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Porque a Filosofia nasceu na Grécia

Sabemos que um dos elementos originantes da filosofia foi a inquietação humana na


busca de explicações para o real. Nessa busca, uma das primeiras formas de se tentar
explicar o mundo foi com os mitos. Com o transcorrer dos tempos as explicações míticas
já não satisfaziam mais. A constatação disso se deu na Grécia. Essa, portanto, é a nossa
questão, aqui: entender como e porque a filosofia, como a entendemos hoje, nasceu na
Grécia.

Todos os homens, em todos os tempos, desenvolveram algum tipo de reflexão, explicando


seu mundo. Essa reflexão pode ser entendida como um filosofar. O ser humano sempre foi
pensante e perguntante e isso fez dele um ser filosofante. Entretanto, a filosofia, como é
entendida hoje, um sistema lógico e sistemático, nasceu na Grécia. Mas isso não foi um
fato aleatório. Houve um contexto para isso acontecer. Isso porque, como afirma o
professor espanhol M. G. Morente: "A filosofia, mais do que qualquer outra disciplina,
necessita ser vivida" (MORENTE, 1967, p. 23). Ou seja, para ser teorizada precisou ser
vivenciada. A filosofia, portanto nasce não de mentes criativas, mas de necessidades
específicasde teorização, ou de explicação racional.

Diversos outros povos desenvolveram explicações para o mundo, o homem e as relações


sociais, mas fizeram isso, como vimos, de forma mítica; nenhum com as características
daquelas desenvolvida pelos Gregos a partir, principalmente, do século VII aC.

Sem entrar na particularidade de cada cultura, podemos assinalar alguns exemplos.


Podemos dizer que para os orientais o universo é mantido pelo equilíbrio de forças
opostas simbolizado na filosofia do Yin e Yang.

Por sua vez os hebreus explicam a origem do mundo mediante a ação criadora de Deus,
que entrega sua criação aos seres humanos, como podemos ler na Bíblia, no livro do
Gênesis.

Em várias culturas, de várias nações de indígenas brasileiros, encontramos narrativas


míticas explicando as origens tanto daquele povo como do mundo como é conhecido por
aquela civilização.

E assim por diante, cada povo tem a sua explicação, a sua cosmovisão. Observando cada
mitologia, em cada cultura diferente, podemos nos colocar a questão: qual é a filosofia que
os mantém? Nessas mitologias pode ser encontrado algum filosofar?

A pergunta que você deve estar se fazendo é: Se cada civilização deu uma explicação
para suas origens e as origens do mundo, por que a forma desenvolvida pelos gregos fez
tanta diferença?

A resposta poderia ser simplificada ao dizermos que a estrutura lógico-sistemática dos


gregos fez-se mais eficiente para o contexto sócio-político-econômico em que estava
inserido o mundo ocidental. Foi essa estruturação ideológica e filosófica que ofereceu a
base de organização, sustentação e manutenção para o poder político e religioso da
civilização, chamada ocidental, que se desenvolveu na Europa. A Europa se fez,
principalmente, a partir da filosofia grega e da fé cristã.

A filosofia grega possibilitou a estruturação racional das realidades e das relações sociais
e políticas que se desenvolveram na Europa; e a fé cristã possibilitou a estruturação da
moralidade das relações sociais e políticas nesse continente, possibilitando que essa
civilização se impusesse a quase todo o mundo. Tanto que nós, na América, mantemos
esses valores.
Neste momento seria interessante recordar o filme, Helena de Tróia, em que parecem
várias cenas mostrando o processo pelo qual os cidadãos gregos criaram algumas
instituições que permanecem até hoje: (o voto; a necessidade de argumentação; o direito
de defender sua idéia) como na cena em que lançam sorte para decidir quem desposaria
Helena; cena essa em que aparece um diálogo importante: "onde já se viu isso acontece?"
pergunta um dos personagens, recebendo como resposta: "sejamos os primeiros!" Esse
filme pode ser analisado paralelamente à analise do processo de surgimento da filosofia,
na Grécia, e da música Mulheres de Atenas, cantada por Chico Buarque.

Um bom exercício histórico-filosófico-cultural seria, agora, comparar como duas


sociedades gregas, Ateniense e Espartana, tratavam as mulheres; qual era a função da
mulher na sociedade Ateniense e na sociedade Espartana?

Na música de Chico Buarque as mulheres de Atenas: vivem, sofrem, despem-se, para


seus maridos e para eles geram filhos ao mesmo tempo em que temem perdê-los na
guerra. Depois de descobrir como os espartanos tratavam suas mulheres, compare-os
com a sociedade atual. Qual é o espaço da mulher, na sociedade atual? Por que é assim?

Continuemos nossa tentativa de compreensão do processo de organização da filosofia.


Podemos dizer que a primeira grande característica da filosofia grega foi a superação da
mentalidade mítico-religiosa. Mas houve, também, algumas condições históricas. Podem
ser enumeradas várias causas ou circunstâncias a partir das quais a filosofia se
desenvolveu, na Grécia (CHAUÍ, 1995). Entretanto, aqui para nosso estudo, vamos nos
concentrar em alguns elementos políticos, sociais, culturais e econômicos que ajudam a
explicar o processo de transição da reflexão mítica para filosófica.

Como estamos afirmando, a filosofia nasceu a partir de alguns pressupostos que aqui
estamos mostrando como causas políticas, sociais, culturais e econômicas.

Causa Política:

A política, como a entendemos hoje, nasceu na Grécia. E esse elemento foi importante
para o desenvolvimento da filosofia. Principalmente por que se deu a partir de um
processo de reorganização das relações de poder. As tribos e clãs se reestruturaram
dando origem às cidades-estado. O poder que era exercido pelo "patriarca" ou pelo irmão
mais velho, passou a ser questionado e, na cidade (polis) organizaram-se as assembléias
dos cidadãos (homens livres, ricos e que tinham nascido naquela cidade). Devemos notar
que dessas assembléias, que aconteciam em praça pública onde se reuniam os cidadãos
com direito a voz e voto, estavam excluídos: mulheres, crianças, estrangeiros e escravos.
Nas assembléias da praça eram tomadas as decisões a partir dos debates, das
argumentações pró e contra. As decisões nasciam dos debates.

Causa Social:

A organização social se estruturou machista, principalmente em Atenas, que foi um dos


principais focos de irradiação da cultura grega. Essa sociedade tinha por base o regime de
escravidão: o trabalho do escravo permitia aos cidadãos mais tempo para se dedicarem à
política e ao debate: é que podemos chamar de ócio virtuoso. As relações sociais entre os
cidadãos, com mais tempo disponível para os debates, travavam conhecimento com
outros povos e costumes, o que lhes permitia fazer comparações e generalizações e tirar
conclusões novas. A sociedade grega, antes agrária e clânica, nos tempos do
desenvolvimento da filosofia estava estruturada na cidade e se fundamentava no comércio
e numa sociedade escravista.

Causa Cultural:
A cultura é uma expressão da sociedade. Mas no caso grego isso tem um significado
especial. As cidades-estados, gregas, estavam voltadas para o exterior, para o comércio.
Havia poucas relações intracontinente. Mas por mar e com povos diferentes havia intenso
intercâmbio não só comercial, como também cultural. Assim os gregos recebiam muitas
influências de outros povos que lhes traziam valores culturais diferentes. Esse intercâmbio
possibilitou assimilar novas informações que, cruzadas com seus conhecimentos,
possibilitaram novas conclusões. Os gregos aprenderam muito com os povos com os
quais mantinham relações comerciais. E isso foi sendo incorporado ao seu substrato
cultural. Algumas inovações gregas: calendário contando o tempo linearmente, a vida
essencialmente urbana, comercial e fabril, com divisão social das funções. A partir de
influências fenícias escrita passa a ser alfabética, deixando de ser ideográfica, como em
outros povos. Isso facilitou a prática de construção de textos e da comunicação, através da
combinação de caracteres para formar palavras. Essa forma de escrita facilitou a
comunicação pormenorizada dos conceitos. A novidade grega, portanto, não é a criação,
mas a re-elaboração.

Causa Econômica:

Este talvez seja o ponto central para a explicação do desenvolvimento da filosofia, no


mundo grego. Sua economia não se baseava só na agro-pecuária, como a maioria dos
povos antigos. Eles desenvolveram intensa atividade comercial – e industrial. Essa
atividade exigia contato constante com outras culturas e valores. A utilização da moeda,
além de facilitar as transações comerciais, ajudava na troca a partir de cálculos feitos por
um valor abstrato, notando que vários conceitos matemáticos e geométricos ainda hoje
utilizados, foram desenvolvidos nesse contexto. Além disso, há a presença do escravo. E,
talvez, tenha sido esse o elemento determinante e grande diferenciador da economia
grega em relação os demais povos. Diferentemente do "Modo de Produção Asiático",
anterior, aqui a escravidão não estava a serviço do estado, mas dos cidadãos; o escravo
era encarregado de desenvolver todas as atividades, permitindo ao cidadão desenvolver,
além de desenvolver as relações comerciais, dedicar-se ao ócio. Enquanto o escravo se
dedicava à produção, o cidadão se dedicava ao comércio, de onde tirava mais
informações e ao ócio, quando refletia as novas informações e as debatia com seus
concidadãos.

A filosofia, portanto, nasce desse contexto sócio-político-econômico e cultural e da


ociosidade.

Esses elementos combinados permitiram aos gregos desenvolver explicações do mundo e


da sociedade de forma diferente do que havia sido feito até aquele momento. Superaram
as estruturas e as cosmovisões de seus contemporâneos como a religiosa criacionista,
dos Hebreus; a místico-espiritualista, dos indo-chineses; a belicosa dos mesopotâmicos e
a sua própria cosmovisão mítica.

A comparação entre as diferentes cosmovisões os levou a questionar a verdade de cada


uma delas. Estava, com isso, colocado um dos problemas centrais da filosofia: a verdade
ou a possibilidade de se conhecer a verdade. Constataram que era impossível a mesma
realidade ser explicada de diferentes modos e ser, simultaneamente, verdadeira em cada
uma dessas explicações.

Esse pode ser entendido como o processo da passagem da explicação mítica para a
explicação racional para as realidades do mundo e as situações humanas. Mas esse
avanço intelectual foi possível graças ao trabalho escravo que permitia aos cidadãos
tempo ocioso para os debates na Ágora (a praça que era o centro da vida econômica,
social, política, cultural). Por isso é que se pode dizer que a filosofia, como a entendemos
hoje, tem uma origem espaço-temporal bem determinada, sem, contudo, negar a
capacidade reflexiva dos outros povos, pois cada povo, assim como cada pessoa, a seu
modo, desenvolve um processo de reflexão.

Todos nós somos filosofantes; mesmo quando negamos essa capacidade ou renunciamos
nosso direito de conduzir nossa vida, somos obrigados a tomar uma decisão, e isso já
implica em uma reflexão. Temos que refletir para nos decidirmos. Ou seja, somos
filosofantes. Refletimos e buscamos a verdade, ou refletimos e tomamos a decisão de abrir
mão de nossa capacidade de decidir. E isso é um processo filosófico, pois demanda
reflexão. O que se observa, na atualidade não é a falta da capacidade de filosofar, mas a
renúncia a essa capacidade. E ao se negar a pensar a pessoa passa a ser pensada por
outras, sendo por outras conduzida.

A capacidade de reflexão é a primeira face da filosofia. Mas isso não é tudo. Pois a
reflexão, como a entendemos até a sociedade grega, caracterizou-se pela subjetividade
das explicações mítico-religiosas. Com os gregos manifesta-se a segunda característica,
que marca a filosofia; a reflexão passa a ser objetiva e racional. Depende, não mais da
subjetividade , mas da objetividade racional. A validade de uma verdade se deve não ao
que "eu acho", mas àquilo que se pode comprovar, pelo raciocínio e pela argumentação.

Essa reflexão argumentativa é a base da filosofia no processo desenvolvido pelos gregos,


a partir do século VII. E isso graças a vários fatores, entre eles o fato e a presença do
trabalho escravo, liberando o cidadão de necessidade de trabalhar para subsistir. Nesse
sentido, podemos dizer, também, que a filosofia nasceu do ócio.

A filosofia, desenvolvida pelos gregos possibilitou um grande passo na busca da


compreensão do real. O desenvolvimento da racionalidade permitiu ver além das
aparências. Permitiu ver mais. Permitiu ver, além do fato, suas origens e suas
conseqüências, que passam a ser, também fatos interligados a outros. Inaugura-se, dessa
forma, uma nova visão de história. É possível perceber a ação humana na construção da
história; a vida humana deixa de ser uma brincadeira dos deuses, para ser resultante dos
condicionamentos e das relações humanas.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/5150/1/Porque-A-Filosofia-Nasceu-Na-
Grecia/pagina1.html#ixzz13aUYvT00
Filosofia é uma palavra grega que tem o significado “amigo da sabedoria” (philos sophias)
este termo foi criado por Pitágoras, onde alguém lhe chamou de sábio, que achou o nome
muito elevado e pediu que o chamasse de filósofo (amigo da sabedoria). A filosofia
procura adquirir informações válidas, precisas e ordenadas. A filosofia no dizer dos
filósofos ela estuda todas as coisas, Aristóteles foi o primeiro a fazer pesquisa rigorosa,
onde diz que a filosofia estuda as causas últimas de todas as coisas; Cícero disse que a
filosofia estuda as causas humanas; Descartes diz que a filosofia ensina a raciocinar bem;
Hegel como o saber absoluto; poderia definir filosofia como o estudo do valor do
conhecimento, como estudo da linguagem do ser, da história, da arte, da cultura, da
política, da religião, definindo que a filosofia estuda tudo.

A filosofia pode ser examinada em dois níveis: cientifico e no filosófico. Os homens, os


animais, as plantas, a matéria, podem ser estudados por muitas ciências sob diversos
pontos de vista, a filosofia procura resolver muitos problemas em termo de conhecimento,
a origem do mal, o valor da vida, o valor moral da lei todos estes problemas ocupa-se
somente a filosofia.

A ciência estuda a dimensão da realidade, enquanto a filosofia estuda o todo, a totalidade,


o universo globalmente. Filosofia estuda toda realidade ou procura uma explicação
completa e exaustiva de uma esfera particular da realidade.

O método é do conhecimento comum, poesia, e da mitologia. A filosofia tem um método


diferente, o da justificação lógica, racional conclusiva, que só se serve da razão, isto é
daquilo que os gregos chamaram logos.

O objetivo da filosofia não busca fins próprios e particulares e não tem interesses externos
como a ciência, a arte, a religião e a técnica. A filosofia tem uma finalidade única o
conhecimento; ela procura a verdade pela verdade a finalidade da filosofia puramente
teorética, ou seja, contemplativa, ela não procura a verdade por algum motivo que não
seja a própria verdade ela é livre na pura contemplação da verdade.

MITO E FILOSOFIA

A mitologia grega para a filosofia, Turchi da sua definição de mito “em sua acepção geral e
em sua fonte psicológica, o mito é a animação dos fenômenos da natureza e da vida,
animação devida a alguma forma primordial e intuitiva do conhecimento humano, onde o
homem projeta a si mesmo nas coisas, personifica-se, figura e comportamentos sugeridos
pela sua imaginação; o mito é, em suma, uma representação fantástica da realidade, o
mito é uma representação fantasiosa, mecanizada e metal do homem, para dar explicação
a natureza e da vida.

Todos os povos antigos Assírios, babilônicos, persas, egípcios, hindus, chineses, e gregos
tem seus mitos. Mas de todas as mitologias, a grega é a mais que se destaca pela riqueza,
ordem e humanidade, e ela se desenvolveu justamente na mitologia grega.

Mito-verdade é uma representação fantasiosa, o mito-fábula é uma narração imaginosa


sem nenhuma pretensão teórica. O mito é o primeiro degrau no processo de compreensão
dos sentimentos religiosos mais profundos do homem; é o protótipo da teologia.

A filosofia e, o mito é denso de significado tanto religioso como filosófico, pessoal , como
social, tendo o mesmo objetivo o de fornecer uma explicação exaustiva das coisas, a
filosofia procura atingir este seu objetivo de modo completamente diferente. O mito
procede mediante a representação fantástica, a imaginação poética, a intuição de
analogias; permanece aquém do logos. A filosofia, ao contrario, trabalha com a razão, com
a lógica, com espírito critico, e com argumentação rigorosas.

A RELIGIÃO GREGA E A FILOSOFIA

A religião, que tem a mais bela expressão em Homero, tudo que acontece é obra dos
deuses, todos os fenômenos naturais, os trovões e os raios são arremessados do alto por
Zeus, as ondas do mar, os ventos são impelidos por Éolo. São forças naturais calcadas
em formas humanas idealizadas, em outras palavras, os deuses da religião natural não
são mais do que homens ampliados e idealizados, que são superiores a nós. O que a
divindade exige do homem não é mudança intima de seu modo de pensar, nem luta contra
suas tendências naturais e seus impulsos, mas seu cumprimento do dever religioso que é
honrar a divindade.

Homero não conhece, a mera aceitação passiva de tradições causas e efeito, vale para ele
o principio de razão suficiente, recebendo cada acontecimento rigoroso, este modo poético
de ver as coisas é exatamente o antecedente da pesquisa filosófica da causa, do principio,
do porque das coisas.

O CONTEXTO SOCIAL, POLITICO E ECONOMICO DA FILOSOFIA GREGA

No século VI, a Grécia passa por relativa estabilidade política, como também na economia
havia o intercambio entre as cidades, e que trouxe para a comunidade mais riquezas e
prosperidade, como também um elevado nível cultural foi nesta época que a liberdade
cresceu e o florescimento da filosofia que atingiu o mais alto nível em Atenas, isto é, na
cidade onde reinou a maior liberdade que os gregos jamais desfrutaram.

Os primeiros pensadores que dão expressão filosófica a existência de uma causa de todas
as coisas são os filósofos Jônios, Tales, Anaximandro, Anaxímenes e Pitágoras todos
viveram entre os séculos VII a. C.

Tales: o pai da filosofia grega e, de toda a filosofia ocidental, matemático e astrônomo, foi
considerado um dos sete sábios da antiguidade, Tales é o autor da frase: “Qual é a causa
última, o principio supremo de todas as coisas?” A água, terra, ar e fogo.

Anaximandro: matemático e astrônomo e filosofo que a dar a resposta a Tales que o


principio de todas as coisas, o elemento primordial, não pode ser uma coisa determinada
como a água, a terra, o fogo ou o ar, porque o que se quer explicar é justamente a origem
destras coisas determinadas. E que o principio primeiro deve ser alguma coisa
indeterminada.

Anaxímenes: o principio primordial de todas as coisa é o ar. Do ar procedem todos os


outros elementos.

Pitágoras: um dos grandes mestres da humanidade, gênio multiforme, matemático


geometria, astronomia, e filosofo, fundador da escola Pitágoras, onde se ocupou mais com
a aritmética e descobriu o monocórdio, Pitágoras sacrificou grandes números de bois para
celebrar a descoberta de que no triângulo o quadrado da hipotenusa é igual à soma do
quadrado dos catetos. Segundo Pitágoras, “o principio de todas as coisas é a mônada;
dela procede a díada indeterminada que serve de substrato material à mônada, que é a
sua causa. O fogo, a água, a terra e o ar. Estes elementos mudam-se e transformam-se
uns nos outros, originando-se deles um universo dotado de alma e de razão, de forma
esférica, em cujo ponto central está a terra, também ela esférica e habitada”. Pitágoras via
na virtude o meio mais eficaz de purificação da alma, e que esta purificação progressiva
continua através de uma série de reencarnações. Criou a escola de pitagórica a escola
teve caráter, além de filosófico, cientifico, ético, religioso e político.
Segundo tema
1. A passagem do pensamento mítico para o filosófico-científico
Os diferentes povos da Antiguidade – assírios e babilônios chineses
e indianos, egípcios, persas e hebreus –, todos tiveram visões
próprias da natureza e maneiras diversas de explicar os fenômenos e
processos naturais. Só os gregos, entretanto, fizeram ciência, e é na
cultura grega que podemos identificar o princípio deste tipo de
pensamento que podemos denominar, nesta sua fase inicial, de
filosófico-científico.
O pensamento mítico consiste em uma forma pela qual um povo
explica aspectos essenciais da realidade em que vive: a origem do
mundo, o funcionamento da natureza e dos processos naturais e as
origens deste povo, bem como seus valores básicos. O mito
caracteriza-se, sobretudo pelo modo como estas explicações são
dadas, ou seja, pelo tipo de discurso (fictício ou imaginário) que
constitui.
As lendas e narrativas míticas não são produto de um autor ou
autores, mas parte da tradição cultural e folclórica de um povo. O
mito é, portanto, essencialmente fruto de uma tradição cultural e não
da elaboração de um determinado indivíduo.
Por ser parte de uma tradição cultural, o mito configura assim a
própria visão de mundo dos indivíduos, a sua maneira mesmo de
vivenciar esta realidade. O mito não se justifica, não se fundamenta,
portanto, nem se presta ao questionamento ou à crítica. Ou o
indivíduo é parte dessa cultura e aceita o mito como visão do mundo,
ou não pertence a ela e, nesse caso, o mito não faz sentido para ele.
Um dos elementos centrais do pensamento mítico e de sua forma de
explicar a realidade é o apelo ao sobrenatural, ao mistério, ao
sagrado, à magia.
É Aristóteles que afirma ser Tales de Mileto o iniciador do
pensamento filosófico-científico. Podemos considerar que este
pensamento nasce basicamente de uma insatisfação com o tipo de
explicação do real que encontramos no pensamento mítico. É nesse
sentido que a tentativa dos primeiros filósofos da escola jônica foi
buscar uma explicação do mundo natural baseada essencialmente
em causas naturais, o que consiste no assim chamado naturalismo da
escola. A chave da explicação do mundo de nossa experiência estaria
então, para esses pensadores, no próprio mundo, e não fora dele.
É significativo que Tales de Mileto seja considerado o primeiro
filósofo e que o pensamento filosófico tenha surgido não nas cidades
do continente grego como Atenas, mas nas colônias gregas do
Mediterrâneo oriental, no mar Jônico. Nessas cidades conviviam
diferentes culturas, e de forma harmoniosa, pois o interesse
comercial fazia com que os povos que aí se encontravam, fossem
bastante tolerantes. É possível, assim, que a influência de diferentes
tradições míticas tenha levado à relativização dos mitos. O caráter
global, absoluto, da explicação mítica teria se enfraquecido no
confronto entre diferentes mitos e tradições.

2. Noções fundamentais do pensamento filosófico-científico

A physis
O objetivo de investigação dos primeiros filósofos-cientistas é o
mundo natural; sendo que suas teorias buscam dar uma explicação
causal dos processos e dos fenômenos naturais a partir de causas
puramente naturais, isto é, encontráveis na natureza, no mundo
concreto e não no divino como nas explicações míticas.

A causalidade
Explicar é relacionar um efeito a uma causa que o antecede e o
determina. Explicar é, portanto, reconstruir o nexo causal existente
entre os fenômenos da natureza, é tomar um fenômeno como efeito
de uma causa. O que distingue a explicação filosófica-científica
da mítica é a referência apenas a causas naturais.
A explicação causal possui, entretanto, um caráter regressivo. Ou
seja, explicamos sempre uma coisa por outra e há assim a
possibilidade de se ir buscando uma causa anterior, mais básica, até
o infinito.

A arqué (elemento primordial)


A fim de evitar a regressão ao infinito da explicação causal, esses
filósofos postularam a existência de um elemento primordial que
serviria de ponto de partida para todo o processo. Tales foi o primeiro
a formular essa noção, afirmava ele ser a água (hydor) o elemento
primordial. Porém, o importante na contribuição de Tales não é a
escolha da água, mas a própria idéia de elemento primordial.
A importância da noção de arqué está exatamente na tentativa por
parte desses filósofos de apresentar uma explicação da realidade em
um sentido mais profundo, tal princípio daria precisamente o caráter
geral a esse tipo de explicação, permitindo considerá-la como
inaugurando a ciência.

O cosmo
O cosmo é o mundo natural, bem como o espaço celeste,
enquanto realidade ordenada de acordo com certos princípios
racionais. O cosmo, entendido assim como ordem, opõe-se ao caos
(kaos), que seria precisamente a falta de ordem. É importante notar
que a ordem do cosmo é uma ordem racional, é a racionalidade deste
mundo que o torna compreensível, por sua vez, ao entendimento
humano.

O logos
O logos significa discurso, mas ele difere fundamentalmente do
mythos, a narrativa de caráter poético que recorre aos deuses e ao
mistério na descrição do real. O logos é fundamentalmente uma
explicação, em que razões são dadas. É nesse sentido que o discurso
dos primeiros filósofos é um logos.

O caráter crítico


As teorias formuladas pelos primeiros filósofos não eram de forma
dogmática, não eram apresentadas como verdades absolutas e
definitivas, mas como passíveis de serem discutidas, de
suscitarem divergências e discordância.

Karl Popper

Em lugar de uma transmissão dogmática da doutrina


encontramos uma nova atitude, a tradição crítica da doutrina. A
dúvida e a crítica existiam certamente antes disso. O que é novo,
porém, é que a crítica tornou-se agora, por sua vez, parte da tradição
da escola.
A história da filosofia no Brasil é um ramo da filosofia que estuda em caráter de
exposição crítica e metódica as várias vertentes e sistemas das várias escolas filosóficas.
Ela é uma disciplina filosófica à parte, e ocupa bastante espaço não somente no ensino
secundário e universitário no mundo, bem como em todas as cadeias de pensamento,
seja ela na área de humanas ou na área de exatas. Enquanto ramo da história, ela se
ocupa de documentar e preservar os debates filosóficos e também ser metódica.
Enquanto ramo da filosofia, ela se ocupa em discutir filosoficamente os conceitos atuais
da filosofia, não deixando em suma, a própria contextualização da própria história
filosófica que encadeou os conceitos atuais, tendo em vista o anacronismo e os
conceitos filosóficos do passado, poderíamos afirmar que a história da filosofia é tida
como pedra fundamental para as outras ciências, pois da história do pensamento se fez a
história das próprias ciências. Pois não devemos deixar cair no esquecimento que a
filosofia é a mãe das ciências, pois da própria filosofia surgiu as demais ciências, sendo
assim, a matter magistrae.

A História da Filosofia é a disciplina que se encarrega de estudar o pensamento


filosófico em seu desenvolvimento diacrônico, ou seja, a sucessão temporal das idéias
filosóficas e de suas relações.

Como as idéias influenciam os acontecimentos e vice-versa, é comum que a História da


Filosofia precise recorrer a conhecimentos da História Geral, para esclarecer seus
conteúdos, assim como é costumeiro que esta recorra àquela, para contribuir na
explicação dos determinantes de certos fatos. Dentro da História da Filosofia, é possível
fazer delimitações materiais e formais. No primeiro caso, assim como a História da
Filosofia é subdivisão da História, pode haver a História da Lógica, do Empirismo ou
do Aristotelismo. No segundo caso, o das delimitações formais, a divisão que se faz diz
respeito ao tempo, caso em que se equipara à organização empreendida pela História
Geral.

Assim, costuma-se estudar a História da Filosofia com a seguinte disposição: filosofia


antiga, filosofia medieval, filosofia moderna e filosofia contemporânea.

A história da filosofia rastreia as várias teorias que buscaram ou buscam algum tipo de
compreensão, conhecimento ou sabedoria sobre questões fundamentais, como por
exemplo a realidade, o conhecimento, o significado, o valor, o ser e a verdade. O fazer
filosófico, como toda construção do conhecimento, requer acúmulo das contribuições
dos pensadores do passado. Sempre que um pensador se debruça seriamente sobre uma
questão filosófica, está, mais ou menos conscientemente, rendendo tributo a seus
antecessores, seja para contrapor-se a eles, seja para ratificar suas idéias, esclarecê-las e
melhorá-las.

Índice
[esconder]

• 1 Filosofia Ocidental
o 1.1 Características
• 2 Filosofia Oriental
• 3 Referências
• 4 Alguns tipos de filosofia

[editar] Filosofia Ocidental


Surgiu nos séculos VII-VI a.C. nas cidades gregas situadas na Ásia Menor.A história da
filosofia é um ramo da história e da filosofia. Ela é uma disciplina filosófica à parte, e
ocupa bastante espaço no ensino secundário e universitário de filosofia no Brasil.
Enquanto ramo da história, ela se ocupa de documentar e preservar os debates
filosóficos. Enquanto ramo da filosofia, ela se ocupa em discutir filosoficamente, com
os conceitos atuais da filosofia, tendo em vista o problema do anacronismo e os
conceitos filosóficos do passado.

A História da Filosofia é a disciplina que se encarrega de estudar o pensamento


filosófico em seu desenvolvimento diacrônico, ou seja, a sucessão temporal das idéias
filosóficas e de suas relações. Ela é uma parte da ciência positiva da História, exigindo o
mesmo rigor nos métodos, a fim de reconstituir a seqüência da Filosofia.

Como as idéias influenciam os acontecimentos e vice-versa, é comum que a História da


Filosofia precise recorrer a conhecimentos da História Geral, para esclarecer seus
conteúdos, assim como é costumeiro que esta recorra àquela, para contribuir na
explicação dos determinantes de certos fatos. Dentro da História da Filosofia, é possível
fazer delimitações materiais e formais. No primeiro caso, assim como a História da
Filosofia é subdivisão da História, pode haver a História da Lógica, do Empirismo ou
do Aristotelismo. No segundo caso, o das delimitações formais, a divisão que se faz diz
respeito ao tempo, caso em que se equipara à organização empreendida pela História
Geral.

Assim, costuma-se estudar a História da Filosofia com a seguinte disposição: filosofia


antiga, filosofia medieval, filosofia moderna e filosofia contemporânea.

A história da filosofia rastreia as várias teorias que buscaram ou buscam algum tipo de
compreensão, conhecimento ou sabedoria sobre questões fundamentais, como por
exemplo a realidade, o conhecimento, o significado, o valor, o ser e a verdade. O fazer
filosófico, como toda construção do conhecimento, requer acúmulo das contribuições
dos pensadores do passado. Sempre que um pensador se debruça seriamente sobre uma
questão filosófica, está, mais ou menos conscientemente, rendendo tributo a seus
antecessores, seja para contrapor-se a eles, seja para ratificar suas idéias, esclarecê-las e
melhorá-las.

A Filosofia ocidental tem uma longa história. Ela costuma ser dividida em quatro
grandes eras:

• Filosofia antiga - Estuda-se, em Filosofia Antiga, o surgimento da


Filosofia e seu desenvolvimento pelos gregos, especialmente, e pelos
romanos. Em geral, ela é repartida, tomando-se Sócrates como
referência. Assim, há o período pré-socrático e o pós-socrático.
Corresponde ao período compreendido entre os séculos VI e V a.C.
Suas figuras de destaque são Platão e Aristóteles, além de outros de
quem se sabe menos, como Tales, Anaximandro, Anaxímenes,
Heráclito, Parmênides, Empédocles e Demócrito. A transição entre
esta etapa e a Filosofia Medieval não é muito nítida. Ela se dá quando
o cristianismo ganha status e recorre ao pensamento grego, para dar
fundamento teórico a suas teses. Em termos cronológicos, esse
período coincide aproximadamente com a queda de Roma, no século
V.
• Filosofia medieval - A Filosofia Medieval se estende até
aproximadamente o século XV, quando ocorre o que se chama
Renascença. Ela está principalmente subordinada à Igreja Católica, e
seus representantes capitais são Santo Agostinho e São Tomás de
Aquino. É quase totalmente uma filosofia escolástica. Há ainda alguns
filósofos de origem árabe ou judaica, mas não fazem parte da
tradição filosófica ocidental, embora seus trabalhos tenham sido
fundamentais para que o pensamento antigo atingisse nossos dias.
• Filosofia moderna - O período que compreende a Filosofia Moderna
vai do final da Idade Média até fins do século XIX. Há propostas de
que seja dividido em Filosofia da Renascença e Filosofia Moderna. A
primeira é marcada pela descoberta de obras desconhecidas de
Platão e Aristóteles, além de outras obras do mundo grego, sendo
seus principais pensadores Maquiavel, Montaigne, Erasmo, More,
Giordano Bruno etc. Na segunda, predomina “a idéia de conquista
científica e técnica de toda a realidade, a partir da explicação
mecânica e matemática do Universo e da invenção das máquinas”,
nas palavras de Marilena Chaui, e seus representantes mais
destacáveis foram Galileu, Bacon, Descartes, Pascal, Hobbes,
Espinosa, Leibniz, Locke, Berkeley, Newton, Hume e Kant.
• Filosofia contemporânea - Estendendo-se de meados do século XIX
até nossos dias, é o período mais complexo de definir, afinal está em
construção, e não temos o distanciamento afetivo e cronológico para
nos ajudar a entendê-lo.

[editar] Características

Podemos resumir que a filosofia consiste no estudo das características mais gerais e
abstratas do mundo e das categorias com que pensamos: Mente (pensar), matéria (o que
sensibiliza noções como quente ou frio sobre o realismo), razão (lógica), demonstração
e verdade. Pensamento vem da palavra Epistemologia "Episteme" significa "ter
Ciência" "logia" significa Estudo. Didaticamente, a Filosofia divide-se em:

• Epistemologia ou teoria do conhecimento: trata da natureza crença,


da justificação e do conhecimento.
• Ética: trata do certo e do errado, do bem e do mal.
• Filosofia da Arte ou Estética: trata do belo.
• Lógica: trata da preservação da verdade e dos modos de se evitar a
inferência e raciocínio inválidos.
• Metafísica ou Ontologia: trata da realidade, do ser e do nada.

[editar] Filosofia Oriental


Embora o termo filosofia seja de origem grega, a referência a uma filosofia ocidental é
em oposição a uma filosofia oriental. Esta última é um tema controverso, uma vez que
em relação ao oriente muitos afirmam que não ocorreu uma separação de ciência e
religião, ou pensamento não-religioso como algo independente do pensamento religioso,
como ocorreu no ocidente. Mas há quem afirme que o que falta é informação sobre o
oriente: "Há, segundo penso, muitas concepções errôneas sobre a filosofia oriental, nem
toda de orientação mística e religiosa."[1] E há, ainda, quem discuta se a herança que os
gregos receberam dos orientais, com os quais tinham contato, deu origem a filosofia.
Contudo, a "maioria dos historiadores tende hoje a admitir que somente com os gregos
começa a audácia e a aventura expressas numa teoria". [2]

Entretanto, é possível citar pensadores do oriente que são