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1.

O benefício da excussão é uma das excepções dilatórias oponíveis pelo fiador ao credor,
também emprega o termo excepão de excusão, emboara referindo-a ao direito germânico.
Trata-se, bem entendido, duma excepção de carácter executivo. Consiste este benefício em
não ser o fiador obrigado, quando o invoque, a pagar a dívida afiançada sem que
primeiramente sejam vendidos os bens do devedor, se este os tiver. O beneficio da excussão
resulta, da natureza subsidiaria da fiança e tem, como efeito directo, o prolongamento do
prazo dentro do qual os bens do fiador deveriam responder, porque o fiador é obrigado a
sustar a execução contra o fiador e, pelo menos por algum tempo, a virar-se apenas contra os
bens do devedor principal. O benefício de excussão encontra-se expressamente formulado no
artigo 638.º e ss. CC.
2. A Acção sub-rogatória é o instituto que permite a actuação do credor em substituição do seu
devedor, comummente designado acção sub-rogatória, é uma das medidas preventivas eu o
nosso ordenamento jurídico disponibiliza ao credor para tutela do seu direito de crédito.
Encontra-se genericamente previsto e regulado nos artigos 606.º à 609.º do CC. Está portanto,
sistematicamente enquadrado na secção dedicada aos meios de conservação da garantia
geral das obrigações. Muito sumariamente, este instituto confere ao credor a possibilidade
patrimonial contra terceiro, caso o próprio devedor não o faça, sempre que esse exercício seja
essencial à satisfação ou garantia do seu crédito face ao devedor.
3. A sub-rogação convencional ou voluntária resulta de um acordo entre o terceiro que pagou e
o credor primitivo, a quem é feito o pagamento, ou entre o terceiro e o devedor, prevendo a
lei três modalidades, uma delas efectuada pelo credor e as duas restantes pelo devedor, isto
é, aqui existe o acordo de vontade, ou entre o credor e terceiro, ou entre o devedor e terceiro
contemporâneo ao pagamento e expressamente declarado, pois a sub-rogação não se
presume já que o pagamento é acto deliberatório, nos termos dos arts. 589.º, 590.º e 591.º
do CC.
4. A cessão de créditos apenas produz efeitos em relação ao devedor desde que lhe seja
notificada, ainda que extrajudicialmente, ou desde que ele a aceite (art. 583.º, n.º 1). A
notificação e a aceitação não estão sujeitas a forma especial (cfr. art. 219.º). Não se pode, no
entanto, considerar equivalente à notificação o facto de o cessionário se limitar a instaurar
contra o devedor acção de cobrança do crédito, podendo inclusive a aceitação ser efectuada
tacitamente (art. 217.º)...”.