitos de forma lenta ou muito lentamente.
Em segundo lugar aparecem as questões dos custos: 78,1% dos entrevistados
disseram que os custos para acessar o Judiciário são altos ou muito altos. Com
relação à honestidade/imparcialidade, 69,3% da população entrevistada respondeu
que o Judiciário é imparcial ou pouco parcial. Em quarto lugar aparecem a
capacidade do Judiciário em solucionar os seus conflitos: para 59,1% dos
entrevistados o Judiciário não tem capacidade ou é pouco capaz de solucionar os

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Relatório ICJBrasil 1º trimestre / 2010
 

conflitos. Em quinto lugar, os entrevistados indicaram o acesso ao Judiciário: para


58,3% dos entrevistados o acesso ao Judiciário é difícil.
Os entrevistados com renda até R$1.000,00 são aqueles que apresentaram o
menor Índice de Confiança, 5,6 contra 5,9 da média nacional. Esse resultado se
repete quando olhamos o subíndice de percepção, onde esses entrevistados
apresentaram o menor subíndice de percepção, 4,6 contra 5,3 dos entrevistados
com renda entre R$2.000,01 e R$ 5.000,00.

Gráfico 02: ICJBrasil e Renda


6,1
6,0
6,0

5,9 5,9

5,8 Até R$1.000,00


5,8 5,7
Entre R$1.000,01 e R$2.000,00
5,7
Entre R$2.000,01 e R$5.000,00
5,6
5,6 Acima de R$5.000,00
ICJBrasil
5,5

5,4

5,3
 

Os entrevistados com 1º grau completo e/ou 2º grau incompleto,


apresentaram o menor índice de confiança, 5,5 pontos e o menor subíndice de
percepção, 4,4 pontos.

Gráfico 03: ICJBrasil e escolaridade


6,0
 
5,9 5,9
5,9 5,9
Sem instrução / 1ª grau
incompleto
5,8
1º Grau completo / 2º grau
5,7 5,6 incompleto
2º Grau completo / Superior
5,6 5,6 incompleto
5,5 Superior completo
5,5

5,4 Pós Graduação (Especialização /


Extensão / Strictu Senso)
5,3 ICJBrasil

5,2

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Porto Alegre apresentou o índice de confiança mais alto, seguida pelo Rio de
Janeiro e Brasília.
Belo Horizonte é a capital que apresentou o menor índice de confiança, 5,7
pontos e o menor subíndice de comportamento, 7,8 pontos.

Gráfico 04: ICJBrasil e capitais


6,2 6,1
Belo Horizonte
6,0 5,9 5,9 5,9
5,9 Brasília
5,8 5,8
5,8 Porto Alegre
5,7
Recife
5,6
Rio de Janeiro
5,4 Salvador

5,2 São Paulo


Brasil
5,0
 
As mulheres tendem a confiar mais na Justiça que os homens. Entre as
mulheres o índice de confiança é 5,9 pontos e entre os homens, o índice de
confiança é 5,8 pontos.
Nas perguntas de comportamento os casos envolvendo direito de vizinhança e
prestação de serviço foram os que apresentaram o menor número de entrevistados
dizendo que procurariam o Judiciário. No caso envolvendo direito de vizinhança
essa resposta foi dada por 27,6% dos entrevistados. No caso de prestação de
serviço 50,4% dos entrevistados disseram que recorreriam a Justiça para ter o seu
conflito solucionado. O caso envolvendo direito do consumidor (compra do carro
com defeito) foi o que proporcionou o maior número de respostas em que os
entrevistados disseram que procurariam a Justiça com certeza (89,5%), seguido do
caso de direito de família, em que 85% dos entrevistados responderam que
procurariam a Justiça com certeza e do caso envolvendo o poder público, quando
82,1% dos entrevistados disseram que com certeza procurariam a Justiça.
No caso envolvendo direito do consumidor, Brasília aparece com o maior
número de respondentes dizendo que com certeza procurariam a Justiça para
solucioná-lo: 94,5%. Em São Paulo, 89,5% dos entrevistados disseram que
recorreriam à Justiça para solucionar esse caso.

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Relatório ICJBrasil 1º trimestre / 2010
 

Gráfico 05: ICJBrasil 2º, 3º e 4º Trimestre/2009 e 1 º Trimestre/2010


9,0 8,2
8,0 8,2
7,9
8,0
7,0
5,9 5,6 5,8 5,9
6,0
5,0 4,8 4,9
5,0 4,7
Subíndice de Percepção
4,0
Subíndice de Comportamento
3,0
ICJBrasil
2,0
1,0
0,0
2º Trimestre / 3º Trimestre / 4º Trimestre / 1º Trimestre /
2009 2009 2009 2010
 
 
A confiança no sistema de Justiça apresentou uma manutenção da situação
percebida pela sondagem realizada no 4º trimestre de 2009.
Analisando os dados relativos a cada uma das regiões metropolitanas
cobertas pela amostra, Porto Alegre apresentou o maior índice de confiança, 5,1
pontos. O menor índice foi registrado em Salvador, 4,7 pontos. As outras regiões
metropolitanas apresentaram os seguintes ICJs: Recife (5 pontos), Brasília (4,9),
Rio de Janeiro (4,9), São Paulo (4,8), Belo Horizonte (4,8), e Salvador (4,7).
Na sondagem realizada no 1º trimestre de 2010 foi mantida a pergunta para
avaliar a percepção dos entrevistados sobre o pagamento de impostos.
Questionados se pagam impostos ao efetuar uma compra simples no
supermercado, 2,8% dos entrevistados responderam que não pagam impostos. Em
Recife, 5,5% dos respondentes deram essa resposta. Em Salvador 5,1% dos
entrevistados disseram que não pagam impostos.
Quando perguntados se já haviam participado de algum processo judicial nos
últimos 5 anos, 27,3% dos entrevistados afirmaram que sim. Destaque a ser dado
em Brasília, cujo índice atinge o maior índice sendo de 45,3% dos entrevistados. Em
contraste, o índice de Recife é de apenas 11,2%. No corte por faixa de renda e
escolaridade, os entrevistados com maior renda e escolaridade tendem a participar
mais de algum processo judicial, assim como pessoas do sexo masculino e
pessoas mais idosas.

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